A TEIMOSIA AUTOMOBILÍSTICA E A MANUTENÇÃO

Fotos: arquivo pessoal
Ford Corcel GT 1975, logo quando o comprei, em fevereiro de 2011

Sou do tipo teimoso. Até ouço o que os outros têm a falar, mas nem sempre quer dizer que eu concorde. Pelo visto alguns automóveis “pensam” da mesma maneira que eu. Garanto que não sou o único a imaginar isso. Explico: durante um passeio no Landau Presidencial 1982 pertencente ao Museu Nacional do Automóvel, em Brasília, o curador Roberto Nasser me contou uma história interessante: “Roberto Lee me disse: nunca conte ao seu carro que ele saiu de linha ou que será vendido, senão ele começa a quebrar…", e completou: "Eu concordo com ele!”.

Galaxie Landau 1982 Presidencial, serviu aos governos Sarney e Collor, hoje é parte do Museu Nacional do Automóvel, em Brasília

Gostaria de ainda ter e manter todos os automóveis que já passaram por mim, mas infelizmente nem sempre isso é possível, ser proprietário de muitos carros exige muitas vagas e, conseqüentemente, muita atenção e zelo, além de minha realidade monetária não me permitir participar dessa realidade. Além disso, o tempo é curto, são apenas 24 horas por dia e fica difícil de cumprir todas as obrigações. Sou da filosofia de que se for para ter automóveis parados, prefiro tirar uma foto e pendurar em um quadro, assim admiro as máquinas da mesma maneira e ainda economizo com manutenção e estacionamento.

Há dois anos, enquanto procurava um Corcel II GT, acabei encontrando um Corcel GT 1975, um “intermediário” da primeira fase do modelo, a mais famosa, diga-se de passagem. Fui com a cara do Corcelzinho e o comprei, mas não é que o danado era também teimoso? Pois bem, comprei com o motor – adaptado de Corcel II – por fazer, sabia que aquele coração adaptado não duraria muitos quilômetros, mas em minha ingenuidade pensei que ao menos chegaria em casa. No meio do caminho seu motor, que não mais batia e sim apanhava – tamanha a barulheira – fez o inevitável: travou!

O pequeno "Corcelzinho" ainda com a pintura por fazer, mas com mecânica já pronta
Não sei se a quebra mecânica foi antecipada pelo apego ao antigo dono, o que tenho a certeza é de que fiz toda a mecânica, deixei o garoto 100% original. Gastei o dobro do valor da compra na aquisição de peças novas originais e compatíveis para o modelo de 1975 e mais a montagem das peças em um novo e reluzente bloco, acrescido de cabeçote, virabrequim e todo o resto novo, sem uso, oriundo de um estoque de peças novas não vendidas e na caixa do fabricante do veículo. Daí em diante o fato é que o pequeno cupê de aspirações esportivas nunca mais me deixou na mão.

Propaganda do final de 1974, já com o lançamento da linha Corcel de 1975
Sofrer com problemas mecânicos não é uma exclusividade deste carro que comprei, já aconteceu da “falha” surgir justamente no momento da venda. Para o automóvel que se vai às vezes ficar chateado, e só posso concluir que por birra, minha arma contra essa malcriação é fazer uma revisão completa, por mais que o veículo esteja em pleno funcionamento, até porque o novo proprietário não tem culpa dessas síndromes de tristezas automobilísticas.

Relembrando do Dodge Polara GL automático que citei na última postagem aqui no AUTOentusiastas, uma vez revisei um carro por completo e fui levá-lo para a casa do seu novo proprietário, distante 531 km da minha residência. No segundo pedágio da longa rodovia o conversor de torque resolveu simplesmente dar problema. O fato é que andei com esse mesmo carro durante 14 mil km sem qualquer tipo de dor de cabeça, mas foi só o valente carrinho saber da venda que resolveu dar ataques de estrelismo.

Dodge Polara GL 1981, o conversor de torque do seu câmbio automático resolveu parar a nossa viagem
Outra vez na mesma estrada, e novamente para cumprir um acordo de entrega, um pedágio antes daquele do conversor, o pneu resolveu criar uma bolha, tudo muito misteriosamente, logicamente o passo seguinte foi murchar em segundos. O detalhe é que ele era novo, zero-quilômetro e na garantia. Ao pegar o estepe, mais uma surpresa, vazio (isso foi num sábado e eu conferi todas as calibragens na sexta de manhã cedo e novamente durante a noite).

O pneu 165/80 R13 resolveu esvaziar, seu irmão que habitava o porta-malas também
Até agora o leitor deve ter na cabeça que sou o cara mais azarado do mundo, mas acreditem, não sou. Ando com meus carros no dia-a-dia, enfrento o caótico trânsito da capital paulista todos os dias, realmente gosto de usar os automóveis. Só para não esquecer, meus itinerários quase sempre são feitos no meio do trânsito caótico, demoro no mínimo 40 minutos, quase sempre no calor escaldante. Nunca fiquei na rua, quer dizer… nunca tinha ficado. Pois é, tudo tem uma primeira vez.

Fiquei durante um tempo com dois Landau, ambos 1981 e com a mesma cor: azul Clássico. A diferença estava no interior, um azul e o outro no tom cinza. Enquanto o de interior em veludo cinza estava em restauração, comprei o de tapeçaria azulada para usar e matar a saudade. Vim com ele de Teresópolis (RJ) a São Paulo num mês de novembro e no Natal fiz um “pinga-pinga” por diversas cidades do interior paulista, uma somatória de 900 km em dois dias (São Paulo–Campinas–Rafard–Cosmópolis–Franca, e na volta, Franca–São Paulo). Fora o uso diário.

Em 2007 com Marcos e sua filha Júlia, eles eram donos do LTD da direita; à esquerda o Landau que veio de Tereaópolis.
Mas sabe como é a vida, não é mesmo? Chega um momento em que ter dois carros em excelente estado não é o bastante, ainda mais quando os dois são idênticos. A restauração de um já estava sendo concluída, então era hora de passar adiante o outro. Pronto! Maldita hora em que decidi fazer isso, eis que ele resolveu chamar atenção.

Vejam só: O carro que sempre foi um sujeito boa-praça resolveu ter ataques de estrelismo. Na véspera do meu aniversário o câmbio queimou, sem aviso prévio, nada de nível baixo no óleo, nem a típica patinada que o automático costuma alardear antes do “pirepaque”. Fiz uma bela revisão e aproveitei para também olhar o motor, afinal de contas, como já disse, o novo proprietário não tem que agüentar o mau humor dos automóveis e também não quero passar nenhuma bucha para frente.

Câmbio automático C-4
Nestes anos curtindo os automóveis antigos, em pleno uso e sempre revisando-os antes de entregar, depois de muitos anos sem vender nenhum deles chegou a hora de livrar espaço na garagem para futuros projetos. Acabo de entregar o pequeno Corcel GT branco para seu novo proprietário, em seu porta-malas muitas peças de reposição e o funcionamento recém-revisado.

O próximo será o Galaxie LTD turquesa Laguna 1976, mas é melhor eu nem alardear muito, porque até o momento ele está andando muito bem e não quero saber de vexame, nem ciúmes em descobrir que uma caminhonete está em meus planos, mas essa é uma história para outra postagem. Até lá vou administrando o temperamento dos automóveis, evitando ataques de birra sempre administradas com manutenção em dia e preventiva.

Em 2007, nem sabia que um dia este LTD ainda seria meu
PT

125 comentários :

  1. Texto muito bacana Portuga! Valeu!

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  2. Victor Gomes25/04/13 12:10

    Hahaha!! Fiquei com medo de vender o meu. Gosto muito dele, mas ele não é prioridade agora. Preciso de algo mais antigo, mais barato e mais simples. Será que os carros nipo-americanos sofrem do mesmo mal???

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    1. Seguindo a teoria do saudoso pioneiro do antigomobilismo nacional, o Roberto Lee, vale para qualquer automóvel. Se ele disse isso no inicio dos anos 70 para o Roberto Nasser e continua sendo atual então pode valer com qualquer veículo... Quer dizer, é só uma teoria, sem qualquer fundamento rsss...

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    2. Vale sim! Os meus antigos são Japas! Veja lá embaixo no comentário que fiz! . E já estou morto de medo porque fiz a relação e esqueci do meu fuca 72! Tá na garagem de um amigo! Se a gente falar em vender dá enguiço, imagina esquecer do carro? To ferrado! Abs. MAC.

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  3. Concordo totalmente.

    O Chevette lá de casa foi comprado em 1992 com 4.000 km. Nunca foi retificado, nunca abriu o motor. Até o dia que fui me casar. Minha mãe acha que foi por ciúmes. hehehe.

    Cheguei em casa dias antes do casamento no civil, normalmente. Coloquei o Chevette na garagem, desliguei o motor e fui pra cama. No dia seguinte, tentei partida e... nada.

    Até desconfiei de bateria e arranque. Tentei virar o motor pela hélice e percebi que estava pesado demais, coloquei uma chave na porca da polia no virabrequim, pesado pra burro!!! O motor travou! Incrível. Chegou em casa normal, sem dar um mínimo sinal de problema.

    Pra minha mãe, ele não queria ir ao meu casamento. Hehehe. Como minha esposa foi do dia da noiva para a igreja no Omega, com meu pai dirigindo, sobrou para o Corsa do meu irmão fazer o transporte da família.

    Acho que, em todos esses anos como membro da família, este foi o primeiro capítulo importante perdido pelo Chevette Azul Tiza.

    E dizem que os automóveis não tem alma... hehehe.

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    1. Olha só,
      ...não fica espalhando por ai não, mas eu também sou dessa opinião.
      Meu Landau sempre pega de primeira, mas se eu dirijo outro carro em sua presença ele demora umas duas partidas para funcionar.
      Sei lá porque isso, mas como não acho explicação prefiro dizer que o carro é ciumento mesmo. Bom, se eu não for levado a algum manicômio depois deste relato continuo a responder as mensagens... kkkkkkk

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  4. Aléssio Marinho25/04/13 12:13

    Acabei de chegar de uma atividade intensa sob um solzinho de 35ºC só pra deixar o meu antigo com cara de novo e sem resmungar.
    O que a gente não faz por esses canalhas de lata...

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    1. Pois é, não é mesmo...
      Esses amontoados de lata, porcas, parafusos, vidro e borracha são os únicos objetos que nos fazem ter esse sentimento tão puro de adoração a este ajuntamento de peças que adoramos: O Automóvel.

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  5. Portuga,
    ótimo texto, e belo Corcel GT. Caramba, cada carro legal que você já teve / tem.

    Muitos carros são temperamentais. Digam o que quiserem, mas há algo não mecânico neles. Talvez seja partes da personalidade de quem os criou, somadas e transformadas em carronalidade.

    Abraço.

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    1. Pois é Juvenal Jorge, concordo plenamente contigo.

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  6. É de se perguntar se os carros possuem sentimentos, he, he! E que dó o Museu do Automóvel de Brasília fechado: quantas vezes estive lá, quantas vezes vi este Landau de perto! Que todo maldito burrocrata morra de câncer. E sem morfina para aliviar.

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    1. Pois eu também acho uma pena o museu de Brasília estar fechado.
      Tive a honra de dirigir o Landau presidencial e fazer belas fotos dele nos cenários da capital federal.

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  7. Rafael Ribeiro25/04/13 12:32

    Portuga,

    Tive um Galaxie 500 1976 exatamente na mesma cor que seu LTD! Comprei-o há cerca de 20 anos e o troquei por um LTD 1978 vermelho, dois anos depois, com o mesmo cara que me vendeu o azul, pois ele o queria de volta de qualquer jeito. Fiquei com LTD mais uns dois anos, até ter que vendê-lo por falta de espaço. Ambos nunca deram defeito ou "ataque de estrelismo", nem mesmo antes de vendê-los.

    Você anda mimando muito esses garotos: gasolina premium, revisões frequentes, leva sempre para passear, garagem coberta... Você acha que eles querem outra vida? Brincadeiras à parte, é o mesmo que sempre fiz com meus (poucos) antigos que tive e com meu atual brinquedo, um Fusca 1300L 1978.

    Escreva sempre!

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    1. Olá Rafael,
      Parabéns pelo brinquedo que tem e pelos que já teve também.
      Pois é, acredito que ando mimando demais eles, mas fazer o que né?
      Quando puder e se tiver, mande fotos dos Galaxies que possuiu.

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    2. Portuga,
      Saudações Galaxeiras!
      O meu sempre foi boa gente comigo também, das duas vezes que teve problemas de falência de órgãos (uma bobina e um módulo de ignição), foi guerreiro o bastante para somente parar dentro da garagem. Aguentou firme a moléstia e não entregou os pontos no meio da rua. Também, nunca cogitei vender, trato a pão-de-ló e ele retribui da mesma forma. Não raras as vezes foi ele que segurou as pontas quando os modernos da casa abriram o bico e pediram oficina, chegando a rodar 1.000 km em uma semana no maior sossego. E a C4 lá, firme e forte, com seus 32 anos e alguns meses de bons serviços prestados sem nunca ter exigido nenhum cuidado em especial.

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    3. No domingo de Pascoa fui com a família viajar até a chácara dos meus primos, em Cosmópolis, no interior de São Paulo (uns 140 km daqui da capital). Fomos em seis (minha namorada, sua filha, meu pai, minha mãe, meu avô e eu).
      Voltamos com trânsito do km 98 da Rodovia dos Bandeirantes, na entrada de Campinas, até aqui em São Paulo. O Landau 81 aguentou firme, cada vez que via um automóvel com o capô aberto no acostamento era inevitável pensar: E este ai parado é bem mais moderno que o meu!
      Saudações Galaxeiras, meu bom Charles.

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    4. Tive também um ltd 76 azul, que infelizmente tive de vender. É o carro que mais me doi ter vendido até hoje, principalmente depois que descobri que o cara que o comprou o desmachou para utilizar a mecânica num Hot rod. :(

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  8. Portuga, belíssimo texto. Uma professora do colégio em que estudei tinha um Corcel GT idêntico ao da foto, só que com vistosas rodas "tala larga". Todos os alunos admiravam o carro.

    Só quero um esclarecimento: na foto do câmbio automático Ford, tenho a impressão de que as engrenagens não são epicíclicas. Tentei ampliar a foto, mas a dúvida continua.

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    1. Mineirim
      É epicíclico sim. Se não fosse se veriam duas árvores, como no Hondamatic.

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    2. Exatamente como o Bob descreveu.

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  9. Rodrigo Neves25/04/13 12:43

    Reformei meu Uno SX 85 em novembro de 2011. No primeiro teste drive, o carro enguiçou na loja onde eu instalava o som. Módulo de ignição trocado, fui ao shopping. Resultado: soltou a trava da trizeta. Isso em um carro que, em 15 anos de uso, nunca havia enguiçado. Pela primeira vez ele rodava com tudo novo, até os parafusos, e resolveu enguiçar rrs

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    1. Sou da opinião de que quando mexemos num automóvel, seja para reformar ou restaurar os primeiros passeios são para ajustes e percepções, então eu costumo fazer - nesta fase - curtos passeios, porém constantes.

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  10. Concordo totalmente!!!

    Ano passado resolvi vender meu Focus Sedan Automático, um 2003, de boa procedência, com 90K Km originais. Foi só falar que ia vender ele, em 2 meses, estourou a coifa da homocinética, amortecedor, retentor do virabrequim e a luz do óleo parou de acender no painel.

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    1. É, Anderson, essa é a tal teimosia automobilística! rsss

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  11. Meu Corsa já fez isso, nunca deu nenhum tipo de problema mas no dia que eu resolvi comentar com um amigo que talvez fosse trocá-lo ele resolveu que não ia mais funcionar, e foi canseira descobrir que era tudo um mal contato na bomba de gasolina, ela funcionava perfeitamente mas o fio que manda energia simplesmente se soltou, é um fio que se encaixa num conector da bomba, não é tão fácil tirar e ele se soltou sozinho.
    Estou com o corsa até hoje, e depois desse texto acho que nunca mais vou deixar ninguém assistir Christine aqui em casa, vai que ele tenha idéias pra quando for provocado.

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    1. Kkk... lembrar desse filme Christine foi muito engraçado... pior que o carro já era genioso na linha de montagem... só não me lembro o porquê.

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    2. Anônimo, no filme dá a entender que o carro era possuido assim que foi fabricado. A letra da música de fundo (bad to the bone)vai bem nesse sentido.
      No livro de Stephen King, entretanto, era o espírito do ex-dono que possuia o carro.

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    3. Ai está um filme que gosto, aquele Plymouth 69 era um belo automóvel, porém genioso até não querer mais! rsss

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    4. portuga, acho que o fury era 59

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    5. No site do Imdb, está escrito que se trata de um Plymouth Fury 1958.

      http://www.imdb.com/title/tt0085333/

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  12. Carro tem dessas sintomáticas esquisitas. Moto, bicicleta, espingarda também.

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    1. Se tem! E muito. Tinha uma Honda 750 ano 80, linda! Era andar, nêgo olhar e ela enguiçar! Impressionante. E o pior é que tive ela ao mesmo tempo que mais outras três, sendo uma 550 four, outra 400 four e uma BMW 1971. Todas eram temperamentais e a mais comportada era a BMW que tenho até hoje. Meu avô tinha uma espingarda na fazenda que só atirava com ele. Ninguém queria e chamavam ela de mascadeira. Mas com ele atirava. Vai entender...

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    2. Pois é, pelo visto tudo tem alma!

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  13. A alguns anos, comprei um 147 para o uso da patroa(era o que dava para comprar). Fui olhar o carro e ele havia sido "restaurado", mas tava bonitinho, melhor de motor que o uno que eu tinha na época e iria servir bem ao uso, só tinha um problema, o marcador de combustivel não funcionava. Apos a negociata combinei de ir busca o carro em uma quinta apos o expediente, marquei com o antigo dono em um ponto de referencia, chego no horário combinado e nada do cara... apos quase uma hora ele chega, dizendo que tinha ficado sem combustível no caminho e havia colocado 20 pila para vir me entregar o carro...

    Apos alguns meses eu e a patroa resolvemos vender o 147, uma pessoa marcou de ver o carro e eu e a patroa estávamos indo mostrar quando derrepentemente o carro simplesmente apaga no caminho! Eu batia arranque, batia e nada dele ligar denovo, quando a patroa larga a frase "Quando foi a ultima vez que tu abasteceu ele?!". Na hora fui em um posto, peguei 2l de gasosoa, liguei o carro, fui até o posto e coloquei 20 pila de gasolina, para manter a tradição! Não tive duvidas que ia sair negocio com o interessado, como de fato saiu, mas não sem o carro dar problema no dia marcado para a entrega, não me lembro qual tinha sido o problema, sei que eu só consegui levar o carro horas mais tarde do combinado por que ele estava na oficina.

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  14. Ano passado eu fui vender a Scenic GNV que eu usava, achado comprador, negocio fechado,como ele era de outra cidade marquei de encontrar com ele na rodoviária de manhã cedo para assinar os papeis e entregar o carro. Estava indo entregar o carro e do nada dispara o acelerador, eu parei o carro tentando identificar o problema e nada, corro para o melhor mecânico que eu conheço na minha cidade e imploro socorro, ele coloca o scaner, e chega a conclusão que deve ter rachado a admissão e estava entrando mais ar do que deveria, e que ele não poderia olhar o carro naquele dia... fui obrigado a ligar para o comprador desfazendo o negocio(ele já estava me esperando a esta hora). No dia seguinte, um sabado, não tendo conseguido no dia anteriror ninguém para olhar o carro, resolvo eu desmontar a admissão(mesmo sem fazer a menor ideia de como se desmontava) e identificar o problema. Estava a uma hora tentando descobrir sem sucesso como soltava a TBI quando reparo em um sensor caido em um canto, penso "eu não soltei esse sensor!" pego ele na mão e identifico onde ele deveria estar... ligo o carro e tudo estava como se nada tivesse acontecido! Sorte que o comprador foi compreensivo e aceitou fechar o negocio denovo!

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    1. Pois é Luke,
      A cada comentário descubro que a teoria da vontade automotiva realmente existe, quando um carro não quer mudar de dono ele fica de manha mesmo rss.

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  15. Carros têm alma. Não são meras produções da sociedade tecnológica-industrial. O Juvenal disse muito bem: trata-se da 'carronalidade' ou 'libidinística'.

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    1. Pois é João Gulherme, realmente os automóveis respondem aos sentimentos que neles depositamos, ele tem alma sim, como não sei, mas têm!

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  16. Corcel com a pintura por fazer? o carro tá lindo!
    Tinha uma Ipanema lindona, mas que insistia em apodrecer as portas mesmo levando em boas funilarias ,então cansei e resolvi vender o carro ,o que aconteceu ? começou a vazar óleo pelas juntas e estourar borrachas da suspensão rsrsrs...

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    1. Olá Speedster,
      O carro tem pintura por fazer sim, acontece que o danado é fotogênico, por isso fica lindão nas fotos, mas ele tem sim um bocadinho de coisas a fazer na funilaria, mas o novo dono prometeu dar um talento e tanto.

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  17. Portuga,
    Pois é...carros tem lá sua alma e seus humores....
    Abçs

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    1. Oh se tem, sou prova viva disso - e cá entre nós - gosto que seja assim!

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  18. Quando não se gosta de um carro qualquer conserto parece uma dor de cabeça que vira num gasto sem fim, já quando se gosta do carro todo conserto é uma oportunidade para deixar ele melhor ainda.

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    1. Perneta,
      sou da filosofia de que um conserto, reforma, restauração, seja lá o que for, deve ser considerado uma diversão. Se for para estressar é melhor nem entrar nessa, senão o que deveria ser diversão vira preocupação e eu não quero mais preocupações em minha vida.

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  19. Meu Civic de 12 anos de uso cumpre com galhardia suas obrigações. Está chegando bem a seus 100 mil km rodados e é daqueles carros no qual confio cegamente inclusive para fazer viagens bem longas.
    Mais ou menos um mês atrás, eis que estava indo a um aniversário em um sítio com ele e o danado resolve acender a luz da injeção, que jamais havia acendido em toda sua vida útil. Junto com o acendimento da infame, o motor morre e toca eu dar a partida novamente. Esse problema se repete por três vezes seguidas e, aos trancos e barrancos, chego ao destino e o carro fica quietinho estacionado em algum lugar da propriedade. Chego em um determinado momento a ligar o carro e propositadamente acelerar até a faixa vermelha para ver como ele se comportava. Nada de mais.

    Eis que começa a cair um pé d'água daqueles e chega a hora de retornar. Tudo aquilo que poderia acontecer de ruim aconteceu... no trajeto, não no carro. Tenho de esperar pelo amansamento de enchentes, enfrentar filas, subir ladeiras com lama fina em favela, passar alagados, até descobrir um caminho alternativo para voltar ao lar. E aquele carro que estava pregando peças quando o dia estava ensolarado comportou-se direitinho em tempo ruim, como se notasse que a situação não era para brincar de saci.
    Levo ao mecânico e a central denuncia que eram os sensores de fase e de virabrequim que deram problema. Troco-os, faço questão de levar o carro para uma estrada, andar o tempo todo a 120 km/h (quando normalmente ele fica com um ruído insuportável, algo que praticamente te obriga a manter 110 km/h, uma vez que aí o ruído está baixo e o consumo será bem melhor) e vejo que ele volta a ficar ótimo. Que ele não saiba, mas estou pensando em fazer uma viagem a bordo dele para algum lugar mais distante e menos urbanizado do que aqueles para onde já fui com ele.

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    1. Olá Anonimo,
      O único automóvel 0km que tive foi exatamente um Civic LX 2000/2000, usei o automóvel por cinco anos, deu noventa mil quilometros. Por ai você já pode ver que fiz uma média de 18mil km por ano.
      O automóvel nunca me deixou na mão, se um infeliz não tivesse batido em meu carro - enquanto eu estava parado num semaforo - e o veículo não tivesse dado perda total, eu ainda estaria com ele para o uso diário.

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  20. Excelente assunto, não estou sozinho nessa impressão nem é devaneio.
    Mas vou mais além: Tenho plena convicção que os carros respondem ao carinho que lhes é dado, não só na lavação e sombra e manutenção perfeita, mas no modo de conduzir.
    Varias vezes comprei um carro de segunda mão sabendo tecnicamente seus problemas e cada dia junto, cada reapertozinho ou peça regulada, senão trocada, ele te devolve mais confiança. Acho legal quando alguem quer comprar seu carro porque comparado a mil identicos, ele se mostra mais esperto, mais economico, mais vistoso. Tivemos um fusca tirado de um pasto onde foi abandonado.
    Por 17 anos ele só nos deu alegria, cada dia mais. Meu filho aos 4 anos achava que o fusca tinha vida própria, porque eu soltava a mão nas descidas e deixava o fusca se conduzir alinhado.
    Batiam altos papos até. Hoje com o fim do meu casorio, o fusca ficou pra ela, faz 3 anos que está jogado no mato do quintal, seu brilho se apagou. Já tem a mesma cara de quando o tirei de um pasto. Perdeu a AUTOestima.
    Ia esquecendo. ele detestava velório, sempre que iamos a um ele queimava a bobina uns 500 metros antes. Por respeito, depois da terceira vez, iamos em outro carro.

    Luiz CJ.

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    1. Sujeira, sua ex fazer isso com o fusquinha... Não compraria um fusca usado, mas se tivesse um na família (pior que tínhamos, infelizmente levaram!) usaria com frequência sem cerimônia, e cuidaria muito bem do danado.

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    2. Puxa vida, olha só que história, um Fusca com vida própria,
      Será que a vida imita a arte ou a arte imita a vida, bom sabemos que o Herbie é mais real do que imaginamos, não é mesmo.
      Desejo que o Fusca volta aos seus dias de glória e alegria.

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    3. Pois é, Na separação prepare-se para perder o que voce gosta mais. Nasce um inimigo que te conhece mais do que sua mãe.

      Sempre admirei a engenharia do fusca e sempre apregoei que nunca conseguirão desenvolver peças mais simples que as dele pras mesmas funções. (suspensão, cambio, chassis e motor.)

      Mas lendo o livro sobre a vida do Josef Gunz. O homem que se não criou, induziu à criação do fusca pelo porsche, consegui entender a época em que a mãe necessidade criou essa invenção maior chamada fusca.
      A vida pessoal dele e os períodos pré, entre e pós guerras levaram ao minimalismo que o fusca se saiu. Na fartura de hoje, nem ele sobreviveu.
      Nem tata nano, nem 2cv, nem todos os minis baratos. Eles não são mais status de alguem que passa por uma multidão de pedestres.

      Luiz CJ.

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  21. Faz pouco tempo eu tive que empreender uma pequena viagem de busca de um Corcel L 1977, recém comprado e nunca experimentado...

    Depois de me acostumar com seus comandos primários na cidade, com o freio ruim, direção fina e um tanto pesada, alavanca que quase tirava as costas do encosto para engatar a terceira; resolvi encarar a estrada de volta..mas não sem antes dar dois tapinhas no painel do bichinho e pedir cooperação. Entrando na faixa (é como chamamos usualmente a estrada por aqui), o carrinho demonstrou uma alegria contagiante apesar dos seus parcos recursos mecânicos, ignorando tudo que vinha pela frente...chuva torrencial, alguns caminhões, pedras sobre o capô atiradas por uma besta motorizada, serra travada e muitas curvas, tomada de velocidade máxima com o ponteiro tocando os 130 km/h...tirou tudo tranquilamente de letra sem exibir o mínimo sinal de esforço, temperatura sempre no meio da escala, tudo perfeito.

    Gosto de imaginar que o carro respondeu ao meu apelo; apesar disso ser uma bobagem!

    MFF

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    1. Anônimo25/04/13 14:05 Não entendi quando você disse : "Besta motorizada",foi do carro ou do "piloto"que você falou hehe...

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    2. Bom meu amigo Anonimo,
      Realmente achar, pensar ou imaginar que algo tenha alma pode ser sim uma bobagem para os mais sérios e sóbrios... mas eu prefiro pensar que é uma maneira bem humorada para explicar as reações dos automóveis para com o cuidado e tempo que empregamos nessas máquinas que levam nossos corpos e sonhos a todos os lugares, não é mesmo?

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    3. MFF,
      Fiz uma viagem semelhante ao trazer meu Opala SS-4 1980 de Londrina-PR para Sorocaba-SP, onde moro, em dezembro do ano passado, uma semana antes do Natal. Foram pouco mais de 500 km sem problema algum, apesar dos freios hesitantes e das "férias" na caixa de direção.

      Mantendo média de 100 km/h no velocímetro, fez 11,3 km/l de gasolina tupiniquim, nada mau para um carro de 32 anos e alguma falta de cuidado nos últimos anos de sua existência...

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  22. Portuga; Tu de Portuga não tem nada! Juro por tudo que vc puder sonhar, inclusive pelas minhas filhas, que disse exatamente esta frase para a minha mulher! "não deixe o carro saber que vai ser vendido que ele enguiça" "Nem sonha em falar no assunto dentro dele!"! Caramba, pelamordedeus! É exatamente isto que acontece. Estou hoje com 4 carros, sendo 3 antigos,( todos japoneses , Civic 2000, Accord 99 e Galant 2000),fora o da minha mulher. Como estou sem tempo e aqui no Rio garagem virou problema sério, pensei em vender ao menos dois! Pronto! O Accord parou do nada na garagem! Motor de arranque! O Civic arriou a bateria, tá andando pouco, meio desmaiado na potência! E o Galant, além da Bateria,mudou a marcha lenta! Pode? Não pode mas é verdade. Os danados até adivinham o pensamento da gente! Abs. MAC.

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    1. Olha ai MAC,
      Os automóveis estão tristes em te perder como dono. Faz assim, deixa a manutenção deles em dia e prometa que só os venderá a boas pessoas que cuidarão bem dos seus meninos.

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  23. Eu sabia!!!! Eu sabia que não era o único que tinha passado por isso!!! São tantos casos que antes eu até comentava, mas comecei a ser taxado de biruta.

    - Com quem você estava falando na garagem?
    - Hummm, com um amigo, pelo celular.
    - Como? Seu telefone está na mesa da sala.
    - Errr... Vou ali e já volto!

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    1. Adlei,
      Acredito que tem mais pessoas que pensem como nós, basta ler os comentários.
      Confessor que tinha um leve receio de publicar e ser chamado de louco, mas me surpreendi a saber que não sou o único a pensar na alma automobilística.
      Ainda me chamarão de louco, mas tudo bem, sou mesmo... rsss

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  24. É por isso que nem penso em vender meu fusquinha 76, o "herbie" como carinhsamente chamamos, ele já faz parte da família, e depois de oito anos e 120milkm (por baixo) viajando com ele pra cima e pra baixo não tenho coragem de trocá-lo, no momento ele está meio maltratado, e tem um irmão pra cudar, um Fuscão 75 cinza himalaia comprado para ser (talvez) seu substituto, coisa que talvez nunca aconteça, provavelmente vou ficar com os dois, ou no máximo passar adiante o cinza, que já tem nome também, se chama "Edgar", ou "Ed".

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    1. Buriti,
      Vou te confessar, também dou nome aos meus carros, num próximo post eu falarei dessa minha outra maluquice!

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  25. Passei muitas vezes por isto, mas tenho um caso átipico sobre "sindrome de estrelismo" de nossos carros.
    Tenho um Opala, gastei uma fortuna para deixa-lo da forma que sempre quis, isto inclui um possante 4100 devidamente preparado com comando importado, a famosa Weber 44 e um 6X2 feito de maneira artística pelo famoso Soffiato. Após alguns anos de alegrias tive a péssima ideia de vende-lo... porque? Não sei, até hoje não sei o porque disto.
    A partir deste momento o carro começou a andar misteriosamente mais do que ele andava normalmente. Foram muitas noites de aceleradas com o motor extramente agressivo! Ele sempre andou muito, mas neste tempo ele mostrou que podia andar ainda mais!
    Enfim, aconteceu o que todos lá de casa já sabiam, eu desisti desta ideia...
    Logo, acredito fielmente que meu carro resolveu mostrar seu valor para continuar comigo, rs
    1 semana depois a bomba d'agua abriu o bico. Acredito que foi o alivio dele quando soube que tinha desistido da ideia, logo, poderia quebrar em paz.

    Carros... matématica mais poética no qual já tive contato.

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    1. Eu sempre tento arrumar tudo para não ter dor de cabeça, mas as vezes acontece, esse é o dilema e a graça de andar de automóvel antigo, como diz o Mahar, é uma forma de masoquismo refinada, na boa gosto de andar com carro antigo e cheio de personalidade, assim eu sou!

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  26. Minha perua Zetec estorou o retentor da caixa de direção entre a minha casa e a loja onde ia ser feita a troca por um dos meus Focus. Chegou lá com a direção dura e tudo melado do fluido da direção hidráulica.

    A F100 sempre pegou de primeira, independente do tempo que passava parada, no dia que ela foi vendida não tinha nada que se fizesse que o motor ligava, foi embora na prancha (quem comprou foi o mecânico dela)

    O Niva passou a vazar fluido do acionamento da embreagem no dia seguinte que foi vendido. Detalhe que eu tinha trocado tudo dois meses antes.

    Por isto que assim que fechar a compra da minha Veraneio ela vem de cegonha ou de São Paulo ou do Rio para não correr risco de quebrar algo como a engrenagem do comando no meio do caminho...

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    1. E esses motores seis cilindros da Chevrolet gostam de partir a engrenagem do comando... todos nós temos nossas manias, a desse motor é essa! rsss

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    2. Se não usar a engrenagem de alumínio nesses motores Chevrolet, um dia ou outro a "marvada" quebra, pois é difícil lembrar de trocá-la preventivamente, como fazemos com as correias dentadas. Essa manutenção já está agendada para meu SS-4, pois a engrenagem está fazendo mais barulho do que deveria!

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  27. Boa,Portuga. Ri muito.
    Sempre tive carro usado, mas sempre com a manutenção em dia, sou até meio neurótico com certas peças e cuidados.
    Mas não foi uma só vez que eu resolvi emprestar o veículo para minha mãe que, como muitas mães, não entendem nada de carro, que o danado resolve dar problema. Da última vez foi um cabo de bateria que soltou simplesmente do nada. Das outras vezes, teve o episódio das velas molhadas, depois o do alarme com "corta-corrente" que resolveu cortar de vez...

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    1. Eu tive um Fusca que só deu problema uma vez, quando meu pai pegou para andar, essas coisas acontecem...

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  28. Eu sou daqueles que passa o carro adiante num estado melhor do que quando comprei.

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    1. Isso "non ecziste" meu amigo. O carro sempre estará mais desgastado com o passar do tempo. Assim como acontece com nós, a máquina também sofre com a idade...

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    2. Pois bem, nós ficamos velhos, desgastados, dando problemas... e continuamos com alma, não é mesmo??

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    3. Pois é Perneta, também sou assim...

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    4. Também faço isso, acabo vendendo carros em melhores condições do que quando os comprei. Ao contrário de muitos, não empurro problemas para o dono seguinte.

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    5. Caro Anônimo das 20h07

      Posso te garantir que meu Gol GTS 1989, que está comigo há 10 anos e em plena atividade desde que o comprei, e que naquela época já estava muito bom; está hoje ainda melhor, sem sombra de dúvidas.

      Assim sendo, se eu vendesse hoje, estaria melhor que quando tinha comprado, porém a única ressalva em relação ao seu comentário é que não tenho a menor intenção de vendê-lo.

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  29. Isso (do carro apresentar problemas no dia de passá-lo para o novo proprietário) já aconteceu comigo duas vezes. Com um Siena que vendi e com um Escort que comprei de um amigo. No Escort foi uma simples borracha de vedação do tanque, enquanto no Siena foi bem mais caro. Curiosamente ambos nunca tinham apresentado problemas.

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  30. Meu Opala ficou tão chateado de eu tentar vendê-lo que resolveu desaparecer da porta de casa, nunca mais vi nem o cheiro...

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    1. Eita Filipe, infelizmente nesse caso creio ser obra de algum amigo do alheio...

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  31. Alguém disse que há mais coisas entre o céu e a terra do que sonha nossa vã filosofia. Se eu começar a contar o que já me aconteceu serei tachado de louco irrecuperável. Simples assim. Belo texto e ótimos coments. Certamente lotaremos o próximo Pinel....

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    1. Somos loucos e cada vez chegam mais, graças a Deus!

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  32. Pedro Navalha25/04/13 19:15

    Um dos carros aqui de casa, e o que uso mais freqüentemente, já está na família a 16 anos. Nunca, mas nunca mesmo, tive a intenção de vendê-lo e sempre que volto para casa depois de uma longa viagem, agradeço pelo bom serviço prestado e por nunca ter me deixado na rua, nem mesmo por um pneu furado.

    Tem gente que não acredita nessas coisas, mas que esses nossos amigos de lata, borracha, vidro e plástico tem seus mistérios, ah! Com certeza eles tem...

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    1. Pedro Navalha tem alma, com certeza têm...

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  33. Isto me aconteceu recentemente,quand tive a ideia de vender 2 carros, o Focus ea 147, resultado do nada a bateria do focus arriou, esta na garagem, já 147 , antes de eu tentar vender estava engasagando , eo painel apagado, resolvi colocar ela par andar , e resultado desisti de vender e ela como por encanto parou de engasagar eo painel voltou a funcionar.Já o focus esta parado descansando é um ótimo carro , mas a manutenção é absurda.

    Edu 147

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    1. Ainda terei um 147, acho os pequenos e pioneiros FIAT nacionais bastante interessantes!

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    2. Eeu só troco a 147, por um corcel de preferencia o 73, com aquela grade cromada, ou um gt como oseu ,por sinal perfeito.

      Edu 147

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  34. Comigo já acontece o contrário com meu Monza.. quando penso," ah, vou vender, tá quebrando demais", o bicho fica uma beleza.. aí quando penso em ficar numa boa com ele, curtir o carro, permanecer junto a ele um bom tempo, o bendito enguiça..

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    1. Xiii vai ver o Monza quer mostrar que ainda é um bom carro e quer continuar contigo!

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  35. Eu tive um relacionamento de amor e ódio com um carro: sempre que eu elogiava sua performance, ele quebrava ou surgia algum problema irritante. Porém, quando eu ficava bravo com os seus problemas crônicos e ameaçava vendê-lo, tudo melhorava e ele me surpreendia com sua esportividade. Foi um relacionamento de oito anos, interrompido por uma morte súbita, impensável: um ladrão levou para um desmanche. Claro que sua lataria não era tão bem cuidada quanto deveria ser e, talvez por isso ele ficava de mal comigo. Porém, sua mecânica era impecável: sempre regado com os melhores óleos e cuidado pelos melhores mecânicos. Mas o destino quis assim.

    Como a família aumentou, tive que comprar um carro maior e mais espaçoso. Uma minivan nunca! Mas optei por um carro que sempre quis ter: uma perua. Ela é rápida e gostosa de dirigir. Não tão prazerosa quanto o outro, mas deixa qualquer autoentusiasta feliz. Mesmo após dois meses de nossa separação, ainda sinto saudades e, as vezes, pego as alianças que eu guardei no fundo da gaveta para recordar... as quattro.

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    1. Quattro... Alianças... Parabéns pelo Audi! rss

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  36. Essa cor é linda!! Nunca tinha visto num Galaxy/Landau

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    1. A cor foi lançada em 1976 e ficou até 1978, mas somente na fase I. O nome da cor é Turquesa Laguna, um tom de azul, exclusivo para os Galaxies 500 e Galaxies LTD.

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  37. Portuga, você compra peças para o Corcel de alguma loja específica? Qual?

    Eu também mantenho um Corcel II para passear nos finais de semana e há anos tenho tido dificuldade para encontrar peças de boa qualidade, especialmente borrachas e acabamentos plásticos. Eu até encontro à venda, mas muitas vezes a peça é tão vagabunda que é preferível manter a original do que trocar por uma nova que eu sei que não vai durar dois anos. Se eu tivesse um Fusca ou um Opala, não teria grandes problemas com isso, mas encontrar peças de acabamento boas para o Corcel não é nada fácil!

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    1. FCardoso,
      Eu procuro peças originais do fabricantes que estejam esquecidas em antigas autopeças, o chamado NOS (New Old Stock). Prefiro pensar que é uma caça ao tesouro, uma brincadeira, é assim que encaro a manutenção e também a restauração.
      Todos os dias fuço, durante as horas de ócio, normalmente antes de me deitar em sites que possam ter às peças. Outra alternativa é visitar as lojas de peças mais antigas, às vezes encontramos algumas coisas.
      Entre uma original mais ou menos e uma reprodução 99% das vezes opto por recuperar a original, acaba ficando melhor. No mais é pesquisar e procurar.
      Por sorte, modelos como os Corceis, ainda tem um grande número de componentes mecânicos ainda feitos por empresas sérias e que mantém a qualidade, já no quesito acabamento, os "paralelos" são lamentáveis no que diz respeito à qualidade, então fujo desses itens.

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    2. Nem para esse modelos tá fácil. Tô na maior dificuldade para achar peças de acabamento para o meu fusca. As paralelas são uma porcaria, as originais estão cobrando o olho da cara. Me pediram quase 200 conto na lente da lanterna traseira. Por esse preço é m ais negócio eu colocar a paralela a cada dois anos...

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  38. Triste é quando o vendedor bate,antes, ou quando vai entregar o carro.As vezes com perda total.

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    1. Pois é Anonimo,
      Por precaução, no caso do Corcel GT branco da postagem eu preferi combinar uma levada de plataforma, com um amigo que estava ocioso e fez um preço muito camarada, mas deu certo.

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  39. Paulo Freire25/04/13 22:48

    Já o nosso Clio sedan, resolve papocar alguma coisa toda vez que queremos ficar com ele. Ontem o corpo de borboleta resolveu falhar depois de uma chuva [e olha que nem passei por alagamentos nem nada do tipo].

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    1. Olá Paulo,
      Provavelmente o Clio esteja reinvindicando um pocuo de atenção, talvez ele esteja carente de alguma manutenção, vai saber se o espirito francês do garoto não está pedindo por algo mais refinado, visto a qualidade do nosso combustível.

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    2. Na verdade, TODOS mês ele praticamente exige atenção, sempre tem algo a fazer, sempre que consertamos uma coisa, vem outro logo atrás. Por exemplo, ele estava batendo a suspensão dianteira, quando mandamos trocar o que era necessario, ele começou a bater a caixa de direção '-'

      And so on, até julho estaremos de carro novo, é por essas porcarias que aparecem por aí que o pessoal prefere comprar carro 0km, e olha que não sou muito simpatizante dos novos...

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  40. Meu avô tinha um GT igualzinho a esse aí da foto! O que me lembra naquele carro é a bola do câmbio com o coelinho da playboy e o conta-giros..

    Quando ele faleceu em 2000 o corcelzinho foi vendido.. Um tempo depois encontramos ele e meu pai até cogitou em comprar ele pra deixar pra mim e meu primo, mas a ideia não foi pra frente.

    Em casa eu tenho um antigo deixado por meu pai, um Omega 1996 comprado zero.. Por enquanto não tem muito estrelismo pq ele está parado por um problema no cabeçote além de outras coisinhas.. Mas em breve estará rodando de novo

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    1. Danniel,
      Se você tiver fotos do Corcel Gt que foi do seu avô mostre para nós, principalmente se houver algum registro do pomo de câmbio, interessante hein.

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  41. Outra, além disso, ainda tive sorte só com carros simples... Todos os carros mais luxuosos ou maiores me deram muitos problemas.

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    1. Luiz,
      Sou da opinião de que quanto mais peças e mais eletrônica, maior o cuidado que o veículo precisa. Em alguns casos sou a favor dos "standard" justamente por causa disso.

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  42. Post muito bacana! Sem dúvida alguma que carros são muito mais que um monte de peças montadas juntas.

    Comigo nunca aconteceu do carro resolver fazer birra se decido vendê-lo. Mas houve um caso interessante que, no final das contas, o que parecia uma tremenda dor de cabeça, acabou por ser um bom remédio, literalmente.

    Quando tinha meu Caravan 1988, um belo dia acordei com a tal da virose, aquela que deixa o corpo todo um caco, dói até pensamento... Lá pelo meio dia, como a situação não melhorava, juntei o restante de minhas forças e resolvi ir ao médico, me arrastando até chegar ao meu fiel companheiro (foram 9 anos de boa convivência!). Na frente do pronto socorro, um maluco de moto avança o sinal vermelho e tenho que parar no meio da avenida. Ao arrancar novamente com o carro, me quebra o cardã! Aí, lascou... Naquele estado e ainda tendo que cuidar do Caravan! (desnecessário dizer que bons palavrões passaram pela minha mente naquele momento...) No fim das contas, entre achar guincho e encontrar lugar para consertar o cardã, fiquei sem comer absolutamente nada até umas 16:00h daquele dia. E não é que a tal da virose curou-se sozinha?

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    1. Road Runner,
      Já vi alguns colegas ficar na mão por conta de quebra de cruzeta de cardã ou rompimento do próprio cardã. Assim como nós temos nossas situações crônicas, tais como resfriados, gripes e outras "viroses" acredito que alguns modelos de automóveis também tem seus pontos fracos e sucetíveis ao desgaste. Com o tempo aprendemos a conviver e nos prevenir desses "perrengues".

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  43. Quer chorar: fiquei construindo minha réplica Speedster 356 por 6 anos, deixei num final de semana na tapeçaria, bandidos passaram por lá tocaram fogo no "estabelecimento" e perdí meus 6 anos de trabalho, bem no momento em que já estava começando a passear com o brinquedo....nem deu tempo dele começar a pegar a estrada. Bom dia !

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    1. Francisco
      Que lamentável! Fico imaginando seu ódio dessa bandidagem, coisa de guerra civil mesmo.

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    2. Francisco,
      Que coisa terrível, graças a Deus, nunca passei por isso.
      Fico imaginando o tamanho da tristeza.

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    3. Amigos, o Francisco é do blog do camaro, que muitos aqui acompanham todo dia.
      Quando esse carro dele foi destruido, fazia pouco tempo que eu acompanhava ele, mas percebi que todo mundo ficou chateado com o fato. Ele não é o cara que compra pronto, gosta de fazer e por sua personalidade na máquina. Entende do riscado. Tanto que tinham torcida pra ver o carro andar, tamanho era o zelo dele com cada peça adicionada ao kitcar, mas o destino age e me vem uma tragédia dessas. Doeu muito.

      Luiz CJ.

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  44. KKKKKK... Muito bacana e divertido o texto, Tavares, gostei muito. Ainda bem que achei alguém que concorda comigo. E pior que é verdade mesmo. Acho, inclusive, que cada carro tem sua personalidade e quando ele não vai com a cara do dono, pode procurar outro, porque não há santo que dê jeito. O infeliz começa a dar problema que você nem imaginava que existia.

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    1. Állek,
      Obrigado pelo comentário. Eu já tive um carro que "não ia com minha cara", foi necessário muito tempo para que ele resolvesse conviver pacificamente.

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    2. KKKKK... Ao menos ele decidiu conviver pacificamente. Mas tem uns que são bem teimosos.

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  45. Portuga, comentei a sua história com a minha esposa ontem a noite. Ela teve um choque pois concorda plenamente com a sua teoria, e ela ainda achava que era a única que pensava dessa maneira quanto ao próprio carro. Não tem nada que ficar falando mal na frente dele, jamais!

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    1. Perneta,
      Pois é meu amigo, os carros tem sentimentos e às vezes até tem seus ataques de mimo!

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  46. Portuga td bem?
    Belíssimo e pertinente post.
    Tenho um fiat 147, como posso te enviar fotos dele?
    abs
    Carlos

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    1. Olá Anonimo,
      me envie sim, por favor: portugatavares@gmail.com

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  47. Caramba. Meu carro ontem deu sinais de rejeição a "transplante de órgãos"

    Troquei a caixa de cambio do meu Corcel 83 na semana passada e ontem fiquei na rua. Pelo sintoma apresentado o eixo piloto ou a embreagem quebraram já que os semi-eixos estão OK...Hoje vou desmontar tudo.. ( quem tem carro antigo sofre viu).

    Pô , ninguém merece...

    Jones

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  48. oskrmarinho26/04/13 12:30

    Doido é quem acha que carro não tem alma! Igual aquele ditado espanhol ou coisa que o valha a respeito de bruxas - não creio em bruxas, mas que elas existem, existem! Todos os carros que foram meus donos, inúmeros, pela vida afora, tinham suas caracteristicas próprias, idiosincrassias e personalidades únicas, porém, a todos amei, respeitei e tratei bem, fossem mais ou menos potentes, feios ou bonitos, novos ou usados, cada um dêles sempre me deu uma razão especial para estar com ele e cada qual sempre me retribuiu e correspondeu à confiança que nele depositei.Parece que nós, apaixonados por essas máquinas únicas, enxergamos nelas muito além do amontoado de componentes mecânicos que lhes dão vida, ou de fato, inexplicavelmente, esse conjunto todo, realmente tem vida própria, ao seu modo!

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    1. Muito bem sacada a inversão "todos os carros que foram meus donos", he, he! Quando se gosta muito de carros, isso acaba acontecendo um pouco (ou muito). Essa inversão serve também para outras coisas: sempre me pergunto se o meu cachorro é meu, ou eu é que sou dele, he, he, he!

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    2. O cachorro deixa você entrar na área dele pois ele sabe que você traz comida.

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  49. Portuga; Se vc ou outros amigos autoentusiastas tiver dicas para a manutenção do meu amado Galant 2.5 V6, digam por favor. O carro é ESPETACULAR. Adoro. Tem tudo, anda bem, confortável e um ronco do V6 que só dirigindo para ver que delícia. Ele está com 78 mil km, ano 2000. Tudo inteiro mas a suspensão precisa de amortecedores, etc. Posso importar via e.bay UK, mas ainda penso em arrumar por aqui.Pena a Mitsuba ter abandonado a gente....Abs.MAC

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  50. Este comentário foi removido pelo autor.

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  51. Carro usado é assim mesmo, sempre tem probleminha oculto ou que não dá sintomas.
    Num dia de folga, eu resolvi que seria o dia para trocar a correia dentada do meu Mille. Mas o carro não quis ligar, estranhei e depois eu ví que o sensor de rotação estava ruim.
    No mesmo dia eu levei para o mecânico e pedi para trocar a correia e este sensor, detalhe que fica bem próximo da correia.

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  52. Eu aprecio muito textos técnicos, mas gostei de ler este também. Gosto da parte sentimental e eu também crio um certo vínculo afetivo com os meus veículos, bem maior do que a maioria das pessoas, aliás.
    Apesar de não ter em meus arquivo nenhum conto prosopopéico, eu trato todos os meus veículos com muito cuidado e respeito. É um tipo de parceria.
    Acho que dos objetos inanimados eles são os que mais tocam e se aproximam do humano.
    Coisas de AUTOENTUSIASTA...

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  53. A galera que dá nome aos carros, dá nome de homem ou de mulher?
    Tenho um Siena EL 2010, com 55 mil quilômetros. Ao terminar de ler o post e os comentários, pensei em como eu sou um pouco bruto com ele. E ele nunca deu problema, apenas a seta que parou de funcionar, me obrigando a substituir os comandos. Hoje, ao ir embora, vou começar a tratá-lo com o respeito que ele merece.
    Ah, e o nome dele é Godofredo.

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  54. Você só possui carros antigos?

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