A CASA DOS GALAXIES

Fotos: Clássicos Caslini, Beatriz Morelli, Galaxie Clube do Brasil e autor
Detalhe marcante da fachada, projeto de Jefferson Artes, arquiteto e  sócio do Galaxie Clube do Brasil
Realizar o sonho da casa própria é a meta de muitas famílias. Em sete anos pude ver uma família ser formada, agregar novos membros, ser vista, reconhecida e durante o sétimo aniversário de sua existência conquistar a meta de ter seu espaço. O Galaxie Clube do Brasil, carinhosamente chamado de GCB, surgiu no dia 8 de junho de 2006. Era a união de sete galaxeiros (como são carinhosamente apelidados os que admiram o Ford Galaxie) que estavam cansados de não serem levados a sério no panorama antigomobilista.

No centro do salão o mais raro dos Galaxies nacionais, a ambulância feita pela própria Ford

Inicio da festa de inauguração da sede, inicio de um próximo passo do sonho concretizado
Foi lembrando do início de fundação do clube que dei a partida em meu Landau 1981, o motor V-8 de 199 cv começou a ronronar dentro da garagem onde guardo "os meninos", como chamo os meus Galaxies. Depois de dias sem passear com nenhum dos grandalhões, decidi que seria hora de passear com o mais novo e luxuoso deles — era um dia especial, a inauguração da sede — tinha que ir com o veículo que mais representa a minha história com o universo dos veículos.

Landau, 1981, meu desde os dezessete anos, o carro que me fez gostar de automóvel, muito antes de eu o comprar

A cada quilômetro lembrava do tempo em que os Galaxies não recebiam o status de veículo de coleção, muitos desses automóveis eram doadores para projetos de hot rods e outros veículos de "alma nervosa". Era engraçado ver que grandes colecionadores como, por exemplo o Og Pozzoli — que dispensa apresentações por estar entre os mais importantes do mundo e entre os pioneiros no Brasil — andavam constantemente de Galaxie, admiravam o modelo, mas não alimentavam nesse automóvel o espírito do colecionismo e da preservação. O mesmo acontecia com diversos outros do meio.

Momento automobilístico especial, merece ser comemorado com o carro que é especial
Neste últimos sete anos o maior automóvel já fabricado no Brasil têm conseguido vaga no coração de muita gente e espaço para estacionar seus 5,37 m de comprimento por 1,99 m de largura nos gramados dos encontros de automóveis antigos. Freqüentemente notamos os modelos ganhando status de colecionáveis e também o movimento de preservação desta "espécie" crescendo. O sonho semeado por Fernando Alegret, Derec de Almeida Jorgetti, Flávio Celestino, Marcos Fioretti, Lucas Vane, Kleber Runge Barreiros e Portuga Tavares (este aprendiz que escreve o texto).


Hoje: alguns sócios e diretores reunidos para foto na inauguração da sede do GCB
Há sete anos: durante as assinaturas da papelada que formalizou a Associação Galaxie Clube do Brasil
Aos poucos o veículo conseguiu espaço nas áreas de exposição de eventos e também recebeu o status de colecionável. A ponto de grandes coleções terem o veículo em seu acervo e processos de restauração serem voltados ao full-size americano que conquistou o Brasil quando era novo e voltou a fazer sucesso depois de veterano. Imaginem, só um apaixonado pelo modelo adquiriu um conversível 1966 em péssimo estado e não poupou esforços (nem investimento) para trazê-lo de volta aos dias de glória.

Montado, o automóvel já denunciava que haveria um bom trabalho pela frente
Conforme o veículo era desmontado, a noção de que o trabalho aumentava tornava-se realidade
O modelo é interessante, primeiro por ser o veículo de 1966, exatamente o automóvel que chegou ao Brasil no ano seguinte. A diferença mais notada é, no entanto, a carroceria, enquanto o importado a ser restaurado é um conversível, o único corpo escolhido para o nacional foi o sedã standard, ou seja, com quatro portas e colunas centrais. Outra característica que salta menos aos olhos, mas que também faz toda a diferença, é o motor, um V-8 de bloco grande e cilindrada 352 polegadas cúbicas (5,8 litros), enquanto que aqui no Brasil os Galaxies receberam a motorização das picapes F-100, o V-8 272 (4,457 litros) de bloco pequeno
.
Foto de 1967, com o recém-lançado Ford Galaxie 500, luxuoso para os padrões nacionais, espartano para o patamar americano
Enquanto coração e corpo tinham seus brilhos de volta, o automóvel em questão recebia os cuidados da Clássicos Caslini, a empresa de restauração que tem em seu acervo a maior coleção do modelo. A prova de que essa não foi a única casa a receber bem o modelo aconteceu em Águas de Lindóia, neste ano, quando o conversível levou o caneco como destaque entre os automóveis de origem americana fabricados entre 1960 e 1983.

Galaxie 1966 conversível, exposto em Águas de Lindóia....
...exposto no gramado, entre os Galaxies nacionais e outros modelos americanos...
...e echando o evento desfilando, durante a última noite, na ala VIP, onde a premiação é realizada
Tudo bem, este é o momento em que o leitor pensa que comecei o enredo da matéria e me perdi, pois é agora que acontece toda essa união. O clube foi unido por pessoas que depositam no Galaxie um cairnho especial e que foi o automóvel que levou essa galera ao antigomobilismo. Ao ser formado, agregou em seu quadro social pessoas que têm a mesma história e conseqüentemente o sonho de um dia ter seu próprio local começa a ganhar corpo.

Os esforços de Marcelo Caslini, dono da restauradora e que mantém a coleção, o levaram ao clube e ele foi o cara que transformou literalmente os planos que eram sonho dos galaxeiros em realidade. Assim nasceu o prédio em formato de dianteira de Galaxie que enfeita o número 811 da Rua Itaquera, em Santo André, na Grande São Paulo.
O atual presidente do clube, Derec e o diretor patrimonial, Marcelo, que também é o doador do espaço
No último sábado, dia 8 de junho de 2013, galaxeiros mais uma vez se reuniram, desta vez para a inauguração da sede do Galaxie Clube do Brasil. Um lugar de portas abertas para a prática do antigomobilismo e fortalecer os laços de amizade. Tão importante quanto conservar e manter os automóveis é preservar os amigos, até porque essa deve ser a pedra fundamental para edificar um clube.
O prédio é bonito e fica ainda melhor com Galaxies à frente, ainda mais se for o belo modelo conversível de 1966
PT

66 comentários :

  1. Coisa mais linda esse conversível!

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    1. Sem dúvida Felix,
      Um belíssimo automóvel.

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  2. Filipe_GTS14/06/13 13:06

    Parabéns pela sede...
    Sensacional esse Landau '81.
    O '66 então, dispensa comentários.
    Gostaria de ter um desses com câmbio automático na coluna de direção (acredito que o '81 seja assim!).

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    1. Fala Filipe_GTS,

      Sim, o Landau 81 é automático. Todos os Landaus, a partir dos "modelo 80" fabricados a partir de outubro de 1979 são automáticos e assim ficaram até 1983, com o final da produção dos Galaxies.

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    2. Caro Portuga,
      Parabéns pela paixão e pelo sentimento de preservação que vcs. cultivam.
      Vou aproveitar e pedir seus abalizados esclarecimentos em relação ao Galaxie que tive:
      . Em 1986 resgatei, aqui em Copacabana, um Galaxie 1978, mod.1979, mecânico, na cor verde escuro metálico, muito inteiro e original, porém c/ o motor travado, o que, naquela época de Galaxídios e Dodgecídios era fácil de resolver, bastava garimpar nos ferros-velhos da Dutra. Consegui outro motor, de um Landau 1980 impecável, batido na lateral. Porém o que me chamou a atenção foi que as velas deste novo motor eram as mesmas do Chevette (pequenas), enquanto as do motor original do meu carro eram bem diferentes. Na época alguém me falou que motor do Galaxie era "Cleveland" e o do Landau era "Windsor"??? É fato ou conversa fiada? Vale observar que o acoplamento do motor com a caixa foi perfeito, sem nenhuma adaptação.
      Abrs.

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  3. Portuga,
    Sensacional texto, assim como todos que escreve, linda homenagem e desejo ainda mais sucesso para o nosso clube!
    Abx
    Senteio

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    1. Valeu Senteio,
      Sucesso para todos nós!

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  4. Parabéns Portuga. Como sempre escrevendo textos maravilhosos.

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    1. Valeu Ceolin,
      é fácil fazer um texto aceitável quando a história é fantástica.

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  5. joao simonetti14/06/13 14:08

    Muito bom! Sucesso ao clube!

    Admito que não sou fã do modelo, mas concordo com meu pai: Dadas as devidas condições de cada época, este foi o melhor automóvel fabricado no Brasil, superando até mesmo o Omega, que para muitos é o número 01.

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    1. Obrigado Joao Simonetti,
      Sou suspeito para elogiar os Galaxies, porque são meus veículos preferidos.

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    2. Concordo, mesmo que alguns prefiram esportivos ou qualquer outro tipo de carro não há como não apreciar um monstro desses. Eu gosto de carros grandes e sempre me encanto com os Galaxies, deve ser uma maravilha dirigir um numa Br vazia em uma tarde de sol.
      Sou desses que considera o Omega o nº 1, mas se eu tivesse os dois acho que ia alternar entre as barcas.

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  6. Sensacional.

    O espaço é aberto para visitação?

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    1. Olá Marcelo,
      O espaço será aberto para visitação conforme as datas de reuniões e eventos forem fixados, futuramente o site do clube informará sobre os funcionamentos dos espaços da sede.
      www.galaxieclube.com.br

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  7. Portuga,

    Parabéns á vocês pela nova sede. Muito lindo o prédio!

    Agora, uma dúvida: Como é que o Galaxie conversível conseguiu a PP, antes da restauração???

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    1. Olá Marcelo,
      Pois é, acredite ou não essa placa preta identificada por você é um dos "causos" de nossa lei.

      A legislação permite a importação de automóveis com mais de 30 anos, para fins de coleção. Portanto ao regularizar o veículo com documentação nacional sai no campo espécie as letras COL (que significam Coleção, em vez de sair PASSEIO).

      or estar no campo espécie COL, automaticamente a placa confeccionada é a preta. Então ao importar um automóvel antigo, não importa o estado de conservação ele já sai emplacado como veículo de coleção, ou seja, placa preta.

      É uma falha ainda não corrigida.

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    2. Marcelo.
      Creio que o carro em questão tenha se beneficiado da portaria 370 do MICT, que permite a importação de modelos com mais de 30 anos.
      Neste caso, a placa preta é na verdade uma imposição, visto que é um requisito para a confecção da documentação nacional.
      Mas o "excelente estado" não é requisito primordial para a obtenção da placa, e sim a originalidade. Apesar de estar corroído, o Galaxie das fotos mantinha sua essência original: carroceria, rodas, motor e câmbio, painel, bancos. Ou seja, ele não foi modificado no que tange à forma como ele saiu da fábrica. Apenas sofreu um desgaste pela ação do tempo.

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    3. Grato pelos esclarecimentos!

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  8. Este comentário foi removido pelo autor.

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  9. Cara, ficou lindo esse Galaxie 66 restaurado. E que cor show esse azul. Nota 10 pro trabalho.

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    1. Trabalho realizado na Classicos Caslini.

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  10. O carro não me apetece, em compensação, dá gosto de ver esse nível de organização e seriedade do trabalho do GCB.

    Parabéns pela sede, é um belo prédio mesmo!

    P.S.: talvez eu abrisse uma exceção para o galaxie do Jay Leno...hehehe

    https://www.youtube.com/watch?v=V-BL7G5m98M

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    1. Carlos Eduardo,
      Esse é, mesmo, um belo exemplar.

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  11. Parabéns pelos Galaxie, pelo clube e pela arquitetura! Ficou belíssima a homenagem a esse modelo tão especial para a indústria automobilística nacional!

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    1. jvdacosta,
      Suas parabenizações serão repassadas aos responsáveis pelo feito.

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  12. Christopher14/06/13 16:01

    Parabéns Portuga! O texto não poderia descrever melhor o que é o sentimento por um Galaxie. Sabias palavras e belo texto.

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    1. Grande Christopher,
      Essaonquista é sua também, lembre-se diso. Estamos retratando um conquista de todo o quadro social da entidade.

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  13. Ronaldo F. Miranda14/06/13 16:09

    Parabéns pelo ótimo texto Portuga e parabéns para todos os que puderam proporcionar que este sonho se tornasse realidade um dia.......
    E a todos nós que amamos, admiramos e temos este lindo carro!!!

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    1. Grande Ronaldo,
      Este é mais um lugar onde seu carro é homenageado.

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  14. Bacana esse prédio. Bem arrojado, na minha opinião de arquiteto, só faltou um forro interno no telhado. Mas é só uma opinião.
    Portuga, mudando de saco para mala: pela placa do seu Galaxie, você é de São Paulo capital, como é que o pessoal faz para passar na famosa Controlar com os Galaxies que ainda não têm placa preta? E como é que esse conversível todo apodrecido (que eu conheci através de um álbum no Facebook e rasgo elogios à mão de obra de recuperação) ganhou essa placa antes da restauração? Abraços.

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    1. Olá CSS,

      Os motores V-8, por incrível que pareça até que passam bem pela Controlar, o motivo é que o índice de queima é muito melhor que em pequenos motores, como por exemplo, nos VW refrigerados a ar, onde por conta do tipo de arrefecimento a queima é bastante contida o que gera um alto indice de particulas não queimadas, os hidrocarbonetos.

      Atualmente estou com os carros em bom estado de originalidade, apresentando 80% ou mais na avaliação, portanto os automóveis viraram veículos de coleção (Placa Preta) que - atualmente - são isentos da inspeção ambiental.

      Sobre o estado do Galaxie 1966 conversível, ele foi importado, por isso já entrou no país com a placa preta, visto que a importação de uma automóvel com mais de 30 anos de fabricação é para fins de coleção, daí o fato do emplacamento no país acontecer automaticamente com a placa preta.

      É um "looping" da legislação atual que confere a possibilidade da importação de veículos antigos, lembrando que um automóvel antigo é considerado aquele que tem 30 anos ou mais e possui valor histórico próprio.

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  15. Comentar o que????? só parabenizar pela iniciativa e união desse grupo. Simplesmente SENSACIONAL!!!!! Parabéns a equipe. Espero entrar pra essa turma logo logo!
    Portuga, o texto está excelente. Muito sucesso pra vc. Marcelo Caslini, vc é o cara!

    Clodoaldo (LTD 76)

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    1. Clodoaldo,

      obrigado pelas palavras e parabéns pelo LTD.

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  16. Mesmo não o considerando o melhor carro nacional de todos os tempos, é inegável que ele é revestido de uma aura, e exerce uma espécie de feitiço sobre qualquer apaixonado por carros, especialmente os antigos. E isso me inclui, claro. Meu avô materno teve um 500, e um tio-avô, um LTD. Infelizmente eu era pequeno demais para dirigir, bem criança mesmo, mas me lembro perfeitamente dos dois carros que claro, me encantavam. Meus preferidos na linha são o último Landau, 83, na cor vinho, e o LTD Landau 71, aquele com a lanterna traseira dividida em três segmentos. Acho-o inclusive o mais belo de todos.

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    1. Mr. Car

      Tenho um 500 72, com estas lanternas traseiras que você comenta. Apelidamos esse tipo de lanterna de "catedral", pelo formato que lembra os vitrais das grandes igrejas góticas.

      Os Landaus fabricados a partir de 1981 também estão entre meus preferidos.

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  17. Incrível e emocionante.
    Ótimo texto Portuga!!!
    Participei de um pedaço dessa história e ver o sonho realizado (mesmo que por fotos ainda) me traz muita alegria.
    Parabéns a todos que tornaram isso possível, vocês são exemplo para os clubes de carros antigos do Brasil.
    Sorte e prosperidade na nova sede, nos novos apaixonados e galaxies que virão por essa estrada.
    Ford abraço! (é assim né... rsrs)

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    1. Oi Larissa,

      Obrigado pelo elogio, mas os méritos são de todos que fizeram e fazem parte dessa história e que contribuiram nesta jornada.

      Ford abraço, (é assim mesmo rss)

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  18. Portuga off topic, vc recebeu as fotos do fiat 147?
    abs
    Carlos

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  19. Grande Carlos,
    Recebi sim, em momento oportuno vamos acertando alguma história bacana.

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    1. Portuga,
      parabéns pelo post, parabéns pela sede, parabéns pelo galaxie!!!!
      Bom saber q recebeu as fotos.
      abraço
      Carlos

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  20. Lorenzo Frigerio14/06/13 18:30

    "O Galaxie é mais silencioso porque é mais bem construído." (anúncio do começo dos anos 70)
    O que deixava a desejar no Galoxas era o motor, especialmente o bloco Y, fora de linha há vários anos nos EUA. Então, não é de se estranhar o vacilo da Ford ao colocar o motor do Aero Willys no Maverick, ou o motor do Corcel no Del Rey.
    Gosto do Galoxas e dos Fords da 2a. metade da década de 60 e começo dos anos 70, como o Thunder, o Cougar, o LTD, o Lincoln e os Mustangs Mach 1 71-73, e o Mustang Grandé. Mas fora isso, a Ford do Brasil não merece consideração nenhuma.

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    1. Lorenzo,

      Uma pena que na primeira fase andamos com motor de caminhonete, para só então ser timidamente aumentado e na segunda fase - que poderíamos ter tido o 351W - ficamos "apenas" com o 302.

      Particularidades de terras tupiniquins... fazer o que.

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  21. Portuga,

    parabéns pela nova sede. É bem legal ver o esforço de vocês abnegados dar resultado.

    Preciso me associar, o Clube vale a pena. Já tive alguns Landaus, agora tenho um 81 álcool com 32 mil km originais.

    Abraços.

    Reinaldo
    http://reiv8.blogspot.com

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    1. Rei V8,

      Seja bem vindo. Parabéns pelo belíssimo 81.

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  22. Texto maravilhoso, daqueles de dar um nó na garganta ao ler, uma bela homenagem à linha Galaxie e à inauguração da nova sede do clube, que ficou simplesmente sensacional! Confesso que fiquei surpreso em saber que a linha Galaxie não desfrutava do status de colecionável entre os antigomobilistas. Esses carros estão entre os nacionais que muito admiro, daqueles que quase chego a fazer uma reverência ao vê-los passar.

    Meu saudoso pai gostava muito dos Landau na cor azul clássico, dos modelos a partir de 1978. Eu tinha até planos de comprar um em sociedade com ele, mas infelizmente não houve tempo de realizar tal projeto. Esse foi um dos motivos de eu ter comprado um Opala SS-4 1980 para restaurar (a linha Opala é que ocupa lugar especial na minha cachola), pois apesar da loucura que será todo o processo de restauração, a vida é muito curta para deixar passar algo de que gostamos de verdade. Temos que nos permitir algumas pequenas extravagâncias de vez em quando (embora essa minha seja de bom tamanho!)

    Grande abraço!

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    1. Road Runner,

      Se fossemos normais estaríamos andando com pequenos populares 1.0 na cor prata. Essa não é minha praia. Eu gosto dos meus Galaxies, a vida é uma só, por sorte os Galaxies são em número maior e assim pretendo continuar, curtindo a vida nos meus "full size nacionais".

      Parabéns pelos Opalas, mostre-nos o seu SS-4 de 1980, queremos conhecer a máquina.

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  23. "Tudo bem, este é o momento em que o leitor pensa que comecei o enredo da matéria e me perdi, pois é agora que acontece toda essa união."

    Genial! Ri muito, obrigado Portuga!

    Texto maravilhoso em todos os sentidos.

    ______
    42

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    1. André Luis,

      A vida merece ser levada com bom humor, fico feliz de ter conseguido um sorriso.

      Eu é quem agradeço,

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  24. Parabéns, Portuga e demais! Muito legal a sede do clube e o texto!

    JP

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    1. Grande JP,

      Você precisa ir lá na sede... pode ir de F100 que eu "roubo" ela um pouco para dar umas voltas rsss...

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  25. Parabéns ao clube pela realização de um sonho como este!

    Passando todo dia na frente do prédio, notei que seria algo envolvido com carros, cogitei ser uma restauradora. Vi um Galaxie ou Landau por algumas vezes e então notei que os dois círculos um acima do outro não eram por acaso, mas não suspeitava que era justo o clube deles... hehehe

    Mas tirem uma dúvida, outros clubes ou grupos podem conhecer o local e veículos expostos?

    fcm
    Flashback Automotivo.

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    1. Olá FCM,

      Que bom que você já sabe onde fica.

      A ideia é organizar um cronograma e que a sede sirva de ponto de encontro a toda a comunidade antigomobilista e também autoentusiasta. Haverão encontros semanais frequentes, afinal, de nada adianta ter uma sede se ela não for um ponto de encontro, não é mesmo?

      Assim que os calendários forem definidos vamos repassando aos interessados para que usem o espaço em conjunto com a gente. O espaço - em breve - estará aberto à visitações.

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  26. Rafael Ribeiro15/06/13 00:37

    Portuga,
    Já comentei antes por aqui que tive um Galaxie 500 1976 e um LTD 1978, isso foi quando eu tinha entre 22 e 26 anos, na década de 90. Me achavam jovem demais para dirigir esses "carros de velho". Imagino então você, com 17 anos, dono de um Landau 1981... Infelizmente os vendi por falta de espaço (eles ocupam um latifúndio!).
    Hoje tenho um carro que é o oposto dos Galaxies e Landaus, um Fusca. Tenho carro moderno e confortável para o dia a dia, mas gosto mesmo é de andar num antigo, sentindo todas as reações, cheiros, barulhos!

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    1. Olá Rafael Ribeiro,

      Muito legal, também gosto muito de Fuscas, há pouco tempo ainda tinha um 1969 cor cereja. Carrinho muito legal que adquiri do Marcos Shalom, da funilaria Shalom, em São Carlos.

      Sempre fui taxado por coisas ruins e outras impronunciáveis, graças ao gosto pelos Galaxies, mas nunca liguei para isso, sempre usei meus carros constantemente. Por 12 anos o Landau foi meu único automóvel, hoje Graças a Deus tenho outros, mas são todos "antigos", então continuo usando esses carros no dia-a-dia e de maneira constante, gosto de conserva-los assim.

      Conheço cada "nhec-nhec" do rangido, os momentos em que o cheiro de gasolina invade o habitáculo e a origem daquela falha que às vezes aparece rsss...

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  27. Portuga,

    Sempre que vejo os posts de Galaxies e Landaus, lembro com muito carinho da minha infância em Novo Hamburgo, quando passava diante da extinta NOVOCAR, de propriedade do finado Arno Berwanger. Sem sombra de dúvida ele, através de sua revenda Ford, foi o homem que mais vendeu Galaxies e Landaus em todo Brasil. Ele também foi idealizador do Museu do Galaxie, que tive o privilégio de visitar algumas vezes, ao lado da concessionária Ford.
    Dentre os tesouros que passaram por lá, estavam o Landau Presidencial, um modelo 1979, série especial, em uma exclusiva cor vermelho-scala metálico e também o último Landau fabricado, guardado em estado de novo, com apenas 10 km rodados!!!
    Infelizmente, depois da morte do Seu Arno, o museu foi desmanchado e sua nobre coleção se dispersou entre parentes e colecionadores Brasil afora!

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    1. Olá MFThomas,

      Sem dúvida alguma o Sr. Arno, também conhecido carinhosamente como o Rei do Galaxie, foi um homem de suma importância na trajetória do Galaxie. Seu museu era magnífico, num galpão ao lado da concessionária Novocar.

      O Landau Presidencial, que estava lá em comodato pela Ford - a dona do veículo - hoje está com o Roberto Nasser e faz parte do Museu do Automóvel de Brasília, no Distrito Federal. O Landau 1979 do museu, não sei o paradeiro, mas lembro-me que ele tinha o interior na cor cinza claro, foi uma mudança que o Sr. Arno fez no veículo - ele adorava Galaxie com interior mais claro - então o contraste do Vinho da carroceria (nome correto: Bourdeaux Scala Metálico) com o interior em veludo cinza (disponível para os Landau 1978 fase II e Landau 1979 cinza executivos) caiu muito bem no modelo que marca os 65 anos de Ford no Brasil.

      Já o Landau 1983 do museu, senão me falha a memória, era na realidade um excelentíssimo automóvel fabricado em outubro 1982, já como modelo 1983. As calotas ainda ficavam nas caixas e dentro do porta-malas, já que para não riscar às rodas elas sequer foram instaladas pelo concessionário que também não rodou com o veículo e nem tirou os plásticos dos bancos e soleiras. Hoje, acredito que o veículo esteja em Curitiba, na última foto que vi do veículo ele estava com aproximadamente 4.000 km, o que convenhamos continua a ser pouquíssimo.

      Preciso vasculhar meus arquivos, mas tenho uma foto de uma cegonha em frente a uma concessionária Ford, aqui em São Paulo, senão me engano a Lemar. Parece-me que ela recebeu o último lote de Landaus fabricados, entre os apenas 125 fabricados em 1983. Está datado na foto (com aquelas letrinhas brancas - FEV-1983). Tenho também uma carta onde a fabricante anunciava a "aposentadoria" do Landau, alegando que o Del-Rey já dispunha de transmissão automática e assim seria o substituto natural.

      Coisas da vida... Ao escrever essa resposta, começa a da ruma vontade de pegar algumas fotos "nada digitais", para digitalizar e escrever sobre este herói que foi o Sr. Arno Berwanger e seu maravilhoso Museu do Galaxie.

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    2. Esqueci de um detalhe, tenho a página do Jornal O Estado de São Paulo, com um anuncio dizendo "Único Landau 1983, ainda 0km, pertence ao Museu do Galaxie...." e finalizava com "...valor R$ 125.000,00".

      Isso em 1997, quando os valores dos Galaxies, fossem quais fossem, atingiam - no máximo - R$ 4.000,00, que era considerada uma soma absurda para aqueles tempos de motores V-8 em baixa, plano Real em alta e antigomobilismo antes do atual reconhecimento.

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  28. Meu pai ganhou de um ex-patrão, que era mais amigo que ex-patrão. um 74 ,isso foi em 1987, pois o ex-patrão tinha comprado um Santana zerinho e o Galaxie não valia nada na data corrente , e meu velho tava a pé . Que tesão de carro! A pintura tava queimada, faltavam uns frisos e uma calota, a barca estava combalida , mas ainda era imponente. Em menos de dois meses deu um problema no cambio automático que custava mais de 2 vezes e meia o preço do carro pra arrumar. Foi vendido à quilo , que pecado!


    Maran

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    1. Maran,

      Muitos Galaxies foram vendidos a peso em ferros-velhos... todos os automóveis passam por períodos de desvalorização, é uma parte natural - e triste - do ciclo.

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    2. A maioria foi usada como doadores de mecânica e até chassis para fazer hot rods.
      Hoje, como todos os antigos no Brasil, estão muito caros.

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  29. Lindos carros. Adoraria poder visitar a loja. Ótimo post, Portuga Tavares!

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    1. Ola Joao Guilherme Tuhu,

      É uma sede de um clube, um lugar para associados e também outros antigomobilistas se reunirem. Seja bem vindo, mas vale à pena lembrar que não é uma loja rsss

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  30. parabéns Portuga, quero visitar!
    abração
    Gian
    www.V8nFUN.blogspot,com

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  31. A todos os entusiastas e colecionadores dos galaxies saudações! Cada um com sua história e dentre tantas, muitas lembranças e passeios inesquecíveis... tenho um V8 302, 1978, carro alinhado e todo revisado, é certo que ocupa um bom espaço na garagem, que as peças de reposição estão ficando muito caras, pneus faixa branca na medida original vai ficando difícil de encontrar, mas com paciência e otimismo, vamos nos divertindo, faz parte da brincadeira.
    A todos meu fraternal abraço.
    José Alves
    jlarquiteto@gmail.com


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  32. Muito bom dia!
    Sou um feliz proprietario de um Landau 1979 Série Especial, gostaria de tirar uma dúvida com relação a pequena grade do parachoque dianteiro. Nesta série, eles possuim tal grade?

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  33. portuga,
    parabéns pelo texto lúdico, emocional e que esgota a matéria.
    permita-me o atrevimento colaborativo de tentar aduzir e comentar.
    assim:
    desde o princípio do movimento colecionista de automóveis no brasil, os veículos nacionais eram considerados meros figurantes nos encontros e concours d'elegance, podendo participar, fazer número, cenário. premiado, não, inexistia categoria para isto.
    quando presidente da federação brasileira de veículos antigos submeti a meus pares a sugestão de criar prêmio específico, um reconhecimento ao esforço e às peculiaridades diferenciativas dos automóveis produzidos no brasil. tive sorte no apresentar a proposta e vi-a aprovada, integrando a legislação que então tentava implantar no setor e na atividade. complementarmente instalei comissão para a definição dos clássicos e veículos de interesse especial dentre os nacionais, que também foram nominados.
    tais definições reconheceram o esforço dos poucos colecionadores que, àquela época, já expunham o interesse patriótico de preservar os nacionais como retrato de salvação de nossa história.
    com relação aos automóveis licenciados com placa preta, mesmo antes de ser dados como prontos, não se trata de desencontro legal ou de falta de cautela na legislação específica, a original portaria 370, posteriormente substituída.
    permita lembrar que, como advogado antigomobilista, falando em nome do museu do automóvel, quando propuz, defendi e negociei a importação dos antigos no âmbito do ministério da indústria e comércio, o espirito da proposta era recompor o acervo automobilístico nacional, dilapidado por desconhecimento dos mecânicos chamados a dar manutenção em carros de mecânica elaborada; exportados; findos. em suma, tínhamos pouco em quantidade e qualidade.
    o sumo da proposta não estava na vaidade de possuir camaros, mustangs, cadillacs, et caterva, massiva porcariada que nada acrescenta ao nosso acervo especializado, ou sequer aumenta a cultura antigomobilista, mas traze-los de maneira diversificada em produtos e origens, de modo a termos um acervo educativo em engenharia, construção e design.
    complementarmente a proposta incluia o argumento que criaria empregos e mercado doméstico ao realizar a importação de veículos necessitando restauração. na prática pouco se gastaria pois o preço unitário seria de carro a ser feito, e criar-se-ia um mercado doméstico em amplo leque de serviços, reprodução de peças e literatura. o brasil poderia, idealmente, desenvolver expertise para vender serviços ao exterior.
    entretanto, recentes gestões da federação brasileira de veículos antigos - cujo caminhar lento e sem direção, por sua falta de prestação de serviços aos antigomobilistas e clubes me fazem lamentar ter sugerido e trabalhado para auxiliar na criação - inventou uma interpretação: que os carros, para ser importados, deveriam estar em condições de receber a placa preta. ou seja, estivessem de tal maneira bons, dispensando os serviços locais - e aumentando o preço de aquisição e a evasão de divisas. como se opera, desconheço. se há vistoriadores nos portos de origem, ou se estão no de chegada; se os vistoriadores são credenciados; se há vistoria ou se há um automatismo desburocratizado e genérico em tal processo .... em suma, dúvidas que permitem imaginar muitos caminhos. legais ou não, todos, com certeza são contra a coragem da proposta proposta, a clareza do conceito, e os interesses do país.
    para lembrar, esta conquista é uma exceção legal, e é um item em portaria. instrumento jurídico de pouca expressão, muito fácil de ser cancelado.
    fico imaginando quais são as razões ou os densos argumentos para tantos e arriscados desvios.
    roberto nasser

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