SETA, USO EXAGERADO



Em fevereiro de 2009 escrevi um post sobre o uso da seta e quero voltar ao assunto por considerá-lo muito importante.

Começo com a cor da luz de seta na traseira. Pelo nosso código de trânsito ela deve ser âmbar, enquanto nos Estados Unidos é vermelha. Ocorre que por força do acordo de comércio bilateral Brasil-México, determinados itens são aceitos nos dois países. Caso da luz de seta traseira.
O Ford Fusion, que é fabricado no México, de onde segue para os EUA, tem a luz de seta atrás na cor vermelha, que é a mesma da luz de freio e quando a seta está ligada a luz de freio passa a ter essa função. Do ponto de vista de segurança, péssimo, sendo-me incompreensível que seja assim no país que tem a maior frota do mundo, mas cada país é livre para fazer o que quer. O que é inadmissível é a Ford não dignar adequar o Fusion à regra brasileira.



O Fiat Freemont, como se sabe, é o Dodge Journey e, como o Fusion, é fabricado no México. Não sei como é no Journey que vem para cá, mas no Fiat a seta traseira (e dianteira) é âmbar.

Abrindo um parêntese, nos EUA o espelho externo é obrigatoriamente plano. Outro dia peguei uma carona num Fusion novo, o V-6 de tração apenas dianteira, e notei um pequeno sobre-espelho, de grande convexidade, sobre o principal de espelho plano, no melhor estilo táxi, para aumentar o campo de visão lateral. Nada mais ridículo! Já no Freemont, um amplo e perfeito espelho esquerdo convexo.

Voltando ao tema seta, outro dia meu dentista foi multado por mudar de faixa de rolamento sem usá-la. Ele, como eu, usa seta, mas quando é necessário avisar alguém da intenção de mudar de faixa ou dobrar uma esquina, os dois casos mais comuns do uso do dispositivo, nunca usá-la automaticamente, a esmo. Mas o Art. 35 do Código de Trânsito Brasileiro obriga, dizendo textualmente: "Antes de qualquer manbra que implique um deslocamento lateral, o condutor deverá indicar seu propósito de forma clara e com a devida antecedência, por meio de luz indicadora de direção de seu veículo, ou fazendo gesto convencional de braço." E o parágrafo único acrescenta, "Entende-se por deslocamento lateral a transposição de faixas, movimentos de conversão à direita, à esquerda e retornos".

Por sua vez, o Art. 196 do Código falar da infração de não usar seta: "Deixar de indicar com antecedência, mediante sinal regulamentar de braço ou luz indicador de direção do veículo, o início da marcha, a realização de manobra de parar o veículo, a mudança de direção ou de faixa de circulação", classificando o não fazer como infração grave que, como se sabe, implica multa de R$ 127,69 e lançamento de 5 pontos na carteira.

Assim, o texto do Art. 35 falar em "propósito da manobra", conjugado com a gravidade da infração, produziu dois efeitos. Um, o famoso "dar seta e entrar"; outro, usar a seta automática e desnecessariamente, sem avaliação prévia. Ambos os hábitos são péssimos.

O primeiro caso não raro é causa de acidente, pois a "antecedência" é vaga e propósito para muitos motoristas virou autorização para efetuar a manobra, sem que haja condições para isso. Caso típico é iniciar a ultrapassagem certo de que a seta a autoriza, sem levar em conta o tráfego à retaguarda. Isso foi comum durante muito tempo por parte dos caminhoneiros, mas hoje agem corretamente, pelo menos é a minha observação: dão seta e estudam o que está atrás ou esperam que o carro na faixa da esquerda dê passagem (meu hábito há muito tempo; não me incomodo de perder um ou dois minutos e facilitar a vida do colega da estrada, quanto mais com a aceleração da maioria dos caminhões atuais). Mas automóveis costumam sair para ultrapassar simultaneamente com ligar a seta, como se agir desse modo garanta não infringir o Código.

O outro mau hábito é o uso desnecessário. Por exemplo, numa rua de mão única que se entronque com outra, transversal, onde só seja possivel virar à direita. Pois lá vai o carro à nossa frente, muito antes do entrocamento, com a seta ligada. Ou a fila aguardando dobrar à esquerda numa faixa exclusiva para isso, esperando o sinal abrir e, seta ligada. Se é à noite, incomoda. Por que essa atitude? Porque já ficou condicionado para muitos antes de dobrar, dar seta.

Outro dia eu estava parado num sinal e havia um carro à minha frente, primeiro da fila. Eu dobraria à esquerda e não sabia se ele faria o mesmo. Pois assim que o sinal abriu ele deu seta esquerda - exatamente o que faço sempre, usar a seta racionalmente.

Outra do gênero cortesia que pratico é num sinal demorado que tenha algum aclive ou declive, usar o freio de estacionamento em vez do freio de serviço só para não deixar três luzes de freio acesas incomodando quem está atrás.

Como regra de uso da seta, o texto do Código deveria especificar, por exemplo, "quando for necessário informar aos outros motoristas sua intenção com vistas à própria segurança e dos demais usuários da via".

Automatismo na seta, só para desligá-la após uma curva.

BS



82 comentários :

  1. Nossa, são dois artigos no CTB e ainda sim o pessoal de Ribeirão Preto e Franca não sabe pra que serve aquela alavanquinha..

    Já percebi em mim este comportamento que você cita e devagar estou parando de dar seta nas situações que você citou, mas tem hora que escapa com tanto buraco, carro de um lado, de outro, colado na traseira, N motos passando pelos lados, semáforo, pedestre e etc. mas um dia eu chego lá. =)

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  2. Mister Fórmula Finesse13/09/11 09:26

    Na minha cidade, o problema é que os motoristas simplesmente odeiam usar seta, esquecem, não sabem se posicionar em faixa de dupla rodagem e não compreendem quando o motorista quer estacionar, apesar do ato ser sinalizado.

    Eu ligo a seta para a vaga pretendida e fico observando o motorista de trás, quase sempre dou um toque no pisca alerta para o sujeito entender que pretendo estacionar na - sempre concorrida - vaga urbana. Um sinal com a mão, as vezes também é necessário...

    Se não o fizer, certo que na maioria das vezes, o outro motorista irá colar no meu carro e não conseguirei entrar na baliza, mesmo tendo sinalizado com o pisca normal; existe um problema grande de interpretação e atenção ao fluxo do trânsito por grande parte dos motoristas.

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  3. Ainda tem outro problema, em muitas situações os condutores à frente sinalizam uma mudança de faixa e esquecem de desligar a seta, permanecendo com a mesma ligada por muito tempo, mesmo não realizando nenhuma manobra.

    Pelo menos aqui em Vitória, isso é tão comum quanto fazer as conversões sem sinalizar.

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  4. Aqui na minha região o mal que nos acomete é justamente o NÃO uso da seta. Eu concordo que posso até cometer alguns dos pecados elencados no texto (tentarei me policiar), mas acho melhor isso do que o hábito que vejo ser o mais comum: o não uso. É triste!

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  5. Eu admito que uso a seta sem pensar. Já aconteceu de eu estar em estrada de terra, em meio aos carreadores de cana-de-açucar e, ao virar, dar seta!
    Vou passar a prestar mais atenção nisso.
    O lado bom é que eu acho que é melhor errar por excesso do que por falta, não?

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  6. Bob, o problema é que assim como "antecipadamente" é vago, usar racionalmente também é vago e acabaria transformando em nunca usar para muitos (que mesmo com a obrigação e risco de levar multas nunca usam).

    Eu acho exagero usar tanta seta, concordo plenamente contigo, mas está no código, temos que seguir ou estamos sujeitos à multa e no caso de levá-la não podemos reclamar.

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  7. Para muitas pessoas a seta só se liga quando o braço está virando o volante, já, o cara estica o dedo e no meio da curva ativa a seta.

    Em outras casos, às vezes ligo a seta para manifestar minha intenção de mudar de faixa, e o carro que está na faixa para qual vou parece que se descontrola. Eu não virei um grau o volante e o cara já acha que estou invadindo a faixa dele.

    E é bmo saber que tem gente que também pratica essa cortesia de não acender luz de freio nas paradas em aclive. Usar o freio de mão não custa nada, é só "voltar" pro freio normal antes do sinal abrir, sem mistério!

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  8. Sacco
    Que vídeo incrível! O pior é que está cheio de gente assim no trânsito.

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  9. Eu estou pasmo, Bob!
    Você reclamando de uso exagerado da seta?! Pois eu acho que ocorre é o contrário!

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  10. QUando ao Fusion e cia., o pior não é nem a lambança de vir com seta vermelha, é a turma que acha que isso é coisa de carro caro / importado e adapta luz vermelha para seta em Gol, Celta, etc etc.

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  11. Caio Ferrari13/09/11 10:22

    O vídeo postado foi fabricado, [u]não é possível[/u]. Além disso, o cara que estava filmando, definitivamente não sabe o que é direção defensiva. Depois de tomar uma fechada do animal a frente, vai se enfiar ao lado dele naquela velocidade???

    Depois de uma barbeiragem daquelas, eu faço questão de manter distância do cara e só ultrapassá-lo com total segurança.

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  12. Bob,

    Tem um coisa relacionada a seta que me irrita muito na minha cidade, Palmas/TO. Pois aqui é o trânsito é uma maravilha, avenidas largas, quase nenhum sinal ( só na avenida principal, Teotônio Segurado ), mas muitas rotatórias grandes a cada 500 metros em cada super-quadra.

    Acontece que o povo aqui ( e em outras cidades) dão seta pra tudo que é lado ao entrar numa rotatória. Eu acho simplesmente inútil essa seta... dar seta pra entrar ? Pra quê dar seta se só tem um caminho a seguir, que é entrar na rotatória ? Ao sair sim, dou seta indicando que estou mudando de faixa e vou sair da rotatória, do contrário assume-se que vou continuar circulando nela.

    Isso já me fez discutir com várias pessoas, que me disseram que foram ensinadas pelas auto-escolas que tem que dar seta pra entrar e pra sair nas rotatórias...

    Ensinar do porquê das coisas, do motivo, da segurança... eles não ensinam... só regras pra passar em exames idiotas !

    Enquanto isso vemos quase todo mundo aqui sem usar cinto de segurança ( inclusive os policiais), transportar criança no colo no banco da frente, usar o farol alto o tempo todo, a lâmpada de neblina ofuscando também, o farol do status, digo, o farol de neblina em pleno cerrado seco e por ai vai o Febeapá !

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  13. Essa cortesia da luz de freio eu dispenso para mim e também não a pratico para os outros.
    Eu não concordo com essa idéia de segurar carro com freio de mão, tanto em aclive ou no plano.
    Causa dúvida, não sei se o carro a frente está parado ou estacionado caso ele esteja na faixa da direita ou a via seja de mão única.
    Ainda mais com vidro filmado, pretíssimo.

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  14. Xracer

    Seta dentro de rotatória deixa-me simplesmente boquiaberto...

    Pior é que já vi energúmenos que ultrapassam pela direita se você não fizer esse descalabro a tempo...

    Aliás, o uso de rotatória é algo que anda além da compreensão do motorista brasileiro médio.

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  15. jackie chan13/09/11 10:47

    Como dizem, "a regra é clara". Muito melhor dar seta sempre, mesmo sem ninguém por perto, do que esquecer de acioná-la quando há. Eu dou seta mesmo trafegando de madrugada pelo meu tranquilo bairro. Não costumo ficar parado em semáforo com seta ligada, mas também não me incomodo se o motorista da frente o fizer. Tampouco me incomoda luz de freio do carro a frente, que é muito mais fraca e menos ofensiva aos olhos, que os faróis baixos acesos em conjunto com os auxiliares, tão "na moda" hoje em dia... Enfim, são muitos problemas maiores que temos que enfrentar no trânsito, como vias esburacadas, lombadas fora do padrão, radares-armadilhas, motoristas imprudentes, etc... que nem ligo para pequenos detalhes como esses.

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  16. Então, vamos lá: sempre preferi a luz de direção em "laranja" ou âmbar,como muitos preferem dizer. Identifiquei em mim um dos "vícios" citados pelo Bob: dou seta até mesmo dentro da garagem (minha irmã acha graça), creio que só não o faço mesmo em rotatórias, mas...é como alguns aqui disseram: melhor sinalizar até mesmo em certas situações desnecessárias (o caso de dobrar quando só se pode dobrar para um lado), que não fazer nunca. Estou condicionado e não pretendo me "desintoxicar" deste "vício", he, he. Acho bom que seja automático como colocar o cinto de segurança imediatamente quando entro no carro, até mesmo antes de ligar. Ah, uma coisa que me irrita profundamente no trânsito: gente que trafega usando meia pista de cada faixa de rolamento, sem intenção de mudar de lado.

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    Respostas
    1. Esses padrões americanos são exóticos mesmo. E os de cinto de segurança não são exceção. Naquela época (anos 70/80), quase ninguém nos EUA usava cinto, e as mortes não paravam de crescer. Em 1975 tornaram obrigatório o alarme de cinto e durante os anos 80, vários carros que eram vendidos lá precisavam de cintos automáticos.

      Tenho um Suzuki americano dos anos 90 com esse cinto automático. É bem prático, nem lembro que preciso encaixar a fivela, pois só de abrir a porta, entrar no carro e fechar, já estou vestido.

      O problema desse cinto de segurança (que é afixado à porta, e não à coluna) é que porta é elemento de vedação, e não estrutural. Numa batida forte, a chance de sair voando é maior caso a porta desprenda. Tanto que depois de 1995, quando tornaram mais rígidos os testes de colisão nenhum carro usou mais esse sistema.

      Outra alternativa era o cinto com a faixa diagonal deslocável, mas este também não se revelou muito eficiente, pois as pessoas não encaixavam a fivela subadbominal, diminuindo muito a eficiência do equipamento no caso de acidente.

      E tem outra: é um cinto de manutenção bem complicada, que é comandado por meio de um chip instalado debaixo do banco. Se aquilo quebra, você perde a parte de cima do cinto. É horrível. O Accord 1990-1991 adotava essa solução e tamanhas foram as reclamações, que logo no modelo 1992 o cinto automático foi abandonado e adotou-se o padrão normal.

      Quanto às luzes de direção, nos Estados Unidos elas são vermelhas por conta do traçado das cidades americanas. Lá, as cidades são tabuleiros e quase todos os cruzamentos são ortogonais, logo teoricamente existem apenas três maneiras de se ver outro carro: de frente, de trás e de lado.

      É por isso que existem, desde 1967, as luzes de posição laterais, cor de âmbar na frente e vermelhas atrás, que servem para revelar a dimensão do veículo e sua posição num cruzamento. Estima-se que só essas luzes tenham salvado milhares de vidas ao longo das últimas quatro décadas.

      Reparem que todos os carros americanos que vêm para o Brasil (Fusion, Captiva, Sentra, Civic importado) contam com essas luzes que, ao meu ver, deveriam ser obrigatórias no Brasil também.

      E o povão também acha coisa de carro caro: é muito comum ver Golzinho quadrado 1989 com as luzes de posição nas setas, alaranjadas. Mas às vezes não fazem isso direito, e fica difícil distinguir quando a seta está ligada ou não.

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  17. Certa vez sinalizei uma conversão à esquerda numa avenida movimentada, usando o braço esquerdo. O elemento montado na sua trambolhosa caminhonete preta emparelhou comigo e me chamou de "bração", emendando um "praquê fazer isso?" - Então fui recolhendo o membro mostrando o dedo médio para ele...

    Obviamente me arrependi do gesto, pois para minha sorte o cara estava sem um revolver no porta-luvas. Mas que foi engraçado, foi!

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  18. Daniel San13/09/11 11:06

    Existem outros hábitos que parecem surgir de geração espontânea,como,por exemplo,ligar o pisca alerta quando o trânsito pára de repente. Parece ser um hábito que o costume consagrou.
    Bob,você tocou numa questão que já deveria receber atenção das autoridades: O Excesso de brilho das luzes traseiras. Se à noite incomoda um pouco,com chuva torna-se realmente crítico. Se já foi regulamentado o brilho dos faróis,não vejo porque não deveria ser feito o mesmo com as lanternas.

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  19. Grande Bob,

    Lembre que nas décadas de 60/70 e 80 os carros nacionais vinham com lanternas na cor vermelha. Exemplos clássicos temos como Corcel I e II (me lembro que um deles tinha pisca na cor âmbar até vir o II), Fusca, Gordini, Fiat 147, Gol quadrado Fase I, Passat, Opala e Chevette, todas as picapes até os anos 80, todos os Dogdes, sendo que os Simcas tinham luz âmbar e por aí vai.
    Na década de 80 algumas lanternas começaram a vir com luzes direcionais na cor âmbar, chamadas de "luzes de exportação".
    No fim da década de 80 começa a virar moda as lanternas "fumê", especialmente por causa do Gol GTi e do Santana Executivo. Do meio da década de 90 para cá tivemos a moda do segmento do pisca e da ré com lente translúcida rosa, especialmente nos Peugeots, Audis e no Fiat Tipo Sedici Valvole. Paralelamente do fim da década de 90 para cá, as luzes de pisca passam a ser confeccionadas com lentes transparentes com lentes ou lâmpadas ambar.
    Voltando ás lanternas integralmente vermelhas, acredito que seja por economia e por tradicionalismo. Os modelos europeus e japoneses vendidos lá, mesmo não tendo motores potentes e acabamento luxuosos, sempre tiveram luzes de posição transparente e pisca na cor âmbar, além de terem que incorporar os refletores retro-iluminados nas cores âmbar e vermelho para serem vendidos lá(veja o caso do 500...).

    []´s

    Sérgio

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  20. Falando em cores das luzes dos carros.
    Estranho que não exista um padrão mundial para isso como ocorre com os semáforos!
    E o que falar então de alguns carros que possuem as lentes dos piscas transparentes como as da ré e cujos donos, por preguiça ou por economia(?) instalam lâmpadas da mesma cor dela?
    Aliás, já vi carros acenderem a luz de ré quando freavam.
    Isso é descuido de alguns eletricistas ou é alguma nova "moda"?

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  21. concordo que uso da seta não da direito a fazer barbaridades, mas nesse caso acho melhor pecar pelo excesso do que pela falta de uso, típico caso do motorista que resolve parar em fila dupla (o que já é errado) sem ao menos sinalizar ou aquele que vai estacionar e pensa que tem poderes telepáticos pra avisar os outros.
    notícia triste é que eu já vi setas "tunadas" com luzes ou leds super fortes e coloridas, é uma putaria.

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  22. MFF
    Aqui em São Paulo a situação é idêntica, dar sinal ou não quase não faz diferença. E ainda reclamam.

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  23. Este comentário foi removido pelo autor.

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  24. Evandro (09:20), aqui em Franca o questionamento principal do trânsito é:
    "Seta? O que é isso? Pra que serve?...Ah!... não conheço."

    É impressionante, cada um faz o que bem entende, como se estivesse sozinho nas ruas.

    Há alguns dias, uma madame com cabelo de laquê e sua mega-suv, me deu uma bela fechada numa mudança de faixa, sem dar seta. Freei e dei um leve toque na buzina para alertá-la de que eu estava ali. Meu Deus a mulher parecia uma selvagem. Nunca ouvi tanto palavrão na vida. A criatura que aparentava uma certa elegância e civilidade estava transfomada numa viking bárbara.

    O automóvel e o trânsito, estão expondo o lado negro das pessoas.
    Se quiser conhecer bem alguém, ande de carro junto com ela e veja suas reações.

    Isso dá uma bela tese em psicologia e sociologia.

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  25. Bob, sobre o Freemont vir para cá com as cores de seta de nossa legislação, temos de lembrar do fato de a Fiat simplesmente ter aplicado aqui as especificações desse modelo quando vendido na Europa, uma vez que produzido exclusivamente na fábrica mexicana para abastecer o mundo todo. É o mesmo motivo de o Jetta vir para cá mais condizente com nossa legislação.
    Já Fusion, Sentra e Captiva, como são veículos originalmente de mercado exclusivamente norte-americano, acabaram vindo para cá na especificação daquele mercado e aproveitando a não-obrigatoriedade de adaptar às nossas regras (que se espelham nas europeias). Isso também se reflete no tipo de facho de farol e outros detalhes e é recíproco, com os carros brasileiros indo para lá com as especificações que valem aqui.

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  26. XRacer
    Ainda temos mesmo um longo caminho a percorrer em termos de habilidade, conhecimento e educação de trânsito.

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  27. Jesiel.

    Se não conhece, assista:

    Goofy - Motor Mania (1950)
    http://www.youtube.com/watch?v=y_i5jwXRAbE

    Allan Welson.

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  28. Leandro
    Muito útil para evitar o esquecimento é a posição de comando de seta que vários carros estão tendo, que é a alavanca não armar de todo e ocorrerem três piscadas apenas, o suficiente para uma mudança de faixa. Mas ajuda também sinal sonoro de seta ligada bem alto. Me lembro do Volvo 960 da década de 90 que tinha um alto-falante dedicado para isso. Era impossível esquecer a seta ligada.

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  29. 1k2
    Me lembro bem dessa época de luzes direcionais vermelhas aqui, mas acho que foi depois do Código de Trânsito de 1966 e mal chegou ao finalda década de 1970.

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  30. Falar em rotatória, esse é um tema que merece um post. É muita falta de padronização. Tem também muitas alças de acesso estranhas e pouco intuitivas, como a que sai de Matias Barbosa para a BR040 sentido Norte. Dar seta em rotatória, só se for pra indicar estar saindo dela. Mas tem algumas rotatórias em que é mais útil indicar que está se mantendo nela, seta para a esquerda. Tudo muito confuso...

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  31. Sempre dou seta com antecedência antes de virar, tenha ou não carro atrás. Isso força o hábito da mesma maneira que colocamos o cinto logo ao entrar no carro.
    Luzes traseiras não me irritam, exceto a de neblina ou quando tem alguma lente quebrada. O que me deixa nervoso é o não uso das setas quando necessário.
    Na região onde moro, a maioria dos motoristas não utiliza as setas, mas quando as usa, já nem serve para nada, porque já deram início a conversão.

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  32. Novo Kia Sportage, seta estranha no para-choque totalmente separada da lanterna e num local mais fácil de sofrer danos, as lanternas mais acima estão mais protegidas, e ficou feio estranho quando a seta está ligada. No local que a seta está só tinha visto luz de ré ou neblina.

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  33. Lembro que alguns anos atrás era comum ver vários "Pois é" com seta que piscava 2 vezes por segundo em vez do padrão (que creio eu serja uma vez por segundo).

    Por que aquilo; era manuanção mal feita ou modificação proposital. Alguém mais já viu isso?

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  34. Quando a luz está queimada pisca mais rápido, neste caso a dianteira pode estar queimada.

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  35. @Uber isso pode ser problema no aterramento das lanternas, aconteceu isso comigo mas quando freava com o pisca ligado o meu carro parecia uma arvore de natal (piscava tudo).

    Faltou comentar sobre as rotatórias mesmo, eita lugarzinho que faz o povo se atrapalhar... No meu caso eu uso o pisca ao sair da rotatória ou quando permaneço (se não der sinal que vou ficar na rotatória, vai ter alguém que vai jogar o carro para cima... sempre acontece...). Mas o meu maior problema na rotatória é motociclista que insiste em andar ou ultrapassar pelo lado direito na rotatória, aqui perto de casa tem duas rotatórias e toda semana eu quase mato um infeliz por conta disso.

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  36. XRacer,

    Eu aprendi na auto escola a dar seta quando se está dentro da rotatória (indicando que vai continuar nela) e depois trocando o sentido para avisar que vai sair.

    Isso é bem útil em cidades onde os injenhêrus de trânsito colocam um pare no meio da rotatória, como já abordado pelo Bob em outro post aqui do blog.

    Jesiel, sei bem como é, embora não vá para Franca a vários anos, noto que em todo o entorno de Ribeirão os motoristas tem características peculiares como costurarem a 140 por hora, ultrapassarem pelo acostamento, encostarem na traseira do carro a frente, não usar seta pra nada, mirar no pedestre ao fazer uma curva e também achar que sinal amarelo significa buzinar e acelerar mais.
    Mas, aqui se multa somente excesso de velocidade e ocasionalmente estacionamento em local proibido, quando a placa é mal feita e permite mais de uma interpretação para o que ela diz.

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  37. Prefiro pecar pelo excesso, mas acho engraçado quando as pessoas dão seta se existe somente uma direção a seguir. Aqui em BH o trânsito é um caos, os motoristas mal educados acham que estão em uma competição, se você dá seta para mudar de faixa, o carro de trás acelera para não te deixar entrar na frente dele, daí muita gente pára de dar a seta simplesmente para não alertar o motorista mal educado, uma coisa acaba levando a outra.

    Muitos motoristas se esquecem também que a seta não serve para avisar somente o carro, o pedestre também tem que saber para não ser pego de surpresa na hora de atravessar uma rua. Passo todos os dias a pé numa saída de avenida e entrada de rodovia. Os motoristas que saem da avenida insistem em não dar seta, eu geralmente quando vejo um desavisado assim, atravesso a rua bem mais devagar, obrigando o motorista que não deu seta a praticamente parar o carro. Quando ele reclama eu pergunto cadê a seta.

    Outra técnica de guerrilha que adotei é alertar os motoristas que não dão seta para mudar de faixa, quando paro perto deles no semáforo, abaixo o vidro e na maior educação digo a eles que a seta está queimada. O desavisado agradece e se bobear vai parar na oficina para trocar a lâmpada.

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  38. Seta no automático ou dar seta pra fantasma indica que o motorista não consulta retrovisores. Ou seja, esse mal hábito está embutido em outro bem pior...

    O senhor sabe se no México a regra das lentes externas é a mesma da americana? Pergunto isso porque o Nissan March não é vendido para os EUA, e mesmo assim vem com lente plana e a direita com aviso.

    Andre Andrews

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  39. Bob, eu já vejo exatamente o contrário, até brinco que o pisca só é obrigatório no natal. Não vejo muitas pessoas usando a seta.

    Já do uso automático, eu costumo por exemplo, vou virar a direita e fico aguardando para entrar no fluxo, nessa hora eu dou seta para esquerda. Para alertar os motoristas que estão no fluxo, não para os que estão atrás de mim. Não sei se e correto...

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  40. Não é bem assim. Se eu não consultasse retrovisores, já teria me envolvido em uns 200 acidentes em 28 anos de habilitação. Olhar eu olho, o que acontece é que imediatamente dou o sinal, mesmo que não haja ninguém. E é MAU hábito.

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  41. Bob,

    Em uma ultrapassagem em estradas simples, acho completamente desnecessário dar seta para avisar o motorista acabou de ser ultrapassado o movimento de retorno a faixa de rolamento correta.

    Entendo como redundância. Estou certo?

    Outra coisa. Os amigos caminhoneiros fazem um bom uso da seta quando informa se há fluxo no sentido contrário, permitindo uma ultrapassagem mais segura. Concorda?

    Um abraço,

    Rafael Aun

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  42. Somente não utilizo seta quando estou completamente sozinho na via. No mais, sempre indico a intenção de realizar a manobra.

    De fato, o cúmulo da “manézisse” é dar seta quando o sentido é obrigatório. Já vi muitos motoristas darem seta para fazer a curva que é continuação da via. Imaginem esse pessoal numa serra....haha

    Sobre dar seta em estrada, sempre sinalizo quando vou mudar de faixa para ultrapassar e quando retornar, nunca colado no carro que eu acabei de ultrapassar.

    Todavia, numa viagem à França, ao menos na estrada, percebi que dão seta e tão logo mudam de faixa e retornam à direita (ao menos não há donos de faixa da esquerda) tirando fina do carro ultrapassado....

    Em compensação, todos andam a 130km/h ou mais....

    Quanto à luz de freio, eu costumo puxar o freio de mão não para não incomodar o motorista do veículo de trás, mas quando num semáforo um pouco mais demorado para não ter de ficar pisando no freio um tempão.....pura preguiça...

    Daniel San,

    Em relação ao pisca-alerta quando o trânsito para de repente não é moda. Em carros mais novos, se voce frear bruscamente, automaticamente ele acionará o pisca.



    Marco

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  43. Bob, além do uso exagerado das setas existe também o uso exagerado do FREIO!

    Muito comum estarmos trafegando em uma via de 80 km/h permitidos e o "sujeitinho" que está a 60 Km/h ainda FREIA ao passar pelo radar fixo! Haja paciência...

    Sobre o texto, eu dispenso o uso do freio de mão em aclives. Aí já é demais Bob, que é isso rapaz (risos). Abraço.

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  44. PISCA ALERTA
    Outro mal costume de muitos motoristas e cada vez vez mais comun de presenciar na cidade ou estrada, são os veículos com o alerta ligado com o carro em movimento.Nunca se sabe o que esta acontecendo e somente serve para confundir os demais usuários. ISto mereceria um post.

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  45. Pior são os imbecis que andam com o pisca alerta ligado.

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  46. Celestino,

    E aqueles que freiam para nada, sem motivo algum, apenas para, imagino, diminuir a velocidade (que em geral já está baixa)? Creio que não têm a noção de que basta parar de acelerar para a velocidade baixar.

    Esses, geralmente, também freiam na subida.

    Quando tá chovendo, então...

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  47. O Bob tem uns posts estranhos. Ele reclama dos lerdos, mas são os apressadinhos os maiores causadores de acidentes. Agora ele reclama dos que sempre dão seta, sendo que eu vivo atravessando correndo os cruzamentos, justamente porque entre 10 motoristas, 5 NÃO DÃO SETA!.
    Se a seta ou a luz do freio incomodam, nesse caso o problema é a luz muito forte, não o hábito em si. Gostaria mesmo que todos dessem seta, mesmo que seja pra virar numa rua de sentido único. Com certeza ele a utilizará nos outros casos. Pecar por excesso às vezes é bom.

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  48. Aléssio Marinho13/09/11 18:03

    Xracer;

    Conheço Palmas muito bem, e não acho que seja exagero usar seta no queijim.
    O que falta é o pessoal aprender a usá-lo.
    Aí as rotatórias tem 2 faixas. A da direita serve para ir para a via mais próxima, sem misturar com o tráfego que a percorre. Nesse caso é necessário sinalizar, pois informa que vc não vai se misturar com quem vem na faixa da esquerda.
    E quem circunda a rotatória tem que sinalizar a manobra que vai fazer, afinal, são 4 saidas e vai que a minha bola de cristal fica com defeito logo hoje...
    Por isso que volta e meia o povo se machuca de lado nos queijim.

    Bob

    Não entendi foi o Contran obrigar o uso da luz de freio elevada e esquecer os repetidores laterais, tão importantes quanto os primeiros.
    Em Belém, onde moro, os motoristas não usam seta. Buzinam (apitam como falam aqui) pra avisar da manobra... Como as ruas são apertadas, o pessoal para em fila dupla com o alerta ligado, sem a menor vergonha, fica aquela algazarra.
    Nessa hora me sinto no inferno.

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  49. Você só pode sofrer de fotofobia. Procure um oftalmologista.

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  50. Aléssio,
    É fácil entender a preferência do Contran pela luz de freio elevada em detrimento dos repetidores laterais: o famoso "brake-light" era fabricado e vendido como acessório por empresas de autopeças; as setas laterais, não. A palavra lobby te diz alguma coisa?

    Bob,
    Meu carro tem esse sistema de mudança de faixa (um toque = três piscadas) e considero-o simplesmente sensacional. Na hora de mudar de faixa, basta tocar na alavanca e esquecer: enquanto a seta pisca para o lado desejado, eu me concentro na manobra.

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  51. Xracer e Uniblab,

    Acho interessante o uso de setas em rotatórias, pelo menos naquelas menores como temos aos montes aqui em Brasília. Assim vc ajuda o motorista que está esperando para entrar na rotatória se vc irá seguir em frente ou irá contornar o balão.

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  52. O não uso da seta me irrita, porém o excesso também não me agrada. Mas, se for para escolher uma das opções, prefiro a segunda. O imperdoável, como já comentado, é esquecer a seta ligada ou, ainda pior, manter a seta indicando para um lado e mover-se justamente para o outro...

    De minha parte, faço uso bastante sensato da seta, sem aplicação desnecessária. E imaginava que somente eu fazia uso do freio de estacionamento ao parar nos semáforos à noite, justamente parar evitar que a luz de freio agrida quem está atrás. O novo de Ka de minha noiva, por exemplo, é "estúpido" na intensidade da luz de freio, provavelmente pelo fato de ter lanternas com lentes transparentes, sem os tradicionais prismas para difundir a luz.

    Porém, o que me irrita de fato é o sujeito, ao ver a seta acionada, fazer de tudo para não deixar que você entre na frente do infeliz. Isso quando não ocorre de mal se acionar a seta e já se ouvir uma buzinada, antes mesmo de se pensar em mudar de faixa! Ou então a toupeira buzinar atrás de você por deixar alguém entrar na SUA frente. Vá pensar pequeno lá na PQP...

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  53. Pedro de Albuquerque13/09/11 21:09

    O Hight Torque tinha um video que fez coro aos leitores do NA (só podia..) que ao invés de repararem e aprenderem como usar o volante naquele video do Bob, foram reparar que ele saiu sem dar seta... O Gasparzinho vinha logo atrás e bateu no carro do Bob...

    São uns cretinos!

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  54. Bob, e quanto à posição do pisca do farol dianteiro do Prisma ser na sua extremidade interna, o que dificulta e atrasa a visualização de quem vê o carro de frente? Muito ruim! Deveria sempre estar posicionado na extremidade externa do farol (ou do parachoque), o que seria melhor para quem vê o carro de frente e até para quem o vê de lado. Já observou? Concorda?
    Klaus
    Lajeado RGS.

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  55. Alexandre - BH -13/09/11 22:38

    Realmente não dá pra entender a opção pela tripla função da lâmpada: Posição, freio e seta, sendo que, se uma estiver ‘ocupada’ com a seta, tem-se luz de freio apenas de um lado. Um absurdo. Usando-se freio e pisca-alerta ao mesmo tempo, aí é que o sistema pira de vez e tem que escolher um dos dois modos. Salvo engano, o Corcel II escolhia a função freio. Não sei como o Fusion se resolve nesse quesito. É bom lembrar que a Ford também não se dignou a adequar o para-choque traseiro da Ranger para o emplacamento no Brasil. Nossas autoridades preferiram se curvar aos caprichos da gigante americana (e de outras também) e alterar a legislação. A Resolução 288/08 do CONTRAN permitia o uso de placa menor na traseira, de modo a caber no receptáculo. Em 2009, talvez para se mostrar mais ‘exigente’, o CONTRAN revoga a 288 e publica a Resolução 309, que continua permitindo a placa menor, desde que o fabricante ou importador justifique a necessidade.
    Quanto aos ‘Zés’ e ‘Marias-Setinhas’, morro de rir quando eles dão sinal para manobrar dentro da própria garagem! Quando eu era garoto a diversão da turma era esperar a chegada de um senhor que morava em um prédio da rua. Já dentro da garagem, ele ligava a seta para entrar na vaga! Caíamos na gargalhada.

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  56. Bob, discordo de você em alguns pontos.

    Como alguns colegas já disseram por aqui, caso não fosse obrigatório, o uso da seta deixaria de ser um automatismo e menos gente ainda usaria quando precisa. Além disso, confiar no bom senso das pessoas pra julgar quando precisa e quando não precisa é problemático.

    Outro ponto é sobre precisar ou não. Em uma situação em que uma moto ou carro venha trafegando em algum ponto cego do veículo, o motorista vai julgar que não tem ninguém e vai mudar de faixa sem seta, causando muito provavelmente um acidente. Se der seta, o outro veículo pode avisar o desatento que está ali através da buzina, por exemplo.

    Finalmente, acredito que os pedestres não têm obrigação de saber que tal rua e de mão única e pode acabar sendo atropelado por julgar mal as intenções do automóvel (e pelo motorista ser desatento, claro).

    Acredito, portanto, que qualquer tipo de comunicação é benéfica, pois a probabilidade de dois agentes errarem ao mesmo tempo é bem menor do que um só.

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  57. Alexandre - BH -13/09/11 23:41

    A legislação americana tem coisas realmente estranhas. No início dos anos 70 passou-se a exigir para-choques brutamontes nos carros ianques. Camaro, Mustang, Maverick; todos perderam muito do visual com aqueles limpa-trilhos pendurados. Nem os tradicionais Checker Marathon ‘Yellow Cab’ de Nova Iorque escaparam. Robert De Niro já dirigia um adaptado ao estilo ‘ferroviário’ em Taxi Driver, de 1976.

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  58. Bob, o pisca do Logan não tem como esquecer que está ligado: http://www.daciaclub.eu/ringtones/dacia_logan_turnsignal.mp3 :)

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  59. Prezado Bob, em todo lugar se lê que o uso de luz vermelha na seta da lanterna traseira é autorizada pelo acordo comercial com o México. Segundo me informaram, quem diz isso é a própria Ford (segundo o Fabricio, do Best Cars). Fato é que a Resolução 14/98 do Contran diz:

    "Art. 1º Para circular em vias públicas, os veículos deverão estar dotados dos equipamentos obrigatórios relacionados abaixo, a serem constatados pela fiscalização e em condições de funcionamento:

    I) nos veículos automotores e ônibus elétricos:

    [...] 11) lanternas indicadoras de direção: dianteiras de cor âmbar e traseiras de cor âmbar ou vermelha;"

    Não sei como era a regra antes disso, mas existe Monza dos anos 1980 com seta traseira vermelha.

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  60. Cristiano
    Verdade. O Monza vinha assim até 1985. A partir do Monza 85 "fase II" ou 85 e meio a GM passou a adotar a cor âmbar nos piscas traseiros.

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  61. Caros,

    A legislação brasileira proibiu o pisca vermelho entre 1985 e 1997. Em 1997, saiu a nova legislação do Contran e esta novamente permitia o uso do pisca vermelho.

    A Ford menciona que o pisca vermelho é permitido apenas graças ao acordo comercial com o México, entretanto o Malibu vem dos Estados Unidos e possui a particularidade do pisca vermelho.

    Vale ressaltar que existem duas normatizações internacionais acerca do padrão de iluminação dos carros, na América do Norte usa-se o FMVSS 108 e no resto do mundo a legislação é baseada no ECE.

    No México, a legislação da SCT é baseada na estadunidense, a normatização sobre iluminação foi baseada nas FMVSS 107 e 108. No link a seguir encontra-se a legislação mexicana: http://www.aniq.org.mx/setiq/reglamentos/tt-rtcf.pdf
    Para quem se interessar, leia a partir do artigo sétimo.

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  62. Alexandre - BH,

    O tamanho da placa definido na R. 309 simplesmente não cabe na Ranger. Não cabe no Mustang, no Malibu e acredito que até mesmo os proprietários do primeiro Civic nacional tenham dificuldades de adequar a placa no carro.

    O Contran permite a redução do tamanho da placa, entretanto, como o novo padrão de placas agora é maior, mesmo se for solicitada a redução no tamanho (tem um limite máximo especificado, em %), a placa continuará sem caber.

    Saiba que permitir que os carros com pouco espaço para a placa possam solicitar um tamanho especial de placa não é "coisa de brasileiro", pelo contrário, na Europa pode-se fazer isso.

    Vale lembrar que o padrão de placas japonesas tem dimensões semelhantes às americanas, não são apenas os carros americanos que tem problemas com as placas brasileiras.

    Tudo o que está na legislação norte-americana tem explicação lógica, não foi tirado do acaso. No caso do espelho plano, o governo entendia que a deformação da imagem causada pelo espelho convexo seria pior do que o menor alcance do plano.

    Entretanto, como recentemente foi provado que o espelho convexo, mesmo deformando a imagem, melhora o campo de visão e reduz um pouco o número de acidentes, o departamento de trânsito americano quer permitir o espelho convexo no lado esquerdo (atualmente só é permitido no direito).

    O mesmo no que diz respeito ao pisca âmbar... no próprio site do NHTSA, em uma determinada página, há um texto bem explicativo que deixa bem claro que o pisca âmbar é mais eficiente que o vermelho, entretanto, neste caso, alguns estados insistem em proibir o pisca âmbar por alguma razão.

    O pisca lateral também está sendo cogitado para entrar como item obrigatório nos carros. Recentemente, a legislação norte-americana foi alterada para compensar a não-obrigação do pisca lateral, permitiram que os refletores laterais piscassem junto à seta. Não resolve o problema, mas ao menos ameniza.

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  63. Alexandre - BH -14/09/11 17:08

    “Saiba que permitir que os carros com pouco espaço para a placa possam solicitar um tamanho especial de placa não é "coisa de brasileiro", pelo contrário, na Europa pode-se fazer isso.”

    Pedro Henrique,

    Concordo e entendo que essa adaptação seja necessária em alguns casos. Determinados modelos são importados em baixíssimos volumes, o que inviabilizaria o investimento do fabricante em adequar aquele lote a receber a placa em padrão brasileiro. Mas o caso da Ford é diferente. Ela não trouxe meia-dúzia de Ranger para vender no Brasil, mas milhares de unidades para concorrer diretamente em segmento de mercado.

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  64. Carros vendidos em Brasília vêm sem seta de fábrica. É a única explicação possível em um lugar onde 99% das vezes as pessoas não usam esse equipamento.

    Quanto ao "sinalizar em excesso", concordo que sinalizar em local onde só seja possível seguir uma direção seja um exagero. Mas ao mudar de faixa de rolamento, mesmo que não haja à vista outro veículo eu vejo como recomendado, pois pode haver algum pedestre/ciclista que precisa fazer uma travessia e ele também precisa saber para que lado o carro vai.
    Eu simplesmente ODEIO parar em uma rotatória porque vejo um carro vindo e o lazarento dobra à direita! Se tivesse usado a seta eu poderia ter seguido meu rumo sem ter que parar.

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  65. Em 2009, eu ia fechar a compra de um Ford Focus usado em uma loja de propriedade de um grande importador e figura das mais conceituadas aqui no blog. Soube então que teria que, obrigatoriamente, realizar a transferência usando o despachante da loja, a umj custo de R$900. Liguei para meu despachante e soube que ele me faria o mesmo serviço por R$350. Ou seja: venda casada na cara dura; f***-se o código do consumidor. Óbvio,não comprei o carro, amaldiçoei o dono do lugar. Até por isso, entre o Brasil quebrar e a representante da JAC Motors quebrar, fico com a segunda opção.
    Incrível: os 66 comentaristas anteriores preferem importar J3s, I30s e outras porcarias do gênero e exportar empregos... Isso que eu chamo de miopia endêmica! Mas fiquem tranquilos: os JACs tem muita gordura pra queimar em termos de preço, a cotação dos chinesinhos nem deve subir muito. Azar do importador, que vai diminuir a margem de lucro por carro vendido...

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  66. Marcelo Junji12/10/11 01:47

    Comentário atrasado.
    Uso exagerado de seta? Mau vício? Carro da frente com seta ligada incomoda? Estranho!

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  67. Marcelo Junji12/10/11 01:47

    Comentário atrasado.
    Uso exagerado de seta? Mau vício? Carro da frente com seta ligada incomoda? Estranho!

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  68. Duas situações:

    Dia desses, por conta de um relê queimado no meio do transito, me vi sem setas. Lá vai eu pra casa sinalizando com o braço a cada manobra. O que tem de gente ignorante, que simplesmente desconhece esse modo de sinalização não é brincadeira. Chegou ao ponto de encostar uma mulher do meu lado e perguntar porque eu nao dava seta ao inves de ficar gesticulando..rs


    Outra coisa que irrita muito é quando voce sinaliza a mudança de faixa e o cara que está atrás de voce, até aquele momento estava paradinho, resolve se antecipar e te ultrapassar "na marra". Não penso duas vezes, jogo o carro em cima do fulano!!!

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  69. Enquanto tentamos convencer as pessoas de usar a seta, vem o Bob Sharp (ou alguém se passando por ele, o que é mais provável) defendendo que o motorista tem que avaliar se a seta é realmente necessária?

    Nessa história de "não precisava ligar a seta", já vi muito motorista fazendo manobras que poderiam ter causado acidentes sem sinalizá-las (com antecedência). E, sim, já ouvi da boca desses motoristas coisas do tipo "mas não vinha ninguém", "não tinha ninguém na rua" ou "a manobra era óbvia". Ledo engano!

    Lembro-me, aliás, que quando tirei minha CNH, em 2002, o instrutor me orientou a ligar a seta apenas quando já estivesse fazendo a manobra, girando o volante. Lamentável.

    Sobre os carros que são importados da América do Norte com seta vermelha (Fusion, Sentra...), acho que deveriam ser adaptados ao que estamos acostumados. Aliás, como comentou outra pessoa aqui no blog, muitos brasileirinhos estão copiando a ideia e deixando a seta traseira de seus carros nacionais também vermelhas. Pior: muitos deixam até a luz de ré vermelha.

    Quanto à seta e às luzes de freios incomodarem quando acesos "desnecessariamente" por alguns segundos, é problema pequeno. Até mesmo o uso indevido das luzes de neblinas traseiras seria um problema maior, e ninguém fala nada.

    Ademais da crítica infeliz ao automatismo da seta, o texto traz outras opiniões interessantes, como a crença de alguns de que a seta é autorização para fazer qualquer manobra.

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    1. Negativo, é ele mesmo, não alguém se passando por ele, ele mesmo no video de como segurar o volante de modo correto deixou um comentário no youtube falando que ele não é "seteiro" e não deu seta ao sair porque a rua tava vazia, o que até faz sentido pois a seta só cumpre o seu papel de sinalização quando alguém vê, se não tem ninguém pra ver, não é necessária, mas ao contrário dele, eu sou extremamente seteiro, dou seta até pra indicar obstáculo e carro parado na faixa da direita, até pra alertar o motorista de trás e claro, ele me dar passagem também, e não me estancar atrás do carro parado ou da caçamba de lixo! rs

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    2. Aconteceu comigo uma vez, eu vinha atrás de um micro-ônibus quando ele parou no ponto, obviamente dei seta pra ultrapassá-lo, era rua com pista simples e mão dupla, nisso que começo a minha ultrapassagem, vem um desgraçado em um Clio sedan atrás de mim ee me corta no meio da ultrapassagem, praticamente parei na contra-mão para o "paquitão" poder passar, senão eu bateria na lateral dele e jogaria ele no rio, tudo isso pra ultrapassar a lotação e eu ao mesmo tempo, o que dá na cabeça de um jumento desse?? Ele não poderia simplesmente vir atrás de mim?? Mas a minha vontade foi a mesma coisa que você fez, jogar o carro em cima do carro do imbecil, pra ele ver que eu já estava ultrapassando!!

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  70. Quanto a usar a seta mesmo quando não há ninguém ser indício de que não se olha no retrovisor, acho que não é um argumento válido. Mesmo olhando no retrovisor, pode haver alguém que precisa ser avisado na manobra, como um motociclista em ponto cego, pedestre na calçada em ponto de baixa visibilidade (à noite, sob sombra etc.).

    Muitos aqui reclamaram do farol de neblina dianteiro. Também acho exagero utilizá-lo, mas raramente ofusca. Faróis baixos ofuscam bem mais!

    "Muito comum estarmos trafegando em uma via de 80 km/h permitidos e o "sujeitinho" que está a 60 Km/h ainda FREIA ao passar pelo radar fixo! Haja paciência..."
    Pior que esse só aqueles que andam a 100, 120 km/h (quando a rodovia toda é limita da 80) e no radar passam a 60.

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    1. Farol de neblina de fato não ofusca, quando o foco está ajustado corretamente que é um pouco mais baixo que o foco do farol baixo, já quando vem aqueles "manolos" que colocam "xenão" nos "farol de milha"( não entendo porque esses burros chamam farol de neblina de farol de milha), miram o negócio pra cima e saem cegando todo mundo!

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  71. O automatismo faz o hábito da seta, não vejo nada demais em usá-las mesmo sem veículos por perto, principalmente porque esqueceu de que a sinalização é de fundamental importância para os pedestres também, ou acham que pedestres ou ciclistas vão adivinhar para que lado você vai ao atravessar uma rua. Fui pedestre por muito tempo e carro que manobra quase te atropelando pela preguiça de usar seta é muito comum. Agora, sinto muito, mas um indivíduo dizer que a luz de freio incomoda o motorista de trás, recomendo procurar um psicólogo, senão pode acabar como o cara do filme "Um dia de fúria", aff!

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  72. Resolução nº 14/CONTRAN/MJ, de 6/2/98
    Estabelece os equipamentos obrigatórios para a frota de veículos em circulação. Publicada no DOU de 12/2/98 p. 9/10
    (...)
    Art. 1º Para circular em vias públicas, os veículos deverão estar dotados dos equipamentos obrigatórios relacionados abaixo, a serem constatados pela fiscalização e em condições de funcionamento:
    I) nos veículos automotores e ônibus elétricos:
    (...)
    11) lanternas indicadoras de direção: dianteiras de cor âmbar e traseiras de cor âmbar ou vermelha;

    A obrigação de setas traseiras amarelas somente se deu mais ou menos entre 86 e 98, ou seja, pouco mais de 12 anos. O restante da Historia automobilistica brasileira se deu com setas traseiras vermelhas.

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  73. PELO AMOR DE DEUS NÃO ME VENHAM COM ESSA de querer adaptar a luz de seta traseira vermelha dos carros norte-americanos e mexicanos importados pra cá!!!! JÁ NÃO CHEGA, por exemplo, o New Fiesta ter sido nacionalizado e ter sido operado, limpado e maquiado, e ainda se dizendo carro global.. pffff. Vão comparar o New Fiesta mexicano vs. o brasileiro! Uma mudança assim só seria argumento pra mexer até mesmo em carro importado (que é MUITO melhor do que os que são feitos aqui). E adivinha quem vai sair ganhando com isso? O Governo e as montadoras que deitam e rolam em cima do povo brasileiro, e é claro, os moralistas aqui com comentários tão tendenciosos, que ficam bem suspeitos. Como se seta ambar fosse algo originalmente nacional. Hahaha. Só porque estão acostumados a um padrão não podem mudar. E outra, com o advento das luzes LED nas traseiras, acho que a luz de seta vermelha se torna bem menos cansativo e mais natural. A frequencia de onda da luz vermelha é menor e CANSA MENOS OS OLHOS!! Imagina aquela luz branca intensa piscando por minutos na sua frente pra fazer uma conversão de faixa?
    Porque não criam uma lei então pra fazerem setas amarelas e luz de freio verdes pros nacionalistas aqui??

    Pra mim esse argumento de nacionalizar absolutamente tudo é reflexo de pensamentos COMUNISTA/EXTREMA ESQUERDA. E com certeza alguém vai sair ganhando e o povo perdendo.

    Por fim, NÃO TEM LUZ DE SETA TRASEIRA MELHOR E MAIS VISÍVEL QUE A DO NOVO FUSION!!!!!!

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  74. Você está redondamente enganado. A luz âmbar é muito mais visível e por isso usada numa região chamada Europa, onde se conhece automóvel verdadeiramente, e não os EUA, onde até espelho esquerdo plano é proibido..

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