GRAND SIENA, 15 MIL KM


Como disse o amigo MAO nos 10 mil km do Cruze, só depois de um tempo  maior com o carro é que a gente consegue confirmar as virtudes e descobrir os defeitos do novo carro, e agora, completando 15 mil km, às vésperas do aniversário da compra do carro e da primeira revisão, posso relatar com mais detalhes as características do nosso Grand Siena Attractive marrom metálico, cor que na paleta de cores da Fiat se chama cinza Tellurium.

Não fizemos nenhuma viagem com o carro, portanto ainda não tenho como passar como o Grand Siena se porta em longas viagens, nosso uso foi em sua totalidade em trajetos urbanos, incluído aí a nossa querida Avenida Menezes Cortes (aqui), que não é bem uma avenida, e sim uma estradinha de serra que me permitiu testar e retestar o comportamento em curvas do novo Fiat.

Motor e câmbio
No post anterior, Grand Siena Attractive, no uso, descrevi as características técnicas do motor Fire Evo, que é pequeno e leve, isso pode ser facilmente observado comparando as fichas técnicas das duas versões, o Essence 1,6-litro pesando quase 50 kg a mais com o mesmo pacote de equipamentos, o que nos leva a concluir que a diferença de peso entre as versões se deve ao peso dos motores. Vamos agora falar do dia-a-dia, como anda e quanto bebe.

Depois desse tempo guiando o carro quase diariamente, posso afirmar que a potência é suficiente para o uso urbano. É verdade que em algumas situações onde se desejava (não necessariamente precisava de) mais aceleração, uns cavalinhos a mais seriam muito bem-vindos. Trocando em miúdos, sobe a serrinha em velocidade razoável, com 5 passageiros e ar ligado, mas se a velocidade cai e você precisa reduzir para 2ª marcha, estique-a até pelo menos 5.000 rpm antes de pular para a marcha seguinte, caso contrário é só decepção. Se isso chateia, e você tem subidas pelo caminho, vá de Essence 1,6-litro, mais potência e resposta nas trocas de marchas ascendentes sugerem um desempenho bem melhor nessas situações.

No plano vai bem e consome pouco, o computador de bordo marca sempre médias em torno de 11 km/l, o que reputo como excelente em se tratando de um carro de 1.100 kg, utilizado quase sempre com meia carga e ar-condicionado ligado. Como ele conta com dois computadores de bordo, dá para zerar o computador B e medir parciais, em trajetos urbanos com poucos semáforos e velocidade média mais alta, médias de 15 km/l são comuns. Fico devendo os números em estrada, andando a 120 km/h constantes, mas tudo leva a crer que serão igualmente bons.

Gosto de motores de 4 válvulas por cilindro. Se o Fire Evo usasse um cabeçote assim provavelmente poderíamos contar com os mesmos 85 cv a rotações mais baixas e algo por volta de 95 cv de potência máxima. O que não gosto em alguns motores pequenos 16V é a dificuldade em manobrar a baixíssimas velocidades sem deixar o motor morrer. O Gol 1-litro 16V era assim, uma vacilada e o motor morria, senti isso no Etios 1,3-litro, ao dar ré em um local escuro, acelerando muito levemente, o motor ameaçava morrer, pedindo mais rotações para se manter acordado.

Nesse ponto o Fire Evo se sai melhor, manobro diariamente na garagem praticamente sem acelerar e nenhuma vacilada acontece. O que notei em algumas situações de baixa velocidade e alguma indecisão na aceleração foram umas estranhas soluçadas do motor, que imagino provocadas pelo variador de fase do comando em uma situação de "indecisão", embora a variação seja contínua e não do tipo uma posição ou outra.

Noves fora, dou nota 7 para o motor, pesando desempenho e consumo. Nota que certamente seria maior se estivesse avaliando um Uno com o mesmo motor.

Um ponto que precisa melhorar são os engates das marchas. Ainda não consegui descobrir exatamente o que atrapalha, mas desconfio que a alavanca em material plástico flexione e torne as mudanças de marcha imprecisas. Digo isso porque já experimentei  trocar marchas segurando na metade da extensão da alavanca de mudanças e as marchas são encontradas mais facilmente, o engate é mais fácil, apesar de evidentemente exigir mais força por conta do braço de alavanca menor.

Trocar marchas com o uso de alavanca e embreagem pode ser um ato prazeroso para o autoentusiasta, mas no Grand Siena Attractive definitivamente não o é. A resposta da embreagem não casa com o retardo de fechamento de borboleta, você começa a soltar o pedal e o acoplamento é rápido, conflitando com a lenta queda de rotações do motor. Se você pretende uma condução suave, sem trancos, guie como um motorista de ônibus da Cometa dos bons tempos, troque a marcha, espere a queda de rotações e só então solte a embreagem.

Além disso, o engate em si não é "limpo", você não encontra o caminho livre para a alavanca ao empurrá-la para frente, como se fosse uma bola de sinuca entrando na caçapa sem esbarrar nas beiradas. Ao contrário, a sensação é que a bola é maior que a caçapa, você sempre sente a alavanca esbarrando em alguma coisa antes de chegar ao fim do curso e concluir o engate.  A transmissão do Grand Siena fica com nota 6, não chega a comprometer o uso, mas está longe de apresentar um funcionamento exemplar. Mudar marchas em um Fiorino é bem melhor.

Suspensão, direção e freios
Foi na suspensão, no acerto dela, onde o Grand Siena mais evoluiu em relação ao modelo anterior. O modelo antigo, ainda em produção, rola demais nas curvas rápidas, tornando cansativa a condução em velocidade mais elevada. No Grand Siena dá para tomar curvas bem mais rápido, com o carro seguindo firme e desgarrando de forma absolutamente controlável.

Na versão Attractive, com pneus 185/65R14 de baixa resistência à rolagem, os famosos "pneus sabonete", são eles que determinam o limite em curvas mais baixo, é nítido como o carro começa a desgarrar cedo por falta de aderência dos pneus, que começam a cantar escandalosamente sem que o carro demonstre algum esforço ao contornar a curva naquela velocidade. T

Tenho curiosidade de andar na serrinha urbana com pneus mais aderentes e descobrir o quão mais altos os limites de curva do carro podem ser. Tudo isso com um rodar bem agradável, firme na medida certa, sem ser duro. Em asfalto de pior qualidade filtra bem as irregularidades, consegue um resultado muito bom sem precisar recorrer à moleza excessiva da versão antiga. Merece uma nota 9.

A direção é correta, não é tão rápida e precisa como encontrei no New Fiesta, mas tem boa relação, peso correto e centro bem definido, é fácil manter o carro reto. No New Fiesta achei a direção algo nervosa, o que me incomodava no uso diário, qualquer meio grau de movimento e o carro já queria ir para um dos lados, o que não acontece com o Grand Siena, que permite uma condução mais relaxada. Volante de bom diâmetro e revestimento liso, que no começo a gente estranha, mas acostuma. Nota 8.

Freio com boa potência de frenagem, algumas matadas de velocidade em descida de serra demonstraram isso, mas nunca forcei a ponto de entrar em fading (discos são ventilados), convenhamos que descobrir esse limite com trânsito à frente não é atitude das mais responsáveis. A assistência é que poderia ser menor, modular uma frenagem não é uma coisa tão natural já que à menor pressão do pedal a frenagem é mais forte do que se espera. 

Com o uso a gente acostuma e freia sem fazer o carona tirar as costas do banco. Não acredito que o fabricante venha a mexer nisso, as mulheres (e muitos homens também) gostam de freio "molinho". Nota 7.

Espaço, interior, qualidade de construção
A definição de conforto pode ser mais ampla do a que estamos acostumados, penso sempre em um carro espaçoso, com bons bancos e bem-acabado, mas com motor fraco. É confortável? Os adjetivos acima indicam que sim, mas a condução deteriorada pelo motor fraco acaba tornando a experiência desconfortável, afinal, o carro não é para ser usado parado.

No caso do Grand Siena, o espaço é o maior destaque. Cresceu poucos centímetros para cima, para os lados e no comprimento/entreeixos, centímetros esses que olhando isoladamente não parecem quase nada, mas que fazem diferença. E que diferença! O Siena antigo não era dos piores em termos de habitabilidade, mas um dos recursos que o ajudavam a parecer mais espaçoso era a limitação de recuo dos bancos dianteiros. Ficava mantido o espaço atrás para adultos, às custas do motorista alto guiar com as pernas mais flexionadas que o desejável.

Agora não, coloco o banco em posição confortável para meu 1,87 m e sobra um bom espaço atrás. Minha esposa, apesar de medir 1,76 m, insiste em colocar o banco mais à frente do que seria o correto, nessa condição consigo até cruzar as pernas se sentado atrás dela. Quatro adultos viajam com espaço de sobra, o quinto sempre ficará desconfortável na posição central do banco traseiro, mas isso acontece em praticamente qualquer carro. Nota 9.

Com esse espaço todo, merecia ganhar bancos dianteiros mais largos e profundos, que proporcionassem apoio correto aos mais altos. As espumas têm boa densidade, com ótimo compromisso entre conforto e suporte. Apesar da regulagem de altura do banco do motorista ausente nessa versão, considero boa a posição de dirigir, volante bem alinhado e em distância compatível, pedais bem-posicionados, só me causando algum embaraço quando estou calçando tênis 43 de corrida, com o solado mais largo na parte de baixo. O apoio de pé esquerdo está em posição confortável, ainda não muito utilizado por não ter utilizado o carro em viagens.


A leitura de instrumentos é feita sem dificuldade, a iluminação é branca e não incomoda. Tela do computador de bordo entre velocímetro e conta-giros (este à direita, com faixa vermelha em 6.500 rpm) com caracteres em branco, acima deste os marcadores de combustível e temperatura. O computador informa autonomia, distância percorrida, consumo médio e instantâneo e velocidade média, e é duplicado. Costumo sempre zerar o A entre abastecimentos e vez ou outra utilizo o B para medir parciais. Outras funções são aviso sonoro de velocidade programada, aviso sonoro de necessidade de abastecimento, aviso sonoro da quilometragem da revisão e temporizador para desligamento dos faróis.

Revestimentos de qualidade razoável, os bancos são forrados com um tecido não muito macio, mas de bom aspecto e aparência durável. Painel em plástico duro mas com texturas, com inserto imitando alumínio em sua seção central, de lado a lado. Saídas de ar-condicionado em plástico igualmente duro, mas com acabamento brilhante. O resultado é razoável, mas dava para fazer melhor se não misturassem tantas cores, brilhos e texturas. Interior nota 7.

O carro de um modo geral passa a sensação de bem construído, o acabamento geral é bom, a rodagem é sólida, mas surgiu um ruído na suspensão, mais notado ao passar em lombadas. E mais duas coisas tem nos chamado a atenção, uma é a vibração do ventilador elétrico do radiador, que quando acionado chega a incomodar.  Um mecanismo que trabalha em rotação, se bem balanceado, não deveria apresentar vibrações dessa grandeza.  E escutamos um ruído constante, um silvo vindo da lateral traseira, onde fica o bocal de abastecimento. Acreditamos ser algum sistema de recirculação de vapores de combustível, o fato é que o silvo chega a incomodar tal a frequência que eles ocorrem. A serem conferidos na revisão que se aproxima. Qualidade de construção, nota 7.


Conclusão
Custando por volta de 40 mil reais quando equipado com ar-condicionado, o Grand Siena oferece bom custo-benefício, e mostra grande evolução em relação ao antecessor, que continua em linha em versões mais baratas, mas que tem preço muito próximo se equipado com mesma motorização e equipamentos. É um carro mais espaçoso, de melhor comportamento, mais equipado e que atende muito bem a uma família de 4 ou 5 pessoas, mesmo com filhos crescidos. Não é estonteante no design mas não faz feio, é mais harmonioso que seus concorrentes diretos. Uma boa pedida, falta apenas a Fiat acertar a produção para acabar com as filas, aqui no Rio é bem difícil encontrar um para pronta entrega.

AC

44 comentários :

  1. AC,
    Esse silvo acomete os novos Fiat como um todo. É a válvula de purga do cânister funcionando, com o carro desligado.

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    1. O silvo era com o carro ligado também, a vãlvula foi trocada e melhorou. Valeu pela dica.

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  2. Muito boa e detalhada avaliação, assim é que se faz. Um ótimo carro, com excelente custo-benefício. Mas o 1.6 é bem melhor, e com custo-benefício superior.

    Excelente matéria!

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    1. João Guilherne, totalmente de acordo, a diferença de valor para o Essence é pequena. Mas ano passado era impossível conseguir um.
      Obrigado pelo elogio !

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  3. O Siena é um carro que nunca me empolgou, até mesmo por ter preferência pelos hatchs aos sedãs.

    Andei em dois, um com motor 1,0l raquítico, incompatível com a proposta do carro e o 1,8l que era demasiadamente perigoso (motor demais para pouco conjunto).

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    1. ChAndré, eu estava propenso a pegar um Palio, pois nosso outro carro é uma Zafira e não preciso tanto da mala grande no dia a dia. Mas o entreeixos maior também contou pontos, e gosto mais do desenho do Grand Siena. Os sedans normalmente são mais caretas, mas em alguns casos podem ser compras mais interessantes do que os hatches do qual derivam.
      Você deve ter andado no Siena 'comum', não no Grand, que tem um comportamento bem melhor e tolera bem um motor de 115 cv.

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    2. Alexandre, fale da sua Zafira também.

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    3. Alexandre Cruvinel17/06/13 16:57 Se eu fosse você pegava um "new" Voyage rsrsrs...

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  4. Filipe_GTS17/06/13 13:26

    Como ando na cidade de carro 1,0 (Gol 2013) e gosto de andar rápido, troco de marchas freneticamente e, desde que comecei a dirigir, aprecio câmbio com boas trocas.
    Outro carro que me agrada nas trocas e me fez investir meu suado dinheiro nele é o Civic 1,8 (nem tanto dinheiro, pois comprado usado), no qual a alavanca fica em posição alta e entra deliciosamente a cada troca, páreo duro para a caixa MQ200 que, se for considerar troca em redução feita com "punta tacco", o Civic '09 vence facilmente, em razão do agora não mais existente acelerador pivotado embaixo (à BMW).
    Eu teria, sim, um (lindo) Punto, Bravo, Grand Siena, Palio, acho todos carros bons. Gosto da resposta rápida do acelerador e até da embreagem de curso mais curto, só que só se fosse com o (também bom) câmbio Dualogic Plus, justamente pra eliminar esse problema de trocas imprecisas. Tive Uno Fire Flex '06 que trocava de marchas a contento!
    A (pouca) experiência que tive com GM se resume a: Celta (tive - trocas ruins, mas aceitáveis); Astra GSI 2.0 16v (trocas horríveis, câmbio nada justo); Vectra 2.0 16v e 8v anos '97 e '98 (piores que o Astra GSI!).
    Dizem-me (leia-se: tentam me convencer) que os Vectra, aqueles da última geração, que podiam ter 140cv, e seus derivados Vectra Hatch (GT e GTX) têm trocas justas e precisas. Alguém confirma?
    Pergunto isso pois às vezes me dá vontade de, futuramente, comprar um Vectra GT-X já bem usado e desvalorizado...

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    1. Filipe, a GM na linha Monza/Kadett tinha um cambio com boas trocas ( especialmente aqueles que possuíam a alavanca curta 88 a 92) mas quando chegaram os novos modelos ( Vectra A e B , Corsa e seus derivados etc) a qualidade nesse aspecto ficou horrível, engates pesados e imprecisos o que veio a melhorar nos últimos Corsa e derivados e também no Vectra onde se encontrava uma alavanca não muito grande com engates que não deixavam nada a desejar.

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    2. Filipe_GTS17/06/13 13:26 Faltou na sua lista o Kadetts ,dirigi um que para mim os engates eram curtos(curso da alavanca ), suaves e precisos do jeito que eu gosto.

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    3. Dirijo um Vectra 2011 da empresa e a alavanca é curta e precisa, muito diferente do estilo Monza e Astra. Chega a ser dura quando o carro é novo, mas depois de amaciado, fica justa e boa. O problema é a comparação - meu carro é um Polo...

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    4. Anônimo17/06/13 16:27 Se você diz que os engates do Monza são imprecisos me desculpe mas você está enganado quanto a isso ...

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    5. Anônimo17/06/13 16:27, você pediu por isso: Não se preocupe, um dia você compra um melhorzinho...

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  5. No configurador da Fiat, colocando-se o opcional ar condicionado (e todo mundo coloca), este carro sai por R$40.700,00. Paga-se mais R$1.600,00 pelo motor 1.6 16v do Essence (nele, o ar é de série). Não tem nem o que pensar. Quem pode pagar R$40.700,00 em um não vai falir se pagar mais R$1.600,00 no outro. Atenção pessoal: eu disse "quem pode". Claro que se o sujeito já estiver vendendo a cueca para pegar o de R$40.700,00, mais R$1.600,00 pesam.

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    1. Mr.Car, coloque na conta as belas rodas de liga leve aro 16 do Essence, que são de série, as rodas de liga aro 15 são opcionais no Attractive. O Essence é melhor negócio, sem dúvida, pena que a Fiat fica 'enrustindo' os carros. Dia desses passei na Italia Barra, tinha um Dualogic com teto solar no salão, de tarde já não estava mais.
      Como sempre uso bonus do cartão Fiat (tenho conseguido descontos por volta de 5 mil reais), devo trocar esse carro no meio do ano que vem, provavelmente por um Essence 1.6.

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  6. PARABÉNS! E enfim uma avaliação justa desse motor da Fiat.
    Nota sete para ele é mais que justo.
    Não é tão bom quanto alguns aqui julgam, apenas suficiente.

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    1. Obrigado ! O motor é bom, de concepção moderna, levinho. Atende bem a um Uno, entrega potência similar aos 1,6 litro do Uno 1.6R, Prêmio e Elba. Mas já sofre um pouco no Grand Siena e com certeza é inadequado em um Dobló com 7 passageiros.

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  7. Eu confirmo que os Vectras de 140CV tem trocas justíssimas, pois usa acionamento via cabo.
    Assim como confirmo que o Astra GSI 2.0 16V, por ser equipado SEMPRE com cambio F23, necessariamente tinha acionamento a cabo, e portanto, alavanca justíssima (exceto em caso de desgaste ou defeitos).
    Vectra 97 e 98: pela faixa etária, há desgaste em buchas do mecanismo do varão. A troca é barata, a calibração do liame principal é chata, como em todo carro que usa varão. 0,5mm a menos no ajuste torcional deste liame, e voce tem uma seleção de marchas péssima. Tem que ter paciência.
    Ou melhor, nunca mexer nisso, deixando no setup de fábrica (é o meu caso). Engates precisos e perfeitos, mas não tem o mesmo "feeling" de um sistema a cabo.

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    1. Filipe_GTS17/06/13 17:20

      Então, aprofundando mais na questão, eu notei que o Astra GSI (que meu amigo tem até hoje, é um 2003) possui trocas melhores que os Vectra 97 e 98. O 98 também é dele, um GLS 2,0 8v. O 97 é CD de outro amigo, 2,0 16v. O GSI em questão é, de fato, um já bastante lenhado. 10 anos de pau nas costas, com motor inclusive já retificado. É bem melhor que os Vectra que menciono, pois me pareceu a alavanca ser mais curta, mas ainda achei "molenga" demais, bem longe de Golf da mesma idade.
      Em tempo, não deixo de enfatizar que pode mesmo ser em razão do desgaste, pois bem sei que dirigir um Golf ano 2000, 2001, 2002 não é como um novo, por isso pergunto aos colegas quanto aos Vectra 2,0 8v 140cv, muito bem elogiados por quem tem/teve (além do que eu acho muito bonitos e confortáveis os GT-X).

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  8. Pois é... Temos um fox 2008 que mesmo não tendo motor, empolga pelo preciosismo das trocas de marchas . Temos também aqui na empresa dois fiats furgão 2007 com motor 1.3 que empolgam pelo desempenho ( para um furgão! ) E se sofre com o câmbio se comparar-mos ao do Volks ( qualquer um! ) Mas, neste ultimo mês adquiri um novo uno, Vivace, duas portas,1.0. O carrinho empolga pelo desenpenho para um motor de um litro, as relações de câmbio são perfeitas para o conjunto mas na hora de trocar as marchas...decepção! O trambulador é borrachudo, impreciso até se comparar com o uno furgão. Se comparar com o Fox, sem chance! Agora tu me destes a dica: Se até os pedais do novo Uno são plasticos ( e cedem! ) Está aí a explicação para o tranbulador do câmbio,que tambem deve ser plastico tal qual o Siena...é como se procurasemos as marchas através de uma alavanca feita por uma mangueira plástica...De qualquer forma, o preço do conjunto não é caro se compararmos a outros produtos menos atualizados, mas não precisavam exagerar na pasteurização dos componentes plástico de baixissima qualidade. Como no Gran Siena, o acelerador eletrônico tambem é um tanto impreciso, deixando uma impressão muito ruim se somado a imprecisão do tranbulador do câmbio. Me lembrou meus primeiros 147... Deve ser saudosismo dos engenheiros da Fiat ou, falta de fleuma para defender pontos de vista inquestionáveis junto aos contadores de feijão que fazem as compras destes componentes. Uma pena! Seria um belo conjunto.

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  9. Meu cunhado tem um Palio 2013 1.4. a embreagem estava fazendo barulho quando acionada, levado o carro à concessionária, não seo por quê lubrificaram alguma coisa na alavanca de marchas. Eu dirigi o carro dele antes e depois da visita à concessionária e digo: os engates melhoraram muito depois da lubrificação, ficaram uma manteiga, muito gostosos. Quanto a embreagem, não arrumaram com esta intervenção, teve que voltar pra oficina e trocaram o acionador.

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  10. Uma perua baseada nesse Siena seria muito boa.

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    1. Mas tem a Palio Weekend
      Ja esta de bom tamanho

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    2. A Weekend ainda tem painel do Palio antigo, com difusores centrais pra refrigerar o joelho.

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    3. Eu também adoraria uma Grand Week, o espaço interno do Siena é muito bom, e daria até para ousar desenhando uma traseira mais esportiva, a la Alfa 156, mesmo com algum prejuízo no bagageiro, que ainda assim seria generoso.

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  11. Marcelo Junji17/06/13 20:34

    Sr. Alexndre, como fazer para o computador de bordo ficar travado numa função escolhida, mesmo depois de religar o carro.
    Acho de difícil leitura esse painel que a Fiat adota na maioria dos seus modelos, deveria ser maior e com o contagiros a esquerda.

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    1. Sr. Marcelo,
      acho que não tem jeito dele ficar travado de forma a mostrar sempre, por exemplo, km/l no visor. Mas, se não me engano, quando acessamos o computador, ele mostra sempre a última função consultada. Ontem mesmo usei o computador B para o trajeto casa/trabalho, 10 km com trânsito livre, média de 15,6 km/l. Tenho curiosidade de ver os números em um Uno, algo mais leve.

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  12. Cristian Pinheiro17/06/13 22:58

    E os Renaults Sandero, Logan, etc? Parece que a caixa esta pendurada no outro lado da palanca. Engata legal, mas força uma bela musculatura. Trabalho em uma locadora de veiculos e posso dizer que de 0 km a pelo menos 40 mil km nāo muda muita coisa. Gosto do engate do meu Gol G4, curta leve e precisa, mas com uma exceção que traz de herança desde o G3, a ré as vezes insiste em não engatar.

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    1. Temos um Logan em casa e eu concordo em parte. Na hora de entrar, as marchas parecem "bater" em algo, não oferece muita resistência, mas é estranho. Também temos um Clio, este 2003, as marchas entram lisas e a redução da 5ª para a 4ª é uma maravilha, só puxar a alavanca para baixo, enquanto no Logan ao fazer isso você "bate" na ré, e precisa fica procurando a 4ª. É meio irritante e o motor perde fôlego nesse meio tempo.

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    2. Usei durante bastante tempo um Clio 2001 1-litro 8 válvulas, e gostava da caixa, apesar de comando meio pesado. E usava bastante, com 59 cv temos que recorrer às reduções com frequência, apesar do motorzinho ser bem honesto.

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    3. Não tenho problemas como esses com os Dacia-Renault. Creio ser questão de se acostumar. Câmbio bem adequado hoje está o dos GM bocão: Cobalt, Spin, Onix.

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    4. O nosso Logan está novo ainda, mal tem 500 kms. Espero que isso se resolva, a 3ª e eu precisamos sentar e conversar seriamente.

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  13. Sei que estarei sendo "do contra", mas uma das coisas que gosto nos Fiats é o conta-giros no lado direito. (Curioso que o Golf antigo que eu tinha, também era assim, mas depois a VW mudou o padrão). O único problema desse painel é que os instrumentos principais, por ficarem muito distantes entre si, acabam limitando a regulagem da coluna de direção para pessoas mais altas (tem que deixar bem para cima para o volante não atrapalhar a leitura)...

    Por relatos, parece que esse motor fire melhorou em relação ao anterior, ainda sim me pergunto se ele não grila muito na gasolina, com uma taxa tão alta... Aliás, bem que poderia ter um E-torq 1.4, bastaria reduzir o curso do virabrequim, seria um motor interessante.

    Tenho um Punto 1.6, e o acelerador eletrônico, embora não tenha atraso, segura demais a aceleração nas trocas de marcha (se estica um pouco a marcha, o giro chega até a subir quando embreia). Não sei se esse problema é so do Etorq ou também ocorre no 1.4...



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    1. Xará,
      o contagiros no lado esquerdo deixa a seção do mostrador onde começa a linha vermelha mais central, portanto mais visível. De fato, os instrumentos principais da linha Palio poderiam ser maiores sem comprometer o resultado estético, e ficariam mais visíveis, mas do jeito que está não acho ruim.
      Só 'grila' em situações extremas, mesmo assim muito pouco. Melhor que um e-Torq reduzido seria um Fire com cabeçote de 4 válvulas por cilindro. Motor pequeno e levinho, e chegaria aos 100 cv fácil.
      O acelerador eletrônico segura rotações sim, provavelmente por questões de emissões de poluentes. Mas incomoda, como relato no post.

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    2. Sim, mas no caso do instrumentos, digo espaçados não tanto por serem pequenos, mas sim pelo grande espaço entre eles, deixado para a tela do computador de bordo que é no "formato paisagem". Se essa tela fosse no "formato retrato" como nos VW, os instrumentos poderiam ficar mais próximos entre si, deixando o cluster um pouco mais estreito, e assim interferindo menos com o aro do volante (OBS: Notei isso no Punto; no Palio pode ser que não tenha esse problema).

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    3. AC,

      Motor Fire com cabeçote multiválvulas é utilizado no 500 MultiAir, correto?

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    4. Nícolas,

      sim, e nos T-Jets, com turbo. Outro arranjo interessante seria nosso Fire 8V com turbo, sem grandes pretensões em potência (uns 110 cv) mas bem forte em baixa. Aí sim moveria um Dobló com decência.

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  14. joao celidonio18/06/13 00:50

    acho horrível o acelerador eletronico do palio essence 1.6 etorq... em viagem já tive impressão dele "travar" mas dei um tapa de pé nele e voltou ao normal.. muito estranho..

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    1. João, volta e meia eu levanto o pé e parece que ele não volta junto, logo depois volta de vez e dá um 'tapinha' na sola do pé.

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  15. "...O que notei em algumas situações de baixa velocidade e alguma indecisão na aceleração foram umas estranhas soluçadas do motor, que imagino provocadas pelo variador de fase do comando em uma situação de "indecisão", embora a variação seja contínua e não do tipo uma posição ou outra...."
    Foram 3 permanências de 1 semana em concessionária Fiat de renome e com prêmio de atendimento. Sempre dizem que não há nada de errado com o motor e que é característica desse tipo de motor, ou seja, erro na definição de parâmetros de atuação do variador de fase (cuja melhoria em desempenho é pífia) -- DEFINIÇÃO DE FÁBRICA!! -- Desisti...quando ocorrem os "soluços", simplesmente enfio o pé e espero passar de 2000 RPM, e então alivio, o consumo agradeçe...enfim alguém notou essa "característica" desse motor. Parece que ninguém nota! Ou devemos andar com o pé enfiado o tempo inteiro, como me RECOMENDARAM na concessionária!!!

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  16. Em menos de três meses fui proprietário de dois desses veículos. Explico: comprei o primeiro grand siena em Abril, 1.4, pintura meta, preparação p som, rodas 15" e ar cond. Contudo esse primeiro carro foi um verdadeiros estorvo para mim e minha familia. Primeiro fui pegar o carro e ao sair da ccs veriquei que o velocimetro estava desligado, passados 04 dias com o carro, fui lava-lo e percebi que no teto existiam arranhões e algumas moças, tudo isso motivado pelo mal manuseio na hora de descer da cegonha. Reclamei na css, e sem contestar me ofereceram a repintura, muito resignado ainda tentei argumentar que não ficaria bom, pois tiraria a originalidade do carro. Pintaram o teto, e posso falar com toda sinceridade, se eu levasse no pintor de geladeira teria ficado melhor. Reclamei novamente e disse que não aceitaria o carro naquelas condições (pintaram borrachas de teto, pintaram a antena e ficou cheio de bolhas). Fiz um acordo amigavel e pediram um novo carro para mim, o que demoraria cerca de 60 dias, enquanto isso ficaria com o "meu carro novo antigo". Para minha surpresa o carro com 3000 km quebrou o trambulador e passei 20 dias com o carro parado esperando chegar a peça. Após esse constrangimento todo, consertaram o carro e me entregaram com o volante sujo de graxa, manopla de câmbio também suja, console central idem, estopa com óleo e graxa suja dentro do carro, carpete sujo de graxa, etc, etc. Com 50 dias de realizado o pedido, nenhuma noticia do carro novo, decidi aceitar a proposta de um outro carro (grand siena) com acessórios superfluos, mas que aceitei, pois já não aguentava mais tanto desgosto com o primeiro carro e o pessimo atendimento da rede FIAT. O carro novo "novo" está com aproximadamente 1400 km rodados, mas terei de fazer uma parada não programada, pois o painel e portas parecem uma escola de samba de tanto batuque e barulho, acredito que deva ser coisa facil de resolver. ou não...
    O carro é bom, comparado com seus concorrentes (cobalt e versa) é o menos feinho, HB20s e Prisma só para quem gosta de pagar ágio (pelo menos aqui onde moro). Tem um bom porta malas, é economico, conta com opicionais interessantes e é MUITO diferente do antigo Siena. Para quem deseja a versão 1.4 (caso faça realmente questão desta versão) leve com pneus r15, com ou sem roda de aluminio, pois é uma diferença muito grande em estabilidade. Caso queira equipar demais, parta para a versão 1.6 que é mais interessante e conta com o ar cond de série e rodas r16.
    Para os proprietários de grand siena e que estão tendo dificuldades de engate, passem em uma css e peçam para verificar o trambulador, pois o meu ao desmontarem se encontrava com várias partes de plastico quebradas ou trincadas, isso em um carro com 3000 km. depois que foi feita a troca, os engates ficaram ótimos.

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  17. KzR:

    Realmente, mudar as marchas do câmbio Fiat abaixo do pomo de plástico dá uma sensação maior de robustez do que cambiando normalmente no pomo. Só não senti as trocas tão justas assim no meu Palio 1.8 2004.

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  18. SIMMMM! Na Ponte Alta Veículos ( V Redonda ) o mecânico Cléber saiu comigo ( ele dirigindo ) e disse que "é normal, que não se pode andar de 3ª marcha apenas a 40 Km/h pisando leve no acelerador. Tem que puxar a 2ª." Mas o que ele ignora é que, mesmo de 3ª, se enfiarmos o pé no acelerador, o motor não engasga. Grande mecânico esse Cléber...

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