google.com, pub-3521758178363208, DIRECT, f08c47fec0942fa0 AUTOentusiastas Classic (2008-2014)


A GM errou muito. Não importa com que lentes coloridas se tente ver a história da companhia, trata-se uma saga de falhas, erros e equívocos de proporções nababescas. Por mais que adore a empresa, por mais que todos estes erros tenham uma explicação lógica, por mais que fatores externos fora do controle do General tenham levado a eles, não há como negar que eles houveram.

Mas o fato é que, ao contrário de sua arqui-rival Toyota, praticamente infalível em sua persona robótica, sem emoção e precisa, quando o velho General erra, ele erra pra valer. Agora, quando ele acerta, faz história.

Por isso acredito que seja tão querido pelos entusiastas. Por isto o fato de que, mesmo hoje, ainda existam mais amantes do automóvel em suas fileiras do que em qualquer outra empresa: o velho General parece humano.

Como uma pessoa, ele comete erros homéricos, mas consegue fazer-nos esquecer logo em seguida com um feito histórico e incrível. Como uma pessoa, o General erra e acerta, faz bem e faz mal. Mas nunca é perfeito. Acho que por gostar tanto de automóveis, os engenheiros da empresa acabem se dando fragorosamente mal quando fazem algo simples e comum, e sejam brilhantes quando tenham a rédea solta. De novo, o oposto exato de seu arqui-rival nipônico.

Não importando o que venha acontecer agora com a companhia, sua história e seus feitos são fabulosos. Criou a maneira moderna de se projetar carros, os estúdios de Design, o ano-modelo. Fazendo o seu caminho, grandes homens: Durant, Chevrolet, Zora, Ed Cole, Yunick, Mclaren, Penske, Donohue, Jim Hall, Maurice Olley, DeLorean, Knudsen pai e filho, Kettering, Sloan, Hannenberger, Lutz, e tantos outros.

E fez carros inesquecíveis. Nunca carros perfeitos, mas lampejos de brilhantismo que jamais serão esquecidos. Talvez por nunca serem perfeitos, por terem como qualquer humano alguma fobia ou tique irritante, é que nos lembremos com tanto carinho deles. Ninguém se importa com um eletrodoméstico; ele está ali para cumprir uma função. Mas todo mundo lembra de amigos que, apesar de não serem perfeitos, nos alegram o coração.

Houveram muitos deles na longa história da companhia. Dezenas, centenas, tantos que simplesmente não consegui escolher apenas 10, e quebrei uma velha regra minha para esta lista. Mesmo dobrando a quantidade usual, tenho certeza que deixei muita coisa de fora de propósito, e com certeza me esqueci de mais alguns.

E que critério usar? Os mais revolucionários, que mudaram o mundo, ou as incríveis irrelevâncias mecânicas que ficaram esquecidas? Os mais velozes ou os mais belos? Os grandes sucessos comerciais ou os carismáticos fracassos?

Sem poder decidir, apenas coloquei os que para mim são os mais importantes. Coisa pessoal mesmo, carros que acionam certas sinapses de meu cérebro como algo especial, incrível, fora do comum e interessante, por motivos que não poderia explicar nem que tentasse.

No ano em que a velha GM foi definitivamente para o buraco, esta é minha homenagem a ela, e meus votos de que a nova viva por mais 100 anos. Ela merece.

1) Cadillac self-starter 1912

Charles Kettering foi um dos maiores cientistas que já se debruçaram sobre um automóvel, e talvez sua maior e mais duradoura criação tenha sido a lançada neste Cadillac: a partida elétrica. Parece ridiculamente simples hoje em dia, mas tornou o automóvel uma coisa muito mais prática da noite para o dia. Entrou, virou a chave, apertou botão (algo que devia ter permanecido no passado, by the way) e sai-se andando. Uma revolução seguida por todos.

2) Cadillac V-16

Na era em que Duesenberg, Packard e Stutz criavam magníficos automóveis de passeio, gigantescos, superconfortáveis e com poderosíssimos oito-em-linha, a Cadillac, para não ficar para trás, dobrou o número de cilindros que a concorrência usava...


O Caddy não era o melhor dos clássicos desta era, mas é a prova de que o General pode ser lembrado na mesma frase que menciona os maiores clássicos já criados. Símbolo de uma época de excessos que acabou com o crash da bolsa de Nova York em 29.

3) Chevrolet 1955


Um salto tecnológico nunca antes visto. Sobre seu motor já falei tanto que é melhor só deixar um link sobre dita falação.

Mas o 55 não foi só o small-block V-8, mesmo tendo a importância vital de ter lançado o melhor motor de todos os tempos. Ele avançou a tecnologia dos carros americanos a um novo patamar de excelência: de repente um carro barato tinha a mesma qualidade de um Cadillac, Lincoln ou Chrysler.
E nos anos seguintes, se tornou um dos mais populares hot-rods da história, a ponto de que hoje, mais de 50 anos depois de seu lançamento (!), exista uma enorme indústria para fabricar toda peça que você necessite para manter o seu.

4) Chevrolet Corvair


Motor traseiro refrigerado a ar de seis cilindros contrapostos, estrutura monobloco (sem chassi separado), suspensão independente nas quatro rodas. A menina dos olhos de Ed Cole, um fantástico carro assassinado por um idiota, quando se tornara ainda melhor em 1965.

A primeira geração teve uma das carrocerias da GM mais copiadas no mundo, e a segunda é simplesmente uma das mais belas já criadas, seja em versão cupê, sedã sem coluna, ou conversível.

O Corvair mostrou ao mundo que se encantava com o VW que a GM podia fazer um VW melhor que a própria VW.

5) Pontiac Tempest 61/62

A GM deste tempo não tinha medo de nada; como se não bastasse o Corvair, a Pontiac, liderada nesse projeto por John Z. De Lorean, lança seu compacto recheado tecnologia, com especificações que até hoje soam bem: estrutura monobloco, suspensão independente nas quatro rodas, tração traseira, motor dianteiro e câmbio traseiro, e perfeita distribuição de massas: 50% do peso em cada eixo.

De Lorean, que tinha um olho clínico para custos, fez para este carro um 4-cilindros em linha que era na realidade a perfeita metade do V-8 389 usado nos Pontiac “grandes”. Como tal, era produzido na mesma linha que o V-8, e era inclinado, como uma bancada do V-8 (o que na realidade, ele era). Grande para um 4-em-linha (3,2 litros), tinha alta potência mas ficou famoso por ser um tanto vibrador.


Melhor era o Tempest com o motor opcional: o magnífico Buick 215 V-8. Lançado ao mesmo tempo no Olds F85 e no Buick special, este V-8 totalmente em alumínio, e extremamente compacto, deslocava 3,5 litros e pesava o mesmo que o 4-cilindros de ferro fundido! Este motor era tão fantástico que, quando a sanha por V-8s cada vez maiores do público americano fez a GM o descontinuar, foi comprado pela Rover inglesa e produzido até este século, em Land Rovers. De TVR a Morgan, de MG a Marcos, todos os míticos carros esporte ingleses usaram o Buick de alumínio.

Imaginem o que era um Tempest com este incrível motor em 1961. Mesmo hoje, seria a especificação básica de um sedã moderníssimo. Mas foi um fracasso comercial, e a segunda geração reverteu ao chassi separado e eixo rígido traseiro, para se tornar grande sucesso, e, de novo pela mão de DeLorean ser equipado com a outra metade daquele V-8 de Catalina, e se tornar outro mito: o GTO.

6) Chevrolet Corvette Stingray 63/67

O Corvette de segunda geração teria motor central-traseiro se a decisão fosse de Zora Arkus-Duntov. Mas Bill Mitchell queria fazer uma carroceria com motor dianteiro, inspirada em tubarões e arraias que ele adorava pescar. O resultado desse famoso conflito entre duas personalidades fortíssimas é um clássico inesquecível: debaixo do belíssimo tubarão de Mitchell, um verdadeiro carro esporte enfim.

E que carroceria! O nipo-americano Larry Shinoda criou a pedido de seu chefe um carro magnífico, inesquecível, suave e mesmo assim malvado como os peixes que lhe inspiraram. Não era sutil; Mitchell nunca poderia ser; mas é uma das mais duradouras e atemporais criações deste sujeito exagerado. E é interessante notar como Mitchell fez uma pequena saudação ao genial Jean Bugatti criando uma espinha dorsal como a do Atlantic, e no processo criando uma divisão na janela traseira que deixou Zora furioso o suficiente para ser a primeira pessoa a discutir aos berros com Mitchell, e ainda por cima dentro de seu próprio estúdio!


Suspensão independente nas 4 rodas, motor V-8 small-block com injeção recuado em posição central-dianteira, e a partir de 1965, freio a disco nas quatro rodas. Também disponível com big-block Mark IV, tinha distintas personalidades conforme se preenchesse o pedido.

O Z06 tinha um small-block injetado de 375 cv, tanque de grande capacidade, suspensão e freios de competição: era um carro de corrida no melhor idioma europeu. Dele derivou o incrível Gran Sport.

Com um 427 tri-power (sete litros e 3 holley duplos) , conversível e com transmissão automática, era um carro de passeio que podia correr em arrancadas no fim de semana, no melhor idioma americano. Dele derivou o todo-poderoso L88, com cabeçote de alumínio e mais de 500 cv.

E de ambas as formas, era simplesmente genial.

7) Buick Riviera 63 - 65

Mitchel queria reviver a defunta marca LaSalle com este maravilhoso cupê de duas portas, que acabou sendo lançado pela marca de Flint.

Mitchell sendo clássico e moderno ao mesmo tempo, e com um magnífico V-8 Buick de sete litros debaixo do capô, é um dos mais desejáveis carros dos anos sessenta. Compenso aqui a injustiça de não tê-lo incluído em minha lista dos melhores carros de sete litros.

8) Oldsmobile Toronado 1966
Outra vez a GM exercitando os músculos de sua poderosa engenharia. Em 1966 muita gente boa ainda achava que dois litros e pouco mais de 100 cv eram o limite absoluto para tração dianteira.


Aí aparece esse leviatã de cupê, absolutamente gigantesco e futurista no desenho, com um transeixo longitudinal e tração dianteira atrás de um singelo V-8 de sete litros. E MEIO!

Outro carro que deixou o mundo embasbacado, e a prova definitiva de que, nos anos 50 e 60, ninguém podia com o General.

9) Chevrolet Opala (1968 – 1991)

OK, não é algo incomum, marcante, tecnologicamente avançado, ou mesmo importante no grande esquema das coisas. Mas como disse, esta é uma lista íntima, pessoal, e o Opala não pode ficar de fora dela. Existe algo dentro deste híbrido brasileiro que juntou o melhor da Opel com motores americanos que deixa todos que se envolveram com ele apaixonados.

É um carro importante apenas para nós, brasileiros, mas é o mais importante GM para nós, motivo mais que suficiente para incluí-lo. Uma máquina que iniciou a empresa no Brasil, e ainda é o que mantém mais apaixonados seguidores. Não existe alguém que cresceu nos anos 70 com eles e não tenha sido pego em seu campo de força.


Como já disse aqui meu amigo PH, velhos opalas são como voltar a casa de nossos pais, um porto seguro e conhecido, algo que sabemos ser seguro, adorável e carinhoso como o colo de nossa mãe, e que nos traz recordações de uma época onde ter aquele delicioso seis-em-linha debaixo do capô era tudo.



10) Holden Monaro GTS 327 e 350 (1968/1971)


Meu amigo AG sempre diz que cada país tem o Opala que merece, e pensando assim os australianos têm mais valor que nós, porque o deles tinha os magníficos small-block Chevys. Chegam a dar água na boca...


Como já disse das conversões do AG, o small-block V-8, além de pesar o mesmo que o seis-em- linha do opala, é bem menos comprido e bem mais baixo, fazendo maravilhas com o equilíbrio e a potência do carro ao mesmo tempo.

11) Chevrolet Chevelle SS454 1970


A era dos muscle cars americanos chegou ao ápice em 1970, e o ápice do Muscle Car da General Motors foi o Chevelle SS 454.

Toda fúria e poder, todo o trovão e o raio, tudo concentrado debaixo do capô de um Chevrolet. O mundo nunca mais veria algo tão lascivo em seu apetite de combustível de alta octanagem, tão tentador em sua irascível marcha-lenta irregular, e tão delicioso em seu cheiro de gasolina e borracha queimada e vinil barato. Após esse grito final, todos nós iríamos viver em um mundo mais seguro e tranquilo, mas infinitamente menos interessante.

12) Vauxhall Chevette HSR
OK, eu também tinha que pôr um Chevette na lista, ou não poderia assiná-la com meu nome. Na verdade, vou trapacear e colocar mais dez Chevettes que poderiam estar na lista fazendo vocês clicarem aqui.

13) Pontiac Fiero GT V-6 1986


Sim, esta lista está ficando meio maluca agora. O primeiro carro da GM com motor central-traseiro, o Fiero nasceu com um 4-cilindros em linha parecido com o do Opala, absurdamente mal-ajambrado para este carro, e foi um tremendo fracasso de público e crítica.

Mas está aqui por vários bons motivos. O primeiro é que ilustra um daquelas grandes bolas-fora da GM, mas mesmo assim é interessantíssimo. Criado para ser o primeiro teste de uma nova e revolucionária maneira de se criar carros que supostamente levaria a GM ao próximo século e mudaria tudo, o Fiero tinha uma estrutura monobloco tradicional, mas em que todos os painéis externos aparentes eram de plástico. Desta forma, seria muito fácil e barato trocar a aparência do carro, tanto em diferentes versões para outras divisões, como para alteração de ano-modelo.

A ideia era muito boa, mas a execução foi péssima, e apenas a van Chevrolet Lumina e suas derivadas levaram-na adiante. Para se ter uma ideia da complicação envolvida neste método, basta saber que várias fixações das peças plásticas eram furadas no metal com a peça plástica no lugar...
Mas a segunda razão é que o último Fiero foi um carro memorável. Adotar o excelente V-6 a 60 graus da Chevrolet, que então deslocava 2,8 litros, transformou o carro: o V-6 era girador, suave, leve e potente, e colocou o desempenho do carrinho em um patamar bem mais alto. Seu estilo foi melhorado, e a suspensão recalibrada para o papel de carro esporte que sempre devia ter sido adotado, desde seu início. Durou apenas um ano, mas é um carro memorável.

14) Buick GNX 1987


Lançado no Buick special nos anos 60 para substituir o caro V-8 de alumínio já mencionado neste post, o V-6 da Buick teve uma história simplesmente incrível.

Vendido para a Kaiser-Jeep de Toledo (que desistira do seu seis-em-linha OHC, transferindo-o para a Argentina), foi depois de um tempo descontinuado em favor dos motores AMC que prenunciavam a fusão entre as duas empresas. Mas quando em 1973 estourou a crise do petróleo e ninguém mais queria as imensas barcas da Buick com seus sedentos e gigantescos V-8, a empresa perguntou à Kaiser-Jeep se poderia recomprá-lo.

O velho ferramental foi recomprado, reformado, e em 1974 as vendas da Buick revitalizavam-se graças ao velho propulsor. Logo em seguida, a divisão teve outra ideia: e se fizéssemos um motor com o desempenho dos V-8, mas a economia do V-6 usando turbocompressor no motor menor?

O motor acabou se tornando um dos principais propulsores da GM americana nos anos 80/90, em suas várias evoluções 3800, série II e série III, mais tarde adotando também sobrealimentação via compressor tipo Roots, de acionamento mecânico. Chegou a ser vendido até no Brasil, equipando o excelente Omega “australiano” até ser substituído pelo moderno 3,6 litros multiválvulas.

Mas o melhor carro com este motor foi sem dúvida o GNX. Com 300 cv de seu V-6 turbinado, e toda a cara de mau que sua roupa negra o imbuía, foi o último dos reais muscle cars americanos.

15) GMC Syclone


Uma completamente doida picape que não deveria levar mais carga que uma perua pequena, mas que tinha tração total permanente e um V-6 turbocomprimido de 280 cv que a fazia acelerar mais que um Ferrari contemporâneo. Inaugurou uma duvidosa moda de "caminhões" velozes, mas para mim ainda é o único deles que realmente vale alguma coisa.


16) Opel Manta 400


Quando era garoto nos anos 80, tudo que queria na vida era um Opel de rali. Sim, eu era perturbado. Mas não há como negar que Manta (ou seu irmão Ascona) como o abaixo tem uma aura de anos 80 cool que quase pode ser palpável.



17) Lotus Omega

Qualquer um dos Omegas poderia entrar na lista, do quatro-cilindros ao 3 litros multiválvulas alemão, passando até pelos nacionais. Um verdadeiro BMW Série 5 para o proletariado, o Omega ainda é uma experiência única ao volante. Pena que os Opel deixaram de ser assim como ele.

Mas escolher qual o mais interessante é fácil. A versão Lotus (parte da GM na época) com dois turbocompressores e 377 cv foi um marco para a época, um dos primeiros super-sedãs.



18) Lotus Elan

Lembrar que a Lotus já foi também parte da GM é essencial, e este foi o único carro desenvolvido e lançado nesta fase da casa de Hethel. E, por coincidência ou não, foi um dos seus maiores fracassos comerciais.

Apesar de ter sido tentativamente iniciado antes da fusão, e inicialmente imaginado com mecânica Toyota, acabou usando propulsor Isuzu pela ligação da empresa japonesa com a GM. Apesar de todas as críticas que teve, principalmente por ter tração dianteira, não há como negar que foi um grande carro. Seu azar foi simplesmente concorrer com uma cópia melhorada e excelente da Elan original, RWD, feita pelos japoneses da Mazda.

Ainda é creditado como o carro de tração dianteira de melhor comportamento dinâmico da história.

19) Saturn Sky Red Line

Bob Lutz criou o Pontiac Solstice e o Saturn Sky para colocar tempero numa GM que se encontrava com moral baixo quando ele chegou. Conseguiu aumentar o moral da tropa, e fazer uma verdadeira revolução com os produtos da empresa, uma época memorável de recuperação e superação, mas que, infelizmente, não foi capaz de impedir a recente falência da empresa.

É emblemático que até o fim do ano a Pontiac morre e a Saturn, vendida, desatrela o seu incerto futuro do da grande companhia. O pequeno carro esporte de quatro cilindros desaparece com elas.

E o que de melhor perderemos é o Sky, bem mais belo que o Solstice em minha opinião, principalmente na versão Red Line, com o magnífico Ecotec de injeção direta e turbocomprimido de 260 cv. May all them rest in peace.

20) Corvette C6


O que mais posso dizer sobre o Corvette atual que já não disse aqui? Leve como um 911, potente como um Ferrari, barato como um Chevrolet, não existe maior prova da capacidade da GM do que este carro. Do “básico” de 436 cv ao devastador ZR1 de 620, passando pela perfeito Z06 de 505, o Corvette é mais que simplesmente potência, é a GM mostrando tudo que sabe e tudo que pode, é um grito de fúria inabalável em meio a um mundo que resolveu abandoná-la.

É o velho General levantando-se e gritando que ainda não está morto. Exatamente como fez Churchill em junho de 1940, no momento mais negro da Segunda Guerra, onde tudo parecia que estava perdido e a vitória alemã iminente:

“We shall not flag nor fail. We shall go on to the end. We shall fight in France and on the seas and oceans; we shall fight with growing confidence and growing strength in the air. We shall defend our island whatever the cost may be; we shall fight on beaches, landing grounds, in fields, in streets and on the hills. We shall never surrender!

And even if, which I do not for the moment believe, this island or a large part of it were subjugated and starving, then our empire beyond the seas, armed and guarded by the British Fleet, will carry on the struggle until in God's good time the New World with all its power and might, sets forth to the liberation and rescue of the Old.”


MAO
Muitos anos atrás, na primeira vez em que visitei a Flórida, o Juvenal Jorge me deu uma dica autoentusiasta que vale até hoje.

Em Kissimmee, uma cidade (mais parece um bairro) colada em Orlando, tem um lugar chamado Old Town. Trata-se de um centro de diversões com lojas, restaurantes, parque de diversões, e o mais importante: um encontro semanal de carros antigos.

Todos os sábados à tarde o pessoal da região se encontra com seus antigos. Tem de tudo: muscle cars, hot rods, antigos originais, VWs, dragsters e até algumas aberrações.

Nesta minha última visita se destacaram um GTO impecável, um Chevelle SS também impecável e um Falcon gasser, apontado pelo Alexandre Garcia.


Se vier a Orlando com a família, não deixe de visitar o Old Town.


Por Rex Parker

Entre os vários carros de competição na garagem do antigo piloto Parnelli Jones, aqui em Torrance, Califórnia, há um que realmente chama a minha atenção. É o Lotus 34, mais conhecido como “Lotus-Ford”, que Jim Clark pilotou na 500 Milhas de Indianápolis de 1964.

Os essenciais são simples. O carro é British Racing Green com listas e grafismos amarelos e o interior estofado em vermelho. Uma combinação de cores relativamente sóbria e completamente desunida que só poderia ser... britânica! O chassi é monocoque de alumínio, baseado no Lotus 29 que correu na Indy de 1963, que em sua fez foi derivado do Lotus 25 que venceu o campeonato da F-1 naquele ano.

O motor central é um Ford V-8 de 4,2 L, mas em vez de ser de ferro fundido e baseado num motor de produção como o Lotus-Ford de 1963, esse é um DOHC totalmente de alumínio e feito exclusivamente para competição. Os quatro comandos de válvulas são acionados por um total de 14 engrenagens de dentes retos (em vez de pinhões e correntes), num arranjo complicado que mais parece o mecanismo de um relógio.










A potência máxima com gasolina é de 425 cv a 8.000 rotações por minuto, aumentando para 475 cv a 8.250 rpm com metanol. Para consumir menos combustível, o carro andou na Indy com gasolina, nesse caso introduzida no motor por um sistema de injeção Hilborn. Os injetores estão no “V” entre as válvulas. O escapamento é no “V” entre os cilindros, parecendo um emaranhado de cobras. O câmbio é ZF, de duas marchas (para arrancar e daí só para manter velocidade).

Peso? Dependendo do seu ponto de vista, ou bem pesado ou bastante leve. O peso seco de um Lotus 25 de Fórmula 1 é de 450 kg. O peso seco do Lotus 34 é na base de 550 kg. Se o diminuto Jim Clark pesava uns 75 kg, os vários fluidos no motor e câmbio uns 30 kg, e um tanque cheio de 200 litros de gasolina ainda uns 150 kg mais, o carro pronto para correr na Indy pesava 805 kg. Leve em comparação com um monoposto, da época, de 950 kg, mas pesado em relação ao Lotus 25.

Sem entrar em grandes detalhes, esse é o carro de deveria ter ganhado a Indy de 1964 com toda facilidade, mas que sabidamente acabou quebrando a suspensão na volta 44 e saindo da competição. A falha foi resultado de peso relativamente alto combinado com temperaturas altas, e o efeito que esses tiveram nos pneus.

Ah, os pneus. O patrocinador do Lotus-Ford, a Ford Motor Company, naturalmente queria pneus Firestone. A Firestone tinha ganho quase todos as Indy 500 desde 1911, e havia ligações fortes (uns casados com outros) entre as famílias Ford e Firestone. Os pneus Firestone de competição eram fortes e resistentes, essencialmente feitos para os monopostos mais pesados que constituía a maioria dos competidores.

Mais do que tudo, o Colin Chapman, dono da Lotus, queria ganhar. E para ganhar, ele achou uns pneus ingleses fornecidos pela Dunlop, que eram mais macios, de maior aderência, mais leves e mais rápidos que os Firestone. Os Dunlop eram baseados em pneus feitos para uso em Fórmula 1, e em carros mais leves que o Lotus 34. Com sua preocupação constante de peso e velocidade, Chapman decidiu correr com os Dunlop.

Big mistake! Logo no início da Indy de 1964, os Dunlop começaram a esquentar e largar pedaços de borracha no asfalto. Isso criou um grande desbalanceamento das rodas, o que acabou quebrando a suspensão traseira. E ai o DNF, did not finish, não terminou a prova.


Após a corrida, os executivos da Ford ficaram furiosos. A corrida era deles, era para ganhar, e eles tinham feito um grande investimento na vitória. Não só em dinheiro, mas em orgulho (abaixo, Benson Ford, vice-presidente da Ford, Jim Clark e Lee Iacocca, presidente da divisão Ford, na apresentação do motor).

Em reação, eles ficaram com os três Lotus 34 (do Clark, do Gurney e um de reserva) feitos pela Lotus, mandaram Chapman de volta à Inglaterra e deram os carros a A.J. Foyt, Walt Hansgen e Parnelli Jones. O carro do Clark, chassi número 3 (ou talvez número 1; ninguém lembra com certeza), acabou com Jones.

Esse mesmo carro, repintado em champanha e branco, e com Jones dirigindo, chegou em segundo na Indy de 1965 (vencida por Clark). E daí competiu numas outras corridas menores na época, ganhando três antes de ser encostado.

O Jones ficou com o carro e uns anos atrás decidiu restaurá-lo do mesmo jeito que correu com Clark na Indy de 1964. Até com os pneus Dunlop! E é assim que pode ser visto hoje na garagem do Parnelli. Um tributo a uma época na Indy em que a corrida e os seus carros tinham significado
e geravam interesse mundial. Tão diferente de hoje!

Para conhecer mais, o livro “Team Lotus, the Indianapolis Years”, por Andrew Ferguson, é o melhor que conheço. Fotos insuperáveis! Foi publicado na Inglaterra em 1996.

RP

O ano de 1968 foi um ano revolucionário. Ano da Revolução Cultural, da Revolução Estudantil na França, da Primavera em Praga, do AI-5, dos astronautas da Apollo-8 declamando o Livro do Gênesis em órbita lunar na véspera do Natal.

No cinema, 1968 foi o ano de uma obra histórica: “2001 – Uma Odisséia no Espaço”.

Um filme infantil deste mesmo ano bebeu de algumas fontes anteriores, criando uma obra deliciosa de ser vista, e nem por isso alienada de uma mensagem de repulsa à repressão.

“O Calhambeque Mágico “ (“Chitty Chitty Bang Bang”) é a confluência de estilos entre o musical fantasia de “Mary Poppins” com os filmes sobre carros e automobilismo, como “Grand Prix”. É diversão para crianças, das pequenas até as mais crescidas.

Em muitos aspectos de sua realidade fantástica, dando personalidade ao carro, precedeu “Se Meu Fusca Falasse”, que viria no ano seguinte.

Porém, numa época carregada de idealismos políticos, este filme não escapa da propaganda. A aventura contada no filme leva os personagens até uma Bulgária fictícia, onde os governantes não toleravam crianças, e a população tinha que mantê-las escondidas. A partir da interferência destes personagens, cria-se uma revolta popular que depõe seus governantes.

Era uma mensagem direta para os povos do outro lado da cortina de ferro.

O começo deste filme é de um entusiasmo automobilístico de primeira linha. Dá vontade de comprar um carrinho velho, caído, e restaurá-lo com gosto.

Assisti a este filme ainda muito pequeno, e não tive mais a oportunidade de vê-lo, nem nas incontáveis reprises da “Sessão da Tarde”. Mesmo assim, ele ficou entre minhas lembranças de infância.

Este final de semana, tive a alegria de encontrar esta versão em DVD, e pude relembrá-lo mais uma vez. Incrível como mesmo passados mais de 35 anos que o assisti, muitos detalhes ainda estavam perfeitos na memória.

Por quase duas horas, voltei a ser criança.
No dia 3 de junho deste ano morreu um grande ator do cinema, David Carradine.

Ele ficou famoso por diversos filmes e séries, entre eles o grande sucesso dos anos 70, Kung Fu.

Uma das últimas grandes aparições de Carradine no cinema foi no segundo filme da sequência de Quentin Tarantino, o não tão genial Kill Bill. Carradine fez o papel de Bill, o cara mau da história.

No segundo filme, Bill aparece em uma das cenas com um carro que muitos não conhecem. É um De Tomaso Mangusta, o antecessor do mais conhecido Pantera.

O Mangusta, lançado em 1967 e com aproximadamente 400 carros fabricados, era um forte concorrente do Lamborghini Miura em beleza e desempenho em linha reta. Originalmente equipado com um V-8 Ford de 289 pol³ montado no centro do carro, acelerava a mais de 250 km/h.


O carro foi desenhado por Giugiaro, mas não muito bem planejado. A distribuição de peso era horrível (68% do peso estava no eixo traseiro) e o comportamento dinâmico bem ruim, não muito diferente dos problemas de desempenho do Miura.

Mas quem se importa, é lindo mesmo assim. E fica aqui uma última homenagem ao ator.


Conta a história que num dado momento a Nissan foi em busca de empréstimos no Ocidente para se modernizar e crescer, isso por volta do início dos anos 80. Diante das mesas (provavelmente de mogno) dos grandes banqueiros, quando falavam em Nissan, os circunspectos senhores se entreolhavam e perguntavam, "Que carro é esse que vocês fabricam? Nunca ouvimos falar dele!"

Foi então que os japoneses se tocaram: ninguém conhecia a Nissan, pois o carro que fabricavam se chamava Datsun nos Estados Unidos e mundo afora. Nissan, só no mercado interno.

Não se apertaram: da noite para o dia a marca Datsun não existia mais e nascia a Nissan para os povos do mundo...

Por falar em Datsun, veio um correr aqui na Copa Brasil, em 1970, em Interlados. Era um 240Z como o da foto. Novidade total, coisas do Japão eram praticamente desconhecidas aqui, as motos mal começavam a chegar.

A equipe pareceu a todos muito bem organizada, todos os mecânicos de macacão branco (e limpo), impecáveis. Foi então que veio o grande choque. Quando os carros já estavam alinhados para a largada, um mecânico conferiu o aperto das rodas...com um torquímetro! Ainda me lembro da expressão dos que presenciaram a insólita cena -- e do meu próprio espanto ao ver aquele show de mecânica de precisão.

BS
Por que será que analisando-se máquinas tão lógicas e perfeitamente mensuráveis como automóveis se usa tão pouca objetividade e tanta emoção?

Porque coisas cuja função e eficiência podem ser comparadas nunca são avaliadas desta forma? Quantas vezes não esquecemos o que é ótimo pelo que é totalmente imperfeito e cheio de falhas, mas soberbamente emocionante, alegre, ou mesmo cativante?

Não há como não ver o quão impressionante é a capacidade dos japoneses de criar automóveis. Mas vemos ainda hoje um desprezo quase que total pelas suas criações nos meios entusiastas. Há motivos claros para isso, a principal é sem dúvida o fato de que os carros criados no oriente tendem a ser extremamente enfadonhos, como qualquer coisa que é exageradamente sem fobias ou vícios. Ou mesmo politicamente correto, coisa em que os japoneses são mestres. E todos devemos concordar que politicamente correto é muuuuuito chato.

Mas fico chateado pelo fato de que a maioria de nós ignora tudo que vem de lá, e tenha tanto preconceito de nossos amigos nipônicos. Existe muita coisa interessante também, empresas com personalidades diferentes, e grandes carros construídos com muita garra e trabalho duro.

Mas vejo isto mudando; Subarus têm uma legião de seguidores no Brasil, e mesmo o turrão MAO já se deixou seduzir por uma certa barca nipônica azul que, eu juro, é completamente demente, porque acha que é um Ferrari.

Mas a ignorância e preconceito ainda é norma quando se fala de carros japoneses. Vejam por exemplo o famosíssimo Nissan Skyline GT-R: apesar de muito conhecido, poucos conhecem sua história fora dos videogames. E quando conhecem, tendem a começá-la pelo R32 de 1989. Alguns poucos sabem dos que houveram na década de 60, mas poucos lembram que o GT-R nasceu em outra empresa.

Na verdade, o Nissan Skyline nasceu Prince Skyline. A Prince Motor Company era, nos anos 50 e 60, uma empresa conhecida no Japão por produzir caros carros de luxo para o padrão do país. Tudo bem que em 1957, tal coisa significava isto aqui:
O primeiro Skyline, acima, era propelido por um 4-cil de apenas 1.500 cm³, mas já era um propulsor moderno de 60 cv e sua suspensão traseira era uma sofisticada ponte De Dion. Logo, a Prince cria um belíssimo cupê Skyline, encomendado ao Studio Michelotti, italiano. Este carro lançado em 1960, que recebia um motor maior de 1.900 cm³ e 96 cv, pode ser considerado o percussor dos GT-R modernos. Raríssimo, apenas algumas centenas foram produzidos. Aqui pode ser visto na Villa D’Este, em nobre companhia.



A segunda geração do Skyline veio em 1963:



Aparecia uma versão esportiva, o 2000GT, com um pequeno seis-em-linha de 125 cv. Em 1966, veio a fusão com a Nissan. Mas uma nova geração de Skylines já estava em desenvolvimento no centro de engenharia da Prince em Opama (um subúrbio de Tóquio), e uma versão deste novo carro estava destinada a fazer história.

A Nissan, apesar de descontinuar a marca Prince, manteve sua organização de engenharia e marketing intacta, cuidando dos carros da marca, agora todos chamados de Datsun.

Em 1968 era lançado o Nissan Skyline de nova geração, code name C10. O seis-cilindros do 2000GT anterior era opcional no novo carro, e era lançado o GT-R com o mesmo motor equipado com duplo comando de válvulas e três carburadores duplos. Era na verdade uma homologação especial para as populares corridas de sedãs 2-litros de “produção” no seu país. Veio a se tornar o maior vencedor da história na categoria, e virou uma lenda instantânea.


O famoso piloto Kunimitsu Takahashi é creditado por ter criado o “esporte” de drifting com seu GT-R no início dos anos 70, o que apenas aumenta a lenda ao redor do GT-R original.


Entre 1972 e 73 é produzida a segunda geração do GT-R, sua curta vida fruto da crise do petróleo:

Outro GT-R só apareceria em 1989, e daí para frente vocês sabem o que acontece. Fama e mitos espalhados pelo globo.

Muitos historiadores creditam toda veia esportiva e de sofisticação mecânica da Nissan à marca Prince. Suas instalações e funcionários foram mantidos por muito tempo, nos mesmos lugares, fazendo Skylines como sempre. Alguns até creditam o 240Z a este time, supondo que Z viesse de Zero, o caça da Segunda Guerra que era produzido pela mesma empresa que no pós-guerra resolveu fazer automóveis com a marca Prince.

Eu sigo aqui cada vez mais cativado pelo meu velho Nissan, talvez pelo fato de que ele é tudo menos perfeito. E gosto de pensar que quando acelero e ele grita como um Ferrari, um pouco do espírito do magnífico GT-R atual está nele, bem como o espírito de uma quase esquecida empresa com nome de príncipe.

MAO
Tuscan
Propaganda do modelo da série M, pelo concessionário nos EUA



O texto a seguir foi escrito pelo amigo Hans Jartoft, um entusiasta sueco já comentado aqui nesse blog. Hans possui um TVR 350, e visitou a fábrica algumas vezes, tendo conversado pessoalmente com Peter Wheeler, que faleceu em 12 de junho passado.
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"Após um período enfermo, Peter Wheeler faleceu aos 64 anos. De 1980 a 2004, Peter dirigiu o fabricante de carros esportivos TVR em Blackpool. Em 1979, o proprietário anterior, Martin Lilley, havia apresentado o TVR Tasmin como substituto do Taimar/M-Series, mas problemas principalmente nos EUA trouxeram grandes problemas financeiros.

Peter era um engenheiro quimico e havia feito um bom dinheiro na indústria do petróleo. Mas agora ele procurava gastá-lo na sua grande paixão por carros, então assumiu a empresa após Martin.

Entre as primeiras coisas que realizou, foi colocar o Tasmin/280i conversível em produção, e então o 350i com motor V-8 Rover. O V-8 se tornou um sucesso, e as vendas dobraram. Peter gostava de velocidade, e durante os anos 80 esse chamado “wedge”, ou cunha, foi adotando motores cada vez maiores. Peter fez até mesmo um assento especial para seu cão no carro de uso pessoal.
o 350i, "wedge"

Mesmo com os pequenos recursos da TVR, Peter fez com que novos modelos fossem lançados o mais rápido possível. Durante o final dos anos 80, a série S, de estilo mais convencional, foi lançada. Alguns anos após 1990, veio o Chimaera, de grande sucesso. A lenda de que o cachorro de Wheeler havia mordido o spoiler dianteiro de um protótipo, e que por isso ele tinha esse desenho, não é verdadeira.

O Chimaera, junto com o Griffith e Cerbera, aumentaram as vendas de umas poucas centenas, para mais de mil carros por ano. Repentinamente, o dinheiro começou a entrar e Peter foi em frente para produzir o seu seis-em-linha próprio. Este motor foi usado no Tuscan, Tamora, T350 e no selvagem Sagaris, que foram os TVRs durante os anos 2000. Desafortunadamente, eles se tornaram o início do fim, em parte devido a uma qualidade muito variável nos carros e motores, e também por problemas de liquidez. Em 2004 Peter estava em dificuldades financeiras, quando o playboy russo Smolenski apareceu com muito dinheiro.

Peter decidiu vender a empresa e se retirar para sua casa em Lancashire. Lá, ele pode apreciar a vida caçando, correndo com seus Tuscan e Aston Martin DB4, mas também começar um novo projeto de carro.

Desde que o russo não se relacionava bem com muitos membros da TVR, ela foi fechada em 2006, pois muitas pessoas-chave haviam saído antes. Algumas delas começaram a trabalhar com Peter para realizar sua idéia de um veiculo anfíbio fora-de-estrada com 3 lugares, e estilo diferente de tudo. Hoje o protótipo é dirigível e a prova d'água, mas Peter se foi. Nós estamos entre os muitos que sentem a falta de suas ideias inovadoras, e o mundo não será mais o mesmo sem ele. Nossas profundas condolências a sua família.

Descanse em paz, Peter."

Hans Jartoft

Cerbera

Ou Lotus Elan contra Mustang Boss 302, em uma corrida de clássicos no exterior.