TRINTA ANOS: CHEVROLET MONZA



Nos anos 1970, estava em moda na indústria automobilística o conceito de “carro mundial”. Era um conceito perseguido por todos os fabricantes naqueles tempos de primórdios da globalização.

A idéia do carro mundial era ter um mesmo modelo sendo vendido em vários países, de forma que cada um deles fabricasse um “pedaço” do carro e assim aproveitar a economia de escala para diminuir os custos de fabricação. Por exemplo, se um mesmo carro fosse vendido em cinco regiões do mundo (América do Norte, Japão, Europa, América do Sul e Austrália), sairia mais barato ter apenas uma fábrica que produzisse motores para todas as regiões do que ter uma fábrica de motores em cada região. E o mesmo ocorrendo com transmissões, suspensões etc.

A primeira tentativa da GM de ter seu carro mundial foi o projeto T, que aqui no Brasil ficou conhecido como Chevette. Na Alemanha, era o Opel Kadett C, na Inglaterra, Vauxhall Chevette, na Argentina, Opel K180, na Austrália, Holden Gemini, nos EUA houve três versões: Chevrolet Chevette, Pontiac T1000 e Isuzu I-Mark. Uma curiosidade é que o primeiro T-Car a ser lançado foi o nosso Chevette, em março de 1973.

O projeto de fazer o mesmo modelo em vários pontos do mundo deu certo, porém o método de produção não: Apesar de serem basicamente o mesmo modelo, eles eram todos produzidos localmente.

Nova tentativa foi feita pela GM no final da década, mas desta vez com um carro médio: o projeto J. O projeto J tinha a mesma ambição do projeto T, de tornar-se um carro mundial, mas desta vez a GM voltou-se mais ao método de produção, garantindo que suas fábricas ao redor do mundo tivessem capacidade de produzir tanto para o mercado local quanto para exportação. Por exemplo, os motores ficaram a cargo da fábrica de São José dos Campos, no estado de São Paulo, enquanto as transmissões viriam da Isuzu japonesa, o eixo traseiro viria da Opel na Alemanha e os braços de suspensão, da Holden na Austrália.

Opel Ascona C. Parece-lhe familiar? Repare a ausência de quebra-ventos

O projeto J foi um sucesso. Os primeiros a serem lançados, em março de 1981, foram o Chevrolet Cavalier e Cadillac Cimarron, nos EUA. Poucos meses depois foram seguidos por Opel Ascona C, na Alemanha e o Vauxhall Cavalier, na Inglaterra. Para o ano de 1982, novas versões vieram: Buick Skyhawk (EUA), Oldsmobile Firenza (EUA),  Pontiac J2000 (EUA), em abril de 1982 foi lançado o nosso Chevrolet Monza. Outros modelos continuaram aparecendo: Holden Camira (Austrália) e Isuzu Aska (Japão).

Nem todos fizeram sucesso. Particularmente o Cadillac Cimarron, considerado por muitos como o pior Cadillac de todos os tempos. O Cimarron era mais um dos carros para a crise que não veio. De olho arregalado em cima dos crescentes preços do petróleo, a Cadillac queria sua versão do projeto J, mas com os EUA em crise, ela tinha poucos recursos e pouco tempo para desenvolver seu J. No fim das contas, com pressa e sem orçamento, o Cimarron não passava de um Cavalier (mal) enfeitado, só que custando o dobro deste. Teve vendas pífias e entrou para a história de forma nada honrosa.

Cadillac Cimarron 1982

Porém, apesar do "pior Cadillac de todos os tempos", outras versões fizeram sucesso, e muito. Nos EUA, o nome Cavalier existiu até 2005. Consideradas todas as versões em todos os países, os carros do projeto J somaram vendas de mais de 10 milhões de unidades, tornando-se a 5ª plataforma mais vendida do mundo.

Este foi o carro que chegou no Brasil em abril de 1982 como Chevrolet Monza. E chegou fazendo muito barulho. O Monza foi um daqueles carros que veio para dar uma enorme sacudida no nosso mercado, trazendo um elenco de novidades que não era visto por aqui já há algum tempo – os últimos "novidadeiros" haviam sido o Volkswagen Passat em 1974 e o Fiat 147, em 1976.

Na época, seus concorrentes eram os Ford Corcel II e Volkswagen Passat. E ele dava um banho de modernidade em todos. Apesar do Monza não ter sido pioneiro em muita coisa, pela primeira vez todos os itens de modernidade vinham juntos em um carro: comando de válvulas no cabeçote com fluxo cruzado (FNM 2000, popularizado mais tarde no Chevette), tração dianteira (DKW-Vemag), juntas homocinéticas (Corcel), motor transversal (Fiat 147), suspensão dianteira McPherson (Simca Chambord). e. suspensão traseira de eixo em torção (Passat). De inédito, trazia o tanque de combustível localizado à frente do eixo traseiro, sob o banco de trás, o que, além de aumentar a segurança em caso de impactos, preenchia um "espaço morto" que ficaria não aproveitado, liberando espaço na traseira para aumentar a capacidad do porta-malas.

Prospecto de lançamento do Monza

Isto foi tão marcante que todas estas características juntas estão em praticamente todos os carros compactos e médios da atualidade. Pode-se dizer que o Monza foi o primeiro carro moderno, na concepção atual, que desembarcou no nosso mercado. Fiesta, Palio, Corsa, Fox, Cobalt, Logan, apenas para citar alguns, são carros que hoje ainda usam estas soluções mecânicas que o Monza trazia em 1982.

Além disso, o motor do Monza trazia uma sacada interessante: a bomba d'água acionada diretamente pela correia dentada. Até então, em todos os carros nacionais (ok, não em 100%, pode tirar o DKW da lista, ele usava termossifão), a bomba d'água era acionada pela correia do alternador (ou dínamo, dependendo do caso), se esta arrebentasse, era necessário parar o carro imediatamente porque a refrigeração do motor ficaria comprometida. 

Mesmo no Fusca, que não tinha bomba d'água por ser arrefecido a ar, a turbina era acionada pela correia do dínamo. Com o Monza, no caso de quebra da correia, podia-se seguir em frente até onde a bateria permitisse, pois a falta da correia do alternador não parava a bomba d'água.

O primeiro Monza lançado no Brasil foi o hatchback 2-portas. Esta carroceria só existiu aqui. As carrocerias americanas eram diferentes das nossas, que seguiam a linha européia, sendo alinhadas com o Opel Ascona C. Este nunca teve uma versão hatchback 2-portas, somente 4-portas, que também não existiu aqui. 

Havia duas versões de Monza, o básico e o SL/E, mais luxuoso. Seu motor era um 1,6-litro, em versões a álcool e a gasolina, que desenvolvia 72 e 73 cv, respectivamente. O motor a gasolina era mais potente, porém esta potência aparecia a 5.400 rpm, contra 5.200 rpm da versão a álcool. Este tinha um torque maior (12,6 contra 12,3 m·kgf) e numa rotação inferior (2.600 contra 3.000 rpm), o que fazia com que o motor a álcool, apesar de marginalmente menos potente, fosse mais agradável de andar por ser mais torcudo e mais elástico. Câmbio, só de quatro marchas.

Hatch, o primeiro a ser lançado...

Imediatamente este motor foi considerado fraco para o tamanho e peso do carro. Acelerava de 0 a 100 km/h na casa dos 17 segundos, número facilmente conseguido por muitos carros com motor 1-litro atuais. Um dos culpados por estas baixas potências foi a infeliz idéia da GM de economizar escolhendo um carburador de corpo simples, enquanto VW e Ford já usavam corpo duplo no Passat e no Corcel. Na Europa houve uma versão deste GM 1,6-litro com carburador duplo que desenvolvia 90 cv, ironicamente fabricado aqui (lembrou que os motores do J saíam do Brasil?), ou seja, a GMB poderia ter usado solução semelhante se quisesse. 

Da forma como foi feito aqui, a modernidade do motor não aparecia perante os de seus concorrentes, Corcel e Passat, que também usavam motores de 1,6 litro e que, para piorar, ainda eram mais leves. Um Monza SL/E pesava 80 kg mais que um Corcel.

Sendo assim, seu desempenho foi muito criticado já no começo. Não demorou muito para a GM responder: Ainda no final de 1982, apresentou a versão 1,8-litro do Monza, para a linha 1983. Ainda com carburador simples, mas com o aumento da cilindrada a potência ia para 83 cv, 10 cv a mais do que no 1,6. O torque subia 2,1 m·kgf, para 14,4 m·kgf. Com o novo motor, o 0 a 100 km/h caía de lentos 17 segundos para razoáveis 14 segundos. Não que fosse um canhão, mas já fazia melhor que Corcel e Passat. Porém, ignorando a tendência da época de favorecimento dos carros a álcool, a GM só lançou o 1,8 a gasolina. Quem queria um Monza a álcool tinha que se contentar com o fraco 1,6-litro.

Em abril de 1983, um ano após o lançamento, o Monza ganha uma versão sedã de quatro portas. Decisão acertada da GM, pois a moda dos hatchbacks estava passando, o mercado pedia sedãs. Uma curiosidade é que as primeiras portas desta versão vinham da Alemanha, sem quebra-vento. Era uma solução provisória até que as portas começassem a ser fabricadas aqui e recebessem quebra-ventos. A GM já tentara aboli-los, ao lançar o Chevette sem quebra-ventos, mas um ano antes, ao introduzir a linha 1983, voltou atrás e equipou seu carro pequeno com eles. 

...seguido pelo sedã 4-portas...

O mercado aceitou bem o Monza sem quebra-ventos (de fato, a ventilação interna dele era muito melhor que a do Chevette) e a versão quatro-portas acabou nunca ganhando-os até o fim de sua vida. Uma curiosidade na versão quatro-portas era os encostos dos bancos dianteiros serem rebatíveis, pois eram os mesmos bancos dos duas-portas.

No fim do primeiro semestre de 1983, o Monza recebe a opção de câmbio de cinco marchas no conceito 4+E, em que a velocidade máxima é atingida em quarta e a quinta serve para reduzir o consumo rodoviário e o ruído do motor. Em setembro deste é lançado o Monza sedã duas-portas, já como modelo 1984. Esta era uma exigência do nosso mercado de então, que ainda era tomado por um preconceito contra carros de quatro portas, cuja fama era de serem próprios para serem táxis. 

Além disso, havia o medo de que uma criança abrisse inadvertidamente a porta traseira, medo que era infundado, pois desde o fim da década de 1950 os carros de quatro portas já tinham uma trava próxima à fechadura que impedia sua abertura por dentro, justamente para proteger as crianças, caso do Renault Dauphine, de 1959. O Monza duas-portas vinha para satisfazer aqueles que queriam um sedã familiar sem as portas traseiras. A família se completava.

Em 1983, quase 88% dos veículos vendidos no Brasil eram movidos a álcool, percentual que aumentaria até chegar a 90% em 1988. Uma versão 1,8 do Monza movida a este combustível fazia falta na linha, portanto. Demorou, mas quando chegou, em março de 1984, veio bem: O novo motor 1,8 a álcool veio com 96 cv de potência e torque de 15,1 m·kgf, nada menos que 13 cv a mais e 0,7 m·kgf a mais que a versão a gasolina. E isso ainda com carburador simples e com a mesmíssima cilindrada. O 0 a 100 km/h caía para a casa dos 13 segundos, o que era considerado muito bom para a época.

...e o sedã 2-portas completa a linha

Agora já não faltava mais nada para o Monza, ele tinha tudo que não teve no lançamento: motor forte, a álcool, sedã duas-portas e câmbio de cinco marchas. Ainda assim, provando que se pode melhorar ainda mais um time que está ganhando, em setembro de 1984, já para a linha 1985, era adicionada a opção de câmbio automático, um transeixo Hydra-Matic TH-125 de 3 marchas, importado dos EUA. Era o mesmo usado no Chevrolet Cavalier, o Monza dos americanos.

Não deu outra: Com tantos predicados e com as arestas aparadas, o Monza foi o carro mais vendido do Brasil em 1984. Um feito espetacular num mercado em que tradicionalmente o carro mais vendido sempre havia sido o Fusca, exceto em 1983, em que o campeão foi o Chevette, ambos carros de outra faixa de preço. Pela primeira vez, um carro médio, muito mais caro que os carros do segmento de entrada, conseguia ultrapassar a todos em número de vendas. Com as qualidades que tinha, nada era mais merecido.

O Santana, um concorrente de peso, havia sido lançado no final de 1984, mas a GM não dormiria no ponto: Em abril de 1985, ela causa uma polêmica: mexe novamente no seu time vencedor, trazendo a primeira reestilização dele. Na época, não se pensava em lançar a linha 1986 em abril de 1985, como se faz hoje, em que a linha 2012 do Celta saiu em fevereiro de 2011: a linha 1986 só poderia ser lançada no segundo semestre. Portanto, o novo Monza lançado em abril passou a ser conhecido como Monza 1985 Fase II, sendo que o mercado apelidou-o de "Monza 85 e meio". Aqueles que compraram Monza 1985 até março ficaram furiosos: Tinham um carro do ano, mas que já não era mais o modelo atual.

Por fora a reestilização foi leve, apenas mudanças nos detalhes: novo desenho das tomadas de ar na saia dianteira e novas lanternas traseiras com pisca-pisca âmbar, mas, por dentro, a mudança foi radical. Novos bancos, com apoios de cabeça reguláveis dianteiros e traseiros (os anteriores eram fixos e apenas nos bancos dianteiros), novos tecidos navalhados, mais agradáveis ao toque, descansa-braço central no banco traseiro, novo painel, trazendo conta-giros, voltímetro e econômetro, relógio digital (o anterior era analógico), enfim, o Monza ganhava muito em sofisticação por dentro. Os compradores do Fase I tinham realmente motivo para estar zangados, o interior do Monza ficava muito mais agradável no 85 e meio. Com essa melhorada toda, o Monza defendia a liderança e repetia o feito: carro mais vendido do ano de 1985.

No início de 1986, o Monza fica mais atrevido: é lançada a versão esportiva S/R. Feita em cima da carroceria hatch,  além de todo o visual esportivo, com aerofólio exclusivo, ela recebe várias alterações visando o desempenho: No motor, carburador de corpo duplo e comando de válvulas esportivo, que elevam sua potência para 106 cv e o torque para 15,6 m·kgf  a altas (para a época) 4.000 rpm, indicando a "braveza" do motor, feito para uma versão esportiva. Este motor recebeu o nome de 1.8/S.

Monza S/R, a versão apimentada

O S/R também recebeu um câmbio "close-ratio", de cinco marchas reais (máxima em quinta), suspensão recalibrada privilegiando a estabilidade e rodas aro 14", com pneus de perfil baixo 195/60R14. Assim ele ganha não só a aparência esportiva, mas também desempenho de esportivo, para a época: 0 a 100 em 12 segundos. Só não ia melhor porque o peso de mais de 1.100 kg atrapalhava.

Apostando que era o carro desejado por todos, o Monza se aventurou nas altas rodas: Praticamente ao mesmo tempo em que era lançado o esportivo S/R, foi lançada a versão de luxo Classic. O Classic trazia motor mais potente, com carburador duplo, mas sem os toques esportivos do S/R, o que deixava sua potência em 99 cv. O interior era mais refinado ainda, com um tecido felpudíssimo, e abundantes forrações anti-ruído eram aplicadas a ele para garantir o silêncio. Também tinha apliques laterais mais largos e rodas exclusivas, além de poder vir pintado em duas cores, a pintura "saia e blusa". 

O Classic ambicionava conquistar o jovem executivo de sucesso, que achava que o Diplomata era "carro de velho" para ele,  preferia um carro moderno, mas que queria um carro luxuoso. Também era para bater a versão CD do Santana e não deixá-lo sozinho nesta faixa de mercado de carros médios de luxo, é verdade.

Assim que foi lançado, em 1986, o Classic era tratado como uma série especial do SL/E, mas em 1987 o Classic ganharia o status de versão topo definitiva do Monza devido ao seu sucesso.

Monza Classic, o Monza de luxo

Para a linha 1987 o Monza sofre sua primeira baixa: deixam de ser fabricadas as versões básica e SL/E do Monza hatch, carroceria que agora resiste apenas na versão esportiva S/R. Também deixam de ser disponíveis os motores de 1,6 litro, que já andavam esquecidos desde o lançamento do 1,8-litro a álcool, pouco mais de dois anos antes. Ainda assim, o Monza teve fôlego para repetir o feito dos dois anos anteriores: carro mais vendido de 1986. 

A grande novidade foi o lançamento da versão 2-litros e a adoção do carburador de corpo duplo Brosol 2E7 para toda a linha. Com isto, as potências do motores a gasolina subiram para 95 cv no 1,8-litro e 99 cv no 2-litros, enquanto que as potências dos motores a álcool foram para 95 cv no 1,8-litro e 110 cv no novo 2-litros. Apesar da potência do 1,8-litro a álcool ter caído 1 cv, o torque subiu de 15,1 para 16,1 m·kgf. Na prática, o novo 2-litros a gasolina tinha desempenho muito semelhante ao novo 1,8-litro a álcool. O desempenho do Monza com motor 2-litros a álcool ficava brilhante. Mesmo com seu câmbio longo 4+E, fazia de 0 a 100 km/h em apenas 11 segundos, número considerado até esportivo na época e ainda hoje muito bom.

Apesar da boa novidade do motor 2-litros, em 1987 o Monza viu a liderança de mercado ser assumida pelo Gol. Além disso, pela primeira vez em sua história suas vendas foram menores do que no ano anterior. O ano de1986 havia sido o melhor para o Monza no mercado e ele nunca mais repetiria as 81.960 unidades vendidas. Mas, apesar de mais fraco, o campeão ainda estava muito longe da lona, ainda era líder absoluto em seu segmento. Seu principal concorrente, o Santana, ainda continuava com motor de 1,8 litro, o que o deixava bem para trás em desempenho se comparado ao Monza de 2 litros, principalmente a versão a álcool. Contra o Del Rey, então, com seu fraco motor CHT, era bater em bêbado.

Em 1988, o Monza sofreu algumas pequenas alterações. Foi adotada uma saia dianteira em plástico, lanternas com filetes pretos nas versões SL e SL/E e lanternas novas na versão Classic, iguais às do Ascona alemão. Novos tecidos nos bancos completam o conjunto de (poucas) alterações deste ano.
Pequenas alterações para a linha 1988

Em 1988, uma luz de alerta se acendia. Na Europa, o Ascona C saía de linha para dar lugar ao moderno Vectra, uma evolução da plataforma do Monza, com mais espaço interno e melhor aerodinâmica. O Monza deixava de estar sintonizado com o que acontecia no "primeiro mundo". Nos EUA, o Chevrolet Cavalier recebia sua primeira reestilização. Também nos EUA, saía de cena a infame versão Cadillac Cimarron, que seria lembrada em todas as listas de "piores carros do mundo". 

Outra má notícia para o Monza no Brasil era que o VW Santana recebia, no meio do ano, seu motor de 2 litros, o AP2000. Com o mesmo diferencial 4,11:1 do 1,8, acelerava muito bem. Eu mesmo tive um Santana GLS 1989 2-portas com motor 2000 a álcool, uma das coisas que me lembro do carro era o quão encapetado ele era para acelerar. Só mais tarde, na linha 1990, é que o diferencial foi alongado, para 3,89:1, perdenndo um pouco de aceleração mas ganhando em conforto em estrada com menos consumo de combustível.

Para 1989, mais uma baixa, o esportivo S/R nos deixa. O Monza iniciava sua trajetória de descida. Ainda era muito firme no mercado, é verdade, mas em vez de aumentar o número de versões, a GM passava a se concentrar nas mais expressivas. Uma única alteração mecânica: o câmbio automático recebeu bloqueio do conversor de torque, passando a ser chamado de TH-125C. O bloqueio do conversor atuava em última (3ª) marcha, funcionando como uma "embreagem", acoplando diretamente motor e transmissão, o que eliminava o deslizamento do conversor de torque. Isto resultava em menor rotação do motor, menor ruído e maior economia de combustível na estrada.

Em 1990, a novidade era a série especial 500EF (comemorativa à vitória de Emerson Fittipaldi na 500 Milhas de Indianápolis de 1989), que abandonava o carburador em favor de uma injeção eletrônica analógica Bosch L-Jetronic, multiponto (quatro válvulas injetoras, uma por cilindro). A ignição não mudava: para eletrônica, mas com distribuidor e avanço controlado por contrapesos e cápsula de vácuo, o mesmo sistema usado nas versões carburadas. O motor, somente a gasolina, ganhava 17 cv, indo para 116 cv, ficando mais potente que os 110 cv da versão a álcool, fazendo 0 a 100 km/h em menos de 11 s. Isso tudo ainda sendo mais econômico, chegando a fazer 14 km/l na estrada, mostrando as vantagens da injeção eletrônica sobre o carburador: mais potência e menos consumo – tudo de bom. Também era disponibilizado o computador de bordo, opcionalmente para as versões SL/E de série nos Classic.

500EF: oMonza do Emerson, primeiro GM nacional com injeção eletrônica

Chega 1991 e o Monza sofre sua transformação mais radical: Recebe uma reestilização completa no seu desenho externo. Parece que a GM gastou toda a verba modificando a parte externa, pois por dentro só mudaram os painéis de porta e uma faixinha no painel em frente ao passageiro, todo o resto era idêntico. Lembro-me da decepção que tive ao entrar em um Monza em 1991 e constatar que ele era quase igual ao 1988 por dentro, apesar de toda a diferença do lado externo.

A frente foi muito modificada, inspirada no Omega europeu (lançado lá em 1986, mas que só aportaria no Brasil em fins de 1992) enquanto a traseira era esticada, recebia novas lanternas, pára-choques envolventes e a tampa do porta-malas descendo até o pára-choque. O comprimento do carro cresceu em 12,7 cm só por conta destas modificações, sendo 8,5 cm na dianteira, que ficou mais afilada, e 4,2 cm na, traseira. Porém, a GM não mexeu no carro entre o pára-brisa e a vigia traseira. Por economia de custos, a lateral continuava idêntica. Esta lateral do início dos anos 1980 contrastava com a moderna frente aerodinâmica, com faróis e pára-choques envolventes. 

Para piorar, a enquanto a dianteira ficava mais curvilínea, a traseira ficava quadradona. Parece até que o sujeito que desenhou a dianteira não conversava com o que desenhou a traseira. E que nenhum deles parece ter olhado para a lateral do carro em que estavam mexendo. O Monza mudou, mas não necessariamente para melhor: Mudou por mudar, só para fazer os modelos anteriores parecerem velhos. Só que estes tinham um equilíbrio de desenho que faltava ao novo.


Dianteira e lateral que não harmonizavam

A linha 1991 mantinha os modelos SL, SL/E e Classic, sendo que este último recebia a injeção eletrônica L-Jetronic (estreada no 500EF) como opcional (um opcional caríssimo na época). Quem se dispusesse a pagar o alto preço do Monza Classic MPFI (multi-port fuel injection), recebia um carro com um bonito painel digital, exclusivo desta versão. Na linha 1991 o Classic recebe rodas de 14" de série.

Antecipando-se à entrada em vigor da segunda fase do Proconve (Programa de Controle de Poluição do Ar por Veículos Automotores), a partir de janeiro de 1992, no meio de 1991 o carburador foi aposentado em todas as versões do Monza, sendo substituído por uma injeção Rochester TBI monoponto, chamada de EFI (electronic fuel injection). Ao contrário da versão MPFI, esta era uma injeção digital, controlada por um microprocessador (a L-Jetronic era analógica) e também incluía o controle dos mapas de ignição. Sendo assim, o distribuidor deixava de comandar o avanço do ponto de ignição, eram retirados os contrapesos e o cápsula de vácuo, passando a ser uma mera referência de ponto para o módulo da injeção, que agora comandava o ponto de ignição de forma digital.

Também havia a versão EFI a álcool, cabendo ao Monza a honra de ser o primeiro veículo injetado movido a álcool no mundo. Com a injeção, os motores ganharam potência e torque, diminuíram as emissões para se adequar às maiores restrições do Proconve e também diminuíram o consumo, evidenciando mais uma vez a grande vantagem da injeção eletrônica sobre o carburador. Os motores 1,8-litro a álcool e gasolina ganharam respectivamente 4 cv e 3 cv (passando ambos para 99 cv) e 0,9 e 0,3 m·kgf (passando para 16,0 e 14,6 m·kgf), enquanto que os motores 2-litros a álcool e gasolina ganharam respectivamente 6 cv e 10 cv (passando para 116 e 110 cv) e 0,7 e 0,4 m·kgf de torque (passando para 16,6 e 18 m·kgf).

O bonito painel digital do Monza

Em 1992, a versão Classic MPFI finalmente ganha sua ignição digital, um módulo EZ-K (mantendo a injeção analógica, no entanto), o que sobe sua potência de 116 para 121 cv, o motor mais potente já instalado pela GMB num Monza. O torque tem uma pequena queda, de 17,8 para 17,7 m·kgf, provavelmente por causa da adequação às restrições de emissões. Os apoios de cabeça também mudam para toda a linha, passando a ser vazados. O painel digital passa a ser de série em todos os Classic, não mais é exclusivo dos MPFI.

Em 1993, mudanças cosméticas, lanternas dianteiras brancas, disponibilização como opcional do espelho eletrocrômico, cintos de segurança de três pontos no banco traseiro, freios traseiros a disco e regulagem de altura do banco do motorista e dos faróis. O Classic MPFI recebe freios ABS. 

No fim deste ano, o Monza sofre mais um golpe: O moderno Vectra, que havia sucedido seu irmão Ascona na Europa em 1988, é lançado aqui no Brasil. Com o sucessor já na arena, a linha Monza entra agora oficialmente em declínio. A primeira baixa foi a versão de luxo Classic, que teve sua última safra em 1993. Junto com ele, o motor MPFI é descontinuado na linha Monza. O Vectra havia chegado para tomar seu lugar, como fizera na Europa cinco anos antes.

Monza Classic 1993, sua última safra

Em 1994 as denominações SL e SL/E passam a GL e GLS, seguindo a nova nomenclatura da GM, que já estava sendo usada nas linhas Corsa, Vectra e Omega. É lançada uma série especial limitada Hi-Tech, equipada com painel digital e freios ABS, herdando as "sobras" do estoque de peças do recém-finado Classic.

Para 1995, o motor de 1,8 litro é aposentado, sobrando apenas os de 2 litros. A GM está diminuindo o leque de opções, focando-se nas mais procuradas, claro indício de modelo em franco declínio. Os frisos laterais ficam mais simplórios que no modelo 1994.

Em fins de 1995 é lançada a linha 1996, que deixa de oferecer a versão duas-portas. Além disso, deixa de ser oferecido também a opção de câmbio automático, restando apenas o manual de cinco marchas. Os frisos laterais, que já haviam sido simplificados em 1995, praticamente viram uma mera tira de borracha de 5 cm de largura. Sinal de que o "depenation team" está trabalhando no Monza. Agora ele está limitado a apenas duas opções: GL e GLS, ambas 4-portas e com motor de 2 litros.
Monza GLS: já em franco declínio

Em março de 1996 é lançada a bela e moderníssima segunda geração do Vectra, o Vectra B (o anterior é conhecido como Vectra A), que havia chegado à Europa em setembro do ano anterior. Curiosamente, este é um raro caso de pai que enterrou o filho: O Vectra A nos abandonava em fins de 1995 e o Monza se mantinha em linha, ainda que cambaleante.

O novo Vectra B era o sucessor do sucessor do Monza na Europa. Colocar o Monza e este Vectra lado a lado era covardia: separados por 14 anos de projeto, o coitado do Monza parecia jurássico. Ele agora agoniza: com a chegada do Vectra, o Monza perde sua versão mais luxuosa GLS, ficando apenas o despojado Monza GL no mercado. Mas mesmo este duraria muito pouco, apenas mais alguns poucos meses. 

Aproximava-se a entrada em vigor da terceira fase do Proconve, em 1º de janeiro de 1997. As novas restrições às emissões de poluentes demandariam alterações no motor do Monza, que deveria receber nova injeção multiponto e catalisador para se adequar. A GM, que não queria colocar dinheiro bom no moribundo Monza, achou que era melhor lançar logo uma versão despojada do novo campeão de vendas, o Vectra GL, para tomar o seu lugar. Portanto, não haveria Monza 1997.

Último Monza a ser produzido, um Monza GL 1996
(cortesia do MonzaClube)

Desta forma, ferido mortalmente pela nova legislação anti-poluição, em 21 de agosto de 1996 o último Monza sai da linha de produção da GM em São Caetano do Sul, após 14 anos de seu lançamento e somando 857.810 unidades produzidas no Brasil.

Escrevo esta história emocionado, pois tenho um carinho todo especial pelo Monza. Já fui o feliz proprietário de três deles: um Classic 1989 4-portas automático, um GLS 1995 4-portas manual e um Classic 4-portas automático da última safra, 1993. No total, tive Monza por 15 anos, aprendi a conhecer sua mecânica e suas manias a fundo. Depois do Monza, ainda tive dois exemplares do seu descendente, o Vectra B.

O Monza morreu, mas deixou muitos herdeiros. O carro J, ou Ascona C, foi uma grande virada na Opel alemã, que junto com o Kadett D de 1979 (na Alemanha), mudaram toda a concepção da Opel, de motor longitudinal e tração traseira para motor transversal e tração dianteira, com grandes vantagens em eficiência energética e aproveitamento de espaço. Praticamente todos os carros lançados depois deles seguiram esta mesma base: Corsa, Astra, Vectra e até o Opel Insignia. 
Três últimos Monza produzidos, que estão no acervo da GMB
(cortesia do MonzaClube)

A influência do carro J hoje sobrevive nas plataformas da GM atuais: Gamma, Delta e Epsilon. Em muitos carros GM atuais de motor transversal e tração dianteira há um pouco do carro J. Em um Chevrolet Malibu há um pouco do Monza: sua plataforma, a Epsilon, veio da do Vectra B, que veio da do Vectra A, que veio do J, obviamente recebendo muitas evoluções ao longo do caminho. Em um Celta, então, nem se fala, há muito de Monza nele.

Neste ano de 2012, completam-se 30 anos do lançamento do Monza, o que significa que a partir de agora é possível haver Monza com a placa preta. Existe aqui no Brasil o Monzaclube (do qual participei por muitos anos, quando era proprietário de Monza). Entrei em contato com o presidente do clube, o William Bertochi, que me informou que até o momento ele não tem notícia de nenhum Monza de placa preta.

Você que tem um Monza 1982 em perfeito estado, se habilitaria a ser o primeiro a receber a placa preta?

CMF

226 comentários :

  1. Em 2001 tive um Monza SL/E 1988 - velhinho, portanto. Hoje tenho um Lancer, passei por vários carros bons, mas nunca tive o prazer que tive com aquele Monza. Eu inventava desculpa para viajar. Deixou saudades.

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    1. Caramba de um Monza para um Lancer!
      Isso sim e prosperar...
      E ainda você tem saudades do Monza?

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    2. Anonimo;
      Paixão é paixão e pronto.

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  2. Meu pai teve um monza 1985 1.8 Alcool, com relógio digital, antena elétrica, injeção automática de gasolina, esse carro foi da família de 1993 a 2001, com mais de 200.000 km em 1998 houve um problema no comando de válvula que nenhum mecânico de Curitiba conseguia resolver, foi necessária uma viajem de 500km com 4 pessoas e porta-malas cheio, num tempo que a BR-101 em SC estava começando a ser duplicada, mesmo com o motor engasgando pois a válvula de admissão de um dos pistões permanecia fechada e perdia potência, porém em altas rotações o problema ficava imperceptível, fazendo o carro chegar a 140 km/h facil no plano. Aprendi a dirigir nesse carro confortável e bom de guiar. Saudades do nosso Caixão Branco.

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  3. Rafael Ribeiro03/10/12 12:49

    Lá em casa meus pais tiveram 3 Monzas, todos adquiridos 0km: SLE 1.8 4p 1984, Classic 2.0 2p 1988 e SLE 2.0 4p 1991, todos a álcool. Depois dele, vieram um Vectra A 1994, Omega 1994 e Astra 1998. Antes dos Monzas, 3 Caravans.

    Sinceramente, ótimos carros que a GM fez em suas épocas (juntamente com o Vectra B). De 2000 para cá, nunca mais tivemos carros da marca, e estamos cada vez mais longe de tê-los. A GM perdeu o "tesão" de fabricar bons carros, passou a fazer só carros sem graça, baratos ou feios, e às vezes tudo isso junto. O Cruze parece ter vindo para mudar esse panorama, mas recuperar o desejo é mais difícil do que mantê-lo...

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    1. Tenho que concordar que o Cruze é bem bonito. Até admirei da GM fazer um carro tão bonito porque Classic, Cobalt, Montana deveriam figurar entre os carros mais feios já fabricados, no nivel do AMC Peacemaker

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    2. Pra vc ver como gosto é gosto... eu não acho o Classic feio, jamais colocaria ele no mesmo balaio desses outros monstrinhos que a GM anda vomitando. Apenas achei a reforma do modelo 2011 desnecessária. Um carrinho honesto mas que já passou de seu tempo.

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  4. Junior Antonini03/10/12 12:52

    Eu tenho um carinho especial pelo Monza, um tio meu tinha um Classic 88. Nossa, lembro dos bancos bem confortáveis. Eu e meus primos nos divertíamos bastante quando ele nos levava para dar um rolê. Pena que a "dinastia" teve seu último repesentante digno no Vectra B.

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  5. Victor Gomes03/10/12 13:07

    Só tenho uma lembrança de infância do Monza, que se não me engano era um Monza Club 1994. Me chamava muita atenção o painel digital e o banco traseiro com descansa-braço. E claro, a luzinha vermelha nas portas!

    Já perdi horas na internet me divertindo, procurando informações sobre os outros carros da plataforma J. O Pontiac J2000 então, quase não achei fotos.
    Gosto muito do segundo Cavalier, bem raro de se ver por aqui, afinal.

    Esse post já serve de pretexto para criar um novo, em que pesquisariamos quais equipamentos deveriam existir em nosso Monza, mas que só foram disponibilizados em outros carros da plataforma J. Exemplo: O motor V6 do Cavalier e do Cimarron.

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    1. Amigo acho q vc tinha um Monza Classic, pq o Club, não tem painel digital e luzes nas portas, anão ser q foram adaptados, coisa q na época era meio dificil de acontecer. vlw :)

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    2. Interessante é que na década de 80 tinha um kit de transformação em fibra de vidro, da Envemo se não me engano, que deixava a frente do Monza igual à do Pontiac.

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    3. Victor Gomes04/10/12 14:03

      Obrigado pelo esclarecimento! Eu era bem novo mesmo, coisa de 6 anos de idade. Talvez o Club seja lembrança de algum outro Monza que eu tenha visto na rua por acaso.

      Mas não esquecia aquele painel digital de jeito nenhum! Me amarrava nele!

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  6. Os carros daquela época tinham os faróis e piscas dianteiros que pareciam que estavam prestes a cair, com vãos enormes e desiguais entre eles e a lataria, desde zero... rsrs

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    1. Dãããããã... Que comentário mais inteligente esse seu...

      Aliás, você já tinha nascido nessa época ou era ainda um espermatozóide à procura de um óvulo???

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  7. Grande Monza. O melhor brasileiro da época!!!

    O 2 portas + hatch (3 portas) não se resumiu ao Brasil. Foi oferecido nos EUA pela Chevrolet:

    http://auto.howstuffworks.com/chevrolet-cavalier2.htm

    Ass Maníaco da Suspensao

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    1. Victor Gomes03/10/12 13:38

      Como dito no texto, o hatch daqui tinha carroceria diferente do hatch americano.
      Monza hatch nacional: http://bestcars.uol.com.br/carros/gm/monza/hatch-83-4.jpg

      Cavalier hatch (EUA): http://static.ddmcdn.com/gif/chevrolet-cavalier-3.jpg

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    2. Taí! Se aquele concurso de "maior brasileiro de todos os tempos" fosse justo, daria um espacinho para o Monza!

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    3. Menos, menos.

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  8. É, o Cruze não é um alemão da Opel, é um coreano barato.

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    1. Isso porque a Opel para os alemães rende uma boa quantidade de piadinhas, até hoje...

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    2. Mas a plataforma e powertrain são Opel.

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    3. Gostem ou não, os coreanos estão no mesmo nível de Opel, e logo logo a Hyundai estará superando-a..

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  9. Foi citado que, quando lançado, o Monza S/R tinha um comando "esportivo". Na prática, alguém sabe quais as diferenças do comando do Monza S/R pro Monza comum? Precisei trocar o meu outro dia (S/R 1986) e todo catálogo que olhei dizia que o comando do Monza 1.8 era o mesmo pra todas as versões...

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    1. O S/R tinha um comando mais bravo, tanto que o Monza Classic tinha o mesmo carburador e 7 cv a menos. Se não me engano (não tenho certeza), o comando do S/R foi aproveitado no 1,8-litro a gasolina e 2,0-litro a álcool e gasolina de 1987.

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    2. Essa diferença também existe entre o CHT normal e o CHT fórmula. Tente falar isso pro mecânico ou pro cara da auto peças!

      João Paulo

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    3. Autopeças são terriveis....Eles teimam com a gente e a gente sóp falta passar por doido ou teimoso.

      Esses tempos pedi um par de discos para a Ranger e falei que era a 98->.. 4x4 o cara falou que Ranger era tudo igual: Apareceram com um par de discos de exportação da Ranger pré 98 4x4 e suspensão dianteira twin-i-beam...

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    4. Filipe Favoreto04/10/12 11:07

      Dizem que o comando do S/R ser mais bravo é lenda pois não existe um código específico para ele na GM. E eu concordo com isso, se o comando é diferente dos demais ele deveria ter uma numeração específica e não tem.

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    5. Pode até ser lenda mas os números da ficha técnica denunciam veneno na aspiração com uso de comando de maior cruzamento. Só pode ser isso já que a eletrônica ainda passava longe nesses tempos.

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    6. Amigos, tenho 6 Monzas, um deles SR. Sempre ouvi falar que o comando mais bravo é lenda. O que fazia o Classic ser mais fraco era uma trava na abertura do segundo estágio do carburador. Isso limitava a potência. Essa trava pode ser removida facilmente. De todo modo, realmente o comportamento do SR 1.8 parece ser de um carro com comando mais "bravo". Os comandos de Monza tem uma letra impressa na parte próxima ao distribuidor. Valeria o esforço de comparar. É importante olhar isso antes de trocar o comando para garantir que será utilizada a peça com a mesma especificação. Retirando-se o distribuidor fica bem fácil visualizar qual a letra impressa no comando.
      Abs

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    7. Ei, amigo das 00:52

      Parabéns pela sua coleção de Opels. Mande umas fotos aí para o AE para compartilhar conosco.

      PS Esse Classic com trava no 2º estágio era um Brosol 2E?
      Outra coisa que não foi mencionada até o momento é que o S/R usava um Brosol BLFA.

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    8. Obrigado! Gosto muito dos Opels mesmo.
      Pelo que sei a trava também saia no BLFA. Na verdade só o SR 1.8 saia com o BLFA, os 2.0 já saiam com o 2E.
      Se quiserem conhecer melhor os Monzas, entrem no youtube no canal LCDBEST, lá temos vários vídeos dos Monzas.
      Abs

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  10. Joca Mello03/10/12 13:27

    Ler esse texto foi uma viagem maravilhosa no tempo!
    Quando em 1985 meu pai comprou o seu primeiro Monza, fui contaminado pela paixão por carros. A partir dos meus 11 anos passei a ser leitor e colecionador das principais revistas especializadas.
    Em 1990, tínhamos 3 Monza (1984, 1985 e 1989) em casa, e eu com 16 anos...
    Com as chaves-cópia no bolso, não resistia à tentação dirigir escondido de meu pai por várias horas durante as madrugadas de Porto Alegre.
    Aquilo sim era direção defensiva e cuidadosa; o temor de ser descoberto e decepcionar meu pai era muito grande, mas o prazer que eu sentia era ainda maior.
    Que saudade dos Monza!

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  11. Meu pai comprou um Monza 90 zero km, saindo de um Passat Flash. Um dos carros que mais me impressionaram na minha infância.

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  12. Um dos carros mais desejados da década de 80, senão o mais. Quem não tinha queria ter, tanto é que mesmo sendo caro e de um segmento superior, foi o automóvel mais vendido do Brasil durante 3 anos.

    Me lembro quando meu pai chegou em casa um dia e disse: -Comprei um Monza.
    Putz, eu garotão com meus 18 ou 19 anos fiquei maluco: - Cadê, cadê?
    E ele me mostra no pé sua mais nova aquisição, um sapato Monza da Samello. E ele até me mostrou a caixa do sapato pra provar. Hahaha! É um gozador mesmo.

    E continuamos de Fiat Spazio mesmo.(que aliás ele tem até hoje).

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    1. Desejado?

      Acho que perdia pro XR3 de longe...

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    2. Começou a richinha besta! São dois grandes carros e fim de papo!

      João Paulo

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  14. "Mudou por mudar, só para fazer os modelos anteriores parecerem velhos. Só que estes tinham um equilíbrio de desenho que faltava ao novo."

    E continuamos com a nossa gloriosa história automotiva nacional...

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  15. Conheço bem, he, he! Foram três (um hatch standard 83, um SL/E 84, e um SL/E 85, os dois duas portas) do meu pai, e um (GLS 95) meu. A GM estava começando uma era de ouro no Brasil, com este carro! E de todos eles, o mais fantástico foi o Classic "saia e blusa" em dois tons de marrom metálico, com interior monocromático caramelo: "o" Monza entre os Monza! Por ter sido o sucesso que foi, e pela imensa legião de admiradores até hoje, temos a sorte de contar com milhares de exemplares deste saudoso GM ainda impecáveis em conservação e originalidade.

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    1. Concordo, muitos consideravam cafona essa pintura, mas ver um Classic ou um Diplomata nessa configuração...era coisa de nobreza em seu tempo!

      MFF

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    2. Mr.Car
      Voce nao acha que o melhor Monza foi a a versao 500EF? Acho mais legal que o saia e blusa.
      Falam do grande impacto no lancamento do 500EF mais ou menos na mesma epoca do lendario Gol GTI.
      Voce vai ao Salao do Automovel desse ano? Quais as marcas sugere que sejam visitadas , uma vez que terei so um dia em SP para a visitacao?

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    3. O 500 EF puxava mais para o esportivo (como não podia deixar de ser) e eu sempre prefiro as versões mais voltadas para o requinte. Assim sendo, prefiro o Monza Classic ao S/R ou EF, o Opala Diplomata ao SS, o Escort Guia ao XR-3, o Dodge Le Baron ao Charger R/T, e assim por diante. Não sei se vou ao Salão, mas se fosse e tendo pouco tempo, evitaria perder tempo com tudo aquilo que posso ver facilmente a qualquer hora nas concessionárias.
      Abraço.

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    4. Anônimo das 18:52, o Mr Mobilete tem um Logan... Eu só não esperava uma resposta tão broxante!

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    5. Mr. Car
      Percebi que vc gosta de conforto e nao velocidade como eu supunha...
      Mas ok há muitas formas de de gostar de carros.
      Vc chegou a ter ou guiar o Santana? Dizem que era outro departamento !

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    6. Para minha preferência, o "outro departamento", à epoca, eram mesmo os carros da GM, he, he!

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    7. Mr. Car;

      Voce parece meu pai: Teve 3 Chevettes, um Monza e 3 Vectras na vida dele de motorista. Só escaparam o Passat 81 (comprou zero por falta de opção) e o i30 atual dele, que nem de longe, ele gosta tanto como gostava do Vectra 99 GLS...

      Definitivamente GM é paixão. Pena que a linha atual esteja destruindo tudo isso nos fãs da marca...

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    8. Eu tive 3 Monza e 2 Vectra, ambos B, 98 e 2002. Quando lançaram o vAstra aqui, em 2005, eu fiquei sem substituto pro meu Vectra B. Aquilo não era Vectra, era uma involução, um Astra esticado e enfeitado. Resultado? Menos um cliente fiel, troquei meu último Vectra por um Fusion.

      Aposto que muitos dos atuais proprietários de Civic e Corolla vieram de uma série de Monzas e Vectras... A GM entregou sua clientela de bandeja pras japas quando resolveu economizar no Vectea C

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    9. Mr. Car
      Pelo q falou sua opção por um Opala seria com motor 4cil e automático, certo?
      Deve ser um tédio e dar um somo danado andar com vc de carro
      Deixa de ser um autoentusiasta almofadinha
      Aí que sono.....
      Zzzzzzzzzzzzzzzzzzzz...

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  16. No site do Monza Clube há o mais lindo e fofo de todos os Monzas.

    http://www.monzaclube.com/histo/catalogos_MC_monza_clodovil.shtml

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  17. Monza da Arpra.

    http://www.mundoemminiatura.com.br/colecao/miniatura.php?id=3328&foto=-90-858jl7739vgg48d9dp74-g.jpg

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  18. Que boas lembranças! Tivemos um GL 2.0 94 lá em casa, que foi meu ao final da jornada na família (quase 10 anos).

    Entre suas qualidades, vale destacar:
    - Bom torque em baixa
    - Trocas de marcha precisas e suaves (+ que muito carro atual)
    - Rodar macio (em parte devido aos pneus de perfil alto)
    - Freio a disco nas 4 (nunca entendi, afinal só vinham no GLS)

    Tinha algumas características inusitadas:
    - 2 portas num carro familiar!?
    - Inadequados pneus 185/60 R13
    - Ausência de conta-giros
    - Ausência de ar condicionado, associado a um interior escuro e quente - quebra ventos era fundamental.
    - Tampa do porta-luvas que insistia em quebrar

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    1. Por que inadequados pneus 185/60 R13?
      Imagino quão confortáveis devem ser um carro com esses pneus.

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    2. Este comentário foi removido pelo autor.

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    3. Sim, eles proporcionavam o rodar macio. Mas se "dobravam" facilmente nas curvas dado o perfil exagerado.

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    4. Gustavo
      Não sei se é o caso mas no Vectra discos na traseira indicavam presença de ABS. Comprou usado? Disco nas rodas de trás só mesmo no GLS como vc mesmo disse. Talvez o dono anterior os tenham adaptado. Aliás, já vi Corsa com discos na traseira, por sinal o mesmo conjunto do Monza/Kadett. Acho que vc quis dizer 185/70 R13, certo?

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    5. Gustavo Cristofolini03/10/12 15:15

      Os pneus eram 185/70/13

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    6. Gustavo, eu gostava da opção de 2 portas num carro médio. Para uma família que tem que tirar e pôr a cadeirinha, poder bascular o banco da frente gera menos contorcionismo que ter uma porta ao lado. De mais a mais, EU não uso o carro para parar em fila dupla na porta de colégio, e considero que carro quatro portas muito careta.
      Os pneus 185/60/13 parecem adequados à proposta do carro e ao uso que se faria dele: Andar por ruas e estradas, mantendo uma boa velocidade de cruseiro e um bom conforto. Mesmo andando um pouco mais forte que o recomendável, eles não eram insuportavelmente ruins, coisa que não se pode dizer dos pneus mais largos e de perfil extrabaixo usadoa atualmente, que desperdiçam combustível, roubam espaço interno, deixam o carro menos confortável, geram bolhas nos flancos (o que anula a vantagem que seria a maior durabilidade da banda de rodagem) e são ótimos para a prática de corrida em autódromo, drifting, slalon, etc., ou seja, deixam o carro "lindão", com a aparência de um modelo de corridas, mas não são práticos para o dia-a-dia.

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    7. Lorenzo Frigerio03/10/12 16:14

      Você quer dizer 185/70-13... o mesmo do Santana e Corcel II.
      Não existe aro 13 série 70.

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    8. Lorenzo Frigerio03/10/12 16:18

      Aliás, não existe aro 13 série 60.

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    9. Verdade. O texto do Gustavo me confundiu, mas eram 70. E eram muito bonitos...

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    10. Na verdade, 185x70x13 até 1990

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    11. Se bem me lembro, o primeiro Uno 1.5R vinha com 185/60 13", a confirmar.

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    12. Italo
      Não, eram 165/70-13. Eram Pirelli P6 e só saíram nesse carro.
      185/60-14 saiu no Uno turbo iE.

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    13. Agora fiquei na duvida se o perfil era 60 ou 70. Lembro que eram bem altos.
      Quanto ao freio a disco atras, acho pouco provavel que o dono anterior tenha adaptado. Conversando com um ex-vendedor da chevrolet, ele disse que sairam alguns GL assim, mas nao encontrei nada oficial. Por isso a enterna duvida.
      Brauliostafora, tambem nao sou muito chegado a pneus de perfil fino. Ate sao bonitos, mas tem todas essas desvantagens que vc citou.
      Mas no Monza eu achava exageradamente altos. Isso tinha la sua vantagem, como eu disse. Mas eu achava estranho. Questao de gosto mesmo.

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    14. Gustavo;

      O Corcel II e os Monzas eram 185/70R13

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    15. Lorenzo...
      Sempre sempre houve pneu aro 13 série 60.
      Podia não equipar o Monza, mas existe sim. Até na medida 185.

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    16. Os pneus do Monza eram 185/70 13.
      Pneus série 60 com aro 13 existem mas não são fabricados no Brasil, portanto não foram utilizados aqui. MAs eram utilizados em versões de carros pequenos europeus como o Uno, o Renalt 5 entre outros.

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    17. O Monza também usou 185/65-14 no Classic e nos últimos modelos.

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    18. Como conhecia o carro em questão, posso afirmar, 185/70 - 13. Lembro pois meu gol, na época calçava 195/60-14 e comparávamos isso.

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    19. Daniel Machado
      Tem certeza de que o seu Gol usava 195/60-14? Isso aí é rodagem de Santana/Quantum. Gol usava 185/60-14 (GTS/GTi) ou 195/50-15 (GTi 16V).

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    20. Eu troquei os pneus originais mesmo. O original era este que vc citou mesmo.Fiz essa manolagem nele. Ficou parecendo um jipe.

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  19. Um carro muito importante para a história da GM, sem dúvidas...figurar como o mais vendido não é coisa para fracos, ainda mais que esse carro nunca foi lá muito acessível.

    Tivemos dois na família, em substituição temporária aos Opalas e Caravam com o motor 151; me impressionava na época o painel, quase orgânico nas curvas que acabavam na coluna A...em comparação com a quadrada moldura do painel de um Diplomata, era coisa de outro mundo.

    Lembro do Classic 2.0; e como fiquei longo tempo olhando o duas portas ao lado do nosso Comodoro SL/E do mesmo ano, tentando decifrar aqui e acolá, o DNA da marca nos detalhes como trinco das portas, profusão de muito e saudoso tecido, padronização das cores entre carpetes, painel e tecido dos bancos (saudades, saudades desse tipo de acabamento), antena elétrica...

    Mas - no entanto - eu sempre fui mais da linha Santana, grande rival do carro da GMB; mas - como no caso dos Santanas - eu aceitaria com gosto um Monza 500 E.F duas portas, vermelho perolizado, na minha garagem imaginária de nacionais; para fazer par a um Santana Executivo, o mais emblemáticos dos sedans tops Volks para mim.

    O Monza Barcelona, o 650 (em alusão a produção), o hi-tech e o Classic, esse em especial, também tinham lá o seu charme.

    MFF

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  20. Eu me lembro da minha infância e das discussões acaloradas sobre "Monza vs Santana" com os meus colegas de aula. Eu sempre puxava para o lado da VW por que meu tinha um Passat e já o pai do meu amigo tinha um Monza.

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  21. Corsário Viajante03/10/12 14:23

    Se arrependimento matasse.. Quando meu avô faleceu, tinha um Monza 89 perfeitinho, à alcool... Infelizmente este carro acabou sendo vendido.

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  22. Adorei o post!!! Tive 2 Monzas, um SL/e 1986 e um SL 89, adorava eles, bonitos, confiaveis e confortaveis.
    Ficou a saudade e a impressao q depois deles, os carros nao evoluiram tanto assim, foram sendo depenados...e em alguns casos até regrediram.
    Ainda ei de achar um S/R 2.0 dos últimos para iniciar minha coleçao de carros antigos!

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    1. Em espaço interno e conforto, sim. Mas em consumo perdia feio, e na mão errada, nem aparecia a diferença de desempenho...

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    3. Arrisco dizer que um Monza 1.6 leva couro de Celta VHCE. DO 1.8 gasolina talvez ande junto ou pouco atrás.

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    4. Esses carros 1.0 são bons de reta, mas em ladeiras seguram todo mundo!

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    5. Um Monza 1,6-litro COM CERTEZA leva couro de um Celta. O Celta tem mais potência e pesa 200 kg a menos. 1,8-litro a gasolina dá mais trabalho, mas acredito que também leva.

      Sabe por que carro 1-litro segura todo mundo em ladeira? Porque o grosso dos motoristas que os dirigem não sabem o que significa reduzir marcha, aí ficam furando o assoalho em 5ª marcha e obviamente nada do carro andar...

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    6. CMF

      Clap clap clap pro seu comentário. Os caras não aceleram e não reduzem marcha. Isso é fato.
      É a turminha dos 4500 rpm.

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    7. Tem um teste comparativo da 4R feito0 em 83 com o Monza 1.6, CorcelII, e Passat

      O Monza tomou PAU até do Corcel.....

      Sorte que a Gm acordou rápido e consertou a CAGADA....



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    8. Dias atrás, ao dirigir o Celta de minha filha, distraído, demorei em reduzir a marcha e quando o fiz já era tarde. O Celtinha gemia e parecia não sair do lugar.
      Mas se fizer as marchas direitinho até que não é dos piores, hehehe...

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    9. Na subida da serra CMF ,o Monza só verá o Celta de longe no retrovisor ,porque em terceira o carro dará no máximo 70km/h a 7000 RPM .

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    10. Speedster, você realmente não conhece o Celta. 1a vai a uns 35, 2a a uns 65, 3a vai a 100. E esses motorezinhos de r/l baixo e curso pequeno não se importam nada em girar alto, pode andar a 5000 rpm tranquilo que não estraga o motor. O VHCE pode ver 6000 rpm todo dia sem ter a durabilidade afetada.

      Mas a maioria dos brasileiros pensa que se passar dos 4000 está estragando o motor, aí que o carro vai se arrastar mesmo.

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    11. CMF ,realmente não conheço !,conheço Monza ,o que falei no caso da comparação foi um 1.8, e te garanto ,tive uma Ipanema 1.8 ,10 anos na familia com ela, vendi com 500.000 quilômetros e foi feita só uma troca de cabeçote dela .

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    12. Speedster

      Nenhum motor GM atual chega em 7000 rpm. O mais perto disso é o VHCE com 6800 de corte nominal. Digo nominal pois sei que muitos nem chegam nisso. Como o corte é sujo, à coisa de uns 6700 já começam a falhar.

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    13. Anônimo04/10/12 10:47 Eu sei anonimo ,foi só para exagerar mesmo, abraço.

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  24. Meu pai só comprava carro usado, e com uns 5 anos de uso. Teve um monza 85 e um 87. Depois teve dois kadetts, e no fim eu que tive um corsa. Na época do auge dos monzas no meio dos anos 80 eu tinha 10 anos e não entendia patavinas, mas já falava pra ele: compra o classic!!! queria que ele tivesse carro 4P (luxo uma porta só pra mim e outra pra minha irmã) e sabia que vinha com um tecido mega aveludado. Bons tempos.

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  25. Quem quiser tem este a venda. Está muito novo.
    http://www.carrosdecolecionadores.com.br/album/main.php?g2_itemId=103205

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  26. Foi o carro que eu aprendi a dirigir. Eu com meus 15 anos e já fanático por automóveis, com o Monza SL/E 85 Fase II azul do meu pai, depois ele pegou um Classic 89 vinho, que carro top na época. Hoje a GM não faz mais nada que preste, conseguiram estragar até a Montana, que era a melhor do segmento e hoje é a pior.

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    1. ssKiller,

      Estou com você, a GM estragou a Montana inclusive na motorização que só é disponível 1,4L.

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  27. Aléssio Marinho03/10/12 15:38

    Sempre admirei o acabamento interno dos Monza. O hatch com o comando de basculamento do vidro traseiro giratório pra mim era uma solução simples e de bom gosto.
    Tivemos um Monza na família por 2 dias(!), um hatch 83 vermelho, com muita ferrugem nas caixas de ar e assoalho, comprado por minha Mãe num momento de devaneio.
    Meu pai ao ver aquela marmota, imediatamente devolveu o carro ao antigo dono, que o aceitou sem objeções. Na estrada, quando nos dirigiamos a casa do vendedor, o nosso Opala resolveu encavalar a 5ª marcha sob a regência de minha Mãe. Meu pai que conduzia o Monza passou a guiá-lo e fui designado como condutor do Monza. Imagina a minha felicidade, dirigir novamente em rodovia com 15 anos de idade.

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  28. Lorenzo Frigerio03/10/12 16:18

    Alguém aí lembra do "Monza-Benz"? KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK!!!!!!!!!!!!..................

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    1. EU! Era um kit com grade, lanterna e acabamentos, certo?
      Num arroubo de bondade nostálgica, vou chamá-lo de estranho.

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    2. Eu lembro. E era muito bonito.

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    3. Prefiro aquele que imitavam os Pontiac, com grade bicuda e 4 faróis.

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    4. Em alguma cidade de SC, um sujeito comprou um Corcel II zero e de lá foi direto a uma concessionária MB colocar uma estrela da Mercedes na grade.
      Idiotice ao extremo, hehehe...

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    5. Lorenzo...

      De onde voce desenterrou isso? Vi uma vez essa coisa que foi a coisa mais feia que vi em toda minha vida!!!!!

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  29. Um carro realmente agradável de se dirigir. E, se na época era comentado que a reestilisação tinha acabado com o visual do carro, olhando bem, que carro tem um visual "menos grotesco" atualmente? Cruse? Só é aceitavelmente menos feio que Cobalt. Cobalt? Só é menos feio que Monstrana. Monstrana? Nem embrulhar isopor para presente e deixar na porta do orfanato dos leprosos no natal é tão feio quanto ela...
    Ainda hoje é muito bom ter um Monza (claro, se não houver dinheiro para algo melhor em algum sentido...), pois, como a GM fez uso da plataforma, do motor, dos agregados, dos componentes da suspensão, e até de peças de acabamento do Monza em diversos outros modelos, não é difícil nem caro manter um desses em bom estado por muito tempo. E algo em sua idade avançada e seu desenho sugere que, embora acelerasse mais rápido que alguns esportivos da época, não é um carro para ser exigido além de certos limites, o que facilita achar um usado muito usado, mas em boas condições.
    Em resumo, um bom carro de autoentusiasta falido...

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    1. brauliostafora, ser autoentusiasta nada tem a ver com grana, você não sabia?

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    2. Verdade!
      E tem entusiasta que nem carro possui.

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    3. kkkkkkkkkkkk!!!!!!
      brauliostadentro... kkkkkkk!!!

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    4. O Monza tem muitos equipamentos ,coisa que varios carros hoje não tem ,anda muito bem na estrada,a não ser pelo consumo acho melhor que muitos carros atuais ,só não tenho um porque tinha uma Ipanema carburada e quase não achava quem regulava o carburador e por causa do consumo alto .

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    5. Anônimo03/10/12 16:53, realmente espero que você esteja certo, pois também não tenho tanta grana assim. Só concluí que, se você gosta de carros e está sem dinheiro, o monza é uma ótima opção.
      Speedster: Regular carburador é relativamente fácil. Mas os monza de injeção eletrônica não são raros, são bem feitos e também encontra-se alguns muito baratos por aí. Se isso não significasse ter que me livrar de um Opala, também compraria.

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    6. brauliostafora04/10/12 13:35, realmente é fácil mas eu não sei rsrsrs...,já os mecânicos só querem hoje em dia usar o Scanner e trocar peças de injeção eletrônica,abraço ,Porsche Speedster .

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  30. CMF, gostei do post homenagem ao Monza, um carro feito numa época em que a GM se preocupava com qualidade. Grato.

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  31. Meus prediletos:

    S/R , Classic saia e blusa, Classic 1992 e 500EF

    Tenho um exemplar da Oficina Mecânica dos anos 80 onde o Bob Sharp ensina a preparar o motor do msm p/ ganhar cerca de 10CV.

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  32. Um modelo que não tivemos aqui era o S/R com câmbio automático.

    Podem acreditar, eu vi e guiei um, isso em 1991. Pertencia à GM.

    O pai de um amigo meu, colega de faculdade, era funcionário e um belo dia apareceu com o dito cujo.

    Segundo ele o carro era comercializado na Colômbia.

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    1. No fórum "Flashback Automotivo" tem um participante com um desses S/R automáticos sendo minunciosamente restaurado. Não sei se havia na Colômbia, mas no caso dele, é venezuelano.
      Abraço.

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    2. Eu tenho um Monza Classic venezuelano ano 1989. O interior é cinza, automático e as rodas têm um desenho diferente do versão brasileira. Sem falar que a grade é pintada na cor do carro.

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    3. Estes S/R automáticos eram feitos para exportação, porém ocorreu algum problema para o envio destes carros e eles acabaram sendo desovados no mercado interno. Obviamente todos são a gasolina.

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  34. Tempos áureos da GM Brasileira.

    Tivemos um Classic EF, conforto, e acabamento de primeira, até bancos de couro. Desempenho excelente p/ um carro familiar.
    Um dos poucos defeitos é que vivia perdendo os spoiler dianteiros (de plástico) devido ao piso maravilhoso de nossas ruas.


    Mas lembro dele até hoje, só não teria outro pq iria preferir um Vectra.

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  35. CMF,

    Quantas memórias. Tivemos todos os modelos em casa desde o lançamento. O 2.0 álcool carburado era mesmo forte e com respostas rápidas, o EFI apesar de mais potente em especificação não passava a mesma sensação. Um dos primeiros carros que dirigi. Numa grosseria de freada/reduzida ao sair da Anchieta (acredito que de 5a para 2a) a correia dos implementos não aguentou e partiu-se. Mesmo assim pudemos continuar até em casa sem maiores problemas, claro que sem o alternador carregar e nada de A/C mas não precisou de socorro e tão pouco superaqueceu. Outras lembranças são que apesar dos pneus aro 13 o carro fazia muita curva, era gostoso ouvir a gritaria dos pneus qunado exigidos, e a 5a marcha não entrava muito facilmente.

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  36. Pra quem não enjoou do assunto...http://bestcars.uol.com.br/classicos/monza-1.htm

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  37. Lembro dos Monza conversíveis (feitos por encomenda) limusine, e aqueles com frente de fibra, copiando modelos Mercedes e Pontiac.

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  38. Taí um carro que sempre admirei mas nunca tive ca$calho pra comprar naquela época. Só não gostava daquele forro preto no teto. Acabei comprando Passat, Del Rey e Scala. hehe

    Via muitos deles em feiras de automóveis, mas quase sempre apresentavam vazamento no cabeçote. Seria um defeito crônico?

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    1. É a junta da tampa de válvulas que baba fácil. Nada comprometedor, mas realmente passa uma má impressão, o motor fica sujo de óleo.

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    2. Normalmente a junta era de borracha e com o tempo, vazava pois a borracha ressecava. E era só trocar por um de feltro que ficava zero bala. E a troca era bem simples, dava pra trocar em casa mesmo.

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    3. CMF;

      Meu pai teve um Monza 86, mas teve a "felicidade" de ter sido um daqueles fabricados na segunda feira pós feriado e derrota do meu Coringão....

      O carro trocou mais junta de cabeçote do que correia dentada...

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    4. Acho que ele tinha que trocar é de mecânico...

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    5. Esse problema da junta da tampa do comando que baba praticamente acabou depois que trocaram o material da junta. Difícil de ver isso nos modelos mais novos.

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  39. Saudade da GM de verdade, ficou no passado.........

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    1. A GM já nao e nem sombra da grande empresa do passado
      Salvam-se poucos no Brasil. Acho q Cruzie Captiva 6 e Omega ainda mantém o DNA daquela época
      Mas o custo Brasil atrapalha tudo

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    2. Na verdade o Lucro Brasil.

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  40. Longa vida ao Monza! Saudade do meu Monzao, foi um dos melhores carros que tive.
    Bons tempos em que a GM era "A GM"

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  41. O Santana era bem melhor.

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    1. O Monza era bem melhor também.

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    2. Sou fã de Santana e Monza da década de 80 e hoje percebo que quase não se vê Santana antigo (ìntegros) nas ruas, ao passo que Monza tem vários. Falo da Baixada Santista, estado de SP.

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    3. Pois aqui no interior do RS na época decada de 80/90 tinha muito mais monzas do que santanas e del reys. Hoje aqui têm muito Del Reys, alguns santanas e pouquíssimos monzas. Não sei se é por causa do alcool que nunca foi muito disponível aqui e a maioria dos monzas que vi por aqui era a álcool

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    4. Este comentário foi removido por um administrador do blog.

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  42. Diogo R Santos03/10/12 19:23

    Carro memorável. É inegável o carisma deste carro. Todo mundo já teve pai, parente ou mesmo o prórpio possuiu um.

    Uma curiosidade: o fato do Monza 2.0 EFI a álcool ter sido o primeiro carro a álcool com injeção no mundo. E meu pai teve um GL 4 portas com este motor. Foi um antigo sonho realizado para ele. Ficou na família de 1994 (zero) até 1999.

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  43. Lorenzo Frigerio03/10/12 19:47

    O Monza era um bom carro, sólido e confiável, e a disposição transversal do motor o fazia mais moderno que o Santana.
    Acontece que o Santana era o Santana... quem dirige os dois sabe a diferença entre o "genérico" e o "gestáltico". Essa é uma ciência que só a VW domina. Mesmo tendo ela arruinado o elegante design original do Santana ao lançar o modelo "tubarão", em 1991, ele continuou vendendo muito bem através dos anos.
    Em retrospectiva, porém, poderíamos imaginar se a VW fosse menos mão de vaca e tivesse lançado o Golf e o Jetta, com seu powertrain transversal. Com certeza, o sucesso do Monza teria sido menos estrondoso.

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    1. Acontece que o Monza era o Monza... quem dirige os dois sabe a diferença entre o "genérico" e o "gestáltico". E blá-blá-blá-blá....

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    2. Desculpe Lorenzo ,sou proprietário de um VW,mas digo que Monza é mais carro que o Santana ,mais estável , ágil e bem acabado .

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    3. Monza era melhor, um dos carros mais desejaveis dos anos 80 assim como o XR3, se eu fosse rico nos anos 80 teria um monza 2.0 e um escort Xr3.

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    4. Dirigi muito os dois durante a década de 90, e não tenho dúvida: Monza é Monza.

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    5. Passados 15 anos, pelo menos aqui na minha cidade se vê mais santanas do que monzas e na decadq de 90 era o contrario. Sumiram os monzas aqui.

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  44. Meu pai teve um por 10 anos! Achava um ótimo carro, foi nele em que aprendi a dirigir. Bate uma saudade!

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  45. O carro mais maravilhoso que tive. Em 89 comprei um exemplar de configuração raríssima, um SL/E 88 4 portas, preto Formal com interior cinza, com ar-condicionado e direção hidráulica mas com vidros a manivela e motor 1.8 com câmbio automático; e as novidades da linha 88, o temporizador de faróis e da luz interna, as luzes de leitura no teto e a coluna de direção regulável (de verdade, não falsa como a dos carros atuais). Claro que era a álcool, mas na época ninguém se importava muito com isso.
    Interessante que mesmo o SL/E tinha tudo como opcional, desde os vidros verdes e o desembaçador traseiro, mas as rodas de liga, o relógio digital e o conta-giros eram de série. Um colega teve um 88 2 portas 1.8 absolutamente pelado, com vidros brancos e sem ar quente. A lista de opcionais era bem longa e nenhum deles vinha atrelado a "pacotes", de modo que era possível ter um carro extremamente personalizado, inclusive a cor do interior. E assim era (bons tempos...) com toda a linha GM inclusive as caminhonetes.
    Pena que a chegada do Monza "tubarão" tenha estragado tudo... não tinha mais o mesmo charme.

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    1. ...Ops, comprei em 99, não 89.

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  46. Sem querer desmerecê-lo, nunca fui fã desse carro. Apesar de hoje ter dois carros da GM, na época eu era Fordmaníaco e era impensável pensar em outra marca, hehehe...

    Aqui em minha cidade, entre tantos outros Monza, tem um bordô impecável que pertence a uma viúva idosa.


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  47. Os Classic 1991, 92 e 93 tinham QUATRO opcionais ( sim, isto mesmo, eles NÃO eram todos iguais!): 1) Painel Digital 2) Banco de Couro 3) Injeção MPFI 4) Câmbio Automático. Cismei porque cismei que queria um Classic MPFI, painel digital, banco de couro e câmbio manual! Ufa! Foi uma novela! Era uma mosca branca com um olho azul e outro verde! Quem tinha não vendia e quem vendia queria caríssimo!Procurei de vela acesa por uns 3 anos quando finalmente encontrei um ótimo de um senhor de chapelão que não deixava nem o filho dirigir.Ele estava entrando em um Omega e vendeu o Classic. Carro danado de bom. Comprei em 97! Ainda era o melhor, fora o Omega 3.0. Viajei muito nele. Dei muito couro em Tempra 8 válvulas ( os 16 v, vazios, andavam mais). Ótima suspensão, bom motor e consumo, melhor que tudo na época menos Omega 6 cilindros. Aguentava peso, malas, mulé, menino, viajem longa, cidade, trânsito, tudo. Depois deu um problema no sensor de oxigênio ( uma diaba de uma valvulinha que tinha um disco de cobre que acabou gastando) e a GM queria pela peça 1/3 do valor do carro! Achei no ferro velho uma similar mas ele nunca mais foi o mesmo em consumo. Também dei o troco. Fiquei longe da GM por 11 anos. Voltei agora, seduzido pela Zeta e seus 292 equinos! Abs. MAC.

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    1. De Classic eu entendo, eheheheh... Também garimpei o meu.

      1991 - Classic carburado tinha apenas o câmbio automático como opcional - painel comum
      Classic MPFI, só gasolina, só manual, tinha apenas banco de couro como opcional - painel digital de série

      1992 e 1993 - Painel digital para todos de série
      Classic EFI tinha câmbio automático como opcional. E automático só a gasolina. DIZEM que o banco de couro era opcional, mas nunca vi um com.
      Classic MPFI - banco de couro como único opcional - todos manuais, não existiu Classic MPFI automático em nenhum ano.

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    2. Prezado Carlos; Pode ser que minha memória me enganou....Já faz um bom tempo. Mas vou ver e te falo.Abs.MAC

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  48. Antonio Carlos03/10/12 23:06

    Puxa, eu andava de Cadilac e nem sabia. Eu era feliz e nem sabia!! E com câmbio automático!! Entrei em depressão...

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  49. É difícil achar um monza inteiro com AC? Tenho um Verona básico e gostaria de pegar outro velhinho mas com AC. E os modelos a álcool? São muito beberrões?

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    1. Eu tenho um SL/E 89 1.8 álcool. Ele faz 5km/l na cidade. Na estrada a 100km/h, fica em 9km/l.

      O interessante é o câmbio longo (F15). A 120km/h está em torno de 3.100 rpm.

      A 100km/h beira os 2.600 giros.

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  50. CMF;

    Adorei o seu post! Muito bacana mesmo e nostalgico!

    Na familia meu pai teve um 1986 verde (uma bomba ambulante) e meu tio/padrinho um outro 86 (prata) e um 1988 vermelho, todos SL/E, motor 1.8, trio eletrico e a álcool. Apenas o vermelho 88 é que tinha Direção Hidraulica.

    O verde do meu pai, honestamente não prestava. Tinha muitos problemas de suspensão (do dia que meu pai comprou, zero km ao dia que vendeu em 1994, o carro estravala alguma coisa na suspensão dianteira e a embreagem fazia um trec trec trec alto, dando uma má impressão....rodou 120 mil km. O interessante desse Monza do meu pai é que o injetor de partida a frio quebrou quando o carro ainda era novo e nunca foi arrumado. Assim, o Monzão acostumou sem gasolina e pegava frio (com umas pisadas no acelerador, claro) até mesmo no inverno de Monte Verde (MG) a 1500 metros de altitude.

    O prateado que meu tio teve, por outro lado, rodou uns 300 mil km com o mesmo motor e tirando o cambio que roncava, sem qualquer problema.

    O vermelho 88, por outro lado...eita carro bonito! O material dos bancos era mais claro, era mais bonito que os 86 e tinha direção hidraulica (acho que era DHB), uma beleza para manobrar. O unico defeito é que não era progressiva e era mole demais em velocidade.

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    1. Meu caro, tire uma dúvida. Meu SL/E 89 não tem injetor de partida. Comprei o carro do primeiro dono, e o mesmo disse que tirou da Dirija desta forma.

      Tenho outro Monza, um SL 89. Este tem o injetor.

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    2. Injetor de partida só tinha nos modelos a álcool, obviamente.

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  51. Tive um Monza 1.8 SL/E 1989 álcool 2 portas básico. Foi adquirido por meu pai em 1993 ou 1994 e ficou na família até 2001, quando o troquei por um Omega GLS 2.2 1996. Meu pai, mecânico aposentado, que antes teve um SL/E 1985, apaixonou-se pelo carro. Antes reticente com o custo de manutenção, rendeu-se à modernidade e robustez do carro como um todo - um tanque de guerra. Elogiava o desempenho e a estabilidade. Não era para menos, para alguém nascido em 1930 e cujo primeiro carro foi um jipe Willis que ele mesmo montou. Depois teve Rural, Chevette, Corcel I e Del Rey.
    Tenho excelentes recordações do carro que passei minha adolescência e juventude, onde aprendi a dirigir e tirei carteira de habilitação, companheiro de toda faculdade e de muitas festas e viagens. Não tinha ar-condicionado, direção hidráulica nem vidros elétricos (apenas tampa do porta malas e aviso de faróis ligados, além de temporizador nos faróis, hoje com o pomposo e ridículo nome "follow me home"), mesmo assim era super confortável e bem acabado. Chegou a quase 150.000km conosco e nunca foi trocada embreagem (apenas o cabo, rompido duas vezes), nem retificado motor. Este tinha suas manhas, pois, às vezes, quando chovia, a marcha lenta oscilava e quando desligava não queria pegar. Só depois de "descansar" ele ligava. O desempenho era relativamente forte nas arrancadas, mas o câmbio era muito longo, faltando logo fôlego em retomadas e leves subidas, pois o motor só respondia bem em altas rotações. O consumo era um pouco alto, mas compensava pelo conforto.
    Monza: boas lembranças do melhor carro moderno de sua época.

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    1. Tenho exatamente como o seu. Quando entra o 2º estágio do carburador é um verdadeiro coice!

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  52. Também não tinha o Monza Classic SE?? Que tinha mais acessórios que o Classic?

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    1. A partir de 1987, o nome completo do modelo era Monza Classic SE, todos os Classic eram Classic SE

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    2. SE é Super Esporte?

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    3. Não, é Special Edition.

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  53. Belo texto! Monza foi o melhor no seu segmento ,mais equipado e bem acabado alem do desempenho ótimo ,só o consumo não era os dos melhores, Santana? era um otimo carro ,mas design quadrado ,quebra ventos e seu estilo banheira não agradava muito .

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    1. A VW podia ter feito mais pelo santana, na alemanha usavam um motor de 5 cilindros

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  54. A Ford tinha o carro pra matar o Monza, era o Ford Sierra, mas não quis. ficou amargando a ultima posição na categoria, o bem acabado e confortavel Del Rey nunca foi pareo pra Monza e santana.

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    1. A Ford tinha um carro para matar o Monza ? a Ford Brasil estava agonizando ,quase indo embora do pais.

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    2. Junior Antonini04/10/12 10:34

      O que não tira o mérito do Sierra...

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  55. bela matéria !! na verdade uma viagem no tempo !!
    nem a GM faria melhor !!
    parabéns !!

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  56. ... e em Portugal foi lançado com o nome de Opel 1604/S.

    O nome Ascona, por lá, dá uma cacofonia bastante proibitiva...

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    1. Em todo país de língua portuguesa dá! Asco significa nojo Ascona na garagem seria uma cacofonia imperdoável para os portugueses (para o Brasil, que teve o Astra, com nome de privada, por mais de uma década, não parece que faria tão mal assim...)

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    2. É que na Penísula Ibérica, a cacofonia remeteria a xoxota.

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    3. Na Espanha era Ascona mesmo.

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    4. Braulio
      O Astra, pelo que eu sei, não foi nem um pouco prejudicado pelo nome ser o mesmo do fabricante de assentos sanitários e demais acessórios - não fabricam privadas(louças).

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  57. Na garagem de um prédio de São Caetano repousam alguns intactos.

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  58. O Monza 2 portas série II 85 que tive foi sem dúvida o carro mais bonito! Quanto ao tanque a frente do eixo traseiro já existia no Gordini, não sendo novidade do Monza no Brasil.

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    1. Porém o gordini tinha motor atrás... não creio que o tanque estivesse lá por razões de segurança...

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  59. Tenho um SL/E 2.0 1988 azul safira com interior azul, 4 portas, completão... Ar, dh, vidros e retrovisores elétricos, vidros verdes, porta malas com abertura elétrica, temporizadores... Meu primeiro carro, estou adorando ele.
    É silencioso, espaçoso, potente e confortável. Aquelas "poltronas" de veludo são demais! Fora a manutenção simples e barata...
    Bebe? bebe! Mas são 5Km/l que valem a pena!

    Ah! e o bicho pega de primeira até em dia frio, mesmo sendo a Álcool.

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  60. Fiquei orgulhoso de ver uma foto do ex-Classic do meu avô postada no Blog ;)

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  61. Monza é um carro confortável, sedãn bonito, e com motor de sobra.
    Pena meu pai nunca ter gostado dos Monza, acha um carro feio, mas, por outro lado teve 3 Opala, do qual lembra com saudade.

    Hoje temos um VW Santana concorrente direto do Monza na sua época, e com dó do santana digo que o Monza é mil vezes superior, em conforto e acabamento.

    Abraços

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    1. Lorenzo Frigerio04/10/12 19:05

      E o Santana é mais carro. Dirigi muito o Monza SL/E 1990 1.8 a álcool da minha mãe, mesmo ano do meu Santana GLS. Andava bem, era um carro honesto. Mas não se compara com o Santana em beleza, suspensão e "tocada". Trata-se de um carro baixo e um tanto apertado, com o tradicional estofamento escuro e interior abafado.
      É o que eu já disse várias vezes aqui. A diferença entre a VW e as outras é que, diferenças mecânicas à parte, a VW sabe "acertar" carro, as outras não.
      E é bom lembrar que a plataforma do Santana era a mesma do Audi 80, um carro de nível muito bom.

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    2. Olha Lorenzo... esse teu papo de vendedor desesperado da VW já encheu a paciência....
      E a plataforma J, é uma porcaria??
      Ah sai daê....

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    3. Ah, só a Volks sabe acertar carro!

      A Ford não sabe, a Honda não sabe, a Toyota não sabe...

      Visão míope!

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    4. E em 97, a gente tinha na mesma tabela Santana e Vectra CD 16v.

      Não preciso dizer qual era o mais acertado...

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    5. É verdade.

      O VW Fox é um primor do acerto de suspensão e dinâmica!!!

      Parabéns!!!

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    6. Nossa, Lorenzo! Puxou o facão nessa, hein!

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  62. Assim como o Opala, Monza é paixão que passa de pai para filho. Aqui em casa, foram dois, ambos comprados de segunda mão. O primeiro, dos meus pais, foi um SL/E hatch 1983/84, com motor 1,6 a álcool e câmbio de cinco marchas. Ficou conosco por um bom tempo. O segundo foi meu presente de aniversário, aos 29 anos: um Classic SE quatro portas da última safra (1993), preto metálico, com interior em tecido cinza, motor 2,0 EFI a álcool, câmbio mecânico e painel digital. Fazia 5 km/l na cidade, mas... que delícia de carro! Tranquilamente, o melhor nacional que já tive.

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  63. O Motor 1.8 litro Alcool de 84, carburador simples e anunciados 96 cv arrancava na frente tanto do S/R 1.8 como do SLE 1.8 de carburador duplo até 87. E se mantinha na frente. E retomava melhor. o monobura tinha um difusor grandão e de quebra usava mistura mais rica que a versão dupla.

    Não havia diferença de comandos entre os 1.8 SLE carburador simples, o SLE carburador duplo e o S/R. Eles coexistiram com o mesmo comando. A Diferença é que o SR tinha escape mais liberado, que lhe rendia 2 cv. O SLE carburador duplo tinha um tosco batentezinho aparafusado no segundo corpo do carburador mecânico, que impedia-lhe a abertura total do segundo estágio. Era só tirar um parafusinho e soltar a peça para ter o motor do S/R exceto descarga.

    Bebiam bastante e bebiam igual, viajar rápido com eles podia contar com 7 km para cada litro de álcool para programar as paradas de reabastecimento. e viajavam bem rápido, mesmo com carga total e curvas pela frente.

    Mesmo assim,batentezinho arrancado, nada do SLE duplo andar na frente do mono. Esse Monza 1.8 álcool de 84 a 86 tinha uma dirigibilidade que só voltou no MPFI 2.0 gasolina da década de 90.

    Os Monzas 2.0 álcool que chegaram em 1987 eram mesmo muito fortes. Mas era dar 50.000, 60.000 km a potência ia se esvaindo, ninguém descobria o porque , inclusive quando a QR desmontou um num teste de longa duração, encontrou problemas os quais não me lembro. Aí em 1988 a VW saiu com aqueles fantásticos motores AP 2.000 , o pessoal migrou rapidamente para Santanas e Quantuns 2000, a perua vendia bastante e mesmo na versão gasolina era muito forte.

    OBS : Os tempos de aceleração do texto daqui não batem com os tempos obtidos pela revista Motor 3, que eram bem fiéis ao que se observava no dia a dia à época.

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  64. Monza é carro de pedreiro.

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  65. Caro anônimo das 08:09,

    Não sou pedreiro, mas aparentemente teu comentário foi de péssimo mau gosto e isso é feio, menino.

    Ademais, pedreiros na região onde moro, normalmente ganham entre R$ 4.000 a R$ 5.000 reais por mês. Sei que não é uma grande soma, mas comparado a maioria dos brasileiros, é um valor bem considerável.

    E por falar nisso, você ganha mais que um salário mínimo por mês?

    Mr. Rice.

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    1. Provavelmente o menino acima citado, é um favelado recalcado que só pode comprar carrinho de mão.

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    2. oi.
      eu sou o anônimo das 08h34 - menino.

      sim, ganho mais de 5000 dilmas/mês.

      tenho um série 3 98.

      e a discriminação está no seu entendimento recalcado meu caro.

      monza é carro durável e barato pra quem precisa usar pra trabalhar, ao contrários dos aps e saveiros "só o pó" que se vê por aí.

      é igual falar que c3 é carro de mulher... otário.

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    3. Agora é um endinheirado recalcado.

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    4. E daí que monza é carro de pedreiro?

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  66. Põe recalcado nisso.

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  67. Dilmas?

    Quem escreve assim, só pode ser adolescente.

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  68. Meu pai foi proprietário de um Monza SL/E 1986, cinza chumbo, zero km. Lembro-me quando entrei no carro pela primeira vez e disse! Painel de avião...kkkk!

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  69. O Monza continua sendo produzido até hoje.
    Será que ninguem aqui abriu o capo de um Vectra GT? De um Astra?
    Só mudaram o nome e pioraram o acabamento.

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    1. Sim, em parte é verdade. Mas os motores receberam tantas modificações e melhoramentos que é até exagerado dizer que são os mesmos, essa conversa fiada de "Monzatech" que vive na boca da molecada, típico de leitor do NA.

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    2. Sim, receberam muitas modificações. Estão bem mais econômicos que antigamente. A GM investe muito em tecnologia, sempre fazendo excelentes carros.

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