QUANDO EU BEM ENTENDER

Ontem fui para São Paulo com meu tio José, um folclórico e hilário senhor de 72 anos de idade, comerciante aposentado, homem simples que não possui nem mesmo o primeiro grau completo e que provavelmente não dirige há cerca de 40 anos.
Sem exageros, acredito que ele guiou pela última vez em 1970, quando ainda possuía um caminhão Ford F-350 V-8. Nunca teve um carro de passeio em toda sua vida e o velho Ford (comprado 0-km) era usado apenas para o trabalho pesado do seu comércio.
Logo ao saírmos da casa dele, ficou intrigado com a forma com que eu dirigia. Ao parar no primeiro semáforo, ele, espantado, perguntou: "Felipe, você não troca marcha não?".
Caí na gargalhada e apresentei ao tio essa invenção maravilhosa chamada câmbio automático, explicando como funcionava cada posição da alavanca. E ele, com aquela inocência quase infantil, exclamou: "Só não entendi essa alavanca, pro carro andar pra frente puxa a alavanca para trás, para andar de ré empurra a alavanca para a frente... Não faz muito sentido para mim, não."
Logo percebi que de nada adiantaria explicar para que serve a posição "low", como funciona o "kickdown" e outros recursos: foi igualmente impossível explicar qualquer um deles a pessoas mais cultas, com elevado nível de formação, bem menos ignorantes que o querido tio.
Para essas pessoas, tudo é muito simples: o "P" equivale a uma marcha engatada ao estacionar um carro dotado de câmbio manual; o "R" é a marcha à ré, o "N" é o ponto-morto e o "D" coloca o carro em movimento. Ignoram completamente as posições "3", "2" e "L", que permitem fazer bom uso do freio-motor em declives e ajudam a explorar o limite máximo de rotações do motor em determinadas situações.
O que me levou a abordar este assunto foi o lançamento do modelo 2011 do Toyota Corolla, equipado com motor de 2 litros e câmbio automático de comandos sequencias, acionados pela alavanca (shiftronic) ou através de borboletas atrás do volante. A novidade levou muitas publicações ditas "especializadas" a afirmar que a caixa automática anterior não oferecia a opção de mudanças manuais.
Nada mais longe da verdade: praticamente qualquer câmbio automático permite mudanças manuais, obviamente, se tiver duas ou mais marchas. Do tradicional GM Powerglide de 2 marchas até o Aisin de 4 do Corolla, todos podem operar em modo sequencial, bastando para isso um mínimo de conhecimento por parte de quem comanda o veículo.
Lembrei do grande José Luiz Vieira ao testar o Opala seis cilindros com câmbio automático de 3 marchas para a revista Motor 3, há cerca de 25 anos: descrevia de maneira quase poética como era colocar a alavanca em "low", pressionar o freio e acelerar até a rotação de estol, sentindo a carroceria do Opala torcer suavemente.
Solta-se o freio e uma nuvem de fumaça depois acelera-se até o limite de rotação do motor, para depois dar uma palmada bem dada na alavanca para que o corpo de válvulas libere o acionamento da segunda marcha. Mais uma vez o limite de rotações chega e você dá outra palmada bem dada na alavanca. Sem segredo nenhum, aí está o seu comando sequencial!
No caso do Corolla, me agrada bem mais a alavanca dos modelos antigos, com botão e catraca ascendente, com acionamento da alavanca para frente e para trás. No modelo atual inexiste o botão na alavanca e o posicionamento da alavanca é determinado por uma grelha, tornando a troca sequencial um pouco mais complexa (duas palmadas para frente e outra para a direita).
Foto: Edmunds
Caixas automáticas estão longe de serem objetos de desejo dos entusiastas (excetuando muitos que moram na Grande São Paulo, meu caso). O fato incontestável é que é, sim, possível efetuar mudanças manuais em caixas automáticas, sem shiftronic, sem borboletas e (para os iniciados), sem sequer tocar na alavanca, apenas pegando o jeito da caixa e comandando as trocas com o pedal do acelerador.
Quando vocês bem entenderem, basta conhecer melhor a máquina e seu funcionamento.
FB

47 comentários :

  1. André Andrews19/03/10 03:25

    No manual de New Fit/City/New Civic é mencionado justamente isso quando não há mudança sequencial:

    "Ao engatar marchas superiores e inferiores através das posições 1, 2, D3 e D, a transmissão pode ser operada igual a uma transmissão manual, sem o pedal da embreagem."

    Só não é perfeito porque não há como isolar o overdrive (marcha 5).

    Mas considero o modo sequencial (seja de que forma for) útil apenas para poder usar o método carga ou para curtir a elasticidade do motor. Para máximo desempenho é mais rápido e prático colar o pé no batente e ver as trocas ocorrerem no limite de giros, que por sinal fica no ponto exato para este fim, a cerca de 10% acima da rpm de potência máxima.

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  2. André Andrews

    Na cidade eu só ando com a alavanca na posição "2", pois dificilmente o câmbio opta por sair em primeira marcha, geralmente ele seleciona a segunda e segura a rotação alta do motor no deslizamento do conversor de torque.

    Isso também impede que ele selecione a terceira marcha, como aqui tenho muitos aclives e declives, o motor está sempre "cheio" e tem uma boa dose de freio motor disponível.

    Só jogo na posição "3" quando pego alguma avenida longa (como a 23 de Maio, mas ficando esperto com os "novos limites"). A quarta e última marcha (overdrive) só em rodovias com limite acima de 100 Km/h.

    Dificilmente uso o "L", é bem específica.

    FB

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  3. Porque a Toyota insiste em fazer a mesma besteira que a GM ainda faz de utilizar esse câmbio Aisin de 4 marchas?
    Isso é pré-histórico! Faz com que, a cada troca de marcha, a queda de rpm seja astronômica, e a arrancada do carro seja a coisa mais lerda do mundo. É indecente!!!

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  4. Bussoranga

    Funciona bem viu. Tem boa calibração e o VVTi dá conta do recado no único "buraco", entre a terceira marcha e o OD. Excelente elasticidade.

    Deixe as 6 marchas para o Golf/Bora, trata-se de uma muleta para o velho motor de 2 litros da VW.

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  5. Marcelo R.19/03/10 08:35

    "Caixas automáticas estão longe de serem objetos de desejo dos entusiastas (excetuando muitos que moram na Grande São Paulo, meu caso)."

    Bitu, há controvérsias...rsrs

    Não há câmbio automático que me faça querer enfrentar o trânsito na Radial Leste e na Marginal. Talvez, quando eu me mudar da ZL, eu mude de idéia, também. Mas, pretendo ter uma opção com o "famigerado" pedal da embreagem, só para brincar de vez em quando e não perder a prática...rsrs

    Sobre o assunto do post, se tem (muita) gente que não sabe nem calibrar pneu e a importância da troca de óleo, entre outras coisinhas básicas, é querer demais que saibam utilizar corretamente um câmbio automático.

    Aliás, na minha opinião, apesar de todo o conforto (ao qual a pessoa acaba se acostumando), eu creio que a "migração" para o automático, em determinados modelos como o Corolla, é mais "mercadológica" (a pessoa pensa: "se eu não comprar com câmbio automático eu não consigo vender depois...") do que realmente se querer o conforto do mesmo. Falo isto pensando na maioria, e não em quem realmente entende e sabe o que quer de um carro.

    Além disso, muitos carros que na Europa tem a opção de cãmbio manual (como o Jetta, por exemplo), aqui só são vendidos com câmbio automático. Ou você compra assim ou não compra, e isso eu não concordo! Sou a favor da liberdade de opção.

    Um abraço!

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  6. Mister Fórmula Finesse19/03/10 08:41

    É verdade FB, qualquer caixa automática permite a escolha manual mesmo que seja sempre um pouco mais rude e lenta - em algumas - do que nas caixas com opção sequencial.

    O bom para o entusiasta é entender o funcionamento dessas caixas, brincar com as possibilidades, e se existir comandos atrás do volante, tentar achar o tempo exato da troca - em drive - do câmbio batendo no mesmo instante em que mudaria com a mão na "borboleta".

    Mãos, pés e cérebro em total sintonia com a programação eletrônica...pode parece pueril mas é interessante, do mesmo modo que o bom motorista começa a despistar as deficiências de um câmbio automático assumindo o controle e tornando retomadas muito mais macias do que ao comando do pé apenas, antecipando um pouco a redução em modo manual para manter aquela velocidade de entrada nas curvas ou em subidas, ultrapassagens sem o momento brusco de uma solitação a fundo no pedal que pode sempre debitar mais potência (e ruídos e vibrações) do que o esperado.

    JLV dava as dicas para você arrancar ao lado de um 250s manual e ganhar a parada - talvez seja o mesmo teste - com a versão automática desse modo mesmo.

    Na caravan seis alcoolizada testada em 1985 ele também descrevia o processo, mas que no fim era mais interessante deixar para a central do câmbio decidir as arrancadas pois nem um bom motorista conseguia obter uma vantagem real nas trocas (11,15 segundos até os 100km/h e quase 183 km/h reais de máxima da velha caravan se bem me lembro).

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  7. Concordo com o Felipe .Esse tiptronic basicamente faz o mesmo que qualquer cambio automático convencional faria acionando-se a alavanca manualmente..

    Lembro muito bem disso pois meu Oldsmobile Cutlass 67 , tinha o cambio GM Powerglide só que o Kick Down nunca funcionou , então só andava baixando a alavanquinha para " 1 " nas ultrapassagens e demais peripécias..


    Hoje tenho uma Cherokee V8 e quando quero acelerar faço o mesmo, porém com a vantagem adicional do botãozinho no painel que desliga o overdrive ( quarta marcha )e possibilita certas brincadeiras na estrada acima dos 5000 RPM em terceira marcha . .

    Automático é muito legal tanto para conforto quanto para desempenho ( principalmente quando aliados a motores de grande cilindrada ).

    O Brasileiro tinha certo preconceito pois criou-se a má fama do cambio automático dar muitos defeitos e a manutenção ser muito cara. Mas é claro que para destruir um cambio automático o indivíduo já rodou mais de 100.000Km e nunca sequer verificou o nível de óleo ( quanto mais fazer a troca periódica ), ou quando o faz , leva o carro em alguma
    " super troca de óleo tabajara " que coloca um óleo qualquer " vermelhinho " conhecido como ATF porém sem observar as várias especificações que existem para cada aplicação desde o mais comum passando pelos MERCON ,DEXRON II , III ,e hoje ATF-4.

    Em resumo : Brasileiro não lê manuais , e sempre usa o conceito (esse óleo serve ou é igual só que mais barato)depois gasta
    R$ 5000,00 para refazer um cambio...

    Mas vejo que o conceito parece estar mudando ....

    Abraço

    Daniel

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  8. Depois que eu comecei a dirigir carro manual no trânsito, eu não quero saber mais de usar a tal da embreagem.

    E só usei as "borboletas" 1x, mas vi que um câmbio automático de 4 marchas, lento, deve ficar em D e ".".

    Mas ainda não é meu... O meu próximo eu quero automático, mas nada de automatizado.

    []'s Bitu. Ve se aparece em Santos qq dia.

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  9. Pietro Coccaro Filho, que saudades!

    Estou mesmo devendo uma visita a Santos, com direito a passeio de catraia até a Cosipa!

    Manda aquele abraço pro povo da baixada!

    FB

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  10. Dizolani

    Eu também fazia o mesmo num Olds Cutlass 1966 com motor 330 V8: puxava a alavanca pra trás e dá-lhe giro no V8!

    Um colega nosso aqui do blog, o Alexandre Cruvinel, tem uma relação toda especial com um Oldsmobile equipado com PG, vale a pena procurar o texto dele aqui no blog.

    FB

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  11. Mister Fórmula Finesse

    Meu tio tinha um Diplomata 1985, seis cilindros, com o câmbio Hydramatic de 3 velocidades. Só deixava a desejar na estrada pela falta da sobremarcha, o que foi solucionado em 1988 com o câmbio alemão ZF.

    FB

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  12. Marcelo R.

    Peguei um trechinho bem complicado ontem em SP. Câmbio automático já é quase uma necessidade.

    FB

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  13. Marcelo R.19/03/10 11:20

    Bitu,

    Você não me entendeu... rsrs

    Mesmo que eu tivesse um automático, eu ia continuar preferindo deixá-lo em casa, durante a semana (como eu já faço hoje), e só sair de carro aos finais de semana, quando o trânsito é um pouco mais tranquilo. Não tenho mais paciência com os motoboys e outras "pérolas", do nosso trânsito congestionado de cada dia.

    Hoje, para quem é obrigado a dirigir nesse trânsito caótico, ele é um item indispensável com toda certeza.

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  14. Tenho de discordar do Felipe sobre deixar as seis marchas para o velho motor 2.0 da VW. O moderno motor 3.6 V6 do Captiva AWD usa transmissão de seis marchas, assim como todos os Fusions reestilizados.
    Não gosto de transmissões automáticas, ainda que queira um dia dirigir carros com CVT ou duas embreagens para ver se tenho outro conceito a respeito de transmissões que trocam marchas sozinhas. Além de automáticos convencionais, já dirigi automatizado monoembreagem e notei que se você pisa de leve, ele troca na paz, mas se pisar fundo, o tranco é inevitável.

    Até por essa minha repulsa a transmissões automáticas, chama-me a atenção quando a transmissão é boa. Aquela de cinco marchas do Fusion antigo funcionava muito bem e tenho a nítida impressão de que a marcha que ela usava para uma determinada situação era exatamente a mesma que se usaria em uma transmissão manual para aquele momento. Já a Aisin de quatro marchas que a PSA usa em seus carros é simplesmente uma tragédia, com buraco entre as marchas, escalonamento ruim e por aí vai. A de cinco marchas que a Nissan usa na Frontier também é ruinzinha.
    O que considero fundamental para considerar uma transmissão automática boa:

    1) Que ela tenha um escalonamento de marchas adequado o suficiente para patinar o mínimo possível o conversor de torque.

    2) Que esse mesmo bom escalonamento permita que se use o kickdown o menor número possível de vezes, pois a cada vez que você pisa aquilo, mais o carro bebe, algo que pude comprovar ao compartilhar um automático com outro motorista para um mesmo trecho. Eu dirijo economicamente e ele apela para o kickdown e nem preciso dizer quem fez o carro beber menos.

    3) Considero boa a possibilidade de mudar as marchas manualmente justamente para facilitar a condução econômica, o freio-motor e outras coisas. Já dirigi carro assim (e com medidor de consumo instantâneo no painel) e notava que de simplesmente passar a alavanca para a posição manual, já melhorava em alguns metros por litro o consumo, mesmo sem mexer na alavanca.

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  15. Bitu,

    Esse carro me deixou muitas saudades principalemte por uma característica : No lugar do 330 Pol original havia nada menos do que um 400 pol Big Block , herdado de um falecido Pontiac Formula 400 com seus "míseros" 6.5 litros de cilindrada..

    Dá pra imaginar o brinquedo, né..

    Abraço
    Daniel

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  16. Anônimo

    É perfeitamente possível guiar da maneira que você falou com um câmbio comum sem o shiftronic sequencial.

    Eu mesmo relatei acima que costumo deixar o carro em "2" e alterno para "3" quando pego uma via mais rápida.

    FB

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  17. Dizolani

    There´s no replacement for displacement!

    FB

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  18. Bitu

    Esse é meu conceito !!!! Só quem já teve ou dirigiu sabe... he.. he..


    Abraço

    Daniel

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  19. Me desculpe, mas o jeito que vc dirige não é o mais econômico nem o mais inteligente no trânsito. Só usa terceira em vias expressas? Eu tenho um carro automático, um corolla também, e em segunda ele fica "prendendo" o carro em velocidades normais em avenidas. E há sim uma cratera entre a terceira e o OD, e o VVT-i não dá conta não, faz falta uma marcha.
    E com o câmbio automático sem o "tiptronic" ou afim fica bem complicado utilizar o método carga, pois a maioria dos carros reduz a marcha quando o pedal é pressionado objetivando maior abertura da borboleta, mesmo sem chegar próximo ao fim de curso (kick-down). Para segurar o carro em declives ou algumas outras funções, concordo plenamente que o convencional funciona. E deu trabalho ensinar aos outros motoristas da casa como utilizar melhor esses recursos.

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  20. Minha mãe tem um Corolla automático 1,8l, o carro é muito bom...como "people carrier", éxcelente pra se usar no trânsito conturbado das cidades grandes, mas se vc curte as sensações e prazeres de se dirigir um carro, existem opções melhores. Eu gosto de dizer que é um carro meio anestesiado... tudo eletrônico, o feeling fica pro meu golzinho pé de boi... que é tudo por cabo, quanto ao câmbio automático, já me irritei profundamente com ele na estrada! Haja paciência com o pedal para que num aclive ele não reduza a marcha (no caso de OD para a 3ª). No meu carro, bastaria colar o pé no assoalho que o bixo subiria em 5ª marcha sem necessitar de reduções...

    Bitu

    Nunca pude verificar esse funcionamento sequencial, apesar de já ter pensado em usar esse método. Não estou na apólice do seguro (tenho 22 anos, e isso para as seguradoras é o terror!), portanto só dirijo com a "Coroa" ao lado e ela tem muito medo do câmbio automático, para ela a única posição que se pode colocar é em P R D. As outras são expressamente proíbidas. A mulher da concessionária falou que é proíbido, pois há o perigo de se quebrar a caxa de câmbio e é claro que minha mâe comprou a idéia.....

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  21. FB,
    Quer dizer que motor girador não precisa de muitas marchas?
    Esse conceito é furadíssimo. Mesmo um motor que tenha curva de torque completamente plana por larga faixa de rpm se beneficia MUITO de um câmbio de muitas marchas, assim como se beneficiaria mais ainda de um CVT. Quanto mais marchas, mais próximo do CVT o câmbio se torna, e portanto melhor o desempenho.
    Lembre-se de que o Jetta 2.5 tem bastante torque e potência, e mesmo assim tem 6 marchas. Ou seja, o Aisin-4, seja lá em que carro for, continua sendo um câmbio pré-histórico.
    A GM ainda o utiliza e todos a condenam por isso. Então porque diabos seria aceitável a Toyota utilizá-lo? Só porque o motor é diferente? Furado, a curva de torque do motor GM é muito mais favorável.
    Não sei onde voce viu que esse câmbio funciona bem, pois a saída de semáforo (1a marcha) do Corolla é totalmente ridícula, toma pau de carro 1.0 moderno FÁCIL. Quero só ver se melhoraram isso no "novo" motor 2.0 16V de 153CV.
    Quem tinha uma curva de torque excelente, quase desde 1000rpm, era o motor 2.4 16V da GM, que infelizmente agora ficou só na Argentina. Esse motor ficou mal visto justamente pelo cambio Aisin de 4 marchas, que matava o desempenho.
    Experimente dirigir um Corolla 1.8 16V com cambio manual e voce verá que a diferença de desempenho é brutal.

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  22. O Konig tem toda razão: todo e qualquer câmbio automático sempre insiste em reduzir marcha conforme se pressiona o acelerador.
    Isso é um lixo! Estou habituado a trafegar em subidas rodoviárias razoáveis com o motor em baixa na 5a marcha, e basta abrir quase todo o acelerador com câmbio manual que o carro continua deslanchando.
    Faça isso num automático, e o infeliz sai da 4a e vai pra 3a, e pronto, lá se vai a rotação lá em cima e um redemoinho no tanque de combustível.
    Automático = lamentável. Um troço eletrônico que pensa que sabe escolher as marchas mais adequadas a todas as situações. Apenas pensa, pois na prática só faz besteira. Além do mais, conversor de torque é uma escressência, fica escorregando pra que? Pra fazer o motor pular pro torque máximo? Isso é coisa de câmbio que não tem marcha corretamente escalonada. Não é à toa que a maioria dos auto-4 tem a 1a marcha muito parecida numericamente com a 2a marcha dos manual-5. Ou seja, uma bela porcaria. Só serve pra torrar combustível, esquentar radiador, e claro, tornar o carro irritantemente lento.

    Há exatos 12 anos, meu tio, que na época tinha exatos 60 anos, comprou um Vectra CD 2.2 16V 0km automático. No mesmo dia o meu avô, na época com 70 anos, rapidamente nos perguntou: "Mas o que aconteceu? Ele está com problema na perna?" A pergunta era pertinante, pois automático era (e eu ainda considero que é) bom pra deficiente.

    De vez em quando pego o Vectra automático do meu pai, e sempre dou graças a Deus quando desço dele e entro no meu Vectra manual (mesmo ano, modelo e motor), para andar na cidade mesmo.

    Burn in hell, automatic transmissions, burn in hell!!! Ao contrário do que o BS disse, eu tenho um prazer enorme em usar pedal de embreagem, e acho que faz parte do autoentusiasmo. Pode ter o pior trânsito de mundo ou o que for, câmbio manual é indispensável. Eu quero por o motor na rpm que eu quero, quando eu quero e como eu quero. Nenhuma máquina eletrônica vai vai ter meios de avaliar todas condições necessárias para escolha de marcha.

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  23. Mister Fórmula Finesse19/03/10 16:23

    Bussoranga...ontem viajei com uma Picasso C4 que é repleta de eletrônica e mimos realmente muito interessantes. Mas o bom motor de 143 cavalos é simplesmente soterrado pelo peso da carroceria e pelo câmbio automático com opção sequencial de 4 marchas.

    É algo terrível a lentidão, com ar ligado então, você terá certeza que poderá apreciar cada detalhe da paisagem, ouvir um entusiasmante Kitaro no aparelho de som e até cultivar orquídeas (e acompanhar o crescimento) enquanto dirige.

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  24. Marcelo Augusto19/03/10 16:58

    Carro automático só é lento pra quem ainda não entendeu que potênica é resultante de rpm mais carga. E isso vale inclusive para carros de caixa manual, os "carros mil" que "não andam", e o infeliz atrapalha o trânsito e bota a culpa no carro e não na sua incapacidade e burrice.

    Como diria o Bob: "substituto para deslocamento é o cérebro".

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  25. Bussoranga/Konig

    Vamos por lenha rs... discordo com o conceito de que todos os automáticos , entram em kick-down toda a hora e são um saco pra dirigir.Essa regra vale mais para os 04 cilindros que pelo baixo torque entram em kick down com mais facilidade por causa da curva de torque ( ainda mais se forem motores 16v em carros pesados como o vectra e afins).

    Os motores grandes com torque em baixas rotações sustentam facilmente as marchas mais altas sem apelar para o kick down ( ex. meu carro sobe a serra tranquilamente em quarta
    ( overdrive )com o conta giros marcando 1800RPM a 90 Km/h e o kick down só entra se eu quiser.

    Questão de torque.

    É por essa razão que um Jetta precisa de um cambio de 06 marchas!

    Ele pode ser potente ( 170 cv ) mas pesa quase 1450 Kgs e tem o torque máximo a 4250RPM!! ou seja pra esse carro andar decentemente é obrigatório enchê-lo de marchas próximas entre si para que a faixa torque se mantenha e o carro não fique aleijado.

    Outro exemplo: O Captiva. Tem um motor relativamente grande mas é de 24v e seu peso de quase 1800Kg não ajuda muito, além disso sua potência máxima ocorre a estúpidos 6500RPM !!Sem nem mencionar as perdas pelo sistema de tração integral.Solução : enche ele de marcha senão não anda!!!

    No dos sedãs automáticos dessa
    faixa de mercado não são adotadas essas tecnologias (muito bem vindas),simplesmente por razões de custo..

    Mas com um belo motorzão V8 , duas marchas ( Power glide) já dão conta do recado..


    Abraço

    Daniel

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  26. Bussoranga/Konig

    Vamos por lenha rs... discordo com o conceito de que todos os automáticos , entram em kick-down toda a hora e são um saco pra dirigir.Essa regra vale mais para os 04 cilindros que pelo baixo torque entram em kick down com mais facilidade por causa da curva de torque ( ainda mais se forem motores 16v em carros pesados como o vectra e afins).

    Os motores grandes com torque em baixas rotações sustentam facilmente as marchas mais altas sem apelar para o kick down ( ex. meu carro sobe a serra tranquilamente em quarta
    ( overdrive )com o conta giros marcando 1800RPM a 90 Km/h e o kick down só entra se eu quiser.

    Questão de torque.

    É por essa razão que um Jetta precisa de um cambio de 06 marchas!

    Ele pode ser potente ( 170 cv ) mas pesa quase 1450 Kgs e tem o torque máximo a 4250RPM!! ou seja pra esse carro andar decentemente é obrigatório enchê-lo de marchas próximas entre si para que a faixa torque se mantenha e o carro não fique aleijado.

    Outro exemplo: O Captiva. Tem um motor relativamente grande mas é de 24v e seu peso de quase 1800Kg não ajuda muito, além disso sua potência máxima ocorre a estúpidos 6500RPM !!Sem nem mencionar as perdas pelo sistema de tração integral.Solução : enche ele de marcha senão não anda!!!

    No dos sedãs automáticos dessa
    faixa de mercado não são adotadas essas tecnologias (muito bem vindas),simplesmente por razões de custo..

    Mas com um belo motorzão V8 , duas marchas ( Power glide) já dão conta do recado..


    Abraço

    Daniel

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  27. Câmbio CVT é a solução ! Não tem muita graça, mas sempre trabalha na melhor faixa de torque...é um ovo de colombo...

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  28. Anonimo

    De fato, não é o mais econômico, mas é o que eu faço questão de usar, gosto do motor sempre cheio.

    Em domingos ensolarados costumo usar o câmbio de maneiras mais econômicas, indo para a macarronada na casa da "nonna".

    FB

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  29. Então Dizolani,

    Aí é que está o x da questão! O problema é que o Corolla é 4cil, tem 4 marchas e o Kickdown entra toda hora... se vc já dirigiu vai entender bem certinho....

    Mas mesmo que o número de marchas do câmbio automático do Corolla fosse suficiente, ainda assim iria preferir o manual... Não consigo sentir o mesmo prazer na condução de um veículo com câmbio automático. Questão de preferência mesmo

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  30. Konig

    Na concessionária Toyota explicaram para nós que as posições 3, 2 e L servem apenas para não deixar o carro "solto" nas curvas.

    Bobagem total. Me lembrou um concessionário Suzuki, que recomendava o uso de low range em alguns 4x4 apenas para manobras de estacionamento.

    FB

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  31. Bussoranga

    Discordo de tudo. Não acho que Jetta seja um expoente de torque e potência (diria até que é bastante conservador) e também não acho que o câmbio utilizado pela GM seja ruim. Esse conjunto da GM inclusive é o favorito do MAO.

    Há outras transmissões no mercado com 5 ou mais velocidades, com bloqueios do conversor em todas as velocidades, mas desligam o bloqueio com a mínima pressão no acelerador. Isso quando o bloqueio não fica brigando com ele mesmo e reduzindo marchas inadvertidamente.

    Quando ao desempenho do Corolla, também discordo. Saída de semáforo, ou você sai com calma ou já deixa o câmbio carregado na rotação de estol usando o freio. Vale para qualquer automático, tem que saber usar.

    Uns 10 anos atrás um amigo comprou uma Chevrolet SS10 norte-americana, achava que o carro era "fraco". Não sabia usar a transmissão automática.

    FB

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  32. Bussoranga

    Sò uma pequena correção sobre o que falei acima: o bloqueio não reduz nada, ele apenas fica ligando e desligando. O câmbio sim, irrita quando desce uma marcha que você não pede.

    O Corolla E110 (com botão de kickdown no assoalho) era perfeito, você vinha a 120 Km/h em quarta marcha, pisava fundo e sentia a resistência do botão como se fosse um batente de acelerador, estilo VW. Dali em diante sim, mais pressão = redução para 3º marcha.

    Dá pra fazer o mesmo nos Corollas mais novos com drive-by-wire, mas é preciso se habituar com ele antes.

    FB

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  33. Quanto mais ando de carro automático, MENOS gosto. Acho terrível! Graças a Deus, tenho uma perna esquerda saudável, que me permite realizar trocentas trocas de marcha sem problema algum.

    Me desculpe, Bitu, mas realmente achei o texto falho. Que que é isso, amigo, dirigir automático como manual?! Ah é, dirigir no método carga? E o lapso que leva entre o camando da alavanca e a mudança de fato? E as arrancadas com no mínimo 50% a mais de rotação necessária? E quando se tira o pé do acelerador e o carro fica completamente bobo? E os pequenos trancos nas trocas? Cara, aquilo é horroroso. É limitar por baixo.

    Nossa, me causa pavor quando as revistas resolver testar o mesmo carro com as duas caixas. Carros normais, bem entendido, como o seu. Os tempos de aceleração sobem de 20 a 30%. É muito para mim.

    Imagino que os engenheiros da área de motores devem chorar, quando veem aquele motor que trabalha bem das 600 as 6000 ser completamente castrado pela 'maravilha tecnológica' do cambio automático.

    Ah, quer o desafio de dirigir o automático perfeitamente, sem as trapalhadas do cambio, como o Finesse disse? Vamos brincar então com o manual, passando as marchas sem usar a embreagem. Sua perna esquerda só trabalhará para siar da inércia; o resto será no feeling. Encaras?

    Cara, vamos deixar os automáticos para quem sabe ou não quer dirigir. Eu, pelo menos, não admito um carro perder em torno de 20% de desempenho e ainda pagar uns 5 paus por isso.

    Abraço

    Lucas

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  34. Uma dica para tem carro com caixa auto, em subidas tb deve-se tirar de D e usar 3,2 ou 1,dependendo do grau de inclinação,pq?Caixa auto trabalha com pressões, qdo está em D a pressão fica ,digamos 70% com essa marcha e os restantes 30% divididos´para as outras, deixado-as prontas para o engate,numa subida é benéfico dividir essa pressão por menos marchas , vc diminui aquela troca D-marcha mais baixa no acelera-desacelera e mntem as outras marchas com maior pressão de engate,provocando menor aquecimento do fluido e poupando um pouco os discos,ok? E fluido de hidramático não é eterno, tem que trocar a cada 50/60000km,de preferencia junto com o filtro, mas tem obas primas de engenheiros feitos ns coxas que para trocar o filtro tem que abrir a cx no meio (caixa AL4 dos franceses e a caixa Honda)....

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  35. Jonas Torres19/03/10 23:45

    Nas caixas de um bom tempo para cá elas detectam aclives e não caçam marchas. Assim como detectam declives e passam a gerar freio motor no primeiro toque ao freio. Não há necessidade de ficar mudando de posições, nem mesmo para "poupar a caixa".

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  36. "A pergunta era pertinante, pois automático era (e eu ainda considero que é) bom pra deficiente. Burn in hell, automatic transmissions, burn in hell!!!"

    Um cidadão que faz uma afirmação dessas, e que tem prazer de usar uma embreagem está errando de foco. E ainda falando em inglês sobre a caixa preferida dos americanos!!?? Quem realmente gosta de caixa manual é por permitir fazer o que se quer com o motor além do contado direto (sem conversor), não por ter prazer em usar embreagem ou passar marcha. É por isso que o Bob disse que aprova uma caixa automatizada. Vc está errando o alvo.

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  37. Lucas

    Por favor, leia:

    http://autoentusiastas.blogspot.com/2009/11/tres-dois.html

    E conhecerá um pouco mais deste que vos escreve.

    Para ser sucinto: eu tenho a rara faculdade de me divirtir guiando qualquer coisa que tenha motor. Não é o câmbio automático que vai acabar com o meu dia.

    FB

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  38. Jonas Torres

    Nem todas as caixas fazem isso.

    Gosto muito de alguns recursos, como a sobremarcha para longas viagens e o bloqueio do conversor, que limita as perdas por deslizamento.

    Mas algumas caixas estão inteligentes demais para o meu gosto, esse é o ponto. Prefiro uma caixa antiga que me obrigue a pegar as manhas DELA do que uma caixa ultramoderna que queira pegar as MINHAS manhas (fatalmente ela vai errar, e com frequência).

    FB

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  39. Nas caixas automática tudo é em função do pé. Ficar trocando de marchas só faz sentido em automatizados, pois dá pra curtir o motor na embreagem seca.

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  40. Bitu,

    realmente perfeito o outro texto. E há um comentário meu lá também. bom saber que você tambem brinca com o cambio manual. Mas minhas críticas ao automático, que acredito serem fundadas, permanecem.

    Abraço

    Lucas

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  41. Gosto de carros automáticos de qualquer tipo, se pode ter dois pedais para que ter 3?
    Aqui em casa o primeiro foi um Monza Classic 85 que durou 140 mil kms sem o menor problema. Aos 80 mil minha mulher reclamou que o carro não andava. Fui no posto shell aqui da granja que fica a 100 metros e mandei medir o óleo, o frentista nem titubeou, puxou a vareta com o carro desligado e mediu dizendo que tinha. Fiquei pasmo, não é assim que se mede óleo de caixa automática, tem que estar engatado em primeira, em marcha lenta com o freio de mão puxado e aí se medir. resultado, não tinha óleo nenhum. Mandei trocar o óleo, saiu uma merreca e coloquei óleo novo, ficou perfeito. Esse é o problema de automáticos, os frentistas sequer tem idéia de como medir o óleo e acabam destruindo as caixas, cada carro tem uma maneira de medir.
    Hoje temos um Honda Fit CVT, é um cambio muito interessante e para mim o melhor de todos, não precisa se fazer nada.
    Portanto, antes de ler o que os entusiastas tem a dizer de como se guiar um automático eu gostaria de saber se sabem medir o nível de óleo de suas caixas.

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  42. Pessoal que fala mal de cambio automático é que nunca pegou a Imigrantes congestionada 6 horas para subir ela, e detalhe, sem motivos (apenas pq o povo é braço mesmo). Cambio automático é o que há para o conforto do motorista, e aprendendo a usar, o motorista faz o que quiser com o carro.

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  43. Os camaradas que inventaram a caixa auto, a direção assistida e o ar condicionado automotivo deviam ter um premio Nobel do conforto ao volante,né?hehehehe

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  44. Direção assistida é mais importante do ponto de vista de permitir relação baixa, ideal, do que questão de conforto.

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  45. Tá bom,lindão, manobra um KA antigo numa garagem apertada,sem a/c e no verão do RJ....Fusca tinha relação baixa e não era dura,com aquela cx de direção do tempo da Dercy Gonçalves.....Se o amigo sem pai nem mãe não se lembra, o advento da direção assistida veio primeiramente para melhorar o conforto ao dirigir ,até em competições ela foi aplicada num passado bem recente,daí sim dando vantagem ao piloto na menor desmultiplicação E NO MAIOR CONFORTO DE PILOTAGEM TB,lógico....As MB sonderklasse (Classe S) a partir de 73 se tornou item de linha direção assistida (as W108 até 72 era opcional) por um simples motivo:aumentaram muito o angulo de cáster, deixando a frente mais incisiva em curvas de alta ,mas essa característica endurece demais o volante em baixa velocidade/manobras,não tem jeito,objetivo 1- conforto ao dirigir....

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  46. HEHE fala Felipe !

    blz cara???

    belo post sobre o cambio automatico...

    abraço

    Fernando Gennaro

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  47. Tenho uma teoria:"Acredito que o uso constante de veículos com câmbios automáticos dá origem a péssimos,acomodados e pouco criativos motoristas. Senão, o que mais justificaria a ausência de pilotos americanos nas mais diversas categorias, (qual foi o último mesmo? Andretti?)faz tanto tempo que eu nem me lembro mais! Lembrem que eles devem ter hoje + ou - uns 100.000.000 de pessoas dirigindo naquele país e não pinta ninguém ganhando nada no Mundial de Marcas, na F1, no WRC, e etc. a
    anos!E não venham com NASCAR, Indy, corrida de Pick-ups e tratores porque não vale! Falo de habilidade com mãos e pés e desafio dizer que os melhores do mundo atrás de um volante aprenderam em câmbios manuais, nunca com uma central oleosa e indecisa que, em uma ladeira, não sabe se sobe uma marcha ou desce duas!
    Acreditem, existe uma conspiração primeiromundista para inibir a nossa criatividade e habilidade automobilística, nos vendendo carros viciantes, paquidérmicos e
    gastadores. O próximo passo vai ser com futebol, passaremos a jogar com as mãos, que nem eles..."
    Abraços a todos e, em tempo, aqui em casa são 5 carros, sendo 4 mecânicos (da minha mulher e das
    minhas filhas)e 1 automático, porque eu já passei da idade de desaprender a dirigir...
    Carlos Mendes

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