ECO-AUTOENTUSIASTA?

O CO2 não é um gás poluente no sentido de ser nocivo ao ser humano. Ele é um dos componentes da atmosfera e nós humanos o produzimos quando respiramos. Ele também é produto da queima de combustíveis com base de carbono. E é o gás dos refrigerantes e das águas minerais artificiais, carbonadas. Mas por que tanto se fala em reduzir as emissões de CO2?

É que o CO2, junto com o metano (CH4), é um dos principais causadores do efeito estufa. De maneira simplificada (na verdade é bem simples mesmo) o efeito estufa é o aquecimento da atmosfera, e consequentemente da Terra, devido ao bloqueio do calor gerado pelos raios de sol, que atravessam a camada de gases ao redor do planeta, aquecendo-o, ms que se dissipariam na forma de radiação. O CO2 (e o metano) impede ou dificulta essa radiação, resultando na retenção do calor, como numa estufa, fazendo com que a temperatura da atmosfera terrestre aumente.

E isso está alterando nosso clima, com vários efeitos catastróficos como enchentes e furacões violentos. Independente do alarmismo gerado, recomendo dois filmes que falam desses efeitos e da ação do homem na Terra: “Uma verdade inconveniente” (fácil de achar em locadoras ou em lojas na Internet) e “Home” (disponível no link: Home).


Dados recentes mostram que os transportes rodoviários são responsáveis por 16% das emissões de CO2, sendo os automóveis de passageiros os principais contribuintes para esse número. Como referência, a principal atividade responsável por 43,9% das emissões de CO2 é a geração de energia/aquecimento de ambientes, principalmente nos países desenvolvidos. E o pior é que previsões para diminuição das emissões de CO2 não são muito positivas, pois os países emergentes estão com as vendas de automóveis crescendo a cada ano. Então os esforços para diminuir o consumo de combustíveis fósseis (com base de carbono) e emissões de CO2 dos veículos acabam se anulando devido ao aumento substancial da frota de veículos no mundo.

Imagine apenas o crescimento da China, que ainda tem um mercado menor que o dos Estados Unidos (mas que está prestes a ultrapassar), mas tem uma população de 1,3 bilhão de habitantes para uma frota de 75 milhões de veículos (valores aproximados), o que representa 1 carro para cada 17 habitantes. O Brasil tem 190 milhões de habitantes para uma frota circulante de 28 milhões, o que representa 1 carro para cada 6,8 habitantes. Então, se a China atingir a mesma quantidade de carros por habitante que o Brasil, sua frota será de mais de pouco mais de 190 milhões de veículos. Quando o mercado da China crescer a emissão de CO2 vai aumentar muito. Daí toda essa preocupação com o futuro próximo do automóvel.

Mas, de onde veio toda essa introdução? É que outro dia lí uma pesquisa feita com altos executivos de diferentes áreas de empresas do segmento automotivo em 15 países com o título "Automotive 2020: clarity beyond the chaos" (Automotivo 2020 - clareza além do caos). Essa pesquisa foi feita para tentar estabelecer uma linha de raciocínio sobre os desafios da indústria automobilística para os próximos anos. O material é um pouco longo e acho que aqui não é o lugar para comentar sobre tudo que lá está.

Mas um ponto específico me fez pensar e ter a ideia de fazer esse post. Um dos 5 aspectos que resultaram da pesquisa como pontos cruciais para o desenvolvimento do segmento e o futuro do automóvel é o que foi chamado de "consumidor sofisticado". Os consumidores em 2020 serão muito mais informados, mais exigentes, impacientes e terão uma consciência ecológica mais sedimentada.

Especialmente com relação à consciência ecológica, vejo como a minha filha está crescendo com conceitos ligados a isso que eu e muitos de nós nunca escutamos até os 30 anos de idade e, portanto, são difíceis de serem incorporados aos nossos hábitos. Já as crianças de hoje nascem em meio a uma real preocupação com o meio ambiente e por isso terão uma atitude proativa em tudo que diz respeito a isso. Em 2020 o consumidor realmente estará maduro em relação às questões ambientais, até mesmo no Brasil.

Mas o que mais me abalou como autoentusiasta foi uma frase que eu mesmo já havia dito antes, mas nunca havia lido em outro lugar: "A paixão por automóveis está em declínio, de alguma forma devido às preocupações com a ecologia, mas também a mudanças no estilo de vida.”


É como se todo mundo ficasse com peso na consciência por estar usando um automóvel poluente, ou que polua mais que o automóvel do amigo. E as mudanças no estilo de vida estão relacionadas às dificuldades de circulação com automóveis nos centros urbanos e a própria posse do automóvel. O conceito de mobilidade pessoal pode se expandir com o surgimento de diversas opções de transporte que não precisam ser necessariamente compradas, mas sim pagas de acordo com a utilização. É triste dizer, mas a emoção que sentimos ao escutar a partida de um V-8 está com os dias contados.

Ainda na mesma semana, com essa constatação em minha cabeça, e com a ideia de que preciso acelerar a aquisição do meu V-8, me deparei com outro assunto anti-autoentusiastas. A bola da vez para os que já tem consciência ecológica mais sedimentada chama-se eco-driving, ou direção ecológica.

Antes de explicar o que é direção ecológica, vou explicar a direção que adoto praticamente desde que comecei a dirigir: direção binária. É muito simples: 0 (zero) representa acelerador não acionado e 1 representa acelerador 100% pressionado. Sei que é uma idiotice, mas qualquer coisa entre 0 e 1 é muito monótono. Principalmente quando se dirige um carro de motor 1-litro.

Agora, se quiser me incluir na nova ordem mundial e dar um bom exemplo, terei que praticar a direção ecológica. E podem apostar que já estou de alguma maneira tentando, ou ao menos fazendo um esforço para isso.

Direção ecológica consiste em dirigir emitindo o mínimo possível de CO2 ou, se preferir, gastando o mínimo possível de combustível. Dependendo da fonte podemos encontrar uma variação nas recomendações. Abaixo segue um apanhado das principais práticas para manter o ambiente e sua consciência um pouco mais limpos e, de quebra, economizar algum dinheiro.

> Planeje o seu caminho - escolha caminhos com menos trânsito e evite se perder, pois ficar em marcha-lenta no trânsito ou rodar por aí perdido, aumenta o consumo.

> Rode o mais leve possível - evite carregar tralhas que não são usadas no carro; menos peso diminui o consumo (minha mulher fez do porta-malas um depósito de coisas que não cabem em casa!).

> Verifique a pressão dos pneus - pneu murcho aumenta o consumo de combustível, 5 libras a menos quase não notamos visualmente, portanto crie o hábito de checar a pressão a cada dois reabastecimentos e, de quebra, aumente a vida útil do seus pneus.

> Evite ao máximo ficar em marcha-lenta - desligue o motor sempre que parar por algum motivo que não seja o trânsito como, por exemplo, ficar esperando alguém ou enquanto estiver falando ao telefone.

> Use o ar condicionado somente quando necessário - no meu carro o ar condicionado costumava ficar ligado mesmo no frio, agora estou mais atento a isso e o desligo sempre que possível.
As próximas recomendações estão relacionadas a uma maior atenção no tráfego, ajudando a antecipar as ações.

> Aperte o acelerador progressivamente - acelerações bruscas aumentam o consumo

> Troque para a marcha superior o quanto antes, evitando esticadas longas

> Mantenha uma velocidade constante o máximo possível (mantendo a atenção no tráfego à frente, é lógico) - manter velocidade constante e uma velocidade apropriada reduz o consumo

> Alivie o acelerador o quanto antes e deixe o carro diminuir a velocidade naturalmente, nos carros com injeção eletrônica deixe o carro engatado, pois nessa condição a injeção de combustível é cortada (se colocar no ponto-morto a injeção é necessária para manter a marcha-lenta)

Alguns estudos apontam que se todas essas práticas forem realmente adotadas poder-se-á atingir uma economia de combustível de até 20%. Para mim tudo isso é muito difícil, mas dá para eu melhorar alguns hábitos. Para minha filha, isso será praticamente natural.

O fato é que temos que continuar com o nosso autoentusiasmo. Ainda não sei muito bem como...

Será que é possível ser eco-autoentusiasta?

PK

33 comentários :

  1. Paulo Keller, meu caro

    Já a um bom tempo criei um projeto de automóvel que atenderá em cheio aos ecologistas. A única barreira tecnológica esta no catalisador, que deve barrar o odor emitido pelo escape.

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  2. Muito bom seu blog!!
    Tenho muito que aprender por aqui!
    Sucesso!

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  3. Excelente post! Excelente...

    Acho que o som do V8 está com os dias contados sim, infelizmente sob o aspecto de entusiasmo.

    Mas estúdios no mundo estão trabalhando duro em como encontrar emoção nesses novos veículos verdes.

    O apelo de velocidade não tem mais grande efeito nos jovens hoje em dia. Eu mesmo me atraio menos por velocidade do que meu pai, particularmente eu prefiro um bom "handling" do que um motor muito potente...

    Mas acho que encontraremos outras formas de entusiasmo... no handling, nos movimentos do veículo, no torque pleno da propulsão elétrica... sei lá.

    Só espero que os carros não virem todos uns ipods sobre rodas.

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  4. Mister Fórmula Finesse20/10/09 08:27

    Ótimo posto PK, também acredito que a paixão autoentusiasta se não acabar, ao menos vai ser forçada a diminuir drasticamente pelos motivos apontados.

    Muitos carros, poucas estradas, o espaço físico diminuido a cada segundo para carros e pessoas no mundo - ao menos até 2050 - simplesmente o planeta está ficando pequeno para o formigueiro humano e automotivo.

    Uma nova consciência obrigatoriamente terá que nascer ou o planeta irá para as cucuias mais cedo ou mais tarde e não adianta aproveitarmos ao máximo a nossa paixão entusiasta na "esperança" de estarmos no andar de cima quando a coisa ficar verdadeiramente (mais) séria. Não se pode pensar filosoficamente..."depois de nunca existir, e antes de desaparecer para sempre, quero acelerar tudo que dá...".

    Ao menos esse tipo de condução mais suave descrita será de praxe daqui em diante até porquê não dá para utilizar sistema binário no dia a dia mesmo - tente fazer binário em um mil VHC por exemplo e estará habilitado a dirigir tratores - só em ocasiões cada vez mais raras de "pista particular" vazia....o bom é que para isso, não é preciso nenhuma usina forte sob o capô, apenas um comportamento minimamente decente.

    abraço!

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  5. PK, pode explicar um pouco mais essa direção ecológica? 0 e 1? Eu procuro sempre dirigir usando WOT e como falou Mr.FF, usando a fórmula Stewart.

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  6. Deculpe PK, mas minha opinião é divergente. Procurem na net um vídeo chamado "A Farsa do Aquecimento Global". Ele é produzido pela BBC, pra mim tem muito mais crédito do que o Al Gore. Devo deixar claro que não sou contra a ecologia, até porque não existe distinção entre homem e natureza, é tudo a mesma coisa. Devemos lembrar que vivemos no sistema capitalista, e todo e qualquer discurso vindo "de cima", dos capitalistas, dos que detém o poder, enfim, pode ser perigoso. Se os transp. rodov. são responsáveis por somente 16%, porque nos enchem tanto o saco? Porque não combatem 1º o problema maior? Porque não distribuem aquecedores solares? Porque não investem em energia geotérmica? Eles querem que eu suba a serra de bicicleta? Os centros das cidades estão quentes, porque em vez de plantar árvores, nós inventamos uma desculpa qualquer para cortá-las. As enchentes se multiplicam porque impermeabilizamos a terra, impedimos a água de voltar pra terra e construímos casas onde eram lagos e córregos.
    Desculpem o tamanho do comentário.

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  7. Ser autoentusiasta também não significa sair por ai como se estivesse no GP do Brasil de F-1.

    Acho que as dicas são válidas sim. Talvez não o tempo todo, mas a maior parte do tempo estamos cercados de "murrinhas" em seus carros por todo o lado. Eu já aprendi que não adianta ter pressa.

    Mas quando a estrada está livre, hasta la vista baby!

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  8. PK, tenho uma dúvida que vc pode explorar melhor. A consciência the "eco-driving" ou direção ecológica tem que vir do fabricante do automóvel, do consumidor deixando de comprar "beberrões" ou de ambos?
    Também gostaria de ler mais sobre este tema, acho que vc pode desenvolver mais posts sobre este assunto que com certeza vai impactar no nosso futuro.Abraços.Renato

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  9. Acho que deveriam acabar com os carros mesmo... rsrsrs

    Vamos todos andar de moto, uma R1 a 120 km/h faz em torno de 19 km/l e, a 250 km/h, deve beirar os 5/6 km/l.

    Pra cidade, uma moto pequena ou scooter faz, facilmente, mais de 35 km/l.

    Ocupamos menos espaço, estacionamos com facilidade, poluimos proporcionalmente menos, já que dificilmente ficamos parados e, de quebra, a diversão é garantida.

    Em tempo, ainda exercitamos o corpo e a concentração, já que não dá pra deixar no automático, como fazemos quando estamos de carro.

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  10. Sèrgio

    As motos consomem menos combustível, mas poluem mais que os carros.
    Eu também tenho que dirigir de forma binária, às vezes, pois meu carro é um Fiesta 1 litro, motor Endura... muito fraco. Nos morros ou subidinhas mesmo, tenho que esticar as rotações ao máximo possível.
    Eu também tenho certa consciência ecológica, mas prefiro plantar árvores para compensar minhas "pegadas de carbono" que dirigir como uma lesma. Tá certo que um Tesla resolveria meu problema... rs

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  11. Paulo Mopar20/10/09 12:22

    Concordo com o Alberoni
    Em vez de crucificar os carros.Por que que naum diminuir a poluição das fabricas ,por que naum incentivar o uso de aquecimento solar.
    Em vez de ficar inventando carros eletricos,a ar comprimido.Cada um pega uma hora do seu Domingo e planta uma àrvore.Pronto vc ja estara fazendo sua parte e retirando do meio ambiente boa parte de toda sua poluiçao é simples se todo mundo que tiver seu automovel fazer isso o Brasil sera como no inicio do seculo cheio de arvores.

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  12. Doravante quem estiver desfilando com seu V8 será apedrejado e terá o carro queimado! (rsrs)

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    Os motores devem ficar mais eficientes e o autoentusiasta deve apoiar o "eco-entusiasmo". É tolice querer andar em carros ineficientes e poluidores.

    Sei dos males que a carne vermelha causa, mas vamos apoiar o carro ecológico. Aliás, para ser ecológico não precisa ser híbrido ou a álcool; basta ser EFICIENTE. Os motores térmicos têm muito que evoluir em questão de aproveitamento de energia.

    Em 2020 o carro mais "macho" terá motor quatro cilindros de 2,5 litros...

    http://meuamigodelata.blogspot.com/2009/10/paolo-e-carlos-o-portugues-e-o.html

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  13. Motoristas muito lentos geram mais consumo e perda de tempo, vejam o vídeo:

    http://www.youtube.com/watch?v=Suugn-p5C1M

    Rodar com acelerador a 100% (usando menos rpm para a mesma potência) faz gastar menos sem ser lento, eo dirigir fica mais confortável, pulando marchas.

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  14. Eu também adoto a aceleração binária, 0 ou 100%, e quanto as outras dicas, ja faço elas naturalmente, quando vejo que ha algum obstáculo quase não uso o freio, uso apenas o motor até poder parar. É Possível conciliar economia com autoentusiasmo.

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  15. Perdoem-me. Mas tenho uma concepção bastante diferente do que é ser ecologicamente correto.

    Veículos elétricos são legais? Sim, são. E seus acumuladores? Como funcionam? Tem vida útil de quanto? Como será o descarte deles? E a recarga? Queimando combustível na usina de energia ou no próprio veículo?

    Trocar o motor de combustão interna por qualquer outra tecnologia "mal resolvida" atualmente, é querer tampar o sol com a peneira, ao meu ver.

    Muitas decomposições de matéria orgânica libera metano. Poluente 21 vezes mais potente que o CO2. Seja o estrume "cozendo" no sol, seja em muitos processos digestivos, seja por folhas decompondo-se em um biodigestor, sempre sobra o "abençoado" metano. E ninguém liga para isso.

    Pelo que eu saiba, a maioria absoluta das pessoas não dispensariam o banho quente ou o "feijão com arroz fumegando". A vida moderna nos acostumou com isso. E, se não fiquei "LOKO" ainda, a maioria dos alimentos são preparados queimando-se algo... Estranho, né? Ninguém nunca foi atrás para fazer uma pesquisa de quanto os fogões também contribuiriam para isso.

    A fabricação de alguns componentes eletrônicos arrastam consigo a eliminação de um gás também poluente, na limpeza dos mesmos. Fato: Não vivemos mais sem eletrônicos e muitos nem sabem o que é eliminado na fabricação de LCD's tão desejados por todos. Só de uns tempos para cá estão substituindo este componente químico nocivo, por outro. Mas a passos de tartaruga...

    A questão da "energia nuclear", que já foi "linchada" por organizações como Greenpeace, parece estar de namoro com estes atualmente. Não emite poluentes! Ótimo! Mas parecem que esqueceram do lixo...

    Energia solar e eólica são muito legais! Mas depende do dia... Ainda possuem baixíssimo rendimento e não é tão barato assim de se instalar, como muitos pregam. Inclusive existe um projeto na Australia de uma "Mega" usina solar. Um tubo gigantesco de 1km de altura por 140m de diâmetro que pegaria o ar aquecido do solo para mover turbinas. Interessante se não fosse a "mixaria" de 200MW gerados...

    Dizer que os motores são os vilões? Estão ficando é loucos!

    Se realmente o problema de aquecimento do planeta for o aumento do CO2 na atmosfera, a única maneira será algo que político nenhum gostará. Controle de população.

    Com menos pessoas, menor o uso de veículos, menor o consumo de carnes, menor o uso de transporte, energia e geração de flatulência.

    Tenho consciência de que devo deixar os meus veículos regulados e manter seu bom estado de funcionamento. Mas me achar culpado pelo aquecimento/poluição do planeta, jamais!

    Desculpem-me o texto. (Que também gerou poluição para ser mantido em algum servidor que por ventura tenha sido alimentado por alguma termelétrica...)

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  16. Alberoni, bom link. Mas o problema vai além do aquec. global... passa pelo pouco espaço, poluição sonora nos grandes centros, fim do petróleo... tudo isso conta.

    O engraçado que carros elétricos não ajudam em nada.

    Exceto países como o Brasil, os desenvolvidos geram muito CO2 pra gerar eletricidade... imagina só todos os carros do mundo elétricos? = mais CO2 ainda...

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  17. Diego,
    Tem uns motores turbo 1.4 da VW aqui na alemanha q são o bicho... e são minúsculos...

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  18. Alberoni,

    Direção ecológica nada mais é do que dirigir consumindo o mínimo possível de combustível. De maneira geral, quanto mais suave a atuação do acelerador melhor.

    O modo binário a que me referi na verdade é uma brincadeira. Para os que tem pé pesado ou são apressadinhos no trânsito dizemos que o acelerador só tem duas posições, a de descanso ou fim de curso.

    Quanto sua opinião divergente digo que o aquecimento global já não é mais discutido, é um fato. Muitas ações e estratégias estão sendo feitas em diversos lugares. O desenvolvimento sustentável é uma realidade. O grande problema é que os países desenvolvidos, os grandes poluidores, ainda não conseguiram encontrar um jeito de poluir menos sem que isso interfira no seu crescimento. Não há um caminho definido para o futuro sustentável. E o pior é que esses países, que já estão bem desenvolvidos, querem que nós tenhamos as mesmas restrições.
    Minha sugestão é que você assista o filme Home, que tem o link no post, e veja o que o homem já fez no planeta e que ações práticas, porém com efeitos ainda limitados, já estão sendo tomadas.

    Um abraço.

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  19. Renato,

    Pelo que tenho lido e visto acho que tanto os fabricantes como nós usuários temos que fazer a nossa parte. Do nosso lado isso envolve mudança de hábitos, muitas vezes simples, como por exemplo desligar o A/C. Do lado do fabricante o desenvolvimento tecnológico é o caminho. Enquanto os elétricos (que não resolvem o problema por completo, uma vez que a geração de energia elétrica vem de usinas termo-elétricas), os fabricantes podem facilitar a nossa vida introduzindo dispositivos que nos auxiliem na direção ecológica, como por exemplo um A/C que desligue caso a temperatura externa seja igual a interna.

    Obrigado e um abraço.

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  20. Paulo Mopar,

    Também não concordo com o cerco ao automóvel. Mas outros fatores contribuiem para o exagero. O automóvel está na vida de todo mundo e é um dos bens mais importantes na vida das pessoas. Isso gera notícia.

    Abraço.

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  21. Diego, também apoio a direção ecológica. Só não sei como vamos ter prazer ao dirigir no futuro. Seja por questões ambientais, ou por colapso so sistema viário.

    Abraço.

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  22. Chiavaloni,

    Realmente suas colocações são pertinentes. Tem gente trabalhando em todas as frentes. Mas os automóveis são parte da equação e não temos como negar.

    O desafio de tudo isso é reduzir os poluentes sem afetar nossos luxos.

    Abraço.

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  23. É Rodrigo, pode ser que o carro particular esteja próximo do fim, paciência. Mas como o carro é também um produto emocional, talvéz a idéia de abandoná-lo demore para pegar. Aí caí na idéia do transporte público (de qualidade), que pelo menos aqui na minha região (baixada santista) não é 100%. Como é o transporte público aí na Alemanhã? A maioria das pessoas prefere usar carro ou ônibus/trem? Ou eles usam o carro mesmo tendo a disposição o t. público? Saudações.

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  24. Valeu Paulo, é que eu sou meio teimoso mesmo, fico tentando ler Nietzcshe, aí dá nisso... Eu tenho realmente medo que tudo isso vire aquele clima de guerra-fria e de paranóia que existia na guerra-fria e no regine militar, onde qualquer um que tivesse idéias divergentes era taxado de comunista/subversivo e suas vidas viravam um inferno; uma ditadura não declarada. Meu outro medo é os países desenvolvidos nos imporem restrições e nos negarem o direito ao desenvolvimento também. Eu realmente gostaria que o Brasil alcançasse o desenvolvimento sustentável e servisse de exemplo pro mundo, nós temos todo o necessário para isso, mas...
    Saudações

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  25. PK...

    Vocês do "alto clero" do AE poderiam "rezar uma missa" para nós, meros mortais, do que seria um auto ecologicamente correto para quem realmente entende do assunto.

    Seria bastante interessante ver o ponto de vista de você(s), uma vez que é um assunto bastante na moda.

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  26. Alberoni,
    Posso dizer que aqui na Alemanha o transporte público é beira a perfeição. É confortável, preço é justo, boa segurança e raramente atrasa. Mas aqui também tem muito mais carros que no Brasil. Alemão é apaixonado por carro, tá no sangue, e eles podem comprá-los sem precisar vender a alma à financeira.

    Muita gente usa o público pra trabalhar, dia a dia. E tem um carro pra fim de semana (as estradas são cheias nos finais de semana). As escolas por exemplo funcionam em horários diferentes das empresas, justamente pra equilibrar o tráfego... sem lombadas, sincronização de semáforos... uma série de pequenas coisas que ajudam.

    Fora que a topografia e distâncias permitem que se use bicicleta.

    Eu não acredito que o futuro será de um ou outro meio de transporte ou veículo, individual ou coletivo. Acredito cada vez mais em todos eles integrados, cada um tem seu papel.

    Eu prefiro meu carro (seja elétrico, verde, mini-carro ou o que for) para voltar de um almoço com minha namorada num domingo ou ir dançar no sábado à noite. Independência. Mas uso coletivo durante a semana numa boa. Pra isso ele tem que ser eficiente.

    E não é demagogia, puxa-saquismo ou parcialidade: o transporte público no Brasil tem que evoluir demais, demais mesmo, pra ficar igual ao da Alemanha, é fato, principalmente aos idosos.

    Pensando positivamente, acho que encontraremos entusiasmo sob outras tecnologias no futuro. A indústria tem que criar entusiasmo, emoção... senão ela morrerá... tudo uma questão de tempo.

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  27. No Brasil vai demorar para as pessoas repensarem transporte do dia-a-dia - talvez quando São Paulo travar. Como carro no 3º mundo é muito caro, se torna status e conquista, por isso quanto maior melhor, ao ponto de pessoas acharem mais qualidade e status em um Prisma do que em um Celta (!) por exemplo. Por isso mesmo com transporte público bom muita gente vai demorar a aceitar.

    Pensei aqui, e talvez no futuro, carro seja uma coisa SÓ para entusiastas...

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  28. Tenho o dvd do al gore, um amigo o gravou e me deu de presente, há duas semanas e só consegui olhar para ele, toda vez que sento em frente a TV...
    O problema de um entusiasta como eu, é fechar os olhos e ouvidos a tudo que atente contra nossa paixão, daí que é preciso corajem e mente aberta para sair dessa...
    Lendo seu post, acho terei coragem. Aguardem...

    CZ

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  29. Alberoni e todos,

    Vejam o que os países desenvolvidos tem feito em nome do crescimento econômico no vídeo/apresentação História das Coisas, que é bem didático e abrangente.

    Iniciativas como essa, de expor e questionar o sistema atual começam a tomar corpo.

    O vídeo tem uns 20 minutos que eu garanto que serão muito bem investidos por qualquer um que o assista.

    Assim, aos poucos, começamos a questionar pequenos hábitos que temos e que podemos mudar.

    A Historia das Coisas:

    http://www.youtube.com/watch?v=lgmTfPzLl4E

    Ou em inglês no próprio site:

    www.storyofstuff.com

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  30. Paulo, gostei muito do vídeo Hist. das Coisas, vai direto ao ponto. Na verdade o que eu quis dizer no meu 1º comentário era sobre "crime e castigo": No vídeo não se coloca a culpa em um ou outro produto, não se escolhe um bode espiatório. O que eu sinto é que governos e empresas estão usando o carro particular como bode espiatório enquanto varrem o lixo pra debaixo do tapete. Dá a impressão que quando uma Toyota, GM, ou qualquer outra, vende um Prius, Volt, na verdade é só pra passar imagem de verde, para vender mais carros "comuns".
    Rodrigo, valeu pela explicação.
    Um abraço a todos e façam o consumo consciente.

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  31. Falando em bode espiatorio e tudo mais... acho esse video do TopGear bem interessante - apenas em ingles - e em condicoes normais de trafego concluiram que um Toyota Prius consome mais do que um BMW M3:

    http://www.youtube.com/watch?v=ydvAQ6Y49vc

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  32. "Sei que é uma idiotice, mas qualquer coisa entre 0 e 1 é muito monótono. Principalmente quando se dirige um carro de motor 1-litro."

    PK, você conseguiu explicar com simplicidade minha sensação ao dirigir meu Ka 1 litro... Apesar do motor Zetec RoCam ter deixado o pequeno Ford um capetinha, é exigir demais agilidade em baixa rotação. Para “andar bem” ele tem que ser mantido acima dos 3 mil giros, porém, nesse motor, pra chegar a 6 mil é um pulo, sem contar que o ronquinho ardido (lembrando o de uma furadeira elétrica) entusiasma... Porém, quando o momento não exige muita agilidade, apesar do motor pequeno, dá pra rodar com “calma” em baixa rotação e ousar pulando marchas.
    Mas, como ninguém é totalmente “mau”, em qualquer carro evito rodar com os vidros arreganhados, verifico a pressão dos pneus religiosamente uma vez por semana, não mantenho o tanque totalmente cheio caso use o carro em pequenos trajetos (evitando um lastro desnecessário), não carrego tralhas no porta-malas, não uso adereços (anti)estéticos como calhas ou rack de teto, não uso o desembaçador traseiro por longos períodos, não uso som mega-potente e evito usar o ar condicionado que, por sinal, não gosto muito, mas minha mãe exige quando anda no carro.
    São medidas simples que não tiram o prazer de dirigir...
    Abraço.

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  33. Olá!
    respondendo a sua pergunta:
    É possível sim ser um eco-auto entusiasta! É possível "enfiar o pé" e desfrutar de toda a aceleração de um carro sem contribuir para o aquecimento global. Como? A solução está onde poucos podem ver e os fabricantes fingem não ver: Carro a álcool (ou flex abastecido com alcool, que seja).

    Basicamente, o álcool tem origem vegetal e portanto, todo o CO2 emitido na sua queima será reabsorvido, portanto não há aumento da concentração de CO2 na atmosfera.

    Então podemos ter um V8 á alcool, acelerando tudo que ele pode oferecer, que não estaríamos prejudicando em nada o ambiente, apenas nosso bolso (gasto de combustível).

    Lógico que tem outras questões como impacto causado pelo cultivo, mas isso é um blá blá blá sem fim e cheio de controvérsias que no fim das contas acaba com o mesmo: o álcool é o melhor combústivel ambientalmente falando.

    Eu se tivesse um V8 faria questão de rebaixar seu cabeçote e etc pra usar o etanol.

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