ROYAL ENFIELD CLASSIC 500: UMA CLÁSSICA TRAZIDA PELO TÚNEL DO TEMPO

Fotos: autor


Não me lembro quem me ensinou esta, de que a postura para pilotar moto vem da postura adotada na montaria do cavalo, então, tendo por base motos clássicas, montamos na moto inglesa da mesma maneira que nos aboletamos na seleta inglesa de equitação clássica, com a coluna reta e joelhos flexionados. Já nas motos americanas, leia-se aí as Harley-Davidson, nos posicionamos que nem os cowboys em suas selas texanas, pernas esticadas à frente e quadril adiante do tronco. Se a coisa vem mesmo daí, já não dá para saber, mas que a comparação bate, bate.


As Royal Enfield estão sendo importadas da Índia por quem por anos fabricou as famosas motos Amazonas, aquelas com motor VW 1600 a ar. As Royal Enfield começaram a ser fabricadas na Índia em 1956. Logo em seguida a fábrica da Índia foi vendida a indianos e estes continuaram a fabricá-la exatamente igual, não mudando nada, mesmo porque não havia o que mudar, já que ela atendia perfeitamente às necessidades, gastava pouco combustível e encarava com galhardia estradas da pior espécie, subindo as geladas montanhas do Himalaia e atravessando os alagados das Monções, e o que acho o pior, aguentando arranhadas de marcha e maus-tratos de gente não muito ligada aos bens terrenos. Há três anos lançaram este novo motor de 500 cm3, pois até então o único fabricado era o de 350 cm3.

E assim foi, tiveram a sapiência de não mexer em nada, e assim, como vinda pelo túnel do tempo, nos chega uma moto inglesa clássica recém-saída do forno, novinha, com mínimas e bem-vindas diferenças, sendo que esta tem injeção de combustível, freio a disco na dianteira e uma super bem-vinda partida elétrica. Digo “super bem-vinda partida elétrica” porque só quem já rachou ou arroxeou a canela dando partida numa monocilíndrica de 500 cm³ para dar valor à conveniência que é colocar em movimento um pistãozão desses, de curso longo, com um simples apertar de botão. As antigas dos anos 1950 costumavam ter uma alavanquinha para descomprimir o cilindro e facilitar a pedalada, evitando traiçoeiros contragolpes também. Ligá-las era treta, era casca, era coisa para se fazer com consciência, centrado nela, antes dando umas pequenas empurradinhas no pedal para acertar a posição certa da altura do pistão, e em seguida travar o abdômen e descer a pernada com tudo... Vrrufff!, e aí, tomando muito cuidado, acelerar só o tantinho certo para evitar que ela afogasse, e tún-tún-tún.... Uêbaaa! Ela pegou! Meu sobrinho Gibran teve uma de 1953, uma 500 também, e de vez em quando ela nos dava a graça de funcionar.

Para o Brasil só veio a 500, mas na Índia também fabricam a 350
Não era mole, não. Mas agora é. Partida elétrica e injeção: ralou, pegou, e tún-tún-tún... Um tún-tún-tún limpo logo de cara, um sonho impossível para os antigos motociclistas, principalmente aqueles que estavam para ligar sua moto numa manhã bem gelada, quando uma pancada de quina na canela dói ainda mais.

E toca a sair por aí com uma Royal Enfield original, isso mesmo, original, tanto que nem retrô ela é. A retrô é que quer ser ela. Essa, batizo eu, essa classifico como uma roots, raiz, e acho que todo motociclista deveria dar umas voltas nela para sentir o que era andar de moto anos atrás. Tanto acho, que a levei a uma dúzia de amigos motociclistas, moços e coroas, coroas que na época andaram em similares inglesas, as ainda com o pedal do câmbio do lado direito, e todos, todos, a adoraram. “É a moto do Tintin, cara! Falta só a plaquinha longitudinal sobre o pára-lama dianteiro!” “Nossa! Tem mola no selim!” "Muito gostosa essa moto!", foram as palavras que ouvi, as quais endosso.

Um dos amigos a experimentando
É boa de tocar. Baixinha e levinha, baixo centro de gravidade e longo entreeixos. Garfo dianteiro com ângulo de cáster bem inclinado, mas não demais, no ponto para o propósito. Então ela é ágil na cidade e estável na estrada, onde se pode manter com conforto ao redor de 110 km/h, que essa é a toada boa dela, toada boa para o motor e para o quadro. Sua máxima é de 135 km/h, segundo o fabricante. Acima de 120 km/h ela vibra, o motor vibra além do conforto, mas, se precisar acelerar mais, para uma esticada meio curta para se livrar de confusão, ela vai.

O câmbio tem 5 marchas, todas elas longas, próprias para aproveitar corretamente as características do motor de 500 cm³, que é monocilíndrico, de baixo giro e alto torque. Sua potência máxima de 27,2 cv é atingida a somente 5.200 rpm e seu torque máximo de 4,3 m·kgf é a 4.000 rpm. E ela anda e anda forte.

Para que o caro leitor tenha uma base de comparação, vejamos a Honda Falcon, uma moderna monocilíndrica de 400 cm³. Seu motor rende 28,7 cv a 6.500 rpm e seu torque máximo é de 3,27 m·kgf a 6.000 rpm. Como se vê, a potência é bem similar e o torque da Royal Enfield é bem maior e a um giro de torque máximo bem mais baixo, então a tocada certa da Royal, a tocada do dia-a-dia, é na base do giro baixo e sem muitas trocas de marcha, e assim se anda rápido e sem nervosismos desnecessários.


E por falar de nervosismos desnecessários, cabe algo que me vem à garganta faz tempo: tenho notado que muitos jovens motociclistas, por aprenderam a dirigir motos após o fenômeno do enxame de motoboys em nossas ruas, acabaram por pegar os tiques esquisitos, e muitas vezes suicidas, desses profissionais, cujo trabalho, bem faço idéia, é sofrido. Passam zumbindo à toda entre os carros, muitas vezes buzinando ininpterruptamente etc, etc, fazendo malabarismos perigosos que o caro leitor sabe bem como são e não preciso aqui rememorar, o que obriga os motoristas de automóveis a rápidas manobras para evitar um acidente. É uma questão de atitude.

Estando com a Royal, dá gosto de ver o quanto os motoboys curtem a moto. Param ao lado no sinal e ficam curtindo, uns logo perguntam que moto é, se é antiga e restaurada, se é retrô etc, outros ficam encabulados e só olhando, curiosos. E o gozado é que abrindo o sinal eles ficam achando que a Royal vai sair devagarinho, tún-tún´tún, e não é nada disso, ela sai na frente de todos eles e sai babando. No caso de emparelharmos parados em outro farol adiante, aí o sorriso deles é maior ainda, com “Nossa, cara! Como ela anda!”, essas coisas. E toca a falar rápido da moto, dizendo que ela é nova etc, que faz uns 30 km/l etc. Muito legal. Posso até estar viajando, mas acho até possível que, curiosos com essa clássica, eles observem como é que se anda direito de moto, sem se arriscar e sem incomodar os outros. Talvez sim, talvez não, mas ao menos faço a minha parte.

Não tem conta-giros, e ele não faz falta
E ela engana bem, se bem que ela não precisa enganar ninguém; ela é o que é e basta, mas, por exemplo, num sábado de tardezinha emparelhei num sinal com o piloto e customizador Tarso Marques, ele com um magnífico Cadillac Eldorado branco, rabo-de-peixe, fim dos anos 1950, e com o bração tipo segurando a janela, e logo: “Nossa! Que lindo cadilacão rabo de peixe!”, e em resposta, “Compramos esse carro há pouco tempo e estamos dando umas voltas pra ver direito como ele está, pra depois a gente customizar, mas... nossa! Que Royal! Parabéns pela moto!” E nem deu tempo de lhe explicar que a moto não era uma antiga restaurada, e sim uma nova.

Mas o sinal abriu e infelizmente naquela tarde que nos parecia sossegada havia gente atrás com os nervos à flor da pele, talvez estivessem com a cabeça coçando, e assim, escutando buzinadas vindas do cabeção lá de trás, saímos um pra cada lado. Como se vê, até o Tarso se enganou. E o legal é que o Cadillac dele era “véio” e a “minha” moto era novinha em folha, pronta pra ir daqui até o Himalaia, se minha mulher, minhas filhas e meus cobradores permitissem.

Selim com molas
O curso do pistão (90 mm) é algo maior que o diâmetro do cilindro (85 mm), daí esse elevado torque em baixa rotação, típico dos motores subquadrados. Sua taxa de compressão é baixa para os padrões de hoje, 8,5:1. A da antiga, anos 1950, era menor ainda, 6,5:1. Se eu comprasse uma, não sossegaria enquanto não a levasse ao Alemão de Campos do Jordão, pois o Alemão é o melhor preparador de motos que conheço. Ele é o preparador dos Azevedo que correm o Rali Dacar e dizer isso já define a simpática fera, fã de Dodge Dart. Talvez ele achasse bom aumentar essa taxa, além de fazer mais algumas coisinhas que só ele lá sabe, tipo trabalho de cabeçote. Por sinal, a Royal tem comando de válvulas no bloco (OHV, overhead valves), como era.

É por essas e outras é que gostei da Royal Enfield, porque ela nos remete às boas motos do passado, as que merecem ser cultuadas não só por serem antigas, mas porque eram boas mesmo, boas de tocada, bonitas, charmosas, peças feitas como obras da paixão, e também por podermos ajustá-las ao nosso modo, talvez alguma preparação, dar a sintonia fina do dono, regulando certinho a pegada da embreagem, as pegadas dos freios, a posição do guidão, as posições dos manetes e dos retrovisores, tensão da corrente etc, tudo se fazendo com poucas ferramentas e rapidamente, fazendo nós mesmos, sem essa de só mecânico especializado e com PhD em informática para colocar a mão. Essa moto é uma curtição. Um amigo cismou que a estilizaria tipo café racer, com guidão pequeno e descornado para baixo.


Ela tem o banco traseiro opcional, que é tipo um pão Pullman e que experimentei parado em outra moto da loja e me pareceu confortável. Ela também tem o sidecar como opcional, que, segundo o importador, é muito gostoso de usar, bem estável, bom para viajar a 90 km/h. Esse sidecar eu preciso experimentar para tirar a má impressão que tenho dos sidecars, já que em minha adolescência fui parar dentro de um lago com essa coisa e essa é uma sensação meio esquisita, mas sinceramente acredito no Guilherme Hannud Filho, o importador, e a opinião dele, motociclista experiente que é, merece todo o meu respeito. Deve ser legal mesmo e quando o experimentar conto aqui ao caro leitor. Aliás, ele fez um sidecar para a Amazonas, o Bob viu, uma vez que ele foi falar com o Reininghaus, amigo dele, na Volkswagen, isso nos anos 1980.


Não é moto visada pelos adoradores do alheio. O ladrão acha que é moto véia e que nem saberia sair fugindo com ela, e isso também nos deixa tranqüilos quanto a esse tipo de encheção, e aí não temos que ficar ligados, olhando rápido pra tudo quanto é lado, feito presa com medo de predador, uma das situações humilhantes que o mundo dito moderno nos tem imposto.


E por favor, não se deixem incomodar com a vibração deste motor monocilíndrico de giro baixo. Sou fã de motor com motor de 4 cilindros em linha, sou fã de motores lisos e que passam das 12.000 rpm, eu sei, mas fiquei fã também deste tún-tún-tún aqui, fiquei fã. Não se deixe incomodar por ela não frear tão bem quanto as motos modernas. Ela freia bem, suficientemente bem, e, claro, nem em pesadelo tem o chato ABS, já que é moto para quem sabe frear. E faz curvas muito bem, tem boa ciclística, deita gostoso, troca de lado gostoso, suave, está em casa nas curvas, ela sabe o que faz nas curvas, está em seu mundo, já que sua ciclística vem da tradição inglesa de corridas faca nos dentes tipo o Tourist Trophy na Ilha de Man.


É isso aí. A Royal Enfield, que começou sua existência em 1895 fabricando armas, ainda faz juz ao seu lema: “Made like a gun”, feita como uma arma, como um canhão.


Ela é reforçada e ao mesmo tempo refinada, e além de tudo é linda, nada desse estéril design estilo Jaspion, tanto em moda. Uma delícia de motocicleta. Custa R$ 20.900,00 mais frete. Mais informações em www.royalenfieldbrasil.com.br

Uma pequena filmagem (falo injeção direta, mas é no duto):


FICHA TÉCNICA
Motor: monocilíndrico, quatro tempos, refrigerado a ar, OHV
Cilindrada: 499 cm³
Diâmetro x curso: 84 x 90 mm
Taxa de compressão: 8,5:1
Injeção: Eletrônica digital Keihin no duto
Potência: 27,2 cv a 5.200 rpm
Torque: 4,21 m·kgf a 4.000 rpm
Bateria: 12 V, 14 A·h
Consumo: de 27 km/l a 30 km/l (3,7 a 3,3 l/100 km)
Velocidade máxima: 135 km/h
Comprimento: 2.160 mm
Largura do guidão: 800 mm
Altura: 1.050 mm
Entreeixos: 1.370 mm
Tanque de combustível: 14,5 litros
Peso: 183 kg
Chassi: Quadro em berço simples tubular de aço, com motor integrado à estrutura
Suspensão dianteira: Telescópica de 35 mm de diâmetro, amortecimento hidráulico e 130 mm de curso
Suspensão traseira: Balança articulada, duas molas com amortecedores pressurizados concêntricos com 5 regulagens de pré-carga da mola e 80 mm de curso
Freio dianteiro: Disco de 280 mm de diâmetro e pinça de 2 pistões
Freio traseiro: Tambor simples com 153 mm de diametro e acionamento por varão
Pneus: Avon, ingleses
Dianteiro: 90/90-18 
Traseiro: 110/80-18



39 comentários :

  1. Que coisa mais linda. Linda mesmo. E o ronco dela tem bastante presença também.

    Fiquei distraído com o bem-te-vi cantando ao fundo.

    ResponderExcluir
  2. Patrick Lopes13/06/13 12:38

    Gostei da avaliação da moto e do seu modo de escrever. Parabéns.
    Realmente uma moto como as que habitavam as ruas na década de 50, uma viagem ao tempo!!
    Muito bonita a moto, gostei!
    Só achei esse motor um pouco fraco para um motor que tem 499cm³. A Falcon usada na comparação também tem pouca potência, embora tanto ela quanto a Royal tenham bastante torque. Talvez tenham abdicado da potência em detrimento do torque... não sei.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Este comentário foi removido pelo autor.

      Excluir
  3. Sandoval Quaresma13/06/13 12:55

    Arnaldo,
    mais uma grande avaliação na conta.
    Ela dá muito tranco na corrente em baixa rotação?
    por exemplo, a linha XT660 que também é monocanecão e tem um baita torque em baixa mas te obriga a reduzir marcha senão estoura a corrente por conta dos solavancos e te impede de usar a quinta abaixo de 90...

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Não, Sandoval, não chega a esse ponto.

      Excluir
  4. Confesso que não sou muito chegado em motos. Mas, dessa eu gostei!

    ResponderExcluir
  5. Visual retro sinistro...
    Motorzao fala grosso!
    Jorjao

    ResponderExcluir
  6. Arnaldo gostei muito da redação alem da moto é claro..

    ResponderExcluir
  7. A sonoplastia é fantástica! Bem-te-vi...bem-te-vi...ignição...tún-tún-tún...vruuuuuuuuuuummmmm!!

    ResponderExcluir
  8. Tá na lista dos sonhos!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Sim mas antes você vai comprar o Veloster. Nao e mesmo?

      Excluir
  9. Eu vi uma aqui em BSB, verde oliva fosco com banco do passageiro e uns alforges estilo militar (nada daquelas coisas cheias de frufru que dono de custom tanto adora)

    Os únicos cromados que tinham nela vinham do escapamento, capa do farol e setas e guidão.

    Fiquei babando, ela é linda demais.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Essa eu vi também, em Águas Claras. Fiquei cismado, como é que uma moto restaurada daquela podia estar no meio do transito...Depois é que fiquei sabendo que era nova!!

      Excluir
  10. Arnaldo,
    que moto legal. Tem tudo de coisa antiga, show.
    Como é cada vez mais válido ir na contramão da maioria e fazer coisas tão incríveis !
    Eletrônica onde precisa, e de resto, saudosismo delicioso.
    Bela avaliação, tá de parabéns !

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Obrigado, Juvenal!

      Acabo de devolvê-la e já estou sentindo falta dela na minha garagem. Ela é muito maneira, muito jeitosa pra andar.

      Excluir
  11. AK

    Também caí nessa-
    Certa vez,segui (coisa de basbaque,mesmo...)uma BMW R60 preta até o barracão de uma oficina aqui do interior. Cara, era a própria caverna do Ali Babá! Lá tinha Horex, Ariel, BSA, Zundapp, aquela R60 e mais 2(duas!)R61 brancas(!) uma delas com sidecar original(!!), Norton e por aí vai. Quase tudo cachorro grande. E impecáveis.
    Parei na mais impecável delas todas- a tal Royal 500-na verdade, apenas Enfield; percebi q. não era nem conservada nem restaurada- era apenas NOVA.Na plaquinha de fábrica estava escrito '1994' e só aí descobri q. os indianos ainda fabricavam essas coisas.
    O tal barracão era apenas a garagem da coleção de um dos mais categorizados membros do Veteran Motorcycle Club do Brasil...Fino trato,por sinal.
    mais um causo...Abraços

    ResponderExcluir
  12. Rafael Ribeiro13/06/13 18:25

    Tive moto por 15 anos, dos mais diversos estilos, mas o que mais curto são as tradicionais e as custom. Quando eu já tinha tirado isso da minha cabeça há anos, vem o Arnaldo e começa a mostrar Triumph Boneville, Royal Enfield...

    Sai prá lá tentação!!!

    ResponderExcluir
  13. Arnaldo, eu fiquei com uma dúvida e até arrisco antever a sua resposta...
    Triumph Bonneville ou Royal Enfield? Se puder, as 2!

    ______
    42

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. André, se for para fazer viagens com mais freqüência, a Bonneville, mas para pegar menos estrada e mais cidade, a Royal. Na verdade estou achando que não dá pra viver sem ter as duas, mesmo, que nem vc falou...

      Excluir
  14. Muito legal mesmo essa moto. Gosto muito do estilo do escapamento das motos dos anos 50, com o abafador de maior diâmetro e a redução na saída. Meu pai dizia que um dos meus tios havia ganho uma Royal Enfield numa rifa, nos anos 60. Infelizmente, ficou pouco tempo com a moto, pois não era chegado nas duas rodas.

    ResponderExcluir
  15. Iria atrapalhar no estilo, mas gostaria de saber os giros na guiada.

    ResponderExcluir
  16. Em motos, quando se diz que a refrigeração é "a ar", é somente ar dinâmico que passa naquelas aletas do motor, ou tem ventilador como nos VW "a ar"?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Anônimo, há refrigeração a ar nos dois casos. Por exemplo a antiga Vespa e a maioria das scooters são refrigeradas a ar mas com ventilação forçada por uma ventoinha, que nem os motores estacionários, muitos deles usados em kart de aluguel.. Já nas motos é pelo ar que circunda o motor e passa por ele, sem ventilação forçada.

      Excluir
    2. Agora tá explicado, obrigado!

      Excluir
  17. AK,

    Parabéns pela avaliação e pelo texto, que tem um estilo bem interessante: parece que você está batendo um papo com o leitor.
    Eu sou realmente apaixonado por este estilo de moto, apixonei pela T100, pena a qualidade das nossas ruas e estradas.
    Já comentei que a minha primeira moto foi um CB400 82. Gostei muito dela, mas para mim faltava suspenção que encontrei nas big/maxxi trail.
    Ia te fazer a mesma pergunta do André Luis. Eu também acho uma escolha difícil e se pudesse teria as duas.

    ABRAÇO E BOAS CURVAS.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Sergio, obrigado. Escrevo desse modo mesmo, como se tivesse o leitor à minha frente e eu contando com pormenores o que achei do veículo que testei. É por isso que sempre escrevo "caro leitor", porque se não o estimasse e considerasse, eu não iria perder meu tempo contando tudo isso, além de levantar dados, etc, e tentando ser imparcial.
      Você tem razão quanto às trails serem mais próprias às nossas buraqueiras asfálticas, mas essas motos mais roots é uma espécie de protesto de quem quer uma moto para ter o prazer puro e simples de andar de moto. Essas duas fizeram reviver meu prazer de andar de moto. Voltei a gostar pracacete de andar de moto.

      Excluir
    2. AK,

      Motivado pelo teu post, na semana passada eu aproveitei o Salão de Motos de Porto Alegre para conhecer, junto com minha mulher, a Benneville.
      Nós ficamos completamente apaixonados por ela e fomos convidados a ir na loja fazer um test-drive. Estou ansioso para experimenta-la, mas já acredito que ela tem grande chance de vir a ocupar uma vaga na minha garagem.


      Excluir
    3. Sergio, não se conforme com uma voltinha no quarteirão. Exija uma boa volta e ande com sua esposa na garupa e também sozinho. Depois, por favor, me conta. Lá no cabeçalho do blog tem o Fale Conosco. Boa sorte!

      Excluir
    4. Obrigado A.K.

      ABRAÇO E BOAS CURVAS.
      Sergio.

      Excluir
  18. Arnaldo,
    Depois da Bonneville, a Royal? Ainda bem que meu coração está em dia!
    Meu comentário sobre a Bonnie se aplica ipsis litteris a essa moto. A diferença é que já tive chance de ver as Royal ao vivo, mais precisamente nos dois últimos encontros de Águas de Lindoia - ano passado, a verde-fosca; neste ano, a preta e a vermelha cromadas. Enfim, não é de hoje que estou arrastando a asa pra elas...

    ResponderExcluir
  19. Arnaldo, como funcionava essa alavanca de descompressão? Ela abria a válvula de exaustão?

    A Royal parece moto certa para cidade e estrada. Quando vejo essas "esportivas de rua", fico imaginando como deve ser incômodo pilotá-las no dia a dia...

    ResponderExcluir
  20. Mineirim
    Trata-se de uma válvula diminuta no cabeçote acionada a cabo.

    ResponderExcluir
  21. AK, tu me fez lembrar de uma passagem em São Paulo para pegar minha 750 four, lá na oficina do jacaré, estava uma ROYAL 500, bem judiadinha, e o desafio era fazer ela pegar no kick, não liguei que ao lado tinha uma absolutamente "reformada", foi ver minha menina, e horas foram passando, e o povo indo embora, quando o Jacaré pergunta se eu conhecia este modelo, lógico que sim, mas não pessoalmente, e ele começou a falar, o fato que ele apostou que eu não conseguiria faze-la pegar, pois era mto difícil sincronizar, momento certo com aceleração, com força corretos, e lá, fui, e na primeira rolou aquele som grave e invariável, ai ofereceu p/ eu dar uma volta, e me explicando que era ao contrário a alavanca do lado direito, no inicio estranhei, mas quem anda em uma haley 1946 câmbio 3 marcha na mão e embreagem no pé, não tive dificuldades, depois de quase ir embora com aquele motor rápido, voltei e peguei a reformada, que na realidade era zero, e as sensações eram exatamente iguais, apenas o trabalho de apertar um botão para "pegar", e lá foi aquele som rouco, não digo que foi amor a primeira vista, mas sim a primeira pedalada, mas como um bom autoentusiasta, fiz de tudo p/ ficar com a (logico) mais velhinha, e o dono vendia a mais nova, mas a surradinha "NÃO", sai dali determinado em adquirir uma, e após um mês, fui convidado em participar de um encontro de clássicas, e uma vez lá, encontrei novamente, mas não apenas uma, e sim 13 Royal, e apenas um nova, o resto todas surradinhas, e descobri o porque do sucesso deste modelo, é moto feita para motociclista, é honesta, e é exatamente aquilo que se vê e sente, e tenha certeza, nenhum motoboy que seja irresponsável o será ao "montar" nela, a royal desmitifica o sentimento "kamikaze", o gostoso é sentir o tuh tuh tuh, e tuhtuhtuhtuhtuh ao acelerar, mto bom. espero ver mais avaliações deste tipo. PARABÉNS e obrigado.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. AMC, eu aqui é que te agradeço. Obrigado!

      Excluir
  22. Bem bacana a Royal. Apenas a acho cara. Porém, hoje pedem o mesmo preço praticamente numa Falcon, que não tem nenhuma exclusividade.

    Vamos ver como o pessoal se sai no pós-venda.

    Mas apesar de ter gostado muito, gastaria um pouco mais e levaria uma Bonnie pra casa, que apesar de ser menos exclusiva, é bem mais moto.

    Agora se fosse essa versão Cafe Racer...

    http://silodrome.com/wp-content/uploads/2012/12/Royal-Enfield-535-Cafe-Racer1.jpg

    ResponderExcluir
  23. Graaande Arnaldo!

    Como sempre escrevendo deliciosamente, nos transportando ao veiculo que descreve com muita fidelidade.

    Obrigado ao elogio, estou a disposição!

    Um forte abraço,

    Geraldo Lima, o "Alemão de Campos do Jordão".

    ResponderExcluir
  24. Olá Arnaldo,

    Sensacional o seu jeito de descrever os motivos e as sensações!
    É bom saber que a Royal Enfield finalmente foi testada por alguém que entende mesmo o que é uma clássica! o/

    Gostaria de fazer uma sugestão/correção ao final do segundo parágrafo:

    O motor "EFI" das Royals foi introduzido em 2008 (5 anos atrás), em ambas as cilindradas, 350cm³ e 500cm³, sendo que a opção de 500cm³ também existe desde 1932, quando lançaram os motores "Bullet's".
    Outro detalhe é o ano da marca, citado quase ao fim do texto
    1891 - Era a "Enfield Manufacturing Company" (fabricava componentes de precisão para rifles, armas e canhões da "Royal Smalls Arms Co.")
    1893 - A Coroa Inglesa licenciou a marca, daí entrou a palavra "Royal" e o slogan "Made Like A Gun" para as bicicletas que passaram a fabricar.
    1901 - Primeira moto

    Mais uma vez, parabéns pelo texto/teste!
    Saúdo-lhe por ter feito a avaliação da maneira correta: Como motociclista!
    Cordialmente
    Allan Girotto

    ResponderExcluir
  25. boa tarde,adorei essa maravilhosa reportagem sobre a ROYAL ENFIELD,mas quero reportar a forma inusitada de como vim parar por aqui.faz 1 semana eu estava vendo 1 materia(exibida no canal off da sky) de 1 indiano que promove passeios de motos p subir a mais alta estrada na india(chegam a 5500 metros)a materia é sensacional.Vicente,meu e-mail(seniaco94@bol.com.br)

    ResponderExcluir

Pedimos desculpas mas os comentários deste site estão desativados.
Por favor consulte www.autoentusiastas.com.br ou clique na aba contato da barra superior deste site.
Atenciosamente, Autoentusiastas.

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.