google.com, pub-3521758178363208, DIRECT, f08c47fec0942fa0 AUTOentusiastas Classic (2008-2014)


Quando escrevi sobre o AMC Eagle algum tempo atrás, acho que falei pouco sobre a origem do carro. Resolvi então hoje remediar este erro.

A hora não podia ser mais oportuna, porque aproveito também para explicar a origem de um dos vilões do novo filme da Pixar Carros 2, Grem, que vocês podem ver na foto que abre o post. Grem é um velho AMC Gremlin X dos anos 70, revoltado por ser desprezado por todos. Nos EUA, é fácil entender a piada, mas aqui, acho oportuno explicar.

Foto: Autor

Na recente viagem à Alemanha e visita a Wolfsburg, fui mais uma vez ao Museu Volkswagen, onde sempre há o que se  ver, não importa quantas vezes se vá. Pelo menos sob a ótica antoentusiasta.

A entrada do Museu VW. A temperartura estava - 2 °C

Fotos: Divulgação JAC Motors Brasil



Há um ano e meio o empresário Sérgio Habib, ex-presidente da Citroën do Brasil, decidiu importar algum modelo em altos volumes. Depois de pesquisar, escolheu a marca chinesa JAC, produzida pela Jianghuai Automobile Co. de Hafei, mais conhecida como JAC Motors, “por ser uma indústria moderna e altamente capacitada", disse na apresentação à imprensa nesta sexta-feira.

A JAC Motors não é das maiores fabricantes chinesas, é apenas oitava na classificação, com capacidade para 500 mil veículos por ano. Foi fundada em 1964, é estatal e só recentemente, em 2007, passou a fabricar automóveis. Até então, apenas caminhões. A capacidade de produção é 500 mil unidades por ano e a exportação ainda é pequena, 20 mil unidades em 2010.

Um amigão nosso, autoentusiasta de carteirinha, está morando na Europa, e com frequência nos manda relatos de como é a vida por lá. No que diz respeito a automóveis, duas coisas se destacam: Praticamente não há modelos de gerações anteriores convivendo com modelos mais novos, e o pacote básico de equipamentos é bem mais generoso do que aqui.

No caso da atualização dos automóveis, julgo que o maior poder aquisitivo da população, os preços menos carregados de impostos e um consumidor mais maduro, não permitem que um modelo defasado sobreviva. A diferença de valores nunca será grande a ponto do mais antigo parecer uma pechincha, e o consumidor optará sempre pelo modelo mais moderno, inviabilizando a produção do antigo.


Ando sumido, mas entre um trabalho e outro sobrou um tempo livre em Dubai, onde estou agora.

Logo que cheguei ao aeroporto parei numa livraria para dar uma olhada nas revistas de carros Várias conhecidas como Car, Autocar e Evo tem edições específicas para o Oriente Médio - Middle East Edition. De cara peguei uma edição especial da CarEpic Drives, uma compilação de avaliações de carros bacanas feitas nas melhores estradas dos Emirados Árabes Unidos, onde fica Dubai, um dos sete emirados. Também comprei uma Evo com uma avaliação do novo Pagani – esse com o nome complicado - especialmente para o Juvenal Jorge.

Foto da matéria que me instigou a viajar até lá

No recente post sobre o Saab 900, muitos leitores pediram mais fotos do carro. O AE não costuma deixar seus leitores a ver navios, então, com ajuda do dono do carro, aqui estão mais algumas. Todas bem interessantes, que mostram mais alguns detalhes que ficaram de fora daquele post. Seguem aqui, comentadas.


Foi lendo e relendo o "Livro do Automóvel – Seleções do Reader’s Digest" que, ainda na infância, adquiri a maioria dos conhecimentos sobre o funcionamento dos diversos sistemas que compõem um automóvel. A fartura de ilustrações e os textos precisos explicavam direitinho como funcionava um anel sincronizador, as diferenças entre as diversas configurações de motores (em linha, em vê, contrapostos) e mostrava até dicas de como conduzir com mais segurança.



O Porsche 918 RSR foi anunciado no ano passado como parte das novas propostas de veículos de competição amigáveis ao meio ambiente, por ser um híbrido. Apresentado recentemente como um modelo real e não mais ilustrações de computador, o RSR foi destaque da mídia pelas novas tecnologias empregadas.


O Porsche 918 RSR

A proposta do 918 é utilizar um V-8 derivado do Porsche Spyder LMP2 de grande sucesso nas pistas, juntamente com dois motores elétricos no eixo dianteiro para fazer do carro um híbrido de tração integral e mais de 750 cv de potência total. A novidade seria o acumulador de energia de frenagem, localizado no lugar do banco do passageiro, e pelas informações da mídia, derivado to GT3 Hybrid.

Fotos: autor.


Há algumas semanas, escrevemos um pouco sobre o piloto Don Garlits. Para quem não viu, o texto está nesse link.
Os muitos carros que estão no museu dificilmente podem ser descritos em sua totalidade, tanto pela quantidade, cerca de 100, quanto pelas inúmeras histórias de cada um, pois são tanto de Garlits como de outros pilotos que doaram ou emprestaram seus carros para exposição.

Um ponto ruim é a cordinha de isolamento que existe ao redor dos carros, e que atrapalha muito as fotos. De qualquer forma, é necessário visitar o endereço do museu na internet, e lá pode-se ver fotos bem melhores do que as que eu tirei. Um exemplo de como é importante ver o site, é a página  do Swamp Rat 12A, uma foto do carro em um evento onde o motor foi ligado, com som.

Foto: thegolfgti.com

No recente post sobre o nome Volkswagen usei a foto acima, mas de outro ângulo. Esta agora é ainda mais espetacular. Considero essa visão da usina termoelétrica da fábrica Volkswagen um verdadeiro símbolo da tenacidade do povo alemão, que levado ao mais sangrento conflito da História, pelo qual não teve a menor culpa, soube se reerguer e levar seu país ao lugar de destaque que ocupa hoje na economia mundial.

Inclusive, e principalmente, naquilo que a Alemanha representa para os autoentusiastas de todo o mundo, a excelência dos seus "automóveis de Autobahn", projetados e fabricados para se viajar com total segurança nas magníficas autoestradas do país que sabiamente não impõe limite de velocidade.

A foto acima não é do Paulo Keller, mas mesmo sem entender coisa alguma de fotografia eu digo que ela merece um prêmio. O bom fotógrafo é aquele que tem a capacidade de transportar o observador para o momento exato do clique, transmitindo sensações que uma simples imagem seria incapaz de registrar. Ainda que pareça um exagero, digo que ao observar a foto acima eu consigo sentir o vento frio batendo no rosto, o cheiro dos pneus, a vibração do solo e o som dos dois motores ecoando na pista.


Poucas pessoas nunca ouviram falar de Howard Hughes, mesmo vários anos após sua morte em 1976, então um completo recluso que evitava contato com o mundo exterior.

Nascido herdeiro de uma companhia produtora de brocas petrolíferas fundada por seu pai, Hughes, órfão de pai e mãe muito cedo, aumentou centenas de vezes seu patrimônio já considerável, e se tornou um dos mais ricos homens do mundo. Hughes foi o estereótipo do milionário excêntrico, quase um roteiro completo para alguém que quiser criar um personagem de ficção com esta descrição.

Hughes era maníaco depressivo, tinha um pavor de contaminação que piorou muito com a idade. Mas era fascinado por cinema e mulheres bonitas, o que o levou a ser primeiro produtor independente, depois dono de estúdio (RKO), e amante de centenas,milhares de mulheres, entre elas, Katherine Hepburn, Ava Gardner e Jane Russel. Foi um aviador e construtor de aviões, e dono da aerolinha TWA. Mas era completamente errático e obsessivo em seu comportamento, gastava milhões em projetos obviamente sem futuro, mas por uma combinação de sorte, coragem e bons assessores, só conseguia ficar ainda mais rico.

Howard Hughes não era o que se pode descrever como uma boa pessoa. A motivação principal de suas ações sempre foi o benefício próprio, e já foi descrito como a pessoa mais desprovida de emoção que já pisou na terra. Mas o mundo seria um lugar infinitamente menos interessante se ele nunca tivesse existido.

O Salão de Genebra é um dos mais importantes do mundo e sempre traz celebrações e grandes carros do passado. Nesta edição comemorou-se, por exemplo, o aniversário dos cinquenta anos do Jaguar E-Type, com uma versão especial do atual XKR. A Porsche mostrou o 918 RSR, seu carro de corrida híbrido, juntamente com o Lohner-Porsche, a Mercedes mostrou o SLS E-Cell junto ao Mercedes-Benz Simplex.

No estande da Fiat, entretanto, contrastando com um atual 500, estava um carro único que leva o nome da fábrica italiana, um carro que nasceu de restos de um SB4 Grand Prix para se tornar recordista de velocidade. Eis o Mefistofele.

Fiat Mefistofele exposto no Salão de Genebra deste ano

No período do Carnaval só haverá um post por dia, que será publicado às 13h00. Voltaremos ao regime de dois posts diários na próxima quinta-feira, dia 10 de março.
Daqui a pouco, às 13h00 deste domingo, você poderá ler um interessante post do Milton Belli.
Bom Carnaval a todos.

Bob Sharp
Editor
AUTOentusiastas
Foto: Autor

Como eu disse num comentário-resposta a um leitor sobre o post Um Fio de Esperança, estive esta semana em Genebra, na Suíça, visitando o 81° Salão do Automóvel daquela cidade (foto acima), e na Alemanha, revisitando a Volkswagen na sua cidade-sede, Wolfsburg, onde eu estive em 1994, portanto dezessete anos atrás.

Considero o Salão de Genebra mais charmoso de todos. É o primeiro europeu importante do ano, não é suntuoso demais e é anual, enquanto os de Paris e Frankfurt são bienais, anos pares o primeiro e anos ímpares, o segundo. Genebra este ano não foi pródigo em novidades, mas teve coisa interessante, como o  conceito Alfa Romeo 4C, de motor central, o VW Tiguan de segunda geração e novo Golf conversível. A Ferrari apresentou seu polêmico FF, um autêntico shooting brake de motor V-12 dianteiro e tração integral, que chamou muita atenção. A Audi mostrou seu conceito A3 sedã.
Outro dia desses, meu irmão Eduardo pegou emprestado o Fox 1-litro do meu outro irmão, Gustavo, para uma viagem de uns 250 km. Achou o desempenho do carro sofrível, disse que nunca teria um carro assim. Já andei no carro, porém somente no trânsito, e não achei tão fraco. A julgar pela ficha técnica, teria que ser até razoável, já que pesa 1.000 kg e o motor desenvolve 76 cv (com álcool) a relativamente baixos 5.250 rpm.

Me lembro de uma viagem BH-Rio que fiz com o amigo AG, no Uno Mille Brio que tive, com seus 54 cv encarando diversas subidas. Concluímos a viagem, se não me falha a memória, em 4 horas e meia, um tempo bem razoável para os 400 e poucos km da BR-040, com a maior parte do trajeto em mão-dupla e relevo bem acidentado.

A comparação que mais me chamou a atenção foi a do trecho Miguel Pereira-Rio, de aproximadamente 120 km, com uma serrinha apertada no começo. Andando bem rápido de carro, dá para fazer em 1h30, mas fiz com o caminhãozinho Agrale de parcos 65 cv em 1h45. E olha que 95 km/h nele era só de morro abaixo e com vento a favor !

Evidente que é mais agradável ter sobra de potência, viajar a baixos giros e poder retomar rápido apenas apertando um pouco mais o pedal direito. Mas mesmo com uma relação peso-potência menos favorável, é possível conseguir bons tempos de viagem. Acho uma tremenda bobagem quando ouço por aí que viajar de carro 1-litro é um sofrimento. Subidas são vencidas um pouco mais devagar, mas no final das contas a diferença é pequena. Diferença mesmo, só em viagens longas onde um carro mais possante possa manter médias realmente altas, coisa que não temos aqui no Brasil.

AC



Na verdade, poucos são os compradores de réplicas de esportivos clássicos que realmente sabem escolher seu carro. Poucos sabem se o carro se comporta bem ou mal. Na verdade, poucos estão ligando mesmo pra isso. No máximo pensam um pouco sobre o motor.

E é duro de doer quando se vê como muitos os “decoram”. É crime atrás de crime. Por exemplo, já vi réplica de Cobra com luz de neon por baixo, outra com alavanca de câmbio com uma cabeça de serpente naja, fora as barbaridades de rodas de aro imenso e pneu fita, além de painel de madeira, uma coisa que o original nunca teve.

É de lascar.



Quantas vezes você já teve a oportunidade de dirigir um carro único aqui no Brasil?

Quase um ano atrás, finalmente consegui passar um dia com o meu amigo Valter e seu Saab 900 Turbo S 16 Aero, o carro preto nas fotos deste post. O Valter é um velho colega de faculdade, e o seu carro, por sair pouco da garagem, chega a ser piada entre a turma aqui do Blog. Costumamos dizer que o Valter já deixou de pagar IPVA para pagar IPTU. Mas na verdade, estamos apenas sendo maldosos com o amigo, pois o carro se exercita mais do que a maioria dos carros antigos ou de interesse especial que conheço.



Mas o interessante aqui é que o carro é simplesmente único no país. Não se tem notícia de nenhum outro 900 deste tipo importado, e mesmo de outros tipos, só sabemos de mais dois, um conversível vermelho do mesmo ano (importado junto com o do Valter), e um outro fechado de 1983, vermelho. O carro do Valter foi importado pela GM, para avaliação, naqueles tempos de recente liberação de importações. O conversível, vermelho, importado junto, tem paradeiro desconhecido. Depois da GM, a história do carro se torna nebulosa, até que nossos amigos FM e B o encontraram à venda em uma lojinha de carros usados em São Paulo, em 2004. O Valter, que desde as reportagens da Motor3 nos anos 80 era vidrado no modelo, imediatamente aproveitou a chance e comprou ele. Desde então, tem cuidado carinhosamente do carro, e mantido esse pedaço da história com o cuidado que ele merece.




Está sendo veiculado um comercial de televisão onde a Nissan ataca o Ford Focus. Pessoalmente, eu gosto de informações transparentes, e tudo que escrevo aqui é opinião apenas minha, não do blog, como fica claro nos textos que escrevo.

Dito isso, me agrada deixar minha opinião sobre esse comercial do tipo Pepsi, que quando gastava dinheiro em publicidade, várias vezes atacava a Coca-Cola.

Um amigo Autoentusiasta percebeu um erro na página do Ministério do Meio Ambiente na internet que deve ser apontado, e esperamos, corrigido o mais rápido possível. Transcrevo abaixo o texto do amigo CMF:

"Por indicação de um amigo, fui conferir uma notícia no site do MMA (Ministério do Meio Ambiente) que quer implantar a inspeção veicular ambiental como obrigatória para daqui a pouco mais que um ano (25/04/2012). A página em questão é:

(reparem que é do site OFICIAL do MMA, domínio.gov.br)

fotos: Arnaldo Keller e divulgação Renault


O Renault e uma Tom Parrish

Fora o empolgante motor de quatro cilindros, 1,6-litro, de 16 válvulas, não há nada que o diferencie esportivamente no quesito dinâmico do Sandero normal, 1,6-litro de 8 válvulas. A suspensão é exatamente a mesma – molas, amortecedores, altura, etc.

Vale lembrar também que esse motor 16V já equipou o Sandero normal pouco tempo atrás.

Em termos práticos, hoje, se você quiser um Sandero com esse bom motor de 4 válvulas por cilindro, elástico e que sobe de giro com animação, então você tem que comprar o GT Line. Preço sugerido: R$ 42.590,00.
O senso comum, especialmente nas áreas de engenharia, diz que o melhor nem sempre é o mais bonito. Particularmente eu concordo. Um carro de corrida, por exemplo, tem que ser rápido e ponto final, por isso os F-1 e demais carros das categorias de ponta como a Le Mans Series, os carros são cada vez "menos carros" e mais máquinas de uso exclusivo para velocidade.

No passado, os carros eram muito mais vistosos e bonitos, é inegável, assim como eram duvidosas suas concepções aerodinâmicas. Em 1975, um francês que pilotava um BMW em provas de endurance achou que podia colocar, literalmente, um pouco mais de cor nas pistas. Hervé Poulain teve seu 3.0 CLS pintado pelo artista e amigo Alexander Calder e correu com o carro nas 24 Horas de Le Mans daquele mesmo ano, mas não terminou a prova. É a foto do carro que abre este post.

Andei dando uma olhada nos CDs lançados há anos atrás com todos os testes da revista 4 rodas digitalizados, da primeira edição em 1960 até o final de 2003, e achei um teste interessante, com a linha de motos CB da Honda, em setembro de 1969, portanto anterior a este que vos escreve vir ao mundo.

Ao contrário dos carros, que ao longo dos anos viram a potência específica aumentar bastante, as motos testadas já desenvolviam potência similar (e até maior) do que as motos de hoje em dia. A diferença é que toda a linha CB usava motores bicilíndricos, mesmo a 125, e hoje predominam os monocilíndricos.

Foto: goodyear.com.mx

Faz um bom tempo que tento convencer os fabricantes de pneus a relançar o pneu radial medida 155SR15 ou, como se especifica hoje, 155/80R15. Que carros usavam-no? Todos os Volkswagen sedã de aro 15 e todos os DKW-Vemag. Mas eles não saíam assim de fábrica, vinham com pneus diagonais 5,60-15 que muitos compradores mandavam trocar pela medida acima, só que de marca Pirelli modelo CF67, antes de sair com o carro zero-quilômetro da concessionária.

Isso a partir de 1962/1963, quando os pneus radiais começaram a aparecer mais no mercado de reposição. Até então só o FNM 2000 JK, o Alfa Romeo 2000 berlina (sedã em italiano) brasileiro, tinha pneus radiais de fábrica.


Andei tentando agendar uma data para a vistoria anual obrigatória no Detran-RJ, sem sucesso. Na verdade um posto tinha vaga, o de Magé, mas me recuso a ter que viajar a outro município para me submeter a tal vistoria. E as datas disponíveis já eram para o mês de abril, donde concluo que como só tenho até 30 de abril para vistoriar meu carro (placa final 0) segundo o calendário divulgado, provavelmente não conseguirei cumprir a exigência, mesmo tentando o agendamento com dois meses de antecedência.

Outro dia, por conta de algum apagão, o sistema do Detran-RJ ficou fora do ar e as pessoas que tiveram seus carros vistoriados nesse dia não conseguiram levar o documento (CRLV) de 2011 para casa. Em nota, o Detran-RJ comunicava que as pessoas que lá estavam não precisariam fazer novo agendamento (seria o fim da picada!), bastando retornar aos postos nos 5 dias seguintes. Ora, qualquer morador do Rio sabe o caos que são os postos de vistoria em dias normais, imaginem nesses dias com movimento extra. E o pobre do cidadão que já perdeu o dia de trabalho para cumprir com essa obrigatoriedade, corre o risco de perder mais um dia dentro de um contêiner entupido de gente, rezando para uma boa alma gritar o seu nome e entregar o documento verdinho que lhe permitirá rodar o resto do ano.



“Chamai-me Ismael. Faz alguns anos – não importa quantos, precisamente -, tendo na bolsa pouco ou nenhum dinheiro e nada que particularmente me interessasse na terra, achei que devia velejar um pouco e ver a parte de água do mundo. É uma maneira que tenho de afastar o tédio e regular a circulação. Sempre que começo a ficar rígido e austero; sempre que é um escuro e úmido novembro em minha alma; sempre que me vejo parar involuntariamente em frente a casas funerárias, e a seguir todos os cortejos fúnebres que encontro; e especialmente quando minha hipocondria toma tal domínio sobre mim que é preciso um sólido princípio moral para me impedir de sair deliberadamente às ruas socando as pessoas – então acho que está na hora de ir para o mar o mais depressa possível. É o meu substituto para a pistola carregada. Com um floreio filosófico Catão se atira sobre a espada; eu calmamente subo a bordo do navio. Não há nada de surpreendente nisso. Quase todos os homens, qualquer que seja sua classe, uma vez ou outra, compartilham comigo praticamente os mesmos sentimentos para com o oceano.”

O texto acima é o início do livro "Moby Dick", escrito pelo americano Herman Melville em 1851. Melville  era ele mesmo um andarilho, um aventureiro, além de escritor, e a introdução de sua obra-prima transparece isso. Particularmente acho Mellville um gênio da pena, e Moby Dick um forte concorrente para o posto de melhor obra literária já criada. Não existe pessoa com um pouco de alma que não sinta uma incomensurável vontade de sair e ver o mundo lá fora, deixando tudo para trás, ao ler o primeiro capítulo desta obra. Um livro épico de conotações bíblicas, uma viagem a um lado negro das obsessões humanas, um questionamento sobre a fronteira entre o bem e o mal. Fora que é escrito com um domínio magistral da língua, é as vezes de um humor irônico genial, e tem todo aquele suspense que nos impede de parar de ler. Como se não bastasse, é um tratado sobre a pesca de baleia no século19. Uma obra-prima imortal.

Mas o que isso tem a ver com os automóveis, tema deste blog? Bem, sempre que leio o início deste livro, substituo em minha mente o mar pela estrada. Sempre que é um úmido e sombrio novembro em minha alma, imagino-me acelerando um carro numa enorme reta que segue até acabar no horizonte. E me sinto melhor.


Quais são as características da moderna minivan? Tração dianteira? Motor transversal? Rodas dianteiras localizadas bem adiante da cabine? Um desenho monovolume com capô curto e bem inclinado? Um assoalho plano em toda a extensão e arranjo flexível de bancos e espaço para carga? E quem foi a primeira? Renault Espace, Dodge Caravan/Plymouth Voyager ou Nissan Prairie, as três em 1982? E a DKW Schnellaster (transportador rápido)? Ela tinha tudo isso em 1949. É mais do que hora de lhe prestar esse reconhecimento.



Foto: supercarioca.fotopages.com


Quando li o post do Alexandre Cruvinel, Categoria D, me lembrei de um fato parecido. Uma coisa puxa a outra, como se diz.

Em 1996 eu estava na revista Autoesporte, editor de testes e técnico. Tínhamos recebido o então novíssimo BMW Z3 para teste e saí com o fotógrafo Ricardo Novelli para a sessão de fotos.

Pouco antes eu havia estado na inauguração do Cesvi Brasil S.A, Centro de Experimentação e Segurança Viária, com raízes na Espanha, uma organização voltada para os profissionais do setor de reparação e dos mercados segurador e automobilístico em geral.

O Cesvi é localizado no condomínio industrial City Empresarial Jaraguá, nos limites do município de São Paulo. Logo identifiquei ali o local perfeito para fotos de testes, pois além de não ser via pública tem um traçado variado. Por isso fomos fazer as fotos do Z3 lá.


O carro acima é, na opinião deste colunista, o mais emocionante lançamento automobilístico deste ano. Sim, a veneranda empresa familiar de Malvern Link, Worcestershire, Inglaterra, a Morgan Motor Co, volta a fazer um tipo de carro que a deixou famosa: o carro esporte de três rodas.

Os carros de corrida clássicos são marcantes pela sua história apaixonante, desde sua criação e desenvolvimento, participação nas corridas até seu atual estado, seja em um museu, participando de eventos ou mesmo friamente abandonados e esquecidos.




Apenas mais um fora-de-série feito sobre o chassi do Fusca, como dezenas que tivemos aqui no Brasil. Mas me lembro bem de ter visto as primeiras fotos em revistas e de ter ficado curioso, pois omitiam (ou eu não prestei atenção) o uso da mecânica VW arrefecida a ar.

Usava alguns componentes do Chevette e isso dava um ar mais moderninho ao carro, fazendo supor algo bem diferente do que estávamos acostumados a ver. Fiquei com essa impressão ao ver as primeiras fotos.

O carro foi exposto no Salão do Automóvel de 1984, e me lembro que o estande dele estava bem movimentado, mas ao chegar perto, a decepção, aquele aspecto meio desconjuntado que a maioria dos carros feitos sobre o chassi do Fusca apresentam. Tinha mais jeitão de bugue quadradinho do que de um conversível moderno.

O Miura, de 1977, um dos mais belos modelos sobre a mecânica VW arrefecida a ar
De tudo que foi feito em plástico reforçado com fibra de vidro usando essa mecânica, acho que nada foi tão feliz como o Puma. O Bianco também é legal, os primeiros Miuras até tinham um visual interessante. Lembram de mais algum digno de nota?

AC
Fotos: Divulgação


Os carros esportivos são a ponta de lança da tecnologia automobilística. Assim como os aviões de caça, é neles onde as novidades do seu setor primeiro são postas em prática.

Esportivos como Porsche, Ferrari, Mercedes – tradicionais frequentadores das pistas, e ali vencedores – mais avançados são, pois grande parte da tecnologia nasce na guerra das competições.



Ao ler o post "PALAVRAS" do BS, imediatamente me lembrei de uma enorme distorção no vocabulário técnico que habitualmente usamos, e de tanto usarmos, virou jargão até entre técnicos e engenheiros, mas que está errado.

As distorções mais populares estão ligadas às unidades de medida.

Quando vamos ver um carro usado, a primeira pergunta que se faz é qual a "quilometragem" dele, como referência a quanto ele já foi utilizado. O termo "quilometragem" é bastante popular e já faz parte do nosso vocabulário, mas será que alguém pergunta qual a "litragem" do motor ou a "quilagem" de carga que ele pode carregar?

Foto: loja4x4.com.br
Está muito ruim presenciar todos os dias a enorme quantidade de motoristas que dirigem devagar demais.

Seja em ruas, avenidas ou estradas, parece haver um desesperador medo de dirigir em velocidade compatível com as condições de piso, visibilidade, e sinalização.
Fotos: Divulgação Nissan



Viajei com ele - peguei as rodovias Bandeirantes, Anhanguera e algumas estradinhas vicinais - e me agradou o modo como viaja. Vai silencioso, estável, confortável, espaçoso e sempre está pronto a acelerar com segurança. É um bom estradeiro. Viajar com ele não nos cansa.

Nem parece que o motor flex 4-cil. de 1,8 litro de cilindrada rende só 126 cv quando com etanol, porque ele anda muito bem, parece que tem mais potência. O que peguei tinha câmbio manual de seis marchas. Há também a opção do câmbio automático de quatro marchas com quarta overdrive.

Bom de estrada, perfeita estabilidade direcional




Já tinha guiado o caminhãozinho Agrale 1600D do meu sogro várias vezes, nele peguei o jeito rápido. É bem mais alto e largo que um carro, mas não tão mais comprido. O freio hidráulico dele passa sensação ao pedal parecida com de qualquer carro, apenas é mais duro e menos eficiente. Os espelhos laterais são grandes o suficiente para enxergar bem as laterais do baú. O que matava mesmo era o peso dos comandos. A direção não tinha assistência, era um tal de girar o volantão para lá e para cá. A caixa de marchas também estava longe de ser uma seda, o comando da alavanca era bem pesado. Essa combinação delicada dava para deixar qualquer um exausto depois de um dia inteiro de volante.

Foto: commonswikimedia.org

Não era esse, mas era igual, até a cor. O Fiat 500 C era de um grande amigo, o Luís Carlos Barbará, e vivíamos para baixo e para cima nele. Isso por volta de 1957/1958 eu com 15 para 16 anos.

Já tinha algum conhecimento de mecânica, vivia mexendo nos motores de bicicleta Victoria e na Lambretta que tínhamos lá em casa. Por isso, quando o Luís Carlos me disse que o 500 estava com barulho no diferencial, me ofereci para consertar. Antes de começar o serviço dei uma volta e identifiquei ruído de rolamentos da caixa de satélites. Eu lia muito e sabia que pares cônicos helicoidais requerem um bom ajuste de profundidade do pinhão na coroa e distância entre as duas engrenagens, que é o que dá a folga entre dentes. Mas como era só trocar os rolamentos não seria necessário fazer o ajuste - eu nem meios para isso tinha. E mãos à obra.
Foto: GM

Denise Johnson, americana, 43 anos, deixou nesta manhã o cargo de presidente da General Motors do Brasil, posição que assumiu em 1° de julho do ano passado. O motivo alegado é de ordem pessoal. Denise deixa, inclusive a companhia-mãe, a General Motors Company, onde trabalhou durante 21 anos.

Trata-se da fato totalmente inusitado a brevíssima permanência de um presidente numa empresa multinacional como a GM do Brasil.

Jaime Ardila, que deixou o cargo de presidente da GM do Brasil com a chegada de Denise e passou à presidência da então criada GM América do Sul, assume interinamente o cargo deixado pela americana.

BS

Ilistração: ruralwillys.tripod.com


Há algumas coisas para as quais eu gostaria de ter explicação. Determinadas palavras, por exemplo. Tenho visto por aqui alguns textos automobilísticos nos quais, em vez de escrever motor, o autor escreve bloco, como se fossem sinônimos. A expressão bloco do motor já diz que não são. Bloco é a maior peça do desenho acima. Não é motor, mas parte dele.

Mas ontem me encaminharam um link de notícia sobre o Porsche GT3 que tem câmbio de dupla embreagem PDK, mas que pode ser comprado também com caixa manual de seis marchas, ou seja, o tradicionalismo fala alto na Porsche - ao contrário da Ferrari, que além de não ter mais câmbio manual nos modelos mais recentes, como o 458 Italia, ainda acabou com a alavanca seletora.

Oggi CSS, apenas 300 unidades produzidas para homologar o motor 1.415 cm³ para o Campeonato Brasileiro de Marcas e Pilotos, em 1984. A Fiat era o único dos quatro fabricantes que não possuía um motor 1,6-litro, o 1,3-litro era o maior motor que equipava a linha 147 (Spazio, Oggi, Panorama).

Para não ficar em grande desvantagem, desenvolveu um novo virabrequim, com curso de 78 mm (contra 71,5 mm do 1300), levando o motor a 1.415 cm³, que com a adição de um carburador maior, cabeçote com válvulas maiores e nova árvore de comando de válvulas, desenvolvia 78 cv líquidos, contra 59 cv do 1300 a gasolina, um ganho bem razoável.



Não é à toa que os japoneses inventaram o esporte-espetáculo chamado de Drifting. Uma olhadela na quantidade de carros com tração traseira e turbocompressores oferecida ao povo de lá desde os anos 80 explica muita coisa.