KOMBI E CLASSIC: DOIS CARROS, QUATRO OPINIÕES

Discutia dia desses com o Marco Antônio a situação do Chevrolet Classic e da Volkswagen Kombi no mercado, e cada um defendia um dos modelos como sendo melhor que o outro, apesar de serem incomparáveis.

Uma conversa não muito entusiástica, mas interessante mesmo assim.

O Chevrolet Classic é um vitorioso, mesmo tendo sido rebatizado pela mãe. Perdeu seu nome de verdade, Corsa sedã, para o sucessor que é produzido desde 2002 no Brasil. Mudou de posicionamento, de sedã pequeno com bons itens de conforto e conveniência e razoável luxo, para um básico quase tão simples quanto um Celta, mas mesmo assim dos mais desejados, principalmente por dois motivos: mecânica antiga e de fácil manutenção e um porta-malas de ótimo volume para o tamanho externo do carro: 390 litros.
 
É um bom automóvel, apesar  de não ser memorável em nenhum aspecto. Tem seus problemas como qualquer outro.

Além de um desenho externo e interno antigos, apesar do recente face-lift, destaco como o pior de todos a suspensão dianteira molóide como uma gelatina quente. Além disso, os engates de primeira marcha e de ré são inconstantes. Num dia, bons, no outro, ruins. Já sofri com isso por um tempo e levava o carro, no período de garantia, para ter a regulagem do mecanismo da alavanca refeita. Essa regulagem durava mais ou menos uma meia hora em trânsito citadino. Logo depois ficava ruim de novo. Com o fim da garantia, desisti, e passamos para outro produto, e outra marca.

Classic 2011 - foto GM do Brasil
Kombi é algo de aceitação fácil ou difícil, dependendo do ponto de vista. Fácil se julgarmos como um veículo de transporte apenas. É simples ao extremo, tem pouca coisa para quebrar, espaço interno gigantesco, milhares pelas ruas, que garantem peças baratas nos consertos, em suma, um carro de fácil convivência.

O que não é fácil é aceitá-la no contexto atual de segurança. Deve ser o carro de carroceria fechada mais perigoso do mundo para os ocupantes. Nem precisa de muita imaginação para visualizar uma Kombi batendo em um poste, um caminhão, ou uma parede. E lhes digo com lembranças rememoradas: andei dois dias inteiros com uma, há cerca de dois anos, junto com o Hans Jartoft, o Paulo Keller e o sumido Bill Egan.  É arrepiante. Um bungee jump automobilístico.

De positivo, fui surpreendido pelo o motor 1,4-litro refrigerado a água, de 80 cv no álcool. Desloca o "pão de forma" muito bem, e melhor que isso, a acessibilidade mecânica é excepcional, com o empacotamento do motor pensado para que qualquer conserto seja feito o mais rápido possível. Ideal para um veículo de trabalho, que deve gerar receita.
Duas tampas para um motor. Foto: Hans Jartoft

Triste mesmo são a direção, a falta de precisão dos engates das marchas, e menos, os freios. O carro era quase novo, e a folga no volante, uma característica presente a todo instante. Andar em estrada, uma brincadeira boa. A folga que leva o carro a querer sempre andar em outra faixa de rolamento, mais a carroceria flutuante com velocidades acima de 100 km/h, que vai levantando levemente a dianteira, mesmo com a traseira plantada nas retas, ruídos incríveis de vento, motor e outros que nem sei de onde vinham, criam uma atmosfera de segurança contra o sono do motorista. É impossível cochilar dirigindo aquilo.

Curvas é melhor não comentar. Pelo centro de gravidade mais alto devido ao motor de quatro cilindros em linha, o que se dizia da estabilidade do modelo "a ar" não é mais verdade. O motor boxer faz falta na hora de curvar. A Kombi atual requer mais atenção que os modelos antigos.

Não dá, porém, para aceitar o preço de mais de R$ 47 mil reais para um produto que já teve todos os seus investimentos pagos há tanto tempo. Prova viva de que o preço dos carros é feito por quem os compra, não por quem os fabrica. E um desembaçador traseiro custa mais R$ 210,00. Hilário.

JJ


Não sei por que o JJ tem certo carinho pelo Classic. Nunca gostei do Corsa original, nem quando em seu lançamento causou um frenesi de procura, e o fez acabar na capa da revista Veja. Talvez seja porque àquela época fosse um Chevetteiro juramentado, e andava com uma das últimas picapes Chevy 500, o meu quarto Chevette comprado zero-km ou quase, e a troca daquele carrinho esporte disfarçado de carro pequeno pelo Corsa me deixou revoltado.
Capa de revista: o Corsa no lançamento

Hoje já entendo melhor a troca. O Corsa foi uma evolução imensa em civilidade; era mais econômico, suave e confiável de motor, tinha mais espaço interno, melhor isolação de ruídos, mais conforto ao rodar. E era totalmente benigno em seu comportamento. Mas naquela época NADA disso me importava; o Chevette era mais veloz, impaciente e intratável; fazia curvas atravessado em contra-esterço, era barulhento e vibrador, mas macho pacas. É óbvio que a maioria da população não poderia entender sua melhor distribuição de peso, a incrível rigidez da carroceria localizando exatamente tudo, as suas suspensões bem acertadas para andar como o diabo gosta. É óbvio que o Corsa era o futuro e o Chevette, o passado. Mas na época chorei sua passagem e imediatamente odiei o novo e pequeno Chevrolet.

E hoje? O carro foi muitas coisas em sua longa vida, mas hoje é apenas algo barato. Não é como o Uno de verdade (aquele chamado de Mille hoje), um marco de ocupação de espaço interno e aerodinâmica, um carro que se mantém vivo porque é excelente e barato. O Corsa, hoje Classic, é apenas barato. Sinceramente, sempre achei um carro deprimente, sem nenhuma característica memorável sequer. Como um prato de arroz com feijão e bife de bandejão: tem tudo o necessário para a sobrevivência do corpo, mas nada que fale a alma e torne a refeição algo a ser lembrado.

E o que falar da Kombi? O fato de que o JJ tem medinho de andar numa apenas prova que ele devia se retirar a um convento sem nunca sair do claustro. Se Fangio sobreviveu uma vida inteira andando no que andou às velocidades que ele andou, ter medo de andar de Kombi é um sacrilégio. E como disse muito bem meu amigo Cruvinel, para isto é que existe a escolha pessoal: se você compartilha do medo do JJ (que brincadeiras a parte, faz sentido) apenas não ande de Kombi. Mas não me impeça de fazê-lo!

A Kombi, como o Mille, é um carro sensacional porque se concentra no básico, na definição do automóvel: uma máquina de transporte. É um dos veículos mais incríveis que existe, carregando seu próprio peso (1 tonelada) ou 9 pessoas com economia, velocidade e confiabilidade perfeitas. E ao contrário da crença popular, tem uma estabilidade muito boa para o tipo de veículo que é. Ou pelo menos tinha na versão refrigerada a ar; não andei na atual. Todas as vans atuais do mesmo tipo são menos eficientes. Mais pesadas, menos ágeis, maiores para o mesmo espaço interno. E sobre segurança passiva, bem... Eu também não queria estar num acidente com uma das mais modernas, nem num ônibus, já que estamos falando disso.

A Kombi é ágil e leve, mas é uma besta de carga também. E o melhor: é divertida, diferente. Dentro dela, com todas aquelas fileiras de bancos-sofás, e sendo o carro claro e iluminado lá dentro, se você enchê-la com a família ou amigos, invariavelmente ela fica parecida com um almoço de domingo: muita conversa, risadas, alegria, brigas e crianças chorando.
Exatamente como a vida deve ser.

MAO
Um carro para mil usos. Foto: Paulo Keller

35 comentários :

  1. JJ/MAO
    A folga de volante comentada é mesmo uma coisa impressionante. Não é da caixa de direção, mas de todo o barramento, do braço Pitman às rodas. Colocando-se o veículo num elevador de prancha, para que as rodas não fiquem no ar, e oscilando levemente o volante,nota-se que o braço Pitman, que sai da caixa, acompanha o volante, mas as rodas não. Confesso que nunca vi isso. Outra falta imperdoável é a direção da Kombi não ter assistência alguma.

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  2. Eu não compraria o Classic, mas não acho que seja um mau automóvel. Numa viagem que fiz pela Argentina há alguns anos, aluguei esse modelo em várias localidades do país e fiquei satisfeito. E ao contrário do JJ, não achei a suspensão dianteira mole demais. Andando por estradas bem ruinzinhas na província de Salta, a robustez do carro me impressionou. Acho que por isso é que ele vem conquistando espaço junto aos consumidores de primeira motorização que querem um carro confiável para o trabalho, e que até bem pouco tempo atrás só tinham olhos para o Gol.

    Agora, que aquela gravatinha doirada de tamanho descomunal na traseira do carro é uma das coisas mais cafonas que existem, disso eu não tenho dúvida.

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  3. Francisco V.G.21/08/10 19:39

    JJ
    Com relação ao Corsa Classic apenas concordo com o fato da suspensão dianteira estar mau acertada, já em relação à alavanca de câmbio, sinto muito, azar, pois em 14 anos de convivência com essa família de veículos nunca tive esse dissabor. Da Kombi, o único que posso dizer são as lembranças daqueles modelos com motor 1200 e 1500, para-brisas em duas peças com aquela coluninha central e das bagunças lá dentro no caminho para a escola, isso lá no início dos anos 70. Hoje esse carro é inconcebível.
    MAO
    Apenas concordo com a diversão de se "pilotar" um Chevette, de resto, necas. Outra coisa, só para lembrar: Cadê o post do Celta?

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  4. Caro MAO,

    Vc como chevetteiro por duas vezes já escreveu que o chevette possui o motor vibrador, acredito que vc esteja relacionando à aspereza. Mas, mesmo o maior motor(1.600cm³)possui curso de 75,7mm, ou seja, não é um curso elevado que causasse má r/l(acredito). Tive experiência com o 1.6/S há muito tempo e não guardo parâmetros nesse sentido, apenas sei que o motor é muito ruidoso de médias rotações para cima em todos os motores da linha. O junior de 1,0l o próprio Bob à época o testou e disse que o motor era suave de funcionamento, apesar de bastante ruidoso. Talvez questão de isolamento acústico e de coxins? Na época as publicações que testaram o 1.6/S e nunca mencionaram funcionamento áspero. Vc o acha vibrador e áspero ou confunde com o ruído incômodo em altas rpms?Abraço

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  5. Discordo em relação ao Classic.Meu pai tinha um, e era um carrinho fantástico, tinha bom acabamento interno e andava bem para um 1.0, meu pai fala até hoje que só o vendeu pois ele já não andava tão bem com dois marmanjos atrás, mas se fosse 1.6...

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  6. Eu ainda comprarei uma Kombi. Mas quero a do modelo corujinha, com para-brisas dividido. E um dos meus sonhos de carro antigo, pra passear com a filhota. Agora o Classic eu achava ate que atraente, mesmo com o peso da idade do desenho, do projeto, mas a 10, 12 anos atras eu o achava um belíssimo carro, inclusive o GLS. Agora esse modelo chinês acabou com o carro, provando mais uma vez que a estratégia da GMB é muito estranha e burra, com seus projetos da década de 90, inicio de 2000. Márcio musciacchio

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  7. JJ e MAO,
    Muito legal este formato, parabéns pela idéia, espero ler outros posts assim daqui pra frente.

    FVG, como assim inconcebível?

    O veículo há mais tempo em produção da história automobilística ainda é o melhor negócio para carregar até 1 ton, não?

    Porra, mas confesso que eu não imaginava que a Kombi custa tudo isso, 47 paus!?!?!?!

    De qualquer forma, eu acho muito divertido dirigir o pão de forma, é diferente e emocionante! Apesar do perigo, tem gente que não faz nem idéia do que uma Kombi faz... ahahaha

    E as lembranças... da bagunça na Kombi, das tias chatas das Kombis, do motorista ranzinza ou do outro que era legal e colocava na 97 Rock! hahaha... eu causava dentro das Kombis escolares, teve até caso de uma tia que falou para minha mãe, que não seria mais possível me levar... hahaha... puuutz, como eu dei trabalho pra coroa, ela merece tudo que eu puder fazer até o fim da minha vida e um mais pouco!

    Abs

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  8. Já tive um corsa sedan (atual classic) na sua versão completinha, ano 2000 a fabricação. Sempre foi um carro excelente, nunca nos deixou na mão, era honesto, simplesmnete honesto. Se ele sobrevive até hoje não é só pelo preço, é pq o consumidor GM ainda não aceita pagar caro num Celta com bunda ou num Agile que tem frente de caminhão.

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  9. Fábio,
    exato, o preço está no site da Volkswagen, pode conferir.

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  10. Bob,
    bem lembrado, o peso da direção não é de brincadeira. Um bom exercício para o corpo.

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  12. Dispensaveis, os dois.
    A Kombi deveria custar no maximo 25 mil.

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  13. A Kombi é o maior reflexo do descaso da VWB para com o consumidor brasileiro.
    Já temos a 5ª geração da Transporter na Europa e aqui essa "bixeira" cara e anacrônica.

    O Classic perde em modernidade até para o equivalente chinês.

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  14. JJ e MAO

    Eu levei um susto quando andei pela primeira vez na Kombi refrigerada a água, no final de 2006. Eu (que não sou leve) e mais uns 7 ou 8 jornalistas dentro da pista do Centro Técnico Aeroespacial: uma forte puxada (para uma Kombi) e um silêncio absurdo, inédito.

    Eu compraria uma se tivesse uma versão com direção hidráulica, quinta marcha e motor de 2 litros. Do jeito que é oferecida não faço questão de tê-la.

    Quanto à segurança, tudo nessa vida é relativo: há pessoas que querem um carro com 50 airbags, mas não hesitam na hora de montar em uma motocicleta.

    Concordo quando dizem que o paranóico vive mais, só que eu simplesmente não tenho saco para ficar calculando riscos. Prefiro me divertir com a Kombi cheia de amigos, passeio de farofeiro no litoral...

    FB

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  15. "Se Fangio sobreviveu uma vida inteira andando no que andou às velocidades que ele andou, ter medo de andar de Kombi é um sacrilégio." Essa frase foi sensacional!
    Nunca dirigi uma Kombi, mas confesso que não é de hoje que o antiquado utilitário desperta a minha curiosidade. Ainda hei de pilotá-la, nem que eu tenha que gastar meus cobres alugando uma.

    Quanto ao Classic (bem como o Celta), sua dirigibilidade sempre me pareceu excepcionalmente ruim. O volante tem resposta pouco precisa, o motor era excessivamente fraco até 2002, o acionamento do câmbio é nojento, os pedais têm acionamento mole e a suspensão fica devendo em precisão de funcionamento. Numa palavra, um carrinho "esponjoso". Que, para completar, oferece uma posição de dirigir sofrível.

    Me admira que isso não fosse evidenciado nos testes feitos pela imprensa especializada lá no tempo em que ele respondia pela alcunha de "Corsa", ainda mais porque ele competia diretamente com a primeira geração do Fiesta nacional - carro que, para mim, é uma delícia de dirigir.

    Mas me parece fácil de compreender a boa aceitação pelo mercado: seu visual é discreto e de fácil aceitação, a carroceria possui três volumes ("dá status", vai entender...), a desvalorização é baixa, a mecânica é de concepção antiga (por algum estranho motivo isso parece ser muito valorizado pelo público em geral), a concorrência é limitada (basicamente, Siena e Logan) e, acima de tudo, está disponível em qualquer revenda GM nas cores preto e prata, à escolha do freguês...

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  16. Sobre a Kombi lembro de alguns anos em que andei procurando uma van pra fazer transporte de passageiros particular em São Paulo.

    Fazendo as contas de seguro, consumo de combustível, manutenção geral, tributos e juros, no final a diferença de preços entre uma Kombi e uma Ducato 15 se pagava em 14 meses (descontando já o pro labore). Não deu outra: Ducato.

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  17. Sempre gostei das suspensões do Corsa (até 2002). Resistentes, macias na medida (para um carro que não tem estabilizadores) e simples, eram bem superiores às dos concorrentes.

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  18. Acho que o grande problema da Kombi, aquí no caso, é que as pessoas estão esquecendo o PROPÓSITO da Kombi: hoje em dia ela não é um veículo de PASSEIO, mas um de CARGA. Arrumem outro veículo com as diemsões dela, que transporte o seu próprio peso em carga, e que (dentro da realidade de tabela de preços brasileira) possa custar menos de 50 mil, que a Kombi estará automaticamente condenada ao museu. Os Ducato JTDi e os Transit com ABS e controle de estabilidade da vida são ótimos, mas você vai conseguir assistência técnica para eles em Roraima? No Mato Grosso (descontando 3 ou 4 cidades maiores)? Não. É o motivo da S-10 continuar vendendo bem, em SP. PR, RJ e MG a concorrência já dominou o mercado faz tempo, mas fora dos grandes centros você precisa de uma grande rede de assistência, com mecânica simples para onde não houver autorizadas.
    Quanto ao Classic, dedico-lhe aquela música do Bloodhound Gang "The Roof is on Fire". Inadmissível um carro onde ao se engatar a 2ª ou 4ª marchas o seu cotovelo bata no encosto do banco do passageiro. Deve ser bom para pessoas baixinhas, para meu 1,83m e 105 kg, simplesmente não serve. Pior que uma cueca apertada.

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  19. Quanto ao Classic também penso que o último restyling chinês mudou pra pior, inclusive acho que está no mesmo nível do Logan renovado.

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  20. Bom... chega de falar destes "carros", já que está em pauta um pequeno sedan, que tal alguém aqui postar algo sobre o New Fiesta? Aliás, New? Por que não Nuevo, combinaria mais com Fiesta...

    Abs

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  21. Eu ensino embaixo de tudo o que o MAO disse. Eu também adoro Chevettes, mas vou me ater ao tópico.
    A Kombi, com tudo o que tem de antiquado, nunca deixou de ser um veículo versatilíssimo e muito eficiente. As qualidades da Kombi são tão grandes que fazem com que seus graves defeitos de segurança sejam deixados de lado. Não me surpreenderei se a VWB investir para que esta velha senhora consiga se adequar às novas normas de segurança e permaneça no mercado, na forma como a conhecemos, por ainda muito tempo.

    O Classic - e toda essa geração do Corsa - sempre foi um carro pelo qual senti repulsa. Quando foi lançado, mesmo sem ter nada de excepcional, tinha um preço que chegava próximo ao do Kadett, tudo por conta de um ágio desmotivado. O Uno, projeto dez anos mais velho, sempre ofereceu melhores habitabilidade, ergonomia, preço e comportamento dinâmico. O Corsa e seu sucessor Classic sempre padeceram de habitáculo exíguo, volante torto, câmbio de engates pastosos e estabilidade sofrível. Em seu favor, linhas bem resolvidas e mecânica simples e durável (salvo alguns problemas nos 16 válvulas e nos VHC). Por sinal, considerava as linhas do Classic (assim como da atual Kombi e do Uno antes da reforma de 2005) absolutamente equlibradas e coerentes; a adoção do visual do Sail chinês apenas emporcalhou um desenho que era quase atemporal Melhor teria sido que a GMB mantiv esse as linhas antigas e melhorasse o interior do carro (aliás, acho o mesmo em relação à reforma do Uno em 2005). Mas, de todo modo, jamais compraria um Classic. O Logan custa o mesmo e oferece muito mais - inclusive um lugar para alguém como eu, com 1,80 m, colocar o pé esquerdo enquanto não estou trocando a marcha de um Corsa...

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  22. Nossa!!! Adorei o comentário sobre o Chevette!!!

    ..Bicho "ruim" mesmo!!! Nervoso!!!
    ..tenho saudades do meu SL 88 "green devil", com carburação dupla pra brincar um pouco...e pneus novos na traseira, pra sair como o diabo gosta mesmo!!!

    Mas tive um corsa sedan(só corsa, não classic) 2001 azul armador...carro lindo, reluzente...macio, confortável...Era o xodó da família...
    Daí veio o Celta, mais novo, diferente...pequenino!!!

    Estou com meu Celta (populife) 2005 desde novo...nunca encostei o carro pra nada...só revisões...

    Enfim, ainda sinto falta do Chevette!!! Chevrolet, sempre!!!

    Abraço á todos!!...

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  23. Sabendo usar e respeitar suas características, qualquer carro atende seu proprietário/usuário...

    Tenho uma Kombi Corujinha 74 Vermelha e Branca versão Luxo e posso dizer que é sensacional dirigi-la por aí, seja com os amigos pela cidade, ou numa viagem curta aos finais de semana, com a família.

    Tenho 1,98m de altura, e a única coisa que me incomoda nela, é o fato de eu não enxergar os semáforos ou placas quando se aproximam, me obrigando a baixar a cabeça pra frente para compensar a altura dos diminutos vidros dianteiros.

    Como foi dito antes, a Kombi tem o seu propósito específico, e se alguém quer conforto ou desempenho, que compre um Jetta/Passat (parafraseando a propaganda da época do lançamento do Fusca Itamar)

    Mas eu não vejo a hora de comprar uma Kombi "moderna" para fazer parte da família!!!!

    Abs

    AB

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  24. Bob, excelente...o último parágrafo relatou muito bem o que é andar de Kombi...é moderno, mas faz a mente viajar no tempo. Porém, seus problemas clássicos e falta de acessórios, mesmo que corrigidos devidamente pela VW, jamais justificariam o preço "ridículo" imposto à nós.
    o classic novo, ate dá vontade, pelo preço, apenas...nem que fosse 1.8, rs...parabéns

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  25. Trocou o Classic no quê?

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  26. ANônimo das 23:44,
    Classic com 1 ano de uso por Focus com 2.

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  27. FCardoso,
    descreveu bem o Classic.
    Valeu.

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  28. Paulo Levi,
    a carga de amortecedores do argentino deve ser diferente da do brasileiro.

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  29. Este comentário foi removido pelo autor.

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  30. O Corsa argentino tem estabilizadores e amortecedores pressurizados à gás.

    Tive um Corsa Wind 96, foi meu primeiro carro. Com toda situação sentimental que envolve a compra do primeiro carro, os defeitos que existem no Corsa passaram um pouco despercebidos, até porque fiquei com ele apenas seis meses, até que foi roubado e peguei o Chevette do meu pai. Aí sim fui feliz.

    Lembro-me que no lançamento do Corsa, a retirada do Chevette das linhas de produção me deixou chateado também, o Chevette lá de casa está conosco desde 92, ele é 91, e foi comprado com 4000 km. É o xodó da família, todos adoram o "carro azul".

    A Kombi é, também em minha opinião, um carro que cumpre o seu papel de carro de carga. O pior do modelo, a segurança, só continua na situação que está porque não existe no país algum órgão ou mesmo alguma legislação específica para o assunto. A coisa aqui é tão mal administrada que eu acredito que a Kombi atual receba ABS e Airbag e continue em produção.

    Precisamos de algum órgão como nos EUA e Europa para que o consumidor tenha ciência do que está comprando, assim, o mercado se regulamenta sozinho.

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  31. Só dirigi uma Kombi "a ar" uma vez e achei tudo uma porcaria, embora continue achando o carro altamente simpático e divertido.

    Lembro que fiquei o tempo todo virando o volante esquerda/direita tentando manter a jaca em linha reta por causa da folga do volante que citaram no texto. E era um carro novo em boas condições.

    Ao partir com a Kombi, como havia um pequeno degrau no acostamento de terra para o asfalto, logo que a roda dianteira esquerda "mordeu" o degrau, a roda traseira ficou girando em falso no ar e o carro sem tração até que o pneu traseiro tocasse o asfalto e começasse a empurrar a Kombi adiante novamente.

    Tem também os detalhes dos pedais que precisam ser "pisados", o freio de mão estranhíssimo e a alavanca de câmbio de 1,5km.

    Mas não consigo lembrar de nenhum outro carro que seja tão legal pra passear com um monte de gente dentro.

    Quanto ao Classic atual, além de ter ficado horrendo com essa última mexida, a mim parece um mero meio de transporte, nada nele atrai.

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  32. Mister Fórmula Finesse23/08/10 11:23

    Guiei uma vez uma Kombi na vida, e as férias renumeradas que o volante tinha era a coisa que mais me chamaram a atenção...era melhor virar a direita para ela ir a esquerda (!!!!!!!!)

    mas eu adoraria andar na nova, com certeza...

    Dirigi o "novo" Classic segunda passada, a uma velocidade inédita para o prestativo que cedeu o carro (segundo ele), e posso afirmar que o carrinho amadureceu bem em relação aos Classic's de poucos anos antes, está bem mais na mão e com comandos mais civilizados. Foi uma agradável surpresa...ele pode divertir sim, basta um pouco de empenho.

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  33. A GM (geme) perdeu a noção de bom gosto, essa é a verdade.

    Os últimos "lançamentos" nacionais são lastimáveis. (CagÁgile e Classic)
    Na minha opinião, estes são os verdadeiros carros "anti-autoentusiastas" do mercado.

    AB

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  34. Deixem as pessoas se divertirem! E parem de proibir tudo!

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  35. Da primeira geração do Corsa que tivemos no mercado brasileiro, sem dúvida os anos 97 e 98 foram os melhores. Pena que tiveram uma variedade imensurável de cambios diferentes (diversas relações de marchas e diferencial totalmente sortidas).
    Foram os melhores tanto por acabamento como por durabilidade e dirigibilidade. Funcionavam como reloginhos!
    E quanto a essa gravatona na traseira dos "classic" atuais, é totalmente lamentável. Desproporcional é pouco para descrever.

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