FLAGRANTES DA VIDA PAULISTANA



 Primeiro flagrante

"Façam o que eu digo, mas não façam o que  eu faço" seria a legenda perfeita para esta foto (acima) enviada ao AE por um leitor, que prefere não se identificar. A foto fala por si só.

Esse é um dos grandes problemas do Brasil hoje, o exemplo não vir de cima. A picape da CET tem número de ordem 0275.




Segundo flagrante

 Domingo (15) chuvoso na cidade. Até aí, normal. Na Rua Alvarenga, em Pinheiros, trânsito congestionado. O motivo está nos cones, o "caminho" feito para se andar de...bicicleta. Não havia ninguém pedalando nesta e em outras ruas próximas, muitas, inclusive, com acessos fechados.

Faltam à administração do trânsito da capital cabeças que pensem: quando está chovendo – inclusive os serviços de meteorologia vêm acertando muito bem as previsões – a operação Ciclofaixas de Lazer tem de ser suspensa, ou resultado é esse da foto.

Até parece punição a quem anda de automóvel ou então uma nova forma de sadismo, o oficial.

BS

36 comentários :

  1. Bob,

    Existe um blog apenas com fotos de infrações de trânsito chamado "Não respeito pedestres", que mostra a placa dos infratores.

    Vale a pena divulgar!

    http://cet1188.tumblr.com/

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  3. Vixe Bob, se prepara porque daqui a pouco esse post vai estar cheio de comentários te acusando de ser contra ciclismo, a favor de carros e da dependência ao petróleo, a favor da poluição e arauto do capeta.

    Mas concordo contigo. Quem vai querer andar de bicicleta na rua num dia de chuva? E mais: Sabendo que os congestionamentos aumentam com chuva, não faz sentido dedicar uma faixa para bicicletas, quem precisa delas são os carros.

    Quanto à CET, é impressionante a quantidade de fotos que eu vejo de carros de polícia, CET, DSV e afins parados em cima de faixas ou em vaga de deficiente/idoso.

    Isso aí não é só questão de exemplo não. É síndrome do pequeno poder. Vai reclamar com um policial parado na vaga de deficiente que ele ameaça te prender... Eles podem TUDO.

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  4. Podem tudo. Inclusive andar com as luzes ligadas sempre e arrastarem-se o mais devagar possível. Alguém me explica esses dois comportamentos tão disseminados entre a nossa polícia?

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  5. SergioCJr.22/10/11 16:54

    Não é ser contrário ao que o Bob diz, pois sempre gostei muito de suas colunas, e nem falar que ele é contra o ciclismo, mas, com todo respeito, temos que entender que vivemos em uma comunidade, onde todos têm direitos e deveres.

    E quem quiser, aos domingos, andar de bicicleta na chuva? Será que nós não podemos um dia da semana, apenas, ceder um pouco do nosso espaço aos outros?

    Essa cidade já é carente de lazer e civilidade, mas quem mais reclama dessa falta de bom senso e convivência moderna, é o que mais se indigna de, um dia de sua semana, ter de abdicar de um "direito" adquirido.

    Bob, quando nos sujeitamos a viver em sociedade, temos de ter em mente que muitas de nossas vontades e direitos serão suprimidos em favor do todo.

    Eu, até por ser, também, um apaixonado por moto, não vejo problema em andar de bicicleta na chuva e, muito menos, em ceder um pouco do meu espaço para que outras pessoas, em outros meios de transporte (bicicleta, patins, patinete ...) possa usufruir da via pública com um pouco mais de segurança aos fins de semana.

    Se for na sua linha de raciocínio Bob, seria a mesma coisa que eu falar que os carros deveriam ser proibidos de sair porque me atrapalham quando quero andar de moto em um dia de sol, ocupando o MEU espaço na via.

    Com todo respeito Bob, e espero que aceite como uma crítica construtiva, ultimamente você está intolerante com coisas que, em última análise, fazem parte do direito de outras pessoas, ou seja, as vezes parece que você encara a vida na sociedade como se somente você possuísse direitos... Ao menos, muitas vezes, é essa a impressão que sua escrita passa, que o que pode ser bom para os outros, mas não é para você, é inválido e deveria deixar de ser observado e praticado.

    Um exemplo que dou, salvo engano, já li uma coluna sua a respeito da proibição total de cigarros em restaurantes acabando com a divisão de fumantes e não fumantes.

    Aos que não fumam, o cheiro do cigarro é extremamente desagradável e, mesmo havendo divisão, conseguimos senti-lo, bem como a fumaça, que não observa barreiras, basta abrir uma porta ou janela que ela invade o ambiente.

    No entanto, pela sua ótica, ao menos que a você demonstra ultimamente, eu que estou incomodado com o cigarro é que deveria me retirar do ambiente, e não você que está incomodando com o fato de fumar e soltar fumaça no ar.

    Um grande abraço e, mais uma vez, não veja como uma crítica destrutiva, mas é que tenho notado que sua linha editorial tem mudado bastante da época em que eu lia 4 rodas e bestcars, analisando o fato apenas pela sua ótica e pelo que você entende ser o correto, sem analisar a ótica de quem usufrui do serviço, como no caso desta ciclofaixa... E quem quiser andar na chuva? mesmo que seja apenas uma pequena porcentagem?

    Sergio

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  6. Sergio
    Quem quiser poder passear de biciclera na chuva, mas o fato é que ninguém passeia, como domingo passado naquela rua e em todas em torno. Se ninguém sai à chuva para passear, então não há sentido em manter o esquema. Esse é o ponto.
    O espaço tem que ser compartilhado, jamais reservado para esse ou aquele grupo. Portanto, o que você disse sobre andar de motocicleta não tem nenhum sentido. Nào tenho moto hoje mas ja fui motociclista de todo-dia e jamais fiz questão de ter uma via só para mim.
    Não vou contra-argumentar o que você disse sobre cigarro, é inútil. Mas uma coisa é certa, o direito das minorias tem de ser respeitado. Isso passou a ser lei na Alemanha depois da II Segunda Guerra Mundial para que os tristes fatos relacionados às minorias nunca mais se repetissem.

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  7. De fato acho q esse é o ponto. Se ninguém usa, para que mantê-lo?
    Talvez mantê-lo em menores proporções, priorizando os carros.

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  8. Paulo Roberto,

    Ninguém treina, ninguém orienta, ninguém fiscaliza, ninguém se importa. Essa é a explicação.

    Lembrando que não só andam se arrastando como o fazem pela faixa da esquerda. Aparentemente a idéia é atrapalhar o máximo possível.

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  9. Alexandre - BH -22/10/11 19:31

    Belo Horizonte vive o “boom” das ciclovias. Tudo muito bonito, não fossem as aberrações que a prefeitura anda fazendo em nome do “politicamente correto”. Quem é daqui conhece a rua Piauí, na tumultuada área hospitalar. Via estreita de trânsito pesado, mão dupla, com estacionamento permitido em ambos os lados e agora com uma inexplicável ciclovia tomando o já reduzidíssimo espaço da pista. Nunca vi um ciclista passando por ali. Alguém está ganhando muito dinheiro com essas obras, só pode ser. Outro absurdo acontece na avenida Américo Vespúcio. Em cada sentido havia duas pistas já insuficientes nos horários de pico, faixa de estacionamento e calçada larga. Agora, depois da ciclovia (que acabou virando pista de cooper), a avenida foi transformada em simples viela justamente em seu trecho mais crítico, quando termina em afunilamento na entrada de um viaduto. O local ainda é disputado como estacionamento de quem frequenta uma faculdade, um batalhão da PM, um cemitério e a Rede Globo, sem falar nos pontos de ônibus e de táxi. E o estacionamento na pista esquerda, junto ao canteiro central, continua permitido! São as maravilhas da engenharia de tráfego. O detalhe é que as tais ciclovias são demarcadas por blocos de concreto, que até agora só serviram para causar acidentes. E ciclista que é bom, nada.

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  10. Tenho a impressão que a melhor alternativa para o trânsito de São Paulo é acabar com o CET e deixar o transito de São Paulo funcionando por conta propria, sem regulamentação.

    Preferivel não ter regulamentação do que ter normas e leis de eficácia duvidosa e eficiência arrecadatória...

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  11. Pois é, Alexandre-BH. No Rio, não é diferente. O débil-mental no comando da prefeitura está implantado faixas para ciclistas (não são ciclovias clássicas, que não ocupam o chamado leito carroçavel) em vias de extremo movimento de automóveis, na prática tornando-as mais estreitas, e piorando a situação do já caótico trânsito. Estes idiotas precisam enfiar na cabeça que o uso de bicicletas em grandes megalópolis, como meio de transporte diário, é inviável por várias razões. E para lazer, já existem as ciclovias, parques, praças, etc, onde se pode pedalar sem atrapalhar.

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  12. Alexandre - BH -22/10/11 20:19

    Mr. Car,

    Sem falar que Belo Horizonte tem "ótima" topografia para o uso da bicicleta como meio de transporte... Aqui se pratica mountain bike em plena área urbana, isso sim.

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  13. Concordo com o Daniel Shimomoto, a CET deveria ser extinta. Aliás, gostaria muito de saber o quanto esse órgão dito público custa aos contribuintes, além dos transtornos provocados por suas medidas equivocadas e de sua inoperância para corrigir o que de fato está errado.

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  14. Como sempre acontece, o ponto não é se andar de bicicleta é bom ou não, nem se devemos ser civilizados e conviver pacificamente. O ponto é o desmando da CET, que não se limita à ciclovia em dia de chuva, sendo esse apenas um exemplo.

    Rafael Machado: sim, eu sei que é por isso, foi mais uma pergunta retórica. Triste a conclusão, não?

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  15. mas qual será o treinamento que esses fiscais recebem pra ocupar a função? acho que isso influi mais do que o quanto eles ganham.
    no mínimo se corrige o problema um nível antes.
    vou citar o problema de cidades pequenas: quem é o chefe da guarda municipal, quem é o secretário ou diretor de trânsito? R: é amigo de um, parente de outro, comparsa de fulano, indicado pelo empreiteiro ciclano, indicado pelo financiador de campanha beltrano. Essa é a nossa democracia, aí, caimos na real e reclamamos do "marronzinho", o pilantra mais frágil da cadeia.

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  16. o cigarro do Bob é o Chaves do AE. A culpa é sempre do cigarro. Deixa o fino em paz!

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  17. Hoje eu vi uma cena pior ainda: eu parado no sinal e passa uma Blazer da Patran (Patrulha de Trânsito) da Polícia Militar de Minas Gerais, ao meu lado, furando o sinal na maior tranquilidade... ou seja: o sinal de pedestres aberto e quem deveria dar o exemplo fazendo um absurdo desses.
    E pela lentíssima velocidade que eles estavam com certeza não estavam se dirigindo a nenhum chamado/ocorrência.

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  18. Isso é fogo mesmo. Estacionar sobre calçadas então, é comum. O problema é que a imensa maioria destes fiscais são simples burocratas multadores. Não gostam, não entendem e não se importam com o trânsito.
    Quanto à ciclofaixa, neste dia de chuva comentei o mesmo com minha namorada, que a ciclovia estava vazia... Mas aqui ou ali tinha um ou outro andando.
    Por um lado, o abuso e egoísmo acaba sendo do ciclista, que exige um aparato e pistas para serem subtuilizadas. Mas, ao mesmo tempo... Será isso um problema tão grave?...

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  19. Fechar a faixa de Domingo pra ciclista não tem problema algum, daqui a pouco vão reclamar de fechar pra corrida São Silvestre... está chovendo? O que tem? Deixa a faixa lá, poxa, se alguém quiser usar a faixa não vai ser pego de surpresa.

    Já sobre o desrespeito às leis pelos fiscais, isso é um absurdo, outro dia postaram num site uma foto de um carro da PM do Paraná estacionado numa vaga para deficiente, já viu né.

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  20. Rafael Bruno24/10/11 11:41

    Era só o que faltava esse carro da CET ! Será que ele tomou multa?

    Acho um absurdo ter faixa de ciclovia na faria lima por exemplo. Você tem que dar uma P... volta por conta da faixa...provavelmente algum "pica grossa" deve morar por ali...ou põe em tudo ou em nada!

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  21. Um dos comentaristas falou em megalópole sem conhecer direito este conceito. Pois bem, megalópole não é sinônimo de metrópole. Enquanto a metrópole é a cidade com grande importância política, econômica, cultural, etc..., a megalópole é a proximidade de duas metrópoles. O exemplo brasileiro de megalópole é São Paulo-Rio de Janeiro.

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  22. Sempre andei de bicicleta e por um tempo em torno de 30 km por dia, mas neste domingo precisei pegar a Rodovia Raposo Tavares e me defrontei com a ciclovia que passa pela ponte da Cidade Universitaria e praça Panamericana. Devido o dia de sol a clicovia estavá lotada e devido a isto as meninas que ficam com a famosa bandeirinha não estavam conseguindo fazer os ciclistas pararem e o pios os onibus fechando o cruzamento da Pedroso com a praça e os dois marronzinhos desde por ordem na bagunça conversando e apreciando as moças que passavam pedalando de Shortinhos.
    Mas agora pergunto com uma USP,um Ibirapuera, Parque do Carmo, Vila Lobos e a ciclovia ao lado do Rio ainda é necessário fechar uma ponte e um entrocamento importante como o da Panamericana ??????

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  23. joão césar: não confunda lazer com transporte. Ciclovia é MEIO DE TRANSPORTE e deve ser respeitada. Ibirapuera e outros parques são equipamentos de lazer.

    infelizmente, porém, a prefeitura de são paulo é míope e elitista: ao invés de enfrentar a ideologia do automóvel e reservar faixas exclusivas para ônibus (prioridade máxima) e bicicletas, ela criou esta inútil ciclofaixa domingueira que só é utilizada pelas elites do butantã e do morumbi.

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  24. Anonimo mas o que estamos pondo em discussão aqui é lazer não transporte. e lazer libera a USP para os moradores do Butantã como era feito antigamente

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  25. João Cesar Colatrello, então o campus da zona oeste da Universidade de São Paulo (que coisa horrível esta de chamar a Cidade Universitária de USP. A USP é a universidade, o local em que ela está é o campus, assim com "s", é do latim) deve ser liberada só para quem mora no Butantã? Para quem mora em outras regiões da cidade não? A universidade não é local de lazer, é local de estudo. Se você deseja entrar lá, sugiro que preste Fuvest.

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  26. João Cesar, concordo parcialmente. A USP (ou campus "cidade universitária armando salles de oliveira", como que o anônimo aí de cima), em minha opinião, deveria ter a obrigação de abrir a todos os cidadãos para usar seus espaços públicos como equipamento de lazer.

    mas isto NÃO tem nada a ver com ciclovias. Ciclovia é MEIO DE TRANSPORTE.

    as prioridades para são paulo deveriam ser:

    1. metrô
    2. ônibus/vlt/sistemas de média capacidade
    3. bicicleta
    4. a pé
    5. carro

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  27. Velho da bengala de osso25/10/11 00:01

    Este papo que bicicleta devia ser prioridade para o trânsito em SP só pode ser coisa de gente que mora na Europa, ou em outros estados.
    Meu filho, vá ver o tamanho de SP e sua topografia, veja o tamanho dos deslocamentos médios, veja o clima...
    Agora, metrô e ônibus sim podiam ser mais incentivados.

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  28. Anonimo, você parece ser um pouco inteligente, então quando se usa o termo Usp acredito que muitos sabem onde se trata,mas acho que você é bem detalista. pena que não seja para divulgar seu nome. Ou você foi registrado Anonimos com "S" do Latim da Silva .Abraço

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  29. João Cesar Colatrello, há mais de um campus da Universidade de São Paulo no município de São Paulo, daí a necessidade de localizar aquele sobre o qual queremos comentar. Sobre postar anôninmo, é a única mneira, pois não tenho conta no Google, blog e nem página na internet.

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  30. Com licensa vovô, mas seu engarrafamento ta no meu caminho pra pedalar até o trabalho, e de volta, e pra faculdade, e de volta.

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  31. Fibra moral é para poucos, discurso de merda é para qualquer um que comeu bosta a vida inteira, né Bob-osta ?

    http://nossoquintal.org/2009/09/04/e-preciso-carater-entrevista-com-enrique-penalosa-parte-1/

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  32. Anônimo das 13:21 do vovô, vai tomar no seu cú. Sua pedancia escrota tá no meio do NOSSO espaço

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  33. Anônimo das 22:15 do dia 26/10/11, aqui não é lugar para se expressar desta forma. E tem mais, monossílabos tônicos terminados em "u" não são acentuados.

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  34. Anônimo do bom português das 22:15: pouco me interessa se tem ou não acento, palavrão não é nenhuma formalidade.

    A mensagem foi dada de qualquer forma. Esse pessoal ciclista militante extremista contra tudo que não for do jeito deles enche demais e não se toca quando invade o espaço dos outros. Quem sabe serviu para se tocarem.

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  35. Anônimo das 20:41 do dia 27/10/11, muito valente você em escrever palavrões em nosso espaço. Pessoalmente também? Se for, pode deixar o seu endereço.

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