APERTE O CINTO, O MOTORISTA SUMIU

Foto: dvice.com
Toyota Prius experimental equipado com sistema de condução autônoma

A Google, não há quem não conheça, é mesmo uma empresa admirável. Quando apareceu, em 1998, deixou o mundo atônito com sua velocidade de busca e pode-ae dizer que revolucionou a internet, a ponto de se poder afirmar que a história grande rede mundial de computadores, a wide world web (www), se divide em antes e depois do Google.

Muitos já conhecem o Google Street View, a ferramenta do Google Maps existente faz poucos anos que nos "coloca" num determinda rua, um feito admirável. Outro dia "andei" pela rua onde morava, na Gávea, no Rio, antes de vir para São Paulo. É incrível. Mas agora tem outra novidade do Google, o carro sem motorista. E pode estar mais perto do que se pensa.

Quem diz é o presidente da Google, Eric Shmitdt, que afirma que o carro comum sem motorista conduzindo-o será coisa normal ainda nos nossos dias. Boa notícia para muitos, péssima outros tantos, obviamente para este que escreve este post, nem é preciso dizer por quê.

O chefe do projeto é Sebastian Thrun, diretor do Laboratório de Inteligência Artificial da Universidade de Stanford, na Califórnia, que é também o co-inventor do Google Street View. Foi ele e sua equipe que criaram o "Stanley", o Volkswagen Touareg autoônomo que venceu o Grande Desafio DARPA de 2005.

O VW Touareg modificado para ser autônomo
(autoblog.com)
A equipe de Thurn e o cheque de US$ 2 milhões
(pbc.org)
 A DARPA, cuja sigla em inglês é Agência de Pesquisa de Projetos Avançados de Defesa, órgão do Ministério da Defesa dos Estados Unidos responsável pelo desenvolvimento de novas tecnologias para aplicações militares, patrocina o Desafio desde 2004 e oferece um prêmio de 2 milhões de dólares ao projeto vencedor.

A DARPA foi criada em 1958, assim que a União Soviética colocou o primeiro satélite artificial na órbita da Terra um ano antes, o Sputnik, assustando a nação da América do Norte – principalmente depois que, ainda no mesmo ano, subiu o Sputnik 2 levando a bordo a cadela Laika. Sputnik significa "acompanhante de viajante", nesse caso acompanhando a viajante Terra. Os EUA haviam ficado para trás e era preciso reverter o quadro.

O estado de Nevada, nos EUA, foi o primeiro a autorizar automóvel autônomo nas vias públicas, de acordo com Schmidt, mas ele diz, supreendentemente, que o maior problema é que o carro roda no limite de velocidade. Problema? Sim, é que quase ninguém anda dentro do limite, segundo ele. Como se vê, mesmo lá, onde os liimites são mais coerentes que aqui, as pessoas andam mais rápido que o permitido. O Departamento de Veículos a Motor (DMV) de Nevada emitiu a primeira licença de veículo autônomo agora em maio.

O curioso é que as placas dos carros autodirigidos terão fundo vermelho com o simbolo de infinito (∞) no lado esquerdo. De acordo com o diretor do  DMV, usar o símbolo do infinito foi a melhor maneira de representar o "carro do futuro". Só que sem querer ou não, a Nissan pegou uma carona nessa determinaçào, já que produz a marca de luxo Infinity, concorrente da Lexus (Toyota) e da Acura (Honda)...

Mas a coisa toda é realmente surpreendente. A Google fez um teste de pista e o carro sem motorista foi mais rápido do que outro com. Assustador, não? Imagine-se entrar no carro, inserir o destino como se faz hoje nos navegadores GPS e o carro ir até lá pelo caminho mais rápido, chegando a alternar para outro automaticamente em função das condições do trânsito. Um belo sonho e, ao mesmo tempo, um tremendo de um pesadelo.

Um protótipo do Prius autônomo em desenvolvimento (newcarenginereview.com)

Por outro lado, houve um acidente com um carro sem motorista de teste da Google em agosto do ano passado perto da sede da empresa,  em Mountain View, na Califórnia, mas a Google garante que o carro estava sendo dirigido por uma pessoa no momento.

Apesar da aprovação dada pelo estado americano, não há certeza ainda se o banco do motorista poderá ficar vazio: está previso um grande botão vermelho marcado "Off" caso o carro se rebele, como admite o próprio Eric Schmidt.

A favor do carro sem motorista está a esperada diminuição ou mesmo eliminação de acidentes, qualidade bem maior do que uma dádiva para quem não gosta ou tem preguiça de dirigir. Mas é preciso considerar que computadores e/ou sua programação têm provado não serem infalíveis, ao contrário do que se esperava. São exemplos a recente questão da aceleração súbita e não intencional dos Toyota ou o funcionamento dos comandos do Airbus 330 da Air France que há três anos caiu no Atlântico, num vôo Rio de Janeiro–Paris..

O carro escolhido para modificação e testes é um Toyota Prius, o mostrado na foto de abertura deste post. A Google não tem planos imediatos de comercialização do produto, mas obviamente pensa em desenvolver um negócio para oferecer à indústria automobilistica.

Mas vamos esperar que se desenvolvam mais meios que ajudem o motorista a evitar acidentes, nunca que o substituam. É o que o AE pensa.

BS

(Atualizado em 15/07/12 às 17h10, pequenas correções)

67 comentários :

  1. Legal, no ponto de vista tecnológico apenas.

    Já acho sem graça um carro de câmbio automático.

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    1. Sou da mesma opinião ,porem acho interessante a automação ,o problema e que as máquinas precisam de manutenção severa (desgaste /fadiga de peças ).
      Abraço a todos ,Fabio .

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    2. Bom...neste caso me parece que o transporte individual perde um dos seus ultimos sentidos...vamos todos para o metrô, trem ,onibus ,taxi coletivo, lotação, mototaxi, bicicleta, teletransporte e sei lá mais o quê...esteiras rolantes fazendo as ligações e de quebra, passando por algum circo exótico onde se apresentam alguns malucos da idade da gasolina e do motor a combustão, insistindo teimosamente em fazer andar e dirigir alguma coisa sem auto monitoramento sob os olhares de sarcasmo do moderno ser digitalizado...
      O mundo parece realmente estár perdendo a graça para algumas gerações...

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  2. Bob o mundo ta ficando muito chato almofadinha> bom é dirigir e se divertir. Mas voltando no assunto automação, a capacidade da empresa google é desenvolver os algoritimos é milhões de vezes maior do qualquer empresa do ramo automobilistico. Acho que isto vai ser um conflito de interesse com a natureza da própria industria automoblistica

    Abraço

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    1. Leister
      Por isso falei em pesadelo...Você tem razão, pode haver conflito de interesse.

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    2. Mestre Bob,


      Aproveitando o gancho do carro sem condutor, poderiam abordar a tendência crescente na América do Norte das novas gerações não terem quase nenhum interesse em comprar carro ou sequer tirar carteira de habilitação, a ponto de já estar aterrorizando os grandes fabricantes por lá.

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  3. Bob, o Võo da Air France foi do Rio a Paris.

    Sobre computadores, sou analista de sistemas a 15 anos e definitivamente não confio em computadores decidindo sobre nossa vida.
    O motivo é que computador não é capaz de tomar decisão. É colocado n números de condições que podem acontecer, ou seja, uma máquina de estado. Levando em conta que existem infinitas condições possíveis que se tem em pilotar um avião ou dirigir um automóvel, a condição que não esteja prevista no software do computador não terá uma conclusão satisfatória.
    Simples. Inteligência Artificial nada mais é que uma máquina de estados sofisticada. Não se iludam.
    []'s

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    1. Luiz AG
      Certo, Rio-Paris, acertei lá, obrigado./ Concordo, mas algumas coisas são supreendentes, como o caso do caro autônomo ter sido mais rápido num circuito que o dirigido.

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    2. Luiz AG

      Estamos de pleno acordo. Basta ver vários dos meus artigos aqui que tratam do assunto.

      Além de engenheiro mecatrônico, tive empresa de software por 12 anos e sei bem como o computador é uma tecnologia depreparada para gerar um autômato para circular abertamente.

      BS
      Sobre o carro autônomo andar mais rápido que um pilotado, basta ver o que faz um torno comando numérico. É impossível para um torneiro mecânico fazer uma peça com a velocidade e precisão de um torno moderno. Mas o torno funciona dentro de um ambiente controlado, como provavelmente fez o carro do Google.

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    3. Exato André. Bob, concordo que o software é capaz de realizar melhor as tarefas em 99,9% dos casos. O problema é o que fazer nos 0,1% que ele não foi programado. Por isso a Boeing não adota o recurso utilizado pela Airbus. Ela acredita que a última palavra deve ser do piloto.

      É conhecida a história dos Airbus no aeroporto Santos Dumond, no Rio de Janeiro, onde o piloto, para desviar do pão de açucar, fazia uma curva acentuada e o computador entendia como erro de operação do piloto. O software do avião teve que ser reprogramado.

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    4. Cristian Pinheiro16/07/12 13:18

      Luiz AG, concordo, mas pensando na maneira que o motorista (brasileiro) dirige, meia dúzia de "boas reações" do computador já será melhor que o motorista. Pelo menos para muitos que rodam por aí....

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    5. Tambem trabalho com desenvolvimento de sistema e sei que sistemas falham, principalmente quando ocorre algum evento nao tratado.
      Mas por que sempre quando se fala em carros autonomos, se pensa que o carro nao pode falhar? Ate parece que o ser humano dirigindo não falha, mas falha e muito e muita das vezes falhas estupidas, um carro autonomo tendo um desempenho 20% superior mesmo falhando, acredito que ja seria o suficiente para evitar a maior parte dos acidentes...

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  4. Este comentário foi removido pelo autor.

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  5. Certamente existe muita tecnologia nova em desenvolvimento. Só que os fabricantes não podem lançar tudo de uma vez só para não comprometer a lucratividade que o mercado tem com a substituição periódica dos bens de consumo duráveis.
    Quanto ao Google, tem mais é que ganhar dinheiro e ser a maior empresa do mundo mesmo. Assim como a Microsoft. Esses caras têm centenas de soluções prontas para facilitar a vida de muita gente, inclusive a minha. Aliás, poucos têm a capacidade de fazer tanto por um custo tão irrisório.
    Quem sabe o carro sem motorista seja uma alternativa ao motorista barbeiro?

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  6. Apostas: Carro sem otorista vence Le Mans já no ano que vem ou só em 2014?
    Considerando-se que no automobilismo moderno as maiores causas para que um veículo não conclua a prova são humanas (falhas que causam acindentes, falta de atenção ao funcionamento anormal de algum sistema, estilo de condução que causa desgastem maior em uma parte que em outra, medo e cansaço que levam a dirigir abaixo da velocidade ideal, ansiedade que leva a dirigir acima, etc.), eliminando-se o ser humano teríamos o esportivo perfeito em termos de desempenho.
    Em termos de diversão... Bom, certamente haverão pessoas que dirão que depois de "dirigir" um carro sem motorista jamais vão querer voltar para um com volante e pedais, mas assim como hoje há quem prefira embreagem e câmbio manual há de sempre existir quem prefira conduzir o próprio carro.

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  7. Computadores sao ferramentas. Ferramentas devem auxiliar o homem e nunca nos substituir. Eu sempre cito o filme 2001: uma Odissseia no Espaço pois o argumento é totalmente plausível. Do começo, quando um primata descobriu a ferramenta e se prevaleceu sobre outro grupo sem ferramentas ate o máximo da evolução, quando nossas ferramentas nos permitem viajar por galáxias. Quando o controle da nave é delegado à uma maquina que entra em conflito de sistema, ela trata os humanos a bordo como um fator de risco e começa a elimina-los. A capacidade de discernimento, ética, raciocínio e bom-senso sao o que nos colocam acima das maquinas em qualquer condição e situação. É exatamente por essas razoes que jamais devemos aceitar veículos autônomos que Nao permitam interferência humana instantânea e a qualquer momento. Sem burocracia de acesso e uso, sem autorizações de sistema. Apenas uma maquina que possa ser domada pela ação humana.

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    1. Isso aí, automação só é necessária em tarefas repetitivas ou que exponha a riscos físicos, químicos ou que exijam maior precisão.
      Não seria o caso de dirigir, uma tarefa leve porém complexa e acima de tudo prazerosa!

      Mandem veículos não-tripulados para Marte, ora!

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    2. Dependendo do caso a automação é um passo adiante, mas que eu por conceito jamais adotaria eem um veiculo meu. E para nunca se cair no dilema de 2001, vale para tudo o que é autonomo na programação de qualquer maquina ou neste caso um robo, as tres leis escritas no livro de issac asimov eu robo, sendo elas:

      1- Nenhum robô pode ferir um ser humano, nem permitir que sofra, por inação, qualquer dano.

      2- Um robô tem que obedecer às ordens que lhe forem dadas pelo ser humano, a menos que contradigam a primeira lei.

      3- A obrigação de cada robô é preservar a própria existência, desde que não entre em conflito com a primeira ou a segunda lei.

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    3. E se um ser humano estiver prestes a atirar em outro e a única possibilidade de o robô evitar isso seja matando ou ferindo quem estiver com a arma?
      Ele não pode ferir um ser humano, mas também não pode permitir que outro seja ferido por inação, teríamos uma pane elétrica? O robô mataria as duas pessoas? O robô não faria nada? Ou mataria o agressor?
      Máquinas são feitas para facilitar a vida do ser humano, mas não podem tomar decisões por conta própria pelo simples fato de só considerarem a lógica, o script, a programação e nada mais.

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  8. ENORME PESADELO!

    Lucas CRF

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  9. Se eu quiser alguém dirigindo meu carro para mim, contrato um motorista. Dou um emprego, e ainda vai me sair mais barato que comprar um carro que certamente, por toda tecnologia agregada, não vai custar pouco. Certas coisas são melhores à moda tradicional. Ou alguém aqui prefere o método de bebê de proveta, he, he, he?

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  10. Senhores achei hj divirtam-se


    http://www.youtube.com/watch?v=GMfdI92wIV0&list=FLMzZu2D6gJRgcGBtdIm_Tyw&index=2&feature=plpp_video

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  11. Sou contra o carro autônomo, ao menos para mim e quem goste de dirigir. Porém, sou a favor dele se o assunto for tirar do comando quem não gosta de dirigir. Por que digo isso? Pelo fato de quem não gosta de dirigir fazer tal tarefa como obrigação em vez de prazer, bem como tender a fazer pequenas besteiras que prejudicam o andamento do trânsito (frear para formigas, errar na abordagem de uma curva, andar em velocidade inadequada para a faixa em que está, demorar para sair da imobilidade em um semáforo e por aí vai). Tais atos também podem acabar tornando-os mais propensos a provocar ou ser vítimas de acidentes. Um carro autônomo para esses casos acaba sendo mais seguro do que deixar esses motoristas fazerem o que sabem fazer.

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  12. Eu gosto muito de dirigir carros, tanto é que frequento diariamente o blog. Porém é inegável que se todos os carros fossem autônomos o número de vidas perdidas no transito seria muito menor. Também sou desenvolvedor de software e sei das limitações dos computadores, mas boa parte das situações imprevistas nas estradas são obras de humanos.
    Está se aproximando o dia em que ir do ponto A para o B será uma simples tarefa automática, como se fosse um grande elevador horizontal.

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    1. Antonio Amaral15/07/12 15:20

      Concordo com o Lohandus, só complementando, o pessoal sempre leva tudo para o tudo ou nada, não é preciso acabar com os outros tipos de carros, a liberdade de escolha continua, quem gosta de dirigir usa o não autônomo.
      Faz tempo que existe o câmbio automático e nem por isso os manuais foram substituídos. Quanto ao argumento do computador não ser infalível, nada é infalível, quer coisa mais falível que o motorista médio? (50 mil mortos por ano). Não é preciso ser infalível, basta ser melhor.

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  13. Jackie Chan15/07/12 15:09

    Só pra constar, no caso da "aceleração involuntária" dos Toyotas, em 2009-2010, após investigações, concluiu-se que foi devido a defeito mecânico, não eletrônico (o tapete que prendia o acelerador, aliado ou não ao próprio pedal do acelerador que apresentava excesso de fricção, podendo não retornar após ser pressionado). Também concluiu-se que a maioria dos incidentes inicialmente reportados como relacionados à aceleração involuntária foi devido a erro do condutor.

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    1. Era sobre o tapete que eu ia comentar também.

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  14. Gostaria de ver o carro da Google sendo dirigido aqui, os engenheiros reprogramando-o para lidar com motoristas de ônibus metidos a piloto de F-1, parando atrás de um carro que estacionou em fila dupla, sem pisca e "só um minutinho", mortoboys abrindo caminho por entre faixas estreitas, ameaçando ou quebrando os retrovisores externos, etc. Divertidíssimo!

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  15. Bob, desde que sempre exista a opção de assumir o volante e dirigir manualmente, de preferência com trocas manuais e podendo desativar as muletas eletrônicas que já existem hoje, sou totalmente a favor dessa tecnologia (se for comprovadamente segura e a prova de falhas, lógico).

    Para nós entusiastas, acredito que o trânsito ficará muito melhor e mais prazeroso se as pessoas que não gostam de dirigir puderem usufruir desse sistema. Deixem a direção manual pra quem sabe e gosta de dirigir.

    Sem contar que mesmo entusiastas passam por situações que precisam dirigir sem vontade, cansados ou com sono. Nessas situações, até pra mim esse sistema quebraria um bom galho.

    Mas o sistema realmente precisa ser muito confiável, a prova de falhas, a prova de idiotas, etc. No mínimo mais uns 10 anos de testes e aprimoramento da tecnologia.

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  16. Considerando aquilo que vejo nas ruas de São Paulo acho que o carro autônomo representaria uma fantástica evolução. Na verdade a simples sincronização entre GPS e seta já faria um milagre. Ninguém mais dá seta nesta cidade, se sinaliza é mais como justificativa do que qualquer outra coisa, pois liga a seta após ter iniciado a mudança de faixa ou conversão. Se o computador, sinalizar corretamente suas manobras, não frear para radar, não comer faixa e andar na velocidade máxima permitida eu já acho que a troca valerá a pena. Não me refiro aos autoentusiastas mas o motorista comum é um completo idiota egomaníaco. Voto pelo início da automação começar pelos veículos de transporte de passageiros. Motoristas de ônibus e taxistas em sua maioria estão exercendo a profissão errada, impressionante.

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  17. Se o computador andar na pista da direita quando em baixa velocidade, já será um avanço enorme sobre os latifundiários de esquerda!
    Mas espero não presenciar essa 'evolução' toda... prefiro ir antes.

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  18. Sempre que se fala em alguma epécie de computador substituindo um ser humano em algo, citam 2001 e o Terminator.
    Mas pare para pensar que hoje, vc ja nao controla o seu carro diretamente. Voce aciona um potenciometro que manda informação para uma rede de computadores que controla seu veiculo.
    Se o seu carro tem cambio automático, ABS, ESC e o resto da sopa de letrinhas, pior ainda. O controle humano sobre o veiculo é menor, e o da maquina muito maior, o homem só alimenta sensores com informaçoes. Com airbag por exemplo, existe uma pequena carga explosiva na sua frente controlada por um computador.
    A maior parte das pessoas nao relaciona isso com o HAL, mas já é uma realidade. E MUITO segura e eficiente.
    No mundo da aviação, o mesmo se repete, com mais intensidade
    Trabalho com eletronica embarcada em automoveis ha varios anos. Existem grandes diferenças entre o mundo da informatica e o da eletronica embarcada.
    Os metodos de desenvolvimento, ferramentas e tecnicas de validação são diferentes entre softwares como o Windows e o software que controla o Airbag, porque tolerancias a falhas, ciclo de vida e publico alvo sao muito diferentes. Compare seu carro com o Windows e a diferença aparece. Quantas vezes uma "tela azul" ocorre em um computador, e quantas vezes um "reset" é necessário em um carro? Esses computadores trabalham por anos a fio ligados na bateria do veiculo sem que seja necessária intervenção humana.
    Parabens ao Google. Vamos ver o que esta tecnologia vai trazer de bom. Carros que possam assumir o controle quando motoristas estiverem cansados, onibus e caminhoes mais seguros, sei la. So o tempo pode dizer. Talvez um dia possamos sair de carro, encher a cara, e voltar para casa com o computador dirigindo, em segurança, com conforto e sem multas. Talvez o proprio carro possa impedir que o motorista dirija se detectar que ele está alcoolizado. Existe muito potencial
    Sei que nao vai acabar com pilotos humanos, porque temos prazer e necessidade de dirigir.

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  19. Concordo sobre a segurança e eficiência de um sistema desses, mas o que mais me assusta é um outro fator incidental, mas diverso: O fator humano legislativo e convencional quanto a esses automóveis.
    E se, de repente, dada a popularidade desta tecnologia (assim como foi com injeção eletrônica, computador de bordo, etc) as legislações se alterem em prol do banimento do "automóvel de condução humana", ao comparar estatíticas de acidente e fluidez de tráfego e concluir pela inviabilidade do motorista frente ao tráfego dos "robôs"?
    E se tivermos impostos abusivos visando coibir a direção manual? E se automóveis com capacidade de direção humana forem restritos às marcas inacessíveis para a maioria de nós ou, pior, apenas às modalidades de competição?
    Nós, senhores, somos dinossauros, pois talvez tenhamos cometido o erro evolutivo de nos apegar a um elemento que não o mais prático ou apto às necessidades externas vigentes; talvez não seja tão errado assim, para nós, nadar um pouco contra a correnteza. Faz sentido, mas também nos torna espécie em extinção.
    De qualquer forma, tem muita gente que não tem qualquer afinidade com o automóvel e, para esses, tirar-lhes o volante da mão seria um favor à humanidade.

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    1. Charles, depois de ter feito o meu post, pensei mais a respeito e também cheguei a essa conclusão. A princípio a idéia do carro autônomo é tentadora, mas na sociedade cada vez mais politicamente correta, paternalista e utilitarista, pode ser uma má idéia. Não será da noite pro dia, mas aos poucos o banimento de veículos com condução humana pode se tornar realidade.

      Começaremos com os carros de condução autônoma opcional. Passados mais uns 10 ou 15 anos, começam a surgir estradas onde a condução autônoma será obrigatória. Dessa ponto, prevejo mais uns 10 a 20 anos para a tecnologia viabilizar carros com inteligência artificial avançada, totalmente autônomos sem qualquer necessidade de condução manual, podendo se auto-dirigir até em trilhas de terra e estacionar sozinho em vagas apertadas. Esses começarão gradualmente a se popularizar, se tornarão maioria, no final a direção manual só estará disponível mesmo em veículos esportivos e talvez fora-de-estrada, pouco acessíveis.

      Se as coisas chegarem a esse ponto um dia, para acabar totalmente com a direção manual em carros de passeio e vias públicas, será um pequeno passo. Restará as modalidades de competição e, quem sabe, as motos - isso se nossos filhos ou netos também não decidirem um dia acabar com as motos, apenas pela insegurança e acidentes.

      Espero sinceramente que essa previsão não se concretize, e que a histeria carbônica e politicamente correta que vivemos hoje seja uma moda passageira e se torne alvo do ridículo em futuras gerações.

      De qualquer maneira, derivando um pouco a frase de Ferdinand Porsche, se um dia a direção manual um dia acabar, tenho certeza que o último carro com direção manual será um esportivo de tração traseira.

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    2. Charles, essa intervenção estatal toda vai diminuir muito, é a evolução, não tem jeito, nem que demore 200 anos.

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    3. Adriano, muito bem colocado. Você descreveu a progressão do carro autônomo sobre o manual e a incompatibilidade das tecnologias, que tende a se acentuar progressivamente conforme a inteligência artificial e a popularidade do primeiro evoluam. Também penso ser bem esse o caminho.

      Daniel, eu francamente vejo um quadro contrário hoje em dia. Não intervencionismo e intervencionismo tem se alternado na história recente, e o que vejo é que nos últimos anos (ou décadas) os tempos tem sido de "Estado babá" tomando conta, e com cada vez mais colaboração tecnológica para facilitar o controle de todos os aspectos de uma sociedade, assim será, mas gostaria de saber das suas convicções que levaram-no a concluir que a intervenção estatal tende a diminuir a longo prazo.

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  20. Sei que existem obstáculos imensos pra se chegar a perfeição, mas sou TOTALMENTE A FAVOR dessa tecnologia. E eu gosto de dirigir... mas penso na minha filha deficiente visual e nos milhões de pessoas com dificuldades, seja pela saúde, seja pela idade. Meu avô dirigiu até os 80 anos, mas perder a liberdade de ir e vir e depender dos filhos foi um mal terrível. Por favor amigos, abram mais a mente.

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  21. Bosley de La Noy15/07/12 19:24

    Quem já dirigiu em qualquer grande cidade, onde a cada segundo, todos os sentidos de um motorista são postos à prova, sabe que nem em 1.000 anos será viável um carro autônomo. Nenhuma tecnologia existente seria capaz de lidar com os milhares de imprevistos e situações de risco que um motorista enfrenta na vida real, tanto para controlar o carro, quanto para sair de situações de risco.

    Mas como história de ficção cietífica, é até legal!

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    1. Os imprevistos e riscos postos a prova dos motoristas são causados pelos próprios motoristas na maioria dos casos. Numa sociedade onde está faltando espaço nas cidades para todos, o trânsito é caótico, onde se perde mais tempo se deslocando para o trabalho do que trabalhando. Veículos autônomos seria uma grande inovação. As estradas seria geridas por computadores, teriam direção defensiva, estão programados pra isso, situações de risco e egos de motoristas que se acham donos da rua, seriam coisas do passado. Dirigir pode ser um prazer, seria prazer dirigir 4 horas por dia no caos? Ficar trancado em longos engarrafamentos? Isso é prazer? Não se esqueçam que carro é um meio de transporte. Charretes e cavalos também são meios de transporte e eu não vejo ninguém reclamando que não confia em veículos que andam "sozinhos" sem nenhum animal puxando, tem como princípio um equipamento que causa explosões, ativado por um líquido altamente inflamável que polui o ambiente. Alguém diz por aí numa grande cidade "Como sinto falta da época que todos nós andávamos de cavalo, sabíamos identificar um garanhão e admirávamos cada momento da paisagem, invés de ficar socados dentro do aço e do vidro."

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    2. Ao menos uma vantagem há na propulsão equina: cavalos têm consciência suficiente para evitar bobagens feitas por seus condutores bêbados.

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    3. É... uma charrete ainda tem mais inteligência embarcada que um Prius... hehe. O problema é a emissão de gases com efeito estufa e a pouca potência (mesmo a carruagem da Wells Fargo tinha só 4 cavalos!)

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  22. Isso é o primeiro passo para a chatisse eterna. Espero que mantenham o botão ON/OFF disponível.

    Bob, a legenda da última foto fala em Prius, mas o interior mostrado é do Mercedes Classe S. Fica o alerta.

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    1. Luiz Felipe Robadey
      Estranho, a foto está identificada como Prius-Google. Mas obrigado assim mesmo por avisar. E que o botão esteja lá sempre!

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  23. Vamos pensar no Brasil:
    Como que o carro autônomo vai diferenciar as situações abaixo?
    - Um agente de trânsito sinalizando para parar (qualquer razão).
    - Um cidadão comum sinalindo para parar (acidente a frente).
    - Um bandido sinalizando para parar (assalto à vista).

    Nem toda a tecnologia do mundo será capaz de prever as infinitas possibilidades e fatores do trânsito. Eu acho que demora muito ainda para termos um sistema completamente seguro e à prova de falhas.

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    1. Buenas, tanto o humano quanto o computador são programados para parar quando outro humano agita os braços na frente do seu carro. Quanto ao bandido sinalizando pra parar com a arma em punho, você aceleraria?

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    2. E se o carro autônomo decidir que é melhor acelerar e a pessoa leva uma chumbada na nuca, a culpa é de quem?

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  24. Concordo que isso seria ótimo para voltar bêbado para casa.

    Seria só colocar o modo automático e a glicose na veia...

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  25. Aliás, alguém acha que o google estava mapeando as ruas com o street view só para vender mapinhas?

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  26. só pra informar, na primeira frase do post houve um leve erro de digitação, ao invés de "computadores", esta escrito "comiputadores".

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  27. ops, ai invés de primeira frase, eu quis dizer primeiro parágrafo

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    1. Anônimo 15/07/12 22:38/59
      Já foi corrigido, obrigado.

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  28. Aléssio Marinho16/07/12 10:05

    Lagal como exercício de criação de novas tecnologias, mas acho que não chegará aos carros de grande produção, pois deve ser caríssimo.
    Pode ser interessante nos EUA, com suas ruas projetadas, pavimentadas com primor e padronizadas. Diferente do que vivemos abaixo da linha do equador, onde não existe pecado...
    Creio que esse sistema seria melhor aplicado para uso em trens e navios de carga de longo curso, para aumento da segurança.
    Automóveis e aviões, jamais...

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    1. Bom, o ABS, ESP, Air Bag, todas essas tecnologias eram caras no início.

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  29. Melhor automatismo que 1/2 roda dirigindo, como ocorre hoje! Só de prover maior velocidade nas vias, saídas de semáforo, diminuição das distâncias entre veículos, redefinição de rotas, já seria de uma vantagem absurda.

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  30. Usando um carro sem motorista, podemos desembarcar exatamente no local de destino e mandar o carro estacionar sozinho ou voltar para casa.

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    1. Caso o carro seja furtado, o dono pode remotamente comandar o carro redirecionando-o para uma delegacia de roubos e furtos.

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    2. Ok, captain obvious...

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  31. Não faz sentido automatizar a direção dos carros. Melhor pegar metrô ou ônibus.

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  32. Existe ainda o risco de um hacker invadir o carro e comandá-lo remotamente, sequestrando a família inteira sem disparar um tiro.

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  33. Ótima notícia!
    Os motoristas como sabemos são assassinos em potencial, pois usam do automóvel para suprir todo o tipo de carências e complexos de inferioridade que tem.

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    Respostas
    1. Já chegaram os babacas! Vai pegar seu onibus ou andar pelado na sua bicicleta e mostrar que voce não tem complexos como a necessidade de fazer parte das modinhas (como a modinha ecochata)

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    2. A palavra ônibus tem acento ignorante.

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    3. O seu tem do complexo de inferioridade também, mas e o que isso mudou? Voce continua sendo babaca, não usei acentos porque não deu vontade

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    4. Isto não é falta de vontade, é excesso de ignorância.

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    5. Tá bom agora vai descontar a raiva da minha ignorância andando pelado de bicicleta, já que voces (sem acento mesmo) não têm complexos

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    6. Mas eu não pedalo.
      Outra dica: o acento diferencial caiu.

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  34. Concordo que ainda é cedo para se pensar em deixar os carros nas mãos de robôs mas, como co-pilotos estes seriam de grande valia para casos de mal súbitos, embriaguez e desatenção. E a diversão só vai acabar para aqueles que quiserem já que se desejar tomar as rédeas do volante só será necessário apertar a tecla "off" do piloto-robô.

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