A NECESSIDADE DA ARTE


Outro dia, quando disse que gostava de todos os carros, mas que de verdade mesmo só gostava de carros esportivos ou de corrida, me pus a pensar como se estivesse estirado num divã psicanalítico onde o maluco da poltrona também fosse eu. Não haverá nada de errado se o caro leitor se recostar no divã ao lado, para, ao longo da conversa, ver se não temos os mesmos desvios mentais. Talvez não seja tarde demais para você se curar sem maiores transtornos dessa maluquice. Já comigo é tarde e concluí que saro só às custas de uma lobotomia.

Porsche 904
Daí, devaneando um pouco, parei para pensar no que via bem à minha frente: um quadro que minha mulher pintou por brincadeira e de surpresa mo presenteou: um Porsche 904.  Design de Butzi Porsche, uma arma de guerra eficientíssima para as batalhas das pistas. Eficiente e lindo. Anos atrás eu ia dirigir um para uma matéria de revista, porém, infelizmente, bem naqueles dias ele foi vendido a um antigo presidente do BNDES e este o levou para a Europa para juntá-lo à sua coleção de carros clássicos de corrida com os quais compete em eventos de clássicos, coisa de gente desbragadamente rica. Como se vê, até que dá uma graninha legal esse lance de tomar conta do dinheiro público.

Butzi Porsche, designer do 911

Minha mulher pouco entende de carro, mal sabe ela o quanto a Porsche deve ao Butzi, o designer do 911, mas ela tem bom gosto estético – manja de proporções, de design –; um bom gosto que provém dos seus dons artísticos naturais somados ao acúmulo de conhecimento que sua profissão de pintora lhe trouxe. E não é que ela folheou um de meus livros e escolheu esse carro para pintar? Escolheu o 904 sem saber que carro era, de seu histórico nas pistas etc, e, pouco se importando com o cartel do modelo, o pintou. E acertou. Taí um carro que adoro. Ela, melhor do que ninguém, sabe do que gosto.

Por que ela não escolheu logo o meu Escort 16V, que estava ali, na garagem de casa, perfeita e estaticamente disponível como “modelo vivo”? Ela sabe do quanto gosto do “Escortinho”, que não o troco por nada para rodar pela balbúrdia paulistana. Ela sabe que, de tanto que gosto dele, o destino do Escortinho será morrer de velho na fazenda, já que vender não vendo; mas daí ela partir para pintá-lo, fazer um quadro dele e me dar de presente para colocar no meu escritório, é outra coisa; não rola.

                                     

O que nos atrai nos automóveis é o que eles podem nos proporcionar. Por exemplo, quem gosta de se meter no meio do mato atrás de ver bicho, que nem meu irmão, gosta de jipe e dos suves 4x4 hoje tão em moda. E ele está certo, já que aquele veículo poderá levá-lo mais fundo na mata. Muitos outros exemplos podem ser dados como carros ideais, de sonho, dependendo, portanto, do sonho da pessoa.

O meu é muito simples, o mais simples deles, e para o qual o automóvel primeiramente foi criado: velocidade. Gosto dela. Gosto de ir mais rápido e certeiro – sem incomodar ninguém – do ponto A ao ponto B, e se possível num carro cujo design seja realmente bonito e que essa beleza provenha de formas funcionais, atléticas como as de um cavalo puro-sangue. Sendo assim, sendo essa a paixão, é fácil concluir que eu só poderia ter paixão pelos carros de corrida e pelos esportivos verdadeiros, já que tudo neles nos sugere seu potencial de velocidade estonteante, que é o que amo. O carro é uma ferramenta para esse fim.

A potência do motor me é importante, mas não tanto quanto o comportamento nas retas, nas freadas e nas curvas. Não adianta acelerar rápido e em alta ficar receoso quanto ao que um carro de comportamento esquisito pode vir a fazer. Já dirigi hot rods malucos com relação peso-potência perto de 1 kg/cv e que na arrancada dava pra sentir o chassi torcer, e já dirigi réplica de Cobra com 1.300 cv, além de outras doideiras, porém, nessas, apesar de divertido, sempre tem um porém que me faz falar: “Beleza!, divertido, um sarro, mas esse eu passo, nunca teria, pois eu cá prefiro algo mais elaborado, mais pensado, mais eficiente e harmonioso”. Carro é que nem cavalo: temos que ter confiança nele para que nos tornemos um só e possamos correr de verdade.
Vamos aqui a um carro que, a meu ver, merece ter seu quadro na minha parede de escritório:

Jean Bugatti e o La Royale do Esders, sua criação
O Bugatti do Armand Esders, de 1932: esse é um Tipo 41, um La Royale, especialmente fabricado para um rico empresário, “inventor” da roupa pronta, já que até então o costume era comprar o tecido e mandar pro alfaiate. Seu motor de 8 cilindros em linha – com duas válvulas de admissão e uma de escapamento, e duas velas por cilindro – deslocava nada menos que 12.760 cm³ e gerava 300 cv a 1.700 rpm. O torque era descomunal, como se pode imaginar, diante de tamanha potência em tão baixo giro (calculo algo em torno de 130 m·kgf), tanto que ele tinha 3 marchas, sendo que a 1ª era só para o início do deslocamento, a saída – o carro pesava ao redor de 3.200 kg. Logo após a saidinha se engatava a 2ª, e esta já tinha relação direta. A 2ª marcha era para tudo, até que se atingisse 110 km/h, quando então engatava-se o overdrive, com o qual, segundo o catálogo da Bugatti, ele poderia atingir “qualquer velocidade desejada”. Bastou essa frase para que eu gamasse no carro: “qualquer velocidade desejada”. 

Ela tendo sido escrita pelo construtor do modelo com mais corridas ganhas na história do automóvel, o Tipo 35, merece nosso crédito; ele pode. Este La Royale do Esders teve a carroceria desenhada por Jean Bugatti, filho de Ettore e responsável pelos, segundo meu gosto, mais lindos modelos da marca, dentre eles o Atlantique. Note que o do Esders não tem faróis. Esders pediu assim, pois ele não pretendia dirigi-lo à noite. Não que ele não soubesse dirigir, já que ele era um legítimo sportsman, piloto de carro, avião e iate. É só que à noite ele deixava para o chofer dirigir um outro carro, um fechado, no qual ele ia lá atrás com a madame, na boa, ele de cartola e ela num casaco de peles.

Bugatti Atlantique
Convite à velocidade
Infelizmente o segundo dono desse magnífico La Royale do Esders teve a dílmica idéia de trocar a carroceria por uma sedanca de ville, e ele hoje está estático num museu americano. Uma pena, porém, pensando bem, aqui recostado no meu divã, creio que justiça foi feita, pois seria difícil achar outro sujeito com classe bastante para sair por aí com essa obra de arte. Esse carro poderia cair na mão de um político corrupto, animal não raro hoje em dia, por exemplo. Os colecionadores e irmãos Schlumph – que esses sim eram doidos de amarrar com corrente, e sobre os quais o MAO já escreveu, recriaram esse carro do Esders, como se vê na foto colorida.

A diferença dos Bugatti em relação a todos os outros carros, vem, a meu ver, do fato de toda a família Bugatti estar tradicionalmente envolvida com arte de boa qualidade. O avô do Ettore, Luigi, era arquiteto. O pai, Carlo, era escultor, designer de móveis, arquiteto, pintor, um sujeito culto, amigo do escritor Leon Tolstói, um dos freqüentadores de sua casa em Paris. O irmão, Rembrandt, era um grande escultor, esculpia animais. O elefantinho empinado, que ia sobre o radiador do La Royale do Esders, era obra sua. Sendo assim, tanto Ettore quanto seu filho Jean não poderiam construir um carro de outro modo que esteticamente não fosse uma obra de arte.

Obra de Rembrandt Bugatti
Após mais uma espreguiçada neste confortável e imaginário divã, meus olhos voltaram ao quadro pintado pela minha querida artista de casa, ao do 904 do Butzi – Ferdinand Alexander "Butzi" Porsche, neto do engenheiro e Professor Ferdinand –, o artista da família Porsche; o sujeito, repito, a quem a Porsche deve grande parte de seu sucesso. Digo que deve muito, porque, pensando bem, até o Butzi meter a sua colher todos os Porsche não eram lá muito bonitos; eram só eficientes. O 356, design de Erwin Komenda, mas com a aprovação de Ferdinand Anton "Ferry" Porsche, filho e fiel seguidor do Professor Ferdinand, e pai de Butzi, convenhamos, se não fosse tão eficiente quanto é, não creio que fizesse o sucesso que fez. É um sapinho. O VW sedã, o Fusca, bom, é só simpático e tremendamente eficiente. O Auto Union Flecha de Prata, mesma coisa. Todos eles espelhavam o jeito do velho engenheiro Ferdinand Porsche, um jeito meio carrancudo e taciturno, que em seus projetos não admitia nada que não fosse objetivamente funcional e só ficava nisso, tal qual um projeto de um tanque de guerra.

O Butzi, o artista da família, foi quem trouxe beleza estética aos eficientes Porsche quando desenhou o 904 e o 911. Os primeiros 911, na minha opinião, são os mais bonitos de todos os 911. Em seguida, sem os toques do Butzi, só foram estragando o seu design, que foi ficando cada vez mais pesado e empetecado, degringolando, enormes rabos de pato, rodas traseiras desproporcionalmente grandes em relação às dianteiras, até que, felizmente, quando o motor passou a ser refrigerado a água, houve uma repensada geral no carro e a coisa melhorou bastante. 

Não podemos aqui dizer que esses artistas, Ettore, Jean e Butzi, eram somente artistas. Eles também manjavam muito de mecânica e aerodinâmica de carros velozes. O difícil é achar alguém que junte esses dois quesitos.

Ettore Bugatti aos 20 anos, ao volante de um de suas primeiras criações, um dragster para a época
E o Enzo Ferrari? Bom, esse não era artista nem engenheiro mecânico, mas tinha bom gosto e sabedoria suficiente para escolher direito a quem entregar o trabalho; vide Gioacchino Colombo, Vittorio Jano, Sergio Scaglietti, Battista e Sergio Pinin Farina, só para citar alguns de seus colaboradores.

Sergio Scaglietti, um grande artista

Vittorio Jano, um gênio da mecânica
Bom, saindo dos devaneios do divã, me levantando e voltando a pisar no chão, concluo que a origem do meu “problema”, o de não ligar tanto assim para carros comuns, seja de que só me apaixono por algo que contenha arte. Afinal, a arte é uma das características que separam o homem do nosso ancestral macaco.

AK

P.S.: Quando vejo as acaloradas reuniões do nosso Congresso Nacional, aquilo não me parece diferente do que seria reunir ali um bando maluco de macacos ladinos e safados. 

44 comentários :

  1. Rafael Ribeiro28/07/13 12:20

    AK,
    Dizem que gosto não se discute. E o seu gosto automotivo, eu não discuto mesmo, principalmente quanto ao 911. Ótimo texto para o domingo, vou aproveitar para folhear alguns livros com esse viés!

    ResponderExcluir
  2. Preciso me refestelar neste divã e me perguntar o motivo de gostar tanto de carros. Era para ser o contrário, pois a cada geração da minha família, os automóveis nos ferem de morte em acidentes traumatizantes.
    Como arquiteto e urbanista, eu deveria liderar uma cruzada contra os carros, em prol da mobilidade urbana repensada nas grandes cidades e do transporte coletivo de massa.
    Mas a verdade é que sou refém de um belo carro. Este carro nem precisa ser muito veloz, não precisa frear bem, não precisa fazer curvas feito um bólido de autorama, cravado numa fenda eletrificada. Basta me trazer a sensação de estar vivo.
    Guiar um conversível numa estrada perdida é tão bom quanto cheirar uma taça de vinho e imaginar o sabor do elixir da juventude inundando as papilas gustativas. É tão bom quanto sentir o calor do molho pardo profanando a massa ao dente idealizada pelos italianos para ser servida com alho e óleo. Guiar um carro nestas condições, só não é tão bom quanto amar uma mulher.
    E aqui com as minhas trocas de marcha, será que essa turma que lota o Congresso Nacional gosta mesmo de mulher? Eles deveriam arranjar um tempo maior para elas, ao invés de dedicarem suas vidas à busca incessante do poder pelo poder.
    De todos os meus pecados, espero não ser condenado pelo fato de gostar tanto de carros.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. JT
      Seu comentário me emocionou. Meus parabéns!

      Excluir
    2. Lorenzo Frigerio28/07/13 14:34

      Essa turma que lota o Congresso Nacional gosta de dinheiro. Dinheiro é liberdade, dinheiro é poder. Poder sobre os homens, poder sobre as mulheres, poder sobre as coisas. E você falando em sensações da vida fisiológica... como se essa turma não pudesse ter acesso a tudo isso, só de estalar os dedos.

      Excluir
    3. Caro Bob Sharp,
      Espero sinceramente que o gosto por carros não seja considerado uma doença ou vício, como fumar cigarros ou beber cerveja. Pessoalmente não fumo e bebo em raríssimas ocasiões, mas não gostaria de ver qualquer pastor ou psicólogo eleito deputado para propor o projeto da cura para o autoentusiasmo. Infelizmente não é isso que está previsto na cartilha do politicamente correto, na qual os carros são os vilões absolutos da humanidade.
      Para o Lorenzo Frigerio afirmo que deputados e senadores são muito chegados em sensações da vida fisiológica, dado que praticam o fisiologismo partidário diariamente, sem estalar os dedos. Agradeço ao meu bom pai por ter me criado longe deste ambiente e por ter me dado o carro com o qual eu conheci a minha esposa: não troco isso por dinheiro ou poder algum.

      Excluir
    4. Os carros me trazem a sensação de estar vivo. Acabo de definir o porquê de gostar tanto deles.


      Excluir
    5. JT.... Olha... realmente poético e 3C... Claro, Coeso e Correto!!!

      Excluir
    6. Obrigado Romildo, mas acho que os comentaristas deste post estão esquecendo do essencial e neste ponto quero me redimir:
      - Que bela pintura do Porsche o Arnaldo Keller tem em seu escritório! O Porsche retratado pela esposa dele consegue ser mais bonito que o autêntico.
      Se ele quiser trocar pelo quadro que está no meu escritório - sobre um pacato rio desaguando numa cachoeira - é só me dar um toque. Até parece que ele vai querer...

      Excluir
    7. JT, o AK costuma dizer a expressão "levou a taça", creio que você tenha levado a taça com o seu comentário!

      E realmente a pintura ficou excepcional!!!

      Excluir
    8. Caro Fabio Toledo, obrigado!
      Realmente não imaginava que um comentário tão espontâneo fosse ter tamanha repercussão, irrisória perto do universo do blog, mas muito significativa para mim.
      Sou colaborador de uma revista bimestral recém lançada em Santa Catarina, a MotorMachine. Vou ver com o editor dela se posso desenvolver meu depoimento como tema da próxima coluna.
      Abraços,
      Jean Tosetto

      Excluir
    9. Jorge Dias Lage30/07/13 15:36

      JT
      Quem dera todos os arquitetos e urbanistas fossem como você.
      Ando cansado dos "idiotas da objetividade" (parafraseando Nelson Rodrigues).

      Excluir
  3. JT.
    Eu também como arquiteto e urbanista me vejo às vezes, às voltas com esse papo de mobilidade urbana, de transporte coletivo de massa, de abertura de ciclovias e túneis de metrô, de todas essas coisas.
    A teoria é muito linda nas páginas dos livros, das revistas, na tela da televisão, nas páginas da internet. Mas a realidade das ruas, das avenidas, das estradas e das cidades é outra, completamente diferente.
    A questão é que o automóvel, e nele inclusas todas as suas variantes, é o símbolo máximo da expressão da liberdade individual. Ninguém consegue derrubar este conceito. Ele não depende de horário de ônibus ou metrô, não depende de bom ou mau tempo, não considera os dias santos e feriados.
    Não é mandatório que nós, arquitetos, travemos uma luta acirrada contra os automóveis. Eles não vão acabar. Sem eles, o mundo não ficaria melhor (ou menos pior) do que já é.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Lorenzo Frigerio28/07/13 14:15

      "A questão é que o automóvel, e nele inclusas todas as suas variantes, é o símbolo máximo da expressão da liberdade individual."
      Não é à toa que a cidade de São Paulo, afogada no trânsito, tem como político que melhor representa a mentalidade de seus munícipes o ex-prefeito Paulo Salim Maluf. Se São Paulo tem uma cara, é a dele.

      Excluir
    2. Corsário Viajante28/07/13 15:33

      Não acho. Se São PAulo tem uma cara, para mim é a da Revolução de 32. Non ducor, duco.

      Excluir
    3. São Paulo ocupa 0,017% do território brasileiro.
      Você acha que é um local digno de preocupação por parte de todos os brasileiros?
      A quem mora lá, só me resta dizer: sinto muito...

      Excluir
    4. Caro CSS, como arquiteto não travo luta alguma contra os automóveis, pelo contrário: escrevi um livro dedicado a um modelo concebido por outro arquiteto. Se quiser saber mais visite www.mplafer.net

      Excluir
    5. SP para mim tem cara de um lugar onde ainda tem humanismo no bom sentido aqui no Brasil,coisa que seu lugar(16:10)dificilmente deve ter...

      Excluir
    6. Lorenzo Frigerio28/07/13 22:37

      Corsário, só um detalhe... a Revolução de 32 é do Estado de São Paulo, simbolizada pelo Obelisco no Pque. do Ibirapuera. O Maluf se identifica com a Cidade de São Paulo e também tem seu monvmentvum: o Minhocão. Um colega meu um dia, aliás arquiteto como os dois aí em cima, deu uma boa definição da origem desse emblemático político: é praga de índio pelo que os bandeirantes aprontaram por aí em séculos anteriores.

      Excluir
    7. Os carros realmente são ineficientes em um ambiente urbano denso das grandes cidades. Isso é fato. Mas em vê de desestimarão seu uso, devemos tornar as outras opções de transporte mais atraentes, em vez de gastar dinheiro para piorar a circulação de carros, como se tem feito.

      Excluir
    8. Hoje na zona leste tem o minhocao do metro, que ficou ruim e feio igualmente e ninguem fala nada. SP tem seus problemas e os carros idem, mas vejo groselha em dizer que SP=Maluf e minhocao e que carros tem que serem banidos. Os contra Maluf tomaram conta de SP e fizeram o minhocao da zona leste e ainda resolveram quase nada da mobilidade urbana, sabem apenas fazer faixas de onibus que melhoram apenas o transito local e praguear contra os que tem carro (a cidade toda, diga-se de passagem).

      Excluir
    9. Corsário Viajante30/07/13 11:23

      Hahah pode ser, cada um tem sua visão. Eu não acho o Minhocão tão emblemático para SP, na minha mente muito mais força tem o próprio Obelisco citado, o Banespa, a praça da Sè, o MASP, ou, para citar uma rua/avenida, a Paulista.
      Enfim, carro é assim, virou moda malhar e chamar de pecado, mas em dia de chuva óu frio todo mundo peca, não é mesmo? A realidade é que não existe nenhum transporte tão eficiente e confortável quanto o carro. O problema é esse, por ser tão bom todos querem usá-lo e daí temos um monte de carros circulando. Ajuda muito o fato da prefeitura diminuir a velocidade, temos agora congestionamentos constantes pois mesmo com pista livre è proibido acelerar e fazer fluir. A ordem é parar.
      E falaram bem aí em cima, metrô e corredor (de verdade) de ônibus é ótimo mas tem que ser bem-feito e bonito.

      Excluir
    10. Perfeitamente Alvarenga!

      Anônimo, groselha pouca é bobagem!

      Corsário, gostei da referência à bandeira da cidade, Non ducor, duco!

      Excluir
  4. Boa tarde Sr arnaldo, gosto muito de suas postagens sempre cheias de carinho e emoção. Continue assim nos presenteando com belas postagens, paro minha carreta e as leio com muito prazer abraço e bom combate.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Puxa vida, Luciano! É uma grande alegria saber que lhe trago bons momentos.
      Bom trabalho aí por esse Brasil afora!
      Obrigado,
      abraço

      Excluir
  5. A síntese do automóvel é liberdade. Não importa se for um esportivo ou um pacato familiar.

    ResponderExcluir
  6. Arnaldo, penso como você, carro é conjunto, tem que acelerar bem, retomar, frear, ter bom comportamento dinâmico entre outras coisas.... tem que dar prazer, para rodar rápido e suave, rodar rápido e macio, a lá Prost.... quem não gosta ou não conhece jamais vai entender isso, aquela nossa conversa com a máquina....
    Quando preparei meu brinquedo, pensei em tudo isso (ainda em desenvolvimento), meu carro não é o mais potente da turma, mas garanto que faz bonito em uma estrada sinuosa.... vivem me pedindo para participar dos arrancadoes em Interlagos, mas na boa, minha praia não é essa, só andar em linha reta...

    Forte abraço e parabéns por mais um post gostoso de ler

    ResponderExcluir
  7. Paixão por qualquer coisa é irracional; E paixão por automóveis não é diferente. Motores, estética, praticidade, história, velocidade... Cada entusiasta os ama de um jeito, mas nos faz adentrar em um circulo diferenciado de pessoas que não enxerga carros como meio de transporte, e sim como objeto de desejo, carinho e realização pessoal, sendo possuindo-os ou dirigindo-os. Parabéns pelo texto Arnaldo, o AE é realmente diferenciado, tanto pelas matérias quanto pelos que aqui escrevem.

    Daniel Libardi

    ResponderExcluir
  8. Carros são sim obras de arte, uma pena que atualment isso não seja mais levado em conta, já que cada vez mais, vemos carros feios e sem nenhum tipo de carisma ou algo que realmente chame a atenção.

    ResponderExcluir
  9. AK,

    Obrigado por nos presentear com mais um belo texto carregado de emoção.
    Volta e meia eu também me reclino no meu divã virtual. Eu sempre gostei tanto de carros que muitas vezes cheguei até a me sentir meio diferente dos outros, principalmente quando eu era criança. Hoje, eprincipalmente depois que conheci este blog, sei que há muitas outras pessoas que compartilham essa mesma paixÃo por carros.
    Tenho preferência por automóveis espaçosos, confortáveis e também rápidos, mais mas fosse eu escolher um esportivo, sem dúvida alguma, seria o Porsche 911.

    ABRAÇO.

    ResponderExcluir
  10. Aquela pintura que abre o post foi feita pela tua mulher de brincadeira?? Tens uma verdadeira artista em casa e não sabes!!!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Anônimo, obrigado pelo elogio à minha artista, mas sei sim do seu valor, tanto que disse no texto que ela é pintora profissional. Esse do 904 ela fez em meia horinha, como disse, de brincadeira.

      Excluir
  11. Sensacional AK, irretocável....e isso me faz lembrar da QR Clássicos, que saudades!

    MFF

    ResponderExcluir
  12. Arnaldo e JT, vocês me emocionaram... Ao primeiro, autor do post, já saberia que era ele escrevendo mesmo que não se identificasse... Ao segundo, condensou meus sentimentos de como lido com minha paixão por carros, mesmo com toda a crítica do "políticamente correto" duvidando da nossa sanidade mental por amar esta "arte" chamada automóvel. Quanto ao 904: Cansei das vezes que o desenhei (sonhando!)em todas as paginas vazias de meus cadernos e livros de infância! Realmente uma arte em cima do mais puro conceito de mecânica!

    ResponderExcluir
  13. Cândido Prudêncio29/07/13 11:11

    Arnaldo, hoje sua safistação de design é um Veloster. É uma verdadeira escultura, pena que a nossa versão seja fraca.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Claudio,

      Veloster? Não, esse não. Muita coisa fake, falsa. É um bom carro, mas longe de ter um bom design, para o meu gosto. Acho legal que ele é baixinho e gosto de carro assim, e deve ser bom de chão, mas só.

      Excluir
    2. kkkkkkkkkkkkkkkkk... é troll na certa!

      Excluir
  14. "Como se vê, até que dá uma graninha legal esse lance de tomar conta do dinheiro público."
    Certamente! No estacionamento da Receita Federal aqui da cidade onde moro, um dos piores carros é um Cayenne!

    ResponderExcluir
  15. Eu já me considero um caso perdido, não tem mais cura minha paixão pelos automóveis. O negócio é só manter a medicação em dia que não saio babando por aí (exceto nos encontros de carros antigos, quando me deparo com algum bólido das antigas - tipo algum Bugatti ou quando vi e ouvi pela primeira vez, ao vivo e a cores, um Ferrari Testa Rossa 1957 a plenos pulmões -, aí a solução é só babador mesmo...)

    ResponderExcluir
  16. Cristiano Mendonça30/07/13 02:04

    Parece que virou "tendencia" os textos automobilísticos, virem agora acrescidos de, mal disfarçados, enxertos doutrinários do INSTITUTO MILLENIUM. Uma Lástima.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Obrigado pela dica do site do Instituto Millenium. Eu não o conhecia e em vista de seu comentário googlei. Muito bom!
      Não se lastime, pois em breve tudo se esclarece, a macacada volta para a jaula, teremos um país menos rancoroso e injusto, e poderemos voltar a cuidar mais sossegados de nossos assuntos.

      Excluir
    2. Cristiano Mendonça30/07/13 19:08

      Ilusão de classe média: adotar os preconceitos e maneios elitistas e achar que assim vai se dar bem. Seria cômico se não fosse trágico não ter consciência deste jogo maniqueísta e depois reclamar das mesmas coisas de sempre e a culpa é do governo de plantão. Não perceber que os verdadeiros donos do poder, aqueles que a classe média macaqueia, querem que tudo mude, desde que nada mude de fato. Seja feliz, tímido, encolhido entre os verdadeiramente ricos, mas se consolando de estar próximo a eles, pensar como eles, ser da confiança deles, como um bom capataz. Seja feliz.

      Excluir
    3. Cristiano, acho que você está confundindo as bolas. Riqueza financeira não tem nada a ver com riqueza cultural e espiritual.
      E a propósito, não tenho absolutamente nada a ver com a sua infelicidade, portanto, não tente me apoquentar, por favor.

      Excluir
  17. Como se já não bastasse eu ter nascido com a "doença" da paixão por carros, logo também me deixei contaminar pelo vírus do motociclismo. Me considero um caso perdido, mas pelo menos tenho muitos com quem compartilhar estas "loucuras".

    ABRAÇOS AUTO E MOTOENTUSIASTAS.

    ResponderExcluir
  18. Corsário Viajante30/07/13 11:24

    ÒTimo texto, é fácil perceber quais carros tiveram alguns "artistas" trabalhando em seus projetos e quais não. É difícil explicar pq ou como isso acontece, mas acontece e é claro.

    ResponderExcluir

Pedimos desculpas mas os comentários deste site estão desativados.
Por favor consulte www.autoentusiastas.com.br ou clique na aba contato da barra superior deste site.
Atenciosamente, Autoentusiastas.

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.