SORVETE DE GRAXA MANDA LEMBRANÇAS

O mistério do Uno que bebia demais

Mais que um lugar cheio de graxa, ferramentas e carros desmontados, toda oficina é fonte de curiosidades, técnicas ou nem tanto. Conto dois “causos” para ilustrar. Para começar, uma historinha simples. Uma senhora chegou furiosa na oficina de Renato Gaeta em Tatuí (SP): “Fui enganada, comprei esse Uno, pois me disseram que era econômico e essa porcaria não faz nem 10 km/l com gasolina na estrada” (ou consome 10 l/100 km, como o Bob gosta. Neste patamar o numeral é o mesmo).” “Além disso, o motor faz um barulhão”, complementou a freguesa.

O Uno, ou Mille, seminovo com uns dois anos de uso, parecia muito bom, com baixa quilometragem e Renato se surpreendia com a motorista. “A senhora viaja com muita carga, pé embaixo, algo assim? Este carro deveria fazer pelo menos 15 km/l” “Nada disso, rodo sozinha, tranqüila... no máximo a 100 km/h”. O Fiatzinho 1,0 ficou na oficina e Renato deu uma geral: checou correia dentada e ponto do motor, trocou velas, filtros, verificou catalisador (p'ra ver se não estava entupido), calibrou pneus, viu que a embreagem não patinava... 

Não havia nada errado, mas a manutenção de rotina ajudou. O motorzinho ficou mais redondo. Entregou o carro para a moça que queria mais economia. Alguns dias, ela voltou: “Melhorou um pouco, mas continua bebendo mais que carrão de bacana na estrada. Tem algo errado que você não encontrou”. Renato continuava intrigado: “Mas a senhora viaja tranqüila, 100 km/h em quinta marcha e numa estrada boa?” “Como quinta? Este carro só tem quatro marchas”, responde a “pilota’ (uma homenagem a agressão gramatical de nossa “presidenta”). Olha a bola de câmbio”. Realmente, o dono anterior trocou a manopla e lá estava o “H” com apenas quatro marchas. 

Renato entrou no carro e... engatou a quinta! A “bola” estava errada e a motorista viajava há um bom tempo usando apenas a quarta. Como bom mecânico, retirou a manopla, guardou no porta-luvas e colocou outra usada que estava num canto da oficina, onde estavam detalhadas as cinco marchas. A motorista foi embora com um sorriso amarelo e nunca mais reclamou do carrinho. 

Paolo

Outra história é do João “Paolo” Pascuale, mecânico de enorme talento, especializado em tudo: carros de competição, restauração de antigos,  importados... Paolo, um apelido que virou nome, restaurava um Jaguar dos anos 1950 com a tranqüilidade de quem troca velas de um Gol. E um carro inglês antigo é uma pós-graduação em complicação automobilística, coroada pelo santo das trevas, o sistema elétrico de “São Lucas da escuridão e mau contato”. Qualquer relê inglês com a marca Lucas faz um eletricista arrepiar e trazer um crucifixo de prata.
 
Paolo em 2004 (em segundo plano), comemorando a restauração do Copersucar F1
Paolo, inclusive, foi um dos mecânicos que conseguia fazer o Copersucar do Emerson andar na Formula 1, lá pelos idos de 1974/75. Mas, no dia a dia, Paolo recuperava antigos colecionáveis e caros, com um perfeccionismo quase doentio. Parava uma restauração por semanas quando achava alguns parafusos “meio feios”. “Caramba, Paolo, monta esta encrenca. Estes parafusos ficam num lugar que ninguém vai ver. Quero ver isto aí roncar”. Ele respondia: “Pode ser que ninguém veja, mas eu sei que tem parafusos com cabeça castigada e não gosto disso”. 

Se fosse um parafuso diferente, quase exclusivo, ele recuperava no torno, ou fazia um novo, e depois mandava dar um banho de zinco para não enferrujar. Tinha uma predileção pouco disfarçada pelos alemães, principalmente Porsche e Mercedes e sempre declarava com seu sotaque italiano: “Alemão pode ser uma raça desgraçada, mas eles sabem fazer carro como ninguém”. 

Além dos antigos, Paolo adorava ferramentas e equipamentos de oficina. Tinha dezenas daqueles armários de aço, estilo box de Formula 1, para guardar suas preciosidades. Num deles havia só alicates. Umas dez gavetas de alicates, sua paixão maior. Quando ficava muito nervoso com algum “caso perdido”, um carro que se recusava a funcionar contra todos os princípios da lógica e da mecânica, ele tirava todos os alicates da gaveta, organiza e contava. Inicialmente eram pouco mais de 100. Logo passaram de 200, 300... Ele amava um trava esquisita, só para dizer: “Tenho um alicate certinho para abrir esta trava”. 

Um sujeito enorme, Paolo tinha todas as tempestades de humor de um bom italiano (apesar de apenas ser filho de italianos), acompanhado de um coração de ouro: fazia tudo pelos amigos e aturava qualquer gozação com sorriso de Monalisa. Os inimigos ele sempre queria ver mortos. Uma das maiores provas de amizade ocorreu num dia que eu estava na oficina e ele começou a abrir as gavetas e procurar um alicate em especial. Depois de uns 10 minutos, pegou um deles e me deu. “Esse é para você...” E continuou com uma dúzia de instruções detalhadas de como eu deveria usar aquele alicate diferente. Guardo até hoje esta relíquia. 

Pois bem, lá pelo inicio dos anos 1990, a importação foi reaberta e os clientes de Paolo – para os quais ele restaurava os carros antigos – começaram a comprar luxuosos importados. E não queriam nem saber de revenda autorizada. Levavam para o Paolo fazer revisão, trocar o óleo... até para substituir uma lâmpada. Ele logo percebeu que ali estava um novo filão, que vinha acompanhado por uma complicação mais séria que “São Lucas das trevas”: a eletrônica e a então misteriosa injeção de combustível. 

Como bom perfeccionista, Paolo fez um monte de cursos, estudou inglês e gastou noites lendo manuais e livros técnicos sobre a bendita injeção eletrônica. Gastou mais de US$ 50 mil em equipamentos e programas para mexer na injeção de qualquer importado. Eram tempos pré-OBD2, que na metade dos anos 1990 unificou códigos e simplificou o diagnóstico: um único scanner “conversa” com a ECU de dezenas de marcas e modelos. Assim Paolo tinha de comprar dois ou três programas só para uma marca de carro (sempre mais de US$ 1.000 cada um) e assim conseguia resolver qualquer parada, ou “os chips entupidos” como ele falava. 

Mesmo assim, ele adorava “conversar” com um motor seis-cilindros de dois carburadores triplos de um Porsche 911 antigo. Trazia um banquinho e uma mesa de aço com rodas, cheia de equipamentos: lâmpada de ponto, vacuômetros, um monte de equipamentos que ele mesmo fabricava. Sentava no banquinho, funcionava o motor e mandava o freguês embora: “Vai passear, quero conversar com o motor, não com você”. E no fim usava mesmo a audição e o olfato. Escutava o motor e cheirava o escapamento: “Tem válvula presa no quinto cilindro”. Ou, “Este carburador tem um giclê de alta entupido..” Às vezes ficava alguns minutos, às vezes horas. Mas o motor sempre saía de “garganta limpa”, roncando redondo em qualquer rotação. 

Na época, começo dos anos 1990, Paolo tinha uma oficina em frente ao Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, e como sempre, trabalhava de portas fechadas e com agendamento prévio. Um belo dia, o interfone tocou. Alguém recomendou Paolo e o novo cliente trazia uma enorme picape Silverado americana novinha, vinda de importação independente, que ostentava um também enorme motor V-8, se não me falha a memória, um 6-litros. A picapona soltava rolos de fumaça preta. Paolo logo berrou: “Bota esta droga p'ra dentro e desliga. Você vai me empestear a oficina com essa fumaceira”. 

A história e a romaria eram longas. Sem garantia e com a picape fazendo cerca de 800 metros por litro, o cara tinha um elefante branco: uma picape novinha que não podia usar. Já havia passado por uma dezena de oficinas e ninguém resolvia. Fuçavam, fuçavam e nada mudava. Indicavam outra oficina, outra... até que o “caso perdido” foi parar nas mãos do Paolo. E ele adorava um bom desafio. Trouxe um laptop caríssimo, o melhor da época, já com o disquete (lembram deles?) com todo o programa daquela picape Chevy. Conectou o lap embaixo do painel da Silverado, ligou a chave e.. matou a charada em minutos.

Um "caso perdido": uma Silverado V-8 soltando rolos de fumaça
Na ECU havia um “modo afogado” usado para o primeiro funcionamento na linha de montagem lá no estado de Michigan (EUA, claro). Depois de alguns minutos, ainda na fábrica, a ECU era ressetada para “modo normal” e a picape ia para o pátio. Só que naquela picape alguém se esqueceu de desligar o afogador permanente. Paolo deu meia dúzia de comandos no teclado do laptop e ligou a picape, que já pegou bem mais redonda. Manteve ela funcionando acelerada por alguns minutos para “limpar” o motor de tanto excesso de combustível e terminou o serviço checando marcha-lenta, mistura etc. 

O veoitão ronronava feliz. “Tá pronta. São R$ 500”, disse Paolo para o cliente desconhecido. “Você louco. Trabalhou menos de meia hora, nem abriu o capô e querendo me esfolar?”, responde o indignado dono da Silverado. “Cara, não estou te cobrando pela hora de serviço. Estudei meses, fiz um monte de cursos, gastei mais de US$ 50 mil em equipamentos. Estou cobrando pelo know-how e equipamentos, por fazer algo que ninguém consegue fazer no Brasil. Mas, se você acha caro, não tem problema”. Conectou o laptop novamente e deu o comando para ela voltar ao “modo afogado”. Os rolos de fumaça voltaram e ele desligou o motor: “Pode ir embora, você não me deve nada”. O cliente se desesperou: “Que que é isso? Desculpa, realmente você tem razão, se atualizou, gastou uma nota em equipamentos... Pode consertar que eu pago os R$ 500”

Paolo, furioso mas sorrindo, tripudiou sua vitória: “Só que agora é R$ 1.000. E se você ameaçar chiar, eu não faço nem por R$ 2.000 e você vai procurar sua turma, seus “especialistas de merda”. O cara pagou os R$ 1.000 sem chiar e foi embora com o rabo entre as pernas. 

Mas o Voitão saiu cantando feliz pela Avenida Ruben Berta... 

Nota do escriba: Este segundo causo, tão verídico quanto o primeiro, é uma pequena homenagem ao grande amigo Paolo, que faleceu algumas semanas atrás. Seus muitos amigos (e muitos carros históricos) estão sentindo bastante a sua falta. Que os anjos consigam um V-8 para ele se divertir.

JS
 

78 comentários :

  1. Depois me perguntam por que sou leitor assíduo do Auto Entusiastas.

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  2. Victor Gomes16/07/13 12:22

    Ótimas histórias!!

    Me fez lembrar de quando eu dirigi um Passat e fiquei procurando pela quinta marcha inexistente...

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    1. Aléssio Marinho17/07/13 12:47

      Chamo essa procura de "efeito Kombi". Todo mundo faz isso! rsrsrs

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  3. O primeiro "causo" fez me lembrar de minha falecida tia, que tinha medo de colocar a 5ª pois não gostava de correr. Por volta de 1995, fomos no seu Escort Hobby de SP/RJ numa média de 80 km/h em 4ª! Sorte que ela era pequena, jogava o banco lá pra frente e eu atrás me sentia numa limosine.

    O segundo "causo" é um clássico das oficinas, acontece a toda hora. Caro pra quem paga e barato pra quem cobra.

    Não conheci esse Paolo, mas por tudo que foi escrito, espero que tenha passado esse conhecimento para alguém. Afinal, essa é nossa missão!

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  4. Rapaz, adorei esse Paolo, de quem nunca tinha ouvido falar, he, he! Sonho em conhecer um mecânico assim! E não sei os outros aqui ( presumo que sejam como eu), mas prefiro mil vezes pagar um valor que eu ache até alto, e sair com aquele problema que tanto me aporrinha definitivamente resolvido, que ficar voltando mil vezes ao mecânico "barateiro".

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    1. Somos 2, então.

      Rodo pelo menos uns 40 Km quando preciso levar um carro para reparos, sendo que a 500 m de casa tem uma oficina. Acho que nem preciso descrever o recinto...

      Sobre os causos, eu adorei o segundo.

      Um abraço!

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    2. Também prefiro pagar uma quantia maior em um serviço bem feito do que ficar sendo aporrinhado por um defeito persistente e mal resolvido.

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    3. Com certeza prefiro pagar mais por um trabalho bem feito. Aliás, ando a procura de bons mecânicos, coisa cada vez mais rara no Rio de Janeiro!! Ou existe "mexanico" picareta que só faz lambança, ou concessionária que quer te arrancar os dois rins(tenho um Ford Focus, quem tem ford sabe do que eu to falando) ou os caras estão se aposentando e não tem agenda pra pegar seu carro. Mecânico bom, de verdade mesmo, hoje em dia tá cada vez mais raro!!

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  5. Muito divertido, curti!

    Volta e meia eu procuro alguma coisa para fazer no meu carro, assim eu consigo dar uma passadinha lá no mecânico e ver o que ele anda fazendo.

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  6. Recentemente, minha filha me falou que o velocímetro, conta-giros e o hodômetro de seu Celta tinha parado de funcionar.

    Pois bem, levei o carro até a oficina e o "mexânico" me informou que o problema estava na bateria, mas que poderia me atender somente na segunda-feira.

    Antes disso descobrimos que o "grande defeito" era um fusível frouxo. Nem trocá-lo foi necessário. Apenas uma apertadinha, hehehe...


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  7. Muito bom o post, adorei. E fiquei pensando aqui como o Fiat 147 que era equipado com motor 1050 e com câmbio de 4 marchas, consumia igual ou menos que o Mille com 5.

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    1. Reynaldo.
      A resposta é simples: a relação da quarta marcha do 147 era bem semelhante a quinta do Mille. Não importa quantas marchas tem um cambio, a relação da última marcha é sempre longa. Andar só em quarta num Mille seria quase o mesmo que rodar em terceira com o 147.

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    2. Simples, a relação de marchas... a 5° marcha é pouquissima coisa mais longa que a 4° de um cambio 4° marchas, mas ainda assim, normalmente o cambio 4° marchas pode ter um diferencial levemente alongado em relação ao 5 marchas, deixando a 4° marcha igual a 5° (varia de marca para marca, mas é mais ou menos assim).
      O grande diferencial em ter mais marchas é não ter "buracos" no escalonamento. Ter buracos no escalonamento é ruim, principalmente em caso de motores pouco potententes OU pouco elasticos e giradores.
      Aconteceu esses tempos comigo, dirigindo dois mille fiasa 1.0, o 5 e o 4 marchas... na pista, o 5 marchas a 100 km/h é possivel para entrar em uma marginal, reduzir para uns 90 e baixar para 4°, e depois se precisar baixar pra 3°... o 4° marchas vem bonitão nos mesmos 100 praticamente mesmo giro, v1000 - 27,51 km/h vs 25,01 no 4 marchas)...
      só que você não pode baixar pra 3° a 90 km/h... (v/1000 4° 22,75 km/h no 5 marchas vs v/1000 3° 16,32 km/h - na teoria uns 5500 rpm no motor, dentro da faixa... na pratica parece que vai explodir tudo! Na pratica creio que seja necessario uns 6500 rpm pra mais devido a forças de atrito e percas motrizes.
      Então note que o maior problema é que em algumas situações uma marcha acima é "muito", e a que vem abaixo é pouco... por essa razão os carros de hoje deveria ter ainda mais marchas porque o downsizing e a redução da faixa de giro util do motor estão tornando dificeis a dirigiblidade. (no meu exemplo, por sorte o fiasa é um motor girador, um motor para teoricos 10000 rpm na sua versão 1.0... um motor fire 1.0 certamente explodiria nos 7 mil!)

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  8. Então matem essa: Ja vi um fusca que fazia gasolina.
    O dono deixava o carro na garagem e ia trabalhar a noite , o marcador de gasolina estava na reserva quando voltava o veiculo tinha quase um 1/4 de gasolina , o dono dava umas voltas e guardava o carro e ia trabalhar novamente quando voltava o carro tinha pouco mais de 1/4 de gasolina em pouco mais de uma semana o carro tinha meio tamque de combustivel e no final do mes estava cheio. E agora?

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    1. Invertida a ligação da boia?

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    2. Sabidão.
      Não sei se alguém colocava gasolina durante a noite, mas eu compro este Fusca.

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    3. Meu chute, alguma coisa estava fazendo o indicador de combustível marcar "ao contrário", ou seja, o carro estava de tanque cheio mas o indicador apontava reserva. Era isso?

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    4. Marcador de combustível de fusca é mecânico(por cabo de aço). Não há ligação elétrica, até onde eu sei.

      João Paulo

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    5. Pois é : A mãe do cara entregou o outro filho: seu irmão pega seu carro e sai para namorar com ele. Ele mexe na roda da frente e sai depois volta e coloca no mesmo lugar e varre a varanda.
      O irmão saia colocava um pouco de gasolina mas não gastava toda gasolina que colocou alem de soltar o velocimentro.

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    6. João Paulo.
      Existe Fusca com marcador mecanico (cabo de aço) e tbém existe com marcador elétrico. Depende do ano.

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    7. Nunca vi isso elétrico em Fusca, nem adaptado. Nos Itamar era elétrico??

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    8. O fusca com bóia elétrico era aquele fusca com tanque alto e com motor 1200, se não em engano, fusca do ano até 1966. Depois disso, todos os fuscas vieram com bóias mecânicas.

      H

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    9. Anonimo das 21:56h
      No Itamar era mecanico, assim com na maioria dos Fusca dos anos 1980. Nos anos 1960 e 70 era eletrico, com bóia interna num tubo, correndo sobre um filamento resistivo.

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    10. Josias
      O meu era 73 e era mecânico. O do meu pai era 72 e também era...

      João Paulo

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    11. João Paulo.
      Vc pode ter razão quanto a década de 70, mas eu tive vários Fusca dos anos 60 e todos eram elétricos. Inclusive ainda tenho uma bóia destas na garagem.

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    12. Fusca até 1966 você quis dizer. Aqueles com tanque alto e motor 1200. E a bóia era de um material leve que corria dentro de um cilindro. Troquei muitas dessas quando trabalhava em uma mecânica. Já de 1967 pra frente, inaugurado com o fusca "tigrão" com o possante motor 1300, todas eram a cabo.

      H

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    13. H
      Acho que vc tem razão. Tive 1969 que já tinha boia mecanica e achava que era adaptado.

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  9. Ficou devendo a foto do alicate que ganhou de presente. Fiquei curioso.
    Fotografa aí e pede o Bob para incluir no post, se puder.

    Abraço,

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  10. Uma pena que estas figuras tão especiais como Paolo (que não conheci, infelizmente) estejam em franco desaparecimento.
    Lembro também de uma conhecida figura lá de São Paulo, que conheci há muitos anos, o Pardal, mestre e especialista em funilaria.
    Ele era do tempo que desamassar era muito mais barato que trocar...
    Será que ele ainda está por aí?

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    1. BlueGopher, por acaso aqui em BSB tem um senhor que lida com isso há pelo menos trinta anos. O nome dele é Galvão e se não me engano faz seis anos que o mesmo veio de São Caetano/SP, salvo engano.

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  11. Josias meu caro, por nós fãs e auto-entusiastas, considere a ideia de nos agraciar com um livro desses e de muitos outros “causos”.
    O Paolo deve ter dado uma Nota Fiscal assim discriminada:
    - Reset da ECU da Silverado conforme orientações do fabricante: R$ 50,00
    - Saber "como" dar o comando para efetivar o Reset efetivamente: R$ 950,00

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    1. Acyr.
      O livro já existe e se chama Sorvete de Graxa, daí o título deste post. Ele foi publicado pela Editora Europa (www.europanet.com.br). É só vc dar uma busca no site da Editora que vc encontra este primeiro livro. O segundo ainda demora, pois ando meio enrolado.

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    2. Acabei de comprar !!! Daqui uns 3 ou 4 dias ta chegando aqui. Grande abraço !!!

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  12. Que Paolo fique com Deus e me inspire nos momentos que eu mais precisar!

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  13. Mais uns causos de oficina:
    Cliente chega reclamando que seu Uno tá gastando muito. Procedimentos padrão feitos (checagem de ponto, carburador, velas, etc), o motor deu uma melhorada. Uns dias depois, o cliente volta. Mesma história: Gastando muito. Dessa vez, fomos mais a fundo, trocamos tudo relacionado e que não estava mais 100%, qualquer coisa com meia-vida ou que apenas não estava mais 0km, apesar de não ter problema, trocamos. Uns dias depois, novamente o cliente volta reclamando. Filosofamos um pouco e perguntamos: Por que o senhor acha que está gastando muito? Nos explique. "Ah, até um tempo atrás eu abastecia 50 reais e fazia x km. Hoje mal tô fazendo a metade disso." Depois de ouvirmos chocados o que ele disse e uma pausa que acho que foi nosso cérebro dando uma travada se perguntando se isso realmente tava acontecendo ou se era um sonho, conseguimos explicar pra ele que foi o aumento de preço da gasolina, não o carro que mudou...

    Causo 2: Cliente com seu Kadett GS reclama que na estrada o motor berra muito. Vai até quarta, engata a quinta e berra. Diagnóstico: Quinta marcha não entra, ele tá engatando a terceira e nem percebe...


    E quanto ao assunto da Silverado, o cliente foi um babaca. O cara consertou o problema misterioso rapidamente e o cliente ainda quer reclamar do preço? Tem que pagar, agradecer e ainda pagar um churrasco como agrado.

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  14. Fiz uma viagem a Brasília com o Paolo, dividindo uma Variant carregada de peças, macaco jacaré e ferramentas, íamos trabalhar co o Dante de Camillo e o Lucio Naja em um 1.000 km lá no autódromo candango. Rimos e conversamos a viagem inteira. Triste saber que ele se foi... e a torcida para que ele, o Zampa, o Dante, o Luizinho estejam reunidos em algum lugar desse universo.

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  15. Pois é Wagner, tem uma turma boa indo de uma vez só. Mas, a parte boa é que tivemos a oportunidade de conhece-los e conviver com eles.

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  16. Post no minimo fantástico!essa do Uno foi demais!a pergunta é por que alguém colocaria a bola de cambio errada,porque?rsrsrs...e essa da Silverado hein, he he,benfeito pro cara ,podia ter negociado o preço (como faço)sem desmerecer o trabalho do profissional, rsrsrs....

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    1. Por que? Essa é fácil de responder!
      Lá pelo início dos anos 70, minha mãe, uma novata de volante e pé de chumbo, teve um fusca que, nas férias exclusivas do meu pai, não passava dos 60 Km/h.
      O segredo: Um cabo de acelerador mais longo e uma enorme folga no circuito.

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  17. Claudio Fischgold16/07/13 14:35

    Para quem conviveu nas oficinas do Bob, do Aluisio Lemos, do Fernando Feiticeiro e outros (sou do Rio), Paolo, voce faz uma tremenda falta.

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  18. Luiz Dranger16/07/13 14:50

    Essas histórias são ótimas !!! Some-se ao Paolo, o Brizzi, o Comino (O Pelex do Solex) e tantos outros....
    Luiz

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  19. Josias, a história do Mille me lembrou de um "causo" que se contava no final da década de 1970 e início da de 1980.
    Conta o "causo" que uma velhinha tinha um Fusca comprado zero km numa concessionária, que depois de alguns meses voltou pra reclamar que o carro estava muito gastão.
    O seerviço foi repassado para um mecânico afro-descendente (ai, esses termos politicamente corretos...) mais alto e mais largo que um armário, mas de uma delicadeza sem par. Esse mecânico revisou o Fusca de alto a baixo e não encontrou nada de errado. Reacertou a carburação e o ponto de ignição e liberou o carro.
    Mas a velhinha voltou com a mesma reclamação e o carro foi revisado novamente pelo mesmo mecânico, pelo menos umas 4 vezes.

    Por fim, o mecânico desistiu de tentar achar o defeito, e disse que queria dar uma volta com a velhinha. Ele, desproporcional ao tamanho do carro, senta no banco do passageiro, ela senta no banco do motorista, puxa o botão do afogador e... pendura a bolsa nele!!!
    Não é que a velhinha acreditava que o afogador era um porta-bolsa retrátil?

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    1. André Dantas16/07/13 14:51 Quando a gente pensa que já viu de tudo rsrsrs....

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    2. Foi exatamente por isso que os Fuscas passaram a ser equipados com o famigerado afogador automático.

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    3. Essa é aquela mesma senhora que usa o drive de CD do computador como porta-copos.

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  20. oskrmarinho16/07/13 14:51

    E a cada dia fica mais dificil encontrar mecânicos que gostem realmente de mecânica e a ela se dediquem com seriedade e prazer; é uma pena, porque mecânicos da estirpe do Paolo vão fazer mais e mais falta, até chegarmos aos carros descartáveis que pouco a pouco vão tomar conta do mercado.

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  21. É realmente lamentável que esses mecânicos italianos do tipo “gringo grosso e gritalhão”, e ainda por cima honesto, sejam uma espécie em extinção. Tem muitos estabelecimentos em que é mais fácil o sujeito “ativar os rolos de fumaça” (essa história foi de matar de rir) e cobrar pela troca de um generoso lote de peças desnecessárias.
    Assim como um bom chapeador. A arte da “lanternagem” é algo que vem se perdendo dia a dia.

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    1. CSS
      O pior é que é verdade. Lembro de quando eu era adolescente de ver funileiros (ou lanterneiros) na Barra Funda, em São Paulo, fazendo frisos com chapas de alumínio e depois polindo até parecerem cromados. Depois de colocados no carro, não dava pra saber qual era o original e qual era feito à mão. Geralmente eram italianos aparentemente "grossos" mas capazes de um artesanato que era arte pura. Lamentável o desaparecimento desta turma talentosa.

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    2. Desapareceram justamente por pecarem em serem "grossos" e não passar conhecimento. Ser muito bom em alguma coisa não é tudo.

      João Paulo

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    3. João Paulo.
      Conheci vários desta geração e a grossura era apenas aparente, um estilo, uma forma de defesa.Todos eram gente fina. Qto ao Paolo ele passou sim seus conhecimentos, inclusive eu me considero um de seus muitos alunos, mesmo tendo formação técnica em engenharia. Quase sempre a formação teórica é apenas um começo. E Paolo sempre tinha na oficina algum garoto, geralmente aluno do Senai, e vários destes estagiários depois montaram suas próprias oficinas.

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  22. Gostei das duas histórias! Estou ficando fã do AUTOentusistas! Show de bola

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  23. Ótimas histórias, Josias. Essa da última marcha parece brincadeira, mas já soube de muitas pessoas que se recusavam a usar. Tinha gente que dizia que o carro ficava "muito solto"... rsrs

    Quanto ao Paolo, esse sim é um mecânico espetacular.

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  24. Tinha uma conhecida que trabalhou comigo alguns anos, e que viajava do Rio a Maricá sem passar sequer a quarta marcha, era terceira direto, por mais de 40 km. Acho que 'mautoristas' desses deveriam ter seus carros confiscados. Há boçais que jamais deveriam ter carro...

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  25. É uma pena que a verdadeira turma da graxa seja uma raça em extinção! Hoje em dia, vê-se um monte de "mecanicos" armados com seus Scanners e muitas vezes ignorando que apesar de toda a eletrônica, os motores de combustão interna continuam tendo borboleta, pistão, velas, filtros, etc. etc. etc.

    Aliás o post de hoje me trouxe a lembrança dois causos que vivenciei.

    Meu pai tinha um Vectra 1999. De uma hora para outra, o velocimetro parou de funcionar e marcar. Meu pai, muito zeloso, levou o carro ao Concessionário GM que cobrou a pequena quantia de R$500,00 apenas para desmontar o painel e ver se localizava o problema.

    Na mesma época, precisei pegar um taxi e o carro...um Vectra da mesma série e que estava com o velocimetro desligado. Perguntei ao motorista se ele quem tinha desligado ou se o carro estava com problema e a resposta foi que o velocimetro estava propositalmente desligado e que desligar o velocimetro dessa série de Vectras é a coisa mais fácil do mundo. É só tirar o relê cor de abóbora da caixa de relês situada do lado esquerdo do cofre do motor, que o velocimetro pára. Passei a dica ao meu pai que comprou a peça por R$35,00 (na mesma concessionária GM que pediu R$500,00), trocou a peça e o problema do carro do meu pai sumiu num passe de mágica.

    Outro causo foi com minha antiga Ranger. O marcador de diesel simplesmente não funcionava quando o tanque estava cheio e depois do 3/4, ele começava a marcar normalmente.

    Mandei desmontar o tanque e a bóia, e tanto o mecanico quando o eletricista verificaram tudo o que podia. Estava simplesmente tudo normal, a boia estava ok, o potenciômetro idem, tudo em ordem. Montaram o tanque e o problema voltou. Mandei desmontar tudo de novo e olhando individualmente cada peça e componente, os fios que encaixam no potenciômetro da boia são submersos e...estavam frouxos. Com o tanque cheio, o combustivel acaba isolando os contatos. Pedi um alicate emprestado, apertei os contatos nos respectivos plugues verificando que não havia folga e mandei montar. Tudo voltou a funcionar. Isso aconteceu com 90 mil km de Ranger. Vendi o carro com 150 mil e sem qualquer problema no marcador de diesel (que por sinal funcionava muito bem).

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    1. Lorenzo Frigerio16/07/13 20:44

      O que é mais incrível é que, em plena época da internet, é difícil encontrar um lugar que "centralize" esses macetes. Muitos fóruns são fechados. Encontrei pelo Google um arquivo .doc zipado (porque o Google consegue ler esses arquivos), guardado nas profundezas do Clube do Calibra, que traz uma valiosíssima informação ali colocada, por grande gentileza, por um entusiasta que encontrou uma maneira de fazer uma alteração com mangueiras de Corsa, Celta e Santana no sistema de arrefecimento do Calibra, visto que peças originais para essa mecânica sumiram da praça... simplesmente o Clube é fechado para não-$ócio$ e não existe a menor indicação de que esse arquivo está lá dentro.

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    2. Gente, obrigado por tantos causos. Os comentários estão melhores que o post. O único problema é que posso roubar alguns causos para o próximo livro, o Sorvete de Graxa II.

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    3. Antes de tudo, muito boa estória contada pelo Josias. Se o livro for bom assim, vou comprar, rsrs.

      Em casa tínhamos um Vectra GLS 1997 e também apresentou problemas no velocimetro; parecia um contagiros.

      Tentamos essa troca do relê e nada; somente depois de visitar uma oficina especializada em velocímetros que o problema foi solucionado: se tratava de um cabo que ficava meio que fixo ao sistema de suspensão. O movimento da suspensão ia desgastando o cabo até que ele começava a rachar e então o velocímetro ficava louco.

      Foi só trocar o cabo (que era meio caro, diga-se) e tudo voltou ao normal.

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  26. vitor marques16/07/13 20:41

    nossa muito bom essas historias ! vlw

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  27. Se um mecânico me falasse:“Só que agora é R$ 1.000. E se você ameaçar chiar, eu não faço nem por R$ 2.000 e você vai procurar sua turma, seus “especialistas de merda”. Eu diria: tudo bem! me desculpe ocupar seu tempo! pode deixar assim mesmo!

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    1. Sim... mas voce deve dar um desconto nesse caso.
      Os italianos sempre sao destemperados. Mas se tratados com fogo brando movem montanhas por voce.
      Acho que faltou um pouco de jogo de cintura ao dono da pick up.
      Conheco alguns preparadores , o que posso dizer e que normalmente sao bastante perfeccionistas e temperamentais

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  28. Muito legal os dois "causos".

    “Vai passear, quero conversar com o motor, não com você" foi ótimo! Que o Paolo esteja em paz e se divirta bastante no andar de cima.

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  29. Tive a honra de conhecer o Paolo. Numa roda de bate papo com ele, Claudio Laranjeira, Luis Alberto Pandini, Alex Dias Ribeiro e mais um assessor de imprensa. Era lançamento do salão de acessórios que tinha o Fittipaldi como "curador" e estava cobrindo para uma rádio na época.

    Foi o dia que mais aprendi sobre carros na minha vida, até hoje inesquecível!

    A propósito, ele disse que o diferencial do Copersucar tinha peças da C-10...

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    1. Varmi.
      Se tinha peças de C-10 provavelmente foi o Paolo que adaptou, rsrsrsrs. Ele também adorava uma gambiarra de classe, mesmo num F1.

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  30. joao celidonio17/07/13 01:28

    bem que podia ter o botãozinho do curtir tipo facebook! tem matérias que são tão perfeitas em si mesmas que não deixam nem espaço pra comentar!
    boa!

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  31. Josias,

    Deliciosos "causos", sempre pediremos mais !!!
    Uma sugestão: enquanto não tiveres tempo para fazer a segunda edição do Sorvete de Graxa, porque não fazer um post periódico (pode ser até mensal) com uma breve compilação dessas estórias para a nossa alegria ?
    Quando li a primeira parte da postagem, imediatamente me lembrei algo que aconteceu com um amigo nosso em meados dos anos 90, quando ele comprou um Mille da primeira série (ano 1990), cor amarelo-claro, bem novinho, de um senhor de quase 70 anos de idade, "cidadão acima de qualquer suspeita". Depois de pegar uma avenida para acelerar o carrinho, tentou por diversas vezes engatar a quinta marcha, que simplesmente não entrava..Depois de perguntar ao ex-dono se ele tinha percebido o problema, ele candidamente disse que "nunca percebi isso, sempre engatou a quinta muito bem".
    Passou na minha loja de usados e eu fui conferir qual seria o problema, e eu "matei a charada" só abrindo o cofre do motor: uma etiqueta em cima do braço do garfo da embreagem mostrava o código da caixa de câmbio seguido de um "4M", que indicava esse ser de 4 marchas. E junto com os manuais de proprietário uma nota fiscal da alavanca de câmbio com a plaquinha de 5 marchas...
    Na mesma hora ele trocou o Mille por outro carro na minha loja e eu comprei a alavanca correta, dessa vez vendi o carro e dei de brinde a "alavanca malandrinha", rsrsrsrs...

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    1. Boa idéia, Mário.
      Vou tentar fazer os posts, pelo menos mensais, e depois já tenho um bom material para o Sorvete II.

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  32. Esse cliente da Silverado é típica de brasileiro: não valoriza o esforço dos outros (principalmente se for esforço intelectual), posa de rico (às vezes é mesmo), mas vive pedindo desconto pra parecer esperto e é apegado em exagero a dinheiro. Pensa em dinheiro sempre, mas não dá valor a nada.

    Ricardo2

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  33. Acabei de comprar o livro. Só por essas histórias, já valia o preço!

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    1. Brigado Beto.
      Vida de escritor é pior que a jornalista rsrsrsrsr.

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    2. Putz, Josias...
      Você poderia ser bancário (como eu)... reclama não! Rsrs...
      O livro chegou na sexta e foi "devorado" em uma hora e meia!
      A história do portuga falando sobre a falta de porta malas da brasileira é de rolar no chão de rir!
      Sensacional, parabéns mesmo!!

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  34. Felizmente eu conheço um "Paolo"... é um senhor de 68 anos, mecânico fantástico com dotes de ferramentaria, como todo mecânico deveria ter... iniciou a carreira na oficina do vô da minha esposa e é amigo de infância do meu sogro... também nor tornamos ótimos amigos... sua maestria com a mecânica e seu temperamento têm muito a ver com o Paolo... chegou a ser mecânico preparador de marcas e pilotos no fim da década de 70, inicio da década de 80, e é cunhado do dono da Escola de Pilotagem Interlagos... manja como poucos de mecânica Renault Willys... pena que tomou uns revés da vida (financeiramente) e nunca mais se levantou, mas é fantástico... passo horas com ele, de vez em quando o ajudo por pura amizade e distração e quando envio meus carros à ele, muitas vezes lhe dou uma mão também.... satisfação pura de vê - lo trabalhar..... fica o meu descontentamento saber que são profissionais em extinção.... assim como muitos funileiros (na verdade artistas) que trabalham em minha equipe, seres insubstituíveis que são capazes de fazer um pára - lama na mão.

    Abraços

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  35. Belo post, belas histórias.

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  36. Boas histórias...
    O tal dono da Silverado teve o que bem mereceu...
    Parece aquela hitória da "marretadinha" num parafuso da máquina do transatlântico, que estava parado em alto mar, que fez ele voltar a funcionar para seguir viagem.

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  37. Por favor, onde fica essa oficina do Renato Gaeta? Tá complicado achar mecânico aqui em Tatuí, que num caso desse não tente empurrar um jogo de transmissão inteiro ao invés de só trocar a bolinha da manopla.

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    1. MC
      Entre no Fale Conosco do blog (acima a esq) e me mande um email direto. Te passo o fone dele.

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  38. Putz...demorei mais de uma mes pra ler este post e adorei. Trabalhei muito tempo em uma empresa de amortecedores e tivemos muitos casos relacionados a suspensão e muitas historias destas. Conhecemos muitas figuras destas; realmente são estas pessoas que hoje fazem faltam quando vou a algumas oficinas...meu os caras são tudo chutadores......

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