EM NOME DO ETANOL

Foto: acronica.wordpress.com

Em nome do álcool, ou etanol, como é chamado oficialmente hoje, o Brasil se encalacra cada vez mais. Esse negócio de combustível de origem vegetal, biocombustível et cetera e tal, é muito bonito para ser discutido em seminários e congressos; na prática, não funciona.

Agora o culpado do aumento dos preços nas bombas é o aumento do preço nas usinas, que por sua vez responsabilizam o clima mais seco pela redução de 30% no volume de cana-de-açúcar.

Isso de aumentar preço devido à menor oferta do produto é o absurdo dos absurdos. Conversa para boi dormir. Ou conversa para encher o bolso dos usineiros. A lei da oferta e da procura existe, mas, vamos com calma. Estamos falando de combustível, que abastece grande parte do transporte na nação, não em quiabo ou vagem. É cara de pau demais para o meu gosto.

E em meio a isso tudo os caras estão exportando etanol, segundo a Folha de S. Paulo deste sábado. Foram 298 milhões de litros no mês passado, o maior volume dos últimos 22 meses.

Pesquisa do jornal apontou aumento do etanol nos postos de 27% a mais que no mesmo período (quatro últimas semanas) do ano passado. Os caras perderam o pouco que tinham de vergonha na cara. E quando o etanol aumenta, a gasolina, que não tem nada a ver com a ambição dos usineiros, acompanha proporcionalmente..

Agora querem financiamento oficial a juros subsidiados de 6% ao ano para aumentar a produção. Durma-se com um barulho desses!

Agora parece que é para valer. Depois de marchas e contra-marchas, o porcentual de etanol anidro na gasolina vai ficar nos 20%. Ainda dentro da tolerância de +/- 2% da gasolina oficial, que é a E22 (22% de etanol) e não a E25, como se supõe (tipo da esculhambação, a gasolina padrão foi ignorada por uma lei que diz que é até 25%). Tanto que a gasolina controlada que as fábricas utilizam para desenvolver motores para o mercado nacional é justamente a E22  

Melhor para todos, a gasolina E20. Os nossos bolsos agradecerão o menor consumo da mistura pelos nossos carros.

Já disse mas não custa repetir: o Japão não tem uma gota de petróleo e entretanto é uma potência econômica mundial. O Brasil não tinha nada que se lançar nessa aventura maluca de utilizar etanol em motor de ciclo Otto (e tampouco biodiesel adicionado ao diesel). No lugar desse besteirol todo, o País tinha mais é que se lançar à produção do que um mundo faminto necessita cada vez mais: alimentos. E assim cumprir o que se dizia a respeito do estado de Minas Gerais, que “Minas será o celeiro do mundo”.

Mas, não, em nome do etanol quantos absurdos enfrentamos (e ainda estamos enfrentando). Começou com aquele palhaçada de converter motores a gasolina para usar etanol em “oficinas homologadas”, que faziam trabalho porco por falta de conhecimento do “novo” combustível pelos mecânicos e técnicos. Um grande amigo estragou um Passat 1979 praticamente novo fazendo a conversão. Ele jura que ficou ótimo....

Depois veio a massificação do motor a etanol na década de 1980 e a massificação de problemas de carburador e de bomba de combustível, cuja liga se corroía pelo etanol. Tinha motor AP Volkswagen que dava calço hidráulico causado pelo etanol que continuava a fluir por sifão depois que o motor era desligado. Pedaços da liga se soltavam da bomba e se alojavam na válvula-estilete de entrada na cuba, prendendo-a.

A dificuldade de partida a frio era generalizada na primeira metade da década de 1980. O etanol vaporiza mal abaixo de 15 °C. É preciso auxílio de gasolina, armazenada num reservatório no compartimento do motor, nada saudável do ponto de vista de segurança numa colisão frontal forte.

Anos depois a Honda, coitada, precisou colocar o reservatório no pára-lama direito do Civic por não haver espaço sobrando no cofre do motor. Para evitar que se rompesse numa colisão lateral, colocaram o bendito reservatório dentro de uma couraça de aço marítimo, de 5 mm de espessura e tiveram que estampar novo pára-lama para alojar o bocal do reservatório. É só rolo. Em nome do etanol.

A Volkswagen lançou uma versão de Polo em 2009, chamada E-Flex, que dispensa auxílio de gasolina, e ficou só nele, quando parecia uma boa solução. Agora dizem que com injeção direta, que parece distante no Brasil, não será mais preciso gasolina para partida a frio, devido à elevada pressão de injeção. Quero ver.

Em 1989 houve falta de etanol - localizada  e de curta duração, é verdade, cerca de três meses – mas que deixou muita gente parada no meio da estrada. O motivo da falta todo mundo sabe: sem-vergonhice dos usineiros, que produziram mais açúcar para exportar, prejudicando a produção de etanol.. Dava mais dinheiro. Isso depois de terem sugado 16 bilhões de dólares de dinheiro público para desenvolver seus negócios.

Chegamos ao século 21 e aparece em 2003 outra praga no cenário brasileiro, carregada de ufanismo, como se fosse invenção nacional: o carro flex. Foi daí que foi cunhado o termo “gersonflex”, pois o etanol estava a um preço muito baixo, sendo compensador utilizá-lo. Houve uma corrida ao carro flex para “levar vantagem”. Coitados, mal sabiam o que os esperava...Claro, se faltar etanol ou ficar caro passo para a gasolina, devem ter pensado. Só que agora o carro funcionando com gasolina já não é mesmo de antes. Consome mais.

Tanto que já se fala no mercado, "Vai comprar carro importado? Compre antes que vire flex".

Mas há outra praga associada ao etanol, as queimadas, e não vejo os ecochatos reclamando. Suja o ar, que fica cheio de fuligem e aquilo volta para o solo, emporcalhando tudo, até roupa secando no varal. Um inferno. O leitor Marcelo Marchiodi estava em Lins, interior de São Paulo, num desses dias de céu azul límpido, típico de inverno, quando avistou uma queimada. Fez a foto abaixo, que gentilmente nos enviou:

Queimada de palha de cana, emporcalhando o ar

Mas a coisa vinha relativamente calma durante a década de 2010, com um ou outro aumento, até que em 2010 e agora coisa degringolou de vez. Os caras-de-pau dos usineiros resolveram meter a mão na cumbuca e o resultado aí está, zorra total na matriz energética e, como o Gurgel apregoava, causaram inflação nos últimos 12 meses. Estamos importando até gasolina, para se ter uma idéia da bagunça - cadê a auto-suficiência, o presidente anterior posando para os fotógrafos com as mãos sujas de petróleo e tudo?.

Por isso vou repetir o que disse há algum tempo neste AE. Como seria bom se o Super-Homem existisse e fizesse a Terra girar ao contrário o necessário para retrocedermos a 1975 e ninguém ter a idéia maluca de criar o Programa Nacional do Álcool, vulgo Proálcool.

Chegamos ao estranho ponto de se fazer conta para saber qual combustível, etanol ou gasolina, resulta mais em conta para rodar. Onde já se viu uma coisa dessas? Tanto que existe no mercado um calculador bem prático para ajudar o motorista a escolher o combustível mais vantajoso na hora de reabastecer (clique no logo FlexCalc na homepage, no menu à direita, para saber mais).

Mas o exemplo maior da zorra que está o Brasil em termos de combustíveis é a notícia de que a Petrobrás investirá mais na produção de etanol  Petrobrás, para quem não sabe, é acrônimo de Petróleo Brasileiro S.A.

Petroleira investindo em etanol, sinal dos tempos (fatosedados.blogspetrobras.com.br)

Estaríamos incomparavelmente melhor hoje sem essa maluquice do etanol. Para começar, a gasolina seria uma só no Mercosul. Afinal, que diabo de mercado comum é esse, onde a gasolina não é a mesma para os países-membros?

BS

(Atualizado 5/9 às 23h55 com inclusão de foto de queimada)

83 comentários :

  1. Bob tudo é um ciclo de panaceias , teve o alcool o biodiesel, agora o elétrico
    Bob de onde vamos tirar energia elétrica pra abastecer carro, tem gente que acha que surge por brotamento, é isto que dá conferir a marqueteiro função técnica
    Dá em combustivel de que produz gás sulfidrico!!!! abraço

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  2. Assino embaixo. Nunca gostei de carro movido a álcool ou flex. Acho uma porcaria sem tamanha. E estou em dúvidas quando for trocar meu carro. Não tenho condições de comprar algo não flez, pois hoje todos os carros na faixa que posso comprar possuem essa desgraça tecnológica.
    Ficarei com meu Ford Ka eternamente.

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  3. Caio Ferrari05/09/11 09:21

    Realmente o Etanol trouxe seu problemas... As retificas nunca ganharam tanto dinheiro quanto hoje devido aos flex, com sedes de válvula todas fodidas por causa do Etanol.
    Isso é um problema que toda engenharia ASSUME que existe, é só ler o desmonte do Ka na 4 rodas.

    Quanto ao consumo, você está falando sério, bob? Eu sei que tem sim o papo de que o Flex bebe mais. Porém, meu Mille Flex, que só vê gasolina há mais de um ano, faz médias tão boas quanto os modelos Fire a Gasolina. O consumo de ambos medido pela NBR é igual, só olhar a ficha no Fiat Press.

    Bob, dado que você tem acesso ao material técnico que nós não temos, você poderia muito bem nos trazer consumos em ciclos padrão, normalizados de carro Flex vs Gasolina. Eu nunca vi uma ficha técnica que apontasse tamanha diferença quanto é ventilada por ai. ALiás, o único exemplo claro que ficou um lixo ao ser flex são os Honda. Mas pegar UM exemplo ruim e torná-lo padrão é tão ruim quanto eu pegar UM bom exemplo com um Fire Flex vs Fire gasolina e torná-lo padrão. Por isso, jogue aqui mais dados e vamos discutir as diferenças.

    Quanto a parte política, é uma pena que o governo tenha como prática incentivar o uso do Etanol da pior maneira possível: Subindo o preço da gasolina junto! Isso de nada tem a ver com a qualidade do combustível ou com os problemas passados de engenharia enquanto as fábricas aprendiam com ele, isso é picaretagem política mesmo para agradar os ecochatos e uma sacanagem com a gente que temos que pagar o pato.

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  4. "O consumo de ambos medido pela NBR é igual, só olhar a ficha no Fiat Press. "
    Não esperava algo diferente do Press da FIAT.

    "ALiás, o único exemplo claro que ficou um lixo ao ser flex são os Honda."
    Bota o meu (VW Polo) na lista também. Até que não bebe muito, mas já conversei com quem tem/teve o polo monocombustível, e o deles ainda conseguia ser melhor. E olha que o meu tem câmbio bem mais longo que o deles, e motor com mais torque em baixa.

    "Quanto a parte política, é uma pena que o governo tenha como prática incentivar o uso do Etanol da pior maneira possível: Subindo o preço da gasolina junto! Isso de nada tem a ver com a qualidade do combustível ou com os problemas passados de engenharia enquanto as fábricas aprendiam com ele, isso é picaretagem política mesmo para agradar os ecochatos e uma sacanagem com a gente que temos que pagar o pato."
    Pois é, também lamento profundamente. Não é assim que se faz concorrência. Se os usineiros querem vender álcool, que abaixem o preço. Ou então fiquem produzindo só açúcar, se assim é vantajoso... E nos deixem com carros que funcionam DIREITO com um combustível.

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  5. Caio F.

    O maior consumo dos "Frex" é inerente à taxa de compressão "faturada pela média"; é fato, não há nem controvérsia aí que pudesse ser resolvida com tabelinhas de números. Quando o álcool estava a R$ 0,90 a brincadeira tinha graça, agora já azedou...

    Além da beberronice, carro "Frex" com "gasola" fica amarrado, uma verdadeira porcaria.

    Quanto às reclamações sobre a promiscuidade entre usineiros e Petralhabrás, lembro-vos mais uma vez que "usineiros" não são mais "coroné de 38 na cinta". O setor no Brasil agora pertence às transnacionais globalistas do petróleo Shell e BP.

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  6. Bob,

    Confesso que quando lançaram os flex, eu imaginei que seria uma forma de regulamentar o mercado de combustíveis.

    Ingenuamente pensei que seria uma ótima concorrência entre "combustíveis" e que isso faria baixar os preços nas bombas, pois se um combustível ficasse mais caro, o consumidor migraria para o outro.

    Infelizmente, não contei com a esperteza humana, qual seja, subir o preço dos dois combustíveis atrelando-os por conta da mistura praticada (falta o anidro, sobe a gasolina e nunca mais desce, aí sobe o hidratado porque aumenta o consumo deste tipo de combustível).

    Quando comprei meu primeiro carro, em 2000 (Palio a Gasolina) cheguei a pagar R$ 1,49 o litro da gasolina, enquanto o álcool girava em torno de R$ 0,50 / 0,60 o litro.

    Em 2004/05 comprei uma Elba álcool e cheguei a ser extorquido na estrada, quando faltou álcool nas bombas do litoral norte e o único posto que tinha cheguei a pagar um absurdo o litro, isso em 2004/05, quando pagava pouco mais de R$ 1,20 o litro.

    Vendi e voltei para carros a gasolina. Hoje tenho um flex 2008 e cheguei a pegar o álcool a R$ 1,40 / 1,50 o litro... Com R$ 30,00 colocava 3/4 no tanque do Ka, hoje, mal se coloca 1/2 tanque (R$ 1,89 o litro).

    Estamos mesmo é lascados... acho que poucos imaginaram que os Flex seriam essa roubada...

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  7. luizborgmann05/09/11 10:05

    Já se viu esta semana a respeito da elevação do preço do açucar no mercado doméstico; este produto agora é alvo de roubo de caminhões com carga completa saindo das usinas, caminhão com registro-fantasma, identidade do motorista forjada.... O produto é de fácil comercialização pós furto/roubo, não há como rastrear.
    O que você, industrial do ramo, prefere produzir: álcool ou açucar?
    luiz borgmann

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  8. Marcelo Augusto05/09/11 10:09

    Uso carro flexível desde 2003, e raras vezes tive que usar gasolina por conta de ficar acima dos 70% do preço da gasolina. Mesmo nesta alta atual, o quilometro rodado sai a R$ 0,30 mais barato. Se comparar com a aditivada - que julgo ser o correto dado o etanol fazer o mesmo efeito - são mais economico ainda.

    A partida a frio com injeção direta certamente vai acabar, nos modelos GM só se usa gasolina com 7 graus para baixo.

    Tirando as questões ideológicas e políticas, assim como as técnicas - devido o carro flexível ter ficado bom mesmo para gasolina devido a taxa maior surgida do dia pra noite - o etanol não seria má idéia.

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  9. Não há milagres nem tecnologias novas nisso tudo (embora muitos acreditam que há uma tecnologia flexfuel nacional, como apregoam alguns políticos...), ou adota-se taxa de compressão ideal para a gasolina e sacrifica-se a eficiência com o álcool, ou adota-se taxa de compressão mais próxima do ideal para o álcool e sacrifica-se a eficiência com a gasolina. Note que não há como adotar taxa de compressão ideal para o álcool, pois seria alta demais para que continuasse sendo flex. Há quem pense que "nossos" fabricantes de carros flex detêm uma tecnologia mais aprimorada que, por exemplo, Mitsubishi e Porsche, que tiveram que implementar injeçao direta de gasolina para possibilitarem taxas de compressão acima de 11:1.

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  10. Bob, veja o caso de Minas Gerais: Aécio Neves reduziu o ICMS do etanol d3 25% para 22%, e "por causa da Lei de Responsabilidade Fiscal", aumentou o ICMS da gasolina de 25% para 27%.

    Absurdo dos absurdos! Como se 25% já não fosse um assalto. Ainda teve a cara-de-pau de subir ainda mais. Com essa prática bandida dos usineiros, o resultado: O Etanol que quase nunca era vantagem aqui, agora deixou de ser o ano inteiro, às custas do aumento do preço da gasolina, que antes da Lei comprava-se por 2,20 o litro, hoje é 2,80.

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  11. E completando minha resposta ao Caio F., não adianta mencionar Old Uno como exemplo de "Frex", já que tanto Uno quanto Polo Bluemotion, ambos "Frex" com beberronice abaixo da média, são exceções e não regra.

    No caso do Uno, todo mundo sabe que ele é econômico até com Ki-Suco aguado, uma vez que não pesa nada e nem tem uma carroceria propriamente dita, sendo uma caixinha de papelão sobre rodas.

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  12. Daniel San05/09/11 10:29

    Em contrapartida,já existe gente no governo falando em importar metanol dos EUA,porque nossa produção "não está dando conta do consumo,que foi maior do que esperávamos". Sem falar no pré-sal,que até hoje não deu as caras.
    Brasil,um país de TOLOS...

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  13. Ninguém é obrigado a fabricar carros movidos a álcool - por sinal, o Gurgel recusava-se a fazê-los. Por isso, se os primeiros carros a álcool eram ruins, a culpa era dos fabricantes, ao lançar um produto no mercado sem um desenvolvimento adequado. Do mesmo modo, a Honda furou o paralama do Civic porque quis: ela não é obrigada a fazer carro a álcool, oras...

    Fico muito mais aborrecido com o preço dos carros - como os tais 60 paus por uma peruinha Fox do outro post - do que com a questão dos combustíveis. Meio quilômetro por litro a mais é muito pouco dinheiro, face ao "Lucro Brasil" dos carros aqui vendidos. Mas enfim, compra carro quem quer...

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  14. Enquanto isso, no mundo civilizado...

    ... a Volvo usava motores de injeção direta desde 1997, no S40

    ... um Audi A8 V8 biturbo percorre 15 km com um litro de diesel.

    Bob, você sabia que boa parte das Chrysler Caravan e Grand Caravan vendidas no Brasil já eram flex? Os modelos vindos do Canadá eram calibrados para usar o E85 norte-americano. Basta fazer a mistura no bico da bomba.

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  15. Eu sempre fui contra o carro a álcool e o carro flex. Como brinco com meus amigos, confio mais no Hugo Chaves que na única.

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  16. Em casa não temos carros flex e eles sofrem com a "alcolina", sempre que vamos para o Uruguai ou para a Argentina enchemos bem o tanque antes de voltar, a diferença no consumo e no comportamento do motor é gritante, pessoas que não entendem de carro, até mesmo os passageiros, percebem.

    P.S.: Esse final de semana fui para o Uruguai e, ao voltar, abasteci com a "97" que era a gasolina com o maior número de octanas, R$ 3,07 o litro. Aqui em Porto Alegre a Podium mais barata é R$ 3,29 o litro. O Uruguai também, pelo que eu saiba, não produz uma gota de petróleo.

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  17. Velho Carcomido!05/09/11 12:31

    Bla bla bla...e no final das contas, nada vai mudar mesmo, todos aqui continuarão falando, e continuarão comprando carros flexíveis!
    Que saco.
    Estes posts reclamões já deram nos nervos...

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  18. "... a Volvo usava motores de injeção direta desde 1997, no S40"
    Cujo motor era na verdade um Mitsubishi, a primeira fabricante a empregar injeção direta de gasolina como a conhecemos hoje (eletrônica), em 1996.

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  19. Velho Carcomido!05/09/11 12:35

    Já que não vai ter jeito mesmo, não haveria uma solução mecânica sofisticada pra melhorar as coisas?
    Pra otimizar consumo e potência?
    Sei lá, de repente um daqueles cabeçotes ajustáveis da SAAB, aceleradores de partículas relativísticas portáteis...chocalhos magnéticos!
    Alguma coisa...

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  20. Ou seja, em termos de motores, o mercado nacional está com uns 15 anos de atrazo em relação aos países líderes...

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  21. O orçamento de milhões de famílias e milhares de empresas está na mão de alguns usineiros (quantos serão ?), e de seus amigos em órgãos públicos.
    Realmente, é a continuação daquele famoso "coronelismo", que nunca acabou no Brasil.
    Coisa de país pobre de memória, de espírito e de futuro.
    Quem alguém apareça para nos ajudar, nem que seja o Superman.

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  22. Pior nem é a cara de pau dos usineiros safados, que estão sem pagar fornecedores e funcionários mas enchem o rabo de grana.

    Pior é a presidente ter que ceder a pressão deles, coisa que eu achei que ela não fosse fazer, mas, em nome da merda da política, foi preciso.

    O que falta no país pra alguém bater o pinto na mesa e mostrar quem manda aqui, botando os usineiros no lugar deles (como fez o Obama com os banqueiros) e queimando corrupto em praça pública ? Guerra civil, atentado terorrista ?

    Às vezes parece que merecemos uma atrocidade dessas.

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  23. Caio, se o seu carro flex não bebe muito na gasolina, experimente andar com álcool pra ver...

    Outra coisa: já vi muitos indícios de que os carros flex demoram para perceber quando se troca de combustível. Andando no álcool e trocando pra gasolina, por exemplo, faz o carro andar queimando gasolina com consumo de álcool por um bom tempo.

    Acho que a solução de quem tem carro flex é andar só com um combustível mesmo (ironia do destino?) e lamentar ter de pagar por uma tecnologia que não usará. Parabéns por mais essa, Brasil.

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  24. Sobre o carro flex, vamos ver agora quantas reclamações de motor grilando e motor carbonizado que vamos ter..

    E duro são os argumentos da concessionária pra não encostar no seu carro: "o motor é feito pra rodar com álcool, por isso acontece isso", "ah, uma descarbonização do motor deve resolver, te cobramos 120 pratas pra colocar um aditivo no tanque, melhor que o da gasolina aditivada", "a explosão do ácool é mais forte, por isso não faz este barulho", "a gasolina da maioria dos postos da cidade é ruim, atpe mesmo os postos de bandeira tem gasolina adulterada, não podemos fazer nada".

    Quero ver quando começarem as desconversões, parece que alguns fabricantes já previram isso e não mexeram muito na taxa de compressão de seus motores. Ainda bem.

    Papai noel, quero meu Sentra no natal. :D

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  25. "luizborgmann disse...

    Já se viu esta semana a respeito da elevação do preço do açucar no mercado doméstico; este produto agora é alvo de roubo de caminhões com carga completa saindo das usinas, caminhão com registro-fantasma, identidade do motorista forjada.... O produto é de fácil comercialização pós furto/roubo, não há como rastrear.
    O que você, industrial do ramo, prefere produzir: álcool ou açucar?
    luiz borgmann
    05/09/11 10:05 "

    Claro que todos os usineiros tem seguro contra isso, estão faltando caminhoneiros para o frete, justamente pelo aumento do preço do açucar que elevou a produção.

    E é claro que não vão perder a deixa de aumentar ainda mais o preço do açucar devido a esses roubos e desvios.

    Maior palhaço é o governo que dá incentivo para produção dos usineiros, usando dinheiro público para financiar particulares, e não exige compromisso nenhum dos mesmos, como uma cota mínima de produção de etanol ou compromisso de produção exclusivo.

    Se o usineiro fica livre leve e solto pra fazer da cana dele o que bem entender, tem mais é que fazer açucar mesmo.

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  26. Depois da gambiarra das injeções flex a industria não investiu mas um centavo para avançar na tecnologia.

    E a maior tolice de todas é a "nota verde" do IBAMA que dá preferência para carros dotados das ineficientes injeções flex.

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  27. Vocês já viram a palhaçada que é o calculo de CO2 da "nota verde" do Ibama?!

    http://servicos.ibama.gov.br/ctf/publico/pop_up_nota_verde.html

    ps: Como é que eu explico para alguém que o motor "Multiair" do Fiat 500, que recebeu nota 2, é menos agressivo ao ambiente do que o motor "Evo Flex" que recebeu nota 5?

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  28. Como proprietário de um Verona 1.6 álcool, só digo uma coisa: ME SINTO LESADO, TRAÍDO!
    Há um tempo atrás o governo abaixou uma MP dizendo que o álcool se tornaria um combustível estratégico. Seria uma tentativa pra conter esses abusos. Como se vê, os efeitos das decisões dos governos nunca chegam até nós. A não ser pra tirar direitos e aumentar impostos, ahhh, esses chegam com tudo!

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  29. O etanol deveria ser direcionado para os carros oficiais, e a gasolina reservada aos consumidores particulares. Creio que os problemas se resolveriam.

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  30. se nós tivéssemos governantes que prestassem não existia essa idiotice de carro à álcool e carro flex. Acredito que o que deviam fazer era baixar para E13 com tolerância de 1% e baixar os impostos da gasolina da gasolina tipo A que as distribuidoras compram mas não baixar o preço do álcool.
    O álcool causa uma imensa devastação das vegetações naturais para dar lugar à cana-de-açúcar e quando acaba um bando de idiotas vem dizer que é mais ecológico porque é renovável.
    O governo tem é que acabar logo com essa palhaçada do álcool e dos usineiros, mas não acaba, porque o governo só faz abrir as pernas pros ricões(usineiros).
    E o que foi que incentivou as indústrias a fazerem carros flex? eu mesmo prefiro comprar um carro à gasolina do que um flex.

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  31. Saudades do meu Uno Mille Fire 2002, a gasolina. Fazia 20 km/l na estrada e mais de 14 na cidade. O motor girava redondo, parecia um relógio.
    Hoje, essa tecnologia flex, parece uma grande gambiarra tecnológica, que nos deu uma bela opção, ou você usa o ruim ou o pior.
    Grande lambança que virou a matriz energética do Brasil.

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  32. Acho que carro flex é um carro à álcool (ou gasolina) com o tal sensor de detonação apenas... ou seja, uma gambiarra oficializada.

    Tenho amigos que na época de álcool barato botavam álcool no tanque de carros à gasolina com injeção eletrônica, e diziam que iam aumentando gradativamente a proporção de álcool, e a injeção se adaptava (o famoso rabo-de-galo). Lógico que havia o problema da taxa menor do motor a gasolina, e não sei o que houve com estes motores no longo prazo.

    Mas enfim, já que os carros flex são como patos.... naõ são bons com nenhum dos 2 combustíveis... acho que deveria haver a opção do consumidor de 2 versões de motores, com taxa mais alta e taxa mais baixa, já que 99% dos carros vendidos no Brasil são flex. Em SP, em boa parte do ano até pode compensar andar com o álcool, mas em muitas outras regiões do Brasil não há vantagem, e os consumidores dessas regiões pagam pela preferência de SP. O primeiro Gol flex saía com taxa de 10:1 se não me engano... agora estão todos na faixa de 12:1.

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  33. Ontem fiquei indignado ao ouvir, na rádio BandNew FM um cidadão (do qual não lembro o nome) dizer que essa redução do teor de etanol é ruim pois afetará mais o meio ambiente e que o Brasil está em débito desse combustível vegetal, tendo que importar dos EUA. O pior é que muita gente pensa assim e acredita que o Brasil está mesmo padecendo de uma falta crônica de etanol... Alguém mais ouviu essa entrevista para confirmar o nome do entrevistado e/ou postar o link do áudio?

    Nessa mesma rádio, um colunista de agronegócios, o Silmar Müller, já havia começado há um tempo essa "inocentização" dos usineiros e até defendeu mais apoio do governo para eles. Vê se pode! O link do áudio da coluna é este:
    http://bandnewsfm.band.com.br/conteudo.asp?id=525623

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  34. Lembro quando o Bob falava que carro flex ficou bom pra gasolina, dada a taxa ter aumentado para um mesmo motor. Agora ele acompanha os especialistas de intenet que dizem que na gasolina carro flex é gastão...


    Fico imaginando com fica a cabeça dos automariavaicomasoutras a cada vez que o Bob muda de opinião...

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  35. Sempre achei este negócio de flex a mais pura enganação. Meu Logan é flex, por simplesmente não haver opção de um feito exclusivamente para usar gasolina. E jamais bebeu uma só gota de álcool, exceto a que já vem na nossa ridícula álcoolina.

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  36. Falou tudo, assino embaixo, mais uma vez uma das piores máfias do brasil, os usineiros, vão se fazer de coitadinhos e o governo, por interesses, irá "ajudar um setor fundamental da nossa economia".

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  37. Realmente foi precipitada a idéia de que o aumento da taxa de compressão trazida pelo flex seria benéfica para quando abastecido com gasolina. O aumento da taxa por sí só não adianta, tem que ser acompanhado de técnicas que permitam isso. Tais como comando variável com estratégia de EGR, injeção direta, coletor de escape "sintonizado" (Mazda Skyactive), injeçao direta de gasolina, etc.. Infelizmente nada disso foi introduzido nos flex, até o momento. O que houve foi a implementação de um software "esperto" para o gerenciamento do motor, inclusive com a adoção do corpo de borboleta eletrônico, que nega WOT em condições críticas para a gasolina, o que muitos "espertos" identificam como diferença de torque entre gasolina e alcool...

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  38. Tem o ponto que é atrasado na gasolina por conta de evitar detonação, é o que também prejudica os números de rendimento do motor funcionando com este combustível.

    Certo?

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  39. Seeeeu Saraiva! O senhor por aqui!

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  40. Uniblab
    Se for o Mille Economy, ele é economico por que foi totalmente estrangulado. Anda como um carro de 500cm³. Pelo desempenho ele não é nada econômico. Economico é um Mercedes C180 Turbo percorrer 12 km/l em ciclo urbano.

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  41. Leonardo

    O Audi A1 também, segundo a 4Patas fez 17 km/l na estrada, mesmo com a "mijolina" da Petralhabrás.

    Mas só no hospício para alguém pagar 90 "pau" por um carrinho daqueles...

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  42. Velho Carcomido!05/09/11 16:16

    Parem de encher o saco...
    Vocês todos tão precisando de um psicólogo pra aliviar a tensão, isto sim!
    Com gasolina, álcool, ou bosta de porco, o carro vai andar pra frente do mesmo jeito...de qualquer forma alguém vai enriquecer as nossas custas.
    Seus malas!!!

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  43. Mais um apelido, "Velho Carcomido"...?


    Se todos nós precisamos de pscólogos, por que V.Sª não pirulita-se daqui e vai procurar uma patota mais interessante?

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  44. Concordo plenamente com a crítica ao etanol, já ao biodiesel sou contra. O biodiesel pode ser produzido a partir de resíduos da agropecuária, como chifre e útero de novilha, sabugo de milho e mesmo cadáveres de animais. Porque não investir de modo a baratear essa produção, levando os produtores rurais a produzir e vender seu próprio combustível? Pior que o da Petrobrás não vai ser...

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  45. Caio Ferrari05/09/11 16:54

    Uniblab, não vejo porque o Uno velho nao pode ser usado como exemplo. Só porque é leve? A questão é comparar um monofuel com um flex na maior igualdade possível de condições. E a questão também não é saber se é economico e sim se bebe mais do que o modelo com gasolina. O Uno, não bebe. O pessoal do clube que tinha Fire e gasolina e migrou pro Flex abastecendo com gasolina nao observou aumento de consumo.

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  46. A imprensa especializada cisma em afirmar que um carro monocombustível perde pontos no mercado. Os coreanos estão aí para mostrar que esta verdade imposta não reflete a realidade do consumidor.

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  47. Caio F.

    O que eu disse foi que não se pode usar o Uno como parâmetro para consumo de carro "Frex", assim como para desempenho de carro 1000; claro que se pode comparar sua versão "Frex" com a monocombustível, mas aí como eu disse não tem como ignorar o problema inerente da taxa de compressão. E vide o comentário do Leonardo acima.

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  48. Cadê aquele motor Elke Maravilha, que rodava com óleo de pastel, banha de porco, álcool, óleo de rícino, tijolo moído, mato seco, etc.
    Alguém deve ter comprado o projeto e engavetado, poir aquilo não é interessante pra ninguém, só pra população.

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  49. Como sempre digo a respeito dos gambifréx, o que pega na trave é o avanço absurdo do ponto de ignição usando etanol (taxa abaixo do ideal para etanol), com o motor frio, e o atraso de ponto usando gasolina (taxa alta demais para esta), com o motor "somente" na temperatura ideal de trabalho...
    Resumindo, a jaca nunca funciona a contento. E o pior: mesmo atrasando o ponto para gasolina, o motor ainda apresenta pré-ignição. Simplesmente absurdo um motor com gerenciamento eletrônico moderno "grilar" dessa forma.

    Mas, como serei "assaltado" por alguém, prefiro que seja então através da gasolina. Por mim, os usineiros que se lasquem. E deveria ser proibido exportar, o que quer que seja, havendo risco de falta do produto para o mercado interno.

    Para finalizar, alguém aí disse que a gente reclama e continua comprando carro gambifréx. É lógico, praticamente não há opção de escolha. Ou compra-se carro não gambifréx usado, já próximo de 10 anos ou mais, ou então carros importados, com preço lá no andar de cima.

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  50. Bob, por que o E-flex ficou somente no Polo? Nunca ouvi falar em injeção direta com álccol, até achava que tinha algum impedimento técnico.

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  51. Marcelo Junji05/09/11 20:00

    Não temos para onde fugir. Todos os três combustíveis são muito caros aqui no Brasil.

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  52. Daqui a pouco o Bob vai querer rodar num carro movido a fezes!

    E vai ter "entusiasta" que vai achar bom...

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  53. http://www.noticiasautomotivas.com.br/etanol-continua-perdendo-forca-no-mercado-paulistano/

    Todo ano é a mesma montanha russa de preços do álcool, escassez nos postos, impacto nos preços da gasolina etc. Tudo sempre igual. E tome 1.nada flex jogando combustível no lixo.

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  54. Fernando Calmon05/09/11 20:52

    Um dos desafios foi atender às etapas da legislação de emissões do Proconve. Os flex tiveram que passar da fase L4 (2005, 2006 e 2007) a L5, em 2009 (substituída afinal pela L6 e antecipada para 2013). A busca por atingir as metas teve sua importância no sucesso da nova tecnologia. O esforço maior ocorreu no Brasil porque em outros países os motores flex dispõem de pouco etanol para abastecer e a indústria no exterior se concentrou nas emissões com gasolina. Ainda assim, ao gerenciar dois combustíveis no mesmo motor e enfrentando dificuldades diferentes (aldeídos, por exemplo), chegou-se ao avançado estágio atual de diagnose a bordo (OBDBr-2). Uma batalha vencida pela engenharia brasileira.

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  55. Boa... gostei do "É só rolo. Em nome do etanol." Realmente, é só rolo.

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  56. Concordo que carros ATUAIS monofuel seriam mais economicos que os flexfuel que temos.
    Porém os carros flex de hoje são mais economicos (levando em conta a potência) que os monofuel de algum tempo.
    Carros 1.0 tinham em torno de 50 cv, e hoje eles tem mais de 70, gastando quase a masma coisa e com caixas extra-curtas.

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  57. Para mim, "Etanol" só serve exclusivamente e unicamente para uma coisa: Fazer o motor consumir mais e e manter mais alta ainda a absurda margem de lucros dos carteis de combustível e a Petrobras.

    Voces não veem isso não ? Carro flex esta gastando em torno de 30% a mais que o mesmo motor a gasolina, e abastecer a álcool nunca valeu a pena de proposito obviamente e intencionalmente, pois com os tais 25 ou menos % de alcool na gasolina só servem para fazer consumir mais combustível na pratica, o que maiores lucros.

    As vezes eu acho que não nasci aqui e não sou Brasileir...Ppis acho que só eu vejo essas coisas e reclamo para todo mundo, faço minha parte, vejo a maracutaia na lógica mas parece que estou sozinho nisso...

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  58. Fernando Calmon
    Batalha vencida, concordo, mas uma batalha por nada, inútil ou, visto de outra maneira, para ficar na mão e enchet os bolsos dos usineiros safados. Estaríamos muito melhor sem esse besteirol todo.

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  59. Anônimo 5/9 14:44
    Era o que em teoria se apresentava e fui nessa. Enganei-me.

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  60. Enquanto isso vou me virando no GNV mesmo...

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  61. Alexandre - BH -06/09/11 02:05

    Segundo matéria publicada no Estadão em 8 de maio, o Brasil importou 70 milhões de litros de etanol dos EUA em 2010. Dá pra entender?

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  62. Velho Carcomido!06/09/11 07:49

    Uniblab,eu não tenho que me pirulitar coisa nenhuma...Ó mala!

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  63. Acredito que com essa diminuição de alcool na gasolina, motores como o GM VHC não-flex, com altíssima taxa de compressão, vão sofrer (mais)...

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  64. Este comentário foi removido pelo autor.

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  65. Anônimo das 08:48: Por enquanto o teor de gasolina foi reduzido dentro dos limites da especificação (22% +-2), portanto dentro do teor de alcool para o qual os motores foram projetados.

    Mas ainda tenho esperanças de que um dia a gasolina podium (que é mais resistente à detonação) seja autorizada a usar teores ainda mais baixos, como 10%.

    Voltando aos motores de alta compressão... Para quem tem alguma noção de motores, dá arrepios ouvir em quase toda arrancada de semáforo algum carro fazendo o terrível (e alto) "tectectec"... mesmo sabendo que logo em seguida o ponto vai ser (muito) atrasado para corrigir esse defeito.

    Se um dia (por falta de opção) eu tiver que ter um gambiflex, cuidarei o máximo para pegar um que rode de maneira segura na gasolina, mesmo que isso implique em um rendimento menor no álcool. Acho que isso já exclui das minhas opçoes todos os motores com taxa acima de 11:1, que têm se tornado maioria...

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  66. Caio Ferrari,

    Eu tenho atualmente um Mille Fire Flex Way 07. Antes dele tive um Mille Fire 02 (só gasolina). O que ocorre, comigo pelo menos, é que o flex é bem econômico com álcool (em média 11 km/l - moro no ABC), mas com gasolina ele não é tão eficiente quanto o 02 (que fazia 13 km/l).

    Pode ser que por ele ser mais potente que o anterior (66 cv / 55 cv) gaste um pouco mais na gasolina, embora eu não ache que seja por isso. No 02 eu fazia médias em torno de 18 a 19 km/l na estrada, no 07 fica nuns 15 km/l (com álcool faz uns 13,5 km/l).

    Então, no meu caso, meu Millezinho funciona bem melhor no álcool. Na gasolina, fica na média do Fiasa que tive antes desses dois (era um SX 98 - e todos com 4 portas).

    Abraço!

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  67. Marz, se o seu Mille faz 11km/L com Etanol, certamente chega aos 13km/L atingidos pelo seu modelo 2002.
    Eu faço 10,5km/L com Etanol em São Paulo, e passo a 14km/L quando abastecido com gasolina. Isso no segundo tanque depois da troca, pois acredito que mesmo que completemos com gasolina com o tanque na reserva, ainda sobra uma quantidade suficiente de Etanol para alterar os dados de maneira significativa.
    Na estrada eu conheço bem o consumo, porque viajo constantemente para o interior. Com Etanol, faço 14.5km/L rodando a 100km/h. Com gasolina consegui bater a marca dos 20km/L.
    Não se esqueça que seu Uno é WAY e na estrada ele bebe mais. Não tanto como você apontou, mas o consumo é superior. Veja que o meu, com o mesmo motor, faz boas médias, tão boas quanto o gasolina.

    Portanto, não tenho do que reclamar. E por isso convidei o Bob, admirador da boa técnica a nos trazer uma texto que compare de maneira irrefutável o consumo destes carros.
    Pois tudo o que se lê na internet são os "eu ouvi que..."
    A Auto esporte comparou o consumo do C4 Palas Flex na gasolina com o anterior, logo que lançou. A diferença tinha sido pequena, e o engenheiro assumiu que ela ainda existia pois não tinham tido tempo de acertar a injeção a contento, mas iam fazer e atualizar nas revisões dos clientes.

    O que eu particularmente não gosto, e isso é uma birra minha, são esses motores sobretaxados. 12:1 é muita coisa para um carro rodar na gasolina, é prejudicial inclusive. O Gol usa 13:1!!!
    Uma taxa de 10:1, por mais que não aproveite tão bem quanto poderia o alcool, pelo menos não traz nenhum dano ao motor.
    Essa escolha das engenharias brasileiras foi ruim, provavelmente para vencer essa corrida por Cv, iniciada pela GM nos seus VHCs.
    Nada me tira da cabeça que o problema destes Flex dando retífica de cabeçote bem antes de 100k km se deve ao motor trabalhar com uma compressão tão alta.

    Mas taí bob, nos brinde com um texto sério sobre isso. Talvez uma das bíblias escrita pelo engenheiro Dantas, ou você mesmo que tem competência de sobra para tal. Vamos entender isso de uma vez por todas.

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  68. Caio F.

    Na estrada eu conheço bem o consumo, porque viajo constantemente para o interior.

    Por acaso você teria parentes em alguma cidade do interior de SP? (Só curiosidade, porque aqui na minha cidade a família Ferrari é uma das mais tradicionais...)

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  69. Poxa, sério? O unico parentesco que eu sei que tenho no interior é Gomes Carneiro, em Monte Mor.
    Ferrari no interior eu desconheço.

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  70. Referia-me aos Ferrari de Salto-SP, que fica pertinho de Monte Mor.

    Mas o negócio de sobrenomes estrangeiros é que às vezes no respectivo país de origem eles têm a mesma popularidade que Silva tem aqui...por isso é sempre bom perguntar com jeitinho. :)

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  71. Só para conhecimento das partes interessadas, comunico que no vale do Itajaí, em SC, existem muitas famílias Ferrari.
    Eu não sou, lol...

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  72. Caio Ferrari,

    Dei o meu exemplo a título de observação, não contesto os seus números. Como você bem observou, há uma diferença nos modelos (Way e "normal"), de largura de pneus, altura de suspensão, etc. Foi só para ilustrar o meu caso e me dirigi a você pelo fato de também ser proprietário de um modelo flex e ter tido outros que não eram, o que me dá uma certa base para fazer esta comparação.

    Também uso muito o meu Mille na estrada, seja para o interior ou pro litoral e até mesmo aqui onde moro (usando os trechos de planalto da Anchieta e da Imigrantes).

    Mesmo assim, minha impressão ainda é que ele rende melhor no álcool, tanto em termos de aproveitamento do combustível como de potência.

    No mais, também não posso reclamar de nada dos unos que passaram na minha mão. Dentro do que ele se propõe a ser - um carro barato, valente e econômico - para mim ainda é imbatível.

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  73. Sim Marz, no Etanol ele é mais espertinho mesmo. Mas o motor fica meio barulhento, na Gasolina ele fica macio.
    Também acho o carrinho fantástico. A única mancada é o cinto traseiro fixo. Uma economia porca que faz o motorista passar "carão" toda hora que pede para os passageiros do banco de tras colocarem o cinto.

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  74. Teorias à parte, se compararmos o consumo do 1.0 enganaflex do Mille com o do Picanto monocombustível, esta dá de 10. Tudo bem que a tecnologia é outra, trata-se de um motor mais moderno, etc. mas para mim o carro monocombustível é muito mais racional. Bem. Agora com o Picanto flex vamos ver...

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  75. A maioria das pessoas tem uma visão da petrobras meio deturpada. A anos a petrobras deixou de ser uma empresa de petroleo para ser uma empresa de energia e quando abriram o capital da mesma ela simplesmente precisa dar lucro. O valor do combustível é feito pelo mercado, assim como o dos carros. Se o preço da gasolina é 5 reais e continuarem pagando os 5 reais, assim o preço vai se manter. Basicamente quanto ao etanol é só não comprar. Eu não uso no meu carro porque para que valha a pena eu preciso andar com pé-de-pena, o consumo flutua muito, entre 6,5 e 8 km/l, com o álcool a 2,24 (moro em Macaé-Rj). O maltido consumo aumenta violentamente com o engarrafamento e com quaisquer aceleradas mais fortes, coisa que não acontece com gasolina, pelo menos não tão grosseiramente. Com gasolina aditivada varia em torno de 10 km/l, com a gasolina a 3,04. O que pese a baixa autonomia do álcool, o que me incomoda fortemente. O que fazer? Não usar álcool! Enquanto isso vou aproveitando a taxa elevada do motor 1,6 VHT do meu Fox e rodo feliz com o combustível fóssil.

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  76. Botando lenha na fogueira: Na usp há um grupo de pesquisas e workshops chamados "desafios tribologicos do flex" onde, pelo pouco que li/consegui entender dos slides guia, sem ouvir as apresentações, há grande preocupação com o acelerado desgaste devido ao uso do Etanol. Parece que muitas apresentações são recentes e tenho sérias dúvidas se os problemas apontados foram resolvidos. Em uma apresentações, há a citacão explícita da 4 Rodas num teste de longa duração que se deparou com valvulas de admissão carbonizadas. Parece que foi o do Punto Fire. Mas poderiam ter de exemplo o Prisma, o Agile e o Ka. Todos tiveram o mesmo problema.
    Vejam.
    http://www.lfs.usp.br/Workshop/2-Peculiaridades19_10.pdf

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  77. Alexandre - BH -06/09/11 23:26

    Caio Ferrari,

    Quanto ao cinto traseiro fixo do Mille, realmente não passa de economia porca e inaceitável da fábrica, sob as bênçãos da sempre tolerante legislação brasileira (Resolução 48/98, do CONTRAN). Para obrigar os passageiros a usar o equipamento, só mesmo oferecendo bônus em dinheiro ou promovendo sorteios de brindes! Tudo isso, é claro, depois de um curso intensivo de como desembolar e regular o emaranhado de cintos sobre o banco... Mas há esperança! Pode conferir no seu carro que os suportes originais para cintos retráteis devem estar soldados na carroceria. Basta comprar o equipamento (caro e difícil de achar) e instalar. Boa $$$orte!

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  78. Caio Ferrari06/09/11 23:31

    Alexandre, temo que aquele suporte que esta dentro do porta malas, na verdade é apenas o furo. Falta ali todos os reforços. É so olhar para a fina chapa de metal e concluir que aquilo aqui nao pode servir de suporte para o cinto.

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  79. Alexandre - BH -07/09/11 01:47

    Caio, pra lhe dizer a verdade, nunca olhei os pontos de fixação do Mille. Fiz apenas uma suposição. Tomei por base uma adaptação de cinto de três pontos que fiz, anos atrás, num Fiat 147, que já vinha com todos os suportes reforçados. Bastou aparafusar.

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  80. como o Raphael Hagi disse, em minas tá dificíl rodar no álcool, tenho amigos com carro turbo voltando pra gasolina, daqui a pouco vou ter que fazer o mesmo aqui em sp

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  81. Só enfatizando mais ainda, lá em casa, em 1996 tínhamos um Corsa MPFi 1.0 básico, e em Salvador, cidade cheias de buracos e ladeiras, o carro fazia em média de 16km/l na cidade na boa e velha gasolina e custava R$1,10 o litro !

    Hoje eu me espanto que um carro como o Palio por exemplo, Fire 1.0 básico faça chorando e esperneando 10km/l e 7.5km/l na cana, em Brasília, uma cidade plana e com asfalto bom, transito muito fluido, e a mijolina a R$2.60...

    E os europeus com carro com injeção direta, turbo, completíssimos, 1.4 de 100cv fazendo 30km/l.

    Isso é um absurdo o que estamos passando e mais ainda o que a industria automotiva e de combustível esta fazendo conosco !!!

    Reaja Brasil !

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  82. Não experimento todos esses problemas relatados para veículos flex. Principalmente com os mais recentes, detentores de taxa de compressão mais alta. Já tive carro só a etanol, só a gasolina e flex. O que percebi é que os mais recentes e com "mais taxa" são mais econômicos. Exemplos: Corsa 1.0 mpfi (11,5 km/l cidade, 15,5 km/l estrada); Celta vhce (12 cid, 16 est); e N. Uno 1.4 economy (12,3 cid, 16,5 est). As médias citadas são com gasolina. Sempre dirigi no mesmo ritmo em todos esses veículos e, o que é curioso, é que o Uno tem ar condicionado e direção assistida, itens que sabidamente aumentam o consumo. O único problema é um pouco de detonação com gasolina nos flex. Mas também não é nada tão grave. Para referencia, considerem que moro em Curitiba, ou seja, em termos de geografia/relevo, não é bom igual Brasília, nem ruim como Salvador.

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  83. Reclamar dos usineiros por exportar açucar por dar mais lucro é muita inocência. Todo cidadão deveria lutar (lutar mesmo) para não pagarem impostos e não financiarem grupos empresariais e aventuras do governo. Agora, pedir para um empresário não buscar o lucro é contrariar a lógica e ferir a liberdade, melhor ir para Cuba.

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