O AMARGO GOSTO DE FIM DE FESTA

Neste domingo fui num passeio que tenho sempre reservado na minha agenda, o Domingo Aéreo, sempre realizado no Campo de Marte, zona norte de São Paulo. Participo deste evento desde o primeiro, há mais de 15 anos, e em todos estes anos, acho que não perdi mais que 3 edições.

Porém, esta edição parecia diferente já há algum tempo. Não houve a divulgação costumeira. Mesmo amigos meus, ligados à área aeronáutica não sabiam de nada a até poucos dias atrás, quando confirmamos através da agenda do site da Esquadrilha da Fumaça.

No domingo desde cedo parecia que eu tinha levantado pelo lado esquerdo. Havia programado ir para lá logo cedo, como sempre fiz, mas só consegui ir para lá depois do almoço. Conhecendo o evento, sei que as melhores oportunidades de fotografar ocorrem bem cedo, quando a maioria das pessoas ainda está brigando pra se levantar.

A sensação desagradável aumentou quando cheguei de carro. Normalmente o local fica um inferno de carros e fervilha de pessoas. Desta vez, as ruas estavam livres. Lá dentro, no pátio da base militar, havia, se muito, a terça parte do que eu costumei ver nesse evento em anos anteriores. Certamente a falta de divulgação fez sua parte.

Mesmo com uma multidão menor, era impossível tirar boas fotos das aeronaves em exposição, então desisti da ideia e fui apreciar o resto. Tinha os tradicionais estandes de escolas de pilotos e mecânicos, os estandes dos militares que mostravam os serviços comunitários prestados em locais remotos de Brasil, e os estandes de bugigangas superfaturadas. Como todo ano, não resisto e sempre compro algo na barraca de material oficial da Esquadrilha da Fumaça. Sai caro, mas o material ali é sempre de primeira qualidade.

Comecei fotografando a passagem do F5.

Desculpem a falta de qualidade das fotos, mas nem todo mundo com a câmera na mão tem os dotes do PK. Além disso, o dia nublado, que pouco destaca as cores das aeronaves, combinava com a sensação daquele evento.



Logo em seguida, tivemos a exibição da Esquadrilha da Fumaça. Nem há muito que comentar.

Quem já assistiu a uma exibição da Esquadrilha sabe bem a sensação deliciosa que é vê-los pilotando. Acho que conto nos dedos os motoristas que tiram de seus carros o que os onze pilotos regulares da Esquadrilha fazem em blackout visual total. Isso é digno de nota.

Seguem as melhores fotos que consegui tirar. Com o zoom da máquina no máximo, fica difícil encontrar e enquadrar os aviões passando em alta velocidade, e sem um monopé, como a dos fotógrafos da F1, fica difícil ter firmeza nas mãos. Perdi a maioria das fotos...





























A exibição da Esquadrilha da Fumaça é sempre o ponto alto do Domingo Aéreo. Uma vez terminada, é a hora que a maioria do público vai embora, e é a oportunidade para se fotografar.

Depois dela, fui ao hangar de manutenção do PAMA (Parque de Material Aeronáutico, da FAB), onde os F5 brasileiros são reformados. Foi ali que minhas sensações se confirmaram.

Logo na entrada, onde geralmente um conjunto de estandes sempre era montado, desta vez estava livre. Onde sempre havia exposições de aeromodelismo, plastimodelismo e dioramas, e onde ano passado tive o prazer de oncontrar alunos de engenharia aeronáutica da Escola de Engenharia de São Carlos, por onde me formei, expondo seus aeromodelos campeões no concurso mundial da SAE, desta vez não havia mais nada este ano. Apenas uma área reservada onde o canil da Polícia Militar fez algumas demonstrações de adestramento.

Das atividades do PAMA, que sempre eram muito bem exibidas nesse evento, desta vez, quase nada. Até painéis que eles exibiram anos seguidos, mostrando peças estruturais dos F5 desgastadas pela fadiga, pela vibração e pelo atrito com outras peças e rebites, sequer estavam à vista.

Do pouco que havia para se ver, um F5 em estado avançado de reforma, e um dos F5F adquiridos da Jordânia e que chegaram aqui no ano passado, no começo do processo.

Não se impressionem com o aspecto embaçado da pintura do F5 jordaniano. Ela é proposital para dificultar sua visualização sobre o deserto.





Das oficinas do PAMA, a visão era esta. A arrumação desta vez era diferente, como quem arruma para deixar tudo guardado, e não arrumado para uma exposição e que voltará ao normal no dia seguinte.





Ao lado do setor de oficinas, estava esta porta, provavelmente de algum almoxarifado. Notem o plástico preto e amarelo amarrado na maçaneta, indicando interdição da sala. Não era um bom sinal.

Na foto seguinte, os "picomãs" de sujeira denunciavam o tempo que aquela porta não era aberta, e o descaso com a limpeza. É de se estranhar, já que em outras edições, este hangar permanecia impecavelmente limpo, mesmo para uma oficina.





Retornando por onde entrei, outra cena triste.

Na parede, há agora apenas a armação que no ano passado sustentava um quadro com um pensamento memorável, visto numa foto minha do ano anterior.

Se este quadro ali estava para motivar os gênios que ali existiam, a falta de inteligência e interesses menos nobres certamente tomaram seu lugar.





Ao sair do hangar do PAMA, fui fotografar as aeronaves em exposição, mas várias delas já haviam sido recolhidas. Naquele momento, um Bandeirante EMB-111 de busca e salvamento marítimo estava sendo retirado, e não tive condições de fotografá-lo.

Aqui está o C-115 Buffalo. Aeronave estranha, de desenho canhestro, mas insubstituível para a FAB. A FAB operou este modelo por muitos anos, e conforme suas unidades atingiam o fim da vida útil ou eram perdidas em acidentes, aviões usados deste modelo eram procurados e comprados pelo mundo.



O substituto do Buffalo é o CASA 295 espanhol, aqui denominada de C-105 Amazonas pela FAB.
Esta é uma aeronave que tem bom conceito entre seus outros operadores. É uma espécie de mini-Hércules. Apesar de poder operar em pistas semi-preparadas, o Amazonas não consegue operar em pistas de terreno alagadiço e aberto na mata fechada na base do facão e do machado, como o Buffalo fazia. Como não há no mercado mundial uma aeronave de projeto moderno com as especificações do Buffalo, o Amazonas foi a aeronave que mais atendia as especificações.

Agora, para ir onde o Buffalo pousava na picada aberta na mata, o C-105 vai ter de esperar a preparação adequada de uma pista.



Este é o helicóptero Pantera, operado pela aviação do exército. As unidades brasileiras foram produzidas pela Helibrás sob licença da Eurocopter, a partir do modelo original SA 365 Dauphin 2.



Este modelo, o Bell UH-1 Iroquois, mais conhecido como Huey, é a imagem mais marcante da Guerra do Vietnam. Foi projetado há mais de 50 anos, mas a excelência do projeto original permitiu grande variedade de adaptações, modificações e atualizações, sendo ainda uma aeronave moderna. Esta versatilidade garantiu clientes e fabricantes sob licença pelo mundo todo.

Uma versão blindada deste helicóptero é usada pela polícia do Rio de Janeiro em combate aos traficantes, sendo conhecida pelos jornais pelo nome de "Caveirão".



Esta é uma das maiores atrações do Domingo Aéreo, tanto para crianças pequenas como para as crianças crescidas. A fila para sentar no cockpit de um legítimo F5 é enorme. Pode-se esperar por mais de duas horas sob sol forte ou de chuva para ter o prazer de sentar no assento ejetável tempo suficiente apenas para uma olhada no painel, ter a sensação de assumir o manche e bater uma foto.

Masoquismo puro. Só que eu já fiz isso várias vezes. Coisa de entusiasta.

Este não é o F5E padrão. Reparem na cabine fechada logo atrás. Este é um dos F5B adquiridos pela FAB junto com os primeiros F5E para treinamento e conversão de pilotos.

Estas aeronaves estão desativadas há anos nos páteos do PAMA, já tendo sido oferecidas no mercado mundial sem demonstração de interesse de compra, sequer por civis.

As primeiras versões do F5 eram derivadas do T-38 Talon, treinador avançado a jato, usado nas academias aéreas americanas e em pesquisa de vôo e treinamento de astronautas pela NASA. Já a partir do modelo F5E, o avião foi inteiramente redesenhado, inclusive recebendo o desenho de "garrafa de coca-cola" na fuselagem, obedecendo a chamada "regra da área", recém descoberta pelos estudos americanos em aerodnâmica.

Esta diferença faz com que as peças dos F5B sejam incompatíveis com as dos F5E, e o custo operacional para mantê-las vaondo não se justificava. Daí a desativação deste modelo, e pelo pouco interesse que se tem na aeronave, ela pode ser aberta para a "brincadeira" com o público.



Já fora do Campo de Marte, aproveitei para visitar rapidamente a Praça Heróis da Força Expedicionária Brasileira. Lá há alguns marcos que lembram os feitos brasileiros na 2a Guerra Mundial. No local também funciona um posto de recrutamento militar.

Quem quiser saber mais sobre a história do Brasil na 2a Guerra, há dois documentários recentes, um chamado "A cobra fumou", sobre a FEB, e outro, chamado "Senta a Pua", sobre o Primeiro Grupo de Caça. Vale a pena assistir.






No final do passeio, ficou a sensação amarga de fim de festa.

Para quem participa deste evento desde a primeira edição, vê-se que desta vez muita coisa mudou ali. E para pior. O evento não foi tão bem realizado quanto em anos anteriores, e, pelo que se viu, o parque parece caminhar rumo à desativação.

É bom frisar que o Campo de Marte localiza-se numa área nobre da cidade, e sempre foi alvo de politicagens, interessadas na especulação imobiliária do local. Há menos de um ano, nosso digníssimo Presidente da República em um discurso se comprometeu a devolver o terreno da base militar para o município.

Entretanto, no projeto para o trem-bala, especula-se como sendo ali o local para a estação de parada na cidade, sendo que este projeto caríssimo agora está integrado às propostas de modernização com que o Brasil se comprometeu para conseguir aqui as edições da Copa do Mundo e das Olimpíadas.

Certamente, um evento ali que agradasse a população criaria uma visão negativa da opinião pública sobre este projeto. Não dá pra dizer que uma coisa tem a ver com a outra, mas fica a pulga atrás da orelha...

E desculpem o off-topic. Como acredito que quase todo entusiasta por automóveis tem também entusiasmo por aviação, acho que os leitores me darão um desconto.

AAD

17 comentários :

  1. As fotos estão com o link corrompido...

    Mesmo clicando com o botão direito e pedindo para abrir numa janela separada ou copiando o link e colando no navegador.

    Abraços

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  2. Sergio, obrigado. Já corrigi.

    Foi uma pequena falta de entrosamento entre o Bolgger, o Picasa e eu.

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  3. Clésio Luiz27/10/09 13:22

    A diferença do F-5B para o F-5E não é a fuselagem com forma de garrafa de Coca-Cola. F-5 possui essa característica desde o começo.

    O que os torna diferentes é que o "E" é uma nova geração do F-5, com novos motores, aviônicos e diferenças aerodinâmicas que torna a pilotagem dos dois bem diferente.

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  4. Esse post me fez pensar no abandono dos aeroclubes no Brasil. Até a década de 70, existiam diversos em atividade e eram relativamente acessíveis -- meu pai, que voava por esporte até fins daquela década, lembra que naquele tempo o salário mínimo valia menos que hoje, mas pagava dez horas de vôo no Paulistinha CAP-4 (hoje, não dá para duas horas numa aeronave equivalente). A formação de pilotos ficou inacessível e o vôo por prazer virou excentricidade de milionário. Uma pena.

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  5. Belo post, André, todo entusiasta de automóveis que conheço tem também uma quedinha por aviões...
    Uma pena o que está acontecendo com o campo de marte, um templo para quem gosta de aviação.

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  6. A Base Aérea de Santos (fica no Guarujá) está sendo (ou já foi) desativada. Disseram que iam construir um aeroporto regional... Nem um nem outro... Se o campo de Marte for desativado, que seja contruído outro e que seja melhor em todos os aspectos. As forças Armadas no Brasil são tratadas de forma muito estranha. O caso do tanque "Osório" ainda não digeri. Aguardo ansioso pelo fim da construção do submarino nuclear. André, tudo que tem graxa é bem vindo, continue sentando a pua.

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  7. Agradeçam ao desgoverno dessa raça petista.

    McQueen

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  8. André,

    Não tem do que se desculpar por escrever sobre aviões. Duvido que exista algum autoentusiasta que também não se sinta atraído por aeronaves.

    Mas é uma pena perceber que, aos poucos, estão sucateando uma parte importante da Força Aérea Brasileira. Pelas fotos dá para ter uma noção do abandono que perambula pelo Campo de Marte.

    Pelo visto, tudo que rege as coisas "neste país" são interesses políticos e, na maioria das vezes, obscuros...

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  9. Ao Albertoni e colegas:

    Vejam lá ó:http://pt.wikipedia.org/wiki/EE-T1_Os%C3%B3rio

    Realmente é triste...

    Tallwang

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  10. É, infelizmente o PAMA-SP (e o Campo de Marte) estão cada vez mais com os dias contados. Não há projetos novos, os serviços de manutenção feitos lá são para aeronaves em fim de vida (o F5E e o F5F são meio que exceção, mas perfeitamente transferíveis para o PAMA-GL, ou para o futuro "Super PAMA" em Anápolis), o Xavante dá seus últimos suspiros, Búfalo já foi, o AM-X nunca vingou direito... enfim, se há esperança, ela está beeeeeem longe.

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  11. Uma pena mesmo ver boa parte da história tupiniquim definhando...

    Assim como Jacarepaguá será aniquilado por interesses olímpicos, acredito que o aeroporto Campo de Marte também será... :(

    Afinal, seria bem complicado instalarem/reformarem estações tipo a Luz ou Sé para algo do gênero... E a "casta" que utilizará o expresso interestadual não sentir-se-iam confortáveis junto aos reles mortais que utilizam o metrô ou CPTM/CBTU.

    Uma pena.

    E como sempre, muito bacana seus textos, Sr André! Independente do assunto.

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  12. Obrigado a todos pelos elogios.

    Realmente vemos o desmantelamento de muitos organismos importantes da sociedade, em prol de interesses de uma minoria.

    No caso da aeronáutica e das demais forças armadas, vemos que elas são negligenciadas ao máximo, coisa que nenhum país sério faz.
    O problema é que o Brasil não sabe o que é uma guerra aqui desde a Guerra do Paraguai, e por outro lado, os militares foram os opressores do regime após 1964.

    Muita gente acha que dinheiro gasto em defesa é dinheiro jogado fora, e que tem muitas áreas do país que precisam mais desses recursos.
    Vi muita gente comentando essa idéia conforme saíam as notícias da concorrência para aquisição dos novos caças.

    Alberoni, o que aconteceu com o projeto do submarino nuclear é realmente uma pena.
    O Brasil deu uma cartada de mestre quando começou seu programa nuclear, ao não assinar o Tratado Internacional de Não Proliferação de Armas Nucleares logo de cara, e só assinar depois que o projeto deixou de ser sigilo de Estado e estar num ponto sem volta.
    A história de bastidores dessa fase inicial do programa nuclear tem detalhes muito curiosos e interessantes que algum dia alguém irá contar.

    Só pra deixar um cheirinho das coisas, na época, Brasil e Argentina desenvolviam seus programas nucleares secretos, haviam denúncias vazias disto por todos os lados, mas nunca houve qualquer crise política nem uma corrida armamentista entre os dois por causa disso.

    Agora, depois que os políticos se fartaram de fazer nome cortando verbas da Marinha pra produzir o submarino nuclear, a Marinha parece que vai cortar caminho.
    Foram comprados alguns submarinos na Europa, sendo que a metade será montada no Brasil, num esquema de transferência de tecnologia semelhante ao dos caças, e o último submarino será um nuclear.
    Com a Marinha investindo há quase 30 anos nesse projeto, agora qualquer rabisco é uma enciclopédia.
    Acredito que eles aprenderão os pulos do gato com facilidade.

    Clesio, realmente o F-5A já tem a cintura coca-cola, e ela é bem mais marcada que no F-5E.

    O F-5E recebeu motores mais potentes para fazer frente aos caças soviéticos que eram vendidos aos montes pelo mundo. Só que isso disparou uma sequência de modificações que transformou o avião inteiro.
    O avião é mais comprido, com a célula mais larga, asas maiores, maior capacidade de combustível interno, resistência a G's maiores... No final, o F-5E foi totalmente transformado em relação com o F-5A, não tendo quase nenhuma peça em comum entre os dois.

    Vou pesquisar mais a respeito disso, e depois retorno.

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  13. Pois é meu caro fui também e a experiência não foi das melhores. cheguei cedo e ao contrário de você o transito de manhã ali estava infernal. Mas a pior parte foi quando na hora do almoço tive a brilhante idéia de ir almoçar no Bar Brahama do Aero Clube! Péssimo!
    Atendimento horrível, falta de cortesia, descaso, e tudo que não se pode fazer em termos de atendimento em um restaurante\bar, ali ocorreram.
    O gosto mais amargo do que fim de festa, para mim foi beeem pior.

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  14. Bonito post, péssima notícia.
    Um descaso com os entusiastas. Liga não, ano que vem tem Salão do Automóvel, outra bomba!
    Se tem graxa, é de nosso interesse!

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  15. Eu participei de um evento promovido pelo Veteran/RJ na base aeronaval em São Pedro da Aldeia (o Mahar tb foi) e foi de entristecer o estado das aeronaves, muitas foram desmontadas para fornecer peças para as que ainda tem condições de võo, a verba para rancho é 3(!) reais por dia(!) para cada soldado, e daí vai,parabéns para o governo atual, se a Argentina declarar guerra ao Brasil provavelmente vamos perder.........

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  16. Eu participei de um evento promovido pelo Veteran/RJ na base aeronaval em São Pedro da Aldeia (o Mahar tb foi) e foi de entristecer o estado das aeronaves, muitas foram desmontadas para fornecer peças para as que ainda tem condições de võo, a verba para rancho é 3(!) reais por dia(!) para cada soldado, e daí vai,parabéns para o governo atual, se a Argentina declarar guerra ao Brasil provavelmente vamos perder.........

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  17. Infelizmente, não dúvido que haja interesses escusos nisso, nessa falta de divulgação, infelizmente o sr. fruto do mar, ta saindo melhor que encomenda (ainda bem que nunca votei nele) já viaja mais que os outros que ele criticou, e certamente já deve ter conseguido mais tranquilidade pra aposentadoria que os outros... salvo alguns que não chegaram a presidencia.

    Infelizmente, essa sua sensação, deve ser a mesma sentida por nós cariocas, amantes do automobilismo e principalmente para mim, quase vizinho há 30 anos do autodromo, temos com relacao a olimPIADA que teremos.
    ainda acredito que um dia, coisas boas possam acontecer, mas já tenho as esperanças perdidas, visto que a nova juventude mal sabe o valor das coisas e nem lembra ou conhece o que aconteceu "ontem".

    grande abraço
    Marcio
    Clube Automotivo Escorteiros do Brasil

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