À PROVA DE...

Recentemente se tem falado muito sobre os casos de travamento de pedal do acelerador. Para saber se realmente travam ou não já tem muita gente investigando lá nos Estados Unidos. E estão demorando para concluir algo. Essa discussão vai longe. No meu ponto de vista vai longe porque pessoas cometem erros. Mas no entanto não gostam de assumir isso ou nem sabem disso.
Embora dirigir pareça uma operação bem fácil para os mais habilidosos e até uma ação automática para os que tem mais prática, nem todas as pessoas tem o mesmo nível de aptidão ou estão sempre em condições físicas e mentais favoráveis. Sinceramente eu acho que acontecem poucos acidentes perto do potencial oferecido pela probabilidade de erros humanos. São 60 milhões de novos carros nas ruas todos os anos. Nas mãos de todos os tipos de pessoas, desde os jovens recém-habilitados a idosos habilitados há 40, 50 anos. E tudo que tem aí no meio.
Uma das coisas mais absurdas e amedrontadoras para mim é dirigir numa estrada de mão dupla a 60, 70, 80 ou 100 km/h. Um leve descuido ao pegar um objeto no porta-luvas, por exemplo, pode levar a uma colisão frontal. É não é apenas uma questão de ser prudente ou não.
O acidente da foto tinha acabado de acontecer quando passei no local. Para a maioria das pessoas é difícil de entender como pode uma coisa assim acontecer. Tenho certeza que não foi aceleração espontânea ou acelerador travado. É incompetência mesmo. Ou um surto momentâneo de incompetência. Será que daria para inventar um jeito de dirigir a prova de incompetentes?
PK

15 comentários :

  1. É por isso que eu aguardo ansiosamente o dia que a Skynet dominar o mundo e tomar o controle da situção. Somente quando as maquinas dominarem o mundo é que a coisa vai se ajeitar.

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  2. O caso foi nos EUA. Lá só há carros automáticos. Lá o automóvel é necessidade e não objeto de enfeite, usa-se sem dó como diria a VW. Lá dirige do adolescente (alguns estados) passando pelo deficiente de maior necessidada, ao ancião.

    Isso posto. Os carros velhos (não confunir com antigos, um carro de 2 anos já pode ser velho de fato) ficam completamente imprecisos na alavanca de posições (seja no console, painel ou coluna de direção). É a coisa mais que comum por aquelas bandas - principalmente no vai e vem de manobras - uma barbeiragem acontecer. Ninguém é perfeito.

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  3. Eu sugiro da próxima vez você vir passar férias na Europa, por várias razões:

    - os carros são infinitamente melhores, apenas não temos Hollywood e toda a indústria do melhor marketing do mundo do nosso lado.

    - os motoristas são bem mais preparados. Mas às vezes algum americano de férias ou um jogador de futebol brasileiro faz alguma trapalhada.

    - as regras de trânsito são muito mais lógicas.

    - para quem curti velocidade em absoluto - o que não faz muito sentido - temos autoestradas sem limite de velocidade.

    - para quem curti velocidade relativa ao meio, temos ótimas estradas sinuosas. E é feito vista grossa com o limite de velocidade, desde que se dirija corretamente.

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  4. "Uma das coisas mais absurdas e amedrontadoras para mim é dirigir numa estrada de mão dupla a 60, 70, 80 ou 100 km/h. Um leve descuido ao pegar um objeto no porta luvas, por exemplo, pode levar a uma colisão frontal. É não é apenas uma questão de ser prudente ou não."

    Pegar objetos no porta luvas, a até 100 km/h numa estrada de mão dupla não é imprudência?

    Não entendi.

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  5. Mister Fórmula Finesse03/08/10 08:04

    PK, li certa vez que dentro de um trajeto médio, sofremos riscos em número médio de 4.000 (!!!) vezes...que é mais ou menos o total de carros que cruzam em sentido contrário ao nosso; cada um, um risco em potencial.


    abraço!

    P.s: Mas que mimo esse Focus SW não??

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  6. Tenho reparado que muitos tapetes dos veículos são mal dimensionados e causam trevamento de pedais tanhto de aceleração quanto de embreagem ou freio.

    Os designers deveriam melhorar esses tapetes...

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  7. Andamos fechados em gaiolas de aço e vidro, de uma ou mais tonelada de massa, com cerca de 70 litros de liquido facilmente inflamável á velocidades de 60, 70, 100 e muitos mais Km/hora sobre 4 miseros pontos tangenciais e ainda nos sentimos felizes e realizados. Isto sim é imprudência.

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  8. Muitas vezes as pessoas se esquecem de acionar os freios de mao e os automaticos continuam andando... Nos Eua ha muitas, mas muitas pessoas idosas dirigindo. Descer do caro sem desliga-lo ou acionar o freio de mao acabam tornando esse tipo de acidente realativamente comum.
    Aqui no Brasil tive a infelicidade de ter um Audi batido num lava rapido pois o "motorista" esqueceu de fear e manteve o carro funcionando com o cambio em D , por sorte ninguem se feriu ...

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  9. Bera Silva03/08/10 12:35

    PK, gostaria de pedir se é possível uma matéria sobre o bê-a-bá da utilização de transmissões automáticas. Como utilizar em aclives, como obter economia ou rapidez, pra quê serve o "low", "D", "high", etc. Eu dirigi um "automático" uma vez e não foi uma experiência prazerosa, mas antes de "excomungar" o conversor de torque e as planetárias, eles precisam de um julgamento justo.
    PS.: O Bitu fez um post sobre acelerações com transmissões automáticas.
    Obrigado.

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  10. Se a pessoa não consegue dirigir um carro automático sem barbeirar desse jeito não deveria sequer ter carta. Todo mundo está sujeito a falhar mas existem coisas imperdoáveis: e se tivesse alguém lá na frente, teria sido atropelado?

    Isso é incompetência, simples e pura, e pelo fato descrito não é só aqui no nosso país que acontece isso, lá fora nos ditos "desenvolvidos" também.

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  11. Segundo a Volvo, em 2020 estaremos num ponto em que através de comunicação entre os veículos e as estradas, não ocorreram mais acidentes. Tomara...

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  12. Carro à prova de "asno" volante é praticamente impossível de se fabricar, pois sempre haverá algum risco envolvido se o dito cujo atrás do volante fazer besteira. Por mais automação e integração que se faça, sempre há o risco de algum elo da corrente falhar e abrir possibilidade a acidente.

    Porém, é impressionante e antagônico como os acidentes são simples de se evitar. Bastaria que todos dirigissem com prudência. Mas justamente aí que o bicho pega, sempre existem vários cabeças de pudim prontos a fazer bobagens...

    Em estradas de mão dupla, não me preocupo tanto com besteiras que eu poderia fazer, visto que essas são totalmente controláveis de minha parte. O problema são os veículos em sentido contrário, sobre os quais não exerço controle algum. Confesso que nunca me sinto à vontade em estradas de mão dupla, a tensão ao volante é sempre acima daquela que eu gostaria...

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  13. Tá certo, Olivier...vamos passar as férias na Europa, onde as pessoas são simpáticas e agradáveis (principalmente na França), onde há hotéis que inteligentemente só ligam o ar condicionado no verão, onde é fácil conseguir vagas para estacionar, onde os pedágios são baratinhos (principalmente na França), onde as estradas não têm limites de velocidade (mas só em alguns poucos trechos, geralmente congestionados, na Alemanha). Ora, faça-me o favor...

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  14. PK
    No dia 17 de dezembro p.v. completo 50 anos de habilitado. Um mês e três dias antes, terei 68 anos. Idoso... [:-( Até já peguei meu cartão de idoso para estacionar nas vagas para idosos...Mas espero ser como o Paul Frère, que faleceu aos 91 anos trabalhando como jornalista de teste no Road & Track (ou Car and Driver, não tenho certeza).

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  15. ChallengerMan12/08/10 17:55

    Anônimo aí de cima, sem querer alfinetá-lo, mas já alfinetando, onde você mora?

    Está elogiando os EUA? É um pé nos "países baixos" dirigir por lá.

    De um modo geral, é infinitamente mais prazeroso dirigir na Europa que nos EUA.

    Quer um exemplo positivo? Eu não presenciei um engarrafamento sequer em Madrid.

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