SAUDADES DE UM VELHO AMIGO

Fotos: publicidade, autor e Marco de Bari

Outro dia desses, eu e alguns amigos estávamos em uma rede social apreciando a propaganda acima, do maravilhoso Ford Corcel II 1980, quando alguém simplesmente definiu o carro como "um lixo", citando também os derivados Belina e Del Rey como "autênticos exemplos de projeto gambiarra brasileiro". 

Em outras épocas, ainda valeria a pena perder um tempo discutindo, tentando explicar que as coisas não eram bem assim; Mas chega um tempo da vida em que a gente se cansa: por volta dos meus 20 anos de idade eu realmente acreditava que um dia seria capaz de me tornar um "formador de opinião".

Ledo engano o meu: hoje eu arrisco dizer que 90% das pessoas não procuram a informação para formar sua opinião. A opinião dessas pessoas já está pronta, baseada sabe-se lá em que fundamento: no fundo o que elas procuram é uma opinião similar que ratifique seu ponto de vista, ainda que equivocado.



Pois bem: ao invés de rebater a opinião divergente de forma colérica e hepática, preferi apontar as virtudes daqueles carros, tão apreciados em seu tempo: econômicos, macios, confortáveis e bem construídos (melhor do que muito Ford "camaçariense" atual).

Tudo bem: sempre vou preferir o Passat ao Corcel (não vou nem entrar no mérito da questão passional), mas não posso menosprezar o projeto franco-brasileiro: o carro tem lá seu valor e sua história, muito além do simples arrimo das finanças da Ford por mais de duas décadas (do primeiro Corcel ao último Del Rey).

Pintou até saudades de um velho amigo: o Corcel L 1983 que pertenceu ao avô da minha esposa (é o simpático que aparece na foto acima). Se eu tinha uma vaga noção da invulnerabilidade da linha Corcel até conhecer minha esposa, hoje digo que sou profundo conhecedor dessa qualidade.

O velho Corcel  estava em mau estado quando fomos apresentados, mas ainda oferecia um rodar suave e tranqüilo. O motor de 1,6 litro era esperto, mas o conjunto não admitia "lenha": juntas homocinéticas e sincronizadores estavam "no osso". Pedia uma tocada com finesse, quase pisando em ovos.

O que surpreendia de verdade era o rendimento: mesmo movido a álcool, pegava "de primeira" no inverno congelante de São Bernardo do Campo, esquentava rápido, tinha pouca vibração e oferecia uma regularidade de funcionamento incomum para um motor carburado, mesmo sem manutenção alguma.


Apesar do conforto, a dinâmica do carro era um desastre: direção imprecisa e freios sem modulação. Um corcovear esquisito, como se as rodas estivessem ligadas a nada. E uma suspensão dianteira bizarra, sem curso de distensão: mesmo sem arrancar forte, vivia no batente inferior, fechando a cambagem.

Mas nada disso era obstáculo: após 25 anos bastou um tapa no cabeçote e uma revisão no carburador, p'ra ficar justinho novamente. Quando finalmente mandamos cuidar da transmissão, presenciamos um milagre: havia gaiola de homocinética sem esfera e tripóide ("trizeta") sem rolete. Chegou rodando na oficina por força divina.

No meu íntimo eu achava uma porcaria de carro, mas aprendi a admirá-lo e depois de um tempo sempre inventava desculpa p'ra dar uma volta nele. Ainda não entendo (talvez eu nunca entenda), mas acima de qualquer coisa, era um carro muito divertido, dispensando qualquer explicação.


Também adorava passear no Corcel no banco do passageiro, com minha esposa guiando: muitos dirão que é a visão dos óculos cor de rosa típica do começo de namoro, mas não. Eu realmente gostava daquele carro, aquela fraqueza simpática compartilhada também por carros melhores e piores que ele.


Tudo ia muito bem até novembro de 2008, quando nos roubaram o Corcel: poxa, o carro não valia grande coisa, mas não estava à venda. Foi-se embora um pedaço de nossas vidas e outro tanto considerável da infância da minha esposa, que cresceu nele. Fiquei bem triste e iniciei uma busca, mas nunca mais o vimos.

Hoje o Corcel é um antigo de preço razoável para se ter e curtir: por não ter fama de esportivo, ele fica longe dos doidos que inflacionam os Passat TS, Opala SS, Charger R/T e Maverick GT. E o melhor: ninguém vai comprar por "modinha", mas sim porque realmente gosta do bicho.

Há algumas semanas eu estava atrás de um Corcel II GT para ilustrar a seção "Grandes Brasileiros" da revista Quatro Rodas. Queria um modelo 1979, pois foi nesse ano que o GT honrou a sigla: motor de 1,6 litro, quinta marcha (com diferencial mais curto) e suspensão mais firme e baixa (com barra estabilizadora traseira).

Encontrei um exemplar em Campinas, em fase final de negociação: estava indo para "um colecionador de São Paulo", que ficou contente com a idéia de ter o carro imortalizado na revista. Conversa vai, conversa vem a a identidade do tal colecionador finalmente aparece: ninguém menos que o colega Portuga Tavares.

Fizemos o ensaio, mas não tive a oportunidade de guiar o cavalo azul: quem sabe numa próxima oportunidade, já que estamos combinando uma viagem para conhecer o acervo de outro colecionador paulista. Por enquanto, fica a saudade do velho amigo que se foi.

FB

Mais algumas fotos:





120 comentários :

  1. No texto da revista diz que o volante era forrado com couro. Está errado, não existia volante forrado na época. Alguém colocou para dar acabamento ao volante recentemente.

    Na época era tudo de plástico, inclusive os bancos (curvim).

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    1. Anônimo,
      O que se fazia "a rodo" nesses carros era substituir os volantes originais pelos da marca Walrod, de três raios, e que vinham com revestimento em courvin (e não em couro).
      Não sei quanto ao Corcel, mas o Maverick GT, tanto em sua primeira quanto em sua segunda fase (73-75/76-79) vinha com o volante encapado com courvin 012, no primeiro o volante de dois raios e no segundo, o de quatro raios igual ao dos Galaxies mais novos, sendo que em '77 foi o único ano em que o Walrod de três raios ficou como original de linha.
      Não duvido que o mesmo esquema de encapamento tenha vindo para o Corcel GT, dada a quantidade de componentes que os dois automóveis compartilhavam.

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    2. Engano seu, meu caro: o volante dos Corcel II GT era forrado sim, mas em curvim. Era idênticos aos usados nos Maverick GT de 77 a 79, e também foi usado nos modelos Hobby de 80 a 82.

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    3. Eu nem entro no mérito de discutir quando vejo alguém chamando determinado modelo de lixo. Acho que não existe crítica mais rasa e parcial do que essa e, se o sujeito assim diz, a conversa que dali segue é só estresse.
      É muito diferente de se falar bem ou mal de um modelo que está no showroom de uma concessionária e de outro que já fez parte das lembranças e vidas de uma geração. Se houver pessoas que foram felizes no banco de trás de um Del Rey ou Corcel, de nada adiantará dizer a estas que o carro é ruim por este ou aquele aspecto negativo, ou pior, dar um dos mais baixos rótulos a um carro que antes de tudo guarda vínculos emocionais com alguém.
      Eu gosto do Corcel e do Del, não por já ter tido algum destes, fato que inclusive lamento, mas porque acho serem bons carros, econômicos e bem acabados, fora compartilharem peças com outros automóveis da mesma época e marca com os quais tenho maior afinidade.
      Ainda quero ter um Del CHT. Dizem ser um mini Galaxie em termos de rodagem, que gosta de dar lá suas adernadas com passos bem macios. Para muita gente realmente é uma porcaria andar em um carro cuja suspensão não seja um exemplo de comportamento dinâmico, mas para mim é a experiência de algo completamente diferente do que há hoje no mercado, e são as coisas diferentes que me encantam.

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    4. PS:
      Mr. Car,
      Saiu um anúncio de um Polara 80/81 automático no olx do RS (DDD 51) que vale a pena ser visto. O dono pede R$ 6.900,00 pelo carro que, por foto, aparenta estar em ótimo estado. Aliás, foto é foda, não dá para ter a melhor das noções, mas o interior está em excelentes condições e a carroceria, com nada fora de alinhamento.
      De repente... Se o carro for o que aparenta nas fotos, acho pouco crível que se ache igual ainda nessa faixa de preço.
      (Não tenho acesso ao link agora).

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    5. Anônimo29/04/13 12:09
      Dependia do modelo .

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    6. Belo comentário o seu das 13:10, Charles.

      Assino embaixo.

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  2. Que lindo esse GT azul!! Mas sem dúvida, o mais impactante dos GT's foi o 1978 "Capa Preta"!.

    Abraços

    Zé do Galo

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  3. Pode ser resistente, econômico, e até ter algumas outras virtudes, mas não é um carro de Autoentusiasta, na minha opinião. Nunca tive e preferia Passat, Dodginho, Chevette... mas tive um
    cunhado que era vidrado nas Belinas. Chegou a ter duas em casa, uma pra êle e uma pra minha irmã. Pode???

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    1. Autoentusiasta é entusiasta de qualquer carro...Quem é entusiasta só de carros de alta performance, gosta é de outra coisa.

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    2. Pois justamente é este o problema de algumas opiniões, quando você diz "que nunca teve e preferia o Passat" ! Tive os dois e sinto saudades tanto de um como de outro - o Corcel II pelo seu espaço interno e visão amplos, bem como o rodar confortável (até hoje um dos preferidos em regiões com estradas de chão).

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    3. Carro de autoentusiasta é aquele que, de alguma maneira (e existem muitas maneiras) diverte. Então até o pobre corcel pode ser carro de autoentusiasta.

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    4. nrporto,
      você está simplificando o termo "autoentusiasta" com "entusiasta de carros com alto limite de esportividade"

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    5. JJ, não é bem isso... para vc ter idéia, sou Autoentusiasta de fuscas, que não são nada esportivos. Tive também por muito tempo um MP Lafer TI,
      que como vc sabe, é um rojão... rsrsrs. É que Corcel, Belina e Del Rey eram muito xoxos e eram muito moles de suspensão. Enfim, adequados para quem gosta de carro para andar sossegado.

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  4. Rafael Ribeiro29/04/13 12:31

    Vejamos o que diz o dicionário Michaelis:

    entusiasta - en.tu.si.as.ta adj m+f (gr enthousiastés) Que se entusiasma; que se exprime com entusiasmo; que se dedica vivamente a uma coisa: Entusiasta pela música. Antôn: indiferente, frio. s m+f Pessoa que se entusiasma; admirador fervoroso; sectário fanático.

    Concluo que ser Autoentusiasta não implica automaticamente em excluir aqueles que gostam de carros que não sejam de alto desempenho ou esportivos. Basta gostar de todos ou de determinados modelos. Corcel, por exemplo.

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  5. Felipe.
    Meu tio teve um Corcel, devia ser 75 ou 76, não lembro bem... Infelizmente ele também foi roubado, por volta de 96, em frente a casa dele. Era prata e fora reformado no final dos anos 80. Usávamos para ir assistir aos jogos da Portuguesa no Canindé e com isso ganhou o apelido de "Lusamóvel". Era um barato... meu tio e meu pai na frente, eu e meus dois primos atrás. Ainda lembro do cheiro do courvin dos bancos baixos, sem encosto de cabeça, os 4 vidros abertos (coisa rara em carros 2 portas), o rádio anunciando a escalação do jogo e os retrovisores vibrando à 90 km/h na Dutra.
    Impressionante como os carros fazem parte de nossa vida.

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  6. Victor Gomes29/04/13 12:35

    Tudo bem que o Corcel pode não ter sido grande coisa, mas chama-lo de "lixo" é um exagero. Se fosse o caso dele ser um, não teria tido uma segunda geração e não teria dado origem a outros modelos.

    Um cara que diz isso, não gosta de carros. Falei isso aqui uma vez, mas repito: Todo carro tem potencial. Todo carro pode ser bom, dependendo do quanto de paixão, dedicação e claro, dinheiro, você tem para por nele. O quanto ele vai ser bom dependerá também do que você considera que é bom para si. Tem gente que se contenta com pouco, outros não.

    Pra mim o Corcel é um desses carros que tem potencial porque foi esquecido por muita gente. Os preços do mercado estão aí pra confirmar esta tese. É aquele tipo de carro apagado na paisagem. Aquele tipo que ninguém nota, que ninguém percebe. Daqueles que muitos, principalmente os jovens de até 25 anos, nem sabem o nome, a origem e muito menos a história. A curto prazo, não será objeto de desejo do atual mercado, como é o caso do Passat TS agora. E quem não compra um TS, pois o acha supervalorizado, vai atrás de um Passat "comum", na esperança de um dia chegar lá no TS. E assim, essa gente vai pesquisando mais sobre o carro, sobre seus desafios mecânicos, sobre suas qualidades e defeitos perante concorrentes da época. Essa gente acaba formando clubes e fóruns da internet, que dependendo da organização, podem crescer e ganhar destaque. Outros farão projetos de excelente qualidade, em nível de "primeiro mundo", melhorando o motor, suspensão e acrescentando detalhes estéticos que, sem dúvida, inspirarão muitos outros e chamarão a atenção de tantos outros que pergutam "Que carro é esse?", ao se deparar com projeto tão bem executado.

    O Corcel tem tudo para seguir por esse caminho. Mas ainda assim, me pergunto se, daqui a vinte anos ou trinta anos, carros como o Effa M100 terão algum potencial...

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  7. Eu dirigi umas Belinas e lembro daquele andar macio e lento. Aquela alavanca de cambio perdida e o volante hiper desmultiplicado. Mas era gostoso dobrar uma esquina devagar, dando varias voltas no volante, procurando a terceira la no tocafitas e curtindo o bom banco macio e confortavel.

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    1. Aquêle andar macio e lento mais alavanca de câmbio perdida é triste... E dobrar a esquina devagar, dando várias voltas no volante; não me entusiasma nada. Prefiro um fuscão nem tão confortável mas bem espertinho!!!

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  8. Bitu,
    bom retorno ao blog, Escreva bastante.
    Bacana ver algo sobre Corcel II, ainda mais fechando com o GT.
    Correta escolha do 1.6, mas aquela decoração do modelo 78 era excepcional.
    Qual o nome desse azulão do carro do Portuga Tavares ? deve ser muito raro, eu, sempre ligado nesses carros, não me lembro da cor.

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  9. Sem dúvidas um belo carro embora possuidor de passat um carro como esse e sempre bonito de se ver ! Parabens pelo post e ao portuga que poe o bicho pra rodar como no passeio dos dodge !

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  10. Me arrependo amargamente de ter vendido o meu. Como foi dito, o Corcel II é um carro pra ser guiado "na manha", curtindo o passeio e o seu amplo espaço. O Passat é muito mais carro ao se rodar rápido, mas a solidez do Corcel II é admirável e se perdeu no tempo.

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  11. Que lindo! Não me lembrava de um Corcel II GT nesta cor. E sou da turma do Bob Sharp: não existe carro "lixo". Pode ser ultrapassado e por isto mesmo ter um projeto que não ofereça tanta segurança ou ainda uma motorização longe dos refinamentos modernos, mas lixo, não. E em se tratando de antigos então, perdôo tudo, he, he! Também tenho saudade do Corcel II, em especial do caprichado "Luxuosa Decoração Opcional". E numa dessas esquisitices que acometem os corações e almas autoentusiastas, palavra de honra, fico realmente (e muito) agoniado de ver uma propaganda como esta do Corcel II, e saber que se eu correr até a concessionária, ele não vai estar lá, 0km, tinindo de novo, para ser comprado.

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    1. Perfeito, Mr. Car. Não existe carro 'lixo'.

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    2. É isso ai Mr.Car
      Voce tem o coracao de um antigomobilista!
      Infelizmente as pessoas hje em dia nao sabem apreciar um carro como esse e como muitos outros fantasticos que por aqui foram produzidos.
      Outro dia deixaram um comentario sarcastico e ironico sobre a qualidade do JK e do 2300. Fiquei triste de ver tanta falta de cultura e des-entusiasmo automotivo de alguns leitores.
      Mas nao fique agoniado em nao poder comprar um Corcel II 0km
      É gostoso pode garimpar um antigo e desfrutar a exclusividade de se ter um deles. E digo isso independente do carro e de seu valor. O que importa é que aquele modelo escolhido faça sentido e he de satisfacao.
      Abracos

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    3. Eu li o (infeliz) comentário sarcástico, he, he!
      Abraço.

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  12. Bitu,

    Muito legal ver que o amigo tem ótimas memórias dos Corcel II...
    Como vc. mesmo disse acima, esses carros tem meio uma relação do tipo "ame ou odeie", e em casa sempre tivemos Passat e Opala nessa época, mas em meados anos 80, quando eu finalmente estava "habilitado", meu pai começou a comprar uns carros pra revender no Anhembi nos finais de semana e naquele tempo percebemos que o mercado de Corcel II e Belina, além do "primo-rico" Del Rey, era bem aquecido. Começamos a comprar esses carros e acabamos nos apaixonando por eles.
    Quando eu passei por alguns apuros financeiros no começo da vida de casado, sempre comprei um Corcel pra vencer essas épocas: eram carros resistentes, macios, confortáveis e bons de guiar. E a vantagemd e boa parte deles não ser "esmerilhada" como os VW e GM do mesmo período.
    Tenho especial saudades de um Corcel II L ano 1981, a álcool, vermelho, completíssimo com ar condicionado de fábrica, que eu usei muito pra ir à faculdade em fins dos anos 80...
    Acabei vendendo por um preço alto ao sogro de Denisio Casarini, e ele ficou um bom tempo com esse Ford !
    Há três anos atrás puxei uma pesquisa pelo RENAVAM e descobri que o carro continua rodando em MG...Tomara que tenha passado pelas mãos de gente cuidadosa, ele era LINDO !
    Abração direto do Sul, meu camarada !

    Mário Buzian - Ivoti/RS

    PS: meu último Corcel II era idêntico ao da tua esposa, ano 1983, L a álcool - o meu era verde-claro metálico, e "segurou a minha onda" em 2004 - carro valente !

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    1. Grande Buzian, saudações!

      Estou fora do FB. Não vamos perder contato.
      evzanetti@gmail.com

      Moparabraço!

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    2. Edu, teu contato já está salvo !
      Vamos nos falando, meu caro !
      Abração !

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  13. Aléssio Marinho29/04/13 13:04

    Corcel é um tanque de guerra, tamanha a sua resitência e simplicidade.
    Aos 18 anos tive um Del Rey Ghia. Era um carro velho de "velho", mas foi um grande companheiro. E no ano passado tive uma agradável surpresa ao ver um Corcel II rodando no Chile, pois não imaginava que tivesse sido exportado.

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  14. O Passat e o Monza eram bons carros, mas eu preferia o Corcel.

    Naquela época meu pai e meus dois irmãos mais velhos tinham cada um o seu e o meu primeiro comprei somente em 86. Na verdade, uma Belina 84 que me serviu muito bem.

    Pena que em 19 carros que comprei até o momento, nunca mais tive a oportunidade de ter um Ford. Desisti de procurar suas revendas nas duas últimas compras.

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  15. Meu pai teve um Corcel II L, 1982. Bom carro, lembro bem da maciez do carro e da caixa de marchas que foi quebrada de um jeito que nunca vi a 5ª funcionando (meu pai é cupim de ferro). Mas era muito bom andar nele! Eu gostava da luz de cortesia quando abria a porta e de vários outros detalhes que uma criança percebe num carro.

    Uma questão: Quantos litros cabia no tanque do Corcel? Autonomia para ir e voltar do Rio a São Paulo é muita coisa.

    Lucas Franco

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    1. 57 litros. Tive um 1982 1.6 gasolina 5 marchas e fzia SP-Rio-SP com um tanque.

      Abs, Paulo

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  16. A seu tempo, o Corcel era quase um Corolla de hoje. Detestado por entusiastas (não todos), mas idolatrado por quem queria conforto, economia e solidez. O Del Rey pode ter sido enganação por ser um Corcel de luxo, mas hoje muitos adoram Fiestas e Sanderos com cara de jipe...

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    1. FS
      Disse bem, "não por todos"..... [:-)

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    2. FS29/04/13 13:46 " Corcel era quase um Corolla de hoje". Corolla não é um carro econômico.

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  17. Acho que cada fabricante na época tinham seus carros com propostas diferente,Passat desempenho ,Corcel conforto ,Monza tecnologia,entre alguns exemplos ,mas para mim ,todos carros fantásticos,fiquei indignado quando levaram a mão armada o Corcel 2 marrom castor quinta marcha impecável do meu tio em 1991.

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  18. O corcel seria algo bem sério com o motor 2.3 do Maverick; espaço no cofre - ainda mais no sentido longitudinal - tinha...

    Mas mesmo assim, longe de ser um "carro lixo"; talvez molenga e submotorizado; mas naquela época...quase todos o eram na sua faixa de preço.

    Eu convivi um tempo com um Corcel I e ele apenas confirmou porque eu nunca gostei do carro; todavia...a kombi, modelo que também não me dizia nada, virou grande companheira de farras, e eu a uso quase todos os dias sem necessidade alguma de tirar proveito da sua maior qualidade: a capacidade de carga. Quando chove então...é quando faço mais questão de aproveitar a suas características únicas.

    É um singelo exemplo de que alguns carros menos cotados podem conquistar nossos corações, sem nem ao menos entender por quê...como diria E.Poe; "Toda paixão deve ser respeitada", e devemos pensar 3 vezes antes de criticarmos violentamente os gostos dos outros.

    De todo modo, esse Corcel GT que eu tenho na minha QR é quem sabe o Corcelão mais bonito que já vi...e eu não seria nada infeliz em ter um exatamente igual a esse, para fazer par - quem sabe - a um dos últimos da linhagem...um Del Rey Ghia com motor Volks, aquelas rodas em liga leve que foram as mais classudas já desenhadas e manufaturadas; aquele veludo macio que tomava conta de todo o inteiro...etc.

    MFF

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    1. espaço até teria...problema é aquela barra acima da caixa de cambio e uma caixa/diferencial dianteiro para o 2.3...

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  19. CCN 1410,
    bela piada. Realmente, concessionário Ford é tão difícil de ver como cabeça de bacalhau.

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  20. Tive um desses, 1983, motor 1.4, azul calcinha metálico. Andava bem, mas ficava muito atrás do 1.6. Ótimo carro, delicioso de dirigir. Bem acabado e estruturado de carroceria. Muito resistente. Muito econômico, mais do que muito 1.0. Um carro que me deixou saudades. Troquei-o por um Escort GL 1.6 CHT, outro bom carro.

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  21. E para não perder o mérito, nem a lembrança, cabe aqui mencionar o Corcel ll de duas séries distintas : - Campeões e Laser.

    O primeiro era preto, com faixa lateral dupla dourada, com rodas com sobre-aro cromado. Um espetáculo automotivo como poucos.

    O segundo, prata, com faixa lateral de linha nas cores azul e vermelha. Outro espetáculo na linha Corcel.

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  22. Eu andei cerca de 20 anos dentro de algumas Belinas.

    Ao todo foram 4 unidades. 2 delas lado a lado por muitos anos.

    Ainda temos uma 1988 que continua a prestar seus serviços.

    Sentimentos a parte e respeitando sua senioridade, foram ou ainda são excelentes automóveis. Cumprem para aquilo que foram feitos.

    Vou ter uma novamente muito em breve, para matar a saudade e andar todo dia.

    Rafael Aun

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  23. Olha, pra falar a verdade, lixo, lixo eu não considero. Mas concordo com algo que foi escrito ai, é um carro que tinha/tem potencial. Assim como muitos que foram lançados da ford, da para contar nos dedos quantos ford tem um acerto que agrada, principalmente os mais antigos (infelizmente alguns recentes ainda acontece).
    Tem suas qualidades, alias algumas que a ford parece querer manter, como um melhor acabamento e conforto ao rodar. Mas tambem tem os defeitos, alguns ou outros que a ford insiste em perpetuar... Mas creio, que parece algo com a ford brasileira, parece e sinto que o problema só ocorre aqui. Carros ruins de curva, escalonamento esquisito e mecanica fragil e cara (em alguns carros).

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  24. No começo dos anos 90 meu pai teve que vender seu novíssimo Kadett GL dourado, com menos de 5 mil km. Rodamos por um bom tempo num Corcel II 1.4 do meu avô. O carro era feio de doer! Cor amarelo gema de ovo batida, muito estranha, pra fazer jus ao salutar hábito de comprar carros de cores estranhas, tendo passado por Bandeirante verde-búzios e Vectra 97 quase roxo.
    Era macio, aguentou o rojão como precisou e ainda ganhou, pelas mãos de um moleque que não preciso citar quem, uma série de belos buraquinhos redondos feitos com o infalível acendedor de cigarros no assento do passageiro.
    Ouvi várias vezes de colegas de alguns colegas de classe, cujos pais andavam de Santana e Monza zero km, que meu pai não tinha dinheiro nem pra pagar a mensalidade do colégio, que eu estudava de favor, que eu não tinha lápis de cor, mas tudo passava batido, afinal o Corcel empinava a frente em qualquer saidinha de sinal.
    Meu outro avô sempre teve Del Reys e Belinas. Foram vários, começando por uma Belina I. Um Del Rey Ghia CHT foi me buscar na maternidade, foi o carro da minha primeira viagem à praia e tinha o acessório mais lindo do mundo que eu nem sabia para quê servia, e exibia os números num azul esverdeado que até hoje arrancam suspiros de muita gente por ai. E o que hei de dizer do painel mais completo e bem executado do planeta?

    Carros de verdade fazem falta. Onde foi parar a carronalidade?

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  25. Perdi de comprar um desses de um Sr. que morava na minha rua, era ano 1982 cor marrom, só que do modelo L, o detalhe que o carro era de único dono com 120 mil originais, tinha até os adesivos com instruções no porta malas, o dono faleceu e os filhos venderam o Corcel do "Seo Edgard" por módicos 6000 reais. Pena que descobri tarde demais, era um carro muito novo mesmo!

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  26. Eu tenho um GL 84, que o comprei por acaso do meu tio. É meu xodó: confortável, econômico (tanto com manutenção como com combustível), não é visado e muito resistente!

    Eu tinha preconceito com o carro até o tê-lo - e hoje sou um defensor do modelo! Todo carro tem uma proposta e temos que, antes de qualquer análise, respeitar essa proposta para depois fazer qualquer julgamento.

    Na sua época, não existia nenhum carro familiar que unisse conforto e economia como o Corcel e não podemos esquecer desse detalhe ao querer comparar com qualquer outro carro de sua época.

    Abs!

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  27. mas ce sabe que o Constantino Jr, dono da Gol, antes de aprender a pilotar jantinhos, pilotou um Corcel pelas ruas de Brasília? O cara costumava dizer: quem consegue botar um Corcelzinho p/ correr é capaz de pilotar qualquer máquina...

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  28. Foi como disseram outro dia aqui no Blog, basta comparar o estado dos Passat com os dos Corcel que andam na rua hoje em dia para ver o quanto o Corcel é mais resistente. Passei a respeitar o Corcel justamente depois de fazer isso!

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    1. Perneta29/04/13 15:01
      O calcanhar de Aquiles dos Passats mais antigos sempre foi a lataria ,talvez por isso quase não são mais vistos ;

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    2. Acredito que a questão aí não é resistência, mas sim de proposta. O VW Passat tinha certo apelo esportivo até nas versões mais simples que se traduz em usos mais extremos, consequentemente as avarias são maiores. O Ford Corcel era de estilo mais sóbrio e de público mais familiar que se traduz em uso moderado e, portanto, de conservação melhor.
      Pessoalmente acho incorreta a comparação de dois automóveis de propostas diferentes.

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    3. CAFiletti29/04/13 17:30 Sou fã de Passats mas a sua lataria sempre foi um problema ,apodreciam as caixas de ar e os para-lamas,minha familia sempre teve Passats ,sei do que estou falando.

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  29. E esse Uno CS Top cinza estacionado na frente do Corcel?

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    1. Merece um post, he, he! Aliás, hoje comprei meu Uno: da coleção "Carros Inesquecíveis do Brasil", coleção esta que foi tema aqui mesmo no "Autoentusiastas", de um post do Bob Sharp. Caprichadinha a miniatura, he, he! E também levei o SP-2, igualmente bem feitinho.

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    2. Caro Mr. Car, estou comprando alguns desta coleção. Já viu o Ford Del Rey e o Galaxy? São muito bem feitos.

      E esta Uno "cor-de-uno" também está linda.

      Abç!

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    3. Os dois (Del-Rey e Galaxie) estão na minha "garagem", he, he!

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  30. É incrível como muitos dos tios têm (ou tiveram) Corcel e Belina... Na minha família são dois.
    Um deles tem um Hobby e outro uma Belina LDO, ambos 81, desde zero quilômetro.
    Para mim a característica mais marcante desses modelos é: como pode um carro com entreeixos tão longo ter tão pouco espaço interno? É quase impossível realizar o "eu sentado atrás de mim".

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    1. Sentar atrás de mim era fácil, uma perna esticada entre o banco e a porta, outra dobrada. No melhor estilo sentado no sofá de casa.

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  31. Pois é! Lendo o post do corcel onde foi descrito o estado que este chegou "rodando" para um "tapa" na transmissão, lembrei imediatamente do relato de um amigo, proprietário de uma BMW 325 2010/2011, com exatos 39.000 km rodados, que ao apresentar falha crônica na marcha lenta com o motor frio, teve o mesmo aberto em oficina especializada, aonda foi constatado desgaste excessivo no colo do eixo de comando e tambem no assento deste ( que não permite retífica! ) a tal folga provoca uma perda de pressão que por sua vez, altera todo o comportamento do motor...Preço por baixo da brincadeira: 40 mil!!!! Motivo do defeito: Falha no tratamento termico do eixo do comando e consequente desgaste do colo de assentamento deste que, deve ( ou deveria! ) ter uma fina camada de endurecimento, uma vez que a liga de aluminio não possui nenhum tipo de casquilho para troca... E há quem critique nossos velhos motores da decada de 80!

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    1. Huttner, aí é falha grave mesmo, mas nada impede (a não ser a dificuldade de produção de provas, é claro) que o defeito tenha seus custos arcados pelo fabricante/fornecedor. Quando temos um defeito que só pode ser constatado na sua manifestação, pouco importa se o bem durável está dentro ou fora de garantia, pois aí ocorre o chamado vício oculto ou redibitorio, e o prazo para buscar ressarcimento na justiça começa a fluir deste ponto em diante.
      Não sei se faz muito tempo ou se seu amigo já tomou providências, mas vale ressaltar.

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    2. Charles, o meu amigo, que conhece um pouco "bastante" de mecãnica não é bobo e está mexendo os "pauzinhos" para tentar ser atendido...De qualquer forma, o que eu não posso aceitar, é um carro deste preço e categoria apresentar uma falha destas...Já não bastasse as 118 e 120 2009/2010, fumando feito chevette com 180 mil km aos ainda imaturos 40/50 mil km, pela simples decomposição dos vedadores de valvula, agora as 325, ícones da marca, com defeitos de carro chinês de primeira geração!

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    3. Huttner,

      eu não acreditava nessa história das BMW fumantes. Até que um dia parei atrás de uma dessas no sinal. E fuma mesmo! Segundo um amigo, "BMW caipora!"

      Abraço

      Lucas CRF

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    4. Alumínio e aço são tribologicamente compatíveis. Por isso não é necessário tratamento térmico pro mancal do comando se o cabeçote é de alumínio. O problema é que BMW do Brasil está utilizando um lubrificante fora da especificação e que conforme está no manual da ACEA pode danificar o motor. E os BMW não estão preparados para utilizar ACEA A5/B5.

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  32. Outro dia estava conversando com um amigo, pessoa que eu considero e muito, e falavamos justamente que a linha Corcel/Del Rey e derivados que possuiam uma excelente ergonomia de conjunto para o motorista.

    Dirigi muito Belina na minha vida, uma Belina L 1984 (segundo soube, série Astro). Macia como ela só, e isso sem falar no motor CHT que apesar dos 300 mil km e de queimar um bocado de óleo, ele não rajava.

    Meu avô teve também uma Belina Del Rey 1988. Direção hidraulica macia, conforto ímpar, acabamento Ford. Apesar de anêmica, a Belina era muito boa e aguentou bem o tranco nos seus 200 mil km rodados.

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  33. O pai de um vizinho tinha um 1983, acho que L, verde metálico parecido com o da segunda foto.

    A característica que mais me vem à mente, hoje em dia, é o comprimento daquelas portas... devia ter 1,5 metro. Hoje em dia, parar nas vagas apertadas de shoppings e supermercados e embarcar/desembarcar com essas portas deve ser uma arte.

    _____
    42

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  34. Rafael Gil29/04/13 16:30

    Caramba, a minha memória mais antiga é dentro de uma Belina Corcel II LDO, Branca (se não me engano era 1979, mas tenho que confirmar com o meu pai). Eu tinha uns 3 ou 4 anos de idade (1989 ~ 1990), e estava chorando pq o meu pai tinha trocado o "fusquinha" nela, rsrs. Foi a primeira coisa que vi e consigo me lembrar até hoje. Pra mim esse carro sempre será especial.

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  35. Lixo?! No Br 650mil entre 78 a 86...naada mau!! Bem lembrado na introdução do post, nem sempre a maioria eh dona da verdade nesses casos. Quem jah teve vinte e poucos anos a mt tempo atrás e não cansa de dar socos em ponta de facas, pode afirmar: opinião confiável soh vem daquela minoria de 10 p/c que pratica a pesquisa como base. Ab LAMSampayo

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  36. Que delícia esse texto! Lembrei em detalhes de todos os Corceis que meu pai teve durante minha vida. O primeiro foi um Corcel I que não tenho muitas lembrança, pois eu tinha menos de dois anos. Lembro do carro, era branco, com listas negras finas, rodas de magnésio, faróis de milha amarelos cibie e encosto de cabeça nos bancos, daqueles que eram vendidos em equipadoras, nome comum das casas de acessórios no interior da bahia. O segundo foi um Hobby 1980. Era lindo! Meu pai adorava o carro. O terceiro foi um 1984 GL. Esse foi o que eu mais gostei. O ano foi 1987, meu pai comprou ele para viajarmos. Era quase novo, tinha interior monocromático, retrovisores com regulagem interna e bancos de veludo. Ficamos com ele até 1988 quando meu pai trocou. Nessa época também tínhamos uma Parati Souza Ramos, toda invocada LS 1985. Meu pai trocou o Corcel por um Escort Guia 1987 e a Parati por um Fiat Uno. Tempos mais modernos, porém sem a mesma graça do velho Corcel II, carro que voltou a nossa garagem em 1991 quando o plano Collor levou momentaneamente o sussego de nossa família. Era um Branco LDO ano 1981. A princípio odiei o carro, pois tínhamos dois carros novos e passamos para um jovem senhor com 10 anos de uso, mas durante o tempo que ficamos com ele, foram só alegrias, que serviram de preparação para outra paixão que tivemos, um Monza SL/E 1988 4 portas. Lindo, moderno e 2.0. Lembro que chorei quando meu pai vendeu o mesmo e comprou uma Fiorino LX porque havia comprado uma fazenda e queria um utilitário. Depoia disso o mundo evoluiu e os carros se tornaram mais sem alma para mim. Os Kadetts, ipanemas, Astras, Tipos etc nunca marcaram minha vida como os Corceis, tanto que se hoje trabalho na Ford, culpo o Corcel GL 1984 por essa paixão pelo oval azul.

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    1. Speed boy,

      Quando é que vem o Focus MK3?

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  37. Sabe que entrar/sair de locais apertados não era complicado. A porta é "reta" e não exige tanto esforço assim. Uma porta moderna é mais abaulada e quando passa o corpo não passa a cabeça. Lá em casa ao estacionar os retrovisores passavam um dedo de cada lado e com as duas estacionadas o espaço ficava apertado, mas não impedia o acesso.

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  38. Felipe,

    Eu também cheguei a crer que poderia ser um "formador de opinião", mas cheguei a mesma conclusão que você.
    Além do mais quando alguém chega a dizer que determinado carro é um lixo há pouca chance de diálogo mesmo. Eu conheço muito bem o Corcel II, meu pai teve um 1.6 L 80 de quatro marchas, comprado zero km. Era um luxo para a época, um carro que tinha muitas qualidades e alguns defeitos, como qualquer outro.
    Era um carro realmente muito confortável e econômico para a época e eu tive o privilégio de dirigi-lo bastante.

    ABRAÇOS.

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    1. Eu queria ter escrito: "tinha muitas qualidades e algumas limitações, como qualquer carro.
      Eu tive um Fusca por quatorze anos e sempre dizia que ele não tinha defeitos, mas características próprias.

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  39. Primeira , segunda , terceira, quinta , quarta so nas ultrapassagens ou aclives longos
    era assim se dirigia Corcel 5M e era assim que mandava o manual.

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  40. Hoje se vê mais Corcel do que Passat por vários motivos: Passat era carro de boy, Corcel não. Muitos foram esbagaçados com perda total. Passat continuou sendo usado como carro de boy (boy de vila), com turbão "tres-quilo-e-meio", socados, rebaixados, com túnel trincando. Corcel é carro de pintor de parede, serralheiro e outros profissionais que andam manso para economizar. Sem falar que andando no mesmo ritmo do Passat, o Corcel não dura muito: acaba até mais rápido que o próprio Passat.

    Ficam falando que o Passat não dura, vão pro Iraque ver quantos ainda rodam.

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  41. Filipe_GTS29/04/13 18:10

    Esses caras que chamam de lixo sem sequer ter visto um desses pessoalmente são tudo piá de prédio, criados pela avó, viciados em videogame.

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  42. Na década de 1980, Corcel II e Del Rey eram os carros médios mais confortáveis e de melhor custo/benefício.

    Tive uma Scala Ouro e um Del Rey Ghia. Mesmo quando quebravam, eu não ficava chateado: valia a pena consertar.

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  43. Palavras de quem possui uma Belina 1.8 Ghia 89/90 (EU!). Turbinada e injetada...

    Durante a produção do Corcel: de 69 à 96 (última Pampa...)
    Opala: L4 e L6.
    Maverick: L4, L6 e V8.
    Dodges: V8.
    Chevette: 1.4 e 1.6.
    Passat: 1.5, 1.6 e 1.8's'.
    Monza: 1.6. 1.8 e 2.0.
    Gol: Sem comentários. De 1.0 anêmico à 2.0 16V bons para a época.
    Uno: 1.0, 1.3, 1.4, 1.5, 1.6 (os dois últimos com versões esportivas "de verdade") e o abençoado 1.4 Turbo.
    Tipo: 1.6, 2.0 e 2.0 16V.
    Kadett: 1.8 e 2.0 com versão "esportiva de verdade".
    Escort: 1.4, 1.6, 1.8 e 2.0 com versões "esportivas de verdade"...
    Etc...

    Opala, Dodges e Mavericks são "idolatrados" pelas versões mais potentes. POUQUISSIMAS pessoas possuem alguma versão "anêmica" em estado bacana de conservação. A maioria dos ditos "entusiastas" só querem saber das versões mais potentes. E que me perdoem: Eram o "lixo" que sobrou dos americanos e europeus. Maverick competia com o "VW Sedan"... Aqui tinha status de "carro de luxo". Dodges sempre tiveram opções de motores melhores lá fora. Opala foi uma "aberração herege abençoada pela fábricante" (montadora na época) assim como os Del Reys "AP". Projeto europeu com motor (velho) americano...

    Monza e Chevette. Bacanas. Mas o Manta não durou muito tempo no mercado europeu. O Chevette então, nem se fale! E os Opels tinham versões BASTANTE entusiastas. Versões com motorizações muito mais bacanas mesmo. Esportivos de verdade. Aqui não tinha nada de muito entusiasta, pois já estavam defasados. Mas isso não tira o mérito de BONS carros para a realidade tupiniquim para suas épocas.

    Passat. Audi 80 tropicalizado. Um carro realmente bacana para a época de lançamento, IMHO. Mas nada de empolgante, exceto seu comportamento dinâmico. Também pudera. O mais "atualizado" veículo do mercado nacional para a época de lançamento. Mas o motor não era tudo isso tmb...

    Escort e Kadett. São lembrados os XR3 e GSi. O "menos piores" tinha motor VW e um "remoçado" família II com comandinho "brabo". Nenhum ajuste significante na suspensão. Nenhum Cosworth 4x4 ou Super Boss 2.0 16V, por exemplo.

    Tipo... Hmmm... 2.0 16V. Ok. Chega.

    O mal da linha Corcel/Del Rey foi a motorização e dinâmica, assim como percebo em alguns FIATs. Tivesse a Ford tido como opcional um Kent Crossflow/Valência ou Lotus (Em uma cara versão "Hobby") e alguma versão V6 (Essex/Cologne...) no Del Rey, certamente estes "entusiastas" teriam uma outra visão.

    Eu, particularmente, gosto muito de carros inusitados. Ogrices mesmo. Se tivesse condições (tempo, grana, maquinários...) teria transformado minha Belina Turbo, em alguma coisa como o AG faz com Chevettes e Opalas. Um V6 tração traseira ou uma verdadeira Belina 4x4. Uma "Belina RS2", quem sabe?

    Gosto da linha Corcel/Del Rey, especialmente as versões "peruas", dado que em casa tivemos pelo menos 7 na década de 80. Cresci dentro delas. Creio ser, no mínimo inusitado uma traquitana como meu carro acelerando "um pouco mais" que muitos esperam. Tenho plena ciência e consciência de suas limitações. Não é nenhum canhão. Não freia. Não faz curvas (como um esportivo...). Não tem o espaço interno de um Opala/Caravan dado sua categoria. Mas tem lá seus predicados, assim como qualquer CARROÇA produzida no mesmo período, em terras tupiniquins.

    O que o tupiniquim mediano precisa aprender, IMHO, é não "gozar com o p@u dos outros". Aqui tivemos (temos... :( ) carroças. Sejam elas quais forem... Umas mais carroças que outras. Mas todas são.

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    1. hehehe, na medida do possível até faz umas curvas interessantes...mas freiar, é um deus nos acuda.

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    2. Os Del Rey/Belina AP 1.8 foram maravilhosos. Especialmente os 'Ghia'. Andei muitos quilômetros com eles, embora não fosse o proprietário.

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    3. Eu tenho uma Belina 1.8 Ghia. O carro é bacana... Mas nada muito além disso. OK para a época em que condicionador de ar, aquecedor interno, direção assistida e duo elétrico era sinônimo de "carro completo".

      Só uma coisa que eu realmente sinto "saudades" daquela época. A tapeçaria (veludo). Mesmo sendo um "carro de plebeu enfeitado", o acabamento das portas, bancos e lugares onde hoje só vemos "prásticu", tinha um acabamento razoável/bom. Não ótimo... Mas bem mais agradável ao toque que os "plásticos fofinhos" que temos nos painéis dos carros mais caros.

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  44. Nunca gostei muito de Corcel, Del Rey e Belina, mas eles tinham seu público e valor sim..... acho que a Ford deu umas pisadas na bola, talvez um motor mais potente e um acerto melhor de suspensão fariam dessa linha carros muito melhores... pena que o AP 1800 chegou tarde à estes carros....
    O pai de um amigo teve uma Belina Ghia 1986 top... o carro era um luxo e o painel, um espetáculo, mas o desempenho era bem fraco..... depois o mesmo trocou por uma Belina 1.8 L 1990.... aí era o contrário, um carro simples, mas muito mais bem acertado....

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  45. Vi algumas pessoas falando mau de Passat, de sua durabilidade e que não se vê mais nas ruas:

    1 - Os Passat (Audi 80 pra quem não sabe)foram muito malhados em sua maioria pois sempre tiveram comportamento dinâmico e desempenho superiores aos seus concorrentes e outros veículos da época, eram os preferidos para serem preparados.

    2 - Talvez alguns aqui nem haviam nascido, mas durante muito tempo, os Passat (assim como as Brasília) eram muito, mas muito visados, algo semelhante como a 7 galo da Honda.... quem tinha era ladrão ou Policial... muitos foram desmanchados... algo parecido com o que acontecia com as Parati GII e GIII

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  46. Todos comentam sobre o motor do Corcel ser o melhor adaptado para o Álcool dos carros produzidos no Brasil.Eu também tive esta experiência,não por ter sido proprietário do carro ,mas por ter visto o comportamento de carros de conhecidos. Gostaria de saber de nossos auto entusiastas qual a razão técnica e de construção
    para esta impressão(ou fato?) dos consumidores, ou isto não passa de mito?

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    1. O mal era aquele comando de válvulas por corrente. Essa matéria aqui do AE por sinal ficou uma beleza:

      http://autoentusiastas.blogspot.com.br/2012/03/verdadeira-origem-do-motor-cht.html

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  47. OFF
    FB, era você mesmo participando do programa Auto-Esporte, da Globo, mais a sua Quantum?

    FB, bacana a matéria. Por acaso, tenho um amigo, meu vizinho, que possui um Corcel, modelo L, 1981, azul mistral desde 1983. Dia sim dia não ele põe para funcionar. Não vende de jeito nenhum. Os filhos cresceram nele e depois de adultos utilizaram-no para ir à faculdade.

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  48. Lauro,
    Não é só mito. Por ter sido último motor a álcool a sair, a Ford teve mais tempo para desenvolvê-lo. Partiram logo para 12:1 de taxa de compressão, cuidaram da fluidodinâmica no coletor de admissão e dutos do cabeçote, trataram de aquecer convenientemente o coletor de admissão (não me lembro se aprimoraram a captação de ar, aquecido), aumentaram a turbulência na câmara de combustão, acertaram o banho químico no carburador e bomba de combustível para não sofrerem ataque do álcool, enfim, trabalho de engenharia puro liderado por Luc de Ferran, de reconhecida competência. Anos mais tarde seria dele a idéia aproveitar a plataforma Fiesta para fazer um utilitário esporte compacto, o EcoEsport, que ficou quase dez anos sozinho no mercado, até aparecer o Duster.

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    1. Bob,

      Se eu não me engano, a captação de ar aquecida (aquela válvula que ficava no "bico" da entrada de ar da panela do filtro de ar) foi desenvolvida pela GMB e estreou nos Chevette e Monza a álcool ali por 1982 para 1983. O nome era válvula "Thermac" ou algo do tipo.

      Abraço
      Nestor

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    2. Bob, tomara que leia isso, pois li certa vez que vc já teve um Lada Samara. Se desse para fazer um post sobre suas impressões dele ou da própria Lada. Parece que vc já trabalhou na Lada.

      Gosto muito de ler seus comentários aos posts, viram um complemento perfeito.

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  49. Carlos Miguez29/04/13 20:06

    Ao que parece, a grande maioria dos que acompanham e comentam no "AUTOentusiastas" mora em cidades grandes, onde estes carros de 20/25/30 anos "não tem mais vez".
    Foram adquiridos 0 KM por pessoas da classe "A", 04/05 anos depois revendidos para alguém da classe "B", com 10/15 anos de uso o proprietário já era uma pessoa bem humilde que vive na periferia, e com 15/20 anos já foram para o desmanche. É o destino de 90% dos automóveis...
    Curiosamente, em minha opinião, e por minhas observações, com o Corcel esta história é diferente:depois dos 10/15 anos eles foram vendidos/enviados para o interior. Quem percorre pequenas cidades do interior, em especial as rodeadas por estradas de terra, vai encontrar, com parcimônia, Corceis, Belinas, Del Reys e Pampas. São carros perfeitos para os pequenos recursos disponíveis nestas localidades: peso adequado, boa lataria, sistema elétrico simples, suspensão resistente e macia, motor carburado e sem correia dentada, bom de lama e tração em subidas, bom porta-malas (com estepe na lateral). Continuarão na ativa por mais muitos anos!!!

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    1. Rodrigo Abreu29/04/13 23:49

      Em algumas cidades do interior do RS, tem um Corcel, Del Rey, Pampa ou Belina em cada esquina! Chega a ser engraçado!

      Sou Passateiro, mas sei que no interior existem MUITOS Corceis cumprindo o seu papel.

      É um excelente carro! E acho os dois bonitos, tanto o I (tenho um 73 luxo) como o II.

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  50. BOB .
    A anos a Ford ja vinha Trabalhando com taxas de compressão bem acina da media
    dai que ate os motores convertidos ficavam sim melhores.e a conversão ficava mais facil

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  51. Todos
    O Corcel II tinha uma coisa só dele, jamais igualado por qualquer outro carro: a captação de ar para a aeração interna. O volume de ar que saía dos dois difusores nas extremidades do painel era impressionante. Não era necessário ventilador e nem precisava muitva velocidade para um verdadeiro turbilhão de ar adentrar ao veículo.

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    1. É verdade, mas também por isso tinha um senão. Nas regiões frias do sul do país, isso era terrível no inverno. Eu lembro que os Corcéis da família possuíam ar quente, mas a minha Belina 84 não. Por isso, era um terror viajar no inverno pelas serras catarinenses. Usava-se muitos cobertores e bebia-se muito café quente.

      E até hoje eu não consigo entender que na fria região onde eu morava e que depois viajava para lá várias vezes ao ano, a grande maioria dos carros novos eram adquiridos sem ar quente e como comprei a Belina usada, não tive escolha.

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    2. Atesto isto: era um vendaval no interior do carro.

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    3. Bob,
      isso é verdade. Era difícil os vidros embaçarem sob chuva, bastava usar o ventilador para ajudar e lá estavam os vidros limpos, mesmo com várias pessoas a bordo (maior calor latente).

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    4. Atesto isso também!

      Nem carros mais modernos e atuais ventilam igual ventilava os Del Rey/Belina/Corcel!

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  52. O Corcel não era um carro ruim, era até um carro bom. O que acontece é que o Passat era melhor, bem melhor.

    Já dirigi os dois e o Corcel, apesar de ter uma direção bastante macia, dava a impressão de que o eixo dianteiro e o traseiro se comportavam de maneira diferente, já o Passat estava sempre mais na mão.
    Dizer que o Corcel era mais econômico, é até possível, mas o Passat sempre convidava mais para acelerar, ainda mais com aquele velocímetro com dezenas ímpares... 110 era a velocidade cruzeiro mais baixa. Já o Corcel, acima de 90, a frente subia e a traseira dava umas requebradas estranhas nas curvas, então 80 era a velocidade cruzeiro, lógico com a aerodinânica de um tijolo, de ambos os carros, o Corcel ficava então com o título de mais econômico.

    Talles

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    1. Talles,

      tivemos vários Corcel II em casa, e te digo que viajavam a 120 km/h com folga.

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    2. Verdade, uma vez (anos 80) viajamos nós com uma Caravan 2.5 comodoro e um tio meu com um corcel II 85 ultima série, achavamos que o corcel não ia acompanhar a Caravan andavamos sempre entre 120/130km/h...resultado a caravan que não conseguiu acompanhar o corcel.

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  53. excelente post...eu tinha lido aquilo e tava entalado também...rs
    aproveitando o número de entusiastas de verdade interessados, gostaria de saber se existe alguma "receita" para deixar a linha corcel/belina um pouco mais 'firmes'...roda 14, pneu 195, amortecedores a gas, molas mais firmes, caster, camber, algo do tipo?
    tenho um classic e to nesse exato momento negociando ele numa belina 78 inteira...com o objetivo de torna-la mais 'estradeira'...abraços entusiasticos
    drv

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    1. Anonimo,
      Por favor, se for uma Belina 1978 tenta deixa-la o mais original possível, este é um dos automóveis mais raros já feitos pela Ford em terras tupiniquins. O índice de venda desses carros foi baixíssimo, aliás em 1978 pouquíssimas "peruas" foram vendidas - exceto pelo VW Brasília.
      Se ela estiver original, mantenha assim e terá um belo automóvel de coleção, os modelos de 1978 não são os melhores de estrada, explico: O freio não é servo-assistido, só existia o câmbio de quatro marchas e a suspensão ainda era rústica. Se quiser um Corcel II Belina estradeiro escolha os modelos pós 1984, melhor ainda se for um Del-Rey Belina Scala, preferencialmente com ar e direção.

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    2. com certeza Portuga...divido a mesma opinião. Tenho um Gran Sedan 73 de uso diário, o mais original possível, porém com ignição eletronica, pneus radiais e etc, para ficar mais "dinâmico" em relação aos carros atuais, visto que a proposta é de uso diário sem 'ficar pra trás'...
      enfim, a belina seria com esse propósito, nada demais, nem com relação a 'dar pau' e coisa do gênero...simplismente melhorar um carro excelente, visto que troco um carro injetado 'moderno' numa perua que me serviria muito melhor visto o que tenho em mente. além de ser um clássico, e sendo assim tem estilo, não mais uma bolha na multidão...
      abraços
      drv

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    3. e sim, claro que as novas são bem mais apropriadas, mas não tem a mesma alma, muito menos o estilo me agrada...prefiro interiores monocromaticos e bancos baixos, bem como parachhoques interiços, sem polainas, e etc...rs
      abraço
      drv

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    4. Tenho um Corcelzinho 83 a àlcool que é de uso diário e em estrada . Fiz a desmontagem total do carro e retífica completa do motor. Aproveitei e dei um "tapa" de 0,5mm no cabeçote e uma "limpeza" nos dutos para melhorar a respiração do motorzinho "renault".A carburação ficou com o original DFV 228 apenas com a giclagem alterada.

      O cambio 4 marchas original para estrada era muito sofrível e também troquei por um de 5 marchas.

      A suspensão, depois da troca de todos os componentes recebeu amortecedores com mais carga de tração (20%) que diminuiu a rolagem de carroceria e deixou o carro bem mais firme sem prejudicar o conforto.

      Pronto ! com poucas mudanças o carro pode pegar estrada tranquilo andando junto com os 1.0 e 1.4 modernos.. (e que custam 50 paus kkk)






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  54. Dentre os corceis acho mais bonito o I, mas o II apesar de nunca ter estado em um me parece maior o espaço interno. Talvez até hoje o motor que melhor se deu com alcool foi o cht/ae. apesar de carburado era geralmente bom de pegar frio e fazia media de inveja a muito atual cheio de parafernálias eletrônicas.
    Faz 5 anos que ando diariamente seja em cidade, rodovia estrada rural numa pampa 1.8, a parte mecânica que requer mais manutenção é extramente simples e com uma boa noção é faça vc mesmo que é a suspensão (exceção dos amortecedores que ai não têm jeito precisa da ferramenta para a compressão).

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  55. Uau! Olha só, me sinto homenageado!

    Obrigado Bitu pela lembrança neste maravilhoso post, fique com a certeza de que pode guia-lo quando quiser. Cara só tenho a agradecer pela lembrança, um convite para contar a história desse carro eu nunca poderia negar. Como já te disse algumas vezes, os carros são nossos e cabe a nós que gostamos de automóvel divulgar a cultura antigomobilista, mais um dos muitos ensinamentos do nosso mestre Fábio Steinbruch, que já nos deixou e lembramos com saudades.

    Juvenal Jorge a cor do carro é o Azul Alvorada Metálica, lançada em 1979 para a linha Corcel e Belina, ficou em catálogo até 1980, depois disso - infelizmente - saiu de linha. Esta é a mesma cor do modelo testado pela Quatro Rodas na edição de Fevereiro de 1979. Nas fotos do Bari o carro ficou com uma aparência "roxeada", mas isso foi por conta do dia que causava grandes oscilações entre sol e nuvens, muito normal de acontecer, no entanto a pintura é original de fábrica e combina com o códio de plaqueta. Amigo Juvenal, quando estiver por São Paulo, venha ver o carro de perto, o convite feito ao Bitu lhe é estendido.

    A primeira postagem do leitor identificado como "Anonimo" diz que o volante não é forrado em couro e é em plástico, pois bem, realmente você está certo no começo da frase, mas redondamente enganado na segunda. As versões GT e Hobby vinham com o volante "esportivo" de três raios que era feito em aluminio e no aro era sim revestido por um material vinilico com aparência de couro, mas não era o plástico de aparência "baquelítica" da Versão Standard ou o plástico injetado frisado dos modelos L e LDO, o volante deste automóvel GT é o original, isso posso garantir com o manual e também a literatura de época.

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  56. Um carro que já foi tema de dois posts no AE já entra automaticamente na categoria de "desejáveis".

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  57. João Gabriel30/04/13 00:00

    Rapaz que coincidência!!! Meu avô teve um exatamente igual ao do avô da sua esposa,um Corcel II L 1983 da mesma cor ,exatamente igual. Ficou com ele por 15 anos,uma maravilha de carro,lembro certa vez que meu avô perdeu o controle e ele invadiu uma casa,derrubando o muro...Bom o muro foi completamente destruído,já o Corcel saiu rodando,os únicos danos foram capô amassado e a grade plástica que quebrou,nada mais...Assim como o seus,rodou com a homocinética até o osso..Por fim lá pelos idos de 95 meu avô deu uma geral nele(ele era mecânico) ,o carro ficou como novo,melhor que já era...Dava 150km/h tranquilo e chegaria facil a 160 por hora se deixasse.É um carro que tenho grande admiração e saudades,ainda espero ter um em breve.Há um outro,esse 78 está com meu tio em Ouro Branco,a pouco ele foi reformado e está ótimo também...Abraços!

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  58. Para mim o melhor carro desta época chama-se Monza ,com o seu lançamento a GM obrigou a concorrencia a se mexer.

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    1. Bosley de La Noy01/05/13 09:51

      Verdade. A concorrência teve que se mexer e as retíficas de motor também. O motorzinho que gosta de queimar um óleo aquele...

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  59. Passei o link da reportagem ao meu irmão, e segue os comentários dele sobre. Amigo, um pesado amigo, diga-se de passagem. Nunca nos deixou na mão não é mesmo, em milhares de quilometros rodados. Quando foi lançado era pura jóia, as primeiras lanternas traseiras ofuscavam que vinha atras, e os faróis idem.
    Era um carro bem bonito, mas suas linhas ficaram velhas com uma rapidez nunca vista, curioso.

    Seu irmão + antigo é bem mais forte e como um desenho bem mais resolvido. No meu entender ele cresceu muito.

    Muito lindos esses GT's, parece que vão valorizar

    Fábio/Marcus

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    1. Beltrano, o mais Fulano dos Sicranos30/04/13 18:57

      Corcel II...
      Sempre que olhava o compartimento do motor, pensava porque não colocaram lá um Georgia. Ao menos nos GT.

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    2. Olá Beltrano, o mais Fulano dos Sicranos,
      Seu apelido é muito bacana, seu comentário muito interessante.
      Tenho um grande amigo - que entende muito de automóveis - esse sempre me disse isso e é um grande incentivador de um dia montarmos um Corcel II com motor Georgia 2.3 e tração traseira. Já estou com planos disso em vista... Se for concretizado, pedirei ao Bob para montarmos uma sequencia de posts sobre a transformação!

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    3. Eu já pensei em algo mais "prático" (e menos clássico, obviamente) para a minha Belina: Algum V6 de Ranger/S10/F250... Algo assim. Fácil de encontrar, relativamente barato, moderno, relativamente pequenos e poderosos!

      Algum câmbio para tração traseira (Ômega/caminhonete), eixo das versões 4x4 (ou mesmo uma adaptação "raçuda" com algo como a susp traseira de um Omega) com um diferencial mais apropriado.

      200 "torcudos" cavalos de potência em uma ratoeira que quase ninguém dá nada. A um preço e acessibilidade plausível (não que seja financeiramente barato). Nada para tirar racha ou essas babaquices. Mas um carrinho divertidíssimo só para mim!

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    4. Ta aí uma coisa muito legal de se fazer e nesse caso com espaço de sobra no cofre... apoiadíssimo o projeto!! heheeh Tem certas coisas q não se leva em conta o preço, principalmente qnd vc andar na frente de muito carrinho ai "preparado de fábrica"...

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    5. Beltrano, o mais Fulano dos Sicranos06/05/13 18:18

      Portuga... Desculpe o atraso em te responder, patrício.
      Bem que desconfiava que mais pessoas tiveram a mesma idéia. Umas, felizmente, a fim de levar a empresa de se montar um Corcel II com aquele belo motor ( um tanto quanto desprezado por estas bandas ). Ainda mais, se se valer do conjunto de transmissão dos Maverick 4, que deve, creio, facilitar na adaptação. E acredito que não falta gente torcendo para ver essa vontade levada a cabo.

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  60. Warley Camurça30/04/13 20:57

    Tenho 19 anos, e estou decidido, vou comprar um Corcel II! E se for 1.6 de cinco marchas melhor ainda. Acho até que é mais negócio que comprar um modelo mais moderno, porque gasta-se pouco com combustível e manutenção, é espaçoso,confiável,confortável,e não paga IPVA. Além do que, acho um carro lindo, charmoso, e com muita "carronalidade".
    Vai ficar lindo, branquinho e com rodas "Gaúchas". :)

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  61. Meu comentário se restringirá ao seguinte desafio ao leitor que nunca andou num Corcel/DelRey:

    Ande num Fiesta 1.6 zeroKm e ande num DelRey Ghya 1990. As conclusões você guarda pra você mesmo.

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  62. Aprendi a dirigir em um Corcel II da minha tia.... boas lembranças me trouxeram com esse post!!!! Eu e meu primo tirávamos o corcel da garagem empurrávamos o mesmo até a esquina onde ai sim, dávamos a partida e tentávamos andar com a mesma, bons tempos!!! Na época nenhum dos dois sabia guiar, morávamos em um condomínio grande e quase sem tráfego... a molecada ficava doida!!! creio eu q tinha 11 ou 12 anos na época...

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  63. meu saudoso pai teve uns cinco ford corcel, todos ótimos, economicos, espaçosos, confortaveis e resistentes. Hoje ja não se faz automoveis e nem motos com as qualidades de antigamente.

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