A TRISTE SINA DO BOM MECÂNICO



Como você se sente, caro leitor ou leitora, ao receber uma conta “salgada” da oficina? Dá raiva, não? Mas será que existe uma razão por detrás dos valores assustadores? Será que por trás de um valor elevado não existe um profissional ou firma séria? Ou seria apenas um valor criado por alguém só para esvaziar o seu bolso?

Mecânicos ruins, mal formados ou que agem de má fé existem aos montes, como existem boas oficinas e bons profissionais. Qual é essa proporção, difícil dizer.




Vamos tentar explicar por que ocorrem muitas situações conflitantes que cercam a relação cliente-oficina ou cliente-mecânico. Cada leitor ou leitora precisará de um pouco de autocrítica e visão para perceber muitas situações sutis, vividas e presenciadas por cada um, e até assumir algumas culpas.

Comecemos pela coisa mais óbvia: toda oficina mecânica é uma empresa, micro ou até mini-empresa, e ela existe para dar lucro. Mas se em vez de aceitar esta realidade o cliente entrar numa oficina com o preconceito de que “querem é lucrar, vão me explorar”, a coisa começa mal. Esse é o primeiro passo para uma relação conturbada cliente-fornecedor do serviço. Há clientes que enxergam na oficina ou no mecânico a imagem do Gérson, o que “quer levar vantagem em tudo” – pior, especialmente sobre o próprio cliente.

Porém, o lucro não é 100% daquilo que o cliente paga. Lucro é apenas uma pequena fatia sobre o total. Essa fatia é o que sobra depois de descontado o custo total da oficina. Se o lucro for alto demais, é provável que seus preços não sejam competitivos e é quase certo que a oficina ou o mecânico perderão clientes; lucro baixo demais e a oficina não será sustentável. Nos dois casos a oficina pode vir a falir e fechar.

Mas de quanto estamos falando em termos de custo de uma oficina? Cada caso é um caso, mas com alguns valores apenas para exemplificar já podemos ver muita coisa.

Vamos considerar uma oficina pequena, com um ajudante, e comecemos pelos custos fixos. O galpão da oficina tem o custo do aluguel. Digamos algo como R$ 1.000,00 por mês; salário do ajudante, R$ 1.000,00/mês; internet e telefones fixo e celular, R$ 300,00; água, R$ 100,00; luz, R$ 300,00. Só com esses itens chega-se um total de R$ 2.700,00 /mês, mas existem dezenas de outros custos para entrar nessa conta. Destaque especial sobre os benefícios e encargos sobre a mão de obra da firma, que podem até superar os próprios salários dos funcionários. Vê-se que conta sempre fecha bem salgada para a oficina.

Oficinas também têm de comprar ferramentas novas, e elas não são nada baratas. Só um elevador novo de carros custa na ordem de R$ 4.500,00, e ele é só uma ferramenta no meio de tantas outras, como chaves de todos os tipos, ferramentas eletrônicas de diagnóstico, bancadas etc.. E essas ferramentas não têm apenas o custo da aquisição inicial, mas também o de manutenção ou reparação e de eventual substituição.
 
Ferramental amplo e de qualidade garante bons serviços, mas  tem custo elevado

Além das ferramentas, um bom mecânico hoje precisa estar se reciclando constantemente, fazendo cursos para entender as novas tecnologias e saber como reparar os novos modelos de carros. Enquanto treina, ele está afastado da oficina e não realiza qualquer trabalho útil, ficando os trabalhos por conta do ajudante, mas só se ele tiver um mínimo de competência. E há o custo do próprio curso.

Cursos: custo duplo para a oficina
Todas essas ferramentas e os cursos realizados representam um enorme capital que a firma mobilizou para poder prestar seus serviços. Todo retorno desse investimento tem que obrigatoriamente vir através dos serviços que ele presta mediante o uso dessas ferramentas. Mas como é exatamente esse retorno? Só há uma maneira: pelo lucro.

Lucro, dito de maneira simplificada, é faturamento menos o custo acrescido dos impostos. Seria fácil estabelecer um lucro tal que garantisse um bom provento para o mecânico ou que alimentasse bem o caixa da firma, mas há limite para o lucro, ditado pelo que se chama preço de mercado. Não adianta cobrar 400 reais a hora de serviço se a média do mercado é 150..

Façamos umas contas. Em média são 22 dias úteis no mês e 8,8 horas (8 horas e 48 minutos) diárias de trabalho considerando o padrão brasileiro de 44 horas semanais.

Não vou dar uma aula de como gerir custos ou de tributos neste artigo, mas quero mostrar algo muito importante com essa explanação.

Uma oficina vive de vender horas. Teoricamente, poderão ser vendidas 22 x 8,8 = 193,6 horas, mas na prática é menos, pois não se trabalha (não se vende) a totalidade das horas disponíveis, mas perto de 80% disso, o restante sendo gasto de várias maneiras, de recepção a tempo gasto em diagnósticos e saídas para experimentar carros.. Sobram para vender 155 horas em números redondos.

O custo-hora primário obtém-se dividindo custo fixo mensal (R$ 2.700) por 155 horas, o que resulta em R$ 17,40 por hora. Mas nesse custo fixo ainda não foi computada a retirada, o pró-labore do mecânico, o dono do negócio. Se ele determinar que seja R$ 4.000 por mês, o custo sobe para R$ 6.700 e o custo-hora primário vai para 6700 / 155 = R$ 43,20.

Mas a firma não pode apenas empatar vendas com custos. Por isso aplica-se um coeficiente sobre o custo para prover o lucro almejado. Num negócio desse porte, com só um elemento produtivo (o mecânico), pode-se considerar coeficiente 2, portanto o preço público da mão de obras será de R$ 86,40, arredondado para R$ 90 por hora.

Sendo vendidas 7,04 horas por dia (8,8 x 0,8), o faturamento diário da oficina (ou do mecânico em seu lugar de trabalho) será de R$ 634 ou, 22 vezes esse valor, R$ 14.000 reais. Descontando os impostos, em média 42% sobre o faturamento, o lucro será 14000 x 0,58 = R$ 8.120.

Bons serviços em mecânica de automóveis nunca serão baratos
Segundo matéria recente do jornal Folha de S. Paulo, com dados do Sindicato das Empresas de Reparação (Sindirepa) e do DataFolha, enquanto a hora de um médico em seu consultório sai em media R$ 45,00, a hora média de mão-de-obra cobrada por uma oficina sai por volta de R$ 88,00, quase o dobro da do médico.O Sindirepa disponibiliza uma tabela referencial mais completa da hora de mão de obra de reparadores por área de serviço que mostra a coerência dos valores mostrados acima.

Portanto, um serviço prestado por uma oficina como a citada que, como vimos, tem um resultado que podemos considerar modesto, sempre custará bastante para o cliente. Um serviço de três horas, por exemplo, custaria R$ 270,00, fora peças.

Estes são os valores básicos que o mecânico ou a oficina tem na cabeça para fazer seus orçamentos. É um valor alto para muitos, mas ele se baseia numa realidade que muitos clientes desconhecem.

Há os: riscos.  Não há certeza de que todo dia haverá novos carros entrando pela porta e haverá momentos em que aparecerão mais carros do que ele consegue atender, tendo de recusar o serviço, o que também é ruim (embora adotar o agendamento de serviço contorne esse problema, apesar de muitos clientes preferirem ser atendidos na hora). O mecânico tem de lidar todos os dias com uma margem de risco do negócio que muitos clientes nem sabem que existe.

Orçamento: muitas vezes, mera peça ficcional para justificar um valor real
Outro risco é responsabilidade da garantia caso haja um erro qualquer na execução do serviço, que terá de ser refeito e, portanto, sem que haja faturamento. Ou mesmo uma falha da peça que ele tenha aplicado, que pode ou não ser ressarcida por quem lhe forneceu a peça. Se não for, mais um custo para a oficina assumir. Todos estes riscos vão parar na forma de custo na fatura, gerando valores desconfortáveis para o cliente.

Se o fluxo de carros na oficina cresce, a estrutura da oficina cresce junto. Se o fluxo dobra, é preciso dobrar a equipe de mecânicos e ajudantes para entregar os carros dentro do prazo, e isso vai exigir mais ferramentas, um galpão maior com aluguel mais caro, os impostos crescendo junto com o faturamento.

Mas não fica só nisso. A oficina passa a depender de outros recursos paralelos que também acrescentam custo ao preço final do serviço. Um auxiliar de escritório, por exemplo, ajuda muito a manter o trabalho organizado e facilita contatos com clientes e fornecedores, além de manter o mecânico focado em seu trabalho. Porém, ele não arruma carros, e seu custo vai necessariamente incidir sobre o custo-hora da mão de obra..

Ele, ou ela, é o que chamamos de custo fixo indireto, já que é um custo que não se refere diretamente à atividade-fim da oficina, que é a de reparação de carros.

Conforme a oficina cresce e as atividades dentro dela aumentam em número e complexidade, os custos fixos indiretos sobem junto, absorvendo muito do ganho de eficiência que se conseguiria com o aumento da estrutura.

Então, uma oficina, ao contrário de uma fábrica, não se beneficia tanto do aumento de trabalho para baixar custos. Não há fatores de escala neste caso. Seu trabalho continua sendo quase artesanal, um a um, e não dá para baixar custos mais do que um certo patamar.

Esta é a parte lógica, matemática da coisa, e sem a qual nada funciona, independente de qualquer outra análise. Por isso, agora é que realmente passaremos a entender quão complexa é a relação entre mecânico/oficina e cliente.

Por exemplo, independente da questão preço, muitos clientes acham que certos serviços são “muito fáceis” de serem feitos, mesmo que eles nem tenham idéia de como são realizados, subvalorizando o que é feito. É mais um dos pontos que geram desgaste na relação/ Estas situações ocorrem rotineiramente em todas as oficinas, obrigando os mecânicos a tomarem certas táticas de negociação que justifiquem o preço cobrado.
Aí damos mais um passo da nossa análise rumo ao problema da psicologia do processo de cobrança e honestidade do mecânico.

Primeiro, vamos pensar em mecânicos híper-honestos. Nosso colega Juvenal Jorge nos contou uma história que serve como bom exemplo de análise.

Um conhecido do Juvenal tinha um problema no sistema de injeção, todos queriam fazer o serviço ou fornecer uma peça mova a preço de ouro, mas o mecânico amigo se resignou a tirar a controladora e abri-la. Mesmo sem conhecimento de eletrônica, diagnosticou um capacitor queimado que custava R$ 0,70, trocado na loja de reparação de televisores ao lado da oficina, recuperando a ECU e o preço do serviço ficando por aí simplesmente.

Vamos dizer que o mecânico do JJ não foi só um mecânico boa-praça, mas aquele que todos nós gostaríamos de ter. Porém, se olharmos pelo lado dele, veremos que nem tudo é tão florido.

Sabemos que a oficina dele tem de gerar a cada dia um faturamento mínimo para conseguir fechar o mês com saldo positivo. Se esse mecânico passou o dia quebrando a cabeça para diagnosticar o problema e no final do dia encontrou o capacitor, levou para reparar a ECU, a trouxe de volta e a reinstalou no carro, mas cobrou apenas os R$ 0,70 do capacitor e apenas 1 hora pelo serviço, aquele dia foi praticamente perdido em termos de faturamento.

Para apenas um evento destes no mês para um cliente especial, o mecânico pode até tolerar. Mas se for algo recorrente, para a oficina atingir o faturamento esperado no final do mês, ele terá de jogar o que não faturou neste serviço de cortesia nas costas dos demais clientes que nada têm a ver com o caso. É injusto com os demais clientes, além de contribuir para tornar o preço da oficina menos competitivo.

Pequenas cortesias, que não consomem muito tempo ou material do mecânico até podem ser praticadas com certa regularidade, é até bom para o negócio. Porém, cortesias grandes, como esta do exemplo, devem ser evitadas ao máximo e reservadas apenas para os clientes muito especiais em situações especiais.  O mecânico que abusa em dar cortesias é o mecânico que vai fechar suas portas em muito pouco tempo.

Daqui tiramos a primeira lição: o mecânico realmente bom, profissional, não é o mecânico “bonzinho”. Existe um limite rígido de atuação para um profissional do mais alto gabarito, e esse limite diz que ele não pode ser lesivo, mas também não pode ser o mais benevolente aos olhos do cliente.

O mecânico realmente profissional atende seu cliente estritamente dentro da proporcionalidade da relação que ele mantém com o seu cliente. Nem mais e nem menos que isso.

O mecânico que adoraríamos ter, que quebra todos os nossos galhos sem cobrar nada, e ainda nos atende com um sorriso no rosto é, antes de mais nada, um mau profissional. Ao deixar de cobrar o preço justo pelo serviço, ele vai fechar a oficina em pouco tempo e será um bom mecânico a menos.

Hora do mecânico: a eterna desconfiança
Isso nos leva ao segundo tipo de mecânico, o chamado “consciente”. Esse mecânico é consciente da realidade que o cerca e age de acordo com os limites que as situações lhe são impostas. Há uma correlação direta entre os termos "consciente" e "profissional".

Vamos voltar ao caso contado pelo Juvenal. Imaginemos que o cliente do caso não seja especial, e, portanto, não receberá tratamento diferenciado. O mecânico cobrará o que deve ser cobrado. Se nos imaginarmos no lugar do cliente, como nos sentiríamos se o mecânico nos mostrasse que todo problema do carro era uma mísera pecinha que custa R$ 0,70, mas no orçamento constasse “Peças – R$ 0,70; Mão de obra – R$ 700,00”? Seria algo fácil de aceitar? Sejamos honestos conosco mesmos: não seria.

Setecentos reais para trocar uma simples pecinha de 70 centavos? Mas isso é um roubo! – poderia pensar o cliente, na hora esquecendo-se, por conveniência, que a solução que a concessionária havia proposto, trocar a controladora, que lhe custaria mais de 5 mil reais.

O cliente dificilmente compreende que tempo é a matéria-prima básica do mecânico ou da oficina, assim como de qualquer prestador de serviços, e que com ele o mecânico tem de pagar seus custos e obter seu lucro.

É por isso que no exemplo do Juvenal se a nota especificasse “Peças – R$ 400,70; Mão de obra – R$ 300,00”, a conta final seria a mesma, mas muito mais aceitável pelo cliente, mesmo sem espelhar a verdade. Mudaria, sim, a impressão do cliente, mas não seria uma atitude correta, convenhamos..

O mecânico, porém, sabe que a honestidade total não seria aceita pelo cliente, e mesmo sendo ele honesto, ele tem que contar uma pequena mentira para receber um pagamento justo pelo seu trabalho. Daí chamá-lo de “consciente”, e não de “honesto”, porque quem é honesto não mente. O mecânico completamente honesto e sincero é aquele que pode não sobreviver, infelizmente é verdade.

A pequena mentira, ou mentira branca, é uma técnica usada pelos mecânicos conscientes apenas em casos extremos. Na maior parte das vezes cabe dizer meias verdades, como quando o mecânico percebe uma situação mais ampla e complexa que ele sabe que será cara para ser completamente reparada.

Se ele mostrar tudo o que precisa ser feito de uma vez, ele sabe que o cliente não vai aprovar o orçamento. Por isso lhe cabe dar prioridade ao essencial, avisando que o resto pode ficar para outra ocasião. Ao deixar itens a ser reparados, ele minimiza o problema naquele instante para o cliente e, por que não, garante o retorno próximo do carro para a oficina para ir reparando o que precisa em doses homeopáticas. Todos ganham: ele fatura mais, tem serviço garantido para o futuro e o cliente aceita melhor a situação. E ele não necessariamente mentiu sobre a situação. Apenas não contou toda a verdade.

Reparem que até aqui todos os serviços realizados são de qualidade, e cobrados por um valor justo. As atitudes ética e moralmente condenáveis, e até ilegais, ocorrem quando esta fronteira é ultrapassada pelos maus mecânicos.

Há dois tipos de maus mecânicos, que se diferenciam pelo preço do serviço que cobram. Para o público em que preço baixo de serviço é uma exigência, existem os mecânicos que cobram muito pouco. São geralmente as oficinas bem modestas nos bairros. Normalmente sujas, mal organizadas, mal instaladas, mal iluminadas, com ferramentas de baixa qualidade e mão de obra com pouca qualificação.

Típica placa de oficina modesta
Eles cobram bem abaixo dos patamares dos mecânicos conscientes porque eles têm um custo operacional muito baixo, mas esse baixo preço reflete direto na qualidade do serviço, muitas vezes improvisado e cheio de gambiarras.

São os mecânicos "trocadores de peças", por ignorarem a tecnologia por trás dos carros modernos. Sem equipamentos de testes, vivem de exaustivos testes de troca de peças, em busca daquela danificada. São incapazes de gerar um diagnóstico e ir diretamente ao defeito. Não raras vezes consomem muitas horas de mão de obra, empurram seguidamente peças desnecessárias, mas o defeito persiste.

Esses mecânicos baratos trabalham com preços no limite da mera subsistência, e são altamente danosos ao mercado de reparação, pois ao oferecerem serviços por um valor abaixo do mínimo para algo de qualidade, mas também geram uma base de preço comparativamente injusta com os bons profissionais. São mecânicos que podem manter sua oficina aberta por muitos anos, mas nunca crescerem além de certo tamanho, bastante reduzido. Esse processo é chamado de “prostituição” do profissional.

Na outro extremo da escala do mau mecânico temos o tipo explorador, que não tem escrúpulos e coloca uma conta salgada na mão do cliente. Ele usa e abusa de má fé da credulidade e da ignorância técnica do cliente.

 Exemplo típico são as grandes redes de centros automotivos representantes de fabricantes de pneus e as oficinas das concessionárias que praticam a chamada “empurroterapia” (reparos na verdade desnecessários), o que é altamente lesivo ao consumidor, como mostra a reportagem abaixo.

 

São sempre oficinas bem organizadas, limpas na medida do possível, com vários postos de trabalho lado a lado, cada qual com seu mecânico e seu ajudante, com uma sala de espera onde o cliente pode aguardar pelo serviço confortavelmente, com café e televisão, sem incomodar os mecânicos. O visual é fator importante para impressionar o cliente, agindo como fator psicológico facilitador para a conta que virá.

Vejam como estes fatores atuam na psicologia do cliente. Oficina limpa e organizada e bom tratamento não são sinônimos de oficina honesta, mas passa essa impressão. Maus mecânicos podem se aproveitar deste fator psicológico para tirar vantagem do cliente desavisado.

 

Existe todo tipo de técnica para garantir o serviço, desde o terrorismo sobre a segurança do veículo a até fazer toda desmontagem de partes do carro, como a suspensão, sem permissão prévia e constranger o cliente, obrigando-o a aceitar o serviço pago não solicitado em vez de ele exigir a remontagem gratuita, seu direito. O constrangimento envolve até o receio do cliente de que se ele exigir a remontagem não seja deixado nada fora do lugar que prejudique o veículo.

Para quem estiver interessado, procure conhecer um pouco sobre engenharia social. É impressionante a quantidade de técnicas que podem ser usadas para que as pessoas ajam contra si mesmas sem que percebam.

Os dois tipos de maus mecânicos costumam também instalar peças de terceira linha, mas cobradas como de primeira. Se essas peças resistirem pelo menos até o prazo de garantia, o lucro é todo da oficina. Uma particularidade dos maus mecânicos é não aceitar que o cliente compre a peça em qualquer lugar e a leve para ele instalar, pois isso lhe tira a possibilidade de um lucro extra (os bons mecânicos aceitam esse procedimento sem objeção).

Outro truque muito usado em grandes orçamentos é cobrar pelo que não foi feito e é difícil de verificar. Se o cliente teve um problema no motor que exigiu sua desmontagem, como ele vai verificar que o aplainamento de cabeçote e reassentamento de válvulas que foi cobrado realmente foi feito depois de o motor estar montado e funcionando? Isso nunca acontece quando o mecânico ou a oficina são honestos.

Maus mecânicos também cobram o serviço pelo carro e pela aparência do cliente. Para um mesmo serviço, quanto mais caro e luxuoso o carro e quanto melhor trajado estiver o cliente, mais cara a conta. Ambos os tipos de maus mecânicos são lesivos ao mercado de reparação, pois trazem má fama a todo o setor, e deixa o cliente ainda mais inseguro quando necessita de um serviço.

Mas se eles são tão ruins para o ecossistema de reparação, por que eles proliferam? Não deveria ser exatamente o contrário, com o mercado filtrando e expurgando os maus profissionais? Pois a palavra-chave que explica tudo é “ecossistema”. Não é possível que um negócio prospere com valores excessivamente baixos ou excessivamente altos sem a colaboração, mesmo que inconsciente, dos clientes.

O profissional consciente trabalha dentro de uma margem de lucro limitada sobre uma base de custo controlada, nem muito abaixo nem muito acima disso. Se há oficinas que cobram bem pouco, não existe milagre. A qualidade é proporcional ao preço. Preço inferior leva a serviço de qualidade inferior, e quem tem um mínimo de consciência de que esse serviço inferior é prestado em um veículo que transporta vidas, sabe que esse é um barato que pode sair muito caro.

Apesar da baixa qualidade, o baixo preço dos serviços consegue atrair um público muito fiel e defensor desses mecânicos. Ao escolher uma oficina apenas pelo preço e não pela relação custo-benefício, o cliente beneficia o mau e não o bom mecânico. Mas ele age pensando que leva vantagem nessa escolha.

Pelo lado dos mecânicos exploradores, reparem em um detalhe curioso: pergunte a quem já levou seu carro a qualquer uma das grandes redes de centros automotivos e quase certamente as mesmas técnicas de exploração predatória do cliente se revelarão. Grandes redes só se estabelecem se a margem de lucro for significativa, e já vimos que não existe espaço para um lucro muito grande num serviço honesto.

Bons profissionais não tiram proveito dessa fraqueza dos clientes por questões éticas, mas quando o lucro envolvido pesa mais que a ética para maus profissionais, o que vemos é uma exploração predatória dos clientes. Como a margem de lucro por serviço é baixa, então eles vendem muito serviço desnecessário para garantir um significativo lucro por carro reparado. É a “empurroterapia” de serviços e peças..

O mecânico explorador e grandes orçamentos: par inseparável
Mas nada disso daria certo se o cliente não fosse tão inocente e passivo, colaborando com a própria exploração. Ao escolherem uma oficina apenas pelo renome e pela intensa presença de marketing, o cliente novamente pode estar beneficiando maus mecânicos em detrimento dos bons. Não dá para dizer que todas as grandes redes de centros automotivos e de concessionárias praticam essas técnicas nefastas, mas quando entrar numa delas, é bom ficar atento.

Há outras atitudes negativas, vícios, que tornam maus os clientes. Há três vícios em especial que são devastadores para bons mecânicos.

O primeiro vício ocorre com clientes que se recusam a gastar apesar da necessidade. Tal gasto é chorado, brigado e, se possível, postergado, jogado para segundo plano até pelo menos ele se mostrar inevitável. Este primeiro vício comumente se liga ao segundo, o do “leilão” do serviço. O cliente quer um serviço de qualidade, mas quer ele bem baratinho. Ele sabe que o mecânico barato não tem capacidade técnica para realizar um bom serviço, então ele vai até um bom mecânico, solicita o serviço, mas diz que tem um outro mecânico com um preço bem mais em conta. E aí fica forçando a situação, querendo que o mecânico faça um serviço no seu alto padrão, mas cobrando o preço do mecânico barato. Não é uma situação fácil para um mecânico, porque ele pode perder um serviço mais rentável para prestar outro menos ou com prejuízo.

Ceder ao cliente inconveniente é ruim, mas fica ainda pior quando ele configura o próximo vício. Este se refere a um ciclo que é perigoso em qualquer esfera do relacionamento humano, conhecido como ciclo de precedente-distorção.

O ciclo de precedente-distorção ocorre quando existe uma regra rígida que estabelece o relacionamento entre duas pessoas que é quebrada uma vez por uma concessão de uma das partes. Essa concessão é o precedente que enfraquece a regra, permitindo que ela seja contrariada novamente.  Se a regra for quebrada seguidas vezes, estabelece-se uma relação em que a regra original deixa de ser válida e sua desobediência passa a ser rotineira, em benefício de quem se aproveita e em prejuízo de quem concedeu. Essa quebra rotineira da regra que já não vale é a distorção da relação.

O problema é que esse processo não recebe o nome de ciclo por acaso. Depois de estabelecida uma distorção é questão de tempo até uma nova concessão a outra regra ser forçada e abrir outra brecha para uma nova distorção, ou a distorção já estabelecida para uma pessoa ser usada como precedente para que outras pessoas usufruam dela também.

Se quem fez a concessão agora quiser parar a distorção depois de estabelecida e recompor a antiga regra vai encontrar forte oposição do beneficiado, que acha que um direito adquirido seu foi violado. Mas manter a relação distorcida também é intolerável para a parte que cedeu. Isso normalmente leva a uma degradação da relação na qual ambas as partes perdem.

Este ciclo de precedente-distorção é capaz de minar qualquer cadeia de autoridade e respeito, quer seja entre pai e filho, chefe e subordinado etc..


É um ciclo sutil, mas extremamente perigoso e perverso e deve ser combatido em qualquer esfera do relacionamento humano antes que ele se estabeleça.

O mesmo ocorre entre o mecânico e seu cliente. A regra que regula a relação entre mecânico e cliente é bem clara: o mecânico faz o serviço que o cliente quer e em contrapartida o cliente paga o valor devido pelo serviço ao mecânico.

Se o cliente faz um leilão de serviço uma vez e o mecânico aceita, o cliente irá leiloar o serviço seguinte com um preço ainda mais baixo, até chegar a um ponto em que esse cliente usufruirá automaticamente de um grande desconto sem precisar sequer fazer o leilão.

Se esse cliente contar esse detalhe a um amigo, esse amigo pode desejar “pegar uma carona” no desconto que o cliente já possui, e agora, além do mecânico ter um novo cliente inconveniente, ele ainda se incomoda por não poder contrariar seu primeiro cliente.

Todas essas atitudes atingem em cheio o bom mecânico, o honesto ou o consciente, que se baseia em ética e moral profissionais, além de valorização da relação sadia com seus clientes. Já os maus mecânicos são imunes a esses maus hábitos dos clientes e proliferam.

Não é agradável dizer isso, mas a verdade é que o mercado possui os mecânicos que merece. Bons mecânicos proliferam em ambientes de cooperação e simbiose com seus clientes. Maus mecânicos proliferam em ambientes competitivos e predatórios entre eles e seus clientes.

Maus mecânicos são resultado de maus clientes
Em países avançados, os prestadores de serviços, e entre eles os mecânicos, comumente são bons profissionais. Fazem serviços de qualidade e sabem que enganar o cliente é um passo para ter sua imagem arranhada, o que é ruim para os negócios.

Esses profissionais contam com uma boa casa, carro novo na garagem, e oferecem uma vida segura e confortável para sua família. Eles não precisam mentir para ter uma vida compensadora. Entretanto, o preço dos seus serviços é assustador para os nossos padrões, mas seus clientes entendem tudo isso que discutimos aqui e contratam seus serviços sem discutir.

Não somos nós, um país emergente, que tanto invejamos os países  avançados e queremos tanto chegar lá? Pois chegar lá também significa admitir serviços caros, porém honestos.

Se hoje reclamamos demais da falta de bons profissionais e da abundância dos maus, coisa de país atrasado e sem cultura, é porque metade da culpa é nossa enquanto maus clientes.

Se quisermos que esta situação mude para entrarmos nos grupo dos países avançados, então precisamos começar mudando nossas atitudes perante os prestadores de serviço, evitando os maus e premiando os realmente bons, e aprendendo a pagar o preço justo por serviços.

Sem isso, só podemos lamentar o triste destino da maioria dos bons mecânicos.

R.I.P. mecânico honesto.

R.I.P.., mecânico honesto
 .
AAD































109 comentários :

  1. Parabéns ao autor, muito bom artigo! Valeu muito a pena o tempo gasto na leitura.

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  2. Victor Gomes21/07/12 12:37

    NOssa! Que texto sensacional!!!

    Vivenciei muito disso quando trabalhei em oficina e em concessionária. E é exatamente isto que ocorre em ambos os casos.

    Só faltou dizer daquele cliente que cisma em dizer que o defeito do carro foi causado pelo mecânico ou aqueles clientes que não admitem o próprio erro ao conduzir um carro. Tenho dois exemplos:

    1- O indivíduo que anda com o pé apoiado na embreagem. Ocorreu uma vez de fazermos revisão de 40 mil km em um Honda Fit. Avisamos ao cliente que o pedal da embreagem estava duro e "alto", sinal de embreagem gasta. Colocamos o kit de embreagem no orçamento e notificamos ao cliente que aquela embreagem costuma durar entre 80 mil e 100 mil km e que, portanto, ele estava usando o conjunto de forma errônea. na hora, ela não concordou em fazer a troca da embreagem, mesmo ciente do aviso de que o sistema iria falhar a qualquer momento. Dois dias depois o marido da cliente volta, com o carro no reboque: A embreagem tinha dado "adeus". Nos culpou pelo defeito do carro, dizendo que era para força-lo a fazer o serviço e que iria nos colocar na justiça. Como que faz pra explicar pro cliente que o babaca tá usando a embreagem de forma errada?????????

    2- O cliente troca uma peça qualquer na suspensão e volta logo em seguida reclamando de mais barulhos na suspensão. Andamos com ele para diagnosticar o barulho e constatamos que o cliente não tem um mínimo de preocupação em desviar de buracos. Resumindo: A culpa é, ou da peça de má qualidade que usamos, mesmo que ela seja original ou serviço mal feito do profissional...

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    1. Victor;

      Tem essa questão mas tem também muito mecanico FDP por ai.

      Quando usava Saveiro para trabalhar, rodava muito por estradas de terra e geralmente trocava os batentes da suspensão com 15 mil km e uns 6 meses de uso (mas rodando pra valer).

      Quando a autorizada da cidade que moro fechou levei para um mecanico FDP daqui da minha cidade e por incrivel que pareça o mesmo servico passou a durar...3 semanas ou 1200 km!!!! E não foi uma vez, foram TRES!!!! A terceira me neguei a pagar a peça e a mao de obra paguei metade.

      E o mecanico FDP (que tá se quimando a cada dia que passa, destruindo 35 anos de tradiçao) me cobrava o mesmo do que a VW cobrava...

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    2. Daniel, numa hora como essa, de cair numa oficina q não conheço ou de não poder acompanhar o serviço pra me certificar do que foi feito, costumo exigir as embalagens das peças usadas e as peças velhas q foram trocadas. Sei q não é a solução do problema, mas acredito q faça o cara pensar duas vezes antes de abrir uma embalagem de um produto bom só pra t dar o plástico.

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    3. Lucas o problema não foi o cara não trocar a peça.

      O problema foi a idiotice do mecanico burro de colocar uma peça de quinta linha e insistir que é tudo a mesma porcaria. E mais idiotice ainda do proprietário idiota (eu) de dar tres chances...

      E cobrando R$400,00 de MO

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  3. Antonio Pacheco21/07/12 12:52

    Aquela propaganda que diz que o brasileiro é apaixonado por carro é a maior mentira, pois uma grande parte não faz manutenção, e só preocura uma oficina quando o carro quebra e deixa o motorista na mão. Nessa hora ele quer pagar o mínimo possível e ter o serviço feito bem rapidamente. Essa é a regra.
    Outro problema, para variar, são os preços das peças aqui no Brasil. Algumas peças custam muito mais do que deveriam, e, como nos carros, a culpa não é só dos impostos. O lucro cobrado em cada peça vendida aqui é muito grande, fazendo com que o proprietário evite de trocar a peça preventivamente, e tendo problema lá na frente. É um círculo vicioso.

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    1. Antonio Pacheco,
      Brasileiro é apaixonado por aparecer.
      Anda de carro caro, mas não consegue fazer a manutenção. Assim qualquer carro mica mesmo.

      Juan Caesso

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    2. O mecânico onde sempre levo o meu carro e o da minha família, por exemplo, é das antigas. Oficina pequena, escura, algumas coisas espalhadas pelo chão, exceto as ferramentas, todas Gedore, que ele cuida muito bem.
      É um senhor com mais de 50 anos, ex-funcionário da GM, fez curso de mecânica, mas aprendeu mesmo na raça, ainda na adolescência. E também é torneiro mecânico. Já deu algumas vaciladas, mas na maior parte das vezes fez um trabalho excelente. Mestre do diagnóstico, quase sempre aponta um problema que para nós seria improvável.

      João Paulo

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  4. Muito bom o artigo! Excelente mesmo.

    Gostaria de tecer uma dura critica a um setor de reparos extremamente especializado e, ao mesmo tempo, bastante dominado por péssimos profissionais (regra. A exceção é encontrar um BOM profissional nesse meio): Retifica e montagem de motores.

    Retificas infelizmente fazem muita coisa errada pois pegam um motor fechado repleto de peças dentro e devolvem o mesmo motor fechado, com peças e o consumidor tem que acreditar que o motor foi montado de acordo com as tolerâncias especificadas, qualidade das peças empregadas, etc.

    TODOS os motores que mandei retificar e foram montados por retificas apresentaram algum tipo de problema (dois CHT's, um GM familia II) e as razões foram as mesmas: Montagem errada e colocação de peças de segunda linha como sendo de primeira.

    Motores diesel tem mão de obra especializada e um maior numero de oficinas capazes de montar motores de uma maneira mais caprichada, permitindo o proprietário comprar as peças. Agora motores a gasolina...

    É o ramo que tem mais picaretagens!

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    1. Lorenzo Frigerio21/07/12 19:03

      O maquinista de uma retífica conseguiu perder uma capa de biela do motor do meu Oldsmobile. Precisei comprar uma biela recondicionada no eBay para aproveitar só a capa, pois o corpo da original esguichava óleo nos pistões, e ainda assim precisou de usinagem. Depois, quando lhe pedi para dar um passe numa tampa de Rochester Quadrajet empenada, pôs-se a desmontar a válvula secundária de ar, o que não era necessário, e perdeu mais algumas miudezas que me forçarão a encomendar uma tampa-sucata nos Estados Unidos.
      Retífica é um trabalho de atenção e responsabilidade. Bom para gente de ascendência alemã ou japonesa, que em geral têm os neurônios e as idéias organizados. Não pra essa brasucada típica. É difícil ver uma retífica asseada. E nem se fale naquelas que vendem motores à base de troca.

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    2. Anônimo 221/07/12 22:57

      "Bom para gente de ascendência alemã ou japonesa, que em geral têm os neurônios e as idéias organizados."
      É verdade, mas tem que ser de primeira ou segunda geração no máximo, porque depois disso já estão 'contaminados' pelo espírito tropical, kkk..

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    3. Anos atrás mandei retificar meu Gol CHT 1.6. A retifica desnonesta trocou meu virabrequim std por outro 0,75mm. Descobri quando retifiquei a segunda vez o motor e tive que trocar o vira.

      Na segunda retifica, quando funcionei o motor percebi que ele "rajava". Desliguei e devolvi o motor dizendo que sustaria os cheques caso não viesse sem rajar. Resultado, trocaram o kit completo do motor e só assim ele parou de rajar. Se tivessem colocado peças de primeira linha, isso nunca teria acontecido.

      Tinha um motor VW 1300...a retifica foi tão "caprichosa" que uniu uma carcaça empenada vedando-a com silicone. E o empeno era visivel.

      Por isso que eu falo 95% das retificas que conheci (e não foram poucas) fazem algum tipo de maracutaia.

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  5. Temos que ver também que o preço das peças contribui para isso. Vejam esse "infográfico" bem velho da Quatro Rodas sobre o valor exagerado das peças:

    http://img69.imageshack.us/img69/1893/peasz.jpg

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  6. "Uma particularidade dos maus mecânicos é não aceitar que o cliente compre a peça em qualquer lugar e a leve para ele instalar, pois isso lhe tira a possibilidade de um lucro extra (os bons mecânicos aceitam esse procedimento sem objeção)."

    Então esse valor tem de entrar no lucro da empresa, não? Qual o mecânico que adquire peça com desconto (normalmente de 30% por conta do CNPJ) e repassam ao cliente? São raros. Numa peça de R$ 1.000,00, tem-se R$ 300,00 de lucro. Mais de tres horas de trabalho, portanto.

    Oficina/funilaria, concordo que o aspecto visual é muito importante, mas cansei de levar o carro em funilarias muito bonitas e caras e o trabalho sair bem meia boca. Nas ultimas vezes que precisei de um funileiro levei numa "boca de porco" que se não fosse por indicação, jamais teria coragem de deixar o carro lá. Qualidade do trabalho? Excelente. Preço? Não excelente (do meu ponto de vista), mas bem justo.

    Marco

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    1. Esse caso que vc descreveu da funilaria é verdade: deixei numa oficina bonitinha, paguei o cara como particular (não foi pela seguradora), e a porcaria da oficina colocou um monte de peças paralelas (no orçamento constavam preço de originais, levou o quadruplo do preço prometido, e o resultado foi mais ou menos. Ainda fiquei com medo de deixar numa oficina boca-de-porco, mas que me foi indicada, e me dei mal.

      Mas pelo menos espalhei pra todos os conhecidos que a oficina bonitinha não presta. Lógico que não foi só por minha causa, mas antigamente lá vivia aberto até tarde com excesso de trabalho, agora anda as moscas. Bem feito!

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    2. Ops, correção: "...levou o quadruplo do prazo de entrega prometido".

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  7. Vou imprimir uma via do texto e entregar ao meu mecânico.

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  8. Texto Sensacional.

    Então, explica muito porque para muitos conhecedores de carros e de nosso país " carro bom é carro zero"

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    1. O Bob já teve assistência/css e mesmo assim prefere carro zero.

      Imagina o que ele sabe do que fazem nas mecânicas pra preferir isso... mesmo sendo conhecedor da matéria.

      Carro zero é útil em um país de Gersons, onde ninguém é responsável pelo que faz, nem pela manutenção. As pessoas só esquecem o custo do carro zero que é ditado pelo fabricante - que é um baita Gerson também.

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    2. Em 2002 comprei um carro novo problemático, mas a css só "descobriu" o defeito após o término da garantia.

      Solicitei à fábrica o ressarcimento do prejuízo, mas me foi negado.

      É Gerson "prá tudo que é lado", anônimo.

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  9. O caso do capacitor, custo de peças extremamente desproporcional ao custo da mão de obra para realizar o reparo, serve para ilustrar uma prática muito adotada: a substituição integral de peças e mecanismos que poderiam ser reparados ou ter apenas um dos componentes trocado. Exemplo típico é a embreagem. Como o tempo gasto para desmontar o sistema é grande, mecânicos sempre levam à substituição do conjunto completo ao invés da troca apenas de um disco ou platô.

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    1. Olha Caio, embreagem costuma gastar todo o conjunto, claro que um dos itens se estragará primeiro, mas a vida útil do conjunto ja se foi,troque so o disco e depois de um tempo o rloamento poderá abrir o bico, sou mecanico amador e ja troque varios conjuntos de embreagem de meus carros e uma coisa que descobri na prática é que trocando tb o cabo, mesmo que estivesse bom, o pedal ficava mais macio, tem certas peças que tem que ser trocadas em conjunto mesmo, é o mais correto , mas que tem mecãnico pilantras isso tem sim, nas poucas vezes que usei serviços deles quase sempre fui enganado , e olha que eu entendo e sempre demonstrava isso antes do reparo, mas nem assim adiantava...

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  10. Parabéns pelo excelente texto!
    Como comerciante, vivencio diariamente essas situações mesmo que num ramo diferente.
    Os piores clientes são os que não conseguem se imaginar do outro lado do balcão, subestimam nossos custos e não valorizam as empresas idôneas; muitas vezes comparando nossos preços com o mercado informal, onde nota fiscal é ficção.
    Joca Mello

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    1. Joca Mello, achei curioso vc ter mencionado que "Os piores clientes são os que não conseguem se imaginar do outro lado do balcão, ... ".

      Na minha primeira versão deste texto, eu começava dizendo "Uma amiga minha de infância, de uma tradicional família do comércio, sempre me disse: “A paisagem do outro lado do balcão é sempre diferente”.".

      É a mais pura realidade. Só quem esteve pelo lado de dentro do balcão sabe como são as coisas. Quem nunca entrou, pensa que é fácil, e por isso acha que tudo tem que ser baratinho.

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  11. Alexandre - BH -21/07/12 16:21

    Um amigo possui um centro automotivo que hoje é referência no mercado. Ele atende a um público exigente, em sua maioria pessoas de bom poder aquisitivo. Mas no começo, quando tudo é mais difícil, algumas seguradoras chegavam em seu estabelecimento botando banca e fazendo propostas fora da realidade. Por isso até hoje, passados 16 anos, ele não é credenciado de nenhuma dessas empresas.
    Certa vez um cliente dele arrumou briga com a seguradora, pois não aceitava o conserto em outro lugar que não fosse lá. Presenciei a cena quando o funcionário da seguradora chegou todo arrogante dizendo: "Se quiser, o valor de mão de obra que pagamos é tanto. Mais do que isso, nada feito". Meu amigo respondeu: "Se quiser, suma logo com esse carro daqui e resolva com o cliente. Eu trabalho pra ele, não pra sua seguradora. Não aceito terceiros pondo preço em meu trabalho. O que vocês estão fazendo é deteriorar o mercado, inviabilizando o funcionamento das boas oficinas. Tenha um bom dia". No final, pra não perder um ótimo cliente, a seguradora teve que aceitar o preço e autorizou o serviço.

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    1. Alexandre, também sou de BH. Tem como colocar o endereço do centro automotivo aí?

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  12. Aproveito aqui para dar aquele abraço ao João Alex, meu mecânico de confiança que conheci uns 10 anos atrás! Me considero uma pessoa de muita sorte por ter encontrado um profissional tão correto como ele e que sempre cuidou tão bem do meu carro.

    Eu valorizo essa relação pois sei bem a maldição que é ficar na mão de maus mecânicos que fazem o carro da gente de refém.

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  13. legal o texto. eu nunca sofri com esse problema da escolha, sempre o mesmo honesto mecânico e sua boa oficina mecânica a mais de 35 anos atendendo a família. difícil o dia que não dou uma passada na oficina, e não é por causa do carro, é o ambiente, os carros que lá estão, amizade.
    sugestão: faça um post semelhante sobre mecânicos de preparação, tem muita coisa sobre o assunto.

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  14. O maior problema com os mecânicos atualmente é receber comissão das casa de peças, ou, comprar peças de distribuidores ou com desconto em concessionários e vender "tabela cheia" para o cliente da oficina. Pede Nota Fiscal das peças pra você ver se consegue, e ainda gostam de argumentar que, caso o cliente leve a peça comprada por ele, em caso de garantia ele terá que arcar pelo trabalho de nova troca.

    A Lei é clara: Se o mecânico ou oficina instalou a peça como recomendado pelo fabricante, é este quem deve pagar a mão de obra de reposição, pois se trata de uma peça defeituosa. O brasileiro, que não gosta de valer seus direitos, exceto assistir futebol é o maior responsável por esse tipo de distorção.

    Conheço mecânico que, dependendo do serviço, ganha mais com peças que com sua própria mão-de-obra. Uma prostituição, tal qual os médicos que receitam remédios de laboratórios que fazem "agradinhos".

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    1. Ponto muitas vezes defendido pelos mecanicos que se defendem com a justificativa de que ganham pouco com a mão de obra, mas ai sempre me pergunto, será que se a mão de obra fosse boa os clientes não pagariam melhor?
      Outro problema no fornecimento de peças pelos mecanicos é o fato de que se o intuito é ganhar dinheiro sem fornecer a verdade ao cliente, oq garante que o mesmo mecanico que escondeu o faturamento, a meu ver indevido, não vai tambem substituir peças por outras de menor qualidade afim de obter maior lucro.
      Para finalizar, um comentario sobre o tópico, MENTIRA será sempre mentira, não existe esse lance de mentira branca, isso é conversa, imagina se todo mundo pensar assim? De mentiras brancas ou escuras o Brasil já esta cheio, se for para contar mentiras eu sinceramente desisto do meu sonho abrir uma oficina.

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  15. Eu também gostaria de dedicar este post ao Roberto, meu amigo e mecânico de confiança há 15 anos. Sim, ele é meio careiro, mas eu pago com gosto, porque na oficina dele eu não sou enrolado. E nem fui na primeira vez em que estive lá. Mesmo porque ele sabe que eu sei como funciona um carro em detalhes. Ele é do tipo que cobra e diz "estou cobrando R$ 200 de mão de obra, por 20 minutos de serviço", mas eu te dou certeza que o carro não vai precisar voltar aqui por causa do mesmo defeito" - assim foi com o primeiro carro que levei para ele consertar. E a promessa dele foi cumprida.
    Bem, bons e maus profissionais existem em todos os setores.
    Tenho um colega de escritório que tem um Celta 2004 e não consegue fidelizar um mecânico (o cara apesar de ter um carro popular, é meio "xarope"). Ele leva o dito Celta na concessionária, e ainda paga com gosto R$ 150 por uma simples troca de óleo. E acha que faz um ótimo negócio porque na concessionária ele diz ser atendido com presteza, rapidez e confiança... Vai entender.

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  16. Adorei as dicas!
    Conheça nossos produtos ecológicos.
    Esperamos sua visita ;)

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  17. em toda profissão existem os podres, tem mecânico que é tão podre, que ao invés de trocar a peça defeituosa por uma remanufaturada e cobrar como se fosse de 1ª (absurdo total, b.o.), o cara remove a peça com problema, limpa, pinta, e põe de volta, exatamente a mesma peça, ainda faz questão de mostrar para o cliente, e diz que o problema é outro. na oficina do meu mecânico por diversas vezes presenciei clientes indignados após constatação de que o serviço feito em outra oficina foi na verdade remoção e pintura da mesma peça, nem remanufaturado era, o cara enganado ou vai fazer um b.o. ou vai voltar lá pra agredir o mexânico, em prestação de serviço tem muito pilantra.
    melhor coisa é pegar uma boa indicação, e assim mesmo é arriscado.
    como eu moro no interior é mais fácil conhecer os profissionais, na capital deve ser "osso".

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  18. Obrigado a todos pelos comentários.

    Eu estou no ramo de prestação de serviços há 17 anos, sendo 12 como sócio de uma empresa do ramo de informática.
    Vivi cada uma destas situações todos os dias. Depois, convivendo com profissionais de outras áreas, percebi que os problemas são mais ou menos comuns.

    Tínhamos uma empresa constituída, infraestrutura montada, emitíamos nota fiscal pelo serviço. E cansamos de perder serviços de milhares de reais porque o filho adolescente do vizinho do dono da empresa "fazia" o mesmo software por trocados.

    Ainda hoje é muito difícil pra mim conseguir serviço. Todos querem serviço de primeira, mas querem pagar uma esmola por ele. Aí fica difícil. Prefiro não me comprometer a me prostituir, mas essa decisão sempre pesa quando as contas do mês chegam em casa.

    Já várias vezes me pediram para abrir uma oficina, e eu sempre recusei. A razão dessa recusa está no texto.
    Bons clientes são tão raros quanto bons mecânicos.
    Investir numa oficina para depois só ter dor de cabeça com cliente? Não, obrigado.

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    1. Pra mim, o que vale é trabalhar no que mais gosto, 'não tem preço', como dizem. Já trabalhei em outras áreas antes, como informática e eletrônica, que também gosto, mas meu forte é mecânica de autos e usinagem. Mas admito que se dependesse dos ganhos da oficina como única fonte de renda, já teria falido...

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  19. Que matéria fantástica!
    Sou dono de oficina, mecânico e estou simplesmente de boca aberta com essa super matéria.

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    1. Aqui é lugar de quem gsota de carros, mecânico não tem anda haver com isso.

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    2. Grande ADG,sou fã de seus videos,até que demorou para aparecer aqui no AE.

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    3. Pessoal,esse ADG é aquele que foi escurraçado do Oficina Brasil,ninguém gosta desse cara por lá,só porquê desfaz de quem pede uma ajuda no fórum,você é um metido e arrogante,e se for embora,já vai tarde,não faz a mínima falta..........

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    4. Agora só existe Estados Unidos na cabeça dele. Pobre quando sai de casa é uma merda

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    5. Esta é uma tendência que não vai mudar: peças cada vez mais baratas e trabalho cada vez mais caro. O preço da mão de obra sobe junto com a economia do país, moro na Austrália para estudar, um estudante aquí ganha até $28 por hora para trabalhar como garçom em feriados ou finais de semana dá mais de 50 reais por hora. Já trabalhei com manutenção eletrônica tb, vc cobra de 35 a 45% do valor do equipamento, mesmo que seja um resistor de 50 centavos, mas você pode ter perdido 2 a 3 horas pra achar o componente que está com defeito e tem que dar garantia além disso. Em eletronica é pior ainda, não tem como explicar pro cliente que é outro problema na maior parte das vezes.
      A tendência é esta, se não funciona troca a peça e recicla o material.

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    6. Júlio Bomfim23/07/12 11:39

      Alexandre ADG... acompanho seus vídeos no Youtube e, da minha parte, suas contribuições aqui são bem-vindas. Abraço!

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    7. Oficina Brasil é o reduto de lamentações dos que acham que Marea e Tempra são carros de boa mecânica.

      O ADG ao menos conserta.

      Quer ajuda de graça? Então faz uma caridade do trabalho de vocês também... falsos do cacete.

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    8. Acho que de falsidade vc entende,pois ninguém lá fala que tempra e marea são carros de boa mecânica,e outra,quem ficava lá tirando onda com mecânico é o arrogante acima,tipo "vc é mecânico a x tempo e não sabe isso",esse ADG cansou de fazer isso,ou seja,não ajudava,mas tirava onda,por isso foi escurraçado,sem contar seus vídeos onde fala groselha,como o do militec,onde diz que é ruim,mas nunca usou,ou onde disse que MTE não entra na sua oficina,mas usa carcaça MTE em um focus,ou seja,é xarope igual a vc.......

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  20. Procuro prestar um serviço honesto, praticando preços justos e sempre utilizando o que há de melhor em reparação automotiva, mas pelo fato de não valorizarem uma mão de obra de qualidade e sempre darem mais valor ao preço dos serviços, estou pensando em fechar minha oficina e me mudar definitivamente para os EUA.

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    1. Como seu cliente, me lembrei de você em cada linha do texto. Inclusive das suas notas de serviços (todas guardadas) descriminando "diagnóstico" e cobrando um preço justo por esse serviço, sem supervalorizar peças e mão-de-obra.

      Continuo seu cliente e admirador da forma como você e muitos outros como você trabalham.

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    2. Já vai tarde... Some daqui vira-latas!

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    3. Olha o cara que coloca pistão suloy nos motores...

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    4. E como tem "apaixona por carros" e ótário engordando o bolso desse canalha no YouTube.

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    5. Alexandre, não perca seu tempo brasileiro acha que todo mundo é enrolão como ele. Você estuda, compra equipamento e qualquer zé ruela acha que pode fazer a mesma coisa.
      Boa partes dos brasileiros é ignorante e compara vc com eles, não esquenta a cabeça, siga seus sonhos e deixa essa gentalha pra traz.

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    6. Alexandre High Torque como anonimo venho te dar parabéns pelos videos, já me ajudou bastante com os motores ap para os servicos que a presto com o carro, eu mesmo virei mecanico, já que o ap é facil de mexer me viro sozinho, tem outros mecanicos com outros videos que ensinam também, mas graças a sua boa vontade a gente pode arrumar também, não esquente a cabeça que outra area que só tem pilantra é a area grafica tanto tecnicos que roubam e donos que não pagam também.

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    7. alexandre vc sabe que os mexanicos não gostam que outro mecanico conte os segredos... mas a internet tem essa funçao, levar conhecimento a todos, não ligue para isso, siga em frente e queremos mais videos com os macetes automotivos. abraços.

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    8. Video com publicidade no You Tube é um bom negócio, e tem mané que ainda não se tocou...

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    9. Falta o Green Card para tu ir, kkkkkkkk.

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    10. ADG, depois faça um vídeo comentando sobre o que é necessário fazer para abrir um negócio nos EUA. Boa Sorte na sua jornada.

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    11. Esses que metem a boca no ADG são, no mínimo, da espécie "cliente-Gérson" que levaram um passa moleque do dito cujo.

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    12. porque o ADG não pode postar vídeo no youtube?
      porque ele é mecânico?

      se ele é tão ruim, então postem vídeos explicando o porque, prestando um serviço público então... seus babacas.

      e fiquem esperto se a "filhinha" de vocês também não tá lá no youtube fazendo biquinho de biquini!

      tontos

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    13. Se for para os EUA ADG, você será somente mais um entre muitos. Aqui você e sua oficina são conhecidos muito além da sua cidade. Eu seu que tem gente que envia Mareas de longe para fazer manutenção em sua oficina.
      Ou seja,em terra de cego quem tem um olho é rei. Eu ficaria por aqui mesmo.

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    14. E os anônimos que metem o pau no ADG devem ser os típicos ladrões de sinal de tv a cabo, de internet, água, luz e cadastrados no bolsa esmola e claro que não podemos esquecer do auxílio gás e ainda querem um jeitinho na hora de consertar qualquer coisa.... e mais... devem comprar no crediário e claro, não pagam...

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  21. Na boa, ou o cara paga pela boa mão de obra (e aprende a selecionar ela) ou ele que se vire para aprender e fazer na própria garagem, mas aí, meu caro, ele não vai pagar a m.o. mas vai precisar de boas ferramentas que custam caro e ocupam espaço (que muitos sequer tem).

    Tem muito picareta na praça sim mas tem muita oficina boa, a questão é que oficina boa tem seu preço, mecânico bom sempre tá com oficinal lotada, clientes fiéis e satisfeitos e fila de espera.

    O país tá passando por uma fase de popularização do carro 0km, muita gente comprando com financiamentos longos, muitos não vão ter condição de quitar e vão ter que voltar pro carro usado e antigo, muitos vão ter que rodar 8 ou 10 anos com o mesmo carro - e vão precisar de um bom mecânico. Aí quem é bom vai se firmar no negócio, quem é picareta vai se ferrar bonito.

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  22. Lorenzo Frigerio21/07/12 19:11

    O pior é que o Brasil está cheio de bons mecânicos. O difícil é encontrar bons funileiros e pintores. A turma só quer trocar peças. Se quiser reformar um carro antigo, com um pouco de ferrugem e ondulações, mesmo que alinhado de carroceria, estará ferrado.
    E a mão de obra é a pior possível, os caras vivem faltando dizendo que estão doentes e às vezes simplesmente desaparecem.

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    1. Onde eu assino?

      Lateiro hoje em dia está acostumado a sair trocando peças indiscriminadamente por conta das seguradoras. Quando precisa desamassar, viram a cara.

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  23. Luiz Dranger21/07/12 19:22

    Bárbaro o texto. Parabéns ao AD e aos Auto Entusiastas.

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  24. Luís Galileu21/07/12 19:41

    Existe no mercado todo tipo de profissional em todas as áreas, o que se pode fazer é que quando descobrirmos os maus profissionais devemos sair fora e avisar amigos.

    Eu me defrontei com um cara que orçou a embreagem do meu Escort MK4 e chegou em 2 valores R$ 450,00 pela paralela e R$ 595,00 pela original. Depois falou que tinha uma empresa conhecida dele que faria uma recondicionada e por se tratar de uma original ficaria muito bom R$ 300,00. Aí busquei me informar que empresa seria essa pela cidade que é pequena. Fiz a troca de embreagem, mais o recondicionamento com 6 meses de garantia pelos mesmos R$ 300,00. A recon custou R$ 120,00!!!

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  25. Bom texto, mas muito longo e repetitivo.

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  26. É a velha "lei de Gérson" que manda aí. O mecânico "Gérson" só existe porque tem muito cliente "Gérson" igual a ele. E aí o cículo vicioso está formado.

    Infelizmente a frase "o mercado tem o mecânico que merece" está muitíssimo certa...

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  27. Díficl situação se a ECU que teve o capacitor trocado voltar a dar defeito
    e o valor cobrado foi R$ 700,70, e ai o cliente vai querer garantia do serviço.

    Nesse caso, o ideal é o mecânico dar a opção ao cliente: troca da ECU 5.000,00 + mão de obra OU tentamos arrumar a velha ECU por 200,00 porém sem garantia.
    O cliente tem que assumir o risco se escolher o '' quebra=galho'', pois depois da troca do capacitor a ECU pode voltar a dar problema e o que era uma ajuda ao cliente pode virar um problema pra oficina.

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    1. Celso, aí é que está a sutileza do caso. Se o mecânico levou um dia de mão de obra para achar um defeito, já gerou os R$ 700,00 de custo para o cliente.

      Mecânico que oferece a alternativa de arrumar a ECU por R$ 200,00 é o cara que está prostituído.

      R$ 200,00 por um dia de serviço não paga o custo diário de uma oficina séria. Faltam R$ 500,00. Um fato desses no mês se arruma. Um fato desses todo dia e a oficina fecha antes do mês.

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    2. Celso, aí é que está a sutileza do caso. Se o mecânico levou um dia de mão de obra para achar um defeito, já gerou os R$ 700,00 de custo para o cliente.

      Mecânico que oferece a alternativa de arrumar a ECU por R$ 200,00 é o cara que está prostituído.

      R$ 200,00 por um dia de serviço não paga o custo diário de uma oficina séria. Faltam R$ 500,00. Um fato desses no mês se arruma. Um fato desses todo dia e a oficina fecha antes do mês.

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    3. O que precisamos é mudança de mentalidade, sempre que se fala em prestação de serviços achamos caro, esquece-se que o profissional gastou tempo se preparando, adquirindo conhecimento e ferramentas.
      Tenho um amigo que trabalha com informática e ele já disse que tem cliente que não aceita pagar R$ 50,00 por uma visita que resolveu o problema dele em 10 minutos. Porém se você leva o computador embora, na loja resolve nos mesmos 10 minutos e devolve a máquina no outro dia, o cliente paga os mesmos R$ 50,00 e fica contente.
      Na oficina isso acontece com a mesma intensidade.

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  29. Ótimo texto! Completo, analítico e oportuno. Parabéns.

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  30. O maior problema visto hoje em dia é a total falta de valorização da mão de obra de qualquer prestador de serviços, sendo que em alguns casos o profissional é obrigado a escutar muitas bobagens quando o preço da mão de obra e maior que o preço do material a ser trocado. Algo muito comum que escuto no consultório: Nossa! 70 reais para colocar uma massinha no dente! Um dia não agüentei e disse pro cidadão... Então me da vinte conto que eu te vendo a massa e você coloca em casa. Acredito que o combinado não é caro. E pago o preço que for por um serviço bem feito pois tranqüilidade não tem preço

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    2. Nossa! Cinqüenta reais de mão-de-obra só para colocar uma massinha?

      Não é para menos que vocês dentistas, são os maiores "vilões" dos orçamentos familiares.

      Você pode cobrar, Pedro, mas não exagera, tá?

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    3. Amigo, apenas joguei valores hipoteticos. Mas se você ler o texto aonde estão inseridos todos esses comentários acho que terá uma uma noção do quão árduo é prestar um serviço de qualidade no Brasil. Mas quem não está disposto a pagar sempre haverá o sus.

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    4. Amigo, apenas joguei valores hipoteticos. Mas se você ler o texto aonde estão inseridos todos esses comentários acho que terá uma uma noção do quão árduo é prestar um serviço de qualidade no Brasil. Mas quem não está disposto a pagar sempre haverá o sus.

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    5. CCN, o preço do Pedro não está caro não viu...
      Como o texto do A.D. comentou tem varios outros custos embutidos para manter uma clinica só funcionando; fora isso, o dentista vai usar muitas outras coisas para colocar "só" essa "massinha" no dente.
      E tem outra, o Pedro deve ter respondido até de cabeça quente pro paciente, porque o preço da "massinha" de boa qualidade não é nem 20 reais, é 3x mais que isso (da 3M por exemplo).
      Agora meu amigo, se você achar caro 70 reais pra por a "massinha", vc tem 3 opções:

      1: virar cobaia em cursos de especialização ou alunos de faculdade e rezar pra dar tudo certo (reze mesmo!).
      2: Não fazer nada e esperar esse dente dar canal e daí sim desembolsar uma bela grana.

      3: Compre pasta de dente e escova e aprenda a higienizar os dentes corretamente pra não dar dinheiro para os "vilões do orçamento familiar"

      P.S. São só essas as opções que vc tem.
      Nem tente procurar nada mais barato que isso porque senão a chance de cair nas mãos de um profissional ruim ou prostituido é muito grande e posso garantir que vc vai achar que aqueles 70 reais do Pedro nem eram tão caro assim...

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    6. Cliente ruim, cliente corão, merece "profissional" ruim.

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  31. Nesta vida temos sorte é quando achamos um mecânico e um médico de confiança...

    O médico quando não sabe ou quer enrolar, também vai pela tentativa e erro, fala que o problema é virose, receita remédios de empresas com que tem "rabo preso", e por aí vai...

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  32. Parabéns pelo excelente texto, André. Que venham outros tão bons quanto esse. Abração.

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  33. Excelente texto, André. A história do capacitor do módulo eletrônico me lembra um fato recente. Meu Focus apresentou a mensagem "bateria do controle remoto fraca" no computador de bordo após 8 meses de uso. Como está na garantia e tinha um outro serviço a ser feito, levei à concessionària.

    Eles encomendaram um novo controle remoto à Ford e não resolveram o problema naquela ocasião. Não me convenci dessa necessidade. Fui a um chaveiro, troquei a bateria e a mensagem sumiu...

    Semanas depois, a concessionária me avisa que chegou o controle remoto e era para eu levar o carro para eles programarem o equipamento. Recusei, avisando que o problema foi resolvido com a simples troca da bateria, por R$ 3,00, seguindo as instruções do próprio manual do proprietário.

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  34. Fato real nº 1: brasileiro é avarento demais! É um povo que dá muito valor à aparência, a levar vantagem e que não valoriza o trabalho dos outros - só o dele tem valor.
    Conheço gente que tem Mercedes Benz e usa gasolina a mais barata possível (e não faz revisão "porque é muito caro"). Gente com patrimônio de vários milhões que passa anos sem dar reajuste à empregada doméstica. Gente de dinheiro que briga pela divisão dos talheres quando a velha mãe morre. Sei de outros tristes exemplos.
    Brasileiro é muito dinheirista.
    Precisamos de um trabalho civilizacional para as novas gerações. Quem sabe em 70 anos a coisa melhorasse.

    RicardoBF

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  35. Depois de ter 2 oficinas e gerenciar mais 4 nos ultimos 30 anos agora tenho um cantinho que cabem 6 carros e um funcionário que eu treinei no penultimo emprego,só sabia mexer em Corsa e hoje abre e fecha motores MB com precisão, só trabalho para a minha cartela antiga de clientes e alguns indicados por eles,porta aberta para a rua nunca mais ,quero mais me divertir do que trabalhar atualmente e garanto a vcs que ganho a mesma coisa do que ganhava no ultimo emprego ralando de 7:30 às 18h e sábado de 7:30 às 13h aturando de tudo,desde de cliente de paraquedas a chefe bipolar,meu braço direito é praticamente meu sócio, não quero oficina cheia ,seleciono o que entra pra dentro e finish,podem trazer as peças ou eu compro,tanto faz, só não traga porcaria pq eu não coloco,não vou deixar minha bunda na janela para tomar tapa, e diferente do que aquele cidadão senil falou naquele programa mequetrefe ou troca todas as correias e tensores ou eu não faço,na hora que der tilt o dono do carro "esquece" de tudo e não quer segurar o rojão,cliente pela saco é prostituta ao contrário ,vai no que cobra menos,desses quero distancia , meus amigos falam que o meu mecanico é único,tem 5 Mercedes,tiro onda depois de velho,kkkkk........

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  36. Atualmente o q ue me irrita não é o preço cobrado, mas sim orçamentos prévios sem ver o carro e querendo trocar coisas sem saber e ainda coisas antes do prazo, sem falar nos orçamentos com preços errados dos anúnciados e as peças trocadas por engano quando o problema persiste.

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  37. É a tática da tentativa e erro/acerto,acho isso uma sacanagem sem tamanho,prefiro dizer que não sei consertar e passo a bola ,prefiro ser chamado de incompetente do que ladrão.....fora o fato do animal querer fazer a semana em um carro só...

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  38. Tá ai o motivo de eu conhecer quase todos os mecânicos de onde moro ,e digo que no meu caso ,de uns vinte mecânicos , se salvam uns três competentes ,e também tem um negocio , mecânico que cobra barato e faz um bom serviço ,não existe ,é mais fácil você achar um Vectra duas portas . Abrcs ,Fabio .

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  39. "Uma particularidade dos maus mecânicos é não aceitar que o cliente compre a peça em qualquer lugar e a leve para ele instalar, pois isso lhe tira a possibilidade de um lucro extra (os bons mecânicos aceitam esse procedimento sem objeção)."

    Existe uma outra face nessa recusa: Se o cliente trouxer uma peça de baixa qualidade, mesmo que o serviço seja corretamente executado, há boas chances de ocorrer defeito prematuro e o cliente exigir garantia, mesmo não sendo culpa do mecânico (falar que a peça comprada por ele é ruim gera desconfiança e antipatia do cliente para com o mecânico).
    Ok, a responsabilidade nesse caso é do fornecedor da peça, mas se der o defeito o cliente vai contra o mecânico, o acusa, e muitas vezes este perde o cliente e ainda fica com a imagem arranhada.
    Não aceitar peças compradas pelo próprio cliente, como regra geral, é mais uma atitude de preservação da imagem de seu serviço do que uma desonestidade presumida, ademais, após o diagnóstico o próprio mecânico pode informar quanto custa a peça e passar o contato do fornecedor; após concluido o serviço, muito fácil apresentar nota fiscal.
    Não acho correto apontar essa recusa como necessariamente característica do mau mecânico, mas sim a forma como esta é feita.

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    1. Concordo com você ,pensamento coerente ,tanto que o mecânico que conserta meu carro ,simplesmente se recusa a colocar peças de qualidade inferior ,pois depois vão culpar o mecânico não a peça ,e se insistir ele diz :coloque você mesmo a peça .

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  40. E quando você vai buscar o carro e o mecânico te mostra uma lista de peças trocadas e você pede para ver as velhas e ele diz que já foi tudo pro lixo e já recolhido pelo caminhão da coleta???

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  41. Invejamos os que vivem em países desenvolvidos, mas somos subdesenvolvidos até no pensamento. Enchemos a boca pra falar que no primeiro mundo é muito melhor, que não tem miséria, mas contribuímos ativamente para que ela continue no nosso país.

    Num país dito desenvolvido, a miséria não existe porque há um nível de vida mínimo que proporciona dignidade para todos. O povo é majoritariamente classe média e sabe o quanto custa a uma família para manter esta condição.

    O sujeito vai ao mecânico e reconhece nele um "igual", que merece ganhar tão bem quanto ele. Por isso, está preparado para pagar bem pelo serviço, ele paga o quanto ele acha que ele próprio mereceria se estivesse trabalhando no lugar do mecânico.

    Um amigo meu que morou nos EUA uma vez teve problema no alternador do carro. Pagou US$ 400 pela mão de obra de remoção e recolocação. Lá é assim, o mecânico cobra porque também tem direito de ser tão classe média quanto o cliente e isso pressupõe uma remuneração digna.

    Nos vídeos do ADG nos EUA, ele exalta as facilidades de reparação por lá e a venda de kits completos a preços acessíveis. Sabe por que isso acontece, ADG? Porque lá a hora de mão de obra é cara e por isso as coisas são feitas para precisarem de um mínimo de mão de obra.

    Já na nossa mentalidade terceiro-mundista, há um resquício da época da escravidão, de que há uma elite de "irmãos" e toda uma massa de "seres inferiores" (que até 1888 eram os escravos) cujo propósito é servir à elite.

    Como obviamente não há mais a escravidão, paga-se por esta "subserviência", só que paga-se o mínimo possível. E neste clube entram os mecânicos, normalmente pessoas oriundas das camadas mais pobres da população (pelo menos os que trabalham diretamente para o dono do carro).

    Por não enxergar o mecânico como um "igual", mas sim como alguém que existe para servi-lo, o cliente nega a ele o direito de ter uma vida digna ao querer pagar um valor que ele próprio consideraria aviltante pelo seu trabalho.

    O mesmo profissional liberal que cobra 150 reais de seu cliente "igual" pelo seu trabalho especializado, quer pagar 100 reais por um serviço que toma três horas do mecânico. Ele mesmo não trabalharia tanto por este valor, mas quer que o outro trabalhe e recusa-se a pagar mais.

    E o trabalho do mecânico também é especializado, portanto, mereceria remuneração semelhante à sua. Mas como ele não é um "igual", mas sim um mero "servo", acaba não merecendo. Sendo assim, ele quer forçar o mecânico a levar uma vida que ele mesmo não aceitaria levar.

    E se descobrem que o mecânico tem um carro igual ao seu, em vez de ficarem felizes, muitos clientes começam a desconfiar e achar que o mecânico está careiro demais. Ora POR QUE ele não tem direito a ter o mesmo carro que você???

    Se queremos ser primeiro mundo, precisamos, antes de tudo, aprender a pagar valores justos por serviços, precisamos aprender a pagar valores que nós mesmos exigiríamos se tivéssemos fazer o mesmo serviço. Temos que dar ao mecânico o direito de ter uma vida tão confortável quanto a nossa, encarando-o como um "igual".

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    1. Aléssio Marinho25/07/12 15:48

      Onde assino, CMF?

      Deixei de prestar serviços justamente por isso...

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    2. Onde assino+1

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    3. Onde assino também?

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  42. Ok, mas qual é a medida para comparar quanto um serviço vale o quanto o outro vale?
    Quer a resposta: não existe.
    Ou melhor, existe sim, e é o tal do "mercado"...sim, é ele quem define quanto vale seu serviço, meu serviço ou o serviço do mecânico.
    Agora, o que faz com que o serviço de um médico seja mais caro que o serviço de um mecânico, simples, a oferta deste serviço (dada uma certa demanda, lógico).
    E por que no Brasil existem mais mecânicos do que médicos?
    Médico: 8 anos de estudo + 12 horas de estudo diário + viver este tempo todo quase sem renda (às custas do pai? de poupança? de bolsa?).
    Mecânico: quantas horas de estudo precisa para formar um bom mecânico? Prática?
    Ahhh...muito justo...mas você deixaria um médico sem formação mas com 20 anos de prática fazer uma cirurgia em seu filho?
    Sei lá, mas acho que este papo de todos devem ganhar o mesmo um tanto fraco e sem fundamentação.
    Concordo que é injusto alguém poder estudar muito e outro não, esta é a grande merda, o ponto de partida ser diferente.
    O ideal era que o ponto de partida de todos fosse igual, com as mesmas condições, mas não é assim...é nossa realidade.

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    1. Lembrei do conto onde um mecânico se queixa à um médico de que ganha muito menos que este último. Justifica que, assim como o cirurgião cardiologista, monta e desmonta o motor com absoluta segurança, etc... comparando seu trabalho ao do médico numa cirurgia. O médico responde: "tente fazer isso com o motor funcionando."

      ;)

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    2. E se o "motor" que o médico estiver consertando "morrer", não tem volta e não adianta comprar outra peça...

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  43. Para variar, mais um post perfeito do André Dantas, simples e completo, como toda informação deveria ser.

    Eu consegui encontrar dois bons mecânicos para cuidar de meus carros, um em Campinas e outro em Sorocaba. Em ambos o valor cobrado pela mão-de-obra não me parece exagerada, mesmo estando entre as mais caras pelas quais já paguei. Além da capacidade técnica e coerência do profissional, presto atenção em detalhes, que fazem toda a diferença. Exemplo: aqui em Sorocaba, recentemente levei o Ka de minha namorada para fazer uma revisão geral de freios e troca do líquido de arrefecimento. De cara já cheguei avisando ao mecânico que as pastilhas de freio deveriam estar no limite, pois o carro estava com quase 50 mil km e, cerca de 15 mil km antes, eu havia verificado as pastilhas e o desgaste havia ultrapassado a meia vida. Pois bem, o mecânico me informou que as pastilhas aguentam mais uns 15 mil km pelo menos, dado o desgaste atual e a quilometragem do carro. Em paralelo, tal mecânico sempre entrega o carro ao cliente lavado por fora e limpo por dentro. Antes de levar o carro para manutenção, já havia há algum tempo, na porta do motorista, uma marca vermelha, deixada por algum nó cego que raspou ao manobrar. Para minha feliz surpresa, ao retirar o carro da oficina, a porta havia sido polida para remover a marca.

    Quem reclama de pagar valor honesto para ter manutenção decente não entende nada do assunto. É igual ao cabeça de bagre que estava no posto sábado passado enquanto abastecia meu carro: faltava cerca de 1 litro de óleo lubrificante no motor do carro (um Fox 1-litro). O que o espertalhão fez? Mandou completar com o óleo mais barato, de classificação SF, sem se preocupar que o motor exigia óleo de qualidade superior. Aí passa um tempo, o motor reclama dos maus tratos e o espertão sai pregando aos quatro cantos do Brasil que "motor VW 1-litro não presta"!

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  44. Passou da hora de termos aqui uma lista de oficinas recomendadas pelos leitores.

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    1. Um joinha pra esse comentário

      :)

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  45. Aléssio Marinho25/07/12 16:03

    Excelente post, AD!

    Com 2 carros em casa, um "novo" e um antigo, já precisei de todo tipo de serviços, e acho que encontrei a minha fórmula de não me estressar mais com mecânico.
    Na manutenção do novo, levo na concessionária e sigo o plano de manutenção de forma rigorosa, e só autorizo serviços depois de inspecionar junto com o chefe da oficina. Consegui esse "privilégio" graças as amizades que fiz como fornecedor. Se vejo que é uma coisa simples de ser executada, como uma troca de pastilhas, faço eu mesmo na garagem do prédio.
    No antigo, se sei que não tenho capacidade para executar, estudo o manual de reparo e depois levo no mecânico, explicando a ele o que tem que ser feito, e como deve ser. Compro as peças na distribuidora, com condições pornográficas, entrego ao mecânico e acompanho o trabalho na oficina.
    Penei tanto com mau profissional, que foi a única forma que encontrei de não me aborrecer mais com oficina.

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    1. Pra quem tem carro antigo, sempre é bom procurar um mecânico mais velho. Normalmente ele sabe os macetes de vários modelos específicos...

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  46. Eu já vi cada uma que é de cair de costas, vou citar 04 casos:

    Caso 1: em meados de 2000, eu tinha um Gol GLi 1.8 1996, com baixa km, o carro era um brinco..... há pouco eu havia revisado a suspensão, colocado 04 rodas do Gol TSi diamantadas e 04 pneus novos Firestone Fireharwk F560... logo em seguida saí de férias, e meu seguro me dava umas cortesias nessas casas de pneus..então fui conferir o alinhamento, balanceamento, cambagem, etc... sentei na tal salinha, peguei um café e fui ler uma revista... não foram 10 minutos, o mecânico com o carro no elevador e o mesmo sem as quatro rodas: "Senhor, temos que fazer a suspensão completa do seu veículo..." eu retruquei: pq? ah, está com desgaste e os seus pneus estão deformados, você não está sentindo uma vibração no carro? Respirei e respondi:por gentileza, pode montar as rodas e descer o carro... esses pneus não possuem 1500km, passei o final de semana no Guarujá, andei em altas velocidades e o carro sem nada de vibração... fui embora e denunciei a loja ao meu corretor...

    Caso 2: este ocorreu em 2003, havia adquirido um Gol 16v Turbo em uma conhecida autorizada VW no bairro do Morumbi... peguei o carro, e no outro dia, percebi que o mesmo estava com um vazamento de óleo na caixa de direção.... voltei lá, constataram e ficaram com o carro..... me prometeram o carro para dali uma semana..... dei uma chorada (pô, vou ficar sem carro mais de uma semana, e bla bla bla), enfim.. e não é que na sexta, me ligam com a notícia de que o carro havia ficado pronto! Fui lá correndo e peguei o carro... na saída da autorizada, um mecânico veio correndo até a minha pessoa e disse: porra, vc viu? Seu carro ia ficar pronto só semana que vem, mas como eu vi que você era um cara gente fina, que costuma dar uns agrados, eu fiz uma correria e terminei essa semana.... eu não acreditava no que estava acontecendo, o mundo parou por alguns segundos.....eu juro que nunca vi nada parecido...

    Caso 03: em meados de 2010, meu ex Polo 2008 começou a apresentar certa dificuldade ao dar partida com o motor quente, ficava uma tremedeira, mas logo estabilizava e em subidas de serra com marchas altas e acelerador bem aberto, ele grilava.... levei o mesmo à uma autorizada aqui na região de interlagos.. ficaram um dia inteiro com o carro e não pegaram o problema... peguei o carro, na mesma hora deu.. devolvi..... ficaram mais dois dias com o carro e nada, disseram que era combustível (eu abastecia os 04 carros de casa no mesmo posto, só este apresentava problema, não era possível) e me enfiaram um aditivo VW bem carinho por sinal... não resolveram nada... pedi para falar com o chefe da oficina, e com muita insistência consegui... o questionei se não era a bomba de combustível e ele disse que não..... que era a gasolina.. tirei o carro de lá, peguei um manômetro na oficina de um amigo meu, liguei na linha de combustível e encontrei o problema.... a bomba não estava empurrando nem 1.7BAR, o normal é quase 4BAR.... troquei a bomba e em 1h resolvi o problema...

    Caso 4: o rolamento do mancal do semi eixo dianteiro do Fiesta da minha esposa estava roncando... liguei na Ford e perguntei do mancal...disseram que não vendiam o mesmo sozinho, só o conjunto de semi eixos e custava a bagatela de R$ 800,00 e poucos... fiquei estarrecido, entrei debaixo do carro, peguei o código do rolamento, tirei as medidas do mesmo e fui em um autopeças de bairro.. comprei o rolamento INA por 30 reais..sem comentários.....

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  47. 1-CMF,perfeito,um troféu pra vc!
    2- Existem várias categorias de médicos e de mecanicos, médico qu dá consulta pelo SUS e só tem emprego público é um abnegado,tem que trabalhar em 48 hospitais para levar algum para a casa,médico que trabalha com reprodução humana ou cirurgia plástica tem ape na Vieira Souto ou até uma ilha inteira...
    3- mecanico de boca de porco que trabalha no terreno baldio e só na marreta tem o suficiente pra levar fubá pra casa e tomar pinga no armazém da esquina, profissional da área que trabalha com bons equipamentos,estudou para isso e tem o minimo de instrução e educação escolhe o que vai fazer e tem 5 Mercedes para passear no fim de semana,captaram?

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  48. Mecânicos desonestos? Alô AudiRio? Heim?

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  49. Tem o Fraga em Ribeirão Preto. Esse indico sem medo. Reclamam do preço alto, mas tem oficina que cobra mais caro ainda. Teve o caso de um amigo que tem uma peruinha Peugeot 306. Estava com problemas de superaquecimento e numa oficina pediram R$ 7.000,00 para trocarem o sistema todo. Em uma concessionária o diagnóstico foi o mesmo mas o preço caiu R$ 3.000,00. Lembrem que um carro de uns 15 anos d uso razoavelmente conservado varia de preço entre R$ 6.500 e R$ 9.500,00 dependendo ano e conservação, só para se situarem. E o preço de manutenção dele sobe exponencialmente por ser importado (da Argentina). Indiquei o Fraga que diagnosticou um problema no retorno do ar-quente e o preço do serviço/mão de obra despencou para RS 380,00. Mas como o dono não usa ar-quente, foi feito um "retorno" e o serviço ficou em R$ 80,00...

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  50. Conhecimento e respeito é o necessário para os dois lados. Comprar carro é fácil, mas tem que poder manter. Do outro lado; o profissional de manutenção deve saber um pouco de gestão do negócio e ser justo consigo e com o cliente.

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  51. AutoEntusiastas, vamos montar uma lista nacional de estabelecimentos de confiança do consumidor.

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  52. O que tem acontecido comigo, é falta de peças reposição de boa qualidade, a preço justo!!! tenho um carro Ford fabricado em 2004. Peças genuínas o preço é um estupro. as paralelas são um lixo e não duram. não existe meio termo.

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