HYUNDAI HB20X, A JABUTICABA DE PIRACICABA

Foto: autor, exceto quando indicado
Roupagem aventureira, porém discreta; os trilhos do bagageiro de teto se destacam

Lamento leitores, mas não resisti ao trocadalho do título deste post. Afinal, assim como a jabuticaba, carros “aventureiros” só existem no Brasil. E agora a Hyundai Motor Brazil (a sul-coreana de Piracicaba, não a Caoa) lançou sua versão “aventureira” do compacto hatch, o HB20X. O “X” veio de cross, como nas motos, sendo um certo exagero para o carrinho. Mas, nesta área de aventureiros, um pouco de fantasia é sempre bem-vinda. 

A Hyundai estreou seu HB20 “de asfalto” em outubro de 2012 com um raro sucesso de crítica e público. Jornalistas e consumidores aprovaram o compacto. Os consumidores, no primeiro mês cheio de vendas (novembro de 2012), compraram mais de 8.000 HB20, que tinha apenas a versão “normal” (com motores 1,0 e 1,6). 

A caracterização X manteve o visual do HB20 normal, com mudança nos pára-choques


Aliás, esta rara sintonia de público e critica se repetiu no novo Toyota Etios sorocabano, que apareceu no mercado também em outubro, junto com o HB. No mesmo novembro, o Etios vendeu 2.095 unidades, ficando em 49ª posição no ranking, enquanto o HB20 segurava a 8ª posição. E o Etios – um Toyota para terceiro mundo projetado para a Índia – já tinha versões hatch e sedã.

E a Hyundai continua fazendo sua lição de casa, mesmo descobrindo que no Brasil existem muitos trabalhos extra-curriculares: já enfrentou greve logo no inicio da produção e até roubo de motores. E tudo isso com fila nos concessionários, com os consumidores ávidos por um “coreano”, que virou moda depois que o mago alemão do design, Peter Schreyer (ex-VW Group) assumiu a tarefa de revolucionar a estética dos produtos do grupo Kia/Hyundai. Aliás, os coreanos continuam crescendo graças ao estilo de seus carros, tanto que também contrataram o americano Christopher Chapman, ex-BMW, que desenhou X5, Z4... Claro que também houve uma grande melhoria de qualidade na última década.

E agora no Brasil, chega o HB20X (nas concessionárias a partir de 20 de fevereiro) continuando uma família que também terá seu sedã ainda neste semestre. Estas versões “aventureiras” foram inventadas pela Fiat brasileira (na cola veio o EcoSport, um utilitário esporte compacto lançado com plataforma e mecânica do Fiesta) e por isso se trata de uma jabuticaba.

Rodei com o X da Hyundai num percurso entre Guarulhos e Campos de Jordão, com uma leve “perdida” no teste até a Catedral de Aparecida, somando cerca de 500 km rodados, incluindo um trecho de estrada de terra com chuva. Aliás, estas “perdidas” em testes são uma velha mania de tios como eu e o Bob, tanto que nós dois transformamos uma volta de 3 quilômetros  na Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio, em um retorno de mais de 400 km para São Paulo com o novo Clio.

Nada de off-road, apenas estradas de terra, mas o maior vão livre ajuda (foto: WM Studio/Divulgação)

O HB20X só terá motor 1,6 e sua decoração e diferenças do HB “de asfalto” lembram bastante o ix35, o utilitário esporte da Hyundai que também gosta mais de uma auto-estrada do que de terra. Estas diferenças ficam por conta de grade dianteira, pára-choques diferentes com protetores na parte inferior e alguns adereços como rack de teto, faróis mascara negra, de neblina etc. Como de hábito nos últimos anos, o “cross” da Hyundai agrada visualmente, sem exageros nos adereços plásticos que não tenham função prática.

Uma das maiores diferenças do impacto estético fica por conta da altura em relação ao solo, aumentada em 40 mm (total de 205 mm) o que deixa o carrinho com o ar de topa-tudo, auxiliado pelos acessórios. Dinamicamente, como acontece com todo modelo aventureiro, existem desvantagens: com maior altura, o centro de gravidade se desloca para cima, piorando o comportamento em velocidades mais elevadas, inclusive pelo maior turbilhonamento do ar embaixo do carro e maior exposição frontal de pneus.

Praticamente só foram aumentadas as molas e amortecedores, com o restante da suspensão permanecendo semelhante ao da versão convencional, com um bom compromisso entre conforto e esportividade. Assim, não se tem grandes balanços laterais (rolagem) em velocidade e curvas, com o Hyundai continuando estável e agradável de dirigir.

O acerto geral do projeto mecânico não foi prejudicado. Desde o HB20 se percebeu um projeto muito equilibrado, tudo certinho e com uma vantagem. Carros muito “certinhos” (principalmente os de origem oriental) às vezes parecem eletrodomésticos, não há prazer ao dirigir. São meio “dançando com a irmã”. Ao contrário, o HB20 é muito gostoso ao volante, daqueles carros que você roda 500 km direto e chega ao seu destino com sensação de quero-mais.

O motor do HB20X é o quatro-cilindros flex de 1.591 cm³, 16 válvulas e duplo comando, que rende 128 cv a 6.000 rpm (com álcool, 122 cv com gasolina) e tem torque de 16,5 m·kgf a 4.500 rpm (álcool, 16 m·kgf com gasolina), sendo bastante elástico, silencioso e até econômico. Ganhou classificação B na etiquetagem do Inmetro, mas mesmo assim se manteve sempre acima dos 10 km/litro de gasolina, mesmo rodando em torno dos 140 km/h (máxima de 181 km/h com câmbio manual de cinco marchas e 174 km/h com automático de quatro).

Vai bem no asfalto, sem grandes mudanças em relação ao "civil" (foto: WM Studio/Divulgação)

Tendo como alvos principais o VW CrossFox e o Renault Sandero Stepway, o HB20X vai custar a partir dos R$ 48,7 mil e terá duas versões, Style e Premium, com opções de câmbio manual ou automático. E, para quem gosta de mostrar um estilo de vida mais descolado e aberto a aventuras (mesmo que não as pratique), o HB20X é a alternativa ao seu irmão de asfalto, o HB20 (sem X).

Claro que fazer um “aventureiro” não é a opção favorita do departamento de Engenharia, que sempre prefere um carrinho com menor distância do solo, com conseqüente ganho aerodinâmico e de dirigibilidade. Um “aventureiro” é uma opção do Marketing, que por sua vez quer satisfazer o consumidor. E os brasileiros gostam de sua jabuticaba automobilística.

Pelo menos no HBX, a engenharia conseguiu manter o bom senso e o aumento de peso foi baixo, cerca de 30 kg, a maior parte devido às molas e amortecedores mais longos: pesa 1.072 kg (1.099 kg com câmbio automático).

O motor DOHC 16V 1,6-litro de 128 cv é um ponto alto dos HB20

 Pessoalmente prefiro o HB “normal” e com motor 1-litro. Explico: gosto muito de motores de três cilindros e a Hyundai foi particularmente feliz com seu. A grande maioria dos três-cilindros (Volkswagen Up! inclusive) tem um ruído interno de “cortador de grama” em acelerações em baixa rotação, o que seria uma “característica” destes motores. A Hyundai (via gerenciamento eletrônico ou balanceamento interno, sei lá!) conseguiu praticamente desaparecer com este ruído e o HB20 1,0 funciona redondo e suave. E tem classificação A no Inmetro quanto a consumo de combustível.

Comecei a gostar dos três cilindros graças a um Daihatsu Cuore 850 cm³ (e, claro, três cilindros), um modelo 1995 que foi um dos meus “lixos andantes” tempos atrás. Tinha um especial prazer inclusive no barulho de cortador de grama, que desaparecia totalmente quando ele cruzava flat a 120/130 km/h, econômico como uma velhinha que sobrevive de pensão do INSS. Esta economia e rendimento se devem a um fato simples. Motores com cilindrada unitária entre 300 e 400 cm³ apresentam o melhor rendimento e aproveitamento térmico de queima. Ou seja, motores entre 900 e 1.200 cm³ serão mais eficientes com três cilindros do que com quatro.

E se você não gosta, prepare-se para ser tolerante: além do Hyndai, vem aí o VW Up! de Taubaté com três cilindros (que deve ter uma versão turbo flex, a primeira do mundo) e no Campo de Provas de Tatuí City a Ford também trabalha na nacionalização do seu tricilíndrico que já existe na Europa.

Quando lembro de meu Cuore (que meu mecânico não deixou vender e está com ele até hoje), surgem mais interrogações para a escolha do Etios pela Toyota. A Daihatsu tem ótimos carros pelo mundo, econômicos e bonitinhos, e aqui surge este Toyota de faquir. E, para quem não sabe, a Daihatsu é uma divisão da Toyota. Tanto que todos que perguntavam “o que é isto?” para o meu ex-Cuore, eu respondia: um Toyota de pobre.E saía pela estrada “cortando grama”, fazendo quase 20 km/litro com o pé embaixo.

 Nota do escriba: Se alguém me falasse, 10 anos atrás, que eu iria escrever um texto elogiando um carro coreano, espancaria este amigo. Realmente os tempos mudaram: nos Estados Unidos já se produzem motores downsized e os coreanos estão virando referência no Brasil.

Foto: WM Studio/Divulgação

JS


FICHA TÉCNICA  HYUNDAI HB20X

MOTOR
Designação
1,6L Gamma Flex
Número de cilindros:
Quatro, em linha
Posição do motor:
Transversal, dianteiro
Arquitetura
Duplo comando de válvulas no cabeçote, 16 válvulas, variador de fase na admissão
Diâmetro x curso
77 x 85,44 mm
Cilindrada
1.591 cm³
Taxa de compressão
11:1
Potência máxima
128 cv (A) / 122 cv (A) a 6.000 rpm
Torque máximo
16,5 m·kgf a 5.000 rpm (A) / 16 m·kgf a 4.500 rpm (G)
ALIMENTAÇÃO
Formação de mistura
Injeção eletrônica no duto
Combustível:
Gasolina e/ou álcool
CÂMBIO E RELAÇÕES DAS MARCHAS
Número de marchas:
Manual, 5 / Automático, 4; mais 
M 3,615 / A 2,919
M 1,962 / A 1,551
M 1,286 / A 1,000
M 0,971 / A 0,713
M 0,774 / - - -
M 3,545 / A 2,480
Relação de diferencial
M 4,049 / A 4,121
Embreagem (tipo):
M monodisco a seco / A N.A.
SUSPENSÃO
Dianteira
Indpendente, McPherson, braço triangular inferior, mola helicoidal, amortecedor pressurizado e barra estabilizadora
Traseira
Eixo de torção, mola helicoidal e amortecedor pressurizado
DIREÇÃO
Tipo
Pinhão e cremalheira, assistência elétrica
FREIOS
Dianteiro:
A disco ventilado
Traseiro:
A tambor
RODAS E PNEUS
Rodas
Style, 5Jx14, Premium 5,5Jx15, liga leve
Pneus:
Style, 175/70R14, Premium 185/60R15
CAPACIDADADES E DIMENSÕES
Capacidade do porta-malas
300 litros / 900 litros com banco rebatido
Tanque de combustível
50 litros
Comprimento do veículo
3.900 mm
Largura do veículo
1.680 mm
Altura do veículo
1.510 mm
Entreeixos
2.500 mm
Altura do solo
205 mm
DESEMPENHO
Aceleração 0 a 100 km/h - Manual
9,7 s (A) / 9,3 s (G)
Aceleração 0 a 100 km/h - Automático
11 s (A) / 11,4 s (G)
Velocidade máxima - Manual
188 km/h (A) / 184 km/h (G)
Velocidade máxima - Automático
176 km/h (A) / 174 km/h (G)


 

103 comentários :

  1. Bacana, Josias !

    Os Pneus são de medidas diferentes da versão "cidade" ? Pelo menos eles são de uso misto ou são enfeite ?

    Não que eu os prefira, especialmente porque estes carros quase nunca vão ver um lamaçal, é apenas curiosidade pra saber se a Hyundai seguiu os mesmos passos de outras jabuticabeiras. ;)

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    1. Oi Evandro.
      Os pneus do HB20X são 185/60 R15, que são medidas opcionais com rodas de liga no HB20. Na versão aventureira são levemente mistos, algo como 70% para asfalto e 30% para terra, coerente como o tipo de "fora-de-estrada" que o carrinho pode enfrentar.

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  2. O Up! me decepcionou profundamente com esta história de abdicar do motor traseiro para adotar uma mundana configuração motor + tração dianteiros.
    Será que algum dia veremos voltar ao mercado esta configuração sem se sujeitar a andar de Nano nem ter de dispor da aviltosa quantia necessária para comprar um Porsche?
    No meu mundo perfeito o Fusca teria aquele 2.0 na traseira.

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    1. Se vc se identifica... vai de Smart Fortwo!!! hehe
      Abraços

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    2. Pois é Sr. Charles, eu também fiquei. Quando vi pela primeira vez o Up!, sonhei com um motorzinho empurrando o carro, jingando a traseira igual aos nossos eternos Fusca. Mas quando saiu a versão de rua, me pus no lugar da VW. Os e as motoristas de hoje não conseguiriam dirigir um "tração traseira" como primeiro carro de suas vidas. O Up! teria que ser impróprio para menores de 10 anos de estrada.

      Luiz CJ

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    3. Pessoas dirigem o Smart sem problemas...

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    4. Luiz AG,

      O Smart é um carro de luxo, com conceito de luxo, com preço de luxo e com a metade do tamanho de um...
      Carros com motores traseiros não funcionam porque eles necessitam de bastante espaço e ainda disputam lugar com o porta-malas e o tanque de gasolina.
      Lembre do fusca cujo tanque foi deslocado para a frente do carro e o carro tinha dois porta-malas que não valiam por um. A "nuova" 500 e outras propostas do gênero pós-segunda guerra tinham um motor compacto normalmente bicilíndrico e com baixíssima potência.
      Além disso o carro nessa configuração costuma dar uma "rabeada" quando perde abruptamente a aderência, tornando-o perigoso para motoristas novatos, o público que compra (ou ganha) esse tipo de carro.

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    5. Ah, bom, mas o sujeito que compra um Smart pensando em carregar o porta-malas, não merece nem ter um Fusca...

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    6. Só um detalhe: Os dois porta-malas do Fusca, são sim muito bons. Consigo levar no meu mais coisas e mais organizadas do que em muito carro atual. Sem contar o equilibrio do carro, onde a bagagem mais pesada vai na dianteira e a mais leve e/ou a mais volumosa na traseira.
      Sempre viajo com o meu, 3 pessoas mais bagagem. Se fosse em um popular certamente não conseguiria levar tudo.

      P500<<

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    7. MFThomas,
      Não consigo gostar do Smart, algo nele me parece muito errado, por um pouco mais de tamanho consigo pegar um Fiat 500 que ainda é um carro muito compacto porém bem mais aprazível ao meu gosto (gosto de carros pequenos, à pesar de gostar dos grandes). Se ele fosse como o 500 original...
      Um Up! como na configuração original seria um sonho, um carro feito para ser barato e usável no dia-a-dia e ainda assim um carro bem legal.

      Luiz CJ e 1k2,
      Até não acho que seja a questão de dirigibilidade, muitas pessoas aprenderam e cresceram dirigindo Fuscas e ainda os vemos aos montes circulando por aí e servindo de primeiro carro para muita gente. Uma geração inteira de brasileiros viveu dentro de Fuscas e é um carro com um equilíbrio não muito louvável e complicado de dirigir. Não podemos nos esquecer de que a tecnologia esta aí e que os carros hoje são muito mais equilibrados independente da configuração. Esses tempos uma mulher com um Sandero subesterçou em uma curva molhada, virou as rodas dianteiras totalmente para tentar corrigir e assim que retomou aderência não corrigiu a direção e arrebentou-se na lateral do meu carro. FWD, teoricamente um carro seguro para quem não tem experiência.. Se fosse tração traseira com motor atrás poderia ter simplesmente rodado sem atingir ninguém.
      Quanto a questão de espaço, temos cada vez mais motores potentes de pequeno tamanho (vide Ford Ecoboost 1.0 que tem gabarito para equipar Mondeo na Europa entretanto é pequeno o bastante para ter seu bloco transportado em uma valise de mão). Um bicilíndrico flat com compressor poderia facilmente suprir a demanda por potência ocupando um espaço mínimo e ainda beneficiando distribuição de peso e baixo centro de gravidade.
      Ainda na questão porta-malas, o Fusca não tem um desenho muito eficiente para carga, com sua porção dianteira prejudicado pelos para-lamas destacados e perfil em cunha e afunilado, muita capacidade de bagagem se perde só ai.
      A questão aerodinâmica também poderia ser beneficiada, com um assoalho plano na dianteira e ausência de entradas de ar para dentro do compartimento frontal onde ficaria o motor na configuração original, fora a obtenção de um maior ângulo de esterçamento das rodas.
      O que talvez pese aqui é a questão de segurança em testes de impacto (além do óbvio acréscimo da mudança de configuração e utilização de plataforma singular quando cada vez mais se utiliza plataformas compartilhadas para vários carros de diferentes segmentos), mas se um Smart com sua célula de sobrevivência e ausência de dianteira é capaz de lidar com o problema..

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    8. Caro Anônimo das 24/01/13 04:20,
      Além dos porta-malas não terem um bom volume, tem o detalhe de que o espaço para os passageiros é sacrificado. Lembre que os carros com tração dianteira, o maior peso se concentra na frente do veículo. E tirando o Fuscão 1.302, não conheço nenhum que tenha algo que se possa ser chamado de porta-malas. Se for discutir sobre porta-malas em VW a ar, sou mais um Variantão, especialmente o II. Ele teve todas as melhorias que o Fusca nacional não teve, apesar de ter vindo tarde demais ao mercado. E com espaço para as pernas dos passageiros. E lembre que o Fusca é um projeto de 1.933, apesar de ser um apanhado dos melhores projetos automotivos em desempenho e custo-benefício da época.

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    9. Caro Charles,

      Lembre que nos países desenvolvidos há uma histeria em relação a segurança, tanto que os americanos estão desenvolvendo sistemas automatizados de condução, de forma a eliminar o último fator de risco: o motorista.
      Esqueci de apontar essa questão da segurança, já que um motor dianteiro mesmo com coxins, é uma boa barreira para desviar o impacto da célula de sobrevivência. Com um motor traseiro, periga dele invadir o habitáculo ou ser arremessado ou aumentar o deslocamento lateral causando mais ferimentos, além de aumentar os fatores de deformação, e tornando mais caro os reforços estruturais. O André Dantas poderia nos jogar uma luz, sobre isso. Lembre que no mercado automobilístico, os contadores de tostões são os que realmente mandam.

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    10. Não dou e nunca dei o mínimo valor para grandes porta-malas ou outros espaços para bagagem. Para mim, quanto menos coisas cabem em um carro melhor, por tornar a viagem mais agradável.

      O que eu gostaria de ter e não tenho em meu carro, é um pequeno espaço embaixo do banco (tipo Fit) para guardar pequenos objetos.

      Em tempo: Os dois compartimentos de carga do Fusca são excelentes e de bom tamanho.

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    11. 1k2,

      Me ocorreu sobre isso também. Acredito que seria um empecílio, à pesar de ser difícil precisar com segurança o quanto seria necessário em termos de reforços e aumento de custos para mitigar a diferença causada pela remoção do motor.
      O ideal seria ouvir mesmo uma opinião de dentro.
      Quanto aos contadores de tostões ou feijões, melhor é pensar no mundo sem eles, senão só o Prozac resolve.

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  3. Josias Silveira,

    Se esse motor tivesse 1.200³ poderia ser melhor ainda, mas não acredito que me faria desistir de um com 1.600³.

    Mas quem sabe o futuro nos reserve carros mais leves e simples. Aí, quem sabe?

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  4. Josias, muito bom seu texto, e muito divertido! Como o seu livro que eu me dei de presente de natal e me rendeu um final de semana bem divertido!

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  5. Dispenso qualquer versão aventureira de fantasia. São só mais um pouquinho de plástico e edesivos, por um montão de dinheiro.

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    1. Cara, te juro, eu ia comentar exatamente isso! Os caras colocam adesivos e estribos/paralamas/suportes de plástico (ainda o plástico mais "réba", pra reduzir custos) e aumentam consideravelmente o preço do carro... This is Brazil!
      http://1.bp.blogspot.com/-sRhuKpcFNuQ/Tc6Tbo0ZuDI/AAAAAAAAEr8/yN-guYCobmI/s1600/Cross+Corsa.jpg

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    2. carros com estes plásticos pendurados do lado de fora não me agradam nem um pouco.

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    3. Concordo com vocês, mas com uma excessão:

      Acho a Livina X-Gear bem mais atraente que a Livina normal, e um carro que "está demorando" pra ter versão "cross" é o J3, que pra mim, parece ter sido desenhado pensando-se nisso, e o resultado vai ficar bacana. (na J6 também)

      Provavelmente quando fabricarem por aqui, vai ter crossjac..

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  6. Ao falar dos demais três cilindros faltou o excelente Kia Picanto, o primeiro três cilindros da recente geração a ser vendido no Brasil.

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    1. Luis.
      Não falei do Kia Picanto pois o motor é exatamente o mesmo do HB20, já que Kia e Hyundai operam em conjunto.

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    2. Josias,

      Li que a Ford está testando o seu 1.0 em Tatuí... então é certo que a Ford comercializará o premiado motor Ecoboost 1.0 aqui no Brasil? Ou mais uma vez a história vai se repetir, com o lançamento do novo Focus, apenas com motor sigma?
      Meu sonho de consumo no momento é este Focus Ecoboost de 125CV... torço para que o comercializem por estas terras, com as mesmas especificações do modelo europeu.

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    3. Thomas.
      Fontes confiáveis, mas não oficiais, me garantiram que o 1.0 três cilindros roda há alguns meses no campo de provas de Tatuí. Acredito que ele deve estrear em algum lançamento de carro pequeno, algo como o novo Ka, em versão aspirada. Mas, a Ford tem investido mundialmente nos Ecoboost e acho que logo ele deve estrear no Brasil tbém. Rodei com o Fusion Ecoboost em Los Angeles e gostei muito do motor. Reune esportividade com suavidade de funcionamento, sendo dificil crer que se trata de um turbo.

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  7. Eu achei o desenho do HB20 particularmente bem sucedido, visto que é moderno sem exageros e sem parecer com um carro de videogame, porém essa versão X, "aventureira do asfalto", com certeza tirou a harmonia do conjunto, bem como a altura de rodagem deixa o carro bem estranho.

    Apesar que se o público-alvo dele é o do Sandero ou CrossFox ele está bem, pois ambos não são primor de design e o coreano acaba sendo bem mais feliz nesse quesito.

    Aproveitando, parabéns pelo livro Josias, acabei a leitura e é realmente uma delícia, não sei se há planos mas já faço voz para que você escreva mais sobre suas andanças pelo mundo, além das excelentes crônicas, ao final do livro ficou um gosto de "quero mais".

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  8. Caro Josias, tenho um pensamento parecido com o seu em relação aos elogios a um carro coreano, mas o meu elogio só vai para o motorização e para por ai. Falaram tanto, causaram um estardalhaço com relação a este carro, e ele não passa de mais do mesmo, falaram que ele iria revolucionar o mercado, não vi nada disso, já andei no carro (HB20) e posso falar com propriedade, tirando a motorização, esse carro não tem nada de mais a oferecer, pois o espaço interno é uma lastima, acabamento, falam que da de 10 a 0 no do gol que foi a sua "base", não vi diferença alguma, por sinal achei o painel mais pobre. Outro fator, preço, esta "muito" acima da concorrência, não havendo custo-beneficio algum. Design, particularmente não gosto, acho muito enjoativo, pena que a moda agora é design de "escultura fluida". Prefiro o design de outra coreana, a Kia, pois são mais sóbrios, sem muita fuleiragens. No mais, parabéns pela postagem, mito boa e esclarecedora.
    Att. Brenno

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    1. A mim também não agrada a atual escola de design adotada pela Hyundai. Eu prefiro um design mais sóbrio, como o da Kia ou até VW.

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    2. sem falar nos "olhos" de carro de baixo custo(fabricante).farois mono parabola

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  9. Josias,

    Sabe que também tenho uma queda de comprar um HB20 de 1,0l em detrimento do 1,6l justamente pela caracteristica quase que singular(tem o Picanto, mas é importado)do motor 3 cilindros e seu ronco diferente e estimulante, mesmo optando pela menor potência que advirá. Os tempos são outros mesmo, lembro da matéria que você fez na Alemanha em 1997/98 com um Corsa Ecotec 1,0l de 3 cilindros, motor este cogitado para equipar o então futuro "Arara Azul". Na época foi dito que o brasileiro rejeitaria um motor de 3 cilindros, o receio foi esse, dadas as maiores vibraçoes e aspereza, mas que parecem bem resolvidas pela Kia/Hyundai. Quanto ao 1,6 l Gamma do HB20, ele é o mesmo do Cerato, e já li sobre este que o motor perde suavidade em altos giros, devido à má relação r/l. Nas avaliações do HB20 ninguém comentou sobre este fato no motor 1,6l, ou seja, apesar de silencioso, é macio em altos rpms? Abraço!

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    1. Thiago.
      Apesar do motor ser o mesmo, quando colocado em outro modelo sempre se faz ajustes na ECU mudando o gerenciamento eletrônico do motor, além de se alterar a coxinização. Rodei com o HB normal e o HBX, ambos 1.6, e mesmo levando a rotação até o limite de corte não percebí nenhuma perda de suavidade. Mesmo que a relação r/l não seja favorável para alto giro não se percebe nenhuma aspereza. Aliás, a suavidade de funcionamento é uma das maiores qualidades deste motor.

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  10. Parabéns pelo belo texto Josias!

    Acho muito curioso o seguinte trecho: "Carros muito “certinhos” (principalmente os de origem oriental) às vezes parecem eletrodomésticos, não há prazer ao dirigir. São meio “dançando com a irmã”." que já identifiquei como "comportamento padrão" entre "gearheads". Como feliz proprietário de um Corolla, e apreciador de automóveis em geral acho muito estranho esse estigma, mas já percebi que sou um "nadador contra a corrente" nesse assunto e me conformei.

    Mande mais textos desses, aguardaremos ansiosos!

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    1. André Luis,

      Eles preferem dançar "com uma louca" e depois fazerem umas barbaridades com ela depois. A certinha sempre reclama quando você passa do sinal enquanto a louca quer mais e mais. Mas precisa ter braço para aguentar uma, o que nem todos tem.

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  11. Meu irmão comprou um HB20 1.0 L. Andei somente alguns quilometros e gostei no geral. O motor 3 cilindros me pareceu muito barulhento. É diferente sem dúvida, quando comparado aos outros 1.0 L de 4 cilindros. Não pude usar na estrada para ver o folego desse motor. Imagino que o 1.6 realmente seja muito bom. Sobre o HB20X, isso não precisava existir, assim como Cross Fox, entre outros. Faz falta sim uma verdadeira versão esportiva desses carros. Mas os malditos consumidores nesse país compram tudo e não tão nem ai. O que importa é ter carro novo na garagem.

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    1. Realmente não precisava existir.
      Quem compra um carro desses ou uma S10 a diesel só por status de aventureiro, não sabe fazer contas. não pesa consumo, impostos e seguro. Peso demais a toa.
      Na familia tivemos ao mesmo tempo EcoSport, Fiesta e Focus, todos de 2006 a 2010, todos 1.6 com câmbio manual, tratados na mesma oficina sempre.
      O único que deixa saudades é o Focus.
      O EcoSport tem diferencial de trator, pra viajarmos nos 3 carros a 120 km/h, o Eco se desguela a 4 mil rpm, tem consumo de pneus maior e mais suscetivel a ventos e mudanças de trajetória.
      O Fiesta tem custo de combustível entre os dois por ser um pato. Carro flex é tudo pato.
      Não anda, não nada e não voa direito.
      Pra vencer os 30 km de terra que precisavamos passar todo mês, os 3 se mostraram eficientes, então pseudocross nunca mais. O EcoEport deu lugar a uma Mégane Grand Tour.

      Luiz CJ.

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  12. Antônio Martins23/01/13 13:03

    Stepway é vendido na europa, por exemplo. Subaru Impreza também existe assim por lá. Nunca leu nada sobre CrossPolo?! É só faze uma pesquisa que encontra-se vários exemplos.

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    1. Corsário Viajante23/01/13 14:15

      Pensei o mesmo, não acho que estas versões "aventureiras" sejam tão "jabuticabas" assim.

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    2. Antonio,
      O Stepway, assim como alguns Fiat em versão Adventure são realmente vendidos na Europa, no caso da Fiat exportados do Brasil. O CrossPolo também está na Europa, novamente uma invenção brasileira que a VW resolveu fazer por lá usando a base de seus carros alemães. Já Subaru Impreza é outro departamento, com tração AWD e se trata de aventureiro mesmo, sem aspas. Com aspas são os aventureiros que são apenas um carro de rua com suspensão elevada, um monte de plasticos e sem nenhum recurso especial para rodar em todo-terreno a não ser pneus e altura do solo.

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    3. Caro Josias,

      A Fiat fez uma perua Stilo aventureira na década passada. Sem contar o Panda, que ao contrário dos aventureiros daqui, tem tração integral. E a série VX da Volvo não é aventureira?

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    4. Antônio Martins23/01/13 18:16

      O Subaru que me refiro é o Impreza XV, que ganhou um "monte de plásticos" como vc diz.

      Essa síndrome do vira-latas às avessas no caso dos aventureiros não cola.

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    5. Antonio.
      Sei o Subaru que vc está falando. Claro que, como qualquer classificação, existe uma linha tenue entre os aventureiros com e sem aspas. Mas fica claro que existe uma escola brasileira, com aventureiros bem light que se propaga pelo mundo. Não acho isso ruim, ao contrário, e o fato de exportamos jabuticabas tbém acho bem legal.

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    6. Antônio,

      Lá fora essas versões aventureiras não custam quase o dobro (!) da versão comum.

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    7. Imaginando o cenário contrário: estes veículos nascidos lá e demorando chegar aqui. A choradeira iria ser geral e o complexo de inferioridade ficar bem pior.

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  13. Trocadalho foi do carilho!

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  14. Aléssio Marinho23/01/13 13:17

    Tudo bem que os coreanos tiveram peito pra montar a Hyundai, coisa raramente vista no meio automobilístico e uma história fantástica de empreededorismo, mas virar referência de mercado em pouco mais de 30 anos de história vai uma légua de distância.
    Ainda precisam comer muito arroz com feijão, pra dar alma verdadeira aos seus carros.
    Lembrem-se que no exterior, os Hyundai e Kia ainda são vistos como "carros baratos", já que a primeira produzia Mitsubishis e a segunda, Opels, modificados.

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    1. Aléssio.
      Concordo com vc, mas o que se percebe hoje é que a escola coreano de design (de novo o grupo Kia/Hyundai) tem criado soluções estéticas que estão sendo rapidamente copiadas. Acho o melhor exemplo o ix35. Logo depois de lançado, conte quantos SUVs sairam "bem parecidos". Tirando o design, eles não ousaram em soluções mecanicas ou de engenharia, mas houve um rápido e grande avanço de qualidade. Lembram os japoneses entre os anos 1970 e começo dos anos 1990.

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  15. Filipe_GTS23/01/13 13:22

    O motor 1.0 é o mesmo do Picanto?
    Independentemente da primeira pergunta, esse(s) motor(es) rende(m) igual a um 1.0 4-cilindros nacional?
    Já andei num Picanto de carona, mas nunca dirigi.

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    1. Filipe.
      Eles rendem como um 1.0 quatro cilindros e a tendencia é a de que sejam mais economicos. Acho que o acerto de ECU do HB está até melhor que o Picanto, considerando que é o mesmo motor.

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  16. O problema é que fabricam pseudo carros lameiro,tipo Cross Fox, Idea Adventure, etc. mas esses carros jamais verão picadas lamacentas em suas vidas.
    Se é para ser pau para toda obra, só mesmo o Tanque Leopard 1A5 fábricado na Alemanha e hoje o principal tanque de batalha do Exército Brasileiro..
    Abraço
    Coronel Anônimo

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    1. Coronel.
      Lamento mas não posso opinar. Pessoalmente eu dirigi mais o tanque M8, quando estive no Exército, ajudando a Engesa a adaptar motores diesel nacionais para substituir o mastodontico seis cilindros gasolina da Segunda Guerra, que faziam 800 metros com um litro de gasosa.

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  17. Josias só vc mesmo. eu andei no hb20 o carro é bom mesmo. Imagina vc não oficina mecânica falando bem de carros coreanos.

    O toyota é feio mas andei nele, o defeito é só ter um desenho terrivel. Mas anda de acordo

    Abraço

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    1. Leister.
      Realmente o Etios é bem resolvido mecanicamente. A engenharia da Toyota trabalhou bem. Na minha opinião, o Marketing pisou na bola, achando que se é bom para indiano tbém é bom para brasileiro. Painel central analógico (com erros de leitura devido a paralaxe) e macaco embaixo do banco do motorista não dá. Um indiano lê 75 km/h (dirigindo do lado esquerdo) e um brasileiro lê 85 km/h. E ambos estão errados. O desenho é "dançando com a sogra", coisa feia.

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    2. Josias, quando fui ver o Etios, confesso que não reparei no macaco. Ele vai solto debaixo do banco, ou está fixado? É difícil de tirar ou colocar? Se estiver fixo, e não for difícil de remover/colocar, qual o problema de estar debaixo do banco? Pelo menos no meu caso, este é um espaço morto dentro do carro, já que não guardo coisas debaixo do banco. Assim sendo, me parece uma boa solução, colocá-lo ali.

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    3. Mr. Car
      Só reparei que o macaco está fixado lá. Não cheguei a tirar e colocar. Mas, me pareceu uma solução com cara de velha, um pouco tosca.

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    4. Tive um Daihatsu Terios que também tinha o macaco embaixo do banco do motorista, nunca me incomodou. Aliás, era um bom carro, não tinha espaço interno, logicamente, e o consumo não era dos mais frugais, mas andei 60.000 km com ele sem surpresas na manutenção, inclusive quando vendi os pneus e a correia dentada eram originais e ainda estavam visualmente em bom estado.

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    5. CSS
      Sou pior que vc. Depois do Daihatsu Cuore, que está com meu mecanico, tive um Charade hatch 1.3, que está com meu filho e ainda tenho um Charade sedan 1.5, todo traquitanado, Flex e metido a esportivo. Gosto dos Daihatsu, que são Toyotas sem frescura. Qq hora faço um post do Charade sedan, que foi "nacionalizado" para continuar rodando. O macaco embaixo do banco do Terios tem razão de ser, já que é uma solução tipica de jipes, sendo mais fácil tirar o macaco em atoleiros.

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  18. Lorenzo Frigerio23/01/13 13:52

    Para mim, essa lanterna traseira saltada para fora queima o filme. Já não fossem suficientes as bielas curtas e o câmbio-refugo automático de 4 marchas.

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  19. Apenas discordo que esses "aventureiros" são um privilégio, carma, gosto ou o que seja, exclusivo do BR. Lá fora essa moda está começando a pegar também! Num patamar (muito) acima, a Audi lançou a A6 Allroad com adereços. Alguém pode até falar que tem a tração integral Quattro, mas outros modelos sem apelo estético também a tem!

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    1. Allroad tem faz um tempo já... não é de hoje.

      Não é jaboticaba não.

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  20. Eduardo Palandi23/01/13 14:16

    As fotos foram feitas no estacionamento da Basílica de N.S. de Aparecida porque lá tem um shopping center em formato de X? :)

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    1. Edu.
      As fotos foram na Basílica mesmo. Nada como aproveitar um test drive para visitar a Santa e aproveitar o Shopping China de lá para comprar um rádinho para um caco velho que estou terminando.

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  21. Esse carro deve ter um desempenho bem interessante com o motor 1.6, tenho curiosidade em andar com um desses, sem contar que ele usa exatamente o mesmo motor do esportivo veloster hehehe

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  22. Pois Sr. Josias hoje o Leopard(considerado melhor do mundo, até pelos russos) tem um motor Diesel de 900 H.P. e faz 3Km/litro. e já temos 1.500 deles.
    Abraço
    Coronel de Cavalaria(43 anos de Exército)
    Abraço
    Coronel Anônimo(lembre-se do RDE)

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  23. Pois é, Coronel, os temos mudaram.
    Um abraço de um ex-Rec Mec. Sempre Cavalaria.

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    1. Você quis dizer os tempos, não?

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    2. O que deve ter de teclado gordinho comendo letra adoidado não tá fácil nesses comentários..(kkkk).

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  24. Josias, que fim deu a sua "picape galaxie"? Lembro quando pequeno era seu vizinho e fica admirando seus carros, entre eles uma Picape Ford americana que você usou o motor de um carro de comercial estilo Mad Max, fora seu fusquinha "café com leite" 53, muito bonito.

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    1. Luiz.
      A picape Galaxie e o Fusca 53 já foram para outros malucos. Continuo com a picape F100 americana, motor V8 diesel 6.5 que tá na fila para restauração.

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  25. Na guerra somos a estrela guia..........., detalhe, também servi no Rec Mec lá do Ibirapuera.
    Abraços de Caserna
    Coronel Anônimo

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    1. Caramba, vamos reunir todo o batalhão do Rec Mec aqui no AE?

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    2. Sejam bem vindos, pessoal do Rec Mec. Aqui é um blog sério para gente séria, como os nossos militares.

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    3. Caro Josias,

      Porque não faz um post sobre as "velharias" do Exército Brasileiro e reúne a "tropa"? Seria interessante mostrar as maluquices que ainda perduram como por exemplo o uso de motores aeronáuticos em um tanque "leve" de 30 toneladas...

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  26. 50 mil dilmas no hb20x....
    esse não é o valor do i30 ?

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    1. Do atual, o futuro vem na casa de 75 a 80 mil.. e com motor 1.6.

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  27. Texto muito bom!
    Eu também não simpatizo muito com este "aventureiros", mas temos que adimitir que uma suspenção mais alta e pneus mais "off" são, infelizmente, até mais adequados para a realidade das nossas ruas e estradas pavimentadas, isso sem falar que ainda há muita estrada de chão batido por este brasilzão.

    ABRAÇOS.

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  28. Josias o Exército em conjunto com a Iveco, estão fabricando 3.000 novos blindados chamado GUARANI, eu sou da época que o Rec Mec usava o M4, eu particulamente dirigi e comandei os M4, o M-41 Walker Bulldog, o M 42 Sherman(o pior tanque da II Guerra) o Cascavel, o Urutú o M-48 Patton, o M-60 e finalmente o Leopard.
    Abraço
    Coronel Anônimo

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    1. Coronel.
      Eu dirigi algumas vezes um tanque, tbém da Segunda Guerra, com motor estrela de avião, que insistia em pegar fogo a cada partida. Tinha esteiras e dois manetes como nos tratores de terraplanagem. Era o M42?

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    2. Meu pai foi do Regimento Andrade Neves na VM no RJ, poderiam postar detalhes técnicos e curiosidades de vez em quando sobre os notáveis tanques de combate?

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  29. Puxa além da ótima matéria acho o máximo o escritor JS e BS interagirem com os comentaristas, eu que desde menino acompanho matérias deles na OM é como sentar ao lado deles. Os comentários estão ótimos depois da seleção abraços e bom combate.

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  30. Já tinha decidido nem ler sobre versões "aventureiras" onde um carro até honesto ás vezes se transforma em uma "carruagem" depois de adquirir alguns quilos a mais de polipropileno preto fosco e ganhar uns 30/40 % a mais de preço por isto...mas não resisto! Pelo menos os pneus são decentes? Ou também tem aqueles "pseudo-fora-de-estrada-uso-misto" com desenhos de bolachões que fazem qualquer cristão "pirar" no asfalto?

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    1. Huttner (Desculpe mas não achei o trema neste tecladinhho)
      Os pneus são fraquinhos para lama mas, em compensação, vão bem no asfalto, sem aquela cantoria dos "bolachões",

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  31. Será que teremos mais avaliações da Hyundai? Este HB 20 - especialmente o 1.6 - é muito interessante, mas acho meio fora de preço... Este modelo X então, caríssimo.

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    1. João Guilherme
      Eu já havia avaliado os HB20 normais no lançamento na Bahia. Mas, eram vários modelos (1.0 e 1.6, cambio mecanico e automático...) e apenas uma tarde para rodar com todos. Bob e eu estamos batalhando um HB para uma avaliação mais longa. A Hyundai Piracicaba ainda está um pouco atrapalhada nas relações com a imprensa, o que me parece normal neste inicio de produção nacional. Este convite para avaliar o HBX veio via revista FullPower e aproveitei para extender um pouco a matéria com vcs aqui no AE.

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  32. Não sabia dessa de que motores são mais eficientes quando os cilindros tem entre 300 e 400cm3.
    Pode jogar umas referências para o povo?

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    1. Caio.
      Escutei isso pela primeira vez na Alemanha, na engenharia da Opel, qdo peguei um Corsa 1.0 tres cilindros lá por 1995. Era uma referencia pratica que acabou sendo testada em motores experimentais. Isso é fácil de perceber nos quatro cilindros: fazer um bom 1.6 é fácil e tbém se consegue bons motores até 1.8 ou 2.0, já que o limite (em motores pequenos e em linha) seriam cerca de 500 cc de cilindrada individual. Além disso, é bastante complexo de se equilibrar esforços internos e vibrações. É o que se vê num 2.4 quatro cilindros, por exemplo, quase sempre um motor com excesso de vibrações e gastão. A Opel leva isto à sério, tanto que o Omega seis cilindros com propulsor germanico era exatamente um 3.0 com exatos 500 cc por cilindro. Tbém na Alemanha, no ano passado durante o lançamento do VW up!, voltaram a citar os mesmos argumentos para o 1.0 três cilindros, além das vantagens como menor peso, redução de atritos internos devido ao menor numero de peças móveis etc. Nunca ví uma referencia sobre isto em literatura, mas vou pesquisar.

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    2. Josias, isso é muito legal e eu não sabia.

      Esses 3 cilindros prometem. Meu único receio é o pessoal não aproveitar essa vantagem técnica e acabar estragando tudo em outros pontos e por isso acabar micando o motor.

      Li em alguns lugares que o Picanto não é econômico como se espera, o HB20 idem.

      Sim, eu sei do índice do INMETRO, mas eu tenho alguns motivos para questioná-los. Um deles é a excelência sistemática dos carros Renault que na prática não se mostram mais econômicos do que os outros, as vezes, até o contrário disso.

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    3. O motor JAC de 1.332 cm3 tem exatamente 333cm3 em cada cilindro.

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    4. O que sei é que a litragem ideal para cada cilindro tem que ser maior que que 300 ml. Aí a vantagem do 3 cilindros.

      Alessandro

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  33. Não que eu seja fã dessas versões aventureiras, mas até que não ficou ruim. A cor desse da foto, por ser escura, combinou com os detalhes em preto sem pintura.

    Muitos criticam que o pessoal que compra não faz nenhum caminho radical com o carro,mas os caminhos radicais e a selva estão aqui na cidade: lombadas fora de padrão, buraqueira, valetas mal feitas, gente folgada que esbarra no seu parachoque quando vc estaciona na rua, vagas de estacionamento cada vez mais apertadas e mais gente folgada que fica dando "portadas" nas portas do seu carro... Com tudo isso, as suspensões um pouco mais elevadas e os apliques sem pinturas nas portas e parachoques mostram pra que vieram.

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  34. Marcelo Junji23/01/13 22:29

    Jabuticaba é bom e carros "aventureiros" os acho bons também.
    É só ir para a praia da Juréia para observar que os aventureiros se dão bem melhor que as versões normais, e como o Sr. Josias falou a dinâmica não fica muito prejudicada. Acho que não se deve compará-los com veículos 4x4, pois apesar de serem caros, ainda são bem mais em conta que a maioria dos 4x4.
    Também acho os plásticos da carroceria bem úteis no ambiente selvagem das grandes cidades, eles evitam que a lateral do carro fique cheio de marcas de portadas alheia. Muitos carros de hoje tem a carroceria lisinha(sem frisos), mas que ficam lisas por pouco tempo, pois dentro de um mês de uso garanto que já está cheio de amassados.

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  35. Josias essa "joia" era o M-42 Sherman, considerado por todos o pior tanque já fabricado e o Brasil e mais 40 nações o usaram por muitos anos, a ver, canhão 75 MM.1 metralhadora .50, blindagem ridícula, motor a gasolina(esse andava menos de 1KM/litro) autonomia de míseros 190 Km.
    Os 2 melhores tanques da II Guerra Mundial foram o Tiger alemão e o incrivel T-34 russo, detalhe pela sua construção o T-34 superava o Tiger, apesar dele ter um canhão de 76 MM. e o Tiger de 88 MM. mas o T-34 era 24 toneladas mais leve e a blindagem até hoje os alemães se perguntam como ele aguentava tiros de 0 graus e na maior parte das vezes saia íncolume.
    Quanto ao leitor que citou o Regimento Andrade Neves, eu infelizmente, não tive a honra de servir no regimento que leva junto com Osório o título de padrinhos da Cavalaria.
    Abraço a Todos
    Coronel Anônimo

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    1. Coronel
      Muito bom seu texto e para nós mortais saber atravez de suas palavras e experiência em campo é um deleite. Infelizmente meu apetite é insaciável então sempre que possível nos agracie com esses detalhes técnicos e opinião pessoal, Adorei os pormenores do M-42 Sherman.

      Um grande amigo meu e que serviu com meu pai como seu superior o Cap Aristeu sempre que possível passo horas com ele em sua varanda contando histórias da caserna, muito bom!

      Fiquei muito feliz de citar o RAN aonde meu pai sargento e mecânico das viaturas serviu e que se enpenhava em preservar o bom estado de conservação: 3 kombis, 2 veraneios, 1 opala, 6 caminhoes detroit para transportede cavalos, 2 para transporte de soldados entre outros e meu preferido o Réu (perdõe-me se escrevi o nome errado).

      Abraços e bom combate.

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  36. Complemento, já no final da guerra os USA, substituiram o Sherman pelo Pershing que tinha canhão de 90 MM. e era superior em tudo. Detalhe todo tanque americano leva o nome de um General da Cavalaria, hoje é o Abrams, uma referencia ao General Craighton Abrams que foi o comandante da cavalaria na guerra do Vietnã.
    Abraço
    Coronel de Cavalaria Anônimo

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    1. Na verdade, o M4 Sherman era um tanque de suporte à infantaria, enquanto que o M36 era um tanque de ataque, frutos de uma doutrina de combate errônea para a realidade da 2ª Guerra Mundial. Mesmo quando o M26 Pershing foi requisitado por Eisenhower, a politicagem no Pentágono o atrasou e só depois da invasão da Normandia sua produção foi normalizada.

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  37. A mecânica do carro me agradou ,porem esse negocio de adventure,cross pseudo aventureiros ,não me agradam e o desenho desses faróis quase chegando nas portas é muito esquisito,abraço.

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  38. Pessoalmente gosto de alguns desses "aventureiros", com aspas mesmo. Moro no interior da Bahia e as ruas são horriveis. Uma particularidade da cidade é que todas as ruas tem enormes valas nos cruzamentos. É como se fossem lombadas, só que ao contrário. Todos os veículos "normais" raspam a frente nessas valas. Sem contra que as rodovias da região são horríveis. Existem ondulações na pista, daqueles causados por caminhões pesados, que chegam a destruir os escapamentos. Resolvi esses problemas com uma Palio Weekend Adventure (a 2ª versão). Então para mim foi uma solução válida. Agora eu realmente não gosto nada daqueles adereços plásticos usados para dar a impressão de aventureiro.

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    1. Entendo você ,mas este é um problema brasileiro ,ruas esburacadas ,valetas ,lombadas ,já que o governo é uma grande porcaria e não faz nada ,que simplesmente seria uma obrigação devido aos impostos que pagamos,temos que nos defender comprando carros altos com aerodinâmica prejudicada e com suspensão dura ,abraço.

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  39. Versão aventureira é uma questão de compromisso, o carro vai ficar mais agradável para enfrentar a buraqueira e valetas das nossas cidades. Agora, quando aparecer aquela serra com uma bela sequência de curvas numa manhã ensolarada você vai se lamentar sabendo que poderia estar se divertindo bem mais se estivesse com o carro na altura correta e com os pneus de asfalto de perfil baixo. Também vai chegar a conclusão que não vale a pena colocar o seu aventureiro na pista dia do Torneio de Regularidade.

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  40. Josias, também sou fã do Daihatsu Cuore. Quando comprei o simulador GT5 do Playstation 3 este foi meu primeiro carro, mas na versão endiabrada Avanzato XX que não saiu no Brasil, com turbo e desempenho de carro maior. É um peniquinho elétrico.

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  41. Se a Toyota tivesse apostado no Daihatsu Terios, competindo na categoria do Ecosport e Duster, com preço agressivo acredito que seria um sucesso. Agora esse Etios nunca vai emplacar como o HB20 emplacou...
    A nova geração do jipinho ficou até agradavel... é fabricado na Venezuela.
    www.terios.com.ve

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  42. Sou da mesma opinião de uma minoria aqui. Acho que alguns cm a mais (4 cm no caso do HB20X) em relação ao solo ajudam muito em boa parte desse país, já que as estradas em sua maioria são um lixo. Onde eu moro, ainda há outro problema. Por ser uma área predominantemente residencial, de pouca circulação de veículos e muitas crianças brincando pelas ruas, os próprios moradores constroem lombadas pelas ruas (sempre em padrões absurdos) e a prefeitura não está nem aí... Bom, no mais o HB20X me parece sim uma ótima opção, justamente por ser um compacto, já que minha garagem tem o espaço bastante reduzido. E, por fim, existe a questão do gosto: a aparência me agrada e pronto, e isso conta muito, mesmo sabendo que não vou enfiar o carro na lama. Por isso tenho analisado com muito carinho a possibilidade de comprar um, na versão Premim manual.

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  43. Acredito que o consumidor comum pensa exatamente na praticidade de ter um carro com um design "bonitinho" e a conveniência de não deixar metade do carro em quebra-molas despadronizados, buracos, paralelepipedos multiformes etc.... 4cm ajudam em muito na grande maioria das cidades brasileiras e prejudicam muito pouco, quando alguma estrada em boa conservação é "achada".

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  44. Josias, gostaria de uma opinião sua. Vou completar 1 ano de PPD em março, aí pego a CNH definitiva, e é nessa época mais ou menos que pretendo comprar meu primeiro carro. Eu estou em dúvida entre comprar um usado, ou um novo, apesar da maioria das pessoas que eu perguntei me aconselharam a comprar um novo.

    Se for um usado, estou em dúvida entre um honda fit 2011 LX ou um ford focus 2.0 2010. Se for novo, minha dúvida é entre um Hb20 1.6 Comfort Plus ou um New Fiesta 1.5 S. Já fiz test-drive tanto no HB (embora o que me forneceram na hora era um Comfort Style 1.6 2012) quanto no New Fiesta (teste o 1.5 SE), e achei os 2 muito gostosos de dirigir, e com certeza são carros bonitos e estilosos. Cada um tem seu ponto forte, seja o Fiesta com seu catálogo de itens de série mais completo por um preço menor, seja o HB20 com um seguro barato e alguns itens que o Fiesta não tem. Qual você considera uma melhor escolha, pra um primeiro carro? Sei que ambos são mais que fantásticos pra um marinheiro de primeira viagem, mas eu gostaria de saber qual você me aconselharia a comprar.

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    Respostas
    1. Por ser o principal moderador de comentários do AE, vi o seu e foi liberado, claro. Por diretriz editorial nenhum editor pode fornecer orientação como a que você pede, por questão de ética. Espero que entenda.

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