CHEVROLET AGILE = CORSA? - O GRANDE MITO DAS PLATAFORMAS

Após o lançamento do Chevrolet Agile, quase a unanimidade dos comentários na mídia impressa, sites automotivos etc., enfim, veículos especializados e não especializados foram na direção de certa familiaridade prévia com o carro, aproveitando-se da informação do próprio fabricante de que ele estava baseado nas plataformas GM/Opel 4200.

Observara-se mesmo tom de comentários, quando do lançamento do novo VW Gol, há pouco mais de um ano, o de este ser primo do Polo e Fox, pois todos dividiam a plataforma denominada PQ24, isso antes de sequer ocuparem o banco do motorista, já se sentindo grandes conhecedores de um carro totalmente novo e de seus dotes dinâmicos!

Na verdade, bem antes do lançamento do Agile, já corria a informação de suas origens, a de que seria um hatch de teto alto como o VW Fox para fazer concorrência direta a ele, ou seja, nem havia aparecido ao público e alguns já se diziam seus amigos, outros apontavam defeitos, características negativas e positivas. Mais irônico, impossível.

Criou-se um mito em achar que o fato de um carro dividir componentes com outro da mesma fábrica, ou com seu antecessor, ou ”underbody”, plataforma, traz identidade imediata com as características do ‘carro-mãe’. Ao escrever o post sobre grandes marcas, estudava o VW Gol GT e o que saiu sobre ele na época de seu lançamento, de este pegar emprestado os discos de freio dianteiros do VW Santana. Que seu comando de válvulas era o mesmo do motor VW 1.8 do Golf GTI, portanto ”importava” o grande desempenho de seu irmão alemão através de um simples comando de válvulas, ou seja, esse mito não é de hoje, mas com o modismo de se referir a um carro pelas plataformas, o mito piorou.

Se você entrar em um Toyota Corolla, observe os botões de comando dos vidros elétricos, eles são exatamente assim há mais de dez anos e também vão na Hilux, mas ninguém ousa dizer que a picape perde valor por que usa os mesmo botões de levantadores de vidro que um Corolla 98. Entre Toyotas há muitos componentes e sistemas comuns que os proprietários jamais desconfiam, tampouco veem, mas sabem que funcionam bem. O novo Chevrolet Camaro usa base semelhante ao do Holden Omega, australiano. Vários componentes, até o motor V-6, nem por isso se lê que ambos têm características semelhantes, sejam de rodar, capacidades de fazer curvas etc. Afirmar isso seria assinar um atestado global de ignorância; infelizmente muitos o fazem.


Chevrolet Zafira, Vectra e Astra também dividem plataforma e vários componentes e cada um deles tem suas próprias características e comportamento.


O grupo de pessoas que aqui escreve faz parte de um grupo maior, também de autoentusiastas, sendo alguns profissionais da indústria automobilística, seja dos fabricantes de veículos, de sistemas ou de componentes. Foi então que decidi aproveitar-me da amizade e conhecimento deles e trazer aos leitores visões mais abrangentes a esse respeito, na tentativa de desmistificar e lhes esclarecer, trazendo um post escrito a oito mãos, mais outras de ”insights”.

CZ
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Marco Antonio Oliveira

Em Junho passado, quando falei de um certo Puma 69, já disse qual é a minha opinião sobre a vil fixação da imprensa menos habilidosa nas tais "plataformas". Cometendo a impáfia de me citar:

"O carrinho é a prova viva e mais exuberante da máxima de que um carro nunca é somente a soma de seus componentes. Ele pode ser melhor ou pior, mais belo ou menos atraente, mas nunca igual ao carro que lhe doou a mecânica. É sempre diferente porque quase sempre foi criado por outras pessoas, em outro tempo, e às vezes, como no caso da Puma, em outra empresa. Por consequência, a marca indelével do humano, um pequeno pedaço da alma de seus criadores se imprime na máquina de maneira clara e absoluta, tornando-a algo diferente e único. Inevitavelmente, para o bem ou para o mal.

É por isso que abomino a corrente fixação da imprensa em "plataforma", que quer simplificar a difícil tarefa de avaliar corretamente um automóvel, tornando-o uma mera derivação de algo já conhecido. Tal coisa pode ser um demérito para o antigo carro, bem como uma injustiça para o novo."

O melhor exemplo disto é clássico, e bem fácil de entender: Karmann-Ghia e Fusca. No caso deles, existe realmente uma plataforma. A Kombi também teria a sua, mas testes iniciais provaram ser necessária uma estrutura mais forte. Como os anos 40 já estavam adiantados, a fábrica optou por uma estrutura monobloco Um chassi-plataforma de chapa de aço estampado, com um túnel central, que todo mundo conhece ou já viu. Mas mesmo sendo um dos poucos exemplos de plataforma de verdade, na acepção da palavra, compartilhada entre os dois, faz dois carros absolutamente diferentes. A posição do motorista e sua posição em relação aos centros de rolagem e gravidade mostra-se neste exemplo claramente decisiva na personalidade e função básica do veículo. No KG, senta-se baixo e perto do centro do carro, com as pernas mais esticadas e a busanfa pertinho do chão, no Fusca um pouco mais para cima e para frente para dar espaço a ocupantes traseiros. Já na Kombi, com uma suposta plataforma, motorista e acompanhante ficam altos e sentados em cima do eixo dianteiro para se ter todo espaço de uma van. Um carro esporte, um sedã para 4 pessoas, e uma van para 9 pessoas.

E o comportamento de cada um é diretamente ligado a isso. O CG (centro de gravidade) da carroceria, e sua relação com os componentes lá embaixo, muda completamente o veículo. Veja uma Kombi acelerar, baixando a frente, e entenda como um carro é mais do que sua "plataforma".

Um carro moderno é monobloco; tudo que ele pode fazer é usar alguns componentes de outros carros. Sua estrutura é sempre única. Poupem-me desse injusto julgamento de qualquer veículo tendo como base um outro que doou componentes a ele. Avaliar um carro é muito mais que isso.

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Waldemar Colucci

Vamos por partes.

Quando se diz que dois ou mais veículos pertençam à mesma plataforma, devemos entender que se está utilizando algumas mesma peças e estruturas da carroceria.

Este aproveitamento pode compreender o "underbody" completo, ou seja, estrutura dianteira (front-end), assoalho dianteiro conj., assoalho traseiro conjunto. Ou parte destes conjuntos, estrutura dianteira + assoalho dianteiro, ou combinações. A variação pode ser ampla. Vamos a exemplos.

Corsa 4200. Tínhamos dentro da mesma plataforma, 2 portas, 4 portas hatch (ou 5 portas), pick-up, sedã, station wagon, Celta e Prisma.

A estrutura dianteira é a mesma para todos eles (Celta e Prisma com alterações muito pequenas).

O assoalho dianteiro é o mesmo para todos. Exceto Pick-up, que era cortado devido ao comprimento da cabine à caçamba.

O assoalho traseiro é o mesmo para os 2-portas e o 4-portas hatch e Celta. Diferentes, inclusive entre si, para pick-up (usava assoalho traseiro da Ipanema), sedã e Prisma (muito próximos), station wagon.


Sobre o Agile, deixo para o pessoal que ainda está lá comentar.

Corsa 4300. O original é o modelo hatch 2 portas Opel que não veio para cá, mas de onde saíram o 4-portas hatch, o sedã, a Meriva e a Montana.

Neste caso, a variação maior existe na Meriva, onde a estrutura dianteira tem maiores alterações, alem das laterais, colunas, teto etc.

Quanto ao comportamento dinâmico, pode ser parecido, mas também pode ser totalmente diferente. Não devemos nos esquecer que em veículos diferentes, em decorrência de distribuições diferentes de pesos teremos CGs em lugares diferentes e pesos diferentes. Desta forma, mesmo possuindo até projeto de suspensão igual, têm-se calibrações de suspensão diferentes. Assim teremos comportamentos dinâmicos distintos, podendo até diferiirem totalmente.

No caso da VW, estão na mesma plataforma Polo, Fox, Gol, porém com diferenças em todos os aspectos, tanto dimensionais quando de suspensões e comportamentos dinâmicos.

O devemos ter em mente é que os fabricantes procuram juntar os veículos em plataformas únicas, buscando minimizar os custos, economizando no projeto, abreviando testes, no investimento de ferramental e estoques.

Muito das análises virtuais pode ser aproveitado de um modelo para o outro. Nos desenvolvimentos e testes de validação, os engenheiros já têm um direcionamento do que pode vir a acontecer e de acordo com sua experiência e bom senso, assumir muitas coisas para abreviar o tempo destas fases.

Quando falamos de ferramental, devemos considerar que o mais caro de um automóvel está exatamente no "underbody". Desta forma, quanto menos se gastar com isto, maiores serão os lucros e, de acordo com as contingências, se baixar o preço de um veículo, ainda tendo lucro. E diferentemente do que muita gente pensa, lucro não é só bom, é necessário. Quem não o tem, quebra.

Portanto, faz muito bem a Toyota, que não deixa vazar o aproveitamento de plataforma, acho que nem para os funcionários e desta forma, evita comentários de especialistas "galvânicos" (sabem nada de tudo).

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Bob Sharp

“Plataforma” é um mero dado construtivo, descritivo, de interesse apenas do fabricante. Tem praticamente o significado de “família”. Todos conhecem o Boeing 737, que voou pela primeira em 1967, portanto 42 anos atrás. Começou com a versão 100 e hoje está na 900, isso a partir da segunda geração surgida com o 600, em 1993. Pois, bem, “737” é a plataforma 737 e nada tem a ver com automóvel.

Isso serve para demonstrar para os “entendidos” em automóvel que informar que a plataforma é x ou y não tem nenhum valor como informação, nem mesmo como curiosidade. O que importa são os dados dos sistemas de propulsão, de suspensão, direção e freios.

O caso do Agile fala por si só. Sua plataforma é a 4200, a mesma do Corsa de 1a. geração daqui e do Celta/Prisma, e não a 4300 do Corsa atual. Nesta, a grande novidade à época do lançamento (2002) era ter o subchassi dianteiro que a plataforma anterior nunca teve. Pois bem, o Agile, um modelo inteiramente novo,, tem a mesma plataforma 4200 e, claro, não tem subchassi. Conhecendo um pouco de engenharia de projeto e a excelência do grupo de engenharia da GM, posso apostar que todos os objetivos foram atingidos. Ainda não o dirigi, mas quem já o fez achou o rodar bem agradável. Que diferença faz a plataforma do Agile ser a 4200, do ponto de vista do proprietário? Absolutamente nenhuma! O que importa é como o veículo se comporta, seu nível de conforto etc.

Como disseram o CZ e o WCC acima, o que vale é a calibração, da suspensão, no caso. O Passat foi o primeiro carro nacional a ter um subchassi de grandes dimensões, em forma de quadro (o Opala, de seis anos antes, tinha apenas uma travessa dianteira). Os primeiros Passats eram ótimos dinamicamente, mas o isolamento do piso era abaixo da crítica — com subchassi e tudo.

Que fique entendido: plataforma não define coisa alguma pela ótica do dono do carro. Um bom exemplo é a plataforma do Gol. Da geração 1 para a 2 houve um grande salto na distância entre eixos, que passou de 2.358 para 2.468 mm — mais 11 centímetros! A plataforma? A mesma. Só que era um carro completamente diferente ao ser dirigido.


Fotos: coleta na web e BCWS

(Atualizado às 22h20 de 24/10/09)

103 comentários :

  1. Só um comentário quanto ao 737. A "plataforma" do 737 não é só dele, na verdade o cross section dele (o tubo e boa parte da estrutura da seção de passageiros) do 737 foi herdada do 727 e do 707, portanto algumas partes estruturais do 737-900 ainda vem basicamente do projeto original do Dash 80 de 1952, ou seja, a quase 60 anos a boeing está produzindo aviões usando uma mesma "estrutura", obviamente atualizada, mas basicamente a mesma cross section do Model 367-80.

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    1. É verdade, mas observadas as diferenças do "cross section" do piso para baixo. O 707 e 727 têm formato "double bubble" (vinco bem definido na altura do piso) cujo objetivo era aumentar o volume interno abaixo do piso. Nos 737s, a altura abaixo do piso é muito menor, virtualmente eliminando o formato "double bubble" e o vindo da linha do piso, mantendo o "cross section" da família apenas do piso para cima.

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  2. Jonas Torres24/10/09 18:10

    Se o novo carro da GM pretende ser superior aos seus próprios modelos de entrada e assim concorrer com os pequenos "premium" da concorrência, então porque não é usada a estrutura do Corsa?

    Se um acerto de suspensão pode tornar indiferente o uso de subchassi ou não, porque a GM perdeu dinheiro usando ele no nosso Novo Corsa?

    Senta-se e dirigi-se um Astra e um Novo Vectra é não há diferença palpável, apenas aparência, só que o primeiro oferece muito mais por menos, mas não agrada quem deseja o carro para agradar ao vizinho. Será que cada mercado consumidor tem os carros que merece?

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  4. A plataforma do Opala ficou aqui de 1968 a 1992 e a plataforma do Chevette ficou aqui de 1973 a 1993, em média, uma plataforma GM dura 22 anos e a plataforma do Corsa tem apenas 15 anos, ou seja, vamos ser obrigados a aguentar os produtos anacrônicos da General Motors por mais 6 ou 7 anos.
    "O negócio é aproveitar plataforma num eh?? intao voltem a usar a do Opala então, já que é tão fácil assim... coloquem uma casca redonda em cima e chamem de Omega"

    Supimpa neh!!!

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  5. Francisco Neto24/10/09 18:44

    "...Pois bem, o Agile, um modelo inteiramente novo, não tem o subchassi. Que diferença faz para o proprietário? Nenhuma!"

    E quanto a absosrção do impacto?
    Um subchassi influencia ou não?

    Meu pai tem um Corsa Sedan (novo) e a suspensão bate mais que ensaio de olodum numa rua calçada. E o carro só tem 20 mil rodados!
    Aonde está a vantagem de ter um subchassi se a suspensão do carro eh ruim?


    Abraços Bob!

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  6. A GM anda ameaçando a imprensa especializada ou eu que to imaginando coisas? hehehe

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  7. reparei outro dia numa foto interna do ford gt, os comando de limpador e setas sao identicos no ford focus..

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  8. De tudo que foi apresentado sobre plataforma, a meu ver isso não passa de semântica. Digo isso porque, se uma mesma plataforma pode ter variações bastante siginificativas entre um modelo e outro, o que temos então são vários conjuntos (parte dianteira, assoalho, parte traseira...) que podem ser agrupados entre si e originar um modelo novo.

    Portanto, em minha humilde opinião, na essência, dizer que um carro usa a mesma plataforma de outro é muito vago, não significa absolutamente nada.

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  9. Olha, dizer que um carro usa a mesma plataforma de outro pode significar muita coisa ou significar nada.
    Por exemplo, Astra e Zafira usam a mesma plataforma. Legal né? NÃO! Zafira é longa e pesada, requer plataforma com maior rigidez. Mas isso não foi feito. Resultado: é um fator que contribui para o péssimo comportamento dinâmico da Zafira (fora o acerto de suspensão bem discutível).
    No caso do Agile, eu vejo um problema muito simples: seja lá qual foi o resultado obtido, a GM tinha 2 opções: uma plataforma mais antiga e uma mais eficiente (sim, seja lá como for, subchassi não nasceu de bobeira, existe um grande conjunto de razões técnicas que comprovam sua superioridade). A GM preferiu fazer um carro novo sobre uma plataforma mais antiga.
    Mas pra que fazer isso se há outra mais nova e mais eficiente, e que permitiria obter resultados melhores? Corte de custos? Certo, é o velho hábito de se cobrar mais e oferecer menos.

    PS: eu quero mais é que o novo Camaro venda MUITO BEM para mostrar que eixo-rígido é um negócio muito bom, muito legal... desde que fique no passado.

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  10. Sobre questão de plataforma, vale lembrar que se o Agile usasse a 4300, teria mais espaço para as pernas de motorista e passageiro da frente. Ficaram as caixas de roda altamente invasivas da plataforma 4200 e a mesma pedaleira em posição inadequada. O motorista desta vez só tem mais espaço para a perna esquerda pelo fato de os bancos serem mais altos. Ainda assim, nem de longe tem o espaço que um Fox tem. Culpa de quê? De terem usado a 4200 em vez da 4300.
    Infelizmente a GM brasileira está ficando que nem a americana durante todos os anos 90 e o começo desta década: reciclando sucessivamente plataformas velhas, até o ponto em que elas denunciam que, por melhores que sejam, são plataformas antigas, que atendiam bem a parâmetros antigos, mas que deixá-las para competir nos dias de hoje é pedir para serem superadas pela concorrência que projeta novas bases. E o fim dessa história soubemos muito bem neste ano. Bem como sabemos que a Epsilon II é versátil o suficiente para na medida longa de entre-eixos substituir sem problema a W na passagem de geração do Buick LaCrosse, que deixou de ser um carro apagado para ter capacidade suficiente de vencer o Lexus ES em comparativo da Edmunds.

    Além disso, plataformas antigas recauchutadas oferecem mais difículdades de atingir padrões de segurança atuais. Fora isso, inclusive, quando mantidas por muito tempo, dificultam até a permanência de um segmento. Vide no caso da Ford os mais de 30 anos de existência da plataforma Panther (Crown Victoria, Mercury Grand Marquis e Lincoln Town Car). Tudo bem que a Panther teve melhorias com o passar de sua vida, como as longarinas hidroformadas nos últimos anos, mas ainda assim segue sendo uma plataforma cujo projeto básico é do fim da era disco. E por causa disso, a Ford está em um mato sem cachorro daqueles, correndo o risco de acabar com os modelos em 2011 e não ter nada para substituí-los, ainda que se fale de usar a plataforma do Falcon australiano.

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  11. Ta bom, vamos de 4200! Mas então diga que ta usando, não ficar de picuinha dizendo que está usando 4300 e que o subchassi "piora" o comportamento do carro.

    Se a GM entrasse nessa filosofia um pouco antes ainda veríamos Opala andando por aí!
    Abraços

    VD

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  12. Certa vez ouvi que a GM preferiu a 4200 porque o prazo de pagamento e relação de royalties à Opel já era vencido. A 4300 ainda pagaria royalties para a Opel, até completar 12 anos de uso desde o projeto. Muitos já me falaram que a GM pagava royalties à empresas do mesmo grupo pelo uso de desenvolvimentos internos... (!)

    Usar plataforma antiga não tem problema desde que não prejudique conforto, ergonomia e segurança.
    Isso não é desrespeito. Desrespeito pra mim é trazer um Astra e pôr o nome de Vectra.

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  13. O bussoranga citou a questão da plataforma Astra/Zafira, e eu lmebrei da plataforma Fiesta/Ecosport, que eu acho ser pior ainda, não pela questão peso, mas pelo o uso que cada um propõe.

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  14. Legal o ponto de vista de vocês. Mas acho inevitável pensar que com a 4300 com subchassi, somado à excelencia de eng. da GM, teriam conseguido um resultado melhor.

    Além disso, tem o fator segurança, pouco discutido aqui no Brasil. Será que ambas sairiam iguais?

    Idependente da técnica, a 4300 é uma evolução sobre a 4200, não pode ser que com a anterior consiga-se o mesmo resultado de que com a nova, senão a evolução não faria sentido algum. Porque usar a pltaforma mais antiga que você tem e não a mais nova? Penso que o Agile vai ocupar um segmento acima dos populares e achei essa economia fora de propósito

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  15. Caio,
    Seu raciocínio, em tese, é correto. É mais do que claro que se tratou de conter custos, mas lembre-se que o desenho com auxílio de computador está tão evoluído que não será estranho se novos projetos vierem a dispensar o subchassi. Hoje faz-se o que se quer em termos de estrutura, distribuição de forças e absorção da energia dos impactos. Se é possível fazer tudo em uma só peça, para quê ter duas?

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  16. Bob,

    Complementando então seu raciocinio, que voltemos ao tempo do chassis e carroceria separados, fim do monobloco. Deve ser melhor mesmo não?

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  17. Alexandre,
    Há alguns anos li sobre isso, a possível volta do chassi e carroceria separados devido tanto à evolução dos perfis, que podem ser bem mais leves do que antes, quanto à facilidade de se poder aplicar diferentes carrocerias a partir de um mesmo chassi.

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  18. Anônimo, Vamodoido e Rodrigo,
    Notem que estamos discutindo novamente suposições (prazo de pagamento de royalties, como fator determinante da decisão de uso da 4200), espaço para pernas de uma e de outra, mais supostas alegações que subchassi piora comportamento.
    Algum de nós já andou no carro, comparou espaço interno? OK, comparar, pode-se fazer com base em especificações técnicas, mesmo assim, vale uma visita a concessionária e comparação entre o Corsa 4300 e o Agile, test-drive de ambos, pelo que ouvi de relatos, há uma evidente evolução no novo.
    Certos conceitos construtivos vem e vão, o subchassi pode ser um exemplo, ouvi do pessoal de engenharia que o 'riding', conforto e manobrabilidade estão melhores que o Corsa 4300, que tinha subchassi. Ainda não confirmei andando, mas assim que eu, ou algum dos que aqui escrevem, testar, vocês saberão.
    Aguardemos,

    CZ

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  19. “Conhecendo um pouco de engenharia de projeto e a excelência do grupo de engenharia da GM, posso apostar que todos os objetivos foram atingidos. Ainda não o dirigi, mas quem já o fez achou o rodar bem agradável. Que diferença faz a plataforma do Agile ser a 4200, do ponto de vista do proprietário? Absolutamente nenhuma!”

    O que mais se pode esperar de um jornalista que já ocupou cargo de relações públicas (ou coisa parecida) no mesmo fabricante (e, pelo visto, parece querer voltar à posição)?...

    Se, num futuro próximo, tivermos um novo produto GM, montado sobre “palataforma” Chevrolet Brasil, usando motor Chevette, mas com um novo e criativo nome, e que faça 18 km/l de algum combustível, provavelmente leremos pérolas semelhantes, desde que "os objetivos" teham sido alcançados (e não superados). Ou seja, para o proprietário, nenhuma informação sobre (ou falta de) avanço tecnológico tem valor.

    Como engenheiro e entusiasta, me dá náuseas ler esse tipo de comentário "especializado".

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  20. Sei que a discussão aqui está focada na plataforma, mas há outro ponto muito polêmico do Agile que é o design. Fiquei feliz de saber que foi um projeto da GM brasileira, mas tem elementos que eu não consigo aceitar. Aquela faixa preta na coluna traseira é horrível, se eu tivesse um Agile eu arrancaria (se for adesivo) ou mandava pintar da cor do carro.
    A roda ficou muito pequena em relação ao veículo e grade e os faróis, embora de desenho muito bonitos são muito grandes em relação ao resto do carro.

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  21. Não disse que a plataforma faz o Agile bom ou ruim. Eu não conheço o carro. Apenas disse que se não comprometer ergonomia, segurança ou conforto... ok.

    Quanto ao design vejo alguns problemas de proporção. Mas é o primeiro passo do estúdio. Vamos ver o que vem pela frente.

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  22. Quanto ao chassi, existe um estudo de propulsão a hidrogênio montado sobre um chassis que pode receber diversas configurações de carroceria. Chama-se "skateboard", foi apresentado há uns 3 ou 4 anos pela GM nos EUA.

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  23. "Sobre o Agile, deixo para o pessoal que ainda está lá comentar.". E o que leva o senhor Carlos a crer que a General Motors irá se manifestar no blog AUTOentusiastas?

    Bob, um chassi de perfil leve, bem mais evoluído que os de antes, nada mais é do que um... SUBCHASSI!!!

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  24. Caio Ferrari25/10/09 14:39

    É bob, realmente pode ser que tenha havido evolução. O que penso dos comentários em geral é que o pessoal pensa que os eng. construiram um Agile sobre um Celta, sem mexer em mais nada. Os comentários são sempre os piores, como "plataforma colcha de retalhos", etc. Reduzem a profissão de engenheiro à de técnico, que troca peça de um pela peça do outro, muitas vezes sem critério.
    Igualmente preconceituoso é achar que o Gol tem a mesma construção do Polo somente por compartilhar plataforma.
    Como a fabrica não dá detalhes sobre todo o processo, TUDO o que sabemos é que o Agile usa uma plataforma baseada na 4200, mais nada. Daí pro resto, é suposição

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  25. Anônimo,
    Essa frase foi do texto do WCC, nosso colunista, Waldemar Colucci, ele trabalhou na GM no passado, foi gerente de carrocerias, hoje profere aulas na FEI. Veja mais sobre ele no Perfil dos Colunistas.
    A intenção foi deixar os detalhes de como o Viva nasceu para os profissionais que estão hoje na GM, alguns quais colaboraram com insights, na condição de anonimato.

    CZ

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  26. Caio Ferrari, você foi exato no ponto.

    CZ

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  27. Carlos, não chame o que digo de suposição, pois já fui dono de Corsa da geração passada e conheço muito bem as qualidades e os defeitos da 4200. Sei o que é andar longas distâncias em estrada sem poder acomodar adequadamente a perna esquerda por conta da tal caixa de roda altamente invasiva. Já houve épocas em que rodei com certa regularidade 700 km em um dia dentro do Corsinha, com direito a pegar trânsito pesado na Marginal e aprender com isso o quão importante é que um carro tenha bom espaço para as pernas, mesmo que quem o dirija não seja alto. Na plataforma 4300, a parede corta-fogo é mais reta e as caixas de roda invadem minimamente, gerando um espaço para as pernas muito bom, quase como de um carro médio.

    E, claro, já vi um Agile por dentro para constatar os tais defeitos de acomodação gerados pela escolha da plataforma 4200 e saber que um Fox ou um Sandero acomodam melhor seus ocupantes, por estarem sobre plataformas mais evoluídas e que já levam em conta exigências que o projeto original da 4200, do início dos anos 90, não levava em conta justamente por não terem grande relevância naqueles tempos.
    Queiramos ou não, reaproveitar uma plataforma mais antiga, mesmo que promovendo mudanças, não esconde os vícios de projeto que ela tem quando se tenta fazer com que atenda a parâmetros mais modernos. A 4200, mesmo que tenha uma carroceria de carro-conceito dos mais futuristas sobre ela, seguirá tendo caixas de roda dianteiras altamente invasivas limitando o espaço para as pernas dos ocupantes da frente, mesmo que se use o artifício de elevar o ponto H para que as pernas dos passageiros fiquem mais recolhidas.

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  28. Eu só tenho uma dúvida a respeito do Agile: ele mantém o volante deslocado para a direita, a exemplo daqueles que lhe cedem a base?
    Se sim, me parece que não haverá muito mais o que comentar a seu respeito. Pode até ser possível aperfeiçoar uma plataforma, mas terá ficado claro que a GM não fez isso.

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  29. Meu Deus do céu! Quanta vela boa queimada para um defunto ruim desses...

    Seja lá qual for a plataforma utilizada, esse carro é grotesco.

    Se brasileiro gostasse de carro e desse valor ao seu dinheiro as vendas dessa trapizonga seriam iguais às indicações de seu tacômetro...

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  30. Vela acesa para um defunto? Acho que as velas são acesas para uma macumba mesmo.

    Chuta que é macumba!

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  31. A suspensão antiga do Corsa só tem um ponto de ancoragem no braço oscilante, em momentos extremos de torque há torção excessiva do sistema e uma roda fica olhando para a outra,provocando "passarinhadas" na frente do carro,além de folgar coxins de amortecedor com muita frequencia,fatos esses que não constato na plataforma 4300, não gosto de sistemas que usam tensores para manter a geometria no lugar ,principalmente com muita borracha macia envolvendo isso, mas vamos ver o que a GM fez nesse Agile, que eu achei bem esquisitinho.....

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  32. mas é óbvio que o Agile não é a mesma coisa do Corsa de 1994!

    o Agile é muito mais feio e mal acabado, isso é óbvio, qualquer um que tenha olhos percebe isso...

    única diferença entre eles é que o corsa não é novidade hehe.

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  33. Leitor atento25/10/09 23:00

    Respondendo a um dos colegas anônimos acima: talvez haja alguém da GM escrevendo neste blog. É a única razão que consigo imaginar para tamanha defesa desse projeto que já nasce ultrapassado, o Agile, sendo que o autor do blog admite que nem o dirigiu ainda...

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  34. Leitor atento25/10/09 23:04

    Astra e Vectra usam a mesma plataforma, diz o autor. E alguém tem alguma dúvida?

    Esse falso Vectra tem o mesmo rodar duro e desconfortável do Astra, ao contrário do excelente Vectra B do qual tomou o lugar. Que, por sinal, tinha subchassi até na traseira, assim como o Ford Focus e outros carros de ride & handling brilhantes.

    Como esperar que o Agile seja melhor que o Corsa 4300 depois dessa demonstração de incompetência técnica da GM?

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  35. Leitor atento25/10/09 23:18

    Esqueci um detalhe: de onde o autor tirou que a GM informa que usou a 4200? Essa informação vem de jornalistas especializados como o Fernando Calmon e o Fabrício Samahá do Best Cars. O resto da imprensa, que se supõe especializada, caiu na conversa da GM de que é uma "nova plataforma". Imagine se a GM reconheceria que usou a plataforma do Corsa 83 (basicamente a mesma do 94 nacional) num carro lançado para 2010!

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  36. Bob Sharp e Alexandre Garcia

    O conceito carroceria + chassis tem sido cada vez menos utilizado. Torna os carros mais pesados (mais consumo e mais problemas ambientais). Dificulta muito a automatização. Além de ser uma construção que por conseqüência se torna mais cara.
    Eu não acredito que se volte a esse conceito. Pelo contrário, a tendencia é cada vez mais a utilização de plataformas comuns. Carroceria + chassis somente restará para veículos de carga.

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  37. Arthur Costa25/10/09 23:36

    O mesmo subchassi que foi dito como "grande coisa" e vantagem do Corsa novo sobre o antigo, agora virou artigo descartável, o própro Bob disse na sua avaliação para o BC. Não dá pra entender,

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  38. Ainda não dirigi um Agile, então não posso julgar o comportamento e a dirigibilidade dele, mas atualmente tenho um Corsa Hatch 2007 e antes dele tive um Corsa Sedan 2001, o de geração antiga, hoje conhecido como "Classic".

    Pois bem...as diferenças em termos de comportamento dinâmico, absorção de impactos da suspensão, posição de dirigir, espaço p/ as pernas, torção da carroceria, acabamento do carro no geral, entre outros aspectos são CONSIDERÁVEIS.

    O Corsa atual é muito melhor e isso se deve sim ao emprego de uma plataforma mais moderna e o subchassi dianteiro.

    Todos os defeitos que antes eu encontrava no meu antigo Corsa foram corrigidos nesse novo e, como admirador e cliente satisfeito da Chevrolet, fiquei decepcionado quando soube que o Agile aproveitaria a base antiga. Esperava algo do mesmo nível ou superior ao Corsa.

    Como já disse....não conheço o comportamento do carro, posso estar enganado com relação a isso. Mas pela foto, já posso observar que o carro herdou um dos "vícios" da plataforma 4200: a caixa de roda invadindo o espaço da perna esquerda do motorista em excesso.

    Espero que a Chevrolet não aposente o Corsa e que, mesmo aproveitando sua excelente estrutura mecânica, lance no mercado uma nova versão, digna do sucesso que esse carro representa p/ a GMB.


    Abraços.

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  39. Leitor atento,
    O ride and handling não tem nada a ver com subchassi, mas com um elenco de caracerísticas aplicadas ao desenho como um todo.

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  40. Henrique,
    Justamente por ser engenheiro e entusiasta é que você deve fazer análise fria e racional, e não partir para o emocional. Ainda falta eu dirigir o carro e sugiro que você o faça, sem preconceito.

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  41. Este comentário foi removido pelo autor.

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  42. Eu tive a chance de ver esse carro ao vivo na semana passada. Por acaso na mesma cor das fotos exibidas nesse post.

    É deprimente.

    Achei o desenho bastante incongruente, uma colcha de retalhos de design que não deu certo. A frente é bastante estranha mas pelo menos é original. A lateral é uma mistura de linhas difícil de engolir e que remete muito ao Novo Ka. Já a traseira é apenas sem graça.

    O carro é tão tosco que não me deu nem vontade de entrar, mas por acaso o gerente da concessionária estava dentro do carro "dando uma aula" sobre ele para dois vendedores. Ao ligar o veículo acendeu-se aquele painel digital num tom de azul tão barato mas tão barato que qualquer relógio digital falsificado de camelô tem um visual mais sofisticado.

    Enfim, um produto que não consegue esconder sua cara de reciclado e não justifica a quantidade de dezenzas de milhares de notas de 1 real que devem ser entregues em troca de um carro desses.

    Não sei qual será o impacto desse novo velho carro no mercado, mas é deprimente entrar numa loja de carro e ver que estamos recebendo um produto NOOOOOVO que está defasado em mais de 10 anos em relação aos novos projetos europeus e no entanto, por motivos inerentes ao país, custa mais que o dobro de algo semelhante e atualizado que esteja a venda no Velho Mundo.

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    1. O Agile é tão pobre que o cofre do motor e a parte interna do capô sequer são pintados na cor do carro. Tudo bem não ter a manta de proteção antichama e ruído que existem nos bons carros, mas sem pintura? Isso e mais aquele painel azul de quarta categoria e não precisa mais nada pra se ter a noção exata de quanto o carro vale: nada.

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  43. Caio Ferrari

    O seu conceito de segurança nos carros brasileiros está influenciado por alguns profissionais de imprensa que infelizmente não entendem nada de automóveis e se põem a escrever e comentar sem qualquer conhecimento técnico.

    Nossos veículos são exportados para diversos países, que possuem requisitos de segurança mais rígidos do que os nossos. Nossos laboratórios de segurança são iguais aos melhores do mundo. Muitas matrizes "contratam" serviços das filiais brasileiras para testes e certificações de segurança veicular. Nossos engenheiros estão entre os mais qualificados do mundo. Assim sendo, quando se projeta um automóvel, na quase totalidade das vezes, dois projetos diferentes, um para países mais exigentes e outro para países menos exigentes traz um acréscimo de custo que deve ser evitado. Projetar um automóvel para ter uma célula de sobrevivência que atenda aos requisitos de deformação mais apertados, depende em grande parte da estruturação feita com peças de aço estampado, que podem ser inseridas em qualquer projeto, novo ou velho, desde que viável economicamente.

    Se a Volkswagen um dia chegar à conclusão de que economicamente é possível fazer uma revisão no projeto da Kombi, para que atenda aos mais modernos requisitos de segurança, pode ter certeza de que isso é tecnicamente viável.

    Não confundamos idade de plataformas com segurança veicular.

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    1. Cinco anos depois e os testes realizados no LatinNCAP mostram que nossos carros são uma vergonha em segurança estrutural e que carro projetado pra mercado emergente nao tem nem de longe a mesma qualidade que carro projetado para ser vendido no primeiro mundo e que carro projetado no primeiro mundo é extremamente simplificado e perde em qualidade estrutural quando é fabricado no Brasil. Isso está mudando... Temos o exemplo do VW up, mas até então seu post não poderia estar mais incorreto.

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    2. BR Cars
      Não tem nada de incorreto neste post. Apenas o Ae não dá a menor importância para esse marketing de segurança em acidentes. Segurança é resultado de carros de boas características dinâmicas, observação das regras de trânsito e motoristas capacitados.

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  44. Leitor atento,
    A discussão é platadorma e a desmedida importância que se dá a ela. O produto Agile não está em julgamento.

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  45. Eu creio que se o carro mantivesse pelo menos a estrutura do "irmão" Corsa C já teria os requisitos necessários p/ brigar com os concorrentes como Sandero, Fox e até mesmo o Punto de igual p/ igual.

    O Corsa ainda é um excelente produto, talvez um dos melhores da linha GM atual, e olha que foi lançado no final de 2001....imagine qual não seria o resultado, um Agile com a base do Corsa, porém com um acerto de suspensão ainda mais aprimorado, adaptado à proposta do carro(compacto de teto elevado)?? Eu mesmo já teria feito a reserva do carro p/ mim....

    Pra mim, o aproveitamento da plataforma antiga foi um erro gravíssimo, até porque o consumidor brasileiro não é mais aquele desinformado de alguns anos atrás. Com a expansão do acesso à Internet, esse mesmo consumidor se tornou mais exigente graças ao conhecimento e às informações das quais tem acesso. Enfim, não tenho mais o que dizer. Mesmo que o carro venda muito bem, coisa da qual não duvido, pela qualidade e confiabilidade reconhecidas da marca GM, o produto final(Agile) poderia ter sido muito superior.

    Como já disse anteriormente....espero muito que o Corsa não saia de linha, pois hoje eu compraria outro Corsa ao invés de um Agile.

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  46. Athur Costa,
    Àquela altura o subchassi foi um ganho. Agora foi a vez de uma versão de estrutura dianteira sem subchassi que pode - não digo que vai - funcionar. Como eu disse, ainda não dirigi o carro, mas posso adiantar que achei o desenho muito esquisito. Aquele plástico preto me lembra baton que excede os limites dos lábios...Mas a discussão desse post é a importância desmedida que se dá ao aspecto plataforma.

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  47. É... como disseram ia vai concorrer com o Fox.... Precisa dizer mais alguma coisa? O sujo ou o mal lavado? Acho que vou guardar o dinheiro na poupança e ficar com o velho Mercedes lotado e motorista, vulgo "busão"

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  48. A VW esta trabalhando em um projeto de um pequeno carro com motor dianteiro boxer. Gostaria de mais informacoes.

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  49. Mister Fórmula Finesse26/10/09 09:12

    Discutir a utilização da plataforma de um carro X ou Y é secundário, o que importa é o que o carro trará de bom (prazer, conforto e principalmente segurança) ao seu proprietário. Julgar carros sem os dirigir - já que estão à mão e não são inacessíveis esportivos - também é bem temerário, julgar simplesmente a idade das plataformas é gerar muito preconceito em relação a um novo produto, mesmo que para os "entendidos" ele não seja novo pois as medidas são as mesmas do falecido carro X...

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  50. Eu já dirigi o Agile, e tenho um Corsa 4300. O Agile é tão o mais silecioso e liso do que o Corsa.

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  51. Para concorrer com o Fox não precisa muita coisa não..........

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  52. Bob Sharp,

    Exatamente por ser engenheiro e entusiasta é que faço uma análise fria e racional. Mas, neste caso, não sobre tecnologias.

    Meu ponto não é o carro (modelo que especificamente não me interessa), mas a sua declaração de que a informação não tem valor, "nem mesmo como curiosidade".

    Patético, se considerarmos que buscamos INFORMAÇÃO, quando lemos matérias e opiniões de jornalistas ditos "especializados" e "imparciais".

    Seu depoimento claramente tendencioso me faz lembrar dos tempos de censura à imprensa. Tempos que, aliás, não vivi.

    E é esse comportamento tendencioso que me dá náuseas.

    Boa sorte.

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  53. O problema não é usar uma plataforma antiga e sim uma plataforma antiga e ruim.

    É só sentar ao volante do Agile pra ver que a caixa de roda invade o espaço da perna esquerda, obrigando os pedais a serem deslocados para a direita, assim vc dirige com as pernas na diagonal com a perna direita encostada no tunel do cambio.

    Outro problema é o painel acanhado e a proximidade do topo do para-brisas com a cabeça.

    Tenho 1,80m e detestei o Agile. É um Celtão.

    O carro que andei estava desmontando, aquela tampa do GPS com a moldura traseira caída, aquela tampa plástica do porta-malas solta.

    A GM virou recicladora e não montadora.

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  54. E olha que ja tive Corsa 4200 e digiri sempre um Corsa 4300 do meu irmão.

    Fiz o test-drive no Agile e detestei.

    Pegaram um Celta deram um banho de loja e aumentaram o preço...

    Aliás pelo espaço na dianteira, acabamento e desenho meu Gol Power 1.6G5 dá de 10 a zero no Celtão...

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  55. há boatos que vai vir uma picape Agile, para o lugar da Montana. uma pena. lá se vão os bons tempos de "Chevrolet: Andando na Frente". o mote da nova GM parece ser os tais 3 "R" que tanto estão na moda "ambiental" atualmente: Reduza, Reutilize, Recicle (não necessariamente nessa ordem)
    agora, se é pra falar do design, diria que é um embate duro (sem contar o que cada produto oferece, considerando apenas a beleza) entre os Ladas dos anos 90, o Logan e o tal Ágile, para ver quem será o novo carro da família Adams.

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  56. Polara a GM está a frente do seu tempo!!!

    Ela é a primeira Reclicladora de Veículos!!! Quer coisa mais ecológica? Hahaha.

    Começou com o Celta que ficou pior que o Corsa 94.

    Depois foi o "Novo Vectra", vulgo Astrão, que ficou muito pior que o Vectra G2.

    E agora o Agile vulgo Celtão.

    Olha sem brincadeira o Agile do Test Drive estava desmontado... Tenho as fotos, tudo que vc punha a mão desmontava.

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  57. o caso do "novo velho vectrastra": minha família adquiriu um esse ano. quando falei que era na verdade, uma evolução do astra, me olharam torto. mas o fato é que, com apenas 3 meses de uso, já aparecem rangidos no interior, borracha da guarnição da porta que descolou com uma semana de uso, alavancas de setas/limpadores que conseguem a proeza de causar dor nas pontas dos dedos (isso é um caso para estudos de acunpuntura) e o tão propalado motor com 140cv: chocho em baixa, vc afunda o pé e ele só faz aquele ronco "uuuuunnnn". de repente ali por 2500-3000rpm ele dá uma despertada, mas fica morno nas altas. parece 16V em baixa e se mostra 8V em alta. e o carro é pesado. só tem final. empurra bem pouco. até pode ter 140cv, mas deve ter uma amarra danada para enquadramento no Proconve. dirigi o tal veículo e quando voltei pro banco do meu saveiro 01 que marca o equivalente a 100 mil milhas, foi uma alegria tremenda perceber que o velho AP ainda dá um belo caldo.

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  58. É, não dá. O holerite da GM tá apertado.

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  59. Leitor atento26/10/09 19:17

    Pelo que estou vendo, o blog deu uma grande bola fora com este post. Os leitores mostraram nível de exigência muito maior que os autores. Se um blog que se diz entusiasta prefere defender a atitude da General Motors, é sinal de que aderiu à corrente predominante da imprensa brasileira, principalmente as revistas, que não estão sintonizadas com seu leitor há muito tempo. Precisamos buscar outras fontes para informação e entretenimento. Uma pena!

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  60. Interessante observar que, em boa parte dos comentários, a essência do post não foi compreendida. Para mim ficou claro que falar em plataforma é muito vago, visto que variações muito significativas podem ser incluídas na plataforma original, praticamente originando uma nova plataforma. Por isso disse, em meu primeiro comentário, que plataforma para mim é mera semântica.

    Não dirigi o Agile, tão pouco me senti atraído por ele. Porém, "malhar" o carro antes de, pelo menos, um test drive, seria muito prematuro e ingênuo de minha parte.

    Também não concordo que, para um carro ser bom, é preciso usar a tecnologia de ponta disponível no momento. Exemplo é o Porsche 911 atual: o motorzão continua pendurado atrás do câmbio, mas alguém duvida que o comportamento dinâmico do carro em curvas seja muito bom?

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  61. Caro Leitor Atento,
    Bom é argumentar com fundamento, ninguém aqui defendeu o Agile, a GM, tampouco falou de nível de exigência de leitores ou consumidores.
    Saiba que no Brasil, como lá fora, os projetos de novos automóveis começam com uma série premissas, entre elas, o sucessor ser melhor que antecessor, entregar mais, o sucessor ser melhor que seus competidores no geral, uma vez que não é possível ser melhor em tudo. O sucessor deve ter nível de custos competitivo, para poder dar lucro e oferecer preços competitivos também, a lista é estensa e não cabe aqui.
    Muitas vezes os fabricantes concluem não ser necessário trazer uma plataforma totalmente nova, para atender bem basicamente às premissas principais, as vezes eles estão certos, outras não, às vezes se dão bem, outras não.
    Como já dissemos antes, tem-se de avaliar o carro para formar uma opinião de produto e analisar se as expectativas dos consumidores ou leitores foram ou não atendidas, quanto àqueles aspectos de produto que lhes são mais relevantes.
    E o ponto que defendemos é formou-se uma corrente crítica baseada no aspecto PLATAFORMA e ele, por si só não é suficiente para fundamentar crítica de produto, pior, antes mesmo do lançamento, sem sequer conhecê-lo.
    No entanto, respeitamos as opiniões de nossos leitores e seguiremos nos empenhando em trazer-lhes análises e insights fundamentados.

    CZ

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  62. Caro, Waldemar e outros. Não duvido da capacidade dos nossos laboratórios muito menos dos nossos engenheiros. O que questiono é se eles realmente utilizaram de todo seu conhecimento (e dinheiro) para investir num carro seguro, assim como fazem na Europa. O Agile é um produto para países emergentes assim como o Sandero/Logan, o qual não deve vender em países que possuam testes de segurança muito mais rígidos do que os nossos. Portanto, é questionável a afirmação de que ele foi feito para suportar testes mais exigentes. É muito claro a diferença entre as notas do Sandero e do Grand Punto nos testes do EuroNcap, e aqui, ambos concorrem na mesma faixa de preço para grandes cilindradas. Como aqui os testes de segurança são fracos e mesmo os que entrarão em vigor em 2014 são tão rígidos quanto os Europeus de 1996, me parece muito claro de que uma empresa não vai gastar dinheiro "a toa", porém para a ignorancia dos leitores brasileiros, que não contam com um instituto que realize e publique o resultado de testes de colisões, resta a esperança de que um carro que use uma plataforma moderna venha "de tabela", por um acaso do destino, algo um pouco mais seguro do que um carro que usa uma plataforma mais antiga.
    Não que a empresa tenha tido essa preocupação, mas pelo simples fato de ter dado a sorte de vir com algo mais moderno, tenhamos ganhado mais segurança.

    Talvez seja uma ilusão, talvez não. Mas são estes o pensamento de quem se contenta com o pouco de informação que recebe.

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  63. E pq nos Brasileiros não temos conhecimento da seguranca oferecida pelos automoveis?

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  64. acho estranho que, a imprensa faz a divulgação de conceitos dentre os quais, a dita plataforma, escrevem páginas e páginas sobre o tema, ajudam os leitores a ter uma visão um pouco menos ignorante sobre aspectos técnicos não tão expostos num veículo e agora que temos um produto que, notoriamente, foi desenvolvido em cima de uma tecnologia que não está em sua última versão, os leitores, talvez instruídos e informados por essa imprensa, são criticados por ela mesma por julgar antecipadamente o produto sem ao menos tê-lo testado... oras... se pra eu ter uma opinião válida e poder criticar o veículo eu tenho que obrigatoriamente dirigi-lo, acho que eu não preciso ler reportagens-testes e impressões. vou eu mesmo tirá-las.
    e em tempo, fazendo uma analogia com o mundo da informática, imaginem o lançamento de um novo sistema operacional, divulga-se que ele foi baseado e desenvolvido a partir de um sistema concebido na década de 90..... será que alguém compraria?

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  65. Caio Ferrari, Logan e Sandero são vendidos em mercados desenvolvidos da Europa também. Não são carros ultrapassados em termos de estrutura.

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  66. Prezado Caio,
    Creio outros também levantaram a questão de segurança versus plataforma. Queria agregar algumas informações, algumas não confirmadas (podem bem ser mitos), de forma a tentarmos concluir algo a respeito:
    1. Fox Europa tem reforços na carroceria, não presentes na versão America Latina, para atingir metas do EuroNcap. Informação que veio de pessoas próximas que trabalharam na VW, eu pessoalmente tentei confirmar, sem sucesso (pode ser mito e acredito seja). Sem especular aqui se é verdade ou não, o Polo brasileiro foi exportado na versão sedan, vi alguns na Alemanha (bem poucos), portanto atende. E o novo Gol? atinge quantas estrelas? até ser testado, ninguém de nós pode afirmar, certo?
    2. Corsa 4300 brasileiro era igual ao europeu? portanto atingiria mesma performance em crash test? não podemos afirmar. E o Viva? tampouco.
    3. Punto brasileiro atinge mesma pontuação do europeu? provavelmente não, está construído em outra plataforma.
    4. Renault Logan e Sandero? provavelmente sim, atinge mesmo índice.
    5. Peugeot 206/7, Citröen C3? não podemos afirmar.
    6. Ford Fiesta e Ecosport? provavelmente não.
    OK, então, sob o ponto de vista de segurança em crash-test, podemos afirmar que os Renault Logan e Sandero estão entre os melhores? Quem compraria esses carros, o faria levando em conta esse quesito como prioritário?
    Eis um ponto do nível de exigência do público comprador, que poderia levar demais fabricantes a aumentarem sua preocupação com esse item, independente da questão plataforma e elevarem o patamar de nossos carros. Plataforma segue sendo item secundário.

    CZ

    CZ

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  67. Polara,
    Concordo com seu ponto de vista, se fôssemos ter a chance de testar tudo... porém, criticar um produto, por que ele herda plataforma de outros e qualificá-lo como ruim, por essa herança, sem nenhuma outra avaliação, é o correto? Defendemos que a qualificação seja feita com base em experiências, seja física, testando, seja lendo material idôneo, que julgue parâmetros válidos, ou que vocês considerem tal. Seguimos dizendo que somente plataforma é insuficiente e não válido.

    CZ

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  68. Entendi Carlos.
    mas pra mim a questão da plataforma é: pô, falaram tanto desse projeto Viva, que seria a salvação da GM, a cara da "nova GM", pra sair um carro desenvolvido numa tecnologia que nem é a mais atual da empresa?

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  69. Caio Ferrari27/10/09 13:48

    Carlos, segundo o Waldemar, eles não criariam uma versão especial do Fox para a europa, justamente por perder com escala.
    O Fiesta, não sabemos. Ao que me consta ele usa a mesma estrutura do Europeu de 2002, não?!
    Enfim, como eu disse, são suposições. O pessoal, ja que não tem nenhum parâmetro de comparação, acaba sonhando que, com uma plataforma moderna, vai levar um carro mais seguro para casa, na "sorte", porque se fosse depender das empresas reforçarem a plataforma, não ia dar nada. Por isso, a impressão de que o Agile é um caso desses.

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  70. Leitor Desatento27/10/09 21:18

    Panela velha é que faz comida boa....

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  71. Marcelo Augusto27/10/09 22:15

    O pessoal daqui também gosta de ser do contra. Se toda a mídia especializada que veladamente vocês odeiam, exceto as em que atuam, falasse que plataforma não significa nada, certamente vocês estariam escrevendo o oposto do que disseram - até para defender o ponto de vista atual já tem gente se contradizendo.

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  72. Carlos, desculpe, mas "insuficiente e não válido"? Agora o consumidor tem que fundamentar sua opinião como o faz um juiz?
    Nunca! Se o consumidor quiser repudiar um produto porque não gostou da logomarca, tem todo o direito de fazê-lo. Quem é a imprensa para qualificar a minha decisão?
    Sou um mero entusiasta estudante de Direito, mas a minha opinião é a mesma do Polara a (boa)imprensa me ensinou a ser exigente e atento, e agora vem a mesma imprensa e me chama de ignorante...
    O fato da GM não ter usado a melhor plataforma disponível demonstra, acima de tudo, que excelência não foi o objetivo final do projeto. Se vou comprar um carro, quero que ele tenha sido feito da mais esmerada maneiro possível, dentro do limite imposto pelo preço. É o que ocorreu com o Punto, o Civic, o Corolla, Hilux e muitos outros.
    Além do que, o carro é feio pra c....

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    1. O consumidor não tem que fundamentar a sua opinião, mas ao menos trazer argumentos válidos, para uma discussão que valha a pena.

      Comentários como o seu, por exemplo, de que o "carro é feio pra c..." não adicionam nada na discussão.

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  73. Caro Marcelo Augusto,
    Creio não há pessoas neste grupo que odeie a mídia especializada, alguns fazem parte dela e somos da opinião que rancores e rivalidades, alimentados por diferenças de idéias e pontos de vista, simplesmente não funcionam, nem cabem aqui.
    Mais bem, nós estamos indo em contra ao que a maior parte dos reportes de avaliação que eu li, mais alguns comentários de quem sequer havia avaliado, pois o carro não estava lançado. Nosso objetivo foi simplesmente tentar desmistificar a qualificação de um veículo e seu julgamento de valor e capacidades, a partir da palavra plataforma.

    CZ

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  74. The Stig,
    Nosso objetivo com esse post foi levantar uma questão do pre-julgamento de valor, baseado em informações e suposições não válidas, para emitir esse pre-julgamento. Procuramos demonstrar, com exemplos, o por que o conceito plataforma é insuficiente para embasar um 'ataque' a um produto.
    Assim, cremos estar ajudando os consumidores e auto-entusiastas, como nós, com esclarecimento, a buscarem seu juízo de valor, com base em parâmetros válidos e os que lhes sejam mais relevantes.
    Com relação ao seu ponto 'o fato de a GM não haver usado a melhor plataforma disponível', posso dizer que concordo parcialmente, mesmo sem conhecer a fundo esse projeto, nem o processo decisório de sua conceituação, uma vez que a GM tinha à mão, as plataformas 4400 e a nova e ainda não lançada, 4500. Mas note que todos seus concorrentes, nesse segmento, aqui no Mercosul, tomaram decisões parecidas, a VW usou no Gol, um pouco do PQ24, de 2002, a PSA melhorou o 206, a Renault não trouxe o novo Clio, a FIAT não empregou o Punto como sucessor do Palio (Punto brasileiro não é exatamente igual ao italiano e está posicionado acima), e nosso Idea usa boa base da plataforma do Palio, ou seja, se todos os fabricantes buscam caminho alternativo, podemos concluir que eles tiveram uma barreira semelhante, nas suas considerações, o custo versus o preço e posicionamento.
    Os outros carros que você citou, são todos de segmentos acima e neles, vemos que o brasileiro já pode conviver com produtos semelhantes aos oferecidos ao primeiro mundo.
    Curiosamente e por outro lado, vejo que o primeiro fabricante a 'ousar' e trazer um produto, no segmento de entrada, com preços compatíveis a seus competidores diretos, tirado do melhor existente lá fora, que consiga ao mesmo tempo, pode ter um enorme triunfo na mão e tenho o palpite que isso está próximo de ocorrer.

    CZ

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  75. Henrique,
    Tendencioso de quê? Por acaso enalteci o Agile? Mais uma vez: a discussão desse post é plataformas, não produto. E repito: plataforma não ineressa, mas o resultado daquilo que é oferecido ao consumidor.

    28/10/09 17:01

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  76. Leitor atento,
    Para de dizer besteira e faça jus a seu pseudônimo! Você está fazendo questão de não entender e tumultuar. Por que não cria um blog ou um site?

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  77. Temos algum crash teste divulgado no brasil, fora aquele que o gol foi considerado o menos inseguro?

    Quanto a estrutura do fox: Tirar uma camada de chapa reduz o peso em +- 50 kilos 50 x 3 reais o kilo do aço = 150 reais por carro.
    150 x 5 000 carros por mes = 750 mil reais. É, acho que vale a pena...

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  78. Gostaria de comentar que, se esse post gerou tanta polemica e comentários, deve haver uma razão para tal. Minha conclusão é que, se estamos debatendo tão exaustivamente a questão é porque ela é relevante sim. Ao contrario do que alguns escreveram, a plataforma é importante, pois é ela que "oferece" a base do comportamento dinamico - que pode, obviamente, ocilar dentro de uma certa margem, dependendo do "acerto" dos componentes - mas será sempre dentro dessa margem imposta pelo uso da plataforma.

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  79. Thiago,
    Plataforma e comportamento dinâmico não têm nenhuma relação entre si.

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  80. Bob Sharp,

    Acho que preciso repetir, pois sua leitura talvez não tenha permitido claro entendimento: meu ponto não é o carro (modelo que especificamente não me interessa), mas a sua declaração de que a informação não tem valor, "nem mesmo como curiosidade".

    Ou seja, eu ENTENDO que a discussão do post não é o Agile (que, mais uma vez, não é carro que me interesse especificamente).

    O que acho PATÉTICO é que alguém que se coloca como jornalista possa dizer o que interessa ou não ao leitor. Aliás, a repetição do seu (infeliz) conceito não o faz válido.

    Ainda mais PATÉTICO se levarmos em consideração que, em outros artigos, o mesmo "jornalista" faz uso da informação sobre plataformas... A quem quiser atestar, seguem alguns links (todos de sua autoria; todos com informação sobre plataformas):

    http://www2.uol.com.br/bestcars/testes3/corolla-2009-1.htm
    http://www2.uol.com.br/bestcars/testes3/volvo-c30-1.htm
    http://www2.uol.com.br/bestcars/testes2/fusion-1.htm
    http://www2.uol.com.br/bestcars/testes3/sentra-1.htm
    http://www2.uol.com.br/bestcars/testes3/tiida-1.htm

    Por que será que, naqueles casos, foi interessante mencionar as respectivas plataformas (mesmo que só por "curiosidade"), mas no caso do produto GM não?... Estaria o "jornalista" se contradizendo no seu próprio conceito?...

    A propósito, quanto a tendencioso, releia seu próprio relato. O enaltecimento, que não se dá ao Agile em si, acontece a favor da “excelência do grupo de engenharia da GM”. Pronunciamento que pareceria imparcial, caso o “jornalista” não tivesse ocupado cargo de Assessor de Imprensa do mesmo fabricante, mas indevido, no caso do post.

    Mais uma vez, boa sorte.

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  81. Henrique,
    À medida que se vai ganhando experiência (nunca se para), é possível e admissível mudanças de conceitos. Essa é uma dessas mudanças e não tenho o menor receio de admiti-lo. Se você ficou desapontado, sito muito, mas eu nunca insistiria num erro só por ter dito diferente no passado. Plataforma é mesmo um detalhe irrelevante, quer você e outros achem ou não. Quanto à excelência da engenhaira da GM, no Brasil, ela é compartilhada com outras duas: Fiat e Volkswagen. Nada há de parcialidade nisso.

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  82. Bob Sharp,

    Que seja ressaltado que tal "passado" ocorreu há pouco mais de um ano.

    É direito seu mudar seus próprios conceitos, principalmente quando para melhor -- o que não acho tenha sido o caso, pois restrição de informação NUNCA é melhor.

    Mas pelo seu raciocínio, haverá então o dia em que nada será dito sobre motores, mas somente quantos quilômetros fazem com um litro de combustível, quanto de velocidade máxima e retomada, etc. Ou seja, apenas os préstimos destes.

    Quanto à "excelência de engenharia", não me darei ao trabalho de pesquisar quanto à Fiat, mas lembro de sua passagem também pela Volkswagen -- o que acaba igualmente dando caráter tendencioso à sua afirmação.

    Finalmente, informação sobre plataforma NADA tem de irrelevante. Eu e muitos outros leitores buscamos essa informação, como tantas outras (de caráter prático e/ ou teórico).

    Se tais informações não constarem em seus futuros artigos, respeito, pois serão de sua autoria. Mas daí ao querer advogar isso como uma regra, acho que o jornalista sofre demais de "complexo de deus".

    Boa sorte.

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  83. Henrique, no final não é o que importa sobre os motores?

    O quanto somam ao desempenho do carro, o quanto consomem de combustível e o quanto poluem?

    No final das contas, é isso que importa, o resultado final, e não o ano do projeto do motor ou suas tecnologias. Ganha quem entrega a melhor relação entre os atributos citados no começo.

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  84. Caio Ferrari,

    Acredito que, no final, é isso que importa para algumas pessoas, enquanto outras buscam maiores detalhes.

    Aqui mesmo, entre leitores e colunistas, há aqueles que têm paixão por motores V8, outros que não enxergam motores turbo como verdadeiros ícones esportivos. Há também os que se encantam com os motores boxer, enquanto outros demonstram interesse por motores 2 tempos... Enfim, há gostos e preferências diferentes, cada um com necessidade maior ou menor por informação.

    Nada contra aqueles que buscam informações mais sintetizadas, mas acho que, pelo menos aqui, a maioria dos “autoentusiastas” busca aprofundamento, além de respeito.

    Quando alguém que, pelo menos em tese, defende a imparcialidade e a qualidade para os veículos de informação (no caso sobre automóveis) se coloca como contrário à divulgação de um determinado detalhe (sendo este relevante ou não), sinto-me ludibriado. Principalmente quando tal “manobra” parece querer bajular determinado fabricante.

    Ainda quanto ao post, respeito a opinião de todos que o escreveram, mas me incomoda especificamente a forma taxativa e autoritária que foi feita pelo jornalista em questão, principalmente quando, há bem pouco tempo, ele fazia exatamente o contrário.

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  85. Henrique,
    A coisa toda é muito simples. Você acha esse detalhe importante; eu não acho. Não há nada de autoritário nisso. Tratou-se apenas de fazer ver aos leitores que o que vale a pena ser olhado num automóvel. Mas você é livre para ler textos de jornalistas que pensam como você. Você não precisa mais se sentir incomodado.

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  86. Bob Sharp,

    De certo que a coisa toda é muito simples. Há aqueles que acham determinada informação importante; outros que não.

    Aqui, a maioria discordou de sua opinião. Ou seja, pelo menos entre os leitores do blog, "o que vale a pena ser olhado num automóvel" é algo diferente do que você pensa.

    Mas concordamos num ponto. Eu posso buscar textos que acredito tenham algum valor. Nesse caso, porém, seu (na minha opinião, infeliz) pensamento estava inserido no artigo de outro autor.

    Aqui, não vou mais me "incomodar" com seus argumentos.

    Boa sorte.

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    1. Henrique,

      Vc discutiu tanto sobre a informação prestada pelo colunista, dizendo não ser ela relevante, mas no fim a sua briguinha de gatos é que não nos trouxe ABSOLUTAMENTE NADA. Pensei que leria algo de interessante nos seus comentários, mas só fez perder meu tempo.

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  87. Falou-se aqui sobre subchassi e sua desnecessidade nos dias de hoje. De fato, ele pode mesmo não ser tão necessário assim, mas há um detalhe que torna seu uso algo interessante: facilidade de funilaria.
    Se houver uma batida mais forte, o trabalho maior da oficina para recuperar a estrutura do carro vai ser reconstituir as travessas laterais em que o subchassi se apoia. Dependendo do estrago, até se consegue recuperar o subchassi no cyborg. Se a peça estiver irrecuperável, bastará arranjar um subchassi novo e montar nele todos os componentes que em um carro sem subchassi iriam direto na estrutura.

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  88. Se a plataforma não interessa e se a mecânica é conhecida e não entusiasma, o que dizer de um Agile feio por fora e horroroso por dentro?

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  89. O último anônimo fez um comentário MUITO pertinente!
    Muito se fala e se investe em segurança, absorção de impactos, eficiência, ergonomia, etc etc etc... mas ninguém fala em reparação.
    Ou melhor, quando se fala em reparação, fala-se apenas em manutenção periódica e chega, findo o prazo de garantia, "passa-se o produto adiante". Ou seja, tornou-se implícito o conceito de que carro bom é carro descartável.
    Está errado isso! Carro tem que ser reparável. Acidentes não deveriam acontecer, mas com tamanha densidade automobilística (carros/km de vias) nos grandes centros urbanos, torna-se simplesmente impossível nunca passar pelo dissabor de um acidente.
    E quando isto ocorre, faz-se o que? Troca-se de carro? Por qualquer bobeira? Errado! Carro não é lixo, não foi feito de lixo, e acredito (ainda) que dinheiro não é capim nem dá em árvore.
    "Ah mas isso se torna problema da seguradora". Problema não! Pra ela interessa que tudo se classifique como perda total, pois ela minimiza suas perdas, afinal, sabemos que todo e qualquer carro vale muito mais desmontado do que inteiro. Isso é muito fácil de ser comprovado, basta fazer uma lista de peças que compõe qualquer carro e levantar os respectivos preços em concessionárias. O resultado é espantoso.
    O subchassi realmente facilita ENORMEMENTE o reparo numa colisão. Facilita ao reduzir o número de horas de reparo. Facilita ao se ter a garantia de que está absolutamente de acordo com o gabarito geométrico do carro. Facita até o processo de fabricação do carro!!! Mas claro, facilita de reparação fabricante nenhum leva em conta.
    Fabricante não leva em conta, mas consumidor atento SIM! Portanto, como não sou fabricante, só compro carros onde a manutenção é acessível, racional e inteligente. Trocando em miúdos: hoje, em pleno século XXI, carro sem subchassi, na minha casa, NÃO ENTRA.
    Pronto, podem argumentar o que quiserem quanto a ride and handling, rigidez, eficiência, etc... quanto à facilidade de reparação, subchassi é imbatível, fato!
    E contra fatos não há argumentos.
    Sugiro que não sejamos "descartistas" quando nos referimos a carros, e sim preservacionistas. Até o meio-ambiente agradece!

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  91. Apesar de estar muito atrasado li o artigo só agora. E não posso deixar de comentar.
    A revolta de muitos comentários simplesmente demonstra um fator muito importante que percebo há anos. O Brasileiro gosta de aparecer. Um exemplo disso é a venda de carros 2012 ainda nos primeiros meses de 2011. Como eu vou comprar um carro "desatualizado"? Como vou comprar um carro novo de plataforma antiga. Se meus parentes descobrem? O que eu faço?
    O cara compra um popular, carro de baixo custo, 1.0~1.4 e ainda reclama da plataforma ultrapassada.
    Se não desejamos passar por isso ou se prezamos tanto assim pela "segurança", pelo visual mais "novo" ou ainda pela plataforma mais "atual" não deveríamos tomar como parâmetro carros populares. Caso do Corsa, Agile e demais.

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  92. jusr_awaked, eu tambem só li agora, e ia Comentar a mesma coisa que voce.
    Se querem um carro atualizado, com motor potente, confortavel, que atenda todas as suas necessidades e exigencias, comprem um carro de luxo.
    O duro é ter 100.000,00 para pagar por isso. Na verdade o problema está nos altos impostos do Brasil.

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  93. Li vários comentários técnicos a respeito da plataforma do Agile. Ótimo! Mas tenho uma informação importante: eu tinha, ao mesmo tempo, um Corsa II 09 e um Ágile 10. Era muito mais feliz dirigindo o mais barato. O Ágile chegava a assustar com chuvas fortes, fator que determinou a venda do carro.

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  94. Chevrolet Agile e Renault Clio não conseguem nenhuma estrela no Latin NCAP

    Com novo padrão aos moldes dos testes realizados no continente europeu, o Latin NCAP divulgou nesta quarta-feira, 24, os resultados da nova bateria de testes de segurança, a primeira etapa deste ano – no final do semestre serão divulgados outros resultados. Entre os avaliados está o Chevrolet Agile e o Renault Clio. Ambos decepcionaram com nada mais, nada menos que 0 estrela para a proteção de adultos. O hatch da Chevrolet conseguiu duas estrelas na proteção de crianças, enquanto o da Renault obteve uma estrela.

    Entretanto, o Agile avaliado pelo Latin NCAP é o vendido no mercado argentino, ou seja, airbags frontais e freios ABS não estavam entre os equipamentos de segurança (a instituição passou a considerar os freios antitravamento nesta nova etapa). O Renault Clio testado também é na versão comercializada na Argentina, que traz o sobrenome Mio, porém trata-se do mesmo modelo oferecido no Brasil, já que ambos não contam com airbags frontais e freios ABS de série – no país vizinho o carro traz airbags como opcional.
    De acordo com o divulgado do Latin NCAP, no Agile “os dummies passageiros registraram esforços elevados no teste de impacto; resultado da instável estrutura do habitáculo do carro, expondo-se a área dos pés do motorista a maiores riscos. As forças sobre a cabeça do motorista foram inaceitavelmente altas”.

    Já no Clio “a estrutura do habitáculo do foi qualificada de instável nos testes de batida. As forças sofridas pelas cabeças dos dummies foram inaceitavelmente altas. A proteção do passageiro infantil também apresentou problemas. Uma baixa compatibilidade para a cadeirinha infantil e um fraco desempenho nos testes dinâmicos lhe concederam uma qualificação”. Confira abaixo os vídeos:

    disponivel em http://www.noticiasautomotivas.com.br/chevrolet-agile-e-renault-clio-nao-conseguem-nenhuma-estrela-no-latin-ncap/ acesso em 24 jul 2013

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  95. Então, procurei este tópico justamente quando lí a avaliação do Agile no Latin NCAP... E me lembrava desta antiga discussão sobre plataformas.
    Gostaria de pedir ao Bob Sharp e aos demais profissionais, que se pudessem, reabrissem essa discussão da plataforma com outro viés: SEGURANÇA.
    Ok, já falamos que "plataforma não define comportamento de carro", mas vamos lá então, o que dizer de um carro que levou nota ZERO e compartilhava a plataforma de um carro antigo, e outros que ainda compartilham da mesma (Classic levou 1 estrela)... Até onde os vícios e virtudes da plataforma estão envolvidos nessa incrível semelhança?
    Deixo a pergunta: A plataforma do Corsa 4300 é então mais segura que a 4200? E assim mesmo ela saiu de linha?
    Comentem. Abraços.

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  96. Bruno
    Esqueça plataforma. Esta é um dado meramente interno e descritivo, das fábricas, que não tem absolutamente nada a ver com desempenho, muito menos com segurança. A imprensa, de um modo geral, abraçou esse conceito, que agora parece não ter mais jeito. Igual ao famigerado termo 'montadora', que quem usa quer passar a imagem de entendido, "muderno"....

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