RESPEITO PELO CONSUMIDOR

Página principal do site Reparador Fiat


Finalmente minha esposa trocou de carro. Conseguimos vender o Fiesta, pegando um Siena Fire 2008, com apenas 33.000 km, da mãe de um grande amigo nosso que havia tirado o carro 0-km. Carro com procedência acima de qualquer suspeita.

Gosto de conhecer bem a mecânica dos carros daqui de casa. Quando comprei o Fusion, aproveitei uma viagem que fiz aos EUA para trazer de lá os manuais de reparação dele, Comprei, pelo eBay, os manuais originais de concessionária fornecidos pela Ford americana, por 65 dólares. Já que a Ford Brasil não disponibiliza este tipo de informação ao público, precisei ir “direto à fonte” para conseguir os manuais, obviamente em inglês.


Manuais de reparação do Fusion que a Ford americana vende para quem quiser


Comprado o Siena, comecei a procurar informações sobre a manutenção dele na internet. Coisas triviais, como tipo de óleo recomendado, intervalos de troca, plano de manutenção contendo o que deve ser trocado e conferido e com que quilometragem, enfim, informações para fazer corretamente a manutenção do carro, de forma que minha esposa tenha em mãos um carro confiável que não a deixará na rua por negligência de manutenção.

Nas pesquisas que fiz pela internet me deparei com um site, infelizmente muito pouco divulgado, mas que é de enorme utilidade para quem se dispõe a fazer a manutenção de um carro Fiat: Reparador Fiat. O site é voltado a mecânicos e visa fornecer informações que possibilitem um correto reparo de qualquer veículo Fiat.

Mas qualquer pessoa pode se cadastrar no site, identificando-se como “reparador autônomo”, usando apenas o número do CPF para fazer o cadastro. Uma vez cadastrado, tem-se acesso a todo catálogo de peças originais da Fiat, além de muitos textos ilustrados demonstrando os procedimentos recomendados pela fábrica para a manutenção de seus carros. Instruções de como desmontar e remontar o motor e muitas outras partes do carro. Enfim, o site é um guia muito útil para qualquer mecânico ou proprietário habilidoso poder fazer a correta manutenção e reparação dos carros da marca.

Mas, o que a Fiat ganha com isso? Voltemos 36 anos no tempo: Quando a Fiat se instalou no Brasil, lançou o 147, um carro pequeno e revolucionário, mas que logo começou a desfrutar de má fama. Alguns diziam que ela se devia ao carro ter baixa qualidade e não ser resistente; outros diziam que era devido à sua mecânica ser sofisticada demais para um mercado tão acostumado à simplicidade do Fusca, porém não pretendo entrar no mérito do porquê desta imagem negativa. 

O fato é que ela existiu e atrapalhou muito as vendas da Fiat na década de 1980. Mesmo que o Uno, lançado em 1984, fosse um produto muito bom, sendo atualmente reconhecido por sua grande resistência, na época ele teve que provar muito bem provada esta sua qualidade, pois o mercado desconfiava de tudo que viesse do fabricante italiano.

Nisto caiu uma ficha para a Fiat: A imagem de seus produtos passados impacta muito na imagem da organização como um todo e reflete diretamente na imagem dos produtos atuais. Se uma imagem negativa (que ela reverteu) atrapalha tanto as vendas, uma imagem positiva pode fazer com que o carro se venda sozinho. 

Isto tudo não era difícil de comprovar, bastava olhar para a enorme sobrevida que o Fusca teve no Brasil, as pessoas decidiam comprar Fusca apenas porque sabiam que o carro era bom e mais nada. A enorme quantidade de Fuscas velhos rodando no país passava esta impressão e ninguém discutia isso. E isto alavancava a venda de outros veículos da Volkswagen também, pois o consumidor “estendia” o conceito do “Fusca é bom” para “Volkswagen é bom”.

Frota antiga: se estiver em bom estado, melhor para a marca

Desta forma, uma grande quantidade de carros velhos de uma marca acaba por “atestar” a qualidade dela. Se muitos dos carros desta marca chegam rodando aos 15 ou 20 anos, é porque são carros “bons”, eles “agüentam”. E o fato dos carros serem “bons” é um forte argumento na decisão na hora da compra. O carro velho rodando passa a impressão de que o carro é robusto e que “não quebra”, pois só sendo assim para ter “agüentado” tanto tempo.

O sujeito que compra carros 0- km mas nunca compraria um Palio, por exemplo, se vir na rua um Palio 1997 em boas condições, isso pode acabar influenciando-o a comprar um Palio 0-km por achar este um “bom” carro. E como fazer para ter muitos carros velhos da sua marca rodando na rua fazendo propaganda de graça para você pelo fato de ser durável?

Não é segredo para ninguém que uma manutenção adequada é um dos pressupostos para prolongar a vida de qualquer veículo. E isto é tudo que a Fiat certamente queria, que seus carros durassem bastante. Então, uma boa medida neste sentido seria facilitar a manutenção destes carros, seja através de peças de reposição acessíveis, seja disponibilizando informação de como reparar o carro corretamente. É este o objetivo velado do site do Reparador Fiat: investimento na imagem da marca.

Infelizmente, até onde pude pesquisar, a Fiat é a única fabricante nacional que tem este tipo de atitude. Muitos outros fabricantes escondem o jogo de como fazer a manutenção nos carros que fabricam. Seria uma maneira de obrigar o cliente a continuar levando seu carro nas concessionárias? Uma das justificativas que ouvi é que só as concessionárias têm condição de efetuar a manutenção e a reparação adequada do veículo, o que é discutível. Pode ser nada mais que uma tentativa de manter uma reserva de mercado para a sua rede de concessionárias.

Alguns fabricantes, eu soube também, levam esta política tão a sério que consideram seus manuais de reparação como “publicações sigilosas”: A informação existente ali não pode “vazar” para o mercado!

Outro caso absurdo aconteceu com os catálogos eletrônicos de peças, em CD, destinados às concessionárias, mas que começaram a vazar na internet no início da década passada. Vários fóruns e clubes foram ameaçados pelos fabricantes para que parassem de disponibilizar tais CDs. A alegação? Quebra de direitos autorais...


Catálogo de peças Chevrolet em CD, uso restrito às concessionárias: insensatez total

Não poderia haver cegueira maior do que isto. De posse do catálogo, o cliente poderia pesquisar o código correto da peça, o que economiza tempo à concessionária. É muito mais fácil perguntar, por exemplo, se ela tem a peça 90497968 do que o “coxim que vai do lado da frente do câmbio manual do Vectra 2003 com motor de 16 válvulas”. Com o código 90497968 o atendente conseguiria fazer a busca no estoque fácil e rapidamente.

Esta prática parece ser coisa apenas da terra brasilis. Da mesma forma que os manuais de concessionária da Ford são vendidos livremente no eBay (basta procurar por “repair manual” ou “service manual” e o nome e ano do carro desejado). Existe também um site chamado Ford Parts, da própria Ford americana, em que o consumidor pode colocar o número de chassis de seu carro ou selecionar o modelo numa lista e assim ter acesso a qualquer manual de reparação ou catálogo de peças originais Ford, incluindo preços e endereço da concessionária mais próxima de seu ZIP code (equivalente ao nosso CEP nos EUA), onde as peças podem ser compradas.

Fiz o teste com o número de chassi do meu Fusion e funciona! Mas vai ver se existe http://www.fordparts.com.br da Ford daqui... Só que existe http://www.fordparts.com.pt/, ou seja, os nossos amigos d’além mar também podem ter seu catálogo online. Aqui isso não pode, é “sigiloso”. Vergonhoso!

Site Ford Parts até em Portugal, mas para os brasileiros...

O objetivo destes fabricantes é, obviamente, forçar o cliente a fazer toda a manutenção em concessionária – um ato legítimo, uma vez que redes saudáveis financeiramente interessam a qualquer fabricante.. Só que uma pesquisa do GiPA (Grupo Interprofissional Automotivo, uma entidade internacional especializada em pós-venda) apurou que 80% dos proprietários de veículos não levam seus carros em concessionárias após o término da garantia – um direito, afinal.  Só que se esses veículos terão que ser reparados de um jeito ou de outro, é melhor que o sejam da melhor maneira possível. E se as oficinas independentes comprarem peças originais, tanto melhor para as concessionárias e, na outra ponta, para as fabricantes..

Sendo assim, uma oficina independente é muito mais complementar do que concorrente para as concessionárias. Por que, então, não estimulá-la? O core business (negócio principal) dos fabricantes é fabricar e vender carros, não fazer reparação. Esta é serviço de pós-venda, uma obrigação para obter a concessão, mas também uma ferramenta para garantir satisfação do cliente e fidelizá-lo.

Oficina mecânica independente: complementar, não concorrente da concessionária (thymberthy.blogspot.com)

Na década de 1990, alguns fabricantes, notadamente os franceses, tentaram entrar no Brasil vendendo carros a preços menores que seus concorrentes. Em sua ótica, seria mais fácil vencer as barreiras de entrada ao mercado brasileiro abrindo mão de parte da margem de lucro na venda de carros, fazendo o cliente trocar de marca usando como chamariz um preço inferior. Porém, para garantir a lucratividade da empresa e também das suas redes recém-constituídas num cenário de parque circulante ainda pequeno, o plano incluía maior margem de lucro sobre as peças originais e autorizar as concessionárias a praticar um preço de mão de obra acima do mercado. O raciocínio era vender o carro barato e tirar o lucro na hora em que ele precisasse de peças – obrigatoriamente compradas nas concessionárias por serem importadas na sua maior parte..

A estratégia não poderia ter sido pior. Nos primeiros anos, conforme esperado, as vendas explodiram, só que quando o mercado percebeu que, apesar de custar menos que na hora da compra, a manutenção era muito mais cara que a dos concorrentes, estes carros começaram a "micar" no mercado. Por causa da manutenção cara, eles valiam muito menos que os outros carros de mesmo segmento quando usados, uma vez que ninguém queria comprar um carro usado cuja manutenção fosse cara porque suas peças custavam seu peso em ouro na concessionária, combinado com preço da mão de obra nada acessível.

Ninguém queria pagar o triplo por um jogo de pastilhas de freio ou por uma bateria. Como resultado, quem comprou estes carros pegou um enorme preconceito contra a marca, pois o carro era barato de comprar, mas caro de manter e exatamente por isso não valia nada na hora de vender. Quando o sujeito conseguia se livrar do "mico", tratava de comprar correndo um carro de outra marca. O preço pago a menos na hora da compra não compensava o que se pagava a mais em manutenção e na conseqüente depreciação. 

E isso ainda acabava saindo mais caro para a fabricante: este ex-dono, além de comprar seu novo carro de outra marca, relatava sua péssima experiência às pessoas de seu convívio, que passavam a ver com desconfiança aquela marca, preterindo-a em favor das concorrentes.

Sendo assim, estes fabricantes penaram bastante na década seguinte para crescer no mercado brasileiro e tiveram que gastar muito dinheiro em propaganda para convencer o consumidor de que a manutenção agora era barata. Os ganhos proporcionados por esta estratégia imediatista nos anos 1990 acabaram fazendo as empresas gastarem muito mais dinheiro na década seguinte para reverter os estragos causados à sua imagem.

Por outro lado, um carro de manutenção fácil, barata e infreqüente acaba se vendendo sozinho: Por ter uma boa imagem, seu proprietário não encontra dificuldades em vendê-lo e sua boa experiência com a marca reforça a vontade de comprar outro carro dela, num verdadeiro círculo virtuoso.

A questão da durabilidade acaba se refletindo por toda a cadeia de substituição: O dono do carro de 15 anos busca comprar um de 10 anos. O ex-dono do de 10 anos, ao vendê-lo, almeja um de sete anos, o de sete quer um de três anos, o de três anos compra o 0-km. Se o carro começar a quebrar muito antes da hora e for caro de consertar, fica pelo meio da cadeia e isto acaba refletindo uma queda em seu valor ao longo dela. O resultado é que lá na ponta final a pessoa que vai vender o seu usado de três anos para comprar o 0-km acaba tendo que colocar muito mais dinheiro em cima e assim pode acabar escolhendo outra marca por causa da má experiência na hora da revenda.

Os fabricantes instalados aqui precisam perceber isto. Que o core business deles é vender carros, não peças. A venda de peças só deve existir para que o carro não seja descartável, para que ele possa ser reparado e assim continuar rodando. Um pós-vendas ruim pode acabar com a imagem de uma marca – o inverso pode construí-la, um bom exemplo é o Volkswagen a partir da direção de Heinz Nordhoff em 1948 na Alemanha.. E é muito mais caro recuperar uma má imagem do que conservar uma boa.

Em administração diz-se que o custo de manter um cliente é muito menor do que o de ganhá-lo. E que o custo de recuperar um cliente perdido é maior ainda do que o de ganhar um novo cliente. É isto o que os ”contadores de feijão” das fábricas esquecem na hora que sucumbem ao canto da sereia de aumentar o lucro do exercício.

Literatura técnica de reparação não deve jamais ser sigilosa. A vantagem competitiva no longo prazo não vem de esconder informações para forçar o cliente a freqüentar a concessionária, mas sim de facilitar ao máximo a reparação do carro, para que este dure bastante e continue nas ruas como uma propaganda da durabilidade e robustez da marca. E isto obviamente ajudará a empresa no seu core business: fabricar e vender carros novos.

CMF

173 comentários :

  1. http://www.reparadorchevrolet.com.br/site/

    Sempre em segundo lugar, a GM tem algo similar ao site da FIAT. Requer alguma atualização, pois não há informação do Cruze, por ex.

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    1. eu tenho cadastro nesse site o problema é que ta muito desatualizado, do agile para frente nao tem informação de carro nenhum.

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  2. Rafael Ribeiro19/07/12 12:11

    Parabéns pelo texto! Assino embaixo, com firma reconhecida em cartório...

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    1. Parabéns pelo texto! Assino embaixo, com firma reconhecida em cartório...2

      Melhor que muitos sites ''conhecidos'' por aí. Retrata bem a verdade!!!

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  3. Aléssio Marinho19/07/12 12:12

    A GM também oferece acesso aos manuais de reparo, através do www.reparadorchevrolet.com.br
    A BMW também, se não me engano, mediante pagamento de mensalidade.
    Uso o Reparador Fiat toda vez que preciso fazer algo no meu Uno, e graças a ele consegui aprender bastante sobre reparação de Fiats em geral, sem contar que existe literatura farta sobre as Alfas, e em português! Com muitas peças compartilhadas com os fiats.

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  4. A FIAT tomou uma boa decisão ao disponibilizar parte das informações no Reparador FIAT, que eu uso desde que foi lançado, a um bom tempo já, porém ainda peca no tratamento de vendas de peças em balcão: algumas peças tem margem de desconto de até 45% (a maioria consegue-se até 30%) porém quem "decide" o desconto é o vendedor, que muitas vezes não dá desconto algum. Já cheguei a cotar a mesma peça em duas concessionárias, uma me vendeu por R$290,00, ao outra queria R$410,00 na mesma peça, uma válvula termostática. Imagino um consumidor comum que vai trocar um jogo de correias, tensores e rolamentos (manutenção comum), chega no balcão da css e pede as peças, sai com um orçamento de mais de mil reais, porém a css poderia repassar um desconto e ajudar o consumidor, vender seu produto e ainda garantir a correta manutenção dos carros da marca.

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    1. Cristian Pinheiro19/07/12 13:01

      Estava em SP e precisei trocar uma borracha de acabamento do meu Gol G4: R$110,00 na Jewa. Não instalei na concessionária e quem instalou "fez daquele jeito". Voltando ao RS precisei comprar novamente a mesma borracha: R$90,00 na Panambra. Como pode uma autorizada que fica ao lado de São Bernardo do Campo vender mais caro do que uma outra que fica a 1.500 km de distância da fábrica? Outro detalhe um tanto "engraçado": a instalação da borracha, que é apenas colada com dupla-face que já vem com a borracha, me cobraram R$800,00 na Jewa e precisavam fica com o carro por 2 dias!!! Da última vez eu mesmo instalei, em 15 minutos, e está ótimo.

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    2. Lhe cobraram R$800 ou R$80?

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    3. Certa vez levei ao funileiro meu ex-Corsa para trocar o defletor que fica embaixo do para-choque (como essa peça piora o ângulo de ataque em relação a um Corsa mais simples, é muito comum que raspe no chão. Normalmente ela dobra e volta à posição normal, mas com o tempo pode rachar). Esse funileiro, que me é de confiança, foi procurá-la onde costuma cotar as peças e recebeu como resposta um preço bem alto. Eu achei estranho e falei para ele que ia trazer a peça para que ele instalasse. Procurei nas concessionárias e a achei por R$ 30 a menos do que onde ele costuma comprar.
      Cheguei com a peça, mostrei-lhe, disse o preço e ele se surpreendeu. Inclusive me pediu o telefone de onde adquiri a peça.

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    4. Cristian Pinheiro20/07/12 13:00

      Anônimo das 14:10: não digitei errado não, cobraram R$800,00!

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    5. kkk Anonimo das 14:10... kkkk tá cheio desses aqui..

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  5. Victor Gomes19/07/12 12:19

    Excelente Post!

    Já trabalhei em setor de peças de concessionária e sei da facilidade que é quando o cliente possui o catálogo de peças. Na época, nós distribuiamos o catálogo para as oficinas cadastradas que mais compravam conosco, mesmo sendo contra-indicado pela montadora. Ganhavamos tempo com isso e nos livrávamos da dor de cabeça que era quando a peça encomendada não era a que o cliente de facto precisava.

    Creio que as montadoras realmente tenham "medo" da concorrência de oficinas independentes caso estas tenham acesso ao manuais de reparo de carros novos. Mas acredito que ao menos aqueles manuais de carros que já deixaram de ser fabricados deveriam sim serem disponibilizados para o público. Não há nenhum problema nisso! A montadora só tem a ganhar com este tipo de atitude!

    Uma das preocupações que tenho ao comprar um carro usado, e acredito que muitas pessoas também tenham essa preocupação, é a acessibilidade aos catálogos de peças e manuais de reparo. Por enquanto, me prendo aos carros da Honda, por conhecer sua mecânica, ter acesso a vários manuais de reparos e catálogos de peça. Mas gostaria de ter carros de outras marcas, caso tivesse acesso aos manuais também.

    Muito deles estão escondidos em fóruns de clubes automotivos.
    Seria de imensa utilidade pública se os links dos sites que contenham manuais e catálogos fossem disponibilizados.

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    1. Montadora não! Fabricante :)

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    2. E essa bobagem de segurar a informação deve ser exigência dos concessionários, já que para o fabricante pouco importa.

      Será que nos países citados, como os EUA, não há legislação que obrigue o fabricante a fornecer as informações ao consumidor?

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    3. Anônimo19/07/12 12:44 Amigo, onde é que você viu que é errado falar montadora .

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    4. O correto é fabricante.

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    5. Anônimo19/07/12 14:40 Então todos falam errado ,inclusive redatores e jornalistas .

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    6. Anônimo19/07/12 14:40 Para encerrar ,veja este link : http://economia.estadao.com.br/noticias/negocios+industria,gm-volta-a-ser-a-maior-montadora-do-mundo,98970,0.htm. xeque mate .

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    7. Sim, estão. Pesquise artigos do Bob Sharp aqui e no BestCars. Assim como quase todos falam A Ferrari 355 e o certo seria O Ferrari 355. A Ferrari, assim como A Porsche, A Ford é quando falamos da marca, da fábrica, etc, nunca do carro, do modelo.

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    8. Fábio Basco, alguns links sobre esse tema, aqui do AE mesmo:

      http://autoentusiastas.blogspot.com.br/2011/09/montadora-o-erro-se-alastra.html

      http://autoentusiastas.blogspot.com.br/2008/10/montadora-no-d-mais.html

      http://autoentusiastas.blogspot.com.br/2009/02/mais-montadora.html

      http://autoentusiastas.blogspot.com.br/2011/01/um-termo-inconveniente.html

      http://autoentusiastas.blogspot.com.br/2010/02/montadorazinha-grande-essa.html

      Devem existir outros, selecionei alguns deles, explicando porque deve-se usar "fabricante" no lugar de "montadora". Acreditei que no link do Estadão eu veria uma explicação sobre o porque de se usar "montadora", mas vi apenas, em minha opinião, a aplicação errada do termo.

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    9. É montadora ,porque pegou peças prontas e montou o carro com as peças ,encerro aqui .

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    10. Bom ,não sabia que ela (fábrica )fabrica as peças,se é assim então ,okay.Abracs ,Fabio.

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    11. FAbio Basco
      Saiba que várias peças são produzidas na própria fábrica. Só o processo de fabricação de carroceria é dos mais complexos e desclassifica a indústria como montadora. É fabricante na acepção da palavra.

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    12. Esse Fabio deve ser novo aqui...e

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    13. Enfim: É FABRICANTE e ponto final. E não se fala mais nisso!

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    14. MONTADORA BOA SE ENCONTRA EM OUTROS SITES...

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    15. O assunto é sobre disponibilidade de informações ou sobre língua portuguesa? Cambada de...

      João Paulo

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    16. Este comentário foi removido pelo autor.

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    17. Obrigado a todos pela informação , achava que as fabricas de carros pegavam todas as peças prontas e montavam .
      Anônimo19/07/12 18:07 Sou novo sim ,e "tudo o que sei e que nada sei " hehe.

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    18. Só para ter uma idéia de como o "Estadão" entende de carros...
      Já cansei de ler matérias falando que o "carro X tem 2.0 de POTÊNCIA".
      Até doeu no olho.

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  6. Curiosamente, a mesma VW que construiu essa imagem de durabilidade nos tempos do Fusca no Brasil, nos EUA hoje está penando para tentar mostrar que seus atuais produtos são tão confiáveis quanto os dos concorrentes asiáticos e americanos, pois queimou a imagem com a alta taxa de defeitos da geração anterior de carros como Passat e Jetta.

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    1. Será ????

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    2. E é por isso que a VW ainda é uma das campeãs de vendas cá no Brasil, mesmo tendo produtos inferiores a preços superiores. O freguês de Fusca não sabe pensar que a Fiat melhorou e a qualidade VW foi embora.

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    3. Na verdade o que ocorreu é que praticamente todos os produtos hoje tem mais ou menos a mesma qualidade. O que muda muito é isso: preço, pós-venda, atendimento...

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    4. Pós venda e atendimento estão mais ou menos nivelados por baixo também. Poucas marcas fogem disso

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  7. "Uma das justificativas que ouvi é que só as concessionárias têm condição de efetuar a manutenção e a reparação adequada do veículo..."

    Extremamente questionável. Além de as concessionárias, muitas vezes, contarem com uma mão de obra de treinamento insuficiente, se valem da chancela do fabricante sobre suas marquises para explorar no preço e arrancar até os tostões no serviço (e no custo da mão de obra que utilizam).
    Mais vale um mecânico especializado ou mesmo uma boa oficina, dependendo da situação.
    Quanto a informação, realmente ridículo o sigilo feito sobre as informações de manutenção. A partir do momento que o sujeito compra o automóvel, deverá lhe ser prestada toda a informação acerca da utilização e manutenção do mesmo, como instrui o art. 31 do CDC. Me parece um tanto óbvio que a manutenção é parte integrante da vida útil do veículo, e suprimir essa via informativa sob o argumento do excerto acima, na minha opinião, seria uma hipótese velada de venda casada, outra prática proibida por lei.

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    1. Restart, concordo com você. Nem sempre a manutenção em css é bem feita como se espera, sem falar no custo, sempre alto.

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    2. "Extremamente questionável. Além de as concessionárias, muitas vezes, contarem com uma mão de obra de treinamento insuficiente..."

      Charles,

      Eu acho que o problema do "treinamento insuficiente", é mais do mecânico que não quer aprender, ou acha que sabe mais do que quem o treina, do que da fábrica não disponibilizar um treinamento adequado.

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    3. Marcelo,

      Neste mérito eu até concordo, mas não altera o fato de que lá dentro da oficina da ccs não deixa de ser assim. Acontece. O fato é que a oficina deles não tem face, não é o mecânico "Charles" que está lá fazendo o seu carro, mas sim "a oficina" pelas mãos de um dos seus empregados que sabe-se lá quem é e como trabalha, podendo ser um sujeito sério, comprometido e experiente ou aquele mecânico que não quer aprender, o "sabe tudo", como você mesmo apontou.
      O fator confiança vem do logotipo da marca afixado na marquise e não no conhecimento acerca do serviço de determinado profissional.
      Existe muito mecânico bom que se manteve e cresceu no mercado pela excelência de seu trabalho. Prefiro um cara desses lidando no meu automóvel do que um sem-face de oficina de ccs que recebe pelo serviço 20% daquilo que eu deixo lá no caixa.

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  8. Vicente Puglia19/07/12 12:31

    Belo texto Carlos, concordo plenamente com seu argumentos.

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  9. Se eu tivesse força suficiente eu mesma faria a maioria dos reparos no meu carro :(

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    1. E espaço...

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    2. Reparacao mecanica realmente exige forca.
      Fica mais dificil para as mulheres
      Mas nao desanime , maos a obra!
      Jorjao

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    3. Não é bem assim, o braço de alavanca juntamente com uma junta universal (vulgo joelho) resolve 99% dos problemas. A maior parte parte é mais jeito que força. A menos que você queira trabalhar com "FêNêMê" ou MB-1113, hehehe

      Além disso, os braços mais finos e mão menores que normalmente as mulheres têm ajudam muito a acessar lugares apertados, bem comuns nos carros modernos.

      Se você gosta mesmo da coisa, vai tentar fazer! Não desista, com a prática se consegue fazer tudo!

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    4. Arrume um namorado que preste!

      Agora falando a sério, mulheres são tão ou mais capazes do que os homens quando o assunto é mecânica. O fato de a maioria dos mecânicos serem homens se deve unicamente à tradição, onde o conhecimento era sistematicamente negado às mulheres (na cabeça oca desses atrasados, mulher tem de saber cozinhar, costurar, lavar, e só).

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    5. Mulheres mecânicas levam mais jeito para montar/desmontar as peças plásticas usadas no compartimento do motor sem quebrá-las. Cada vez mais a indústria substitui peças metálicas por plásticas frágeis (detesto isso), o que é um problema para os mecânicos brucutus desajeitados.

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  10. O Reparador Fiat é realmente bom. Além da pesquisa dos códigos (uma mão na roda para quem tem carros com mais de 10 anos), há inúmeros boletins técnicos com procedimentos de reparo/manutenção.

    Para quem consegue obter o código da peça de interesse, há um site que faz a pesquisa dos concessionários que possum o componente em estoque (Peças On Line). E com o preço!

    Disponibilizar dados técnicos dos modelos é um avanço. Pra fechar com chave de ouro só faltam 2 coisas:

    - as fábricas daqui darem mais valor para sua própria história, mais especificamente aos modelos aqui feitos e a legião de fãs que alguns deles tem. A única vez em que vi algo parecido foi na comemoração dos 30 anos do Gol, em que reuniaram vários modelos no Sambódromo;
    - estender o prazo de 10 anos para o fornecimento de componentes. Quem procura uma forração de porta, alrgador de para-lamas, adesivos externos, ... para um carro de 10-20 anos (que é pouco) sabe do que estou falando.

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  11. Que legais esses sites da GM e da Fiat. Vou passar algumas horas saboreando os manuais...

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  12. Felipe Franchin19/07/12 13:16

    Pena que isso não se resume só a carros
    Muitos outros produtos acontecem o mesmo. Vejo por trabalhar em uma concessionária Thermo King (equipamentos de refrigeração para câmaras frigoríficos)
    tudo que nos temos não podem ser passados para ninguém e peças originais só são vendidas para concessionárias...

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  13. Bom texto ,penso mais ou menos igual ,menos a parte "Oficina mecânica independente: complementar, não concorrente da concessionária".Realmente concorrente não dá para ser ,mas complementar acho que não ,existem oficinas que oferecem serviço melhor do que algumas concessionárias,que muitas vezes nem peças tem .Abracs ,Fabio.

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    1. Essa é uma verdade verdadeira: muitas oficinas mecânicas tem profissionais, serviço e atendimento superiores ao de uma concessionária, com preços honestos.

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  14. Por essas e outras que sou fã da FIAT, desde 1994 possuo pelo menos um veículo da marca, carros bons, que nunca me deram nenhuma dor de cabeça e que nunca tive dificuldades em comprar peças para nenhum deles.
    O que fiquei mais tempo, um Brava HGT 2000, o qual fiquei 8 anos e rodei 121.000km(muitos deles descendo a lenha!) e que apenas com a manutenção preventiva padrão(fluidos, filtros, bateria, velas e um jogo de embreagem), nunca me deixou na mão e nunca queimou óleo.
    Por isso os italianos estão em 1º lugar no mercado brasileiro.

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    1. EduSRS
      Com esse nome pensei que fosse fa dos alemaes e entre outros tivesse um Porsche.
      Jorjao

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  15. Ainda tem fotos do novo punto de brinde nesse site

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    1. O fuça de capivara ? brincadeira ,é um bom carro .Fabio

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  16. Texto MARAVILHOSO! Só acho que faltou um contra-ponto, o brasileiro emergente de um modo geral não gosta de pôr a mão na massa, não tem interesse, acha que é patrão quando paga alguém para realizar o serviço. Ao contrário de um povo evoluído e de primeiro mundo, como acontece na Europa e EUA. Reparo nisto principalmente frequentando fóruns pela internet. Busco muita informação sobre carros em sites americanos, é impressionante a quantidade de material, até para o meu Fiat 500 estou encontrando. Manuais de serviço da Honda, por exemplo, é de praxe nos fóruns americanos.

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    1. Concordo! Infelizmente esse "comportamento de novo-rico" brasileiro é muito comum, e é algo que dá náuseas. Simplesmente se recusam a por a mão na massa, e se acham os tais por terem alguém que faça isso por eles. Mesmo nas coisas mais corriqueiras do dia-a-dia.

      Enquanto isso, nos EUA a cultura do faça-você-mesmo é bastante forte... desde jardinagem até mecânica... eles não têm nenhum problema com isso.

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    2. Acredito que o Rafael tenha se referido a Autoentusiastas e, não, a bestas motorizadas.

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  17. Situação 1:
    (Cliente) - Olá, bom dia, gostaria de saber o preço da válvula termostática para a Alfa Romeo 156.
    (Autorizada Fiat) - O quê? Não temos.

    Situação 2:
    (Cliente) - Olá, bom dia gostaria de saber o preço da válvula termostática para o Marea 1.8 (ou Brava HGT, ou Stilo, ou M.Weekend).
    (Autorizada Fiat) - Um momento...(música insuportável de fundo)...1.8 senhor?
    (Cliente) - Isso.
    (Autorizada Fiat) - Só mais um momento...Temos uma em estoque, custa R$ 600,00.

    Situação 3:
    (Cliente) - Olá, bom dia, qual o preço do produto 60653946?
    (Autorizada) - R$ 600,00.


    Resumindo: O Reparador Fiat é ótimo. Ser alfista no Brasil é difícil.

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    1. Situação 4:
      (Cliente) - Olá, quanto custa uma vávula termostática de Fiat Uno 94.

      (Autorizada) - R$ 13,00.

      Aí vc entende porque uma belíssima 155 em perfeito estado custa menos de 10 mil reais...

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    2. Exato colega. Tem uma dessas aqui na regiao por 7.900 e faz quase um ano que ta na loja.

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    3. Essa mesma válvula pode ser comprada por R$320,00 se aplicado o desconto máximo que normalmente é dado para reparadores. Eu mesmo já comprei diversas delas.

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    4. Tem muitas peças que compensa comprar no exterior (eBay por ex.), mesmo pagando impostos. Só que não pode ter pressa, é claro.

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    5. Sem dúvida, mas às vezes estamos falando de veículos 2003, ou até 2005, como as últimas 147. Carros que, teoricamente, tem todas as condições de rodar no dia a dia e precisam de peças disponíveis para manutenções regulares. As A.R. são bem construídas, grande parte dos eventuais defeitos surge pelas gambiarras realizadas pelos pseudomecânicos. A questão da compatibilidade com algumas peças Fiat é positiva, salvo no caso das velas (pequenas) das 156 Twin Spark, que são as da F-355.

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    6. Comparar Uno com Alfa 155 foi foda

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    7. não extamente...o colega comparou o valor de mercado de um carro popular com um alfa de respeito. válido

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    8. Essa comparação é o primeiro passo para a desilusão e o motivo de ser tão difícil achar esses importados mais baratos inteiros depois de um tempo. O preço de compra pode até ser o mesmo, já que o carro é mais antigo, saiu de linha faz tempo e é importado. Mas o carro por si só é muito diferente e muito mais caro que um Uno nas peças e na manutenção, até por isso tem muito mais qualidades também. É uma comparação ruim

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  18. Exatamente por isso que carros médios da Fiat viram mico.

    Não se vê nenhum rodando em condições nas ruas pra dizer que "duram de verdade" ou "aguentam o tranco", é muito raro.

    Em compensação tenho vistos muitos Clio e Scenic com mais de 10 anos rodando bem, "inteiros", ao contrário dos Mégane da época.

    Peças de reposição e custo de manutenção fazem toda a diferença no final.

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    1. Concordo com o que você disse na ultima frase ,agora em relação aos carros ,prefiro não falar ,os carros que acho problemáticos retiro da minha lista de compras .Abracs ,Fabio.

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  19. Carlos Mauricio Farjoun, muito obrigado pela dica! Vai me ajudar e muito no Uno que estou reformando! Um abraço!

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  20. Muito oportuno tratar desse tema aqui. Esses dias mesmo estava procurando na internet informações sobre reparo de alguns carros.
    Antigamente até a literatura de bordo dos carros era mais rica, possuíam informações úteis como dados da geometria de suspensão e outros. Hoje existem manuais que omitem processos simples, como uma troca de lâmpadas, caso do Nissan Tiida, ou uma troca de filtro do ar do motor, caso do VW Jetta.

    Aproveitando, alguém conhece alguma fonte dos manuais de reparo dos VW importados?

    Grande abraço.

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    1. Caio,

      Acho que só fazendo o que o CMF fez, no caso do Fusion: Comprar no Ebay e, se pedir para entregar em sua casa, peça a Deus para não cair na "malha fina" da alfândega brasileira...

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    2. Itens de literatura, periódicos e folhetos não podem ser tributados, podem ser inclusive comprados na Amazon e enviados para sua casa, sem tributação.

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  21. CMF,

    Acho que isso é só parte do problema.

    Vá aos EUA e procure qualquer peça para um Mustang '69, por exemplo, e, aqui no Brasil, procure peças para um Corcel também '69. Lá, você encontra qualquer peça para o Mustang, e peças de qualidade (fora o preço justo por elas). Aqui, ou você dá a sorte de encontrar alguma peça num estoque antigo, ou é esfolado no ML (se tiver o que você precisa lá), ou se sujeita a peças paralelas (muitas delas de qualidade duvidosa). Eu sou dono dessa criança aqui:

    http://i39.photobucket.com/albums/e195/aquattro/mercado02.jpg

    Mas, me pergunto (dentro dessa realidade brasileira), até quando dá para ficar com ela?

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    1. A Ford voltou a disponibilizar o monobloco para reforma do Mustang 67 se não me engano.

      Infelizmente já tive moto antiga e só encontrava peça lá fora. Felizmente hoje temos Ebay e afins para nos salvar.

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    2. Luiz,

      É a carroceria completa da versão conversível '65 (http://autoestrada.uol.com.br/interno.cfm?id=3691). Além disso, como a carroceria é produzida com toda a tecnologia atual, um carro restaurado com ela ficará com um proteção a corrosão infinitamente melhor que uma carroceria original, daquela época. Só para a gente passar mais raiva... rsrs

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    3. Assistindo qualquer programa de carro no Discovery, seja Overhaulin, American Hot Rod do Boyd Coddington, dá vontade de chorar quando eles entram naqueles imensos galpões para pegar peças novas em folha de carros com quase 50 anos de idade. Um amigo que tem um Bel Air me disse que se for pra comprar um antigo, que compre americano, pois pelo menos peças eu terei. Ele tem uns 5 ou 6 catálogos de peças bem robustinhos para os Chevy Yankee.

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    4. Marcelo, você está com sorte com seu carro. Imagine o amigo lá de cima com um Brava HGT? Esse sim deve estar preocupado por quanto tempo vai poder ter o carro.

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    5. Anônimo 21:37,

      Entendo a preocupação do Marcelo. Tenho um Gol Special, 2000, vulgo "bolinha", interior cinza, e não acho maçanetas, manivelas do vidro e outros plásticos de acabamento para substituição. Também tive problemas com para-choques, grades, churrasqueira, e lanternas traseira. Até encontro, estoque antigo ou pela internet, mas de qualidade tão ruim que mal se encaixam ou quebram logo. Como pode, sendo um carro fabricado aos milhares e que tem demanda no mercado de usados?

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    6. Anônimo19/07/12 21:37/Celio,

      Entre 2005 e 2008 eu tive um Tempra 16V 95, em excelente estado. Consegui no ML um CD com o catálogo eletrônico de peças, da Fiat, e sempre que precisava de alguma coisa, consultava o catálogo e chegava na concessionária com o código da peça. Até fiz amizade com um dos vendedores, pois sempre comprava com ele. Só que, a maioria das vezes o que eu comprei eram itens antigos do estoque, pois a concessionária existe há décadas. Mas, chegou o momento que eu ia na concessionária e pedia uma peça e recebia a seguinte resposta: Isso eu não tenho em estoque e a Fiat não fornece mais... Fora uma vez, que eu fui em outra concessionária, a procura da régua de botões do painel, e o vendedor ficou me olhando como se eu tivesse alguma doença contagiosa, quando eu pedi uma peça de Tempra... Nessa hora eu tive que mandá-lo embora, com dor no coração... Por isso que eu disse, acima, que ter acesso a fontes como a citada pelo CMF é só parte do problema. De que adianta você saber o nº da peça e, quando encostar no balcão da concessionária para comprá-la, ouvir que a peça não existe mais? As vezes eu penso em começar a fazer um estoque de peças, em casa, para não ter uma surpresa desagradável dessas, daqui a um tempo...


      Mesmo a Parati, há pouco tempo, eu passei um perrengue por causa do alternador dela. O alternador que estava nela era recondicionado e começou a dar pau, não carregava a bateria (isso com pouca quilometragem de uso). Fui atrás de solução e descobri que o regulador de voltagem e a placa de diodos tinham "abrido o bico"... Troquei os dois por peças originais Bosch (as únicas que ainda se encontram para esse modelo de alternador), e ele voltou a carregar a bateria. Mas, a luz do painel ficava piscando na lenta e só apagava quando o carro era acelerado, igualzinho a um Fusca com dínamo (rsrs). A única solução foi trocar o alternador por um de 90 ampéres, dos últimos Santana com AC...

      Por tudo isso, hoje eu penso muito nesta questão das peças de reposição, antes de comprar um carro, e esse foi um dos pontos que me levaram a comprar a Parati. Ainda se tem muita opção, boa, para que um carro dessa linha BX seja mantido como se deve.

      Um abraço.

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  22. Não entendi a vantagem de trocar um Fiesta Sedan 1.0 usado por um Siena 1.0 usado mais ou menos do mesmo ano.

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    1. Também não. A melhor marca de carro é Zero. Na impossibilidade desse, um usado que você conheça.

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    2. e de preferência que não seja 1.0, pois entre os usados um 1.6 tem quase o mesmo valor de um 1.0.

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    3. Eu vi a vantagem de sair do Fiesta sedan, que é muito ruim, pra ir para o Siena que é só ruim...
      Pode ser justamente a questão da manutenção, que é mais fácil para o motor Fire, ou pelo menor peso associado a uma potência pouco maior, ou pela suspensão mais macia, pelo acabamento (que de zero a 10 merece um 3,5 no Fiat e 1,1 no Fiesta), ou ainda estética. Sempre há alguma coisinha que o outro carro tem e o seu não...

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    4. Mesmo sendo um 1.0, a condução pode ser prazeirosa e divertida. Vai depender do motorista. Quanto ao modelo, é uma opção pessoal. Entendo que todos carros, independente de marca ou modelo, merecem o respeito de um Autoentusiasta. Por fim, se for bem cuidado o seu carro não irá lhe decepcionar.

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    5. 2 anos mais novo, com a/c e direção hidráulica, (o fiesta não tinha dh), 67000 km menos rodado colocando apenas 3 mil em cima. Mau negócio? Não achei...

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    6. tenho um fiesta completinho que vai fazer 5 anos em janeiro, desde zero. Esta com 29.000km. Só troquei a bateria, filtros e a sonda lambda. considero um carro ótimo, com a limitação que o motorzinho de 1 L proporciona. Onde dá pra andar com boa diversão nessa terra de malucos? Eu ainda encontro aqui e ali, um cantinho para algumas proezas. Fora isso, me leva, me traz, não quebra, não enche o saco com perrengues. Pensei em trocar por outro zero com motor maior e certamente mais alegre mas o custo beneficio não compensa, e tô me lixando pros vizinhos que tem carros,teoricamente melhores, pois não preciso "mostrar" que "posso" pra ninguém. Prefiro investir as $obra$ em educação e turismo. Ficarei com o atual mais uns 2 anos e depois veremos. Não entendi pq vc - Brauliostafora - critica tanto um carro excelente (pro segmento).

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    7. Regi: Parabéns pelo seu Fiestinha. Eu não me imagino comprando um carro que tem espaço interno de carro médio mas só pode levar a bagagem de compacto por que o motor não aguenta. Também não me dou bem com o volante de plástico injetado dele, que parece ter um degrau no meio só pra lembrar que o carro, embora grande, é barato. Critico tanto o carro excelente pro segmento por que o segmento dele - Carros que mereceriam um motor maior e mais cuidado na montagem final mas saíram assim para aproveitar isenções fiscais - inteiro, me irrita.

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  23. A Ford do Brasil antigamente disponibilizava a cópia do manual do proprietário no site, hoje em dia não mais.

    Eu baixei inclusive uma errata do manual do Escort Zetec a época. Hoje não tem mais nada.

    Uma pena esta atitude da Ford do Brasil.

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    1. Aqui só Fiat, Renault e GM dão esta possibilidade. A Ford argentina também. Na VW só pagando 80,00 pra ter uma 2ª via.

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  24. Veio a calhar esse artigo justamente hoje para mim.

    Hoje cedo levei um Corsa 1.4 2011 na Gran Leste para manutenção de 30.000 km, mas como de costume após ver vários atos desonestos deles, levei impresso a ela que mostra o preço de tal revisão e o que tem que ser verificado e substituído que fica no link http://www.chevrolet.com.br/Meu-Chevrolet/revisao.html

    Fui disposto a fazer a revisão de 30.000 km e fazer um alinhamento, pois sinto que está meio puxando para direita com o volante reto. Conforme a tabela o preço é 4 x R$ 97,00 = R$ 388,00 e deve-se trocar filtro de ar, filtro de combustível, filtro de óleo, óleo e velas. Fora os itens a serem inspecionados que cada vez mais duvido que seja realmente inspecionado. Senão na NF deveriam colocar a descrição como “revisão de 30.000 km” e não simplesmente a descrição do que foi trocado. Tenho quase a certeza que fazem isso para “tirar o deles da reta” caso no futuro dê problema em algo que deveria ter sido verificado na tal revisão.

    Mas, mais uma vez passei nervoso. Ir fazer revisão passou a ser um ato de desprazer, visto que eu queria apenas simplesmente chegar lá, deixar o carro e depois retirar pagando o preço correto. Mas não é assim que a “banda toca” na Chevrolet. Toda vez é uma extensa negociação como se fosse um negócio, preciso argumentar, tirar serviços que não quero, serviços que o manual não indica e até corrigir serviços com preços mais altos. Enfim, um imenso dissabor.

    O mecânico vem e me passar um valor de mais de R$ 800,00. Quando vou ver, mando tirar o balanceamento de R$ 50,00 que não pedi, a limpeza de injetores de R$ 110,00 que não pedi e, se não me engano, o manual desaconselha, etc. Só faltou terem colocado higienização do AC e descarbonização do motor. Tirando tudo e deixando só os itens a serem trocados na revisão deu mais de R$ 600,00, sendo que teria que ser R$ 388,00 da revisão e mais R$ 50,00 do alinhamento. Aí veio a parte de corrigir valores e o mecânico me informa que é mais caro porque precisa trocar as velas, mesmo que o valor não bate se elas forem cobradas a parte e mesmo assim eu tenho que mostrar a tal tela impressa no site para mostrar que a troca delas está sim inclusa no tal valor de R$ 388,00 como se ele não soubesse dando uma de “João sem braço”.

    Enfim depois de muita perda de tempo consegui o valor certo e somente o que eu quis.

    Mas por que sempre tem que ser assim? Que safadeza.

    Na revisão anterior de 20.000 km tive uma experiência interessante. No mesmo dia levei o Corsa e o Civic para fazer a de 50.000 km. Liguei na Gran Leste e perguntei quanto era a revisão de 20.000 km e simplesmente enrolam para responder. Chegando lá tive o mesmo trabalho para conseguir o preço justo e os serviços certos. Já quando liguei na Issa Motors da Honda, prontamente me passaram o valor da tal revisão de 50.000 km e quando perguntei quanto era para trocar o óleo do câmbio automático o mecânico me falou que não precisava. E depois disso pedi para ver os amortecedores que eu estava achando duro e ele disse que estavam ótimos. Achei super estranho não quererem trocar o óleo do câmbio e nem os amortecedores já que estou acostumado nesse mundo cão de safadezas. Ponto para eles, se bem que os preços dos carros Honda estão absurdos. Mas pelo menos de honestidade da Issa, nota 10,embora na Norte Vel á tenha tido um enorme dissabor quando quiseram trocar o módulo do ABS do meu CRX por R$ 6.300,00 e a Issa resolveu sem trocar.


    Mas fica a revolta com a Gran Leste de não passar o valor certo e os serviços certos. È pedir muito?


    Mas liguei na Chevrolet no 0800 e peguei meu protocolo de reclamação, se é que vale de alguma coisa.

    Mas começo a pensar se vou comprar outro carro na Gran Leste ou mesmo se vou comprar outro Chevrolet.

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    1. Fábio,

      Tive o mesmo problema que o seu na Nova Chevrolet unidada Tatuapé, levei meu Corsa 1.4 para a revisão de 10000km e me empurraram os mesmos serviços (veja que não importa a quilometragem do carro) em total desacordo com o plano de manutenção preventiva da Chevrolet, queriam limpar bicos injetores, no manual consta em destaque que tais bicos são autolimpantes e que não necessitam de manutenção preventiva, troca de filtro de ar que só deve ser feito a cada 30000km, filtro de cabine de ar condicionado entre muitos outros itens. Inclusive empurram um tal de paflon para o óleo que nem é da AC Delco. E todos os itens o cara já foi desmontando tudo para efetuar todos os serviços desnecessários, quando não quis os itens comecei a ser super mal atendido pelo "técnico".
      Ainda queriam que eu assinasse a ordem de serviço com uma observação: "O proprietário não autorizou a execução de itens de manutenção preventiva", e só depois de esperar muito, passar por gerente, consegui ao menos que especificassem os itens que não aprovei, mas mesmo assim não tiraram a tal informação.
      Liguei para reclamar na Chevrolet sobre a concessionária e até hoje, já se foram mais de dois meses não me ligaram de volta para alguma satisfação sobre o ocorrido.
      Ou seja, lendo seu relato, creio que o problema seja da Chevrolet e não de uma concessionária específica e creio que o melhor seja não comprar mais carros da Chevrolet, este é meu terceiro consecutivo e a cada ano o serviço só piora, eu pelo menos não compro mais Chevrolet por causa do pós-venda que é muito abaixo da crítica, me arrependo a cada 5000 km de ter comprado um Chevrolet e não vejo a hora do carro sair da garantia para fazer a manutenção correta sem dor de cabeça com estes enganadores.

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    2. Então Rodrigo, lembrei disso também. Quando levei aos 10.000 km o cara quis também trocar o filtro de ar que eu disse ser só aos 30.000 km.

      Daqui a pouco vão querer vender algum seguro também, como os bancos não param de fazer.

      Qualquer coisa que os caras vendem eles querem te impor. Lembro na Toyota o cara querendo impor que deve-se fazer manutenção nos bancos de couro.

      É muito triste saber que o mundo é assim desonesto, pois não vejo outra palavra melhor para descrever.

      Por que não escrevem na NF a palavra "revisão" ou relacionam os itens "inspecionados".

      Pior que até agora somente na Issa eu tive bons atendimentos e é trista saber que o espanto hoje em dia é ser atendido.

      Bem, lembrei agora da Super France, essa sem comentários do que é u péssimo pós-venda. troca de peças sem necessidade, troca de peças erradas, estoque zero de peças, peças encomendadas com código errado no catalogo e até agendei um serviço uma semana antes, pois não tinham a peça e 1 semana depois deixei o carro de manhã e de tarde mandaram ir buscar porque não tinha a peça, de novo. E quando cheguei lá tinham trancado o carro num lugar e tinham perdido a chave da tal garagem.

      Não sei se falta o olho do dono, mas coo empresas assim podem ser tão amadoras. Parece repartição pública que ninguém tem chefe e cada um faz o que quer.

      Para mim na Peugeot era amadorismo e na Chevrolet é safadeza ganância.

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    3. Meu carro atual é um GM, que tirei zero, numa loja em São Paulo. Aqui na concessionária GM de Avaré-SP, onde moro, fui mal atendido quando levei pra revisão, só porque o veículo não tinha sido adquirido com eles.

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    4. Eu nunca tive problemas com manutenção e revisão na rede Chevrolet! Simples, nunca me furtei a levar meu carro lá após os 12 meses de vida e a revisão gratuita! Nem perco meu tempo.

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    5. Caramba. Que agradáveis essas visitas à concessionária.

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    6. Cada vez inventam uma...
      Na última revisão que fiz em concessionária (revisão por tempo - 1 ano - Gol Geração 4 - Santa Emília Ribeirão Preto) queriam me empurrar alinhamento, balanceamento, limpeza de bicos, descontaminação do motor (flush) e outras coisas que não me lembro mais. O manual recomenda apenas a troca do óleo, do filtro e do anel do bujão. De R$180,00 o serviço ia para quase R$600,00. Fiz só o que o manual mandava!
      Ainda tive que ouvir que a limpeza de bicos era preventiva (não quis entrar no detalhe de como limpar algo que está limpo pode prevenir uma sujeira futura...).

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    7. "nunca me furtei a levar meu carro lá após os 12 meses de vida e a revisão gratuita!"
      Nunca deixou de levar seu carro à concessionária?? Furtar-se a alguma coisa significa deixar de fazer, fugir de.

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    8. Limpeza de bicos preventiva, essa é boa. Limpeza de bico deve ser sempre corretiva, nunca preventiva. Não se conserta o que está bom.
      Agora, checar se os bicos estão necessitando de limpeza ou não, através de um teste de equalização (sem desmontar nada), a maioria dos técnicos trocares de peças nem deve saber como proceder.

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  25. Parabéns pelo POST!

    Minha opinião é que a VW perdeu essa áurea de durável entre seus fiéis clientes, eu incluso. Meus últimos veículos desta marca (exceto meu Fusca 1985, que comprei ano passado) foram decepcionantes quanto ao pós-venda e qualidade construtiva!

    Estou tentando com a FORD, que tem uma certa fama de peças caras e demoradas, mas que pelo que vi, ao menos são catalogadas!

    Acho que a Toyota é uma referência em tudo descrito neste POST. Peças com preço justo no mercado paralelo e oficial, carros duráveis: vejo uma porção de Corollas antigos rodando, fora aquele tanque de guerra que era a Hilux antiga (procurem no Youtube pelo episódio do Top Gear em que tentam fazê-la parar).

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  26. Vivencio muito disso com meu velho Golf Mk3. Quando vou ao setor de peças já levando o código da peça, dependendo da concessionária VW, tem uns caras que perguntam assustados "Onde voce conseguiu esse código???", como se o código das peças fosse um segredo de Estado que não pudesse vazar.

    Mas em algumas outras concessionárias a atitude é positiva, pois tem gente que reconhece que com o código é mais fácil buscar a peça.

    Outra restrição que os fabricantes gostam de fazer, é ao diagnóstico da ECU, sobretudo com carros novos, dificultando o acesso com scanners que não sejam exclusivos das concessionárias.

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  27. CMF, post magistral. Parabéns.

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  28. O Senai de mecanica do ipiranga SP tem uma ótima biblioteca e eu sempre conseguia fazer copias dos manuais de oficina, eles mesmos copiavam e cobravam baratinho, hoje não da mais pra fazer porque as montadoras proibiram o Senai, e olha que elas tem parcerias e até fornecem veículos pro mesmo Senai, um absurdo,tem empresas que vendem esses manuais, a mentalidade dessas fabricas é no mínimo equivocada, essa informação não vai transformar uma oficina boca de porco em concessionária, não se trata de informação sigilosa, é imbecilidade mesmo !

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  29. A Peugeot tem o "Peugeot Service Box" aonde é um sistema creio que global que você tem o acesso dos códigos das peças e aonde vai a peça, só fazer cadastro como autônomo, possui várias línguas (BR foi adicionada recentemente)e carros que não tem por aqui e é o mesmo sistema que a concessionária usa...

    É bem útil quando precisa algo diferente ou tirar uma dúvida inserindo seu chassi que já te da as peças corretas do seu veículo...

    tinha até mesmo como ver o preço pelo site mas agora só da erro creio que tiraram isso... manual te manutenção achei pela net e é bem útil, deve estar em português de Portugal não sei se tem o nacional..

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    1. Peguei o código de uma peça e veio outra peça que também tinha o mesmo código. Aí quando reclamei no 0800 disseram para não me preocupar que se fosse o caso eu mandaria uma foto da peça e eles mandariam fabricar outra na França.

      Patético a Peugeot.

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  30. No Brasil algumas empresas dificultam muito a manutenção de seus produtos, não oferecendo peças de reposição ou acesso a manuais de reparação. E não falo apenas de automóveis. Atualmente há dificuldade até para se comprar um copo de liquidificador similar ao que se quebrou, obrigando a trocar todo o aparelho.

    O corpo diretivo de alguns fabricantes brasileiros deveria ser atualizado urgentemente. O mercado mudou mas as cabeças ainda estão nos anos 80. Na Alemanha, por exemplo, até fabricante de brinquedos vende peças de reposição (vejam no site da Bruder, em Spare Parts).

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    1. E (no caso de aparelhos, brinquedos, etc) para piorar muitas vezes a peça nem existe, porque o produto não é fabricado no Brasil (já vem pronto da China...)

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  31. Realmente é um absurdo as montadoras e concessionárias não oferecerem os catalogos com a numeração correta de cada peça.
    Deveria ser um item obrigatorio, comprou carro 0KM, que venha manual do proprietario,manual de reparos e catalogo de peças, tão simples,porém como tudo no brasil, muito dificultam as coisas mais simples

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  32. A peugeot até hoje não aprendeu...

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  33. Alexandre - BH -19/07/12 18:20

    Farjoun,

    Em 2010 entrou em vigor no Brasil um novo código de ética médica. O documento surgiu com a missão de melhorar a relação médico-paciente, pondo fim às decisões quase sempre unilaterais do profissional. Em tempos de internet e acesso à informação, o paciente se tornou mais participativo. Agora, o médico deve ouvi-lo com mais atenção, aceitar sugestões, discutir tratamentos e até acatar a decisão do doente terminal em interromper um tratamento doloroso.

    Se na medicina é assim, na relação consumidor-fabricante de automóvel não deveria ser diferente, certo? O dono tem todo o direito de conhecer as ‘vísceras’ do seu carro e como é feito o ‘tratamento’ na concessionária. Respeitados critérios técnicos de segurança, cabe a ele decidir o que realmente será feito, e não apenas confiar cegamente na oficina. Mas isso só é possível com livre acesso à informação.

    A conclusão é que as fábricas não deveriam ficar como galinhas chocando os ovos, pois o motorista comum vai continuar não se interessando por rebinbocas da parafuseta. E nenhum MacGyver de garagem vai construir carros a partir de manuais técnicos, podem ficar tranquilas.

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  34. Rafael Bruno Pinto19/07/12 18:24

    Eu acredito que eles não divulgam essa informação justamente para complicar a vida e o consumidor ter que comprar outro carro.
    Uma pena.
    No fim das contas os caras são burros, pois muitas coisas o comprador poderia fazer sem ter que ir à concessionária...

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    1. Se a ideia for realmente essa, forçar a compra de um novo (obsolescência programada), comigo eles conseguem o efeito contrário. Se uma empresa faz isso, não compro nada dela.

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    2. Não sei como voce faz então pois tudo e todas as marcas fazem isso...

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    3. Anônimo 19/07/12 22:13
      Lamentavelmente vc tem razão. Realmente não há muito como fugir disso, mas a medida q essa prática fica muito evidente, passo a evitar, na medida do possível, tais marcas e produtos. Um exemplo: Apple. Não os quero.

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    4. Lucas:

      Realmente é triste. Eu como proprietário de um carro da VW dos anos 90, mesmo tendo um catálogo de peças, vejo como tudo parece forçar para que vc desista do carro e compre outro mais novo. Na concessionária, peças que se tornam muito caras, ou que simplesmente não são mais fornecidas (algumas, nem via peças-on-line vc acha mais). E o sistema online de peças das concessionárias (ETKA), pelo que uma vez comentaram, já abrangia só dos modelos 2002 para cima: para os anteriores tinham que abrir o "catálogo antigo" para obter o numero da peça.

      E nas lojas de auto-peças então: se o carro for um modelo mais popular, é muito difícil achar peças de qualidade decente, sobretudo de acabamento. E outros componentes, mesmo de boa qualidade, acabam "comunizados", como por exemplo molas e amortecedores (fica um só tipo para vários modelos), o que pode estragar completamente o desempenho/comportamento de um carro.

      Se for um carro que tenha sido vendido no exterior, aí há salvação, pois nos outros países é bem mais fácil achar peças originais antigas, ou paralelas de qualidade realmente boa... é só ter paciência de esperar a peça chegar.

      Falei desse exemplo da minha experiência com a VW, mas gostaria de saber como é a política de suporte de peças antigas das outras marcas no Brasil... não deve ser muito diferente... No entanto, já ouvi falar muito bem da Honda, mas não sei até que ponto isso se aplica.

      Sobre a obsolescência programada, eu considero que a melhor maneira de protestar contra ela, é ir contra a maré e, na medida do possível, manter um carro mais antigo em perfeitas condições de acabamento e rodagem, apesar de todos esses obstáculos impostos.

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  35. Acesse o link abaixo e comprove você mesmo que não é só a Fiat que disponibiliza tal facilidade. Precisa pesquisar mais antes de falar groselha.


    http://www.reparadorchevrolet.com.br/site/

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    1. é... e você deveria ler os comentários antes de falar groselha também !

      Esse site foi citado num dos primeiros comentários.

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    2. Pouco me importa os comentários, para mim apenas o post interessa. E se alguém mais falou, melhor ainda, assim o sujeito se toca e pesquisa mais antes de falar borracha.

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    3. Anônimo 19/07/12 21:36
      Num dos primeiros comentários não. NO PRIMEIRO comentário! Na PRIMEIRA linha!!
      E o cara ainda vem aqui querendo falar grosso contra o autor.....

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  36. Galera, a Blazer V6 da minha sra. sempre deu umas mancadas com o farol baixo. De vez em quando apagava, depois voltava, as vezes era desligar e ligar que voltava. Ai foi piorando e não acendeu mais...

    Resultado, pesquisa daqui, dali, eu mesmo encomendei a chave que aciona o farol no painel, desmontei o painel, troquei a chave, e gastei (absurdos) R$ 160, 130 da peça, 30 de correio. Tivesse levado no auto-elétrico, com certeza teria gasto pelo menos uns 350 paus. O cara ia me cobrar uns 250 na chave, mais 100 de mão de obra, isso se não cobrasse uns relês e fusíveis pra ajudar.

    Claro, eu já tinha testado algumas coisas. Já tinha desmontado a chave original, limpado todos os contatos, limpado internamente, voltou a funcionar por um tempo e depois parou. Se trocar a chave não resolvesse, eu teria levado ao auto elétrico, mas como funcionou, parei por ali.

    Só ter um pouco de cuidado, tempo e pesquisar.

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  37. Pobre pensa que é só comprar o carro e pronto, depois vem reclamar da concessionária.

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  38. Já tive 2 Fiats zero, e não adianta nada desta historia pois os carros não valem nada e são ainda muito problemáticos e caros, por isso que pulei de nivel para os japoneses e alemães, somente colocando um pouco mais de dinheiro, não perco mais tempo com coisas banais como manutenção, pilantragens e mal atendimento e o melhor gastando a mesma coisa ou até menos que com um Fiat ou GM ou Ford...

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    1. Parabens, ninguem se importa.

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    2. hahaha que idiota esse anonimo ai de cima, deve ser dono de um Fiat "orgulhoso".

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    3. Uiii, a bicha fodona que compra todos os carros ficou brava...

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    4. Quer dizer que por ser japonês (deve andar de March) ou alemão eles não precisam de manutenção. Típico brasileiro burro que só sabe andar com o carro....mais nada. E antes que o boçal aí venha falar: não tenho Fiat.

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    5. Sou o Anônimo das 19/07/12 19:19

      Ser boçal e ser esperto é achar que só porque se comenta algo contra a opinião generalizada e inflada do tópico, não é valida, mas saibam que tenho um Fit 10' e um A3 09' e somente saindo desse negocio de Fiat ou Ford, pagando zero de juros tenho carros muito melhores por um pouco mais que esse pés duros caríssimos que brasileiro tem o maior orgulho de encher a boca e dizer como muitos aqui.

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  39. As iniciativas da Fiat estão muito boas mesmo. Se alguém quiser saber quantas unidades um modelo da marca teve, é só dar um pulo no site de imprensa que lá estarão todos os números, tanto de produção como de venda. É coisa que é difícil de encontrar mesmo em alguns sites internacionais.
    Essa do Reparador Fiat também me parece ser muito boa, ainda mais se facilitar o acesso às peças pelo código. Como os alfistas já comentaram, há peças dos Alfas que são iguaizinhas às de Fiats nacionais, bastando ter o código em mãos para que sejam adquiridas a preço de Fiat.

    Talvez seja necessário ir um pouco mais adiante no caso dos reparadores independentes. Ainda hoje é difícil para eles saberem se uma mesma peça foi usada por diversas marcas e, nessa, adquiri-la onde é mais barato e livrar-se do custo da grife. Cheguei a ler em algum lugar que as oficinas da Europa possuem um programa que, se você digita o nome da mesma ou o código adotado pela marca do carro, dá para saber a mesma pelo código do fornecedor, permitindo assim adquiri-la diretamente em algum lugar, sem o peso da grife e com exatamente a mesma qualidade. Pelo que li, chega a haver coisas interessantes, como a sonda lambda de uma Ferrari 550 Maranello ser exatamente a mesma que a Ford usava no Fiesta 1.1 Endura. E, convenhamos, se a Ferrari no passado usava as mesmas embreagens que a Lamborghini usava em seus tratores, mas vendendo-as a preço bem mais alto, com certeza o mais fanático dos ferraristas não aceitaria pagar por uma mesma peça mais do que alguém que a procurasse para um Fiesta. Só mesmo quem usa Ferrari para fanfarronice é que seria otário de fazer isso.

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  40. Além deste site a Fiat tbm apoia de maneira oficial os clubes de modelos da marca.

    Desde o 147 até o Bravo, tds são respeitados pelo trabalho fantástico q fazem na área de ajuda/consulta p/ reparação de seus modelos.

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  41. esqueceram de colocar os velhinhos nesses sites de reparadores das "montadoras", nada custaria se comparado a consideração que a fabricante demonstraria ao antigos ou novos fiéis a marca, e o prestígio seria recíproco.

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  42. Interessante, não conhecia o Reparador Fiat. Conhecia o Service Box da Peugeot, uma iniciativa similar mas não igual. E vinda de uma marca francesa, que é justamente uma das que mais valoriza a (péssima) manutenção somente em concessionária.
    CMF, na minha opinião há uma certa resistência dos fabricantes ao "DIY" no Brasil justamente por causa da fama de curioso, metido e sabichão que o brasileiro tem. Não estou querendo dizer que o americano é melhor do que nós, longe disso, mas é que por aqui, se o sujeito não conseguir trocar uma lâmpada, ou quebrar uma peça ao tentar trocá-la, para sempre amaldiçoará o veículo, sua marca e seu método de manutenção. Mas jamais admitirá sua própria incompetência ou falta de habilidade. Mesmo porque a maioria dos "curiosos" costuma ser arrogante demais para querer aprender alguma coisa - começando pelos próprios mecânicos, especialmente os mais antigos, em cuja concepção todos os carros, para serem bons, têm que ter a manutenção simples como a do Fusca. Isso é pura falta de interesse em aprender algo novo.
    Nos Estados Unidos, pelo menos, me parece que a cultura de país desenvolvido ao menos consegue manter a mente das pessoas um pouco mais aberta.
    Você deve saber que a Fram vende, por lá, filtros de óleo com parte da "cabeça" revestida com um material com textura similar à de uma lixa, facilitando a colocação e a remoção sem o uso de ferramentas. Aqui no Brasil, a mesma Fram jamais cogitaria oferecer essa linha de produto, justamente porque se o brasileiro metido fizer escorrer a rosca do filtro, ou apertar pouco e ele ficar vazando, é a Fram que não presta. E o carro também, claro.

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  43. Um belo dia cheguei numa concessionária Volks:

    - Oi, gostaria do esquema elétrico do Fox 2010.
    - Han? esquema? Fala com fulano ali.
    - (idem)
    - Ahn? esquema? de fiação? Fala com beltrano ali naquele balcão
    -....
    - Ah moço isso é informação de fábrica, não é divulgado não.

    Só de raiva revirei o google e achei em um site russo um programa chamado ELSA que tem praticamente todos os manuais de reparação dos Volks, com esquema elétrico, torque de parafusos, passo-a-passo. Descolei também o ETKA que é o catalogo de peças. Esse é mais chato de fazer funcionar pois pede a todo momento que vc atualize a base de dados. Agora eu sou 3x mais chato na manutenção do meu carro, pq se o cara não utiliza o procedimento correto na concessionária ouve um esporro.

    Para diagnóstico de injeção dos Audi/VW tem o VCDS/VagCom que é quase tão completo quanto o da fábrica. Só que é bem salgado. Existem uns Clones chineses que também funcionam muito bem, só de vez em quando que param de funcionar (o software verifica a originalidade do cabo e desprograma algumas EEPROMs)

    Eu acho que deveria ser obrigatório este acesso, mesmo que pagando uma pequena taxa para download ou receber um DVD. Mas se nem peças bobas com mais de 5 anos consegue-se achar (um adesivo 4.1i do Omega 1996 por exemplo) imagine conseguir essas informações.

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    1. O cliente brasileiro de automóvel é um banana. Para que o fabricante fará algo que lhe custará dinheiro? Só para agradar os bananas? De jeito nenhum!

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  44. Bom post. Eu sou fã dos manuais da inglesa Haynes, que cobriam quase todo o espectro da produção das grandes marcas. E eles não servem apenas para quem faz a própria mecânica (não é o meu caso). Meus manuais se pagaram várias vezes, já que eu chegava na oficina com uma idéia clara do que teria que ser feito; por várias vezes peguei mecânicos inventando dificuldades para cobrar mais caro. Bom, acabei de comprar um Peugeot e fui então ao site da Haynes pra comprar o manual do carro. Pra minha decepção, não só não existe um manual de oficina pro meu carro - como também os manuais de Peugeots mais antigos sairam de catálogo, não são mais vendidos! Me parece evidente que isso foi graças a pressões da fábrica, que outra razão poderia haver?

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  45. Marcelo Augusto19/07/12 21:57

    Alguém sabe se a VW disponibiliza ao menos manual do proprietário on-line? No site do BR tem, mas mediante pagamento...

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  46. A melhor coisa é encontrar o clube do modelo do seu carro, participar do forum e tudo mais, só assim pra não fazer me**a no carro, pra não ser enganado e evitar prejuízos. Se depender das "montadoras", tá f*dido. Eu que o diga com meu Omega. Sem internet vc fica na mão daqueles tipos de profissionais: os sem-conhecimento e os pilantras, ou ambos. Hj em dia é muito mais fácil ter aquele modelo "exótico".

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  47. Antes um Fiesta sem qualquer manual do que um Siena com todos.

    V. Medardo

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  48. Aqueles primeiro fiesta com motor re-reciclado de alumínio do fundo da raspa da caldeira que rodava 60 mil mas nem jesus dava retífica?

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    1. fieta clx? o mecânico te paga a m.o./h pra não pegar

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    2. fiesta e ká com motor endura? aquele que não dura?

      e aquele teto, depois de 2 anos, virava uma tenda árabe!

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    3. esse motor zetec que não dava retífica mas nem que a vaca tussise dos avessos, hoje está debaixo do focus e new fiesta, ampliado pra 1.6 litro e rebatizado de "Sigma".
      que loucura, não.

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    4. os tempos mudaram, vamos ver o sigma com 80 mil no Brasil

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    5. carro 0km é a melhor marca, como diz o BS, carros 0 km como: tipo, tempra, fiesta, agile, linea, brava, vw eos, malibu, c4 vtr, gran scenic, marea, xantia, accent, classe a, espero.... vai longe a lista

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    6. Hehe. Tenda árabe viravam os Santanas com teto de tecido.

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    7. Se o propriotário não troca o óleo no tempo certo, coloca 15W40 num motor projetado pra 5W30, não completa o líquido de arrefecimento com o aditivo correto, deve durar pouco mesmo. Mas comigo, os Fords sempre rodaram muito. Já tive carro com o tão mal falado motor endura que passei pra frente com mais de 100.000 km sem problemas. Depois, meu focus com Zetec 1.8 16v foi passado pra minha tia com cerca de 65 mil km e, agora, que deve estar com o dobro disso, ainda está perfeito. E meu Focus, empurrado por uma salutar Duratec, vai fazer 80 mil km e está impecável.

      Já os lixinhos com logotipo da FIAT, pode levar pra alinhar assim que tirar da loja e preparar o bolso para fazer uma correção de cambagem. Ou, então, pra entrar na justiça. Os amortecedores, se chegarem a 50 mil km sem vazar, é milagre. isso em asfalto bom. Vai fazer curva, tome cuidado, pois aquela suspensão macia, especialmente na antiga família palio, aquilo é um crime. São tantos poréns, que é melhor ficar com um Ford velho do que com uma porcaria dessas novas. A peças são baratas, mas se você tem que trocar mais vezes, onde está a vantagem?

      V. Medardo

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  49. Marcelo Junji19/07/12 23:43

    Antes de comprar meu Fiat eu já conhecia o site Reparador Fiat e acho o site desse fabricante bem completo. Por isso me deu até a impressão que eu não teria problemas com a Fiat, mas ficou só na impressão, pois gastei r$840,00 na primeira revisão, porque não trocaram em garantia os discos e pastilhas de freio que causavam trepidação no volante de um carro que rodara somente 15000 km.
    Fiquei impressionado com os sites da Fiat e cai do cavalo! Respeito ao consumidor é uma coisa que pouco existe por aqui, e em qualquer lugar é puro descaso para solução de problemas.

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    1. Vc pode ter dado o azar de um choque térmico no(s) disco(s) e causado o empenamento, e como qualquer disco de freio normal empena quando sujeito a choque térmico, não quiseram trocá-los em garantia... Não sei qual seria o procedimento em outras marcas, mas desconfio que seria a mesma coisa.

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    2. No manual dos carros vem falando que não estão cobertos pela garantia itens de desgaste natural como suspensão, freios e embreagem.

      Algumas css chegam a trocar em cortesia, tentando conquistar o consumidor, mas a maioria cobra a peça e dá a m.o. apenas.

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    3. Anônimo, eu fiz eles medirem o empeno com relógio comparador e eles estavam dentro da tolerância. A causa da trepidação era devido a formação de sulcos profundos nos discos.
      Hugo, com 15k km não é desgaste natural, é anormal, ainda mais vendo que as pastilhas estavam com quase 10mm de material de atrito. Tenho um carro que têm mais de 100k km e ainda não troquei os discos. Pastilhas de freio, costumo trocar ao redor de 40k km, e discos dos carros que tive e tenho, só troquei de mais um.

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    4. Marcelo Junji21/07/12 00:09

      Eu estava quase esquecendo de falar que as pastilhas que estavam no carro estavam com os cantos quebrados(gambiarra para tirar chiados), achei muito esquisito. Será que fazem esse procedimento na fábrica? No fabricante das pastilhas não é, pois as novas vieram normais. Muitíssimo estranho!

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  50. alguém comprou o Malibu? kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk, era pegadinha porra

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    1. é como comprar um fusion, o cara compra 2 kg de salame por menos 40 reais pensando que vai ser ótimo, tenha dó, acreditou na propaganda

      eu tb, se tivesse comprado uma porcaria tentaria exaltar as qualidades, afinal, eu não sou troxa

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  51. Concordo com o que você disse sobre o erro de estratégia que as francesas cometeram no início de suas participações no mercado, mas é preciso ser justo também. Tenho Peugeot desde 2001 e há muitos anos inscrito no site que a marca disponibiliza ( http://public.servicebox.peugeot.com/ ). É semelhante a este da Fiat, porém é um sistema mundial, mas que atende todos os mercados onde a marca atua. E com nível de atualização tão boa que em alguns casos informações sobre o carro são publicadas antes de seu lançamento, assim como aconteceu com o Hoggar. Basta se cadastrar como reparador e terá acesso a todo o catálogo de peças, manuais dos carros e se entrarcom o numero do chassi o sistema já direciona com as peças certas do seu carro. Tenho usado sempre que preciso, já chegando ao balcão de peças da concessionária com o código certo, sem perda de tempo.

    Cláudio

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  52. Gostei muito de saber desse site da Fiat. Eu tenho uma Strada e vou me divertir muito conhecendo ela a fundo.

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  53. Malibu? que rima com VTNC?

    é cilada Bino!

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  54. Esse site é a bíblia dos Mareeiros!

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  55. Voz da Verdade20/07/12 11:05

    Ótimo texto!
    As fabricantes aqui representam bem o Brasil: querem o monopólio de tudo, sem oferecer nenhuma contrapartida.
    Reclamam que ninguém leva em CSS mas fingem não perceber que é por estas serem muito lentas, ruins e caras. As poucas que oferecem um serviço melhorzinho acabaram idolatradas.
    E outra, muita gente gostaria de ter estes manuais mas pouca gente ia efetivamente fazer o reparo por si mesma. Eu tenho curiosidade de conhecer mais sobre meu carro mas não tenho tempo, coragem ou saco de ficar eu mesmo fazendo toda a manutenção e tal.
    No fim a Fiat mais uma vez mostra pq conseguiu deixar de ser vista como uma "bomba" e tomar o primeiro lugar. E, acredite quem quiser, a Renault aprendeu com ela e está corrigindo rápido os erros do passado.

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  56. O título do texto é muito oportuno.

    Apesar das piadas com o nomen FIAT, tais como "Fui Iludido, Agora é Tarde", sempre tive FIATs: foram 3 Unos, 4 Palios, 3 Tempras, 1 Marea, 4 Sienas e, atualmente, da FIAT, tenho 2 Unos e, recentemente, comprei um Toyota Corolla.

    Meu comentário foge um pouco do tema central, que é o site "Reparador FIAT", no qual sou cadastrado desde o seu lançamento e que é fonte de consultas para a restauração de um Uno 1.5R que também comprei recentemente. Apesar de muitas peças não serem mais produzidas para este modelo, há os esquemas que auxiliam muito para seu restauro.

    Pretendo comprar um novo carro com as seguintes premissas: pequeno (menos de 4 metros), com ar condicionado, direção com assistência hidráulica, "sem o pedal de embreagem" e freios com ABS.

    A melhor opção foi o FIAT 500: na concessionária, R$ 43.500, na configuração que desejo. Não encontro carro da Volkswagen, GM ou Ford com esta configuração e por este preço. Ademais, o FIAT 500 tem nota máxima no Euro NCAP.

    O Gol, no mesmo nível de equipamentos da versão Cult do FIAT 500, custa 45.800 pelo site da VW. Fora que foi mal avaliado no Latin NCAP, mesmo com air bag.

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  57. Isso me lembra algumas histórias:
    1- O cara chega na Pep Boys nos EUA e pergunta, já com medo da resposta (é brasileiro): Moço, tem o forro de porta do Impala 1960? O vendedor devolve a pergunta: que cor o senhor quer?
    2- Mercedes Old Timer Center. Tem QUALQUER peça para QUALQUER modelo da marca, nova na caixa, e se não tiver eles fabricam... Pode deixar seu SSK, Ponton ou Pagoda caindo aos pedaços lá, acertar os valores e ir buscar alguns meses depois em estado de zero km...
    3- Enquanto isso no Brasil o sujeito tem um Omega 1997 e só acha peças no desmanche...
    Mas não tenho do que reclamar das CCS Chevrolet que uso (Sinoscar e Jardine): paro meu Astra 2003 uma vez ao ano por dois dias e uns R$ 800,00 em média para revisões sem gorduras excessivas e mantenho o carro zerado, tendo o cuidado de ver se fizeram mesmo o que prevê o manual. Nunca me surpreendi negativamente, e se fosse fazer a manutenção em separado em várias oficinas talvez gastasse até mais...

    Mauro

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    1. Olha....não sei como esta a Jardine hoje. Em 1996 meu pai comprou uma D20 0km com eles e ela veio fora de geometria (montagem argentina). Não tinham os calços para regular a cambagem e nem sabiam fazer o serviço. Eu é que tive que ensinar os caras.

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  58. No dia que o fabricante enxergar que seu cliente procura em seu produto 1_ Liberdade para decidir como vai repara o produto. 2_Praticidade para poder comprar tanto o produto completo como as partes do mesmo. 3_ Agilidade para manter este produto funcionado para isso é necessário informação, esta mesma informação sobre o produto final faz com que o cliente adquira mais rápido a confiabilidade no próprio produto, pois ele agora domina o mesmo e sabe que não vai ficar na mão assim sabendo o que ele esta comprando e como ira usar. 4_ Gerando assim confiabilidade no produto e no nome do produto e por final na marca do produto. Sem duvida quem ajuda a manter um determinado modelo de carro em primeiro lugar nas vendas é o próprio modelo anterior, pois as pessoas já fazem uma ideia em o que esta comprando e como vai manter aquele carro isso pesa muito na compra de qualquer produto.

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  59. A Peugeot tem o http://public.servicebox.peugeot.com/, que o dono do carro pode consultar todas as peças do veículo, fazendo um cadastro simples e inserindo o número do chassi do carro. Lá é possível ver todos os equipamentos originais do carro, cor original, data exata de fabricação, além do código exato de todas as peças, em imagens "explodidas". Aí, basta anotar o código e procurar na concessionária mais próxima, usando o site da Peugeot para consultar o valor sugerido da peça.

    Já os manuais de reparação eu não sei se a Peugeot disponibiliza, mas o Service Box já é uma mão na roda.

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  60. Só mesmo estas ajudas e a CSS para tentar sempre arrumar essas bombas de Fiats.

    Mau gosto de voce Brasileiros, aqui na Europa nem na Italia vende mas Fiats.

    Fica a diquita para voces refletirem, pos o pensamento estais errado, e carro não é e nunca foi investimento.


    Antonio Calmon.

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  61. Perdo-me a falta de conhecimento em carros novos. Faz 17 anos que não vejo um carro novo na garagem da familia. O último foi um Gol G2 1.6 Cli. O que se cobra por serviços desnecessários nas revisões é o mesmo que se paga na revisão de um usado. Estou feliz com um fiesta mk4 e minha mulher com um ka mk1. Minha moto honda twister, apesar da Honda forçar a troca de pastilha de freios na revisão de 3000 km, está bem cuidada em um reparador independente.
    Segue algumas dicas principalmente para carros usados e globais ou com equivalentes em outros países:
    - Procure conhecer melhor a história do seu carro, aprendi muito depois que vi as ordens de serviços e notas de peças do antigo proprietário. Pesquise sobre o desenvolvimento do modelo desde o lançamento, as versões, e pricipalmente a plataforma.
    - Muitos modelos são batizados com outros nomes, gerações e facelist em outros países. Nosso Gol G5 é conhecido lá fora como "Gol G3 BR", o Santana - Passat, GM Tracker = Suzuki Vitara etc,. Neste site tem os links para várias plataformas dos fabricantes. http://en.wikipedia.org/wiki/Automobile_platform
    - Converse com outros entusiastas, clubes, fóruns. Além de participar é importante contribuir para aumentar a base de conhecimento. Encontrei muita documentação em fóruns brasileiros, ingleses e até dos vizinhos hermanos.
    - Tenha bom senso em avaliar a manutenção. Ás vezes vale a pena pagar um mecanico de confiança por um serviço que vai e durar poupar seu tempo.
    Por outro o brasileiro pode descobrir a cultura DIY, sem fuçar, mexer, detornar mas aprender e praticar com calma.
    - Por último questione, evite, boicote, pesquise de maneira conciente. No site da anatel por exemplo, o número de reclamações registradas sobre telefonia móvel é próximo de 1% da base de assinantes. E para fechar: "carro não é investimento".

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    1. Carro não é investimento II

      Mauro

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  62. Como mecânico, mesmo afastado da profissão a muito tempo, sempre gostei de ter os manuais técnicos de todos os carros possíveis. Tenho Fiat, VW, For e GM. Procurei estes tempos por versões atualizadas e não achei. Tive Citroen e usava o site Service. Por último queria um manual do Kia, mais especificamente do Sorento Diesel e não achei nada. Faço tudo em casa e nada melhor do que a literatura técnica para orientar corretamente.

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  63. por essas e outras é que tecnologias avançadas, como as 4 válvulas por cilindro não são boas no Brasil....

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  64. Imagina quando vierem os elétricos pra valer...

    Mauro

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  65. A VW tinha o jornal "Notícias da Oficina" que agora mudou para revista. Aprendi muita coisa com esse jornal, já que ele sempre vinha com muitas informações tais como: teoria mecânica, teoria eletro-eletrônica, procedimentos detalhados de diagnóstico e reparação, códigos oficiais de peças e ferramentas, etc. Esse jornal era destinado mesmo a reparadores independentes, depois que virou revista penso que houve um empobrecimento do conteúdo, mas mesmo assim é uma boa fonte de informação.
    Quanto a catálogos, havia o famoso catálogo online VW que vinha em um CD-ROM no qual era possível selecionar todos os modelos e dentro de cada modelo os conjuntos, e de cada conjunto uma vista explodida constando todas as peças, então era só clicar em uma peça parra obter todas as informações sobre a mesma.
    Que pena que houve uma mudança de postura da VW em relação a isso, mas nunca é tarde para mudar.
    Quanto ao catálogo da Fiat na internet é uma atitude elogiável, principalmente vinda dela, pois desde da época que trabalhei no ramo venda de autopeças que ela era conhecida por mudar uma determinada peça entre 2 e 4 vezes em um mesmo ano-modelo. Não sei como está hoje.

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  66. Muito boa a matéria. Melhor ainda as dicas que surgiram!

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  67. É por isso que não vendo meu Fusca. Nem troco meu Corolla 2006.

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