UM KARMANN-GHIA NA SALA

Fotos: Arquivo Karmann-Ghia, Luiz Quibao Jr. e autor.
Karmann-Ghia cupê, o projeto mais famoso e vendido a levar o nome da empresa
Admiro o Karmann-Ghia, principalmente a versão cupê. Aquela carroceria sem emendas e repleta de curvas me fascina. Nunca tive a oportunidade de ter um na garagem, mas sou sortudo por conhecer algumas pessoas que guardam o carro numa vaga especial do coração. Minha namorada tem uma queda especial por esse carrinho, acho que tenho nele uma grande concorrente, porém sua paixão ainda é menor do que a de uma família que mora em Rafard, no interior de São Paulo.

Os primeiros modelos são os mais harmoniosos, com lanternas pequenas, pintura em duas cores e pára-choques finos

Familia Quibao: Luiz, Luci e Leandro; a família é completada com o filho de lata, o Karmann-Ghia
Luiz Quibao Jr. e sua esposa Luci são antigomobilistas de primeira linha e preservam alguns veículos. Embora todos sejam chamados de filhos de lata, só um mora dentro de casa com o filho de carne e osso, o Leandro Quibao: o carro Karmann-Ghia batizado de Mankinho. (escrito com K de Karmann, é claro).

O carinho é tanto que ele tem até toalha: quem bordou errou na escrita "correta", neste caro, é com "K" de Karmann
Até 2011 eu tinha um VW Sedan 1300, ano 1969, só que queria deixar o Fusquinha mais original e descobri que o maior fabricante de forrações de porta para esse modelo mantinha sua fábrica em Capivari, no interior de São Paulo. O amigo Quibao estava cansado de me convidar para conhecer às novas acomodações do Mankinho. Entre o centro de Capivari e Rafard são apenas 3 quilômetros – isso mesmo, não digitei errado – portanto eu tinha dois bons motivos para visitar esse espaço entre Campinas e Piracicaba.

O VW 1300, cor cereja, que foi meu até 2011
O carrinho até que era bem original, mas precisava de alguns cuidados para ficar ainda melhor
 Já que compraria peças para o pequeno e arredondado Volkswagen, por que não aproveitar para levá-lo a conhecer seu "primo"? Saí de São Paulo aproveitando uma rara sexta-feira de folga e acelerei o motorzinho 1300 arrefecido a ar pelos 140 quilômetros de estrada.

O motor 1300 do meu Fusca, simples e funcional, sempre admirei a genialidade dessa mecânica....
... que, em conjunto com o desenho dos anos 60, faz desse modelo o meu Fusca preferido; ainda terei outro
Enquanto conduzia segurando o enorme volante branco, com seu meio-aro de buzina de metal, pensei em como sempre achei o Fusquinha bom de dirigir, leve de virar. Pudera, todo o peso mecânico importante está na parte traseira do veículo. Durante o trajeto estava curioso para conhecer as mudanças feitas na garagem do Karmann-Ghia 1964.

O interior do carro tinha revestimento parecido com o original, mas eu fui atrás das forrações corretas
O volante é o item que eu mais admirava naquele interior espartano, bonito e gostoso de dirigir
Nesse momento preciso abrir um parêntese para mostrar como o esportivo de desempenho acanhado nunca chegou a incríveis velocidades finais, mas sempre conquistou lugar nos corações. O Karmann-Ghia ainda é lembrado por ser um Fusca com roupa de gala e também pela beleza da sua carroceria, sem emendas aparentes, com eu disse mais acima, que demandava muito trabalho manual de acabamento em sua fabricação. Talvez por unir o coração do automóvel mais famoso que rodou (e ainda roda) por aqui com o corpo malhado seja a fórmula bem-sucedida que tanta fama e carisma lhe deu aqui e no mundo todo.

A "primeira safra" era elegante, já o motor 1200 e o sistema elétrico de 6 volts deixavam a desejar
A "segunda safra" perdeu o charme da pintura em dois tons e os para-choques finos, mas ganhou motor 1600 e 12 V
Essa fama fez com que os novos proprietários da Karmann-Ghia, em São Bernardo do Campo, na grande São Paulo, estivessem atentos às possibilidades de reviver o projeto mais conhecido que passou por aquelas instalações, o Karmann-Ghia cupê.
Fachada da fábrica da Karmann-Ghia, em São Bernardo do Campo, à margem da Via Anchieta
Parte do processo de construção do seu automóvel de maior fama, muito trabalho manual
No último dia 2 de julho surgiu um novo projeto para um velho conhecido das ruas brasileiras: estudantes de design participaram do concurso para a releitura do pequeno esportivo que tem mecânica de Fusca e aspirações esportivas. Foram 600 grupos com estudantes de design do país inteiro inscritos. O projeto vencedor levou em conta a união da identidade do veículo com traços de modernidade. Um grupo formado por dois paranaenses teve contato com o automóvel para realizar o projeto e, pelo visto, tornaram-se fãs do Karmann-Ghia.

Projeto vencedor, levou em conta a identidade do modelo original...
...como, por exemplo, as entradas de ar na dianteira e também uma estilização do pára-choque
Foi feita a versão com pintura em uma única tonalidade e também o estilo "saia e blusa" de duas cores
A dupla vencedora, além do prêmio de R$ 100.000,00, tinha também a esperança de ver um projeto de sua autoria reconhecido por um júri composto pelos maiores designers de automóveis do país, presidido por ninguém menos que Ari Rocha, pioneiro em criar um carro-conceito no Brasil, o Aruanda, premiado na Itália.

Folder de divulgação do Concurso Universitário Karmann-Ghia
Aruanda, projeto de um carro urbano, criação de Ari Rocha, presidente do júri
Voltando à minha viagem a Rafard, estacionei em frente à residência do amigo Quibao, toquei a campainha e o acolhedor amigo me recebeu com seu típico sorriso no rosto, emendando com uma frase: "Mas viu, venha conhecer minha nova sala."
Ao ver a sala de estar não acreditei, meu amigo Quibao a havia transformado  numa garagem
O primeiro cômodo que se vê é o lugar do Karmann, na seqüência vem o restante da casa
A sala de estar teve uma de suas paredes modificada para que um veículo conseguisse entrar e sair dela. Agora um dos cômodos da residência estava transformado em uma garagem especial, para um único automóvel, o Karmann-Ghia vermelho com teto bege combinando com o interior em couro.

Antes que alguém torça o nariz para a falta de originalidade do veículo, vale lembrar que este foi o primeiro carro do seu atual proprietário, comprado no início dos anos 1980. Foi seu único veículo por muitos anos, depois vendido e, como é corriqueiro nesses casos, bateu-lhe o arrependimento. Onze anos depois ele voltou para a casa de onde nunca deveria ter saído.

A sala é na medida exata para o Karmann-Ghia, que ocupa lugar de destaque.
Toda a decoração do ambiente é voltada a elementos que remetem à época do automóvel
Lembro que quando o Quibao comentou que adoraria comprá-lo de volta, o carro estava à venda mas não estava original e nunca teria placa preta, apenas respondi: "Mas você quer um carro com a sua história pessoal ou uma placa preta para mostrar aos outros? Segundo o carismático amigo rafardense, esse foi o combustível que alimentou a recompra do "esportivo nacional".

Depois de onze anos longe da Família Quibao, Mankinho voltou para a sua casa
O fusquinha que tive até 2011 junto ao "primo" dividindo o principal cômodo da residência em Rafard, SP
Fico feliz ao saber que hoje o Karmann-Ghia está com a família que tanto ama esse automóvel, ocupa um espaço especial no coração e também na casa. Mais do que um quarto, ele tem uma sala, onde está em lugar de destaque, assim todos podem compartilhar a sua beleza digna de estar exposta em lugar nobre.

PT

50 comentários :

  1. Muito legal, quando era criança eu assistia um seriado antigo (acho que se chamava Vegas) onde o cara também guardava um Thunderbird antigo na sala de estar.

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    1. Olá Alan,

      Conheço uma casa, em Jundiaí, que é mais ao estilo dessa do seriado Vegas.
      Nessa casa, quando fui, até havia um Thunderbird, mas o forte eram os Uiraurus, cinco deles lá estacionados e, claro, fui a bordo de um sexto Uirapuru do dono da residência. Hoje a residência virou escritório do dono da coleção.

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    2. Portuga Tavares, já que você conhece o proprietário, que tal uma reportagem sobre estes Brasinca?
      Eles merecem! (e nós também....
      Abraços.

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    3. BlueGopher,

      Seria maravilhoso, porém, no momento o acervo está com restrições de exposição. Assim que for possível seria ótimo mostrar a maior coleção de Uirapurus que se tem notícia. Levando-se em conta de que foram oficialmente fabricadas 73 unidades, ter 6 modelos significa se dono de quase 10% do total de automóveis fabricados.

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  2. PT, esse prédio da Karmman Guia deveria ser tombado pelo condephaat a muito tempo! Passar pela anchieta e olhar o prédio exatamente igual a mais de 50 anos é como viajar no tempo, ainda mais a bordo de um clássico.

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    1. AG,

      Estive, no dia 06 de Julho andando pelo prédio, para uma gravação. Andei por todo o lado, confesso que é mágico descobrir que a empresa está em plena atividade e também que os novos proprietários estão muito entusiasmados e gostam da Karmann-Ghia.

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  3. O Karmann-Ghia foi um dos carros mais belos produzidos em toda a história do automóvel e o Fusquinha, principalmente dessa série, não fica longe.

    Eu também sempre gostei da simplicidade e funcionalidade desses veículos, seja do Fusca, do Karmann-Ghia e até da velha Kombi. E não raro, me vejo naquela época a admirar esses modelos a desfilar pelas cidades. Sutis, mas muito garbosos.

    Valeu!




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    1. CCN 1410,

      Concordo contigo, os VW com motor arrefecido pelo ar são simples, funcionais e cumprem bem o papel de transporte, mas eles ainda conseguem se tornar item de admiração quando bem conservados e andando com seu típico ronronar do motorzinho, som inconfundível para carrocerias idem!

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  4. O Guia é isto mesmo: um Fusca em traje de gala, não um carro esportivo de verdade. Por isso acho genial, e de ousada honestidade, uma de suas peças publicitárias para mídia impressa, de 1967. Nela, a foto de um Karmann decorado como um carro de corrida, e no pé da foto, o título "Você perderia", seguido do texto que explica as razões da derrota. Criação do Mauro Salles, se não me engano. Pode ser vista no (ótimo) site "Propagandas de Carros" (www.propagandasdecarros.com.br). Também prefiro os de "primeira safra". Já a recriação, não gostei, achei que ficou abrutalhada, sem a leveza do original. Quanto à sala-garagem...acho que muito autoentusiasta sonha com isso, he, he!
    Abraço.

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    1. Mr. Car,
      Particularmente sou da opinião de que a grande maioria das propagandas da VW, nos anos 60 e 70 eram muito boas, criações da Allmap, tive o prazer de conhecer e ter em mãos os modelos originais, enquanto escrevia o "Almanaque do Fusca". Inclusive digitalizei a maioria delas, que até 2004 não estavam nesta condição.
      A Garagem do Quibao, em Rafard, é um sonho à parte mesmo!

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  5. Portuga, esse Fusquinha que você tinha é igualzinho o meu (que é 1970 1ª série), com exceção de detalhes como a peça cromada na maçaneta da porta e o volante, que no meu é um preto (não original, como bem deve saber). Eu tenho ele desde 2008, foi meu primeiro carro, e restaurei ele completamente no começo desse ano. Embora tenha sido uma ótima oportunidade para trocar quebra-sois, estribo, forração, cromar os para-choques originais (chapa grossa) e outras tantas coisas que não estavam como as originais, fiz questão de deixar o volante preto, e um botão do afogador em formato de pino, justamente para sempre ter o carro do jeito que eu vi ele pela primeira vez. A placa preta provavelmente viria caso tivesse alterado esses dois itens, mas como você disse no post, eu quero pra mim o carro que tocou meu coração, não uma joia que mal poderia usar por medo de ser roubado. Não me arrependo nem um pouco!

    Ah, você deve ter passado por isso com seu Fusquinha e sabe como é, é impossível eu andar mais que 10 km sem alguém perguntar se não quero vender... A resposta eu tenho na ponta da língua e creio que você também saiba qual é!

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    1. Guilherme,

      Cara, tanto os Fuscas 1969 quanto os da primeira fase de 1970 poderiam vir tanto com os botões, alça de segurança e volante na cor branca ou preta, portanto seu automóvel pode estar correto sim. Aliás, se você pegar o manual do proprietário e algumas peças publicitárias até 1973 notará que os "Fuscas" poderiam ter o volante branco como item opcional, o que deve ser raríssimo visto o pequeno número de automóveis fabricados a partir da segunda fase de 1970 com esse item, mas uma coisa é fato, muitos 1969 e muitos 1970 fase I vieram com o interior todo preto, portanto seu carro pode ser - sim - original.

      Quanto a questão da placa preta, particularmente sou um cara que gosta de automóveis originais e com placa preta, mas entendo que alguns veículos tem sua história em paralelo à originalidade, em outros casos o dono prefere com algumas modificações, então sou a favor de que o proprietário é quem deve ser o primeiro a curtir seu carro à sua maneira, então se for para ter uma placa preta para os outros, acho que deve andar com sua placa cinza e ser feliz.

      Atualmente estou com quatro veículos, um deles é placa cinza e assim ficará por muito tempo, porque a história dele levou o veículo a isso. Quando às regras alterarem ou o carro for revertido à sua originalidade ai sim tudo bem, enquanto isso, vou curtindo esse automóvel do jeito que ele é e está.

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  6. Existe alguma possibilidade real de que o Karmann-Ghia seja feito novamente?
    Intrigante esse concurso.

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    1. Marcos Alvarenga,

      Se o carro voltará a ser fabricado, se ficará num protótipo e se um dia veremos Karmann-Ghias 0km pelas ruas do nosso país só o futuro dirá, mas é fato que a iniciativa do concurso já é, por si só, uma excelente notícia.

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  7. Como eu moro num pequeno apartamento, tenho que me contentar com as duas dúzias de miniaturas no rack da sala.

    Mas depois de ler esse post, estou imaginando qual modelo real eu colocaria para dentro de casa, caso minha humilde residência fosse maior. Talvez um charmoso 1.5R vermelho, 87 ou 88... mais raro que Karmann Ghia.

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    1. Felipe,

      Eu diria que é tão raro quanto rsss...
      De qualquer forma um carro na sala é sempre inusitado, seja lá, qual ele for.
      Em casa, só as miniaturas ficam do lado de dentro... até agora rss

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  8. Caro Portuga Tavares,

    parabéns pela bela matéria, acho ótimo quando vejo um artigo de carro antigo aqui, quebra a monotonia dos carros novos que na minha opinião não tem nenhum atrativo.

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    1. Obrigado Anônimo,

      Acredito que todos os automóveis tem seu fascínio e uma boa história para contar, não importa se são originais, customizados, novos ou antigos.

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    2. Que tapa com luvas de pelica muito bem dado e merecido Portuga!

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  9. Lorenzo Frigerio21/07/13 18:24

    Acho estranho a empresa se chamar Karmann-Ghia, pois esse era o nome do carro em si. O desenho era de um estúdio chamado Ghia, que fez vários projetos para a Chrysler nos anos 50, parecidos com esse, e a montagem feita por outra chamada Karmann, especializada em montar carrocerias; inclusive, houve uma época, nos anos 70, em que estavam na moda os trailers fabricados por ela - com a marca Karmann, não Karmann-Ghia. E o Corrado, na Alemanha, também foi montado pela Karmann de lá. Seria interessante saber a quem pertence, de fato, essa fábrica na Anchieta, e por que ela tem esse nome.

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    1. A Karmann-Ghia acabou tendo esse nome só mesmo no Brasil, talvez em uma daquelas histórias envolvendo registros que só valiam para um certo lugar e não para outro. Porém, nunca houve qualquer problema maior com isso, tanto que a Ford até recentemente chamava seus modelos mais luxuosos pelo nome Ghia e nunca encheu o saco da firma que lhe forneceu a carroceria do Escort conversível.
      Atualmente, a Karmann-Ghia brasileira pertence a um grupo chamado IPL, que aproveitou a falência da matriz alemã e adquiriu o ativo brasileiro, continuando a fazer aquilo que ela estava fazendo recentemente (ferramentas para indústria automobilística). Porém, eles avisam que também poderão fazer carros para outros fabricantes, mais ou menos como a Magna-Steyr faz, bastando que esses carros tenham um volume de produção que não justifique usar a linha titular de montagem. Observe-se aí que eles estão sendo sagazes e aproveitando o fato de que o Inovar Auto vai aumentar a variedade de modelos e tipos de carroceria nacionais e também vai acabar tornando interessante que mesmo alguns modelos que possam ser importados devido aos pequenos números de venda sejam feitos por aqui para liberar ainda mais cotas de importação.

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    2. É.. a questão do nome foi respondida, desculpe a demora em ver a postagem.

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  10. Rafael Ribeiro21/07/13 18:42

    PT,
    Se você seguir o exemplo e resolver por um de seus Galaxie/Landau na sala de sua casa, quero ver sobrar espaço para qualquer outra coisa...

    Já vi um Porsche 914 e carro de F1 pendurado na parede da sala(Otávio Mesquita). A ideia é mais fácil de por em prática no caso de motocicletas e bicicletas.

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    1. Para colocar um Galaxie numa sala eu precisaria de ter doze metros quadrados só para abriga-lo, mais o espaço de manobra, logo eu precisaria de uma sala muito generosa em espaço, maior do que a atual aqui de casa rsss...
      A sala da família Quibao, onde o Mankinho fica estacionado seria para abrigar uma Lambretta, mas decidiram que o único veículo que merecia a honraria seria o Karmann-Ghia.

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  11. Qual é essa firma de Capivari que faz forrações de carros antigos com alto grau de fidelidade?

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    1. http://www.ronarevestimentos.com.br/

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    2. Não me recordo o nome, mas fica próximo a Av. Pio XII, atrás da Cervejaria.

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  12. O Ghia é realmente um veículo lindo, com suas linhas simples, fluidas e harmônicas que me parecem modernas até hoje. Se a mecânica VW comum ao Sedan era um problema? Mas não é isso que talvez os faça rodar até hoje? Até por que "nacional" e "esportivo" são palavras que juntas sempre ficaram restritas a decorações e apelo esportivo, mas geralmente o coração dos ditos "nacionais esportivos" nunca foi muito diferente do da versão "civil". Outro veículo nacional que me chama atenção pelas linhas simples e harmoniosas (mas não com um apelo de um Ghia, evidentemente) é o Chevette, principalmente o da 1ª geração. Parabéns pelo post, um verdadeiro brinde aos amantes de antigomobilismo e entusiastas. Abraço!

    Daniel Libardi

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    1. Daniel VanKindenser,

      Nunca vi a mecânica VW do Karmann-Ghia como um problema, mas sim como uma solução, porém é inegável o fato de que isso deu ao carro um rendimento muito mais propício a desfiles do que a disputa por rendimento. O que - na minha opinião - não tira o mérito do veículo.

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  13. Portuga, junto com o Anônimo 21/07/13 18:54, pergunto onde fica essa fábrica de forrações em Capivari?
    Trabalho lá e nunca ouvi falar disso e agora me animei! Talvez eles tenham o tecido do banco do meu Itamar 96!!!

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    1. Não me recordo o nome, mas fica próximo a Av. Pio XII, atrás da Cervejaria.

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    2. Rona Revestimentos.
      Valeu, Portuga e Anônimo 21/07/13 23:22!!!

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  14. Muito legal a História Portuga. Acho esse carro um barato.

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    1. Állek,

      Muito obrigado, também acho esse veículo muito legal. Eu seria um - feliz - proprietário de um Karmann-Ghia se pudesse ter o veículo.

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  15. O mais impressionante não é cara colocar um carro na sala da casa, mas a mulher dele curtir isso també. Bom, deve ser por isso que ele pode fazer...kkk
    Senceramente não gostei da releitura do Karmann-Ghia. Ela não faz juz à beleza e harmonia do original. Tomara que não seja produzida assim.
    Agora um novo Karmann-Ghia bem parecido com o origial, com pequenos toque de modernidade apenas, e com uma mecânica moderna faria bastante sucesso.

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    1. Sergio S.

      A Luci foi apoiadora do projeto "garagem do Mankinho". O Quibao queria colocar uma Lambretta na sala, então a esposa deu a ideia de colocar o Karmann-Ghia. Esse foi o combustível que alimentou a jornada pela nova acomodação do veículo.

      Sobre a releitura, acho que como todo "revival" tem seus pontos altos e baixos, no geral gostei muito dos projetos que foram para a seleção final.

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    2. Na pressa esqueci de agradecer pelo belo texto, e obrigado também pela atenção.
      Eu também sou um admirador do Fusca. Até porque tiva um Sedan 1300 1974, com o qual eu praticamente aprendi a dirigir. Comprei ele do meu pai em 1984 com menos 20.000 Km, e fique com ele ainda durante quatorze anos. Vendi para um amigo e depois de uns dois anos comprei de volta. Só que fiquei mais um ano e precid=sei vende-lo. Depois disso perdi de vista.
      Um carro que na minha opinião não tinha defeitos, o que ele tinha eram características próprias...

      ABRAÇO.

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  16. Parabéns Portuga pelo texto! Adorei! (Embora seja "só" um pouco suspeita.. rsrs.) Para quem deseja ver os 10 projetos finalistas e opinar sobre os mesmos, indico a página do Concurso Universitário Karmann-Ghia de Design (http://www.concursodesignkarmannghia.com.br/ ou
    https://www.facebook.com/ConcursodesignKarmannGhia?fref=ts).

    Bjs

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    1. Oi Fe,

      Obrigado pelo carinho de hoje e sempre. Aos que não sabem a "Nanda Alvarenga" é a moça citada no inicio do texto onde falo que gosta de Karmann-Ghia, um concorrente meu (risos).

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  17. Olá PT, Tenho na minha sla uma 750 four 1976 uma harley 47, e um quadro de suzuki 1100 desmontado que estou restaurando, o detálhe é que não tenho sofa, e o quadro fica na mesa de centro, moro no 5º andar de um prédio(rs). è uma alegria imensa abrir a porta e dar de cara com elas paradas ao lado da televisão.

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    1. Olá AMC,
      Muito interessante sua sala hein, seria ótimo conhecer o ambiente. Particularmente gosto muitos das "sete-galo" e "gold wing dos anos 70", também gosto das Harleys.

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  18. Eu sou um grande fã do Karmann Guia, principalmente o de primeira geração, e um dia, quem sabe, consigo comprar o meu.

    Esse novo projeto ao meu ver ficou excelente, e se for fabricado também entra na minha lista de desejos.

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    1. Anônimo,

      Meu gosto por Karmann-Ghias é mais inusitado, gosto da beleza da primeira geração e da dirigibilidade dos últimos coupé. Prefiro inclusive os fechados aos conversíveis. Se desse para misturar a carroceria dos primeiros com a mecânica dos últimos seria maravilhoso, mas como dizem: tudo tem suas características boas e não tão boas. Isso é parte da graça desses rechonchudos e simpáticos automóveis.

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    2. Certa vez, fiquei um montão de tempo na internet copiando fotos de Karmann-Ghia do mundo todo.

      Eu gosto de todas as gerações e me contentaria com qualquer uma delas.

      Ontem estive sonhando e pensei com meus botões sobre a possibilidade da VW dar início a nova marca pretendida, com uns carrinhos a utilizar esses motores a ar. É muito difícil, mas não impossível.

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    3. Acredito que o uso de motores arrefecidos a ar seja um tanto inviável. Já que para isso desperdiçam combustível, leia este desperdício como uma ineficiência na queima em troca de um arrefecimento melhor, isso gera uma grande quantidade de hidrocarbonetos emitidos.
      Aperfeiçoar a queima e melhorar o rendimento não foi economicamente viável, tanto que a Porsche abandonou isso em 1997 e a Volkswagen em 2006 (com os últimos motores destes equipando nossas Kombis brasileiras).
      Então, penso que se esses fabricantes abandonaram a formula é porque economicamente não é viável para ter um motor que cumpra os padrões estabelecidos e ainda assim seja viável economicamente.
      Penso, que os motores arrefecidos a ar, assim como os dois tempos, ficam na lembrança e no saudosismo.

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  19. Quando era criança, na década de 80, tinha uma amiga que o pai tinha um Jaguar XK 120 na sala!

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    1. Anônimo,
      Um XK120 é belo em qualquer ambiente, imagine na sala de casa...
      Tem alguma foto dessa beleza?

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  20. Portuga, hoje fui até a casa do Sêo Luiz Quibão a convite dele, para conhecer o Mankinho.
    Que coisa linda!
    Sua história me rendeu um amigo!
    Obrigado!

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  21. Portuga, já havia lido, mas desta vez copiei mais este para a Textos-Portuga!
    Parabéns pela suas homenagens aos amigos e pelo amplo conhecimento que tens e distribui aos amigos.
    abraços
    Marcelo Senteio

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