google.com, pub-3521758178363208, DIRECT, f08c47fec0942fa0 AUTOentusiastas Classic (2008-2014)
(pelicanparts.com)

Power” é uma palavra da língua inglesa que para nós tem duplo sentido: poder e potência são traduções possíveis dela. Lembrem de Jeremy Clarkson gritando: More POWER!!!!” em seu programa Top Gear, um uso emblemático deste duplo sentido. Para eles, power é poder e é potência, é tudo a mesma palavra. O por quê dessa pífia aulinha de inglês, já vão entender, prometo.

As máquinas a vapor do inventor escocês James Watt (1736-1819) impulsionaram a revolução industrial inglesa e ajudaram a Grã-Bretanha a se tornar o país mais poderoso do mundo. Grande pesquisador e inventor, tornou o que era apenas uma idéia (a máquina a vapor) em algo prático, útil e vendável. Ele também foi nada menos que o inventor do conceito do cavalo-vapor, que conhecemos tão bem. Mas seu sucesso financeiro só veio quando se tornou sócio do industrial Mattew Boulton (1728-1809), formando uma fábrica de motores que se chamou Boulton & Watt.

Pois bem, diz a lenda que James Boswell, um nobre escocês que ficaria famoso como escritor de biografias (o famoso crítico americano Harold Blomm o considera o maior biografista da língua inglesa até hoje), estava visitando uma das fábricas de Boulton quando entrou em um galpão onde Watt trabalhava em alguma de suas evoluções do motor a vapor. Impressionado com o enorme, fumegante, barulhento e desconhecido artefato, Lord Boswell pergunta a Boulton o que era aquilo. O sócio de Watt olha o escritor bem nos olhos, e depois de uma pausa dramática, diz:

“I sell here, Sir, what the entire world desires to have: POWER!”
(Eu vendo aqui, meu senhor, o que todo o mundo deseja ter: PODER!)

E é este poder que experimentamos toda vez que apertamos o pedal do acelerador. O motor a combustão interna foi uma revolução tão grande como o vapor: pequeno, e extremamente frugal no consumo de combustíveis líquidos, fez quantidades prodigiosas de poder se tornarem extremamente portáteis. Existem motocicletas hoje que conseguem níveis de potência que outrora moveriam navios de carga.


Como ficou o Cobalt SS de Hasaya Chansuthus (foto Automotive News)


A General Motors diz que a última fatalidade num acidente de batida frontal ligado à convocação de interruptores de ignição defeituosos ocorreu há mais de quatro anos, em dezembro de 2009. Às 2h29, madrugada, 31 de dezembro de 2009, Hasaya Chansuthus dirigia para casa em Nashville após uma festa na casa do namorado quando ela raspou num Volkswagen Golf na chuva. Seu Chevrolet Cobalt SS 2006 foi para o acostamento da direita na Interstate 24 sentido oeste e bateu numa árvore, segundo relatório da polícia a que o Automotive News teve acesso. A polícia disse à sua família que ela atingiu o volante e faleceu do trauma do impacto.

As bolsas infláveis do Cobalt não abriram. Marcas de pneus no solo até à árvore não mostraram sinais de que a estudante de enfermagem de 25 anos tenha tentado desviar antes de bater. “Fomos roubados de nossa irmã,” disse seu irmão Brennan Chansuthus numa entrevista nesta quinta-feira. “Ela não teve chance. Todos os itens de segurança que deveriam protegê-la não funcionaram.”


A cultura japonesa de carros preparados passou pela terra brasilis nos anos 1990 e 2000, muito disso graças aos filmes da série "Velozes e Furiosos". Foi a chamada onda do tuning, com carros rebaixados, muitos adesivos gritantes, aerofólios desproporcionais, luzes neon fixadas ao assoalho e, geralmente, muito mau gosto.

Ainda bem que esta fase está acabando. Era duro ver na rua um carro todo desfigurado, com escapamento furado para parecer som de motorzão e com grandes chances de ter um motor completamente manco. Longe de como os japoneses fazem por lá.

O problema é que esta fase vitimou muitos carros legais que existiam por aqui, como o Mitsubishi Eclipse, os Golf GTI e os Civic VTi. Deste último é praticamente impossível encontrar um totalmente original, ou mesmo com alguma modificação leve que possa ser revertida sem muitos problemas.

Quando falamos hoje em dia de hot hatches, temos poucos exemplos no mercado local. Nos anos 1990, o VTi era vendido aqui como uma das melhores opções. Até hoje é um dos carros convencionais com motor de aspiração natural com uma das maiores potências específicas disponíveis. O pequeno 1,6-litro tinha 162 cv, um pouquinho a mais do marco de 100 cv/l. Tudo graças ao comando de válvulas VTEC, herança do grande Honda NSX.
                                                                                                                                                     
Coluna 1114  12.mar.2014             rnasser@autoentusiastas.com.br          
JAC T8, o primeiro carro da Copa
Ano de turistas, veículos para atendê-los. Parece a motivação do importar o JAC T8 — T de transporte, 8 dos usuários. Com ele a fabricante chinesa, por seu sócio brasileiro, quer disponibilizar deslocamento confortável a hóspedes de hotéis e pousadas, meio termo entre automóveis e as vans diesel Mercedes Sprinter e Fiat Ducato, líderes no segmento, maiores, mais caras.
O mercado já o apelidou, pelo engenheiro/jornalista Josias Silveira: Jacão — JAC grande, coerente com seus 5,10 m de comprimento — candidato a suprir o ocioso espaço do fim do utilitário VW.
A JAC o classifica Multivan, como o faz a marca alemã com o sucessor da Kombi, o T6 — transporte, 6ª. geração... Nada a ver com a extinta. É maior, espaçoso, tratado com identificação em automóvel: tapetes felpudos, revestimento interno em couro, bancos individuais à frente, na segunda fila, aí poltronas girando 360 graus. Confortáveis, teto solar a servi-las. Exibe o DNA chinês, de pouca vivência no setor. Virados para trás, os cintos de segurança não vêm junto, não funcionam, inviabilizando seu uso. Ao fundo, na cozinha, banco único, encosto não reclinável, cinto subabdominal para o passageiro central. 2ª. classe.


Quanto o carro consome de combustível sempre foi uma preocupação dos donos de automóveis, até nos tempos de gasolina barata nos Estados Unidos dos anos 1950. Só não é preocupação nos países do Oriente Médio produtores de petróleo e na Venezuela (pode ser que tenha mudado em razão dos governos socialistas-bolivarianos iniciados pelo imbecil do Hugo Chávez e continuado pelo cara que o sucedeu), onde a gasolina tem preço irrisório.

Não existe nada mais variável que o consumo de combustível. São tantos os fatores envolvidos que se vêem número totalmente discrepantes no mesmo carro. A começar pela maneira de dirigir, que tem influência direta no consumo — quanto mais potência se utilizar, mais o carro consome. Vejo aqui no Ae leitores informarem números expressivos de baixo consumo, outros dizendo ao contrário. Entre as variáveis pode-se citar:


Enviado pelo leitor Lucas dos Santos. Em Maringá (PR), a administração do trânsito resolveu educar os motoristas — deseducando. Exatamente o oposto do que se viu na Ilha da Madeira, na segunda foto. E depois dizem que o problema é "excesso de veículos".

Parabenizar os tranca-trânsito é, talvez, a maior imbecilidade que já vi. Lamentável.

Ae
Fotos: autor


O 84º Salão de Genebra abriu no dia 6 e vai até o próximo domingo, 16. É anual, enquanto os outros dois importantes salões europeus, Frankfurt e Paris, são bienais e se realizam no outono. Já Genebra é perto da  primavera e isso lhe dá um ar especial, é o meu preferido e todos deviam conhecê-lo. Outros salões mundiais importantes são Detroit, no começo de janeiro, e Tóquio, em novembro, ambos anuais.

O clima estava agradável este ano, pouca chuva, temperatura entre 3 °C e 10 °C, parecia São Paulo em julho do ano passado.

Foram 43 novidades mundiais apresentadas, entre elas o novo Renault Twingo de que já falamos aqui, novo VW Scirocco, Peugeot 308 perua, veja a relação abaixo:


Biografia de Ingo Hoffmann chega às livrarias em março. Livro conta a  trajetória do piloto brasileiro que chegou à Fórmula 1 e foi campeão da Stock Car 12 vezes.


O livro "Ingo", biografia autorizada do piloto Ingo Hoffmann, o maior vencedor da história do automobilismo brasileiro, é o novo lançamento da editora AutoMotor. O autor da obra é o jornalista Tiago Mendonça, comentarista da rádio Jovem Pan, repórter da revista Speedway e editor do anuário AutoMotor Esporte, publicação da mesma editora.

Tiago produziu o livro no estilo reportagem, tomando como base um total de 25 horas de depoimentos de Ingo, mais entrevistas de personagens diretamente envolvidos na carreira do piloto e muita documentação histórica, passando por jornais e revistas antigas. Tiago vinha reunindo material para o livro desde que Ingo deixou as pistas, em 2008.
A Anfavea, Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, divulgou nesta terça-feira (11), balanço com o resultado da indústria automobilística em fevereiro. Os dados apontam que o primeiro bimestre do ano foi o melhor da história em licenciamentos, com 571,9 mil unidades — crescimento de 4,6% em relação ao mesmo período do ano passado.

As vendas de autoveículos no mês passado registraram 259,3 mil unidades, o que representa acréscimo de 10,3% em relação a fevereiro de 2013, quando a indústria comercializou 235,1 mil unidades, mas retração de 17% ante as 312,6 mil de janeiro deste ano.

A produção fechou o segundo mês de 2014 com incremento de 16,9% se comparado com o mesmo período do ano passado. Foram produzidas 281,5 mil unidades em fevereiro deste ano, contra as 240,8 mil de 2013. Já os dados do bimestre mostraram que a fabricação recuou 2,7%: no total foram 518,6 mil veículos fabricados nos dois primeiros meses de 2014, recuo ao redor de 14 mil unidades em relação ao primeiro bimestre do ano passado.

As exportações apresentaram queda de 24% no acumulado do ano. Foram 51,6 mil produtos enviados para fora do País neste período, o que representa retração frente as 67,9 mil do primeiro bimestre de 2013. Na visão de Luiz Moan Yabiku Júnior, presidente da Anfavea, o “atual cenário econômico da Argentina teve peso relevante para o desempenho, mas a indústria tem plena confiança de que os governos dos dois países encontrarão rapidamente soluções para o atual cenário econômico”.

Só no mês passado a indústria automobilística exportou 28,8 mil veículos, acréscimo de 26,5% em relação aos 22,8 mil de janeiro de 2014 e redução de 9,1% quando comparado com as 31,7 mil unidades de fevereiro do ano passado.

Vendas de veículos leves: GM ultrapassa VW em 19 unidades e passa para 2º lugar em fevereiro



Licenciamento total de veículos leves - fevereiro 2014






Fabricante
Autos
Com. leves
Total
%










Fiat
41000
16983
57983
23,557


GM
33550
9040
42590
17,303


VW
34931
7640
42571
17,296


Ford
14878
6041
20919
8,499
66,655
4 grandes
Renault
11463
4284
15747
6,398


Hyundai BR
12637
0
12637
5,134


Toyota
7698
4262
11960
4,859


Honda
8662
302
8964
3,642


Outras
3473
4353
7826
3,180


11º
Citroën
5171
166
5337
2,168


12º
Mitsubishi
284
4218
4502
1,829


10º
Nissan
3595
809
4404
1,789


14°
Hyundai Imp
1128
3079
4207
1,709


13º
Peugeot
3321
289
3610
1,467


15º
Mercedes
660
697
1357
0,551


16º
Audi
775
276
1051
0,427


17º
Iveco
0
326
326
0,132


18º
Subaru
9
72
81
0,033


19º
Mahindra
0
52
52
0,021


20º
Agrale
0
15
15
0,006



183235
62904
246139
100,000


Fonte: Anfavea

Ae


Foto: pumaclassic.com.br


Abaixo do vidro traseiro, externa, estava a tampa do bocal do radiador

Como eu falei no post do novo Twingo, a arquitetura de motor e tração traseiros havia começado com o Renault 4CV. Achei, então, que valia a pena falar sobre esse carro que tanta influência teve no mundo automobilístico.

O Renault 4CV é um daqueles carros emblemáticos da indústria automobilística. Antes de continuar, é bom saber que "4CV" não é a potência do motor, mas o que se chama na França de potência fiscal, para fins de taxa de licenciamento. A potência fiscal é calculada tomando alguns parâmetros do motor.

O pequeno carro foi concebido e projetado secretamente por engenheiros da Renault durante a Segunda Guerra Mundial, com a França sob ocupação alemã, quando a fabricante se encontrava obrigada a cumprir ordens estritas de só produzir veículos comerciais e militares. Entre 1941 e 1944 a Renault foi colocada sob uma ditadura técnica de um engenheiro alemão chamado Wilhelm von Urach, que havia trabalhado na Daimler-Benz entre 1927 e 1940 e, por admirar a França, cuidou para que o projeto do pequeno carro não fosse revelado.

Uma equipe de projeto comandada pelo diretor técnico da fabricante, Fernando Picard, antes na divisão de motores aeronáuticos e agora nos automóveis, e por Charles-Edmond Serre, que trabalhava na Renault há mais tempo do que qualquer outra pessoa, pensou num carro pequeno e econômico para o período de austeridade.que deveria se seguir ao fim da guerra. Não era a opinião de Louis Renault, fundador e presidente da empresa, que achava que após o conflito a Renault deveria se concentrar nos seus tradicionais carros médios.

Jean-Auguste Riolfo, chefe do departamento de testes, soube do projeto ainda nos estágios iniciais, como outros chefes de departamento da fábrica. Em maio de 1941 entrou numa sala onde estavam Serre e Picard estudando uma maquete do motor do carro. Ao final de uma reunião improvisada e desagradável, o projeto foi aprovado e recebeu o código106E. Todavia, devido aos alemães terem proibido qualquer trabalho em novos carros de passageiros, o desenvolvimento do 4CV foi disfarçado como parte de um projeto de novo motor para o retorno, terminada a guerra, de carro pequeno da década de 1930, o Juvaquatre. Os chefes colocados na fábrica pelos alemães não deveriam ter conhecimento do "Projeto 106E", enquanto Ulrach, seu superior, sempre fez vista grossa para a toda a atividade.

Solução de teto solar déjà vu...(commons.wikimedia.org)