OS DOIS QUE ME ESCAPARAM


Era uma tarde de janeiro de 1987, tempo chuvoso no Rio de Janeiro. Como meu aniversário de 18 anos se aproximava (dia 18 de setembro), já estava com aquela ansiedade característica da idade. Eu precisava de um carro, de uma forma que nunca mais precisei desde então. Na verdade, só duas coisas povoavam minha mente, e é fácil imaginar qual era a segunda... Mas enfim, estava eu naquela tarde indo ao bairro do Méier, um primo mais velho dirigindo a Marajó da minha mãe. Eu já me aventurava por toda Niterói com a Marajó (carinhosamente apelidada de Marajóia), mas para ir até o longínquo Méier sem carteira de motorista... Achei melhor pedir ajuda.

E por que alguém sairia da aprazível Niterói dos anos 80 para ir ao maldito Méier? Obviamente, estava respondendo a um minúsculo anúncio, sem foto, perdido numa página imensa do jornal O Globo de domingo. Para os mais novos, cabe uma explicação: antes da internet, e antes mesmo dos computadores pessoais se tornarem comuns, a gente anunciava e comprava carros através de anúncios pagos em jornais. E para os mais novos ainda, jornal era uma publicação diária em papel de baixa qualidade, impresso em preto e branco em folhas enormes, que invariavelmente sujavam as nossas mãos de preto, e que eram um verdadeiro desafio para serem lidos no vento da praia. Mas, mesmo assim, morremos de saudade deles... Sim, os coroas são pessoas estranhas.

Os jornais traziam as notícias do dia, mas de interesse ao jovem entusiasta era somente o caderno de classificados enorme que saía no domingo. Lá, vasculhava cuidadosamente os pequenos anúncios cifrados, sem fotos, em busca daquele objeto que estava destinado a se tornar a mais importante compra na vida de uma pessoa: o primeiro carro. Naquele dia chuvoso, estava indo ver um anúncio realmente pequeno que dizia: Opala SS 4100, 74. Apenas isso, e o telefone de contato. No telefone, a pessoa não quis me passar o preço pedido, mas disse que o carro estava ótimo, e que precisava vê-lo.

O que vocês têm que lembrar aqui é que Opala SS 74 não foi sempre um raro objeto de desejo como é hoje. Em 1987, na verdade, ninguém queria ouvir falar de Opala seis-cilindros, a não ser os realmente ricos. Gasolina era cara, e Opalas de 1974 eram apenas carros velhos sem nenhum apelo. Mas eu já fora estragado desde a mais tenra idade, meu pai dirigindo exclusivamente Opalas desde 1976, e portanto aquilo já me deixava animadíssimo. Era raríssimo achar um Opala 74 em bom estado, e portanto esperava apenas que ele fosse usável e barato. Principalmente barato, na verdade.

Chegando ao endereço, descemos do carro e entramos numa oficina. Logo que cheguei, pude vê-lo lá no fundo, e meu batimento cardíaco imediatamente aumentou. Verde metálico. Parece bom...Pô, parece MUITO bom aqui de longe... Quase não consegui falar direito com o cara que estava vendendo o carro, que por sua vez estava visivelmente preocupado com a visita daqueles dois moleques imberbes. Logo estava perto dele, e, meus amigos... sem medo de errar, a mais sensacional lembrança automobillística que tenho, até hoje. O SS estava simplesmente novo, quase zero-km. A pintura verde metálico brilhava, as faixas pretas perfeitas, todos os logos no lugar, tudo perfeito. Mas o melhor eram as rodas e pneus: rodas de SS, com os Firestone Wide Oval diagonais que tinham até pelinhos ainda! Na lateral, mas estavam lá! E nunca, até então, tinha visto diagonais tão largos!


Liguei o motor, sentado naquele ambiente familiar do Opala que para mim é mais reconfortante que qualquer casa em que morei, e um arrepio subiu pela espinha, ao mesmo tempo em que os olhos mareavam. Pegou de estalo, caiu naquela marcha-lenta que parece desligado. Mas se acelerava, vinha aquele swoooorrrrrrrrsssshhhh característico, ao mesmo tempo em que o carro balançava de um lado para o outro... ai, ai... Parece que o dono faleceu pouco depois de ter comprado o carro, e a esposa só resolveu vendê-lo mais de 10 anos depois. O dono da oficina, conhecido da família, estava fazendo isso para ela. Tinha pouco mais de cinco mil quilômetros no hodômetro, pelo que me lembro.

Pernas bambas, catatônico, balbuciando palavras ininteligíveis, tentei me comunicar com o vendedor, sem sucesso. De alguma forma, consegui sair dali com um preço. Não me lembro do valor, mas me lembro da ordem de grandeza: o equivalente a uns 9-10 mil reais em dinheiro de hoje. Caro para a época, e coisa de cinco mil acima do que tinha disponível, economias juntadas por anos a fio. Mas saí de lá decidido a implorar para os meus pais o dinheiro restante. Nem que eu tivesse que passar o resto dos meus dias lavando louça, limpando cocô do cachorro e cortando grama do quintal, eu teria aquele Opala!

Mas não era para ser. Meu pai me deu dois motivos para não completar o dinheiro. Primeiro, achou muito dinheiro para um Opala 74, e nessa época era realmente verdade. Depois, achou que eu ia destruir uma relíquia, que era melhor deixar aquilo para alguém que pudesse cuidar dele, e não embrulhá-lo num poste como eu certamente faria. Engraçado como nossos pais nos conhecem melhor do que nós mesmos... Sábia decisão, a do meu pai. Acabei comprando um cupê 1980 meio usadinho, 250-S, que veio a falecer na Via Anchieta depois de capotar umas 325 vezes. Ou algo próximo disso, minha memória desse evento não é das mais confiáveis.


Tecla FF apertada, chegamos ao ano de 1994. Estava me formando em Engenharia na FEI e tinha um plano com mais três colegas: comprar quatro motos legais e ir até o Nordeste. O plano era só esse mesmo, comprar as motos, encher o tanque e ir, sem data ou reserva alguma, dormir onde fosse possível, sob as estrelas se necessário. Legal, né? Pois é, não deu certo.

Eu rapidamente acabei marcando casamento, fui comprar casa e tinha novo emprego, então fui o primeiro a pular fora. Mas como continuávamos amigos, andei com eles atrás de motos por um bom tempo. O primeiro a comprar algo foi o Renatinho (que pesava 120 kg para justificar o diminutivo), que pegou uma belíssima Honda 750 de 87, vermelho/azul/branco, conhecida como "Holywood" devido a uma popular propaganda de cigarros com embalagem nestas cores. Foi o primeiro e o último, pois os outros dois se amarraram também e acabaram por desistir. Mas o Renatinho mandou-nos àquele lugar e foi sozinho, uma história sensacional que um dia convenço ele a contar em detalhes. Mas enfim, antes desse desfecho ridículo, muitas pesquisas sobre que moto comprar.

O Gustavo era o amigo que tinha mais dinheiro para gastar, e ele queria uma Yamaha V-max. Ridiculamente mal-ajustada para a missão em questão, mas mesmo assim dissemos a ele em uníssono: "Legal, muito legal, vai nessa, ótima escolha!" Ah, a juventude... Mas em meio a visitas a Yamahas variadas, vejo num jornal outro anúncio pequenininho, como aquele do Opala anos atrás: “Kawasaki Z1300, 1982 - perfeito estado”. Liguei para o cara, e olha só: ele morava do lado do Gustavo, na mesma rua no Morumbi!


Tive que convencer o amigo a ir vê-la, porque ele nunca tinha ouvido falar em tal coisa. Não chegou a ser uma tarefa difícil, bastou contar algumas coisas: seis cilindros em linha, a terceira moto de produção com esta configuração exótica, depois da Benelli Sei (que fez o motor de 4 cil em linha da CB500 ganhar dois cilindros e 750 cm³) de 1974 e da fantástica Honda CBX 1100 de 1979. A Kawa era gigantesca, refrigerada a água, e tinha transmissão por cardã. Deslocamento generoso de 1,3 litro, 120 cv, uma moto clássica e já lendária. Era um sonho para mim, nunca imaginei achar uma no Brasil. Moderadamente animado com a ideia, foi lá o Gustavo olhar uma moto ainda mais mal-ajustada para a missão pretendida, mas potencialmente ainda mais legal que a V-max.


A moto era perfeita, enormemente gigantesca, e estava nova, zero. O Gustavo, vendo aquela aparência de moto comum e aquele tamanho todo, desanimou e me disse que a V-max era mil vezes mais bonita. Refreei o desejo de atropelá-lo repetidas vezes com mais de 300 kg de Kawasaki de seis cilindros, e comecei a maquinar meios de comprar eu mesmo aquela moto maravilhosa. Olhei longamente para meu Chevette novinho, e pensei em passá-lo nos cobres. Mas tal pensamento durou 15 segundos, porque me lembrei do apartamento financiado, do casamento, e do fato de que o Chevette estava fadado a virar uma viagem de lua de mel. Fui embora triste. Mas no caminho, o Renatinho, que naquele momento ainda não tinha comprado a 750, me jogou uma ideia: e se comprássemos a moto em sociedade?



Desnecessário dizer que isto também não deu certo, mas chegamos perto. Só não deu realmente certo porque o Renato, como já disse, resolveu partir sozinho em direção ao horizonte com outra moto que acabou comprando.

Interessante: esses dois ficaram marcados em minha memória de forma mais clara do que carros que acabei comprando. Eu me lembro exatamente da sensação de sentar naquele Opala SS, mais de 20 anos atrás, sinto o banco, o cheiro, o ronronar do motor. E me lembro do exato peso daquele magnífico paquiderme de seis cilindros e duas rodas que vi em 1994. Outros carros me escaparam, e muitos outros ainda vão escapar, mas acho difícil achar coisas como esses dois descritos acima. Talvez seja porque aconteceram em momentos especiais, onde uma fase da vida acabava e outra começava. Nas duas ocasiões, promessas de aventuras e de um futuro diferente se mesclavam com o Opala e com a Kawa, em uma forma única, e impossível de se repetir. Nas duas ocasiões, estava em encruzilhadas da vida, momentos em que muitos futuros são possíveis, e você começa a escolher quem vai ser.

Mesmo se achasse coisas idênticas hoje, aquele tempo, ah, aquele tempo! Este, definitivamente, não volta mais...

MAO

45 comentários :

  1. Rafael Bruno07/10/10 09:59

    Nossa...sem palavras para este post! Sensacional. São histórias como essa que dão graça à vida. Finalmente consegui comprar e estou reformando o meu Opala De Luxo 72, depois de 5 anos que muitos carros também escaparam.

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  2. João Gabriel Porto Bernardes07/10/10 10:18

    Cara é a moto do Toecutter,do Mad Max,muito foda hehehe

    Abraço!

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  3. Mister Fórmula Finesse07/10/10 10:54

    A vida e suas constantes provas...

    Acho que casos parecidos são comuns entre entusiatas; eu já perdi um Tempra Stile zerado que era de um famoso jogador de futebol, e isso na época em que esse fiat ainda ditava algumas regras na estrada....quando casei, tive que me desfazer de uma especial de enduro com as cores oficias do HRC que tanto lutei para conseguir como queria...várias vezes tive que abrir mão e protelar, eternamente em alguns casos eu presumo.

    Mas a vida é esse mosaico cheio de escolhas, ou melhor...uma estrada cheia de alternativas!

    Grande Post MAO, o fim do seus 250-s merece um post, mesmo que seja verdadeiramente ruim falar de um ente que partiu de forma tão violenta.

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  4. MAO, parafraseando o Badolato, talvez a melhor parte do universo dos carros antigos sejam as histórias que os envolvem. Parabéns pelo post!

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  5. MAO,
    Niterói agradece a carinhosa lembrança. Volte aqui um dia e você ainda irá reconhecer muito do que lhe agradou 20 anos atrás. O bônus que ira encontrar são muitos autoentusiastas incorrigíveis que ainda prezam esses sonhos e vivem as boas hepifanias da mocidade. O que é bom, afinal, não precisa acabar. Ou como dizia Ziraldo, a função da velhice é realizar os sonhos da infância.
    Saudações fluminenses, Nik.

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  6. Nikollas,

    Voltei ano passado, e devo voltar esse para visitar uma tia já velhinha.

    Niterói continua ótima, mas a minha Niterói, aquela dos anos 80, ah...essa não volta mais!!!

    MAO

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  7. Mister finesse,

    Como disse, minha memória do evento não é das mais confiáveis...

    Melhor deixar para lá...

    MAO

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  8. Brenno Metzker07/10/10 11:16

    Devo ser um daqueles leitores do blog chatos, porque sempre comento a mesma coisa dos posts do MAO: Muito obrigado velhão por esse post!
    Mais uma vez o seu dom da escrita cara é inigualável
    Abração

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  9. Rafael Bruno,

    Grato, que bom que gostou.

    Luis Augusto,

    É verdade!

    MAO

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  10. Em 1997 completei 18 anos e, sendo desde muito novo fã dos Dodge, meu pai procurou alguns (escrevo de SC). Ele me confidenciou anos mais tarde que havia encontrado um Dart 75 "verde", ainda com o 1º e único. Não lhe perguntei o valor pra não cair em desespero, mas lembro que na época um tio meu comprou um Dart Sedan 76 por R$ 2.000,00. E pasmem, era do 1º e único dono!

    Bem, a justificativa dada por meu pai é que eu iria me matar com um Dodge. Resultado: ganhei um Palio. Concordo que o momento não era para um Dodge, mas os preços e oportunidades da época são inacreditáveis para os dias de hoje. Imagino em 1987. De qualquer forma, o Paliozinho me acompanhou durante a faculdade, viajou horrores pelo Brasil e hoje tem lugar cativo na garagem, sob capa de feltro. Dali não sai! E o Dodge um dia vem...

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  11. EITA . Nesse tempo a gente trocava DOJÂO por aparelho de som, moto 125 videogame ...dentre outras tranqueiras.

    Lembro que troquei PAU a PAU um Aero Willys num Charger ( claro que o Charger tava mais bagaçado ) mas fez a minha alegria e o terror da molecada que na época achava que gol quadrado era o máximo!!!

    Troquei esse DOJÂO num OLDSMOBILE porque a "criança " estava equipada com um motor Big Block 400tirado de um Pontiac Fórmula e fazia miséria com só duas marchas.. o famoso Powerglide.

    Tempo bom que não volta mais . .

    Ao menos hoje tenho minha V-MAX - 94 e não a vendo nem a PAU...

    Já fiz muita merda de ter vendido eses carros todos.. mas a vida é assim mesmo . .

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  12. Ao Joao Gabriel...

    Não tem como ser a moto do Toecutter....o filme é de 1977....

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  13. Tchê MAO, tu és um poeta!Passava horas da minha adolescência pesquisando naquelas letras minúsculas do jornal um sonho que não podia comprar.

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  14. Junior-Big07/10/10 13:48

    Ah! A vida!
    Fantástico post pra variar!
    Adorei como descreveu o jornal!
    Mais um estupendo post MAO!
    Forte abraço

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  15. Muito bom!
    Acredito que a grande maioria dos entusiastas se recordou de alguma história que já passou na vida.
    Eu, quando fui lendo, fui lembrando de algumas histórias, das minhas caças aos Gol GT's.

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  16. É, são coisas da vida.

    Lembro-me como me escapou um Omega 2.0 em 2005 e também como o Chevette entrou na minha vida.

    Ótimo post, MAO.

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  17. Errado,

    Mad Max é de 1979 e a moto é a do Toecutter...

    São todas Kawasakis 900, 1000 e 1100 de 77 a 79...

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  18. Sábia descisão a desses pais que preservaram seus filhos da morte prematura, mas não deixo de admirar a atitude do pai de uma conhecida de infância. Ele comprou um variant lixão e deu para ela e disse: Aprente a dirigir esse primeiro e depois você ganha um carro de verdade. Com a variant ela passou todos os problemas de ter um carro velho, aprendeu a dirigir direito e que o carro não era um objeto de ostentação. Depois ela ganhou o carro de verdade mas ela sempre lembrou da variant com gratidão.

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  19. 900 e 1000,
    1100 não tinha (corrigindo).

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  20. Andreson,errado de novo....

    Não tinha Kawa 6 cilindros no filme...assisti mais de 60 vezes.

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  21. kkkk,

    Valeu 911, mas que são belas motos, são...

    A que o Jim Goose pilotava era uma das mais loucas...

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  22. Sempre fui fã dos esportivos da Volks, principalmente os quadrados (GT, GTS e GTi). Quando foi lançado o GTI 16V no fim de 1996 acabei elegendo meu sonho aquele carro arredondado, com a bolha no capô, vermelho e com interior bicolor. Vários anos depois, já perto de tirar carteira, achei um 1997 sem o interior bicolor porém muito inteiro, por R$ 17,900,00, isso em 2005. Meu pai gostou do carro e resolveu comprar, o que seria um ótimo desfecho não fosse a minha mãe proibir de tudo quanto é jeito que isso acontecesse. Vi meu sonho de infância escapando entre meus dedos...
    Revoltado, comecei a economizar para comprar um Puma, nem que fosse um GTE todo destruído. Isso horrorizou meus pais, que temem carro de fibra de vidro por acharem - com razão - que se transforma em um faqueiro da Tramontina em caso de acidente. Tal medo acabou levando meu pai a me dar um GTS 1994, vermelho, que apenas comentei com ele que achei nos classificados (viu MAO, ainda usamos o jornal para isso). Bom, recusar com certeza é algo que jamais faria, como creio que a maioria daqui também.
    Acontece que em uma bela noite, voltando da universidade, na saída de uma curva em "S" e sem estar correndo, perco o controle depois de uma estranha traseirada repentina e acabo capotando, isso sem antes levar um hidrante junto (o laudo do acidente nunca chegou às minhas mãos, nem qualquer conta pela destruição de bem público). Qualquer um que não tivesse apego sentimental ao carro o despacharia direto para o ferro-velho, como vemos com alguns endinheirados que adoram destruir relíquias por aí (pobres Opalas e Mavericks...). Mas não, esse não seria o destino do GTS. Mandei para um lanterneiro que conheço e que trabalha muito bem e lá ele ficou, por quatro longos meses, até sair feito uma Fênix ressurgindo das cinzas. Ainda fiquei algum tempo acertando detalhes, a medida que entrava dinheiro em caixa (a ressurreição dele zerou minhas economias de estudante).
    Hoje já não possui mais a mesma mecânica, é um 1.9 de R/L melhorada, cabeçote refeito em banco de fluxo e dupla de Solex C40. Torná-lo uma relíquia de garagem não seria certo, então o melhor foi deixá-lo mais forte, como ele merece.
    Quanto ao GTI 16V, ainda tenho as fotos daquele que estava a venda aqui, mas hoje o que procuro desse modelo é outra coisa: ainda colocarei um AP 2.0 16V todo preparado, juntamente com o câmbio CNX, no GTS. Ele merece.

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  23. A do Goose era uma KZ 1000. Essa é até facil de encontrar aqui em SP.

    No google, chama por Toecutter para vc ver...tem até réplica da moto dele para vender....sensacional.
    Com a carenagem, adesivos MFP....

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  24. Texto fantastico me identifiquei muito com ele, e com 10 anos a menos que voce, ainda pretendo fazer muitas loucuras.

    Grande abraco.

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  25. MAO, jà combinei com o pessoal e queremos lhe ofrecer um churrasco ou coisa parecida no ultimo quiosque decente da Boa Viagem quando retornar a Niteroi. Com direito a Opalas e outras cadeiras eletricas. É só avisar. Ah, e la no blog tenho algumas postagens sobre Niteroi, é só dar um busca. Tu vai gostar!
    www.carrosantigos.wordpress.com
    No aguardo do amigo, Nik.

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  26. MAO,

    Como já disseram por aqui, és mesmo um poeta! Sensacional este post.

    Também tive um "causo" com Opala SS, também um quase primeiro carro... No meu caso, tudo ocorreu em 1997, com um SS4 branco, 1977. O valor do carro era R$2500 (bem razoável), único dono, com várias marcas de uso (a pátina, como bem disse o Felipe Bitu tempos atrás), mas inteiramente original em todos os detalhes. Só comecei a pensar em comprar carro porque mudei de emprego e tinha algum para gastar. Mas, como não dava para financiar devido ao ano do carro, não pude comprar.

    Porém, realizei meu sonho de ter um "seis canecos" em 2000, quando comprei meu Caravan 1988 e convivi com o dito cujo por bons 9 anos. Agora falta o Opaloito ou Caravoito...

    Abraço!

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  27. Vários carros me escaparam na vida, mas tem um que dói até hoje só de lembrar: um sedan Mercedes 230S 1967, preto com estofamento em MBtex vermelho. Isso lá por volta de 1975, quando o carro custava menos que um Chevette do ano.

    E escapou pelo mesmo motivo que o seu Opala SS, MAO: o pátrio poder vetou.

    Moral da história: comprei um Chevette e sou o feliz proprietário dele até hoje. Mas a lembrança daquele Mercedes continua me assombrando...

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  28. MAO,
    sou mais um a te parabenizar pelo dom da escrita. Todos nós entusiastas que temos um tempinho para dar uma olhada nos classificados, choramos pelas pérolas que perdemos.

    Mas, amigo, isto nao aconteceu somente no passado, está acontecendo agora. Sim, aqueles carros que ninguém dá nada hoje, podem se tornar aquele classico do futuro.
    Po, lembro-me como se fosse hoje quando uma amiga minha ganhou um gol gt 86 inteirasso. Foi em 94. Ela ficou chateada por ser um carrinho velho. Quanto vale um desse hoje...

    Quando fiz 18, em 93, meus pais se dispuseram a dar-me um carro, cujo valor náo poderia ultrapassar 5000 doletas. Naquela época um Charger absurdamente inteiro valia uns 8, um SM uns 5, 6... Um charger bom era 3 contos.

    Mas não choro. Náo temos bola de cristal para saber aquilo que se tornará a nossa paixáo, o nosso amor platonico.

    MAO, voce faz as decisoes baseadas no hoje, não pensando no clássico do futuro. Então, cara, nada de pensar daqui a dez anos que voce comprou um Focus e que não valerá nada e ficar com a dor de cotovelo de não ter comprado uma C 43 AMG 98, que será um puta dum clássico no futuro. O que te serve HOJE é o Focus, e é o que sua realidade te permite.

    Eu me torturava, pensando hoje no que deveria ter comprado a 15, 20 anos. Em 98, comprei um omega gls 94, que hoje náo vale quase nada. Poderia ter comprado um GTI 16 v, como disse um colega acima, e que hoje vale uma grana. Náo me arrependo. Valeu desfilar e curtir a banheirona. Quanto bem estar aquele carro me proporcionou naquele remoto presente.

    Abraço

    Lucas crf

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  29. MAO, como de costume, ótimo texto. Isso me lembra de dois carros que me escaparam das mãos, uma Marajó 1.6/S com câmbio automático (raridade dupla, Marajó e cambio automático) e um impecável Verona GLX 1991 1.8, a união do melhor de dois mundos, acabamento Ford e mecânica VW (se não me engano, naquela época ainda não era o câmbio argentino, era o importado do Golf mesmo). Mas fazer o quê, infelizmente algumas coisas não são para acontecer...

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  30. Eu sempre fui de curtir mais o meu... A idéia pode parecer sem graça, mas sei lá...

    MAO, sem palavras! Fantástico post, fiquei na pilha de sair pra um rolê de Opala... agora! só se for agora! hehehe...

    ããã... desculpe mas quem aqui está closer to the heart?

    Algo ficou combinado entre os autoentusiastas para amanhã?

    Abraços

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  31. 1975 ,eu era um pivetao de 18 anos e comprei um opala 4100 4pts,3 marchas,que rapidinho virou um 4pts banco separado e cambio de 3 marchas no assoalho que andava mais que os 4 marchas haja visto a relacao da segunda era muito mais longa e conseguia esticar o bixo mais que os 4 marchas
    pra subir a serra era cabeceira mas pra descer era lambido pelos passats ae 1974 e 1975 que vinham de petro pra nos desafiar no belvedere
    hoje com 52anos passo o maior cagaco com o meu filho de 18 quando sai a noite,o melhor calmante e o chaveiro na fechadura,mas eu nao vejo a hora de cair na br040 sete lagoas a bh numa 2002 chucrutada com um powertech 2.2
    sua estoria foi uma baita terapia,salvei 300 da sessao da semana
    parabens
    jose carlos
    sete lagoas

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  32. Quando li sobre comprar a moto em sociedade, lembrei que no final dos anos 70 eu e mais dois amigos fizemos isso uma vez, só que era uma sociedade com três motos; uma Turuna, uma CG e uma TX 500, depois substituida por uma 7 galo maravilhosa. Era uma forma de todos andarem de moto, e terem uma moto respeitável, que sozinhos não podíamos comprar. Trocávamos toda semana e a sociedade funcionava muito bem. Só foi um pouco chato quando um dos sócios quebrou o velocímetro da 7 galo, travado em 170 por hora.

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  33. FANTÁÁÁSTICOOOO!!!!

    Nossa, arrepiei junto no SWOORRRRSHHHH!!! hehehhe...

    É, cresci dentro carros da GM tbm!!! Monzas, Chevettes...mas, hoje caço meu opala cupê que nem louco!!! ...

    Muito bem detalhado este post, digno de um AUTOENTUSIASTA!!! PARABÉNS MAO!!!

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  34. FANTÁÁÁSTICOOOO!!!!

    Nossa, arrepiei junto no SWOORRRRSHHHH!!! hehehhe...

    É, cresci dentro carros da GM tbm!!! Monzas, Chevettes...mas, hoje caço meu opala cupê que nem louco!!! ...

    Muito bem detalhado este post, digno de um AUTOENTUSIASTA!!! PARABÉNS MAO!!!

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  35. Douglas Studzinski

    Ah, se eu tivesse comprado meu tempra... ou àquela RD 350... ou então uma CB 400 certa vez...

    Grande Post!

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  36. Douglas Studzinski

    Ah, se eu tivesse comprado meu tempra... ou àquela RD 350... ou então uma CB 400 certa vez...

    Grande Post!

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  37. Francisco V.G.08/10/10 19:12

    Belo post, falar mais é redundar o que os outros já disseram. Aguardo mais posts, sobretudo o do Celta.

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  38. Grande MAO,belissimo post.

    Eu aki com 17 anos recém completados(fiz 17 ontem dia 8),esperando anciosamente segunda-feira chegar para fazer um consorcio de uma moto,que virara um Opala SS6.
    E por incrivel que pareça eu e meus amigos temos um plano de todos comprarem uma moto e ir pra praia,sem rumo e sem destino.
    Incrivel como 23 anos depois tenho o mesmo sonho que vc,só espero não ter o mesmo fim capotando 325 vezes kkkkk.

    Abraço Paulo Mopar

    Ps:Vcs devem estar estranhando Mopar,falando de GM,meus planos são de comprar um Opala 6 primeiro,que é muitoooo mais barato que um Dodge e depois,ai sim,realizar meu sonho de comprar um Mopar

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  39. Rapaziada!

    Ontem no Morumbi, todos os autoentusiastas presentes perceberam um momento especial do show, o nosso momento!!! hehehe

    http://www.youtube.com/watch?v=qAB6Px6a6Ik&feature=related

    E venha me aparecer aquele babaca falando que o Rush é chato de novo, que ele vai ver pra onde eu vou mandá-lo! hehehe

    Abs

    ...e que show rapaziada, que show!!!

    MAO, desculpe-me por utilizar o seu post para falar do show, mas este link vale a pena!

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  40. MAO!

    Eu fiquei triste por você mais pela Z1300 que pelo Opala.

    Até achei um SS a venda aqui na região, porém não vale tudo isso nem a pau.
    http://www.carrosnaserra.com.br/index.php?conteudo=anuncio&id_anuncio=270282

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  41. Sou um pouco mais novo, mas já deixei escapar um Omega com o motor alemão e dois Mareas Turbo.
    Hoje eu faço esforço para gostar de um carro 0km, tudo está tão sem graça e muito caro.

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  42. Parabéns pelo blog. Lendo seu post fiquei familiarizado, mas minha história se passou no ano passado. Não acreditava no que meus olhos viam. Ele estava lá, pronto para me receber, com sua velha placa amarela. Um verdadeiro puro sangue nacional, cor vermelho fórmula, incitando a velocidade e potência embaixo do capu. Sim amigos, um SS74 esquecido na garagem. Voltará ao seu explendor em 2011, exatamente 37 anos após ter nascido. Vai o link do post do blog onde a foto dele está publicado http://carrosinuteis.wordpress.com/2010/05/22/gm-opala-16/ NÃO ESTÄ A VENDA.

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  43. Parabéns Sérgio!!!
    Com certeza vc foi privilegiado com esta oportunidade... pra poucos heim! carro de garagem!
    Ainda vou encontrar a minha...
    Outro dia vi um japonês no posto de gasolina com uma Volvo 850 zeraaada... tenho certeza que ele pegou uma boiada... carro encostado e talz...
    abs e boa sorte com a viatura!

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  44. Obrigado Fábio, vou restaurá-lo e com certeza você ainda vai vê-lo por aí algum dia nos encontros de antigos. Abraços!

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