TROCA-TROCA

Depois de ler o post de hoje do Alexandre Garcia, no qual ele conta o que aconteceu com o Porsche 944 de um amigo e a solução para o motor original que se quebrou, fiquei pensando como já se trocou motor na históriia do automóvel.

Na foto acima vemos um Escort 1994, que cinco anos antes recebeu motor Volkswagen AP 1800 no lugar do motor Ford CHT 1,6, que na verdade era Renault na produção brasileira do modelo - na Inglaterra tinha motor da marca, Ford legítimo.

Todo mundo, ou quase, sabe que as francesas Renault e Peugeot são arquiinimigas, mas aqui no Brasil deram-se as mãos e durante um bom tempo compartilharam o mesmo motor de 1 litro, no caso motor Renault no Peugeot. Depois esta parou de produzir versão 1-litro, começando com 1,4-L.

Quando Lee Iaccoca assumiu a Chrysler em  1979, lançou dois compactos, o Dodge Omni e o Chrysler Horizon com motor...Volkswagen. Eram motores 827, iguais aos de VW e Audi, porém de cilindrada ligeiramente maior, 1,7 litro. Em vez de 79,5 x 80 mm, 1.588 cm³, tinha curso dos pistões maior, 86,4 mm, ficando com 1.715 cm³. Curiosamente, este mesmo virabrequim era usado no motor Diesel da Kombi, só que o diâmetro dos cilindros era do mesmo motor 1,5-litro do Passat, 76,5 mm. O motor do nosso utilitário a diesel também era de 1.588 cm³.

O troca-troca chegou à VW brasileira quando, por força da associação com a Ford sob a égide da Autolatina, a joint venture que durou sete anos (1987-1994), o Gol recebeu motor Ford (na verdade Renault) de 1 e 1,6 litro. Foi um período estranho, Volkswagen com motor vareteiro (de comando no bloco), não mais com comando de válvulas no cabeçote. Outra curiosidade: o motor Renault tinha rotação de potência máxima mais alta que a do 1,6 Volkswagen: 5.800 contra 5.600 rpm.

Outra troca famosa foi o Saab 96 de motor 3-cilindros 2-tempos passar ao Ford alemão V-4 de 1,5 litro. O Saab, como o DKW, tinha mecanismo de roda-livre no câmbio, uma medida de segurança para o caso de travamento do motor (ocorrência relativamente comum nos motores 2-tempos). Pois o Saab continuou com a roda-livre mesmo tendo agora motor 4-tempos. Pelo menos servia para se passar marchas sem usar a embreagem, como se fazia com o DKW.

O próprio renascimento da marca Audi após a Segunda Guerra Mundial se deu num simples troca de motor: em 1965, o DKW F-102, com motor 3-cilindros de 1.175 cm³, foi substituído por um 4-tempos 1,7-litro de comando no bloco e o carro foi rebatizado Audi 60.

Agora, bem recentemente, a linha Fiat toda, com exceção do Mille e do Stilo, recebeu motor fabricado no âmbito do grupo, pela unidade de negócios FPT, mas que eram motores projetados pela Chrysler para a joint venture dela com a BMW. Antes, em 2000, os Fiat Palio, Siena, Weekend, Strada  e depois o Doblò receberam motor Opel/Chevrolet 1,8-litro.

O próprio MINI, que usou motor dessa fábrica (a Tritec) de 2001 a 2005, passou a motor de desenho próprio, da dona BMW, fabricado pela Peugeot.

Os mais velhos certamente se lembram da categoria Mecânica Nacional de carros de corrida monopostos que tiveram um bom momento na segunda metade dos anos 1950. Eram Ferraris ou Maseratis Fórmula 1 com motor de Corvette, portanto mais um caso de troca de motor.

Quando eu e sócios tínhamos uma concessionária Volkswagen, no Rio de Janeiro, um deles tinha um Puma GT, o de motor DKW, e resolveu trocar o motor por um de Corcel 1,4 (Renault, lembre-se). Não foi difícil e o resultado foi muito bom. A potência passou de 44 para 56 cv.

A história vai longe, como o Romi-Isetta deixando motor 2-tempos Iso em favor de um BMW 4-tempos e o jipe Toyota Bandeirante abandonando o motor seis-cilindros a gasolina e passando ao Mercedes-Benz Diesel.

Certamente há mais casos. Vamos deixar a memória trabalhando. Aparecendo mais troca-troca, eu conto.

BS

33 comentários :

  1. Até hoje escuto pessoas chingando a Autolatina.

    Bob, sabe me dizer se o motor 1.6 Sevel (o motor argentino) era realmente da Fiat ou da Peugeot? E o motor do Uno Turbo de 1994?

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    Respostas
    1. Uma Parceria de engenharia das duas marcas criou o SEVEL.

      e Tanto a Linha Uno S,CS, 1.5 e 1.6 R1.5 R1.6 R1.6 MPI e Uno Turbo 1.4 usam da mesma arquitetura de motor.. (PS: existem Unos CS e S 1.5 com o motor 1.5 FIASA (dito nacional).

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  2. Maverick com motor do Aero Willys, Opel Rekord (leia-se Opala) com motores vareteiros Chevrolet, Rover 3.5 V8 com motor Buick...teve até um protótipo do Austin Healey com motor Rolls Royce.

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  3. Marcelo, o motor 1.6 Sevel e o 1.4 importado da Itália que equipava o Uno Turbo são ambos variações de um mesmo bloco legitimamente Fiat: o Lampredi.
    Aliás, um dos grandes baratos da Sevel foi justamente respeitar a individualidade das marcas. Nunca um Fiat teve motor Peugeot e o oposto também é verdadeiro. E, claro, nunca houve projeto compartilhado na joint-venture argentina.

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  4. Certa vez, descendo a Rio - Manilha, época pré-radares, estava eu tranquilamente a uns 150km/h no velocímetro do meu antigo Monza hatch 1.8. Luz piscando no retrovisor, vou para direita e me passa um garboso GORDINI com um ronco belíssimo e rotações dentro do normal... Assim que ele parou num posto, parei eu junto para a inquisição! Motor CHT do XR3 turbinado, suspensões e freios redimensionados e mais um apaixonado naquela belíssima blasfêmia!!! E com uma simples evolução do seu motorzinho de geladeira original.
    Atualmente essa mesma besta aumentou os dentes pois o ví num encontro aqui do Rio com um motorzinho de Golf GTI...

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  5. Paulo Levi
    Isso!Ótimos exemplos. Teve também o Jeep/Rural/Pick-up Willlys com motor Ford OHC 2,3 em 1975.

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  6. Bacana o post, Bob.

    O que motiva as grandes empresas neste troca-troca de motores?

    Troca de tecnologia não deve ser, pois tomemos por exemplo a VW que "emprestou" o CHT da Ford. De certo a tecnologia dos AP era mais avançada que o AP, apesar do motor francês ser bastante robusto tmb.

    Usar o AP nos já defasados Del Rey/Belina/Pampa não foi a melhor jogada da Ford, IMHO.

    Seria mesmo pelo fato da versão 1.0, na época?!?

    Alguém pode me dar uma luz?

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  7. Bob,

    Me permite fazer uma correção?
    Motor CHT nunca teve rotação de potência máxima a 5800rpm.
    As versões convencionais do CHT (lembrando-se que por CHT define-se motores fabricados a partir de 1983) têm potência máxima entre 5200rpm e 5400rpm (dependendo do ano de fabricação), e somente o CHT Formula (Escort XR3 1.6) tem potência máxima a 5600rpm (85CV).
    Eu obtive estes dados diretamente dos manuais de vários carros da Ford década de 80 e 90.

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  8. Bob,

    Se o Tritec é um projeto da Chrysler e foi modificado pela Fiat para virar o EtorQ, então podemos dizer que este seria o primeiro motor Fiat-Chrysler?

    E já que falaram da Autolatina, é engraçado como alguns motores simplesmente não casam com determinados modelos. Os AP deram um baita trabalho nos Ford. Assim como o MWM 2.8 da S10 não deu certo nos Nissan.

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  9. O Bussoranga tá certo . .

    Interessante é que os números do XR3 Fórmula são exatamente os mesmos do motorzinho renault(azulzinho) do corcel até 83 .. Torque máx. a 4000 RPM e potência máxima a 5600

    Para um motor varetado é bastante giro !!!

    Já na versão a àlcool dos renault antigos que têm outra graduação de comando, os valores são: 2800 de torque máximo e 4800 de potência máxima com a estupendos 66 cavalos . .

    Sei disso porque estou montando um Renozinho a alcool original com o comando da versão a gasolina dentre algumas outras melhorias . .

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  10. Sei que o motor AP dava muito trabalho na Pampa, porque o capô tinha a dobradiça na frente. Trocar a correia só arrancando o capô...
    Falando em motor VW equipando um Chrysler, o contrário "meio" que já aconteceu também: lembro de ter lido que a VW comprou as fábricas da Dodge aqui na AL, e na Argentina o nosso Polara (que era na verdade um Hillman Avenger) foi vendido como VW 1500. Alguém sabe qual a origem do motor que equipava esse carro? Chrysler imagino que não fosse...

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  11. Daniel SHIMOMOTO08/09/10 14:07

    Bob;

    Esse troca troca me faz lembrar o caso dos motores diesel que deveriam se chamar "multiuso"

    - MWM Sprint 6.07 - Silverado e F-250
    - MWM Sprint 4.07 - Frontier antiga, - S10, Microonibus Volare
    - NGD3.0E - Troller e Ranger
    - Maxion HS2.5L _ Land Rover Defender, Mercedes Sprint, S10 diesel, Ranger
    - MWM (T)D229 4 e 6 cilindros - acho que o caso mais tipico: Ford F-11000/12000/13000/14000, caminhoes Dodge, Volkswagen (vários), tratores Valmet 110/118/128/138/148, esteiras Fiat Allis AD-7 e AD-9, tratores Agrale, Ford F-1000/F-4000, tratores Nwe Holland série TL...aplicações estacionárias diversas e maritimas...todos eles o mesmo motor mudando apenas a regulagem da Bomba Injetora

    Um abraço!

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  12. Legal o post e os comentários!

    Eu li em um fórum do Mini que o tritec vem de um antigo bloco Austin, será que é verdade?

    E não podemos nos esquecer da Ford com a Mazda, comecou com os Zetec e, se não me engano, toda a linha atual dos Duratec tem DNA Mazda.

    Me lembro também de alguns Chrysler com motor Mitsubishi na época em que elas andaram juntas.

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  13. O motor Tritec surgiu originalmente de uma joint-venture entre a Rover (à época propriedade da BMW) e a Chrysler. Porém, após isso, a própria BMW encampou a ideia, uma vez que servia ao Mini também.
    O motor em questão, pelo que li a respeito (http://www.allpar.com/mopar/rover.html), usa a mesma arquitetura do 2.0 que a Chrysler usava no Neon, com a diferença de os centros de cilindros serem menores, com consequentes pistões de menor diâmetro. É algo parecido ao que ocorre com os motores Família I e II da GM.

    Claro que temos de lembrar que a Fiat fez um monte de mudanças nesse motor (como mostra a tal história de só 30% de peças em comum), mas quem comparar as imagens dos motores notará que detalhes comuns, inclusive de desenho, foram mantidos (http://www.etorq.com.br/o-motor-etorq.html).

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  14. Daniel Shimomoto
    Isso mesmo, motor "multiuso"! Na mosca.

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  15. O meu querido 4100 também rodou em tudo que é carro e picape.

    E no Omega o 4100, o coletor de escape fica próximo demais da unidade hidráulica do ABS, caixa de direção hidráulica e servofreio.

    Queria dar um banho de cerâmica no meu coletor de escape e primário da descarga. Alguém tem contato de empresas que façam isso?

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  16. Este comentário foi removido pelo autor.

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  17. Rafael Ruivo,

    O motor do Hillman Avenger era um projeto próprio da subsidiária inglesa da Chrysler, dos tempos em que ela ainda era independente e se chamava Rootes. Aliás, com dois carburadores SU e o escapamento certo, esse teria sido um motor muito mais adequado para a réplica do MG TF feita pelo Avallone do que os motores OHC do Chevette e do Monza.

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  18. Rafael Ruivo,

    O motor do Hillman Avenger era um projeto próprio da subsidiária inglesa da Chrysler, dos tempos em que ainda era independente e se chamava Rootes. Aliás, com dois carburadores SU e o escapamento certo, esse teria sido um motor muito mais adequado para a réplica do MG TF feita pelo Avallone do que os motores OHC do Chevette e do Monza.

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  19. Lembrando que os Tritec que a BMW usava no Mini era do tempo que a Chrysler andava junto da Mercedes...

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  20. Luiz Dranger08/09/10 20:03

    Bob,
    Belo texto. Me deu uma "coceira danada" lembrando aquele Chevette-Lotus que fiz em 1974. Hoje mesmo vi anunciado em uma agência 2 Chevettes aparentemente em ótimo estado. Um com motor 250S (meio pesadão) e outro com conjunto motor/cambio do Omega 2.2, e estou seriamente pensando. Mas o que voce acharia de um Ka modelo antigo, que tem um ótimo handling com o motor do Escort 1.8 16V. Acho que ficaria o máximo.
    Abração e vamos marcar aquela happy hour
    Luiz

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  21. Bob,

    A dupla de gemeos Omni Horizon foram concebidos numa época em que a Chrysler não tinha nenhum motor de 4 cilindros em produção nos EUA. O uso dos Renault e VW abriu portas e resolveu de imediato um problema. Com o VW na mão, fizeram o deles, 2.2 e depois 2.5. Esse novo motor foi feito muito fortemente ligado ao VW, vendo ambos é inegavel a semelhança, apesar da diferença de tamanho fisico entre ambos.

    Luiz,

    Chevette é um carro quue tem uma caracteristica muito interessante, fica bom com qualquer motor mais potente que o original dele, seja lá qual for.

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  22. Dranger,

    Sobre a sua idéia do Ka, posso falar pois já brinquei muito com isso.

    Passar por toda a guerra para instalar um Zetec 1.8 é uma tremenda bobagem. Para que a guerra valha a pena é melhor partir logo para o 2.0 que tem muita vantagem em cabeçote e outros detalhes. Um motor desses bem feito, com bons comandos e boa injeção vai tranquilo para a casa dos 200-220hp. Vai ficar uma delícia.

    O Duratec 2.0 16v supera essa potência com mais facilidade, mas para entrar no Ka antigo exige um corte na longarina, coisa que eu também acho que não vale a pena.

    Na minha opinião, para o Ka, a melhor coisa a se fazer é um turbo muito bem acertado em cima do Rocam 1.6

    Eu tive um desses com 0,5 bar de pressão que rendia 180hp e 23,6kg de torque. Uma delícia. Super fácil de fazer e relativamente barato. O segredo fica por conta do acerto, mas nada que um dinamômetro e uma boa ferramenta como o Unichip não resolvam. Rodei com esse motor por mais de 2 anos em uso diário e severo (incluindo trackdays) sem problema nenhum.

    Caso se queira mais potência é só entrar com um kit de pistões e bielas forjados e partir para os 250hp em total segurança com um mundo de torque.

    Masss... Turbo é turbo. Eu sou apaixonado, mas nem todos gostam. Valorizo um bom aspirado, e nesse caso o Rocam fica limitado aos 160-180hp com tudo o que nós temos disponível para ele hoje.

    Um Ka FORTE aspro tem que usar Zetec mesmo. Mas, por favor, dois litros!

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  23. Luiz Dranger09/09/10 02:32

    Villa,
    Obrigado pela dica. A sua idéia é ótima, já tive uma Quantum 2.0 turbo automática, e funciona muito bem, porém a graça aqui seria comentar a troca de motores ! Estou meio velho e não quero o carro mais rápido do mundo, pois bater aquele Chevette que eu tive que fazia 0-100 em menos de 7s era muito bom. Meus reflexos estão mais lentos e turbo funciona bem, se bem calibrado em qualquer carro.
    De qquer forma obrigadão. Um abraço
    Luiz

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  24. Ei Dranger... Voce fica provocando...rs

    Ainda to juntando meu cascaio pra comprar um Coração de Vectra pro meu Chevelho...

    Abraços

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  25. Verdadeira salada de marcas...! Isso só demonstra que paixão do tipo "amo VW odeio Fiat" não faz sentido nenhum, já que a maioria das montadoras têm casos como os citados. E vida o bom projeto, independente da montadora, abaixo o fanatismo por marcas...

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  26. Os Volvo C30, usam o Ford Duratec.

    MArk

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  27. É verdade que o motor do Linea 1.9 16v (1.85) é um Sevel 1.6 do Palio com deslocamento ampliado??

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  28. Pedro

    O motor AP ficou melhor nos derivados do Escort do que em qualquer outro VW.

    Todas as aplicações do VW AP na transversal acabaram rendendo mais, pois além da maior perda das transmissões longitudinais os VW ainda apresentavam aquela aerodinâmica de tijolo.

    FB

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  29. Dranger,

    Também gosto muito de troca de motores... Esse Ibiza da minha foto teve o seu raquítico 1.6 trocado por um 2.0 extensamente modificado que chegava um tanto acima dos 400hp. Durou dois anos e explodiu no fim de junho. Agora vai entrar outro motor, dessa vez 1.9 e com menos potência, o carro será mais civilizado para permitir uso em rua.

    Ka primeira fase aceita Zetec sem muito drama. Duratec só entra cortando a longarina direita.

    Ka novo aceita Duratec sem muitos problemas.


    Fiesta antigão (espanhol) aceita o Zetec com algumas adaptações. Um amigo meu tem um com uns 180hp que é fantástico.

    Já o Fiesta dos primeiros nacionais aceita Zetec com mais facilidade e também aceita Duratec sem cortes mas com muito trabalho. Um outro amigo meu teve um com um Duratec de 200hp inacreditavelmente excelente!!

    Já o Fiesta do modelo mais novo aceita o Duratec e qualquer um monta, basta usar os suportes de Ford Ecosport. Fica muito legal também, um outro amigo (já viu que eu só tenho amigo retardado, né?) também tem um desses (menos mexido, tem algo próximo de 180hp) que já virou 1:33 em Jacarepaguá.


    Anônimo, os Volvo C30 2.0 usam o Duratec. Os 2.4 eu fico na dúvida se é um Duratec 2.3 rebatizado "à la Fiat" ou se é outro motor. Os C30 T5 usam um motor Volvo 5-em-linha 2.5 turbo que também é compartilhado na Europa pelo Focus ST e RS e outros modelos da linha Ford também.

    Eu tenho um Ford Focus desse modelo novo, mesma plataforma do C30. Se pintar uma mecânica de T5 a preço convidativo vou abraçar e montar no meu Focus. Já medi e vi que a adaptação será bastante simples, resta só a dúvida da parte eletrônica (esses carros são todos multiplexados) mas na pior das hipóteses mantém-se os módulos originais do carro com clampers e usa-se uma injeção stand-alone para tocar o motor.

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  30. Voltando a um comentário lá do inicio. O SEVEL não deriva do Lampredi e o 1.4 era o inicio da chamada família FIRE, na década de 80.

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  31. Certa vez ouvi que o projeto dos 1.6 Tritec derivava do 1.6 16v da PSA e que inclusive teriam a mesma relação diametro e curso (78 x 82) e a mesma potência (110cv a 6000rpm). Mas nunca pude achar alguém que comprovasse isso ou o contrário (que os PSA derivaram dos Tritec). Gostaria de fazer uma menção honrosa aos Porsche 914 com motor boxer VW 2.0 e às Audi com motor Porsche. Ou ainda às caminhonetas VW alemãs com motor Toyota. Bom, se essa história espana para a Asia, não vai ter fim.

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  32. filipe Arthur01/10/10 13:00

    Tem ainda a VW taro , que é produzida no japão . Nada mais é do que uma HILUX com emblema vw.

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