TEMPO, O IMPLACÁVEL

Foto: www.motosclassicas70.com.br 
 


Li, dia desses, a coluna do Cícero Lima no UOL, cujo título era "Motos velhinhas têm carisma, mas pilotá-las hoje é um risco" e que de cara me interessou porque tive exatamente as duas motos "velhinhas" citadas, uma Agrale Dakar 30.0 1987 (foto acima) e uma Honda XL 250 1983, e andei muito com elas sem nunca ter passado por susto maior.

Nunca fiz viagens de moto, logo não posso saber como seria o comportamento em estrada, mas diariamente andava no Aterro do Flamengo, no Rio de Janeiro, mantendo 100 km/h constantes e não achava que houvesse nada de grave na minha Agrale. De fato, era uma moto um pouco cansativa, pouca potência em baixa e comportas totalmente abertas a partir de umas 5 mil rpm, liberando os respeitáveis 30 cv do motorzinho de 200 cm³ refrigerado a água de uma só vez. O jeito era usar e abusar do pé esquerdo, que sofria um pouco com os engates duros.

Existiam duas relações de coroa e pinhão disponíveis para essa moto, não me lembro bem, mas era algo como 12x38 (3,16:1), a mais longa, igual à da minha moto, e 13x44 (3,38:1). Não satisfeito, misturei as peças e montei uma 13x38 (2,92:1) a fim de alongar a relação final e poder andar mais "solto" pela pista do Aterro, em tempos onde pardal era só um passarinho inofensivo.

Resultado: alongou demais, a moto não enchia mais 6ª marcha, mas para o meu dia a dia ficou legal, andava mais sossegada e ficou um pouco mais econômica. Em breve farei isso na minha Honda Sahara, sei que existe uma opção de pinhão com um dente a mais e nela sei que o resultado será melhor,  pois sobra motor.

Honda XL 250R (foto www.moto.com.br)
Tempos depois, com a mudança da rotina diária e usando pouco a moto, vendi a Agrale. Fiquei um tempo sem moto, mas logo a febre das duas rodas voltou. Resolvi procurar uma Honda 250, mesmo que mais antiga que a Agrale, e encontrei uma 83 vermelha, que foi uma baita companheira por muitos anos.

A comparação foi inevitável, a Honda era muito mais agradável no uso diário, motor "torcudo", respondendo bem em baixas rotações, trocas de marcha levíssimas e um comportamento geral melhor. Além disso, ela fazia em média 24 km com cada litro de gasolina, contra 17 km da Agrale. De negativo o farol, que era fraco mas não chegava a incomodar em uso urbano, e o freio a tambor dianteiro, que não era um alicate mas era suficiente, e nunca passei apuros por isso.

Na verdade, com as duas motos, fazia até lenhas eventuais, pois com 20 anos a menos com certeza são uns 20 pontos a menos de juízo. Aceleração a pleno, algumas curvas mais rápidas, frenagens fortes, e nenhum acidente. Não concordo que essas motos sejam agora "perigosas". Acredito que as unidades avaliadas, por mais que bem conservadas, não ofereçam a mesma performance de quando eram mais novas.


A tocada de motos 2-tempos é sempre mais trabalhosa, assim como um carro 1-litro em estrada sinuosa exige mais uso da caixa de marchas do que um com o dobro da cilindrada. A velocidade máxima limitada para rodovias em ambas é um problema que encontramos em uma novíssima Yamaha Lander ou Ténéré 250, característica de motos trail de baixa cilindrada.

Também sou a favor da evolução, concordo que o ABS na moto é até mais importante do que no carro, e provavelmente teria o equipamento em uma próxima moto. Mas não vou encostar minha Sahara só porque ela não traz o auxiliar de frenagens ou injeção eletrônica. Aqui um parêntese, depois de uma megaentupida de carburador que me obrigou a sua abertura, passei a utilizar gasolina aditivada sempre. Fiquei sete anos sem tocar no carburador, a moto sempre pegando na primeira tentativa, marcha-lenta estável, e só abri o carburador recentemente por descargo de consciência.

É claro que, uns vinte anos depois, os pneus são melhores, os faróis iluminam mais, os compostos de pastilhas de freio foram aprimorados, a espuma do banco é mais confortável, ou seja, de fato as motos (e os carros) evoluíram. Mas daí a achar que viajar de Kombi ou XL 250 é arriscado por demais, me soa exagerado. Perigoso, penso eu, é andar de bicicleta entre os carros.

O tempo é implacável, vinte anos passados,  eu e provavelmente o Cícero, com os tais 20 pontos a mais de juízo, tenhamos outra percepção dos perigos que nos cercam na hora que colocamos uma moto na estrada. Mas uso até hoje a minha Honda Sahara, que deriva da XLX 350, uma moto contemporânea das duas aí de cima, e não vejo nada, nada mesmo de perigoso nela.

AC

51 comentários :

  1. Meu pai teve uma XLX 88. Como era gostoso o cheiro de graxa queimada que saía dessa moto quando era 0km e estava quente. E como achava gostoso a vibração que vinha do monocilindrico.

    Aos 5 anos de idade, meu pai me deixava segurar o guidão direito e acelerá-lá. Acho que não teria um entusiasmo tão grande nem se pilotasse um F-1 hoje. São essas sensações que buscamos pelo resto da vida.

    O "risco" que vá para o inferno. Viver é arriscado.

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    1. Sim viver é arriscado , mas viver pilotando uma moto (mesmo que esporadicamente) é muito mais arriscado ainda!
      Take care!

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  2. Se há algo de que gosto em motos é essa facilidade que há em se melhorar o comportamento mecânico delas só trocando um kit de relação ou mesmo inventando-se um kit com as peças existentes.
    Aí você anda com seu carro, nota algumas sutilezas ruins do mau escalonamento das marchas e de diferencial e sabe que não é tão fácil deixar tudo nos trinques quanto é em uma moto.

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    1. Perfeito!
      É como me sinto com o câmbio do meu Clio 1.6 16v. Primeira 3,363:1 demasiado longa; com marcha lenta a 750 rpm basta uma leve cochilada na arrancada pra matar o motor, mesmo há mais de 5 anos com o carro, e quinta 0,82:1 curta, um desperdício de combustível girar 3.750 rpm a 123 km/h de ponteiro na estrada com tanto torque disponível no motor.
      Já pesquisei bastante e as alternativas que teria para melhorar o escalonamento (ao menos o alongamento da 5ª que é usar a do Kangoo) são financeiramente inviáveis...

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    2. No caso da transmissão do Civic de sétima geração, o problema está na última marcha, de 0,805:1, que torna um inferno tentar dirigir o carro a 120 km/h, tamanho o ruído interno. Praticamente dá para saber em que velocidade o carro está pelo ruído, pois até 110 km/h ele está razoavelmente silencioso. Passando dessa marca, chega a ser preciso jogar o rádio a um volume alto o suficiente para tentar suplantar o barulho que emana do cofre.
      Além disso, as rotações a 120 km/h vão para 4.000 rpm, o que manda o consumo um pouco para o relho (a 100-110 km/h ele faz ótimos 16 km/l e pode rodar até 800 km com um tanque). Parte dos motivos disso dá para entender pelo que vejo em outros veículos que usam a tal última marcha meio curta, em que se consegue redução de consumo no uso prático ao se evitar reduções de marcha (e a consequente necessidade de se reacelerar usando uma relação ainda mais curta). Porém, ainda assim há o bom senso e, no caso do Civic, que tem curva de torque bem plana (80% do torque máximo já a 1.500 rpm), daria para alongar a última marcha um pouquinho que fosse sem prejuízo da tal boa característica de se poder ficar longos períodos sem reduzir.

      Pelo que já vi, uma alternativa para manter essa benesse seria usar a última marcha do EX americano (0,757:1) e manter a relação de diferencial do nacional (4,41:1). Fazendo uns cálculos, vi que a rotação iria para uns 3.400 a 3.500 rpm a 120 km/h, ficando na faixa de uso em que o motor não berra. Já andando-se a 110 km/h, ficaria pouco acima de 3.100 rpm. Daria para continuar por longos períodos sem reduzir marchas, pois se está na parte ascendente da curva de torque (torque máximo a 4.500 rpm), e sem que se fique com uma marcha que tire muito o fôlego do veículo.

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    3. O melhor Civic do mundo é o geração 6! Incrivelmente bom em tudo. Automático, então, melhor ainda.Macio, chega a 160 por hora, econômico, não quebra de jeito nenhum, anda em qualquer lugar e piso. Ê Civic...Cadê sua evolução....

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  3. No fim dos anos 90, possuí uma Elefantré 30.0, 1994, branca e azul, partida elétrica, freio dianteiro a disco: um motão, embora eu a achasse fraca de suspensão, pois dava fim de curso muito fácil. Substituí justamente por uma XL250R 83, carburador único (procurei a de dupla carburação e não achei), motor dito japonês, freios a tambor. Eram boas motos, melhores, mais confortáveis e, sim, mais seguras do que a CG125 2002 que adquiri zero km... Tenho um amigo que tem uma XL205R 83, comprada zero km (esta moto específica me fez querer ter uma igual!), anda nela diariamente até hoje e nunca sofreu um acidente...

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  4. Alexandre, sei que colunistas e leitores já alertaram para isso, mas não custa repetir: hoje, imprensa e órgãos governamentais estão dando mais valor à itens de segurança passiva e ativa do que a perícia e educação do piloto/motorista. Quem dera houvesse esforço semelhante ao que aprovou a Lei do ABS/air bags para aprovar um treinamento mais efetivo aos futuros motoristas e pilotos... Qualquer veículo é perigoso nas mãos de um motorista despreparado e mal educado, até um Volvo...

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    1. Corsário Viajante01/07/13 13:26

      É que isso cai como uma luva para o discurso preferido atualmente, de empurrar a culpa pra frente.
      Não deu tempo de frear? Não é pq não calculou, é pq não tem ABS.
      Morreu na batida? Não é pq estava dirigindo da forma errada, é pq faltaram Airbags.
      Matou alguém atropelado? Não é pq não prestou atenção, mas pq não tem airbag de pedestres...
      Aí entende pq tem tanta gente sonhando com carro autônomo, para controlar pelo iPad...

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    2. Não acho que treinamento mais efetivo aos futuros motoristas e pilotos seja a melhor forma de melhorar o transito, pois o brasileiro ixperto como sempre, bitola o conteudo do treinamento ou paga para passar no teste e depois sai na rua barbarizando.
      O que resolveria era a policia rodando na rua e parando e apreendendo esses caras que andam: com insulfilme 100%, moto na contramão, moto costurando, moto barulhenta, documentação atrasada, veiculos diesel lançando tufos de fumaça, velocidade abaixo da permitida, entre outras.

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    3. Penso que as soluções deveriam se somar: educar e fiscalizar!

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    4. "Qualquer veículo é perigoso nas mãos de um motorista despreparado e mal educado, até um Volvo!" Elementar que se devidamente educados, treinados e uma fiscalização efetiva são as bases para colocar ordem. Começa que nas escolas as aulas de moto são dentro de um terreno para dar voltinhas, para os carros então é andar dentro da cidade e nada de estrada!! Pilotar é para quem tem aptidão e não tecnologia!!!.

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  5. Excelente matéria Alexandre, usando o bom senso e fazendo uma manutenção preventiva não vejo problema algum em tais motocicletas.

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  6. "Perigoso, penso eu, é andar de bicicleta entre os carros."

    Concordo totalmente!

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    1. E fazer isso ainda futricando no celular, numa via rápida em horário de rush, como um zé ruela que tive que desviar esses dias, nem se fala!

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    2. Ontem desviei de dois ciclistas irresponsáveis andando no meio (isto mesmo, no meio!) de uma BR de pista simples. Detalhe, eram 19hs e estavam apenas com uma luz de LED piscando.

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  7. Ode a minha CBR450SR ano 89.

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  8. Comprei uma XT 600 95 já tem dois anos... Rodei pouco com ela e a desmontei para dar uma "mexidinha" nela. Dois anos de reforma, feita em minha casa.
    Comprei este modelo especifico porque queria uma moto confiável para longas viagens e que, caso "pifasse" durante uma destas, eu mesmo conseguiria arrumá-la. Carburador (no caso dela, dois) é um sistema complexo, mas, conhecendo, dá para meter a mão no meio de uma estrada. Injeção não. Nem ABS. Sei que o índice de falha é muito pequeno, mas, existe. Por este motivo, prefiro me arriscar em motos "mais antiquadas" do que nas "mais modernas". Alias, como não sou nenhum piloto a procura de altas velocidades, minha monocilíndrica de 1995 está de bom tamanho... Talvez até um pouquinho grande de mais...

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  9. Corsário Viajante01/07/13 13:22

    Evolução é bem-vinda, segurança é fundamental, etc etc, mas cá entre nós: que bando de frescos chatos! TUdo é perigoso, tudo precisa de supervisão, de controle, de limite, caramba, é incrível que alguém tenha sobrevivido aos anos 80 e 90 não?...

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  10. Pois é......é o velho (sem trocadilhos) preconceito: As motos não são perigosas ! Perigoso, é aquele "peça rara" atrás do guidão ;-)
    O sujeito é mal preparado nas moto escolas, onde só ensinam a "passar no exame do detran.
    Nunca buscam evoluir na prática, fazendo um curso de pilotagem para se preparar para o transito e estradas na vida real.
    Eu fiz um destes cursos na Honda em Indaiatuba. Nunca pilotei sem capacete, botas e luvas...que já salvaram minha vida algumas vezes.
    São 30 anos de pilotagem, com 5 acidentes bobos e sem graves consequencias e por minha culpa: excesso de confiança ;-)
    As Agrales ainda são desejadas à beça! Tenho uma WXT200 1989 de competição (Igual a do Nivanor Bernardi - O Touro do Paraná, Campeão do Hollywood Motocross) que estou restaurando, cujo motor original movido a álcool, supera os 45 CV com carburação trabalhada Dell'orto de 36mm original deste modelo.
    Restaurada ela é avaliada em mais de R$ 10 mil.
    Tive mais de 28 motos desta marca de 1986 até 1998, inclusive as Explorer´s, EX, Dakar, Elefant e a mais bonita de todas a Elefantré 30.0
    Motos sensacionais, de fácil manutenção (trocava pistões e anéis ou só descarbonizava no quintal de casa, com ferramentas simples e bom senso ;-)
    Enfim...hoje são clássicas e qualquer uma em ótimo estado, não é mais aquela moto barata e desvalorizada no mercado de antigamente.
    Ironias da vida ;-)
    Abraços e parabéns pelo artigo. A saudade das Agrales de rua só aumentou, mas abri um belo sorriso ao ler tudo !
    Mauricio Lopes - Niteró/RJ.

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    1. Hoje mesmo estava conversando lá na empresa (trabalho na Agrale, a matriz em Caxias do Sul, hoje só existem 4 unidades, 3 aqui em Caxias e 1 na Argentina, as unidades do Amazonas foram desativadas).
      Enfim, estava conversando o porque a Agrale abriu de fabricar as motos, e a resposta que tive foram vários fatores, alguns problemas em campo, junto a uma crise na empresa, e a legislação não permitiria muito mais tempo a fabricação de motores 2 tempos para motos (apenas competição), então decidiu-se encerrar a produção. Hoje resta 2 ou 3 modelos em exposição na fábrica. Não há mais nenhuma peça na fábrica toda, foi tudo arquivado, a única peça que restou no estoque (foi tudo vendido a uns 3 ou 4 anos atrás) foi uma peça da partida da moto, que hoje deu um belo peso de papel em uma das mesas do centro de distribuição de peças. Uma pena.

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  11. Bons tempos! Minha primeira vez em motos foi exatamente sobre uma Dakar 30.0 azul...

    As Agrale eram bichos de outro planeta nos anos 80!

    MFF

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  12. Bom, tem lá suas verdades. Tenho uma Yamaha RDZ 1991, bem conservada e no uso diário em pequenos trechos. A suspensão bate demais, o banco é mole e os freios só prestam a baixo dos 5 mil giros, pois quando a velhinha "dispara" ninguém segura, nem os freios!! Mais sabendo usar, mesmo uma moto antiga não traz mais risco do que uma 0 km. Belo texto, saudades das velhinhas!!

    Daniel Libardi

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    1. tenho uma RDZ 125 83, e acho ela mto mais confortável doq qualquer 125 d hoje em dia, sobre os freios, a sua deve estar com algum problema, pois se vc tm uma rdZ, ela tm freio a disco, e para o peso dela o freio é mais doq suficiente

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  13. Tive uma Elefantré 30.0 94 vermelha e era uma moto muito boa para viagens. Nunca senti insegurança na estrada. Chegava quase a deitar na moto, apoiando os pés na pedaleira da garupa. Ê vidão!

    Na cidade, despachava os buracos e lombadas com entusiasmo. Motinha nervosa.

    Hoje acho muito perigoso andar de moto. As armadilhas são muitas e o motociclista tem que enfrentar até o "fogo amigo" de outros. Em BH já soube de várias batidas entre motos, inclusive com morte.

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    1. Mineirim;

      Usava as minhas Elefantré 30.0 para ir ao trabalho.
      Morava no Jaçanã-zona norte de Sampa e trabalhava na Paulista.
      Era trilheiro da Cantareira nos finais de semana (Bar do Pedrão...) e fazia TRILHA URBANA no dia a dia ;-)
      A maior diversão no final do meu expediente, era pegar aquela pirambeira da Avenida Dr. Arnaldo descendo em direção ao estádio do Pacaembú, dando tudo no 2T !!
      Aqueles "esses" cheios de lombadas no entorno do estádio, eram meu treinamento para a trilha braba na Cantareira ;-)
      Fazia tudo em pé e no gás !!
      2 tempos é o bicho !
      Ah rapá......ótimas lembranças e bons tempos...
      Abração!
      Mau.

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  14. Tenho uma Tornado 2002, tirada zero e hoje com pouco mais de 20 mil km, saia constantemente a passeio com um amigo dono de uma bela XL250 1990. Fizemos teste de velocidade máxima, lado a lado e ele, sumariamente, me deixou pra trás. Abastecíamos juntos, ele de 28 a 30 km/l, eu de 23 a 25 km/l. A única coisa que minha moto é melhor que a dele é o freio, mais nada, nem o farol, já que os dois são uma bomba. Belíssima evolução.

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    1. 1990 já devia ser a XLX250R, evolução da XL de 1982 que entrou em produção em 1987 com uns 3 cavalinhos a mais.
      Infelizmente a "evolução" das motocicletas da categoria aqui no Brasil foram só nas questões de emissões e nível de ruído. Os motores de hoje em dia tomam mesmo um couro do que existia há 25 anos.

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    2. *Corrigindo: A XLX250R entrou em linha a partir de 1984, se não me engano ;-)

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    3. A XL250R entrou em produção em 1985 com 2 carburadores e a partir de 1987 voltou para 1 carburador, pois o acerto da dupla carburação estava dando dor de cabeça até nas autorizadas, mas a de 2 carburadores andava pra caramba (quando bem regulada).

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    4. Tive uma 87 preta e vermelha e era a de um carburador.

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  15. Não que as motos sejam perigosa,o que está perigoso é o trânsito,com esse aumento brutal da frota nos últimos anos,vias q antes eram tranquilas,hoje são perigosas,moro no ABC e hoje,andar de moto na antes tranquila via Anchieta,por exemplo,só tendo muita coragem.......

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  16. Obviamente que a tecnologia anda. Mas um fenômeno que o Cícero meio que não se deu conta que, ao menos nas motos menores, a tecnologia não andou tanto assim... Ok, temos I.E e ABS nas pequenas já, mas fora isso, os projetos necessariamente não são melhores do que os de 20 anos atrás, principalmente nas 125/150 cilindradas.

    Por exemplo, a Honda CG 125 antiga, OHV, era praticamente inquebrável. A nova CG 150, moderníssima e gostosa de guiar, mas que é muito menos durável, coisa comprovada na prática, e por ai vai.

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  17. É isso aí, AC, uma vez motociclista por gosto, sempre motociclista!
    Por mais evoluídas que sejam as motos atuais, eu, com minha RD 350 1975 e os tais 20 pontos a menos de juízo, naquela época dei 180 km/h na perigosa Avenida Marginal do Pinheiros, em SP, e tô vivo. Se foi por sorte, perícia ou ambos, não importa, mas eu não estaria aqui se a RD não fosse uma motona.

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  18. Viver é perigoso, e ter humildade em ver o risco e evita-lo é maturidade e experiência, Moto não é brincadeira, as vezes podemos até pensar que sim, mas não é, se Vc não souber conduzir uma moto não tente, Vc vai se machucar.
    A independência que a moto dá, cativa, vicia, as emoções proporcionadas são intensas, mas o cuidado deve ser redobrado sempre.
    Penso que a tecnologia de hoje poderia achar uma forma de aproveitar os motores 2T, faze-lo melhor, com injeção, controle de fluxo, etc... certamente teríamos motores mto menores, e mais potentes, quem já andou de 2T nunca vai esquecer, e sempre vai perceber saudosamente quando um mobilete passar com seu son característico.

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    1. AMC;
      Os 2T modernos estão aí !!
      Bem menos poluentes, com Injeção Eletrônica e bem mais potentes !
      Pesquise no youtube e google, as motos Husaberg.
      2 Tempos com ronco de arrepiar e ganhando muitas competições/campeonatos na Europa.
      Pena que para adotar uma criança destas aqui em terra brasilis, custe perto de R$ 35 mil dilmas.....mas que dá vontade, dá !
      Quem sabe um dia faço esta loucura ;-)
      "Escute" os vídeos ...... é de chorar de saudade !
      Como dizia um velho amigo trilheiro: Óia o ronco disto !!
      2T 4EVER !
      Mau.

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  19. È a pôlêmica obsolescência insuflada pela mídia comissionada ( tá bom,remunerada!) para fortificar o marketing. Basta ver hoje o que é exigido para andar numa simples bicicleta ( minha geração fazia misérias em cima de monaretas ou caloi berlinetas e as experiências herdadas junto com os arranhões provenientes de muitos tombos nos fizeram aprender a lidar com nossos limite e evidentemente nos preparar para as motocicletas que fatalmente vieram depois!) É senhores, nem tudo se aprende em escolas digitalizadas e quando alguma parafernália moderníssima falha, o susto é bem grande!

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  20. Também tive XL250 e era uma ótima moto. Acho incrível vc nunca ter viajado de moto. Além de pequenos passeios até Serra Negra, Lindóia, Guarujá e outros lugares próximos a São Paulo, fiz duas viagens mais longas:
    a primeira em 1983, de DT 180 até o Rio de Janeiro, com minha mulher na garupa, foi uma aventura, com ida pela Rio Santos parando em Caraguá e Parati, e volta pela Dutra!!! com parada em Penedo/Itatiaia; a segunda em 2001, com uma Shadow 600, inesquecível, foi para Gramado e Canela, com mais 4 amigos e sem as mulheres; 15 dias maravilhosos de estrada e paisagens lindas. Hoje, aos 66, não tenho esse pique.

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  21. Saudade de minha DT 200 YPVS, passeios até Guarujá , Itú etc..., Bate e Volta no sábado... Nunca tive problema nenhum!!!!
    Tempo Bommmmm...

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  22. Engraçado Alexandre, acho que já conversamos sobre este assunto. O que me falaram é que a diferença entre andar em uma moto com mais de vinte anos e uma moto atual, é muito maior do que a diferença entre dirigir um automóvel de mais de vinte anos e um atual. Como você sabe, minha última moto foi uma CB400 vermelho hollywood, acho que em 83 ou 84, não me lembro bem, de lá para cá, nunca mais andei em uma moto, portanto, não posso afirmar nada.
    Abraço,
    Renato

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  23. A Agrale eu não conheci, mas a XL sim, e também vi a tal reportagem. As únicas coisas que desabonam a XL são: o freio a tambor na frente e os pneus de desenho antiquado que vi nas fotos da reportagem, e voltados mais pra terra, o que pode ter ajudado na impressão de insegurança do jornalista na estrada. E talvez o carburador, por pedir uma manutenção mais constante. No mais, acho que o jornalista exagerou um pouco, ou deve ser estímulo ao consumo mesmo...

    E por falar em freios a disco, tenho um amigo motociclista, que trabalha na assessoria de um deputado, que depois de trocar sua moto de freios a tambor por uma de freio a disco, sugeriu ao chefe que pensasse a respeito de um projeto de lei nesse sentido. Vai que dá certo, e todas as motos, mesmo as mais baratas, passeoc contar com disco na dianteira...

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  24. Concordo com o Alexandre, veículos antigos não são perigosos.

    O perigo é não conhecer sua performance, e dai querer que um carro/moto com 30 anos nas costas pare no mesmo espaço que um carro com 30 dias de uso 2013.
    Ou então que tenha a mesma aderência em curvas.

    se tudo estiver em ordem basta respeitar os limites da máquina, não há insegurança nisso.

    O caso de Fábio Steinbruch foi uma fatalidade, pois os pneus aparentemente estavam ressecados. Porém, caso a moto estivesse com pneus "dentro da validade", creio que nada teria acontecido.

    Basta tomar cuidado de observar esses fatores mecânicos e respeitar a máquina.

    E o principal, ter bom senso pra guiar, seja moto, carro ou cavalo, moderno ou antigo.

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  25. Herdei do meu pai aos 18 anos a XL 83 azul dele, me deu sem medo, andei por 5 anos com ela até pegar uma Tornado 2008, mas nao vendemos a XL. Fiz uma viagem que totalizou 450 km em 2 dias, sem medo algum e tranquilo, inclusive subindo a Serra do Rio do Rastro aqui em SC.

    Hoje com a Tornado eu vejo realmente a evolucao, Partida Eletrica, Freio a disco, e Farol sao algumas das coisas que realmente melhoraram, apesar da minha XL pegar de primeira e nunca ter tido problemas com isso.

    Acho que se alguem quiser ter uma XL hoje, desde que bem cuidada, e sem abusar para nao precisar muito do freio dianteiro, é totalmente tranquilo.

    A sahara, é uma grande moto, nao entendo porque a Honda faz essa merda de Falcon, enquanto tinha uma Sahara linda pra poder atualizar, uma carenagem muito legal, e potencia ideal.

    Muitos reclamam do carburador das XL, mas isso foi devido às XLs com duplo carburador de 84 85 e 86. As que nao tem duplo carburador nao incomodam.

    Sem contar que toda semana pelo menos alguém perguntava da moto, se era a 83, XLONA, Trator.. etc.

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  26. Motos velhinhas podem mesmo ser consideradas “perigosas” (e um risco) se comparadas as atuais, talvez seja um risco mitigável, se você se mantiver dentro dos limites delas e as utilizar em locais “mais calmos”.
    Mas de maneira alguma não é exagero total como o artigo quer fazer parecer.
    Hoje o tráfego é mais rápido, na época das RD 350 e CB 750, carros que ultrapassavam os 160 km por hora (reais) eram numericamente raros (vai ter um monte de gente aqui citando modelos que andavam mais que isto nos anos 70, mas eles eram “numericamente raros”) e hoje 90% dos carros que se encontram nas estradas superam este numero.
    Também freiam muito mais (todos) e fazem muito mais curva (todos), se vcs acham que dirigir um veiculo que não conseguirá se igualar aos outros ao seu redor, em termos dinâmicos, não é um risco, eu só lamento, porque efetivamente o é.
    A aceleração de uma moto média de 30 anos atrás era igual ou superior às medias de hoje (RD 250/350, CB 350/400, S2/S3), mas freavam e faziam muito menos curva, se isto com uma pequena pitada de “liberdade poética” não pode ser chamado de risco, eu não sei mais nada de moto.
    Andei em quase tudo que tem 2 rodas nos últimos 40 anos! A lista é enorme e afirmo minha atual “daily commuter” uma Lander 250 (011) e meu brinquedo uma GSXR 750 (012) são infinitamente mais seguras, para as condições de trafego atuais, do que minhas RD 200 e GT 750, duas de minhas saudosas velhinhas a muito desaparecidas na historia.
    Um conselho vendam suas XL, DT, Saharas e etc carburadas e comprem as modernas injetadas e catalizadas, vocês vão adorar.
    Acosta

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    1. Caro Acosta: também tive algumas e cheguei ter quatro clássicas ao mesmo tempo. Três eram Hondas 4 cilindros da década de 70. Só fiquei com uma das quatro.Pena que minha R 60/5 ano 1971 tenha sido guardada em local inadequado durante uma inatividade de 6 anos e mais pena ainda que aqui no Rio ainda não encontrei cabra que a coloque do jeito que quero, aliada a maledeta falta de tempo, preguiça, etc. Ia convidá-lo a andar em um quadro featherbed, tranquilamente dentro dos limites, e frear os tambores dianteiros e traseiros para vc ver o que acha. São 40 cvs imensamente mansos, mas suficientes para dar couro na Shadow 600 cc, mesma potencia , que era do meu irmão, 30 anos mais nova, quando fizemos algumas pequenas viajens juntos e chegar a uma final de cerca de 160 km, que a mim pareciam tranquilas a 10 anos atrás. Claro que talvez estes 10 anos tenham afetado a mim mas a moto me parece a mesma.O transito mudou, claro, e já andava pouco nele e mais em passeios. Mas penso que a gente envelheça, as motos não. Elas vão continuar com a mesma configuração, evidentemente, às vezes, ultrapassadas pela modernidade. Daí a gente anda numa nova e entende a velha como uma bicheira que já foi superada. Comprei uma antiga zero km, agora, na caixa, vinda de um leilão. Ano 2000, 1100 cc, Guzzi California. Paguei o preço de uma Harley ou Honda nova. Já tinha tido dela e fiquei com saudade.Ainda uma moto que me recorda os bons tempos, feita de um jeito que gosto. O defeito é que freia demais com dois Brembos imensos na dianteira e um na traseira.E anda muito também. Creio que estou criando mais juízo do que gostaria, pois já não e mais a mesma coisa. O tempo está sendo implacável. Comigo. Abs. MAC.

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  27. Caro Alexandre,
    li a coluna que motivou seu post, e obviamente não concordei. Pois tive o privilégio de andar nos dois modelos. Minha primeira moto foi uma XL 125 ano 1986, isso em 1987. Minha segunda moto é uma DT 180 ano 1990 que tenho até hj com uso diário http://kambadadakapanga.blogspot.com.br/2012/03/meu-brinquedo.html
    viajei com ambas de Curitiba ao litoral (tanto pela estrada da Graciosa como pela BR 277) sem nenhum tipo de problema, concordando com quem escreveu que há alguns anos atrás a quantidade de carros/motos era exponencialmente menor, o que tornava a viagem menos perigosa e muito mais agradável.
    Também concordo plenamente com a má formação dos condutores atuais, só para ficar no exemplo de motos em certa ocasião fui ultrapassado por duas motos, uma de cada lado do meu carro, alguns metros na frente ambas colidiram lateralmente....
    Também discordo de todo esse aparato tecnológico dos carros atuais vide esta belezinha que faz meus finais de semana serem muito felizes!
    http://kambadadakapanga.blogspot.com.br/2013/06/sonho-realizado.html
    Carlos

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  28. Olá Alexandre,

    Muito bom o seu post.
    Eu não li a referida coluna e nem vou perder meu tempo lendo. Eu piloto motos a mais de trinta anos e de cara discordo de tal afirmação.
    Deviam criticar é o absurdo de ainda fabricarem motos com freio dianteiro a tambor. Uma moto antiga, com pneus novos, não oferece mais risco do que uma moto atual. Aliás, se tiver freio a disco na dianteira é mais segura do que uma nova com freio dianteiro a tambor. O principal é saber respeitar os limites de cada equipamento.
    Eu tive uma XLX 350R 88 e adaptei nela o tal pinhão com um dente a mais. Para meu uso, 90% asfalto, eu acho que ficou boa. Numa subida de serra com garupa da quase uma marcha de diferença. Tenho saudade daquela moto, uma delícia para andar na cidade.
    Sou fã das trail, mas como gosto de viajar, e geralmente com pendura, optei pelas dual-poupose.

    ABRAÇO E BOAS CURVAS.

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  29. Alexandre, concordo plenamente com vc.
    Assim como vc tb sou proprietário de uma Sahara, que veio em substituição a uma Ténéré 250 0km.
    Minha opinião é que hoje, devido as restrições de poluentes, as médio-pequenas efetivamente perderam desempenho, tornando-se MAIS perigosas do que as similares mais antigas, digo motos antigas a partir de 1990, década em que a maior parte dos itens de segurança disponíveis nas motos de entrada já estavam lá.
    Qto ao pinhão de 15, eu não gostei, voltei para o original.

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  30. Completando o comentário que fiz mais acima, quando menino morri por um tempo em frente a uma oficina de motos. era chegar uma moto e a molecada sair correndo para ver. Olhávamos o velocímetro e os olhos saltavam das órbitas! 200, 220 km hora. Inimaginável! Era 1975, 1976. Aparecia muita coisa lá, maioria japonesas e era o auge das CB 750.Vivia pertubando meu pai por uma mera cinquentinha da Honda, sonho que nunca foi realizado. Como eu fiquei aguado e passei a juventude toda convivendo com a proibição que vigorou de 76 até 90, cresci sem poder comprar moto. Andei bastante de mobilete, de 125 mais tarde, RX 180 ( Argh) e só fui comprar minha CB em 1985, moto fraca mas era o que tinha, fora Xls, DTs e mais tarde Yamaha 600. Daí não parei mais. As importadas eram só as que entraram até 76 e uma poucas depois disto, trazidas em mutambas inimagináveis e legalizadas da forma de sempre, que aqui vale tudo e quem pode pode e vai continuar podendo. Eu, que não podia, continuava babando. Depois a Honda lançou a 750 nacional, caríssima, e mais tarde reabriram as importações e começou a aparecer coisa nova e as antigas caíram de preço. Como eu continuava aguado, comecei a procurar e comprei uma 750 1980, prima da Boldor, uma 550, uma 400 four e uma BMW R60/5 que tenho até hoje. Andei e viajei a beça nestas motos e o ano já era 1999.Fiquei com 4 motos, 3 carburadores quádruplos e ausência de bóias, agulhas, mecânicos e toda sorte de problemas até 2004, quando vendi as Hondas e fiquei com minha velha BMW 1971, que teimava porque teimava em não dar qualquer problema.Uma mudança de estado e serviço fez esta moto ir para baixo de uma lona em 2007 próximo ao mar no E.S e quando a lona foi levantada, 3 anos depois, a moto estava de fazer dó. Finalmente ano passado eu a trouxe para o rio, não antes dela sofrer ainda mais danos no transporte. Está parada, coitada, com 10 kilos de poeira em cima, fio do arranque solto(como???), e outras mazelas do implacável tempo. Mas vou restaurá-la. Ela, mecanicamente, não tem qualquer problema. Foi desligada na garagem e nunca mais ligada. Precisa pintura, cromagens, novo estofo de banco. A elétrica ( sempre ela) precisa ser olhada já que tem fios soltos, trocar fluídos e devolver-lhe a vida com pneus novos e boa olhada no freio. Que moto gostosa.... Tenho saudades de andar nela. Sei que não piorou nem vai fazer feio. talvez eu tenha piorado e esteja mais medroso. O tempo....Sempre o tempo. MAC.

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  31. E por falar em segurança...olha só o governo aprontando mais uma:

    http://noticias.terra.com.br/brasil/transito/projeto-que-obriga-airbag-para-motociclistas-e-aprovado-no-senado,4f26beee69b9f310VgnCLD2000000ec6eb0aRCRD.html

    João Paulo

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    1. É, mais uma palhaçada dos nossos "representantes".
      Nunca foi exigido, além do capacete, qualquer equipamento de segurança para pilotar uma moto; nunca houve uma campanha séria e a longo prazo de formação e educação dos condutores e agora, do nada, com uma canetada, criam uma lei para usar a jaqueta com airbag.

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