O PRIMEIRO FUSCA

Foto: Arquivo do autor


O primeiro Fusca lá de casa. Lembro-me como se fosse hoje quando chegou, verde-claro, 1953, já de vidro traseiro oval. Era um final de tarde de maio, eu só faria 11 anos em novembro.

Na foto, na frente da nossa casa, na Gávea, atrás do Fusca está o outro carro da família, o Oldsmobile 88 1950, que já havia sido pintado, de branco (será que veio daí a minha preferência por essa cor?). A cor original era azul marinho e foi impressionante como queimou, ficou opaca.

O motor do Fusca era bem fraco, apenas 25 cv a 3.300 rpm, 1.131 cm³. Velocidade máxima, 100 km/h, só que permanente, podia-se andar o dia inteiro de pé embaixo, coisa que os concorrentes não eram muito aptos a fazer. A primeira marcha não era sincronizada, mas papai sabia fazer a operação de dupla-embreagem e engrenava a primeira com o carro em movimento sem nenhum problema. O melhor foi que ensinou a técnica a mm e ao meu irmão.

Os tubos cromados vistos no para-choque (tinha atrás também) eram acessório essencial naquele tempo de reinado de carros americanos de para-choque mais altos que o do Fusca. Havia outro acessório no nosso carro, a maçaneta giratória da tampa do motor com fechadura. E um terceiro item que era simplesmente da babar, a caixa de ferramentas circular Hazet que se encaixa na roda do estepe como uma capota. Hoje é um item cobicado mas já há boas réplicas feitas na China. Veja como era (não é o nosso carro):

A caixa de ferramentas Hazet encaixava-se no estepe (foto : Renato Bellote)

O carro passou por uma campanha de serviço e não era item de segurança: o coletor de admissão tinha um sistema de aquecimento por meio dos gases de escapamento que consistia de um tubojunto a ele por onde circulavam os gases queimados, em que o aquecimento da mistura ar-combustível feito por contato de um tubo em outro. Acontece que tanto um tubo quanto o outro furavam em pouco tempo e sendo a pressão do coletor negativa, gases queimados eram admitidos ao motor. A perda de potência era sensível.

Era como se houversse um grande sistema de recirculação dos gases de escapamento (EGR, exhaust gas recirculation) que é aplicado aos motores para diluir a mistura ar-combustível e, com isso, baixar a temperatura de combustão para menos emissão de óxidos de nitrogênio.

A Volkswagen fazia a troca em garantia e a operação toda não levava mais que uma hora. Ficava-se assistindo esse e outros serviços na concessionária Rio Motor, no Rio de Janeiro, através de uma divisória de vidro, sentados às meses à disposição dos clientes. Bons tempos! Era incrível a visão de todos aqueles Fuscas no elevadores, novidade então.

Andar no Fusca era diversão pura. É preciso pensar no contraste que era estar a bordo do pequeno carro de motor traseiro em meio à maioria de carros americanos e bem poucos europeus – asiático, nem pensar!

O rodar era firme, percebia-se qualidade de fabricação ímpar, a suspenão absorvia com maestria as irregularidades e as ruas de paralelepípedos. O som do carro como um todo era diferente de tudo o que existia, era agradável, sobretudo.

Era incrível para todos nós um carro cujo sistema de arrefecimento era ar, o que o tornava único. Não tinha que pôr água nunca! Alemães que trabalhavem na Rio Motor contaram-nos que esse sistema fora usado com sucesso na guerra  que terminara não fazia dez anos. Era ideal para o deserto...

Nesse começo eram tão poucos Fuscas que havia um espírito de camaradagem entre seus donos: ao se cruzarem dois Volkswagen, piscavam-se os faróis.

Dá saudade.

BS

57 comentários :

  1. Bob

    E tem gente que não gosta.

    FB

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  2. Bob, foto e história muito bonitas... Permite que eu a use no http://antigosverdeamarelo.blogspot.com/ mais pra frente? Você contou de quando ele chegou, e depois? quando foi embora? e o Olds?

    Grande abraço,
    guilhermedicin@hotmail.com

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  3. Esse "espírito de camaradagem" existe ainda hoje, com os proprietários de Land Rover Defender.

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  4. O carro mais querido de todos os tempos.

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  5. Guilherme da Costa Gomes
    Sim, pode usar foto e texto, apenas mencione o AUTOentusiastas como fonte. O Fusca 53 foi trocado dois anos depois por um 55, já de motor 1200/30 cv. O Oldsmobile foi vendido em 1955.

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  6. Francisco V.G.09/10/10 10:59

    Adorei o post, das coisas que mais me dá gosto de ler. Tenho uma fixação pelos anos 50, não consigo explicar o por quê. Adoro as fotos, as paisagens - como eram - e sinto uma saudade de um tempo que não vivi - sou dos 60. Dá para entender? E aquela caixa de ferramentas...
    Bob, escreva logo o seu livro, por favor.
    FVG

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  7. Agnóstico09/10/10 11:02

    Que essa foto é antiga, não nego.

    Foi tirada em Brasília em pleno carnaval de 1984!!!!

    A placa do carro não mente!!!

    Olha um folião lá atrás!!!!

    Agnóstico

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  8. Este comentário foi removido pelo autor.

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  9. E vc sabe o mais interessante Bob?? Meu sogro é mecanico especializado em Vws a ar a mais de 35 anos e é engraçado que o numero de clientes dele na oficina triplicou este anos por causa da inspeção da Controlar, ocorre que o pessoal leva os Fuscas nas oficinas e não conseguem aprová-lo na inspeção, qdo recorrem ao meu sogro descobrem que o carro não passa na inspeção pois este cano responsável em aquecer a mistura encontra-se entupido, resumo da ópera, o pessoal está gastando tubos de dinheiro em mecãnicos inexperientes neste tipo de mecânica e meu sogro em poucos minutos descobriu o problema de tantas reprovações, coisa que só quem é das antigas conhecem, e viva o bom e velho VW a ar ;-)

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  10. O Francisco V.G. tirou cada palavra da minha boca, inclusive a expressão "saudade de um tempo que não vivi". Sou de 64, mas tenho absoluto fascínio pelos 50. Uma coisa que me acontece e que juro, chega a me angustiar, é não poder realizar uma fantasia doida que tenho, que é a de ao ver uma foto como esta que o Bob postou, "mergulhar" nela, e estar "lá", naqueles tempos. Imagino que lugar tranqüilo devia ser a Gávea nos anos 50! Aliás, Bob, que rua é esta em que você morava? Presumo que a casa não exista mais, certo?

    Mr. Car.

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  11. Passarini,
    Que incrível! Parabéns ao seu sogro!

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  12. Mr. Car,
    Não só a casa está lá, a n° 40 da rua Piratininga, como a rua praticamente não mudou, está com o mesmo visual e construções, e o mesmo calçamento de paralelepípedos, isto sim uma coisa incrível. Era mesmo um lugar perfeito para se morar e até 1954 era realizada anualmente a corrida no Circuito da Gávea, que passava na rua Marquês de São Vicente a 100 metros da nossa casa. Vi várias corridas. É de dar saudade mesmo.

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  13. Arnaldo Keller09/10/10 12:49

    Bob,

    fale do cheiro dos Fuscas novos. Aquele cheirinho era demais!
    E a direção levinha? Qual outro carro tinha volante tão leve? nenhum.

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  14. Daniel Shimomoto09/10/10 13:00

    Bob;

    Emociante o seu relato. Me faz lembrar o meu pai contando dom 52/53 vidro traseiro dividido que minha avó dirigia.

    Acredito que todo mundo hoje nascido na década de 70 e mesmo no inicio da 80 tenha alguma historia com o Fusca!

    Um abrqaco

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  15. Engraçado que hoje esse espírito de camaradagem entre os proprietários de Fusca está voltando, o carro está se tornando objeto de culto, apesar de alguns não entenderem o espírito da coisa e encherem ele de modernismos, rebaixar suspensões, essas coisas, ele ainda é um carro que atende perfeitamente a mais básica função de um automóvel, levar você do ponto A até o ponto B, sem frescuras e com uma confiabilidade a toda prova.

    O meu 76 vai entrar de novo na funilaria, pois o cabeçote da suspensão foi pro vinagre, mas também, até trilha na Bocaina ele pegou esse ano, tem que dar um crédito pro carrinho, de resto nem lâmpada ele queima, um grande companheiro.

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  16. Muito bom o post. Adoro fuscas e hoje tenho um Itamar 94 e um MP Lafer TI 79. Passar na inspeção com o 94 foi uma batalha; tive que montar um kit inspeção, com catalisador, respiro, filtros de ar etc. No MP, vou por placa preta, para ficar livre disso.

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  17. Passarini,

    Seu sogro tem uma oficina? Gostaria de saber o endereço, pois sempre é bom falar com quem conhece fusca.

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  18. Que bom relembrar o fusca só quem teve um na época sabe bem disto, ele é diferente de tudo, aquele parabrisas colado na cara, o painel de aço, é muito diferente de qualquer outro carro!

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  19. Mestre Bob, o que é dupla embreagem? Quem sabe você não arranja um Fusquinha desses pra fazer mais um vídeo com essas técnicas...

    Abraços
    Ruivo

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  20. Rafael Ruivo
    Quando a marcha não é sincronizada, caso da primeira do Fusca 53, é preciso que o motorista faça ele mesmo a sincronzação. Isso consiste em embrear (pisar no pedal), tirar da segunda, pôr em ponto-morto, desembrear (tirar o pé do pedal), acelerar, embrear de novo e engatar a primeira. Note que o pedal de embreagem foi apertado duas vezes, uma para tirar da segunda, outra para engatar a primeira, daí "dupla-embreagem". Antes que você pergunte, o quanto se acelera é a rotação que o motor vai estar em primeira. Isso se faz de ouvido mas também tem cálculo. No caso do 53, a relação de primeira é 3,60:1 e a de segunda, 1,88:1. Portanto, a razão entre essas duas relações é 3,60 / 1,88 = 1,91. Agora é só saber a que rotação o motor está em segunda (conta-giros é bom por isso também!) e acelerar para rpm no momento x 1,91. Se, por exemplo, você está a 1.500 rpm em segunda, em primeira estaria a 2.000 x 1,91 = 2.865 rpm. É para quanto o motor deve ser acelerado. Nesse instante embrea-se e engata-se a primeira, o que ocorre perfeitamente bem. Tudo parece mais complicado do que é na realidade. Essa aceleração é breve e se chama aceleração interina ou intermediária. Vários carros hoje têm essa aceleração interina automática, caso dos câmbios Dualogic Fiat, ASG VW e Easytronic Chevrolet. Mas não é para sincronizar, pois os câmbios o são, e sim para o engate de redução se dar sem trancos, importante até para a segurança, em especial com piso molhado. Mas tudo isso merece um post dedicado e farei isso oportunamente.

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  21. Daniel Shimomoto,
    Certamente que há histórias, pois o Fusca foi o carro que motorizou verdadeiramente o Brasil a partir de 1950 e indo com força até 1980, como o Ford modelo T nas décadas de 1919 e 1920 nos Estados Unidos.

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  22. Bela história. Sempre que leio coisas sobre décadas passadas imagino como tudo era bem diferente.

    E olha que eu nem gosto de Fusca.

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  23. Arnaldo Keller,
    Aquele cheiro interno -- lembro dele até hoje. Era algo doce inexplicavelmente doce! Os materiais deixavam transparecer uma qualidade de carro de segmento superior. Aquela porta dura de fechar de tão bem vedado que era o carro (a porta fechar-se-ia mais facilmente com a introdução da ventilação interna dinâmica em 1974). A direção, sim, era leve, mesmo com uma relação baixa, 14,4:1, 2,4 voltas entre batentes, graças aos finos pneus diagonais 5,60-15 e ao peso em ordem de marcha de apenas 740 kg, dos quais 40% aproximadamente eram na frente.

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  24. João Gabriel Porto Bernardes09/10/10 18:04

    Bob,muito legal esse texto,ainda outro dia vi um Santana branco e lembrei que essa cor só saiu no Santana graças a uma sugestão sua a Volks...

    Vi também que no texto você cita que o Olds 88 foi pintado de branco,naquela época não havia a burocracia que há hoje para trocar a cor de um carro?

    Abraços!!

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  25. Agnóstico
    Como assim, foto em Brasília? Essa foi feita sete anos antes da inauguração da nova capital!

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  26. Bob,

    Não sei se você e os amigos autoentusiastas conhecem a ferramenta nova do Google Maps que é o Street View. Com ele é possível passear virtualmente pelas ruas de SP, RJ, BH e mais algumas, apenas arrastando o bonequinho amarelo para o endereço previamente selecionado. Aí é só curtir, conhecer e relembrar lugares marcantes.

    Tomo a liberdade de postar o link do endereço citado por você:

    http://www.google.com/maps?f=q&source=s_q&hl=pt-BR&q=R.+Piratininga,+40+-+G%C3%A1vea,+Rio+de+Janeiro,+22451-130,+Brasil&sll=37.0625,-95.677068&sspn=34.259599,79.013672&ie=UTF8&cd=1&geocode=FRZbof4d0kZs_Q&split=0&hq=&hnear=R.+Piratininga,+40+-+G%C3%A1vea,+Rio+de+Janeiro,+22451-130,+Brasil&ll=-22.97973,-43.23575&spn=0.00486,0.009645&z=17&layer=c&cbll=-22.979788,-43.235689&panoid=u3x2-xBHrIHwerNz1qJmkw&cbp=12,29.32,,0,1.77

    Quanto ao relato. Impar como de costume. Também tenho fascínio pelos tempos antigos, que não vivi e do que vivi (sou da década de 70).

    Abs

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  27. Olá Bob Sharp.
    Tenho acompanhado sua coluna aquí e na revista que vc também participa, esta direcionada aos Vws, e sempre admiro seus bons conselhos. Tenho um Vw 54 oval, tive muita dificuldade de passar na inspeção, foi reprovado duas vezez no Hcc 700, um valôr que é o mesmo de meu outro veículo Fiat ano 2002, achei um absurdo...Só solucionei com um mecânico que levou o Vw "arrastando" literalmente, pasra a inspeção.
    Mas o real motivo de meu comentário é a admiração de surpresa ao ver o seu antigo Vw oval window e em especial o detalhe dos reforços tubulares de para-choque, que andam chamando de "puleiro", eu tenho um blog dedicado a Vw vintage e nesta pagina fiz uma postagem a este tipo de acessório antigo:http://fuscaclassic.blogspot.com/2010/08/podemos-observar-o-incomum-acessorio-de.html, se tiver oportunidade dê uma passada por lá ,e aproveito para solicitar a permissão de postar sua foto, com os devidos créditos de origem do "Autoentusiastas". E a propósito a marca da caixa é Hazet que esta no Vw oval do amigo A. Gromow, quando este modelo era destinado especificamente a Vws tinha o logotivo VW na tampa, mas para o Porsche vinha com a marca escrita Hazet na tampa e os modelos chineses são imitações que se itilizadas certamente quebram por não possuir qualidade nenhuma, que é um caracteristica marcante.
    Desde já o meu sincero obrigado por nos proporcionar um leitura agradavel.
    Dario Faria

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  28. Daniel Shimomoto09/10/10 20:17

    Bob;

    Minha infancia eu passei vendo o Fusca 75 da minha mãe, a Brasilias que minha aveo teve e a Variant II que meu tio me levava sempre para andar...

    Meu avô, vendo o amor que eu tenho no Fusca me deu um 1983, que tive o capricho de reformar inteirinho deixando-o original (exceto o motor que eu apimentei um pouco).

    Minha sogra...Embora ela não fale, ela sempre demonstra um carinho especial quando lembra da Variant 73 que ela possuiu e dirigiu por mais de 20 anos...desde quando fora comprado pelo pai dela. Depois da Variant, veio o Corsa, carro que ela possui até hoje, gosta, está satisfeita, mas ela sempre se refere ao Corsa chamando-o de "Variant".

    A linha 'a ar' da VW marcou a vida e a mente de gerações e gerações de pessoas

    Um abraço

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  29. Marcio Muschiaccio
    Puxa, eu já conhecia o Street View mas não sabia que já haviam passado pela rua onde morei. Obrigadão mesmo.
    Veja nesse link exatamente a casa onde morei de 1946 a 1970:
    http://www.google.com/maps?f=q&source=s_q&hl=pt-BR&q=R.+Piratininga,+40+-+G%C3%A1vea,+Rio+de+Janeiro,+22451-130,+Brasil&sll=37.0625,-95.677068&sspn=34.259599,79.013672&ie=UTF8&cd=1&geocode=FRZbof4d0kZs_Q&split=0&hq=&hnear=R.+Piratininga,+40+-+G%C3%A1vea,+Rio+de+Janeiro,+22451-130,+Brasil&layer=c&cbll=-22.979657,-43.235833&panoid=tS8yQ9PmR2tALzIwKHNj_A&cbp=12,33.78,,0,-4.85&ll=-22.979572,-43.235922&spn=0.036902,0.055189&z=14
    Depois me mudei com minha primeira mulher para um prédio de apartamentos no número 70 da mesma rua, até vir para São Paulo, já divorciado, em 1978.

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  30. Daniel Shimomoto
    E como marcou. Começou com meu pai tendo uma admiração especial por Heinz Nordhoff, que conduziu a fábrica Volkswagen de 1948 a 1968. Aqueles primeiros anos do Fusca foram realmente notáveis. Tivemos uma Kombi 55 que era fantástica, que carro bom! Já era 1200!

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  31. Mister Fórmula Finesse09/10/10 20:56

    Quem será que não têm gostosas histórias a contar sobre o fusca?...principalmente dos que se formaram motoristas a pelo menos vinte anos.

    O retorno do pedal da embreagem, os comutadores da ventilação, a alavanca de câmbio que parecia quebrada de tão fácil de operar...várias e felizes lembranças.

    Carro é legal por isso também, sua "temporalidade"....

    Abraço Bob!

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  32. A família VW a ar realmente deixa boas lembranças em todos que tiveram esses carros. O último carro de minha finada avó paterna foi uma Variant 1976 branca de ótimas lembranças, seja da galhardia com que ela enfrentava a geografia acidentada de Poços de Caldas (onde ela morava) até as viagens de lá para Santo André comigo ao volante, já que por causa do coração o médico a liberava para o trânsito urbano mas não para a estrada.

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  33. Bob,
    Legal que curtiu. Já achava fascinante esse recurso do GSW nos EUA. Agora aqui no Brasil, podemos ver lugares que vivemos, que por ventura temos que ir e em especial para você, exemplificar de forma mais plena ainda situações e lugares que nossas formidáveis companhias de trânsito fazem país afora.
    Essa rua que morou realmente parece atípca dos grande centros urbanos como Rio e SP. Não a toa ficou até 78.

    abs



    abs!

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  34. Nem me fale em Kombi. Meu sonho é ter uma. Abro mão do meu carro pra ter minha Kombi corujinha. Aprendi a dirigir em uma 74 branca.

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  35. Fantástico você ter a foto Bob, isso é ótimo para o espírito. Perdi as contas de quantas vezes procurei por fotos dos carros de casa, e nunca encontrei.

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  36. Obrigado Bob, ele é uma pessoa mto especial ;-)

    Nrporto, com certeza eu posso te passar o endereço, a oficina fica perto da Av. Salim Maluf na zona leste de SP, caso vc tenha interesse em bater um papo com ele eu te passo o contato via e-mail, a oficina está equipada com analisador de gases e com certeza ele resolverá seu problema.

    Meu e-mail é: fpassarinijr@yahoo.com.br

    Abraços e boa sorte

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  37. Nao gosto...amo esses carros...tenho 2 na garagem, sendo um 1964 e um 1994.
    O 64 azul e bem famoso em Interlagos....e campeao do torneio de regularidade do Jan Balder.

    Espetacular o carrinho, com mais de 80 voltas no templo virado no pau...

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  38. Cresci dentro dos fuscas da minha família de modo que é nostálgico e muito praseroso estar dentro de um deles, hoje em dia e fruir das sensações . . .
    Muitas saudades de coisas boas da infância!
    Você menciona, Bob , outro carro no seu post, que me parece merecedor de um texto exclusivo: o Olds 88. Carro fantástico, feito para singrar autoestradas em alta.
    Você tem lembranças dele ?
    por favor, compartilhe conosco!
    AAM

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  39. Cadê o guardinha ? Os dois carros da foto estavam sobre a calçada, com duas rodas...

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  40. Uma foto dessa, sempre vai nos emocionar.
    O Fusca "Split" (vidros traseiros divididos) foi fabricado até 19 de Março de 1953, quando saiu esse modelo da foto, o "oval".
    Tremendo charme.
    Nós que fazemos parte da geração Fusca, sempre temos boas histórias vividas a bordo desses carrinhos.
    Nele aprendemos a gostar de automóvel, aprendemos a dirigir,
    tivemos as primeiras noções de mecanica.
    Com ele fomos para as pistas, fizemos ralys, passeamos muito, viajamos e tambem dentro dele, "namoramos" bastante.
    Nunca mais vamos ter um carro com uma mecanica tão valente, tão robusta e tão confiavel.
    O Fusca é imortal.
    Parabens Bob, pela linda foto.
    Romeu.

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  41. Ei Bob,

    O termo correto é dupla-debreagem, não dupla-embreagem.

    Afinal, o carro não possui duas embreagens. A operação de pisar e soltar o pedal de embreagem é chamada de debreagem.

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  42. Olá Bob, publiquei a sua foto, veja em http://antigosverdeamarelo.blogspot.com/2010/10/fusca-oval-1953.html

    Obrigado e abraço,
    Guilherme.

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  43. Dario Faria
    Fico contente que tenha gostado. Realmente, lembro-me do logo VW na tampa da caixa de ferramentas Hazet.

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  44. Bussoranga,
    Se a embreagem separa motor do câmbio, o ato de usá-la é embrear. Então, duas separações, dupla-embreagem. Mas as duas formas existem. Mesmo em inglês temos também double clutching e double declutching. Fica mais fácil pensar em embrear = desacoplar e debrear (ou desembrear) = acoplar.

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  45. AAM
    Tenho algumas lembranças do Oldsmobile 88, claro. Depois do Cadillac em 1949 foi o próximo carro americano a ter motor V-8 com válvulas no cabeçote. Tinha 303,7 polegadas cúbicas (4.976 cm³) e 135 cv de potência bruta. Na época era bastante potência. Tinha 3.035 mm de entre-eixos. Pesava 1.683 kg. O motor tinha taxa de compressão alta para os padrões de então, 7,25:1. De vez em quando meu pai comprava gasolina especial em latões de 5 galões (18,9 litros), pois a gasolina de posto tinha octanagem muito baixa. O motor tinha o cognome de Rocket (foguete) e logo passou a ser sinônimo de V-8 com válvulas no cabeçote. Qualquer hora dessas escrevo um post mais completo.

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  46. Anônimo de 11/10, 16:15
    Naquela época era plenamente admitido estacionar dessa maneira, como ocorre hoje em muitas cidades europeias. Questão de espaço.

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  47. Guilherme da Costa Gomes
    Vi lá a foto, legal!

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  48. Grande texto, Bob. Já tivemos um Fusca 74 (1,5 litro) aqui em casa, estava na família desde zero mas, em perfeito estado, foi roubado pelos idos de 2003. Estávamos meu tio e eu quando fomos abordados por três homens armados que vieram (em grande estilo) num Tipo Sedicivalvole e levaram o caricato VW. Até encontramos o carro, apenas a "carcaça", daria para recuperar mas escolhemos vender a carroceria, estavamos muito chateados.
    Você citou no texto sobre elevadores, eles já eram do jeito que conhecemos atualmente? Aproveitando, sugiro um post sobre a criação e evolução desta incrível ferramenta que facilita e muito a vida do mecânico profissional ou hobista.
    Abraço.

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  49. Marlos,
    Vou procurar conhecer a história dos elevadores de serviço para escrever a respeito aqui.

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  50. Bob,

    Lamento contrariá-lo, mas o ato de usar a embreagem se chama debrear, e não embrear.
    Embrear é o ato de untar com breu. Pior que é sério. Cuidado com as generalizações forçadas, a língua portuguesa está abarrotada de exceções e regras não intuitivas.

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  51. Este comentário foi removido pelo autor.

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  52. Bussoranga,
    Léxico não é técnico, alguém já disse. Fico com embrear/desacoplar e desembrear (debrear)/acoplar. Tem lógica. O estado de repouso de uma embreagem é o que corresponde a pressão sobre o disco, a transmitir movimento de uma peça a outra. Acionar a embreagem, ou embrear, é separar item condutor do item conduzido, no caso separar motor da transmissão.
    Mesmo caso de automotivo, que os dicionários aceitam, mas trata-se de falso cognato de automotive, que significa automotriz (como em electromotive force, força eletromotriz). Note que aqui no AE você não vê a palavra automotivo/a, mas automobilístico/a. Mas agradeço seu empenho em me esclarecer, valeu.

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  53. Bob,
    Agora voce levantou uma questão interessante sobre o léxico vs técnico.
    Eu já havia procurado nos meus alfarrábios técnicos a palavra embrear e realmente não a encontrei. Voce descreveu uma derivação que voce mesmo criou. Poderia me indicar outra referência onde tal palavra tenha sido utilizada (e com alguma frequência)?
    Utilizei a referência léxica ao invés da técnica justamente por não ter encontrado nenhuma referência técnica. Mas neste quesito léxico vs técnico voce tem razão. Entretanto, a palavra debrear eu conheço deste 1974, presente nos manuais dos carros Ford (apenas a título de curiosidade).

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  54. Oops, correção: desde, não deste.

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  55. Este post me deu uma vontade de dirigir um Fusca!

    Bob, uma pergunta, estes automatizados nacionais fazem "punta-taco"?

    Pra mim seria uma boa, porque dependendo do carro eu não consigo realizar o movimento com o 44 bico largo aqui... rs*

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  56. Olá, muito legal o post. Estou recomendando no AnimaCliques.

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