PALIO WEEKEND, ESPÉCIE EM EXTINÇÃO

Fotos: autor

Praticamente acabou. O Brasil não tem mais peruas. Foi justamente com uma o início da indústria automobilística local, a DKW-Vemag Universal, em novembro de 1956, ainda aquela estreita, plataforma F-91. Que ironia!

Francamente, comecei a ver coisa estranha quando a Chevrolet Omega Suprema saiu de linha em 1996 – por falta de compradores! E havia ganho fama de carro funerário! Aliás, pouco depois comcecei a trabalhar na GM, egresso da revista Autoesporte, soube que a maioria dos executivos há muito haviam trocado suas Suprema por Blazer, o que nunca entendi. Como pode, sair de uma perua fabulosa e pegar um caminhão?

Nada especial mas tudo no lugar certo. Note a "prancha" para o pé esquerdo

Perua, hoje, só a Palio Weekend em versões Attractive com motor Fire 1,4 (não é o Evo) e Trekking com o E-torQ 1,6 16-válvulas monocomando a corrente, a avaliada aqui, e a Fiat Adventure 1,8 (na verdade 1,75), motor de mesma arquitetura do 1,6, esta disponível com câmbio robotizado Dualogic

A intermediária Trekking custa, básica, R$ 44.450, preço que inclui bolsas infláveis frontais, freios ABS, ar-condicionado, computador de bordo, rodas de alumínio de 14 pol. e sensor de estacionamento traseiro. Chega a R$ 47.458 com alguns opcionais como banco traseiro bipartido, ajuste de altura do banco do motorista, rádio/CD/MP3/WMA integrado painel, acionamento elétrico dos vidros traseiros, entre outros.

Fiat Tempra SW
Para não dizer que a Weekend e a Adventure não ficaram sozinhas de todo, há a Volkswagen SpaceFox e sua versão aventureira SpaceCross, mas não são peruas no sentido estrito, partem de um hatchback conceitualmente diferente, um veículo mais alto, espécie de cruzamento com minivan. Perua eram a Parati, Toyota Fielder, Peugeot Escapade, Renault Mégane Grand Tour, veículos que das colunas centrais para frente podiam ser tanto sedãs quanto peruas.


Puxando pela memória vêm a DKW-Vemag Vemaguet, Simca Jangada, VW Variant, Fiat Panorama, Fiat Elba, Chevette Marajó, VW Santana Quantum, Ford Corcel Belina/Del Rey, Ford Versailles Royale, Chevrolet Opala Caravan, Chevrolet Omega Suprema, Fiat Tempra SW (foto acima), Fiat Marea turbo, Chevrolet Kadett Ipanema, Chevrolet Corsa Wagon, Ford Escort SW (embora argentina). É incrível que tudo isso não exista mais em forma de sucessoras. Ainda há importadas, inclusive a MINI Countryman e a VW Jetta Variant,  mas todas são para poucos, pelo que custam.

Um dos melhores atributos das peruas: espaço para levar coisas, sem contar que os passageiros do banco traseiro ficam protegidos do sol às costas; estepe é guardado sob o assoalho
O mercado apreciava tanto peruas que a Ford fez uma Galaxie station wagon, o Portuga Tavares falou sobre isso aqui no AE não faz muito tempo. A Souza Ramos, concessionária Ford, fez um belo Maverick perua. No Rio de Janeiro, a Carbrasa chegou a produzir 200 peruas Volvo em meados dos anos 1950 (leia mais).

A perua Volvo produzida no Brasil (foto do autor)
A derrocada das peruas no Brasil é mesmo um fenômeno mercadológico. Nem a Hyundai i30 SW a Caoa importa mais. Todos esses compradores migraram em bando para os utilitários esporte, ou suves. Como se de repente perua passasse a ser out e suve, in. Em compensação, é pôr o pé para fora de qualquer aeroporto da Europa e ver peruas por todo lado. E depois vêm dizer que brasileiro é apaixonado por automóvel...

Seja como for, valeu rodar uns dias com a Palio Weekend, lançada em 1997, um ano após a chegada do Palio, e que já passou por três reestilizações, a última em 2008, mais a adição dos motores E.torQ 1,6 e 1,8-litro em 2010. Houve até uma versão com câmbio de seis marchas em 1999/2000.

Há pouco mais de três anos andei com uma Palio Adventure Locker Dualogic, ainda com motor 1,8-litro GM de 114 cv, em que o destaque ficou para a capacidade de "voar" por sobre mau piso de São Paulo. A Weekend Trekking é um pouco menos aventureira que a Adventure, mas guarda um pouco dessa característica que comentei na época.

O motor E.torQ 1,6-L 16V ex-Chrysler empurra bem a Weekend Trekking
Suas dimensões contidas convidam para o uso urbano prático, um veículo que acomoda bom volume de carga (460 litros) e com boa manobrabilidade, o diâmetro mínimo de curva é de 10,5 metros. O motor de 117 cv a 5.500 rpm com 16,8 m·kgf a 4.500 rpm, mesmo sem variador de fase, é bem elástico.  Com o peso não muito alto de 1.187 kg, acelera bem, 0-100 km/h em 9,8 segundos e 184 km/h de máxima, com álcool. Na cidade, consome 1 litro a cada 8,5 km sem esforço e na estrada, vai a 1 L / 11,5 km, números razoáveis para o nosso combustível alternativo "caldo de cana". Notável, a carga útil da Trekking: 500 kg.

Sentado "atrás de mim", não fica bom espaço para as pernas

Seu comprimento é de 4.251 mm com entreeixos de 2.465 mm,  por isso não sobrando muito espaço para a pernas dos ocupantes do banco traseiro. Tem boa largura, 1.659 mm, e é alta, 1.587 mm, porém mais em função da altura de rodagem, que proporciona distância mínima do solo de 170 mm.

Seu rodar, mesmo com pneus 175/70R14H Pirelli Scorpio ATR longe de serem especialistas em asfalto, vai muito bem, neutralizando bem o "maravilhoso" piso paulistano. Ajuda bastante a suspensão traseira independente por braço arrastado, com mola helicoidal e barra estabilizadora, configuração rara no segmento.

A posição de dirigir é boa, há ajuste de altura do volante, embora de pouca amplitude e, como em todo Fiat assim que o retiro no escritório regional da Fiat em São Paulo, acho o volante muito alto de início, impressão que, todavia, logo desvanece. O "pé da embreagem" dispõe de um vasto e cômodo apoio e o punta-tacco honra o termo italiano.

Desenho dos instrumentos permite boa leitura, embora o diâmetro dos principais pudesse ser um pouco maior
De novo, mesmo com pneus mistos, é perua é boa de curva e até melhor do que o Palio antigo, que era meio frentudo. O câmbio é que poderia ser um pouco mais longo em todas as marchas, pois levando o motor a 5.500 rpm (corta "limpo" a 6.500 rpm, acelerador é elétrico) a 1ª vai 40 km/h, a 2ª, a 70, a 3ª, a 103, a 4ª, a 135, e a 5ª, até à máxima, atingindo 5.660 rpm. Com v/1000 em 5ª de 32,6 km/h, a 120 kmh o motor segue a praticamente 3.700 rpm. Embora não chegue a incomodar muito, poderia ser um pouco menos, 3.500 rpm, como a média do observado em carros de mesma cilindrada.

O escalonamento é que é um tanto estranho, com buraco maior entre 4ª e 5ª do que entre 3ª para 4ª, ao contrário do que deve ser, embora o motor empurre bem de qualquer jeito. Caberia alongar um pouco o diferencial e aproximar a 5ª da 4ª, a Weekend não perderia agilidade. A potência e a modulação dos freios são adequadas, sendo os freios dianteiros a disco ventilados.

Já comentei em outras ocasiões e com outros carros, mas eu gostaria que o conta-giros fosse "off-side", mais próximo do centro da rua. Também, que o estepe ficasse alojado dentro do porta-malas. Mas dá para conviver com ambos, sem problema.

De resto, é torcer para que a Fiat resista à tentação de fechar a linha de produção da Weekend e da Adventure e que os 1.500 compradores mensais continuem a poder pôr a mão em uma autêntica perua.

BS




FICHA TÉCNICA PALIO WEEKEND TREKKING



MOTOR
Instalação
Dianteira, transversal
Material do bloco/cabeçote
Ferro fundido/alumínio
Configuração / N° de cilindros / n° de mancais
Em linha / 4 / 5
Diâmetro x curso (mm)
77 x 85,8
Cilindrada (cm³)
1.598
Aspiração
Atmosférica
Taxa de compressão
10,5:1
Potência máxima (cv/rpm)
115/5.500 (G). 117/5.500 (A)
Torque máximo (m·kgf/rpm)
16,2/4.500 (G, 16,8/4.500 (A)
N° de válvulas por cilindro
4
N° de comando de válvulas/ localização/acionamento
Um/cabeçote/corrente
Formação de mistura
Injeção eletrônica multiponto no duto
Gerenciamento do motor
Magneti Marelli
ALIMENTAÇÃO
Combustível
 Gasolina com alcool e/ou álcool
TRANSMISSÃO
Embreagem
Monodisco a seco, comando hidráulico
Nº de marchas
5 à frente e uma à ré
Relações das marchas
1ª. 3,909:1; 2ª. 2,238:1; 3ª. 1,520:1; 4ª.1,156:1; 5ª. 0,872:1; ré 3,909:1
Relação do diferencial
3,867:1
FREIOS
De serviço
Hidráulico, duplo circuito em diagonal, servoassistido, ABS
Dianteiros
A disco ventilado, 257 mm Ø
Traseiros
A tambor, 228 mm Ø
SUSPENSÀO
Dianteira
Independente, McPherson, mola helicoidal, amortecedor pressurizado e barra estabilizadora
Traseira
Independente, braço semiarrastado, mola helicoidal, amortecedor pressurizado e barra estabilizadora
DIREÇÃO
Tipo
Pinhão e cremalheira, assistência hidráulica
Diâmetro mínimo de curva (m)
10,5
RODAS E PNEUS
Rodas
5,5J x 14, alumínio
Pneus
175/70R14H
PESOS (kg)
Em ordem de marcha
1.187
Carga úitil
500
CONSTRUÇÃO
Tipo
Monobloco em aço, camioneta de uso misto (perua), 4-portas, 5 lugares
DIMENSÕES EXTERNAS (mm)
Comprimento
4.251
Largura (sem espelhos)
1.659
Altura
1.587
Distância entre eixos
2.465
Bitola dianteira/traseira
1.423/1.422
Distância mínima do solo (vazio)
170
CAPACIDADES (L)
Porta-malas
460
Tanque de combustivel
51
DESEMPENHO
Velocidade máxima (km/h)
182 (G), 184 (A)
Aceleraçào 0-100 km/h (s)
10 (G), 9,8 (A)
CONSUMO DE COMBUSTIVEL (km/l)
Cidade
8,5 (A) (computador de bordo)
Estrada
11,5 (A) (computador de bordo)
CÁLCULOS DE CÂMBIO
v/1000 em 5ª (km/h)
32,6
Rotação em 5ª a 120 km/h
3.680
Rotação à velocidade máxima em 5ª
5.600
GARANTIA E MANUTENÇÃO
Duração da garantia
1 ano
Revisões, intervalo (km)
10.000
Troca de óleo do motor (km/tempo)
10.000 / 1 ano





EQUIPAMENTOS PALIO WEEKEND TREKKING

CONFORTO E COMODIDADE
Alças de segurança lado passageiro dianteiro
Apoio de pé esquerdo
Apoios de cabeça dianteiros com regulagem de altura
Apoios de cabeça traseiros (2) com regulagem de altura
Banco traseiro rebatível (opcional)
Bancos dianteiros reclináveis
Bolsas porta-objetos nas portas dianteiras
Comando elétrico dos retrovisores externos
Console central com porta-objetos e porta-copos
Espelho de vaidade nos pára-sóis
Luz de leitura dianteira
My Car Fiat (personalização de funções do veículo) (opcional)
Porta-óculos
Tomada 12 V
Travas de portas e tampas elétricas
Vidros dianteiros de acionamento elétrico um-toque sobe/desce
Vidros esverdeados
ACABAMENTO
Assoalho acarpetado
Moldura das caixas de roda na cor preta
Painéis de porta parcialmente revestidos de tecido
Revestimento completo do porta-malas
Revestimento das soleiras de porta
CONDUÇÃO
Computador de bordo (distância, consumos médio e instantâneo, autonomia, velocidade média e tempo de percurso)
Conta-giros
Desembaçador elétrico do vidro traseiro
Direção com assistência hidráulica
Freios ABS
Hodômetros totalizador e parcial
Indicador do nível de combustível analógico
Relógio digital
Retrovisor interno dia/noite
Termômetro do líquido de arrefecimento analógico
Volante com regulagem de altura
SEGURANÇA VEICULAR
Bolsas infláveis frontais
Cintos de segurança dianteiros 3-pontos com regulagem de altura
Cintos de seguranca laterais traseiros 3-pontos e central fixo de dois pontos
Faróis de neblina
Lavador e limpador do vidro traseiro
Terceira luz de freio
SEGURANÇA PATRIMONIAL
Fiat Code 2ª-geração


(Atualizado em 30/04/13 às 14h05)

150 comentários :

  1. Uma notável nacional foi a Marea Weekend Turbo, com desempenho invejável e espaço pra carregar a família toda mais as tralhas, com conforto.

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  2. Infelizmente o comprador brasileiro não da atenção devida as peruas, pois com o custo de uma compra-se um carro mais "vistoso", mais "robusto" e logo peruas ficam de lado e a atenção se voltam aos utilitários (mini SUVS e pseudo-jipes).

    Gostaria muito de ver uma Parati G6, um Onix SW ou mesmo o New Fiesta, e ainda um Palio Weekend eTorq porém com uma vocação mais para asfalto, porém esse estreitamento da variação de opções no mercado acabam nos levando para carros tudo muito parecidos. E pseudo aventureiros não fazem muito minha cara (pneus misto, decorações inúteis,suspensão elevada e preço salgado são características que me fazem fugir da maior parte desses carros).

    Pois é Bob, é triste mas peruas são espécie em extinção no Brasil.

    Mendes

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  3. Bob,

    Inclui na lista a Ipanema, que teve versões de 2 e 4 portas, perua boa de guiar com uma estabilidade incrível.

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  4. Rafael Ribeiro30/04/13 12:31

    Realmente, brasileiro é chegado num modismo sem sentido, não analisa suas reais necessidades, dá muito mais importância em "aparentar" do que que qualquer outra coisa.

    Já tive 3 peruas nos últimos 15 anos, tendo rodado cerca de 100.000km com cada uma: Toyota Fielder, Palio Weekend e Escort SW, todas excelentes dentro de suas propostas.

    Atualmente tenho um Honda CRV, por falta de opções no segmento. Não considerei a Jetta por experiências negativas com a VW em carros importados, nem Renault Grand Tour, prestes a sair de linha quando fui às compras.

    Talvez aconteça no futuro aquilo que é comum no mundo da moda: quando ninguém mais tiver peruas, os formadores de opinião as trarão de volta, como se fossem novidade, uma coisa "in", e a "manada" então copia a tendência e as peruas voltam... Tomara!

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    1. Rafael,
      Pior que, salvo por alguns mercados, peruas estão estigmatizadas a nível global. Até as fabricantes que ainda lançam produtos neste segmento tentam de toda a forma rotular seus modelos com eufemismos que não evoquem o palavrão "station wagon", porque perua não é mais "cool".
      Ao menos as "shooting-brakes" ainda vivem em alguns nichos, coisa que, pela lógica, já deveria ter morrido.

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    2. Rafael,

      Infelizmente sou obrigado a concordar com você.

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    3. E voltarão brancas, as peruas, pra ficar mais na moda ainda.

      Ué, mas perua branca não ficava parecendo ambulância?

      Ah, mas agora a "onda" é essa!

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    4. Prezado Rafael, deveria ter insistido na Gran Tour. O fato de ter saído de linha não tinha nenhum mérito, tenho pelo menos 3 anos de conforto, segurança e garantia pela frente. Comprei a minha no apagar das luzes de 2012 e tenho um carro fantástico em mãos por R$ 45,9k e seguro de R$ 1,3k em São Paulo.

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  5. Boa mesmo ficaria uma perua Logan. Do modelo estilizado, prestes a ser lançado agora. mas realmente são carros em extinção. Esta Weekend então, apertada, com o velho problema dos difusores de ar condicionado muito baixos, é moribunda.

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    1. João, ficaria não, ficou.

      Confira o Dacia Logan MCV http://www.dacia.pt/gama-dacia/novo-logan-mcv/

      Se a Renault o trouxesse pra cá, já estaria na fila.

      César

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  6. Aqui resisto com uma Parati quadrada.

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    1. Rodrigo Abreu01/05/13 22:19

      E eu com minha Quantum Sport vermelha... Odeio SUVES!

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    2. Tenho SUV, mas sonho com uma Parati atualizada (do Gol, não do Fox).

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  7. Bob,

    Ansiava por esta avaliação, pois é um carro meio esquecido e de bom custo-beneficio da linha Weekend. Apesar que pagar quase R$50.000,00 num carro de projeto de 1997 faz pensar frente aos atuais lançamentos no mesmo valor, claro que para quem não necessita unicamente de espaço. Se fosse comprar escolheria até essa cor da unidade avaliada. A suspensão em relação à segurança nas curvas está bem calibrada, ou seja, não aderna e navega muito em curvas tomadas com vigor no asfalto? E o motor, não sei se a utilizou em estradas, dá conta tranquilo do recado em altas velocidades? Tem alguma pitada esportiva nesta aplicação, e como ficam ruidos e vibrações?

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  8. Bob a muito tempo eu desistir de entender nosso mercado.
    Quando a Parati estava em linha, não foram poucas as vezes que vi motoristas amontoarem coisas até o teto de um Gol e a mesmo tempo carregar cinco pessoas. Se precisavam de espaço, porque não comprar uma SW - cujo objetivo é oferecer esse atributo? E o mesmo vale para o Corsa, quando o mesmo tinha sua versão Wagon.
    Da mesma forma, vejo suv's como Hyundai Ix35 e Vw Tiguan carregando uma as vezes duas pessoas em uma viagem - um casal de amigos possui a primeira e eles não têm filhos...
    É lamentável que um modelo carro projetado para atender famílias esteja em extinção. Mas aí eu também penso: será que não falta vontade dos fabricantes em explorar mais o potencial desse tipo de carro e investir mais na divulgação do mesmo?

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  9. "soube que a maioria dos executivos há muito haviam trocado suas Suprema por Blazer, o que nunca entendi."

    Eu acho difícil de entender o porquê de alguém comprar uma Blazer na verdade. Ruim de estrada, ruim de cidade, ruim de conforto - especialmente para quem vai atrás, ruim de consumo, ruim de desenvoltura, construção sofrível e aparência questionável. Exceto pelo consumo, é praticamente a antítese da Suprema.
    Não raras as vezes ouvi histórias, de tudo quanto é tipo de órgão e empresa particular, sobre quão apavorantes são as Blazers em viagens estradeiras. A preferência sempre era de qualquer outro carro para pegar estrada, mesmo que fosse o mais pelado e antiquado dos populares. Talvez foi essa mesma safra de executivos a responsável por ter enfiado a GM naquele buraco de obsolescência que reinava até há alguns anos.
    (Aliás, agora até me ocorreu aquele seu relato sugerindo um Omega como viatura de polícia, Bob. Muito melhor que as Blazers e sua aptidão para dar cambalhotas.)

    Tempos atrás acompanhei um amigo na compra de uma Mégane GT, uma das últimas que a Renault ainda tinha em estoque. A nova opção para quem quisesse um carro de configuração parecida dali em diante era o Duster; tivemos a oportunidade de comparar os dois no showroom. Quem troca a qualidade e a beleza de uma GT por um Dacia Duster não pode ter todos os parafusos no lugar, no entanto foi exatamente isso que o mercado fez.
    E, por último, uma das coisas que mais comprova a pereversão da praticidade que se tornou a tal da onda SUV é o Compass, da Jeep(!): tração dianteira e motor 2.0. Faz qualquer Cj6 chorar de raiva.

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    1. Caro Charles; ótimas colocações. Concordo com tudo e com a lucidez do seu texto. JAMAIS vi uma Blazer, seja de que marca for, que fosse confortável ou que tivesse espaço para esticar as pernas, marcha boa em estrada e dirigibilidade adequada em qualquer situação. O carro é ruim prá danar! Nada presta e é incrível que poucos dizem isto! Tudo é ruim no carro e ainda pior nas SUVs. Obvio que estamos falando todos do uso em cidade/estrada e não estamos nos referindo a quem mora em mato muito brabo ou lugar sem condições e que precisa de uma verdadeira caminhonete. Para estes algumas das caminhonetes existentes serviriam. Mas quase tudo que faz um sedan ou hatch e possível fazer com a maioria de SUVs que tem por aí ou Crossover, etc ( tá cheio de apelido o treco. Igual certa parte intima feminina). As pick up nào contam pois onde passa a Pick up passa o carro que lhe deu origem. Eu mesmo na minha profissão de Eng. Civil rodei em quase todo lugar que rodavam as caminhonetes com meus carros pequenos de obra. Por ultimo agora, na Transposição do São Francisco, rodei de Logan em todo lugar. Este, para mim, é o melhor dos populares e apto a andar em terrenos e estradas bem ruins devido a sua maior altura do solo, além de caber quem é alto dentro e poder levar o que quiser no porta malas. Onde o logan não passava, faltava era acabarmos os acessos ou construir as estradas. Pouquíssimos passariam, mesmo 4x4 e nem teriam o que fazer. Quanto ao carro da matéria, praticamente o ultimo dos moicanos, também não cabe a gente e é menor que a Elba derivada do genial uno. Aliás difícil a tarefa da Fiat de fazer algo melhor que Uno/Prêmio/Elba nas suas categorias ( carros populares, robustos e econômicos). Para mim até hoje não conseguiu. O Uno (e seus derivados citados acima) é um projeto incrível e muito bem bolado. É o fusca da fiat, só que muito melhor que o primeiro. Abs. MAC.

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    2. "Eu acho difícil de entender o porquê de alguém comprar uma Blazer na verdade. Ruim de estrada, ruim de cidade, ruim de conforto - especialmente para quem vai atrás, ruim de consumo, ruim de desenvoltura, construção sofrível e aparência questionável."

      Fui estagiário em uma companhia de seguros há muitos anos atrás, e via vários processos de sinistro. Quando tinha algum de acidente com Blazers ou S10, todos os proprietários tinham os relatos parecidos, com algo do tipo: "vinha trafegando pela estrada/avenida, quando ao realizar a curva, o veículo capotou", rsrsrsrs.... suuuuuper estáveis!

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    3. Charles
      Faço minhas as suas palavras.

      Guilherme C Vieira

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    4. Aqui a PRF capotou duas em uma semana quando duma nova safra de agentes...

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    5. Nos primeiros 4 anos da Blazer, ela teve 4 arranjos diferentes de suspensão traseira.

      O desespero era tão grande para lançar o carro em 1996 que a GM soltou Blazer 2.2 EFI de menos de 110cv com eixos traseiros Dana 46, os mesmos usados nas picapes F-1000 D229 aspiradas, 4.9i a gasolina, Maxion HS2.5, GM Silverado Maxion S4 e mesmo D-20 4,1L.

      Era eixo demais para carro de menos...

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    6. O Logan e Sandero são muito bons pra andar em estrada de chão mesmo. Suspensão confortável e robusta e boa altura, difícil pegar embaixo. Além disso todos os tubos de freio e combustível que passam por baixo do carro são protegidos por uma canaleta de chapa de aço, e o protetor do carter também é bem reforçado, cobrindo todo o fundo.

      Curiosamente o Sandero Step-way é pior, porque como a suspensão foi elevada, eles tiveram que endurecer a suspensão pra diminuir a rolagem, aí ficou menos confortável que a versão "civil".

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  10. Bob, estranho você dizer que a topo de linha agora é a trekking, pois no site da fiat tem um hotsite para a palio adventure 2014

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    1. Luke Lisboa
      Eu não havia percebido que a Fiat renomeou a Palio Adventure como Fiat Adventure e fui induzido a erro. O texto está sendo reescrito. Desculpe você e os leitores por esta falha.

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  11. faltou o link

    http://palioadventure.fiat.com.br

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  12. Bob, lembro que a Tempra era chamada simplesmente SW e não Weekend, que foi adotada pela linha Palio.
    No parágrafo que fala sobre o Volvo, repete duas vezes a informação das 200 unidades.
    Fora isto, sempre adorei as peruas, e meus sonhos são um BMW M5 Touring, Audi RS2 Avant ou ainda a mais nova Cadillac CTS-V Wagon. Pena o brasileiro achar que carro se compra a metro!

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  13. Pela volta das peruas, já! Agora! Imediatamente! E ainda falando nas feitas fora da fábrica, como a bela station Maverick, tivemos o Monza SW (feito pela Envemo, e que não ficou tão bonito quanto o Maverick), e as peruas Passat nacionais (duas ou quatro portas) feitas pela Dacon. Das SW Maverick e Monza sei existirem exemplares em perfeito estado, já dos Passat, não sei se sobrou algum inteiro para contar história. E na sua "puxada pela memória", Bob, faltou citar Marea SW e Ipanema, he, he!
    Abraço.

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    1. Meu velho,
      Voce conhecia essa raridade?...
      http://www.noticiasautomotivas.com.br/prototipos-e-carros-conceito-nacionais-perua-dodge-1800/
      Jorjao

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    2. Com certeza, Jorjão. E me pergunto se ela ainda existe.
      Abraço.

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    3. Uma vez há muito tempo tipo 87 ou 88 eu vi em Juiz de Fora uma Caravan de 4 portas, sei que foi uma adaptação, mas ficou muito bacana, perfeito mais harônica que a de 2 portas original. Até hoje eu me pergunto por que a GM não ofereceu uma versão assim.

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    4. Anônimo, até onde consegui pesquisar, foi por excesso de zelo. Embora hoje pareça inconcebível uma fábrica agir assim, a GM da época tinha um foco na durabilidade e na adequação ao solo brasileiro. Uma versão quatro portas da Caravan acabaria sendo mais ruidosa e menos rígida que a de duas, sem falar que na época havia uma preocupação por parte dos pais em eventualmente esquecer de acionar a trava de crianças e a pestinha (que ficava solta pelo carro...) conseguir sair com o carro em movimento.
      Outros fatores devem ter ajudado na decisão: O projeto da Caravan em si estava bastante atrasado, o público gostou da aparência esportiva (tanto que foi feita uma Caravan SS, numa época em que nem o termo "shooting brake" era usado), e não havia opção de quatro portas entre as concorrentes para esvaziar o mercado (ou melhor, havia a Veraneio, que por suas próprias características vendia pouco, imagina se fosse "canibalizada" pela Caravan!)

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    5. Anônimo30/04/13 17:27

      Porque, na época, carro de 4 portas era coisa de taxista para os "gênios" brasileiros. Hoje em dia, mesmo quem não tem filhos prefere 4 portas. Vai entender a cabeça do povo brasileiro! Mas isso dá uma esperança em relação às peruas, pois como tudo aqui é questão de moda e moda é cíclica, talvez as peruas voltem com tudo um dia.

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    6. Jorjãp

      A perua Dodginho (Hillman Avenger Estate 5 portas) foi fabricada na Argentina pela Chrysler Fevre e pela sucessora Volkswagen durante varios anos. (pelo menos até os anos 90).Visão quase facil na fronteira

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  14. Nos anos 70 a VW pisou na bola, devia ter lançado uma perua do Passat.
    Será que são as pick-up pequenas que estão matando as peruas?

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  15. Sei de pessoas que até tinham interesse em comprar uma, mas desistiram devido ao péssimo gosto dos plásticos nas caixas de rodas, e cá entre nós, é horrível mesmo.

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    1. Pois é, concordo com você. Se eu tivesse que escolher, ficaria com a versão "civil" Attractive, o problema é só vir com o 1,4. Quem quiser mais motor tem que partir para as "aventureiras".
      Não era assim... tivemos a Stile, a Sport e a HLX, versões normais com motores mais fortes.

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    2. Sim, e a Attractive é bonita, mas aí tem a questão do motor...

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  16. Off:
    Olha só que matéria legal saiu no UOL a respeito de películas escurecedoras e seus perigos:
    http://carros.uol.com.br/motos/noticias/redacao/2013/04/29/carro-filmado-aumenta-inseguranca-de-motociclistas.htm

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    2. Depende de há quanto tempo as "porcarias" estão instaladas. Recentemente, removi de um carro que estava com isso há uns 4 anos.
      Foi só achar uma pontinha, usando um estilete ou alguma lâmina plástica, ou mesmo na unha, e ir puxando com cuidado, como se fosse uma fita adesiva. Se estiver meio difícil de achar a ponta, aplicar um pouco de álcool pode ajudar a dissolver a cola.

      Se sobrar um pouco de meleca no vidro após remover o filme, só passar um papel com álcool que a meleca sai, como se fosse um pó preto.

      Retirar dos vidros laterais que abaixam pode ser bem fácil, já que dá para achar onde puxar bem fácil. O problema fica nas janelinhas coladas e fixas.

      Se estiver muito difícil, um limpador a vapor pode ajudar a amolecer o plástico e a cola.
      Também tem gente que recomenda umedecer com água e sabão, ou mesmo amoníaco. Mas isso deve fazer uma meleca e tanto.

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  17. Pode ser que esteja enganado mas as peruas sairam (infelizmente) de cena e entraram em seu lugar, os "mini-sedans" como o novo Voyage, Logan, Prisma, Classic.

    Outra coisa que observo para a redução do interesse nas peruas é a mudança no perfil das familias: Antigamente uma familia normal tinha 3 filhos, ou então a sogra e o sogro eram presença obrigatória no carro. Atualmente as sogras e sogros estão mais fortes, geralmente dirigindo o proprio carro e as familias quando muito grandes, tem dois filhos!

    E o outro fator que eu vejo foi a questão "estigma": Peruas são carros geralmente associados a pessoas mais velhas, a um comportamento mais pacato, numa imagem incondizente com jovialidade tão perseguida pela sociedade atual.

    E falando em estigma, carro funerário também geram estigmas dificeis de serem retirados. A GM Suprema, a Ford Royale e por fim a VW Quantum, no final da vida comercial delas ficaram fortemente associadas a carros funerários. Especialmente se estiverem com peliculas nos vidros traseiros....

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    1. DSA, excelente análise resumida de nossa sociedade atual.

      Para os que "não entendem" os benefícios das BLAZERS e afins, cito como exemplo a frota de carros da TV Globo, ao menos aqui no Rio de Janeiro. Basta descer a pequena rua Von Martius para ver os carros. Até os anos 90 eram carros Chevrolet como os modelos Veraneio, Bonanza e afins. Depois passaram a utilizar Chevrolet Blazer e S10 dupla cabine. E faz poucos anos para modernizar a frota o modelo escolhido foi Hyundai Tucson, sempre carros na cor prata e com logotipos da emissora nas portas e numeração na traseira.

      Entendam que são carros de IMAGEM, como veículo de transporte cumprem seu papel, só que mais do que isso existe a intenção de demonstrar alguma eventual capacidade de transpor obstáculos, circular melhor por alagamentos, e mesmo de passar a idéia de que maior porte significa algo a mais, como se tivesse mais conforto, espaço, ou mesmo que seja puramente status.

      E cabe ainda lembrar que, além de certo público masculino, o público feminino em geral sempre foi do tipo que se impressiona com o porte dos veículos, como se associassem robustez, força, espaço, conforto, etc. E sabedor disso grande parte do público masculino compra essa idéia. Minivans, Médiovans e crossovers viraram as modernidades dos nossos tempo.

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    2. Concordo, Daniel S. As palavras "estigma" e "status" são a chave do sumiço das peruas. A maioria compra os carros para os outros admirarem.

      Eu sou exceção: comprei uma Del Rey Scala aos 28 de idade e fiquei com ela até os 30 e pouco, sem problema. A praticidade e o conforto fizeram bem para mim e para minha família.

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    3. Não sei a opinião de vcs, mas nessa história toda, acho que vale uma menção àquelas pick-ups dubladas dos anos 80 e 90 tipo Tropical Cabines também. O cara que tinha uma dessas era OO magnata! Agregava um status danado à pessoa. Tinha lá uma F1000 ou D20 dando sopa e mandava converter em cabine dupla. E ficava por aí posando todo sim senhor de cabine dupla. Se uma Pajero ou Blazer nós já estamos aqui criticando seus dotes dinâmicos, calcule uma dessas, feitas muitas vezes sem muita engenharia. Aí quando surgiram os suves, quem ainda tinha algum receio quanto a essas adaptações e conversões independentes passou consumir as "dubladas de fábrica".
      Acho que isso também pode ser considerado nessa derrocada das stations.

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  18. Bem, em 93 comprei uma Parati CL nova e de todos os veículos que adquiri até o presente, foi o primeiro de dois que comprei ouvindo a opinião alheia, e sinceramente, foram as duas piores compras que fiz em minha vida.

    Nada a ver com o meu atual carro que comprei lendo os testes do Bob e do Arnaldo. Isso é diferente, tanto é que apesar de algumas coisinhas, estou gostando muito do carro. Ele é simplesmente o que os dois comentaram e pronto.

    Mas voltando a Parati, até hoje sinto arrepios ao me lembrar dela. Hoje aqui em casa sei que minha esposa aceitaria melhor um Uno na cor amarelo do que uma perua. E tudo por causa dessa dita cuja.

    Só para terem uma ideia, essa Parati foi meu último Volkswagen e mesmo sem algum problema mecânico, ela foi detestável.

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    1. CCN 1410, quais as críticas à Parati? Conte-nos o histórico dela. Abraço!

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    2. Como disse no post anterior, eu não tive problemas mecânicos, mas a perua tinha problemas de acabamento e de construção.

      Está certo que era uma CL, mas ela tinha o para-sol fixo e quando quis colocar outro basculante, o preço era exorbitante, aí optei por um paralelo, que simplesmente inchava no sol e fica de difícil manuseio.

      A porta traseira, além de ter três orquestras sinfônicas instaladas, veio torta e era assim que sempre retornava das revisões.

      Seu motor era o AP 1,6 à gasolina, fraco e beberrão. Não chegava nem perto do meu carro anterior, um Voyage 85 movido a álcool.

      Fiquei com ela uns três anos e a cada aniversário, era preciso trocar o escapamento.

      Os tecidos dos bancos rasgaram e no painel, que rachou com o sol, tinha pelo menos duas orquestras sinfônicas.

      Ela também balançava muito nas curvas e era de difícil geometria.
      Maçanetas que quebravam ou entortavam era frequente, entre outras coisas.

      Enfim, foi um veículo que não via a hora de passar adiante e o carro que comprei depois, um Corsa 96 1,6 foi um espetáculo.

      Agora só não me peça para descrever o segundo carro que comprei através da opinião alheia. Foi um Corsa 1,8 ano 2002 que de tantos problemas que tive, teria que alugar o blog para descrevê-los. Seu apelido era "Bonitinho, mas ordinário".

      Interessante é que eu fiquei mais de seis anos com o Corsa 96 de tão bom que ele era. Também fiquei mais de seis anos com um Astra que tive, mas o Corsa 1,8... Foi terrível. Mais ou menos um mês depois da garantia, entre infinitos problemas, queimou toda a central eletrônica e mesmo reclamando com a fábrica, não tive nenhuma compensação.


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    3. 93...ap 1.6?...94 acho que saiu ap1600, mas 93 ainda era ae1600...não tenho certeza, mas os amigos autoentusiatas podem informar melhor.

      aqui temos 92...escapamento é de 4 em 4 anos...maçanetas originais de fabrica(maquina de vidro sim, me lembro de já ter trocado umas 2 vezes), 260.000km, tampa traseira é um problema de fato, já tive que trocar as dobradiças da tampa, e o tampão tive que adaptar uma dobradiça de metro embaixo do carpete que tive que colar nele, mas ficou bom. Painel apesar de já ter pego muito sol, tá 90% apenas arranhões de uso.

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    4. CCN1410;

      Acho que deve haver um engano: Sua Parati devia ser AE/CHT 1.6, um carro notoriamente fraco mesmo e de desempenho insatisfatório. O Gol a ar parecia arrancar melhor que o CHT/AE! Já o Gol quanto a Parati com motor AP1600 tem um desempenho satisfatorio.

      O AP1600 só voltou para a linha BX em final de 1993, inicio de 1994. Neste momento, os AE's ficaram restritos as versões de 4 marchas.

      Quanto ao escapamento...não há o que resista a nossa alcolina repleta de enxofre, misturado com vapor d'agua oriunda da combustão...

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    5. Daniel S. de Araujo,

      Bem, para quem conhece um pouco de carros, sabe que o motor AE, antigo CHT, é bem diferente do motor AP, legítimo VW.

      Externamente as duas eram idênticas, a única diferença era o escapamento da AP que tinha calibre maior.

      Talvez nesse quesito do motor que eu estava habituado com o Voyage a álcool 85, que comprei usado em 88 e fiquei com ele mais de cinco anos.

      Com esse Voyage, nos meus bons tempos de juventude, deixei muito carro mais potente para trás.

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    6. Daniel

      Em março/abril de 93 já existia Gol com motor AP 1600.

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    7. CCN

      Já te disse uma vez e repito: Você deu um tremendo azar com esse seu Corsa 4300 pois o carro é (era) muito bom.

      Eu tenho um e não pretendo me desfazer dele. Pergunta pra mim se eu o troco pelo Onix...

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    8. Tenho um Corsa Sedan 2006 (4300) 1.8 a um ano e meio. Carro excelente aos recem completados 100 mil quilômetros. Além de óleo, filtros e pneus, não precisei trocar nada.

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    9. FVG;

      O Gol 1.6 AP só saiu em Setembro de 1993, como modelo 1994. Só em Setembro.

      Lembro-me bem disso pois a queixa na época era que os Argentinos usufruiam do Gol AP e nós, brasileiros, ficamos com o CHT no Gol de 1990 até 1994 (rarissimos)

      A propria 4 Rodas, edição de setembro de 1993 fez um comparativo de primeira mão dos Gol's AE e AP
      _______________________________

      CCN1410;

      Longe de chama-lo de não conhecedor de automóveis! Apenas teci o comentário pois Parati 1993 AP é um tanto incomum pelo fato de ter saido apenas no final de 1993.

      E, longe de ser um foguete, a Parati AP, em minha opinião, não era ruim. Claro que carregado deixava a desejar mas não achava com um desempenho ruim, a menos que você tivesse uma direção mais "esportiva". Por isso que estranhei seu comentário sobre a Parati AP.

      Já o AE...até o Gol era lerdo com ele.

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    10. Daniel

      Olha, longe de mim criar discussão... Tudo bem que, de vez em quando, a memória do tiozão aqui anda me criando algumas falsetas - afinal, lá se vão 20 anos.

      Mas te asseguro que eu vi esse Gol AP1600 bem antes de setembro de 1993.

      Só pra enriquecer mais a conversa, uma das coisas que marcou a sua volta, foi a adoção do sistema de escapamento com maior bitola, igual ao usado nos AP1800.

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    11. Temos uma Parati CL 1.8 89 desde zero hoje é relíquia, mas até pouco tempo era usada diariamente e não tenho do que reclamar! O carro mantém-se perfeito inclusive com escape original.

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  19. Porque a Adventure não tem a suspensão traseira independente como esta Trekking?

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  20. Bob
    Me lembro bem do seu delicioso texto para o BestCars, a história do Omega de forma narrativa. Na ocasião você até sugeriu a Suprema como carro militar ao invés da Blazer. É mais ou menos isso que você citou agora "sair de uma perua fabulosa e pegar um caminhão".
    Gosto muito da linha Weekend, meu pai teve uma Stile da primeira safra, acho que 97, e eu praticamente aprendi a dirigir nela. O problema é que a atual não é muito diferente dessa. Acho que a Fiat poderia refazer a Weekend nos moldes do Grand Siena. Com maior espaço interno, acredito que satisfaça seu público fiel.

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  21. Ah... faltou incluir. A traseira da Weekend é um escândalo de bom gosto. Peruinha jeitosinha...

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  22. Infelizmente uma categoria em extinçao, talvez pelo desenho, muita vezes nao tao feliz, como os carros que se originam.
    Mas muita coisa boa ja foi feita aqui como a Caravan, Belina, Parati e Quantum , entre outras.
    Para mim a perua mais bonita ja produzida de longe é da GM americana:
    Chevrolet Belair Nomad 1955/56
    Outros 2 ótimos desenhos em peruas
    Alfa 156 SW (exotica e sedutora)
    Subaru Impreza WRX SW anos 03/05 minha safra favorita.
    Jetta Variant e Passat sao otimas opcoes , porem numa faixa de preços bem restritiva.

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  23. Sou mais as peruas do que os monovolumes,coisa de brasileiro.

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  24. Prezado Bob Sharp
    sou um usuário de peruas, porta malas de SUV com custo de carro pequeno
    mais de 10 anos de Belina, e uns 5 anos de Ipanema.
    Mas como a Zafira fica nessa avaliação, ela é apenas uma minivam, ou pode passar por uma perua?

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  25. Bob não citou entre as peruas a vw variant, certamente marcou época.

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  26. Atualmente existe um consenso em todo site sobre carros: Perua é boa, SUV é ruim.
    Para autoentusiastas, isso tem seu fundo de verdade, mas pra população em geral, não. Eu, como autoentusiasta, vou preferir um sedã, mas entendo quem busca um SUV.
    O mercado pode ter lá suas contradições, mas não é de todo errado. Temos que entender que nós, autoentusiastas, apreciadores de um bom comportamento dinâmico (dentre outras qualidades), somos minoria. O cidadão médio comum, ao comprar seu carro, avalia outras variáveis, mais importantes para ele.
    Um dos aspectos que vem ganhando força, e fazendo sentido, é o estado do asfalto. Só mesmo um carro altinho para passar pela buraqueira.
    E as fábricas vão de acordo com o mercado. Se estão deixando de fabricar peruas é porque vendem pouco.
    E não venha me dizer que europeu tá certo e brasileiro errado. Isso é complexo de inferioridade.

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    1. E o que dizer de motoristas de SUVs que se arrastam sobre valetas, lombadas e calombos no asfalto? A única utilidade desse tipo de veículo seria poder passar tranquilamente pelas aberrações viárias brasileiras e na hora de fazê-lo, o mautorista fica com "medinho" de estragar o mastodonte. E eu, com meu hatch, tenho que esperar o bonitão/bonitona transpor os obstáculos e retomar a velocidade (quando retoma).

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  27. As pessoas reclamam das pessoas que compram SUVs em vez de peruas, mas eu acho muito mais estranho alguém comprar um sedã em vez de uma perua. Um sedã tem a mesma dirigibilidade e ocupa o mesmo espaço externo que uma perua sendo absurdamente menor em capacidade de transporte de volumes.

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    1. Lorenzo Frigerio30/04/13 18:37

      Ninguém compra SUVs para transportar coisas. O clássico comprador de SUV ou é mulher que quer "sentir-se segura" ou é homem com aquilo pequeno. Além do mais, SUV é que nem insufilm, as pessoas compram para imitar os outros.

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  28. É realmente as peruas são uma espécie em extinção, mesmo assim na minha região as pessoas tem uma queda por peruas não importando o modelo ou marca, o que se vê mais por aqui são os Peugeot 206 versão perua o qual modelo não me lembro no momento, tenho dois hatch's devido mais por opção de espaço, economia, etc.

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  29. joão celidonio30/04/13 13:56

    no geral ela é muito estilosa, acho linda mesmo..

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  30. Quando criança, entre 1990 e 1993, lembro que na volta da escola eu babava em alguns carros que eu sempre via no caminho:

    1. Escort XR3 e Uno 1.5R do meu vizinho e sua esposa, respectivamente.
    2. Kadet GSI que fica estacionado perto da escola
    3. Santana Quantum Sport, branca com detalhes vermelhos nos frisos.

    Então Bob, coloca a Quantum aí na sua lista!

    Abraços

    Uellintgton

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    1. Putz, eram carros que eu "babava" também...

      No XR3, o frison era por causa do reloginho digital azul junto ao retrovisor, o aerofólio e o teto solar, onde sempre tinha um coleguinha metido que ia embora da escola com o cabeção pra fora!

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    2. Os carros dessa época que eu babava...

      -> VW Quantum GLS (1992 - serie nova). Tinha um vizinho que tinha uma Quantum GLS 1993 Branco Perola...dispensa comentários.
      -> Ford Royale Guia (a versão 1993 tinha umas rodas lindissimas);
      -> VW Parati GLS com suas rodas gota d'agua - Eu tinha uma colega de faculdade que andava, em 1998, com uma Parati 1994 dessas, azul metálico...ultima leva, com ar condicionado e direção hidraulica. E motor 1.8/S - comando 0.49)
      -> As ultimas Caravans Diplomata 1991. Os fãs da Suprema que me perdoem mas Caravan é Caravan.
      -> E isso sem falar na dupla dinâmica - Gol GTS e GTi.



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  31. Acho que a frase explica tudo: brasileiro não é apaixonado por automóvel!

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    1. Félix30/04/13 13:58 Não não é,brasileiro já compra o carro pensando no valor de revenda ,o que não é o meu caso .

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  32. Até hoje não entendo deixar de comprar uma perua em favor de uma suve para rodar no asfalto. Paga-se o preço de um veículo com capacidade de off-road para usá-lo exclusivamente no asfalto. E este preço não é só na hora da compra: o off-road também custa em comportamento dinâmico, maior suscetibilidade a capotamento, maior consumo e menor desempenho. Isso sem contar com o maior custo de manutenção (vai ver quanto custa um pneu de suve) e com o tamanho avantajado que atrapalha a manobrabilidade no trânsito.

    Aí na hora de vender o sujeito ainda coloca orgulhoso: "usada só em asfalto", "nunca viu terra" e outras coisas do tipo. Algo como anunciar uma pick-up que nunca levou carga ou um ônibus que nunca transportou passageiros. O que o sujeito acharia de vender um saca-rolhas usado que nunca sacou uma rolha?

    No fim das contas, uma perua teria feito o mesmo trabalho de forma muito mais barata e eficiente.

    Vai entender a cabeça do consumidor brasileiro...

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    1. Num país onde:

      Carro com teto-solar = Carro de corno.
      Descapotável = Carro de playboy exibicionista.
      Perua = Carro fúnebre.
      Caminhão = Carro de família.
      Turbo = Carro pra racha.
      Prata = Cor fácil para revenda.
      Esportivo = Badges diferenciados.
      Suspensão alta de jipe em plataforma de rua = Conforto.
      Sedan médio = Carro de rico.
      Mercedes série C e BMW série 3 = Carro de magnatas.
      "Sport Sedan" (???) com "poderosos 80cv"...
      etc...

      Temos que agradecer o fato de termos evoluído e acabado com o dogma das quatro portas serem carros "de praça"! Isso depois de uns 20 anos convivendo com este "dogma"!

      O tupiniquim mediano não gosta de carro, parece gostar de ser tratado como retardado. :(

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    2. A do "Sport Sedan" foi de matar.

      E o pior é que vai vender como água.

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    3. Caramba Eduardo Chiavaloni! Ótimo texto! Carro, no Brasil, é sinônimo de sucesso! Infelizmente, aqui, sucesso é ofensa pessoal! Justo aqui, um país absolutamente propenso a um conversível, simplesmente não existe este modelo disponível, salvo raríssimas exceções de importações particulares. E se a gente se atrever a ter um, aí é que a ofensa se transforma em desaforo insuportável e sujeito às piores retaliações. Basta mesmo um bom sedan, mesmo sem ser da hélice ou da estrela, para provocar olhares para o bem e o mal. Uma pena. Já disse isto aqui uma vez: "estamos condenados ao limbo". sds. MAC.

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    4. Lorenzo Frigerio30/04/13 18:39

      "Vendo vestido de noiva. Usado apenas uma vez."

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    5. Muito bom seu comentário Carlos Mauricio Farjoun.
      Eu concordo totalmente com você.

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    6. Sport Sedan é de lascar...será que vai vender muito? Até o ano passado só havia tido uma perua, e das pequenas. Era uma Marajó a álcool que era muito fraquinha, mas tinha o espaço que eu precisava para tralhas de bebê, etc. No ano passado comprei uma Subaru Outback 1998, ainda do tempo em que era uma perua, e me apaixonei pelo carro, apesar do custo das peças originais. Gostei tanto que agora, quando vou visitar minha mãe, fico de olho numa Quantum prata, do modelo novo, que parece muito bem conservada e único dono. Quem sabe, quando vender a Outback...

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  33. Eu gosto de peruas. Carros bem mais práticos para cidade/estrada que os SUVs. E em muitos casos, a versão perua é até mesmo mais bonita que o sedã. Gostaria de grana para adquirir uma BMW ou Mercedes, mas me contentaria se a Ford trouxer a Perua Focus equipada com ecoboost (melhor parar de sonhar, né?). Tem muitas rodando na europa e são sensacionais.

    E quem não se recorda da Escort SW - cada dia mais difícil encontrar uma em bom estado - típico carro de "mãe", dando canseira em muito playboy, com muito conforto, ainda por cima?

    Sobre o punta-tacco, pela foto acima dá pra perceber que os pedais estão próximos. Entretanto, já aluguei algumas vezes palio celebration em que era impossivel. O pedal do acelerador era bem ao fundo que a embreagem, sendo inviavel acelerar e frear ao mesmo tempo, exceto se estivesse com o pé "quebrado".


    Marco

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  34. Eu sei que fui muito feliz com a minha Santana Quantum 2000 GLSi Automatic 94, durante os mais de dez anos que ela permaneceu comigo. Desempenho, comportamento dinâmico e conforto equivalentes de automóvel e de quebra com alguns atributos utilitários.
    Lembro de uma vez que transportei, de uma só vez e com a família junto, toda a madeira para fazer uma porta de garagem. E outra em que comprei um fogão de quatro boca e levei-o para casa encaixotado so no espaço do porta-malas.
    Quando os filhos cresceram eu troquei ela por um sedã médio-grande, que é a minha preferência, mas gostava muito daquele veículo.
    SUV's não me atraem, eu só compraria um se trafegasse frequentemente por estadas de chão e precisasse de tração 4x4. Mas SUV ta na moda né? Da estatus né?
    É bem como comentou acima o Rafael Ribeiro.

    ABRAÇOS.

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  35. tenho uma quantum 1996 com 260.000 kilometros, somente o cabeçote foi retificado, pois o ap 1.8 raja bastante, não consigo tirar o vazamento da tampa das valvulas, troquei tampa e vedação de borracha e continua vazando, a 3 marcha arranha e está dificil a cada dia ver peruas, viraram carro de pedreiro, serralheiro e eu a uso para trabalhar com manutenção eletronica de maquinas, não levo peso mas já soldei a longarina duas vezes, é uma guerreira,usa monoponto e demora para pegar, deve ser o gnv que trava o bico, as pessoas a chamam de banheira.
    a lataria é um pouco forte, encostei num honda fit e amassou bem o honda e o parachoque nada.
    não freia bem... pelo menos a manutenção do ap ainda é barata.
    uso oleo vs 20w50 de 10 reais.
    não é boa de curva, vale ressaltar... daqui dois anos vou aposentar ela, numa garagem coberta.
    dicas: usem atuador de marcha lenta do uno 1.0 , é igual e mais barato para o monoponto de 1994 a 1997.

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    1. 260.000Km tá a nossa parati, 1.8 também...só cabeçote já foi retificado por ter andando alguns km sem agua. 92, carburador weber de corpo duplo...segundo estagio já nem abre mais encravado, por mais que limpe e lubrifique não dura alguns dias andando na anda e para da cidade e quando vai a faixa já tá encravado, creio que deva vir algum kit de reparo do eixo da borboleta.
      troquei amortecedores apenas 2 vezes, a estrutura permanece intacta mesmo que por 7 anos ter ido para judiaria de estradas de chão do interior as vezes com peso, homocineticas originais, caixa e diferencial até hoje só reposto o óleo. Agora sim tá andando pouco cerca de 5.000km ano

      Vou reclamar do que numa perua que praticamente é abastecer gasosa e andar? vida longa as quantum's e paratis dos anos 80/90.

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  36. Sou fã das peruas, já tive Corsa SW e Renault Grand Tour. Me encanta a praticidade das peruas, carregam tranquilamente 5 pessoas + um monte de tralha, ou então minhas bicicletas, pranchas de surf, etc, sem precisar de rack de teto, transbike ou sei lá o quê. Baixou o banco traseiro, tem um "salão" pra colocar as coisas, e o "bocão" que fica com a tampa de porta-malas aberta torna a carga e descarga bem tranquila. E isso sem precisar ser um mastodonte desajeitado na cidade.

    Fico na torcida que elas não desapareçam de vez, mas acho que essa é uma batalha perdida...

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  37. Um carro que eu acho que ficaria lindíssimo como perua é o corsa de 2002. O europeu era bonito, mas acho o desenho do brasileiro ainda melhor. Eu teria um com certeza.

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    1. Outros que carecem de uma perua são Fusion e o Cruse. Sem contar, claro, que a Fiat poderia ter aproveitado o "novo Uno" para fazer uma "nova Elba", uma "Grand Weekend" com base no Grand Siena, ou mesmo aproveitar umas plataformas de Linea que devem estar sobrando lá em Betim para fazer algo do gênero. Se bem que o Linea já é alto e estreito, iriam estacionar o Linea SW na perpendicular e usar como rede de vôlei.

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  38. Acho que é a questão não se limita apenas a ser SUV ou não, a grande maioria nem sabe diferenciar um SUV de uma perua e esta de uma minivan (até nós, entusiastas, as vezes confundimos). Essa mesma maioria, creio eu, quer carros que tenham suspensão elevada, que sejam "bons" para buraqueira de nossas ruas. Por isso o sucesso da Palio Weekend Adventure, CrossFox, Idea Adventure e etc.

    Eu gosto de sedans e peruas, sou dono de uma Megane Grand Tour e estou muito satisfeito. Mas a maioria não pensa assim, infelizmente. Uma grande perua no mercado hoje, importada e longe de minha capacidade financeira, é a Volvo V60. Na cor vermelha ela é um sonho.

    Obs.:
    Quanto ao sucesso do EcoSport, Duster e parecidos, devemos lembrar também das mulheres: elas dizem que gostam de carros grandes, pois se sentem mais respeitadas.

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  39. Para não dizer que a Weekend e a Adventure não ficaram sozinhas de todo, há a Volkswagen SpaceFox e sua versão aventureira CrossFox (...)
    R: Onde está CrossFox, leia-se Space Cross, essa sim a versão aventureira da SpaceFox.

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    1. Anônimo, 30/04/13 14:45
      Isso mesmo, SpaceCross. Já corrigi.

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  40. Na minha visão, Bob, o mercado das SW não encontra mais sua legião de compradores – aliás, sejamos sensatos, na verdade, no Brasil, nunca encontrou de fato – exatamente por causa da popularização do carro como meio de transporte individual. Bate-se tanto na tecla do “carro urbano”, do “carro econômico” e do “carro popular”. Pergunto: nas grandes cidades em que os espaços estão cada vez menores, e as pessoas, cada vez mais individualistas, em ruas tomadas por Fiat 500 e Smart, quem hoje realmente precisa de uma perua?
    Sobre a i30 CW: perua sem porta-malas não dá! Ou tem porta-malas à altura, ou é um hatch.
    Sobre a Palio: já tive, é um ótimo carro, mas quase R$ 45.000 por um modelo de origem 1997 e com vidros a manivela nas portas traseiras, também não tem condições.
    Não sabia que a Parati já tinha saído de linha. Aliás, acho que não demora para a SpaceFox seguir o mesmo caminho.
    Sobre a Blazer: até que enfim achei alguém que também pensa que ela é um caminhão com carroceria para passageiros. Mas os Pajero são confortáveis, muito embora pese contra o altíssimo preço.
    Jorjão: a Dodge 1800 SW não era totalmente irreal, uma vez que já existia sob a forma de Hillman Avenger Estate.

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  41. Junior Valias30/04/13 15:34

    Ao
    Anônimo30/04/13 13:43
    Não se trata de "complexo de inferioridade". Não me venha você com patriotada ou nacionalismo barato. Somos inferiores sim! Somos um país que enriquece de forma assustadora, mas estamos a cada dia mais violentos. Nos matamos por qualquer bobagem! Essa agressividade se reflete no trânsito, no quanto somos egoístas e despreocupados com as necessidades alheias. Nos escondemos atrás de um volante de um carro alto, ou outra porcaria qualquer que nos faça capaz de impor nossas vontades, nossas vaidades e nossa evidente inferioridade. Não somos pacíficos como povo, mas arrogantes e desinformados. Não somos receptivos, mas interesseiros. Não temos identidade, copiamos tudo que pensamos ser bom. Estou me referindo ao povo, como massa. Antes que apareçam as autodefesas. Inté!

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  42. É um triste fim mesmo...eu que sonhava em ter um citroën XM SW v6.

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  43. Bob, a Xsara Break, importada da França e do Uruguai entre 1999 e 2004 foi uma bela Station, com suspensão traseira direcional, como a Suprema, ótimos motores e câmbios (manuais) 1.6 e 2.0, espaço generoso e conforto muito acima da média. Além de tudo era baixa e segura como poucas.

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  44. Bob, veja que alguns carros fabricados no Brasil possuem belas versões perua no exterior, como o Ford Focus. Uma pena o mercado não consumir mais tal configuração de carroceria. Aliás, se houvesse uma daquelas eleições informais com o tema "Perua mais bonita já vendida no Brasil" eu votaria na 156 sportwagon!

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  45. A Grand Livina também é produzida atualmente, ao menos no site da Nissan ainda consta como disponível.

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    1. É verdade, não lembrava dela. Boa!

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    2. É minivan.

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  46. Lorenzo Frigerio30/04/13 17:04

    A Mégane Break 1.6 saiu de linha?

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  47. BS,
    eu acho que esse tipo de carro esta com os dias contados mesmo. Sendo um carro familiar e com espaco pra bagagens perdeu a aplicacao. 5 pessoas dentro dele com peso de malas e etc por mais de 2 horas se torna cansativo; Para o motorista tambem que fica tendo que trabalhar mais motor e marcha o tempo todo devido a maior carga. E 110cv pra um carro desse cheio é pouco em marcha de estrada. Hoje em dia maiores distancias sao cobertas por aviao a baixo custo (ex: RJ-SP); ou as familias vao em dois carros.

    obs: A informacao do conjunto aro/roda esta correta mesmo?! acho que esta a do Palio nao weekend!

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    1. Mas ainda justifica mais uma SW do que um caminhonetão tipo Trailblazer, Pajero ou SW4.

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  48. Uma vez "alguém" disse que películas nos vidros davam proteção, pois os amigos do alheio não saberiam o que ocorre dentro do carro, e mais uma moda estava lançada: o que pega é "lacrar o carro no g5", e botar uma película um pouco mais clara até na frente, pra lacrar geral...


    Se um outro "especialista" vier a público e dizer que o "esquema" é comprar peruas ao invés de sedãs, pois é quase impossível que um meliante te tranque dentro do porta malas, pronto, mais uma moda estará lançada!

    E as vendas de sedãs cairão vertiginosamente, hahahaha.

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  49. Estou casado com a ultima das Vw Parati, é ano/modelo 2012/2013 sem suspensão elevada com o velho conhecido AP, das ultimas a serem fabricadas (fabricação em julho). Cheirando novo.

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  50. Um bom carro, que depois de muitos anos de aprendizado, tornou-se sem problemas crônicos. Pura nostalgia é o painel de profundidade (até o parabrisa) bem pequena, bem como a forração das portas feita à moda antiga, com espuma coberta ta por plástico do tipo napa...

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    1. Bem, isso tem lá seu fundo de verdade. A Palio Weekend, assim como o Siena e o Classic, são talvez os últimos remanescentes do que um dia foi um automóvel "tradicional", quer dizer, com carroceria de dois ou três volumes bem definidos, linha de "cintura" dos vidros clássica, painel de pouca profundidade, para-choque dianteiro sem que o plástico tome conta de 90% da área frontal... Lembrando que os Fiat citados são obra de Giugiaro, que apesar de versátil, foi justamente um dos que começou a moda do "enclausuramento" interno, quer dizer, dos carros grandes (ou médios) por fora e minúsculos por dentro (o que vai totalmente contra o conceito Fiat que conheci)...

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  51. Bob,
    Todos os Fiat equipados com motor e.torq estão vindo com corte "limpo" atualmente?
    Sei que o Siena antigo com o motor e.torq tem corte do tipo "sujo".

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  52. Douglas,
    Francamente, não sei dizer. Anda-se em tantos carros hoje que certas memorizações são difíceis.

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  53. Um show a parte é a ficha técnica, completíssima, com dados relevantes e muitos raros de encontrar...Acho que só faltou o sistema elétrico com capacidade da bateria e corrente do alternador. Parabéns!

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    1. ThiagoP
      Considero essencial uma ficha técnica recheada de dados, uma atenção ao leitor que faz questão de conhecer todos os pormenores dos carros testados. Sua observação procede e daqui para frente esses dois dados constarão da ficha (tensão é desnecessário, todos os carros são de 12 volts hoje). Procurei há instantes na ficha técnica do site de imprensa da Fiat corrente do alternador e capacidade da bateria, para informá-lo, mas não existem.Todavia, no catálogo da Automobil Revue, que recebe informação diretamente dos fabricantes, a bateria é de 50 A·h e o alternador, de 90 ampères.

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    2. A capacidade da bateria é só lembrar de olhar embaixo do capô, já o alternador dependendo da posição fica mais difícil...

      O chato é que os manuais dos carros hoje em dia estão faltando mesmo esses detalhes.

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    3. Obrigado Bob!
      Realmente é essencial, mas infelizmente é muito difícil de encontrar tamanha atenção ao leitor por ai.
      Eu tenho o costume de sempre elaborar uma ficha técnica completa para meus carros, faço ainda uma planilha com de velocidadeXrotação de todas as marchas.
      Sobre os manuais realmente são cada vez mais pobres, logo mais o máximo que vão entregar é um link para fazer o download, ai quem quiser que imprima.
      Mas sendo justo a Fiat, ainda fornece um manual bem completo, pelo menos no quesito informações técnicas, lubrificantes e manutenção.

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  54. Eu sempre fui fã de carteirinha de peruas, tanto que meu carro de sonho é a Audi Avant RS6...a RS4 tb é fantástica... no degrau debaixo temos as Passat e Jetta Variant.. penso que ninguém faz peruas como o grupo VW...
    Com relação ao mercado nacional, sempre fui fã da Parati, até a terceira geração... uma pena ser continuada.... por falta de opção, meu próximo carro será uma Spacefox....
    Tenho um amigo que possui uma Jetta Variant branca, top, com teto..... é fantástica, simples assim... só que eu não to podendo com uma no momento.... mas chego lá!
    Abs!

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  55. Falando de volante mais elevado, vc saberia porque os carros de Rali de hoje tem o volante mais alto?

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    1. Anônimo 30/04/13 23:59
      Nunca notei esse aspecto, mas a altura do centro do volante deve coincidir com a do ombro, de modo a permitir o melhor trabalho possível de braço e antebraço, o que no rali é essencial.

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  56. Aléssio Marinho01/05/13 00:08

    Admiro as peruas mas no dia que guiei uma Minivan pela primeira vez o coração bateu mais forte pela praticidade, conforto em viagens longas e poder carregar tudo e mais um pouco.

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    1. Aléssio
      Gosto de minivan também, mas só as de sete lugares. De cinco, nem pensar.

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  57. Belo texto, Bob.

    Taí um tipo de carro que eu sempre gostei, porém acho mesmo que o brasileiro não curte, pois meus amigos sempre me zoavam, dizendo que os modelos eram feios, carro de velho ou mesmo rabecão (especialmente a Ipanema).

    Ah, e como eu adorava a Chevrolet Ipanema (a despeito de seu voltante 'torto'). Tive duas, uma duas portas (modelo "Wave", que apesar de ser na cor prata meus amigos chamavam de rabecão) e uma quatro portas, na cor vinho. A primeira tinha motor 1.8 e a segunda 2.0. Como eu gostava destes modelos, que cabiam toda a tralha, andavam bem e tinham ótima estabilidade. E sem essa de 'altura', pois eu com elas para todos os lugares e viagens, com estrada boa ou ruim e até de 'terra', sempre sem problemas.

    O ponto do 'desing' que todos mais criticavam, que era sua 'traseira reta' à rabecão era justamente o ponto que eu mais gostava do desing (vai entender).
    Sou mesmo fã da Ipanema.

    Tive também uma Corsa Wagon, que com seu motorzinho 1.6 andava muito bem, porém esta era mais desconfortável e pequena por dentro.

    No fundo, como disse, acho que o brasileiro, de forma geral, não curte muito este tipo de carro.

    Leo-RJ

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  58. Nas últimas férias rodei com uma igual, inclusive na cor. Minha impressão foi de que sua maior qualidade reside apenas no fato de ser ainda uma perua disponível no mercado. Fora isso, não simpatizei com o carro:
    Troca de marchas "borrachuda" e de curso longo;
    Motor fraco em baixas rotações, incompatível com a proposta de carregar família e tralhas;
    Material do painel de aspecto fajuto - arranha até com unha de mulher;
    Vidros a manivela atrás.
    A suspensão, apesar de baixar mais do que deveria quando carregada, oferece conforto e razoável qualidade em curvas.

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  59. Todas as opções são viáveis, tudo depende apenas de nossas necessidades no momento.

    Quando pretendo trocar de carro, por exemplo, o primeiro item que avalio é o tamanho.

    Por isso eu penso que os carros mais indicados para os jovens devem ser pequenos, econômicos, mas não necessariamente 1,0. Podem ser de duas portas e ter acabamento espartano.

    Depois com o casamento e a vinda dos filhos, pode-se optar por um sedã ou mesmo uma perua.

    Quando somos aposentados e com os filhos já fora de nossas casas, acredito que devemos retornar aos pequenos novamente.

    Quanto aos suves e picapes, talvez sirva apenas para reafirmar a masculinidade ou feminilidade das pessoas, sei lá...

    Eu sempre falo para a minha esposa, que no futuro poderemos comprar um Fiat 500 ou mesmo um belo Smart.

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  60. Taí um carro que eu compraria! Mas não nessas versões "militares".

    Acho que a Attractive tem seu charme e, de certa forma, um carro para passear com a família, precisa mesmo de robustez e espaço para a bagagem apesar do espaço para a família ser modesto.

    Uma pena que nessa versão mais simples não tenha a opção de cambio automático e outra coisa chata, como quase que é uma regra em qualquer outro fabricante, é que se você for incluir os acessórios que realmente te interessam, acabam ficando muito mais caro, e te induzem a comprar uma outra versão, no caso essas "militares".

    Talles

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  61. A 207 SW saiu de linha? Quando? Tá certo que ela era feia, apertada, não tinha muito espaço para bagagem, achar um mecânico que realmente saiba consertá-la é uma questão de sorte, mesmo nas concessionárias, potência e consumo não eram destaques, o acabamento das últimas versões não era lá essas coisas, a linha 206(7) inteira está com os dias contados, mas ela era uma opção mais barata à weekend, embora o custo de manutenção fosse bem mais alto.
    E ela era muito boa de dirigir, o que, no final das contas, já é muita coisa.

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  62. Acho que faltou dizer que as peruas estão caindo pela nova moda das mini-suv como Tucson, Ecosport e similares, que agregam muito mais capacidade de carga e encaram mais buracos do que esses "carros normais com porta-malas grande" que são as peruas. Sinto falta apenas das grandes como a Suprema ou a esquecida no texto Quantum, assim como minha predileta Ford Royale Ghia (com todos os mimos possíveis em 1996: ie, abs, teto solar, sistema de som com 8 falantes, ar e dh, etc, desde 1992 com abs!). Faltou também as clássicas Belina, Caravan, deve ser pressa do BS. :D

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  63. Em tempo: digo que foram citados apenas os nomes enquanto mereciam quase um post à parte, pois a Caravan e a Royale foram, um dia, os carros mais caros e tops do Brasil com acessórios que os concorrentes não tinham. Além disso não tem só palio weekend no Brasil hoje: Jetta e Passat Variant não contam? ;)

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  64. Sinto falta delas... Fico imaginando como seria uma Parati hoje, nos moldes da Saveiro V, um Cruze SW, Fusion Belina (?!) ou até um Celta Wagon...

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    1. A Cruze SW existe, procure em outros sites da Chevrolet mundo afora.

      Quanto a um Celta Wagon, digite "Prisma Y" no google e veja como era o protótipo que a GMB fez há alguns anos - esteve até em algum salão, não lembro de qual ano. É o que mais se aproxima de um Celta Wagon.

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  65. Preferível ter uma perua a um sedan. O sedan tem o espaço traseiro limitado pela altura do porta malas e a visibilidade é comprometida. Uma perua do memso modelo tem praticamente o mesmo tamanho do sedan e tem com muito mais espaço e visibilidade traseira superior. Já dirigi Marajó, Belina, Weekend e fui proprietário de uma Quantum AP 2000 GLS 92. Há um ano adiquiri o meu primeiro sedan, um Corsa 4300 1.8. Apesar de ser um ótimo veículo, a visibilidade traseira é sofrível e o espaço de carga volumosa é péssimo, mesmo com os bancos bi-partidos (uma bicicleta pequena entrou com dificuldade). Compraria uma perua 0km sem sombra de dúvidas! A Space Fox está na "alça de mira".

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  66. Concordo com a matéria,"Brasileiro é apaixonado por carro" é piada. Preferem o modismo e comprar carros que parecem verdadeiras "pererecas", feitos para anões, ou pessoas sem pernas para poderem viajar no banco de trás, carros que mais parecem latas de sardinha,impossível fazer compras ou viajar com a familia num carro desses. Digo isso por que já tive um Peugeot 206 e um Ford Fiesta e atualmente optei por um Escort SW 99, por achar o Palio Weekend um pouco menor para minha familia com duas crianças. É lamentável enterrarem as 'peruas' assim no mercado interno.

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  67. Acho que além das SUVs, são as minivans estão tirando o mercado das peruas. Quando meu filho nasceu, achei que era hora de trocar o sedan por um carro que pudesse levar a "pequena mudança" que cada passeio havia se tornado. Acabei comprando um Nissan Livina, que tem o porta-malas do mesmo tamanho desse Palio Weekend, num projeto (um pouco) mais moderno. Inclusive com a vantagem que as peruas tem de proteger os passageiros do banco traseiro do Sol.


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  68. Brasileiro não gosta de carro. Brasileiro gosta é do status relacionado ao carro, mas não do automóvel em si. Por isso é que as peruas caíram no mercado. E os suv's subiram.
    Um outro fator: mulheres estão com mais dinheiro. Poucas são autoentusiastas. E a maioria delas prefere a altura ao solo maior e aparência mais parruda de um suv (se sentem "mais seguras no trânsito" - acho uma insensatez) que a esportividade de uma perua. Exemplo: uma amiga minha teve que andar de S10 esses dias e elogiou justamente esses pontos: mais domínio do trânsito, mais segurança e espaço para tralhas. Sem condições para um diálogo útil, não é autoentusiasta....rsrs

    Ricardo2

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  69. Bob,
    Eu sou vidrado na Jetta Variant, mas só posso pagar por uma de segunda mão, na faixa de 50/55 mil reais em SP. Você recomenda a compra de um carro desses ou VW importado é tratado como "bomba" pelo pessoal de manutenção?

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  70. Olá.

    Estaria eu errado ao apontar a legislação como responsável pela morte das peruas? Afinal, salvo engano, só se pode carregar o porta-malas delas até a altura dos vidros o que anula sua principal vantagem em relação aos sedãs de que derivam. Há casos em que a capacidade é até menor.
    AAM

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  71. estou a 1 ano e meio com uma 207SW - 30K rodados
    apesar das eternas criticas a peugeot - estou contente com o carro e a proposta, com a css...
    e vou continuar com ela até ressurgirem as peruas....

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  72. É mesmo uma pena o quase sumiço das peruas, carros práticos e, desde o Alfa 156 Sportwagon, bastante bonitos.

    O 156 Sportwagon foi um marco no desenho de peruas, que costumavam ter, convenhamos, estilo comumente desequilibrados; algumas, verdadeiras Quasímodos! Mas, desde o Alfa, toda uma escola de estilo de peruas, ainda que seja menos uma escola do que simples cópias de uma fórmula feliz, tem resultado em belos carros com grande praticidade sem sacrificar dirigibilidade, conforto de rodagem e economia.

    Infelizmente, parece que peruas estão restritas agora ao mercado europeu apenas. O resto do mundo abraçou minivans e esseuves (que de esse e de u têm pouco) ao mesmo tempo em que Viagra era... abraçado: coincidência?

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    1. Também gosto muito do Alfa 156 SW, um dia ainda vou ter uma.

      César

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  73. Olá Bob, inclua-me na lista de órfãos das peruas, até outro dia com duas na garagem. Juntas, não chegavam a metade dos cruzeiros pedidos por um desses "suves" pretensiosos. Mas basta uma volta no quarteirão com qualquer uma das "carrinhas" para separar os que gostam de automóvel dos que gostam de algo que se parece com um.

    A 206 SW Feline foi embora, mas a Grand Tour 2.0 seis marchas permanece firme, 55 mil km, Pilot Exalto e por aí vai. Mas, até quando? Não há nada em seu segmento/preço à disposição hoje no Brasil.

    Abs,
    Sodré

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  74. Oi, Sodré,
    Você tem um tesouro de quatro rodas, essa versão da Grand Tour é mesmo incrível. Pronto, você está incluído!
    Abraço!

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  75. Uma perua que acho bem bonita, disponível por aqui, mas que deve ser "mosca branca, é a Citroen C5 Tourer.

    Abraço a todos!

    César

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  76. Bob, a Tempra SW, salvo engano, apesar de ser uma versão de um carro fabricado aqui, era importada.

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  77. Caros, a questao é simples, em muitos paises os modelos `dissidentes` possuem preços pouco superiores ao modelo original, mas no Brasil, a mais de 10 anos este `delay` foi incrementado em muito. Palio SW=50.000, enquanto voce comprava um Palio com a mesma frente, painel e completo por 33.000. Isso matou as Peruas!!! Andar de Palio por 50K não faz sentido!!!
    Se este delay voltar a ser adequado apenas a diferença de custo, vai vender perua como água, principalmente as de entrada como PalioSW, Parati...
    Tá aí um belo nicho a ser explorado por quem o enchergá-lo...

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  78. Sou apaixonado por peruas desde a época em que meu pai levava a molecada de Belina pra cima e pra baixo.

    E por essas e outras que troquei minha picape (que eu usava para o trabalho, entre outros) por uma Megane GT 1.6 que encontrei com apenas 10milkm rodados e em estado de zero!

    Fico pensando quando chegar o momento de substituí-la, se encontrarei uma boa substituta ou se ficarei órgão de vez das belas peruas.

    Abraço, Bob e parabéns pelo blog.

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  79. Pessoalmente sou um fã desse segmento.

    Tenho ainda em minha garagem uma Megane Gran Tour Extreme 2009 1.6 16v. Sonhava com a 2.0, mas... tudo bem. Pra mim a última perua média do mercado nacional.

    Conforto, elasticidade no motor(é uma delícia rodar no limite do motor), e capacidade de carga para as "mocofaias"(pra quem n sabe, tralhas) da minha esposa e mãe.

    Sem dúvida nenhuma, nesses 17 anos guiando, esse foi "o" carro, pelo menos um dos mais gostosos e divertidos de se VIVER.

    Um estilo que muitos zombam e acham estranho,mas amo viajar com ela,amo dar um rolê por ai, amo, amo amo.

    Claro, so não superam meus 2 fuscas, que foram minhas "amates". Mas a "esposa" é a minha Megane e ponto final.

    Tristemente o mercado não reconhecem um grande produto a maioria das vezes e eles se vão deixando saudades...

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  80. Bob, uma pena, espero mesmo que a Fiat não acabe com a linha da Weekend. Particularmente, não gosto de SUVs, acho carros "gordos" e "exibidos (amostrados, como diz minha sogra)". As station são carros normais com capacidade excelente de carga e conforto. Sou meio "fã" de carros que derivam de hatches compactos. Tenho um Mille e uma Strada. Adoro o fato de poder colocar os trambolhos na caçamba da Strada e me sentir a bordo de um Palio. Um abraço!

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  81. Vinicius,
    Não adianta, os suves viraram símbolo de status, de poder, de ser importante. Sonho de consumo.

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  82. Por incrível que pareça, com todos os lançamentos que testei, Onix, P208( temos um ), Punto ( temos um ) Sandero ( temos um ) C3 novo, Fox, New Fiesta, etc, etc. pois estava a escolher um para mim para usar alguns anos sem me preocupar em revender, mas que desse para viajar, passear, ir a praia, sítio, espaço para bagagem, manutenção fácil e não muito dispendiosa e um design razoável, não fosse esquisito, bicudo, apertadinho, baixinho, barulhento, coluna atrapalhando visibilidade, com falta de peças ou concessionárias, marcação de revisão ou oficina demoradas,selecionei um só: a Weekend. O resto foi saindo da lista aos poucos.
    Ainda não a comprei pois estou esperando para ver se o modelo 2014 não vai sumir do mercado.

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  83. OLÁ, PESSOAL.EU TENHO UM WEEKEND ATTRACTIVE 2011.JÁ TIVE DEZENAS(DEZENAS MESMO) DE CARROS DA FIAT(PÁLIOS E SIENA).ADORO-OS.MAS,O WEEKEND BEBE MAIS DO QUE EU IMAGINAVA,JÁ QUE O MEU É 1.4.OUTRO INFELICIDADE É O ESTEPE EMBAIXO DO CARRO.ACHO ISTO A MAIOR IGNORÂNCIA POSSÍVEL POR UM ENGENHEIRO.ENTÃO,COMPREI UMA CAPA BEM BONITA, E MEU ESTEPE FICA DENTRO DO PORTA-MALAS,JÁ QUE TENHO PROBLEMAS SE SAÚDE E NÃO POSSO ME ABAIXAR COM FACILIDADE. RESUMINDO : NÃO FIQUEI TÃO SATISFEITO QUANTO IMAGINAVA. LOGO QUE PUDER, VOLTO PARA O SIENA(APESAR QUE MEU GRANDE SONHO É UMA RANGER).

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