ARAME, O QUEBRA-GALHO UNIVERSAL



Todo entusiasta que se preza deve ter uma caixa de ferramentas básica em seu carro, com alicates (universal e de pressão), chaves de fenda, phillips, de boca, catraca etc... Também não podem faltar itens como lâmpadas e fusíveis sobressalentes, mas indispensável mesmo é o quebra-galho universal: o arame.

As principais características do arame são a resistência e maleabilidade: ele pode envolver praticamente qualquer componente e basta um nó ou uma torcida com um alicate universal para que o quebra-galho cumpra o seu papel: fazer com que o motorista chegue ao seu destino.

O quebra-galho de arame mais famoso é aquele feito para substituir provisoriamente um coxim de escapamento rompido. Basta colocar o carro em um elevador de posto e esperar o sistema esfriar um pouco, para então amarrar o ponto do sistema que se encontra solto. Fica tão bom que muitas vezes o entusiasta até se esquece da gambiarra.

Mangueiras também são alvo dos quebra-galhos: para fechar um retorno de combustível ou conter a pressão em um flexível de freio estourado, basta dobrá-los e amarrá-los com o bom e velho arame. Mas nestes casos o reparo é apenas emergencial, servindo apenas para chegar a um mecânico mais próximo.

Certa vez, estava eu indo para o interior de São Paulo quando notei que ficou praticamente impossivel engatar a quinta marcha. "Bucha do trambulador gasta", logo pensei, sendo obrigado a rodar em quarta até a cidade mais próxima. Logo ao chegar à cidade, a alavanca do câmbio desconectou-se por completo, tornando impossível o engate de qualquer marcha.

O carro estava embalado e bem próximo de um posto de combustível. Aproveitei o declive de uma rua e "encaixei" o carro no box do elevador, que felizmente estava vazio. Levantei o carro e lá estava o terminal rotular sem a buchinha de nylon, problema que deixou a alavanca completamente inoperante. Como era feriado, bastou fixar o olhal do tirante na esfera do trambulador com arame e comprar um jogo de buchas novas no dia seguinte.

Mas nem sempre lembramos de repor o arame na caixa de ferramentas e aí somos obrigados a nos virar com qualquer coisa: durepóxi, fita isolante, barbante, cintas de nylon, abraçadeiras "engasga gato", enfim, vale tudo para que o carro continue rodando.

Foi o que aconteceu na foto ao lado: a fixação do pedal se quebrou bem na base do contrapeso, no topo da parede corta-fogo, um dos lugares mais inacessíveis. Seria o serviço ideal para o bom e velho arame, mas tudo o que eu achei no porta-malas foi uma sacola de supermercado. Não pensei duas vezes: dei um jeito de ir procurar a ponta do contrapeso, dei a volta na alça da sacola, torci a mesma e guiei mais ou menos 40 quilômetros com o acelerador "manual".




Hoje tenho dois diâmetros diferentes de arame na caixinha de ferramentas: como eles conduzem eletricidade, também podem ser úteis nesses carros novos cheios de eletrônica...

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41 comentários :

  1. Em caráter emergencial também serve pra substituir um fusível queimado.

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  2. O arame, o durepóxi e a massa plástica são os principais materiais utilizados nos consertos de automóveis na zona rural. Às vezes uma gambiarra bem feita (se é que isso é possível) é melhor que o conserto de muitos "mecânicos" por aí.

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  3. Bom, como não entendo tanto de mecânica, ao invés de arame uso o celular para chamar o guincho! rs
    O problema é quando não tem sinal...

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  4. Eu tive que recorrer ao arame quando a buchinha que prendia o cabo do acelerador ao pedal se soltou no meu antigo Gol CL 1.6 Mi 98.

    A solução foi prender o cabo ao pedal com o arame o sustentando. No meu caso fui mais longe, rodei uns 5.000km até ter vergonha na cara e comprar uma buchinha nova.

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  5. Gustavo Cristofolini02/09/11 16:27

    Arame não serve para substituir fusivel. Fusivel deve ser substituido por outro fusivel. Se houver curto-circuito, ao conectar o arame, voce corre o risco de derreter toda isolação do fio condutor.

    Eu chamo o arame torcido de bracadeira universal de rosca torcente. Hoje mesmo o velho Logus comecou a ferver pois o cebelão não estava ligando a ventoinha. Não havia arame no carro para fazer um jumper e manter a ventoinha ligada. Mas haviam muitas chaves e uma daquelas argolinhas serviu de jumper.

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  6. Já tirei um Jeep do atoleiro com o cabo do acelerador estourado usando cadarços e um cinto de pano e guiei até a cidade. Entre outras coisas...

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  7. Esse post me lembrou que meu pai, engenheiro mecanico de formação, sempre teve uma sacolinha com ferramentas em todos os seus carros.
    Até que esses dias eu perguntei pra ele onde estava a sacolinha e ele não anda mais com ela, com a resposta que me lembrou o Bob Sharp: os carros atuais não quebram mais.

    É, sinal dos tempos, tenho um Honda Fit que era dele e o carro nunca precisou fazer nada além de trocar óleo, filtros, etc.

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  8. Achei que essa do acelerador manual só tinha acontecido comigo. No meu caso eu amarrei um fio de nylon (desses verdes de varal de roupas).

    Uma outra vez eu tinha deixado pra lavar no posto, quando fui buscar o carro me falaram "olha, o carro apagou e não pegou mais".
    Fui abrir o capo eu vi o que tinha acontecido: caiu a bobina de ignição, ficou presa no setor de direção e se retorceu um pouco quando o frentista do posto manobrou o carro. A solução foi arrancar um pedaço de fio que ligava os 6x9 traseiros e prender a bobina com aquilo. Como o positivo dela tinha arrabentado e não alcançava até o novo local de fixação eu peguei mais um pedaço de fio e liguei direto na bateria. Milagrosamente aquela bobina retorcida ainda fazia o carro funcionar (falhava um pouco, mas andava).

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  9. Tenho uma caixa de ferramentas bem equipada e pesada, mas desisti de leva-la no carro pois meu Gol comprado em 2002 nunca deu pau. E o Polo, substituto do Gol, com a chegada do segundo filho ficou pequeno, espero que dure um bom tempo sem precisar ser reparado de emergencia. Como o colega falou acima, o celular nessas hora é mais pratico e rápido.

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  10. Bitu
    Que pedais são esses! E esses tapetes!, rsrs...
    Quanto a caixa, sim, ela é ítem obrigatório a qualquer entusiasta, mas, a minha, prefiro deixar em casa. Não me agrada a idéia de ter uma caixa enorme e pesada (sim, a minha pesa uns 30 kg) chacoalhando e fazendo barulho no porta-malas.

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  11. O bom e velho arame! Bitu, isso me lembra a minha época de adolescente, quando o meu pai teve uma série de Fiats 147(que já era um carro velho em meados da década de 90). O arame já salvou a nossa pele em vários momentos. O que mais me lembro foi num domingo onde não havia mais o que fazer e usamos o rolo de arame para rebocar o carro quebrado em outro Fiat 147 (também do meu pai). A operação de guerra foi por apenas 2 Km (nossa cidade é pequena) e valeu o risco.

    Hoje não vejo muito motivo para carregar essa importante ferramenta no meu carro atual (Peugeot 207) que depois de 1 ano de uso e 37 mil quilômetros não furou nem o pneu. Mais sei que um dia ele poderá fazer falta, até para ajudar outros motoristas.

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  12. A minha mãe sempre tinha um pedaço de arame escondido no parachoque do fusca dela.

    Esse arame servia para abrir a porta quando ela esquecia a chave dentro do carro...

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  13. Tio Bumbinha02/09/11 17:29

    Essa reportagem me lembrou de um fato ocorrido vinte anos atrás.
    Eu fazia faculdade em Santos e tinha uma turma de amigos que sempre se reunia para tomar cerveja e jogar conversa fora. E entre eles sempre estava um Boliviano gente finíssima e bebum profissional, daqueles que não lembravam o caminho de casa.
    Certa vez, após uma noitada, fomos deixar uma amiga em casa, dirigindo um Uno SX. A menina morava de frente para um morro, sem iluminação alguma ao atravessar a rua. Ao chegarmos lá, o cabo de embreagem do Uno estourou. 4 da manhã, celular não tinha sido inventado e a gente lá pensando o que fazer. De repente, nosso amigo Boliviano, tão bêbado que não dirigia nem filme nacional, sumiu no meio do mato. Para ficar claro, ele sumiu na mais completa escuridão.
    Dez minutos depois ouvimos um grito, metade em espanhol e metade em português, vindo do mato: Un arame! Achei un arame!
    Amarramos o arame na embregem e fomos para casa numa boa.
    Até hoje me pergunto como aquele maluco conseguiu, no escuro e bêbado, achar um arame no meio do mato...

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  14. Antonio Pacheco02/09/11 17:59

    Este post me fez relembrar duas situações, em que eu precisava de um arame e não tinha no carro, apesar de sempre andar com a caixa de ferramentas. A primeira vez foi com um Uno mille 91, fui em uma roça e o cabo do acelerador partiu no meio do nada. A solução? Apenas substitui a posição do cabo do afogador pelo do acelerador, e voltei para casa acelerando pelo afogador. Outra vez, estava na rodovia, quase chegando ao meu destino, quando a luz da bateria do meu Apollo acendeu. Na hora parei o carro e descobri que a correia tinha saído, porque o parafuso que prende o alternador no bloco do motor tinha simplesmente desaparecido. A solução foi colocar a correia (ainda bem que a mesma não saiu voando pela estrada...) no lugar, e prender o alternador com um prego grosso, que eu tinha na caixa de ferramentas. Rodei os 30 km que faltava numa boa.

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  15. Dias atrás, usei um arame pra amarrar o cabo do acelerador que quebrou bem no mecanismo de aceleração do carburador. Mesmo assim passei apuros, pois o arame arrebentou 2x bem no meio e não na emenda, o que me leva a crer que alguns arames não são resistentes à tração.
    Mas é o máximo se sentir o McGyver!

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  16. Daniel San02/09/11 19:42

    Já aconteceu de eu ter de amarrar a ponta da descarga da Brasília nos confins da BR-101,altura de João Neiva,a ponta começou a arrastar no asfalto,fui pro acostamento,eu e meu pai amarramos a dita com o arame e seguimos em frente.
    Essa história da embreagem já me salvou também,na volta da praia. Arame providencial...

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  17. De gambiarras temporárias, arame usei em meu ex-Corsa B quando o escapamento desse simplesmente despencou no chão (e do nada). Deu tempo de dirigir até uma oficina e montar um escape zero-bala.
    Outra gambiarra nesse mesmo ex-Corsa foi quando o cabo da embreagem se desconectou do garfo de comando da peça. Entre as muitas peças frágeis desse carro, há uma porca de plástico que prende o cabo ao garfo, que com o tempo, devido ao acionamento normal, vai espanando a rosca até ceder de uma vez (você pisa o pedal, ouve um estalo e o pedal não volta mais). Pois bem, eis que na ponta do cabo há uma rosca de metal na qual essa porca porca (não, não errei) vai rosqueada, rosca de metal bom e forte. Basta montar uma porca de metal nessa rosca e imediatamente a embreagem volta a funcionar, fora que você passa a ter redundância segura em uma parte importante do comando do veículo. Vendi meu Corsa com essa redundância montada e seu novo dono provavelmente nunca reparou que a embreagem dele é mais segura de se acionar do que aquela que só tem a porca porca para sustentar.

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  18. Aléssio Marinho02/09/11 20:24

    FB,

    Ja penei um pouco com carro quebrado na estrada, mas quem me livrou de apuro sério foi a bendita fita isolante.
    2003, primeira viagem de Brasília pra Aracajú, no meu recém readquirido Uno. No segundo dia de viagem, quando os buracos da estrada já haviam sido superados, vejo o ponteiro da temperatura subir. Parei o carro e conferi o motor: havia um furo na mangueira superior. Sem pestanejar, abri a minha caixa de ferramentas e fechei o furo com fita isolante, bem apertado.
    O maior desafio foi conseguir água no sertão baiano.
    Consegui arrumar uma água amarelada, numa bodega que já tinha passado (mais uma pra me salvar, hehehe) que o cara usou umas 20x pra lavar copo de cachaça.
    Rodei uns 70 km até Itaberaba e comprei uma mangueira de Toyota Bandeirante, que está prestando os seus serviços até hoje.

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  19. Coronel Totonho02/09/11 20:31

    Jeeeeeeeeesuis!!!!

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  20. Eu sempre levo em meu carro uma caixa de ferramentas pequena, com somente o básico, pois como não entendo quase nada de eletrônica, de nada adiantaria levar muita coisa.

    O arame já serviu para segurar até o motor de um Fusca 1500 que meu pai teve lá pelos idos de 1986. Quebraram-se os coxins "barquinha" e o motor pendeu para um dos lados, preso somente pelo coxim do câmbio. Quem conseguiu a "adaptação técnica de emergência" foi um amigo dele, o mestre em resolver problemas mecânicos na gambiarra! Usando arame e uns pedaços de madeira, conseguiu calçar o motor "mais ou menos" no lugar. Foi possível não só chegar em casa, mas levar o carro ao mecânico no dia seguinte. Quando o mecânico viu aquilo tudo, não acreditou...

    Silver tape também faz milagres em emergências. Com ela, dá até para se safar de mangueiras de radiador furadas. Enrola-se a fita em volta da mangueira e, com o indefectível arame enrolado ao redor para reforço, pode-se rodar (moderadamente) alguns quilômetros até encontrar socorro.

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  21. Não tinha visto o comentário do Aléssio Marinho. Então esqueça a Silver tape, fita isolante (e arame, caso o furo seja "teimoso") fecha na boa furo em mangueira de radiador. Simples e bem mais barato!

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  22. Uma vez o Chevette começou a falhar quando estava voltando da FEI. Aquele dia eu resolvi voltar pela estrada dos Alvarenga, que é uma estrada deserta e perigosa. Poucos metros depois de tomar o caminho sem volta, eu percebi a falha. Por sorte, o carro apagou de vez numa descida, já próxima a Av. Sabará, com um posto na esquina. A gravidade tratou de levar o carro até o posto.

    Eu já sabia que era ignição (nada como experiência com carro velho). Mas não deixou de ser uma surpresa, era o fio de alimentação da bobina, que já estava curto e com o rompimento não dava mais para ligar. Fios inúteis pelo carro... Alto falante? Eu fiquei com dó... Eu fui no porta-malas e arranquei o fio da lâmpada que o ilumina... Fiz o gato na unha e fui embora embora!

    Melhor que essa só quando quebrou a bóia do carburador, e eu cheguei em casa andando de primeira e segunda... Segunda a 70 km/h para não afogar. Depois o mecânico me disse que ninguém conseguia dirigir um carro com bóia quebrada...

    Com esse carro eu também já voltei para casa sem cabo de embreagem... Mas isso é clássico.

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  23. É... arame tbm serve pra imendar peças qdo se faltam parafusos... fízeram uma gambiarra dessas nessa com o Bondinho de Sta Tereza... o resultado disso já sabem...

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  24. Gustavo Cristofolini
    No meio do nada, de madrugada sem fusível reserva não substitui, mas que faz voltar a funcionar até chegar em casa, isso faz.

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  25. Anonimo das 22:07,

    Esse caso foi total falta responsabilidae. Uma coisa é fazer um "bacalhau" quando você conhece os limites, outra é colocar a vida de terceiros em jogo.

    Mas uma coisa é certo, um acidente é uma causa de vários fatores juntos, não acredito que foi SÓ o arame.

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  26. Eu que sou AUTOentusiasta mas entendo muito pouco de mecânica, não vejo como um arame poderia me salvar de alguma pane, mesmo que eu dirigisse um carro "analógico". Ainda mais em um VW 2011 cheio de tecnologia embarcada.
    Mas gostei das estórias aqui contadas, lembrei do McGyver. Parabéns pra quem tem a vocação.
    Abraços

    Jorge Jr.

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  27. a foto inicial do post é sensacional!

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  28. Numa ofinina não pode faltar:
    Veda calha, Arame e uma bela Marreta!

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  29. Quero uma matéria sobre o grande parceiro de aventuras do arame: o Durepoxi!

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  30. jackie chan03/09/11 09:59

    Ao meu ver, as capas dos pedais de freio e embreagem estão invertidos... Eu sempre carrego uma maleta de ferramentas no carro, com lâmpadas de reposição, ferramentas básicas, multímetro, par de luvas, cabo de transferência, pedaços de mangueira, silver tape, fita isolante, pedaços de fios elétricos, lanterna, etc.. e arame, é claro. É verdade que carros atuais dificilmente dão problemas, mas no meu caso, que dirijo carro do século passado, preciso dessas coisas mesmo. Além do quê, mesmo carro novo pode ser vítima de algum detrito na pista que estoura um mangueira de combustível, por exemplo. Ou de lâmpada queimada, é impressionante o número de carros ainda muito novos que vemos rodando com uma das lanternas traseiras queimada, sujeito a ser multado.

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  31. Anônimo 00:46

    Agora que você comentou; a primeira foto lembrou-me um professor meu que disse que um conhecido seu, que tinha uma Mercedes, teve que mandar soldar a estrelinha de três pontas por dentro do capô, depois de ter uma ou duas arrancadas e roubadas...

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  32. Bitu, das duas, uma: ou vc está precisando comprar um carro menos velho, ou é um tremendo quebra-tudo.

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  33. uniblab
    Todas as estrelas de capô da Mercedes são parafusadas por dentro do capô.

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  34. Leonardo

    Pode ser, eu nunca tive uma...Quando ouvi a história, achei esquisito mesmo, mas contei aqui porque a pessoa que a relatou não é do tipo mentirosa...

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  35. Me lembro de um aontecimento bizarro, a correia dentada de um velho fiat elba, motor fiasa 1.5, arrebentou bem no meio do caminho.

    A solução?
    Um rolo de barbante!

    A jabiraca andou uns bons 20 km nessa configuração.

    Até hoje não consigo entender como as válvulas não empenaram, pq depois do motor parar, foi dada a partida diversas vezes com a correia estourada.

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  36. Este comentário foi removido pelo autor.

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  37. Mouta Cipriano: Não sei se esse é o caso, mas em alguns motores antigos com baixa taxa de compressão não tem perigo de o pistão bater nas válvulas. Lembro que uma vez arrebentou a correia do Voyage 1.5 do meu pai, e também não entortou válvula alguma.

    É imprescindível um bom alicate para uma aplicação mais eficiente da "ferramenta universal", o arame.

    Uma coisa que não custa nada ter dentro do porta-luvas (por ser algo pequeno e leve) é uma caixinha com alguns fusíveis e lâmpadas... inclusive parece que em alguns países é possível comprar kits prontos com esses itens.

    Hoje em dia, o que voces levariam num carro mais velho, para uma viagem longa? Já soube de gente que leva desde velas de reserva até um litro de óleo de motor...

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  38. Realmente carro atual não "quebra". Só que "entra em pânico!".
    Ando nos carros atuais sempre com uma pontinha de desconfiança na parte eletrônica; se pifar, não há arame e nem fita isolante que faça voltar ao normal...

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  39. Kelvin Felipe18/09/11 15:11

    Um cabo de acelerador do meu puma 1980 já partiu enquanto eu o dirigia, e dobrei a ponta do cabo fazendo um letra "J", depois com o arame, liguei o "J" do cabo ao pedal do acelerador. Outra vez, viajando numa rodovia para o interior de PE, o escape do Uno 96 no qual eu ia no banco traseiro soltou-se, e sem arame, usei o cinto de uma namorada e a alça removível de sua bolsa pra segurar o escape com as mãos, com essa amarração artesanal passando pela fresta de uma das portas fechadas, até um posto, onde amarramos o escape adivinhem com o quê.

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  40. Gostei muito das postagens e aproveitei para aperfeiçoar meus conhecimentos de gambiarras com arame, fita isolante, barbante e etc. Mas uma vez, mesmo sendo expert em uso de arame e afins, pois não uso os frescos carros atuais, quase fiquei na mão com um fusca "bruto" 78 pois a correia do alternador se rompeu e não consegui nada pars substitui, então foi o jeito percorrer 20 km com o motor sem arrefecimento, com uma providencial parada na qual um "bebum" tentou me ajudar mas enfim foi o jeito chegar em casa e substituir a correia. O motor continua inteirão.

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