FIAT 500 CABRIO, A CÉU ABERTO

Fotos: divulgação ou autor 



A fase do Fiat 500 importado do México começou em agosto de 2011, depois do início da importação da fábrica da Fiat na Polônia, no começo de 2010, da qual falamos. Mas só por ocasião do último Salão do Automóvel é que a Fiat apresentou a versão Cabrio, despertando minha curiosidade. Se o pequeno carro já tinha dotes que o tornavam desejável, a novidade de se poder dirigi-lo a céu aberto só deveria deixá-lo ainda mais atraente – deixou, embora seja preciso pagar um preço relativamente alto para isso, R$ 60.200, que pode chegar R$ 65.426 se dotado do kit Safety (bolsas infláveis de cortina e para os joelhos do motorista, R$ 1.414) e do kit Cabrio (conectividade Blue&Me e Bluetooth, ar-condicionado digital, sensor de estacionamento traseiro, sistema de áudio Bose premium, bancos de couro e retrovisor interno fotocrômico, R$ 3.812).

A idéia do Cabrio é tipicamente européia e o 500 C de 1957 tinha o mesmo esquema deste, em que o teto recolhe todo.

Já havia esse tipo de teto no 500 C de 1957 (foto valongo-porto.olx.pt)
O Cabrio tem as mesmas características mecânicas e de acabamento do 1.4 Lounge Air, em que se destacam o motor a gasolina 1,4 MultiAir 16v de 105 cv a 6.250 rpm e 13,6 m·kgf a 3.850 rpm, e o moderno câmbio automático epicíclico Aisin de seis marchas com trocas seqüenciais com bloqueio do conversor de torque em todas e seletor de modo de operação (Eco, Sport, Winter). A sexta 0,672:1 é suficientemente longa para proporcionar uma v/1000 de 38,5 km/h, garantindo 3.100 rpm a 120 km/h. Há controle de neutro, evitando carga no motor com veículo parado e engrenado, mas proporcionando o avanço lento (creeping) ao soltar o freio. Os pneus são 195/45R16H Continental ContiProContact.


O motor é agradável, suave e sobretudo muito elástico. Gostaria de dirigi-lo com câmbio manual para explorar melhor essa característica. A curva de torque é bem plana, mostrando notável linearidade na subida de potência. É torcer para que não vire flex e tenha a taxa de compressão elevada, já que a atual de 10,8:1 é bem adequada para a nossa gasolina E25 comum/aditivada de 95 octanas RON.



Apesar do preço,  o que era divertido ficou mais ainda. Embora não seja um conversível na acepção da palavra, uma vez que lateralmente a carroceria é completa, com as colunas centrais e traseira, o efeito é praticamente o mesmo. Há até a dança do painel dos conversíveis, embora mínima. O fato de não ser totalmente conversível ajuda num ponto, não ser necessário amplo reforço da estrutura. Tanto que a diferença de peso em relação ao Lounge Air é de apenas 17 kg (1.136 x 1.153 kg), atribuídos mais ao espesso de teto de lona e motor de acionamento do que propriamente reforço estrutural.

O teto de lona tem acionamento elétrico programado em três posições de parada – sobre os bancos dianteiros, sobre todos o bancos e recolhido completamente – que pode ser feito em velocidade de até 80 km/h.

O vigia traseiro é de vidro e tem desembaçador elétrico. Por causa do teto, não existe a porta de carga, mas uma pequena tampa de porta-malas, este com a mesma capacidade de 185 litros das outras versões.

Tampa de porta-malas em vez da porta de carga
Se o teto estiver todo baixado, como mostra a foto de abertura do post, ao se abrir a tampa do porta-malas o teto retorna automaticamente à posição 2, caso contrário impediria a abertura completa da tampa. Ainda olhando a foto, fica claro que a visão pelo espelho interno é prejudicada pelo teto, embora se consiga ver todo o tráfego à retaguarda e distante (ao contrário do que o Arnaldo constatou no novo Clio).
Linha é mantida com o teto todo fechado
Como já dito nas avaliações anteriores, o 500 é perfeito na cidade pelas suas dimensões mas encara estradas sinuosas e autoestradas como gente grande. Sua curta distância entre eixos de 2.300 mm ajuda bastante, sem prejudicar as curvas de alta (lembrando que o Porsche 911 passou muitos anos com entreeixos de 2.350 mm; os primeiros eram de 2.270 mm). Para quem não precisa de espaço de sedã no banco traseiro, pois é praticamente um 2+2 (só dois cintos atrás), é o tipo do carro ideal para uso predominante na cidade. Dois casais podem perfeitamente sair à noite; para crianças, perfeito. Com o teto que pode ser totalmente recolhido, melhor ainda. Para quem enjoou do pedal de embreagem, ideal.

Interior alegre e moderno; volante tem ajuste de altura

Há detalhes que agradam bastante no Cabrio. Os freios são a disco nas quatro rodas, tem controle de estabilidade e tração desligável, há a função de manter o carro parado num aclive, a direção assistida elétrica tem dois graus de assistência, há regulagem da altura do facho dos faróis elétrica e o carro vem de série com controle de cruzeiro, computador de bordo e faróis de neblina (lamentavelmente sem luz traseira para esse fim). O computador indicou sempre em torno de 1 L por 9,5 km na cidade e num trecho de autoestrada, entre 110 e 120 km/h, 1 L/14,1 km.

A produção na fábrica da Chrysler em Toluca, México, embora destinada mais ao mercado americano, não descuidou de aplicar no 500 que vem para o Brasil esquema de luzes usado aqui, com indicador de direção em cor âmbar e faróis assimétricos, bem como barrando o impraticável espelho esquerdo plano. Do aspecto EUA ficaram só os sinalizadores laterais em cada arco de pára-lama. Traz também o útil pisca3.

Sinalizadores laterais "EUA" foram mantidos e há repetidoras dos indicadores de direção nos pára-lamas dianteiros
Como eu disse no começo, o 500 Cabrio é caro relativamente porque, tudo considerado, não há a sensação de estar pagando mais do que se deve – levando em conta o nosso mercado, evidentemente.

Esse 500 C é um bom exemplo de como a praticidade e a diversão podem andar de mãos dadas.
BS



FICHA TÉCNICA FIAT 500 CABRIO

MOTOR
Posição
Transversal, dianteiro
Número de cilindros
4
Diâmetro x curso (mm)
72  x 84
Cilindrada (cm³)
1.368
Taxa de compressão
10,8:1
Potência máxima cv/rpm
105 / 6..250
Torque máximo mkgf/rpm
13,6 / 3.850
Válvulas por cilindro
4
Ccomando de válvulas
Cabeçote, MultiAir na admissão
IGNIÇÃO
Magneti Marelli, eletrônica digital incorporada ao sistema de injeção
ALIMENTAÇÃO
Combustível
Gasolina
Injeção eletrônica
Magneti Marelli seqüencial
TRANSMISSÃO
Câmbio automático
N° de marchas
 6 frente, 1 ré
Relações de transmissão
1a 4,044; 2a 2,371; 3a 1,556; 4a 1,159; 5a 0,852; 6a 0,672; ré 3,193
Relação do diferencial
4,103
Rodas motrizes
Dianteiras
FREIOS
De serviço
Hidráulico, ABS
Dianteiro
A disco ventilado ø 257 mm
Traseiro
A disco ø 240 mm
SUSPENSÃO
Dianteira
Independente, McPherson, braço triangular, mola helicoidal, amortecedor pressurizado e barra estabilizadora
Traseira
Eixo de torção, mola helicoidal, amortecedor pressurizado e barra estabilizadora
DIREÇÃO
Tipo
Pinhão e cremalheira, assistência elétrica
Diâmetro mín. de curva (m)
9,1
RODAS E PNEUS
Rodas
Alumínio, 6Jx16
Pneus
195/45R16H
PESOS (kg)
Em ordem de marcha
1.153
Carga máxima
320
DIMENSÕES EXTERNAS (mm)
Comprimento
3.546
Largura
1.627
Altura (vazio)
1.497
Distância entre eixos
2.300
Bitola dianteira/traseira
1.411/1.407
Distância mínima do solo
125
 CAPACIDADES (L)
Compartimento de bagagem
185
Tanque de combustível
40
DESEMPENHO
Velocidade máxima (km/h)
179
Aceler. 0-100 km/h (s)
12,6
CONSUMO (NBR 7024)
Ciclo urbano km/L (L/100 km)
12,3 (8,1)
Ciclo estrada km/L (L/100 km)
16,5 (6,1)
CONSUMO OBSERVADO
Cidade km/L (L/100 km)
9,5 (10,5)
Estrada km/L (/100 km)
14,1 (7,1)
CÁLCULOS DE CÂMBIO
v/1000 em 6ª, km/h
38,5
Rotação a 120 km/h (rpm)
3.100
Rotação em vel. máx.,5ª
5.600
GARANTIA E MANUTENÇÃO
Garantia (anos)
2
Revisões (km)
15.000
Troca de óleo do motor (km)
15.000



EQUIPAMENTOS FIAT 500 CABRIO
ABS + EBD
S
Ar-condicionado
S
Ar-condicionado automático digital
O
Áudio Bose® Premium
O
Auxilio de arrancada em subidas
S
Banco do motorista com regulagem de altura
S
Banco traseiro bipartido 50/50
S
Bancos revestidos totalmente em couro
O
Blue&Me (sistema baseado no Windows Mobile, operado por voz, com porta USB e viva-voz Bluetooth
O
Bolsa inflável de joelho
O
Bolsa inflável dupla
S
Bolsa inflável lateral
S
Chave-canivete com Telecomando para abertura e fechamento das portas
S
Comando elétrico para abertura da tampa de combustível e do porta-malas
S
Computador de bordo
S
Controle automático de velocidade
S
Controle de estabilidade e tração
S
Cortina inflável
O
Descansa-braço central dianteiro
S
Desembaçador dos vidros traseiros
S
Direção com assistência elétrica Dual Drive
S
Estepe em roda pequena (Routino)
S
Faróis com regulagem elétrica de altura
S
Faróis de neblina
S
Função Sport
S
Isofix - predisposição para encaixe de banco infantil nos bancos traseiros
S
Limpador e lavador do vidro traseiro
S
Luz de freio piscante em frenagem de emergência
S
My Car
S
Porta-objetos sob o banco do passageiro (incompatível com pacote áudio Bose premium)
S
Rádio/CD MP3
S
Retrovisor interno eletrocrômico
O
Retrovisores externos elétricos
S
Rodas de alumínio aro 16 pol.
S
Sensor de estacionamento
O
Teto solar elétrico
S
Vidros elétricos + travas elétricas
S
Volante com regulagem de altura
S
Volante em couro com comandos do rádio
S





84 comentários :

  1. Carrinho muito simpático. Vi um branco com capota vermelha num estacionamento de mercado... coisa linda! Tanto o 500 antigo como o novo são o tipo de carro que pede para ser levado para casa. Eu teria um, se tivesse 60 mil sobrando...

    Tem um vídeo muito legal de um 500 antigo. Quem assistir vai querer ter um: http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=LWcRjrBt4oo

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  2. Lorenzo Frigerio04/06/13 12:36

    Um carro que, devidamente despojado do teto, deveria estar no lugar do "novo Uno", custando no máximo 30 mil.

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    1. Lorenzo Frigerio04/06/13 12:36
      Na mosca !

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    2. Lorenzo, o 500 está mais para DS3, em se tratando de itens de segurança, qualidade de acabamento e equipamentos. São carros de categorias totalmente diferentes, inclusive lá fora.

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    3. Lorenzo
      Nao precisa chutar o balde !

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    4. Rafael Ribeiro04/06/13 18:03

      Lorenzo,
      Por R$42.000 você pode comprar o Fiat 500 de entrada, não é uma pechincha, mas veja as opções com mesmo nível de equipamentos: Fox 1.6 Highline: R$45.000 (sem rodas de liga-leve); Onix 1.4 LTZ R$43.690 e por aí vai... Caros, todos são!

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    5. CORRETÍSSIMO, Lorenzo! Fico imaginando a cara dos Americanos quando ficam sabendo o que pagamos por um "carro" destes por aqui.( Digo ESTE pois é o único Fiat que eles tem por lá e quem tem é minoria esmagadora. Nem em NY eles são vistos facilmente). Eles devem nos achar os maiores trouxas do mundo e somos mesmo, pois não temos NADA e temos que aceitar tudo! Falar o que..E tem quem defenda, como vimos acima..Isto não é o fim! É muita coisa depois do fim!MAC.

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    6. Parabéns!!! Comentário no minimo sensato! Ponha-o no lugar do UNO esse é seu lugar!

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    7. O 500 não é barato nem na Europa e no lugar do Uno deveria estar o Palio desde muito tempo (que sempre teve as mesmas peças inclusive)

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    8. Voces já viram quanto custa um 500 nos estados unidos? o pop, que é mais ou menos o equivalente ao nosso cult (lá vai com multiair a gasolina, aqui é com o motor do uno) parte de 16 mil dólares, se voce for comparar com o nosso que custa 40 mil, os americanos pagam mais ou menos o mesmo que nós! o 500 é um carro caro no mundo inteiro.

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    9. Sr. Rabudo, o 500 não é visto nos EUA, mas na Europa é o que mais tem. E o americano não entenderia o preço que pagamos por qualquer carro. Como disse alguém aí em cima, ele não é barato na Europa, e europeu é o povo que mais entende de carro no mundo.

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  3. Tenho um 500 polonês, daqueles com câmbio manual de 6 marchas. O carro é perfeito.

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    1. Belo carro!
      Vc sabe das coisas...
      E a versao que eu teria.
      Mas nao deve ser muito facil encontrar um 2010 inteiro com baixa km na versao sport.

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    2. O meu só não estava com a quilometragem muito baixa, pois eu o usava para viajar. Vendi para a minha cunhada com 48 mil quilometros rodados. De resto, estava interinho. Nunca batido (tá, admito, pintei o parachoques tres vezes, por causa de raspões na pilastra da garagem), todas as revisões na concessionária, era só colocar gasolina e andar. Comigo, que dirijo feito uma vovó (mas sem atrapalhar o trânsito, viu Bob?), fazia 12km/L na cidade. Quanto mais falo dele, mais saudade eu sinto... :(

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  4. Estou só na moita esperando pela versão Abarth.

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  5. Bob,

    Bem, faz tempo que penso nele para o futuro. Mas esse futuro ainda está longe, muito longe.

    Aproveitando a deixa, estou com dificuldades para fazer a redução da quinta para a quarta marcha em meu Palio Essence quando em alta rotação. Só consigo algumas vezes, mas em dois tempos.

    Isso é característica do câmbio ou é porque faço alguma coisa errada? É que quando mais preciso reduzir para ganhar força, a dita cuja não engrena.

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    1. CCN
      Não deve haver nenhuma dificuldade; você estar fazendo algo errado é muito improvável, mas você está tirando da 5ª, deixando a alavanca ir para o canal 3ª-4ª por si só, pela mola do seletor, e em seguida engatar a 4ª? Se você já faz isso e há dificuldade, é preciso examinar o sistema de comando do câmbio.

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    2. Bob Sharp,

      Sim, é assim que faço, e o estranho é que quando desacelero e passo para a quarta, ela engrena bem fácil. O problema só aparece quando o carro está acelerado.

      Então vou levar na autorizada para examinar.

      Obrigado.

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  6. Bob,

    Mais uma pergunta: O motor MultiAir é mesmo tudo o que dizem e vale a pena mesmo adquirir um?

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    1. CCN 1410
      Sim, é uma bela solução de variabilidade de tempo de abertura e levantamento de válvula.

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  7. Tinha um antigo 500 azul cabrio muito bonito em Águas de Lindóia este ano...

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  8. Gosto desse carrinho.

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  9. Gosto demais do 500, mas fico com o fechado mesmo. No máximo, o com teto solar.

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    1. Mas Mr.Car ,
      Voce ficaria com a versao Sport ou Louge?

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    2. Mr.Car
      Veja isso:

      http://www.maxicar.com.br/old/carrosview.asp?key=4608

      http://www.maxicar.com.br/old/carrosview.asp?key=4305


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    3. Mr. Car,

      Também não gosto muito dessa configuração, mas não é por medo ter menos proteção, porque os tetos de aço de nossos veículos amassam bem facilmente e não nos protegem como deveriam.

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  10. Bob;

    Eu tinha um 500 sport polonês manual e por causa do agravamento de uma lesão no joelho, tive de trocá-lo por um carro automático. Encomendei um 500 cabrio em outubro do ano passado, o carro não chegou até hoje, acabei desistindo de esperar e comprei um veloster. Carro muito confortável, silencioso, na minha opinião um dos carros mais injustiçados recentemente, mas ainda assim, sinto uma tremenda saudade do meu 50... :(

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    1. Outro dia entrei num Veloster e fiquei muito bem impressionado com o carro.
      Gostei bastante , mas o preco é muito salgado (85K!)
      Ficaria com um Bezourao (novo Fusca) por essa quantia!

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    2. Eu estava interessada no fusca, mas com o câmbio automático e os mesmos itens que vêm no veloster ele pulava para aproximadamente 95 mil. Eu tive um bom desconto no veloster e ainda comprei no plano de juro zero da caoa, mantendo o dinheiro que eu economizei para comprar o 500 cabrio sem a necessidade de financiamento.

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    3. Veloster? Nem pensar. Muito feio. E não vale quanto custa...

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    4. A beleza está nos olhos de quem vê. Mesmo incomodada com a assimetria causada pela terceira porta e mesmo achando que esse estilo fluido da hyundai vai envelhecer mal, hoje eu acho o veloster bonito. Quanto ao não vale quanto custa, se compararmos com os mercados americanos e europeus, nem o veloster vale 80 mil, nem o uno vale 30 mil. Se compararmos com o mercado brasileiro, sim, o veloster vale o que custa, o interior dele é mais confortável, requintado e de melhor qualidade que os encontrados em marcas premium, como audi, bmw, mini e mercedes, por um custo menor. Sinceramente, entre andar de mercedes pelada e hyundai recheado de acessórios, prefiro o hyundai.

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    5. Também acho o Veloster bonito, mas não consigo encarar as três portas.

      Existem coisas que não devem mudar nunca.

      Deixei de comprar um Etios hatch 1,5 devido ao painel central. Acredite, foi o único motivo.

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  11. Luciana
    Que pena, você ia adorar o 500 Cabrio. Mas você está bem servida e também não vejo nada errado no Veloster, exceto as três portas, que para mim é algo totalmente sem sentido. Ou duas, ou quatro portas.

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    1. Bob;

      Eu também acho as tres portas esquisitíssimas! Para mim só serviu para fazer a minha filha feliz, eu falei para ela que era uma porta para mim, uma para o pai dela e uma só para ela! :D
      Mesmo o veloster sendo bem mais confortável que o 500 e passando uma impressão de ser "mais carro", tenho certeza que eu também iria curtir muito mais o cabrio. É uma pena a fiat não ter conseguido um com o kit safety para mim, sete meses após a encomenda.

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    2. Também não vejo nada de errado no Veloster, só o preço...

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    3. Bob sobre o três portas lembro você ter testado um fiesta 2T.nao lembro se era o urban Falta suas impressões sobre esse 2T seria interessante essa matéria.

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    4. Luiz AG
      Essa matéria saiu na Quatro Rodas se não engano me janeiro de 1993. Posso reescrevê-la sim.

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    5. Que isso Bob? A Kombi fica bem com três portas.

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    6. Kombi é outra história, é um furgão.

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  12. É um carro feito para a América e Europa, realmente bem feito, custando 60.000,00
    devido a carga tributária de 35% do carro importado se não estou enganado,fora isso seria vendido por aqui na casa dos 42.000,00.Nada mal.Está a anos luz dos nossos ditos populares. Mas como gosto não se discute eu não daria os 60.000,00,
    prefiro viajar pela europa.Mas o carrinho é carismático e anda bem com um motor
    que nunca teremos por aqui. Muito melhor que o Smart.

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    1. Marco R. A.04/06/13 18:52

      Não há sobretaxa de 35% de IPI para carros vindos do México. O preço alto é culpa de outra coisa.

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    2. Pode até ser, mas o Smart com turbo, a despeito de sua aparência grotesca, é um brinquedo divertidíssimo.
      Satisfação garantida.

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    3. Eu acho o smart lindo, só não tenho um porque tenho uma filha menor de 10 anos. Se um dia sobrar um troco para um terceiro carro em casa, um smart cabrio irá enfeitar a minha garagem!

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    4. Eu também gosto do Smart, mas com teto fechado, hehehe...

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  13. Antônio martins04/06/13 15:03

    Eu gostaria de ter um desses, gosto de carros pequeno. Mas apesar disso não acho ele tão funcional como carro urbano como os kei jidousha. Acho que esse conceito de carro japonês poderia ter espaço no nosso mercado. O J2 faz bem também no papél de carro pratico.

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    1. Antônio;

      Dirigi pelo caos de São Paulo um 500 durante tres anos e posso garantir a voce: ele é absurdamente funcional na cidade. É muito mais fácil estacionar, manobrar e trocar de faixa com ele, os 3,5m de comprimento dele cabem em qualquer lugar.

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  14. O Bob Sharp, ele mesmo portador de um nome completamente estrangeiro, tem pavor da expressão hill holder e resolveu chamar o recurso de "função de manter o carro parado num aclive".

    Brincadeiras à parte, gostaria de saber como se comporta essa capota na questão do nível de ruído. Será barulhenta e/ou deixa assobiar o vento?
    Mudando de assunto, há algumas semanas vi um New Beetle Cabrio em Santos (da versão antiga), possivelmente de importação "avulsa". O modelo atual existe nessa versão? Será que a VW traz?

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    1. CSS
      Tenho mesmo pavor desses nomes marqueteiros, você e os leitores já devem ter notado isso nos meus textos. A Volkswagen chama as palhetas de limpador de pára-brisa aerodinâmicas de "aerowischer"...
      Capota, barulho nenhum, eu teria apontado. O Beetle atual tem conversível, não tenho certeza se tem esse tipo de teto. Vou estar com o pessoal da VW na quinta e pergunto.

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    2. Bob,

      Aproveite e pergunte sobre o Golf VII, Polo...! Até quando vai faltar Fusca, Jetta turbo (com a desculpa da "mudança" de motor para 211cv), é hora de investir/produzir aqui, mais um vindo do México vai apertar ainda mais a cota e vindo da Europa terá um precinho bem salgado, ainda mais tratando de VW.

      O pisca 3 tem um nome esquisito também.



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    3. CSS
      Sobre isso, acabei de eliminar o termo crossover do meu vocabulário. Você vai notar na notícia de hoje sobre a convocação da Mitsubishi que chamei crossover de perua alta.

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    4. Lucas dos Santos06/06/13 21:58

      Bob está certo em tentar eliminar termos estrangeiros do nosso idioma quando estes não são nomes próprios.

      Eu trabalho na área de informática, que está rodeada de termos em inglês, e sempre que possível eu tento substituí-los por termos em português - desde que conhecidos, obviamente.

      Por exemplo, não há a necessidade de se dizer motherboard quando todos sabem o que é uma placa-mãe, VGA (de Video Graphic Adapter) quando todos sabem o que é uma placa de vídeo ou web browser quando todos sabem o que é um navegador de internet. É óbvio que no meu caso eu só escrevo em português os termos que as pessoas já estão acostumadas a utilizar no dia-a-dia. Eu não chamaria, por exemplo, um mouse de "rato", um download de "transferência" (ou "descarga", como os portugueses costumam falar) ou um driver de "controlador". Ficaria estranho, na minha opinião.

      No mundo automobilístico o único termo em inglês que eu considero inaceitável é o famigerado brake light utilizado para designar a terceira luz de freio. Então quer dizer que as demais luzes de freio não são brake lights?

      De qualquer forma, eu concordo em tentar popularizar os termos em português em substituição aos em outro idioma. Um bom exemplo disso é o tal do "apagão", que antigamente era chamado de blackout ou "blecaute".

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  15. Bob, como é o esquema das cores da capota? Preta e vermelha, conforme a cor da carroceria, ou é possível escolher?
    Ficou devendo uma foto dele fechado.

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    1. Anônimo 04/06/13 15:22
      A escolha da cor da capota é desvinculada da do carro. Você tem razão, faltou foto com o teto fechado, acabei de colocar uma.

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  16. Gostei da proposta do carro, mas realmente acho que poderia custar menos. O meu temor seria ficar parado no trânsito, mesmo com a capota fechada, por causa dos amigos do alheio. Talvez um teto solar amplo já atenderia a vontade de pegar um vento, sendo menos vulnerável.

    Bob,
    Essas lanternas nos paralamas obrigatórias nos eua fazem o que? Ficam acesas como luzes diurnas, se acendem com os faróis, ou piscam como indicadores de direção?

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    1. Essas lanternas são obrigatórias nos Estados Unidos, para visualização lateral. Acendem-se junto com os faróis, pois o 500 não anda só de lanterna ligada, só possível com carro parado e motor desligado.

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  17. Mudando de alho para bugalhos, será mesmo que tem necessidade de se usar gasolina premium em motor de injeção direta ou é só pra evitar batismo com mais álcool? Na Captiva manda usar gasolina premium de 91 de octanagem (não fala em RON ou IAD): O uso do combustível recomendado é uma
    parte importante da correta manutenção
    deste veículo. Para ajudar a manter o motor
    limpo e seu excelente desempenho, recomendamos
    o uso de gasolina de categoria Premium,
    classificada como de alta octanagem,
    com nível igual ou superior a 91 octanas.

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    1. As 91 octanas a que se referem é a gasolina premium, 91 índice antidetonante (IAD), que corresponde a 98 octanas RON. Usar gasolina comum/comum aditivada de 87 IAD/95 RON não ocasionará sujeira no motor, mas poderá eventualmente levar a ligeira perda de desempenho, mas acho pouco provável que isso aconteça. Você pode experimentar abastecer com a aditivada e observar se houve ou não essa pequena perda. Se houver, é só voltar para a premium. Saiba que esta gasolina praticamente não existe mais nos postos. A Petrobrás nem a tem mais, havendo na sua rede de postos apenas a Podium, de 95 IAD/102 RON – além da comum/comum aditivada, claro.

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    2. Bob, eu tinha achado exagero usar premium até porque não existe mais e teria que ser Podium. Li sobre isso e a octanagem das gasolinas messe artigo seu (http://autoentusiastas.blogspot.com.br/2009/06/diminuiu-oferta-mas-nao-acabou.html) e foi esclarecedor, mas o valor de IAD da pemium está como 93.

      E a premium - se o medo deles é do enxofre - é o mesmo da comum (50 mg/kg, segundo a gasolina que vai entrar em vigor em janeiro de 2014; não achei valores da atual).

      Gasolina eu só uso aditivada, os injetores nos EUA são da concessionárias ao ferro-velho sem limpeza, graças à Top Tier. Por falar nisso, como será a nossa Comum aditivada obrigatória, será nos moldes da EPA? Quando tiver informações faça um artigo pra nós ;-)

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  18. ..."em torno de 1 L por 9,5 km na cidade e num trecho de autoestrada, entre 110 e 120 km/h, 1 L/14,1 km."...
    se é escrito 1L/14km, porque também não é escrita a velocidade no formato 1h/120km ?

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    1. Porque se trata de consumo, volume de combustível gasto por determinada distância. Com velocidade é distância coberta em determinado tempo. Leia (ou releia) http://www.autoentusiastas.blogspot.com.br/2013/05/quilometros-por-litro-ou-litros-por-100.html

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  19. Não consigo gostar deste carrinho. Hábito de carros grandes, deve ser. O painel, então, acho horrível.

    Mas, do jeito que é elogiado, deve ser agradável de guiar.

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    1. Também não consigo. Mas pelo preço. Muito caro para um carro tão apertado.

      Sim, eu compro carro por metro. hahahahaha

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  20. Bob, me desculpe, mas não entendi.
    O que você quer dizer com "a dança do painel dos conversíveis"?
    Abs
    Felipe

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    1. Felipe
      Fez bem em perguntar. Não tenho hábito de ir explicando tudo ao longo do texto, tipo a Folha de S. Paulo, especialmente em tempos de comunicação direta e rápida, quando dúvidas podem ser esclarecidas prontamente quando um leitor se manifesta, seu caso agora. A dança do painel é a movimentação do painel e pára-brisa em relação ao motorista em seu banco, logo notada no espelho interno. Resulta da torção da carroceria, sendo uma praga dos conversíveis. Em inglês chama-se cowl shake. Cowl costuma-se chamar de torpedo por aqui, termo que acho inapropriado. O dicionário de inglês diz que cowl é a parte dianteira da carroceria do automóvel que sustenta o pára-brisa e o painel. Como se tem a impressão que o painel está dançando, passei a usar essa expressão há bastante tempo. Nunca vou esquecer quando testei o Honda del Sol/CR-X na Autoesporte, um targa cujo teto ia para o lugar por meio de um robô (não é exagero, era isso mesmo). Com o teto guardado (pelo robô) havia a dança. Com teto colocado sumia completamente, indicando amarração estrutural além de simplesmente servir de teto. A maior dança que já vi é no Puma conversível, o GTS. Eu andava muito com o do meu irmão e sempre ficava impressionado.

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    2. Eu, que sou um cara detalhista para estas coisas, jamais conseguiria conviver com este tipo de falta de rigidez. Me dá três tipos diferentes de TOC se ver algo assim acontecendo.

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    3. Caro Bob, bela matéria. Imagino mesmo como deve ser este carrinho com câmbio manual...

      Acerca da "dança dos painéis", também sentia os efeitos da torção da carroceria no Escort Conversível e no Kadett conversível, porém com menos intensidade neste do que naquele (não sei se pelo fato do Kadett ter sido comprado 0Km e o Escort já com bons 6 anos de uso).

      Mesmo com aquela barra anti-capotagem (seria este o nome correto daquela estrutura que fica no lugar na coluna B unindo-as?) ele torcionava bem.

      Abç!

      Leo-RJ

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    4. Leo-RJ
      Isso, barra anti-capotagem, mas ela está ali mais para reforçar a estrutura.

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    5. Caro Bob, obrigado.

      Imagino que sem essa barra anti-capotagem os carros citados (dentre outros conversíveis) se comportariam como uma 'caixa de sapatos sem tampa'... rs.

      Abç!

      Leo-RJ

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  21. Muito fácil de ser assaltado num treco desses. Inviável nas grandes cidades.

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  22. Carrinho bacaninha, Bob, genial!

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  23. Bob;

    Uma coisa me veio à cabeça agora: Por quê diabos o mercado brasileiro é totalmente carente de targas/conversíveis/cupês? Particularmente eu adoro esse tipo de carro, hoje no brasil temos apenas o 500 e o smart cabrio como conversíveis e o veloster como cupê (claro, avaliando carros de menos de 100 mil reais, acima disso eu sei que tem mini cabrio e roadster, mercedes, bmw)...

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    1. Pq é perigoso.Aqui o jeito é andar de carro blindado.

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    2. Eu adoro cupês e conversíveis, tanto que tenho dois: Peugeot 206 CC e Megane CC. Ambos comprados de primeiro dono. Dá para usá-los com o teto aberto tranquilamente em viagens, no início das manhãs (até umas 8h30min) e no meio da noite (entre 19h30 e 22h), preferencialmente em trajetos com poucos semáforos. Lamento pelo restante do mercado brasileiro, com poucas opções de carroceria (restrição a conversíveis, cupês, targas, peruas) e cores limitadas. Só irei comprar outro veículo quando um deles acabar. Não tenho projeto algum para substitutos, tal é a minha satisfação com os meus xodós.

      Claudio

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    3. Ôpa! Esqueceram do Mini Cabrio. O meu chegou há cerca de dois meses. Até agora só alegria. E com 184HP Turbo é show!!!

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  24. Luciana,

    É cultura, Luciana... Eu também não gosto e sabe por quê? Porque quando vejo na net alguns carrinhos europeus com o teto rasgado, eu me sinto mal.

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    1. Easy Rider05/06/13 12:38

      E na Europa tem poucos meses de sol, ele querem aproveitar. Aqui é chateação, esquenta demais e o interior do carro fica muito exposto....

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    2. Não é muito diferente de são paulo, a gente só vê sol no inverno. Não é a toa que chamam esse lugar de terra da garoa...

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  25. Carros deste tamanho realmente são o futuro das grandes cidades com seu trânsito caótico e falta de vagas, principalmente por culpa das picapes e SUV's que se proliferam nos centros urbanos. Eu até acho bonitinho o 500, minha esposa acha uma graça, mais pra mim não dá, é "mini" demais.
    Bob, que tal uma matéria detalhada sobre os Key-cars japoneses? Alguma chance de vermos um por aqui depois da chegada do VW Up! e seu novo nicho de compactos?

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  26. Daniel VanKindenser
    Depois de andar um pouco com ele a sensação de mini some completamente, acredite. / Vou falar com MAO para escrever sobre os key. / O maior problema dos key virem para cá é o iene muito valorizado, chegaria fora de preço.

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  27. Cada vez que viajo, me espanto com o número cada vez maior de suves e picapes nas rodovias.
    E o pior é que grande parte desses motoristas, inclusive mulheres, se acham os donos do "pedaço" e não respeitam os motoristas que estão com carros menores.
    Acredito que é preciso rever alguns conceitos e promover mudanças. Uma delas seria a de conceder descontos aos proprietários de hatch, sedã e peruas, ou então sobretaxar esses gigantes.
    Outro detalhe que precisa ser revisto urgentemente é o uso das películas automotivas. Será que o governo e a polícia não percebem essa idiotice?

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    1. CCN 1410
      São três fatores, combinados, que levam ao comportamento que você observou: falta de educação de berço (independe de nível social), sensação de poder por estar num veículo de grande porte e burrice, por estarem longe de ser veículos agradáveis de se andar. Não creio que sobretaxar vá mudar esse quadro, infelizmente. Quanto às películas, é a idiotice de achar que carro é esconderijo, em detrimento de si mesmo e dos outros. Novamente, burrice e falta de educação.

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    2. Eu fã mdeste tipo de carro para uso urbano, além de charnoso é bem mais prático e racional. Temos um Ka MP3, mas como a Ford "acabou" com o Ka em 2008 acho que o 500 será o provável substitudo dele no futuro.
      Para conter um pouco a proliferação de suves não precisa uma sobretacha, bastaria proibir o uso de motores diesel nestes veículos.

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    3. Sergio, voto contigo!

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  28. Oportunidade!!!
    http://www.icarros.com.br/ache/detalhes.jsp?id=5179975&posicao=31

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