UMA NOITE DE GALAXIE

Fotos: Galaxie Clube do Brasil, Eduardo Toledo e autor
Galaxie Night, a noite que é homenagem aos Galaxies, todos os anos, no Sambódromo de São Paulo, SP.
Noite de desfile no Sambódromo da cidade de São Paulo, mas por estarmos no AUTOentusiastas é de esperar que nosso assunto não serão os carros alegóricos, mas sim algum outro tipo de automóvel. No desfile da terça-feira da semana passada (18/06) quem brilhou foram os Galaxies.

Na noite de 3ª feira passada o desfile não foi de carros alegóricos, mas sim de veículos  tão admiráveis quanto...
... afinal de contas, não é toda noite que são reunidos num mesmo ambiente mais de 60  antigos do mesmo modelo

Sou fã de automóveis que realmente andam, ainda mais sou alucinado por carros antigos. Quando o veículo junta essas duas qualidades, então, fico feliz e isso me empolga. Tenho um Galaxie 500 1972 que ainda não tinha participado do desfile, que acontece há anos e virou tradição.

Galaxie 500 1972, veículo que "namorei" por muitos anos, até realizar a compra
O carro ainda precisa de um trato para ficar como quero, mas digamos que ele  é fotogênico

Eng. Ari Torres, que trabalhou para o governo  do Estado de São Paulo e fundou a ABNT
O automóvel em questão foi comprado 0-km pelo engenheiro civil Ari Torres, que trabalhou para o governo do Estado de São Paulo e fundou a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Em 1973, quando o Galaxie tinha apenas um ano de uso, o engenheiro faleceu e o carro foi passado para seu sobrinho José Roberto Torres, que o manteve até 2010.

A melhor comprovação do histórico do veículo, manuais, nota fiscal e toda a documentação desde 0-km
Nessa época eu já "namorava" o carro, conhecia sua história, mas não tinha dinheiro. O sonho de comprar só aconteceu dois donos e dois anos depois. Sempre admirei o fato de o carro conservar manuais, nota fiscal e emblemas da concessionária. Além disso, os modelos de 1971 e 1972 – graças às lanternas traseiras – representam a primeira linhagem de Galaxies com desenho nacional.

Anúncio criado por José Roberto Torres, sobrinho do Engenheiro: eu já desejava o carro, mas  ainda não o podia comprar
Lanternas traseiras, apelidadas de "catedral", exclusividade nacional, a primeira estilização técnica nacional
Este ano foi a vez do automóvel participar do evento, mas o trabalho na redação me impedia de levar o carro até lá, então o presidente do Galaxie Clube do Brasil se prontificou a levá-lo. Deixei o "menino" pronto na garagem e foi dignamente conduzido no caminho para o evento. Quando cheguei à pista do Sambódromo já era noite e ali encontrei outro amigo ao lado do carro, Eduardo Toledo, um daqueles caras que é um exemplo de caráter. Perguntei se ele queria guiar o carro e o convite foi aceito. Experiência ele tem com veículos históricos, afinal ele foi o feliz proprietário do Landau 1983 a álcool que pertenceu ao ex-presidente João Baptista Figueiredo.

Na foto de Eduardo Toledo, o alinhamento dos veículos, preparativos para o desfile...
... e na visão subjetiva de quem conduz o automóvel, durante o desfile, pontos de vista únicos 
O Eduardo não iria dirigir nenhum Galaxie aquela noite, o que fez surgir o convite para uma condução ainda mais delicada e que exigia perícia com jogo de cintura, tal qual acontece quando se anda por aí a bordo de um veículo com idade igual ou superior à sua.

Fui "intimado" a apresentar o evento ao lado de Roberto Suga, colecionador que dispensa comentários no meio antigomobilista. Uma coisa era certa: eu estava naquele momento sempre cercado por pessoas e carros que gosto, não poderia terminar a noite de terça-feira melhor, mas há quem diga que a vida consegue surpreender para o bem.

Foto "onboard" do meu Galaxie mostrando minha narração durante o desfile
Em parceria com Roberto Suga, narramos o desfile da noite e o  grande homenageado: o Galaxie
Para abrir o desfile, um veículo raro e belo: o Concorde, veículo fabricado em Vinhedo (SP) por um colecionador de Jundiaí, que em 1976 apresentou no Salão do Automóvel o veículo que roubou a cena entre todos expostos no Pavilhão de Exposições do Anhembi, incluindo o novíssimo Galaxie, que mudaria por completo, perdendo os faróis verticais em favor do conjunto ótico disposto na horizontal.

Concorde, criado por João Storani, um colecionador que realizou o sonho de construir o próprio carro
No desenho da carroceria as inspirações vieram do Cord, Alburn, e Buick, entre outros veículos dos anos 1920/30
De volta ao Concorde, o motivo de ele participar do evento não era o fato dele ter dominado o noticiário especializado da época, mas sim por ter sido um fora-de-série produzido com o conjunto mecânico do Galaxie. No fundo o automóvel é um Galaxie com vestimentas clássicas, já que seu idealizador, João Storani, colecionava automóveis dos anos 1910/20/30 – sempre conversíveis – e usou elementos presentes nos carros de sua garagem para criar sua obra-prima, um veículo retrô – muito antes desse termo existir.

O conjunto mecânico dos Galaxies caiu como uma luva no  projeto de João Storani
Elementos dos clássicos foram para o Concorde, como os estepes nos pára-lamas, rodas raiadas e porta-baú
Em seguida vieram os Galaxies mostrando sua evolução, começando pelos americanos de 1966 que foram o inspirador do nacional, que só chegou em 1967, porém causou alvoroço no mercado por ter a qualidade e desenho de um importado de luxo, mas com o preço do nacional. O motivo é simples: a Ford percebeu que poderia tornar o veículo apto ao mercado brasileiros se em vez de fabrica-lo com as mecânicas mais robustas usasse o mesmo motor das picapes nacionais F-100, o V-8 Y-block de 272 polegadas cúbicas ou 4.453 cm³.

Dois modelos de 1966, conversível e cupê, não chegaram ao Brasil, mas serviram de "embrião" para os nacionais
No desfile, a dupla fez a honra em mostrar a origem dos Galaxies brasileiros
O modelo nacional da primeira safra, 1967, é exatamente o americano de 1966, na versão sedã
Passo a passo, o público percebia com olhares atentos cada ano e evolução do modelo, mudanças mecânicas, estéticas e curiosidades. A chegada do LTD em 1969, com o motor V-8 292-pol³ (4.778 cm³) e caixa automática opcional, o primeiro carro nacional com esse tipo de câmbio, passando pelo espartano Galaxie, sem o númeral 500 no nome e desprovido de itens como direção assistida hidráulica, rádio, relógio, frisos, calotas integrais e tudo o que pudesse tornar o veículo caro, uma aberração da época, mas desejada hoje pela raridade, afinal foi um fracasso de mercado, vendeu pouco.

Dois modelos de 1970, à esquerda o 500, à direita sem o número 500, apelidado como standard,...
...nada de frisos ou calotas integrais. Rádio, relógio, direção assistida eram opcionais
Entre os diversos modelos admiráveis, confesso que o mais emocionante foi ver o meu Galaxie 500 1972 passeando com maestria sob a condução do amigo Eduardo Toledo. Meus carros já desfilaram algumas vezes, nunca comigo dirigindo, por estar ocupado em alguma outra função do evento. Acontece que não consigo parar de ver um carro meu passando, porque normalmente não tenho acesso a este ponto de vista. Tem dias, que sinceramente, até prefiro assim, porque fico sabendo como é ver meu carro em pleno movimento, uma chance de observar o meu automóvel do jeito que gosto, sempre funcionando.

PT

60 comentários :

  1. Não resisto ao trocadilho: "Noite de gala", he, he! Em tempo, Portuga: você saberia a designação oficial da Ford para este azul do lanterna "catedral" que aparece na foto número 11? É a mesma (linda) cor do que meu tio-avô teve. Faz tanto tempo, mas sou capaz de visualizar aquela pintura brilhando sob o sol na casa dele, como se fosse hoje.
    Abraço.

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    1. O nome da cor do Galaxie 500 1972 das fotos é AZUL REAL.

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    2. Áhhh Mr. Car... me confundi...
      Você refere-se ao LTD de 1970, não me recordo o nome da cor, mas vou verificar e posto aqui.

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    3. No aguardo então, Portuga. Agradeço desde já.
      Abraço.

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    4. Mr. Car,

      O nome da cor do LTD '72 da foto de n.º 11 é "Azul Astral".
      Segue referência do mesmo carro em outro evento:
      http://static.wix.com/media/180d3f_173c237af4afec75d9f8358b09acc7a6.jpg_srz_800_600_85_22_0.50_1.20_0.00_jpg_srz

      Portuga,

      Agora fiquei curioso. LTD com vigia pequeno? Era opcional isso? Para mim que o vigia era exclusividade da linha Landau.

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    5. Anônimo 26/06/13 07:52,

      Se não me engano, o Landau só virou um modelo "separado" depois da reestilização (faróis horizontais). Acho que antes disso era uma versão top, conhecida como LTD Landau.

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    6. Olá Anônimo,

      Realmente o LTD/Landau de 1972, da foto 11, é Azul Austral. A partir de 1971 o LTD passa a ser chamado de LTD/Landau e assim fica até 1975. A partir de 1976 - com a nova frente - os nomes LTD e Landau desvinculam, virando modelos diferentes.

      A "vigia pequena" acompanha os "Galaxies que tem sobrenome Landau". Seja o LTD/Landau ou simplesmente Landau a vigia é pequena. Se for só LTD ou o 500 a vigia é grande, seja ele "frente em pé" ou "frente deitada".

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  2. Portuga,

    Esse "Manual do Acidentado no Trânsito" vinha junto com os manuais da linha Galaxie, ou poderiam vir com manuais de outros carros?? Eu tenho um desse em casa, junto com alguns outros manuais antigos (de Fusca, de Galaxie, Opala, etc, etc), minha "coleçãozinha literária"... rsrs

    Um abraço!

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    1. Ops...

      "...poderia vir..."

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    2. Olá Marcelo R.

      Acredito que seja algum anexo que alguma seguradora fornecia. Ainda não consegui descobrir isso. Vou pesquisar melhor.

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    3. Trata-se de manual editado pela CET e pela Prefeitura de São Paulo nos anos '80. Coisa do Pref. Reynaldo de Barros.
      Não sei como era feita a distribuição.

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  3. Todos os Galaxies são lindos. Mas, esse Concorde... Tem como você falar mais sobre as especificações dele, ou fazer um post exclusivo?

    Agora, sobre o 500. Esse exemplar tem a direção hidráulica? Se não tem, como é manobrar um carro desses sem o equipamento?

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    1. Olá Marcelo R.

      Se você estiver se referindo ao meu 500, de 1972, ele tem sim direção hidráulica. O item só não foi de série para os Galaxies (sem o numeral 500, chamados de Standard). Nesse caso a caixa da direção é desmultiplicada, muito semelhante no uso à F100. Porém a caixa era única, a mesma da versão de entrada norte-americana, o Galaxie Custom.

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    2. Portuga,

      Falha minha... Eu me refiro ao Standard, mesmo.

      Um abraço!

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  4. Portuga:
    1-) tbm gosto dos 71/72. Eles usavam umas calotas diferentes do 76 nao ? se nao me engano eram dos Mercury americanos?
    2-)Esse modelo standard deve ser bem raro!
    3-)Quantos Concordes foram produzidos? Acho eles lindíssimos!

    Na proxima nos avisa com antecedencia para que possamos ver essas maravilhas ao vivo !
    Parabens pelo seu exemplar!
    Abracos

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    1. Este comentário foi removido pelo autor.

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    2. Este comentário foi removido pelo autor.

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    3. 1-) As calotas dos 500 de 70 a 72 são às mesmas dos Galaxie Custom de 1966, tem o prato igual ao 500, mas o miolo em vez de ser em acrílico vermelho adornado é uma "tampinha" de alumínio polido. Já as calotas dos LTD/Landau de 71 e 72 são as mesmas dos Mercurys e Lincoln de 1968 a 1970.

      2-) O modelo Standard ficou raro mesmo, até porque vendeu pouco e outros tantos foram transformados pelos donos em 500.

      3-) Foram 18 Concordes produzidos, sendo que três deles viraram os Harpia e dois foram exportados como kit.

      Obrigado pelos elogios ao veículo.

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  5. O velho Fordao continua absoluto.
    Quem ja foi rei nao perde a majestade!
    Jorjao

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    1. Valeu Jorjão,

      Sem dúvidas o Galaxie soube conquistar seu merecido espaço e não há de perde-lo tão cedo.

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  6. Portuga,
    Extremamente grato pela matéria e em especial pelo registro do Galaxie "standard", o qual nunca havia visto, apenas ouvido falar à respeito.
    Belíssimo o seu 500 '72. Em minha opinião as lanternas catedral são as mais belas de toda a linha Galaxie, inclusive em relação aos modelos americanos.
    Quanto àquele Landau com carroceria vinho e teto de vinil areia, tenho um amigo que possui um 1973 na mesma "excêntrica" combinação.
    Vida longa ao maior Ford brasileiro.

    Charles.

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    1. Olá Charles,

      Quem sabe ainda fazemos alguma postagem só com veículos "pelados", acho que pode render uma boa matéria e com itens interessantes até aos mais conhecedores dos AUTOentusiastas.

      Particularmente sou fã dos Galaxies pós 76, (os frente deitada) da geração anterior gosto muito dos modelos entre 73 e 75. Mas realmente essas lanternas "catedral ou capelinha" são um charme extra e tipicamente nacional.

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    2. Eu apoio esta postagem sobre os pelados (carros, bem entendido, he, he!). Eu mesmo tive um pelado. Meu Alfa-Romeo 2300 77 não tinha ar, não tinha direção, não tinha nada, he, he, só um toca-fitas Aiko com antena elétrica. Agora imaginem um verão daqueles históricos no Rio, e eu manobrando esse bicho calçado com pneus 195 em uma garagem super apertada. Saia do carro pingando como se tivesse saído de uma piscina.

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    3. Portuga,
      Seria sensacional uma matéria sobre os peladões nacionais. Muitos deles carecem de um texto técnico mais minucioso em relação às suas peculiaridades, e não imagino lugar melhor do que o AE para que seja produzido material tão interessante.
      Quanto aos Galaxie/LTD/Landau, também sou fã da segunda fase, tanto pelo acréscimo de luxo ao carro (o veludo é sensacional nos bancos e em 1981 o padrão mais anatômico dos mesmos fez uma diferença e tanto na condução) quanto pelas melhorias técnicas (em especial o 302 que, salvo algumas divergências, é quase unanimidade pela sua respiração mais saudável e seu maior ânimo em atingir e manter maiores rotações). Adoro também o "estilo Lincoln de ser" que a Ford adotou nestes tempos para seu topo de linha, coisa que agregou uma imponência interessante. Não à toa meu filho único compõe a segunda safra dos Ford full-size nacionais.
      De outro lado me coço por um da primeira fase, em especial os 500, justamente por gostar muito de seu ar mais leve, do estilo mais sessentista de ser e, ainda, do fato de que apenas precisam de calotas "dog dish" iguais às do Maverick em rodas pintadas da cor da carroceria e pneus diagonais Firestone wide oval com alma branca para compor um estilo bem "pista casual" que me remete muito aos carros de competição americanos de época, inclusive as versões "track ready" vendidas pelos próprios fabricantes.
      Enfim, é uma coisa que ainda pretendo fazer, e se meu suado dinheiro deixar, montá-lo ao menos com um saudável 351 (pode ser o windsor mesmo, nem ligo), com um comando mais invocado e quiçá uma C4 com algum sabor à mais.
      Já que sonhar não é fato gerador de qualquer tributo...

      Charles

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  7. Filipe_GTS25/06/13 14:46

    Lindos esses pós-80.
    V-8 álcool automático, muito interessante.

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    1. O primeiro V-8 movido a álcool, diga-se de passagem, seguido pelo "canavieiro" da Dodge.

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    2. Portuga,

      Vi uns testes de época, e pelo que me recordo havia muita diferença de desempenho do 302 à gasolina para o 302 à álcool, vantagem para o segundo. Saberia dizer se realmente há potência não declarada sobrante no propulsor a etanol em relação ao gasolina? Pelo que me lembro em ambos os casos a Ford alegava 199 cv (por óbvios motivos tributários, nos padrões de medição brutos de então), mas nunca soube de nenhuma divulgação real de potência.
      Além da admissão de alumínio, dos pistões com dome e do charmoso emblema nos pés de pára-lama, recorda-se de mais alguma diferença significatica entre as duas versões?
      Grato!

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  8. Maravilha, Portuga. Parabéns.
    Mas eu sou fã mesmo é dos modelos com faróis verticais.
    O maior charme do modelo é o velocímetro horizontal.

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    1. Os modelos até 1975 são os preferidos da maioria, provavelmente também os mais emblemáticos.

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  9. Só uma correção. O nome do engenheiro em questão está com o a grafia errada. Não é Ari Torres. É Ary Torres. Só por curiosidade, o nome completo dele era Ary Frederico Torres.

    H

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    1. Olá Anônimo,

      Eu também pensava que o nome do Engenheiro fosse ARY (com Y) porque assim está grafado na Ponte que leva seu nome aqui em São Paulo. No entanto a nota fiscal, manual do proprietário e os documentos de 1972 estão em nome de ARI Frederico Torres, isso mesmo com "I".

      Se você consultar na Internet (GOOGLE) encontrará com as duas grafias, mas como na documentação aparece com "I" e também assim estão grafados os nomes expostos nos locais que fazem menção honrosa ao engenheiro (Ex: ABNT), tudo me leva a crer que realmente o nome seja ARI com "I", mesmo.

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    2. Entendi. É que eu já trabalhei em uma empresa aqui de São Paulo e o Ary ou Ari, sempre era referenciado com Y. Mas não sabia que no documento estava Ari. Agora nem sei mais. Mas isso pouco importa nesse momento. O que importa é esse Galaxie lindo lindo lindo. Aliás, meu conhecimento de Galaxie é pouco, mas sempre achei que essa lanterna tipo catedral fosse exclusividade do LTD. Parabéns pelo seu Galaxie, é muito lindo. Abraços.

      H

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    3. O Portuga escreveu certo. Depois que a pessoa falece a grafia muda para a regra ortográfica, tipo Ulysses vira Ulisses, Ayrton vira Aírton etc., embora com as novas regras e a inclusão do k, w, e y isso possa ter mudado. A obrigatoriedade de escrever pelas novas regras, que deveria começar este ano, foi adiada para 2016.

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    4. Interessante, Bob. Autoentusiastas também é cultura, e das melhores.
      Não sabia disso, pode ser cobrado em concurso público!

      Mas... será que os doutos na nossa língua pátria não têm nada melhor para fazer, não?

      Agora só falta, depois que o prezado Bob falecer (que demore muito!), eu ter que ver uma placa de denominação de logradouro na qual esteja escrito "Rua Roberto Sharp", aí vai ser o estopim para uma nova revolução (desculpe pela brincadeira, Bob, mas não resisti). Abraços.

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    5. CSS
      Nem preciso falecer: já existe a rua Roberto do Amaral Sharp (grafaram errado, sou Robert e não há o 'do' no meu nome). Entre no Google Maps e veja com os próprios olhos. Fica no município de Queimados, na Baixada Fluminense, cortado pela Via Dutra. Porque deram meu nome a essa rua, não tenho a menor idéia.

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    6. Robert,
      Pensava ser praxe nomear rua de forma póstuma. Certeza não ser homônimo?

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    7. ...Veja só!
      Fui pesquisar e em Sapucaia, RJ, existe uma rua chamada César Oliveira (meu nome). Mas com certeza não é em homenagem a um anônimo como eu!

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    8. Pouco provável, pelo Amaral Sharp.

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    9. CSS
      Vou procurar a explicação junto à Prefeitura de lá. Eu soube desse fato há vários anos, um sobrinho descobriu.

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    10. Verdade, Anônimo das 21:16. Aqui em Caxias do Sul batizaram o estádio de futebol do Caxias como Francisco Stedile (o fundador da Agrale), antes do dito cujo falecer. Alguém se lembrou que existia uma lei (Fedral 6.454/77 se não me falha a memória), que proíbe homenagem a pessoas vivas, e mandaram reverter o nome do estádio para Centenário. Quando o Sr. Stedile morreu, aí sim ganhou seu nome.

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    11. Srs,

      Senão me engano a "política" de batizar logradouros públicos vai de município para munícipio. Na capital paulista só se batiza obras municipais depois do falecimento, no entanto há lugares onde a homenagem é feita em vida, vide os "Autódromos Nelson Piquet".

      Verei se faço um registro fotográfico das notas ficais, documento de circulação e do manual do veículo.

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  10. Faltou o Versailles (Galaxie na Argentina)brincadeira é que gosto dos Versailles também,falando sério, belos carros,isso é que é desfile de verdade!

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    1. Speedster,

      O Versailles argentino, salvo equívoco, se denominava Galaxy, não? A minivan européia também possuia a grafia anglófona de galáxia, diferente do full-size americano que sempre adotou a grafia francesa, Galaxie.

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    2. Anônimo25/06/13 16:11 Perfeito anonimo!errei a grafia mesmo,claro que foi só pra brincar que escrevi,interessante também suas informações, até mais...

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    3. Realmente, tanto no caso da van europeia, quanto do Versailles de "los países Hermanos" a grafia é galaxY, ou seja, diferente dos galaxIE.

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  11. Rafael Ribeiro25/06/13 18:31

    Alguém aí se lembra do protótipo desenvolvido pela equipe da revista Motor 3, o Koysistraña (acho que era assim que se escrevia...)? Tratava-se de uma "gaiola" construída sobre o chassis do Galaxie/Landau, com pneus para areia. Um Off road V-8 com muito menos peso que o carro original.

    Na minha adolescência, pensei seriamente em construir uma, sobre um carro que estivesse com a carroceria castigada, sem viabilidade de restauro. Não tive coragem, e acabei comprando um Galaxie 500 1976 e um LTD 1978, ambos em estado bem razoáveis por apenas... US$1.000 cada (há 20 anos atrás). Vendi-os tempos depois por falta de espaço para guarda-los. Grandes carros, em todos os sentidos!

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    1. Rafael Ribeiro,

      Sinceramente tenho saudades de quando comprava-se um Galaxie por "valores simbólicos". Tive vários no final dos anos 90, naquela época quem pagasse R$ 4.000,00 era um louco que tinha dinheiro para rasgar. Comprei carros maravilhosos por menos de mil reais. Cheguei a ter um Maverick GT 1974 comprado com uma Monark BMX + um Pioneer CD player com frente destacável.

      Sobre o Koisistranha (também não me recordo da grafia correta) era mesmo interessante, já vi duas réplicas do modelo, uma em Piracicaba (ou região) chegou a participar de encontros em Capivari e Águas de São Pedro, mas há anos não vejo essa máquina.

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    2. A grafia, até onde consta minha pesquisada, é Koizyztraña.
      Segue foto do off-roader conforme publicado pela MOTOR 3 na época:
      http://www.carroantigo.com/imagens/carros_conceito/Koizyztrana%20M3ago83.JPG
      Elemento a ser reparado é o pára-brisa, reaproveitada do Galaxie, que no original era montado no esquema "chicletes" (afixado sobre a armação apenas com uso de massa de calafetar e arrematado pelos frisos) e no conceito foi envolvido em moldura de borracha, tal qual praxe naqueles tempos.

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    3. Meu Maverick GT 75 foi trocado pau a pau com um Toca Fitas Pioneer que me custou uns US$ 200, e por incrivel q pareça o carro andava e estava em muito bom estado. Bons tempos esses Portuga

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  12. Belíssima matéria, pena que não temos bastante artigos de carros antigos aqui, aí o blog ficaria perfeito.

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    1. Olá Anônimo,
      Acredito que o equilíbrio perfeito, ou próximo disso, seja a variação de temas. Assim nós, que gostamos de antigos, nos informamos sobre novidades enquanto que os que preferem os 0-km aprendem um pouco sobre os "veteranos".
      No fundo, todos aprendemos juntos e assim mantemos vivo o espírito AUTOentusiasta.

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    2. Portuga Tavares, concordo com você mas o equilíbrio aqui está meio distante, para cada matéria de carros antigos vemos cinco ou mais de carros novos. Penso que informações sobre veículos novos já estamos cansados de ver em publicidades diversas . Talvez eu esteja sendo egoísta mas não custa tentar, quem sabe aparecem algumas matérias interessantes sobre os carros antigos.

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    3. Anônimo,

      Não posso tirar o corpo e preciso admitir, um dos culpados pela baixa postagem de matérias sobre antigos sou eu.

      Acontece que a correria do dia-a-dia não tem permitido postagens mais frequentes e, com isso, a produção de matérias sobre antigos fica menor.

      Desde já, peço desculpas, a todos que participam do AUTOentusiastas, seja editando, produzindo, lendo, acompanhando, postando... enfim, espero conseguir equilibrar melhor meu tempo para conseguir postar com maior frequência.

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    4. Diz o ditado que promessa é divída, estamos aguardando... Abraço.

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  13. Nunca me esquecerei do meu primeiro passeio a bordo de um Landau. Eu tinha uns sete ou oito anos de idade e um amigo da família convidou-me para dar uma volta pela cidade em seu Landau 1976, comprado zero e que, à época, não tinha mais de dois anos de uso. A certa altura, paramos em um cruzamento. Enquanto ele me explicava sobre o revestimento interno do teto em lã de vidro (fazia um calor de rachar), eu - acostumado ao bom e velho Opala 2500 de meus pais - estranhei o fato do motor ter "morrido" quando paramos. Ele, então, apertou de leve o acelerador, soltou a embreagem e o Landauzão seguiu majestoso em frente...

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    1. Alexandre Zamariolli,

      Sobre o silencio do motor também tenho uma memória bastante marcante. Um açougueiro que tinha seu comércio ao lado do bar do meu pai tinha um Landau 1980. Eu - é claro - já ficava babando no carro, só pensava: "- como pode um motor tão grande ser tão silencioso?"
      Claro, que minha referência eram os Fuscas e a Brasília que meu pai havia possuído até então, daí o motivo de tamanha diferença de produção sonora.

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  14. Que maravilha ver estes belos veículos rodando reluzentes! Tenho uma dúvida: por que o '500' do nome? Refere-se à cilindrada?

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    1. Olá João Guilherme Tuhu,
      O número 500 refere-se as 500 Milhas de Daytona. Na segunda metade dos anos 50 a Ford fez bonito nas provas, mesmo sem necessariamente vencer todas às edições.

      Para demonstrar a durabilidade dos modelos da marca passou a batizar as versões esportivas e luxuosas nessa época. Daí o surgimento dos 500 e 500-XL (entre outras nomenclaturas).

      Em 1959, para designar a versão top-de-linha do Fairlane chegou um novo nome ao modelo, o Galaxie 500. Em 1960 o Galaxie já era o veículo da linha familiar, desde a segunda versão de entrada com o número 500 acompanhando o nome do veículo.

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  15. Coisa linda esse desfile! Desconhecia o Galaxie Standard. Interessante que, mesmo com vários exemplos de fracasso com versões despojadas de carros originalmente mais luxuosos, vira e mexe aparece alguma fábrica tentando novamente a receita. Os últimos que me recordo foram os Omega GL, nem mesmo taxistas se interessaram grande coisa pela versão. Sem dúvida, seria interessante um post sobre os vários pé-de-boi que já desfilaram por estas terrinhas tupiniquins.

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    Respostas
    1. Ok, ok...

      Vocês venceram, assim que um colecionador, grande amigo e conhecedor dos Standards estiver 100% reestabelecido da fratura em sua perna farei uma visita à sua coleção, no interior de São Paulo.

      Ele possuí um belíssimo acervo de veículos antigos "pelados". Então fica a promessa que - em breve - será cumprida. Um post sobre "antigos espartanos".

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