google.com, pub-3521758178363208, DIRECT, f08c47fec0942fa0 AUTOentusiastas Classic (2008-2014)
Fotos: Divulgação
Mitsubishi ASX Racing


A Mitsubishi Motors apresentou nesta semana a Ralliart Brasil, a sua divisão de alto desempenho que chega ao país trazendo ainda mais tecnologia e desempenho para os veículos Mitsubishi em competições na terra e no asfalto. A Ralliart será responsável por projetar, desenvolver, preparar e customizar veículos que encarem os mais difíceis desafios no asfalto na terra.

“Em todo o mundo, os veículos com a grife Ralliart têm o equilíbrio perfeito entre desempenho dinâmico e prazer ao dirigir. Mais do que isso, a grife representa o aprendizado adquirido em quase três décadas de desenvolvimento e produção de carros de competição”, diz Robert Rittscher, presidente da Mitsubishi Motors do Brasil.





Dando seqüência ao tópico especial específico Desenvolvimento de Veículos, vou abordar outros atributos, conforme eu havia dito.

DIREÇÃO (Steering)

A importância do sistema de direção começa com o volante, que é a ligação direta do motorista com o veículo através das mãos.

O volante de direção deve ter uma  empunhadura  e acabamento superficial que mantenha o atrito (grip) suficiente com as mãos sem ser desconfortável ao contato. Ter uma empunhadura e diâmetro adequados que garantam os padrões de conforto e precisão.

Em adição, permitir que todos os controles operacionais como buzina, borboletas para troca de marchas, controle remoto do rádio etc, sejam alcançados sem que seja necessário tirar as mãos da empunhadura.

Os materiais e a cor do volante devem garantir que o motorista não queime as mãos após o veículo ficar muito tempo sob carga solar direta. Infelizmente por questões de estética a maioria dos volantes são pretos absorvendo calor.  Me lembro do Fusca nos idos da década de 60, com o volante claro cor de marfim.  O pomo da alavanca de mudanças e os botões de todos os controles inclusive os do rádio também na cor marfim

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) divulgou nesta sexta-feira resultados da indústria automobilística em abril e no quadrimestre. O licenciamento de autoveículos apresentou aumento de 21,8% ao se comparar as 293,2 mil unidades vendidas no quarto mês do ano com as 240,8 mil de março.

No comparativo com abril de 2013, que registrou licenciamento de 333,7 mil unidades, o recuo foi de 12,1%. No resultado do quadrimestre o setor também registra retração: foram 1,11 milhão de produtos comercializados neste período contra 1,16 milhão no ano passado, baixa de 5%.

O setor registrou queda também nas exportações de autoveículos nos quatro primeiros meses do ano. Foram 111,9 mil produtos enviados para fora do Brasil, retração de 31,9% na comparação com as 164,3 mil do mesmo período do ano passado. Na análise mensal o registro é de crescimento: as 36,7 mil unidades de abril de 2014 representam alta de 55,7% frente a março, quando o setor exportou 23,5 mil autoveículos – com relação as 52,8 mil de abril de 2013 a redução foi de 30,4%.



Esta matéria é de autoria de Alexander Gromow, um autoridade em Volkswagen no Brasil e personalidade no mundo antigomobilista até no exterior. Foi originalmente publicada na sua coluna "Volkswagen World", do Portal Maxicar (www.maxicar.com.br), e ele gentilmente nos autorizou a publicá-la no Ae.

Bob Sharp
Editor-chefe

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Six wheelers, ou carros de seis rodas


Navegando na internet volta e meia se encontram exemplares "estranhos" de Fuscas e Kombis com seis rodas, certamente uma interessante curiosidade com resultados nem sempre do agrado de todos, como se na foto de abertura.

Estes exemplos, com certeza, não foram feitos com alguma finalidade prática específica que não seja a de fazer um carro diferente e que chame atenção. Mas será que na história dos carros de seis rodas sempre foi assim?

Certamente que não! E há uma história muito curiosa envolvendo carros de seis rodas, seja para competição, seja para uso digamos "normal" e até "off-road"; sem esquecer dos carros-conceito. Uma história que continua até os dias de hoje. Vamos dar uma mergulhada na história e ver o que temos para conferir...

Hans Stuck, piloto automobilístico alemão, quis quebrar o recorde mundial de velocidade em terra para a Alemanha. No final dos anos 1930, ele trabalhou para montar uma equipe para alcançar este objetivo. Em 1937, ele convenceu Wilhelm Kissel, presidente da Daimler-Benz AG, a desenvolver e construir o veículo, que o Dr. Ferdinand Porsche tinha concordado em projetar. Ele também obteve de Adolf Hitler a aprovação para o projeto, que viu o recorde como mais uma ferramenta de propaganda para demonstrar suposta superioridade tecnológica da Alemanha.

Daimler-Benz T80, idealizado por Hans Stuck e projetado para mais de 600 km/h pelo Dr. Ferdinand Porsche (imagem Mercedes-Benz)


                                                         


Coluna 1914  7.mai.2014                          rnasser@autoentusiastas.com.br        

Uma nova idéia para os híbridos
A — sem trocadilho — corrente de soluções buscando somar motores a gasolina ou diesel com geradores elétricos para aumentar autonomia dos veículos, diminuindo seu consumo e emissões, é atualmente a de maior factibilidade. O funcionar de um motor a combustão interna tocando gerador elétrico, e este carregando baterias para alimentar motores elétricos em tração adicional, objetiva que a soma supere o rendimento energético de cada um. O automóvel com menor consumo à venda no Brasil é o Ford Fusion híbrido por este sistema.
O mundo da técnica sabe, o momento atual é mero estágio intermediário, quebra-galho momentâneo, de resultados pífios ante os que podem ser atingidos.
Há novidades. A Toyota tomou o caminho de racionalidade, juntou conceitos existentes, evoluiu-os no que chama Gerador Linear sem Pistões. Menor tamanho, peso e maior capacidade de geração vistos os sistemas atuais.
O motor linear não tem virabrequim ou bielas. Os pistões, com cabeça em forma de “W”, e com a câmara de combustão no centro, trabalham um contra o outro, e a expansão dos gases queimados na combustão opera como uma mola, forçando-os se distanciar. O ciclo é de dois tempos, significando admissão de ar externo por janela lateral, explosão em todos os ciclos de compressão, e vazão de gases através de janelas nos pistões. Emprega injeção direta do combustível e não tem sistema convencional de árvore de comando e válvulas. 
Os princípios da câmara comum para combustão, ou do ciclo 2-tempos, são antigos. A grande revolução está na maneira de funcionar e no processo de gerar energia. Não se trata de gerar movimento — pois não há um eixo rotativo para transmiti-lo —, mas na forma de produzir energia: as extremidades do citado W são um magneto em liga de neodymium-ferro-boro, e as paredes da câmara, revestidas por um fio em forma de mola. A passagem dos pistões/magneto por tais bobinas gera carga e alimenta uma bateria.
O protótipo não é potente. Faz 10 kW — quase 14 cv —, mas dois deles são capazes de mover com competência e autonomia algum Toyota, Yaris ou Corolla, permitindo fazer 110 km/h em estrada.
Ainda é protótipo, exibido no recente encontro mundial da SAE, a sociedade de engenheiros automobísticos. Mas é o caminho mais prático, simples, barato e factível dentre as variadas tecnologias híbridas recém apresentadas.

Desenho do motor

O que circula de informação na internet é bem conhecido de todos. Tem de tudo, de coisas boas a coisas horrorosas. O que se repassa de vídeos, novamente, muito de ruim e o pouco de bom, também parece ser uma constante. Mas ontem me chegou um que me surpreendeu, e não é de automóvel. Pela pureza, pela beleza, achei que merecia ser compartilhado com o leitor, um momento do mais puro enlevo. O que mostra a criatividade do ser humano para o Bem e o que um simples comercial é capaz de mexer com os nossos sentimentos.

Bom proveito!

BS


THY "Hayal Edince" / Bahadır Karataş from Filmpark on Vimeo.



Demorou tanto para pegarmos um Cruze sedã LTZ automático que o carro já está até sendo atualizado lá fora. Mas antes tarde do que nunca. Se bem que tivemos um relato muito bacana do MAO sobre o Cruze Sport6 com caixa manual.

Eu cresci andando em Opalas, Chevettes e Monzas, até meu pai virar a casaca para VW, com Voyages, Santanas e Gols. Mas a VW do Brasil nunca teve um Omega, ou um Vectra GSi 16V, ou um Tigra ou até um Diplomata 6-cilindros. E muito menos Corvettes e Camaros! Quando meu pai comprou o primeiro Chevette Hatch, praticamente passei a noite no porta-malas com o banco traseiro rebatido.

Com 11 anos meu pai me colocou no volante de um Chevette 1980! O Monza foi o carro mais vendido por três anos da década de 1980 — 84, 85 e 86. O Vectra honrava o slogan "Andando na Frente" que a GM anunciava na transmissão das corridas de Fórmula 1. Corsa GSi, Blazer Executive, Bonanza, S10 V-6 cabine dupla e a lista vai indo. Então eu posso dizer que a GM foi, sim, a responsável pelo meu autoentusiasmo.

Propaganda no Estado de S. Paulo do dia 26 de novembro de 1998. Bons tempos!

O "PROJETO M"





Fundada em 1952, a Willys-Overland do Brasil anunciou o seu primeiro produto em 1954, o Jeep Willys 4x4, praticamente uma cópia do veículo feito nos Estados Unidos. Seguiram-se outros produtos como a Rural, a Pick-up, o Renault  Dauphine, o Aero-Willys, o Renault Gordini, o Willys Interlagos e o Renault 1093.

O último projeto da Willys no Brasil se denominou "Projeto M", veículo derivado do Renault 12 francês. Em 1967 a Ford  assumiu o controle acionário da Willys  e o "Projeto M" foi incorporado por ela dando origem ao Ford Corcel.

Em 1968, com a fusão definitiva Ford-Willys, o Corcel foi lançado com enorme expectativa no mercado por ser um veículo inovador para a época

Como curiosidade histórica incluo alguns desenhos feitos à mão livre, escritos ainda em francês, com os detalhes construtivos do "Projeto M". Estes desenhos são parte do meu acervo particular que eu tenho enorme prazer de compartilhar com o leitor. Vou colocar somente algumas folhas e se houver interesse poderei incluir outros detalhes adicionais nos próximos "Memórias Ford". O leitor decide!
Senna (foto veja.abril.com.bt)


Pelo que conheço de história do automobilismo, pelo que vi, li e ouvi dizer, cá comigo elegi os "meus" campeões de todos os tempos. Tazio Nuvolari no pré-Segunda Guerra Mundial, Juan Manuel Fangio nos anos 1950, Jim Clark nos anos 1960 e Senna nos anos mais recentes.

Bem, para isso, para que eu fizesse essa eleição, antes seria necessário definir o que é um campeão no esporte. E fui a isso buscando exemplos em outros esportes
.
De cara, como bom brasileiro, foi fácil a figura do Pelé surgir de estalo. Só sendo argentino para questionar a realeza do Pelé. Para a maioria dos hermanos, como o caro leitor sabe, o Maradona foi o melhor. É incrível isso, não dá mesmo para acreditar que assim pensem, mas é assim que é. Então, diante desse desvio ufanístico dos argentinos, costumo me divertir às suas custas sempre que para lá vou. O golpe é o seguinte: por exemplo, entrando num táxi dou uma de turista avoado e como não querendo nada vou falando que para mim o Pelé foi o maior jogador brasileiro. Veja, caro leitor, atenção, é preciso dizer "brasileiro" e não "do mundo". Daí, naturalmente, respeitosamente o taxista diz: "Mas, claro! Pelé foi o melhor jogador brasileiro! Grande! Magnífico!", e amavelmente ele se derrete em elogios ao nosso querido Pelé. E pronto! está feita a cama do sujeito, ele está prontinho para o golpe, e aí eu pergunto: "E para vocês? Qual foi o melhor jogador argentino?" O sujeito sem dúvida vai responder: "Maradona! Evidente!" E aí faço cara de tonto e pergunto: "Maradona? Quem é esse cara? Nunca ouvi falar."




Cortando o que não deve







 
A provável visão nas manhãs de sexta-feira (Foto Mercedes-Benz)

Na busca pela contenção de custos, grupo estratégico da F-1 dá passo errado e discute redução de treinos. Equipes menores devem apresentar opções para evitar diminuição do grid. Temporada prossegue domingo com o GP da Espanha  


Paixão e razão raramente andam no mesmo ritmo ou cantam no mesmo tom, afirmação tão nova quanto andar para frente. Nem por isso os exemplos que confirmam essa clássica lei da vida deixam de aparecer com regularidade assustadora. Desta vez aconteceu num encontro de representantes de equipes de F-1 para discutir possíveis soluções para cortar gastos. Ainda que economia e automobilismo de competição sejam reconhecidos antônimos, a escalada de custos que o circo do Tio Bernie vive há anos já chegou a nada lisonjeiros “nunca antes na história desta categoria”. A primeira sugestão apresentada por Ferrari, Mercedes e Red Bull foi, no mínimo, um contra-senso: cancelar a primeira sessão de treinos livres, atividade que acontece nas manhãs das sextas-feiras, exceto em Mônaco, onde os carros vão à pista na quinta-feira. Segundo Toto Wolf, bam-bam-bam da Mercedes na F-1, a dificuldade de um acordo está na diferença de estrutura e finalidade entre as grandes e pequenas equipes, segundo sua declaração dada ao semanário especializado Speed Week, dos EUA:  
Toto Wolf (Foto Mercedes-Benz)

Nova carroceria é mais leve, com estilo mais jovem e compacto


O Fit, quem diria, provoca reações radicais. Alguns adoram o Honda, enquanto outros nem o colocam como possível opção de compra. Por isso o modelo 2015 do Honda Fit traz muitas novidades, para ser mais democrático e atrair mais consumidores. Só que o Fit mudou tanto que ganhou uma grande responsabilidade: ser o mais vendido da Honda no Brasil, superando o Civic. Nada fácil, já que o Civic vendeu 61 mil unidades em 2013 (17° mais vendido), contra 40,6 mil do Fit (25º). Começa a ser produzido em Sumaré (SP) e vai ter sua produção aumentada em breve com a inauguração da nova fábrica em Itirapina (também SP). 

A previsão de produção não é modesta: 48.000 unidades de abril a dezembro de 2014. Para vender mais, o Fit mudou carroceria, visual, aumentou espaço interno, aparecem várias novidades na mecânica (inclusive a volta do câmbio CVT em lugar do automático) e... mais importante, mudou sua filosofia, tentando ser mais “masculino” e menos “monovolume”. Perdeu aquela cara de batráquio, com o olhar de sapo devido aos faróis saltados, aumentou seu comprimento total em quase 10 cm e só é tratado pela Honda como “compacto”. 

Fit ELX na cor oficial de lançamento: Blue. Combina com Jazz, seu nome na Europa
Fotos: autor, salvo quando indicado


Em abril último a Jeep lançou a nova Grand Cherokee 2014 V-6 diesel em complemento às versões V-6 a gasolina lançadas em janeiro.

Antes de falar propriamente do novo modelo, quero dividir algum saudosismo que me bateu agora que estava pensando no post. O suve Grand Cherokee já foi um símbolo de status do Brasil lá nos anos 1990. Antes da abertura do mercado às importações, as opções de picapes e suves de luxo eram restritas a transformações da D-20 e F-1000 sendo as mais bem-sucedidas as feitas pela Brasinca e Sulam, que fabricavam algumas variações bacanas. Eram carros muito luxuosos e bem exclusivos, mas praticamente caminhões.

Com a abertura das importações, essas transformações caseiras perderam totalmente a força e os suves mais legais passaram a ser o Jeep Grand Cherokee e o Nissan Pathfinder. O Jeep mais para o luxo e o Nissan mais para a aventura. Em especial, a versão mais desejada pelos que desejavam status imediato era a Grand Cherokee Limited, que tinha detalhes como faixas e pintura das rodas em dourado. Curiosamente a Chevrolet Blazer Executive, o nacional mais luxuoso, e lançada depois da Grand Cherokee, também tinha esses detalhes em dourado.



Grand Cherokee Limited 1993 (foto: Jeep)





Enquanto o Brasil não adotar a pena de morte continuaremos a assistir, atônitos e indefesos, a bestialidades como a verificada ontem, em que idiotas jogaram dois vasos sanitário de uma altura de 20 metros sobre espectadores que deixavam o Estádio do Arruda, em Recife, após partida de futebol entre o Santa Cruz e o Paraná. O ato criminoso resultou na morte instantânea de Paulo Ricardo Gomes da Silva, de 26 anos e feriu mais duas pessoas, uma gravemente.

O vídeo, obtido no YouTube, mostra o momento em as duas privadas atingem os espectadores.

Não é só privadas que matam, mas pedras atiradas de viadutos nas rodovias, como uma que matou um motorista de ônibus da Viação Cometa anos atrás na Rodovia Castello Branco, salvo engano.

Como o instinto mais forte do ser humano é o de sobrevivência, em que se faz de tudo para não morrer, só a pena de morte, à exclusão de qualquer outra medida punitiva, será capaz deter a bestialidade que está assolando o Brasil. Por quê? Quem tem orifício anal tem medo.

Que não me venham idiotas defensores dos direitos humanos se manifestar contra a pena capital.

À mãe e familiares do jovem Paulo Ricardo o AUTOentusiastas expressa as maiores condolências.

Bob Sharp
Editor-chefe
AUTOentusiastas


Yin e Yang do automóvel

Na quarta parte desta série, aprendemos de forma genérica sobre comportamentos emergentes, enquanto nesta e na próxima aprenderemos mais alguns outros e como eles se relacionam com o automóvel. Como é de se esperar, nem todas as conclusões que tiraremos daqui satisfazem nosso senso comum. Também serão discutidos problemas e soluções para o trânsito, onde os comportamentos emergentes são mais visíveis.

Um pouco mais sobre o Yin e Yang

Podemos dizer que Yin e Yang são a visão filosófica das oposições das partes que mantêm o mundo finito unido e equilibrado, e que, diferente das visões românticas, otimistas ou pessimistas, é a visão integrada que tudo que é positivo por um lado possui outro igualmente negativo (apesar de muitas vezes oculto) e vice-versa, que se aproxima mais da realidade.

Vivemos em um mundo completamente interconectado, onde tudo se relaciona com tudo. Uma nova matemática e uma nova física começam a compreender a dimensão desta complexa realidade. Não é possível mexer com uma coisa e não afetar as outras. Graças ao Efeito Borboleta, não há ações inconsequentes, por menores que sejam.



Qual o segredo dos automóveis que marcaram para sempre a sua existência, se tornando ícones na mente dos consumidores? A resposta a esta pergunta é muito mais difícil do que parece e na realidade é o que todas as fabricantes perseguem na ocasião de um novo projeto.

O grande desafio  é a regra dos "3B", ou seja, fazê-lo bom, bonito e barato, aplicável a qualquer categoria de veiculo.

Vamos juntos compartilhar, post por post, os meandros do desenvolvimento veicular.

Meu primeiro post é introdutório e de caráter geral, para brevemente ilustrar o processo de desenvolvimento de um novo veiculo.




Como falei anteriormente, o desenvolvimento de um novo veículo segue a regra básica  "3B":





Coluna 1814 30.abr.2014                        rnasser@utoentusiastas.com.br        

up! tira portas, baixa preço e tem opção robotizada
É o mais barato dos Volkswagen no Brasil? Ou é o mais barato com câmbio robotizado? O up! duas-portas, recém-lançado, responde às duas questões.

Ele amplia o leque do produto mais moderno e seguro de seu segmento, e tanto a redução de preço em R$ 2 mil e a combinação do esperto motor tricilíndrico com a caixa robotizada busca aumentar vendas e diminuir o susto na queda de comercialização de sua fabricante, notada com a retirada de produção do antigo Gol G4, seu mais barato.

Embora sem explicitar, o que a Volkswagen pretende com o up! parece ser retomar slogan antigo, o Bom senso sobre rodas. O up! é o mais atualizado, inovador, econômico e performático de sua classe, mas tantas boas características encontram dificuldades de escolha por ser produto inteiramente novo.
A robotização do câmbio SQ100, sem tensor ou cabos, e seu gerenciador são evolução no campo. Agora a posição D analisa o uso e seleciona os melhores pontos para troca de marchas buscando economia no uso. Se o motorista quiser controle pleno, use a posição M.

Preços do up!


2-portas
4-portas
(I-Motion)
Manual
I-Motion
Manual
I-Motion

take up!
26.900

28.900


move up!
28.300
30.990
30.300
32.990
2.690
high up!


34.990
37.760
2.770
black up!


39.390
42.160
2.770
red up!


39.390
42.160
2.770
white up!


39.390
42.160
2.770


Alan Mullaly e Mark Fields

A Ford Motor Company nomeou hoje Mark Fields com substituto de Alan Mulally, de 68 anos, como presidente executivo em 1º de julho. “Desde o primeiro dia em que conversamos sobre a transformação da Ford oito anos atrás, Alan e eu concordamos que desenvolver a próxima geração de líderes e garantindo uma sucessão ordeira do presidente executivo estava entre nossas mais altas prioridades,” declarou o presidente executivo do Conselho de Administração, Bill Ford. “Agora, Mark está pronto para liderar nossa companhia no futuro como presidente executivo”.

Fields, de 53 anos, despontou como provável sucessor de Mulally quando foi promovido a executivo-chefe de Operações em dezembro de 2012. O veterano de 25 anos de Ford foi levado a ser o segundo maior executivo da Ford depois de conduzir as operações da fabricante na América do Norte e tirá-las de prejuízos enormes, passando-as a obterem lucros recordes.

“Obrigado por nos deixar este presente de uma Ford transformada que nos permitirá continuar a fazê-la crescer daqui para frente,” disse Fields a Mulally numa coletiva de imprensa hoje. “Sou abençoado por estar cercado por uma talentosa equipe de direção.”

O cargo de executivo-chefe de Operações não será preenchido.

“Sou apaixonado por produto,”, acrescentou Fields. “Manteremos e aceleraremos essa paixão por produto à medida que caminhemos para frente.” (Automotive News)
Fotos: autor
Já à venda na Europa



Era uma vez em 2007. Um carro elétrico, o Think, estava nas minhas mãos. Durante muitos anos eu tinha escutado sobre esse projeto cheio de problemas, na época a marca estava com a Ford. Depois de alguns anos, em 2003, a Ford vendeu o projeto, que voltou para donos na Noruega.

Eu estava muito curioso para saber como poderia ser dirigir este carro que estava na fase de desenvolvimento desde 1991. A
primeira sensação de dirigir um carro sem barulho de motor eu já tinha tido alguns anos antes com um Toyota Prius.  Engatar Drive, colocar o pé no acelerador  e sair na rua sem barulho nenhum. Só que com o Prius o barulho do motor a combustão começou bastante cedo porque o motor elétrico e a bateria eram bastante pequenos.

O Think era movido a eletricidade pura, e eu saí dirigindo. Depois de um quilômetro pensei: Ai, que carro mais ruim, quem vai querer um carro desse? Certo, o carro andava,  mas era barulhento e avaliando qualquer item, o Think era bem pior de que qualquer carro normal que havia para comprar na época. Lembro que pensei: Boa sorte. Mas uma hora qualquer marca normal vai fazer um carro elétrico, que com certeza vai ser melhor de que isso, e assim ninguém vai comprar o Think.

Em 2008 começaram as vendas dos Think, e em 2012 a empresa fechou. Não sei quantos foram produzidos, só sei que foram  mais de 1.000 carros. Vendo hoje anúncios na Noruega, pode-se comprar um Think usado por uns 20 a 30 mil reais. Há também protótipos do ano 2000 para comprar e vários estão com a bateria estragada.


Anúncio recente de um Think na Suécia




Ayrton, tantos anos depois… 






(Foto www.muitomaismusica.com.br)


Conheci Ayrton Senna da Silva quando era foca de jornalismo, meados dos anos 1970, época em que freqüentava Interlagos com uma assiduidade que o tempo em forma de trânsito paulistano amainou. Eu nem ligava muito para a falta dinheiro para ser piloto ou por sequer ter habilidade mínima para convencer um patrocinador: o que interessava era estar ali, participando, vivendo a paixão. Se a falta de dinheiro foi contornada pelo trabalho de “pintar” carros de corrida com adesivos feitos manualmente, o patrocinador que garantiu minha carreira materializou-se de forma inusitada: ao coordenar o box de Otto Carvalhaes e Xandy Negrão na disputa da 1000 Quilômetros de Brasília de 1975 (vencemos na classe A, à frente de Luiz Paternostro e Vinicius Losacco; Bob Sharp venceu na geral, junto com Edgard Mello Filho), Fernando Calmon apresentou a possibilidade de trabalhar em seu programa na TV Tupi, o "Grand Prix", ao final da temporada. E por isso minha precocemente terminada carreira de engenheiro (tranquei matrícula no primeiro ano) e dois anos na faculdade de artes plásticas foram sucedidas pela tradicional Cásper Líbero, pois jornalismo também se aprende na escola.

Uma das minhas primeiras pautas para a revista Autoesporte foi mostrar a picape Galaxie com dois eixos traseiros que Milton da Silva, o “Miltão”, construiu para promover a Univel, sua fábrica de acessórios para automóveis. O carro parecia aquele March de seis rodas: o segundo eixo traseiro era só enfeite, mas impressionava horrores. A partir daí fui me aproximando da família Senna da Silva e posso dizer que eu e o saudoso Cecílio Favoretto fomos os únicos jornalistas convidados para o casamento de Ayrton com a bonita e simpática Lilian, às vésperas do seu embarque para a Europa. 
Da esquerda para a direita: Alain Prost, Emerson Fittipaldi, Rubens Barrichello e Gerhard Berger (foto superspeedway.com.br)

Parecia que ele era imortal, mas infelizmente não era. Um acidente que normalmente não teria maiores conseqüências tirou a vida de Ayrton Senna do Brasil. Nos tirou Ayrton Senna do Brasil.

É incrível que já se tenham passado 20 anos desde aquela trágica manhã (para nós) de domingo 1º de maio de 1994. A Nação entrou no maior luto da sua História. Carros trafegando mais lentamente que o habitual, nenhuma buzina se ouviu entre o acidente no GP de San Marino e o funeral quatro dias depois. Reverência total a um herói nacional e um sentimento de perda igual ao de quando um ente querido nos deixa.

Na foto de abertura, quatro companheiros de Senna nas pistas fizeram o que nunca imaginariam ou desejassem fazer, ajudar a carregar seu caixão para a última morada.
Fotos: autor



O meu andar é erótico
Com movimentos atômicos
Sou um amante robótico
Com direito a replay

Eu sempre me considerei um fã dos carros da marca francesa Citroën. Como já contei aqui, a marca tem uma longa tradição de pensamento independente que sempre admirei. Sim, depois que se tornou parte menor da Peugeot, esse pensamento independente foi podado, ajustado e reduzido a um tamanho mais agradável a seus novos donos. Mas ainda assim existe uma vontade, um desejo de ser diferente que é claramente visível a todos. Algo muito louvável, principalmente hoje em dia, onde a originalidade fica mais rara, pela simples razão de que a evolução do estado da arte automobilístico torna tudo similar.

Me peguei pensando nisso ao dirigir um dos mais interessantes carros da marca hoje em dia: o DS3. Por uma dessas agradáveis coincidências da vida, pouco depois de comprar meu primeiro Citroën (um Berlingo verde), acabei fazendo um passeio com um DS3 novinho, numa estradinha belíssima, truncada, mas de pouquíssimo tráfego.  Para você que acabou de voltar de uma viagem de dez anos a Urano, e portanto não sabe o que é um Citroën DS3, sugiro ler os posts do Bob a respeito, clicando aqui e aqui.

Mas o que significa a sigla DS3? O prefixo DS, herdado do mais revolucionário veículo dessa empresa acostumada a revoluções (o DS19/20/21/23 de 1955 a 1975), é uma recente novidade na marca, uma sub-linha diferenciada e mais cara que a linha “normal” da marca, esta facilmente identificada pelo prefixo “C”. Existe então um Citroën C3, um quatro portas familiar normal, e um Citroën DS3, um duas-portas de acabamento superior, decoração esmerada, e mais potente. Uma idéia original, sem dúvida alguma, mesmo que a pífia utilização do prefixo DS tente uma ligação que não existe com um carro do passado. O DS original era um carro do futuro, visto de 1955, e os DS de hoje são apenas carros do presente, sem nenhuma pretensão de mudar em nada o estado da arte do automóvel atual.

Mas de qualquer forma, como já disse, é uma boa idéia para os de nosso credo. Sim, preferia a criação de um novo nome no lugar do uso profano de um ícone sagrado como o DS, mas, tudo bem. Se é para trazer alguma pimenta ao árido panorama dos carros produzidos em massa, que assim seja.
Foto: Ronaldo Bernardi/Agência RBS



No dia 13 de abril publicamos o post (Des)graças brasileiras, em que uma das três desgraças falava da decisão da administração do trânsito de Porto Alegre em estabelecer o tempo fixo de 30 segundos de sinal aberto nas faixa de pedestres da capital gaúcha, nada menos que o triplo ou o dobro do tempo atual. Dissemos — vaticinamos? — que a medida, totalmente desnecessária e dissemos por que (está no post citado), seria fatal para a fluidez do trânsito, que já crítica em certos horários. Foi exatamente o que aconteceu hoje. A cidade parou.

Pois bem, agora no final de tarde chega a notícia pelo portal da TV Gaúcha, através do leitor Rodolfo O. Flesch, como anteriormente, de que o prefeito de Porto Alegre, José Fortunati (PDT-RS), confirmou ao programa Gaúcha Repórter que vai vetar a emenda número 2 do Estatuto dos Pedestres, aprovada na Câmara dos Vereadores da Capital, que prevê um tempo mínimo de 30 segundos para a travessia de pedestres nas sinaleiras (faixas de pedestres semaforizadas).

Para o prefeito, diz a nota, "é importante que o pedestre possa atravessar com extrema segurança as vias de Porto Alegre, mas isso não pode impactar na mobilidade". Por isso Fortunati garantiu o veto.

A confirmação sobre o veto foi dada após a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) dar início nesta terça-feira a um teste nas principais vias que levam à região central da Capital, com o aumento do tempo nas sinaleiras. Fortunati afirmou também que já solicitou a normalização do sistema pela EPTC, que prevê 12 horas para o trabalho de reprogramar 238 semáforos.

Como se vê, trânsito no Brasil não é mesmo tratado com a seriedade que precisa. Que gente mais burra e irresponsável! Será para isso que esses imbecis são eleitos?

Bob Sharp
Editor-chefe
AUTOentusiastas







Estande da Audi no Salão de Genebra deste ano: tudo branco (foto Bob Sharp)


O AUTOentusiastas dá boas-vindas a Carlos Meccia, que passa a integrar o seu quadro de editores. Engenheiro mecânico, trabalhou nada menos que 40 anos na Ford Brasil Ltda (hoje Ford Motor Company Brasil), onde se aposentou. Com essa bagagem de conhecimentos e experiência, Carlos Meccia tem muito o que contar.
Ele estréia com o um texto singelo, quase uma "amostra grátis", porém significativo, a influência da cor do automóvel sobre o consumo de combustível. Tenho certeza de que você gostará.

Bob Sharp
Editor-chefe

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AUTOMÓVEIS BRANCOS CONSOMEM MENOS COMBUSTÍVEL


A cor branca em automóveis tem aumentado consideravelmente no Brasil e no mundo, sendo cada vez mais a preferência do consumidor. Segundo a Axelar, fabricante de tintas automobilísticas, a cor branca se faz presente em aproximadamente 30% dos veículos zero-quilômetro, em termos mundiais.

Modismos à parte, as cores claras, principalmente a branca, oferecem vantagens, ajudando a reduzir o consumo de combustível e o nível de emissões de poluentes pelo escapamento dos automóveis.

Qual é a mágica? Pura física aplicada somente.  As cores claras, como a branca, refletem mais os raios solares incidentes na superfície do veículo, ajudando manter a temperatura no interior da cabine mais baixa. Assim, o compressor do ar-condicionado, que é acionado pelo motor, fica ligado menos tempo para manter o conforto interno. A troca de calor entre o motor e o ambiente também é favorecida devido à menor temperatura do capô do motor, permitindo que o ventilador do radiador funcione menos.




As taxas de Ecclestone

 





Slavica e Bernie, juntos mesmo após a separação em 2009 (Foto Rex Features)

Enquanto prossegue seu julgamento na Alemanha, Bernie Ecclestone vê crescer o cerco à sua fortuna na Inglaterra. Vettel ganha carro novo para tentar vencer novamente e De Silvestro testa em Fiorano sonhando com presente de Natal

A vida de Bernie Ecclestone tem ficado mais animada a cada dia que passa e não necessariamente por causa do que ocorre nas pistas do Mundial de F-1. O julgamento do processo que envolve a propina paga ao alemão Gerhard Gribkowsky faz surgir possíveis resultados de investigações sobre a forma com que o bilionário cuida da sua fortuna. Os comentários mais recentes falam em dívidas com o fisco inglês supostamente superiores a £ 1 bilhão (cerca de R$ 3,76 bilhões) teriam sido quitadas com um pagamento de uma pequena fração desse valor. Além disso a imprensa inglesa explora o acordo financeiro resultante do seu divórcio com a croata Slavica Radić, que renderiam a ele entradas mensais de aproximadamente R$ 18.797.000.

Enquanto aguarda a segunda sessão do julgamento em Munique, quinta-feira, Ecclestone negou o possível acordo e mantém a calma e a fleuma que o caracterizam. As denúncias que vazaram na imprensa britânica são o resultado de nove anos de investigações do imposto de renda da Inglaterra sobre a estrutura fiscal dos seus negócios em torno da promoção e realização do Campeonato Mundial de F-1. Aos 83 anos de idade, o dirigente poderá finalmente ser substituído no comando da categoria caso a Justiça alemã o declare culpado.


Vettel terá chassi novo na Espanha

 

Superado por Ricciardo, Vettel  vai ganhar chassi novo (Foto Getty Images)