ALGUNS ITENS QUE GOSTO, OU NÃO GOSTO, NUM AUTOMÓVEL

Fotos: autor e divulgação



Abro aqui um parêntese no AUTOentusiastas, me dando ao luxo de expor minhas opiniões pessoais. O caro leitor pode concordar ou discordar; já que cada um tem suas manias, e tudo bem. Vamos às minhas.

Bem, para começar vou tirar dessa história os carros esportivos. Com eles sou muito passional. Aceito e vou achar ótimo dirigir um bom esportivo mesmo tendo um prego no encosto me sangrando as costas, desde que o carro acelere p'ra burro, ronque um som mavioso ou faça curvas com perfeição. Essas coisas me conquistam e perdôo os esportivos de suas possíveis piores barbaridades. Sendo assim, os esportivos estão fora e vamos aos carros do dia-a-dia.

A primeira coisa que me interessa é a boa ergonomia. É ter o volante na posição certa, que me permita alcançá-lo em sua totalidade sem que tire as costas do encosto, e nessa posição também acione os pedais com conforto, sem ter as pernas encolhidas ou estendidas demais. Também preciso de um banco anatômico, que dê suporte à totalidade de minhas costas e que tenha razoáveis abas laterais que me escorem nas curvas.

O Uomo Universale do Leonardo da Vinci

Não é difícil nem caro fazer isso. Basta cuidado. Basta que usem o Uomo Universale do Leonardo da Vinci como boneco.

Chimpanzé: proporções antropométricas bem diferentes do Uomo Universale
 Não gosto de console intrusivo, exageradamente largo, que me obrigue a ficar com o joelho da perna direita na vertical. Gosto de espaço para as pernas, onde a perna direita possa cair um pouco para o lado, como é nos Porsche 911 antigos, nos Fusca e no Corcel I, e no Alfa Romeo Spider, da foto de abertura do post, por exemplo.

Gosto de painel limpo, clean, só com informações necessárias. Para carro do dia-a-dia até dispenso o conta-giros. Hoje em dia, a meu ver, na prática, ele se tornou desnecessário, já que há corte quando se atinge rotação máxima de segurança para o motor. Antigamente, na época dos carburadores, quando ele era necessário, era raríssimo um carro, que não fosse esportivo, tê-lo. E hoje ele vem em praticamente todos os carros. Muitos mostradores só mostram informações que as luzes de advertência resolveriam ao nos alertar para algo errado, como na temperatura da água ou na pressão do óleo etc. Os atuais painéis da BMW tenho como referência quanto à função e bom gosto.
 
Painel simples e funcional, além de elegante. Elegância é isso.
Não gosto de nada cromado no painel, assim como não gosto de painel que não seja preto fosco, simplesmente porque não gosto de nada refletindo nos meus olhos, assim como não gosto de ver o fantasma do painel refletindo no pára-brisa. Por conseguinte, também não gosto de painéis enormes, com ampla área exposta ao sol, pois mesmo com ar-condicionado ao máximo aquilo fica parecendo uma chapa quente reverberando calor a meio metro de nossa cara. Tenho notado que algumas boas marcas já entenderam isso e estão fazendo painéis menores, e lamento não ter comentado esse detalhe no recente post que escrevi sobre o BMW X1, que o tem de bom tamanho, pequeno, transversalmente estreito.

Saídas de ar cromadas no painel, principalmente as laterais, podem ser bonitinhas em termos de design, mas seus fantasminhas nos retrovisores externos, atrapalhando a nossa visão, confundindo-a, são de encher a paciência. Preto fosco nelas.

Não consigo compreender a cabeça de pessoas que grudam a tela do GPS no pára-brisa. Muitos a colocam no meio do pára-brisa, logo abaixo do retrovisor interno, o que atrapalha sobremaneira a visão e o que acho um tremendo perigo. Creio que algo deve ser feito. Creio que os fabricantes de carros mais populares, que não têm tela já embutida no painel, deveriam bolar um local específico para serem aderidas as ventosas de GPS, desde que seja em uma posição segura, onde em caso de impacto esse aparelho não ferisse alguém.

Não gosto que o carro tenha sua altura de suspensão alterada, nem para baixo nem para cima. Com raras e boas exceções, a maioria dos carros vendidos no mercado brasileiro está vindo mais alta que seus projetos originais, e isso altera o comportamento do carro, além de aumentar o seu consumo, já que aumenta sua área frontal, que é medida desde o chão. Esses carros poderiam, portanto, ter melhor comportamento em retas e curvas, e menor consumo. A tal praga brasileira das lombadas causaram esse mal.

Não gosto de câmbio curto demais, outra mania que acometia o mercado brasileiro, que, felizmente, está, aos poucos, desaparecendo. Essa foi uma constante quando os motores 1-litro ainda eram pouco potentes e iludia-se o mau motorista com essas relações curtas, dando respostas mais rápidas ao carro, já que o motorista não sabia fazer uso eficiente da caixa de marchas.

Hoje vejo melhoras, já que os motores pequenos estão surpreendendo com a boa potência e elasticidade que vêm obtendo, e isso permite que se faça câmbios mais longos, ou melhor, certos, o que acho ótimo. Isso é economia, conforto, menos trocas de marcha e menor ruído de motor na estrada.

O belo V-8 do Audi S7, ao tirarmos a capa plástica
Não gosto de capas plásticas sobre o motor. Gosto de ver o motor. Parece pecado que o carro tenha um motor a explosão e o escondem com se parte pudica fosse
A capa esconde este duplo-comando. Era para ser mostrado com orgulho, isso sim
Bem, basicamente é isso. Não sou muito exigente, como o caro leitor pode constatar, mas se esses pequenos detalhes não estão do meu gosto, o carro tem que ser muito bom em outros quesitos, para que eu, pessoalmente, possa simpatizar com ele.

AK

81 comentários :

  1. Sempre gostei dos painéis de lata. Eram simples e não faziam ruídos como a maioria dos carros atuais.

    Recentemente dirigi um Nissan Versa SV e posso dizer que gostei muito. É um carro simples, sem firulas e muito gostoso de dirigir.

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  2. Acho que meu gosto não bate com o de muitos motoristas, pois vejo muitos dirigindo com bancos reclinados e as costas desgrudadas, os braços esticados contra um volante com regulagem grudada no painel (será que é possível um bom controle do carro desse jeito?).

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    1. Esse jeito ai que mencionou, (encosto reclinadão, costas sem apoio e braço mega esticado) é bom pra causar acidentes, ninguém tem pleno controle do carro assim, vai pegar uma estrada desse jeito, cansa em 20 minutos!!

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  3. nunca alguem escreveu tao bem o que penso sobre um carro esporte.ainda acrescento ,um carro esporte com esses atributos pode ate memo ter um prego no pedal do acelerado que esta bom. hehe

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  4. Arnaldo,


    Acho suas exigências bastante razoáveis. Ergonomia adequada é fundamental para que o motorista não chegue com as costas acabadas ao cabo de uma viagem de 400 km, e paineis com partes refletivas são, na minha opinião, perigosos.

    Instrumentos demais também são dispensáveis, afinal, carro não é avião. Quanto ao GPS, hoje um equipamento corriqueiro, é preciso cuidado para não ter a atenção desviada para esses instrumentos, e seu posicionamento adequado é importante mesmo.

    Muito razoáveis as suas "manias".

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  5. Já eu gosto destas capas plásticas sobre o motor, e quanto mais mostradores no painel, melhor, e tanto melhor se não forem digitais. Abaixo essa pobreza de luzes de advertência, somente. Gosto também (imensamente) de interiores monocromáticos, que podem ser em marrom, bege, caramelo, azul, ou vinho, menos aquele pretinho básico totalmente insosso que impera no mercado. Há claro, muitas outras coisas que gosto ou não em um carro, mas fico nestes três exemplos. Ou melhor, quatro: ODEIO que usem funk em seus comerciais, he, he, he, he!

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    1. Mr. Car
      Você deveria mudar seu nome para DJ Mc Car
      E sair por aí com umas popozudas ouvindo funk a milhão !
      O que acha meu amigo?
      Eu te saúdo!

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  6. A 5ª marcha deveria ser mais longa em muitos carros! Economia, silêncio...

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  7. Não gosto de carros cujos painéis parecem centrais de controles de naves espaciais de filmes de ficção científica. Aprecio o uso de madeira em volantes e consoles centrais de painéis e curto mostradores analógicos e comedidos em quantidade.

    O volante com regulagem de altura e profundidade é sempre bem vindo e, como não estamos disputando corridas de Fórmula 1, o espaço para as pernas é mais do que necessário, mesmo em carros de sangue mais quente.

    Sobre as capas de motor, se tiver uma assinatura bonita (como Alfa Romeo em alto relevo) dá para perdoar, embora só dê mais trabalho para o mecânico trabalhar quando é necessário.

    Abomino pneus de perfil baixo, saias e spoilers sem função alguma. No interior, se tiver muito porta-trecos eu passo.

    Estou para inventar um GPS acoplável no para-sol (feito espelho no lado do passageiro), para que ele não seja consultado toda hora e não atrapalhe a visão na linha dos olhos do motorista caso o para-sol esteja abaixado. Na verdade, procuro não usar GPS algum - pois estudo o caminho e suas alternativas antes de sair de casa, quando é preciso.

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  8. Arnaldo a maioria dos itens citados por você também fazem parte da minha lista de coisas que gosto em um carro.
    Tenho um fluence e assim como o Focus MK2 tenho impressão de que o fluence nacional possui a mesma altura de rodagem de outros países, vc teria como confirmar essa informação?
    Como viajo relativamente bastante também acho fundamental ter um cambio bem longo e bem escalonado, um dos motivos que me fez escolher pelo cambio CVT, que me proporciona 3.000 giros a 130 km/h, perfeito!
    Aproveito o gancho para te parabenizar pelo livro (Um corvertte na noite.....) já li inteiro e já estou com vontade de ler pela segunda vez.

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  9. Gosto das postagens do Arnaldo! Elas tem aquele gostinho de discussão sobre automóveis no almoço de domingo... E como é bom dirigir um carro com câmbio mais longo!

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  10. Também odeio essas capas plásticas sobre o motor.

    H

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  11. Este comentário foi removido pelo autor.

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    1. Verdade, Carlos Eduardo. Nunca andei nesses dois que você citou, mas tem outros carros que também possuem esse inconveniente, já passei por isso algumas vezes e posso dizer que é uma das coisas mais chatas que tem, pois nunca teremos uma noção razoável da distância entre o para-choque e o "obstáculo" que está à frente, deixando o motorista à merce de "encostar" em alguma coisa ou deixar o carro mais recuado do que se gostaria.

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    2. Isso mesmo. Perde-se totalmente a noção de onde está o "bico" do carro.

      Zé do Galo

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    3. Pode incluir aí o C4 nesta lista. Ainda vou fazer o teste mas tenho impressão que pode-se apoiar duas pizzas tamanho família lá em cima, uma de cada lado do "velocímetro de sogra".

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    4. Ande de Kombi, vai adoram a visibilidade frontal dela... Sqn

      Jn

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  12. Arnaldão meu caro!

    texto irretocável mais uma vez! lê-lo é cada vez mais agradável, sempre com linhas muito primorosas e cercadas de cuidado...

    compartilho de boa parte de tuas observações, parto da ideia de que "menos é mais", veículos sem muitas firulas mas que tenha bom comportamento....

    Romeo

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  13. Discordo sobre o termômetro. Apesar de hoje em dia eles parecerem travados mo meio, pois o controle de temperatura é muito eficiente, ele pode prever vários tipos de problema no motor. Inclusive o motor frio que a luz não substitui.

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    1. Meu carro tem luz de temperatura tanto pra frio quanto pra quente. Só uma observação. Abraços

      Zito

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    2. Matou a pau. Em casos que a válvula termostática trava aberta a tal luz espia nunca vai acusar anomalia. Já o ponteiro acusa, subindo bem mais devagar que o usual e nunca alcançando a marca em que ele costuma indicar.

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    3. Giovanni,

      Já tive um Honda Fit e este tem um luz espia de temperatura azul e outra vermelha, a azul ficava acesa após a partida e somente apagava quando o motor atingia temperatura de trabalho. Funcionava, mas sou mais o ponteiro mesmo, porém somente quando este mostra a temperatura em tempo real. O Juvenal Jorge comentou do 206 e eu acrescento o da Montana 2009, o ponteiro também passeia pela escala, de tanto observar já sei até o ponto na escala em que vai entra a "ventoinha" do radiador e a temperatura volta a descer. Me parece que a VW adotou esta estratégia de ponteiro travado no meio para uma gama de temperaturas de trabalho, para mim isto é mal uso da eletrônica.

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    4. Termometro da água é necessário. Especialmente quando ele passeia pela escala.

      O duro da luzinha é que quando ela acende o cabeçote já era

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    5. Anônimo12/04/13 15:45
      Realmente, o indicador de temperatura real (não esses "engana trouxa" que vemos muito hoje em dia em carros de entrada, que são na verdade versão mecânica das luzes indicadoras) é muito útil em indicar mau funcionamento da válvula termostática com antecedência, mas para isso o motorista tem que estar habituado a monitorar o instrumento. Diferença de temperatura muito grande entre o funcionamento na cidade e na estrada por exemplo, é sinal que a termostática está indo pro saco.

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    6. Um colega meu recentemente salvou o cabeçote do Kadett dele pq pegou a temperatura passeando além do limite normal e conseguiu não deixar ela chegar no vermelho.

      Mas pior do que não ter indicador de temperatura ou indicador "me engana q eu gosto" é ter essa informação e o todo o controle da temperatura do motor, inclusive o acionamento da ventoinha, oriunda de um único sensor. Meu Astra 2002 é assim. Eu vinha tento problemas de junta de cabeçote que não duravam no meu carro. E também sempre (desde q o comprei) estranhei o fato de ele demorar para esquentar e de a temperatura não se estabilizar no meio da escala quando pegava rodovia em dias mais frescos. Dias frios daqui da região sul então, a temperatura chegava a cair "a zero"! Cheguei a trocar a válvula termostática mas nada mudou. Até que, depois da última junta de cabeçote trocada e de também já ter matutado com isso, resolvi trocar o sensor por um original de concessionária, só para ver no que ia dar. Resolvido o problema! Motor aquecendo rápido e temperatura sempre pela metade da escala, onde deve ser, e em qualquer condição de temperatura externa.
      Conclusão: o sensor indicava uma temperatura menor do que a real do líquido, e como TUDO está vinculado a essa uma única informação, vai saber a quantas andava a temperatura quando a ventoinha ligava....

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    7. Gabriel FT13/04/13 22:17

      Ia comentar justamente sobre isso.

      O termômetro de temperatura é de vital importância. Aquela luz que pisca quando o motor sobreaquece, não serve para NADA!

      Há aproximadamente 1 mês, estava preso em um engarrafamento, num Ford Ka e de repente começou a piscar a dita cuja. Levei uns 5 minutos para conseguir achar uma rua onde pudesse estacionar. Quando estacionei, abri o capô e nada da ventoínha. Aí desliguei o motor e foi aquele espetáculo de água fervendo sendo cuspida pelo reservatório.
      Por que ferveu?
      O fusível da ventoinha queimou. E como ele não tem termômetro, só fiquei sabendo quando já era tarde.
      Por muita, mas muita, sorte, não empenou o cabeçote nem trincou o reservatório...

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  14. Giovanni,
    no meu velho Peugeot 206 o termômetro é perfeito, passeando na escala (com números, não apenas tracinhos ou faixa verde e vermelha) conforme a situação. Espetacular e fora do comum para carros mais modernos.

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    1. JJ, eu também tenho 206 e tem algumas coisas que eu gosto nele. O porta-luvas profundo. Regulagem de distância do volante (a de altura eu passo, gostava desse dispositivo do meu antigo Monza, naquele sim a regulagem era ampla). O conta-giros à esquerda e o hodômetro no topo do quadro e não enfiado no meio do velocímetro. O puxador interno da porta "de enfiar os dedos" e não de segurar com a mão. A regulagem elétrica de farol e o banco traseiro com três apoios (iguais) de cabeça e cinto central de três pontos(itens que todo carro deveria ter). Só não gosto daquele câmbio de engates moles e barulhentos e do sistema de bascular o banco dianteiro (ele é 2 portas).

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    2. Na linha GM o ponteiro "passeia" a escala. Uns mais, outros menos, mas "passeiam".

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  15. Eu sou a favor do termômetro,mesmo que com o carro novo parece uma bobagem,quando o mesmo fica mais velho,onde vários peças do sistema de arrefecimento podem estar em vias de estragar,controlar a temperatura pelo ponteiro é fundamental,já que a luz muitas vezes só acende tarde demais!!danificando no mínimo cabeçote em altissima temperatura,sobre o conta giros,é útil para aqueles que gostam de controlar o consumo e a rotação certa de troca de marcha...

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  16. Não vejo problemas com a capa do motor, quem não gosta é só desparafusar e guardar em casa.
    Mas concordo totalmente com os consoles muito largos e estranhei isso não ter sido comentado no recente post sobre o Fox, cujo console atrapalha bastante.
    Quanto aos postradores, não gosto desses tipo barrinha no mostradores LCD agora tão em uso. Mas o do 208 parece ser interessante.

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  17. As capas no motor também servem para abafar o ruido do mesmo. Já ouvi isso.

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    1. Filipe_GTS12/04/13 18:14

      Concordo em quase tudo!

      Boa ergonomia é fundamental, bancos adequados e com abas laterais idem, comandos de fácil visualização a mesma coisa, e, por fim, nada de muitas frescuras brilhosas e reluzentes no painel.
      Por outro lado, modificar a altura da suspensão pode ser algo bem vindo. Existe peças (0,1% do mercado nacional, infelizmente) que reduzem pouco a altura e deixam o carro bastante firme, para quem gosta. Falo das molas esportivas das marcas H&R e Eibach. Já utilizei e aprovei. (Custam caro e há falsificações no Brasil!).
      O mercado nacional de suspensões preparadas é um desgosto a todo entusiasta de verdade. Esses kit's de "suspensão a ar" por R$ 899 me assustam. Digo o mesmo para as famosas "roscas" de R$ 399 que prometem "segurança e conforto". Essas peças (99%) são feitas com amortecedores REMANUFATURADOS. Eu não utilizo peças remanufaturadas nem a pau no meu carro. Infelizmente, para ter bons amortecedores preparados é preciso recorrer para sistemas importados. O mesmo diz respeito às molas esportivas. Aqui, utiliza-se molas normais comprimidas e/ou com formato modificado para ficarem mais baixas, sem que se avalie com precisão (germânica) a constante e nova carga das 'espirais'. Portanto, o uso de um conjunto de molas Eibach ou H&R eu já testei e gostei. Também já testei as molas Aliperti e achei que a suspensão ficou excessivamente firme. Não deu outra, amortecedores vazando com menos de 40.000km (se bem que.. até que durou bastante). Recentemente, pesquisando esse tipo de equipamento, li em algumas publicações da área que as molas JJ especiais são boas... Preciso pesquisar bem sobre o processo de fabricação pra emitir alguma opinião. Quanto às famosas Macaulay, Castor e cia ltda só ouço reclamações.

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    2. Que bacana esse relato Felipe. Desconhecia a qualidade dessas marcas citadas. Sempre utilizei as marcas tradicionais, originais de fábrica.

      Obrigado pela informação.

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  18. A capa plástica tem três funções... uma delas é fazer o motor parecer maior do que é, outra é evitar que as pessoas coloquem a mão onde não entendem e acabem até se machucando ou estragando algo e a terceira é economizar na aparência e organização do motor e sobre o motor.

    Eu particularmente não gosto, mas virou padrão. Acho muito bonito por ex. o conjunto motriz do Alfa V6, com dutos polidos e brilhosos, etc.

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    1. E a quarta é abafar o ruído do trem de válvulas...

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    2. Eu prefiro dirigir do que ficar olhando motor

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  19. Bons pontos levantados pelo Arnaldo.
    Esta questão de mostradores versus luzes espia, poderia ser melhor resolvida da seguinte forma: estariam lá as luzes espia, e as informações extras relativas ao que está sendo alertado poderiam ser consultadas através das telas informativas (LCD, OLED, seja que tecnologia for). Luzes que indicam alguma função ligada, farol alto por exemplo, devem ficar acesas de forma não intermitente (sem piscar) e as que alertam para alguma má função, devem ficar acesas de forma intermitente (piscando). Se alguma informação é importante, esta deve ser mostrada imediatamente na tela de informação, sendo prioridade, mas podendo o usuário retornar para a função mostrada anteriormente ou outra de sua escolha. Teríamos então como mostradores principais o velocímetro, tacômetro (conta-giros) e o indicador de nível de combustível ou "potência elétrica disponível" (para os veículos que não fazem "combustão"). Hoje qualquer informação está mais facilmente disponível pela eletrônica, e até mesmo a tensão elétrica deveria ser informada, caso o usuário fizesse questão em acessar o menu apropriado.
    Conta-giros disponível em quase todos os automóveis no mercado é uma conquista, e apesar da função de advertência por excesso de giro relatada pelo Arnaldo não ser mais necessária hoje (o gerenciamento eletrônico toma conta disto), acho importante tê-lo, principalmente para quando com a visão periférica - "rabo de olho" - podemos consulta-lo em ultrapassagens (e por isto o BOB tem a sua preferência na posição deste instrumento). Os "indicadores de marcha" também poderiam ser disponibilizados, tanto para os automáticos com vocação esportiva (o nível excelência de operação dos câmbios automáticos de hoje permitem isto), como para os esportivos com câmbios sequenciais (em grande parte desta categoria está disponível), e hoje em geral com embreagem automatizada, onde as marchas são mudadas por botões, alavancas ou "borboletas", pois nestes tipos não se pode saber a marcha pela posição do mecanismo de troca (não existe referencial visual), ficando algo parecido com o uso da maioria das motocicletas - qual motociclista que não "conferiu mecanicamente" em que marcha estava, principalmente quando na primeira ou última marcha?

    Ainda sobre o excesso de informação nos painéis, um exemplo sobre a informação de temperatura do motor: é aconselhado ter uso moderado do motor (carga e rotações) até que atinja, ou esteja, em temperatura ideal (apesar que os lubrificantes modernos amenizaram isto como problema). Desta forma, poderia a tela informativa mostrar a temperatura até que ela atinja o patamar ideal (o utilizador poderia trocar a tela quando desejasse), isto na condição de temperatura abaixo do ideal. Na condição de temperatura acima do ideal, algo mais crítico, a luz espia deveria "piscar" e a informação na tela mostrar a temperatura atual. O interessante é que o usuário terminaria por aprender - decorar em quantos graus - qual a faixa ideal de temperatura do motor, mesmo sem ter lido o manual de instruções (isto se no manual constar esta informação).

    Enfim, com a modernização dos automóveis, sua eletrônica embarcada e telas informativas, poderão os fabricantes estudarem novas formas de apresentarem as informações ao usuário, fazendo com que a informação importante seja realmente percebida pelo usuário, onde, por excesso de informação, o usuário não consegue com rapidez ter a informação necessária, ou o "veículo" não consegue fazer com que o usuário a perceba.

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  20. AK,

    Andei fazendo uma lista do que gostaria no meu próximo carro, e dois itens conferem com o seu gosto, ergonomia perfeita e câmbio longo. Gosto de uma viagem longa vez ou outra e sentar mal acomodado e ouvir motor girando não está com nada.
    No carro atual sofro do mesmo mal que você teve com o Clio, na cidade banco para a frente, na estrada banco para trás, um ajuste de coluna em profundidade / altura resolvia a questão.
    Enquanto o novo não vem corre a séria possibilidade de alterar a relação de diferencial do atual de 4,87 para 4,19 ou 3,94.

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    1. Se vc não é do tipo que leva muita carga na Montana o 4,19 fica na medida. O 3,94, claro, é melhor, mas vai ficar ruim de saída, pois esse 1.4 entrega pouco em baixa. Era o que usava no motor 1.8 mas lá a história era outra.
      Conselho: ao invés de mexer no seu câmbio procure um de Corsa 1.4 ou dos antigos 1.6 e Corsa pickup em algum desmanche, de código F15-WR-4,19.

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    2. Valeu Anônimo, a minha é 1.4 e eu estava tentado pela 3,94 mas se for fazer vai ser a 4,19 mesmo. Me arrependo de não ter comprado a 1.8, entrei pelo cano por ter dirigido um Prisma 1.4 e gostado do motor, comprei a Montana 1.4 sem nunca imaginar que iriam fazer tamanha grosseria e colocarem a mesma relação do 1.0 em um carro 1.4. Próxima compra somente alugando um por um final de semana para um longo teste.

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    3. Aí é que está, o Prisma é outra coisa... Apesar dos 97 cavalos, pesa apena 965 quilos, 100 a menos que um Corsa hatch, não sei quanto pesa uma Montana mas com certeza pesa mais que um Prisma além do quê, o fabricante projeta o câmbio de acordo com o peso total do carro, peso embarcado+carga útil, aí certamente a diferença de peso entre um e outro dispara. Mesmo caso da Meriva, por isso optaram pela caixa WR com diferencial 4,87. Além disso o Prisma usa caixa CR com diferencial de 3,74. Como a relação de primeira é a mesma (as outras são todas diferentes), de 3,73, fica uma relação final bem mais longa que essa da sua Montana. E isso é bastante agradável, fora o fato do motor que equipa o Prisma ter uma programação diferente do acelerador eletrônico, com abertura mais rápida em relação à linha Corsa, onde neste, optou-se por uma de resposta mais suave. Tudo isso somado faz muita diferença, por isso não vale o test drive no Prisma para levar uma Montana usando do argumento de que possuem o mesmo motor. Não nesse caso, pelo menos.
      Concluindo, vá de 4,19 mesmo, pois caso você use a rodagem original, vai ficar com uma relação final até mais longa que a do Corsa 1.4. Exemplo: v/1000rpm em quinta no Corsa 1.4 -> 34,5km/h; v/1000rpm na Montana 1.4 -> 35,6 km/h. Bem melhor que os 30km/h com diferencial 4,87.

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    4. Eu também não gosto de câmbio muito curto, mas tenho um Celta...

      Para alterar a relação do diferencial nestas caixas da GM deve ser trocado a coroa e a árvore secundária, pois o pinhão e ela são uma peça só. Por isso, se for mudar, também acho que vale a pena trocar a caixa completa.

      Só uma observação: a Montana 1,8 sempre utilizou relação de diferencial 4,19:1, o mesmo da Meriva 1,8 flex e Corsa 1,4 flex. Corsa 1,8 e Meriva 1,8 gasolina é que usavam 3,94:1. Todos estes utilizam as mesmas relações de marchas.

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    5. Diego, tem razão, comi bola com os diferenciais. A Montana 1.8 sempre usou 4,19 e a Meriva 1.8 usou 3,94 somente no ano 2003, mesmo e único ano em que a GM fabricou a Meriva CD com motor 1.8 16V onde esta, sim, teve diferencial de 4,19. No ano em que virou flex sumiu o motor 16V e o diferencial de 4,19 passou para o motor que ficou até o fim de seus dias.

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  21. Talvez dois únicos parenteses que eu faria são:

    Em relação ao painel, pois goto de um painel que vá direto ao ponto, não importando quantos mostradores existam, desde que não seja poluído e de difícil leitura então tudo bem.

    Em relação ao câmbio, esse talvez por não não andar constantemente em rodovias, mas ainda sim não me sinto tão incomodado assim com os 4500RPM a 120km/h da Parati 16v que tem aqui em casa. Claro que entendo que com uma transmissão mais 'longa' traria benefícios, mas ainda sim o consumo rodoviário desse motor é muito satisfatório justamente pelo fato de respirar melhor em alta.

    Apesar dos 70cv e 975kg, sempre que abro o capô me bate uma certa felicidade, pois de todos os carro que tivemos aqui em casa, é o mais belo por baixo do capô, na minha opinião. Duplo comando de válvulas no cabeçote (em alumínio) e com uma tapa de válvulas com design limpo e em alumínio também. A capa plastica cobre apenas o coletor de admissão (que é em plástico). Na minha opinião muito mais belo que qualquer AP 8v.

    Mendes

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  22. Outra observação é que eu imagino que o motivo pelo qual os fabricantes adotarem capas plasticas em demasia, pelo menos no caso do Jac seria talvez uma despreocupação com a organização da fiação. Dá pra ver bem que sem a capa, o chicote elétrico fica muito exposto e, apesar da beleza de um duplo comando, fios que passam por cima do motor sem o menor cuidado na rota dos mesmos acabam poluindo o visual de qualquer motor.

    Resumindo, é mais fácil esconder a bagunça do que organizar.

    Mendes

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  23. Também tenho minhas manias, a principal delas, talvez, detestar o GPS. E esses excessivos comandos "automáticos" que fazem voce parecer um idiota. Luzes e limpadores que se ligam sozinhos? Tô fora, gosto que funcionem a meu comando. Vejo com temor esses carros que andam e estacionam sozinhos. Gosto de ter varios instrumentos no painel, mas que o mesmo não seja monstrengo como o de alguns carros atuais...

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  24. Para mim um carro para dia a dia tem que ter boa ergonomia e bancos que segurem nas curvas e sejam confortáveis como o AK disse. Além disso é mandatório na minha opinião Ter um contagiro na esquerda e velocímetro na direita, entre eles um medidor de combustível e medidor de temperatura do motor de preferência em preto e todos analógicos. Apesar de meu carro atual não ter gostaria de um descanso de pé, que é muito útil principalmente em viagens. Hoje em dia outra coisa que me faz muita falta caso não teja é os comandos satélites do som, que vem nos franceses, é muito útil, pois além de não precisar tirar a mão do volante para trocar músicas e aumentar ou abaixar o volume não atrapalha na utilização do volante nem das alavancas. Acho que é só isso.

    Desculpe o enorme textos mas sou um pouco enjoado. Abraço.

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  25. Marcelo Augusto12/04/13 19:18

    Gosto do GPS do lado esquerdo do volante, pelo mesmo motivo de gostar do conta-giros desse mesmo lado: é o lado que basta erguer os olhos e já estamos de olho na outra mão.

    Outra coisa boa é ter velocímetro digital. Nessa era em que passar a 20 km/h acima do limite vc vira culpado de todos os males do trânsito, nada melhor que isso. Além de usar a regra a meu favor e sempre andar "na tolerância"... desde que um tranca-rua não esteja na esquerda a 20 por hora abaixo do limite sem motivo. Eu mereço, atirei pedra na cruz!

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  26. Concordo em tudo que foi dito. Porém eu curto muito os instrumentos no painel. Claro que apenas os necessários, inclusive, em meu Fusca estou providenciando 3 instrumentos ao estilo Bizorrão o qual já tenho o conta-giros original de um (o meu é 1977) Vou colocar um termômetro de óleo, pressão do óleo e um hallmeter.
    O que eu mais gosto no Fusca, é o espaço para os joelhos naquele salão embaixo do painel e a posição do volante, que mesmo sem qualquer regulagem é perfeitamente alinhado com o banco. Com ele faço viagens de mais de 550km sem qualquer problema. Minha última, rodei ao todo 1725km.
    Procurem por "pintor500" no You Tube que acharão meus vídeos. O carro não é perfeito, porém é meu orgulho e nunca me deixou na mão.

    Abraços.

    P500<<

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  27. Carro pra mim têm que ter bom comportamento dinâmico, frear bem, ter bom câmbio e desempenho satisfatório...... eu não consigo parar de elogiar o ultrapassado, porém excelente e honestíssimo Polinho!!!!
    Quanto à Cluster e Painel, BMW, referência total.... simples, limpo e funcional... aliás, a escola alemã é fera no geral.

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  28. AK,

    O que eu não gosto é de painel alto e suspensão dura. Você disse bem: uma coisa é carro de corrida; outra coisa é carro do dia a dia. Ficar encaixotado, com claustrofobia, num kart não dá...

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  29. Rodolfo Flesch12/04/13 20:18

    Concordo plenamente com tudo que o Arnaldo escreveu, mas sejamos francos: Os carros (de baixo-médio preço) deixaram de ser feitos para os autoentusiastas há tempos. Tampas de motores foram inseridas graças às pessoas que não entendem de mecânica e acham feio naquele monte de metal amarrado com fios e cabos. Com o aumento da confiabilidade dos carros, alguns instrumentos que antes eram essenciais deixaram de ser. Com essa mania de dar mais importância ao design que a verdadeira necessidade do componente, surgem conta-giros que não são de fácil entendimento, painéis monstruosos e tantos outros.

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  30. -Câmbio com sobre-marcha é coisa essencial depois que se experimenta viajar em alta velocidade com conforto e economia;
    -Freio a disco na traseira;
    -Um bom banco, com bastante apoio para perna;
    -Um bom volante.
    Tem uma coisa que é muito pessoal, que é avaliar o movimento da suspensão. A primeira geração do Palio tinha uma suspensão mais durinha, mas eu me sentia andando em um armário, pois o carro balançava lateralmente. Depois dessa primeira geração a suspensão foi extremamente amolecida, e o efeito foi que a suspensão passou a trabalhar mais verticalmente, condição que o corpo humano suporta bem mais. "Carros" como a Mitsubishi TR4, que ficam balançando de um lado pro outro, para mim não dá. Mas conheço um monte de gente que nem liga.

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    1. Bem lembrado, Cabral. Na segunda geração o Palio amoleceu bastante a suspensão e ficou mais confortável para nosso solo lunar.

      Tive um 98, mas não achava duro não. Gostei do compromisso entre conforto e estabilidade. Era bem mais macio que Gol e cia.

      Também tive um 2008 e, realmente, a suspensão amoleceu um pouco além da conta e a direção hidráulica era levíssima. Nas curvas, não sentia muita firmeza para entrar embalado.

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    2. Concordo com o Arnaldo. Além do volante na posição correta, eu também gosto da alavanca de câmbio alta, bem próxima do volante...
      Asterix

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  31. Excelente texto. Tenho um Ford Fiesta 1.0, e acho que o conta giros é essencial num carro com baixa cilindrada, em uma ultrapassagem sabemos qual é a faixa de torque real que o motor está para aproveitar de toda força do motor na hora certa e tambem poder aliar a economia de combustivel.
    Com relação às relações de marcha, no meu Fiesta o cambio curto deixa o carro mais veloz e acho muito bem escalonado, não tendo nenhum "furo". Só acho que a quinta marcha é muito curta não privilegiando a economia de combustível, mas a mesma quinta curta não faz ter que reduzir marchas em qualquer elevação de terreno deixando a viagem mais agradável.
    Também acho estranho a temperatura dos carros hoje estarem travadas no meio, mas também a maioria dos motorista não entendem muito sobre isso e luzes piscando ou mostradores mudando muito de posição fariam qualquer mulher no volante pirar... Por isso as montadoras fazem isso com os mostradores.
    Abraços

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  32. Viva o termômetro de água e abaixo as capas de motor! Creio, no entanto, que qualquer carro tem que ter uma boa visualização dos instrumentos. No Fiesta Rocam que tive, com esse painel à la Land Rover, tinha que arriar totalmente o banco para enxergar a parte superior do velocímetro e do conta-giros. Gosto mesmo é de fundo branco nos instrumentos, e não me acostumei ainda com painéis digitais: aqueles números correndo parecem caixa registradora antiga...

    Ah, tenho algumas preferências: carro sobresterçante, por exemplo, coisa rara hj em dia. Bom torque em baixa, fundamental! Espelhos retrovisores grandes, de boa visibilidade, cruciais! E por incrível que possa parecer, eu achava charmosésimo o finado quebra-vento.

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  33. AK,
    Concordo com quase tudo, com exceção (que sabe Deus porque desde sempre escrevo com "ss") do câmbio de relações curtas. Dependendo da proposta do carro pode ser algo útil e realmente casar bem, como a caixa PV do Gol GTS. Se fosse para mudar algo seria apenas uma quinta bem longa, para estrada, porque o escalonamento das outras sempre achei ótimo.
    E tem algo que você não citou mas que me incomoda muito nos carros mais novos: o pedal de freio extremamente sensível. Sei que isso já virou outra mania do nosso mercado e também já ouvi muita gente defendendo que freio bom é assim, mas não consigo andar decentemente em um carro cujo freio já faz os pneus arrastarem só de olhar para o pedal. É irritante, desconfortável, atrapalha uma tocada um pouco mais esportiva e, pior de tudo, é perigoso.

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    1. Marcos, você tem razão. Freio tem que ser progressivo. Estão melhorando nisso aí. O Corolla, por exemplo, era ralou estancou, e agora ficou bom.

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  34. - Cambio de engates precisos, diretos, tipo linha Volkswagen (transmissão MQ ou cambio 013 antigo) e Honda.

    - Painel contendo tacometro, velocimetro graduado 0-20-40 e assim por diante (nada de 0-30-50 como na linha Peugeot), termometro de água e combustivel de igual tamanho (nada de um enorme termometro e um marcador de combustivel ridiculo como era em algumas Fiat Stradas). Preferencialmente tacometro a esquerda e velocimetro centralizado com marcadores de temperatura e combustivel do lado direito (primeiros Gol's GLi bolinha eram perfeitos neste sentido)

    - O paniel tem que ser sobrio, com iluminação de instrumentação aeronautica. Nada de casa noturna (Hyundai i30 por exemplo. Chega a ofuscar). Iluminação preferencialmente nas cores verde ou branca.

    - A questão da perna citado no texto...perfeito. Dispensa comentários adicionais. Tinha uma Saveiro GIII Supersurf que obrigava a andar com as pernas retinhas devido ao console altamente intrusivo no espaço das pernas

    - Relações de marchas longas.

    - Volante de boa empunhadura e de diametro alemão. Nada de volantinho esportivo de Formula 1

    - Com a direção hidraulica....uma relação rapida de volante. Nada de ficar igual timão de navio, girando girando girando para virar um pouquinho só. Neste ponto a linha VW Gol/Saveiro GIII eram perfeitos neste quesito.

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  35. Jorge Dias Lage13/04/13 00:24

    Prezado Arnaldo Keller

    "... a maioria dos carros vendidos no mercado brasileiro está vindo mais alta que seus projetos originais"
    Isso é uma das coisas que mais me incomodam nos carros atuais.
    O que podemos fazer para recolocar os carros na sua altura original de projeto?
    A pergunta é extensiva ao Bob Sharp, que também costuma comentar esse assunto em seus artigos.

    Grato.

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    1. Jorge, isso seria trabalho para uma oficina especializada, pois envolve troca de molas e amortecedores, além de estabelecer um novo setup para a suspensão. Seria caso a caso, cada carro uma coisa, mas é possível e a melhora, se o serviço for bem feito, é grande.

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    2. Jorge Dias Lage15/04/13 16:06

      Arnaldo, agradeço a resposta e deixo uma sugestão de um post seu, do Bob ou de outro articulista do blog, sobre este assunto. Creio que seria de interesse dos leitores do blog. Abs.

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    3. Junior Antonini19/04/13 18:05

      Se for um Focus antigo, basta mandar vir a suspensão igual a do Focus ST170 europeu ou SVT americano, idênticas a do finado Focus XR :)

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  36. Arnaldo,

    Meu Galant oitava geração não é um expoente de qualidades, mas algumas me agradam suficientemente para eu adorar esse carro:
    - Base do párabrisa baixa;
    - Capô visível quando sentado no banco do motorista;
    - Painel limpo e intuitivo, com um belo volante de couro e madeira (não é gigante e não cria "fatasminhas" como já vi em um Peugeot 307 que viajei);
    - Posição baixa de dirigir (me sinto mais baixo no Galant do que ao volante da Alfa 156 Sportwagon)
    - Função uma varrida do limpador puxando levemente a alavanca em minha direção em vez de empurrar para cima ou para baixo (o movimento é bem sutil);
    - Vidros amplos e colunas estreitas sem prejuízo a segurança, visto que na época dele tinha nota boa nos teste de impacto;
    - Pelos bancos terem regulagem elétrica existe o ajuste de inclinação do assento, que vejo ser bem útil para acomodar pessoas anatomicamente bem diferentes, me agrada bastante.
    - E como quase todos Mitsubishi que vejo, existe uma luz em forma de auréola ao redor do nicho da chave de ignição, que ajuda bastante a noite!

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    1. Os BMW tem ajuste de inclinação do assento e são mecânicos, não precisa ser elétrico não para ter esse ajuste. Aliás, um Nazismo da BMW é não colocar ajuste de altura de ancoragem do cinto de segurança. Independentemente da altura da pessoa a cabeça deve estar na mesma altura (5 dedos do teto), e por isso não precisa de regulagem de altura do cinto.

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  37. Um item essencial pra mim é o tal ar condicionado.

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  38. Meu carro logo que saiu da concessionaria fiz uma viagem de 1200km e cheguei quebrado. Foi ai que decidi instalar outros bancos, que fossem confortáveis. Encontrei por um preço bom bancos do Chrysler 300M, tudo elétrico e muito confortável. Não consegui ligar as funções de memoria nem a função para esquentar(desnecessário). O serviço foi bem feito e não perdi a garantia.

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  39. Aléssio Marinho13/04/13 11:41

    Coisas que gosto num carro:

    -Retrovisores externos com lentes pabólicas ou asféricas;
    -Iluminação do quadro de instrumentos nas cores verde ou laranja;
    -Banco traseiro onde consigo me acomodar com conforto(meço 1,89m);
    -Banco traseiro rebatível;
    -Velocímetro à esquerda;
    -Engate da ré sem trava, seja por anel ou movimento vertical da alavanca;
    -Regulagem do encosto do banco por roldana;
    -Conforto em marcha;
    -Regulagem do facho dos faróis em relação à carga;
    -Equipamento de som com qualidade, no mínimo com twitters separados dos auto falantes;
    -Limpador traseiro com temporização do ciclo;
    -Montar do GPS no canto inferior esquerdo do parabrisas e prender o cabo de alimentação;
    -Manual do proprietário que mencione as especificações dos itens de manutenção (velas, óleo, graxas, etc) homologados para ele.

    O que não gosto num automóvel:

    -A exigência de porte de extintor de incêndio;
    -DVD, TV, PS3 montados no carro e acessíveis ao motorista;
    -Cromados no interior;
    -Iluminação interna insuficiente;
    -Relação longa da caixa de direção;
    -Relação curta de câmbio;
    -Manivelas dos vidros que sempre ficam no meu joelho (não existe outra posição?)
    -Revestimentos internos que me "apertem", como o console central do Focus de 2a geração e do Novo Uno ou o painel de porta do Fiat 500;
    -Falta de luz-espia no quadro de instrumentos sobre os equipamentos acionados (como desembaçador traseiro na linha GM);
    -Bancos revestidos em couro,
    -Trancos ao se rodar com a 1a engatada em marcha lenta (como nos Palio, parece um cabrito).

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    1. Concordo com a 1ª "arisca", o Uno Mille e o Novo Uno também têm essa característica. Mas não acho o console central do Novo Uno apertado, muito pelo contrário, acho o carro até muito espaçoso (tenho 1,77m). Você já entrou no Linea? O console segura suas pernas exatamente na vertical, é horrível.

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  40. Plástico no motor é coisa de mulher ou afeminado;
    Consoles muito grandes;
    Laterais muito altas e pouca visibilidade;
    Lentes dos faróis muito grandes. Muito design e muito caras, caso tenha que trocar;
    Design "torto", linhas assimétricas das carrocerias e dos painéis. Os carros da Hyundai são o extremo disso.

    São as coias das quais eu não gosto.

    João Paulo

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  41. GOSTO:
    -Design limpo, sem frisos e detalhes inúteis, como os Hyundai por exemplo;
    -Painel sóbrio, sem coloridos e cromados, clássico e completo;
    -Interior todo preto;
    -Bancos e volante revestidos em couro;
    -Banco e volante com todas as regulagens possíveis (não precisam ser elétricas);
    -Suspenção com bom equilíbrio entre conforto e estabilidade;
    -Câmbio longo e motor potente.
    -TEM QUE SER TODO ORIGINAL.

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  42. Grande AK, concordo com praticamente todas as comodidades citadas no texto que você esperar encontrar em um carro mais comum, de uso diário. Boa ergonomia, leitura fácil e clara, menor nível de ruído possível, como também menos partes expostas ao sol.

    Mas discordo de você em alguns pontos: primeiro, acho o conta-giros essencial para quem já sabe utilizá-lo e para quem esta treinando ou acabando de sair de uma auto-escola, já que informa a melhor rotação para cambiar; segundo, alguns marcadores considero importantes como nível de bateria e temperatura do motor, este imprescindível para alertar ao motorista quando o motor esta funcionando na temperatura ideal, seja para permitir umas esticadas seja para determinar o percurso que se possa andar sem causar desgaste prematuro por percursos curtos.

    Abs.
    KzR

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    1. KZR,

      Acho que quem está aprendendo tem que aprender a trocar marchas no ouvido e no feeling da potência do motor, da resposta ao acelerador. Amarrar a pessoa a depender de olhar contagiros para trocar marcha é fácil e a pessoa sai guiando aquele carro, mas se pega outro vai dar errado.

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  43. Legal Arnaldo!!! Ótima polêmica! Parabéns! Não vou entrar em justificativas para gostos pessoais - ainda bem que são diversos! Mas informação sobre sua máquina, para um entusiasta, nunca é demais. Pode-se dizer que o ponteiro da temperatura não sai do meio da escala, que hoje um bom carro não ferve, devido à tecnologia, etc. Mas será que com 20 ou + anos isso não seria importante? Como se comportará um Fluence ou Cruse daqui a 20 ou 30 anos? Dois exemplos "da casa" (da minha...): 1)O manômetro de óleo, digital, me indicou que minha bomba de óleo estava indo pro vinagre, no meu Omega 3.0. Arrumei antes que desgastasse demais o motor. 2) luz azul para carro frio e vermelha para quente já vinham no LTD Landau 1974...... Gde abç!

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  44. Não sei se posso considerar como item, mas uma das coisas que mais me atraem em um carro é o silêncio a bordo. O ronco do motor é gostoso de ouvir e não vem ao caso, mas sim, os barulhos de outras origens, como grilos e batidas em seco.

    RR, Maybach e Bentley, que são carros totalmente fora dos meus propósitos e do meu dinheiro, certamente são os suprassumo do silêncio e certamente seriam de meu agrado, assim como os americanos Lincoln e Cadillac.

    Quero aproveitar para dizer que neste ponto meu carro anterior, um Astra, se manteve silencioso até os quase 130.000 quilômetros rodados e mais de seis anos de uso. Parabéns para a GM neste quesito.

    Já o meu carro atual, um Fiat Essence com aproximadamente 2.000 quilômetros, já está me deixando chateado com seus ruídos, principalmente ao rodar em paralelepípedos que é onde mais o utilizo.

    Comprei esse carro depois de ler o teste de rodagem que o Bob fez em um Sporting e o teste do Arnaldo com um Línea, onde ele informava que os carros italianos tem uma maneira diferente e gostosa de dirigir.

    Acredito que os dois foram felizes e corretos em suas avaliações. O Palio é tão bom de dirigir, que até o punta-taco é uma moleza. Qualquer criança consegue fazê-lo.

    Estou feliz com minha compra. O carro é pequeno e ágil como eu queria e muito gostoso de guiar. Apenas sinto que a Fiat, que consegue fabricar um carrinho tão maneiro, não dê importância a esses ruídos chatos e irritantes.


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    1. CCN 1410
      Ruído é uma coisa que vai da percepção e do grau de exigência de cada um. Lamento que você não não tenha ficado satisfeito nesse quesito, uma vez que comprou o carro calcado na minha opinião e do Arnaldo, mas pelo menos o ficou em outros.

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  45. Bob,

    Eu não estou chateado com vocês, muito pelo contrário, apenas um pouco irritado com a Fiat, hehehe...

    Quanto a escolha, eu até poderia ter adquirido um Sporting como você testou, mas comprei um Essence por ser mais macio e da preferência de minha esposa. Você mesmo sugeriu isso em teu post.

    Quanto ao ruídos, vou procurar alguma empresa que minimize isso e então curtir o carrinho.

    Ah! E para o Arnaldo, agora eu sei muito bem o que ele quis dizer.

    Abraços.




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    Respostas
    1. Junior Antonini19/04/13 18:10

      CCN 1410, faça isso! Lhe dou meus parabéns por ter chegado a esta conclusão. Isso é coisa que faço em todos os meus carros e fica muito bom! Pra quem se importa com ruídos, melhor decisão não há!

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  46. OK, eu já estava mesmo me irritando com a posição da tela do GPS no vidro que no meu caso fica ao lado direito do retrovisor.

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