FAZENDO AS CONTAS

Mais um vez o velho amigo Luiz Dränger nos escreve falando de suas experiências ao volante, desta vez fazendo uma constatação que considero merecedora de ser compartilhada com os leitores por ter muito a ver com o nosso dia-a-dia. Espero que aproveitem.

Bob Sharp
Editor


FAZENDO AS CONTAS

Por Luiz Dränger

Guio automóveis desde os anos 60. Sempre fui ousado e guiava muito mais rápido que a média do trânsito. Naquela época era divertido fazer coisas que não são aceitas hoje em dia, tipo empurrar o carro da frente, virar uma esquina em São Paulo derrapando de traseira etc.

Aos 25 anos, quando "aprontava" ao volante

Ou ir de São Paulo ao Rio na Dutra velha (pista simples) em 3h15m com o Chevette-Lotus. Coisas de jovem, mas com muita sorte e um resquício de consciência nunca bati forte nem provoquei acidentes.

Hoje, aos 61 anos de idade, ainda me considero um autoentusiasta, e gostaria de dirigir um Porsche. Mas nas minhas condições uso um Puma no dia a dia, e uso pouco, menos de 3.000 km em 1 ano. Uso um scooter, muito mais apropriado para o trânsito infernal de São Paulo.


No MG TC do meu tio Nuno

Estou meio aposentado e meus percursos são curtos. Raramente tiro o Puma da garagem e quando o faço fico altamente estressado com o trânsito, com as besteiras do CET desde a programação dos semáforos às interferências políticas (nunca técnicas) de mão e contramão.

O fato de usar a moto deixou-me mais calmo, já que o perigo é muito maior e com o amadurecimento natural tornou-se um fato, mas ao mesmo tempo comecei a entender melhor a minha relação com o trânsito.

Sou engenheiro mecânico mas nunca trabalhei no ramo, porém na semana passada houve uma coincidência rara, ter duas reuniões na Vila Mariana na segunda e na quarta-feira no mesmo horário e, por ter que levar um material, fui de Puma nos dois dias. Aí bateu aquela verve de engenheiro e resolvi fazer uma pesquisa que a princípio não serve para nada, mas era algo que eu tinha curiosidade.

Moro no Butantã e no primeiro dia fui como um doido, acelerando tudo, só respeitando os semáforos. Marquei o tempo: 53min42s. Cheguei estressado e nervoso, mandei quase todos os motoristas para aquele lugar etc...

No segundo dia fui calmo, relaxado, não fiz nenhuma ultrapassagem perigosa e respeitei os 60 km/h na maioria das vias. O tempo foi de 54m10s, ou seja, uma diferença de menos de 1 minuto e fui ouvindo uma música e pensando na vida.

E daí, qual a conclusão? Em uma cidade como São Paulo, com o volume de carros nas ruas que tem, a forma de guiar não faz a menor diferença. É triste constatarmos essa realidade. Se eu pudesse ter ido no meu modesto scooter de 125 cm³ chegaria em 20 minutos, gastaria muito menos gasolina e observaria a paisagem de uma forma melhor, sem estresse.

A moto está me ensinando muitas coisas.

LD

26 comentários :

  1. Caro Luiz Dränger,

    Moro numa cidade pequena, satélite de Campinas, onde o excesso de carros e a total falta de planejamento urbano coalharam as avenidas de sinais sempre vermelhos, nunca verdes, de 482 tempos em média, cada um.

    As vezes tenho que me deslocar de uma ponta para a outra da cidade e saio pela estrada. Também leva o mesmo tempo, pois é mais longe, mas pelo menos não fico metade do tempo parado.

    Nosso trânsito virou uma grande corrida de Fórmula Indy, cheio de bandeiras amarelas que agrupam os mais velozes com os retardatários. Assim os mais lerdos podem ter a impressão de que são bons de volante.

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  2. Luiz Dränger,

    Também já fiz esse mesmo teste, a mais de 10 anos atrás quando ainda morava em Campinas, de dirigir um dia com a "faca nos dentes" e em outro andar tranqüilo. Cheguei à mesma conclusão: em cerca de 15 km de trajeto, que levava cerca de 30 minutos para ser vencido (literalmente...), a diferença foi insignificante. Quando me mudei para Sorocaba, o principal requisito para comprar casa/apartamento era ser próximo de onde trabalho, justamente para evitar o trânsito maluco deste Brasil.

    Ainda bem que com o tempo a gente vai se acalmando, não apenas no trânsito, senão morreríamos loucos... É cada presepada que se vê por aí que nem vale a pena se esquentar.

    Obrigado por compartilhar conosco essa experiência!

    Abraço!

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  3. Bacana, Luiz e Bob.

    Algumas revistas já fizeram esta experiencia, e os resultados sáo sempre os mesmos - O ganho de tempo é irrisório. Mas o risco aumenta de forma brutal.

    Se tivesse como medir o consumo do Puminha nas duas condiçoes, tambem teria percebido um aumento significativo na tocada estressada. Os que tem carro com computador de bordo podem fazer essa experiencia. Surpreende.

    Há muitos anos,quando morava em BH, usava uma pesada CB 400 em meus deslocamentos pelo infernal transito daquela cidade. Gostava de fazer uma brincadeira interessante. Quando via um motoboy daqueles bem afoitos mesmo, resolvia andar na frente. Muitas vezes eles abriam, mas depois estávamos juntos no sinal. Correndo os mesmo riscos? Náo. De jeito nenhum. Como? Usando a cabeça. Estudando o transito. Se antecipando. "Planejando" o transito. Tudo numa tocada tranquila, correndo uma infima parte do risco que o Valentino Rossi urbano se sujeitava.
    A Cbzona fazia 20 por litro facil.

    Nas aulas em que ministro de direçao operacional insisto na questáo do planejamento e do calculo do tempo. Faça tudo com antecedencia, saia com tempo de sobra, 10 minutinhos de antecedencia bastam para sua tocada virar outra. Experimentem. Se seu horário de saída de casa é todo dia, por exemplo, 08hs, saia ás 07h45min. O bolso agradece.

    Abraço

    Lucas CRF

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  4. L.D., sua conclusão é certíssima. Não faz diferença alguma correr ou não aqui em Sampa. A diferença de tempo vai ser mínima. Tenho moto (e também Puma,) mas confesso que tiro os dois da garagem uma vez por mês pra ir até a padaria na esquina. Usava muito mais a moto lá no Rio; aqui em SP acho extremamente perigoso e me sinto inseguro o tempo todo. Mais carros na rua ou infinitamente mais motoboys irresponsáveis (embora os motoristas de ônibus daqui sejam 1.000 vezes menos perigosos que lá do Rio)? Não sei. Era muito melhor dirigir lá nos 60, 70 e 80, e menos perigoso, mesmo com nós, jovens na época, fazendo besteira nas ruas.

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  5. Não só em SP acontece isso, aqui em Porto Alegre, assim como na maioria das cidades grandes, também não interessa o modo de dirigir, chega-se no mesmo tempo, ou a diferença é irrisória, fora que, como o Lucas CRF disse, se gasta muito mais gasolina e maltrata-se em demasia o carro. Isso só prova que, cada vez mais, vale a pena dirigir suavemente.

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  6. Há muito tempo que deixei de correr e de me afobar no trânsito.
    Certa vez em um trajeto de aproximadamente 50 km, ultrapassei uma picape Bandeirante que trafegava muito, mas muito devagar, e saí em disparada em um trânsito prá lá de caótico. Bem no finalzinho do percurso adivinhem quem estava atrás de mim? A Bandeirante. Eu tenho certeza que era a mesma, porque conheço o motorista.
    Depois fiz esse trajeto diariamente por quase três anos e sempre calminho, calminho.
    E como citou o Lucas CRF, sair uns minutinhos antes, nos dá uma folga de tempo incrível.

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  7. Olá, Bob

    Interessante este "comparativo" entre estressado e zen, também já fiz isto, a bem da verdade tinha uma lavoura à 40km da cidade e uma Pampa velha a álcool para assistência, e tudo era para ontem, as velocidades em torno 100/120 km/h em estradas de terra.

    Por vários anos foi assim, até que um dia dirigindo aproximadamente a 140 km/h, na entrada de uma estância estava uma Kombi, saindo devagar com o motorista atento à nuvem de poeira, foi assustador imaginar pegando esta Kombi pela lateral ou até mesmo por trás, simplesmente não teria como frear à tempo.

    Foi quando comecei a analisar o tempo que levaria estressado e zen, realmente a diferença de tempo não compensa uma vida, fiquei nos 60/80 km/h, o que vale na realidade é o bom senso.

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  8. Eu uso sempre os 10 km/h acima do limite, e acabo chegando rápido e em estresse. Em estrada dá pra rodar bem mais acima, pois os radares sempre estão entre 1 e 2 km da placa de aviso de fiscalização. Na cidade a distância é menor e não resolve, acaba cansando.

    Jogando com as regras do jogo.

    André Andrews

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  9. Amigos, também já constatei o mesmo. Também sou motoqueiro (motociclista é coisa de velho) há 17 anos e ganhei muito em qualidade de vida (e um pulso quebrado).

    É duro ser confundido com motoboy cachorro-louco ou bandido, mas não deixo minha motoca por nada...

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  10. Mister Fórmula Finesse10/09/11 13:47

    É o tipo de coisa que pode ser feito nas estradas também: sempre existem os valentões que ultrapassam onde não podem, mudam de personalidade quando um carro começa a chegar atrás com os faróis baixos acesos (sempre os deixo ligados de dia também), aqueles que forçam e abusam, mas que no final - você dirigindo como em um rally de regularidade - sempre olham pelo espelho e vêem aquele "pacato" dentro do mesmo espaço de alguns segundos de distância sem precisar forçar, sem colocar ninguém em risco, dirigindo macio, coerente com a manutenção de velocidade média,maximizando as tangências suaves e ganhando um pouco de tempo aqui e acolá na base do estudo do tráfego e não do peso premindo o acelerador.

    É possível fazer belos endurances na estrada sem necessariamente infringir as regras!

    É um ótimo exercício para o aprimoramento na arte de se deslocar com eficiência e prazer.

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  11. já fiz esse teste também aqui em BH e o resultado é sempre bem parecido. Diferente é o tempo de chegada relacionado à hora que você sai de casa.

    No mesmo trajeto de 13km (isso é muito para os padrões belorizontinos) se saio de casa sete da manhã, chego ao trabalho às oite horas e não acho vaga para estacionar. Se saio faltando dez minutos para as sete, chego no mesmo destino às sete e vinte e ainda acho muitas vagas.

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  12. esqueci de mencionar que o trajeto é da pampulha até o alto da av Afonso Pena.

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  13. Eurico Jr.10/09/11 19:03

    Parabéns ao Luiz pelo texto.

    Penso nesse assunto diariamente, quando vejo mootoristas se comportando como verdadeiros psicopatas para "ganhar" um minuto ou dois.

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  14. Concordo Luiz, o teste tem um resultado interessante e já provado.
    Fazer o teste tambem é facil, mas o difícil é sair de casa, enfrentar as mazelas do transito caótico e se manter zen por todo o percurso...
    Precisa de uma certa dose de equilíbrio, muito dificil de ser conseguida pelos simples mortais...
    Romeu.

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  15. Prezado: "ir de São Paulo ao Rio na Dutra velha (pista simples) em 3h15mim", são 400 e poucos quilômetros, não?
    Pois ao invés de me considerar um autoentusiasta, eu em seu lugar me consideraria um sortudo (por nunca ter se acidentado).

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  16. Caio Ferrari10/09/11 21:58

    Me considero um sortudo por ter descoberto apenas bem antes dos 60 que acelerar aqui em SP só gera stress e gasta combustível.

    Devia ter lido o texto do Vieira antes. rs

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  17. Dranger, a coisa mais gostosa na Grande São Paulo é sair aos domingos pelas 8 hrs da manhã, de carro antigo, passeando pelas cidades...pouca gente prá encher o saco na ruas, quando chega perto da meio-dia volto para casa feliz e contente, no resto da semana esquece, melhor ir de taxi.

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  18. Concordo 100% com o autor. Isso demonstra que tanto faz o carro que vc usa, o tempo será o mesmo, pode ser um Landau ou um Fiat 147.
    No site do Top Gear vi um video de um dos apresentadores indo trabalhar, num pusta tráfego, de 911 ano 84. Muito charme e zero conforto.
    Está ficando meio sem sentido justificar a compra de um carro de alta qualidade e preço, pois vc acaba o trajeto junto com o cara do Mille branco. Se ele tiver AC e um bom som, empate técnico...

    McQueen

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  19. Concordo com o Ciro Margoni 100% e esse post foi muito bem escrito, mas moto comigo não dá,caí 3x qdo eu tinha 15/20 anos ,de carro eu nunca caí,hehehee,é muito ruim aqueles raladões e hoje em dia com um monte de antas dirigindo realmente não dá....

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  20. Oskrmarinho11/09/11 18:34

    Tambem já empurrei o carro da frente, fiz curvas derrapando de traseira e mais outras coisinhas que se fazia com certa tranquiliddade nos anos 70; felizmente, afora pequenas e inofensivas batidas, normais no trânsito, nunca sofri ou causei acidentes maiores, apesar da alta quilometragem que já rodei, em transito urbano, mas, principalmente rodoviário, Brasil afora. É notório que uma condução tranquila, não necessariamente lenta, mas inteligente, poupa o condutor e o veiculo, porém isso demanda um aprendizado longo e que não é alcançado pela maioria dos motoristas formados nessas auto-escolas que só ensinam a passar no exame, não a dirigir. A próposito de motocicletas, minha relação com elas era de paixão, pelo que representavam de liberdade, de aventura, de possibilidades, m a s , de uns tempo pra cá, só tenho visto imbecis conduzindo 125 e similares, correndo nos corredores entre os automóveis, passando pela direita em qualquer lugar, parando sempre em cima da faixa de pedestre, cercando os carros nos semáforos, avançando sinais vermelhos com risco de assassinarem transeuntes passando nas faixa de pedestres e, quase que diariamente, batendo seus retrovisores nos carros, pois querem passar a qualquer custo em qualquer lugar; hoje, evito moto como transporte e tenho verdadeira ojeriza de motoqueiros, pois acho que a maioria que as utiliza, pelo simples fato de as utilizarem, veste uma mascara de estupidez e desrespeito às leis e às pessoas. De minha parte, gostaria que a legislação do trânsito fôsse aplicada com total e absoluto rigor na sua punição, o que considero impossível, pois só vemos hoje uma industria de multas funcionando a pleno vapor, apenas para arrecadar.

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  21. André Andrews,

    Eu sempre usei essa regra do Bob dos 10km/h a mais e por um longo tempo não tive problemas.

    Porém, recentemente, tomei algumas (sim, mais de uma) multa na Dutra ao usar esta regra. O que acontece é que os caras estão propositalmente calibrando os radares para "neutralizarem" essa permissão dos 7km/h (que mais os tradicionais 5km/h de erro dos velocímetros nos dá 10km/h com ainda 2km/h de folga) e aí, quem ainda usa essa regra, acaba levando bucha.

    Quanto a sempre ter placa indicadora de radar 1km ou 2km a frente do próprio, também conheço inúmeros casos que fogem a essa regra. Na Dutra mesmo, no estado do RJ, pertinho de um posto policial rodoviário, há um radar não sinalizado.

    Na Castello Branco, cansei de pegar radares móveis não sinalizados. Na Marechal Rondon então é festa.

    Então estamos mesmo fufu e não pagos.

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  22. Luiz,

    Adorei o seu texto. Com 41 anos já me considero na fase de amadurecimento. Dos 18 aos 35 confesso que não fui nem um pouco calmo. Mas salvo aqueles momentos em que o Pateta aloprado nos toma, nunca fui de fazer barbaridades.
    Hoje fico pensando em como explicar para um jovem que a pressa e as "brincadeiras" no trânsito não compensam. Acho que apenas com o exemplo. E se não fosse por esse blog, o raio de alcance desse exemplo se resumiria a filha e amigos da filha.
    Recentemente eu me rendi ao trânsito e ao fato de o prazer de dirigir é praticamente inexistente para quem mora numa cidade grande. Estou me tornando cada vez mais zen. E minha indignação não é só com as leis, policiamento, condições das vias e outras questões públicas, mas principalmente com a falta de cidadania das pessoas. Simplesmente não existem condições básicas de educação e conhecimento, o que torna a vida coletiva um caos.
    Talvez, nós engenheiros, que adoramos normas e regras que nos ajudem a fazer as coisas melhor, mais rápido e com menos riscos, sejamos mais sensíveis a essa desordem.
    Por total falta de opção e para preservar meu coração tive que optar pela paz.
    Mas tem dias que a chama se inflama e o Pateta maluco quer aparecer. Quando isso acontece, lembro que não me servirá de nada e retorno ao monge PK.
    Atualmente brinco com o controle de velocidade automático de meu Corolla e nas estrada meu objetivo é bater meu recorde de 17 km/l com o meu 2.0.
    Isso no dia-a-dia. Mas quando pegamos algum carro para avaliar a coisa muda.
    Abraço.

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  23. Ronaldo Nazário12/09/11 10:03

    Lamento Bob,

    Mas, esse me parece mais um ode aos rodas presas!

    Ronaldo

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  24. Bem, eu sou um pouco de cada, mas sempre no devido tempo. Na cidade, não tem jeito e o melhor é seguir o conselho da ex-ministra - aquela. aliás a única coisa que presta que ouvi dela, devidamente adaptado ao transito. Na estrada, dependendo da ocasião, vontade, veículo, etc, dá pra não ser zen, ao menos para alguns trechos, especialmente numa Imigrantes numa madrugada durante a semana, ainda mais conhecendo a posição dos malditos. Moto? nem pensar. Usava muito no MT pra ir pra fazenda a partir da cidadezinha sede. Era emocionante, pois era terra bruta e um raid de 130km, geralmente com direito a 2 ou 3 tombos sem maiores consequencias. LG, Ciro, conheço vcs e sei que fazem o que afirmam, da mesma forma que sei que a vontade de uma presepada ocasional, ainda provoca formiguinhas no coração... E o amigo aí de cima que afirmou ser motoqueiro e não motociclista, (coisa de velho) ?!?! acabou se nivelando por baixo já que "motoqueiro" é sinônimo do pior de quem usa duas rodas. Não se sinta pessoalmente ofendido, por favor.

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  25. Na cidade realmente não tem jeito se a idéia é baixar, o negócio é tentar caminhos alternativos, isso às vezes vale a pena, ou pelo menos quebra a rotina...
    Agora na estrada, se vale a pena eu não posso afirmar, dá pra ganhar uns minutinhos, se hoje não consigo andar da forma que a maioria considera "numa boa", é porque gosto de andar mais forte mesmo, mas respeitando a vida, certo! Na responsa!

    Muito bom o texto Luiz, valeu!

    Abs

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  26. digo "baixar o tempo do percurso"

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