PORSCHE TRAVEL CLUB


Foram dois dias inesquecíveis. Imagine pegar um 911 Carrera 4S na Porsche em Stuttgart e sair pelas autobahnen e pelas estradinhas secundárias da região do rio Mosel. Isso com mordomias como guia, ótimos restaurantes e hotéis já pré-escolhidos e contratados.

Isso é o que oferece a Porsche no seu site, através do Porsche Travel Club. A viagem é toda bem pensada, todos os mimos esperados estão presentes, como mala de viagem, bonés, crachás, gasolina, até garrafinhas de água mineral nos aguardavam no 911.


Tínhamos que chegar até 9:11am (muito engraçadinhos esses alemães), mas o grupo só partiu às 10:00, depois de um café da manhã de recepção e um briefing básico. O esquema era andar por pouco mais de 1 hora, parar pra necessidades eventuais e troca de pilotos, mais 1 hora e almoço. À tarde o mesmo se repetia.

Eram 2 grupos de 5, nos encontrávamos nos almoços e hotéis, mas seguíamos em 2 comboios. Configuração boa, sem esperas por algum atrasado por sinais fechados ou mesmo se perdendo por falta de contato visual. Como o guia fica passando instruções de tráfego à frente (quando ultrapassa alguém em estradinha de mão dupla), um grupo grande não teria agilidade para andar junto. Os grupos foram divididos meio ao acaso, aparentemente por faixa etária. Ficaram 3 casais (2 de alemães e 1 de americanos do Alaska) mais uma dupla de amigos alemães em um grupo e o nosso era composto por nós, 1 casal canadense e 4 amigos (colegas de trabalho) russos.


Pediam pra trazer só malas pequenas e moles, afinal é um carro esportivo sem muito espaço pra bagagem. Fomos com uma mala dessas permitidas como bagagem de mão em aviões e ela entrou perfeitamente no porta-malas dianteiro. Coube outra mochila grande em cima. O guia chegou a me perguntar se eu tinha um 911! Quem me dera...


Para nossa sorte, o carro que recebemos era o mais legal de todos: Targa. Enorme teto de vidro com a cortina interna recolhível, sensação de conversível sem perder rigidez e aumentar peso. Pros dias de chuva que pegamos, foi perfeito! E era o único com interior claro. Ah, todos eram Carrera 4 ou Carrera 4S com câmbio PDK de 7 marchas. Claro, pensando na segurança dos turistas (eles não sabem quem pode aparecer pra esses tours). 2 setups de esportividade: Sport e Sport Plus. Toque na tecla e o carro abaixa alguns centímetros, os comandos ficam mais duros, desce uma marcha e aumenta a faixa de giro de troca de marcha. O Plus, como explicou o guia de forma germânica, é... "plus". Tudo mais um pouco. Ele já avisa que a coluna sofre, 10 min de Sport pra ele já era demais. Vamos ver...

Tem ainda uma tela enorme GPS/multifunção no meio do painel (tem até informação do tráfego), walkie talkie em todos os carros para comunicação e estamos prontos! Comboio de 5 carros, o guia em uma enorme Cayenne S e os 911 seguindo atrás. Ah, aviso do guia: se desligar o controle eletrônico de tração/estabilidade e acontecer um acidente, eles tem como saber e o seguro não cobre!

Engraçada a maneira germânica de descrever o 911. "Eles tem uma mínima máxima de 290 km/h" (sinceramente não lembro o número exato que ele falou, se era pra 4 ou 4S). Mas esse papo de "mínima velocidade máxima que o fabricante garante" é muito alemão.


Logo que explicaram o básico dos carros a chuva apertou e foi a deixa pra largada. Todos nos carros ajustando controles, espelhos, bancos etc. Partimos direto pela autobahn para o noroeste. Com a chuva e o pouco tempo no carro, não foi exatamente uma experiência das melhores. Eu tinha checado os pneus e vi que não eram novos (o carro tinha 12.000 km). São largos e o guia não economizava na velocidade. Pra quem não sabe, quando chove, as autobahnen passam a ter limite de velocidade (130 km/h), indicado em luminosos ou nas placas. Pegamos trechos sem chuva, deu pra passar de 200 km/h fácil, brincar com o câmbio, GPS, ficar mais à vontade. Mas também deu pra ver que o carro não é à prova de aquaplanagem com aqueles pneus largos, estrada de concreto e chuva média. Nada que assuste, basta continuar tranquilo que a eletrônica e a tração nas 4 resolve tudo sem sustos. Muitas vezes o piso troca de asfalto pra concreto em uma ponte, em curva. Fiquei imaginando os riscos no rigoroso inverno alemão.

Minutos depois saímos da autoestrada pra começar a diversão. O câmbio, no modo manual, não deixa você fazer besteira (como acelerar e comandar troca pra baixo, não pra cima), mas não troca se você não mandar, fica rateando no corte de giros. Também não dá pra brincar de economia com ele, se você coloca em 7ª no modo manual e pisa fundo, ele baixa pra 3ª ou 4ª (mas depois é com você). Dava pra brincar com o câmbio "manual" ou apenas usar os setups de Sport ou Sport Plus. Como ainda chovia e que queria brincar no piso molhado, usei o câmbio em manual pra garantir que ele não trocaria no momento errado. Dá pra brincar bastante, o carro escapa de forma controlável (traseira primeiro) e depois nem precisa corrigir muito que a dianteira realinha. Maravilhas do 4x4. Não creio que os anjos da guarda eletrônicos tiveram que fazer algo. Nenhuma luz acendeu e não cheguei a abusar tanto assim, eu acho... Mas, QUE CARRO! Tudo o que me diziam e algo mais. O banco é menor e mais duro que o do Si (minha referência de uso diário), mas veste perfeitamente. O volante não é pequeno como o do Si, as borboletas são uma linda peça de alumínio que desliza pra frente e pra trás dentro do volante, não é destacado como em Ferraris (o volante no nosso carro, tinha detalhes de fibra de carbono). A alavanca de câmbio abusa do alumínio e é uma peça muito bonita (como nas borboletas, pra frente sobe marchas, pra trás, reduz). O clássico painel de 5 mostradores circulares com conta-giros ao centro é perfeito! Comportamento dinâmico totalmente previsível e o som... bom, eu nunca fui fã do boxer 6, preferia um bom V-8. Mas entre 2.000 e 3.000 rpm (início da brincadeira) e bem lá no alto, pelos 6.000 rpm, são acordes que não sairão tão cedo da minha mente. Claro, brinquei desnecessariamente com o câmbio pra ouvir a sinfonia de novo inúmeras vezes! E como é rápido esse câmbio com dupla embreagem! Tem que andar pra sentir, parece realmente que tem décadas de evolução germânica aplicada no produto. E é um carro totalmente usável no dia-a-dia, caso morasse naquele país.


Bom, voltando ao roteiro, nas cidades o respeito aos 50 km/h ou 30km/h (perto de escolas) é inegociável, mas nas estradinhas vale o bom senso, posso dizer que não andamos devagar. O guia indo à frente verificava se tudo estava livre pra diversão dos turistas que vinham atrás. Éramos o carro 1, o seguíamos à distância segura de uns 4/5 carros, mas sempre próximo. O comboio, mesmo na Alemanha, chama a atenção de quem vê passar. 2 Porsches juntos já chama os sorrisos, 5 merece fotos! Mas sempre tem um caboclo que não gosta que 5 carros passem meio rápidos por ele e reclama quando nos encontra no posto de gasolina mais à frente. Fora isso, não tivemos nenhum incidente nem acidente.


Entramos brevemente na França pro almoço. Os alemães sabem que não fazem perfumes nem comida como os franceses e almoçamos em um simpático restaurante na Alsácia. Bebidas alcoólicas obviamente proibidas no almoço pra quem quiser dirigir à tarde. Como os grupos se juntaram, são 10 Porsches estacionados. Quer dizer, 12, dois Cayman que não eram do grupo já estavam lá.

À tarde retornamos por estradinhas divertidas e temos a primeira mulher ao volante. A canadense, que seguia como carro nº 2, atende os insistentes pedidos do marido pra conduzir o 911. Os russos, que claramente estão ali pra farrear, não resistem a ultrapassá-la em alguns pontos onde está cautelosa demais. Não é proibido, só não pode ultrapassar o guia. Esses russos foram um capítulo à parte na viagem. Sempre que o guia perguntava como estávamos de combustível, era sempre 1/2 tanque pros casais e 1/4 pros amigos russos. O guia lembrou, pelo rádio, que os carros possuíam 7 marchas e que eles podiam desligar o setup Sport ou Sport Plus quando não havia motivo pra isso. Eles disseram que filmaram mais de 2 horas e tiraram 2.000 fotos. Como exemplo do exagero, TODOS os pratos eram documentados. Como eles diziam, ou estavam fotografando ou filmando. A máquina não parava nunca. Fotografaram até o momento (raro) em que usaram a 7ª marcha. Pelo que me lembro, a 30 km/h já estava em 3ª marcha se estivesse em condução tranquila na cidade. Bom, cada um se diverte como quer e o tour permitia as duas formas de condução.

Logo após o almoço, o comboio chamou a atenção de policiais franceses e acabamos tento uma escolta indesejada por uns 10 km. Todos são avisados pelo rádio e ficamos ainda mais restritos aos limites (nem sempre é fácil andar a 30 km/h ou 50 km/h nesses carros). Chegando perto da fronteira da Alemanha, ele nos deixou.


Depois do quase fiasco da condução feminina, minha esposa estava até relutante. Precisava defender a honra das meninas. Assumi a posição de fotógrafo/cinegrafista e ela aproveitou a perna final do dia. O tempo melhorou um pouco, deu pra abrir o teto e fazer ótimas imagens enquanto ela abria o sorriso a cada acelerada e troca de marcha. O canadense veio depois cumprimentá-la pois não conseguiu manter o mesmo ritmo dela, que manteve nossa perseguição próxima do guia... Ela achou que o guia começou a ficar preocupado demais com os russos e segurou um pouco o ritmo, queria mais! As estradas estavam bem piores, às vezes não dava nem pra usar os setups mais esportivos de suspensão que pulava demais. É, tem estradas ruins na Europa, sim!


Bom, chegamos novamente com chuva leve no acolhedor hotel para o pernoite. Jantar formal, terno e gravata! Tive que levar um só pra isso, achei alemão demais, mas... Pelo menos a comida valeu. Champagne e petiscos pra começar, o jantar teve uns 5 pratos diferentes, alguns combinando peixe e linguiça (?!) e um vinho diferente pra cada prato. Bom, muito bom mesmo! Tirando um ou outro russo que não respeitou o pedido de formalismo, o toque estranho foi o do americano do Alaska (do outro comboio). Terno, gravata e a mesma bota de caminhada que estava durante o dia (tipo essas Timberland). Vai entender... Bom, gastamos bastante inglês pra falar bem do nosso amado país, da Copa e das Olimpíadas que vem por aí, convidando a todos pra uma visita. Muito papo de carro e Fórmula 1 (e Ayrton Senna, claro) também.


No dia seguinte nos dirigimos ao vale do rio Mosel, que dava nome ao Tour. Lugar muito bonito com as culturas de uvas emoldurando o rio, mas estradas entediantes. Muito retas, sem graça e algum transito de domingueiros (outra praga mundial, pelo que concluímos nos papos). Acabou logo e voltamos ao interior com estradas divertidas. Tudo aquilo que vocês leram acima aconteceu de novo (oba!) e nos dirigimos ao castelo onde estava o restaurante onde almoçamos. É do cozinheiro mais famoso da Alemanha. Não necessariamente o melhor, é o mais famoso porque tem um programa na TV, mil produtos com seu nome etc. Pelo menos ele merece a fama. Apesar de alemão (palavras dos guias alemães), ele cozinha fantasticamente. De fato, um almoço inesquecível.

Nova rodada de autobahnen e marquei meu recorde pessoal de 247 km/h. Não curto muito velocidade final, mas impressiona como é fácil manter velocidades altas (180 km/h+) e como todos respeitam passando apenas pela esquerda e logo voltando para a direita. Uma autobahn é algo realmente alemão, as estradas são boas, claro, sem cruzamentos de nível ou curvas fechadas, mas normalmente são apenas 2 faixas. O comportamento do povo alemão é que permite que elas existam e sejam como são.


No caminho de volta, como era esperado, os russos estavam com pouco combustível. Paramos no posto em frente a Hockenheim pra abastecer. O autódromo tem uma linda arquitetura, visível a partir da estrada. (Na hora lembrei de Jacarepaguá, palco do meu primeiro track-day. Dá desgosto só de imaginar o que pode virar). O guia me disse que tem alguns programas do Porsche Driving Experience nesse autódromo e outros no safety center de Nürburgring. Eu tinha visto no site e fiquei com mais vontade ainda. Até treinamento offroad e de condução na neve/gelo eles tem. Eles sabem que fazem um hardware muito bom, mas sabem que o software, o condutor, tem que acompanhar. Todo fabricante sério de automóveis deveria ter esses programas. É muito mais que um test drive. Eu, particularmente, só me senti "em casa" com o carro depois de algumas horas, autobahnen e estradinhas secundárias, curvas de baixa, média e alta, com asfalto bom e ruim, usando a telona, o cruise control, computador de bordo, tudo!

E obviamente guardei ótimas memórias do carro. Se eu ganhar na loteria, mesmo podendo comprar algo mais caro, certamente visitarei primeiro a loja da Porsche. É marketing na melhor forma possível. Sinceramente não sei se Mercedes e BMW tem algo assim. Vou procurar saber...


Mas... o que é bom uma hora acaba. Devolvemos o carro com dor no coração. Ainda deu tempo de correr pro Porsche Museum e curtir um pouco do santuário que fizeram pra história da marca. Recomendo a todos. Não tivemos tempo pro Museu da Mercedes, nas redondezas, mas não cabia misturar tudo em uma viagem tão monomarca! Motivo pra voltar a Stuttgart!


Espero que tenham gostado do longo relato. É algo que pretendo repetir e recomendo a todos.

MM

28 comentários :

  1. Se gostamos do relato? Ah, tá de brincadeira né?

    Dirigir um Porsche em Autobahnen deve ser como dirigir um Mustang nos Estados Unidos, um Alfa Romeo na itália ou um Gol a ar no Brasil (foi o melhor que lembrei, era isso ou o Ecosport).

    Parabéns pela viagem e pra Porsche, que faz esse tipo de coisa. ainda existem marcas que se importam com QUEM compra o carro, e não apenas que ele foi vendido. E é o tipo de viagem que todos sonham em fazer.

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  2. Jonas Torres13/10/09 23:19

    Como você bem disse, é o povo quem faz uma autobahnen, não uma estrada que pode se trasformar em uma autobahnen. A rodovia Carvalho Pinto em SP poderia ser uma, mas falta motorista para isso, não no sentido de imprimir velocidade, mas de aprender a usar as faixas e regras de ultrapassagem, o que tem de idiota alugando a esquerda por estar na máxima da via e se achar no direito não é brincadeira.

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  3. Ótimo relato!!
    E sem falar no museu, que deve ser fora da realidade.
    abs,

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  4. Relato fantástico! O Marco demora pra postar, mas quando aparece...

    FB

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  5. Rodrigo Laranjo14/10/09 00:09

    Quem eu preciso matar pra fazer um passeio desses?

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  6. De chorar esse relato. Isso sim é respeito e marketing aplicado.
    Existe algum programa mais radical com GT2 e GT3?

    Preciso ganhar na loteria...

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  7. Rodrigo,

    entre no site da Porsche e olhe as inúmeras opções. Não são baratas, mas não são absurdas. Vale pensar em economizar algum na próxima troca de carro e fazer um desses. Diga à sua esposa/namorada que é um passeio romântico (não é brincadeira, é a descrição DESSE tour que fizemos).

    Joel,

    o programa de treinamento de corrida deles (Sport Driving School) tem toda uma evolução programada (no catálogo um pouco exagerado, chegam a colocar a Formula 1 como última etapa de evolução). Tem em Spa, Leipzig. Cada um é pré-requisito pro próximo. Eles também alugam carros pra esses programas (coisa de 500 euros por dia, mas imagine o custo de freios e pneus em um dia de autódromo). Tem offroad pra quem curte Cayenne, e o treinamento no gelo me parece coisa de outro mundo. Só a Porsche mesmo...

    MM

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  8. Milton,

    sim o Museu é muito legal, vimos às pressas e quase sem bateria na câmera (fotos à antiga, sem ligar o visor atrás).
    Tem até Fusca (merecida lembrança), lugar pra se ouvir vários motores, projeção na parede das dimensões de TODOS os 911 pra se perceber as diferenças, vários carros especiais (peruas, polícias), muitos do que vc gosta (competições), carros cortados com vídeos mostrando etapas do processo de fabricação e ele parece todo feito pra se levar recordações. Teto/piso brancos com fundo preto na maioria dos carros. Fácil de fotografar. Vale MUITO a pena!!

    Tem uma vasta explicação em alemão e inglês em todos os carros (isso perdemos pela falta de tempo), fora a visita guiada por áudio, com mais detalhes ainda. A lojinha na saída até que não era das mais fartas, mas tem bons livros e DVDs. Precisamos marcar pra ver com uma boa cerveja alemã à mesa!

    MM

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  9. Mister Fórmula Finesse14/10/09 08:39

    Ótimo relato MM, deve ser realmente uma grande experiência poder expremer um carro tão laureado. Mesmo em relação ao Si, deve ser uma realidade totalmente diferente em termos de retomadas, acelerações plenas e controle do carro certo?

    Mesmo a quase 250 km/h, a Cayenne se mantinha bem a frente? ou em alguma ocasião o guia chegou a sofrer certa pressão dos que o seguiam? Nas curvas de baixa, o ritmo do guia dava vazão a entrar mais forte nas curvas?....quantas perguntas, mas fiquei curioso.

    abraço e obrigado pelo ótimo relato!

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  10. Carlos Galto14/10/09 09:03

    Cara, a internet nos proporciona experiências fantásticas!! Mesmo que compartilhemos as vividas por colegas internautas...
    Só posso te dizer OBRIGADO.


    Agora, a seriedade de uma empresa com os seus clientes, ou futuros clientes... Por essas e outras é uma das poucas empresas do ramo que tem substanciais LUCROS. Merece!!!

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  11. Eu também fiquei com as mesmas duvidas do MR. Formula F.

    O guia tem que ser bem experiente pra conseguir conter essa "perseguição" né?

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  12. Nossa! Fiquei com muita vontade de fazer isso um dia, ou uma dos Track Days disponíveis no site da Porsche!

    Só queria saber quanto custou esta brincadeira de criança grande...

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  13. Mr Formula Finesse/Anderson,

    os guias são experientes e andam rápido, mas não precisam ser funcionários da Porsche. O nosso é gerente comercial de uma empresa de refeições pra aviação comercial. Faz o tour como extra no fim de semana. Ele teve algum contato com a Porsche no passado e conseguiu esse árduo "bico". Uma vez por ano ele ganha um curso de pilotagem e ganha uma graninha e algumas calorias nesses tours de final de semana. Eles tem a difícil tarefa de trazer todos pra casa felizes mas inteiros. O cara andava rápido e sempre começava abrindo quando era a "hora de brincar". Aí cabe a cada um aproximar-se quando é divertido (após as curvas) e voltar a deixar espaço nas retas. Não foram lenhas longas, então não atrapalhava, desde que se tocasse dessa forma.

    Nas autobahnen, ele abria e andava bem veloz (até abria o tráfego indo à frente), mas, novamente, não dá pra andar realmente rápido muito tempo. Nesses casos, os russos deixavam um espaço a mais (eles deram 260km/h) e passaram quase todos. Aí caímos em alguma região com obras (nos meses menos frios, TUDO está em obra na Europa) e tínhamos que reduzir.

    Uma Cayenne branca é bem visível à distância. Ajuda. rsrs

    MM

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  14. Que dor de cotovelo!

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  15. HAHA que legal....parabéns pela cobertura ! excelente!

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  16. Julio Cezar,

    os preços estão lá no site. No nosso caso, 997 Euros por cabeça (quarto duplo) por esse final de semana que descrevi acima. Vão 2 pessoas por carro.

    Abraço,

    MM

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  17. MM, pode ter certeza que esse museu e vários outros deste país estão na 'vixelist' de lugares a conhecer.

    A foto com a sessão dos 917 é perturbadora.
    E quanto à cervejinha, é só marcar!

    abs,

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  18. MM,
    Que experiência magnífica! De sonhar mesmo. E babar no travesseiro.
    Conheci o gerente de marketing da Stuttgart, importadora e eles promoviam encontros de donos de Porsche, alugavam a pista da Pirelli, enfim não sei se esses encontros ainda existem e seu suposto formato. O que volta a fazer sonhar mesmo é a acessibilidade a mortais não donos de Porsche, no seu relato.

    CZ

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  19. inveja mode [ON]

    hehehehe

    essa é daquelas histórias pra se contar para os netos com muito orgulho...

    realmente vale a pena...


    parabens pelo relato

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  20. CZ,

    pelo que vi no livrinho dos tours e treinamentos, tem alguns no Brasil, em Curitiba, se não me engano. Fiquei surpreso, mas temo que seja fechado a atuais proprietários de Porsche ou que os preços sejam maiores do que pegar um avião e fazer o mesmo lá na Alemanha. Espero estar errado.

    Vou checar o material em casa e te informo.

    MM

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  21. MM
    É possível presumir que alugar um Porsche aqui, mais seu custo de seguro, para um evento copiando ou inspirado nesse conceito, ficaria umas quatro vezes o valor Alemão, daí que pagar duas passagens, leva-se ainda a experiência de dirigir na Alemanha, dar um pulinho na França e visitar o museu, travar conhecimento com pessoas de outras nacionalidades, enfim, de valor incomparável.

    CZ

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  22. INVEJA! isso que tenho! haushuahsu
    O eu tenho de ganhar na loteria!

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  23. Sem contar que andar de Porsche por aqui só se for a incriveis 80km/h

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  24. A BMW daqui leva tb uma turma para fazer algo parecido na Alemanha,essa narrativa do Marco é simplesmente gosante!Um entusiasta fica igual pinto no lixo num passeio desses, vale cada centavo, a vida é curta....

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  25. CZ,

    chequei o material e realmente tem 3 programas do Driving School em Interlagos e 3 em Curitiba. São os eventos fechados em autódromo, treinamento mesmo. Não sei preços nem se é aberto a todos os interessados. Eu não faço parte de nenhum Porsche Club, brasileiro ou gringo. Troquei uns emails com eles (está tudo no site) e pronto.

    Inveja tenho eu da viagem do Vic. Espero que ele tenha tempo de postar em breve. Tudo da vida é relativo.

    Volto a insistir. Não precisa ganhar na loteria, custa menos de 1.000 euros o fim de semana inteiro, até gasolina eles pagaram. Não é barato, mas um "carnezinho" de economia programada resolve. Vamos gente, realizem seus sonhos e mandem relatos!

    MM

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  26. Tem gente que morre e volta para assombrar parentes. Eu não. Quando morrer eu vou estar ali, batendo ponto em Stuttgart!
    Quando eu morrer daqui a uns 100 anos (hehehe) quem sentir um calafrio guiando um 911 (tipo 108 se seguirem a lógica atual) pode ficar tranquilo, meu fantasma vai estar interessado só na estrada...
    O preço é 997 euros? Melhor eu fazer antes da próxima geração do 911!

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  27. Po MM você se já tem um Si, para conseguir um Porsche não é muito difícil. É a mesma coisa de pobre juntar grana (eu) por cinco anos e comprar um Uno Mille a vista. É só trabalhar e juntar o dindin.

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  28. Marcelo,

    infelizmente as coisas não são tão simples assim, no Brasil. Repare que o Porsche 911 mais barato custa 5x mais que o Si, razão superior à diferença de preços entre o Mille e o Si.

    Uma viagem dessas serve pra derrubar preconceitos. Muitas vezes eu reparava que estava rodeado de BMWs, Mercedes e Audis no trânsito. E não estava nos "Jardins", e sim em algum subúrbio de Stuttgart. É normal.

    Um recém lançado Mercedes Benz classe E, visto aqui sempre blindado e com um empresário ou alti executivo dentro, lá é carro de taxistas (versão diesel) ou é o carro da família e fica parado na rua, mesmo. Perde-se aquela imagem de "carro de outro planeta".

    Mesmo lá, um Porsche 911 atrai olhares, mas a sensação é boa. Ninguém vira sequestrável instantaneo ao andar em um desses. Tenho esperança que um dia isso mude, mas não será tão cedo.

    MM

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