VINTE E QUATRO HORAS DE PORSCHE 911 EM STUTTGART


O Porsche 911 completa 50 anos este ano, desde sua apresentação no Salão de Frankfurt  em setembro de 1963. De lá para cá, mais 820.000 foram produzidos e dois terços destes continuam rodando. Depois de meio século, mesmo nesse nosso tempo de rápidas e grandes mudanças, nada indica que esteja “datado”, em declínio, pelo contrário, continua a surpreender e a empolgar, especialmente aqueles que apreciam carros esporte e, mais especialmente ainda, os que fazem questão de usá-lo no dia a dia. Em 2012 foram vendidas 26.203 unidades no mundo inteiro.

Na eleição, pelos leitores, dos “Melhores Carros” do Best Cars, já na sua 15ª edição, a categoria “Carro dos Meus Sonhos” é dominada pelo 911 desde a primeira eleição, o que evidencia um fascínio incomum por um modelo de automóvel.


O 911 e a Porsche atravessaram momentos difíceis, como as crises do petróleo de 1973 e 1979 e a grave crise financeira mundial iniciada em setembro de 2008 e continua a assolar o mundo, particularmente a Europa. O 911, especificamente, com seu motor lá atrás, “de popa”, continua mais firme do que nunca desafiando a lógica do comportamento dinâmico e não dá a menor bola para seus detratores, que teimam em dizer que esta configuração “já era”.

Em novembro de 2011 o 911 chegou à sétima geração, chamada de 991, depois de ter chegado à 997, a sexta. A explicação da Porsche é que se fosse 998 pareceria uma atualização, quando na verdade foram realizadas mudanças importantes como a distância entre eixos acrescida de 100 mm, passando a 2.450 mm, o aumento da bitola dianteira, que passou a ser maior que traseira, e que deu lugar ao primeiro câmbio manual de sete marchas do mundo, daí 991.

Museu Porsche: inaugurado em 29 de janeiro de 2009, custou 100 milhões de euros (R$ 260 milhões)
A Porsche tem mesmo todos os motivos para comemorar o jubileu de ouro do 911, e já começou. No início de março, reuniu jornalistas de várias regiões do mundo para um programa que começou com um jantar de recepção no luxuoso restaurante Christophorus, no Museu Porsche, vizinho à fábrica em Zuffenhausen, bairro de Stuttgart, seguindo-se visita ao incrível acervo do museu, onde se pode conhecer a história da marca e seus antecedentes, com criações do Prof. Ferdinand Porsche na década de 1930 e logo após a Segunda Guerra Mundial, como o carro de grande-prêmio Cisitalia-Porsche, de motor central-traseiro, câmbio seqüencial e tração integral.

O restaurante Christophorus, no Museu Porsche...

...e num salão contíguo, local para se fumar:respeito ao fumante, algo em baixa no Brasil ultimamente

No dia seguinte, após o café da manhã na oficina de manutenção de veículos do museu – local mais apropriado, impossível – dezesseis 911 do acervo, das sete gerações e de vários anos, cada um tripulado por dois jornalistas, saíram rumo a Weissach, o onde a Porsche tem seu afamado Centro de Pesquisa e Desenvolvimento inaugurado em 1971. Pela Autobahn Stuttgart-Heilbronn (na qual a Porsche fazia testes antes de construir o campo de provas) são apenas 25 quilômetros, mas a Porsche, sabiamente, escolheu incríveis estradas secundárias, totalizando cerca de 80 quilômetros, para que pudéssemos andar mais nos carros e que não fosse apenas nas retas da Autobahn.

Café da manhã na oficina do Museu
Meu companheiro foi Javier Barranco Nicolás, diretor executivo da Motorpress Televisa, do México, país que, junto com o Brasil, soma as maiores vendas da marca na região fora os EUA. Não poderia ser melhor, um colega de grupo editorial, nesse momento tão especial para a Porsche e para nós.

O diretor do museu, Achim Stejskal, nos dá boas-vindas

 Saímos para Weissach com um 964 Targa 1992, motor 3,6-litros refrigerado a ar de 250 cv, 260 km/h de velocidade máxima. Que experiência! Nada de direção assistida, nada de servofreio. O 964 foi primeiro 911 com molas helicoidais em vez de barras de torção, mas mantendo a suspensão traseira por braço semiarrastado. Só no ano seguinte apareceria o 993 com sua eficiente suspensão traseira multibraço, conhecida por “Weissach” por lá ter sido desenvolvida. O som característico do motor boxer de seis cilindros foi uma volta no tempo.

A "tripulação" do 964 Targa 1992
O motor do 964 roncava bonito e saudável, mas a transmissão estava mais ruidosa que o normal. O câmbio já era o de primeira marcha em cima, modificação efetuada vinte anos antes, abandonando a primeira “perna de cachorro” de primeira fora do “H’ e para trás.

Exemplo das estradas secundárias utilizadas entre Zuffenhausen e Weissach: puro deleite
No meio do caminho, parada geral numa cidadezinha para tomada de fotos do grupo todo, e do 964 partimos para um 991 com câmbio robotizado PDK também de sete marchas, uma autêntica volta para o futuro. Eu já havia dirigido o modelo no lançamento na Califórnia, em 2011 (publicado na Carro nº 219 janeiro 2012), mas reviver a experiência e, além disso, em terreno Porsche, teve um sabor único, em especial pelas sinuosas estradas secundárias de piso e sinalização perfeito. E chegamos ao nosso destino: Weissach.

Ao chegarmos ao portão de entrada na vasta propriedade que abrange o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento e as pistas de testes, o cuidado com a segurança industrial: ninguém pôde entrar nem com telefones celulares, ficando todos na portaria. Em seguida o grupo todo seguiu para a pista de testes, até uma instalação de recepção, uma espécie de box ao lado da pista, estruturada até para fornecer refeições. Daquele ponto saíamos para rodar na pista entre uma bebida gelada e outra ou mesmo beliscar alguma coisa.

Quatro bravos pilotos de Porsche posam ao lado do primeiro 911: da esq. para a dir., Eberhard Mahle, Norbert Singer, Peter Falk e Herbert Linge
Foi quando notei quatro senhores (foto acima) beirando os 80 anos sentados em pequenas cadeiras, dessas dobráveis, tomando um pouco de sol. Perguntei quem eram e soube serem ex-pilotos oficiais da Porsche que escreveram a história da marca nas competições e sobre quem eu tanto lera esses anos todos. Foi algo emocionante de ver, os quatro ali, meio esquecidos – não por mim – e me apressei em apertar a mão de cada um: Eberhard Mahle, Norbert Singer, Peter Falk e Herbert Linge. Aquilo me tocou de verdade, a reverência, a lembrança, a homenagem.

Depois andamos em vários 911 na pista. O sistema, inteligente, coisa de alemão, era um carro na frente moderando os grupos de cinco ou seis carros de jornalistas. Mas moderando em termos, à moda alemã, ou seja, acelerando para valer, quem quisesse que acompanhasse. Eu e o Javier, um por vez mas os dois no carro, dávamos três ou quatro voltas cada um.

Andando numa das pistas em Weissach
A pista selecionada entre as diversas tinha cerca de 3 quilômetros, mas havia um bom trecho em “curva reta”, de uns 1.000 metros ou pouco mais, de modo que se chegava fácil a 200 km/h nela. Deu para sentir bem os carros (até o "perfume" de freios quentes) e, principalmente, tivemos momentos de muito prazer e emoção. Andamos forte mesmo.

Guiamos o primeiro 911, o cupê 2-litros de 130 cv, dois carburadores Weber triplos, com pneus de "Fusca Itamar”, isto é, 165VR15. Depois, um Tipo 996 Carrera 4S Cabrio 2003, câmbio automático epicíclico tiptronic, tração integral, 300 cv. Eu nunca havia dirigido um 911 com esse câmbio e, dentro das suas limitações, gostei. Finalmente, outro cabriolet, retrocedendo no tempo até 1984, um 911 G Carrera, 3,2 litros, 231 cv. Ao todo, três horas de pura diversão e apreciação do incrível e cinqüentenário modelo.

Era bem interessante esse "S"
De Weissach, a “caravana” seguiu, eu o Javier no mesmo Carrera 4S Cabrio em que andamos na pista, até o Porsche Classic Restoration, não muito longe, em Freiberg, um serviço notável de recuperação e restauração aberto a qualquer Porsche. Lá, por exemplo, estavam nada menos que cinco 959 em serviço, um dos modelos mais raros e cobiçados por colecionadores. A oficina realiza cerca de 300 restaurações por ano.

Um a oficina da Porsche para qualquer Porsche! Mais fotos após o fechamento do post.
De lá fui levado para hotel para pegar minha mala e rumar para o aeroporto distante 2 minutos a pé, para voar a Zurique, na Suíça, e de lá direto para o Brasil.

Ao todo, foram apenas 24 horas em Stuttgart e cercanias, mas que valeram 50 anos de história do 911.

BS


Mais fotos do Porsche Classic Restoration em Freiberg:

Um 959 em serviço
356B no elevador
Armários para guardar peças dos carros em serviço
Motor aguardando montagem
Um transeixo no suporte para serviço
Um 550 Spyder restaurado
Interior do 550 Spyder
Detalhe do quadro de instrumentos do 550 Spyder
Um dos primeiros 911 em restauração
356A em restauração
Suspensão traseira McPherson do Boxster
Um 356C Cabrio pronto à espera do seu dono
Um dos 20 Porsche Carrera GTL Abarth fabricados sendo restaurado

44 comentários :

  1. ahhh o 911 que sonho e quanta história, parabens pelo posting.
    abração
    Gian
    www.V8nFUN.blogspot.com

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  2. Fico imaginando a delícia que é guiar nessas estradas secundárias da Europa. No ano passado na apresentação do BMW Gran Coupé, também deve ter sido ótimo.

    Sobre o evento, fantástico. Quando comecei a ler pensei, "o Bob tinha que estar lá". Muito bom.

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  3. Beleza de post, Bob, uma história e tanto desse carro fascinante, que, como você disse, até hoje não se tornou datado, ultrapassado.

    Não é nada fácil manter um carro de série no mercado durante 50 anos. Mais longeva, só mesmo a Kombi, mas aí trata-se de um utilitário.

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    1. Luiz,
      O 911 desafia toda a lógica e continua fantástico. Essa última geração de entreeixos 2.450-mm ficou mesmo incrível.

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  4. Bosley de La Noy02/06/13 13:17

    Esse povo sim pode bater no peito e dizer que é apaixonado por carro...

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    1. Sim mas nos aqui no Brasil tambem somos apaixonados por carros.
      E quem diz é o proprio povo! E a voz do povo e a voz de Deus. Ja dizia o Pele!
      A propaganda da Ipiranga apenas confirma a paixao dos brasileiros por carros. E digo que por gostarmos tanto de carro assim ja tivemos grandes nomes na F1, (2 tri e 1 bi campeao). Acho que um pouco "culpa" de nosso transito maluco , que faz com que os brasileiros saibam guiar bem acima da media comparado a europeus e americanos!
      Eu mesmo me julgo um motorista bem acima da media.. Acidente , apenas 1 so nos meus mais de 6 anos de carteira. Foi uma besteira quando um babaca da frente vacilou no sinal amarelo. Eu vinha no vacuo e nao consegui frear a tempo. Mas foi so um susto ninguem se feriu.
      Apesar da multinacionais instaladas ja tivemos fabricas proprias como a Gurgel , Puma e varias menores com carros fora de serie.
      Assim tambem podemos bater no peito e dizer que gostamos decarro como eles!
      Bom domingo


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    2. Se brasileiro fosse apaixonado por carro não faria do seu próprio um rebocador (se bem que caiu verticalmente a moda de engate nos carros) e nem colocaria sacos de lixo nos vidros.

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    3. Motorista bem acima da média com incríveis seis anos de carteira, pegando vácuo no farol amarelo... Meu Deus! Tenha piedade!

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    4. Bosley de La Noy02/06/13 17:01

      Pior que não são só os donos que estragam os carros com sacos de lixo, engates para não puxar nada e outras bicheiras tipicamente latinas. O poder público também torna a vida de quem tem carro um inferno, os postos vendem combustível adulterado, os fabricantes não produzem peças de boa qualidade para autos antigos, além do pavimento ser um verdadeiro lixo...

      Carro sofre muito aqui nessa terra de "apaixonados".

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    5. Esse Anônimo 02/06/13 15:42 é mto engraçado hehehe
      Já tava outro dia aqui perolando e me rachei de rir kkkkkk

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    6. Sei q esta moda de reboques não é legal, mas após comprar meu Focus 2012, novinho...instalei o sensor de ré, para não arranhar o para-choque traseiro, mas um ano e meio depois, já tá todo lanhado...eu nunca encostei ele em lugar nenhum, mas o resto de "apaixonados por carro" q rodam pelas ruas, pelo visto, fazem baliza, e só param quando encostam no carro da frente...o suficiente para marcar todo o para choque(e até descascar).
      Antes tivesse colocado um gancho de reboque...

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    7. EdurRSR
      Sai mais barato pintar o pára-choque do que deformar seu carro ao levar uma batida por trás, por menor que seja. Fora que o engate completo pesa o bastante para aumentar o momento polar de inércia, tirando alguma agilidade do carro.

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  5. Corsário Viajante02/06/13 13:30

    Sensacional post, mesmo sem saber levou um monte de leitores na bagagem com você! rs
    E esta oficina, que coisa incrível! Isso sim é uma marca que respeita e valoriza sua história! Incrível pensar que posso aparecer lá com um carro dos anos 30 para manutenção, resutaração, conserto, etc... Valeria até um post futuro sobre como cada marca trata seus "velhinhos" ao redor do mundo. Aqui no Brasil, até onde sei, tratam todas com desprezo e cara-feia, confere?

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    1. "Aqui no Brasil, até onde sei, tratam todas com desprezo e cara-feia, confere?"

      Aqui até os velhinhos que não tem 4 rodas são tratados desta forma.
      Mas se tratando dos autos, que me lembre a única marca que ainda fazia alguma coisa com vistas aos seus antigos era a Fiat, que em seu Rally universitário limitava a idade dos carros participantes exceto a de sua própria marca.
      Outras manifestações que conheço (mas aí de iniciativa das autorizadas) são os encontros anuais do clube do Mustang que são realizados na concessionária Ford Slaviero de Curitiba, em que os antigos expostos vão inclusive para dentro do showroom e fecham a css o final de semana todo.
      Fora isso, o descaso é total. Não só há falta de interesse como as próprias fabricantes boicotam as empresas fornecedoras que insistem em manter as peças de determinados modelos em produção. Soube até mesmo de caso da Ford processando a Arteb por manter em produção os faróis do Escort mkIV. Engraçado que esta mesma Ford, lá fora, tem uma das mais inteligentes iniciativas para manter seus modelos fora de linha em circulação: Licencia, mediante controle próprio de qualidade, que fornecedores interessados produzam peças diversas de seus autos com o logotipo "Ford official licensed product", e têm status (e qualidade) de peça de reposição.
      Agora mesmo estou com o jogo de letras do capuz do Landau em mãos, zero bala feito pela Scott Drake sob licença, e são perfeitas (e baratas). No Brasil, exceto por um louco ou outro que desenvolve e produz por conta própria, isto não existe. Até onde sei, reprodução só de frisos simples, borrachas e outros itens fáceis de se fazer. Lá fora, até estamparia tem.

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    2. Corsário Viajante02/06/13 17:40

      Pois é Charles, ocasionalmente ouço por aí que a BMW aqui no Brasil é mais atenciosa e acolhedora com veículos mais antigos do que outras marcas... Mas não sei se é só fama.
      Aliás, isso que vc descreveu aqui se aplica até mesmo aos manuais técnicos, lá fora comuns e aqui ainda insistem em esconder e sonegar esta informação!

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    3. Eu sinceramente não consigo compreender isso. Será tudo pura ganância para vender carros novos??

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  6. Rafael Ribeiro02/06/13 16:36

    Bob, seu danado...
    Esteve no paraíso no início de março e só agora mostra tudo para nós??? Mas antes tarde do que nunca, obrigado por tornar meu domingo melhor!

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    1. Rafael
      O convite para esse programa foi feito em nome da revista Carro (só eu do Brasil e Javier do México), onde sou editor técnico e colunista, e tive por força de contrato que publicar lá primeiro, dar um tempo e publicar aqui. Só que no blog a matéria pôde ser bem maior que na revista, que tem limite físico de espaço, ao contrário do AE. Estive em novembro de 2011 andando no 911 991, na Califórnia, mas pelo contrato não pude publicar nada aqui, pois se tratava de produto, diferente de um evento festivo como esse da Porsche.

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  7. Bob


    Que inveja (da boa, claro).


    Gostaria de saber, se em uma dessas suas idas à Alemanha, experimentou acelerar em Nürburgring.

    Se sim gostaria de ler aqui o relato (post) de um piloto profissional sobre como é pilotar naquele solo sagrado.


    Sei que Nurburgring é um assunto que já foi aqui ventilado diversas vezes, sendo falado aqui a respeito da pichação no asfalto e, salvo engano, na semana passada, a respeito da edição de 2013 das 24 Horas.

    Mas gostaria mesmo de saber como foram as experiências sua, do Arnaldo Keller e dos demais integrantes do AE (lógico, se já houveram tais experiências) no mítico Nordschleife.

    Se possível, seria muito interessante ainda um post sobre a Sabine Schmitz (sou Zé Gasolina).

    Vejo muito poucas referências (em língua portuguesa) a respeito do famoso Autódromo.

    "...e num salão contíguo, local para se fumar:respeito ao fumante, algo em baixa no Brasil ultimamente"

    Infelizmente, o que anda em baixa no Brasil ultimamente não é o respeito somente aos fumantes, mais ao cidadão em geral, seja na saúde, educação, segurança pública, transporte e serviços públicos (inclusive os explorados mediante concessão) e, até mesmo, nos Poderes do Estado (Legislativo, Executivo e Judiciário), os quais como cidadão e profissional (sou advogado) vejo desrespeitarem, diuturnamente os direitos do cidadão, fatos sobre os quais, só não vou adentrar, por fugirem à proposta do Autoentusiastas.

    Por fim, não acredito que nos países ditos desenvolvidos só hajam pontos positivos e por aqui (país do futuro) negativos, mas que temos muito a melhorar é inegável, mas não podemos perder a esperança, pois vivemos no "país do futuro".

    Assinado: Chevette SL.

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    1. Corsário Viajante02/06/13 17:43

      A meu ver, não é tanto que "anda em baixo" no Brasil, mas sim o que anda "em alta" por aqui: uma caça às bruxas dissimulada, uma verdadeira sanha de achar judas para malhar, cristos para crucificar e bodes para... expiar? rs
      É o novo comportamento "hater" que toma conta do Brasil, seja na torcida obsessiva e doentia no futebol, seja na briga (briga, não debate) política dividida em dois times cegos.

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  8. Bob, delicioso seu post... A gente sente a sua emoção, seu estado de espirito, uma viagem compartilhada maravilhosa. Parabéns. O AutoEntusiastas é referência obrigatória! Obrigado a voces desse fantástico Blog.

    Bob, fiquei imaginando um condutor trafegando a noite numa dessas estradas secundárias maravilhosas da Alemanha se defrontar com um veículo das forças de segurança com o sinaleiro de teto ligado e piscante, ritmadamente piscante. Será que lá ocorreria aquilo que é norma para tal tipo de veículo aqui em Minas Gerais ?

    É meio off topic, mas gostaria de ponderar sobre a obrigatoriedade, pelo menos para os veículos da policia de Minas Gerais, de sempre trafegarem com o sinaleiro luminoso ligado, aquele sinaleiro que fica instalado horizontalmente no teto dos veículos mesmo na estrada e a noite. Entendo perfeitamente que desse modo o policiamento fica mais ostensivo, mas penso que quem concebeu tal norma de procedimento náo tem a devida noção do grande desconforto que isso gera para os condutores dos veículos que vêm atrás, uma vez que a luz vermelha intensa e ritmada causa forte estímulo visual com grande cansaço visual e mesmo a possibilidade de esse estímulo ritmado, pulsante, causar até mesmo convulsóes em alguns condutores. Fico pensando que em estradas a norma poderia rezar que o sinaleiro ficasse ligado mas de modo contínuo, sem o piscar. Esclareço que muitas vezes os veículos estáo apenas em trânsito, se deslocando de uma cidade para outra, sem que estejam envolvidos em qualquer missáo de urgência. Por algumas vezes, por estradas aqui em Minas Gerais tive o desprazer de ter que ficar por muitas dezenas de quilômetros como que comboiando esses veículos, e isso, desde o cair da tarrde, no lusco-fusco até noite adentro. E esses veículos frequentemente ajustam a velocidade para o limite permitido na pista (diga-se de passagem, com frequência pistas simples aqui em Minas Gerais), e náo há como ultrapassar...

    Abraços

    Júlio

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    1. Julio,
      Um carro de polícia ou ambulância trafegar com aquelas luzes ligadas sem motivo é de uma boçalidade inominável. São luzes para uso em caráter de emergência exclusivamente, desde para pedir passagem a precisar estacionar em ponto proibido, que ofereça perigo ao trânsito, jamais em deslocamento normal. A burrice que assola o Brasil é mesmo assustadora, e está piorando.

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    2. Anônimo 02/06/13 17:33
      Lamento te informar q essa boçalidade não é privilégio de vocês, mineiros. Aqui no PR isso é absolutamente constante, normal. Rodovia, cidade, estrada rural... Até parece que essa luz (aqui chamamos de giroflex) está ligada na ignição do carro. Deu partida no motor, elas ligam. Ontem a noite mesmo, chegando no trevo de saída da minha cidade, uma viatura da PRF passou com essas luzes ligadas e se mandou. Como eu estava contornando o trevo e embalando, ela se afastou de mim rápido. Mas mesmo já estando bem distante (era uma reta longa) e ter ultrapassado alguns carros a luz dela ainda me incomodava. Ela é muito pior do que a luz traseira de neblina. Nesse caso em específico, talvez até eles estivessem mesmo em perseguição, pois logo a frente abordaram duas carretas. Mas deu para notar como essas luzes incomodam.

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  9. Que deleite de texto em Bob. E as fotos, melhores ainda. Porsche é Porsche!!

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  10. Fumantes "deixaram" de serem respeitados pelo motivo de muitos fumantes não respeitem quem prefira ter os pulmões "limpos"...

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  11. Anônimo 02/06/13 19:44
    Disse besteira. A sala de fumar no Christophorus é separada do restaurante. O respeito é que me referi é que o imbecil do José Serra não teve ao encaminhar à Assembléia lei proibindo o fumo em qualquer ambiente fechado. Você deu uma da papagaio, desculpe, hein! E o Serra morreu politicamente.

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    1. Me desculpe, mas tu que não entendestes o que tentei expressar. Afinal, quantas vezes nas noites tive que fumar passivamente porque maus fumantes não respeitavam os não fumantes. Sinceramente, não sou contra ao modelo adotado pelo Christophorus, sou contra quem decidiu não fumar, ter que fumar passivamente por desrespeito de quem o faz em ambiente não propício.
      Nada haver com política ou coisa do gênero.

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    2. Algumas politicas são feitas porque cada povo tem o governante que merece.
      A de fumante não é excessão, quando havia a lei para ambientes separados, os ambientes separados não eram tão separados assim. As pessoas não respeitavam, se não tinha mesa pra fumante vou fumar na de não fumante mesmo... e por ai vai.
      Se foi o serra que fez a tal lei tou pra dizer que foi a unica coisa boa que esse pamonha fez. :o)

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    3. Você está completamente errado. Justo não tem que pagar pelo pecador. Que não respeitasse é que tinha que sofrer alguma forma de punição.

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    4. Utópico demais pensar deste jeito. Culpar os políticos é fácil. O grande problema e que os cidadãos são os culpados, pelo simples fato de existente os quem não respeitem os limites.
      Fácil falar do arrecadador com seus pardais. Porém os cidadãos são culpados por insistir em cometer abusos, dando margem para estes políticos ordinários usar como desculpa esfarrapada estes agentes arrecadadores.
      Com relação ao fumo é a mesma coisa. Muitos desrespeitam os limites do bom sendo. Agora todos tem que pagar pela displicência alheia. Infelizmente é assim que funciona.
      A democracia fajuta, onde muitos pagam pelos erros de poucos.

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    5. Muitos não, acho que a maioria é de não fumante, logo... É justo que essa maioria não pague pela falta de educação de poucos ou de amor proprio. (Afinal, fumar é suicidar-se aos poucos. Alem de suicidar-se quer matar os outros tb.)
      A mesma coisa cabe a outras minorias, a democracia tem que ser feita para a maioria e para preservar o bem comum. Como fiscalizar cada estabelecimento? Terão policiais e fiscais para isso? Não... Proibe tudo, quem quiser fuma na chuva e bola pra frente! :o)
      .
      alias, racho de rir de ver fumante na chuva, o cigarro faz mal, e nem no frio na chuva o viciado larga essa porcaria... largue esse habito e viva melhor

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    6. Anônimo 04/06/13 14:41
      Não repita as besteiras que falam por aí, como fumar é suicidar-se aos poucos. Terminada a Segunda Guerra Mundial e encerrado o regime nacional-socialista alemão, criaram-se lá leis para proteger as minorias justamente para não se repetirem os tristes fatos conhecidos. Você está completamente por fora, não sabe o que é democracia e é um imbecil completo ao dizer que morre de rir ao ver fumante na chuva. É raciocínio como esse seu que está levando o país para o buraco. Faça o favor de sumir deste blog.

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    7. É um absurdo que ao invés de punir os culpados estão transformando todos em criminosos. A lei anti fumo no Brasil é opressora e desrespeitosa. Fumar é uma escolha pessoal e não devia ser tão discriminado assim. É o mesmo que estão fazendo com a lei seca, ao invés de punir quem bebe e mata no trânsito, que geralmente é o cara que "chapou o melão" fazem leis cada vez mais rígidas a ponto de transformar o cara que tomou 1 ou 2 long necks num criminoso. O Brasil está ficando insuportável.

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  12. Bob e Anônimo 02/06/13 18:16,

    Muito grato pela pronta resposta de voces ao meu comentário. Pensei em levantar aqui no seu Blog, Bob, esse absurdo procedimento adotado, certamente como norma, pelo pessoal das forças de segurança, mas eu achava que isso era restrito apenas a Minas Gerais, mas vemos agora, pelo seu comentário, Anonimo 18:16, que também no Paraná acontece algo assim. Absurdo procedimento, absurdo. E o que podemos fazer, senáo levantar a questáo e esperar que algum autoentusiasta ligado, direta ou indiretamente, aos orgãos competentes possa trabalhar no sentido desse procedimento ser alterado, a bem da segurança viária.

    Bob, louvável a iniciativa da Porsche de ter uma oficina de restauração de seus carros. Isso revela a importância que a Porsche dá aos seus veículos, afinal desse modo está a disposição daquele que comprou um Porsche a possibilidade de ter o seu veículo perfeito, mesmo décadas depois; é o respeito à memória, afinal como bem mostra seu post, Bob, a Porsche valoriza muito sua história, haja visto o convite para os ex-pilotos, atualmente octogenários, o convite para voces jornalistas de todo o mundo, a oficina de restauração.

    Abraços

    Júlio

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  13. Parabéns PORSCHE !!!!!

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  14. Excelente post Bob! Mostra o engajamento da Porsche na manutenção de seu maior patrimônio: - A história.
    Em relação à legenda da 8a foto do post, creio haver equívoco pois não trata-se de uma 964, a maravilhosa bordô clicada aparenta ser da 1a geração das 911 targa 1967, ainda com vigia plástico que mudaria para vidro em 68.

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  15. Obvio que todas as fotos são incriveis, mas a que me chamou a atenção foi a foto do 911 em restauração.
    Se alguem não observou, volta lá e observem:
    1 - É um carro que esta em trabalho de funilaria (lanterrrnagem pros cariocas)
    2 - A lataria esta com preparo impecavel, como de um carro zero numa linha de montagem. Alinhamento das peças perfeito, lataria lisa como de um carro novo.
    3 - Cadê o pô de lixa? exceto pela banda de rodagem do pneu, não há nada que denuncie a poeira impregnante de lixar a lataria. Nem sequer internamente, esta sem os vidros mas se vê os bancos totalmente limpos.
    4 - espuma na tampa traseira do motor, para não ficar batendo lata com lata e estragar o serviço.

    Faz nossos serviços de funilaria parecer da época de Dom Pedro I.

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  16. Belas lendas,ainda bem que alguns países ainda tem pessoas que gostam de carros e demonstram isso.

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  17. Ótima reportagem meu caro Bob. Para poucos que gostam de carro e de Porsche.
    Aproveitando a deixa, você que tambem é especialista em formula um, me responda, por favor. Em 2014 teremos a Formula Um com motores de 6 cilindros turbo?
    O Piquet disse uma vez quando pertencia a escuderia inglesa que o futuro da formula um estava nos motores turbo e da suspensão ativa.

    Atenciosamente.Marco de Yparraguirre

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    1. Marco,
      Sim, em 2014 os motores serão V-6 de 1,6 litro turbo com injeção direta de 550 cv, mais um motor elétrico de 150 cv. Mas a suspensão não será ativa.

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  18. Tb fiquei babando de inveja...fui a Alemanha ano passado, visitei vários museus, inclusive o da BMW em Munique, mas não deu tempo de passar em Stuttgart.
    Fica pra próxima...
    A Alemanha é o paraiso pra quem gosta de carros.
    Bob, vc fala alemão? Depois de visitar esta terra fiquei com uma vontade danada de aprender o idioma, até comprei uns livrinhos... mas eta idioma difícil...coisa de doido...
    Obrigado pelo post!

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    1. EdurRSR
      Não sei falar alemão, apenas ler alguma coisa mais técnica. É mesmo uma língua difícil, também gostaria de saber falá-la.

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  19. Bob, tu não sabes como fiquei de boca aberta, só imaginando como é estar presente nesta festa maravilhosa de 50 anos da Porsche, mais ainda de camarote 5 estrelas com a oportunidade que você teve !

    Vou ter também pelo menos um pouco deste privilegio que é pisar em solo sagrado germânico, a começar claro pela Porsche em setembro agora, só reservei as passagens de ida e a estadia em Stuttgart, sem data de volta, e lá vou realizar meu sonho antigo de conhecer a fundo a Porsche. Sobre a língua alemã, não quero nem saber, vou com meu inglês e espanhol simples, e o tradutor do celular para me salvar...rs

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  20. Antônio Filho
    Afirmo sem medo de errar: TODO alemão fala inglês. Quanto a isso, esqueça, não se preocupe. Você vai adorar a Alemanha, a visita à Porsche, tudo.

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