LEXUS TERÁ AQUI O SUCESSO QUE TEVE NOS EUA?

Lexus LS 400, o modelo de estréia nos Estados Unidos

Poucos dias atrás andei com o Lexus IS 300 cedido ao AUTOentusiastas, do qual o Bob falou bastante, e me ocorreu falar um pouco sobre esta marca pouco conhecida no Brasil.

O primeiro relato local que ouvi de um carro da marca Lexus foi em 1993, há quase vinte anos, portanto pouco depois da reabertura às importações de automóveis no Brasil. A Toyota fabricava aqui somente o utilitário Bandeirantes e tratava de se organizar para trazer Corolla, Camry, entre outros, assim como seus veículos de luxo Lexus.

Na época, no interior de São Paulo, eu conhecera um bem-sucedido concessionário das marcas Volkswagen e Ford, tanto automóveis quanto caminhões, que nos contava, entusiasmado, “esse japonês tem o V-8 mais silencioso e sem vibrações que conheci, você põe um copo com água sobre o motor e ela não se mexe, um Mercedes pela metade do preço!”, exagerava.  Falar a respeito desse concessionário será importante aqui por outro motivo: conhecê-lo marcou minha primeira experiência com pessoas que se diferenciavam nos negócios de vendas de veículos através dos relacionamentos. 

Antes ele tivera uma concessionária Chrysler e se destacou vendendo os seus automóveis e caminhões a clientes que conhecia como ninguém, seus gostos, sua vida, muitos deles encontrava frequentemente no clube de campo e confiavam tanto nele que até compravam Chrysler sem pestanejar! Longe de terem sido uma marca de produtos competitivos, caminhões menos ainda, ele compensava certas deficiências, ou qualidade errática dos produtos, no atendimento, no pós-venda, enfim, podíamos tomar todo este espaço para falar dele e o pouco que sei de sua trajetória, não é nosso objetivo. 

Em curtas palavras, o CRM (Customer Relationship Management, gerenciamento do relacionamento com clientes) parece que teve algumas de suas raízes automobilísticas com ele.

Aos leitores pouco ou nada familiarizados com o CRM, um breve parênteses. Havia uma padaria, cujo proprietário chamava-se "seu" Almeida, inicialmente atendendo todos num raio de distância não maior de cinco quilômetros, memorizava o nome de cada cliente e espertamente as suas preferências, quem gostava de pão mais branco, mais tostado, integral aos atletas e preocupados com suas formas, os horários que cada um freqüentemente aparecia para comprar. 

A d. Clemilda que o visitava mais de uma vez ao dia, ele sabia que de manhã era o pão e leite, à tarde, queijo e presunto fatiados para o lanche das crianças, dúzia de ovos uma vez por semana, o tempo gasto nas visitas diárias, até nos dias de humor alterado ele deduziu serem as famosas regras.

Esperto, criou uma prateleira de absorventes e outros itens de higiene pessoal e o crescimento do negócio foi o caminho natural. O caderninho do "seu" Almeida tornou-se mais complexo, mesmo assim ele cuidava de anotar todas as datas, detalhes, aniversários de seus clientes e dar-lhes o máximo em servir, na oportunidade mais adequada.

A padaria tornou-se empório, converteu-se em mercearia, depois minimercado, anos depois os filhos assumiram o negócio e este seguiu se expandindo, tornou-se uma rede de lojas. Cremos haver centenas, milhares de "seus Almeidas" Brasil afora, uns mais cuidadosos, detalhistas e prósperos. 

Alguém vislumbrou a oportunidade de informatizar o caderninho de "seu" Almeida e nasceu o primeiro software de CRM, que foi copiado e melhorado e difundido em toda empresa que sabe paparicar seus clientes e como isto é importante para seu sucesso como negócio.

Muito antes desse software existir, alguns "seus Almeidas" andaram difundindo as suas práticas em outros setores industriais e de serviços, ou desenvolvendo tecnologia própria, que presumo ser essa do senhor revendedor de Chrysler, depois VW e Ford. Há alguns fabricantes, revendedores e distribuidores que fazem basicamente o mesmo, o sucesso das marcas que representam se deve às suas maneiras de se relacionarem com seus clientes. Criam mecanismos de fidelização, são presentes em torneios hípicos, patrocinando outros de vela, de enduro, de rali, enfim, nota-se esmero em relacionamento, fidelização, este sim em primeiro lugar. Os produtos, nem sempre competitivos, nem sempre os melhores em todos quesitos técnicos ou estilísticos mais importantes.

Mas o "seu" Almeida não parece ter sido exclusividade tupiniquim. Quando a marca Lexus foi lançada nos Estados Unidos, em setembro de 1989, sua estratégia estava clara: uma combinação de qualidade e confiabilidade Toyota, valor e vendas e serviços diferenciados através de relacionamento com seus clientes e os mais endinheirados que ainda não se haviam convertido em clientes. 

Trouxeram uma redefinição ao sentido de carros de luxo e avidamente atacaram o mercado americano, a ponto de assombrarem as marcas lá estabelecidas havia décadas. Os primeiros Lexus não se destacaram por serem o suprassumo em conforto, desempenho ou estilo, mas sim por serem isentos de problemas e quando ocorriam, o cliente era tratado com exclusividade. 

No  primeiro recall da marca, clientes localizados a mais de 100 quilômetros da concessionária mais próxima receberam telefonemas em suas casas, onde os atendentes se dispuseram a fazer os reparos necessários, evidentemente sem custo algum. Em algumas localidades alugaram galpões como oficina temporária e o recall acabava sendo um problema menor. 

Não era para menos, as 81 concessionárias iniciais podia ser um número ótimo para a estreia, mas longe dele para cobrir o vasto território americano.
A Lexus soube também escolher a correta estratégia de entrada com relação a preços, "oferecer o mesmo ou até mais por menos". Sua chegada aos EUA nasceu de uma resposta a uma restrição de comércio bilateral com o Japão, de 1981, chamada de Restrição Voluntária às Exportações (em inglês Voluntary Export Restraint, ou VER). Depois de inundar o mercado americano com veículos pequenos, baratos e econômicos na década anterior, que foram circunstancialmente favorecidos pelo embargo do petróleo e conseqüente salto no preço da gasolina, o governo americano impôs o VER, que restringiu as exportações japonesas de veículos de produção em massa a 1,68 milhão de unidades anuais.


O espaço traseiro do luxuoso e enorme LS 460 L  atual, 5.180 mm de comprimento, topo da linha Lexus, mostra bem onde a marca chegou

O tratado forçou os japoneses a estabelecer bases de produção local para seus compactos e sedãs e a desenvolver veículos de maior valor agregado. A Honda então criou a divisão Acura e foi a primeira a chegar em 1986, a Nissan criou a Infiniti, que chegou praticamente junto com a Lexus, todas essas marcas com veículos inicialmente produzidos no Japão, portanto enquanto perdiam exportação de carros pequenos às centenas de milhares, compensaram com um volume substancialmente menor de veículos de luxo, de valor superior.
O primeiro Lexus, o LS 400, foi cercado de cuidados extremos, da concepção ao lançamento. O projeto fora batizado de F1, de Flagship One, nau-capitânea um, nascera em 1983 com claros objetivos de expandir as vendas da Toyota através de uma divisão de luxo, de nome ainda por ser definido e com a ambição de começar logo pelo produto de topo, o mais refinado, caro e exclusivo, que mirava no Mercedes-Benz equivalente como o produto a ser batido.

Consumiu investimentos superiores a US$ 1 bilhão (em dinheiro de 24 anos atrás), um verdadeiro exército nipo-americano de cerca de 4.000 pessoas entre engenheiros, técnicos e pessoal de suporte esteve envolvido, rodaram mais de 450 protótipos. Primava por esmero nos detalhes. Os dados de mercado de consumidores de carros de luxo foram obtidos na Califórnia, a escolha e desenho do logotipo, por empresas de design americanas ligadas de alguma forma ao setor automobilístico, enfim, nada foi deixado passar.


Primeiro comercial do LS 400, taças de cristal sobre o capô para mostrar ausência de vibração,

Podemos imaginar a pretensão de um fabricante de igualar ou superar o Mercedes-Benz Classe S, tido por muitos como insuperável em vários quesitos, como desempenho, conforto, maciez ao rodar, silêncio e vibrações. Inacreditavelmente eles conseguiram atingir vários desses objetivos e o mercado e mídia responderam à altura. Custando dois terços ou menos de seus concorrentes alemães diretos, publicações como Car and Driver, Automobile e Wheels concluíram que ele se portava melhor que o concorrente em conforto ao rodar, dirigibilidade e desempenho. Os prêmios de Carro do Ano foram conseqüência.

A campanha de lançamento do LS 400 mostrava-o sobre uma base com dinamômetros de rolo e com uma pirâmide de taças de cristal apoiadas sobre o capô, com o motor rodando à sua potência máxima. Nenhuma taça caiu, sequer balançaram. Bom começo, não?

O vídeo acima é a prova de que o entusiasmado relato de baixas vibrações do Lexus V-8 não era exagero


O barulho não veio do motor, mas sim de seus concorrentes. A súbita lealdade conquistada de seus primeiros consumidores assustou-os, vendas dos modelos concorrentes como BMW Série 7 e Mercedes-Benz Classe S despencaram, respectivamente, 29% e 19%, no ano pós-lançamento do LS 400. Acusações de os japoneses estarem praticando dumping vieram à tona; nada menos que 35% dos clientes deram seus Lincoln e Cadillac na troca.
Lexus SC 400, terceiro modelo da marca lançado; os americanos apreciam cupês

Uma seqüência de lançamentos preenchendo vários segmentos seguiu-se e no espaço de uma década, apoiados naquela estratégia mencionada acima. A Lexus tornou-se a marca de luxo mais vendida nos EUA, posição que manteve por onze anos, interrompida somente em 2011 após os desastres naturais que atingiram o Japão (tsunami) e Indonésia (inundações), que afetaram seus volumes de produção e causaram escassez de produtos nos seus principais mercados, vazio avidamente tomado por seus concorrentes.
Outra coisa notável no projeto Flagship One foi a capacidade de os engenheiros assimilarem as qualidades do modelo escolhido como benchmark e as desenvolverem em nível superior no Lexus. Essa prática é comum na indústria, incomum é superar o melhor ou um dos melhores do mundo do segmento, no caso o Mercedes-Benz Classe S, logo no seu veículo de estréia.


O Lexus IS 300, apresentado aos leitores do AE em maio deste ano e na semana que passou, também teve um benchmark, nada menos que o BMW Série 3 e em seus principais quesitos, como dirigibilidade, equilíbrio dinâmico perfeito, conforto. Vejo esse trabalho de inspiração tão sério como controverso, a Lexus ganhou reputação de maciez e conforto ao rodar e justamente busca a esportividade de condução do BMW para combinar.
O Lexus IS 300 como o que dirigi na semana passada


Dirigi o IS 300 em curta viagem de 300 quilômetros, ida e volta, mais outro tanto nas esburacadas ruas da capital – aliás, chamo-as de asfalto normal, pois o anormal são os trechos lisos, quase inexistentes. O comportamento é irrepreensível. Não sei se a próxima geração do IS seguirá o caminho dos alemães adotando 4 cilindros turbo de injeção direta em praticamente toda a gama. Torço para que não, seu V-6 é liso como uma seda.

Ruído e vibrações imperceptíveis seus pontos fortes, trocas de marcha suaves ao extremo, o Bob relatou isso muito bem em seu post, desnecessária a redundância. Notei, como ele, a falta de um sistema de navegação, creio que aí prevaleceu o conservadorismo da Toyota, se o GPS não está adaptado para o Brasil, não o adaptem às pressas. 

As borboletas atrás do volante são totalmente desnecessárias, assim como dirigi-lo no modo de trocas manuais. Parece que os chips japoneses entram em confábulo, consultam a matriz por e-mail, 3G ou 4G, isso milhões de vezes por segundo, mas a troca demora e irrita, melhor esquecer o manual e deixar que os chips japoneses confabulem sem você saber e troquem as marchas quando melhor julgarem. O farão sem você notar também. Mas observei bem que os objetivos declarados ao se inspirar num benchmark como o Série 3, conciliar conforto, maciez e firmeza, por mais controversos que possam parecer, fizeram bem ao IS 300. Sem dúvida atingiram um ponto ótimo.

Já as concessionárias – ops, única concessionária – deixa de repetir a fórmula de entrada nos EUA Mais outra decisão conservadora? O mercado brasileiro é cerca de 25% do americano, mas em veículos dessa classe não chega a 5% daquele. Se imaginássemos mesmas proporções de tamanho de mercado, apenas como exemplo um número mínimo seria 5% de 81 (concessionárias iniciais nos EUA), ou seja, quatro e não uma. 

O dinheiro para compra de carros caros e exclusivos está em São Paulo e em vários lugares do país. O agronegócio é fortíssimo nas vastas regiões dos estados de Mato Grosso/Mato Grosso do Sul, Goiás, Miinas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná, sem esquecer a cidade e o estado do Rio de Janeiro e o Distrito Federal. Como ignorá-los? E ainda por cima se expandindo bem além dessas fronteiras?
Por mais que desenvolvam vários e competentes "seu Almeida" nessa única loja, a chave do sucesso dos empreendimentos que usavam do relacionamento com clientes estava na proximidade física, não virtual. 

Um desafio e tanto, a marca Lexus ganhou reputação global nesses 24 anos, mas seus concorrentes copiaram e aprimoraram algumas de suas fórmulas de sucesso também. Pode ser que a estratégia de preços de entrada a dois terços de seus concorrentes diretos não mais se aplique nem seja viável no Brasil, o iene está mais sobrevalorizado que o real, torna as circunstâncias ainda mais difíceis, mas a questão é que ocorre aqui o inverso. O BMW 328i, mais bem equipado e potente, é 22% mais em conta e está disponível e presente em 37 concessionárias bem espalhadas pelo país. Bom lembrar que o modelo alemão conta com motorização de 2 litros e esta recebeu os benefícios temporários da redução do IPI, recolhendo 6,5% (até 31 de outubro), enquanto os motores maiores, como o 3 litros do Lexus recolhem 26 % de IPI, ou seja, quase toda a diferença de preços entre eles é justificada pelo imposto de produtos industrializados. Ambos recolhem os 30% adicionais de IPI para produtos importados, mas há esperanças que com a entrada do regime automotivo, que dizem estar próxima, os fabricantes com produção local ou por se estabelecerem aqui com compromissos firmados possam abater parte ou a totalidade desses 30%. Outro diferencial dos Lexus é sua garantia de 4 anos.

A Toyota não poupou esforços para a marca Lexus entrar nos EUA, mas ser bem-sucedida aqui logo de início não está sendo sombra disso, por maior que seja o cuidado e esmero de seus profissionais no trato com os produtos e clientes.
MAS

Fontes:

http://money.cnn.com/magazines/fortune/fortune_archive/1990/07/02/73739/index.htm

57 comentários :

  1. Vou ler a matéria mais tarde, mas pela foto percebi que o antigo LS 400 da foto, é muito mais bonito que o LEXUS IS 300 que o Bob usou semana passada.

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    1. Mentira, bem de quem compra Etios

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    2. kkkkkkk!!!

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  2. Não tem motivo pra instalar concessionária Lexus em Brasília... lá as concessionárias de luxo só tem carros com placa de Santo André, Barueri...

    Ah, dar uma voltinha no pontão já revela também que o que menos se vê lá são carros de luxo com as famigeradas placas de prefixo J.

    Vai entender né?

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    1. Se Corolla tá com preço banhando a OURO, lexus vai ser banhado com criptonita marciana! Pode trazer que vende na terra Brasilis!

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    2. Hahahaha!!! Criptonita marciana!

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    3. Criptonita vem do planeta Cripton, daí o nome...

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  3. Lorenzo Frigerio01/10/12 13:16

    Pegando gancho no texto, sugiro um daqueles belos artigos técnicos sobre o tema de "NVH" (Noise, Vibration and Harshness) e fatores que influenciam o conforto de marcha.

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  4. Prezado Autor, deixando de lado a questão do sentimento e paixão pela marca. Qual o senhor daria o prêmio de carro de luxo,se tratando de técnica, qualidade, refinamento mecânico e luxo, Lexus ou Infiniti? Obrigado

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    1. Caro Hugo,
      Difícil responder sua pergunta, posso expor minha preferência pessoal pela marca Lexus, mas reitero ser questão de gosto e de como as vejo no mercado e a resposta deste aos fabricantes.
      Você não concorda que ambos impõe rapidamente evolução aos seus produtos, que tem lançamentos defasados no tempo e, às vezes essa suposta supremacia de produto se alterna?
      Considerando o histórico dos dois no mercado americano, a marca Lexus é mais bem-sucedida no volume de vendas e avaliações de satisfação do J.D. Power.
      Produto a produto, há alguns Infiniti mais legais que Lexus correspondente, o FX45 para mim é um exemplo, deve haver mais.

      MAS

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  5. Victor Gomes01/10/12 13:38

    A reportagem é interessante por mostrar que não basta apenas ter um carro "melhor que a Mercedes". Pós vendas conta e muito.
    As fabricantes nacionais têm sorte de o pós vendas da Hyundai ser ruim, porque se assim já se vende muito Hyundai, imaginem só se o atendimento ao consumidor fosse melhor. Ninguém iria querer saber de Volks, Ford, GM ou Fiat...

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  6. "Vai ter o mesmo sucesso no Brasil"

    Creio que não, por que? Porque o Lexus em seu conceito original era um bicho para concorrer com as armas mais pesadas e sofisticadas da Mercedes, isso deu a ele fama poderosa nos USA, que teve tempo e maturação de mercado para desenvolver um belo nome.

    Aqui no Brasil, teremos que emular as façanhas do passado (enfrentar as consolidadas marcas de luxo) para vender esse carro e - principalmente - a esse preço claramente abusivo.

    Sim, ele pode ser melhor que um Carmy, que um novo Azera...mas certamente não uma vez e meia, quase duas, melhor...

    Marcas de prestígio como a Bmw apresentam um carro que a despeito de ser táxi na Alemanha, é uma baita máquina muito bem elaborada e custando um tanto a menos; como foi bem relacionado no post.

    O consumidor normal, mesmo de carros de top, não vai ter de imediato na cabeça a lembrança que a Lexus é uma marca de prestígio; irão apostar no que em terra brazilis já está consolidado como premmium...

    Enfim, com esse preço elitista não rola, os coreanos que são os japoneses de ontem, já estão dando a letrinha há tempos (carros bons, preços não tão exagerados), sem uma política mais agressiva de vendas - preço menor - não valerá a pena montar uma infra para atender só a Lexus.

    MFF

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  8. O problema é que a marca Lexus, por mais que ofereça um produto de qualidade, não está consolidada no país, da mesma forma que olhamos os chineses com ressalva comparando a modelos de marcas locais. E criar essa identidade custa tempo e dinheiro, e a Toytota não me parece estar disposta a pagar esse preço, a julgar pela forma como entrou no mercado.

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  9. MAS, a questão que você propõe é muito interessante mesmo. Você faz uma contextualização detalhada da Lexus nos EUA e a gente pode compreender com clareza a evolução da marca por lá.

    Na minha humilde opinião, se tivesse 200 ou 300 mil reais disponíveis para comprar um carro, acho que partiria para um BMW. É o mesmo problema das coreanas com seus veículos top. Apesar das qualidades técnicas que o Bob e você destacaram, aparentemente não faz sentido "arriscar". Não é nem questão de status ou exibir para o vizinho, não: é a lógica.

    Além disso, o design externo é parecido com o Camry/Corolla e a falta do navegador ilustra a supressão de equipamentos tão comum nos japoneses, em nome da economia ou da sobriedade.

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    1. Humilde opinião....kkkkkk. Tu, de humilde, só tem o bolso.Assim mesmo porque não entra nada e se entrar não sai. Se sair, pega a empáfia.

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  10. Se eu tivesse 300 mil para gastar num carro, eu iria querer um carro que mostrasse meu status de milionário. E no mundo só há três marcas que têm esse status: Audi, Mercedes-Benz e BMW. Temos também Jaguar, Bentley, Maserati, etc., mas esses custam bem mais do que 300 mil.

    Ou então, se eu quisesse discrição, iria reconstruir um clássico nacional (o Opalão 6 cilindros ou um Santana por exemplo) e deixá-lo impecável (isso com menos de 100 mil é possível). Ou pegaria um Logan 1.6 completo.

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    1. Só carro alemão? Esqueceu dos Cadillacs americanos ou um bom Corvette. E ainda tem o Dodge Viper. Logan vai mostrar status? Aonde? Um Fusca dá mais moral, e o dono ainda passa por "descolado".

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    2. Cara le direito ele disse descriçao , para ser discreto usaria um logan .

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    3. E esse status de miLHonário é relativo, há modelos Audi, Mercedez e BMW usados como táxi na Europa, são carros de classe média por lá, e nos EUA também. uma BM série 3 dos anos 90 e A3 usados já virou carro de vileiro há séculos.

      Só mesmo no Brazza, onde Hiunday é considerado carro de "rico". Evoluam seus conceitos.

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    4. Um Logan com blindagem.

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    5. Mas Huyndai (importado) aqui é carro de "rico" mesmo, pobre vai ter 50+ mil pra queimar em carro? Com o salário médio do brasileiro, só carrinhos mil, ou carros velhos.

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    6. O questao e que os impostos no brasil sao muito altos mesmos e um absurdo

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    7. Cara: tu é irritante!

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  11. Respondendo à sua pergunta, MAS, na minha modesta opinião não, principalmente se depender do design dos Lexus. É um ponto extremamente fraco da marca, é preciso admitir e levar em consideração. O LS 400 da foto, à sua época, era páreo para as grandes banheiras norteamericanas, sem dúvida, mas para os padrões brasileiros parece (parece ou é) um daqueles carros japoneses dos anos 60 ou 70, só faltando mesmo os retrovisores sobre os para-lamas. Design à parte, também há de se considerar que a marca não tem a tradição das britânicas ou alemãs e nem a esportividade das italianas. É o típico "carro de nicho", vende um ou outro exemplar para algum admirador da marca.

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    1. O desenho é um ponto fraco da indústria japonesa em geral (apesar de muitos dos designers que trabalham para eles serem ocidentais). Mas me lembro que na época em que o LS400/Celsior foi lançado, olhando de perto, o grau de precisão da estamparia, as frestas entre os painéis, o acabamento interno, tudo era estupendamente superior aos produtos concorrentes da época. Sem falar no incrível silêncio do motor, que fazia com que os motores alemães v8, muito silenciosos, parecessem ruidosos. Ou seja, acredito que foram esses detalhes que fizeram muitos compradores mudarem de marca na época. Os concorrente tiveram que correr atrás, pois a Lexus havia "raised the bar", e não fora pouco. Não era uma simples questão de vender um bom produto por um precinho menor, como a Hyundai faz hoje.

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  12. Diogo R Santos01/10/12 21:14

    É aí que mora o problema do Lexus no Brasil. Diferente dos EUA, onde eles entraram agressivos e com preços muito competitivos, no Brasil fizeram completamente oposto: como os automóveis são caros e pouco competitivos ante a concorrência germânica

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  13. MAS, na esteira de dois textos sobre duas visões distintas de um mesmo mercado (um aqui no AE e outro no BCWS), a leitura desse seu me fez "matutar" um pouco sobre como uma mesma empresa (ou até mesmo todas as empresas) encara, mesmo com mais de 20 anos de intervalo, dois mercados diferentes. Nos EUA uma atitude focada no respeito e na plena satisfação dos clientes. O cliente é REI. Faturar um pouco menos mas faturar sempre. Já no Brasil o que manda é o status e o cara assinar o cheque, pagar pelo carro (ou produto). Da porta da loja para fora pouco importa o que aconteça, a pessoa que se vire. Faturar bastante E sempre!! Quanto mais, melhor!! Até porque, nos EUA, ou se fatura um pouco sempre ou não se fatura nada. Lá a concorrência, aliada a consciência do consumidor, faz "misérias". Aqui parece que todos são irmãozinhos, que trabalham juntos para que cada um tenha o seu espacinho para se lambuzar no bolo. Deixa muito evidente como são dois extremos.

    Conversávamos hoje a tarde, eu e uns amigos, sobre um notebook da marca CCE, de um desses amigos, que reparei tinha um remendo em forma de uma fita limitadora segurando a tela à base do aparelho. Aquilo estava lá pois a articulação original havia se quebrado, e para trocar, teria ele que primeiro efetuar o pagamento da peça, para só então ela ser fabricada na Zona Franca de Manaus. Um computador de, segundo ele, pouco mais de dois anos de uso. Ora, se não estou enganado, a lei diz que, por mais que o produto não esteja mais sob garantia, peças de reposição precisam ser garantidas por pelo menos 10 anos. Mas aqui é o Brasil...... e quem vive aqui são os brasileiros................

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    1. Quem mandou ele comprar produto da Concerta, Concerta, Estraga! Brincadeira à parte, é por aí mesmo, respeito ao consumidor, pós vendas, etc.., no Brasil (e em outros mercados "emergentes"), só existem em teoria.

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    2. Ops, é Conserta Conserta Estraga. Kkkk...

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    3. CCE = Começou Comprando Errado...hehehe

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    4. O exemplo da CCE deixa bem na cara que é coisa de cultura e situação e não de uma empresa ou outra e até mesmo de atitude da empresa. CCE é brasileira e sempre foi ruim de produto e de pós vendas, o problema aqui é que do consumidor e do pequeno empresário até as grandes multinacionais ninguém quer saber de pós vendas. O consumidor quer o mais barato e o mais fácil de passar pra frente que seja possível de reparar em qualquer lugar pelo preço mais baixo possível (que também está preocupado só em vender quase sempre). Produtos muito baratos ou na moda que não fazem sucesso por causa da qualidade só não fazem sucesso porque por algum motivo não tem como se livrar dele rapidamente ou não tem como dar um jeito em qualquer lugar. Pra isso tudo tem raras exceções e boa parte delas só acontecem por causa do status

      Pós venda e respeito ao consumidor em longo prazo aqui não é vantajoso. Pra que uma marca vai manter um pós venda bom ou um produto muito durável se o cliente se importa mais em só poder dar um jeito e revender fácil? É mais fácil pra ela e pros clientes fazer qualquer coisa e nem gastar dinheiro com isso, só tem que ser fácil de passar pra frente

      Mas não se enganem com outros mercados, boa parte é exatamente assim só que a maior concorrência e o maior dinheiro envolvido acabam melhorando as coisas

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    5. O problema é que estão malhando a CCE, mas a Dell, por exemplo, é igualzinha. QUem já teve Dell e teve um problema sabe como a açisteinssia técniqua é boa...

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    6. Assistência técnica, em garantia já é um sofrimento, demora demais, imagina então quando é fora da garantia. Além de tudo, custa caro. Pra qualquer marca (no Brasil).

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    7. Anonimo 8:47, essa de achar tudo igual que também ferra tudo. Dell tem assistencia ruim como as outras mas melhor que de uma CCE, o produto não é tão ruim (dá menos chance problema) e quando dá defeito vem um tecnico em casa (menos tempo sem ficar com o pc)

      Mas poucas marcas fogem do ruim mesmo

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    8. Infelizmente HP se tornou um lixo!!!!

      E viva a Acer.

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  14. vamos pular para o próximo post

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  15. Em 2012 a Lexus retornou ao topo do pódio da confiabilidade, medida, nos EUA pela empresa J.D. Power & Associates junto a proprietários originais de veículos com 3 anos de uso. Mede-se o quanto cada marca visitou, efetivamente, oficinas nesses 3 anos. Em 2009, depois de 14 anos no topo, a Lexus foi destronada pela Buick e pela Jaguar. Em 2010 pela Porsche e em 2011 pela Lincoln. As outras 9 desse ranking de 10 são: Porsche, Cadillac, Toyota, Scion, Mercedes-Benz, Lincoln, Ford, Buick e Hyundai.

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    1. Típica informação que qualquer autoentusiasta já sabe!
      As "pesquisas de confiabilidade medidas pela empresa J.D.Power & Associates junto aos proprietários originais de veículos" são informadas toda noite no Jornal Nacional!

      O cara trabalha na Lexus...

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    2. J.D. Power que classificava os Hyundai como melhores do mundo?

      Sei...

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    3. E esse ranking...
      De 10, três são Toyota (a própria, mais o Scion e o Lexus). Tem ainda Cadillac, Lincoln e Buick, que não estão no mercado brasileiro... A Porsche, que não compete com ninguém. Sobrou a Mercedes, a Ford, e os Hyundais, os melhores do mundo!
      A I.D. Power é o braço americano do Ibope!

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    4. Absalão Bussamra03/10/12 20:02

      Esclarecendo ao ignorante de plantão acima que a JD Power NUNCA classificou os Hyundai como os "melhores do mundo". Os dados da pesquisa IQS foram manipulados pela CAOA, que inclusive recebeu punição do Conar por causa dessa safadeza.

      Um pouco de informação evita vexames posteriores. Fica a dica!

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    5. Absalão: tá bão! Vai acreditando em dados, vai. Lembra de um certo banco que classificava todo mundo e que quebrou? Deu cano!Enganou. Ok, BROTHER'S.....

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    6. Posso jogar pimenta? A Hyundai está boa SIM... quer queira, quer não.

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  16. Esse Lexus das antigas me lembra muito o Opala Diplomata.

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    1. Sim, mas o Opalão perto dessa banheira nipo-americana fica pequeno, principalmente na largura.

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  17. Não vai fazer sucesso porque não repete a fórmula "mais por menos" aqui no Brasil. O público alvo vai enxergar MENOS status por MAIS dinheiro

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  18. Anônimo02/10/12 09:46

    O mito é o Jetta 2.0! Marca 280 Km/h no painel! Das auto!

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    1. Anônimo 02/10/12 09:47, o problema neste Jetta não está no número informado - 280, mas sim na inscrição km/h com a letra "K" em maiúscula conforme muito bem observado por você. Está errado, pois o correto é com a letra "K" em minúscula - km/h, que significa velocidade (diferença de espaço pela diferença de tempo), quilômetros por hora.

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    2. Anônimo 02/10/12 09:47
      Acho que você não dirigiu o Jetta Comfortline, só pode ser. E velocímetro não tem nada a ver com desempenho, isso é coisa de criança.

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    3. Acho que você não dirigiu o Suzuki Fun (o mito).
      Aquilo sim é brinquedo de criança - emoção total, kart com alma de Vette.

      "...kart com alma de Vette..." até hoje não acredito que li isso num post "autoentusiasta"...

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    4. Alma de Chevette?

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    5. Não.
      O blog afirmou que teria alma de CorVETTE!
      Tire suas conclusões daí.

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    6. Tenho um Gol 1000 quadrado. O velocímetro parou de marcar, aí eu troquei por um da Cronomac, que marca até 240 km/h.
      Inacreditável com o desempenho do carro melhorou!
      Acho que vou procurar um velocímetro de Jetta que marca 280 km/h num desmanche.
      Vai dar 40 km/h a mais!

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  19. Lexus?

    Zzzzzzzzz...
    zzzz...
    zzz...

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  20. Geralmente, quanto a carros de luxo, tanto Lexus quanto BMW, Mercedes e Audi são muito confiáveis e eles têm a mesma chance de ir à oficina...

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  21. Eu gostava de quebrar esse Lexus LS 400 na fase bônus do Street Fighter do fliperama com os personagens Ryo ou Blanka...

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