A FARSA DA NBC CONTRA A GENERAL MOTORS

Quadros do filme do falso incêndio

Uma rede de televisão americana, a NBC, tentou enganar uma nação anos atrás, mostrando um impacto de um carro de passeio contra a lateral de uma picape da General Motors.

O precedente dessa farsa foi nos anos 80, quando a Audi quase foi posta para fora do mercado americano, após outra emissora, a CBS, colocar no ar uma matéria completamente infundada sobre aceleração súbita nos carros da empresa. O súbita é uma tradução ruim. Na verdade, o termo unintended aceleration significa aceleração não intencional, ou desintencional, se essa palavra existisse.

Diferente do caso da picape que pegava fogo ocorrido anos depois, a Audi escolheu não brigar contra a televisão, assim como fizeram outras, notavelmente Ford, Chrysler, Jeep e Daihatsu. Todas foram alvos de matérias feitas por jornalistas de má índole, ou no mínimo sem conhecimento sobre automóveis, apoiados por especialistas  do mesmo naipe, que tinham a incrível capacidade de explicar e provar falsidades técnicas. Transformavam a mentira em verdade.

O que ocorria também era uma competição entre as três grandes emissoras e seus programas jornalísticos de maior audiência. O 20/20 da ABC, o 60 Minutes da CBS e o Dateline da NBC  lutavam por mais e mais telespectadores e verbas de propaganda, e escândalos que culpassem grandes e milionárias companhias, não apenas automobilísticas,  eram um prato cheio e farto.

O caso da NBC contra a GM foi longe demais. Em 17 de novembro de 1992, o Dateline veiculou uma matéria com o título Waiting to explode?  (Esperando para explodir?), onde mostrava que as picapes grandes, modelo C/K fabricado de 1973 a 1987, eram propensas a incêndios quando recebiam impactos nas laterais, devido aos dois tanques de combustível em posição longitudinal e do lado de fora das longarinas do chassis.

A NBC contratou um empresa do estado de Indiana, chamada TISA – The Institute for Safety Analysis (Instituto para Análise de Segurança)  sabiamente uma empresa que procurava pêlos em ovos, visando indenizações milionárias para seus clientes e sua gorda comissão, lógico.

A TISA filmou a batida de um carro  médio, contra o lado direito de uma picape fabricada em 1977, que explodiu parcialmente. Segundo a emissora, o impacto fora a 30 mph (48 km/h). Um outro impacto com os mesmos modelos em maior velocidade não resultou em fogo. Mas isso não foi ao ar.

A reportagem mostrava que no caso do incêndio, o tanque de gasolina era perfurado na batida.

Mas a matéria fora forjada, pois no caso do carro que se incendiara, pequenos motores de miniaturas de foguetes, brinquedo facilmente comprável nos EUA, foram fixados e detonados no tanque da picape. Basicamente esses foguetes são buscapés como os de festas juninas brasileiras, mas com carenagem aerodinâmica de foguetes. São explosivos, fracos porém eficientes.

Explosivo usado em foguetes de brinquedo

Engenheiros de segurança e de sistemas de combustível da GM que viram a matéria imediatamente acharam estranha a maneira como ocorrera a explosão. A empresa decidiu investigar a estória com métodos similares ao que o Dateline usou na “forçada de barra”.

A empresa FaAA  - Failure Analysis Associates (Associação para Análise de Falhas)  foi contratada para procurarem pelo estado de Indiana  os carros usados na matéria. A emissora afirmou inicialmente que os veículos haviam sido destruídos, mas após procurarem em vinte e dois scrapyards (sucata ou ferro-velho), foram localizados. Foi uma maratona de cerca de dezoito horas de buscas, trabalhando rápido e o mais discretamente possível, um autêntico desempenho de detetive. Imediatamente os técnicos encontraram os restos dos explosivos dos foguetinhos, mas os tanques haviam sido retirados dos carros.

O chefão da TISA, Bruce Enz,  foi interpelado judicialmente a entregá-los para verificações. Através de análises com raios X, confirmou-se que não haviam furos em nenhum componente. Nem nas chapas que formam o depósito, nem no tubo de enchimento, nem no bocal. Ao mesmo tempo, Bruce Enz e outro dito especialista em testes de impacto (crash tests|) foram expostos como pessoas sem qualificações técnicas nem equipamentos de testes que os estabelecessem como exímios conhecedores do assunto.

Para ajudar mais ainda a GM, os bombeiros da região onde o ensaio fora realizado filmaram o evento, e cópia da gravação foi obtida pela empresa acusada. O filme mostrava que o fogo fora de tempo muito curto, e ainda era visível um técnico operando um controle remoto que acionava os pequenos explosivos. Mais ridiculamente claro foi constatar que o fogo aparecia seis quadros de filme antes do impacto. O operador do controle remoto “queimara a largada”. Além disso, foi revelado que o carro estava a 40 mph (64 km/h), mais do que o alegado pela NBC.

Mais detalhes atrapalharam a brincadeira de mau gosto da emissora. O proprietário anterior do pequeno caminhão fora encontrado, e contou que a tampa do bocal do tanque fora perdida, e que ele comprara uma outra, não original e de dimensões diferentes da correta. Esse fato, mais a descoberta de que o tanque fora enchido incorretamente até a borda do bocal, mostrava o porquê de ser visível no filme que gasolina era espirrada para fora do tanque no momento do impacto. E isso é que havia sido o primeiro detalhe que o pessoal da GM encontrara como estranho no filme, já que a tampa original não deixava ocorrer vazamentos desse tipo.

Harry Pearce na coletiva para a imprensa e concessionários

Todos esses fatos foram apresentados aos meios de comunicação dos EUA, juntamente com concessionários, num trabalho de duas horas de Harry Pearce, membro da diretoria da GM e conselheiro geral. Anunciando que a empresa estava preparando seu primeiro processo por difamação, Pearce afirmava que “ a NBC  e a organização que conduziram esse teste falso são culpados de impingir uma grande decepção ao público americano, sob a supostamente justa e equilibrada reportagem. “

Parte dessa apresentação está no filme abaixo.



O presidente da NBC, Michael Gartner, veio em seguida a público para afirmar que a matéria fora fatual e acurada, mas conforme a verdade era  revelada, a produção do Dateline foi orientada a fazer um pedido de desculpas à General Motors, e pagar os dois milhões de dólares que foram gastos na investigação da GM. O programa admitiu serem verdadeiras as descobertas que a GM fizera a respeito da picape. No dia seguinte a GM anunciou que o processo por difamação não iria em frente, aceitando as desculpas.

Um crítico de mídia disse que o irônico do fato fora que a NBC se saíra como o vilão, e a GM, como quem fizera o verdadeiro e real jornalismo investigativo.

Michael Gartner pediu demissão da presidência da rede de televisão algumas semanas depois, ficando mais claro ainda o quanto o caso fora realmente escandaloso. Além dele, alguns produtores do Dateline e da matéria em questão foram convidados a se retirar da NBC.

O trabalho profissional de qualidade, baseado em análises técnicas confiáveis, mostrara que outras fábricas de carros e demais tipos de empresas poderiam ter certeza que qualquer tipo de acusação teria que ser mais fundamentada em verdades, ao invés de se apressar conclusões ou pior ainda, falsear provas.

Infelizmente, porém, a história é ciclotímica, e como foi muito magnificamente bem explicado pelo Marco Aurelio Strassen  nesse texto, os problemas de mentiras sendo divulgadas como verdades se repetem. Pior ainda, pessoas aceitam mentiras absurdas como verdades, e quem é inteligente, informado e esclarecido sai prejudicado, na enxurrada de besteiras. E não apenas no mundo do automóvel, claro.

Talvez esses mentirosos precisassem passar por mais provações de caráter quando mais jovens, para aprenderem o que significa dignidade pessoal. Ou a justiça legal devesse trabalhar com mais eficiência, buscando sempre a verdade, independente de interesses de pessoas, instituições ou empresas.

JJ

97 comentários :

  1. Estou cansado de saber que a tão falada "imparcialidade" da imprensa e do jornalismo é mero papo-furado... Mas a má-fé desse caso já é crime.

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  2. Victor Gomes18/01/13 12:25

    Muito interessante e impressionante esse texto.
    Será que existe histórias parecidas com a indústria automotiva brasileira?

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    1. Não, claro que não. Nossa imprensa é seríssima, jamais faria uma coisa dessas.
      A Rede Globo não deixaria.

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    2. Victor Gomes19/01/13 13:29

      O sr. Anônimo suspeita de algum caso envolvendo a Rede Globo e a indústria automobilística?

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  3. Olá, peço para que se redirecione isto para o Bob, uma vez que um dos motivos deste grave acidente são os "films" super escuros do carro.http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/noticia/2013/01/corpo-do-bebe-de-11-meses-esquecido-dentro-de-carro-e-velado-em-santa-rosa-4014882.html

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  4. Aqui tem mais imagens sobre o incidente da NBC
    www.youtube.com/watch?v=c-wFEKC4s3w

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  5. Tudo deve ser feito com bom senso e ponderação. Não se pode deixar de verificar e investigar suspeitas. Mas adaptar os fatos e as provas à teoria, e não o contrário, revela a má índole e provam a ganância. Qualquer coisa de qualquer forma. Triste e desprezível.

    Atenciosamente,

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  6. Nos EUA o judiciário funciona de verdade, aqui, nas terras de Jabuticaba, costuma não dar em nada.

    Exemplo: Anos atrás o Gugu Liberato, ainda no SBT, fez uma entrevista com supostos líderes de faccção criminosa. Logo em seguida descobriu-se que os tais bandidos eram funcionários do SBT disfarçados. Nem pediram desculpas.

    A "querida" rede Globo, se estivesse num país sério, teria perdido sua concessão já há muito tempo, tamanha é a quantidade de notícias mentirosas que obedecem a interesses obscuros. Eu poderia enumerar várias, mas o assunto aqui é carro.

    Em meios automotivos, algumas empresas no Brasil são verdadeiras máfias e seus diretores deveriam estar na cadeia.
    Pouca gente se lembra, mas a Porto Seguro (seguradora) foi pega num esquema em que, para não pagar a indenização ao segurado que teve seu veículo roubado, montava um teatro com a polícia alegando ao pobre segurado que ele foi visto atravessando a fronteira do Paraguai com o tal veículo e que se exigisse o pagamento da indenização, iria em cana.
    O coitado do pai de família que nunca pisou numa delegacia, desistia de cobrar a seguradora. isso aconteceu dezenas (pra nao falar centenas) de vezes, então alguem desconfiou e veio a público. E o que aconteceu??? Nada. A empresa taí, líder de mercado...

    Também tem o casa da TAM linhas aéreas..mas meu chefe tá olhando torto, preciso voltar ao trabalho..

    Ass: Zé do Galo

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    1. "A 'querida' rede Globo, se estivesse num país sério, teria perdido sua concessão já há muito tempo, tamanha é a quantidade de notícias mentirosas que obedecem a interesses obscuros. Eu poderia enumerar várias, mas o assunto aqui é carro."

      Cite 30! Adoro histórias conspiratórias!
      Quem acusa tem que ter provas!

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  7. Corsário Viajante18/01/13 12:53

    Em menor grau, no Brasil temos também uma série de "farsas" propaladas constantemente pela mídia:
    - o velocímetro trava na velocidade da hora do impacto
    - cilindrada = potência
    - qualquer carro de mais de R$50.000 envolvido em acidente é "de luxo"
    - qualquer velocidade acima de 100km/h = imprudência mortal
    - engarrafamento = excesso de veículos
    Quem quiser acrescentar, fique à vontade, a lista é longa...

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    1. Em acidentes envolvendo:

      Carro vs Carro mais caro: culpa do carro mais caro, pois estava correndo demais ou dirigindo de forma imprudente. Ricos não sabem que a lei também se aplica a eles.

      Carro vs Carro mais velho: culpa do carro mais velho, pois não estava com a manutenção básica em dia.

      Carro vs Moto: culpa da moto, que anda de maneira irresponsável entrando em qualquer brecha.

      Carro vs Bicicleta: culpa do carro, que não respeita o ciclista.

      Jovem vs Meia-Idade: culpa do jovem, que é irresponsável e não sabe dirigir direito.

      Meia-Idade vs Idoso: culpa do idoso, que já devia ter parado de dirigir.

      E por aí vai a "perícia criminal" da mídia brasileira...

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  8. Sempre bati na tecla do Audi 5000 quando se falava da Toyota, mas não conhecia essa casa da NBC... enfim, tudo já foi dito no texto. Faras e danos sem reparo...

    No caso da terminologia, lá também se usa o "sudden" ou "accidental" nada mais longe da verdade. Já que jogam a culpa na máquina, o termo é esse mesmo "aceleração não intencional" pq é feita pelo motorista incompetente e não por qualquer defeito...

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    1. No construtor (nao montadora) onde trabalho se usa o termo "aceleracao intempestiva"

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    2. Lorenzo Frigerio18/01/13 21:58

      "Sudden" é uma maneira pouco clara de se dizer "não intencional". Tem a ver com a surpresa que causa, por não ter sido planejada.
      Coisas da língua inglesa.

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    3. Lorenzo, quando se acha que a culpa era da Toyota a mídia usava "sudden" e "accidental"(mas principalmente sudden". Ou seja, "aceleração de repente" (mal traduzindo) ou acidental, quando a Toyota mostrou que tava tudo certou passou para "unintended" ou não intencional, desintencional como bem diz o texto deste post. Há diferença, é no jornalismo o tom e a escolha de palavras é algo fundamental...

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  9. JJ,

    Ótima história,muito bem contada. Aprendi mais uma!

    MAO

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  10. Caros senhores,

    Infelizmente, outra triste notícia:
    http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2013/01/18/delegado-esquece-filha-de-11-meses-trancada-no-carro-e-crianca-morre-no-rio-grande-do-sul.htm

    Atenciosamente,

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  11. Lamentavel foi a atitudade da GM de aceitar as desculpas e encerrar o processo. Deviam ter ido até o fim, para falir os safados!

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    1. Luis Santos,

      As fábricas de automóveis sempre puxaram a brasa para o seu lado, não importando os defeitos que prejudicaram e ainda prejudicam seus consumidores. Portanto, se o caso fosse levado adiante, muita lama seria revolvida.



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    2. Retirada estratégica. Certamente se tivesse ido até o fim com o processo ganharia, mas a NBC certamente faria de tudo para arrumar um outro defeito para denunciar a GM e dessa vez não seria tão pueril.

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  12. acho que a GM foi muito boazinha com a NBC.
    mais uma do báu de pérolas do Juvenal.
    obrigado.
    Ass. Seu Buce

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  13. Juvenal, da mesma forma que dá para citar casos de farsa, dá para citar também casos concretos de sérias falhas de projeto, coisa grave a ponto de não poder ser resolvida em um simples recall? Aquele caso do Ford Pinto foi só histeria, ou o negócio foi para valer mesmo? Que outro caso pode ser lembrado?
    Abraço.

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    1. Havia até um certo tempo atrás uma associação de policiais vítimas do Crown Victoria. Segundo eles, em batidas traseiras o eixo poderia perfurar o tanque e causar um incêndio, sendo que uma simples chapa de proteção resolveria isso. Em outras palavras, a mesma coisa do Pinto, só que em um sedã grande.
      Tirando essa tal associação, não conheço relatos desse tipo. E também para afundar a traseira de um Crown Vic a ponto de fazer o tanque ser furado pelo eixo, tem que ser uma senhora pancada.

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    2. Marcos,

      A polícia americana é treinada para trancar os carros dos criminosos. Aqueles Crown Victoria recebiam impactos que matariam todos os ocupantes dos Logan utilizados pela polícia do Brasil. Só que esses impactos às vezes eram fortes demais, e isso acabava furando o tanque dos Police Cars americanos...

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    3. O caso do Pinto foi real. MAs o problema não foram o acidentes em sí, que formam poucos, mas a revelação de um estudo interno da FORD que seria mais barato pagar indenizações à vítmas dos incêndios do que fazer um recall dos carros problemáticos.

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  14. JJ,
    Agora só falta contar a história da Audi e a trava anti-idiota.

    E no Brasil também temos alguns bons exemplos disso, só não são tão divulgados.

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    1. Quando são, são pelos motivos errados. VIde o banco do Fox, que ganhou proteção "anti-idiota incapaz de ler manual que mete o dedo em tudo".

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    2. Anônimo 18/01/13 14:37
      A fábrica agiu corretamente nesse caso. Ou não?

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    3. Esclarecimento é sempre bom e o cliente sempre tem razão, portanto acho que a fábrica agiu corretamente.
      Mas não justifica a histeria das pessoas como se o culpado fosse o equipamento, e não a turma dos afoitos que NUNCA sequer abriram o manual, quem dirá pensar um pouco antes de usar alguma coisa.
      Sâo a nova geração dos imbecilizados, onde tudo tem que ter alertas de segurança, instruções de uso, e ser pasteurizado ao máximo para evitar danos e processos. Se depender desta turma, em breve nos salgadinhos virá escrito "instruções: abra o saco. coma o conteúdo do saco".

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    4. A fabrica tem que projetar um sistema que seja seguro, sempre visando o pior caso que pode acontecer e com um "idiota" operando. Sendo que isso não foi feito no caso banco do Fox e teve que ser corrigido.

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    5. Não conhecia esta história da NBC com a GM. Apesar de ser antiga, mostra o quanto uma notícia mal feita pode comprometer uma empresa. Fez bem a GM em confiar no seu taco e defender seu produto; algo esperado de qualquer empresa que confia no que produz.

      Sobre este caso do Fox, acho que as pessoas que sofreram as mutilações infelizmente "subestimaram" as orientações oficiais, visto que existiam tanto no próprio banco como no manual do carro.

      Se não existisse qualquer informação de como fazer o rebatimento, seria muito grave. Pior que se somente olhar pelo "lado do usuário" é essa impressão que fica (e que dá a entender se procurar pelo noticiário da época).

      Como nunca tive um Fox, na época fiquei curioso em saber como é feito o procedimento e não achei o processo intuitivo em comparação com o mesmo procedimento disponível em outros carros; não sei se continua assim, mas eu precisaria ver no manual como fazer!

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    6. Eu não sei como é essa trava do Fox, mas pelas notícias da época a Volkswagen sabia do risco (se não sabia, mais uma falha da empresa), tanto que as unidades de exportação eram diferentes.

      De qualquer forma é um erro de projeto. As coisas têm que ser intuitivas. Não se pode exigir uma manual de instruções para abrir o capô, trocar um pneu, ou rebater um banco.

      Hoje em dia os eletrodomésticos são à prova de burrice, uma máquina de lavar não funciona com a tampa aberta, um liquidificador não liga sem o copo... um banco de carro deve rebater sem oferecer riscos desnecessários ao aperador.

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    7. Arruda
      O Fox de exportação era de apenas quatro lugares, com bancos traseiros individuais e o esquema de rebatimento do banco era diferente. Agora, experimente pegar um Focus e tentar abrir o capô sem ler o manual, que tem que ser feito à chave sob o emblema do oval azul na grade. Só falta se exigir aviso de que o fechamento de portas e tampas é perigoso, pode esmagar ou decepar um dedo...

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    8. Havia um adesivo com a maneira correta de operar o sistema, ou seja nem o manual era preciso ler. O caso ocorria pq os donos puxavam a corda sem travar direito o banco. Ou seja, idiotice MESMO. Como sempre a imprensa distorceu o fato pq "a vítima é sempre coitadinha" como já bem disse o Bob o banco era outro, por isso outro sistema... Eu usei muito tempo um Fox com o sistema, meu pai um senhor bem idoso tmb usou. Bem, temos nosso dedos intactos...

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    9. Lorenzo Frigerio18/01/13 22:18

      Concordo com o Bart. Fato comprovado pela Lei de Murphy: "se houver duas maneiras de se montar um componente aeronáutico, uma certa e uma errada, então alguém o montará da maneira errada".

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    10. Lorenzo,
      Mas até que ponto pode-se considerar a idiotice humana? Se alguém está operando um mecanismo de um carro, uma máquina complexa, pelo menos espera-se um mínimo de conhecimento e bom senso. Se tudo for feito nivelado por baixo - e nesse caso muito baixo - a sociedade como um todo acaba sendo puxada para esse nível. E se já achamos que está ruim agora, imagine com gente mais burra ainda por aí...
      Devemos considerar os idiotas, mas até para eles deve-se estabelecer um limite.

      Um filme bem interessante que mostra de forma engraçada mais ou menos isso é Idiocracy. Sim, é forçado e feito para ser uma comédia, mas tem horas que parece já estar acontecendo o que é mostrado lá.

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    11. Bob, obrigado pelo esclarecimento sobre o Fox de exportação,

      Agora, continuo com minha opinião, se há uma maneira de eliminar o risco, porquê não fazê-lo? Daqui 20 anos quando o Fox tiver no décimo dono, o manual evaporado e o adesivo ilegível alguém vai rebater o banco na tentativa e erro.
      Trabalho, entre outras coisas, com desenvolvimento de sistemas e todo desenvolvedor sabe: se o usuário tiver alguma chance de de fazer idiotice, ele vai fazer. É papel do programador eliminar todas as possibilidades.

      A abertura do capô do Focus é outro exemplo de solução mal pensada. Fazem propaganda da partida no botão, mas te obrigam a usar a chave onde ninguém usa.



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    12. A ignorancia acaba sendo perigosa, veja quantas pessoas acabam morrendo por "erros médicos", uma provisão de fim, em que um erro pode ser fatal! Concordo com os mecanismos de segurança a prova de idiota, como foi colocado aqui, podem acreditar axistem muitos por ai, e quanto mais mecanismos melhor, quem trabalha na area de segurança e tem de atender ABNT's, NR's, OHSAS... Sabe do que estou falando!

      TST

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  15. No padrão americano, Datena e Sônia Abrão são amadores.

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  16. Matheus Ferreira18/01/13 14:14

    Pelo visto, a Globo não está sozinha no mundo.

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  17. Minha ex esposa é jornalista e minha sobrinha também, conheço bem o jornalismo,
    principalmente quanto aos jabas.
    Abraço
    Coronel Anônimo

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  18. Coronel
    Pois você foi informado mal, desculpe.

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  19. Isso ocorre de mais aqui no Brasil, vide Hyundai com suas propagando enganosas juntamente com a Rede Globo, onde compram um programa televisivo inteiro para veicular informações inverídicas com relação a potencia de determinado veiculo, entre outras enganações. Temos que juntar forças e ingressar com uma ação civil publica contra esses tipos de abusos!
    Att. Brenno

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    1. Lembrei de quando a FullPower pegou um Veloster novinho e levou ao dinamômetro. Aconteceu o que todos sabiam, só que agora havia os gráficos bem claros mostrando a real potência do carro.
      E a Hyundai (CAOA) nessa história? Continua numa boa vendendo a barata coreana como se não tivesse ocorrido nada...

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    2. Corsário Viajante18/01/13 18:09

      A CAOA já cansou de repetir que quem compra Veloster quer imagem, não desempenho, não está nem aí para os cavalos. Tanto que nunca vi uma propaganda do veloster exaltar desempenho, ao contrário> falam de tecnologia, falam de três portas, mas de velocidade? Nunca vi nada.
      Aliás, cá entre nós, quem quer desempenho por preço acessível hoje sabe onde achar: Punto T-Jet.

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    3. Corsário,
      Então qual a razão de não serem honestos e informarem a potência real do carro já que o comprador não liga para isso mesmo?
      Lembrando que os primeiros incautos compraram Veloster com injeção direta e receberam com motor com injeção "normal".

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    4. Vc não foi enganado!
      No final do Auto Esporte, nos créditos sempre aparece:

      "Ação Comercial - Empresas X X X"

      Vc foi avisado e não pode alegar ignorância...

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  20. Otimo texto. No Brasil a midia manipuladora deita e rola, principalmente a rede bobo.

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  21. Ótimo texto JJ! Não sabia dessa e fiquei impressionado, até!

    O ruim é que nem sempre escrevem besteiras para prejudicar um fabricante. As vezes, como no programa e revista Auto Esporte, as mentiras são contadas descaradamente para beneficiar uma determinada fábrica... tão triste fato quanto o relado por você nesse post.

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  22. A GM não devia ter desistido do processo, mas ter ido até o final para arrancar pelo menos uns 10 milhões da NBC!

    Bart, a imprensa manipuladora brasileira não chega nem perto da norte-americana

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    1. Verdade Irlan, nisso a imprensa deles dão de dez a zero na nossa.

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  23. Bom texto sobre um episódio não muito conhecido.
    Esta história só pôde ser contada (ou inventada) após o famoso caso do Ford Pinto - que, por um lado, fez os fabricantes reprojetarem seus carros, mas por outro lado criou a indústria das indenizações (cômicas se não fossem reais).

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  24. Totalmente fora do assunto, mas achei essa notícia interessante:

    http://www.jornalacidade.com.br/editorias/cidades/2013/01/18/apos-12-acidentes-der-desiste-de-radar-na-candido-portinari.html

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  25. Rafael Nakazato18/01/13 21:25

    Saindo um pouco do tema, mas ainda relacionado, algúem sabe ou teve notícia do que realmente aconteceu com aquele Jetta que perdeu o eixo traseiro?
    http://www.noticiasautomotivas.com.br/volkswagen-jetta-eixo-traseiro-se-desprendeu-da-carroceria/
    Eu sei, eu sei, o link é do NA, mas assim todos poderão ver.

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  26. Rafael
    Não sei, vou ver com a fábrica. O que dá para ver bem nas fotos que me passaram é o que eixo não se soltou, o que houve foi que o braço-lâmina do lado direito, que faz a localização longitudinal do eixo, quebrou, havendo indícios de trinca anterior que acabou por levar à ruptura. Vou ver e depois informo.

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    1. Engraçado que todo mundo com um mínimo de noção consegue ver uma trinca bem onde o eixo quebrou, com uma parte suja e outra limpa. E todos chegam a mesma conclusão: ou falharam na revisão ou esse carro nunca foi para revisão.

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    2. Marcos
      Como assim, pode explciar? Não se revisa eixo de torção, nem mesmo reaperto.

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    3. Rafael Nakazato19/01/13 02:39

      O que me causou estranheza é como que se iniciou essa trinca, considerando o tipo de solicitação da lâmina, bem como sua localização, de difícil acesso a uma possível pancada ou coisa do gênero que introduzisse ali um concentrador de tensão. E assim como vc mesmo disee Bob, eixo de torção não se revisa pois esse tipo de falha não é para acontecer sem que uma causa fora do comum a tenha acontecido.
      Acho interessante discutir isso pois li muita coisa de leigos e gente que não tem conhecimento sobre o assunto já descendo a lenha em Volkswagen, corte de custos no eixo de torção para a versão brasileira, e todo esse tipo de coisa.

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    4. Rafael
      Esse tipo de braço é o mesmo do primeiro Passat e desconheço caso de ruptura. Ele é feito para resistir à tração somente. Uma possibilidade de ínício de trinca é ter recebido esforço de compressão, por exemplo, o carro subir numa guia (meio-fio) de ré. É uma hipótese. Presenciei, como concessionário Vemag, vários casos de tensores tubulares do eixo rígido do DKW fletidos por subir meio-fio de ré, prática muito comum no Rio. A Volkswagen mundial adota suspensão traseira por eixo de torção na versões de menos potência e multibraço nas de maior, até no novo Golf. No Jetta é igual, Comfortline de 120 cv com eixo de torção e Highline de 200 cv, multibraço.

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    5. Bob,
      Não é revisar o eixo, é simplesmente olhar quando o carro estiver no elevador. Pelas outras fotos dá para ver que não é uma marquinha minúscula, é um rasgo de alguns centímetros que poderia ser facilmente visualizado com o carro no elevador ou sem a roda - ou ambos. Sendo igual o eixo do Passat, vendo a largura da lâmina e a única marca sem sujeira, fica-se com a impressão que levou um bom tempo para a trinca crescer até o ponto que ocorreu a ruptura.
      Continuo achando que apenas uma inspeção simples pelo carro poderia muito bem localizar isso e solicitar a troca do eixo antes da quebra. E digo isso porque até coisa de uns quinze anos atrás o pessoal das concessionárias Volks era um exemplo a ser seguido, eram peritos em identificar falhas que muitas vezes ninguém percebia. Hoje tenho minhas dúvidas, mas algo desse tipo acho pouco provável passar despercebido.

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    6. Marcos
      Pode ser que a partir de agora se olhe para os braços do eixo, mas antes não havia razão para isso. É como uma história que aconteceu comigo, já concessionário Volkswagen, um Passat zero-km que entregamos ao comprador ter desmontado o pedal de freio após alguns quilômetros (felizmente não houve acidente, ele usou o freio de estacionamento a tempo de evitar bater). Aconteceu que a chapa-trava do eixo dos pedais não foi colocada na fábrica, o eixo se movimentou axialmente e o pedal de freio caiu. Claro, comuniquei imediatamente o fato à fábrica, mas dali em diante e por um bom tempo passei a verificar se havia a trava (dava certo trabalho, era preciso remover a cobertura inferior do painel para acesso ao eixo dos pedais). Curiosidade: todos tinham a chapa-trava. Não existe, revisar eixo dos pedais, só se passando a fazê-lo em decorrência de um ter-se movido. Voltando à época atual, seria o caso de agora se olhar as lâminas do eixo do Jetta Comfortline. Antes, como eu disse, não era o caso.

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    7. Rafael Nakazato19/01/13 13:32

      Realmente, não havia pensado no caso de uma compressão. É muito comum mesmo ver gente, ao estacionar, parando o carro com uma bela pancada na roda, tanto traseira quanto dianteira, na guia.
      Obrigado pela atenção Bob.

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    8. Bob,
      Pelo jeito agora será algo observado, mas ainda acho que uma trinca daquele tamanho não precisaria de uma inspeção do eixo.
      Em tempo: já consegui empenar dois eixos traseiros, sendo que um deles ficou impossível de recuperar - nesse caso era de Gol. Não teve uma trinca sequer, fiz questão de sair procurando na peça inteira. Além de ter sido uma pancada lateral, será que a própria construção do eixo ajudou a não ocorrer isso?

      E uma dúvida que sempre tive: a suspensão traseira desse Jetta usa panhard? Vi uma foto e tinha uma barra que parecia uma panhard, só que não lembro de nenhum carro com alguma configuração parecida.

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    9. Marcos
      Não tenho o histórico do carro, se foi submetido a revisào em concessionária ou oficina independente, ou mesmo se fez qualquer revisão. A suspensão desse Jetta tem barra Panhard tanto quanto a do primeiro Passat e Audi 80. Essa barra serve para locação transversal do eixo traseiro quando necessário, como nos casos de mola traseira helicoidal, por exemplo, Galaxie, Dodge 1800, Opala, Chevette e até os Lada Laika e Niva. Não dá absolutamete para atribuir à construção do eixo esse tipo de ruptura.

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    10. Bob,
      A panhard era só dúvida mesmo, porque realmente não lembrava dela nos Passat. Aliás, não lembrava dela em nenhum carro de tração dianteira, só nos de tração traseira com eixo rígido.

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    11. Rafael, você naõ pensou no caso da compressão porque não precisa. O eixo precisa sim ser resistente à ncompressão, pois o esforço de torção ao qual foi projetada a peça gera tanto esforços de tração quanto de compreessão em diferentes partes ao ser submetido a este. Além disso, devido às propriedades do aço, o que aconteceria caso uma pancada muito forte fosse dada no eixo é que ele "empenaria", como dito pelo colega acima, mas não se roperia, ou se romperia assim, numa tensão muito maior no qual a peça já hã muito tempo não teria condições de uso.

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  27. Lorenzo Frigerio18/01/13 22:13

    Os Estados Unidos são um país bem complexo. Não é exatamente aquela coisa civilizada que vemos na televisão.
    Trata-se de um povo que vende a alma por dinheiro. Tudo para eles é "business".
    Quando um professor universitário, ou um daqueles pseudo-intelectuais judeus de Nova York, ou um especialista técnico, arquiteto ou engenheiro dão um parecer na TV, você pode ter certeza que ele está defendendo algum tipo de indústria, ou as coisas que ele escreve, ou um setor político que irá receber doações de alguma entidade privada ou grupo de interesses.
    Por exemplo, os caras criam todo um aparato ideológico para justificar o indefensável, como a falta de regulação de armas de fogo, ou o apoio INCONDICIONAL às políticas de Israel relativas aos palestinos.
    Os EUA são um país de HÁRPIAS. Se alguém vir que você está fazendo algum sucesso, vai aparecer alguém para ganhar dinheiro detratando dos seus propósitos e da sua honestidade. Se você inventou alguma coisa melhor do que aquilo que é fabricado por uma empresa, pode ter certeza que vão pular na sua cabeça com um exército de advogados e acabar com a sua raça. TUDO ali envolve segundas intenções e extrema desonestidade.

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    1. Ou seja,não é nada diferente do Brasil,só um detalhe,aqui a justiça é falha,lá não....

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    2. Lorenzo Frigerio19/01/13 11:09

      A Justiça ali está à venda tanto como aqui, não faltam nem as presepadas. Lembre que ali rola MUITO dinheiro, e as indenizações em jogo são absurdas.
      E veja o caso do O.J. Simpson. Alguém aí acredita que ele seja inocente de assassinar a mulher?
      A única coisa é que lá não tem um número ridículo de recursos, como aqui, mas o sistema deles está sujeito a erros judiciários crassos.

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    3. Pois é. Só que o povo que "vende a alma por dinheiro" colocou seu país onde está, fez dele o que é, e continua fazendo-o funcionar muito melhor que o país dos bruzundangas. E se tudo ali envolve extrema desonestidade, é preciso inventar uma palavra para definir o tamanho da desonestidade daqui: "extrema" não serve: é uma palavra muito fraca.

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    4. A mentalidade capitalista pura funciona assim: "está dentro da lei? se está, e eu ganhar dinheiro com isso, então vou fazer. Dane-se a sociedade, o meio-ambiente, os bons valores, tudo isso se lasque".

      Eles são o país mais capitalista no mundo, nos EUA não existe o pseudo-socialismo da América Latina e da Europa Ocidental. Lá, se dar bem é o objetivo da vida e ninguém tem vergonha disso.

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    5. Como residente nos EUA, concordo com o Lorenzo. As coisas parecem ser bonitinhas nos EUA, mas é pura aparência. Por debaixo dela há muita feiúra que me incomoda demais já há anos.

      É verdade que muitos brasileiros se deixaram impressionar por filmes americanos, que sequer retratam o país em geral, mas apenas a visão de mundo da burguesia branca da Califórnia, adotando sua visão de mundo, ou melhor, uma caricatura de sua visão de mundo.

      No entanto, ainda não vi brasileiro ter verdadeira idolatria pelo pragmatismo como o americano. Portanto, ele mesmo se recusa a continuar sua imitação de gringo quando outras considerações ofendem a sensibilidade brasileira. Por exemplo, comparem a segurança para embarcar no Brasil com os EUA: enquanto que no Brasil a gente ainda é tratado como gente, nos EUA a gente é tratado como gado.

      Para melhor e pior, não se levar muito a sério é a grande virtude do brasileiro. Afinal, até nossa ditadura foi uma piada. Basta uma olhada naquela argentina para perceber como somos um povo abençoado por Deus. Por outro lado, veja só o que um país que se leva demais a sério como os EUA está se tornando: o presidente tem autorização legal para assassinar cidadãos sem o devido processo legal.

      O Brasil pode ser uma zona, mas a gente consegue lidar com a maioria das coisas. Já nos EUA, é tanta ordem que sufoca, e fica cada dia pior...

      PS: qualquer noção que tenho saudades de meu país é pura coincidência.

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    6. Eu acho que o Brasil é um EUA pobre, com a única vantagem de não se levar a sério como disse o Augustine. Por aqui também logo vai ser implantado o chip de fiscalização dos carros, com autorização do governo do estado e federal. Isso nos EUA (ao menos de algum tempo atrás) acho que seria impossível de aprovar

      O que prova que capitalismo ou socialismo muda que um faz e outro faz fingindo que não faz

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    7. "O que prova que capitalismo ou socialismo muda que um faz e outro faz fingindo que não faz."

      Boa!

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    8. Anônimo 20:52,

      O Brasil não é um país socialista, nem nossos governantes são socialistas. O PT e os muitos partidos da base aliada se dizem socialistas porque isso dá votos, mas na verdade são capitalistas da gema, mais até que os partidos que não têm vergonha de ser capitalistas.

      E quanto ao chip dos carros, ele deveria ser obrigatório a partir de janeiro desse ano (2013), mas como no Brasil nada funciona, acho que esse chip (se um dia for implantado) vai ser como a inspeção veicular de SP: útil apenas para tirar dinheiro do contribuinte e para se mostrar ao mundo.

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    9. Isso mesmo anonimo, além disso vai servir para controlar o cidadão ainda mais

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  28. O jornalismo da NBC era poderoso na época, mas depois do escândalo foi ralo abaixo enquanto a CNN subiu sem limites. A "velha" GM não ter exigido a cabeça do dono da rede de televisão foi a melhor estratégia, já que com isso a fabricante, além de provar ser vítima da empresa, ainda posou de magnânima e clemente, deixando para o próprio público a tarefa de crucificar a ex-empresa jornalística. Tempos depois a rede viria ser mais lembrada pelas sua especialidade, a ficção com suas séries televisivas, do que pelo jornalismo.

    O mesmo ocorrido no teste do Tesla Roadster no Top Gear por Jezza Clarkson. O programa era mais focado no humor do que a seriedade de um programa automobilístico mas seus testes até gozavam de uma relativa credibilidade. Mas depois do fato, nínguem mais leva a sério as palhaçadas (no bom sentido) do trio britânico, nem, os próprios apresentadores que abraçaram de vez sua veia cômica depois dessa.

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  29. Bob me perdoe mas nas minhas atividades fui chefe do CIEX e sempre lidei com informações, além disso minha ex esposa que é jornalista ha 40 anos me dizia sobre o jaba(pagamento para falar mal ou bem de alguém ou empresa) hoje tenho uma sobrinha de 40 anos que também é jornalista me diz a mesma coisa.
    Por último quase todos os comentários que leio são que a MÍDIA, manipula dados e informações a favor de alguns e/ou contra outros.
    Abraço
    Coronel Anônimo

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  30. Coronel,
    Tudo bem, mas nào cabe generalização. Desvios de conduta ocorrem em todas as atividades, não só na imprensa.

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  31. Na minha visão, a General Motors sempre foi uma empresa "imperialista" tanto nos Estados Unidos quanto no restante do mundo. Se não me engano houve uma época em que ela produzia de tudo, desde automóveis, até geladeiras, eletrodomésticos, motores estacionários... Imaginem quanto mercado ela roubou de empresas menores especializadas em manufaturar somente um determinado tipo de produto. Como forma de tentar aplacar a concorrência, surgiram consipirações diversas com o objetivo de denegrir a imagem da GM, começando por Ralph Nader (creio que seja o caso mais famoso). O Corvair não tinha nada de errado. Essa história das picapes eu desconhecia.
    Houve uma época, aqui no Brasil, em que o Chevette teria sido "condenado" por possuir o tanque no encosto do banco traseiro.

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    1. Isso era verdade de toda grande empresa americana, e.g., GE. Graças ao acordo de Bretton-Woods, o dólar se tornou uma moeda de reservas, papel então em grande parte desempenhado por ouro. Este "privilégio exuberante", nas palavras de Giscard d'Estaing, permitiu que empresas americanas se beneficiassem de acesso a capital virtualmente infinito através da inflação monetária, enquanto que o excesso de dinheiro era exportado como reservas internacionais a outros países, evitando a inflação de preços de produtos, mas não de insumos, cujos preços no mercado internacional se tornou então inflacionário. Isto permitiu a dominância do comércio internacional pelos EUA, freqüentemente em detrimento às economias locais que não podiam contar com capital infinito. Até quando Nixon cessou a convertibilidade do dólar por ouro em 1971, após a França repatriar todo seu ouro dos EUA. Isto fez com que a inflação de preços causada pela inflação monetária dos anos anteriores fosse sentida e o dólar perdeu valor rapidamente (98% desde então), sinalizando o início do fim dos grandes conglomerados americanos. Mas não sem causar uma crise na economia mundial, como vimos nos 70 e, diria, como vemos de novo.

      Curiosamente, esta foi a inspiração do euro: acesso a capital infinito por conglomerados europeus. Pareceu funcionar, pelo menos dentro da Europa, mas a gente sabe no que deu isto. Ou seja, ser o segundo a aplicar este golpe não funciona porque todo o mundo já sabia o que a Europa tentava fazer; não que eles gostassem do primeiro país a aplicar este golpe, pelo contrário.

      O que isto tem a ver com carros? Quando os fabricantes americanos sufocaram a competição internacional, carros americanos eram populares mundo afora. Com o defraudamento do dólar nos anos 70, eles caíram no desgosto popular, que abriu espaço para outros fabricantes, quando, por exemplo, a BMW se tornou um fabricante importante. O euro conseguiu por um tempo proporcional capital virtualmente infinito na Europa nos anos 2000, quando vimos os fabricantes europeus, em particular os alemães, já que o euro é no fundo o marco alemão, caírem no gosto popular. Agora que o euro está sendo defraudado, me pergunto quem será a próxima escola automobilística da vez. Suspeito que será a coreana.

      Não quero dizer, claro, que produto não importa. Não, é tudo que importa para a sobrevivência a longo prazo. Mas fabricar carros requer capital abundante, então acesso a ele é vital para grandes volumes. No entanto, reconhecendo a preferência humana pelo mínimo esforço, abundância de capital pode levar ao desleixo no produto. Penso que isto seja claro no exemplo americano, cujos carros nos anos 50 de fato eram os melhores do mundo, mas já nos anos 70 poderiam ser incluídos entre os piores. Por outro lado, os fabricantes japoneses, mesmo sem tanto capital, tinham produto de qualidade suficiente para compensar sua escassez de capital, cuja importância era secundária ao acesso a insumos. Portanto, inflacionar a moeda proporcionaria capital, mas também aumentaria o custo de insumos importados, vital para o Japão. Pena que o Japão não resistiu esta tentação e tem estado numa recessão de 20 anos.

      Enfim, as próximas décadas não serão nada como as décadas passadas. Pode ser interessante, pelo menos automobilisticamente.

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    2. É relevante dizer que enquanto os EUA tiverem posição de líder, não importa se é dolar ou ouro usado para reservas que esse acesso infinito a capital por inflação continuará. Só muda se é menos ou mais e no caso de um novo líder só muda de casa essa situação

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    3. O que está acontecendo é que os dólares recém criados não tem saído dos EUA para engordar reservas internacionais. Desde 2009, o banco central dos EUA tem comprado cerca de 2/3 da dívida pública americana (o mecanismo pelo qual dinheiro é criado, i.e., inflacionado). Ou seja, a inflação não tem sido exportada, mas usada para especular nos mercados pelos bancos participantes do sistema do Fed.

      Isto é mais ou menos o que o Brasil fez nos anos 70. Pareceu funcionar por um tempo, até chamamos seu efeito de "milagre econômico". Até que foi inevitável que a inflação do dinheiro passasse pelo mercado de capitais até o consumidor, resultando em inflação cada vez mais altas até, na década seguinte, chegar em hiperinflação.

      Ou seja, assim como no Brasil, o Fed vai destruir o dólar e os EUA vão experimentar inflação como nunca experimentou desde os anos 70. E ninguém quer manter suas reservas internacionais numa moeda em plena queda... Não vai ser um tropeço bonito de se ver, pois vai levar muitos países consigo.

      E, cá entre nós, na última vez que houve um colapso das moedas mais importantes, o mundo viu sua segunda guerra mundial. Então, o Fed, o Banco da Inglaterra, da França, da Alemanha, etc, fizeram de tudo para salvar os bancos, mas só conseguiram destruir suas respectivas moedas, economias e milhões de vidas. Deus nos livre da história se repetir de novo ou, como disse Mark Twain, rimar de novo, o que já seria ruim o suficiente.

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    4. Além da inflação teve o estouro de orçamento que esse jeitinho cobria, que depois virou divida quando parou de funcionar e que em certa medida pode acontecer de novo no Brasil se o crescimento parar

      Os EUA tem uma situação diferente onde dá pra fazer isso sem destruir o dólar, mas se perderem a liderança tudo o que você disse é muito provável de se tornar verdade

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    5. Caro Augustine,

      Estou torcendo de montão para que os EUA se recupere e continue líder mundial. Dos males o menor, você não acha?

      Você já imaginou se a China ou mesmo a Rússia assumam a liderança mundial?

      Ok, eu sei que os irmãos do norte, assim como os do sul, quase eliminaram seus indígenas, mas o que dizer de países que trucidaram o próprio povo?

      Sem ironia, por favor, mas o que ainda o faz ficar por lá?


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    6. Que pergunta, CCN! Neguinho pode até pregar o "Minha terra tem palmeiras onde canta o sabiá / As aves que aqui gorjeiam não gorjeiam como lá", mas não é bobo.

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    7. O que me faz ficar por aqui? Facil: a criminalidade. Seria mais seguro ir para Bagda do que de voltar para a grande Sao Paulo.

      O que queria ver, sim, e varios paises se equipararem, como era ate o seculo XIX. Guerras eram ate entao mais limitadas a um par de paises e nao mundiais como veio a acontecer no seculo XX. Depois, as diferencas economicas entre paises era muito menor quando o ouro era a reserva internacional do que hoje quando a moeda de um pais e usada para reservas internacionais.

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    8. São Paulo acabou, logo fica pior que o Rio pois a violencia está na cidade toda e não só em alguns bairros

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  32. CSS
    Criticar a localização do tanque do Chevette, só mesmo quem estava por fora do assunto. É um local absolutamente seguro e há divisória de aço entre encosto do banco e porta-malas.

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    1. Bob, até hoje tenho a localização do tanque do Chevette como referência na questão da segurança: de "pé" e centralizado atrás do banco traseiro. Seria necessária uma pancada muito forte na traseira ou em qualquer das laterais em sua altura, para que fosse atingido e pudesse ser danificado. E não me parece que haja nenhum problema técnico para que uma infinidade de carros de hoje tivessem seus tanques posicionados assim, exceto um: a perda da possibilidade do rebatimento do encosto do banco traseiro, coisa que o Chevette não tinha.
      Abraço.

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  33. Mr. Car
    Até aparecer o Chevette os carros tinham o tanque na extremidade traseira, o Passat inclusive. Atrás do banco era o lugar mais seguro então. Hoje está melhor, antes do eixo traseiro, e como você disse, possibilita ter o encosto do banco rebatível impossível no Chevette. Por falar nisso, lembra-se desse post,http://autoentusiastas.blogspot.com.br/2010/11/autonomia-estendida.html ?

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    1. Sim, lembro do post, he, he! Ainda sobre os tanques: antes do eixo traseiro parece um lugar muito bom, mas não continuam expostos à uma eventual perfuração por algum objeto ou deformação por uma pancada? No Chevette, isto era impossível.

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  34. Mr. Car
    É, não existe ganha-ganha mesmo. Você tem razão quanto à invulnerabilidade do tanque do Chevette caso algum objeto na via pública seja atingido. Em compensação, numa colisão traseira muito forte o tanque antes do eixo traseiro tem menos chance de ser atingido, com a vantagem adicional de tornar mais baixo o centro de gravidade.

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    1. Pos é, também pensei no benefício do centro de gravidade, já a colisão traseira que atinja um tanque colocado de pé atrás do banco, tem que ser forte mesmo (mas acontece). Digamos que o tanque colocado antes do eixo traseiro venceu no fotochart, he, he!
      Até!

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  35. Totalmente off-topic, e totalmente "piração". Acho que só um autoentusiasta se preocuparia com isto, he, he! Seguinte: no começo da abertura do desenho "Speed Racer", o Speed entra no carro, dá a partida, e ouve-se o som de uma acelerada. Pois bem: sempre tive uma imensa curiosidade de saber qual carro da vida real emprestou seu ronco ao Mach 5. Acabo de ler no Wikipédia que é o de um V-12 da Ferrari usado na F-1 em 1966. Alguém sabia disto? Será que confere? Ou será que já naquela época o ronco para o desenho saiu de um computador?

    PS: Equipe "Autoentusiastas", publiquem se julgarem adequado publicar.
    Abraço.

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  36. A partir dos anos 80, quando jornalistas decidiram que reportar notícias era chato e que se tornarem agentes de propaganda ideológica para a mudança da sociedade segundo seus critérios era mais excitante, imprensa marrom virou a norma e imprensa honesta, a exceção.

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  37. Olá pessoal, eu assisti nos anos 2000 um especial do discovery channel, era uma semana falando sobre o tema, sobre segurança nos carros. Nesse especial deram exemplo que a ford ou gm tinham feito um automóvel que explodia ao ser albarroado por trás. E fiquei intrigado porque mesmo sabendo disso, nos calculos de lançamento do carro ja estava previsto as indenizações por morte por incendio. Estou tentando há anos descobrir qual especial é esse. Nas minhas pesquisas achei este blog, mostrando que a briga já vem de bem mais longe. Caramba, quero descobrir a verdade. Abs.

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