google.com, pub-3521758178363208, DIRECT, f08c47fec0942fa0 AUTOentusiastas Classic (2008-2014)

End. eletrônico: edita@rnasser.com.br                    Fax: 55.61.3225.5511           Coluna 4513 6.nov.2013                                                                         
 
Logan. Mais Delon, menos Depardieu
A Renault deu ótima acertada estética em seu produto de fender mercados e fazer fama, o Logan. Mudou muito, implementação na base, aprimoramento nas suspensões, direção, e exibe passo para o futuro, especialmente porquanto vai contra seu descompromisso estético e jeito de carro montado por algum viciado em Lego. Grande ganho. Manteve a mecânica sólida, fiável, cuja resistência afasta o consumidor das oficinas, prossegue com a mesma distribuição de área para motor/habitáculo/porta malas, mas fez mudança geral na estética, incluindo melhor inclinar o pára-brisa, sanear o visual do casamento das portas traseiras com a coluna C. A carroceria, digamos o revestimento que cobre a mecânica, mudou completamente. Para usar a imagem do título, e situar com estética francesa, está menos o atualmente russo Gérard Depardieu, e mais o ainda francês Alain Delon.
Intocados mantém-se o econômico motor 1,0 de 16 válvulas e o bem-disposto 1,6 com 8 destes ventiladores, hábeis a etanol e a mistura entre gasolina, água e álcool vendida como gasolina. O 1,0 a álcool gera 80 cv e 10,5 m·kgf de torque. Gasálcool  77 cv. O 1.6 gera 106 cv, e 15,5 m·kgf em torque. Com a mistura de gasolina a potência é de 98 cv. Grupo motopropulsor dianteiro, transversal, bloco em ferro, câmbio manual, cinco marchas, tração dianteira. Caixa automática não é disponível — seu custo mudaria o perfil do produto, levando-o a preço em faixa de competidores mais modernos.
Há a se deixar claro, as mudanças de casca e conteúdo não mudaram o foco nem o posicionamento no mercado. Os valores do projeto são mantidos: espaço, construção robusta e sem fricotes mecânicos, manutenção à base de R$ 1 / dia. Continua sendo espaçoso, resistente, barato e, como enfatizou Luz Castaño, tipo engenheira-chefe do produto, "bonito". O Logan mantém preços para ser a primeira motorização 0-km. Para estes clientes a Renault resgatou o financiamento em até 72 meses, seis anos, com 25% de entrada, dados importantes ao bolso de quem sairá de um problema bem usado para comprar o 0-km, novo. Leque de preços amplo, a partir de R$ 28.990 — R$ 1 mil mais sobre o de lançamento em 2007 — a R$ 44.250, versão completa. 
Espaço interno maior. A carroceria é mais larga, a linha do painel, sua disposição e conteúdo foram modificados, assim como as alterações na plataforma mudaram a parte de fixação dos bancos, permitindo posição de dirigir mais confortável, epicurismo em carro simples. Motores de baixo consumo e emissões endossados pela classificação do Inmetro. As mudanças da plataforma, a base metálica onde por cima se prende a carroceria e por baixo as suspensões, motor, direção, foi incrementada. Um pouco de tecnologia de hoje em meio a estrutura inferior projetada há algumas décadas, visando dar condições a melhor comportamento dinâmico, e atender às exigências dos testes de impacto, — e seus resultados para os ocupantes do veículo, característica que ajuda a bem classificá-lo. A Renault declarou esperar 4 estrelas no teste da Latin NCAP.

Fotos: Divulgação, Pixel Car Art, Bernard Asset, Anthony Bernier, Nigel  Harniman, Renault Classic


Festa de 15 anos para o Clio V6!

Preparado pela divisão Renault Sport da casa francesa, o primeiro protótipo deste modelo foi visto no Salão de Paris em 1998.

Ousado para muitos, o já saudoso Renault Clio V6 buscava resgatar o sucesso obtido pelo antigo Renault 5 Turbo, abusando da mesma receita. 

Renault 5 Turbo - precurssor do Clio V6

O resultado foi um fantástico veículo de corrida homologado e adequado para circular nas ruas. Assim como o seu carismático predecessor o 5 Turbo dos anos 1980, o geneticamente manipulado Renault não dividia muitos itens construtivos com o modelo que serviu de base para a sua origem, a então segunda geração do Clio de 1998.

Prazer a dois dentro de um carro pequeno, mas sem usar o banco de trás.


Acho que todos hão de concordar: quando o Logan foi lançado em 2007 o mercado brasileiro ganhou um sedã com dimensões de carro médio a preço de compacto, entre outros atrativos como motorização eficiente 1-litro e 1,6 litro e desempenho coerente graças ao peso bem inferior a 1.100 kg. Era mesmo novidade em espaço interno e para bagagem. Um verdadeiro cinco-lugares em largura interna e espaço para pernas dos passageiros do banco traseiro, ajudado principalmente pelo entreeixos de 2.630 mm, mais que o do Corolla, por exemplo. Mas seu estilo era longe de ser atraente, opinião que pode ser chamada de unânime. Especialmente quando visto de traseira ou ¾ de traseira. 

Logan anterior

Havia também um complicador, aliás, dois: a marca Renault tinha relativamente pouco tempo de Brasil, ainda não havia chegado a dez anos — a fábrica em São José dos Pinhais, na Grande Curitiba, havia começado a produzir em 1998 — e o Logan não era "Renault", mas Dacia, fabricante romena que está localizada no Leste Europeu, região que não tem, ou não tinha, fama de berço de carros de qualidade. 

Aos poucos, contudo, essas duas nuvens foram sendo levadas pelos ventos da aprovação pelo consumidor brasileiro e a origem romena acabou sendo apenas um detalhe. Afinal, naquele mesmo ano de 1998 a Dacia passava a ser propriedade da Renault, isso depois de 30 anos produzindo modelos da marca francesa sob licença. Por isso, nesses seis anos e meio, mais de 210.000 Logans foram parar nas garagens dos brasileiros, média de pouco mais de 32.000 por ano.

Desenho da traseira mudou bem

O Oldsmobile já existia, mas flutuante, apenas na cabeça de Mead

Sydney Jay  Mead é um artista do futuro. Os cinéfilos atentos podem saber que ele idealizou boa parte  dos cenários e veículos de Blade Runner, Tron, Star Trek (longas de cinema), Aliens, Missão Impossível  3, entre outros filmes. Mas antes disso os carros foram objeto de atenção e criatividade desse americano de Minnesota, que desde bem pequeno desenhava as máquinas que tanto gostamos.

Sua curiosidade pelo futuro veio de forma muito simples, com seu pai, um pastor protestante, que lia ficção científica dos anos 1920 e 30 para o pequeno Sydney. Histórias como Flash Gordon, Buck Rogers e as novelas de Jules Verne eram freqüente leitura na casa dos Mead. Não poderia dar em outra, Sydney se viu fascinado pelo que viria e existir, e se pôs a desenhar com afinco.
Seus carros são sempre impressionantes, e como artista muito completo, estão quase sempre inseridos em cenários relacionados à missão do veículo. O impacto visual de suas ilustrações reside nesses dois pilares, o veículo e o contexto, incluindo as pessoas e animais que freqüentemente aparecem juntos.
Aos 80 anos de idade, ele ainda é ativo, tendo aderido ao desenho eletrônico com o passar dos anos, após, claro, ter feito muita coisa à mão, em guache, uma técnica que dificilmente desaparecerá para muita gente dessa área da criação visual, mesmo com todos os recursos eletrônicos atuais.

Studebakers dominaram a 26ª Carrera Panamericana
Pérez e Rodríguez foram os vencedores na classificação geral

O bólido Sudebaker Commander de Pérez e Rodriguez, vencedor absoluto

Mais uma vez os Studebaker Commander foram os bichos papões da Carrera Panamericana, uma das últimas provas de velocidade pura disputadas em estradas em todo o mundo. Misto de evento esportivo com happening familiar e uma grande festa o evento terminou na quinta-feira passada em Zacatecas e em meio às festividades do "Dia de los Muertos" data que os mexicanos celebram com festas, oferendas e alegria. Isso inclui desfiles de "calaveras", como são chamadas as fantasias que lembram caveiras — as calaveras —, e fantasias de extremo bom gosto, conhecidas como Katrinas.

Uma Katrina, aliás uma "calavera"


A Renault apresentou o novo Logan na noite deste segunda-feira, no pavilhão da Bienal do Ibirapuera, em São Paulo. O estilo mudou completamente, nada ficou do anterior. O comprimento aumentou 60 mm. O carro ficou apenas 3 kg mais pesado. O pára-brisa está mais inclinado e o coeficiente aerodinâmico baixou de 0,37 para 0,34.

As motorizações continuam as mesmas, mas por enquanto não é disponível câmbio automático.



Amanhã (terça) andarei com carro, ida e volta a Campinas, quando então será escrito o post completo.

A Renault divulgou os preços:


        Authentique 1.0 16VHi-Power – R$ 28.990

Com opcionais:
·         Ar quente + desembaçador traseiro - R$ 29.500
·         Pintura metálica – R$ 30.040
·         Ar quente + desembaçador traseiro + pintura metálica – R$ 30.550
·         Ar quente + desembaçador traseiro + direção hidráulica – R$ 30.800
·         Ar quente + desembaçador traseiro + direção hidráulica + pintura metálica – R$ 31.850
·         Ar quente + desembaçador traseiro + direção hidráulica + ar-condicionado – R$ 33.400
·         Ar quente + desembaçador traseiro + direção hidráulica + ar-condicionado + pintura metálica – R$ 34.450

Expression 1.0 16V Hi-Power – R$ 33.390

Com opcionais:
·         Pintura metálica – R$ 34.440
·         Ar-condicionado – R$ 35.990
·         Ar-condicionado + pintura metálica – R$ 37.040
·         Ar-condicionado + Media NAV 1.2 + sensor de estacionamento – R$ 36.840
·         Ar-condicionado + Media NAV 1.2 + sensor de estacionamento + pintura metálica – R$ 37.890

     Expression 1.6 8V Hi-Power – R$ 39.440 (ar-condicionado de série)
  
Com opcionais:
·         Pintura metálica – R$ 40.490
·         Media NAV 1.2 + sensor de estacionamento – R$ 40.290
·         Media NAV 1.2 + sensor de estacionamento + pintura metálica – R$ 41.340

Dynamique 1.6 8V Hi-Power – R$ 42.100

Com opcionais:
·         Pintura metálica – R$ 43.150
·         Media NAV 1.2 + sensor de estacionamento + ar-condicionado automático- R$ 43.200
·         Media NAV 1.2 + sensor de estacionamento + ar-condicionado automático + pintura metálica – R$ 44.250

BS

Uma wagon "familiar" com desempenho de Lamborghini

Conte até quatro: o Audi RS 6 já está a 100 km/h. Mais oito segundos e a perua mais veloz do mundo, segundo a Audi, chega aos 200 km/h. E ainda tem mais, muito mais: a máxima ultrapassa os 300 km/h, exatos 305 km/h. Um desempenho só comparável ao de esportivos como um Ferrari. Não por acaso, este motor também é usado em esportivos como Audi R8 e Lamborghini Gallardo. Existem carros que, mesmo não se tendo saldo bancário para isso, dá vontade de ter. Ou melhor, de usar. Não importo de tirar onda em restaurantes da moda, o bom é acelerar. Depois a gente esconde a super-perua.

Rodas aro 21 e discos de cerâmica reforçados com fibra de carbono



São Paulo, capital, 0h30, início de madrugada desta segunda-feira. Meu colega da revista Carro, Vinicius Montoia, com um Chery Celer de teste, trafegava pela marginal do rio Tietê, próximo à nova Ponte Estaiada, quando o veículo recebeu uma pedrada, com se vê na foto. O local foi o mesmo de uma manifestação na sexta-feira última. Tentativa de assalto, obviamente. Nas imediações fica a Favela do Gato.

Ele logo se dirigiu a um comando policial na Ponte das Bandeiras, onde os policiais lhe informaram ser o quarto caso naquela noite.

No último dia 29, a jovem Isabella Pavani Castilho Cruz, de 18 anos, foi baleada na cabeça após seu carro ter sido levemente abalroado na traseira, na Via Dutra, e ela ter parado no acostamento. Do carro causador saíram bandidos, que cometeram o crime. Isabella veio a falecer dois dias depois.

Estamos numa autêntica guerra civil e parece que ninguém, governos dos três níveis de administração principalmente, se dá conta disso.

Solução, só uma: supressão dos direitos constitucionais por um determinado período, como foi feito na Itália na Operação Mãos Limpas na década 1990, e execução após rito sumário, partindo do pressuposto que quem tem orifício anal, tem medo. Constituição Federal não serve em tempo de guerra.

Se alguém tiver outra solução, que diga.

BS



Em nosso país, automóvel com a indicação “1.0” ou ”1000”, Mil”, tem conceito diverso, dependendo exatamente da época e do perfil do consumidor. Se próximo à politicamente correta e curiosa fase dita Melhor Idade, lembrar-se-á, a expressão foi ouvida pioneiramente em 1959, quando a Vemag, fabricante nacional autorizada a produzir alemães Auto Union DKW, anunciou com orgulho nova motorização 1000 em seus produtos, pequena station wagon chamada Universal e após camioneta; sedã, depois Belcar, Vemaguet e jipe 4x4, logo batizado Candango. Letreiro aposto nos pára-lamas dianteiros e na tampa do porta-malas, bem como plaqueta esmaltada no cabeçote, indicava a novidade. Era aumento de cilindrada, no início 900 cm³, motor construtivamente diferenciado, com 13,3% mais em torque e 15,7% em potência — 8,5 m·kgf e 44 cv DIN.



A configuração mantinha o racional ciclo de dois tempos, em automóveis, exclusividade no país — haviam-nos para Lambrettas, Vespas, bicicletas motorizadas e afins. Na prática, aumentar de 900 para 1.000 cm³ incrementava velocidade máxima, aceleração e capacidade de subida, no caso tudo implementado por reduzir coroa & pinhão dois anos depois, de 4,72:1 para 5,14:1.

Poucos anos após, meio da década, para pós-garotões hoje com mínimos 65 aniversários, 'Motor 1000' nos Renault Gordini e nos Willys Interlagos indicava disposição em acelerar, correr, velocidade — e pouca duração. Nos Willys Interlagos, designação brasileira do francês Alpine A-108, esportivo com carroceria em compósito de fibra de vidro, e base mecânica Gordini, era opção de fábrica. Feito quase por encomenda, disponível com três motorizações: 845 cm³ e 53 hp; 904 cm³ e 56 hp, e o pico 1.000 cm³ e 70 hp (potências brutas SAE), em mexidas intervenções artesanais a partir do motor original com 845 cm³ e 40 hp realizadas na área onde se mesclava a produção dos Interlagos e a equipe de competições.
 
Os Willys Interlagos berlineta só corriam com motor 1000
Fotos: autor


Por ocasião do lançamento do C4 Lounge no dia 13 de agosto, em Mendoza, na Argentina, o Bob fez a avaliação da versão Exclusive com motor 2-L aspirado. Este post vem a complementá-lo, pois agora, para teste “no uso”, temos a versão Exclusive com o nosso já conhecido motor THP 165. Para conhecer melhor o carro, portanto, vale ler o post do Bob.

Suas potências máximas pouco diferem — 151 cv para o 2-L aspirado e 165 cv para o 1,6-L turbo —, porém o que difere bastante é o modo como essas potências são entregues. O torque máximo de 21,7 m·kgf do aspirado 2-L (com álcool) é um pico que vem a 4.000 rpm, enquanto que os 24,5 m·kgf do THP é um patamar que vai de 1.400 a 4.000 rpm. Sendo assim, já que potência é, basicamente, torque x rpm, vê-se que o THP em baixo giro já nos disponibiliza potência muito maior que o 2-L aspirado oferece na mesma rotação. Um pequeno exemplo: com o THP 165 subi toda a Rodovia dos Imigrantes — subida da Serra do Mar — em velocidade variando entre 100 e 110 km/h (velocímetro) e em 6ª marcha; com o giro ao redor de 2.400~2.500 rpm. O excelente câmbio automático Aisin deixou o câmbio, o tempo todo, em 6ª marcha, ele entendendo que não havia necessidade de reduzir para 5ª ou mesmo 4ª marcha, pois as suaves solicitações para retomadas que eu fazia não requeriam redução, já que para isso o motor já estava produzindo potência de sobra. Caso eu acelerasse fundo, aí sim, imediatamente viriam as reduções, mas indo tranqüilo com pouco tráfego, madrugada, subimos numa tacada só e em 6ª.

Sedã bom de viajar

Fotos: NetCarShow.com, BMW

A M5 E34 e seus antecessores

"Nós sempre nos tratávamos como bons companheiros. Era como a gente dizia sobre um cara: você vai gostar dele. Ele é legal. É um bom companheiro. Ele é um de nós. Sacou? Éramos bons amigos. Mafiosos.
Mas o Jimmy nunca poderia entrar realmente para a máfia, porque tinha sangue irlandês. E no meu caso, nada importava que minha mãe era siciliana. Para se tornar realmente um membro da máfia, você tem que ser 100 por cento italiano. Entrar para a máfia, porém, é a maior honra que a gente podia ter. Isso significa que você faz parte de uma família, um grupo. Significa que ninguém pode mexer com você, e que você pode mexer com qualquer um, desde que ele também não fosse um membro, lógico. É como uma licença para roubar. Uma licença para fazer qualquer coisa. E até onde o Jimmy se importava, se o Tommy entrasse, todos nós estávamos entrando. Nós agora teríamos um de nós como um membro.”

Esta semana não podia deixar de lembrar desse trecho acima, dito pelo protagonista do filme de Scorcese “Os Bons Companheiros”, de 1990. Henry Hill, o personagem interpretado por Ray Liotta, nos explica o por que era tão importante que seu melhor amigo, o violento Tommy DeVitto (Joe Pesci) ter oficialmente entrado na Mafia nova-iorquina como membro. Para ele e o mentor de ambos (Jimmy Conway, interpretado por Robert de Niro), era impossível por uma série de motivos, mas somente o fato do companheiro receber a honra os deixava felizes e realizados. Era como de, de alguma forma, sendo a amigo tão próximo promovido, eles também o fossem.



E esta semana algo parecido aconteceu comigo. Primeiro um bom amigo foi finalmente promovido em uma empresa em que trabalhei; é o primeiro entre os quatro que entraram juntos quase vinte anos atrás a receber uma promoção. Já me senti bem pacas por ele, mas isto foi apenas um prelúdio do que estava por vir. Afinal de contas uma banal promoção não me empurraria de volta ao teclado para lhes escrever algo, queridos leitores, não com a incrivelmente complicada vida que arrumei para mim. Não, o que me fez sentir exatamente igual a este cara aí do início foi algo muito mais legal...

Sabe como é, vai ter gente que vai ler este post e falar: só por isso? Vai achar muito barulho por nada, tenho certeza. Mas fazer o que, eu me senti assim, e só porque um amigo comprou um carro.

Não qualquer carro, lógico. É na verdade um daqueles que se convencionou chamar de supercarro, aqueles que conseguem transcender a mera qualidade de transporte para, desde novo, se transformar em algo especial. Um daqueles carros cujo desempenho e comportamento são tão memoráveis que fazem os profissionais abandonarem a fria análise e adotarem um lirismo e paixão normalmente reservados a formas mais tradicionais de literatura. Um BMW M5 1990.




End. eletrônico: edita@rnasser.com.br                     Fax: +55.61.3225.5511         Coluna 4413 30.out.2013

Qual é o segmento de veículos que coloca o Brasil em primeiro lugar mundial? Carros 1,0? Motos 125? Automóveis pretos ou prata?
Dúvidas coerentes. Nosso país só produz automóveis e comerciais leves com motores de quatro cilindros e entre estes os 1,0 são maioria. De motor monocilíndrico, pequena cilindrada, maciçamente destinada a trabalho na cidade e a substituir cavalos e burros nas cidades do interior e no campo, motos 125 vendem muito. E carros pretos ou prata, parte maior da massificação das preferências nacionais à hora de comprar um veículo de passeio?
Nada disto. Nossa liderança esta nas vendas recordes de caminhões, vendemos a maior quantidade — arranhar 150 mil unidades neste ano —, muito à frente dos restantes mercados, incluindo os países de origem dos caminhões aqui produzidos — exceto China. E vamos subindo a rampa.
Maior mercado, reunindo superior quantidade de marcas em produção — solitária marca nacional, a Agrale, estadunidense, suecos, alemães, italiano, holandês, coreano e, como se promete, chineses — realiza uma feira técnica a cada dois. É a Fenatran, em São Paulo. De negócios, sem entradas pagas, apenas convites a público especializado de compradores, operadores, frotistas. Todos no escombro inoperacional chamado Anhembi, prédio da prefeitura paulistana, cedido aos organizadores de evento, e sem intervalos para sofrer reparos ou manutenção. Há anos é perigosa sauna, e a Prefeitura da cidade não investe em seu sanear para não interromper o faturamento, enquanto os operadores dos eventos alegam nada ter a ver com isto.
Realizado de 28 de outubro a 1° de novembro a expectativa de receber 60 mil visitantes para fazer negócios com os 376 expositores de 15 países. No setor, coerentemente é a maior mostra continental.
Operacional
A abertura mostrou dados curiosos, como o intenso uso de adjetivos nas apresentações, todas rotuladas como novidade, caminho, tendência, solução, menor custo operacional. Exageros. Novidade maior foi a ausência das marcas que passaram meses anteriores prometendo instalar-se no Brasil. Desconsideraram o evento bienal para apresentar e exibir os produtos. Nestas, chinesas como a Foton, e a JAC, vendendo caminhõezinhos; a junção de Caterpilar/International, não apareceram. Das novas, duas: a ex-holandesa DAF, hoje de capital dos EUA, e a Metro-Sachman, nome brasileiro, sobrenome chinês, apresentaram seus produtos. 
Governador paulista Geraldo Alckmin visitou espaço dos International, fabricados em Caxias do Sul, RS. São Paulo sedia 45% da produção de caminhões, nele trabalharão 551 desta marca gaúcha, dos 898 adquiridos pelo governo federal. Curiosamente, das marcas tradicionais era a única sem lançamentos. Alckmin enfatizou pressão sobre o roubo de cargas e caminhões, também sobre resultados previstos no programa de renovação da frota em tentativa implantação por alguns estados, incluindo São Paulo. Ausente o Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, o governo federal perdeu a oportunidade de liderar o processo de renovação da frota de caminhões. A nossa tem perigosa idade média de 16 anos.

Uma das maiores referências para a Fenatran 2013, o patamar de potência e tração, segue o otimizador de transmissão, dito automatizador, apresentado pela Scania há duas décadas, e factibilizado pelo emprego de eletrônica. Ele mantém as tradicionais caixas de marcha com engrenagens cilíndricas, mas seu sistema de troca poupa o motorista, o motor, a transmissão e o bolso do empresário. É a nova tendência. Em potência a Volvo levantou a bandeira da liderança com o sueco FH 16, motor deslocando 16.000 cm³, produzindo 750 cv e 341 m·kgf de torque. Tem capacidade para arrastar até 200 t — menos que o Scania com motor de 620 cv e 250t —, e é aplicável em cargas indivisíveis — destas fora de padrão exigindo reboques com inúmeras rodas para distribuir peso sem danificar as rodovias. Presença pouco mais que o institucional, serão o nicho do nicho. No outro extremo, o veículo de transporte mais leve é um Uno Furgão. O conhecido e bem-sucedido Uno com carroceria fechada. Não é novidade. Seu avô, o 147, tinha versão assemelhada. Para 1 m³ ou 400 kg de carga. Leve, também o novo Fiorino, e o recém-lançado picape Strada com 3 portas.

Foto: forgottenhistory.com
 



Passadas algumas horas do ataque japonês a Pearl Harbor, na manhã de domingo 7 de dezembro de 1941, o Serviço Secreto americano se viu com um problema. O presidente Franklin D. Roosevelt teria de proferir o discurso do “Dia da Infâmia” no Congresso na terça-feira e apesar da distância entre a Casa Branca e o Capitol Hill ser pequena, os agentes não sabiam como transportá-lo com segurança. 

Os EUA, que mesmo com a eclosão da Segunda Guerra Mundial com a declaração de guerra da Inglaterra e da França à Alemanha em 3 de setembro de 1939 estavam neutros, com o bombardeio japonês à base naval americana no Havaí declararam guerra ao que ficou chamado Eixo, o alinhamento da Alemanha à Itália e ao Japão. Poderia haver algum atentado a Roosevelt.

Na época, uma lei federal dos EUA proibia a compra de carros para o serviço público que custassem mais que US$ 750, de modo que seria necessário autorização do Congresso para tanto. Só que não havia tempo hábil para isso, evidentemente.

Foi então que um dos membros do Serviço Secreto descobriu que o Departamento do Tesouro havia apreendido o carro à prova de balas do gângster Al Capone quando ele foi mandado para a prisão em 1931. O carro foi logo localizado, lavado e limpo, seu estado geral foi todo verificado e estava tudo certo. No dia seguinte o carro estava pronto e à disposição do presidente. Foi difícil as pessoas acreditarem que o carro de Al Capone estivesse perfeito.



Foi o leitor e meu grande amigo Luiz Leitão que mandou a foto acima e as que seguem. Foram publicadas no jornal inglês The Guardian e são de autoria do fotógrafo indiano Ajay Jain, de Nova Déli, que fez mais de 400 fotos durante os quase 10 mil quilômetros em estradas da Índia na região dos Himalaias. A foto acima diz: "Um gato tem nove vidas mas aquele que dirige não".

Boa parte delas são trocadilhos, só têm sentido na língua original, mas assim mesmo dá para divertir. Veja o resto:

"Depois de beber uísque, dirigir é arriscado"


"Melhor ser sr. Atrasado que o falecido sr."

Fotos e desenhos: Divulgação PSA

Chassi rolante do conceito Hybrid Air

Parece mesmo que a indústria automobilística ultimamente "só pensa naquilo" — não, não nada a ver com o que a personagem Dona Bela, a solteirona imortalizada pela atriz Zezé Macedo (1916-1999) na Escolinha do Prof. Raimundo, programa humorístico levado ao ar pela TV Globo de 1990 a 2001, protagonizado pelo inesquecível Chico Anysio (1931-2012), dizia do alto de sua convicção de que sexo só depois do casamento, mas numa maneira de tornar os carros mais econômicos e, na esteira, emitir menos o gás inerte dióxido de carbono, mais conhecido pelo seu símbolo CO2, que a maioria da comunidade científica afirma que vai levar o nosso planeta a derreter de tanto calor se não for contida, aquilo que o jornalista Fernando Calmon cunhou de "histeria carbônica".

Até agora só existiam duas alternativas à propulsão por motor a combustão, o motor elétrico e o a combustão associado a motor elétrico, a receita do carro híbrido, que deu aparentemente mais certo que o elétrico, embora este esteja de certo modo reagindo. Mas em todos casos há a dependência de uma [cara] bateria de íons de lítio, que ocupa grande espaço nos veículos e, pouco comentado, a dificuldade que impõe no desencarceramento dos ocupantes num acidente pelos cuidados para equipes de socorro precisam tomar para não levarem um choque da ordem de 400 volts, que pode matar.

Por isso a PSA Peugeot Citroën ouviu o conselho da arquirrival Renault e mudou a direção: híbrido sim, mas combustão-hidráulico. Nada de elétrico Apresentou seu conceito chamado Hybrid Air no Salão de Genebra em março último. O nome, apesar de soar bem, não espelha exatamente a realidade, pois o motor que não é o a combustão não é pneumático (como os dos dentistas).





"São Paulo vai parar"; "As ruas não comportam mais tanto automóvel"; "As pessoas têm de deixar o carro em casa": é o refrão de "especialistas" em trânsito ou, termo da moda, "mobilidade urbana". Mas, espere, o editor não terá colocado imagem errada para começar o post? Pelo texto, o assunto parece ser trânsito, não anatomia humana!

Não, caro leitor, a imagem acima foi tirada do Wikipedia de propósito. Trata-se do nosso sistema circulatório. Começa a fazer sentido?

Creio que todo mundo sabe que os cerca de 100 mil quilômetros de vasos sangüíneos são totalmente preenchidos pelo líquido vital num sistema hidráulico fechado, ou seja, não há intervalos, espaços vazios. O sistema funciona ininterruptamente e bem enquanto a bomba, o coração, funcionar. Problema ocorre quando um trombo, ou coágulo, ocasiona a trombose, a obstrução da circulação do sangue, com todos os problemas que isso acarreta.
Simca (centro) fatura por dentro um DKW (esq.) e Renault Gordinis atrás (foto Luiz Cláudio Nasser)

 

Corridas são corridas, criam entorno movimentado, elétrico, motivado, e nos anos 1960, quando o país sorria, como disse sábia e analiticamente Nélson Rodrigues, abandonando o complexo de vira-latas, era caso à parte.

Há que se lembrar, até o finzinho da década 1950, automóvel era artigo quase inatingível, raro, caro, e corridas com eles só para os playboys de pais endinheirados, permitindo-se o desfrute de arriscar a integridade daquele objeto de desejo de esmagador percentual da população pedestre. Corridas de automóveis quando o único autódromo era o de Interlagos, em São. Paulo, disputavam-se em circuitos de rua, inseguros por deficiência no planejamento e execução da segurança. Creio, testemunha de época, ficar na beirada da calçada, especialmente nas curvas, para ver passagens, pegas, disputas, derrapagens, quase acidentes e acidentes, na verdade arriscando a vida, fazia parte da estamina, tanto de quem corria, quanto de quem assistia ao usufruto daquelas mágicas carruagens de sonho. Pintadas, decoradas, barulhentas, transportando os devaneios de todos.

No Goiás
No cenário pobre porém entusiasmado dos anos 1960, quando o Brasil descobria o ente automóvel e o início da democratização de seu usufruto, no panorama dos veículos aqui produzidos — tempo de recordistas 99% de nacionalização — haviam núcleos dedicados às diversas marcas. São Paulo, meca do negócio, destacava-se pela preparação e melhorias de desenvolvimento para Renault Gordini e DKW-Vemag. Petrópolis, a Cidade Imperial, era base de desenvolvimento dos FNM 2000 JK — simples, a Fábrica Nacional de Motores, sua produtora, ficava no plano, a raiz da serra. Simca era assunto para Porto Alegre, especialmente porque Breno Fornari, projetista mecânico, corredor, transportou seu talento e conhecimentos na preparação de Fords com válvulas no bloco, os 8BA, 3.700 cm³, para os Simca Chambord, recentemente lançados, e com motor assemelhado e quase 2.400 cm³.



Texto de Olle Granlund, engenheiro-chefe de trem de força da Saab, adaptado para publicação na imprensa em 1987, baseado no paper da SAE (Society of Automotive Engineers) n° 870733.

Tradução: Hans Jartoft



Idéia

No Salão de Frankfurt, em setembro de 1983, a Mercedes-Benz mostrou seu modelo 190 E 2,3-16 como o carro que detinha o recorde mundial de velocidade em distâncias de 2.500 km, 25.000 km e 50.000 km. O carro tinha um motor de aspiração natural de 2,3 litros recentemente desenvolvido com o auxílio da Cosworth, que tinha projetado o cabeçote do motor, de modo que o pico de potência era de 185 cv. O motor de 4 cilindros tinha duplo comando de válvulas, 16 válvulas e injeção de combustível. A velocidade máxima era de 250 km/h. 

A altura do carro havia sido reduzida em 45 mm, equipado com defletor inferior dianteiro, relação de diferencial modificada e pneus Pirelli com menor resistência ao rolamento. Essa diferença  ao rolamento foi medida a 250 km/h como sendo de 13 cv contra 27 cv com pneus normais. O coeficiente de arrasto (Cx) foi medido como impressionantemente baixo 0,285. 

Eu (Olle Granlund, engenheiro-chefe na área de trem de força da Saab Automobile) visitei o Salão de Frankfurt para participar do lançamento do Saab 9000 com motor de 16 válvulas e vi o Mercedes recordista em seu estande. O carro tinha sido levado diretamente da pista, sujo e cheio de moscas na frente e no pára-brisa. 

Fiquei impressionado com a façanha do Mercedes  e o pensamento me ocorreu: como é que um motor turbo do Saab 9000 lidaria com este tipo de façanha? Nos dois últimos testes de longa duração em Nardò (campo de provas na Itália) o 9000 tinha funcionado sem problemas.


 
Ao voltar ao trabalho normal na Saab, eu não conseguia parar de pensar em investigar a viabilidade de um teste desses para nós. Entrei em contato com Bo Hellberg, do departamento de competição, que tinha canais de contato com a Federação Esportivo-Automobilistica Sueca e com a FIA, a Federação Internacional do Automóvel, em Paris. 


Fotos: Divulgação/ Organização do Evento.

O Encontro Brasileiro de Preservadores de Veículos Militares Antigos promete reunir belas viaturas

Continuando com nosso espaço dedicado à agenda dos pretendem aproveitar os finais de semana para ver automóveis, o AUTOentusiastas publica aqui algumas idéias e sugestões para aproveitar esse finalzinho de ano. Antes que o clima natalino tome conta espalhando a paz, harmonia e os passeios nos shoppings das cidades, que tal aproveitar novembro para ir de carro aos eventos de veículos?

Os paulistanos que enfrentam batalhas homéricas todos os dias no trânsito bélico da megalópole, podem — ao menos por um momento — esquecer da guerra que é suportar as vias que se transformaram em trincheiras espremidas entre corredores de ônibus, motoboys e ciclistas e admirar veículos de combate nos dias 2 e 3 de novembro, no estacionamento da Assembléia Legislativa, entre Círculo Militar e o Parque do Ibirapuera.

No mesmo domingo, também em território do Exército, os cariocas organizam o Terceiro Encontro de Carros Antigos do Circulo Militar. Já os gaúchos de Carlos Barbosa deixam o espírito separatista de lado e convidam os antigomobilistas a se reunir no 4º Originale.

Terceiro Encontro de Carros Antigos, no Círculo Militar do Rio de Janeiro, RJ.

A quarta edição do Originale é a exposição que haverá em Carlos Barbosa, RS.


A F-1 é a categoria mais desenvolvida do automobilismo mundial, seus carros são o estado da arte da engenharia e seus engenheiros, os artistas de cada uma das maravilhas mecânicas que movimentam milhões e milhões de dólares.

Cada centésimo de segundo mais rápido que um carro pode conseguir por volta é o resultado de horas e horas de engenharia, estudos e testes. Muitas soluções são simples, outras complicadas, e outras ainda muito mais complicadas porque devem contornar as brechas do regulamento técnico da categoria.

Não é de hoje que o controle de tração é um recurso discutível, não apenas na F-1. Eventos recentes com a equipe Red Bull trouxeram à tona a discussão sobre este recurso que pode dar uma enorme vantagem ao piloto.