A DOCE ILUSÃO DO IPI ZERO



Medidas de estímulo à economia são sempre bem-vindas. O governo, ao se ver às voltas com claros indicadores de que há desaceleração econômica em curso, quedas de atividade industrial e do agronegócio, reflexo da crise econômica que assola boa parte da Europa, tratou de repetir parte do pacote que lançara no final de 2008: baixou as alíquotas do IPI dos automóveis em 7 pontos percentuais, ou seja, um carro com motor de até 1 litro passou a não recolher de IPI (era 7%) e entre 1,1 e 2 litros a alíquota baixou de 13% para 6,5%, por um prazo de 90 dias.

A indústria automobilística nacional como um todo representa 5,6% de nosso Produto Interno Bruto e quase um quarto do PIB industrial (22,5%). A queda de emplacamentos no acumulado até maio deste ano beirava os 5%, em comparação com igual período do ano passado, mas a tendência era de piora Veja no quadro abaixo:


11,5
12,4
12,9
12,2
12,5
17,0
jan
fev
mar
abr
mai
jun
Licenciamento de veículos leves em mil unidades/dia






9,8%
-0,1%
-0,7%
-3,2%
-4,4%
-1,2%
jan
fev
mar
abr
mai
jun
Licenciamento acumulado mês a mês, 2012 x 2011


O AE registrara algumas conseqüências do novo IPI nos posts do Carlos Maurício Farjoun, que apontava a queda de preço dos isados, e do Bob Sharp, sobre o dilema novo ou usado diante de novas oportunidades. O que vimos nesta semana foram indícios de que algumas peças na engrenagem não estão funcionando em sincronia. Segundo dados da Anfavea, publicados no balanço do mês de junho, a venda diária de automóveis e comerciais leves saltou de 12.350 unidades (média de emplacamentos até maio 2012) para pouco mais de 17.000 em junho (primeiro mês cheio logo após a medida), um aumento de 36,6%, portanto. Houve uma verdadeira corrida às lojas para aproveitar a queda no preço de automóveis, que tem prazo para acabar, 31 de agosto de 2012.

Licenciamento diário de veículos leves no 1º semestre de 2012 (clique paa ampliar)

Quais são essas peças fora de sincronia? O ritmo de vendas de automóveis zero-quilômetro saltou e não foi acompanhado por aumento de mesma proporção da venda de usados, estes que são normalmente negociados como parte do pagamento do automóvel novo. A primeira conseqüência foi um aumento de estoque na rede de concessionários, o que derrubou seu preço e acabou se propagando para os usados que são negociados fora da rede, todo o mercado foi afetado. 

Mas a queda de preço dos usados tem de encontrar um limite lógico e, aparentemente este já foi encontrado. Qual é ele? A diferença de preço do 0-km com IPI menor, em termos absolutos, não poderia ser menor que a desvalorização do usado, caso contrário, o consumidor perde toda a vantagem do benefício. É o que já está ocorrendo.

Cenário típico de um feirão de usados

Omitiremos a marca e modelo de um anúncio de feirão de usados, veículo ano 2008, de R$ 31.900 por R$ 24.900, ou seja, 7 mil reais de desconto. Se este comprador deu de entrada seu usado na aquisição de um 0-km, de mesma marca e modelo, preço próximo de 60 mil reais, o desconto do IPI menor foi R$ 4.200. Perceberam? Quem for trocar de carro agora, o fará iludido por um benefício que ele não terá no total da transação de compra e venda.

Antes do anúncio de queda de IPI, no fim de maio, a situação de estoque de veículos novos na rede de concessionários era de 286.400 unidades; no final de junho havia caído para 262.800, portanto se desfizeram de incômodo de 25 mil veículos 0-km, mas, por outro lado, o estoque de usados saltou barbaramente. Neste mês de julho, há lojas que já não mais aceitam usados em troca, o que força o preço do usado ou seminovo ainda mais para baixo, aumentando a diferença para o novo.

Renúncia fiscal é o que os governos fazem quando estimulam a economia mediante redução de impostos. No caso do IPI temos a seguinte situação: a arrecadação desse tributo federal, na média diária de emplacamentos até maio era de R$ 38,9 milhões e em junho foi de R$ 18,5 milhões, uma queda de 20 milhões de reais/dia, ou R$ 440 milhões totais em junho último. O aumento de vendas arrecadou mais PIS/Cofins (mais R$ 266 milhões), também federal, e o estadual ICMS, mais R$ 248,6 milhões. Portanto a União deu sua contribuição para estimular a economia abrindo mão de receita até à data que o benefício se extinga, resultando nos estados terem sido beneficiados diretamente pela medida. Os dados são da Anfavea:


Efeito imediato IPI = 4.600 veiculos/dia
R$ milhões/dia, média acumulada
2012
 maio
junho
dif.
IPI
38,9
18,5
-20,4
PIS/COFINS
55,9
68
12,1
ICMS
73,5
84,8
11,3


Com a rápida deterioração da engrenagem de vendas de novos e usados, corremos o risco de ver uma desaceleração de vendas em agosto, quando o esperado era justamente o contrário, que a corrida às compras de carros novos se intensificasse no último mês e últimos dias do benefício tributário.

O que fazer diante dessas circunstâncias? O remédio do fim de 2008 foi aplicado ao mesmo paciente com os mesmos sintomas, mas os efeitos vistos estão claramente diferentes. A doença de 2008 era bem mais grave, o mercado havia praticamente parado, os bancos fecharam completamente a torneira do crédito e a inadimplência (atraso no pagamento das obrigações superior a 90 dias) chegou a 3,6% em 2010.

Já em 2012 ela subiu para 6,1%, o que obrigou os bancos a segurar as aprovações de pedidos de financiamento de 75% para menos de 50% das solicitações, mas o volume de crédito financiado seguiu robusto e crescente. As vendas de automóveis davam sinais de redução de proporções bastante menores a 2008, embora igualmente preocupantes. Um antibiótico nunca funciona de mesma forma para duas infecções seguidas...

Se o governo anunciasse agora uma prorrogação da redução do tributo para além de 31 de agosto, por exemplo até o final do ano, a corrida às lojas poderia arrefecer, diminuindo a pressão para queda de preço de usados e evitando o colapso na venda de novos que se avizinha, mas a queda na arrecadação federal pode não trazer o estímulo à economia que se busca.

Como afirmei no início deste post, medidas de estímulo a economia são sempre bem-vindas, mas elas não são tão simples como alguns imaginam.

MAS


85 comentários :

  1. Como a velha piada: a economia é complexa demais pra se deixar na mão de economistas!

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  2. É uma medida politica,não econômica,aumentaram o imposto dos importados que atingiram em cheio as importadoras asiaticas,o mercado deu sinais de desaquecimento a ANFAVEA foi pedir isenção fiscal (e foi atendida),enquanto o governo baixa a Selic e os juros dos bancos publicos,a VW conseguiu pouco mais de 300 milhões para "desenvolver"o UP que já está pronto na europa e ainda ouço muitos dizerem que "esse governo atrapalha os negocios"! ! ! ! !!! ! !

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    1. Mas pera ai, o dinheiro é empréstimo do BNDES, não é nada dado, oq uem de errado nisso ?

      Somente isso prova que a VW Brasil é uma empresa se certa forma "separada" da matriz Alemã.

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    2. Cara,você tem noção do que disse ? Se tu pesquisasse iria saber que todo lucro gerado aqui pela VW é mandado para a matriz,que em todo esses anos que ela esta aqui nunca investiu no Brasil muito menos trouxe novas tecnologias que foram desenvolvidas em outros paises,e não é só a VW que faz essa pilantragem não,a GM,Ford,Renault,Pegout,Cherry e todas as outras aqui instaladas fazem isso,todo mês sai que essas "nacionais" abrem demissão voluntaria em suas fabricas.Ta achando muito,pois saiba que nunca,nunca nenhuma montador que não seja chinesa aqui tem o aumento de IPI,o brasileiro esta sendo pra tras,a renault tem 10 anos de isenção de imposto,GM,VW e etc.... ganharam o terreno para construir suas montadoras,e hoje ta a bosta que ta.E o principal,já foi provado que a culpa não é do imposto,muitos carros são produzidos aqui,exportados para o mexico e são muito mais baratos lá,como se explica isso ? Puro Lucro,abra seus olhos.

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    3. Sim, sei disso tudo mas você não entendeu o final que falei, pois justamente disso que comprova como os fabricantes daqui funcionam, como uma especie de "franquia" da marca, que tem seus gastos, custos e funcionalidades separados das matrizes, porem os lucros vão para lá diretamente, e se voltam existe o risco de mercado, tendencias, custo e lucro, tudo que existe de uma empresa de grande porte, o que na realidades sabemos que isso é péssimo para nós pois o mercado brasileiro automotiva é caríssimo, mesquinho, atrasadíssimo e corrupto.

      Até logo.

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    4. Se o BNDES não oferecesse uma linha de crédito a VW, ela iria bater nas portas de outros bancos em outros países, por exemplo Argentina e México, e em vez do novo produto ser fabricado aqui, iria para um dos países citados e com ele todos os empregos. Na ótica do capitalismo, não é imoral enviar lucro para a matriz, aliás é uma obrigação, pois a empresa deve remunerar seus acionistas. Para contornar isso, o governo poderia obrigar que as empresas que quisessem se instalar no país abrissem o capital em um bolsa de valores nacional de forma que uma parte dos lucros permanecesse no país.

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    5. o estrupício perde a oportunidade de ficar quieto...

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  3. Já que os economistas se metem a fazer carros, bem que os engenheiros podiam entrar pra economia... :)

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  4. olha só esse negocio de ipi zero e um monte de parcelas, aqui onde moro tem uns 15 carros parados porque a turma não tem grana pra reparar o carro e nem se interessa por aprender a reparar o mesmo, queria saber quem foi o idiota que fez a propaganda de um posto de gasolina que brasileiro é apaixonado por carro, brasileiro não gosta de carro, é mal educado no transito, bate o carro em vez de aguardar e ter paciencia com o proximo. não podemos generalizar, mas é a verdade

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  5. Daonde se conclui então que o momento é ideal para comprar um carro usado, certo?

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    1. Também acho que é por aí!!!

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    2. Também concordo que o momento é bom para compra de usados. Mas, se for para trocar um carro usado por outro, já não vejo vantagem, pois o preço do seu usado atual também está mais baixo. Por exemplo, meu Focus 2002: estava valendo cerca de R$19 mil até pouco tempo atrás. Atualmente, já vi vários oferecidos a R$16 mil ou menos.

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    3. O momento é ideal para comprar um carro usado com dinheiro, sem dar outro carro na entrada. No que o carro novo volte a ficar mais caro (por causa do IPI), o carro usado vai valorizar também, e aí quem comprou o usado com dinheiro (e não com outro carro) vai se dar bem.

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    4. Se for como na redução anterior, os usados irão demorar para voltar ao patamar que estavam

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    5. Meu deus... tem gente carro usado como ativo pós crise. Carro é um bem de consumo e deve ser tratado como o mesmo. Por isso nosso mercado não vai pra frente.

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    6. Juvenal Antena16/07/12 19:14

      Justameeeente!

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    7. Tem hora que dá orgulho de ser do time dos anônimos.

      O post mais sensato desse tópico é o do Anônimo acima (15/07/12 - 19:14). Parabéns, nobre pregador do deserto.

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  6. Medidas tomadas por economistas não, meus caros. Medidas tomadas por políticos pretensos economistas.

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  7. Comprar carro zero hoje é bom apenas se for comprar o primeiro carro ou não quiser ou precisar de desfazer do seu usado, do contrário é melhor ficar bem quietinho e deixar as coisas se assentarem.

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    1. Concordo. Foi exatamente o que um colega meu fez, aproveitou para comprar o primeiro carro, um 0 km. Também é vantagem para que tem um usado, bem usado cujo preço esteja muito baixo e vai comprar um carro caro.

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  8. Strassen, já que se está falando em preços de carros (especialmente os 0km), vou sugerir uma matéria para você ou quem da equipe Autoentusiastas se interessar em desenvolver, que é a seguinte: "Carros pechincha", ou seja, carros que ainda que não sejam a última palavra em modernidade, por suas qualidades gerais, pelos pacotes de equipamentos ofertados (sempre levando em consideração sua versão top de linha), e pelo preço que estão sendo comercializados, estão "baratos" e são uma boa oportunidade de compra. Tenho meus palpites.

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    1. Um carro pechincha é o Fiat Uno Mille. É robusto, forte, tem espaço interno aceitável (maior que Gol, Palio e Clio). Tem design de 1984, ou seja, é retrô mesmo.

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    2. Reconheço todas as qualidades citadas para o Uno Mille, mas nem ele nem nenhum de seus concorrentes está na minha lista de "carros-pechincha", pois este conceito engloba apenas carros que sejam completos e tenham motorização maior.

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    3. Na lista dele só tem o logan

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    4. Engano seu, anônimo 23:01. Nesta minha lista tem mais de um carro. A minha lista com um ítem só, é a lista de crianças flagradas se metendo em conversa de adultos no Autoentusiastas, he, he, he!

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    5. Espero que sua lista contenha a Megane Gran Tour...

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    6. Este comentário foi removido pelo autor.

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    7. Com absoluta certeza: este já não é nem mais "carro-pechincha", é "carrão-pechincha", he, he!

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  9. Nunca entendi mercado de usados. A partir de um dia eu desisti. Compro um carro dentro das minhas possibilidades, uso e vendo e pego outro, pensando no custo que tive para tê-lo, que é muito mais alto que o valor de revenda.

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  10. Em parte, essa confusão toda é conseqüência da mania do brasileiro em sair correndo para comprar algo, só para aproveitar o preço. Aí acontecem essas melecas, um estouro de vendas de carros 0 km, enquanto sobram carros usados por todo lado.

    Embora fora do assunto, mas logo, logo essa mesma confusão irá acontecer no mercado de imóveis. A quantidade de construções de casas e apartamentos novos que se vê por aí, não é brincadeira... Para mim, falta pouco para o mercado saturar.

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    1. Já saturou. O mercado imobiliário está parado.

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    2. Realmente, tudo está caro no Brasil. O nosso país é maravilhoso, mas não vale todo esse preço que estão pedindo aí.

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    3. Corretor BrBrokers15/07/12 19:44

      Se o mercado imobiliário está parado, pq tem construtoras que estão vendendo 100% dos seus imóveis em 2 dias? E falo em apartamentos de mais de 1 milhão de reais. É uma construtora que não aceita qualquer tipo de cliente, e que este possa comprovar seus rendimentos via IR, para evitar problemas de financiamento posterior. Não citarei o nome, mas é famosa na Zona oeste de SP.

      O mercado imobiliário que parou, foi aquele que oferecia produtos ruins, em locais ruins, com preço de vila Nova Conceição...

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    4. Mas esse apartamento de 1 milhão de reais também não vale o que pedem, tenha certeza disso. Todo o mercado está inflacionado. Tem gente pagando 6, 7 mil reais o metro quadrado quando de 3 a 4 mil já estaria de bom tamanho. Conjunto comercial, então, nem se fala. Tem um lançamento aí, perto do metrô Butantã, em que estão pedindo 11 mil(!!!) no metro quadrado. Isso mesmo, 400 mil reais num conjunto com menos de 40m2. Tem gente que pensa que São Paulo é Dubai... Enlouqueceram de vez.

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    5. Não falem do que não sabem. Que mercado imobiliário fica saturado num país com défict habitacional do tamanho do Brasil (74% da população não tem casa própria)? E que tem índice de vacância quase ZERO para imóveis comerciais, inclusive AAA na cidade de SP para os quais há até fila de espera?

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  11. Mas parece quem nunca é um bom momento para adquirir nada neste país. A industria automotiva não repassou os descontos do IPI na realidade e o pior de tudo aumentaram o valor dos carros com a desculpa de "alta procura" em torno de 5%, coisa que aqui em Brasília (não sei se em outros lugares aconteceu o mesmo, mas tenho quase certeza que sim)foi detectado e constatado o abuso, e mesmo assim continuam vendendo aos montes e quase ninguém reclama.

    Sei lá, acho sempre que quando "criam" ferramentas ou "manobras" para ajudar o mercado o governo visivelmente tem sempre outra intenção por trás ou que os empresários do setor arrumam uma forma de ganhar cada vez mais e piorar na mesma proporção para nos consumidores, sempre e sempre.

    Só tem gente esperta mesmo, os burros (nós) que sempre puxem a carroça (país).

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    1. é isso ai... aqui no RJ a Fiat estava vendendo o Bravo Essence mais básico por R$ 52.990,00 nas promoções...depois da baixa do IPI, abaixaram o preço de tabela do carro para R$ 53.170,00 mas a promoção acabou, ou seja, tá mais caro comprar agora com o IPI mais baixo...
      Parece q em alguns modelos realmente houve desconto, mas em outros, não.

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    2. o bravo é o futuro brava, até que é bom carro, mas daqui a 2 anos vai estar valendo menos de 18 mil

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    3. notícias de 2016 do mercadolivre: vendo bravo 2011 aceito xbox kinect

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    4. notícias de 2016 do mercadolivre: vendo tempra 97 aceito play3, volto a diferença

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    5. notícias de 2016 do mercadolivre: vendo marea turbo 06, apenas para venda, não insista, troca apenas por iphone 4s

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    6. notícias de 2016 do mercadolivre: gol gl 1.8 91 quadrado, carburador 3e, 312 mil km originais, R$ 10.500,00, preço de ocasião, no estado, apenas par venda, dispenso curiosos, não insista.

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    7. notícias de 2016 do mercadolivre: gol gl 1.8 91 quadrado, carburador 3e, 312 mil km originais, R$ 10.500,00, preço de ocasião, no estado, apenas par venda, dispenso curiosos, não insista. VENDIDO PARA INDAIATUBA.

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    8. Em SP, a Nissan anuncia "desconto de IPI + desconto de fábrica"... só que o preço final da Livina, com os tais "descontos", é maior do que o anunciado antes das medidas.

      Logo, conclui-se que a desoneração fiscal reduziu a arrecadação dos governos, reduziu as disponibilidades da população e engordou os caixas das fábricas que, por sua vez, remetem as divisas ao Exterior.

      Resultado: o Brasil está bancando Europa, EUA, Japão...

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    9. corneta de fietero detect! mas a vw também teve suas bombas, alias todas têm suas bombas, alegria quando compra, alegria quando se livra!

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    10. Este comentário foi removido pelo autor.

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  12. O negócio é casar com o carro, escolher muito bem e ficar com ele até o carro ficar realmente velho (mais de dez anos de uso) ou até poder migrar para um segmento muito superior (como trocar um Clio 1.0 por um Fluence 2.0, ou um Gol 1.6 por um Jetta Variant 2.5).

    Na primeira opção, considera-se melhor pagar um alto valor em parcela do que em manutenção (a partir dos 300.000 km, o carro começa a pedir retífica de tudo, e isso é caro. Os carros duram mais do que isso, mas nossas condições de trânsito os torturam demasiado).

    Na segunda opção, bom, ninguém é masoquista de rodar com carro minúsculo 1.0 podendo ter um carro com tamanho e motor dignos na garagem.

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  13. NEM COMPENSA esse desconto, eu fazem 25 anos que uso carros, meus CARROS sempre uso pelo menos uns 8 a 10 anos ai sim penso em vender , burrice quem troca antes desse periodo é jogar dinheiro na janela ou compra pra mostrar ao vizinho (burrice dupla)

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    1. Então vá vender seu usado com 10 anos e terá uma surpresa, aquele coitadinho que queria comprar um usadinho bonzinho não consegue financiamento para carros com 10 anos de uso, sendo assim... fudio! Melhor usar 8 e não cair nessa situação.

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  14. Os importados eram a única chance do mercado brasileiro melhorar em termos de qualidade e preço. Aumentando a concorrência e beneficiando o consumidor. Claro que o Governo se meteu no meio e estragou tudo. Burocratas se metendo com economia só podia dar merda.

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    1. Corneteiro tucano detected...

      Se faz alguma coisa, é uma merda, se não faz é um lixo.
      Mude-se pra argentina cazzo e aporrinhe a Cristina!!!!

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    2. ptista mala detected. Para de sonhar com os bolivarianos, Anonimado.

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    3. kkkk... Vai tomate cru PTiiiiiista!

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  15. preço de carro não é indicativo principal. todo mundo já sabe como funciona no tio sam, outro país, outro mundo, etc e tal mas não custa chorar mais um pouquinho ao ver algo do tipo:
    carros usados nos USA
    http://www.youtube.com/watch?v=ltOYOWienxg&feature=results_main&playnext=1&list=PLE1A98F32CE0AFA81

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  16. Strassen, também tem o caso das isenções concedidas às fábricas. Ford e Chevrolet, por exemplo, ganharam isenções de vários impostos por décadas para se instalarem na Bahia e no Rio Grande do Sul. Mas os carros fabricados nessas plantas não são mais baratos. Ou seja, elas nunca repassam esses benefícios para o consumidor.

    Por isso, essa isenção de IPI atual é pura balela.

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  17. OFF-TOPIC:

    Para se economizar o máximo, qual é o momento certo de se trocar a marcha? Na rotação de torque máximo ou na rotação de potência máxima ou em qual rotação?

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  18. Bacana o artigo, é mto bom qdo se alia carros e economia, o carro como uma paixao, e a economia como sendo algo tao indispensavel a vida de todos, mas que a maioria nao leva em conta, até pensei estar lendo algum artigo do mises, os quais gosto tb, qdo misturam estes dois ingredientes: http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1027

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  19. Anônimo 15/07/12 11:24
    É na rotação mais baixa possível mas sem que o motor trepide. Recomendo tomar 2.000 rpm como padrão, mas experimente um pouco menos, tipo 1.500 rpm, ficando atento à trepidação de que falei. Outras maneiras de economizar são: manter os pneus com pressão 2 a 3 libras acima da recomendada; cuidar para que o alinhamento das rodas esteja certo (alinhar a cada 15.000 km); antecipar-se aos eventos no trânsito, aproveitando ao máximo a inércia de movimento do carro; só usar bagageiro ou barras no teto se for necessário; de manhã, ligar o motor e sair, sem esquentar.

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    1. Essas dicas do Bob e de outros autoentusiastas eu utilizo na condução da minha Blazer 2.4 litros e consigo resultados interessantes no consumo da barca, vale a pena procurar conhecer um pouco melhor o carro para conseguir tais resultados.

      Felipe

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    2. Obrigado Bob.

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    3. Os prefeitos e os governadores não querem que aproveitemos a inércia. Eles são ignorantes e burros, e nada sabem sobre poluição do ar.

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    4. Mesmo nos 16V (pouco torque em baixa)?

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    5. Anônimo das 15/07/12 23:20

      Não posso falar dos multi-válvulas mas eu recomendaria o que fabricante indica.
      Depois que segui o manual do meu Mille 2006, consegui ótimas médias de consumo e com um bom desempenho. Obviamente não sigo a risca, pois se utilizar a mesma estratégia num congestionamento eu vou ficar dando cabeçadas a toa.

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    6. Obrigado Bob! Vejo muita confusão nisso. Em vários lugares dizem que é a rotação de torque máximo, mas não consigo ver economia de combustível rodando de 3.000 até 4.000rpm.

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    7. Anônimo 16/07/12 )2:20
      A questão do dirigir com máxima economia não é só usar baixa rotação, mas associada a ela ser preciso abrir mais o acelerador. Um mesmo motor, na sua faixa de operação, produz a mesma potência com várias combinações de rotação e abertura do acelerador, mas a que gasta menos combustível é aquela de menos rotação e acelerador mais aberto. Isso se deve as chamadas perdas de bombeamento, quanto mais fechado estiver o acelarador, maiores essas perdas, parte da força produzida nos cilindros é absorvida pela força para eles aspirarem. Um bom exemplo é tentar respirar apertando um pouco as narinas com o polegar e o indicador, é preciso fazer mais força para respirar do que com as narinas totalmente abertas. Portanto, usando menos rotação obtêm-se menos potência e, para compensar, abre-se mais o acelerador. Um dos pontos altos dos motores Diesel é justamente não terem perdas por bombeamento por não terem borboleta de aceleração, a potência é regulada pelo volume de combustível injetado (o outro ponto alto é a elevada taxa de compressão que aproveita mais a energia do combustível). Outro bom exemplo do quanto vale acelerador mais aberto é nos carros com câmbio n marchas + E. O carro para trafegar em determinada velocidade requer uma dada potência. Ao engatar a marcha E o que acontece? A velocidade não muda, portanto a potência também não. Mas a rotação baixou, e para manter a mesma potência o que se faz? Abre-se mais o acelerador. É daí que vem o menor consumo. Em resumo, esqueça a rotação de torque máximo. A técnica é usar a potência necessária para o carro andar, que é pouca, usando a marcha mais baixa possível, o que significa pouca rotação.

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    8. Por favor, use as dicas com bom senso e não atrapalhe os demais em condição de tráfego intenso, assim como muitos taxistas, vulgo "pracinhas" fazem.

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    9. Sandoval Quaresma16/07/12 22:05

      essa de comparar a respiração apertando as narinas às perdas por bombeamento, foi ótima, tinha que ser do Sr. Bob Sharp.

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    10. Cuidado, Bob, com o que você diz. Vai ter gente aí morrendo de asfixia tentando respirar com o nariz tampado e sem abrir a boca só pra comprovar a tese.

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  20. Seria interessante comparar o quanto de dinheiro entrou nestes três meses de IPI reduzido para o governo com os três meses anteriores.

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    1. Marcelo,
      Temos uma comparação de junho vs. meses anteriores na apresentação da Anfavea, creio eles são mais credenciados pois englobam dados de venda de todos fabricantes aqui instalados, quanto a preço faturado e imposto retido.
      Teríamos de aguardara fecharem os meses de julho e agosto para ter o cenário dos 90 dias que você citou, mas a queda de arrecadação de IPI é clara e função do volume de vendas.

      MAS

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  21. http://www.facebook.com/lucrobrasil

    Não transforme seu dinheiro em capim, não compre carro zero. Chega de sustentar americanos, europeus, coreanos e japoneses.

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    1. O ideal é desenvolver a nossa própria indústria automobilística, mas não é algo fácil.

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    2. Isso, Anônimo 16/07/12 00:34!

      Seja um gênio!
      Ande à pé!

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    3. Marcelo
      Sem a menor dúvida. Já é mais do que tempo para o Brasil ter as suas marcas próprias, sua própria indústria. Se a Gurgel e a Puma vingassem, teria sido possível.

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    4. Infelizmente o brasileiro, sobretudo classe média é bem estranho. Conheço pessoas que nunca comprariam um carro brasileiro, puma ou gurgel mas que compram um chery QQ e acham que fizeram um ótimo negócio....Jesus!!!

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    5. Voz da Verdade18/07/12 16:32

      Ou se a Troller tivesse seguido em frente e produzido a Pantanal...
      Mas preferiram vender, com benção do Lula, para a Ford...

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  22. Todos descem o pau nas montadoras estrangeiras, mas já surgiu alguma empresa nacional capaz de criar automóveis? Enquanto italianos, americanos, alemães e outros já produzem automóveis desde antes o início do século 20, o brasileiro não foi capaz de produzir nada nesse ramo até hoje. Claro que há brasileiros capazes, mas não surgiu nehuma empresa com envergadura e que sobrevivesse até nossos dias. Tb gosto de pumas e gurgéis, mas esses sempre foram automóveis montados em plataformas de outros das grandes montadoras. Podemos considerá-los como "brinquedos" para adultos. Se dependessemos de soluções locais ainda estaríamos andando de carroças e charretes.
    Ademais, qual o problema de empresas estrangeiras remeterm lucro para suas matrizes? Por acaso as filiais estrangeiras de empresas brasileiras não remetem para o Brasil seus lucros? Alguém que está lendo este post pega sua suada poupança e sai distribuindo para outras pessoas??

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    1. Dica: pesquise um pouco sobre a história dessas fábricas.

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  23. Trabalho com carros usados e, realmente, afetou bastante. Em Outubro de 2011 chegamos à 96 veículos, já em Maio nem 40 foram, porém, Junho e o decorrer deste mês estamos indo bastante bem e notei que outras revendas, bem menores, continuam de pé aqui na região.

    Quem tem carro usado, não há para onde fugir, privado ou revenda vai pegar mais barato por causa dessa queda abrupta dos usados. Gol 06/07 4p por R$16.500,00, esse mesmo dinheiro comprava um carro bem pior em 2010, por exemplo. O bom é que estamos preparando estratégias para o fim do IPI, abrem-se muitas oportunidades para aproveitar esse fim, tão aguardado!

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  24. Será que esta medida não postergou alguns lançamentos? E o tal IPI reduzido para veículos com diferenciais tecnológicos, não saiu do papel? EEE paisinho viu!!! Que M.....!

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  25. isso tudo só prova uma coisa: essas medidas de incentivo não passam de remendos, a verdadeira questão é: simplificar e diminuir a carga tributária.

    Simplificar é diminuir a burocracia para pagar impostos, obrigação que vem acompanhada de uma infinidade de pequenas outras obrigações acessórias (preencher guia, documentos, livros, relatórios, que por si só oneram a vida do contribuinte, e cujo mínimo erro pode provocar a apenação por multas caríssimas.

    A segunda é a diminuição da carga tributária em si,

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  26. Voz da Verdade18/07/12 16:34

    O governo vai agindo sem plano, só com medidas pontuais quando a corda aperta. A curto prazo aguenta as pontas, mas a longo prazo estão apagando fogo com gasolina. Vide a previsão do PIB que não para de baixar.

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  27. ENTAO POR FAVOR ME ACONSELHEM, VENDI MEU ASTRA E TO COM DINHEIRO PARA COMPRAR QUALQUER UMA DAS OPÇÕES COMO CIVIC, TOYOTA, FLUENCE OU CRUZE. NAO DEVO COMPRAR NENHUM? ESPERAR ATE QUANDO? COMPRAR UM USADO? ACHO QUE O MELHOR PREÇO AINDA ESTA COM O CRUZE POR TER MAIS ITENS DE SERIE E POR SER MAIS BARATO QUE O CIVIC OU TOYOTA, QUE SINCERAMENTE NAO SEI PORQUE VENDEM TANTO. TUDO BEM QUE SAO OTIMOS CARROS, MAS PELO PREÇO QUE PEDEM, ACHO UM ABSURDO. SINCERAMENTE, NAO SEI O QUE FAZER.

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    1. Dica: faça test-drive neles e decida por vc mesmo e não pelos "equispertis" da net.

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  28. o pior é que ja fiz teste drive em dois mais cotados o cruze e o honda e ainda não sei por qual decidi. o honda sem itens interessantes mas com um consumo dito como fenomenal para um sedan medio e tambem com uma mecanica bem elogiada por nao dar quase defeito, por outro lado o cruze por trazer 85% de itens que acho interessantes num carro e com valor menor mesmo sabendo que é beberrão e novo no mercado. mesmo assim obrigado dick pela dica.

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