UM CARRO PARA CHAMAR DE MEU

Peter Fassbender, gerente do Centro de Estilo Fiat, à frente da Casa Mio

Estive na última sexta-feira em Betim visitando a fábrica da Fiat Automóveis, para conhecer de perto o projeto Fiat Mio (www.fiatmio.cc), um projeto super interessante cujo maior diferenciador é ter nascido sob a flexibilidade da licença creative commons, onde não existe o engessamento do termo 'todos os direitos reservados'. Um dos maiores, senão o maior exemplo do uso desse tipo de licença é o sistema operacional Linux, onde muitos colaboram e não existe um dono das ideias.

Um dos maiores desafios da equipe de designers e engenheiros envolvidos no projeto foi interpretar, dentro de um universo de mais de 10 mil ideias, o que realmente os colaboradores queriam no carro do futuro. Uma ideia sugerindo que o carro tivesse rodas que esterçassem 90 graus foi interpretado pela equipe como grande facilidade para estacionar, e o projeto passou a incluir auxílios de monitoramento para que num futuro não tão distante o carro pudesse, dentro de um estacionamento balizado eletronicamente, procurar uma vaga e estacionar sozinho.

Já existe um modelo estático que será apresentado no Salão do Automóvel, e olhando para ele como um meio de transporte urbano, a proposta é bem interessante. Um motor elétrico em cada uma das 4 rodas, um interior com banco inteiriço que acomoda bem dois adultos e uma criança, espaço para alguma bagagem na parte da frente do carro e, sinal dos tempos, total integração com os gadgets eletrônicos tão presentes no nosso dia a dia.

Eu curti muito, achei sensacional essa inversão da ordem do projeto. No Mio, o usuário é que vai dizendo o que quer e o fabricante vai apresentando as soluções. Tudo isso ainda incipiente, o FCC-III é só um modelo de um carro-conceito, mas acredito que seja uma tendência real, que já nos aponta uma nova maneira de fazer carros no futuro. E a Fiat saiu na frente. 

AC

9 comentários :

  1. Interessante como exercício, mas não tem como um projeto ser todo baseado nisso.

    Se a Apple dependesse exclusivamente da opinião dos seus consumidores o IPOD jamais teria existido!

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  2. Interessante a proposta. Mas o consumidor nem sempre sabe o que quer e sabe se e possivel fazer... fora que ja existem pesquisas de mercado pra isso... mas quem faz mesmo sao os profissionais do fabricante.

    Se fosse so ouvir o consumidor o McDonalds no Brasil seria a maior franquia de arroz e feijao do mundo...

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  3. Só porque é meu irmão gêmeo e homônimo não precisava ter falado a mesma coisa que eu trocanddo só as palavras o exemplo.

    IMITÃO!!!

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  4. Também acredito que isto será uma tendência no futuro. Não vejo nada de mau escutar o cliente para aprimorar seus produtos.

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  5. Nao acredito que esse tipo de coisa funcione no mundo real. O sistema operacional Linux , por exemplo, e um sistema bastante restrito, e, convenhamos, muito dificil de usar para um usuario comum. E preciso muito cuidado ao lidar com a opiniao do publico, ou mesmo, ao construir qualquer coisa sob licenca creative commons. Carros tem personalidade, marca, cada um tem um jeito. Todos sabem a diferenca entre um Ferrari e um Lexus, sao carros bastante diferentes. Todos sabem as diferencas entre o Windows Vista e o Windows Seven, sao produtos que tem certa identidade. Distribuicoes Linux nao tem toda essa identidade, e cada distribuicao e diferente. Por isso e tao dificil para o usuario comum utilizar o sistema operacional. E preciso ficar "minando" na internet versoes especificas de drivers e programas para cada distribuicao. Carros produzidos dessa forma ficarao genericos, sem personalidade, e com um bando de loucos que defendem o modelo. Exatamente como o Linux.

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  6. Esse projeto é o maior auto-atestado de incompetência travestido de golpe de marketing que já vi na vida...

    Profissionais renomados no mercado não têm capacidade para projetar o carro do futuro mesmo depois de anos trabalhando na indústria automotiva?

    Precisam jogar essa responsabilidade nas costas do consumidor?

    Linda essa imagem que ilustra o post. Mas será que o espaço interno tão perseguido vai existir depois de instaladas as caixas de rodas, suspensões, etc? Ou será q farão como o Smart q usa uma suspensão projetada a mais de 100 anos atrás?

    R I D I C U L O ! ! ! !

    Tenho vergonha de ser brasileiro!
    Aqui só tem E N G A N A D O R ! ! !

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  7. Em primeiro lugar, gostaria de deixar claro que não sou eu o autor de nenhum dos comentários anônimos a esse post, ainda que concorde com mais de um deles.

    Para quem quiser formar sua própria opinião, sugiro que entre no site do projeto Fiat Mio e navegue pelas sugestões apresentadas. A navegação é meio chatinha, mas o que está lá é altamente esclarecedor.

    E se alguém quiser se aprofundar mais no assunto, gostaria de sugerir a leitura de um texto de minha autoria que está em http://adverdriving.blogspot.com/2010/09/o-admiravel-mundo-novo-do-fiat-mio.html

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  8. no inicio achei o maximo mais o tempo foi passando e foi virando um celular sem emoção e sem graça com rodas .
    ai abandonei , faço parte da minoria que gosta de carros e de dirigir e que numca daria esse prazer a uma computador.

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  9. Também achei esquisito a proposta de o carro dirigir sozinho, mas o fato é que existem muitas pessoas que não gostam de dirigir ou têm medo, como minha mãe e tias, mas que precisam se locomover de alguma forma. E para estas pessoas, tendo uma proteção contra o tempo, espaço para compras e sendo seguro, não é necessário mais nada.

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