google.com, pub-3521758178363208, DIRECT, f08c47fec0942fa0 AUTOentusiastas Classic (2008-2014)


Achei o recorte de jornal!

Mas o fato que contei no post abaixo, segundo o texto, deu-se na 24 Horas de 1988. Lembro-me de ainda estar trabalhando na Volkswagen quando recebi este recorte de alguém (deixei a VW no final daquele ano — para ir trabalhar na Gurgel, o grande desastre da minha vida; qualquer dia conto essa história).

Se não me engano, o diretor de competição da Porsche era o barão Huschke von Hanstein (que conheci e ciceroneei no Rio, a pedido da CBA, isso no final dos anos 1970) e o da Jaguar, Tom Walkinshaw.

No anúncio, a Porsche cumprimenta a Jaguar mas, muito esperta (e com todo o mérito) diz que chegou em segundo, terceiro e de quinto ao décimo lugar.

No final, o texto dos cumprimentos é em inglês: "Our heartfelt congratulations for the entire Jaguar team."

Considero essa passagem uma das mais tocantes e belas da história do automobilismo.

BS
Sobre o que está no final do post do Milton Belli sobre Grupo C, a dobradinha da Jaguar na 24 Horas de Le Mans de 1990, houve um fato auspicioso.

Conta-se que a meia hora da bandeirada, quando a vitória da marca inglesa era iminente, o diretor de competição da Porsche saiu do box e se dirigiu ao trailer para se vestir com paletó e gravata. Fez isso para, em grande estilo e respeito, cumprimentar seu par da Jaguar pela magnífica vitória tão logo a corrida terminasse.

A coisa não parou aí. No dia seguinte saiu publicado nos principais jornais da Alemanha um anúncio dos dois Jaguares cruzando a linha de chegada, com o texto "Nós cumprimentamos a equipe Jaguar pela magnífica vitória em Le Mans" — com assinatura Porsche.

Antes de escrever essas linhas procurei o recorte do jornal aqui em casa, mas não achei, uma pena. Sei que está aqui e vou encontrar. Depois é digitalizar e mostrar para leitor.

BS

Eis o novo Ferrari de Fórmula 1, modelo recém-apresentado à mídia, nomeado de Ferrari F60.

Com as modificações do regulamento, como a adoção de aerofólios regulamentados e uma "limpeza" nas diversas aletas e direcionadores de ar, o visual ficou mais simples. A possibilidade de utilização do KERS (sistema regenerativo de energia cinética) também influencia no desenho geral do carro, pois é um equipamento pesado e volumoso. Novamente os pneus slick (lisos, sem sulcos) serão utilizados.

Logo que outras equipes apresentarem seus novos carros para o Campeonato de 2009, postaremos fotos.



Esse papo todo de Panamera que rola por aqui me lembrou de algo que escrevi algum tempo atrás:

http://www2.uol.com.br/bestcars/colunas/e125.htm

Não é a primeira vez que a Porsche quer fazer um carro para 4/5 pessoas. A primeira tentativa foi um 356 de entreeixos aumentado, ainda nos anos 50. Depois, iniciou o projeto que viria a se tornar o 911, imaginado inicialmente como um carro para 4 pessoas (de verdade, adultas, não crianças), mas que acabou sendo um 2+2. Finalmente houve o 989, explicado acima. O Panamera, então, tem que ser entendido como a realização de uma idéia que vem amadurecendo há praticamente 50 anos.

Ainda não consegui decidir minha opinião sobre ele. Como o Cayenne, obviamente deve ser um carro fantástico em análise puramente objetiva, mas não sei não. Ainda tenho dificuldade em aceitar Porsches refrigerados a água e gostava mesmo é do 356.

Call me old-fashioned, mas se pelo menos a empresa de Stuttgart-Zuffenhausen fizesse ainda somente carros esporte, como fez por 54 anos, e como ainda faz a Ferrari, eu talvez aceitasse a refrigeração líquida...

Mas, vamos esperar. O Panamera é diferente, e isso me atrai. Se a Porsche me emprestar um para experimentar, talvez mude de idéia!

MAO



Com o término da categoria conhecida como FIA Grupo 5 e suas subdivisões no começo dos anos 1980, o Grupo C entrou como a categoria principal do Campeonato Mundial de Endurance. Ao longo dos anos, passando por diversos nomes (Mundial de Endurance, Mundial de Esporte-Protótipo e Mundial de Carros Esporte), o campeonato era uma das grandes atrações do automobilismo mundial, dividindo público e atenção da mídia com a Fórmula 1 e o Mundial de Rali.

Ao meu ver, foram os anos mais marcantes do Endurance mundial. Não estavam mais presentes o charme e glamour das décadas passadas, mas tecnicamente foi uma era de grandes avanços. O campeonato era um verdadeiro multimarcas, com equipes oficiais de fábricas do mundo todo. Jaguares V-12, Porsches flat-6 e Mercedes V-8 turboalimentados, os Mazdas Wankel, Toyotas, Nissans e Aston Martins, e os últimos anos representativos no automobilismo da Lancia e da lendária equipe Martini Racing. Nomes como Jan Lammers, Martin Brundle, Michael Schumacher, Hans J. Stuck, Derek Bell, Klaus Ludwig, Eddie Cheever, Henri Pescarolo, Jochen Mass, Jean-Louis Schlesser e nosso Raul Boesel, campeão da temporada de 1987 pela equipe Jaguar.

Não eram meros carros de corrida, eram máquinas de alta precisão com monstruosos motores de 800, 900 e até 1.000 cv. Foram os últimos anos do verdadeiro efeito-asa e de velocidades superiores a 400 km/h. Disputas acirradas até a última curva após horas e horas de corrida não eram cenas raras, e raramente havia favoritos.

Mas, como em outras categorias, os avanços marcaram sua morte no começo dos anos 1990. As preocupações com segurança estavam cada dia mais imponentes, o que decretou seu fim, após anos de acidentes fatais envolvendo pilotos, mecânicos e oficiais de pista. Não era mais aceitável que tais carros atingissem tamanha velocidade. Juntamente com o Grupo B de Rali, o fim do Grupo C marcou o fim da era da insanidade construtiva, da disputa de desenvolvimento por mais potência e maiores velocidades, e uma variedade de carros participantes com equivalentes chances de vitória. Uma triste perda, sem dúvida.






Vídeo com as duas voltas iniciais da 24 Horas de Le Mans de 1990, prova vencida com dobradinha da equipe Jaguar. 

MB


Fonte: Automotive News
Carro do ano. Vencedor: Hyundai Genesis

DETROIT -- Um júri formado por 50 dos maiores jornalistas do ramo automobilístico americano elegeu hoje o Hyundai Genesis "Carro do Ano" nos Estados Unidos. Este ano foi a primeira vez que dois veículos equipados com motores a diesel, Jetta TDI e Mercedes ML320 Bluetec, fizeram parte dos finalistas e além disso, foi a primeira vez que um veículo coreano, o Genesis, compareceu à lista dos finalistas.

Nem americanos, nem alemães, nem japoneses. Chegou a hora dos sul-coreanos. Há dez anos atrás quem arriscaria dizer que os americanos chegariam a este ponto?

Os primeiros Hyundai Pony que vi nos Estados Unidos, em 1989, me davam a impressão de que estavam sendo vendidos carros que haviam batido e feito funilaria. Cheguei a entrar numa concessionária e perguntar se a porta de saída da fábrica era mais estreita do que a largura do carro. As laterais apresentavam ondulações na chapa, decorrentes de falta de estiramento suficiente. Coisa horrorosa !!!

Podem ter certeza que os chineses irão pelo mesmo caminho, só que em tempo mais curto. Quem já viu o Effa ficou espantado com a qualidade, ou melhor, a falta de qualidade com que são fabricados. Em menos de cinco anos estarão fabricando Effas e Cherrys de alta qualidade.

Isso é que me deixa indignado. Tínhamos tudo para chegar lá, só que perdemos o bonde. Jamais tivemos uma indústria automobilística genuinamente brasileira de grande volume de produção.

Rezo todos os dias aos santos protetores dos bons automóveis para que os executivos das "nossas" indústrias não permitam a importação dos funcionários americanos excedentes de lá, que geralmente trazem em sua bagagens sua ineficiente metodologia de trabalho e sua arrogância com os devidos os erros que os levaram à agonia de hoje.


Já falamos um pouco sobre o Panamera aqui no blog em outros 2 posts: Panamera, no thanks e Está com tempo? veja o hotsite.

Mas não resisti em falar de novo quando me dei conta que a VW já quase teve o seu Panamera, o Concept D, de 1999, que se tornara o Phaeton. A semelhança é notória. Acabei de lembrar que esse Concept D esteve no Brasil no Salão de 2002, se não me engano

O design do Panamera é no mínimo controverso. Muitos admiram a preservação da identidade da Porsche (na verdade do 911), enquanto outros gostariam de ver alguma coisa nova. Estou nesse segundo grupo, uma vez que achei o Panamera um dos carros mais sem graça dos últimos tempos. Porém essa não é minha opinião definitiva. Aprendi na prática que não se deve julgar a aparência de um modelo apenas por fotos (a menos que seja um Doblò ou um Pontiac Aztek...)

Confesso que ao assistir o vídeo abaixo e ver a explicação do que representa um design Porsche, comecei a me interessar um pouco mais pelo carro. O vídeo explica quais os elementos de design que o tornam um Porsche e mostra alguns exemplos de como o design integra a funcionalidade (como o aerofólio traseiro retrátil). O Panamera também manteve a chave de ignição do lado esquerdo e o conta-giros ao centro do painel, duas marcas registradas da marca.

Aí vai mais uma dica de leitura no ciberespaço, o site Techtalk, do jornalista e engenheiro José Luiz Vieira, nome já citado pelo Juvenal Jorge quando do lançamento de seu livro. Tem muita coisa legal lá, vale a visita.


http://www.techtalk.com.br/
Juntei algumas e coloquei as fotos na barra lateral para refrescar nossas lembranças.

Chevette 4 portas com interior vermelho
Chevette Jeans 1979
Chevette SR 1.6 1981
Chevette Targa Envemo 1977
Corcel Conversível Sonnervig interior 1978
Corcel GT 1977
Corcel GT 1979
Corcel II Hatch Souza Ramos 1980
Corcel II Targa Caltabiano1980
Del Rey automático 1983
Del Rey Conversível Cia. Sto Amaro 1982
Escort JPS Turbo Souza Ramos 1984
Formigão Renha
Gol Cabriolet Dacon 1981
Monza Conversível Envemo 1985
Fiat Rallye Fittipaldi 1980
Passat LSE Paddock 1983
Perua Passat Dacon 1977
Perua Passat Dacon 1981
Uno Cabriolet Sultan 1985
Voyage SR 1982


Dei uma espiada hoje no meu controle de manutenção dos carros (uma simples planilha Excel) e vi que um deles havia feito a última troca em novembro de 2007. A quilometragem até que não era tanta desta vez, só 11.000 km. Dei um pulo ao posto Shell aqui perto de casa e fiz a troca, com filtro.

Uso o Shell Helix HX5 15W50 API SL mais pelo atendimento no posto do que pelo óleo em si, pois não existe óleo ruim atualmente.

Mas não tem uma vez que eu mande trocar o óleo que não me assalte a idéia de como se troca óleo sem necessidade. O normal é trocarem a cada 5.000 km ou 6 meses, e isso não é só aqui. Leio muito em publicações americanas as opiniões de "experts" de trocar a cada 3.000 milhas.

Se o manual manda 1 ano ou 15.000 km, é como aquele velho axioma da aviação: "Em caso de dúvida, confie na bússola". E qualquer fábrica que mandar trocar com menos quilometragem está informando mal, ou mesmo contribuindo para a lesa do "propriotário".

Agora, quem gosta de jogar dinheiro fora na lata de recolhimento de óleo, é só seguir os "experts"...

BS


Estive pensando sobre porque tantos entusiastas literalmente amam a GM. Infelizmente uma de minhas conclusões é que não se trata apenas de ela ter feito tantos carros entusiastas no passado (e alguns mais recentemente). Talvez o maior responsável por nos fazer apaixonados pela marca seja a maneira como a GM "vende" o sonho do automóvel, sempre com muito entusiasmo.

Percebi isso ao ver o vídeo abaixo onde carros bem sem graça como o pequeno Aveo, o Malibu Maxx e a Colorado até que entusiasmam com a produção de alta qualidade desse vídeo.

O vídeo foi produzido pelo diretor/produtor Michael Bay, que trabalhou nos filmes "A Rocha", "Bad Boys 2", "A Ilha" e "Transformers". Todos esses filmes têm perseguições de automóveis incríveis. Notem que a carreta do vídeo da GM foi claramente inspirada na cena de perseguição do filme "Bad Boys 2".

Caso queira assistir o vídeo com uma qualidade melhor ou fazer o download, clique AQUI.

AQUI tem um outro vídeo parecido, mas feito só com Colorados.

Mosca branca (foto en.wikipedia.org)

Aproveitando uma pesquisa sobre "moscas brancas" que estou fazendo em edições antigas da Quatro Rodas, respondo, com mais informações, à pergunta feita pelo leitor Marlos Vidal sobre a existência de Corcel II conversível de fábrica.

Nunca existiu Corcel II conversível feito pela Ford. O fato é que de meados dos anos 1970 ao final dos anos 1980 houve uma enxurrada de modelos preparados por grandes concessionárias de São Paulo na tentativa de entrar em alguns nichos de mercado não atendidos pelos fabricantes. Podemos dizer que esse período foi muito fértil nas tentativas de personalização. Dacon, Souza Ramos, Sonnervig e Cia. Santo Amaro de Automóveis fizeram muitas tranformações. Além delas também existiam os fabricantes de veículos especiais e transformadores, sendo um dos mais conhecidos a Envemo.

Com relação ao Corcel conversível, encontrei duas reportagens na Quatro Rodas. Uma de 1978 sobre o Corcel II conversível feito pela Sonnervig, onde o jornalista Claudio Carsughi destaca a beleza, o desempenho inferior ao modelo original e um grande problema de vibração.




Donos de Bugatti Veyron que se cuidem. Pelo menos nos semáforos.

A preparadora americana Switzer Performance Innovations está comercializando kits de preparação para o modelo Porsche 997 biturbo, elevando a potência para 800 hp (811 cv) nas rodas traseiras, e mais de 1.000 hp (1.014 cv) no motor.

Com isso, o 911 SPI Sledgehammer pode acelerar de 0 até 96 km/h em 2,5 segundos e cobrir o ¼ de milha em 9,79 segundos a 235 km/h, como mostra o vídeo abaixo.


Outro dia, folhando revistas antigas, dei de cara com um concept car da GM muito legal mas que não vingou, a perua compacta Chevrolet Nomad, de 2004, que poderia ser feita na mesma plataforma do Pontiac Solstice. Ao ver a foto, pensei no quanto as peruas sempre me atraíram, e muito.


Quando mais jovem, minha prefererência era por hatches esportivos, como o Gol GT, por razões óbvias. Mas nos tempos de surfe a Parati era o meu carro ideal. Casei e tive um filho e fui circunstancialmente obrigado a andar de sedã por uns tempos. Logo que pude mudei para uma perua.

Peruas são mais esportivas, jovens, muito mais versáteis e multiuso. Talvez seja a melhor configuração de automóvel em comparação aos outros modelos de massa.

Numa análise rápida vemos que as peruas apresentam várias características que, somadas, levam-nas a um equilíbrio não encontrado em nenhum outro modelo.

Pontos a favor das peruas:
perua vs sedã -- mais versatitildade, flexibilidade de uso
perua vs hatch -- mais espaço, porta-malas maior
perua vs minivan -- melhor comportamento dinâmico, não tem imagem de "mom-mobile"
peruas vs utilitário esportivo -- mais economia de combustível e melhor comportamento dinâmico

É claro que, dependendo da relação custo-benefício de cada modelo ou necessidade específica de um determinado consumidor, essas vantagens podem não ter tanto peso. E, no final, o que vale é a questão emocional, ou o gosto do freguês!

Resolvi dar uma "googlada" para achar uma foto da Nomad e acabei encontrando muitas peruas "entusiastas" e algumas bizarras, de gosto bem duvidoso. Mas para resolver o dilema carro pessoal/carro para família, a GM bem que poderia fazer um Camaro Wagon. Se bem que uma Dodge Magnum SR-T já serviria bem (uma pena que já não é mais fabricada).



O Milton Belli também é entusiasta por peruas: veja AQUI.

A coluna "Alta Roda" do Fernando Calmon é uma excelente fonte de informação sobre os principais acontecimentos do mercado e da indústria automobilística brasileira. Objetiva e concisa, é uma leitura quase que obrigatória.

O link para a página com todas as colunas foi acrescentado no box LINKS RECOMENDADOS na coluna à direita dos posts.

Veja a coluna dessa semana AQUI.
A notícia mais interessante dessa semana chegou a mim a partir da revista eletrônica oldcarsweekly.com. A história é mais ou menos a seguinte:

Um colecionador americano de Seattle, Charles Morse, compra em 2005 o Turcat-Mery 1919 da foto acima de um dealer de carros clássicos holandês. Morse mostrou o carro em vários concursos de elegância desde então (Pebble Beach inclusive), ganhando prêmios em vários deles. Dirige o carro regularmente e diz adorá-lo profundamente.

Agora, no início deste ano, recebeu notificação do governo de seu país de que o governo da França quer o carro de volta!!

O carro é classificado como “Tesouro Nacional Francês” e não poderia ter deixado o país.

Explica-se: o carro pertenceu originalmente ao Duque de Montpensier. O duque, que era dono do castelo de Randan (em Puy-de-dome), pertencia ao ramo Orleans da família Bourbon, que reinou na França entre 1589 e 1848 e, pasmem, era um dos herdeiros diretos do trono francês!

O bom duque nunca teve filhos e, portanto, na ocasião de sua morte em 1924, sua esposa herdou o Turcat-Mery. O carro trocou de mão algumas vezes, até que em 1991 o governo francês decretou que o castelo de Randan e todos os bens do Duque nele contidos eram tesouros nacionais, pertencentes ao povo francês. Este decreto incluía, desse modo, o carro em questão.

Não está claro para mim, porém, o por que esperar até 2009 (18 anos!) para tentar reaver o carro. Realmente uma história que se complica: Morse diz que pagou US$ 927.518,00 pelo carro. Está em negociações com o Ministério da Cultura daquele país e, segundo ele, parece que será ressarcido pelo povo francês. Mas o promotor público de Seattle designado para o caso parece não ter tanta certeza de que o caso se resolverá fácil: nos documentos de importação consta valor diferente, US$ 400.000,00.

Agora o leitor deve estar se perguntando: que carro é esse que vale tanto dinheiro e é capaz de criar um incidente internacional? Será que ele vale todo esse barulho?

Em uma palavra: vale.

Em 1919 a empresa fundada por León Turcat e Simon Mery, em Marselha, na virada do século, estava praticamente acabada. Um amigo dos dois, Henri Rougier, conhecido piloto e ciclista, toma conta da empresa e tenta reerguê-la, sem muito sucesso.

Nesta época é que foi criado o carro em questão. Na verdade, é um modelo único (designado como PJ), um verdadeiro supercarro dos anos 10 criado sob encomenda do riquíssimo Duque de Montpensier. Usou-se o chassi do modelo MJ de 4 cilindros (abaixo) extensamente modificado e nele montou-se um motor aeronáutico Lorraine-Dietrich de seis cilindros em linha e nove litros (pelas fotos e deslocamento, provavelmente um AM6 de 110 hp). A carroceria foi criada, também sob encomenda, na Million-Guiet de Paris (num endereço chiquérrimo: 55 Champs Elysées).

Como se não bastasse, o carro chega aos 90 anos em um estado invejável. Existem vários carros dessa época por aí, mas a vasta maioria deles já foi reformado pelo menos 2 vezes. Não este. É completamente original, unrestored. Mantém uma patina de época irresistível, coisa raríssima e deliciosa. O motor e a parte mecânica foi recuperada, para poder fazê-lo andar novamente, mas somente onde necessário. Vejam as fotos abaixo, tiradas do ótimo site http://www.turcat-mery.com/ (infelizmente, todo redigido somente em francês) e chorem. A mais interessante é a plaquinha do fabricante: Henri Rougier. Único carro da empresa que se tem notícia carregar este nome no lugar de “Ateliers Turcat-Mery”.

Não sei como este imbroglio vai acabar mas, se fosse minha a decisão o carro permaneceria com o dono atual, com a ressalva dele ter que enviá-lo para exposição na França (Louvre, perhaps?) de vez em quando. Não consigo imaginar um governo tomando conta de uma máquina tão fantástica como esta...
MAO

O post "Mosca Branca" do Alexandre Cruvinel foi o mais comentado do blog até hoje. Muitas lembranças de tempos em que as novidades eram mais escassas e de séries especiais, apelo "esportivo" e detalhes diferentes eram motivos para muitos comentários.

Fiz uma compilação de todas as "moscas brancas" mencionadas pelos leitores Marlos, Enrico, Douglas, Juliano, Giovanni, Fábio, Carlos, Lucas Antônio e Keila. Confesso que não me recordo de todos esses modelos

Mas essa lista não precisa parar aí. Se alguém lembrar de mais "moscas brancas" faremos uma outra lista!

Escort Laser, branco com as rodas em liga na mesma cor do carro
Escort XR3 75 Anos preto com detalhes dourados e, no conversível, capota vermelha (!?)
Escort XR3 com rodas de aço (calota cheia de furinhos)
Escort CHT 1,3, com 4 marchas apenas
Escort XR3 Formula
Maverick perua com 4 portas, uma transformação da Souza Ramos na época
Corcel II Série Campeões, preto com faixas laterais e rodas douradas
Corcel II GT 1,4-litro, com capô e capota na cor preta e o restante na cor laranja
F-1000 Turbo
F75 dupla de fábrica
Del Rey conversível (eram na verdade Corcel II modificados)
Del Rey automático
Pampa Engerauto Spartakus 4x4 1995 (não confundir com a "Duo").
Pampa "Topazzio"
Belina "Futura"
Belina 4x4
Chevette Jeans 1979, bancos e as laterais em tecido jeans
Chevette 4 portas
Chevette Ouro Preto
Chevette GP e GPII
Chevette S/R
Chevy 500 automático
Monza Hi-tech, com acabamento interno e externo de Monza SL (bem simples) mas com os acessórios do Monza Classic SE que havia saído de linha no ano anterior em 93, disco nas 4 rodas ABS e painel digital
Monza EF
Monza 650
Monza SR 2.0
Kadett automático
Kadett GL 2.0 álcool
Kadett Sport
Vectra GSI "camaleão"(?)
Omega sem vidro elétrico
Caravan 4 portas (em verdade uma transformação)
Fusca Itamar preto
Passat Plus 1.8
Passat Flash
Passat Paddock
Passat TS
Passat GTS Pointer
Passat 4 portas
Voyage e Parati plus
Parati GLS
Polo 1,0 16V
Kombi diesel
Quantum Sport (a branca tinha até as rodas com detalhes da cor)
Santana Executive vinho
Santana Sport 93 2p
VW SP1
Gol "C" (é, mais básico que o CL. Tinha "quebra-ventos" fixos, banco baixo na dianteira e 4 marchas)
Gol GT cor champanhe
Gol GTI 16V com interior vermelho
Golf GTI com interior creme, 2 portas
PAG/Nick, Dacon
Duna
Uno com computador de bordo
Tempra 16V 2p
Palio com teto solar (manual)
Palio com airbag e ABS
Siena e Weekend série MTV


Vejam abaixo algumas "moscas brancas" tiradas de edições da Quatro Rodas.

Chevette GP 1,4 (68 cv), o Corcel II GT 1,4 (76 cv) e o Passat TS 1,6 (96 cv) que tinham velocidades máximas de 138, 147 e 166 quilômetros por hora, respectivamente.


Passat alongado pela Dacon com 2,72 metros de entre-eixos (25 cm a mais).


Maverick Station Wagon feita pela Souza Ramos que poderia ter motores 4 ou 8 cil. dependendo do carro-base e ficava entre a Caravan 2 portas e a Veraneio.




Quando abri essa caixa de pandora de listas relacionadas ao deslocamento volumétrico de motores, imaginava que esta seria a mais fácil, e mais efadonha. Ledo engano... Foi a mais difícil delas para compilar. Por pouco não a dividi em 10 posts diferentes, visto que há muito que falar de cada um dos eleitos. Mas como o André Dantas há tempos tornou obsoleta uma regra do blog que pedia posts curtos, resolvi colocar tudo junto aqui mesmo.

Queria muito incluir aqui o Miller 122, com seu magnífico oito-em-linha supercomprimido, antecessor do 91 sobre o qual já falei aqui. Mas carro de corrida não vale, muito menos monoposto. O Bill Egan vai ficar chateadíssimo por isso, mas regras são regras... Muito ficou de fora, queria ter lugar para um sedã BMW moderno com o seis-em-linha DOHC, para o AC 16/20 seis-em-linha do pré-guerra, para o Peugeot 205 GTI 1,9 (close enough)...mas de novo, regras são regras e só cabem 10 deles.

Sem mais delongas, e sem nenhuma ordem particular, vamos a eles então:

1) Ferrari GTB turbo



Já falei bastante da Ferrari “popular” em um post anterior, e portanto não vou demorar nela.
Apesar de pessoalmente preferir a 208 GTB turbo produzida de 1982 a 1986 (10 vezes mais bela), a lista é dos melhores carros, portanto fico com a última geração, de 254 cv, produzida até 1989.

2) Porsche 904:


O 904 foi um carro de competição desenvolvido concomitantemente com o famoso 911, durante o início dos anos sessenta. Era a evolução de um conceito que estreara no famoso 550 spyder, 10 anos antes: um carro esporte de competição que também podia ser usado na rua e, portanto, podia (e devia: a FIA exigia pelo menos 100 veículos produzídos para enquadrá-lo nas categorias de carro-esporte pretendidas) ser vendido ao público.

O 904 (na verdade uma designação interna da empresa que “pegou”; o nome oficial é Carrera GTS) acabou por se tornar o último de seu gênero. Seu sucessor, o Carrera 6 de 1966, já era um carro exclusivo para competição, fruto de um relaxamento das exigências da FIA. Muitos ainda acham que o 904 era melhor como carro de rua do que de competição e que a Porsche errou feio em não fazer mais que os 120 carros (aproximadamente) que produziu.

Foi o primeiro Porsche vendido ao público a não usar a clássica suspensão dianteira com braços arrastados sobrepostos e barras de torção, usada desde os Auto Union dos anos 30 (e que a maioria conhece por equipar o onipresente Fusca). Tinha um chassi exemplar, com motor central, suspensão de braços triangulares desiguais sobrepostos em cada roda e direção por pinhão e cremalheira (outra relativa novidade para a empresa) posicionada à frente da suspensão dianteira. Sua carroceria de resina poliéster reforçada com fibra de vidro era laminada a mão e formava com o chassi tipo escada (longarinas de perfil “C” fechadas por um reforço) uma estrutura indivisível e muito rígida, mas que deve dar pesadelos a quem pretende reformar um hoje em dia.

Junte-se isso a um desenho de carroceria que é reconhecido por seu criador, Butzi Porsche, como sua obra-prima, e têm-se um automóvel que, somente pelo dito até agora, bastava ter um motor de 2 litros qualquer que já merecia estar na lista. Mas na verdade, o que torna este carro indispensável a ela é justamente o fato de que não apenas um tipo de motor equipou-o, mas nada menos que três motores totalmente diversos, e todos deslocando dois litros!

E que motores! Como não podia ser diferente naquela época, e naquela empresa, todos os três eram motores de cilindros contrapostos e refrigerados a ar. Mas as similaridades param por aí.

O primeiro deles era a última evolução do 4-cilindros de Ernst Fürmann, o mesmo lendário e excelente motor de 4-comandos, oito válvulas e duas velas por cilindro que desde os anos 50 vinha sendo montado em spyders e nos 356 Carrera, além de monopostos de Fórmula 1 e 2 (em versão de 1,5 litro). Nesta versão, chamada internamente de tipo 593/3, deslocava dois litros e debitava algo entre 180 e 190 cv, uma impressionante potência específica para um motor dos anos 50, e ainda por cima refrigerado a ar.

O segundo foi na verdade o motor para o qual o 904 foi desenvolvido para usar, o depois famosíssimo flat-6 que seria lançado em 1965 no 911. A Porsche acabou por lançar o 904 com o 4-cilindros “Carrera” por considerar que o novo motor ainda não estava pronto para o público. Como consequência, todo 904 vendido ao público tinha motor de 4 cilindros, apesar de várias unidades que pertenciam a fábrica usarem o seis cilindros, na maioria dos casos para competição em sua equipe oficial. Peter Porsche, filho mais velho de Ferry e irmão de Butzi, usou um 904 de seis cilindros laranja como seu carro particular até meados dos anos 70, o que significa que pelo menos um deles foi usado nas ruas.

O seis-cilindros usado era obviamente a versão de competição do motor de série (tipo 901/2), que usava duas velas por cilindro e debitava entre 190 e 200 cv. Mais barato, por derivar de um motor de alta produção, que os outros dois usados no carro, era tão integrado ao veículo que muitos ainda acham que a Porsche deveria ter esquecido o 911 e vendido o 904 de seis cilindros em grande escala.

O terceiro e último motor é também o mais interessante. Usado em talvez meia dúzia de carros da equipe oficial de competições, o tipo 771 era um motor de oito cilindros contapostos, quatro comandos de válvulas, duas velas por cilindro e nada menos que 240 hp debitados a partir dos dois litros de deslocamento. Derivado diretamente do motor de 1,5 litro do 804 de Fórmula 1, era altamente complexo e caro (cada motor precisava de dois dias para ser montado por um funcionário experiente), mas era leve e minúsculo, pesando praticamente o mesmo e ocupando o mesmo espaço do 4-cilindros “Carrera”. Girava com segurança até mais de 10 mil rpm.

Todos os 904 eram extremamente velozes, capazes de mais de 250 km/h, mas o de oito cilindros era obviamente o mais potente deles: já foram cronometrados a mais de 300 km/h.

3) Chevrolet Cobalt SS


Pessoalmente adoro este tipo de carro: barato, mundano e comum, mas capaz de desempenhos avassaladores.

Independente do que tenha ouvido por aí na esteira da crise que quase faliu a GM ano passado, a empresa hoje em dia dificilmente erra em seus lançamentos. Movidos pelo megaentusiasta Bob Lutz, seus carros são simplesmente geniais, um lançamento após o outro.

Vejam o caso deste Cobalt: o carro-base é antigo e ultrapassado, mas como ainda demoraria para chegar o moderno Cruze ao mercado americano, investiu-se algum dinheiro para se lançar uma versão melhorada no ano passado.

O carro passou simplesmente da água para o vinho. E o SS recebeu um moderníssimo 4-cil em linha, com injeção direta e turbocompressor, e 260 cv. O propulsor é uma verdadeira jóia, suave, econômico e com potência abundante em qualquer rotação. Chega a 100 km/h na casa dos 5 segundos e a velocidade final ao redor de 250 km/h.

Mas o mais incrível é que o carro não é só motor como se poderia esperar. A GM sempre foi muito boa em motores, mas os carros em que eram montados muitas vezes deixavam a desejar, principalmente quando de tração dianteira como o Cobalt. Mas não agora. O chassi foi desenvolvido em Nürburgring, e o carro tem um desempenho exemplar em pista e em rua.

O resultado é um carro que, custando apenas 22 mil dólares nos EUA, é um perfeitamente dócil e econômico carro pequeno (para os EUA), mas ainda assim é capaz de, numa pista, ser mais rápido que alguns ícones modernos como o Mitsubishi EVO, o Subaru WRX, o Golf R32 e pasmem, até o Lotus Elise!!!

Para os que ainda reclamam do acabamento e outros frufrus, para mim é reconfortante ver um carro assim. O investimento foi no que faz o carro andar, não em alças de teto com retorno amortecido e outras besteiras. Até o motor não tem aquelas ridículas capas de plástico que escondem tudo, o motor está lá para quem quiser ver, e sem nenhuma decoração.

Vejam também:
http://www.autoblog.com/2008/10/13/in-the-autobog-garage-2009-chevy-cobalt-ss-turbo/

4) Ford Sierra Cosworth


O carro em que se baseou esta homologação especial, o Ford Sierra original de 1982, teve como principal característica um revolucionário desenho aerodinâmico, baseado em estudos avançados da Ford neste campo (mostrados ao público como a série de protótipos “Probe”). Apesar de eficiente, o desenho não agradou e de novo os grandes fabricantes, por muito tempo, viraram as costas a esta ciência...Ou pelo menos colocaram-na em segundo plano.
Não é de espantar que na equipe original da Ford responsável pelo desenvolvimento do carro possa-se distinguir os nomes de Bob Lutz e de Patrick le Quément (of Twingo and Scénic fame).

Uma verdadeira instituição britânica, o famoso “Cossie” foi durante os anos 80/90 o que hoje são os EVOs e Subies, praticamente carros de competição que podem ser comprados em concessionárias com garantia.
Tração traseira, motor de 4 cilindros com cabeçote Cosworth DOHC de 16 válvulas, turbocompressor e mais de 200 cv.

5) Citroën C4 Picasso
Por mais que alguns entusiastas chiem e bufem, esta é uma lista de Melhores Carros e, portanto, este Citroën cabe nela sim senhor.
Falando-se de carros modernos, a linha da marca francesa, na minha opinião, é imbatível hoje. Modernidade e novidade com substância e um ambiente alegre, leve, que só podia vir da França. Desempenho não é prioridade, como sempre nesta marca, e nem por isso deixam de ser máquinas únicas e fantásticas.
O C4 Picasso é tudo que uma família moderna precisa.
6) Bristol 404




A mais exclusiva e tradicional marca inglesa criou sua marca produzindo carros de dois litros, usando uma unidade de seis cilindros em linha BMW, que no pós-guerra se tornou inglês como reparação de guerra. O 404 de 1953 foi o melhor deles; único Bristol de dois lugares apenas, era leve o suficiente para que os 125 cv do motor fossem suficientes para mover com vigor o carro. O motor tinha comando no bloco, mas válvulas dispostas como em um DOHC, acionadas por varetas.

7) Fiat Dino 206 cupê



Muito mais raro que o já raro 246 Dino (de 2,4 litros), a versão de dois litros da clássica união entre a Fiat e a Ferrari é bem mais interessante, por contar com bloco de alumínio (ferro fundido no 2,4).
O motor V6 DOHC era fabricado na Ferrari, para ser usado tanto nos Fiats (cupê Bertone e Spider Pininfarina) como nos Dino 206, depois 246, da empresa de Maranello.
O Fiat spyder é o mais conhecido e adorado, mas acho o cupê discreto, clássico e muito mais útil. Um puro-sangue incógnito.

8) Honda S2000
Criado para comemorar os 50 anos da Honda, este magnífico roadster de alumínio carregava debaixo do capô o dois-litros de aspiração natural mais potente da história montado em um veículo de produção em série: um moderníssimo 4-em-linha DOHC com o famoso VTEC e 240 cv.

9) Toyota 2000GT



Nos anos 60, querendo se livrar do estigma de fabricante de carros bons mas chatos (um estigma verdadeiro do qual ela obviamente nunca vai se livrar), a Toyota resolveu fazer um carro esporte. O resultado foi o 2000GT, um carro magnífico, mas que pelo preço não foi o sucesso que merecia.

Usando um seis-em-linha derivado do usado no Crown, mas com um cabeçote DOHC desenvolvido pela Yamaha, o 2000GT tinha suspensão independente nas 4 rodas e uma semelhança não-intencional com o Jaguar E-type, o que acabou por ajudar o mito de que ele seria uma cópia do carro inglês. Na verdade, postos lado a lado, descobre-se que nada é similar, mesmo porque o japonês é muito menor.

10) Porsche 911S




Vamos combinar: se um 911 é elegível, está na lista. Qualquer lista. Nada é mais legal que um alemão que não é totalmente lógico!
Para esta lista, ficamos com o melhor dos dois-litros, a versão S. Com 160 cv equipando o levíssimo e belíssimo 911 de primeira hora, o 911S ainda por cima foi a primeira aparição das clássicas rodas Fuchs de alumínio forjado, hoje objetos de fetiche e desejo de uma geração inteira!
Aaaaahhhhhh, rodas Fuchs forjadas....aiaiaiai...
Quem não gosta, ou é ruim da cabeça ou doente do pé!

MAO
A Audi acaba de lançar seu modelo R8. Uma das revoluções propiciadas pelo modelo? Nada menos que todas as luzes, incluindo os faróis, são constiuídos por LEDs (diodos emissores de luz).

Esta revolução não é pequena.

A lâmpada elétrica inventada por Thomas Edison era baseada num filamento incandescente. Ela brilhava tamanho o aquecimento a que o filamento era submetido. Era, e ainda é, uma lâmpada muito ineficiente no aproveitamento da energia, já que primeiro ela precisa gerar calor para atingir uma temperatura que faça o material emitir luz.

Energia não vem do nada. No caso do automóvel, ela vem do combustível estocado no tanque e queimado no motor, e é transformada em eletricidade através do alternador do automóvel. Assim, as lâmpadas incandescentes que usamos nos nossos automóveis cobram débitos no consumo de combustível, doendo em nossos bolsos e sujando um pouco mais a natureza.

Lâmpadas de descarga gasosa, como as de xenônio ("xenon") fazem uma corrente elétrica passar pelo gás, criando um plasma quente, que também emite muita luz. Não só é mais eficiente que a incandescente, como produz muito mais luz em uma lâmpada de volume menor. Porém o custo desta lâmpada é alto, já que ela precisa de um gás raro na atmosfera e de uma fonte de alta tensão e alta potência para alimentá-la.

O LED é uma entidade luminosa de outra natureza. Em vez de se basear em calor, ele se baseia em um efeito quântico, chamado de "efeito túnel", onde a energia de cada elétron é convertida diretamente em fótons. Assim o LED emite luz sem precisar emitir calor. Isto o torna muito mais eficiente que as lâmpadas incandescentes e de descarga gasosa. Outra vantagem é a durabilidade, pois o desgaste de um LED é mínimo dentro de suas especificações, fazendo-o brilhar por anos a fio sem perda de eficiência luminosa.

LEDs também podem ser fabricados com lentes colimadoras integradas, que focam o facho luminoso, concentrando sua luz para a direção e o espalhamento desejados com custo muito baixo, dispensando os caros refletores de geometria complexa.

A dificuldade era desenvolver LEDs de grande luminosidade, mas, como mostrou a Audi, isto era apenas questão de tempo. Agora falta apenas haver o barateamento desta tecnologia para que cheguem aos carros dos pobres mortais.

Como toda revolução tecnológica, o LED trará modificações nos carros como os conhecemos. Em vez de dois grandes refletores com lâmpadas, os futuros carros poderão contar com uma bateria de LEDs espalhados pela frente e pela traseira do carro, permitindo um design mais integrado e diferenciado de iluminação, com maior liberdade criativa do que com os sistemas atuais.

Em 1911, na primeira edição da 500 Milhas de Indianápolis, surgia, vitoriosa, uma tecnologia vigente até hoje. É a do espelho retrovisor. Tecnologia barata, eficiente e de alta confiabilidade. É difícil projetar algo que a substitua.

Porém, designers, inventores e entusiastas de todos os tipos tentaram instalar câmeras e monitores nos automóveis para substitui-lo. Os resultados sempre foram espetaculares, mas os problemas de tamanho e custo sempre foram um obstáculo ao seu uso.

De dez anos para cá, no entanto, a evolução da ótica de precisão e a melhoria das tecnologias de sensores CCD e CMOS, além das telas de imagem LCD, vêm propiciando o uso cada vez maior de câmeras onboard como auxiliares ou substitutas dos velhos e confiáveis retrovisores passivos.

O primeiro ganho dos automóveis com este tipo de retrovisor é aerodinâmico, já que os espelhos geram muito arrasto parasita, comprometendo o desempenho e o consumo.

Porém, quem pensa no uso das câmeras apenas como retrovisores de luxo está muito longe de imaginar o verdadeiro impacto que esta tecnologia irá trazer.

Caro leitor, observe mais detidamente o mouse ótico de seu computador. Ali há um LED e uma pequena câmera. O LED ilumina a superfície da mesa, e a câmera vai batendo fotos em sequência. A comparação muito rápida, feita por um computador específico, informa a direção do deslocamento do mouse sobre a mesa. É uma tecnologia extremamente sofisticada, porém hoje barata.

Transporte esta tecnologia para 4 câmeras apontadas para o solo, junto aos pneus dos carros. Estas câmeras permitirão observar direta e precisamente o comportamento da interação solo-pneu. Se considerarmos que os atuais sistemas de ABS e controle de tração estimam de forma grosseira esta interação observando apenas as diferenças de velocidade das rodas, teremos uma idéia do salto que estes dispositivos terão usando uma tecnologia abundante e banal.

Sistemas inteligentes podem monitorar várias câmeras em torno do automóvel, alertando sobre possíveis colisões. Será o fim da fechada em outro carro ou moto que se escondam em um ponto cego do retrovisor.

Na parte de instrumentação, telas LCD poderão tomar o lugar dos tradicionais mostradores de ponteiro. Nestas telas poderá constar qualquer informação disponível no automóvel, sem que ele tenha um painel recheado de mostradores, como se fosse um painel de avião. Até mesmo diferentes skins poderão ser selecionados para representação das informações, conforme o gosto do motorista. Porém, o uso de computadores de bordo mais sofisticados permitirão o monitoramento de todos os parâmetros de funcionamento sem que haja sobrecarga de informações ao motorista. Apenas parâmetros fora de padrão gerarão alertas, se assim o motorista desejar.

Outro utilitário com potencial é velho conhecido dos pilotos de avião. É o chamado Head-Up Display, ou simplesmente HUD.

O HUD é um painel de vidro que apresenta informações luminosas projetadas num painel de vidro, dentro do campo visual normal do piloto. Assim, o piloto não precisa desviar os olhos do ambiente para consultar informações dos instrumentos.

O HUD também é usado para destacar a localização visual de objetos detectados. Num avião, o HUD pode destacar a posição visual de outro avião detectado pelo radar. Num automóvel, o HUD pode destacar a imagem térmica de animal que atravesse a pista durante a noite.

Indispensável nos aviões de caça desde a Segunda Guerra Mundial, o HUD ainda é um dispositivo que reluta em aparecer mais nos automóveis, restringindo-se por enquanto a poucos modelos.

Por fim, temos a evolução de novos dispositivos como o chamado e-paper e do OLED. Ambas tecnologias permitem a construção de monitores de qualquer formado e podem ser aplicados superfícies irregulares, já que são flexíveis.

Há uma diferença entre as duas tecnologias. Enquanto o OLED é um emissor de luz, o e-paper é constituído de minúsculas esferas que podem ser giradas eletricamente, e possuem uma cor em uma metade e outra do outro lado. Enquanto o e-paper precisa de luz para ser visto, o OLED emite a própria luz. Assim, o e-paper é mais eficiente sob a luz diurna, enquanto o OLED pode se mostrar melhor durante a noite.

Tanto o e-paper como o OLED permitirão a cobertura da carroceria do automóvel, transformando-o num tipo de monitor de computador. Ambas propiciarão ao motorista escolher dinamicamente o padrão colorido apresentado pela carroceria do automóvel. Será possível aparecer numa reunião com os amigos com o carro "pintado" com algum padrão de carro de corrida, e à noite ir com um "preto básico" num jantar a dois.

Sonho dos tuners de plantão, estas tecnologias poderão criar sérios problemas legais, já que a cor de fabricação do veículo é item de reconhecimento perante a lei, e a alteração dinâmica dos padrões de desenho sobre a carroceria pode criar distrações nos demais motoristas.

Porém, não podemos descartar possíveis usos regulares e regulamentares como sinalização adicional em painéis dianteiros e traseiros. A imaginação do que fazer com esta tecnologia não tem limites.

O setor de microeletrônica e de informática estão criando revoluções seguidas e certamente transformarão o automóvel para algo bem diferente daquele a que estamos acostumados.
 Tive a sorte de me ser oferecido um Renault Grand Scénic para o período de Festas dois dias antes do Natal. Caiu do céu a oferta, pois a família havia planejado ir ao Rio no dia 26 e isso incluía o neto de cinco meses, quatro adultos e toda a tralha que se leva ao viajar com um bebê.


É um veículo de sete lugares e não cinco, como o Scénic normal, sendo os dois bancos traseiros escamoteáveis, o que deixa um espaço para bagagem de 550 litros até o nível dos encostos dos três bancos (individuais) intermediários. Detalhe: até os dois bancos da terceira fileira contam com cintos retráteis de três pontos. Esses bancos foram usados no Rio quando se precisou ir a um casamento, o que sempre é de grande conveniência nesses casos. Portanto, só vantagem.


O mais notável é a agilidade e a estabilidade do Grand Scénic. Mesmo com 2.736 mm entre os eixos, o diâmetro mínimo de curva é 10,8 m, o mesmo do Omega nacional, que tem o mesmo entreeixos mas a tração é traseira. Isto, mais o comprimento de 4.498 mm e a altura de 1.636 mm, com 1.810 mm de largura excluindo espelhos, o torna bom de tráfego. Mesmo pesando 1.645 kg, o motor 2-litros de 138 cv a 5.500 rpm dá conta do recado muito bem, como se percebe e o dado de fábrica para aceleração de 0 a 100 km/h indica: 12,1 segundos. A velocidade máxima de 190 km/h deixa-o ágil na faixa 120~140 km/h.

Em 2003, quando comecei a fotografar, frequentemente dividia minhas fotos com a maioria dos colunistas deste blog no nosso grupo de discussões. Alguns deles realmente se irritavam, pois a maior parte das fotos sempre era de detalhes, sendo que todos gostariam de ver os carros por inteiro. Era a maior gozação. É claro que muitas das reclamações eram exageradas justamente para me irritar e descontrair, uma brincadeira (pelo menos era assim que eu entendia). Todos do grupo sempre me incentivaram muito e tiveram muita paciência em aguentar todas as fotos que lhes enviava (e que continuo enviando). Afinal, de que vale uma foto se ela ficar guardada?

Insisti com o conceito "detalhes" e a minha visão de que os detalhes instigam a nossa imaginação, são como uma fagulha para aguçar a nossa percepção e nos intrigar a respeito de como seria o restante daquela imagem. Nesse sentido a imagem do carro completo jamais pode ser revelada, pois se feito a fantasia se acaba.

Hoje está nas bancas a revista Car and Driver n°. 13 com um ensaio de fotos de detalhes feitas no último encontro de antigos em Águas de Lindóia e estou muito feliz com o resultado.

Agradeço aos amigos entusiastas incentivadores, ao Guerrero da C&D, que gostou do meu trabalho e ao Arnaldo Keller, que apostou no primo.

Espero que gostem da amostra.

PK

Venho lendo estas interessantes considerações dos colegas sobre a "eletrodomesticalização" do automóvel e acho que cabe pôr os pingos em alguns "is".

Será que alguém reclama hoje de: acionar um interruptor e fazer o virabrequim girar para que o motor "pegue"; não precisar descomandar a seta após a curva; ser desnecessário ajustar a folga de embreagem de tempos em tempos para que a folga não suma, vindo a "enforcar" a embreagem; dispensar a dupla-embreagem para uma simples troca de marcha; funcionamento intermitente do limpador de parabrisa; não precisar acionar uma manivela para baixar o vidro ao chegar à uma cabine de pedágio; apertar um botão para fechar vidros, teto solar e trancar portas; não precisar o regular o fluxo de líquido de arrefecimento do motor na fase de funcionamento frio e quente; não ter de acender e apagar a luz interna ao entrar no carro; não ter de ficar ajustando a temperatura interna; o espelho interno escurecer quando recebe luz por trás e outros automatismos? Duvido.

Novidade sempre causa algum tipo de temor: isso se chama misoneísmo (o oposto do misoneísmo é o filoneísmo). O André Dantas falou no post que deu início a essa conversa sobre programar um videocassete, que poucos sabem (ou sabiam) fazer. Entretanto, é uma operação que requer um mínimo de conhecimento e, dominada, nos dá liberdade de, por exemplo, sair e ter gravado o programa que se queria ver, para vê-lo depois. Nunca haverá uma programação de gravação "eletrodoméstica". Será preciso efetuá-la.

Diz-se que George Bush (pai) usava máquina de escrever no Salão Oval e seus assessores estavam incomodados pelo fato de o presidente dos Estados Unidos não usar computador, pegava mal. Depois de muita luta convenceram Bush a partir para o computador, mas este teria lhes dito: "Está bem, vou aprender a usar o computador, mas jamais tentem me ensinar a programar um videocassete".

Voltei do Rio ontem com uma Renault Grand Scénic. Era determinar a velocidade e não precisar ficar acelerando com o pé. Após diminuir ao chegar a um tráfego lento ou a uma curva mais apertada, era apertar o botão R (resume) para voltar à velocidade escolhida. Melhor do que ter de acelerar pelo pedal e ficar de olho no velocímetro para chegar à velocidade desejada. Ou não?

Aliás, esses carros de interruptor de ignição por cartão inserido ou de presença, com botão de partida, são muito bem-vindos. Basta um toque no botão (apertar e soltar logo) para se iniciar o processo de partida. Introduzir a chave no cilindro e girá-la já pertence ao passado.

O automóvel ficará cada vez mais automatizado para ser dirigido e nem por isso o prazer de dirigir diminuirá. Principalmente se os fabricantes foram inteligentes o suficiente para não patrulhar demais e permitir a liberdade de escolha, como desligar um sistema de controle de trajetória, de tração, ABS etc.
BS
Dando sequência ao tema "eletrodomesticalização" do automóvel, não pude resistir em informar que já existem automóveis com esse apelo.

Quem tiver um pouco de paciência pode navegar pelo site do novo Nissan Cube, um carrinho bem simpático, e constatar. Começando pela chamada, "mobile device", algo como aparelho móvel ou aparelho de mobilidade, e passando por todas as páginas, tive a sensação de estar vendo um site da Apple, do iPod ou de um brinquedo para os filhos.

Apesar disso, acho o carro bem interessante pelo estilo, pela funcionalidade e pela economia. Seria um "aparelho de mobilidade" apropriado para uso diário de minha esposa, por exemplo.

NISSAN CUBE

E, ainda, o desenho da dianteira foi inspirado num cachorro usando óculos!!!




Divulgadas as primeiras fotos do novo Mustang Shelby GT500! O carro será apresentado no Salão de Detroit no dia 11 de janeiro. O novo Mustang, apesar de na verdade não ser novo e sim uma atualização do modelo atual, em termos de estilo me agrada muito e posso dizer que é um dos meus carros preferidos. Comparando com o novo Camaro e o Challenger, coloco o Mustang no meio dos dois, bem próximo do meu favorito, o Camaro.

Resolvi postar essas fotos por três motivos: acho o desenho do carro empolgante, o novo azul claro é muito atraente e sai da mesmice do preto/vermelho/branco (acho que se pudesse ter um Mustang poderia ser dessa cor) e as fotos estão incríveis. Serviram de inspiração.

Um raro Astra com aro 13 de fábrica. Constava como equipamento de série na época do lançamento, mas até hoje só vi esse. Outra mosca branca é o Opala '88 4 cilindros a álcool com caixa 'Automatic4'. Também só vi um até hoje. Quem lembra de outras moscas brancas?

:^)


Cool.














Me contaram que ambos andavam pouco, mas como são bonitos...

Great Scott!!

Para começar bem o ano de 2009, mais um grande filme, meu favorito, talvez com um dos mais carismáticos automóveis que já passaram pelo cinema, o DeLorean DMC12, que podia viajar pelo tempo.

O Dr. Emmett Brown (Christopher Lloyd), não muito bom da cabeça, inventa um dispositivo que permite a criação de uma máquina do tempo, e por que não fazê-la "com estilo" em um DMC12?

Após uma fracassada tentativa de sua primeira viagem no tempo, o Dr. Brown é atacado por líbios revoltados com quem comprou plutônio para energizar a máquina do tempo. Na sua fuga, seu amigo Marty McFly (Michael J. Fox) acaba acidentalmente voltando para o ano de 1955, onde atrapalha o primeiro encontro de seus pais e agora precisa fazer com que eles se apaixonem para que ele próprio possa exisitir no futuro.

Uma das melhores trilogias já feitas para o cinema, com o sensacional DeLorean emplacado como OUTATIME. Dirigido por Robert Zemeckis, primeira parte de 1985, segunda parte de 1989 e a terceira parte de 1990. Não me canso de assistir.





Cena final do segundo filme.