DIVAGAÇÕES DE UM ENGENHEIRO

O André Antônio Dantas é bem conhecido aqui no AUTOentusiastas, autor dos mais brilhantes e didáticos posts, como o de ontem sobre o dwell. Engenheiro Mecânico Pleno, com ênfase em Mecatrônica, formado em 1991 pela Escola de Engenharia de São Carlos, o André gostaria de dividir com os leitores a sua visão de como o engenheiro se encaixa no panorama brasileiro atual.  No final ele aproveita para fazer considerações sobre o desmoronamento das obras da estação Pinheiros do metrô de São Paulo ocorrido em 12/01/2007.

Bob Sharp
Editor


Durante anos trabalhando como engenheiro, eu não entendia o porquê desse profissional ser tão mal tratado dentro das empresas. Engenheiro bem tratado era só o de Vendas, e com o mesmo tratamento dos demais vendedores.

Engenheiro da área técnica era sempre um profissional de enésima categoria. Para ser de primeira, tinha que trabalhar em vendas. Para ser de segunda ou talvez de terceira, tinha que trabalhar em compras.

Depois de muito tempo me decepcionando, comecei a perceber um padrão que existe dentro das empresas nacionais.

O homem de vendas é quem põe o dinheiro dentro da empresa. Não importa o que ele diga, merece ter o tapete vermelho estendido.

O homem de compras é o que evita que o dinheiro saia. Não é tão "abençoado" quanto o de vendas, mas merece a devida atenção e respeito.

Já o engenheiro da área técnica é aquele que vem para o dono da empresa (ou para o chefe, que muitas vezes é um profissional de outra área numa multinacional) sempre com sérios problemas para serem resolvidos e que o dono não entende que problemas são esses, ele fala num linguajar que o dono não domina e a solução sempre demanda tempos que o cronograma não comporta e dinheiro e recursos que o dono não está nem um pouco disposto a dispor.

Isso o torna um profissional "maldito" dentro da empresa.

Recentemente li uma pesquisa na qual estudantes secundaristas foram pesquisados sobre opções que sonhavam em termos de carreira, e o de engenheiro estava em franco declínio de interesse. Em nova pesquisa para entender a razão desse desinteresse, os estudantes disseram que engenheiros já não ganham tão bem e sofrem mais que os profissionais de outras áreas.

Vejam que caminhamos para um abismo: se engenheiros vêm sendo desprezados, menor o interesse dos estudantes pela área. Portanto deixa de ser atrativo para os melhores estudantes. As vagas acabam sobrando para estudantes nem tão qualificados, o que vai gerar uma geração de profissionais de nível inferior. Profissionais de nível inferior desempenharão menos e aumentará o desprezo do profissional pelo mercado de trabalho.

Num mercado mundial que não pára de crescer, culturalmente desprezamos justamente os profissionais que transformam a matéria-prima comprada em produtos acabados vendáveis.

Nossos engenheiros não são pressionados em qualidade e tecnologia no mesmo nível com que são pressionados para baixar custos.

Pessoalmente já perdi a conta de quantas vezes vi diretores e gerentes formados em Administração ou Direito tomarem decisões técnicas importantes baseados apenas em aspectos de custos, sem sequer consultarem seu corpo de engenheiros. Depois, quando aparecem os problemas das decisões mal tomadas, a culpa sempre é dos engenheiros.

Pessoalmente, quando recebo uma ordem baixada de cima para baixo sem espaço para eu decidir como vai ser feito e que pode significar o meu pescoço, eu exijo que ela seja feita por escrito. É engraçado como muitas decisões "imutáveis" ficam flexíveis quando essa exigência é feita.

E vejam que isso acontece numa fase em que o que dá dinheiro lá fora é "cérebro". Cada vez mais, os maiores lucros vêm daqueles que pensam mais e melhor para produzirem produtos melhores, mais avançados e mais baratos, e não da produção direta destes bens.

Enquanto isso, vemos a escola de base se esfacelar e alunos despreparados se formando em carreiras para as quais não estão capacitados.

No ritmo em que está, logo, logo as empresas vão ter que importar engenheiros estrangeiros. Só que se elas desprezavam os engenheiros locais até o ponto de extingui-los, como irão valorizar os estrangeiros ao ponto de irem buscá-los lá fora e depois deixar de lhes dar as melhores condições de desempenharem suas funções?

Enquanto isso, o trabalho para engenheiro é que não falta, e alguém precisa realizá-lo.

Podem ter certeza que o acidente na obra da estação Pinheiros do metrô paulista, na sua raiz, está aí. Alguém mais "esperto" tomou decisões que levavam a uma obra mais barata. Aí acontecem essas barbaridades.

Querem apostar comigo como a culpa vai cair sobre os ombros do engenheiro responsável?

Lembrem-se que toda obra civil precisa ter um engenheiro responsável por exigência legal. Mas este engenheiro responde, no mínimo, para um corpo de diretoria da empresa. É obrigação dele obedecer, fazer o que mandam, mas é a cabeça dele que está a prêmio quando acidentes acontecem.

Duvido que qualquer diretor seja punido neste triste caso.

AAD

63 comentários :

  1. Não sei se serve de consolo, mas como Administrador sofro o mesmo dilema. E pior, as vagas de gestão estão sendo direcionadas aos engenheiros de produção, desculpe se vou ser grosseiro, mas acredito que as vagas de gestão devam ser ocupadas por Administradores. Como diz o ditado "cada macaco no seu galho".

    Rafael - Florianópolis - SC

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  2. Anônimo "Rafael" das 16:44,permita-me copiar e colar sua fala:
    Não sei se serve de consolo, mas como Administrador sofro o mesmo dilema. E pior, as vagas de gestão estão sendo direcionadas aos engenheiros de produção, desculpe se vou ser grosseiro, mas acredito que as vagas de gestão devam ser ocupadas por Administradores. Como diz o ditado "cada macaco no seu galho".

    Formei-me em ADM em 2009 e até agora nada. Nenhuma entrevista! Sou servidor, desempenho funções burocráticas, chatas, pouco a ver com minha área, mas...fazer o quê. Tem gente que reclama do funcionalismo público, mas é ele que salva minha vida e a de muita gente.

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  3. Outro tapa na cara do Engenheiro é quando querem que você desempenhe a função mas seja registrado como analista, para não te pagar os 10 salários mínimos previsto em lei. Fora o problema do mercado em geral: querem Engenheiro Jr. com experiência. Daqui a pouco vão querer trainee com experiência.

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  4. Essa é a realidade da grande maioria das profissões "intelectuais" no Brasil. Como analista de sistemas já passei por inúmeros casos similares.

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  5. Já vi pedirem estagiário com experiencia!

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  6. Mauro R.V.06/07/11 17:30

    AAD, não sei se voce vai lembrar do acidente da queda de um vão do viaduto Paulo de Frontin no Rio nos anos 70. O viaduto estava em construção e uma das secções despencou na via atingindo parte de um onibus. Foi um acidente horrivel!

    O engenheiro responsavel (Joaquim Cardoso, acho) foi condenado pelo acidente na epoca.

    Meu pai, que é engenheiro civil, repete até hoje que aquela condenação foi uma grande injustiça. O engenheiro foi responsavel pelo cálculo, mas o vão caiu porque fizeram as "janelas" (buracos de passagem entre a parte inferior e superior do viaduto durante a obra) grandes demais e a ferragem restante não foi suficiente para suportar o peso.

    Um claro erro de EXECUÇÃO, não de calculo. Mas o engenheiro é que foi condenado ao invés dos responsaveis pela supervisão da obra. Infelizmente não é de hoje o que voce disse.. :-(

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  7. Por estas e outras que o Brasil é um país fadado ao fracasso, onde o engenheiro e o professor não tem prestígio nem reconhecimento nenhum da sociedade.

    No Brasil o importante é ser advogado...mesmo tendo 90% dos alunos reprovados na prova da OAB!

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  8. Todo mundo quer colher, mas niguém quer plantar. Não temos visão da sociedade como todo e visão de futuro.

    As decisões são tomadas para solucionar problemas pontuais. E muitas vezes acarretam e efeitos colaterais.

    Eu que estou na área de turismo, já não me surpreendo tão facilmente com cada coisa que eu vejo todo dia.

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  9. Ser responsável técnico por uma obra pode ser muito espinhoso.

    Passei por um episódio complicado certa vez, quando meu cliente vetou o uso de um tipo de fundação que especifiquei, por achar caro demais. Ele optou pela opção mais barata e menos confiável.

    Tive que rasgar o contrato, explicando para a pessoa que a diferença entre 0% de risco e 1% era fundamental no meu trabalho. Ele poderia tolerar uma chance pequena da obra recalcar, mas eu não...

    Enfim, abri mão de uma boa quantia em dinheiro para poder dormir tranqüilo. Não sei se todos os profissionais da minha área fariam o mesmo.

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  10. Neste ano ainda, assisti na Escola Politécnica da USP a uma aula magna do prof. Carlos Maffei, do Departamento de Engenharia de Estruturas e Fundações, na qual ele falava sobre o acidente na estação Pinheiros. Ao menos uma coisa ficou clara: queriam mais punir alguém do que descobrir as causas do acidente. Tanto que entre os indiciados, havia até um estagiário!!!

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  11. Ao Dantas:

    Atuo na área de compras em indústrias à alguns anos.

    Muito do que você coloca como "cisma" ou "perseguição" se deve à atitude pouco flexível da maioria dos engenheiros.

    De uma maneira abrangente, o engenheiro que trabalha em vendas usa pouca engenharia. Nem sei se como engenheiros fariam algo muito inovador. São mais flexíveis, uma exceção ao padrão.

    Os que trabalham em compras vivem discutindo detalhes técnicos e colocam barreiras onde não precisam. São perfecionistas e quanto tem que trabalhar com o fornecedor acabam exagerando um pouco. Esquecem de ser flexíveis.

    Já os engenheiros que "criam coisas" quase sempre não aceitam opnião, quando têm dúvidas aplicam 2x mais de material por cagaço e sempre acham que o seu projeto merece tolerências de um foguete prestes a ir para lua.

    No meu entender, os Engenheiros são tão importantes como um Médico, mas precisam ser flexíveis nos momentos de dificuldades ou imprevistos para se manterem ao lado, e não contra aos donos das empresas.

    Pensar dá trabalho. Descobrir novas fórmulas dá trabalho. Se ater simplismente as regras tradicionais para dar resposta a tudo já não serve nos dias de hoje.

    Se não mudar vai acontecer o que colocou em seu texto.

    Um abraço,

    Rafael Aun

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  12. Tópico muito bem colocado...

    Sou Engenheiro Mecânico de uma construtora, atuo na função de engneheiro de equipamentos, e, com a tentativa de ganhar um salário que fosse condizente com o meu estudo (afinal dentre poucos no Brasil, me formei em uma Universidade Federal que está entre as 5 melhores do meu curso), tenho de trabalhar fora do país, num país que necessita urgentemente de mão-de-obra qualificada.

    Quero ver quando o Brasil vai acordar e começar a valorizar o profissional bem qualificado do país, ao invés de nivelar todos por baixo como tem feito em todos os níveis educacionais (do fundamental ao univesitário)...

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  13. O único lugar do Brasil em que engenheiro é valorizado é nas instaladoras de som automotivos. Qualquer soldador de fio que não tem nem o 1º grau se diz engenheiro de som hahahaha.

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  14. Prezado André Dantas, perfeito o seu texto! Concordo plenamente com o que foi dito.

    Caro Rafael Aun, desculpe em discordar em alguns pontos que você citou, mas em Engenharia não há espaço para ser flexível, e sim espaço para uma melhor definição das premissas de projeto. Quando se aplicam 2x mais material, por exemplo, isso pode ser devido a premissas de projeto imprecisas, a requisito de normas técnicas ou mesmo à experiência operacional, de modo a garantir continuidade operacional visando evitar grandes prejuízos.

    Um abraço.

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  15. Ninguém dá valor as profissões fundamentais no Brasil. Só é dado valor aos advogados, que se acham "doutores" e "autoridades".

    Mas nem toda a ciência jurídica do universo é capaz de levantar uma mosca morta do chão, que dirá levantar a nação brasileira? Não que eu seja contra os advogados, são profissionais muito úteis que ajudam a organizar a sociedade (esta é a finalidade do direito, julgo eu). Mas sociedade organizada nem sempre é sinônimo de sociedade próspera.

    (sarcasm mode ON) No Brasil formam-se mais estilistas de moda que engenheiros aeronáuticos. Ou seja, muito em breve teremos os aviões mais bonitos já criados pela humanidade, porém incapazes de voar. (sarcasm mode OFF).

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  16. Mauro RV

    O calculista da obra do viaduto Paulo de Frontin não foi incriminado pelo desabamento-foi confirmado mesmo "erro de execução".Mesmo assim,ficou traumatizado ao ponto de deixar de trabalhar por vários anos.Apesar do seu nome ter se perdido no tempo, não era o Professor Joaquim Cardozo(com "z" mesmo),êste, principal colaborador de Oscar Niemeyer;foi o calculista de quase todos os seus projetos.
    O Prof.Cardozo foi envolvido na polêmica criada em torno do desabamento na obra do pavilhão do Parque da Gameleira,em BH,q. fez tambem muitas vítimas.Apesar dos dissabores por q. passou,tambem não foi responsabilizado nas investigações q. se seguiram.
    Foi uma pessoa fascinante e multitalentosa-engenheiro,matemático, professor universitario,poeta,escritor e editor de revistas de arte e arquitetura

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  17. AAD,

    Sou formado em Administração de Empresas e me lembro muito bem de um colega da faculdade que sempre dizia que queria ir para a área comercial.

    Ele justificava que era a turma mais bem paga com o seguinte argumento: "Se o gerente comercial vai embora pro concorrente, ele leva junto um monte de clientes com ele. Se o gerente industrial for embora, ele vai levar o que? Os peões? Por isso tem que pagar muito bem o gerente da área comercial..."

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  18. Fazer um curso de engenharia deveria ser pré-requisito para ter direitos de cidadão.

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  19. Trabalho ha decadas como engenheiro de software e desenvolvi muitos produtos em minha vida, muitos nao viram producao, outros sim.

    Em minha experiencia, o problema primario nao e tanto como o engenheiro e visto, mas como o empreendedor encara sua empresa. Se for o caso dele estar em um conflito existencial entre criar um produto que necessita de investimentos e incorre riscos ou ser um mero representante de outro fabricante que decima os investimentos e o custo do insucesso, entao o engenheiro de projetos e apenas uma despesa imediata que so contribui para o prejuizo da empresa.

    Por outro lado, se o empreendedor tem uma visao de aonde ele deseja posicionar sua empresa no futuro e reconhece os investimentos necessarios para la chegar, entao o engenheiro de projetos e um parceiro fundamental para seu sucesso.

    Portanto, o grau de reconhecimento como engenheiro de projeto e diretamente ligado ao dono da empresa estar em paz com a visao que ele tem dela.

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  20. rapaz.... sabe q a profissao de professor ja esta nessa situacao a muito tempo.....

    querem mesmo eh q nosso pais tenha apenas "peao" semi analfa" mesmo...

    ja ja voltamos a ser colonia....

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  21. AAD, sue texto foi perfeito.

    Juvenal, concordo contigo! rs

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  22. To cheio de ver esse tipo de postura que despreza o engenheiro ao mesmo tempo que o responsabiliza pelos acidentes sem análise completa. Sou topógrafo (tem gente que acha que agrimensor é especialista em agricultura...e que agronomo deve entender de morangos, por aí), e estudante de direito por puro diletantismo e sei bem o que é vender um produto praticamente sem existência concreta. É apenas um papel - mapa e um arquivo eletrônico e "não vale o que se cobra" - dizem. Cheguei ao ponto de mandar esses luminares que querem por preço no meu talento, "a PQP", literalmente, avisando que se precisar fazer depois que alguém fez mal feito ou de forma incompleta, já tem meu orçamento mas nesse caso, o preço é dobrado pois embute uma taxa de encheção de saco... Sei bem o que engenheiro sofre. E o Brasil? ora bolas, vai muito bem obrigado, só não sei até quando.
    Um amigo aí pra cima recomenda que todos deveriam fazer um ano de engenharia para depois fazer o que realmente apeteça. Minha opinião é que devem fazer um ano de direito.
    Certamente irão avaliar diferentemente as outras profissões, até os decoradores de avião...

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  23. Otavio
    Matou a pau!

    Historinha:Chegado meu estava fazendo desenvolvimento de fornecedor de peças plasticas para uma automotiva multinacional.Entre elas, uma capa protetora para a bomba elétrica de combustivel.O projeto da peça contemplava quatro orelhas de fixação por parafuso sobre plataformas de chapa, soldadas no monobloco,cada uma com porca soldada por trás, para receber o parafuso cilindrico e que levava arruela de pressão.O fornecedor(tambem engenheiro) previu(!)a dificuldade de conseguir coincidência dos furos da peça com a posição dos furos das plataformas e propôs método alternativo-duas orelhas de simples encaixe em plataformas sem furo e sem porca e fixação final da peça numa terceira plataforma com furo,mas sem porca,e usando parafuso auto-atarrachante.
    Aqui,duas posturas possíveis-sentar em cima do projeto original da peça (afinal,veio da Alemanha,né?) ou avaliar a proposta com o devido bom-senso e o necessario conhecimento

    Citar o perfil do Profssor Cardozo não foi de graça,não.Todo profissional tem de ser holístico; não pode ficar confinado no curral do seu "métier"específico; deve adquirir e cultivar flexibilidade,sim-mas,forçosamente,criteriosa e fundamentada,e não simplesmente "para ajeitar as coisas".
    Fora disso, ou é o cri-cri/Caxias ou é o "esse eu levo no bico".
    Nada disso é bom para a saúde profissional.

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  24. Não engenheiro mas cidadão06/07/11 22:21

    Muito bem, vamos radicalizar. Criemos a Repúbrica dos Ingenheiros. Só cidadãos engenheiros. Sim, o erro de português foi proposital, escrever bem não é requisito fundamental pra ser engenheiro, vocês devem saber.

    Juvenal, acorda pra vida. Que comentário mais descabido! Se você passar mal, vai procurar um engenheiro cidadão? Vai comer marmita de obra com a família, ou prefere um restaurante? E vamos viver em predios da Alemanha Oriental, todos quadradinhos e horrendos, sem outros profissionais nessa cidade de engenheiros do Juvenal.

    Um artigo pertinente estragado pelos comentários extremistas. O que prova que, na média, os engenheiros merecem estar onde estão, como comentaram acima. Inflexíveis e cheios de razão...

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  25. Olá AAD.

    Sou um pouco mais velho que você e refletindo sobre o tema, cheguei à conclusão, há muito, que nossa profissão não é valorizada por nós mesmos. Existe flexibilidade, sim , na engenharia, mas há limites. Permitir que esses limites sejam transpostos é ser fraco , profissionalmente falando. Sempre existe a alternativa de dizer não.
    AAM

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  26. Marcelo Junji06/07/11 23:24

    Gozado! Aqui no Brasil, qualquer cargo é muito disputado, então, só os melhores são contratados, principalmente no funcionalismo público, mas não somos referência em quase nada(nas coisas boas), e muita coisa não funciona direito. Se só os mais inteligentes são contratados, imaginaria eu que tudo funcionaria bem.
    Vejam o que a engenharia de tráfego está fazendo com o trânsito de São Paulo. Além de estarem pondo semáforo onde não precisa, diminuiram o limite de velocidade em muitas vias. Até uma pessoa de pouco conhecimento, sabe o que isto causa.

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  27. Marcelo Junji06/07/11 23:50

    O eng. DOP nem fez questão em ajudar o Brasil a progredir para ganhar o salário que almeja, e já se mandou daqui. Ainda acha que deve ganhar muito mais que uma pessoa que estudou pouco. Cada um tem a sua capacidade, seja ela intelectual, ou física. E se todos fossem engenheiros do seu nível? E se não houvesse peões? Do que adiantaria o sr. DOP ser engenheiro
    formado em uma universidade federal? Todos nós dependemos um do outro. Todos nós temos valor.

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  28. Essa visão se encaixa perfeitamente aos anos 80, quando a engenharia caiu bastante. Foi um período sem grandes obras e de economia fraca (década perdida).
    Sou Engenheiro Mecânico também, formado pela UnB, mas trabalho com projetos (puramente técnico, nada de compras ou vendas) e acredito que estamos vivendo uma fase excelente, com salários melhorando e boa oferta de empregos. O crescimento recente da indústria de petróleo e gás e as grandes obras saindo do papel têm contribuído. Claro que tudo isso é muito recente. Os cursos de engenharias tradicionais estão entre os mais concorridos nos vestibulares e o boom do setor tem atraído mais gente. O único "problema" que vejo é a enorme evasão, que se deve em grande parte à dificuldade do curso, que é realmente puxado e requer dedicação integral. Fora isso, não tenho nada a reclamar. As coisas estão melhorando e temos que ser mais otimistas e valorizar ainda mais nossa profissão, afinal só nós sabemos o quanto é difícil se tornar um Engenheiro!

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  29. Isso é coisa de empresa brasileira. Só o brasileiro é estúpido o suficiente pra dar valor só pro lucro da empresa, sem se preocupar com os gastos dela (sim, empresa GASTA!), além de sugar dos funcionários até o que eles não podem dar. O empreendedor brasileiro não entende que os funcionários são a base da empresa, além de não dar o devido valor a cada função. Fora o tal "só com experiência": o empreendedor reclama que não acha profissional qualificado, mas não dá a chance pro cara se qualificar, e acha que experiência diz muita coisa. Tem um monte de gente talentosa por aí, que ganha migalhas pra sobreviver porque não tem experiência no que o "mercado de trabalho" exige. E acaba se sujeitando a fazer cursos de informática e o diabo-a-quatro ruins e sem critério só pra ter um pedaço de papel provando que o cara sabe ligar e desligar um computador sem precisar tirar ele da tomada pra isso.

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  30. AAD,

    Excelente texto, muito pertinente ao que vem acontecendo no Brasil.

    Ultimamente, tenho observado que engenharia vem sendo vista como "quebra-galho", como se as funções exercidas por um engenheiro pudessem ser desempenhadas por qualquer um, sendo o estudo específico para esse fim uma mera formalidade.

    Muito provavelmente os maus profissionais são os responsáveis por essa visão, onde engenheiros acabam por ser um mal necessário. Somente quem é da área de engenharia ou correlatas sabe a imensidão que é o campo de engenharia em geral e as dificuldades encontradas.

    Sou da opinião que toda profissão tem sua importância e suas dificuldades, jamais menosprezo qualquer uma que seja. Porém, é fato, engenheiro é visto com menos importância que muitas outras profissões. Sem querer polemizar ou ofender ninguém, mas alguns comentários acima evidenciam essa visão.

    Abraços a todos!

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  32. Belo texto, merece um tratado. Poderia dizer um montão de coisas, mas, resumindo, acho que o Antônio disse tudo quando se referiu à falta de valorização do próprio profissional. Sim, eu digo "não"! Me recuso a entrar no leilão proposto pelo potencial cliente na busca pelo menor preço. Sei quanto custa meu trabalho, o preço que cobro é justo e se não quiser vá te embora daqui. O pior é que eles quase sempre voltam, hehe.
    Mauro RV
    Eu li seu comentário ontém mesmo e deixei para fazer o meu hoje, mas o Gaboola já respondeu exatamente o que eu iria dizer. O professor Cardozo foi uma pessoa injustiçada.

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  33. ja pararam para pensar que a engenharia e a ciencia com quase total resposta aos anseios da humanidade.e a menos frustrante nas limitaçoes ás necessidades do homem.para provocar: a medicina, tao onisciente,ainda deixa alguem morrer com uma simples gripe...

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  34. Caro "Não engenheiro mas cidadão"
    Discordo de você. Realmente se você deixar tudo na mão de engenheiro, teríamos realmente desenhos "soviéticos". Afinal os engenheiros são projetistas e a maioria não tem nenhum talento para desenhar. Veja os carros populares da década de 50.
    Para isso existem arquitetos e designers. Os caras viajam na maionese e os engenheiros tentam transformar isso em realidade.
    Mas lembrem que há três tipos de engenheiros: os simplificadores, os complicadores e os pesquisadores.
    Os complicadores adoram uma traquitana, tipo a caneta de astronauta. Os simplificadores preferem um lápis. E os pesquisadores simplesmente rasgam o papel e recomeçam do zero.

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  35. Bem estou me formando em ADM, achei o texto bem explicativo e direito, muitos donos só dão valor para os "caras", que trazem o dinheiro e fazem o mesmo ficar na empresa.
    Meu sonho ainda é trabalhar numa dessas 4 grandes nacionais, para tentar reduzir um pouco o "Lixo", que elas fazem nesse nosso mercado, bem por enquanto é uma meta, vaos ver vai que um dia vira realidade.


    Alias vocês gostam de tantos carros, estive lendo sobre a MAXIMA(ex carro), do amigo MAO, poderiam fazer um review da velha GM Blazer 4.3 vortec, o motor deve ser bem entusiasmante. E hoje é um carro acessível a muita gente, tem tecnologia e um motor instigante.

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  36. Negócio é o seguinte, o Brasil de hoje é bem parecido com o o Brasil do tempo do império. No geral só se dá bem que é médico, advogado e dentista. Correndo por fora temos os contadores e professores que, se ganham menos, são profissões regulamentadas (obrigatório é ter um contador numa empresa e professores pra dar aulas). O resto é dar tiro no escuro. Minha irmã é formada em fisioterapia mas dá aulas de pilates. Aliás, os médicos são loucos para destruir os fisioterapeutas.
    O que ocorre também é que somos orientados a estudar pensando no "mercado de trabalho", ser salcinha de uma empresa, sacumé. Fazer pós, só se eu já estiver trabalhando na área. MBA eu acho muito fantasioso. Eu nunca mais que estudo pensando no mercado. Melhor fazer um curso técnico (mecânico, pedreiro, eletricista) que me dê a chance de trabalhar por conta, sem depender de empregador.

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  37. Sandoval Quaresma07/07/11 09:18

    10 salários mínimos de piso?
    bom se fosse...
    pela lei são 9 para 44 horas semanais. mas no papel a jornada é de 40hs e as empresas pagam 8,5 tudo acordado entre CREAs e entidades sindicais.

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  38. Sandoval Quaresma07/07/11 09:26

    engenheiros não são flexíveis então?
    tá ok. é você que assina a ART? é o teu que fica na reta se o teu projeto der merda e morrer gente por conta disso?
    falar é fácil!

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  39. Caro Octavio,

    Claro que meu comentário foi uma abordagem abrangente. Existem muitas exceções.

    Mas falando de flexibilidade, não compreendo por que a engenharia não pode ser flexível.

    Eu já fiz inúmeros questinamentos para engenheiros de primeira linha sobre determinado ponto ou solução de um projeto, e as respostas me fizeram duvidar de sua real habilidade de cooprender o processo.

    Como disse, em geral acabam usando o blá-blá-blá tradicional para justificar o 2x mais ao invés de aplicar um pouco mais de pensar.

    Conheci muito poucos até hoje que têm esta mentalidade, todos eles em posições destacadas. Possuem jogo de cintura e bom senso, matéria prima em falta não só em engenheiros como em todas as outras áreas.

    O outro amigo tirou sarro que o Brasil forma mais Designers que Engenheiros e que os aviões da Embraer seriam lindos de morrer mas não levantariam vôo.

    Viu como até onde os engenheiros são cabeça dura quando algúem sugere soluções visuais mais "comerciais". Imagine o que seria o mundo automobilístico sem um Pinifarina. Tudo em formas geométricas.

    É nisso que os engenheiros vêm sofrendo. Precisam entender que hoje precisam estar flexíveis as sugestões de outras áreas.

    Antigamente só haviam médicos, engenheiros e advogados. Todas as três precisaram ceder espaço para outras especialidades, a engenharia talvez mais que as outras.

    Não adianta levar tudo como um cálculo matemático preciso, por que bem sabem o resultado desta equação é variável, só depende de vocês.

    Um abraço,

    Rafael Aun

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  40. Léo Santos07/07/11 09:59

    Rafael,

    Entendo seu ponto de vista, mas você não comentou exatamente o ponto que nosso amigo abordou, quem é o responsável pelo projeto quando dá merda? O engenheiro ou o designer?

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  41. Léo,

    Quando um doente morre, quem é o culpado? O médico que não pode salvá-lo ou o doente que não se cuidou?

    Quando o cliente é condenado, quem é o culpado? O advogado que não pode salvá-lo ou o cliente que não se cuidou?

    Quando o cliente quebra o carro, quem é o culpado? O engenheiro que não pode soube calcular o esforço ou o cliente que não o cuidou?

    Tudo depende de vários fatores. Parem de chorar. Sempre vai ter um culpado e as vezes vão ser vocês.

    Alegar "oh, mas é o meu que está na reta!" não cola.

    Um abraço,

    Rafael Aun

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  43. Até com o risco de parecer ranheta, minha opinião: não entendi o que tem a ver o assunto do post com um blog "autoentusiasta", mas vamos lá... De cara, o espanto com a profundidade da "análise técnica" que demonstrou o porquê do desabamento do metrô em Pinheiros. Cartesianismo puro, risos... Eu teria vergonha de assinar um artigo com fofocas a respeito de minha área de atuação, mas cada um é cada um.

    Sou analista de sistemas e advogado, e tenho convívio estreito com dois engenheiros, por acaso meus irmãos - um atuando em robótica (inclusive junto a fabricantes de automóveis), o outro doutor pela Poli/USP - e acho o seguinte: existem, sim, engenheiros que fazem cagadas - como existem médicos, advogados, pilotos de avião, motoristas. Errar é inerente ao ser humano; claro que temos por obrigação minorar a chance do erro. Isso vale para todos nós, e não apenas na atuação profissional.

    Agora, me parece que o tema do artigo não é engenharia, e sim prostituição: o profissional de qualquer área que aceite incorrer risco descabido apenas para garantir o seu salário no fim do mês é um prostituto, não acham? Assim, se a teoria do articulista para o desabamento do metrô é correta, é caso de prostituição, e não de engenharia.

    E por último: quem assina como responsável tem não apenas que ver o que está assinando, mas também acompanhar o raio da obra. Em 1990, um prédio de uns dez andares quase pronto veio ao chão em Santos, matando alguns operários. Posteriormente, apurou-se que e o pobre "engenheiro calculista", provavelmente sobrecarregado de trabalho (era o cara que mais assinava projetos na cidade), colocava recém-formados pra calcular e simplesmente assinava projetos... Por sorte (ou azar), não muito depois o tal engenheiro acabou falecendo, sem tempo de responder à Justiça.

    Em tempo: concordo com o que foi dito pelo Aun.

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  44. Vejam que irônico, tenho um primo formado em engenharia química, que iniciou uma carreira meteórica numa multinacional. A cada cargo que ele alcançava, deixava um pouco de ser engenheiro para tornar-se um administrador. O engraçado nisso é que se ele se formasse em Administração, simplesmente não conseguiria entrar na empresa.

    Creio que formação pessoal conta muito. E não em refiro simplesmente ao nome da faculdade e ao tipo de profissão escolhida. Pessoas com talento e obstinação pessoal sempre encontram espaço no mercado e ganham o respeito dos demais.

    Agora, em conversa de engenheiro, não coloco muito a minha colher pois sou arquiteto! Mas uma coisa afirmo: é preciso ter jogo de cintura sim, e é preciso se inteirar das atribuições de um engenheiro quando se tem relacionamento profissional com eles. Esse negócio de só fazer sua parte não dá certo.

    Creio que, ao longo do tempo, fui ganhando conhecimentos específicos de engenharia civil, de tanto acompanhar obras e de tanto atender às solicitações de engenheiros. Um aprende com o outro. Isso não faz de mim um engenheiro, mas facilita minha vida quando preciso discutir um projeto com eles.

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  45. Sandoval Quaresma07/07/11 11:31

    "Tudo depende de vários fatores. Parem de chorar. Sempre vai ter um culpado e as vezes vão ser vocês."
    "Alegar "oh, mas é o meu que está na reta!" não cola."

    e aí Aun, qual é sua formação?
    será que alguma vez já teve que responder tecnicamente e civilmente por alguma coisa?

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  46. Sandoval



    Quando um cliente(arquiteto, designer, quem for) lhe encomenda um projeto,V. irá obter dele TODAS as premissas envolvidas,concilia-las dentro da boa prática profissional e colocá-lo, sem margem de dúvida, a par do q. pode (ou não) e deve (ou não) ser feito.A fiscalização da execução é privilégio e obrigação sua.

    Isso posto,se o SEU projeto der merda,foi pq. há erro nele,V. é incompetente,o seu está na reta e vai levar,sim,senhor.

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  47. Sandoval Quaresma07/07/11 11:53

    não tou querendo tirar coisa nenhuma da reta, caro gaboola competente e de fino trato.
    só não aceito que reduzam a responsabilidade do engenheiro a "inflexibilidade".
    incompentente é a sua educação.

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  48. esse sandoval deve ser parente do juvenal. até rima.

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  49. Sandoval

    Não estou me referindo ao seu(pessoal)projeto, nem à sua(pessoal)competência.Aliás,nem imagino se V. é ou não engenheiro;mas, de qq. modo,é semore digno de respeito,como qquer. ser humano.
    O q. me esforço para deixar claro é q.todo e qquer. profissional tem por obrigação adquirir e desenvolver habilidades e conhecimentos transcendentes à sua especialidade, para poder interpretar da melhor maneira e discutir as necessidades e pretensões dos seus clientes. E,como corolário,responder a elas com o apuro técnico devido num projeto de qualidade


    Ab.

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  50. Sandoval Quaresma07/07/11 13:58

    tudo bem Sr gaboola.
    mas a questão da inflexibilidade está sendo interpretada como mera intransigência ou mesmo capricho dos profissionais de engenharia, o que na maioria dos casos não é verdade.
    aproveitando o gancho das "premissas", esse é o primeiro obstáculo de um projeto. Por mais que se planeje, analise, pense, queime as mufas imaginando, por exemplo, o uso que será dado a determinado produto que resultará no dimensionamento do mesmo, algumas situações não são previstas porque ninguém tem bola de cristal. E por isso se aplicam alguns coeficientes de segurança, por exemplo, você está projetando um elevador e precisa dimensionar o cabo de sustentação, você usaria exatamente a dimensão calculada? Será que vão respeitar a carga máxima do elevador?
    É claro que tem profissionais menos competentes ou mesmo até preguiçosos que não se garantem tecnicamente e fazer do coeficiente de segurança um coeficiente de "cagaço"

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  51. Na verdade qualquer profissão da area de exatas/tecnica não é valorizada. É só pensar um pouquinho e verá isso.
    Eu me arrependi e muito de me formar em ciencia da computação.
    E como já foi falado aqui, normalmente ninguem trabalha na area... então deveria ter escolhido um curso facil e bem social (algo como "teatro", marketing...) qqr desses cursos que nem sei porque existem) feito uns trocentos cursos de linguas estrangeiras, ser um debil mental que quer agradar a todo mundo com sorrisinhos e piadinhas... e pronto...
    em alguns meses seria chefe de alguma coisa.

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  52. Engenheiros são inflexíveis? A ciência é inflexível. Requisitos técnicos não são "metas para o final do mês" nem passíveis de negociação.

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  53. Mauro R.V.08/07/11 15:17

    Gaboola, obrigado por seus esclarecimentos.

    Transmitirei-os à meu pai que sem duvida ficará satisfeito em saber desses detalhes.
    :-)

    Um abraço

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  54. Quanto ao acidente do Metro em Pinheiros, com certeza o chefão maior não quis gastar com pesquisa decente, como sondagem e/ou geofísica.
    Se os engenheiros são desprezados nas empresas imagina os profissionais de outras áreas que dão auxílio de base importante para as decisões dos engenheiros, como geólogos, agronomos, biólogos, entre outros. Profissionais que geralmente não existem em muitas empresas em especial de engenheria civil, pois segunda a mentalidade dos patrões esses profissionais são dispensáveis e tudo cai nas costas de um profissional que as vezes não possui todas as qualificações para realizar um projeto com exito pleno.

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  55. Maldita seja a hora em que alguem disse que esta terra aqui seria a terra do GERSON, em que TUDO haveria JEITINHO!
    Incrivel a quantidade de gente falando mal ou colocando defeito nos engenheiros!
    Falam em ah, sao inflexiveis, sao isso e aquilo... mas se as leis da fisica nao sao moldaveis (talvez em fisica quantica se descubra algo ainda...), ainda aqui na terra brasilis se TEIMA em achar o maldito JEITINHO!!!
    Se nao fossem os engenheiros nao haveria aviao, o homem nao teria pisado na LUA!
    Tudo quanto e brasileiro quando vai fazer turismo nos EUA ou em outro pais de primeiro mundo fica se queixando que a policia e muito rigida, isso e aquilo... Vai ver que TODO MUNDO TA ERRADO, mas o brasileiro certo...
    Esse negocio de jeitinho culminou no acidente de CHERNOBYL, onde OS POLITICOS colocaram CAMARADAS ao inves de pessoas tecnicas capacitadas (ou vai dizer que operador de usina termoeletrica a carvao TEM CAPACIDADE para OPERAR UMA USINA NUCLEAR, KCT?)
    Mas... o que esperar de um pais que vota em um semi-analfabeto, um palhaco e uma ex-guerrelheira?
    Aqui... so comecando de novo, pra dar certo. Da reset, joga uma bomba, so assim.

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  56. Ihh... Estou vendo que tem muita gente viajando na maionese nos comentários.

    Estou me formando em Engenharia Mecânica e posso afirmar que de uma forma geral, pois claro que existem os casos particulares, se formar em uma Engenharia mais técnica demanda um esforço considerável do ser humano. Quando eu digo considerável, é algo como sua juventude passando e você virando madrugada a dentro criando seu embasamento teórico para um dia poder trabalhar.

    Ai vem um camarada que trabalha com vendas dizer que os Engenheiros sao inflexiveis... Tem dó da gente, Aun! A única flexiblidade para a qual o engenheiro deve atentar é a eficácia. O resto é conversa pra boi "de humanas" dormir.

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  57. Aqui na minha região tem empresas procurando Engenheiro Mec. formado e não encontra. Tudo bem, isso é comum...

    O nó em pingo dágua vem quando a mesma empresa não abre uma vaga sequer para estagiário na mesma área, tenho na cidade um curso de mecânica com acadêmicos aptos e necessitados de estagiar.

    Acho que as dimensões continentais de nosso país fazem as pessoas e organizações acreditarem que não estão no mesmo barco, que é cada um si na busca pelo lucro, e que em breve o oceano irá secar e cada um desfrutará apenas dos seus lucros já obtidos!

    Que as empresas oferecam mais espaços aos profissionais sem experiência, afinal de contas, este é um problema que se resolve com experiência!

    Que as empresas busquem mais as universidades, que tanto tem a oferecer por preços ridiculamente módicos!

    Daqui a uns anos poderá haver um blecaute de engenharia no Brasil (se é que já nao estamos tendo um) e talvez ai algum Sociólogo renomado enuncie que foi falta de incentivo.

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  58. Caro AAD, seja bem vindo!

    Gostaria q vc fizesse um tópico sobre um dos maiores desafios mecânicos q existem.

    Cálculos de relações de marchas!

    Em especial da relação de 1ª marcha!

    É algo q sempre tive interesse e enormes dúvidas, pois gostaria de aprender mais sobre reescalonamento.

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  59. Como técnico, aprendi uma coisa: Nunca discuta com um engenheiro!

    O cara estudou 5 anos, queimou pestana e ficou sem dormir pra achar uma solução pra vir um Fdp sem entender de PN dar palpite...

    Colaboro o possível relatando todos os problemas que enfrento durante um projeto. Não dou palpite, pois considero um desrespeito ao CREA dele.

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  60. Msc. Eng. Vitor09/07/11 23:26

    Aos anônimos e administradores de plantão vai uma dica.
    Estudem tanto quanto um engenheiro e talvez, somente talvez, vocês vão chegar a ser "alguma coisa" na carreira profissional de vocês.
    Aministrador é "o cara" que sabe de tudo (nada absolutamente técnico, pois as teorias da ADM são todas mutantes e adaptáveis) muito pouco mas quer ganhar muito , afinal "administra" o patrimônio alheio. Ai que inveja!

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  61. Marcelo Junji disse... as 23:50

    Marcelo, em momento algum desisti de ajudar meu país a crescer, desisti de ganhar um salário que não condiz com a realidade de um país que possue um dos maiores impostos do mundo e não se tem retorno algum...
    Também não desmereci nenhuma outra profissão. Não sou hipócrita suficiente para achar que apenas engenheiros tem o seu valor.
    Apenas estou reforçando o mesmo pensamento que André Dantas está passando com esse comentário, de que as empresas estão desprezando os engenheiros locais a ponto de exitnguí-los.

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  62. AAD, Bob, e demais amigos,

    Acho que vocês vão gostar da "última" do Bob Lutz:

    O cara lançou um livro sobre a economia dos EUA, onde, baseado na própria experiência, ele defende que automóveis (e todas as demais atividades produtivas) devem ser idealizados e produzidos por quem os entende de fato, e não por MBA's míopes que só enxergam planilhas e índices de faturamento.

    Não cheguei a ler o livro, mas achei o artigo que saiu na revista TIME bem legal: http://www.time.com/time/magazine/article/0,9171,2081930,00.html

    Pra quem não sabe quem é Bob Lutz, ele é figurinha fácil aqui no AE, já tendo sido mencionado em uma boa dezena de posts, usem a busca ;)

    []'s!

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  63. Gostaria de saber sua opinião sobre o ocorrido na obra em São Mateus. Receber ordens da empresa obriga o engenheiro a arriscar a perda da obra e vidas?!

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