HONDA PCX 150: A MODERNIDADE, AQUI




Em breve, ainda neste início de ano, a Honda vai colocar em suas concessionárias de motos o veículo de duas rodas motorizado mais vendido na Europa em 2011, o Honda PCX. Ele será o segundo produto da Honda no segmento de scooters no Brasil, e virá fazer companhia ao muito bem-sucedido Honda Lead 110.

O PCX, mais parrudo, moderno e equipado com um motor monocilíndrico de 150 cm³, se destaca tanto no aspecto técnico como pelo desenho. Será fabricado em Manaus (AM) e ainda não teve seu preço divulgado, mas o "chute" é que venha a custar cerca de R$ 8.500, distanciado do Lead 110, que está por cerca R$ 6 mil.

São mais diferenças do que semelhanças a existir entre o novo PCX 150 e seu irmão(zinho...) Lead 110: este último é um projeto antigo, de cerca de 1990, enquanto o PCX se vale da mais recente tecnologia da marca japonesa. O motor do PCX, batizado de eSP (enhanced Smart Power), é muito interessante no aspecto técnico e tem como destaque o sistema “Idling Stop System”, que desliga o motor assim que identificar que ele está em marcha-lenta por mais de 3 segundos. Também conhecido como sistema liga-desliga, presente em alguns carros mais modernos, o dispositivo ajuda na economia de combustível e, conseqüentemente, menor emissão de poluentes. Ao acelerar novamente, o motor imediatamente “acorda” sem que seja necessário acionar o botão de partida. A Honda declara que tal sistema oferece uma economia de combustível da ordem de 5% no circuito urbano. 

Outra modernidade do PCX é o alternador sem escovas, compacto, e que cumpre também a função de motor de arranque, juntando em um só componente a geração de energia para o veículo com o sistema de partida, resultando em um motor mais compacto.

Trem de força compacto, mais ainda com o alternador com função de motor de arranque

O cilindro desalinhado em relação ao virabrequim, para redução do atrito do pistão com a parede do cilindro, é outro interessante recurso.  Segundo a Honda, se comparado a motores de mesma cilindrada de geração anterior, a redução dos atritos internos atinge 25%, fator que foi ajudado também, sem dúvida, pelo uso de alavancas de válvula roletadas.

Com duas válvulas no cabeçote acionadas por comando simples e sistema de admissão PGM-FI, o PCX 150 é um dos mais econômicos veículos já feitos pela empresa, capaz de médias de consumo superiores a 44 km/l de acordo com o padrão WMTC (World Motorcycle Test Cycle). Este desempenho certamente não será repetida pela versão brasileira do PCX, por conta da adição de álcool à nossa gasolina, o que não quer dizer que ele não poderá vir a ser talvez o mais eficiente motor de nosso mercado em termos de consumo. 

A potência declarada do PCX 150 (em versão européia) é de 13,6 cv com torque máximo de 1,42 m·kgf, números excelentes que prometem muita agilidade considerando o peso em ordem de marcha de 120 kg. Como no Lead 110, o câmbio é automático tipo CVT (de relações continuamente variáveis).

Equipado com rodas aro 14, tem chassi tubular de aço, suspensão dianteira telescópica e traseira com duas unidades mola-amortecedor. Os freios, a disco na dianteira e tambor na traseira, são dotados do sistema de frenagem combinada (CBS).

Como não poderia faltar em um scooter, há sob o banco um vão com capacidade para um capacete integral.

Maneabilidade e pouco peso, o ideal para uso urbano

A importância deste lançamento da Honda é enorme para nosso mercado, que ainda engatinha no âmbito dos scooters, veículos que dominam a cena do transporte urbano das grandes cidades dos países mais evoluídos do planeta. 

A opção por nos oferecer o que há de mais moderno em seu catálogo evidencia que a Honda reconhece que o segmento não só tem muito a crescer, como precisa de um veículo de real qualidade, capaz de estabelecer um novo padrão e conquistar não só quem já se vale de veículos de duas rodas como também, e principalmente, novos clientes entre aqueles que já não suportam mais passar horas enfurnados em carros presos em congestionamentos.

RA

(Este texto é uma adaptação do originalmente publicado na edição nº 216 – dezembro de 2012 – da Revista da MOTO!) 

35 comentários :

  1. Ando diariamente num Honda Lead 2010 e a maior desvantagem dos scooters (no Brasil) é o pouquíssimo curso de suspensão aliado a um acerto mais rígido. Cidades de primeiro mundo é tudo tranquilo mas qualquer buraco você ou desvia ou passa com velocidade muito reduzida, senão a traseira quica e chega a ser um tanto perigoso.

    O CBS é um bom sistema para amadores (no caso aqueles que não usam o freio dianteiro achando que a moto vai dar um mortal pra frente), pois caso aplique uma carga a mais no freio traseiro, o dianteiro é puxado junto, assim freando melhor a moto, porém vi relatos de que em piso escorregadio a dianteira acionar indevidamente e ocasionar quedas. Porém nada como costume e pilotagem defensiva não resolvam.

    Fora essas características, scooters são realmente muito bons no que se propõem: Praticidade em vários sentidos.

    Mendes

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  2. Finalmente uma scooter moderna. Tenho uma Suzuki Burgman e sofro com os pneus minúsculos e a instabilidade. Ainda estou torcendo para a chegada da Honda NC700 com o câmbio DCT ou a BMW C600 Sport.

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  3. Este comentário foi removido pelo autor.

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    1. Pela foto do motor é possivel ver o radiador, portanto é refrigerada a água.

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    2. Água. Olhe a foto do motor em corte e note que há um ventilador que dá para um radiador.

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  4. Penso que o PCX 150 fará enorme sucesso no Brasil. Vi centenas em Portugal ano passado e, pelo que percebi, eram usado principalmente no trajeto casa-trabalho-casa, deixando o carro na garagem para os fins de semana. Mas foi só impressão (pois as pessoas saíam de manhã com o scooter só retornando à noite, e isso, lembrando, que Liboa oferece um excelente nível de transporte público).

    Já está na minha lista, pois como não vou trabalhar de carro (falta de vaga), penso em comprar um scooter já há um tempinho.

    Leo-RJ

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  5. "Outra modernidade do PCX é o alternador sem escovas, compacto, e que cumpre também a função de motor de arranque, juntando em um só componente a geração de energia para o veículo com o sistema de partida, resultando em um motor mais compacto."

    Genial!

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    1. André

      Os carros DKW nos anos 30 já usavam essa geringonça 'genial',q. chamavam de 'Dynastart';se achar pouco, os Dodge Brothers no final dos anos 20 montavam o dínamo e o motor de partida dentro da mesma carcaça.

      Não existe nada novo sob o Sol...

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    2. Genial!

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    3. gaboola,

      Não sabia, grato!

      Ainda assim, não deixa de ser genial resgatar isso e fazer funcionar.

      Penso que alguns dos sistemas de comando de válvulas experimentais (objeto de posts do André Dantas, aqui mesmo) de meados do século passado poderiam funcionar muito bem hoje com novos materiais e eletrônica.

      Reinventar a roda às vezes é uma boa idéia.

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    4. André Luís e Gaboola
      O Citroën C3 1,4 Stop & Start, na França, usa o alternador como motor de partida, acionando o motor do veículo por meio de uma parruda correia dentada. O sistema é da Valeo e o funcionamento é livre de todo ruído mecânico, uma vez que não há o engrenamento de um pinhão com a coroa do volante do motor como no motor de partida convencional. Já o dirigi, é notável. O jornalista Fernando Calmon batizou, corretamente, o sistema de alternarranque.

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    5. Yamaha RD 200, 2 cilindros, de 197X, também tinha este alternador c/ arranque. Se chamava "induzido". Bom enquanto funcionava, muito ruim quando quebrava! E quebrava bastante. Se o da PCX não quebrar, ótimo.

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  6. Que design bonito!
    Se eu morasse em uma cidade pequena compraria uma, pois uso o carro boa parte do tempo sozinho. Mas aqui na na grande SP... fico só na vontade.

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    1. Uma moto em São Paulo é indispensável. Não consigo passar horas parado no transito.
      Um pouco de técnica e se acostumar com as falhas habituais dos motoristas, resolvem seu problema.

      (uso carro e moto, o mesmo percurso que faço em 8 minutos já levei mais de 90 minutos)

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  7. Não há dúvidas de que trata-se de ótimo produto. Porém eu, pessoalmente, não curto esse tipo de veículo. Questão de gosto pessoal. Sou meio velho, logo adepto de motos (pequenas ou grandes, tanto faz). Elas são mais versáteis que esses bichinhos engraçadinhos aí...
    Klaus

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  8. Felipe N.B.12/01/13 19:09

    Legal. É mais uma opção. Tenho uma Lead há 3 anos e acho a motinha muito boa. Excelente até. Mas só ando na cidade mesmo. Nunca tive outra moto. Foi a minha primeira moto e pretendo ficar com ela por muito tempo ainda. Pra cidade não tem nada melhor, não tem nem o que discutir. Não precisar trocar de marcha é muito bom, e o "porta-malas" é de uma utilidade imensa. Dá um pau na Biz em questão de praticidade e dirigibilidade.

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  9. Acho muito simpáticas essas scooters, mas fazem parte da categoria "veículos onde você é o pára-choque", então, com modernidade e tudo, passo.

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    1. Salve grande Mr.Car!

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  10. me interessei, quando vai lançar?

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  11. andei lendo as especificações do motinho... é, para dizer o mínimo, interessantissímo!
    um show de modernidade e tecnologia raramente visto em terras tupiniquins, certamente, para os fãs de scooters será fantástico...
    resta agora esperar chegar, e torcer para que o preço não seja indecente, como no caso da "nova" falcon...
    tenho visto em fóruns que o preço seria em torno de nove mil reais... é, até certo ponto, razoável, em função de tanta tecnologia embarcada...

    Romeo

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  12. Com esse porte de maxi scooter, acho que merecia no mínimo um motor 250. Iria ser um sucesso, pela falta de opções no mercado, e por ser Honda.

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    1. Esperávamos a SH300... não veio.
      Eu comprei uma Virago 250 com 3.800 km rodados e outro colega, a Citycom.
      Estávamos com dunheiro guardado para a SH300... e a Honda vem com um 150cc.
      Perdeu Honda!

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  13. Muito interessante. Só duas críticas: 1) o desenho da lente do farol, desproporcional e rebuscado demais (ponto de vista pessoal, a partir das fotos - ao vivo, talvez a impressão seja outra); 2) assim como na Lead, não há o kick starter, ou pedal de partida. Se a bateria descarregar, por defeito ou falta de uso do veículo, o usuário estará em maus lençóis. Em uma moto normal ou mesmo numa cub, ainda é possível dar partida "no tranco", mas, num scooter com transmissão CVT, não tem jeito. E, no caso da PCX, a situação me parece agravada em relação à Lead porque o sistema start-stop exige muito mais da bateria.

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    1. Alexandre, sou dono de uma Yamaha Neo, motor carburado 115cm³ com CVT (o porte dela é similar ao de uma Biz - ou, falando da mesma marca, semelhante a uma Crypton - mas o conceito mecânico é de scooter, sendo uma "híbrida" como a PCX150). Ela tem kickstarter (que já me livoru algumas vezes), ou seja, teoricamente deveria ser possível existir o pedal/alavanca de partida na PCX ou na Lead. Pegar no tranco não tem como mesmo pois a moto tem algo parecido com uma "roda-livre", só a rotação partindo do motor é que movimenta as rodas, movimento que provenha das rodas (por exemplo, empurrando para pegar no tranco) não movimenta o motor (pelo menos quando está parada).
      Já vi até CG125 ES sem o kickstarter, tem uma na Moto Escola onde fiz a minha habilitação "A". Nas noites frias de inverno daqui, quando ia fazer aula, acabava ajudando o pessoal do CFC a empurrar para dar o "tranco".
      Por fim, talvez o motivo de não ter kickstarter seja a devido à injeção eletrônica (para evitar danos a alguma parte do sistema)? Quem conhece outras motos "injetadas" pode tirar esta dúvida, se todas as injetadas dispensam o pedal.

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    2. Tem motos da honda com sistema PGM-FI que tem o 'kickstarter'. Mas por comodidade, aquele pedal do kickstarter incomoda, entao, em motos que é de série partida eletrica, eles retiram.

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    3. Bom, eu acredito que o kickstarter em uma scooter iria prejudicar o visual dela. Hoje, e principalmente para esse público em especifico, acredito que as pessoas valorizem muito o visual na hora da compra. Valorizam até mais do que a mecânica em si. Por esse motivo, provavelmente, eles não colocam para melhorar as vendas... acredite se quiser.
      Eu tenho uma lander 2008, ela é injetada(não tem o kickstart). Já tive problema de não conseguir ela devido a bateria, nada que uma empurradinha ou uma decidinha não resolva, pega no tranco na manha.
      Uma scooter não teria essa facilidade, mas como são super leves, da para empurrar até uma mecanica, ou pagar o frete para alguem levar a bichinha.
      Para quem anda todo dia, ou pelo menos uma vez por semana, ou qu ena pior das hipoteses iria deixar ela no max umas 2 semanas sem ligar, acredito que não é um problema.

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  14. Que seja muito bem vindo. Ao mesmo ponto que alguns projetos Honda nacionais decepcionaram (CB 300) e erra a mão no preço de outros (CBR 250 e "nova" Falcon 400), volta e meia a marca tira um belissímo coelho da cartola apresentando a PCX. Espero que seja compreendida pelo nosso mercado.

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    1. A "nova" Falcon é uma piada, sobretudo quando se fala o preço. Tive uma, ótima moto, mas do jeito que está hoje, não tem mais espaço entre a concorrência. O motor 400cc já era capado, agora, então, nem se fala. Se tivessem deixado com o mesmo motor da XR400 aí a história seria outra.

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  15. Ahhh!!! Já tive diversos estilos de moto e tamanho, já algum tempo sou apaixonado por conforto (scooter: não suja tênis, não passa marcha, na chuva molha pouco, maior proteção e espaço para bagulhos e capacetes), tenho uma lead 110 e acompanho citycom desde seu pré-lançamento.
    Finalmente estou ancioso por comprar um produto bom e que possamos encontrar peças com facilidade e ter amparo de um pós-venda, pois já quase comprei a citycom várias vezes - ótima scooter mas com marca DAFRA como representante (uma lástima). Agora vou trocar minha lead com determinação!!!

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  16. Pessoal, passo para deixar o link do PCX Clube, onde será mais fácil e adequado trocar informações sobre a PCX: www.pcxclube.com

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  17. Vou comprar. Finalmente uma scooter com motor mais potente (suponho que seja limitado a 100km/h, mas suficiente para fugir dos caminhões na Ponte Rio-Niterói), não tão caro como a Dafra Citycom, com rodas maiores que a maioria das scooters de 10" ou 12", com bom espaço sob o banco, boa proteção aerodinâmica que proteja as pernas das poças dágua e da garoa e refrigerado à água:.

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  18. ABRIL CHEGOU. KD ELA?

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  19. Pessoal, tenho uma Scooter (liad) 110cc ano 2010 e ela é maravilhosa para me locomover ao trabalho, e com esse lançamento da PCX 150cc vou trocar a minha com certeza, adorei a idéia, a Honda esta de parabén com o novo lançamento.
    Agora alguem poderia me dizer se ela também possui o compartimento para 2 capacetes? seria um pecado perder este espaço.

    Ana Paula - Brasilia

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  20. Galera eu tinha uma burgman an125 2009. vendi ela fiz um consorcio e to com a grana pra dar o lance. mas mudei de ideia e vou de pcx. pois adorei essa scooter ela tem tudo que sempre faltou na burgburg. rsrs. sempre tive burgman devido a potencia maior no motor em relação a lead. a lead é show de bola mas a burg é muito melhor isso garanto. mas agora com essa pcx a coisa muda drasticamente de figura.. nunca fui fã de honda. mas agora pelo simples fato da honda ter me feito mudar de opinião coisa que nunca achei que seria possível. com certeza a honda acertou no mercado com essa pcx mes que vem já to com a minha zero km. rsrs... e digo mais se a suzuki não tomar uma atitude a altura. vai ficar pra traz. a burgman acabou de perder seu maior fã..eu. e com certeza muitos outros burgueiros pensam como eu. é suzuki a coisa ta feia pro seu lado rrsrs

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