CORCEL II ASSINADO, CALTABIANO.


fotos: imcdb.com e americanracing.com

Fui presenteado com uma revista de dezembro de 1977 por um amigo. O Érico já sabe há tempos que sou um colecionador de peças literárias antigas, vulgo "lixeiro literário", e de vez em quando sobra algo de presente, que, invariavelmente, é bem interessante.

A revista que ganhei tem vários anúncios de carros, inclusive um dos primeiros do Corcel II, que saiu como modelo 1978.

Aliás, é bom lembrar que nessa época não se lançava um modelo de um ano qualquer com mais de três meses de antecipação. As fábricas eram menos ansiosas do que hoje, quando vemos modelos 2012 desde fevereiro de 2011, por exemplo, o que mostra a idiotice que norteia os fabricantes.

Mas há mais anúncio com o Corcel II, e esse não foi pago pela Ford.

Quando cheguei na página que está aqui mostrada, me surpreendi, já que nunca havia ouvido falar dessas alterações feitas pela concessionária Caltabiano, que era exclusiva da marca,  e uma das mais tradicionais de São Paulo.

O Corcel II acabava de ser lançado, e quem se lembra, saberá que  foi um choque no mercado. Um carro de desenho moderno na época, mal parecendo que havia sido feito aqui mesmo no Brasil.

Chamava atenção adoidado, e vendeu muito. Não consegui apurar com absoluta certeza, mas se bem me lembro, foi algo próximo a cem mil carros em dez meses, quando o mercado todo passava pela primeira vez a marca de um milhão de veículos produzidos  por ano, ao final de 1978.

Somava desenho moderno a uma mecânica simples e robusta. Não haviam muitos mecânicos amigos de donos desse carro, pois só ocorria manutenção de rotina, nada grande ou crônico para se faturar.

Nos postos de combustível era a mesma coisa. Dono de Corcel não ficava amigo de frentista facilmente, pois o tanque tinha capacidade para 57 litros, o maior de um carro médio. Com motor 1,4 litros e logo depois 1,6, o consumo era baixo, já que a potência era bastante "amarrada" e a autonomia passava fácil de 600 km mesmo na cidade. Quem rodava pouco até esquecia o que era ir ao posto.

Essa versão da Caltabiano tinha os acessórios descritos na propaganda, sendo que os mais fora do normal eram o teto solar, o ar condicionado e o  limpador do vidro vigia, que nunca imaginei, alguém pudesse ter montado em um Corcel.

Mas o que eu mais gostei visualmente falando foram as rodas, um desenho clássico, que apurei como ainda sendo fabricado pela American Racing, com o nome de Ansen Sprint.



Não sei quem fabricou estas no Brasil, mas sei exatamente de onde veio minha admiração por essas rodas. Do Ford Gran Torino do seriado " Starsky e Hutch: justiça em dobro".

Bons tempos de adolescência !!



JJ

57 comentários :

  1. Considero o Corcel II um carro bonito, me da impressão de um carro do meio década de 80 início 90.
    Ficaria muito legal um Corcel II em estado de novo com mecânica atualizada, mantendo a originalidade.

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  2. Além da Caltabiano, Souza Ramos e Sonnervig também davam suas modificadinhas, he, he! A Souza Ramos se não me engano, usava em alguns de seus trabalhos uma cor "cereja" metálica que era uma das coisas mais lindas que já vi em termos de pintura automotiva. De qualquer modo, hoje eu gostaria mesmo é de um Corcel II LDO absolutamente bem conservado e original. O carro era realmente muito bonito. Em tempo: já que estamos falando em Corcel II, alguém saberia me dizer (tenho a mais nítida impressão que sim, embora se é que existiram, foram feitos pouquíssimos mesmo) se houve Corcel II com interior azul claro monocromático, isto lá por 1978 ou 1979?

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  3. Vitor Castro10/09/11 19:57

    Esse modelo de roda era fabricado pela italmagnésio. Eu vejo mais essa roda em Maverick, geralmente são tala 7, mas já vi tala 10.
    Segue o link de uma prapaganda da época.
    http://img444.imageshack.us/img444/1391/rodachromiunty6.jpg

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  4. Interessante matéria JJ.

    A poucos dias estava conversando com um conhecido sobre o Corcel, não lembro onde li sobre a origem dele, segundo a reportagem a Ford não estava muito a fim de investir muito dinheiro em um país como o Brasil.

    Então ela comprou todo o projeto do carro a Renault, mudando a linha de cintura que originalmente era reta para a característica americana, ou seja, aquela ondulação da parte lateral traseira.

    E não ficou somente na estamparia mas todo o trem de força também era 100% Renault, o que me leva a não entender o preconceito com com esta marca, visto que gerações inteiras reconhecem a robustez deste carro "Ford" e seus derivados, que por muitos anos era somente o que a maioria poderia comprar.

    É uma história bem interessante, poderiam se aprofundar no assunto?

    Abraços.

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  5. Coronel Totonho10/09/11 20:31

    Jeeeeeeezuis!! Que carro mais feio Cars Arberto!

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  6. Tudo passa por uma questão de opinião. Na minha, sem dúvida humilde, para ver beleza no desenho do Corcel II é preciso fazer um bom esforço. Mas... já tive um (1986 - o último, com faróis de Del Rey), sem dúvida um carro econômico e robusto, porém a característica mais estranha dele, para mim, era ter uma carroceria tão longa, com um entreeixos grande, e um espaço interno tão comedido, especialmente no banco traseiro.
    Aproveitando a deixa, esse modelo de roda, com todo o respeito, é de um mau gosto sem tamanho.

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  7. Concordo que o Corcel II tinha um design mais adequado aos anos 80 (ou seja, quadrado). Mas hoje em dia considero o Corcel I muito mais bonito, sobretudo as últimas versões.

    E interessante que o Corcel II dava a impressão de ser muito maior que seu antecessor.

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  8. Qual foi o primeiro nacional a ter luz traseira de neblina de fábrica?

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    1. Os primeiros nacionais a virem com lâmpada de neblina traseira foram o Santana CD 1984 e os Monzas Classic/SR 1985, embora o Monza 82 e o Escort 83 já possuíssem "setor" para luz de neblina nas lanternas (oriundas do Ascona e do Escort europeu, respectivamente), porém esses ainda vinham sem lâmpadas.

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  9. Ewerton, o que aconteceu era que o Corcel I já estava em projeto bem avançado na Willys quando esta foi comprada pela Ford.
    Mais cedo ou mais tarde, a Ford teria de fazer um carro menor que o Galaxie, e que coisa melhor que poupar o desenvolvimento de tal produto quando um já estava em curso na marca adquirida?

    E, de fato, o Corcel era muito bom para ser abortado em favor de um Pinto (se fosse o Cortina ou o Escort, aí ficaríamos pensando melhor). No caso, é preciso lembrar que o Projeto M da Willys era a versão brasileira do Renault 12 e foi desenvolvido ao mesmo tempo que o francês. E é um exemplo interessantíssimo do conceito de plataforma à moda moderna, uma vez que por fora o 12 e o Corcel I não compartilhavam um estampo sequer:

    12: http://imageshack.us/photo/my-images/222/181020081050.jpg/

    Corcel I (primeiro estilo): http://farm2.static.flickr.com/1035/1224105959_c541038d0f.jpg

    Convenhamos que o trabalho dos designers brasileiros foi bem superior ao dos franceses. Sobre a linha de cintura "garrafa de Coca-Cola", você se refere ao Corcel de duas portas, configuração exclusiva para o Brasil e cujo sucesso provou o acerto da escolha e do design.
    O projeto em si era tão bom para a época que a Ford fez poucas alterações nele antes do lançamento, bem aos 48 do segundo tempo, sendo o painel copiado do Cortina a mais visível delas. Os primeiros Corcéis falavam "Willys" tão claramente que vemos fora deles o vinco em V na grade, como os da Rural, da Pick-up e do Aero-Willys de segunda geração. Só foram ficar com mais cara de Ford quando da reestilização inspirada no Maverick.

    No caso da Ford, cuja história brasileira é tão marcada por titubeios e bobagens homéricas, o Corcel é um daqueles casos de grande acerto, mesmo tendo sido projeto alheio (obviamente que o Corcel II era projeto da Ford sobre a mesma plataforma, e creio que aproveitando a habilidade adquirida pela Willys, que já havia feito coisa parecida no Aero e no Itamaraty). Para o mundo, salvo engano foi o segundo Ford de tração dianteira (tendo sido o primeiro o alemão Taunus 12M).
    E se formos pensar no motor de origem Renault, também foi outro senhor acerto, uma vez que ele era eficiente o suficiente para ser usado em uma série de outros carros (consta-se inclusive que protótipos do Sierra brasileiro, esse que deveria ter existido, usavam o motor). Olhando os dados do CHT, observa-se que ele tinha potência próxima à de unidades de mesma cilindrada com comando no cabeçote, fora que atingia essas potências em rotações mais OHC do que OHV. Também tinha funcionamento silencioso (e seu barulho é tão agradável que a acústica dos escapes dos Rocam tenta reproduzi-lo de alguma forma), funcionava muito bem com álcool (nunca esqueçamos que a Ford sempre preferiu esperar para fazer algo bem feito do que ser pioneira no álcool e no flex), tinha consumo adequado e por aí vai. Além do Corcel, foi usado no Del Rey, na Pampa e no Escort. E deveria ter sido usado no Fiesta nacional, pelo menos para entregar bem o bastão para o Rocam em vez de nos imporem o fraco Kent rebatizado de Endura.

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  10. Ao anônimo das 22h38, salvo engano, o primeiro nacional com luz traseira de neblina foi o Kadett GS.

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  11. Anônimo das 23:00;
    Eu até hoje não entendo como e porque não instalaram o CHT nos Fiestas e Kas...
    Eu tenho um Ka equipado com o Kent 1.3 e é um bom motor, mas creio que o carrinho ficaria ainda melhor com um CHT de mesma cilindrada ou quem sabe, um 1.6!

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  12. A roda não é essa. Parece, mas não é.
    A do Corcel é um modelo Italmagnésio, diferente desse.

    McQueen

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  13. Acho que foi o Mahar que disse que o Corcel II é um derivado do Renault 18. Eles tem o mesmo entre-eixos, peso e as dimensões são semelhantes.

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  14. João Gabriel11/09/11 00:46

    Sou apaixonado pelo Corcel...tanto I ou II,as Belinas...Meu avô teve um Corcel II L 1983 1.6 5 marchas,que carro maravilhoso,sinto saudades,vou ter um ainda...

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  15. Alexandre - BH -11/09/11 05:19

    Encontrar rodas bonitas para o Corcel era verdadeira saga. Não havia tantos modelos disponíveis no mercado de acessórios e o cubo de apenas três parafusos impedia o intercâmbio com rodas de outros carros. A própria Ford encontrou boa solução estética para o lindíssimo Corcel II GT. Aproveitou as rodas de aço estampado de outras versões, mas aplicou pintura preta, calotinha central com a inscrição GT, sobre-aro cromado e pneus com letras pintadas em branco. O resultado ficou muito bom (pra quem curte carro antigo, obviamente).

    http://www.fnva.com.br/viewtopic.php?f=43&t=19139

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  16. Alexandre - BH -11/09/11 06:02

    “Na falta de um importado, vai tu mesmo”. Era assim nos anos 70 e 80. Quem quisesse – e pudesse – ter um carro exclusivo, tinha que optar pelas transformações. Muitas eram de extremo mau gosto, feitas por empresas de fundo de quintal, mas algumas tinham ‘pedigree’ e conferiam beleza e requinte ao veículo. Entre as melhores empresas transformadoras estavam Brasinca, Souza Ramos e Envemo. Um modelo dos anos 80 que sempre achei muito bonito, apesar de nunca ter visto na rua, é a picape Chevrolet D-10 El Paso. A Envemo conseguiu transformar um utilitário que já era antiquado naquela época em um modelo realmente exclusivo e bem acabado. Nada de pinturas e formas espalhafatosas. Apenas o necessário e pintura branca, hoje tão em voga.

    http://www.picapesgm.com.br/reportagens/reportagem_elpaso.htm

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  17. Tivemos dois Corcéis I em casa, ambos cupês de 1975, um verde-metálico e um branco, este último com as rodas da versão LDO.
    Carros muito simpáticos, gostosos de andar, confiáveis, econômicos, parrudíssimos.
    Destaque positivo: a possibilidade de abrir os vidros laterais traseiros.
    Destaque negativo: os encostos dos bancos dianteiros, sem apoios de cabeça (a Ford só tomou vergonha com o Corcel II de 1982) ou regulagem de inclinação.

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  18. O primeiro carro nacional a ter luz traseira de neblina foi o Monza S/R 1986, lançado em fins de 1985, embutida na lanterna traseira esquerda ao lado da luz de ré. Depois, vieram Monza Classic e Santana GLS. Só então veio o Kadett GS.
    Sds, Luís Carlos

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  19. Esse carro até hoje os donos nunca souberam que tem luz de neblina atrás, o botão está intacto. Coisa de brasileiro...

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  20. Criaram essa roda com 3 furos ou trocaram todo o sistema no carro?

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  21. Realmente, eu acho que era as deste link:
    http://blogmcrm.blogspot.com/2010/10/procurando.html

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  22. Sempre gostei das rodas originais do corcel, na verdade adoro as rodas de ferro origianis dos carros, época que não eram padronizadas como as de hoje que o povo tampa com calotas terríveis. Adoro as do 147, corcel, chevette...

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  23. Johnconnor (old rocker)11/09/11 14:29

    Aqui aonde moro tem um desses, vi ele há uns quinze dias atrás.É de um senhor e está muito bem conservado.É preto igualzinho ao da foto inclusive com teto e limpador traseiro, só não tem os faróis de milha.Vejo esse carro desde que eu era moleque e sempre achei que o limpador traseiro fosse uma invenção do próprio dono.Nunca imaginei que fosse um fora de série.
    Belissimo post J.J.

    De presente pra vc,um video de como são feitas essas rodas:

    http://www.youtube.com/watch?v=Rb9THP7XjyY

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  24. Anônimo das 23:00

    Valeu pelo comentário e também pela foto, sempre tive curiosidade de conhecer "a origem" do primeiro Corcel.

    Acabei lembrando que um amigo comprou o primeiro carro através de troca, uma DT 180 (ô fumacera!) por um 4 portas, que chamávamos de protótipo, porque o Del Rey seguia as mesmas linhas, era uma parada passear com ele.

    É incrível o que um único carro fez para uma empresa como a Ford, que não diversificou com um avião ou barco, por falta de tempo, pois Collor não queria mais saber de carroças e nós também.

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  25. "Esse carro até hoje os donos nunca souberam que tem luz de neblina atrás, o botão está intacto. Coisa de brasileiro..."

    O pessoal gosta mais das rodas...

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  26. Boa informação Luis Carlos, eu achava que era primazia do Santana.

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  27. Legal, não conhecia esta versão do Corcel ll!

    Mais legal ainda é ver o povo começando a valorizar a história de um dos maiores carros desenvolvidos no Brasil!

    Possuo 1 "raro" modelo GL ano 84 e só tenho alegrias com ele!

    Sobre as rodas, o modelo é a Italmagnésio:

    http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-194908787-rodas-italmagnesio-aro-13-talas-7-e-8-polegadas-_JM

    abs!

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  28. Bom, eu gosto do Corcel 73 quatro portas, mas é interessante saber como o Corcel II surpreendeu a todos com seu design, sendo considerado "um dos mais bonitos carros do Brasil" no final da década de 70. Mas as tendências mudam e o povo o considera "um dos carros mais feios do Brasil", o que particularmente não concordo.

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  29. Mr. Car,
    não sei sobre interior azul-claro em Corcel de nenhum ano. Se descobrir algo, nos informe no e-mail do blog. Seria bastante interessante.

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  30. Vitor Castro,
    essa mesmo ! obrigado.

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  31. Ewerton Luiz,
    eu espero que em breve alguém publique um livro contando essa história de forma completa.
    Se já temos até livro publicado sobre Simca, o do Corcel deve estar vindo.

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  32. Coronel Totonho,

    aqui não tem nenhum Cars Arberto. Número errado.

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  33. Ah!!!!

    Durante muito tempo eu achei que fosse imaginação de criança eu ter visto um Corcel II com limpador do vidro traseiro!

    Então eu vi mesmo!

    Outra coisa, que eu saiba, de fábrica, nunca houve Corcel II com interior azul. Mas a Quatro Rodas testou um belíssimo Maverick SL 4 fase II automático, azul com interior também todo em azul, em 1978.

    [ ]'s

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  34. Aléssio Marinho12/09/11 10:53

    Lembro-me de ver um Corcel II só com o pino do motor do limpador na tampa traseira a muitos anos. E achava que era adaptação de algum proprietário.
    Depois de um par de décadas, descubro a verdade.
    É triste viver num país sem memória.

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  35. Tivemos um corcel 2 por muitos anos lá me casa... me arrependo por ter vendido ele, principalmente pois vendi por uma mixa!

    Não é lá um carro muito esportivo, chegado a muitos arroubos de piloto, mas que é um bom carro, é inegável.

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  36. O motor CHT era amado e odiado. Seus pontos positivos eram a economia e o baixo custo de manutenção; seus defeitos eram o fraco desempenho e a maior dificuldade de se trabalhar um "veneno", que o digam os donos de XR3...era duro concorrer com os AP 600 e até com os FIASA 1.5. Taí, o Anônimo das 23:00 me lembrou de um fato intrigante - por que o ronco do Fiesta 1.0 Rocam lembra tanto o do Corcel 1.6 CHT?

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  37. Gosto é gosto. Sempre achei, mesmo naquela época, o Corcel II um dos mais feios carros nacionais. O Corcel I era muito mais bonito.

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  38. Fiquei curioso desse limpador traseiro no Corcel. Alguém tem fotos?

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  39. Era um projeto do Renaut R12. O Corcel II foi o primeiro nacional com parabrisa laminado, também teve a primazia das 5 marchas em carros médios e pequenos, um acabamento monocromático marrom primoroso (LDO). falando em acabamento, mesmo não sendo unanimidade em termos de design exterior, o interior do Del Rey foi um dos mais bonitos e bem acabados de todos os tempos. Ah...comparando hoje com o Interior dos feitos em Camaçari, dá até vergonha.

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  40. Para Harerton: pois é cara, agora com esta sua notícia de que houve um Maverick com interior azul em 1978, creio mais ainda na possibilidade de não ser uma memória aquivocada, eu ter visto um Corcel II também daquele ano, com o interior azul. A dúvida continua, he, he!

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    1. Olá, existe Corcel II L com interior azul, mas apenas o L e apenas em 1978. O Passat 1979 também tinha essa opção. Tenho inclusive fotos desse interior. Grato a todos!
      Alexandre Ule Ramos

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  41. Harerton,
    O teste do Maveco automático saiu na QR de julho de 1977. Para quem ficou curioso (como eu), a matéria pode ser acessada no acervo digital da revista.

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  42. Para João Colatrello: rapaz, eu tive esta revista, e nem me lembrava mais deste teste! Como todas minhas 4R da época (que imbecil que eu era com 13 anos! Como me arrependo disto, chego a ficar com raiva de mim e vergonha diante dos amigos autoentusiastas, he, he), depois de lida, esta acabou virando aviõezinhos de papel que eu fazia com minha irmã. Mas voltando ao carro: ma-ra-vi-lho-so, como todos que já vi com interiores monocromáticos azuis, pelos quais sou absolutamente apaixonado. Seráque sobrou algum Maverick destes para contar história? Tenho sérias dúvidas. Dos de interior monocromático marrom (pelos quais também babo um bocado), sei que sobraram, pois já vi vários.

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  43. Desculpem a falha (acho que foi a emoção, he, he), mas minha mensagem anterior era para o Alexandre Zamariolli.

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  44. Mr. Car,
    Sempre digo a um grande amigo, mecânico de mão cheia e dono de um GT 77: não morro de amores pelo Maverick, mas, se, um dia, me der na telha de caçar um, não será um GT.
    O Maveco dos meus sonhos é um cupê LDO automático, branco, com interior e teto de vinil marrom, como este. Melhor se for um V8, claro, mas nem precisa; um quatro-bocas já dá pra fazer bonito.
    Por quê? Simples: quando se fala em Maverick, todo mundo tem ou quer ter o GT.
    Um LDO "tiozão" acabaria chamando muito mais a atenção, concorda?

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  45. Zamariolli, entre a versão esporte de um modelo, e a top de linha da versão mais careta (a versão "tiozão", he, he) fico SEMPRE com a top de linha. Assim sendo, entre um Charger R/T e um Le Baron, fico com o Le Baron, entre um Escort XR-3 e um Guia, fico com o Guia, e assim por diante. No caso dos Maverick, fico sempre com o LDO, claro. Só que diferente de você, eu procuraria pela versão sedã, que é até mais raro. Gostaria dele com um verde metálico que eu chamo (não sei a designição da Ford para a cor) de verde-água, e o interior marrom, como o "seu", he, he!

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  46. Bons tempos aqueles, quando alguns concessionários apresentavam carros personalizados, algo ainda comum nos EUA.

    Lembro-me quando o Corcel II foi lançado, verdadeira revolução em termos de desenho de carroceria. Foi, por longa data, o carro nacional mais econômico, às custas de um desempenho sem pressa. Por mais insano que possa parecer, durante um bom tempo sonhei em ter um Corcel II GT (que de GT só tinha o nome!)

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  47. Zamariolli: parabéns pelo bom gosto!
    O meu sonho de menino é uma Maverick que tinha na garagem do prédio onde eu morava, um V8, sim, porém um Super Luxo 75 4 portas (muito importante isso), com câmbio automático na coluna e banco dianteiro inteiriço. Um must.
    Abraços.

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  48. Meu pai trocava um opala por outro mas, tb tv um GT 73 e um GT 81, alcool. O 73 eu andava com ele e lavava aos finais de semana. O carro era fúria, com aquele console etc. O 81 eu pegava na madruga, no auge dos meus 16 anos, altas lixa. O carro era legal, e dei pau em um maverick!!! Claro q o cara ñ guiava nada, mas quis tirar onda e se apavorou quando viu o q andava o GT e a forma com entrava nas curvas, escorregando tudo. Putz, saudades.. Anos após, um amigo comprou um GT 75 de primeiro dono e pagamos várias estradas e o carro era legal pra caramba, isto nos anos 90...e ninguem tirava onda, porque na estrada ñ adianta ter carro e ñ saber ultrapassar. Um corcel II, rebaixado, roda gaúcha, teto solar e um toca fita rodstar auto-reverse com os devidos falantes, papava todas as gatinhas da época.. E naquela época ñ era chegar e papar como hoje em dia, tinha q ter labia e tudo mais, pois os pais sabiam onde ela estava, ou pensavam que sabiam...Bons tempos.

    Tazio Nuvolari

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  49. Muito bacana a publicação e a participação do pessoal. Essa roda "Italmagnesio - Stock" também era produzida com 3 furos? ou a concecionaria realizou uma adaptação? O que vocês acham?

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  50. Qto ao Corcel II,na minha opinião,que sou proprietário de um Mod L 1979,4 marchas, O carro eé muiiiiiito bom,confiável,econômico ,só que, tem um designer antigo,realmente nada bonito para os dias de hj. Mas, apesar disso,adoro meu carro e prefiro andar com ele do que com a maioria dos carros convencionais atuais.. A beleza qdo guio o Fordão, é perceber pelo parabrisas ,que ainda existem carros com 'frente' ,não é?????? E o sofá dianteiro???????? Muito confortável....Não vendo e não troco meu Fordão 79,que está em ótimas condições......abraços aos amantes ................

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  51. Existe Corcel II com interior azul, mas somente em 1978. O Passat 1979 também tinha essa opção.
    Alexandre Ule Ramos

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  52. Possuo um modelo 83 cambio 5 marchas. Com Vidro e trava. Realmente. Um carro digno. Confiavel e muito arrogante rs. O meu chegou faciu aos 140km/h. Mas gosto mesmo de andar devagarzinho com ele.

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  53. Acabei de ver um corcel desses da caltabiano em um filme brasileiro de 1979 chamado sabado alucinante.fikei tao empolgado que vim procurar sobre esse carro.deve ser raríssimo. Abracao.

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