PREVENTIVA, A TERCEIRA SEGURANÇA

Gráfico: gtplanet.net


Muito se fala de segurança ativa e segurança passiva. Mas há uma terceira, meio escondida, da qual não se comenta muito, a segurança preventiva.

A ativa, todo mundo sabe, é a que dá ao motorista condições de manobra que possam evitar um acidente, como bons freios (com ABS para quem faz questão ou precisa) e resposta de direção, os recentes controles de cruzeiro adaptativos, as direções que intervém sem que o motorista perceba, as direções de relação variável, faróis potentes e aqueles sistemas de visão noturna por raios infravermelhos que detectam obstáculos (ou pedestres) a distância que os faróis normalmente não iluminam.

A segurança passiva, muito propalada, é a que minimiza os efeitos dos acidentes, a mais conhecida delas o cinto de segurança, em especial o de três pontos como conhecemos hoje, criado em 1959 pelo engenheiro sueco Nils Bohlin (foto abaixo) quando trabalhava para a Volvo. Atualmente são vários os aspectos de segurança passiva, desde extremidades deformáveis que absorvem a energia dos impactos às células de segurança que se mantêm íntegras numa colisão. Sem falar das bolsas infláveis por todo o carro e, recentemente, até no lado de fora para proteger o pedestre num atropelamento, nesse caso segurança para terceiros.

Nils Bohlin (1920–2002) (foto Wikipedia)

Mas todo acidente é terrível e independentemente de o carro ser bem projetado e construído, contar com boa segurança ativa e passiva, por enquanto ele terá de ter motorista, cabendo a ele/ela ter a melhor condição possível ao volante quando estiver dirigindo. É aí que entra a segurança preventiva.

Não adianta só o carro ser seguro (mshp.dps.missouri.gov)

São vários os elementos da segurança preventiva:

– Ar-condicionado, de maneira a se poder trafegar na estrada com os vidros fechados, sem o ruído e o incômodo das corrente de ar dentro do carro, que vão irritando, ou sentir calor demais;
– Aquecimento, permitindo que se dirija sem estar muito enroupado com casacos e agasalhos, que tolhem os movimentos, em especial dos braços;
– Perfeito ajuste de banco e do volante de direção (altura, distância e inclinação do encosto no caso do banco), que permita a posição de dirigir ao mesmo tempo correta e confortável;
– Banco que proporcione adequado apoio lombar e que não seja nem duro nem macio demais;
– Perfeito desembaçamento dos vidros, seja por sistema específico ou pelo ar-condicionado, que retira a umidade do ar;
– Estabilidade direcional total, evitando que o/a motorista precise ficar fazendo correções na reta;
– Pouca ou nenhuma sensibilidade a ventos laterais, que deixam o/a motorista tenso;
– Boa legibilidade dos instrumentos, que permita consulta num relance;
– Conta-giros localizado à esquerda,  mais próximo do " off side", do centro da rua;

Conta-giros à esquerda, o melhor
 – Controle de cruzeiro, que dispense ficar-se monitorando o velocímetro nas viagens;
– Limpador de pára-brisa eficaz, inclusive de freqüência rápida, para a melhor visibilidade possível sob chuva;
– Faixa escurecida degradê no pára-brisa, para impedir luminosidade excessiva no interior;
– Limpador do vidro traseiro nos hatchback e outros veículos de traseira vertical ou quase, essencial;

Com traseira vertical ou  perto disso, limpador traseiro é essencial (jdevarona.wordpress.com)
 – Direção assistida, pela relação baixa possível, mais rápida portanto, mas com assistência regressiva em função da velocidade (divide responsabilidade com a segurança ativa);
– Volante de diâmetro entre 360 e 380 mm;
– Apoio para os polegares no volante, anatômicos e posicionados "15 para 3" ou "10 para duas";

Apoio para os polegares ideal (spacoracingusa.com)

– Perfeita retrovisão pelo espelho interno, que abranja por completo a área do vidro traseiro;
– Espelhos retrovisores externos convexos ou asféricos (dois raios de curvatura), permitindo consulta do tráfego lateral-traseiro sem precisar afastar as costas do encosto do banco;
– Cinzeiro dianteiro o mais alto possível, para não ser preciso procurá-lo, praticamente alcançado com a visão periférica;

Bom exemplo de cinzeiro alto, no Maverick (hemmings.com)
 – Pedais que permitam uso instintivo e imediato, com movimento natural dos pés (péssimo exemplo são os pedais do Fusca, é preciso levantar a perna para chegar ao pedal de freio); não é à toa que Giugiaro diz que começa o desenho de um carro pelos pedais);
– Baixa carga dos pedais, especialmente o de embreagem;
– Controles facilmente alcançáveis, que não precisem ser procurados;
– Lugar definido para o pé esquerdo;

Lugar definido para o pé esquerdo (foto autor)

– Bom apoio para o braço esquerdo na porta, anatômico, que não incomode;
– Cinto de segurança que não fique pressionando o tórax.

Esse são só alguns pontos da segurança preventiva. O leitor certamente sabe de outros e o espaço de comentários está aberto para sugestões.

O fato inegável é que a segurança preventiva ajuda a evitar erros e acidentes mais do que se pensa.

BS


140 comentários :

  1. Excelente post sobre segurança preventiva que refletem anos de pesquisa e aprimoramento automotivo.

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  2. Só um parenteses nesse ítem:

    "– Pedais que permitam uso instintivo e imediato, com movimento natural dos pés (péssimo exemplo são os pedais do Fusca, é preciso levantar a perna para chegar ao pedal de freio); não é à toa que Giugiaro diz que começa o desenho de um carro pelos pedais);"

    o VW gol/parati de segunda geração também possui esse incômodo de ter que levantar o pé para pisar no freio. Há algum jeito de mudar essa característica?

    Gostei muito desse post, serve para dizer também que carro seguro não é exatamente aquele carro de porte médio que pesa uma tonelada e meia devido reforços estruturais e dezenas de airbags espalhados por tudo.

    Mendes

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    1. Mendes,
      Não me lembro desse pormenor no Gol e Parati de 2ª geração, mas aceito o que você observou. Dá para mudar, mas é um trabalho difícil, requer bastante conhecimento.

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    2. O carro é uma Parati 1.0 16V ano 1999. No carro daqui de casa pelo menos os pedais de freio e embreagem localizam-se bem acima em relação ao acelerador (punta-tacco praticamente impossível). Pode ser algo isolado no meu carro, mas incomoda um pouco.

      Mendes

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    3. Cara, os pedais são acima do acelerador justamente para possibilitar o punta-tacco, pois enquanto se está premindo o pedal de freio, consegue-se fazer o acionamento, praticamente no mesmo nível, do então intocado pedal de acelerador. É desconfortável e perigoso ter de erguer o calcanhar para alcançar o acelerador para realizar a dita manobra, o que aconteceria caso o pedal de freio fosse da exata mesma altura que a do acelerador. Mas para tudo há uma tolerância, pode ser que seu carro possua o conjunto modificado por de outro modelo, ou até com defeito.

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    4. Mendes, Eu tenho uma sugestão, você pode comprar um kit de pedaleiras, daquelas que são fixadas aos pedais por parafusos e instalar apenas no pedal do acelerador, o que vai elevar a altura deste em 10 ou 15 mm. É um paliativo. Mas fixe bem a pedaleira, caso contrário ela pode se soltar e interferir na operação do pedal de freio o que é potencialmente perigoso.

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  3. Excelente texto! Na minha opinião, o mais importante em segurança preventiva é a direção defensiva. Infelizmente, vejo que poucos dirigem dessa maneira aqui no Brasil. E é muito simples dirigir defensivamente, ao contrário do que já ouvi muitos dizerem por aí.

    Como sou um cara completamente estranho no que se refere a carros, para meu gosto pessoal prefiro os comandos principais (direção, freios e embreagem) de médio para pesados, além de boa progressividade ser essencial. Tais comandos muito leves me desagradam sobremaneira. Não sei explicar o porquê exato dessa preferência, talvez por ter adquirido experiência ao volante a bordo de carros mais antigos (notadamente Jeep Willys e Opala), cujos comandos não primavam nem um pouco pela leveza de funcionamento... (os Willys sequer tinham servofreio!)

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    1. Road Runner
      Não defendo comandos leves demais, mas que não demandem esforço grande para usá-lo. Imagine usar a embreagem do Ferrari F40, 35 kg de força!

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  4. Muito bom post, pois poucos se dão conta de que a segurança já começa nesses itens.

    Já foram mencionado os controles acima, mas complemento que todos os controles que ficam fora do campo de visão (ex: ventilação e a/c), devem ser iluminados e possuir uma boa identificação táctil, para evitar que o motorista se distraia procurando-os.


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    1. Concordo, e nesse ponto os comandos de ventilação à moda antiga saem melhores que os totalmente eletrônico.. Só de colocar a mão no controle se sabe a posição do ventilador e temperatura, podendo fazer ajustes sem tirar os olhos da estrada.

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  5. Outro dia, tomei susto com um Mercedes C180 ultrapassando uma fileira de carros numa série de cruzamentos com sinalização de prioridade PARE R-1. Isso com chuva moderada.

    Alguns motivos possíveis para tal absurdo:
    Segurança ativa dando excesso de confiança
    Carro blindado dando outra falsa segurança
    Valetas profundas na via transversal, obrigando os motoristas do fluxo preferencial a reduzirem a velocidade.

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    1. Guilherme J.
      Infelizmente encontram-se esses irresponsáveis em grande quantidade no nosso trânsito. Junto com o trafegar pelo acostamento deveria passar a ser infração hedionda: na primeira, um ano sem dirigir; na segunda, cassação definitiva da CNH. E esse de valetas, nem me fale. Onde é que os engenheiros rodoviários estão com a cabeça? No Rio, com boa parte da topografia montanhosa, não se vê uma valeta.

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    2. Em caso de acidente, é até mais perigos estar em um carro blindado...

      E, realmente, quem está em um Mercedes passa longa de ser imortal; já vi, infelizmente, acidentes fatais de condutores e passageiros de Mercedes...

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  6. Nada mais que carros de 40 e poucos mil não tenham nos dias atuais.

    Apenas para citar,como é lindo o interior desse Maverick. Exceto pelo volante que optaria por um mais moderno, esse tipo de painel/interior é o meu preferido, inclusive com a alavanca de câmbio na coluna de direção e as simples maçanetas caso o carro tenha apenas duas portas.

    Texto excelente como sempre.

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  7. Bob, quando li o título do post imaginei que ia falar de atitudes mais ligadas ao motorista mesmo, no sentido da direção defensiva. O foco acabou sendo outro, em detalhes do veículo, e nessa linha, me lembrei de um ítem importante: ausência de pontos cegos no projeto do carro, além é claro, daquele detalhe que você mesmo vive combatendo: a presença de "sacos de lixo" nos vidros, que muitas vezes fazem que todos os pontos de visão se tornem "cegos".
    Abraço.

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    1. Mr. Car,
      A questão dos "sacos de lixo" é tão óbvia que achei desnecessário citar. Mas você lembrou bem.

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    2. Também acho a visibilidade primordial. Acredito que haja tecnologia suficiente para se produzir carros com colunas "esbeltas" mas que sejam resistentes a capotamentos e etc...
      Só que em vez disso, a tendência são as colunas grossas para darem uma sensação de segurança, prejudicando muito a visibilidade, sobretudo no caso da coluna A: uma contradição!

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    3. O Fox tem um ponto cego na coluna A do lado esquerdo, que é um absurdo! Em curvas a 45° para essa direção eu costumava quase colar a cabeça no vidro para ver alguma coisa. Claro, era pior quando a curva era cega, como dentro das cidades. O carro tem as colunas muito avançadas, para dar sensação de espaço, só esqueceram que criaram um enorme e absurdo ponto cego. Nisso o Fluence se sai muito bem, porque tem as colunas fininhas (exceto as colunas C), mas contra isso temos os retrovisores, que são bem grandes e o do lado esquerdo é biconvexo, o que ajuda demais.


      Lucas Franco

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    4. Aléssio Marinho30/06/13 23:24

      Visibilidade é importante sob qualquer condição. Os pontos cegos cresceram muito nos carros modernos a ponto de atrapalhar a visibilidade de uma moto ou pedestre. Temos carros que só se consegue contornar uma rotatória com o rosto colado no vidro lateral, pois não se consegue enxergar o meio-fio pelo parabrisas.
      Além da visibilidade, considero a atenção total ao volante primordial.
      Dvd, Tv, video game e outras maravilhas tecnológicas desviam a atenção do motorista. E as pessoas não se dão conta disso, tão comum que se tornou. Acho que o infotenimento não se deve aplicar aos carros.

      A um tempo atrás instalei um DVD no carro e no primeiro fds de uso tirei, pq não me sentia seguro guiar tentando assistir "007 Os diamantes são eternos" ou à novela.
      É muito mais seguro brigar pela posse do controle remoto com a patroa em casa.

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  8. Caro Bob,

    Muito boa a sua matéria de hoje e eu quero lhe perguntar qual a sua opinião em relação ao crash test feito pelo IIHS nos Estados Unidos onde neste tipo de batida, em que se simula uma tentativa frustrada de se desviar de um obstáculo, apenas dois modelos de SUV se safaram.

    http://www.youtube.com/watch?v=nhpE0r1gKBg

    No meu pensamento eu entendo que o peso do carro em sí, dado seu tamanho e altura que transmitem uma falsa "segurança" ao seu condutor torna-se aqui o seu maior inimigo por conta da sua inércia, pois a traseira muito pesada praticamente esmaga a dianteira do carro e seus ocupantes, chegando-se ao ponto de em alguns casos o airbag não servir para nada pois com a batida a direção é simplesmente deslocada para o lado e o airbag não se abre no lugar em que deveria.

    E enquanto em um carro mais leve eu acredito que ele quicaria para o lado mais facilmente após o choque, com menos intrusão na cabine... eu estou correto?

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    1. Roberto,

      Sei de muitos suves e picapes que se arrebentam à toa... Talvez você esteja certo.

      Eu também gostaria de saber a opinião do Bob.


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    2. Roberto,
      Esse teste do vídeo é o mais novo capítulo da neurose de segurança veicular nos acidentes. Agora, além da colisão frontal e de deslocada 40%, há essa novidade do pequeno deslocamento. Esse IHSS e os NCap estão mesmo faturando alto. / Sua ponderação sobre o peso da traseira e o carro mais leve quicar me parecem corretos.

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    3. Sabe Bob, quando eu ví esse teste da primeira vez, eu achei que o estrago iria ser muito menor do que o deslocado a 40%... pensei que a frente iria desviar o carro para o lado oposto do obstáculo e sair esfregando toda a lateral do carro e só, mas o que mostra o vídeo é algo bem diferente e, sinceramente, preocupante.

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    4. A impressão que eu tenho é que existe um grupo de pessoas que não consegue se contentar com o fato dos carros atuais serem absurdamente seguros. Aí, ficam criando novas maneiras de mostrar o perigo que representa andar a bordo de um automóvel. Sugiro a esses indivíduos que não saiam de casa nem mesmo andando a pé e, mesmo assim, tomem extremo cuidado nas mundanas tarefas caseiras, pois um pequeno descuido durante um simples banho no chuveiro pode resultar em severa fratura... É impossível construir um carro que seja 100% seguro em todas as situações, visto que nem andar a pé o é.

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    5. Moral da História: melhor mirar no meio do que bater de raspão...

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    6. Essa neurose com segurança é um meio que acharam para promover a obsolescência dos carros na Europa: Por mais seguros que eles sejam, as pessoas precisam de um novo teste, para dizer que eles não são seguros o suficiente!

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    7. Concordo veemente com o Anônimo acima: mostrar que o que você tem não é bom o suficiente, ou implantar o medo, são manobras para criar a demanda e consumo de novos carros num mercado estabilizado como o europeu.

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    8. Roberto 30/06/13 13:01

      Há uma única situação em que modelos menores e mais leves são mais seguros do que os grandes: quando eles atingem uma barreira muito menor do que a superfície de suas frentes (um poste ou uma árvore, por exemplo). Nessa situação, a tendência é a de que sejam jogados de lado, enquanto os maiores tendem a ficar estancados. Com isso, a energia da colisão nos menores é jogada longe.
      Os fabricantes, sabendo disso, começaram a projetar os carros menores de uma forma que também sejam jogados de lado em colisões com superfícies de maior área. Com isso, os pequenos acabaram conseguindo ficar muito seguros em outras situações.

      Exemplos de carros menores feitos para serem jogados de lado e que se dão bem em testes de colisão: smart fortwo e Tata Nano (o modelo indiano foi testado em normas EuroNCAP com airbag adaptado e uns poucos reforços de estrutura. O resultado só veio a confirmar o que os indianos falavam: que o carro tem capacidade de atingir quatro estrelas só pela qualidade da estrutura. Vendo o teste, nota-se que a cabine ficou intacta).

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  9. Ótimo post! Realmente aspectos que fazem a diferença, mas lendo suas belas linhas não parei de pensar que um motorista idiota é capaz de remover todos estes esforços de engenharia da equação da segurança. Estou mais convencido do que nunca de que o real investimento em segurança é a boa formação do motorista, coisa que nossos CFC's (e a máfia de venda de CNH's) passam longe de conseguir. Obrigado pela boa leitura de domingo, Bob!

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    1. Por que dizer que CFC é máfia que vende CNH? Eu acho que o número de aulas deveria ser maior, mas a acredito que a maioria das autoescolas faz um bom serviço.

      pelo menos onde eu aprendi a dirigir e tirei a CNH me deram ótimas instruções e o instrutor de fato me ensinou a dirigir, não só a passar no exame... peguei trânsito pesado, via expressa.. andei a 90 km/h com o Gol da autoescola e me senti de fato preparado para o trânsito, claro que o o preparo de fato só vem com bastante prática...

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    2. Anônimo 16:18, que bom que seu curso lhe deu algum preparo para o trânsito, mas isso não me parece ser o padrão. Quando eu tive aulas, ouvi o professor de materias teóricas dizer alguns impropérios ("alguns carros hoje já saem com injeção eletrônica" -- em 2003! -- "freio ABS é quando o carro tem discos nas 4 rodas"), e minhas aulas práticas foram dar algumas voltinhas na rua e treinar baliza. O que me preparou para "domar o carro" foram os anos dirigindo na fazenda do meu pai, o que me preparou para ter o domínio da máquina, e durante os primeiros meses de carteira, poder me focar mais em como me portar no trânsito.

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    3. Mas infelizmente a maioria dos CFCs é como o Kiko Lanari falou. Limitam-se a ensinar a passar na prova do Detran.
      E penso que uma das coisas mais importantes é deixado de lado, que é a importância de se ter RESPONSABILIDADE ao se manusear um carro no trânsito. Ter responsabilidade na hora de proceder uma ultrapassagem, na hora de visibilidade reduzida ligar faróis e limpadores, no caso de trânsito carregado, estrada ou carro ruins reduzir a velocidade, manter o carro em boas condições e tantas outras situações.
      Agrave-se a isso uma coisa que eu vi de alguns colegas quando eu estava nas aulas do CFC, que é a total desinteligência desses uns com relação a importância do que estavam fazendo alí. Não sei por que só foram tirar CNH naquela idade (nesse caso tinham já mais de 30 anos, mas não quero dizer que isso seja regra), mas tinha uns caras lá que já dirigiam há alguns anos, talvez foram "pegos" pela polícia, e que claramente estavam alí obrigados. Desdenhavam o professor de maneira extremamente irritante. Era nítido o incômodo deles em estar alí. Mas engraçado que depois, na hora das provas teóricas e práticas, foram os primeiros a se darem mal. Mesmo assim, me preocupa esses tipos à solta por aí, até porque, mesmo sem CNH, duvido que deixam de dirigir....

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    4. Eu não deveria te responder pois você não teve a decência de se identificar, mas vamos lá. Tenho contato com muitos adolescentes na faixa dos 18 anos e posso afirmar que aproximadamente a metade deles aceita a alternativa desonesta por parte dos CFC's e a outra metade se irrita com a oferta, acho que uns 5% tem a sorte que você teve.
      Se o seu CFC foi realmente bom, ótimo! Espero que você seja um bom motorista. É disso que precisamos. Mas tenho certeza que é uma exceção, infelizmente. O Brasil é o país com trânsito mais mortífero do mundo e tenho certeza que isso é reflexo da má educação dos cidadãos e dos motoristas.

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    5. Lucas dos Santos30/06/13 19:53

      Anônimo30/06/13 17:56,

      Você tocou em um ponto importante, que poucas pessoas lembram: o desinteresse que alguns candidatos a motorista têm em relação à autoescola, especialmente na fase das aulas teóricas.

      Muita gente ali acha aquilo tudo uma chatice, frescura e perda de tempo, não dá atenção ao que é ensinado e dispensa a preciosa oportunidade de aprender algo novo. E isso quando assistem às aulas teóricas, pois ainda há quem participe de "esquemas" para não precisar assistir às aulas, o que é um absurdo. Não aprendem nada e, na hora de fazer a prova teórica, passam na base da "decoreba", isso quando não recebem as respostam prontas. Na autoescola em que obtive a CNH, a quantidade de gente que ficava contando os dias para acabar as aulas teóricas e começarem logo as aulas práticas - como se a parte teórica fosse totalmente inútil - era bastante expressiva.

      Além do perfil citado por você como exemplo, há ainda aqueles que não gostam de carros, não querem saber de dirigir, mas só estão na autoescola porque a empresa em que trabalham - ou pretendem trabalhar - os obriga a ter CNH para que possam dirigir os veículos da empresa quando necessário. Esses também "não estão nem aí" para o que é ensinado na autoescola e saem por aí fazendo todo o tipo de barbaridade nas ruas.

      Desse jeito, a autoescola sozinha não tem como formar bons condutores se estes não estão interessados nisso. O primeiro passo para melhorar os nossos motoristas seria encontrar um jeito de "filtrar" esse pessoal do processo de obtenção da CNH.

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    6. Quando fiz as aulas, décadas atrás, meu professor me falou que se na prova eu passasse para a terceira marcha seria reprovado. Então que fiz aulas apenas em 1a. e 2a. marchas... pra vocês verem.

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    7. Até pouco tempo aibda falavam que passar 3a reprovava

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  10. Bob
    Muito pertinente e importante essa matéria.
    Ótimo post !
    E possível os comentários entrarem mais rapidamente? Ontem tardaram muito para entrar. Estava louco para contestar , de bate-pronto, os comentários do Lorenzo Frigerio e do Mr. Car e nao consegui.
    Abraços

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    1. A demora de ontem foi atípica e só se deveu a eu ter ido a Campinas para um casamento, saí de casa às 14 horas e retornei às 22h15. O Arnaldo, que também observa os comentários, está fora da cidade e onde ele está a conexão com a internet é praticamente nenhuma. Normalmente leio os comentários o tempo todo e a postagem é rápida.

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    2. No Jabaquara tem a Record, perto do Itausa.

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    3. Luiz AG, essa é excelente, só levo meus carros lá, são realmente profissionais, consultam os manuais de referência para valores de cambagem e tudo mais antes de realizar o serviço.

      Bruno Souza, não fica muito longe de S. André, vale a pena !

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  11. Bruno Souza30/06/13 13:25

    Tem um pouco haver com o apoio dos polegares: fiquei "pê" da vida quando fui alinhar convergência do meu carro e o volante ficou descentralizado. Voltei lá na André Ribeiro de Santo André e ainda ficou um pouco. Meu carro é um City, se alguém souber de algum local competente para alinhar em SP zona leste ou ABC, agradeço o retorno.

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    1. Bruno,
      O mecânico/operador errou, infelizmente. Não enquadrou o carro no retângulo imaginário. Se o volante não foi retirado da árvore de direção, o seu carro está com as barras de direção com o comprimento desigual, assumindo que a convergência esteja certa. Recorra à Quadrelli, eles têm fama de serviço de alinhamento e balaceamento de rodas perfeito. www.quadrelli.com.br .

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    2. Bruno Souza30/06/13 14:09

      É exatamente isso, o volante não foi retirado. O volante está descentralizado mas a convergência correta. Obrigado pela indicação

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    3. Bruno Souza30/06/13 14:21

      Uma coisa que notei sobre ruído externo adentrar ao habitáculo que me marcou, foi um Linea na época em que a Fiat vendia o carro com vidros laterais laminados. Era um feirão desses de Shopping com um barulho infernal, o isolamente desses vidros era fantástico.

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    4. Bob,
      Sei que vc não costuma dar indicações em seus textos. Mas aproveitando a ocasião, vc teria alguma dica sobre um bom lugar no Rio de Janeiro para alinhamento e balanceamento?

      Grande abraço

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    5. Bruno Souza30/06/13 15:17

      Achei um artigo da Fiat da época que dizia que melhorava em 7% o índice de articulação. Ainda existe carros no mercado com esses vidros?


      OBS: meu comentário acima era pra sair em separado, mas errei.

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    6. Caio Cavalcante 30/06/13 15:03

      Big Alinhamentos, Av. Maracanã, 987.

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    7. Se quiser dar um pulo até o Jabaquara, leva na Record,

      AVENIDA DOUTOR HUGO BEOLCHI, 754.

      Faz só 40 anos que minha família alinha carro lá. Se o balanceamento não der certo, eles fazem na mão. É uma coisa que vale a pena assistir, já vi muito carro sem placa fazendo balanceamento lá.

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    8. João Tuhu,
      Obrigado pela dica

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    9. Por que retirar o volante? É possível compensar a posição do volante no próprio alinhamento da convergência. Eu acho que o profissional que realizou o procedimento deixou o volante ligeiramente inclinado ao iniciar o alinhamento e o resultado final foi esse deslocamento que você percebeu.

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  12. Desculpe Bob, mas continuo a afirmar q o contagiros à direita eh muito melhor do que à direita...

    Voce bate o olho nele e para o meio da pista em linha reta mais rapida do que acompanha-lo da esquerda para a pista e sem o aro do volante a lhe atrapalhar....

    A unica "opcao meio termo", que gostei, foram os contagiros "colados" ao hodometro dos corsas....

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    1. É mais importante a visão do lado esquerdo do que o centro da pista, tanto pela questão do tráfego contrário quando pelo da retaguarda. Se o volante atrapalha a visão do conta-giros, alguma coisa está errada, pois não deve. Também gosto do conta-giros (à esquerda) e do velocímetro parcialmente superpostos do Corsa.

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    2. Na minha opinião é o mesmo que ocorre com o GPS, prefiro ele do lado esquerdo do volante, na primeira janelinha, se houver.

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  13. Eu adicionaria a transmissão automática a esta lista de recursos de segurança passiva. Muita gente não gosta ou simplesmente não tem habilidade para lidar automaticamente com o câmbio, transformando sua operação em uma atividade que demanda mais atenção do que o desejável. Eliminar essa atividade reduz o estress melhorando a concentração naquilo que interessa que é o trânsito.
    AAM

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    1. Antônio, eu tenho a CNH há pouco tempo e sofro disso (aprendi a dirigir na autoescola). Dirigindo carro manual deixo de prestar atenção no trânsito para me preocupar com o câmbio, claro que é falta de prática, mas já penso como você, trocar marcha deve ser algo opcional...

      Quando tive a oportunidade de dirigir um carro automático foi excelente, história completamente diferente, percebi que dirigi com muito mais atenção e aí, dirigi bem mais rápido... he he he

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    2. A transmissão automática é um item de segurança sim, porém eu não diria que seria segurança passiva (na qual se enquadram as almofadas de ar e cinto de segurança), seria segurança preventiva, pois permite uma maior concentração do motorista, principalmente os não tão habituados ao trabalho de cambiar marchas.

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    3. Anônimo, aí eu já acho que a situação é mais profunda: Só deveria dirigir quem gosta. Se acha estressante, difícil, etc. mesmo com todos os recursos atuais, a pessoa deveria ter o direito de não dirigir e chegar ao seu destino por outro meio, seja táxi, ônibus, metrô, ou até bicicleta (ma maioria da cidades, deixou de ser condução para virar esporte, devido ao perigo, mas em outras, ainda é válida...)

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  14. no caso de alguns automoveis, as trincas nas longarinas e a propria estrutura, torna o carro mais perigoso?

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    1. Não necessariamente.

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    2. por exemplo um santana com trincas na longarina, uma batida de frente, a estrutura vai ter a mesma torção?
      eu não acreditei naquele crash teste do impala www.youtube.com/watch?v=qhtnvaGDNYw , acho que o antigo foi maquiado.
      carros usados no dia dia, com trincas, ferrugem a carroceria fica mais deformavel com o tempo.

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    3. Aquele Impala foi preparado para "implodir", não tenho a menor dúvida.

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    4. Bob, te parece desproporcional o estrago apresentado nesse Impala com o que vc conhece de Impalas??

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  15. Só discordo do cinzeiro. Não se deve fumar ao dirigir da mesma forma que não se deve falar ao celular...

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    1. Fumo e dirijo a mais de 10 anos, gosto alias de fazer as duas coisas ao mesmo tempo pois eu relaxo e nunca tive um acidente, fumando ou não. Falar no celular, ai sim eu concordo, assim como acho muito arriscado usar DVD e GPS no carro. Isso sim tira a atenção do motorista.

      Daniel Libardi

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    2. Pronto, estava demorando a aparecer alguém da brigada antifumo. Fumar é permitido onde e quando não é proibido e fumo & dirijo (habilitado) há 53 anos, sem nenhum problema.

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    3. Não é antitabagismo, cada um faz o que quer da sua vida, só acho que qualquer objeto nas mãos do motorista lhe tira mobilidade..

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    4. Quando você for mais experiente ao volante vai ver que dirigir só com uma mão, calmamente e na reta, é perfeitamente possível e seguro.

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    5. Minha experiencia não se compara com a sua, evidentemente, mas ainda acho que um desvio rapido, numa eventualidade, é melhor executado com as duas mãos ao volante.

      Buracos inesperados, cães, motos e navalhas estão sempre a espreita...

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    6. A menos que se esteja indo muito rápido, e nesse caso o bom senso nos diz para não fumar, dá para fazer desvios com uma só mão tão rápidos quanto com duas. De novo, quando você tiver mais experiência verá que isso é possível, mesmo que não seja fumante. Só para você e os demais leitores saberem, nos aviões não se usa nunca as duas mãos no manche, nem mesmo nas mais difíceis manobras acrobáticas.

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    7. Infelizmente, nem todos são experientes como você e o Daniel, que pensa ser. O grande problema é que muitos ignoram o fato de serem inexperientes, correndo e gerando riscos desnecessários.

      Logo, eu consigo entender o que o Anônimo disse, sem qualquer tipo dificuldade.

      Os problemas não são causados pelo fato de um motorista ser fumante, e sim pelo fato de ser irresponsável, seja fumante ou não.

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  16. Para mim, comandos fora do campo de visão (ar condicionado, som, etc.) têm de ser "botões físicos", bem definidos. Não gosto deles comandados por telas sensitivas ao toque, perdemos o "feedback" tátil e também a noção de localização espacial, sendo necessário desviar mais atenção do que o desejável.

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  17. Quando li o enunciado "segurança preventiva" logo pensei no estado de conservação, manutenção e funcionalidade dos dispositivos de segurança, seja ativa ou passiva. Porém o post levantou vários itens interessantes, mas que me parecem mais como "segurança intuitiva". De qualquer maneira quem sou eu para questionar o termo. Não tenho muita idade ( 25 ) mas sou de um tempo em que o motorista sempre foi o principal item de segurança em um carro e é claro que vou contra tudo que é pesquisado, estudado e aplicado em termos de segurança veicular, mas ainda assim, para mim, menos é mais. Não gosto de carro com aparelho de som, ar condicionado, vidros escurecidos, suspensão macia, bancos demasiados confortáveis, câmbio assistido, direção assistida, acelerador assistido, eletrônica embarcada, ( não desmerecendo jamais a injeção eletrônica de combustível ) etc. Posso estar bastante errado, porém gosto não se questiona e acho que a perfeita integração homem-máquina é aquela em que você controla toda e qualquer variação da máquina - em automóveis através da interface direção e pedais. Acho que falei demais para quem dirige um humilde e antiquado Chevette. Turbo, mas ainda assim antiquado. Não me adaptei a tração dianteira, acho que nunca vou conseguir, rsrs. Estou sempre acompanhando a página, sempre com matérias bem embasadas e conteúdo técnico, parabéns.

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  18. Eu nunca havia pensado no ar-condicionado como item de segurança, mas, sim, de conforto apenas. Entretanto, como você disse, Bob, ele é atua como desembaçador ao retirar umidade do ar. Em dias de chuva, é a única coisa que realmente funciona.

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  19. Sr Bob Sharp como carreteiro e ex mecanico devido a dores de coluna suas postagens tem imensamente ajudado em aumentar meu conhecimento. Raramente posto aqui mas poderia realizar o desejo de um caminhoneiro que curte historias e postar causos como o da sua Brasília envenenada, sobre sua Vespa, como foi adquirindo esse lastro técnico e cultural etc. Paro todos os dias o bruto e leio diariamente suas postagens, obrigado e um ótimo dia.

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    1. Luciano,
      A Brasília era do Arnaldo.Qualquer lastro – técnico, científico, cultural, político – só aprende tendo interesse, estudando, lendo muito e ouvindo.

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    2. Me dedico a leitura e não ser opniático e sim escutar o que diz. Seguirei sua orientação e perdão pela rata sobre a Brasília.

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    3. Que perdão que nada, Luciano, nem precisava. Você confundiu, só.

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  20. Perfeita lista de equipamentos e atitudes para a segurança. Só quero dar uma pequena contribuição: o carro deve dispor de acesso remoto ao rádio e/ou sistema de comunicação/telefonia.

    Ótimo post, Bob Sharp!

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  21. Bom texto, aborda uma questão negligenciada, como outras, aqui em terras tupiniquins.

    O importante, em qualquer ramo, é ter a segurança como prioridade. Em todos as 3 vertentes apresentadas, neste caso. Vimos hoje que nem a formula 1, com a melhor tecnologia do mundo, além dos melhores pilotos, está imune a um pneu furado em alta velocidade (muito alta, no caso). Felizmente o monoposto tem uma bela célula de segurança, mas nas 24Hrs de Le Mans, aconteceu o que acontece muitas vezes na vida real, mesmo não estando competindo: uma fatalidade. Nessas estradas sem mureta divisória, cheias de crateras, também mal projetadas, cheias de bolsões d'água, e coisas assim, não é difícil se encontrar em situação de grande risco... É fundamental pensar na segurança como um todo, na hora de adquirir um carro novo. Vai que quebra alguma peça importante para o funcionamento do carro (nenhum é perfeito), é bom contar com nossos amigos engenheiros para fazer do acidente menos fatal possível.
    Vida não tem preço.

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  22. Acrescentaria à lista aquecimento dos retrovisores externos. Quando chove, é indispensável.

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  23. Bob, embora eu ache incômodos alguns tipos de paineis, considero que, desde que fiquem à frente do motorista e sejam bastante legíveis (o conta-giros dos primeiros Fox é um ótimo exemplo do que acho que nunca deveria ser feito, assim como o Mini original e o C4), a disposição dos instrumentos não deve influenciar tanto assim na segurança. Se fosse assim, carros com os paineis "padrão wolfsburg" sofreriam muito menos acidentes que os painéis fora desse padrão. Mais que isso: Acredito que a maioria das pessoas seja levada, principalmente quando é inexperiente, a mover olhos e mão ao mesmo tempo. Se for assim, a melhor posição para colocar o contagiros seria à direita do velocímetro, pois, pelo menos a pessoa conferiria a rotação do motor numa rápida olhada já instintiva, no momento da troca de marchas, quando tal dado interfere na suavidade de condução. Isso me leva a outra teoria: Será que, por ser canhoto, o sr. não olha mais para o lado de sua mão esquerda e por isso acha mais fácil encontrar o contagiros lá? Não achei uma pesquisa a esse respeito, mas deve haver.
    Quanto ao volante, creio que o ideal não seriam os tais "36 a 38 cm", ou pelo menos, não seria o ideal para todos: Numa situação de colisão, o airbag deveria poder abrir e o torax da pessoa deveria ser capaz de ir de encontro ao centro do volante sem ter que atropelar os próprios braços, o que causa lesões sérias e desnecessárias. Desse modo, acho que o volante ideal teria a largura dos ombros do condutor e ficaria com o airbag mirado, não para o rosto da pessoa, como vejo normalmente, mas para o centro de seu osso esterno. Sem falar que o volante, quanto maior for, menos energia exige para ser movido, por uma questão de torque, o que economiza força do dondutor sem exigir um sistema hidráulico que roube muita potência (se bem que é sempre da ordem de centenas de watts, o que não é uma enormidade, mas economizar é sempre melhor que desperdiçar).
    Uma coisa que quase todo carro moderno tem de errado em minha concepção é a área envidraçada muito alta. Um cadeirante, que por definição terá dificuldades de se mover para longe do carro, um carrinho de bebê ou mesmo uma criança pequena, que já ande, mas não tenha muita sabedoria para evitar situações de risco, são alvos fáceis numa eventual manobra de estacionamento. Câmeras de ré podem até atenuar o problema, mas a chance de que elas dêem algum problema é muito maior que a chance de você não conseguir ver através de uma janela de vidro transparente.
    Outro fator de segurança do qual me lembro é a cor do veículo e, mais ainda, o esquema de cores na traseira. Alguns carros, principalmente nos anos 80-90 tinham lanternas vermelhas, faixas cromadas, áreas em preto-fosco, placas amarelas e lataria pintada numa cor que contrastasse bastante com o asfalto, como bege, laranja, amarelo, azul claro, verde claro, branco, etc. Mesmo nas mais severas condições, alguma dessas áreas ainda estaria visível e pronta a avisar que à frente haveria um carro(que era uma porcaria, não andava e primava pela cafonice), ao invés dos atuais "preto envelopado em preto-fosco com lanternas e vidros fumê" que podem ser visualmente interessantes, mas estão longe de serem a situação ideal de visibiidade.

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    1. brauliostafora,

      Gostei dos teus comentários, mas quanto ao conta-giros, eu também prefiro do lado esquerdo. E olha que eu sou destro.

      Meu atual carro tem no lado direito e não tenho me acertado muito com isso.

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    2. Braulio
      Não pode entrar nessa conversa quem não é motorista de fato. Esse tipo se atrapalha com qualquer coisa. Quem dirige medianamente não olha para a alavanca de câmbio. Sou 100% ambidestro, por isso a preferência pelo conta-giros na esquerda não se prende a lado predominante (na Inglaterra eu gostaria de tê-lo na direita, por exemplo). / Volante maior que 380 mm, nem pensar, fica péssimo de se dirigir. Olhe o 208 com 350 mm!. Isso de o tórax atropelar o braços não existe, ou a indústria automobilística mundial não sabe o que faz. De novo, não existe mesmo. / Não entendi a parte de área envidraçada muito alta, se puder explicar melhor será bom para os leitores e para mim./ Acho que segurança vai bem de cores na traseira. Grupo óticos eficientes e cores claras são mais que suficientes.

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    3. Se a "área envidraçada alta" se referir à linha de cintura (base das janelas) alta, procede mesmo, sobretudo nos vidros traseiros.

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    4. Bob,

      Acho que ele se refere aos carros atuais, em que há cada vez "mais lata" e menos vidro, principalmente na traseira. Ex: Range Rover Vogue, Ford "New" Fiesta, Fiat Bravo, etc, etc. Sobre esse último, acho a visibilidade traseira do Stilo melhor que a dele...

      Aproveitando a oportunidade, e ainda falando de visibilidade. Eu sempre tive carros com filme. Não que eu tenha colocado, eles sempre vieram com o bendito. Muitas vezes eu discordava da sua constante reclamação contra eles, pois nos meus carros nunca vieram com aquele filme ultra escuro, que você quase não enxerga á noite. Sempre foi do tipo mais claro, que (eu achava) não prejudicava quase nada, á noite. Mas, troquei de carro recentemente, e ele veio sem o bendito instalado. Quanta diferença! Hoje sou obrigado a concordar com você...

      Um abraço!

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    5. Um volante maior realmente exige menor força para manobras, porém é muita "movimentação braçal" para executar uma manobra ou, ainda mais grave, uma mudança de trajetória. Imagine você andando em uma rodovia e precisa desviar de alguma coisa rapidamente: Simplesmente inviável em termos de segurança ativa.

      Quanto a área envidraçada, no meu entender você quis dizer que a "linha de cintura" dos atuais automóveis está mais alta, certo? Imagino que o exemplo que melhor ilustra a tendência é o chevrolet Prisma (comparando o antigo com o atual), correto? Sinceramente não sei até onde isso atrapalha a visão, visto que eu não dirigi nenhum dos dois carros, porém a altura dos carros em relação ao solo por si só já é um tato elevada em boa parte dos nossos carros e, imagino eu, isso deve influenciar tanto quanto a própria linha de cintura mais alta. Agota o quanto eu realmente não sei.

      E quanto ao manuseio do câmbio, eu só cometi esse equivoco de mover a visão ao trocar as marchas apenas nas primeiras horas de auto-escola. Se a pessoa não consegue "memorizar" a posição de cada engate, então ou que ela mude para um câmbio automático, senão provavelmente será um estorvo no trânsito.

      Mendes

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    6. Anônimo 11:10, essa linha de cintura alta eu senti bastante ao dirigir tanto o Corolla quanto o Fluence. Tenho 1,78m e precisaria subir bastante o banco para ter uma boa visibilidade das laterais do carro (como tenho no meu Polo, que uso com o banco na menor regulagem de altura). Talvez tenha a ver com a resistência a impactos laterais, mas o fato é que achei a visibilidade pior do que no meu carro, mesmo.

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  24. Vidros eletricos de 1 toque, na minha opinião, tambem trazem mais segurança. Quando se precisa por a mao para fora do veiculo para sinalizar, por exemplo, é mais fácil e rápido que girar a manivela...

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    1. Jeann
      Sinalizar com a mão, hoje?

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    2. Quando se vai estacionar, tem lugares onde é necessário, porque a conduta geral das pessoas é ignorar a tal "distância segura" do veículo à frente..

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    3. Evandro,
      Sempre sinalizo para o motorista do carro de trás com a mão direita e ele/ela sempre vê o sinal pelo vidro traseiro do meu carro, logicamente sem saco de lixo nesse vidro (ou em qualquer outro).

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  25. Faróis bem regulados.

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  26. Bacana, gostei, Bob !

    Eu acrescentaria a terceira luz de freio, iluminação adequada dos instrumentos (se a iluminação for muito intensa, as pupilas contraem-se e a visibilidade diminui), faróis adequados (tanto em regulagem quanto em cor da luz e intensidade).
    Eu também mudaria o texto do cinto de segurança, pois em mais de um carro que andei eles não ficam bem localizados sobre o osso do quadril, ficam sobre o abdômen e isso é pedir pra ter hemorragia interna em caso de colisão, além de ser muito incômodo.
    Outro ponto que eu modificaria é o modo como o limpador varre o vidro traseiro, vejo isso no Fit, por exemplo, onde ele deixa melhor visibilidade do lado direito do carro, e isso me parece ser bom para mão inglesa.
    E pra finalizar, além dos retrovisores asféricos/convexos, que eles tenham um projeto bom OU sejam "untados" com impermeabilizante, porque água acumulada nos espelhos é dose.

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  27. Bob e demais,

    Acredito que a questão preventiva é talvez o mais importante fator, pois a segurança ativa e/ou passiva de nada adiantam sem um comportamento preventivo do cidadão.

    Alguns fatores que acho que são os mais importantes a serem levados em conta:
    - O condutor deve conhecer bem o veículo que conduz, seu comportamento dinâmico, instrumentos e sua acessibilidade, bem como ser capaz de pequenos reparos, quando necessário.
    - A manunteção preventiva do veículo deve estar rigorosamente em dia, bem como o plano de manutenção. Custo elevado não é justificativa para deixar de fazer manutenção. Se achar caro, compre um carro mais barato ou use transporte coletivo.
    - Um comportamento preventivo na condução do veículo também é importante. Como comportamento preventivo, me refiro a antecipação de mudanças de direção e frenagens; condução do veículo em velocidade compatível com a via e características do tráfego adiante; uso adequado das faixas de rolamento, bem como percepção de mudanças das características do piso de rolamento; redução de velocidade em situações atípicas, como chuvas, presença de pedestres adiante e qualquer situação que caracterize perigo à segurança dos ocupantes do veículo ou demais pessoas do entorno.

    Não poderia deixar de citar também que o condutor tem a responsabilidade de sensibilizar os demais ocupantes para o comportamento preventivo: uso de cinto de segurança de todos ocupantes, sentar-se de forma adequada e não jogados ou com pernas sobre o console, o que faz o cinto de segurança se tornar ineficaz. Basta se lembrar do caso do jogador Dener, que em 1994 morreu asfixiado pelo cinto de segurança em um acidente no Rio de Janeiro. Me dá medo ver o ocupante do banco do carona, com as pernas sobre o console do veículo: se ocorrer um acidente e o air-bag abrir, fatalmente quebrará as duas pernas que voarão contra o seu rosto...

    Parabéns pelo post e todo debate que se gerou no entorno do assunto. Acho muito importante a discussão sobre o tema e lamento que seja tão pouco debatido entre a sociedade.

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  28. Para leigos no volante, o câmbio automático é mais seguro mesmo. Como por exemplo em uma ultrapassagem na estrada, ou mesmo mesmo em uma frenagem de emergência.
    No caso de autoentusiastas, o câmbio manual com certeza é mais uma ferramenta que aumenta o "tato" do motorista com o carro. Eu prefiro fazer as reduções em ultrapassagens, ter o controle do freio motor, em casos de frenagens mais bruscas.

    Sinceramente, não vejo graça nenhuma em um carro onde só se acelera, e freia, ainda mais em uma época onde nem mesmo o acelerador mais é controlado pelo motorista (acelerador eletrônico).

    O meu tio comprou logo no lançamento um chevrolet sonic sedan LTZ (automático, 6 marchas). Ele sempre teve carros manuais, e estranhou muito o comportamento do câmbio automático do carro, onde se tem a impressão de um "LAG" no tempo de resposta do carro, quando se quer fazer uma ultrapassagem. Com o tempo ele se acostumou com o comportamento do carro, mas diz ele que prefere andar com o carro da esposa dele, que é um C3 com câmbio manual.

    ps: um adendo, Bob, eu olhei o motor do Sonic, e notei que ele é muito parecido, senão idêntico ao motor do corsa GSi 16v de 130cv (C16XE), lançado no brasil em 1993.
    No caso do sonic, o motor vem com 120cv se eu não me engano.
    Tens alguma informação sobre isso ?

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    1. Porcodio,
      O Corsa GSi 16V era de 109 cv. De onde você tirou 130 cv? Não tenho informação da origem do motor do Sonic. / Atenção, numa freada forte esqueça o freio-motor, use só freio. Lembre que o freio é bem mais potente que o motor, no mínimo três vezes mais. Um carro que acelere de 0 a 100 km/h em 12 s, por exemplo, leva 4 segundos para parar vindo a essa velocidade.

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    2. Bob, aproveitando o gancho. Sempre falam que esses novos motores da GM da família ECOTEC são inéditos no Brasil. Os motores 16v do Corsa já eram ECOTEC, não?

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    3. Bob, tens razão, pesquisando agora o C16XE (ainda não chamado de ecotec) e o X16XE (já chamado de ecotec) do corsa gsi/tigra aqui no brasil são motores com 109cv. Devo ter lido em algum lugar a muito tempo atrás que esse motor tinha 130cv, e até hoje achei que isso era verdade;

      E tenho quase certeza que são os mesmos motores, sim.

      http://bestcars.uol.com.br/carros/gm/antigos/corsa-gsi-motor.jpg

      http://caranddriverbrasil.uol.com.br/upload/imagens_upload/Chevrolet_Sonic_3.jpg

      Uma boa dica, para quem tiver um corsinha gsi, e precisar de peças de reposição.

      Aliás, o "novo" motor sigma da ford, é na verdade o nosso velho conhecido zetec 1.4 16v dos anos 90, com algumas modernizações.


      Bom também para quem tem um fiestinha ou courier e precisa de alguma peça que já estava mais difícil de encontrar...


      Quanto à frenagem Bob,é errado ao mesmo tempo que se freia, reduzir a marcha para "ajudar" a frenagem ?

      Vou contar aqui o meu "causo", e me diga se tu acha que foi mais sorte do que juízo.

      Uma vez na estrada,eu estava subindo a serra curtindo aquelas curvinhas maravilhosas meio rapidamente (quarta marcha, 140~150 km/h). Numa dessas curvas havia um acidente na estrada, e atrás dele vários carros parados. A impressão que eu tive, é que só consegui reduzir a velocidade(sem ser espalhafatoso, sem cantar pneus, sem perder a direção) porque além de alicatar os freios da maneira correta, eu eu baixei de quarta para segunda marcha após eu ter começado a freiar.
      A frenagem foi numa curva bem aberta, mas eu consegui fazer o procedimento todo "na marra", porque o meu carro não tem abs, nem controle de estabilidade, nem nada. Eu sentia a todo momento o carro dando uma puxadinha aqui, uma tremidinha ali, e eu só ia fazendo pequenas correções no volante, e graduando o pé no freio para não sair de arrasto, afinal, estava em uma curva. No final das contas, consegui freiar até com uma boa margem de distância do próximo carro.

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    4. porcodio, o freio motor não ajudou em nada nesse caso... Na verdade, os freios dos carros de passeio normalmente já tem o balanço mais pra frente (bloquear as rodas da frente antes da traseira), e o freio motor de um carro de tração dianteira só aumentaria essa tendêndia, diminuindo o potencial de frenagem do carro.

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    5. Porcodio
      O Thales já respondeu, e corretamente. O freio-motor só atrapalha numa freada de emergência. É cada vez mais comum hoje a função MSR (motor schlupf regelung, algo como regulagem da patinagem pelo motor), em que nas freadas forte a borboleta de aceleração abre um pouco para que o motor não freie o carro. Em certos câmbios automáticos a marcha desengata nas freadas para o motor não atrapalhar o ABS. Assim, ao frear forte deixe só o freio fazer o trabalho dele.

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    6. Bob e Thales, muito obrigado pelas dicas.

      Vivendo e aprendendo, sempre :)

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    7. Discordo, em nenhuma categoria de corrida se deixa de usar freio motor mesmo com cambio automatizado, até nas brecadas de emergência só ficam na banguela se o motor estiver para morrer (feito automaticamente) e não falta estudo para regular esses carros. O único que ouço falar para não usar ou que não dá diferença é o Bob. Vão reclamar e podem até excluir o comentário, mas perdão, como piloto de corrida o Bob não é parâmetro. Se o Bob deixar e os outros comentaristas forem maduros suficientes dá pra falar sobre isso e os porques.

      O freio motor ajuda como ajuda deixar o carro engatado em curvas por causa do diferencial, qualquer um nota como o carro fica mais na mão se estiver engatado freando e em curvas. Ademais o motor tem uma boa força de frenagem nas marchas menores que fazem boa diferença na hora de frear em emergencia ou para desempenho.

      Qualquer treinado não vai se atrapalhar, é só pisar na embreagem quando o RPM ficar muito baixo. Automáticos passam para a ultima marcha por conforto mas não desengatam e o tal MSR está aí para consumo de combustível e emissões (por isso que os aceleradores eletronicos atrasam alguns mandos do motorista)

      Tem mais motivos de porque o freio motor faz diferença e mais ajuda que atrapalha, mas depende de deixarem o comentário e depende da maturidade de todos pra continuar. O que o porcodio disse sobre essa frenagem de emergência é exatamente a diferença entre usar ou não freio motor

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    8. Discordar é um direito, só espero que você não se arrebente por não saber frear e, pelo jeito, não querer aprender.

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    9. Bob qual seria o motivo para se arrebentar? Atrapalhar o ABS ou deixar o carro morrer acontece se esquecer de usar a embreagem, o que é falta de costume. Punta tacco em frenagem é muito mais complicado e quem se acostuma não se arrebenta por isso (ia ser um show de arrebentados no automobilismo se isso fosse verdade).

      Em uma serra não usar freio motor significa ficar o tempo todo no freio, o que mesmo hoje significa fading e também o risco de entrar em curvas fortes com o pé no freio. Em emergência cada metro a menos conta e desprezar o freio motor é contar com vários metros a menos de espaço, tudo por medo de desengatar o carro na hora certa. Existem ainda mais motivos e se fosse ruim com certeza não usar freio motor na F1, seria só mandar todo o sistema automático desengatar nas frenagens e engatar na hora de voltar a acelerar, seria instantâneo com o sistema que eles usam.

      Se tem algo novo para ensinar ou alguma coisa que está errada, por favor nos diga.

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    10. Acredite e aprenda: o que desacelera qualquer carro mais rapidamente é o freio que se usa apertando o pedal. Punta-tacco é apenas para tornar a redução antes de uma curva sem dar trancos. E se reduz antes da curva não é para diminuir a velocidade, mas para deixar na marcha correta para acelerar durante e após a curva. Descida de serra usando freio-motor é outra história, é para manter velocidade sem usar e aquecer demais o freio. E quem disse que não se pode frear em curva? Claro que pode, mas fazendo-o suavemente. Esqueça o desengatar o carro na hora certa, isso não existe. E Fórmula 1 não usa freio-motor nas frenagens antes de curva.

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    11. Bob e porque não usar o pedal mais o freio motor? Até agora não vi um motivo para ter que usar só um ou outro como você está sugerindo. Concordo que o punta tacco é mais para manter o motor cheio do que freiar, mas se conseguem freiar o máximo possível e ainda fazer punta tacco fica fácil frear em emergência usando freio motor.

      Também concordo que entrar freando em curva pode fazer e vez ou outra é bom, mas é muito mais difícil e perigoso que desentagar o carro na hora certa, se exagerar na dose é rodada e descendo serra só no freio fica fácil de entrar em curva freando forte.

      Nos F1 cabe dizer que até banirem os controles de tração e todas as ajudas ao piloto o freio motor era uma das partes que mais prestavam atenção, tem muita leitura sobre isso por aí. Em cada pista tinha uma regulagem de quanto o freio motor ia ser mais ou menos forte (regulava pela abertura ou fechamento do acelerador, eletronico há muito tempo) e também quando o motor até voltaria a funcionar durante a frenagem para evitar travamentos nas rodas traseiras. Isso era só uma pequena parte, tinha mais ajustes de freio motor no bolo e tem até equipe que falava o quanto em tempo isso ajudava nas voltas (não era nada pequeno)

      Na F1 de hoje alguns times não usavam freio motor em alguns lugares para fazer funcionar os difusores que usavam o escape para dar mais downforce aos carros, houve carros em que o motor continuava acelerando mesmo com o carro freando. Além da polêmica os carros ficaram difíceis de dirigir e pouco previsíveis, isso foi proibido e não tem um time que deixe o carro desengatado nas frenagens hoje, é só ler sobre o assunto.

      Tem alguma tomada de tempo que prove que frear sem freio motor é mais rápido?

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    12. Quanto tempo gasta um carro médio, de motor 1,6, para acelerar de 0 a 100 km/h? Digamos 12 segundos. Esse mesmo carro freando forte vindo a 100 km/h pára em 3 segundos. O que é mais forte, mais potente, o motor ou o freio? Por isso, aceite que não adianta absolutamente nada usar freio-motor na pista. Só atrapalha a frenagem. Você mesmo falou nos F-1 manterem o motor com as gavetas de aceleração abertas para gerar fluxo de escapamento e ajudar na força vertical descendente, ou seja, você se contradisse nessa. Como fica o freio-motor nessa? Tem mais, quem correu de DKW, como eu, de motor dois-tempos e seu freio-motor quase inexistente, só usava o freio para desacelerar antes das curvas. Motor Diesel não tem freio-motor, pois não tem borboleta de aceleração, fica tudo aberto sempre, o que regula a potência do motor é o volume de injeção. Diesel só tem freio-motor artificialmente, estrangulando o escapamento, por exemplo, ou aplicando um retardador hidráulico na saída do câmbio. Freio-motor só serve para descer serras sem usar o freio do veículo ou para, nas provas longas, poupar freio. Puxa, não sei como você não acredita no que venho lhe dizendo. Você pode usar freio-motor numa tomada de tempo – se não se incomodar de largar lá atrás...

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    13. Bob não acredito porque é matemática simples, se leva 3 segundos pra parar só com o freio pisando no máximo sem travar vai levar menos de 3 segundos freando desse jeito mais o freio motor, além do carro ficar mais na mão. Acho que não nos entendemos, quando disse usar freio motor é pra usar o freio motor mais o freio normal e não só o freio motor (que seria ruim numa frenagem de emergência ou tomada de tempo é claro).

      Da F1 o uso dos gases foi só em um ano e depois foi proibido como escrevi, não tem contradição. Além de ser um sistema caro, os carros perdiam o freio motor e davam motor o tempo todo, o que causou acidentes. Antes disso e hoje o freio motor continua sendo da maior importância nos F1, que continuam a desengatar apenas no dito anti stall quando o piloto tem que frear pra evitar acidente (o desengate só acontece perto da rotação em que o motor corre risco de morrer).

      Em 2 tempos sem nada pra gerar freio motor é outra conversa, nos diesel de carro de hoje todos usam um gerador de servo e nos turbos estrangulam o motor pra ter freio motor. O freio motor dos diesel mesmo assim é pouco e isso é um dos motivos que são tão ruins para tempo em volta e isso com toda a evolução que tiveram (Audi LeMans não é exemplo, não tem nada a ver com um carro diesel normal).

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    14. Desisto. Não dá para argumentar com quem pensa que entende a respeito de um assunto. De novo, torço para que você não se arrebente numa frenagem de emergência.

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    15. Bob ninguém lhe faltou o respeito nem a paciência até o presente momento. O assunto estava sendo debatido normalmente com argumentos, não tem necessidade de partir para essa agressividade passiva. Ninguém falou que você não entende nada apesar da gafe (pra ser educado) que está falando aqui sobre freio motor.

      Pesquise sobre o que escrevi, um google no assunto da F1 mostra os fatos sem muita conversa inútil. Não insulte a inteligência minha e dos outros querendo ganhar distorcendo o que falam e desqualificando quem você nem sabe quem é, correndo o risco de cometer mais uma gafe.

      Cabe o convite pra vir colocar tempo em mim ou nos meus colegas que "não sabem frear" em qualquer autodromo ou kartodromo de SP.

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    16. Gafe minha? Essa foi mesmo a piada do domingo. A propósito, sugiro que se apresente – chega de esconder no anonimato – e mostre seu currículo de piloto. Se quiser, escreva-me em particular, o meu e-mail está no 'Fale Conosco'.

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  29. Vários itens listados têm relação com a Ergonomia, nem sempre muito considerada. Mas, como atualmente a maioria das fábricas é comandada por boards,que são quase sempre compostos por pessoas que visam mais o lucro do que qualquer outra coisa, o jeito é procurar o carro que melhor lhe "vestir".

    Entendo que calçar-se de forma adequada para guiar também é uma forma de segurança. Quando mudo de um sapato social para um tênis, já percebo uma mudança de sensibilidade e leva alguns quarteirões para se recalibrar, dada a diferença do solado.

    Uma coisa que não é tão comum é o ajuste de distância do volante. Imagino que esse tipo de recurso tem que estar previsto desde o projeto; não me parece algo que seja adaptável, depois de pronto. Sr Sharp, saberia se implica em um aumento substancial no projeto do carro ou se trata de mais um caso de "economia porca" do mundo automotivo?

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  30. Daniel I,
    Aumenta um pouco o custo, é preciso aplicar uma unidade telescópica, mas nada que tenha preço proibitivo ou que o consumidor não queira pagar. / Bem lembrado, o calçado é muito importante. As solas das sapatilhas de corrida são bem finas.

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    1. Lucas dos Santos01/07/13 00:27

      Interessante essa matéria, Bob.

      Quanto ao tipo de calçado, eu descobri isso na prática. Quando eu estava na autoescola, eu usava um tênis com amortecedores, como este: http://images.elephant2.com/thumb/520x/2/4/D/1124D.jpg.

      O resultado disso era que eu não conseguia sentir o pedal do acelerador sob o meu pé. Era como se eu estivesse com o pé no ar, o que cansava rapidamente.

      Eu achava que o acelerador leve fosse uma característica do carro - um Gol G4. Somente muito tempo depois de ter terminado as aulas e já com a carteira na mão é que fui me dar conta que era o tênis que causava essa sensação.

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  31. Bob, tudo que escreveu se resume a ergonomia. Ergonomia bem projetada - quando estilo e engenharia se entendem - e tao importante mas poucos sabem/percebem.

    Tem imprensa especializada que so fala de ergonomia quando nao encontram os comandos dos vidros nad portas e saem bradando que tal carro tem ergonomia ruim...

    Esqueceu de comentar espessuras e desenho das colunas, especialmente a 'A' (caminhoes tomam muito cuidado com visibilidade nessas regioes.

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  32. joão celidonio01/07/13 00:00

    vixx, e eu que amava o pedal do fusca pq dava pra fazer puntataco com a maior naturalidade do mundo...rs

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  33. Bob,
    No meu Siena fico com pernas e braços encolhidos devido a proximidade do banco com volante e pedais, isso mesmo com o banco todo para trás, devido a minha altura de 1,9 metro.
    Sabe se tem alguma maneira de fazer o banco ir mais para trás?

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  34. Há um paradoxo: Se a coluna A for menos reforçada, a segurança passiva fica comprometida, então todos os carros andam vindo com colunas A enormes, alguns, de tão reforçada que ela é, vem com dois pontos inferiores e uma janelinha horrível e inútil no meio, mas isso compromete muito a visibilidade. Deveriam fazer a coluna A com um material melhor, mais rígigo, para que ela pudesse ficar num tamanho contido e ainda sim robusta. Exemplos de como não deve ser, na minha opinião são o Fox, Civic, Fiesta etc...

    Renan Veronezzi.

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    1. A Saab tinha uma solução interessante nos modelos 99 e 900 de primeira geração, que era a coluna A fininha, mas oca por dentro, de maneira a permitir que se montasse um reforço que ia por dentro e não aumentava a espessura da dita cuja.
      Outra solução seriam para-brisas menos inclinados, mas com as tais colunas grossas, vide o Mini da atual geração. Com colunas menos inclinadas, obriga-se o painel a ser mais chapado em vez de praticamente a mesinha que eles são hoje em dia na maioria dos carros. Com isso, dá para avançar o motorista um pouco mais para frente devido ao espaço ganho e, com isso, as tais colunas acabam indo para um ponto cego do campo de visão humano, deixando de incomodar tanto quanto incomodariam em veículos como os que você citou.

      Outra opção, que não consigo entender o porquê de não ser usada atualmente, seriam para-brisas panorâmicos como o do Plymouth Fury 1957, que estão fixos a colunas inclinadas, mas montadas em ponto cego do campo de visão humano. Quem quase chegou a isso foi a Citroën com o C3 Picasso. Tivesse a marca francesa investido mais um pouquinho, conseguiria eliminar aquelas coluninhas finas que ficam bem na frente do campo de visão mas não incomodam tanto assim (aliás, até dão uma boa noção de largura do veículo). Como todos esperam que Citroëns tenham desenhos esquisitos e soluções tão estranhas quanto, ninguém acharia ruim que um C3 Picasso tivesse um para-brisa como o de um Fury 1957, mas até apreciaria o ganho de visibilidade para frente.
      Logo, vamos considerar como solução mais viável a que temos no Mini, até porque também acrescenta a praticidade de termos quebra-sóis que de fato bloqueiem significativamente a luz do sol nascente ou poente (em carros com para-brisa muito inclinado, os quebra-sóis nunca estão em uma posição boa para a função a que se prestam) e o desenho do teto por si só já bloquear muitos raios solares. Alguns irão se perguntar sobre aerodinâmica e poderemos lembrar que o Citroën DS registrava 0,36 de Cx com um para-brisa praticamente em pé (valor esse que foi melhorando com as reestilizações), bem como faz alguns anos que a Mercedes apresentou o Bionic Car, cujo desenho, por ser inspirado no peixe-cofre, obriga a que o para-brisa seja pouco inclinado para que se atinja 0,19 de Cx. Por fim, também não esqueçamos que é possível ter Cx baixo em formas que não cortem bem o ar se você embutir nelas uma série de trapaças aerodinâmicas, como comprova o Toyota Etios (0,33 no hatch, 0,31 no sedã, sendo que ambos são basicamente a interpretação da Toyota para o desenho de caixote do Logan de primeira geração, bem menos aerodinâmico).

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  35. Bob, parabéns pelo post e obrigado pelas informações!!!

    Só um comentário, acredito que um fator de desatenção que assola as cidades hoje é o radar conjugado com fiscalização de passagem conjugado com semáforo. O grande problema é que o motorista fica com um olho no semáforo (se não vai fechar), um no velocímetro (se não vai passar acima da velocidade) e faltam olhos para o resto, inclusive para evitar colisões.

    Em algumas cidades inclusive os "amarelos" dos semáforos variam de aparelho para aparelho, em uma mesma avenida, dificultando mais ainda a vida do motorista que fica com medo de ser canetado pela máquina.

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  36. Cambio de bons engates (evitando desgaste do motorista ou desatencao), escalonamento correto (evitando trocas excessivas) e motor que pelo menos tenha condicoes de ultrapassar um 1113 na subida.
    Outro que considero primordial eh pneu de altissima qualidade (nao essa palhacada de tamanho, nao adianta nada roda 16" e pneu vagabundo, ande com um 13" de boa qualidade) e um conjunto acertado de amortecedores e molas (aqui novamente, rebaixar o carro nao significa que ele fique mais seguro, normalmente ocorre o oposto pela falta de planejamento e criterio)

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  37. joão celidonio01/07/13 11:18

    entrei pelo cano, achava demais o pedal do fusca, era tão fácil o punta taco com ele...

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  38. Bob, uma correção essencial no texto está neste trecho:

    Limpador do vidro traseiro nos hatchback, essencial;

    Abaixo, está a foto de uma Grand Cherokee que, como sabemos, é SUV. Logo, ganharíamos em precisão se o texto fosse mudado para "Limpador do vidro traseiro nas carrocerias de um ou dois volumes, essencial;" ou "Limpador do vidro traseiro em hatchbacks, peruas, SUVs, crossovers e minivans, essencial;". Afinal, como sabemos, todos esses veículos têm desenho de traseira que os sujeita a acúmulo de água e sujeira no vidro traseiro.

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    1. Concordo com você, mas a finalidade foi uma foto que evidenciasse a necessidade de limpador (e lavador) do vidro traseiro. Contudo, sua sugestão foi acolhida, agradeço a preocupação.

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  39. Mr-X
    Por favor, entre em contato conosco em bobsharp@autoentusiastas.com.br . Tentei contatá-lo usando seu antigo e-mail de domínio terra.com.br, do tempo do Best Cars, mas não existe mais.

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  40. Se for dirigir não fume, e saberá, Bob, porque carro moderno não tem mais cinzeiro.

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  41. Outro da brigada antifumo...Tenho andado em muita coisa boa ultimamente, como Porsche, Audi, BMW, Mercedes-Benz, todos com cinzeiro.Será que você nem cinzeiro num carro consegue achar? Problema, hein!

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  42. Como ex-fumante, o que mais me irrita na maioria dos ex-fumantes e também de alguns que nunca fumaram, é essa imbecilidade de querer criticar quem fuma.

    Se esses idiotas se preocupassem mais com os agrotóxicos da lavoura e com os hormônios dos animais que comem, seriam bem mais úteis à sociedade.

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  43. Outra característica importante que vejo como fator de segurança é a cor do veículo. Tenho um carro cinza acho que ele some no asfalto, só viajo com os faróis baixos ligados. Cores claras são mais seguras. Veja e seja visto.

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  44. Sei de muitos motorista que ao se deparar com algum imprevisto na pista, ou até mesmo com a perda de controle do carro, acionam o freio de mão.

    Na minha opinião isso é o absurdo dos absurdos, mas não tem conversa, eles acham que estão certos e pronto.

    Eu penso que muitos acidentes poderiam ter sido evitados se não fosse usada essa prática.

    Mas motorista brasileiro pensa que sabe tudo...

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    1. E no final das contas, é o freio de "estacionamento".

      Detalhe que faz toda a diferença, como os faróis de "neblina".

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  45. Uma coisa que deveria ser obrigatória são os repetidores de pisca-pisca seja no retrovisor ou na lateral dos carros já que atualmente a maioria dos piscas estão na parte interna do farol e da lanterna traseira.
    Outra coisa também era adicionar luzes/adesivos de navegação nas laterais também dos carros, talvez seja exagero meu mas os adesivos/luzes verde na direita e vermelho na esquerda reforçaria a preferência de quem vem pela direita nos cruzamentos de vias pouco movimentadas, quem avistasse o carro vindo da direita veria a cor vermelha e ficaria parado e quem avistasse o carro vindo da esquerda veria a cor verde e seguiria seu caminho.
    Sobre as embreagens no meu caso um fiesta sedan "ultraman" acho as muito duras, fica macia quando faço sangria mas volta a ficar dura, não sei se tem a ver mas vaza fluido pelo parafuso sangrador (de difícil acesso) vou exigir a troca na revisão; mas um parâmetro meu para avaliar a maciez de uma embreagem é ver se consegue movê-la com o dedo indicador facilmente (melhor ainda com o dedo mínimo), se conseguir seu joelho e perna esquerda agradecerão. até mais.

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    1. Lucas
      Uma pena que o Contran não tenha tornado obrigatórias os repetidores de pisca-pisca na Resolução 227. Já as luzes de navegação tipo avião, não vejo necessidade, basta entrar atento no cruzamento. Você precisa realmente avaliar a carga do pedal de embreagem dessa maneira, com o dedo? A perna pode fazer isso perfeitamente.

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    2. É que no meu carro anterior conseguia mover e embreagem com o dedo e meu joelho não doía nada, nesse quando estou a um tempo no transito tenho a impressão de que fica mais dura, quando falei do dedo quis dizer que a força aplicada será menor, não sei se existe algum aparelho que meça a carga na embreagem mas seria interessante tais medições nos diferentes carros, mas deixa pra lá pior seria se dirigisse caminhãoantigo , esses sim tem embreagem dura! Bob, meio off topic, sabe me dizer se a ford pretende colocar o cambio dupla embreagem no fiesta rocam ou em outros carros da marca?

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    3. Lucas
      Sim, pode-se medir a força para acionar a embreagem, os fabricantes de veículos ou de embreagens sempre fazem isso. Para você ter idéia, a carga de pedal do Ferrari F40 era de 35 kg, dura demais. Quando surgiu o F355 essa força baixou para 16 kg. Não sei qual a carga do pedal dos carros atuais, mas estão cada vez mais baixas, estimo 5 a 7 kg. Seria bom um post a respeito disso, vou coletar dados. Dirigi um caminhão Kamaz, russo, aquilo é que era pedal duro.
      Não creio que a Ford aplique esse câmbio no Fiesta Rocam, que se tornou o Fiesta de entrada, mas é provável que o Focus venha a tê-lo, a exemplo do EcoSport atual.

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  46. Velocimetros de ponteiro sao de interpretacao bem mais rapida que os digitais, acho isso importante para a segurança. Bob, e o que voce acha dos retrovisores externos muito convexos dos carros atuais? Voce nao acha que eles mais atrapalham que ajudam na segurança?

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    1. Pelo contrário, com leitura digital a informação é instantânea, não se precisa olhar onde ponteiro está. Aplaudo os retrovisores convexos de ambos os lados dos carros atuais. Felizmente os de vidro plano no lado esquerdo são cada vez menos presentes. Considero esses dois itens, velocímetro de leitura digital e espelhos convexos nos dois lados, essenciais para a segurança.

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