CONTA-GIROS, ÚTIL OBJETO DE DESEJO


MG TC 1948, conta-giros diante do motorista (mgtc.co.uk)

Atualmente poucos carros não têm conta-giros e sua presença no painel não causa espanto ou admiração, já nos acostumamos com eles.. Mas nem sempre foi assim.

O primeiro que vi foi num MG TC 1948 do namorado da irmã de um vizinho. Eu tinha 14 anos. O carro era versão de volante na esquerda e achei incrível o velocímetro estar diante do motorista e não o conta-giros, mas depois deduzi que no original era o conta-giros o mais visível nos carros de volante na direita. Bem coisa de carro esporte. Acredito que fosse algo difícil inverter posições porque naquele tempo tanto velocímetro quanto conta-giros eram mecânicos, por cabo, e talvez não fosse fácil alterar as rotas dos cabos. É só uma hipótese.

Para os jovens ligados em automóvel conta-giros era alguma coisa espetacular, única, quase mágico até, aquele ponteiro que se movia acompanhando as rotações do motor era o máximo.

Quando surgiu o Alfa Romeo brasileiro, chamado de FNM 2000 JK, em 1960, um dos seus grandes atrativos foi ter conta-giros. Dirigi-lo tinha um quê de especial, o carro todo era muito avançado, destacava-se de todo o resto. Eram o "anti-americano", por assim dizer, no sentido de suas suas diferenças em relação aos carros americanos que rodavam por aqui.

Painel do FNM 2000 JK: com conta-giros em 1960 (mercadoclassico.com)

Em 1962, quando o Karmann-Ghia foi lançado, não houve quem não criticasse seu painel, com velocímetro e um grande relógio analógico à direita, os dois instrumentos exatamente de mesmo diâmetro. Todo mundo achava que num carro pretensamente esportivo deveria haver conta-giros em vez de relógio.

O painel do Karmann-Ghia com relógio em vez de conta-giros (bringatrailer.com)

No meu DKW 1961, adquirido usado em 1962  procurei colocar logo um conta-giros nele. O melhor que havia era alemão, Hartmann-Brown, que a Vemag usava nos seus carros de corrida, mas era muito caro e para trazê-lo era meio problemático. A saída foi comprar um nacional, de montagem na coluna de direção (como na foto abaixo, de outro carro só para exemplificar), mas era muito ruim, a escala era de quadrante (90°). o ponteiro não girava, frustrante. Mas era melhor do que nada, pelo menos eu podia saber a quantas o motor andava.

Montagem tipica de conta-giros na coluna de direção (stangnet.com)

Havia outro conta-giros que nos fazia "viajar", o do Renault 1093 (foto à esquerda). Era da marca Jaeger, francês, de acionamento mecânico, e vinha instalado no painel num porta-objetos na extremidade esquerda do painel que havia no Dauphine e no Gordini (foto à direita). Como era charmoso e, sobretudo, útil!

Dauphine (carbel-acb.be)
Conta-giros do 1093 (forum.auto.com)

















Há uma montagem de conta-giros que tem a miinha preferência: a de superposição. Conta-giros e velocímetro ficam colados, permitindo consulta tanto fácil quanto precisa. E como já comentei diversas vezes aqui, na esquerda. Por incrível que pareça, é a solução de um carro simples, dos mais baratos do mercado: o Celta. Além de tudo, ocupa menos espaço. O grafismo, no caso do Celta, poderia ser melhor, a barra semicircular é confusa de ler. Bastam traços, cono nos VW/Audi/BMW/Porsche (veja mais abaixo foto do painel de um Porsche 911).

Quadro de instrumentos do Celta (saocaetanodosul.olx.com.br)



Eu já disse por que acho que o conta-giros de ficar na esquerda: é o lado que requer mais atenção na mão de direção direita como a nossa, em que há tráfego pela esquerda, contrário e no mesmo sentido, nesse caso com muita consulta ao espelho esquerdo.

Mas há a rainha das montagens, feita de autoentusiastas para autoentusiastas: o conta-giros é o principal instrumento, diretamente na frente do motorista, como no Porsche 911.

Porsche 911, perfeito. Note o pequeno velocímetro digital no próprio conta-giros (porsche.de)



Na questão da iluminação do painel, todos deveriam seguir o padrão dos aviões e de modelos como vários Peugeot, Fiat Bravo etc.: vermelho-alaranjada. Comprovodamente é a que mais preserva a visão noturna.

Iluminação vermelho-alaranjada, a melhor para a vista (todaoferta.uol.com.br)

Carro sem conta-giros é impensável. Mas até dá para dispensá-lo se o velocímetro tiver as marcas de alcance de velocidade em cada marcha, com havia nos Volkswagen mais antigos. É um solução simples que funciona.

Marcas de alcance das marchas, solução simples. Este velocímetro é em milhas (thesamba.com)

Mas ter conta-giros é melhor, sempre.

BS

105 comentários :

  1. Este Velocímetro mostrado na última imagem pertence a um Chevrolet 1949-53? Me parece muito familiar, rs

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    1. a Chevrolet é um amontoado de barracões velhos em São Caetano, tudo bem, mas também não é pra tanto...

      é do fusca mesmo.

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  2. É muito complicado instalar um conta-giros de copinho em carros que não o tem mesmo em versões topo de linha?
    Ainda existe esse tipo?

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  3. Uber
    Não é complicado. Verifique junto a empresas como a Turotest (turotest.com.br).

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  4. Mudem de canal para o Jalopnik.com.br para complementar a leitura! Saiu um post ontem sobre medidores do Juliano "Kowalski" muito bom.

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  5. Sem dúvida, quando pia m amarrava nos conta giros. Tinha q ter e ser mecânico. Mas achava legal o do corcel GT e, tb, do corcel II GT, q ficava na coluna de direção e tinha ótima visualização. Uma vez vi em opala, ñ lembro se especial ou luxo, acho q era especial, 74 eu acho, 6 canecos, rebaixado, banco concha e relógio do alfa romeo, com o conta giro e velocimetro marcando 200 km/h. Acho q era isso. Fiquei anos e anos a fim de ter um para fazer o mesmo. Os porsche antigos tinham um painel mais legal, sob meu ponto de vista, com aquele conta giros grande na frente do piloto. Massa!

    Muito bom este post, Bob.

    Tazio Nuvolari

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  6. tio bob, porque quando o motor ap ou outros quando está para quebrar o carro anda bastante? para carros antigos com alta quilometragem o oleo grosso diminui o giros em alta? falou tio sou seu fã automotivo

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  7. Um carro que faz falta o conta-giros é a Xsara Picasso. O carro é bem silencioso e com motor que é relativamente suave, fica difícil as vezes ver quão longe estamos do limite de rotações tanto altas quanto baixas (para o método carga nesse último). Muitas vezes, tem que se basear em quanto estamos usando do acelerador para resolver passar uma marcha em certo momento.

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  8. O conta-giros do Celta quando usava a escala x100, em vez da x1000, era grotesco. Certa vez um colega de trabalho não percebeu que não estava a 50 km/h e sim a 5.000 rpm e tomou uma multa.

    A GM às vezes tenta reinventar a roda e faz besteira, como o conta-giros do Agile, que abaixa o ponteiro enquanto sobe a rotação.

    Considerando apenas a beleza, os conta-giros "espelhado" no velocímetro dos Aston Martin modernos são um show. Também gosto do conta-giros dos Alfa e Lancia, que inicia com o ponteiro em 90 graus para baixo.

    Mas acho que nada supera o conta-giros central com velocímetro digital itegrado dos Porsche atuais.

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    1. Mas é burro esse teu colega aí hein?! Se o carro era dele, deveria estar acostumado e perceber, além da disposição diferente dos números, a posição do conta-giros, mais a esquerda no painel... Multa de amador mesmo!

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    2. Carro da empresa. Ele tinha um 206, na época. Independente de burrice, design tem que ser à prova de burros. Nesse caso a burrice começou no departamento da GM.

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    3. Ainda acho que tem que ser meio topeira pra confundir rpm com velocidade... A marcação é diferente, a posição dos números é diferente, a movimentação do ponteiro é diferente. E isso tudo se nota só olhando de canto de olho. Me desculpa, mas tomar multa por confundir o velocimetro com o conta-giros é desculpa de maneta...

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    4. Antônimo do anônimo06/06/12 16:45

      O 206 também marcava as rotações no padrão x100... e TAMBÉM tem o conta-giros na esquerda. História mal contada.
      Podem conferir no bestcars:
      http://bestcars.uol.com.br/comp2/palio-206-3.htm
      Melhor sorte da próxima vez que for inventar uma história.

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    5. É.. teu amiguinho é muito burro mesmo. Diz-me com quem andas....

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  9. Filipe_GTS06/06/12 13:35

    Um carro que tem um BELO de um tacômetro: Honda Civic. Mais precisamente o "New Civic" de 2006/2007. Painel digital e conta-giros no meio, girador que só ele. É muito prazeroso dirigí-lo.

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    1. Concordo com voce Felipe.
      Alias o "New Civic" como um todo é um tremendo de um carro, disfarcado numa carroceria pacata de sedã.
      Sonho com um na versao SI.

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    2. É isso aí, pois pouco adianta um conta-giros invocado em carro com motor preguiçoso..

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    3. Exato, é um tesão ver o conta-giros do meu Si beijar os 9.000rpm (o carro é ligeiramente modificado e gira mais que o original).

      O painel do carro é praticamente só o conta-giros. Um velocímetro digital de fácil leitura por cima dele, umas barrinhas fáceis de consultar para temperatura e combustível. Mais nada. Simples e perfeito!

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  10. Gustavo Cristofolini06/06/12 13:38

    Dos carros que tive, sem dúvida o velocimetro/conta-giros de melhor leitura foi o do Marea. Imagem no link - http://bimg1.mlstatic.com/s_MLB_v_F_f_183117454_4651.jpg

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    1. Prefiro este : http://i971.photobucket.com/albums/ae200/carfreak86/Focus/005-1.jpg

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    2. Boto os dois no saco.

      http://homepage.mac.com/helipilot/PPRuNe/TZZCockpit.jpg

      ISM

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    3. Os instrumentos da Veglia Borletti eram bem bonitos.

      Uno Turbo: http://2.bp.blogspot.com/_b2WREkxxWhU/TORotVMCUtI/AAAAAAAAAQI/X7k3mnW494I/s1600/uno%2Bturbo.jpg
      Tempra Turbo: http://www.tempraclube.com/tempra_turbo2p_pnl.jpg

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  11. Eu sabia que o Celta voltaria triunfante...

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    1. E voce gosta!
      Né, nao?

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    2. pronto. já vai aparecer gente defendendo o projeto mais tosco (ou menos honesto no preço) de nossa historia local...

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    3. Eu sabia , estava demorando:
      Vai começar o assanhamento dos anonimos por esse carro.
      Esse pessoal tem fissura, paixao , fetiche , exasperacao , furia , destempero, por esse pequeno Chevrolet.
      O mundo gira , mudem o script.

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    4. Celta é um carro marcante.

      Marcou o retorno à época das carroças.

      Pare e pense nisso.

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    5. E eu achando que era o Gol caixa...

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  12. Bob, em seu lançamento, o GTi mereceu algumas críticas em relação a iluminação do painel, ao contrário do GTS - testado na mesma edição!

    Pessoalmente, eu gostava!

    abraço

    MFF

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    1. Só que aquela iluminação alaranjada dos GTS mudou para verde claro na linha 91 ou 93, não lembro direito. Não ficou ruim, mas achava o antigo melhor.

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  13. Sandoval Quaresma06/06/12 15:52

    conta-giros bom tem que ter boa resposta do ponteiro.
    Se não acompanha direito a rotação penso que é melhor nem ter.
    exemplos de conta-giros broxantes: Renault Logan/Sandero e a linha Gol G3,5.

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    1. Ah Sanbdoval, criticar o Logan é o mesmo que chutar cachorro morto. E outra, quem compra um Logan, come capim.

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    2. Renault é laranja porque o que temos aqui ou é Renault velho ou Dacia.

      Renaults de verdade na europa estão todos no branco + vermelho.

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    3. Fico imaginando que carro infinitamente superior ao Logan, esse anônimo 06/06/12 16:05 tem: eu chuto que é um Audi A8. Senhores, façam suas apostas.

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    4. Então o Renault vendido no Brasil é velho? Caramba, vendem bem caro para um carro velho.

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    5. Infelizmente a Renault aqui vende carro velho do primeiro mundo ou carro novo do terceiro mundo.

      Aqui temos o Fluence. Ok, bonito e honesto. Mas na França tem Mégane que está anos luz a frente.

      O Clio europeu é alucinante! Aqui temos o Clio de 15 anos atrás ou então o novíssimo Sandero que nenhum francês nunca nem ouviu falar.

      O presidente mundial da Renault é brasileiro. E não é burro. Sabe que aqui é lugar pra ganhar dinheiro em cima de consumidores que pastam qualquer tipo de capim e ainda pagam caro por isso...

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    6. Gostem ou não, a Renault é a única fabricante nacional que oferece no Brasil os mesmos carros que vende na Europa. Sem diferenças!
      Pode-se dizer o mesmo de Fiat, GM e VW?

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    7. O Fluence é coreano, então é patrício do Cruze.
      O Logan e o Sandero são low-cost na Europa e carros para emergentes (leia-se BRIC).
      Em breve virá a Lodgy que irá aposentar a Kangoo de quebra substituir a Scenic.
      E lembre que carro de primeiro mundo ninguém aqui tem grana para pagar e manter, vide o Classe A que neguinho achava que teria manutenção tão barata quanto o "queixo-duro" e o A3 que não vendia o suficiente para justificar a operação.
      Outro exemplo é o Ômega australiano cujos amortecedores custam o equivalente ao IPVA de um carro 1.0l zero Km.
      Pode-se dizer que é imposto, mas tem gente que fica chocado com o preço das pastinhas dianteiras de um Honda Civic, que custa normalmente umas 5 vezes o preço das pastilhas de um gol caixa.
      Fora a obsolescência programada em que os otários que querem carros "novos" pagam pra desfilar de 0Km por aí em modelos recauchutados em plataformas antigas e depois postam aqui que tem vergonha da kombi fabricada aqui. Lembre que desenvolver novos desenhos custa caro, especialmente para desenvolver novos ferramentais e fazer testes e poderem dar aquela garantia de 3 anos que todo mundo adora e ninguém aproveita porque prefere o mexânico da esquina.

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  14. Aléssio Marinho06/06/12 16:18

    Bob,

    Os Renault também utilizam a iluminação vermelho-alaranjada.

    Meu pobre Uno era 4 marchas e com relógio no painel. Frustrado com o "efeito Kombi" (ficar procurando a 5ª) resolvi trocar a caixa por uma de 5 velocidades.
    Encotrei uma caixa de Mille Eletronic, pouco rodada. Antes de fechar negócio, perguntei ao cara do desmanche se as relações das marchas eram iguais ao do meu 1300.
    -As marchas dos fiats antigos são todas iguais. Pode pôr que fica bom. - Naquela época de internet discada nem acervo digital da 4 Rodas, o jeito foi confiar no cara.
    Instalei a caixa e não é que ficou bom? O carro tinha muita força.
    Dias depois viajei com ele pro Tocantins. Em determinado trecho deserto, quis dar uma forçada. 130-140 km/h e o bichinho tocando. Mas logo começou a perder redimento e a fumaçar e aliviei o pé. Pipocando, consegui voltar pra Brasília, onde iria retificar o motor.
    Motor novo, fui pra Aracajú trabalhar e amaciar o motor. 1700 km a 80 km/h...
    Chegando lá, fui num ferrinho e encontrei um quadro de instrumentos com conta giros. Instalei no Uno e logo descobri o motivo de ter perdido o motor. A 120 km/h o motor girava a 6000 rpm! Perdi o motor por excesso de rotação ja que carburado não tem limitador.
    O jeito foi andar com o carro na faixa de 100 km/h.
    Uns 2 meses depois a 4 rodas lançou uma coleção de cds com todos os testes feitos até 2004. Comprei e fucei todas as fichas técnicas dos unos até descobrir que as relações de marcha dos unos são realmentes iguais. O que muda é a relação do diferencial, mais curta no Mille que no 1300.
    Aí foi fácil, comprei o diferencial correto e mandei instalar.
    Ficou joia!
    Depois disso, dei mais valor ao contagiros.

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    1. gambiarro-entusiasta detected

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    2. Essa tua brincadeira toda deve ter saído uma pequena fortuna!
      Valia mais ter economizado esse $$ e trocado num carro mais novo e veloz

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    3. Volte e meia estou a ler essa mesma historia aqui no blog...

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    4. Um pobre uno ficar uma jóia? Conta outra...

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    5. Aléssio Marinho08/06/12 10:59

      Obrigado Anonimo por lembrar da minha história. É sinal de que presta atenção ao que escrevo.
      E pra quem não sabe, meu Uno é um dos 400 cabriolets fabricados pela Sulam.

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    6. Errado é o cara em querer modificar o próprio carro conforme o gosto lhe apetece, bom mesmo e comprar à carnê, como todo o entendido faz.
      E tem gente que fica nessa de "entusiasta", hahahaha

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    7. 120 a 6000 então v. simplesmente deixava na quarta com a caixa do Eletronic, porque em quinta afundando o pé o bicho passava dos 160 de painel e nessa faixa sim, pouco além de 6000, como sei? pelo ronco do fiasinha, pô Aléssio Marinho, tu é surdo, e véio, porque fica repetindo essa história...

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  15. pior conta-giros é sem dúvida o do Agile e de alguns fiats. No primeiro, números muito em negrito, subindo pra baixo e próximos.

    fiat adventures então... um horror, ponteiro largo, número em negrito e marcações largas demais... imprecisão total.

    quando os caras vão aprender que instrumento tem que ter precisão.

    o fox I por exemplo há imprecisão de leitura no velocímetro - contagiros nem comento - e lá é batata pra se passar radar de 40km/h a 25... muito difícil de ler e o curso do ponteiro x escala é muito pequeno.

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    1. Para piorar nos Fiats, na linha Adventure algum marqueteiro resolveu pedir um desenho que lembrasse as indicações de uma rosa-dos-ventos. Resultado: um visual confuso e poluído que só atrapalha.
      "Mas meu carro tem suspensão elevada e é aventureiro..."

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    2. Pior é não ter contagiros no Mille e em outros 1,0, nem como opcional. Justo num motor que, de vez em quando é preciso dar umas boas esticadas de marcha, e não faz lá tanto barulho assim, o aparelhinho seria bem útil para saber quanta "folga" ainda tem o motor, se é melhor reduzir para encher mais ou se é preferível passar à marcha seguinte. Quem tem o carro por um tempo pega o macete, mas quem vai dirigir só ocasionalmente, como ao tirá-lo de uma locadora, fica sem saber o que fazer...

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  16. Lorenzo Frigerio06/06/12 16:37

    Contagiros é bonitinho ter, mas não tem utilidade nenhuma, principalmente depois que você aprendeu as características do carro. Naturalmente, é melhor do que ter relógio analógico, mas ninguém fica monitorando as rotações do motor enquanto dirige. Mesmo porque ele não evita que você quebre o motor se fizer alguma barbaridade, e os carros hoje em dia têm limitador.
    Contagiros é marketing, mais que qualquer coisa.

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    1. aham...quero ver voce distinguir pelo som se o motor está a 3500 ou 4200RPMS... é cada uma... por pessoas como vc que as montadoras depenam carros...

      ISM

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    2. Para um carro normal que serve só para levar as crianças na escola e fazer compras , concordo que não faz diferença.. mas para um carro com algum tipo de preparação usa-se muito o conta giros para "tocar" melhor e "acertar " diversos ajustes no motor..

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    3. fica tranquilo que na maioria dos casos é um instrumento dispensável sim. para rodar na cidade de a para b não é vital.

      com carros elétricos ou o que for novos medidores surgirão.

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    4. Lorenzo
      Deixe de pensar como um velho ranzinza
      Vc parece meu avo falando.
      Aff!

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    5. Lorenzo

      Nem meu avô era tão rabugento, muito pelo contrário. Ele adorava tecnologia.

      Se for levar por este lado Lorenzo, melhor é acabar com o painel e colocar apenas um indicador de nivel de combustivel bem grande pois conheco muita gente que nem velocimetro olha

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    6. Eu olho para o conta-giros o tempo todo, independentemente se estou andando rápido ou simplesmente "a passeio". Não é nenhum bicho de sete cabeças dirigir carro sem conta-giros, mas eu fico incomodado em não tê-lo.

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    7. Esse Lorenzo gosta de falar besteira. Conta giros é tão importante quanto o ponteiro da temperatura, que depois de um tempo realmente se consulta menos mas é essencial que esteja lá para fazer leituras importantes vez ou outra. É melhor mudar as marchas antes do corte numa ultrapassagem que no corte e não vem dizer que depois que acostuma com o carro sabe exatamente onde vai ser o corte, porque dependendo de coisas como inclinação e temperatura o corte pode chegar de surpresa sem consultar o conta giros.

      Não é a toa que conta giros em qualquer mercado melhorzinho vem de série em qualquer carro, já em mercados de macaco é item dispensável e quando vem de série é coisa de luxo pra "deixar o painel mais bonito". Se não deixasse o painel mais bonito tinha uns que iam até arrancar ou trocar por um farol xenon virado pra lua.

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    8. Lorenzo Frigerio,

      Pode ser marketing para você, que talvez não saiba utilizá-lo.
      Eu olho o conta-giros o tempo todo, inclusive para rotações próximas à marcha lenta. E sim, eu conheço bem as características de todos os carros que tenho ou tive, como saber a rotação em que o motor ainda tem força suficiente para sair em uma subida sem precisar de usar a embreagem (quando o carro está quase parando), ou a rotação mínima de cut-off.

      Nos carros que não tem conta-giros, logo descubro a rotação pela velocidade em cada marcha e me familiarizo com ela. Imagina então se eu vou desprezar o conta-giros! Jamais! O fato de os carros terem limitador de rotações não supre a função do tacômetro. Pensar assim mostra que o Sr. nunca soube utilizá-lo corretamente.

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    9. Uso o conta giros para fazer punta-tacco, no meu carro e já decorei o quanto preciso acelerar para patinar minimamente a embreagem, agora num caro desconhecido eu acho bem mais fácil realizar a aceleração interina, ainda mais durante a direção esportiva, imagina eu num carro de um amigo acabar reduzindo a marcha muito rápido e excedendo o limite de giros do motor...

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    10. É útil tanto para economia de combustível (como um colega bem mencionou, saber a faixa de acionamento de cut-off é importante, a menos que você seja uma anta bangueleira jogando em ponto morto na descida em plena era de injeção eletrônica) quanto para dar uma puxada de sinal-a-sinal. Só não gosta quem não sabe usar.

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  17. O pior conta-giros que conheço é, disparado, o do Citroën C3. Péssimo. Até melhorou nas versões 2008 em diante, mas continua ruim, aliás como todo o restante do quadro de instrumentos.
    Não me surpreende que os carros antigos, pelo menos os de origem europeia, tivessem o instrumento, afinal muitos tinham painel quase completo, com amperímetro, voltímetro, manômetro de óleo, termômetro de óleo...
    Depois veio a fase dos carros de painel com velocímetro e marcador de combustível (à moda norteamericana). Hoje, felizmente, os painéis com conta-giros, termômetro e hodômetro parcial estão voltando...

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    1. ...Lorenzo: a graça está no movimento do ponteiro. Assim o motorista tem algo para se divertir...

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    2. Disse tudo!

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    3. Eu não sei qual instrumento do painel eu olho mais enquanto dirijo, se o conta-giros ou o termômetro da água.
      Painel pra mim, pra ter o minimo necessário tem q ter conta-giros, velocímetro, temperatura da água e nível do combustível. Temperatura do óleo seria mto bem-vindo.

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    4. É isso mesmo: pela volta dos painéis completos, como eram os do Del-Rey Guia e Alfa-Romeo 2300 Ti-4. Isso sem falar que foram talvez os dois mais belos painéis de carros nacionais.

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    5. CSS,
      Você nunca viu o painel de um Fox ou Gol GIV, certo? Além de por si só já ser uma porcaria, aquele mini-conta-giros só servia para passar raiva, com uma leitura difícil.

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    6. Caro Marcos,

      No caso eles deviam fazer um velocímetro digital no meio do contagiros, mas o importante é cortar custos nas fábricas e o consumidor paga por isso...

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  18. André Andrews06/06/12 19:06

    Além da utilidade do conta-giros, vc já deve ter visto o AMG Comand, que mostra potência e torque em uso no momento. Seria o ideal para mostrar à turma do "1.0 não anda" quem de fato não está andando, o carro ou o motorista.

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    1. O motorista E o carro.

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    2. Não tem como medir o torque do carro no momento em que ele está andando. Ou usa-se dinamômetro de rolo ou o de bancada. O que se pode fazer é um indicador baseado no número de rotações do contagiros e você teria o torque medido pelo fabricante em testes, mas que não é o que realmente esteja sendo gerado no motor. Para afinar, só um dinamômetro de rolo e torcer para que o esforço compense na criação do indicador.

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  19. Boa noite!

    Sou um grande fã de carros e gostaria de convidar todos os interessados a visitar o blog onde conto a história da reforma de uma Kombi 73 que será usada na nossa viagem pela America do Sul, o endereço é esse: longocaminhodecasa.blogspot.com/
    Será um prazer tê-los nos acompanhando nessa aventura.

    Abraços!

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  20. Alguns conta-giros são meio inúteis, como o do C3 (às vezes até esqueço que tem). O do antigo Fox também era bem ruinzinho.

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  21. Na verdade, o negócio é ler o manual do carro, ali conta-se as velocidades ideais para a troca de marcha.

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  22. Lembro-me de quando tinha meus 7 ou 8 anos e meu saudoso pai chegou em casa com um Opala SS 1976, que tinha um conta-giros no painel, do mesmo tamanho do velocímetro. Foi aí que minha fixação pelo conta-giros começou (e também pelos Opala/Caravan...) Depois desse carro, toda vez que ia ver um carro novo olhava para o painel à procura do conta-giros. Em geral, a decepção era enorme, pois lá pelos idos de 1980, somente carros "esportivados" e alguns poucos esportivos de fato tinham o dito cujo.

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  23. Bob: tenho saudades dos velocímetros horizontais...

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    1. Velho Rabugento07/06/12 04:05

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  24. E que tal este: http://3.bp.blogspot.com/-lvEWifgxJh8/TugSk5VDERI/AAAAAAAAKJw/FWV84kT7quE/s1600/Novo-Toyota-Etios-2013-painel.jpg

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    1. Essa imagem está espelhada! o volante é do lado direito!

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  25. Se não me engano, os instrumentos do meu Peugeot 106 98, são Jaeger tb...puxa vida, agora tenho que dar uma conferida...(a cor eu tenho certeza, é vermelho alaranjada mesmo)

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  26. Esse tac|ômetro do 1093 é um charme a parte, bem destacado dos instrumentos.

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  27. Perfeito, Bob. Lembro-me quando meu pai comprou um Passat LS em 78, e como acessório instalou um pequeno contagiros no lugar do relógio, no centro do painel. Pequeno, mas localizado em excelente posição. Depois, quando tivemos um Santana CS, ainda em 85, não tinha como olhar sem dor de cotovelo para os CG e CD, com o painel com aquele enorme contagiro.

    Mais tarde, quando tive um Palio Fire, instalei um painel com contagiro. Um prazer fazer aquele bichinho andar nos entre os 5 e 6,5!

    Por falar em carro mil, acho que os críticos do Celta desconhecem o bom comportamento dinamico desse carro. Já tive a oportunidade de andar com um desses em autódromo e posso garantir que ele junto de carros teoricamente bem mais fortes.

    Abraço

    Lucas CRF

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    1. Faz um overstroker e põe barras estruturais. Se começar a dar carreirão em Civic, tome cuidado se o dono do carro ficar bravo. Carros "inferiores" sempre dão raiva em donos arrogantes...

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  28. Bob,
    Como estou reformando um GM dos anos 80 com motor 250, estava pensando em colocar um conta-giros do tipo copinho sobre a coluna, um de 52 mm mesmo. Quando entrei no site da Cronomac descobri que o modelo que procuro (linha Street preta, a que possui um visual condizente com a época do carro) só possui modelos com escala até 8000 RPM para motores seis cilindros. Como pretendo montar um carro para viajar e não para pista, há alguma marca nacional que serviria? A idéia é algo que funcione bem e com visual de época, como se tivesse sido montado lá em 1982.

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    1. Marcos, não é tão difícil assim conseguir o próprio painel do Opala (SS, Comodoro ou Diplomata) já com o contagiros. Colocar na coluna deixará com um visual "tuning" (ou "xuning", se alguém for sincero por perto), e pode atrapalhar a visibilidade e/ou a abertura do quebra-vento.

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  29. Bob,
    Se não me engano o JK também foi o primeiro nacional 5 marchas. E na coluna! Contagiros é essencial. Tenho no fusca mexido e injetado, tinha na Shadow. É muito estranho ligar o motor e nenhum ponteiro mexer.

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  30. Brauliostafora07/06/12 14:37

    Uma coisa que eu gosto é quando os ponteiros ficam próximos à vertical quando o carro está em velocidade "de cruseiro", sendo possível acompanhar se está tudo certo só com a visão periférica. Vários GM, Ford e Fiat já foram feitos assim, mesmo o Celta não fica longe disso. Atualmente há uma mania por reinventar a roda, de modo que até isso em saído errado nos modelos mais modernos. Quanto a iluminação, acho que agora que ela tem ficado configurável, seria de bom tom mudar a cor do painel quando ele excede algum parâmetro, como a velocidade, ficando verde ou branco em cidade e alterando para um vermelho menos cansativo acima dos 80km/h para longas viagens. Difícil de entender (em vários sentidos) é a iluminação azulada presente em modelos de diversas faixas de preço. Seria mais uma moda?
    No meu velho carro, uso o contagiros em conjunto com o termometro: Temperatura baixa, motor numa faixa estreita por volta dos 2000 rpm; Temperatura ideal, toda faixa útil; temperatura alta, uso a menor rotação até que seja possível parar e ver o que está acontecendo. Num carro mais moderno, ainda serve para trocas "no tempo", para orientar a melhor condução de um modelo pouco familiar, etc.
    A Rolls-Royce, logo depois de ir para as mãos da BMW lançou um modelo sem o conta-giros, já que o modelo não tinha pretensões esportivas, embora andasse bem, e o câmbio automático em estado da arte resolveria todos os problemas para uma condução suave, rápida e eficiente. Nunca mais ouvi falar dele, mas acho que ela voltou a oferecer o "reloginho" logo depois.

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    1. Braulio,
      Muito antes de ser comprada pela BMW, a Rolls-Royce já tinha carros sem contagiros. Nos Bentley, sempre vistos como mais "esportivos", o equipamento era regra; nos Rolls, mais formais, era exceção. A fábrica chegava a afirmar, no folder do RR Silver Spur de 1982, que "você [o motorista] não é perturbado com dados desnecessários, mas a informação essencial é apresentada de forma clara e concisa".
      Nos modelos da era BMW, o contagiros foi substituído pelo tal "reloginho", que na verdade é um medidor de reserva de potência, graduado de 100 a 0% - uma espécie de dinamômetro ao contrário, que diz ao motorista quantos por cento da potência total do motor ainda estão disponíveis em determinada velocidade.

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    2. Interessante saber disso...
      Bizarro é que o "caixa do capeta" concorda com a opinião da Rolls. Eu sempre achei estranho que os carros feitos para que o dono fique de passageiro tenham conta-giros, cambio automático, HUD, GPS, e sei lá mais o que.Paga-se o salário do motorista pra que, afinal?

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  31. Contagiros em carro automático, hidramático,robotizado, etc. se torna algo INÚTIL.

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    1. discordo...é só botar no tiptronic q a brincadeira volta...

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    2. Marcelo Augusto07/06/12 18:01

      O BOX calado é um poeta

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    3. Troll fail... vc ja foi melhor, pq não falou mal do celta? Era mais fácil dar ibope...

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    4. Especialmente se você tiver um automático de 4 marchas indeciso na subida como o Focus, por exemplo...
      O dono do posto de gasolina agradece...

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  32. Caro Bob Sharp, a boa e velha iluminação esverdeada no painel não cansa menos a vista em viagens noturnas que essa iluminação vermelha??? Nem vou citar estudos de cromoterapia, que indicam a cor vermelha como ativadora da parte do cérebro ligada à irritabilidade e agressividade - o que, convenhamos, em uma PISTA DE CORRIDAS é muito útil, mas no trânsito urbano é TUDO o que NÃO se precisa... Em um Porsche GT2 RS, beleza, num Ferrari Challenge, OK, mas em automóveis voltados e dedicados ao uso urbano não me parece ser a melhor opção.
    A propósito dos carros sem conta giros, o que impede as fábricas de voltar a adotar a útil marcação de velocidade limite de rotação no velocímetro? Falta de legislação obrigando?
    Abraço!

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    1. Na visão noturna o vermelho é a primeira cor que "morre", subindo de escala até a visão ficar em "preto e branco". A maioria dos painéis de carro tem fundos iluminados com cores azuladas e nem por isso o motorista deixa de ser um troglodita ignorante (muito redundante?).

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    2. A cores vermelha e alaranjadas são cores "amigas" da visão noturna, já que a visão noturna funciona de forma diferente da visão diurna. O vermelho seria a cor que menos desativa a visão noturna da pessoa.

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  33. Infelizmente falta informação, que deveria ser dada na auto-escola. Minha esposa só foi saber o que era aquele ponteirinho do lado esquerdo que vivia subindo e descendo quando eu expliquei pra ela o que era um conta-giros. Agora ela sabe e me pergunta: Pra gastar menos, tem que deixar como o ponteiro do conta-giros? Eu disse a ela: Com a marcha mais alta possível que mantenha-o acima do "2" (2000 rpm). Mas se precisar acelerar mais forte, pode deixar chegar até o "6" que não estraga o carro.

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    1. O negócio deles é fazer o aluno reprovar para faturarem com a multa da reprova. Tem gente que chega a fazer 10 exames. Se tira uma carta AB, são três exames para passar, então faça as contas calculando em R$ 150,00 por aluno (em 2007...).

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  34. Até o momento só tive carros com conta giros ,não gosto de painel sem um ,prefiro um usado com conta giros do que um novo sem ,sobre as cores prefiro painel com iluminação vermelha ou laranja do que outras cores ,tive uma gm ipanema com iluminação verde ,fazer viagens a noite era um pouco cansativo ,ficar olhando para o painel ,mas acho bem pior aquela iluminação azul da vw ,uma vez andei com meu tio no gol g3 o painel é lindo mas a noite é horrível ,será que ninguém fez um estudo na montadora sobre isto para saber o que é mais agradável para o consumidor ou faz o carro com iluminação diferente para não ficar igual a concorrência . Também gosto de interatividade não gosto de painel digital ,ainda não vi ferrari com painel totalmente digital.Abracs!
    Fabio.

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  35. "Para os jovens ligados em automóvel conta-giros era alguma coisa espetacular, única, quase mágico até, aquele ponteiro que se movia acompanhando as rotações do motor era o máximo."

    BOB, sensacional essa parte. Era isso mesmo que eu sentia quando pequeno. Lembro do Monza de meu Avô que ficava aficionado pelo contagiros.

    Abraços

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  36. EU QUERO SABER SE POSSO ESTALA CONTAGIRO NO MEU CHEVET EU MESMO

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