O NOVO MINI, POR GORDON MURRAY

Que Gordon Murray é um gênio pouca gente duvida. O amigo Belli já falou dele aqui, chamando-o de “Gênio da camisa florida”, e eu mesmo já escrevi algumas páginas sobre ele aqui, quando falei de sua maior criação, o fantástico McLaren F1 (abaixo).
A vida depois do Mclaren F1 deve ter sido difícil para Murray. Afinal de contas, o que fazer depois daquilo? Depois do mais incrível carro de entusiasta já criado, o mais veloz e sensacional bólido que já andou pelas ruas, e ainda por cima vencedor em Le Mans, o que poderia vir?

Mesmo Ron Dennis, o empregador de Murray, ficou meio sem rumo, mesmo porque além de superlativo o F1 não tinha sido o sucesso esperado. A Mclaren e seu engenheiro-chefe acabaram fazendo o Mercedes SLR, um carro magnífico, é claro, mas sem o impacto que teve o F1. Na verdade, a experiência com a Daimler-Benz foi provavelmente a primeira vez em que Murray teve que fazer um projeto para alguém, tendo que respeitar as regras e ditames deste “patrão” e não responder apenas a seus altos padrões próprios. Como já falei de Lefebvre, um gênio só é um gênio se trabalha em liberdade...

Murray estava demasiadamente acostumado a ser livre, e depois do SLR resolveu que permaneceria assim; abandonou Dennis e a McLaren e abriu uma empresa de consultoria própria, a Gordon Murray Design. Logo anunciou que apresentaria um novo carro pequeno, que seria uma revolução tão grande como foi o Mini original em 1959. Modesto sabemos que nosso amigo não é... Mas todo entusiasta que se preza ficou interessado e curioso para saber o que tramava Murray.

A ideia de um Mini moderno é realmente atraente. Esqueçam o carrinho fashion que a BMW vende hoje como MINI, o que o carro de 1959 fez foi, de uma vez só, revolucionar o jeito de se construir carros e o modo como utilizar eficientemente o espaço interno. Se hoje todos andamos com carros de motor transversal dianteiro e tração idem, em carros que dedicam a vasta maioria do seu espaço para ocupantes e bagagem, temos o Mini e seu criador, Sir Alec Issigonis, a agradecer. Um novo Mini de verdade teria que fazer isto novamente, mudar tudo.

Aos poucos, Murray foi soltando detalhes de sua ideia de futuro, usando interessantíssimos dioramas e miniaturas. Vejam abaixo:
O Mini de Murray será realmente pequeno. A foto acima mostra seu tamanho em relação a alguns carros pequenos atuais.
Baixo peso também é um ponto básico do projeto. O novo Mini do outro lado da balança não é acaso...
Novamente, o Mini atual perde do de Murray; desta vez na complexidade e número de peças.
Obviamente, um carro moderno tem que ser capaz de enfrentar uma barreira imóvel com poucos danos a seus ocupantes. O diorama acima mostra que o novo carro é equivalente neste quesito a um carro médio normal (um Focus 1!!!).
Acima, três carros na vaga de um. Lembranças das Isettas nos anos 50... Abaixo, uma das ideias mais controversas de Murray: numa faixa onde cabe apenas um carro normal, dois de seus estreitos carros podem rodar. Quase como uma moto.
Finalmente, no final do mês passado, o carro foi finalmente revelado. Chamado de T.25, basicamente o carro parte do mesmo princípio que Murray criou para o Mclaren F1, chamado aqui de iCentre: três ocupantes, com o motorista um pouco à frente dos dois passageiros, bem no meio do carro. É uma ideia realmente boa, como o F1 provou, aproximando os três ocupantes e permitindo um ocupante a mais numa largura de carro normal (1.800 mm no F1, pouquíssimo num carro daquele tipo). No seu novo carro, Murray levou este esquema a seu extremo: o carro mede apenas 1.300 mm de largura.
Some-se isto ao comprimento de 2.400 mm (a distância entre eixos do Fusca) e se tem um carro realmente pequeno, mas que pode levar três pessoas e 160 litros de bagagem, ou um passageiro e 720 litros, como se pode ver no esquema abaixo.
Outros detalhes são: suspensão independente nas quatro rodas, baixo CG e um pequeno tricilíndrico de 660 cm³ de cilindrada e 52 cv, montado baixo em posição central-traseira, acoplado a um transeixo de cinco marchas semi-automático. A direção é de pinhão e cremalheira sem assistência, e o carro pesa apenas 575 kg. Os números de desempenho são: 0-100 km/h em 16,5 segundos e uma velocidade final limitada a 145 km/h. O tanque de combustível comporta 30 litros, e a média de consumo em uso misto declarada é de 26 km/l.

Murray diz que a estrutura do carro e seu método construtivo serão revolucionários, permitindo fábricas menores e investimento em ferramental reduzido, mas dá poucos detalhes deste sistema que está em processo de patenteamento. O que pode se concluir com as informações existentes é que é uma estrutura tubular em aço, e grandes peças plásticas, muito provavelmente em termofixo reforçado com alguma fibra.
O acesso ao interior do carro é feito basculando-se para frente a frente inteira. O carro é realmente diferente e estranho à primeira vista, mas realmente interessante. Para os fãs de Murray como eu um detalhe salta aos olhos: o primeiro protótipo é designado XP1, como era o primeiro McLaren F1!
Mas será que será uma revolução como foi a do Mini original?

Pessoalmente acho que Murray foi um pouco longe demais. O Mini foi revolucionário, mas ainda era um carro como qualquer outro. Tinha duas portas, uma de cada lado, e carregava seus cinco passageiros nas posições tradicionais. Não sei se o povo está pronto para uma nave espacial como o carrinho de Murray. E será que este esquema de dois carros por faixa dará certo?

Outra coisa que aconteceu com o Mini foi que, por ser um carrinho normal em miniatura, e bonitinho, acabou por se tornar um acessório de moda, a se tornar um ícone fashion da Londres dos anos 60. E por ser baixo e ultraestável, se transformou também num ícone entre os amantes do automóvel. Issigonis não previu nenhum desses efeitos ao projetar o carro; mas eles com certeza foram importantíssimos para seu sucesso. O Mini da BMW, atual, se baseia apenas nessas duas características, e é um tremendo sucesso, mesmo sem ser revolução alguma.

Não sei se dará certo, mas tenho que aplaudir a tentativa. Como já disse aqui, chega de olhar ao passado e vamos tentar achar o futuro do automóvel. Pessoalmente não acredito muito no sucesso desta tentativa de Murray, nem muito menos na versão elétrica que ele promete em seguida. Mas tenho que dar os parabéns à coragem e iniciativa dele, e torcer para que eu realmente esteja errado. O futuro é o que fazemos dele, e eu não quero para nós um futuro que seja uma caricatura do passado.

Pelo menos, ele está tentando algo. Já é mais do que faz todo o resto da indústria.

MAO

73 comentários :

  1. Carro para a Europa sem dúvida, nao sei se funciona em paises subdesenvolvidos ou EUA.
    Mas é interessante, concorre com Smart porém entra 3 ou mais bagagem. O Toyota IQ tb adota um sistema que entra 3 adultos porém é maior que Smart.
    Uma das coisas que terá que pensar é abrir a porta sob chuva.. e deixar menos feio... parece um carro de pipoca motorizado, e isto nao vende..

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  2. Dois carros na mesma faixa? Quero ver fazer isso em São Paulo, onde mal cabe um carro pequeno...

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  3. esses carros sao feitos para massagear o ego de seus criadores.imagino uma coisa dessa num choque frontal.mais um "carro bobagem".

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  4. O carrinho é mais feio que uma empilhadeira e deve ter o mesmo conforto!!

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  5. MAO,

    O que me incomoda nestes tipos de carrinho chamados "revolucionários" são a falta de proporção.

    Me parece um tanto instável algo que seja mais alto que sua base e creio que os desenhistas devereiam colcoar em suas observações este fato.

    Vejo o Meriva, Fox, T.25, Classe A, Tata entre outros esquecerem deste detalhe. Depois em um teste simples como do "Alce" tombam com facildiade.

    Acho que qualquer coisa apoiada sobre quatro pontos deve ter proporções quadradas.

    Um abraço,

    Rafael Aun

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  6. Rafael, proporções quadradas? Qual carro as tem?

    O T.25 sofre no design como limitações de processo na construção da carroceria e também em detalhes como faróis e lanternas, os quais teve de recorrer as conjuntos standard de mercado.

    Apesar de mais dinheiro e qualidade maior, não vejo diferença entre o conceito construtivo desse carro com relação ao TAC Stark e Lobini aqui no Brasil... é a mesma coisa.

    A vantagem seria o package, com 3 assentos, o que já existem um sem número de projetos de estudantes com estas características. A diferença é que ele pôs em prática e tem mérito por isso.

    Falta agora repensar o design do pequeno. Chegar a ter carisma, como o Smart FourTwo.

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  7. Realmente, o lance da porta basculante vai ser problema na chuva e que eu saiba qualquer veiculo tem que ter duas saídas , na pratica duas portas , caso uma trave da pra sair pela outra, questão de segurança e feio assim não sei não, a maioria das pessoas compra carro pelo visual, carro bom mas feio encalha nas vendas, acho que ele poderia dar uma repaginada pois é uma idéia muito interessante!

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  8. Bob, e um motoboy de cada lado buzinando para passar! ahahah
    É carro para as apertadas e difíceis cidades de estacionar na Europa...

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  9. Ary,

    Leia de novo. É capaz da mesma performance em acidentes que um carro médio.

    MAO

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  10. Bob,

    Pois é, também acho difícil.

    MAO

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  11. Todos,

    Acho o carro bem interessante, e o caso da "instabilidade", bem... Murray nunca errou nisso em nenhum carro dele, não ia errar nisso agora. Deve ser bem interessante para andar. E o desempenho é satisfatório em todos os sentidos.

    O que me deixa preocupado é preço e desenho. Todo mundo acha estranho, o novo... E se custasse 3/4 de um Mille, eu queria um. Mas acho difícil, daí meu ceticismo. Será que sairia mais barato que um smart? Difícil.

    O carro é bem executado, como tudo que vem de Murray.

    MAO

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  12. Acredito que a solução futura para o trânsito caótico que enfrentamos hoje pelo mundo seja os supercompactos. Hoje parece um "alien", mas nos próximos 10 ou 15 anos estaremos habituados com esse tipo de veículo. Quem tiver seu carro de estimação que o guarde com muito carinho, cada vez mais vejo as novas gerações ligarem menos para carros, de modo que se tornarão meros meios de locomoção, é triste más é a realidade.

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  13. Ivo Junior08/07/10 11:00

    Há boatos que o Eike Batista está sondando a fabricação do T25 no Brasil. Ninguém confirma, mas também não nega...

    Neste caso, o preço cairia, mas precisa ver a aceitação do público. Quem sabe podemos ver um protótipo do próprio Murray no Salão de SP?

    Abraço, Ivo Junior.

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  14. Parecem os conceitos do Sr. Gurgel no XEF dos anos 80 modernizados. hehehe

    Aliás, fosse o Gordon Murray brasileiro, iam chamá-lo de mané pra baixo. :)

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  15. Tiago, as cidades hoje estão saturadas de carros, e quem tem carro pequeno se sai melhor do que quem tem carro grande.

    Os diversos especialistas que estudam os problemas do trânsito estão se debruçando sobre uma realidade muito antiga. Os carros que lotam as ruas são feitos para levar pelo menos 4 passageiros, mas geralmente só transportam 1.

    Um ônibus ocupa o lugar de 3 automóveis, mas carrega 40 ou 50 passageiros sentados, fora os de pé.
    Cada ônibus a mais nas ruas deveria em tese desocupar o espaço de 47.
    Daí os especialistas não cansarem de recomendar o uso do transporte urbano.

    As ruas abarrotadas de carros tem baixa densidade de pessoas.
    Se a solução pra elas não é o transporte coletivo, então o carro tem que diminuir de tamanho pra desocupar espaço sobre o asfalto.

    Existem outros projetos ainda mais radicaisque esse do Gordon Murray.

    Há um protótipo de um automóvel no Japão, feito já a alguns anos, para uma única pessoa.
    Foi uma proposta testada por uma universidade de lá, e vai de encontro à idéia do Murray.

    As pessoas que usam o carro todos os dias quase sempre estão apenas se deslocando sozinhas. Daí projetar um automóvel para apenas uma pessoa.

    O protótipo tem pouco mais que a largura de uma moto grande.
    Não digo que dê para ter dois carros desses por faixa, mas 3 carros em 2 faixas cabe com folga.

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  16. Mister Fórmula Finesse08/07/10 11:54

    O sujeito é um gênio mais do que reconhecido...seu carrinho urbanino teria fortes pitadas entusiastas além do lado predominantemente pragmático do projeto.

    Eu teria um (mas...$$$$???), já é mais do que hora de pensarmos nos espaço a dividir com os outros!

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  17. Excelente argumento lembrado pelo Ítalo, no comentário logo acima: de Murray fosse brasileiro, provavelmente estaria sendo escrachado neste momento.

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  18. Pessoal, estabilidade não tem necessariamente a ver com a altura do veículo, e sim com o centro de gravidade do mesmo.

    A distribuição da massa do varro também não tem qualquer relação com o volume, se forem usados vidros leves (policarbonatos e afins) compostos/plásticos/ligas aeroespaciais... o carro pode ter uma capota bem leve, compensando a altura aparentemente elevada.

    ..e tenho certeza que o Sr. Murray já pensou nisso. ;)

    []'s!

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  19. Só acho que o sistema de cabine basculante não é prático. Uma solução convencional de uma porta de cada lado seria mais prático.

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  20. Troglodita08/07/10 13:45

    Por isso que adoro andar de Jeep CJ-5 em São Paulo.

    É estreito, é curto, alto e com uns pneus de assustar motoboy, ninguém chega perto...

    Se fosse mais econômico e confortável, seria o carro ideal para o dia a dia.

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  21. Troglodita08/07/10 13:45

    Por isso que adoro andar de Jeep CJ-5 em São Paulo.

    É estreito, é curto, alto e com uns pneus de assustar motoboy, ninguém chega perto...

    Se fosse mais econômico e confortável, seria o carro ideal para o dia a dia.

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  22. Rodrigo,

    Eu te pergunto qual carro não têm proporções quadradas?

    Todos os modelos bem produzidos que eu conheço, possuem alturas e larguras proporcionais.

    Sem entrar em méritos mais específicos como centro de gravidade, ângulo de rolagem ou controle de "instabilidade", qualquer coisa que tenha a base com quatro pontos de apoio menor que a sua altura tomba mais fácil.

    Acho que os carros que esquecem deste conceito sofrem suas consequencias, como foi o caso do Classe A e um outro projeto recente produzido em conjunto com três empresas (se não em engano a FIAT,CITROEN e PEUGEOT).

    Acho ótima a idéia de pensar diferente. Lembro na faculdade que realizei estudos e econtrei soluções muito interessantes, mas de fato as respostas para os maiores problemas são simples.

    Enquanto tiver gente morando uma em cima da outra não será um carrinho pequeno que resolve-rá o problema de trânsito.

    Um abraço,

    Rafael Aun

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  23. Desde o começo gostei do T25, justamente por causa de sua proposta de fugir do convencional. Manter o posto do motorista no centro à moda do McLaren F1 e com isso levar três pessoas acabou sendo interessante em um carro pequeno, justamente para aumentar sua usabilidade.
    Sobre a questão da porta única que bascula para a frente, realmente é de se pensar se ela seria válida para um T25 de série. Tudo bem que ela dá acesso aos dois lados do carrinho, mas ainda assim o pessoal está se preocupando com a segurança. Isso, é claro, para não esquecermos do problema que seria abrir a porta com o carro com a frente perto de uma parede ou em um lugar com teto baixo.

    Creio que vá ser mesmo algo mais para exibição. Acho que a alternativa de produção em série vá ser mesmo duas portas corrediças, mais compridas e obrigando a deslocar a coluna B um pouco para trás. Pense aí em uma solução semelhante à do Peugeot 1007.
    Sobre questão de estabilidade, que se note o fato de os componentes mecânicos do T25 estarem montados em posição baixa, o que por si só joga o centro de gravidade para uma posição bem adequada. O grande medo que há é o fato de ele ser mais alto do que largo. Porém, é possível sim fazer um carro com tal configuração que inclusive mande bem no teste do alce, como se pode ver pelo que do que um Mitsubishi i é capaz (http://www.youtube.com/watch?v=yf-Iiaj9JgM). O Mitsubishi i tem 1,60 m de altura e 1,47 m de largura, sendo também mais alto do que largo.

    Tanto no caso do i quanto do T25 (cujo protótipo, por sinal, usa o mesmo motor do pequeno Mitsubishi), houve também um belo investimento para reduzir a massa não-suspensa a algo mínimo, bem como usar suspensões extremamente eficientes. O i usa eixo traseiro DeDion, enquanto o T25 usa uma suspensão traseira independente que, pelo que a Gordon Murray fala, é ao mesmo tempo revolucionária e barata.
    Outra coisa a ser levada em conta é o entre-eixos grande para o comprimento total, que assenta melhor o carrinho. É uma roda em cada canto e, por não haver motor à frente, elas ficam mais nos cantos ainda do que em um Mini original. Com isso, também dá para ter uma altura livre do solo mais baixa, pois os ângulos de ataque e saída são muito bons e o entre-eixos curto ajuda a evitar que o meio raspe na maior parte das situações. Com isso, além de se manter a utilidade do pequeno, ajuda-se também na estabilidade do veículo.

    Como disse antes, o protótipo apresentado do T25 usa o mesmo motor do Mitsubishi i. O que isso significa? Que é um bloco transversal central-traseiro inclinado 45º para trás, permitindo ao mesmo tempo os benefícios dinâmicos do posicionamento entre os eixos e a menor obstrução possível ao espaço interno. No caso do i, conseguiu-se fazer um kei-jidosha capaz de levar quatro adultos com conforto e um belo porta-malas para algo daquele tamanho. Portanto, que se espere transferência de parte dessas qualidades ao T25.
    Vale lembrar que veremos muitas interpretações do T25, pois o plano da Gordon Murray Design não é vender o projeto para algum fabricante, mas sim licenciá-lo, tal qual a Iso fez com seu Isetta. Dizem eles que já há um gigante europeu interessado, bem como os rumores de que o Eike Batista quer produzi-lo aqui (até o sistema de produção dele é revolucionário e barato).

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  24. Desde o começo gostei do T25, justamente por causa de sua proposta de fugir do convencional. Manter o posto do motorista no centro à moda do McLaren F1 e com isso levar três pessoas acabou sendo interessante em um carro pequeno, justamente para aumentar sua usabilidade.
    Sobre a questão da porta única que bascula para a frente, realmente é de se pensar se ela seria válida para um T25 de série. Tudo bem que ela dá acesso aos dois lados do carrinho, mas ainda assim o pessoal está se preocupando com a segurança. Isso, é claro, para não esquecermos do problema que seria abrir a porta com o carro com a frente perto de uma parede ou em um lugar com teto baixo.

    Creio que vá ser mesmo algo mais para exibição. Acho que a alternativa de produção em série vá ser mesmo duas portas corrediças, mais compridas e obrigando a deslocar a coluna B um pouco para trás. Pense aí em uma solução semelhante à do Peugeot 1007.
    Sobre questão de estabilidade, que se note o fato de os componentes mecânicos do T25 estarem montados em posição baixa, o que por si só joga o centro de gravidade para uma posição bem adequada. O grande medo que há é o fato de ele ser mais alto do que largo. Porém, é possível sim fazer um carro com tal configuração que inclusive mande bem no teste do alce, como se pode ver pelo que do que um Mitsubishi i é capaz (http://www.youtube.com/watch?v=yf-Iiaj9JgM). O Mitsubishi i tem 1,60 m de altura e 1,47 m de largura, sendo também mais alto do que largo.

    Tanto no caso do i quanto do T25 (cujo protótipo, por sinal, usa o mesmo motor do pequeno Mitsubishi), houve também um belo investimento para reduzir a massa não-suspensa a algo mínimo, bem como usar suspensões extremamente eficientes. O i usa eixo traseiro DeDion, enquanto o T25 usa uma suspensão traseira independente que, pelo que a Gordon Murray fala, é ao mesmo tempo revolucionária e barata.
    Outra coisa a ser levada em conta é o entre-eixos grande para o comprimento total, que assenta melhor o carrinho. É uma roda em cada canto e, por não haver motor à frente, elas ficam mais nos cantos ainda do que em um Mini original. Com isso, também dá para ter uma altura livre do solo mais baixa, pois os ângulos de ataque e saída são muito bons e o entre-eixos curto ajuda a evitar que o meio raspe na maior parte das situações. Com isso, além de se manter a utilidade do pequeno, ajuda-se também na estabilidade do veículo.

    Como disse antes, o protótipo apresentado do T25 usa o mesmo motor do Mitsubishi i. O que isso significa? Que é um bloco transversal central-traseiro inclinado 45º para trás, permitindo ao mesmo tempo os benefícios dinâmicos do posicionamento entre os eixos e a menor obstrução possível ao espaço interno. No caso do i, conseguiu-se fazer um kei-jidosha capaz de levar quatro adultos com conforto e um belo porta-malas para algo daquele tamanho. Portanto, que se espere transferência de parte dessas qualidades ao T25.
    Vale lembrar que veremos muitas interpretações do T25, pois o plano da Gordon Murray Design não é vender o projeto para algum fabricante, mas sim licenciá-lo, tal qual a Iso fez com seu Isetta. Dizem eles que já há um gigante europeu interessado, bem como os rumores de que o Eike Batista quer produzi-lo aqui (até o sistema de produção dele é revolucionário e barato).

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  25. Bera Silva08/07/10 16:09

    Fazer o pequeno carrinho ser aprovado nos testes de colisão e pesar só 600kg é um feito e tanto.
    Eu não gosto de micro-carros, mas se: "a estrutura do carro e seu método construtivo serão revolucionários, permitindo fábricas menores e investimentos em ferramental reduzido", então o T25 já cumpriu sua missão. É esperar pra ver.

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  26. O Murray sabe tudo de carro e devemos dar enorme crédito a ele. Na certa é bom de guiar.
    O galho é que se o Eike Batista o fabricar aqui, na certa teremos a versão "aventureira" com pneuzão e suspensão erguida...

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  27. Eu teria qq carrinho ultra compacto nos meus deslocamentos. Não uso moto pq em sampa, sem chance. Não quero fazer parte da estatistica.
    Esse aí é feio de doer mas até isso é mero detalhe, pois se acostuma.
    Porta basculante é um problema pois como seria enquadrado? Lembrem-se que a Romisetta não foi considerado o primeiro veículo nacional pq só dispunha de uma porta. Não recordo qual foi o enquadramento legal, mas não era considerado um carro.
    Vamos ver e aguardar.
    Mas se o Eike se meter nessa, a priori, estou fora. O cara é Midas só pra ele e seus apaniguados.
    Nunca soube de um mercadinho valer mais que o Pão de Açúcar ou as casas Bahia...

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  28. Ok... vamos rebobinar um pouquinho a fita, estamos falando DO HOMEM! O gênio criador da Mc Laren F1!
    E ele não é brasileiro! [period]

    Agora sim... quanto à estabilidade e segurança, penso que o pessoal já argumentou e muito bem nos comentários acima.

    Minha opinião... Genial! aposto que este carro deve ser mais interessante de guiar que o Smart, que dizem ser muito divertido! Imagine, posição central! Mas que parece um carrinho de pipoca, parece... Whatsoever! o importante é que não haja nada que não seja funcional neste carrinho, este é o foco.

    Bera, por isso que é uma estrutura tubular em aço, olha a foto do painel, com certeza é mais seguro que a maioria dos "nossos carros".

    Li o comentário do Lubrico e me veio a mente aquela anedota que fala sobre um produtor de chinelos que manda alguém para analisar o potencial de mercado na Índia (se não me engano), o primeiro profissional que analisa fala para esquecer o país, porque ninguém usa chinelo lá. Já outro profissional diz para aumentar a produção ao máximo, justamente por ninguém ainda usar chinelo lá.

    Quando li "...e um motoboy de cada lado buzinando para passar!"

    Pensei... que engraçado! Eu já me vi na próprio corredor com o carrinho, tomando o espaço deste bando de motoboys abusados... kkkkk

    Abs

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  29. Arnaldo, é preciso lembrar que os balanços dianteiro e traseiro do T25 são bem pequenos, o que por si só melhora muito os ângulos de ataque e saída do veículo e dispensa elevar demais a suspensão.
    Sendo o motor central-traseiro, também não há um cano de escape atravessando pelo meio do veículo, bem como o fato de ele ficar bem dentro da área coberta pelas rodas dispensa protetor de cárter.

    Um dos motivos pelos quais as pessoas compram os tais carros "aventureiros" é o fato de a disposição consagrada para tração dianteira com motor transversal (em que o diferencial fica atrás de tudo e o conjunto motor-câmbio fica "pendurado" à frente) reduz o ângulo de ataque. E, queiramos ou não, a maioria das nossas cidades têm ruas cujo leito é literalmente carroçável, tão antigas que são. Isso pra não falar das ladeiras extremamente inclinadas.
    Com isso, valetas que eram superadas sem problemas por carros de tração traseira e seus balanços dianteiros pequenos acabaram sendo transtorno para muitos carros de tração dianteira e mesma altura livre do solo que aqueles tracionados por trás. Como se aumenta ângulo de ataque com tal disposição mecânica? Só mesmo se você elevar a suspensão para que a primeira coisa do carro que encontre esses obstáculos urbanos simples seja o eixo dianteiro, e não o extremo do balanço dianteiro.

    Se haverá uma versão "aventureira" do T25? Pode até ser que haja, pois a Gordon Murray Design prevê que a plataforma tenha várias derivações (alguém lembrou-se aí de um certo carro alemão que lembrava um besouro?). A vantagem de um hipotético T25 "aventureiro' seria o fato de que ele teria de fato uma habilidade fora de estrada quando comparado a um dos modelos atuais.
    O motivo? Mais ou menos aqueles do Fusca, como os componentes mecânicos concentrados atrás, a tração traseira, uma plataforma lisa embaixo, fora os tais ângulos de ataque e saída bons mesmo com altura livre mais baixa.

    Portanto, um T25 "aventureiro" poderia ser algo assemelhado ao que era o VW 181/Thing comparado ao Fusca ou, se pensarmos em Brasil, os Gurgel de X10 a X12 comparados com o mesmo besouro. Se de repente alguém quisesse tração integral, haveria a opção de se fazer algo como existe no Mitsubishi i AWD ou mesmo acoplar um motor elétrico ao eixo dianteiro.

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  30. Também acho sensacional a idéia mas acho que não vai rolar.

    Muito estranho para o primeiro mundo e muito caro para o terceiro.

    Pode ser sensacional mas por uns R$ 40mil eu não deixo de comprar um ótimo usado pra andar no "carro do futuro"...
    E o usuário de primeiro mundo não deixará de comprar um Toyota Prius para comprar um "carro da moda"...

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  31. Ao regi nat rock, não duvidarei que a tal escotilha que engloba a frente será substituída por duas portas (espero que corrediças), justamente para manter a possibilidade de abertura em espaços bem pequenos.
    Em relação ao enquadramento desse veículo em relação à lei nacional, não esqueçamos que a lei que vitimou o Romi-Isetta foi aquela dos tempos do GEIA, que só beneficiava veículos que tivessem no mínimo duas portas e capacidade para quatro passageiros. Tanto é que a Romi tentou conseguir a licença de fabricação do BMW 600 para ver se conseguia os tais incentivos, bem como nunca saiu do papel o projeto de um Romi-Isetta com uma porta em cada extremidade e os passageiros de trás sentando-se virados de costas para os ocupantes da frente.

    Portanto, não acho que iria haver problema de enquadramento para o T25 nos dias de hoje.

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  32. Galto, vale lembrar que ele foi feito para custar pouco, sendo que até sua fábrica é feita para custar pouco para ser implementada e ter alta produção (casa de 100 mil unidades/ano).
    Pelo que diz Gordon Murray, se o T25 for feito na Inglaterra, custaria menos que o equivalente a R$ 20 mil, o que para eles é troco de café. E isso porque a Inglaterra tem custos produtivos bem altos.

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  33. se for isso tudo mesmo, custando o preço de um popular, eu compro!
    vamos torcer pro Eike fabricar esse carro aqui.

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  34. Fábio, sobre o seu comentário:

    "... aposto que este carro deve ser mais interessante de guiar que o Smart, que dizem ser muito divertido!"

    O Smart Fortwo, na minha opinião, é muito, muito, muito ruim "de guiar". Estou ainda para dirigir algo pior. Pensa alguma coisa ruim. Está lá. Ergonomia, Conforto, Desempenho, Percepção de Pitch e Row, NVH, Powertrain, a lista não para.
    Numa volta ideal, você soma todas as melhores parciais para obter a volta teórica perfeita. No caso dele, você soma todos os piores defeitos do mundo automotivo e obtém um Smart.

    Dito isso, ao que se propõe, é ótimo. Sim, não é um carro para guiar, nunca quis ser. Você vai a padaria com ele, você não tira ele da garagem para "guiar".
    É compacto, econômico, seguro e um bom custo x benefício. Barato, porque na Europa compete na faixa de preço de um Ford Ka, não na faixa de preço de um Ford Focus, como no Brasil.


    O que leva ao tal T25.

    Teste do alce, CG elevado, bitola pequena, isto hoje não é problema. Exagera na geometria da suspensão traseira, compra um ESP da Bosch, e você está livre de problemas. Guiar? Não. Mas ir até a padaria, dá.

    E nesta linha de desing mecânico, é muito difícil o carro não ser terrívelmente orientado ao subesterço.

    Na minha visão o carro é perfeito. É exatamente o que o mercado europeu quer. Barato, econômico, compacto, seguro.
    Guiar? No final de semana você viaja de trem, pega carona, aluga um outro carro, ou tem seu conversível na garagem.

    Você compra uma motocicleta Honda Bis 100 esperando viajar 600 Km no final de semana em rodovia? Não, não é uma moto para isso, é consenso.

    Agora você compra um carro. Um carro. O Brasil está pronto para um carro que não serve para o final de semana, para o seu lazer?

    Na minha opinião, não.

    Abraços,

    Eduardo Cenci

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  35. Na europa pode fazer vendas, nos EUA difícil. Aqui - e em todo mundo que se ACHA desenvolvido - mesmo que custe 5 mil reais a turna do "carro por metro" vai preferir outra coisa, até uma motocicleta bonita e vistosa chinesa... ou um Celta "nova geração"

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  36. Eu gostei muito deste carro, desing realmente é feinho, mas todos os carros do Murray são, aquele rocket é horrível e o Mac f1só é bonito pq foi assinado pelo designer do Jag xj220 ñ lembro o nome. Mas se no desing Murray ñ sabe de nada, na técnica ele tem mais doque credenciais, então esse papo de estabilidade ruim ñ cola, até pq ñ se pode esperar o desenpenho de um superesportivo em curvas é uma questão de proposta como já diseram aqui, estarei torcendo muito p q esse carro vingue, inclusive comparado aos carros "alternativos" que se ve na frança e europa como um todo esse é eté agradavel. Torço por ele e pelo Lumeneo da Smera deem uma olhada, esse sim é uma litle wonder.
    http://www.lumeneo.fr/welcome.html

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  37. Eu discordo totalmente!
    Poucas vezes vi um projeto com tantos erros projectuais junto.
    Vou dar um exemplo, se vc tem uma grana legal para contruir uma casa, aquela casa dos seus sonhos; contrata um engenheiro ou um arquiteto?
    Todas as casas legais q já sonhei comprar foram projetadas por arquitetos!
    Pois esse é justamente o erro crucial do T-25.
    Foi dada maior ênfase ao projeto do carro em si e as idéias do seu engenheiro do que as pessoas.
    Falta foco na pessoa humana nesse projeto, falta segurança, falta conforto! E ainda por cima é HORRÍVEL!!!! E vai ser bem caro!
    Vou mais além, se esse projeto fosse tão bom assim alguma montadora já teria comprado talvez nem saberíamos q é do Gordon Murray.
    Aqui no Brasil podemos fazer muito melhor, eu me incluo nisso aí, mas alguém tem peito para afrontar as montadoras? Espero q sim! Vamos ver!

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  38. Eduardo,

    Quem aqui falou em lazer? eu comparei o tal carro com o Smart e comentei sobre uma situação corriqueira da cidade de São Paulo, só.

    E um carro deste tamanho deve ser divertido no trânsito sim, onde via de regra os menores "se dão bem"...

    Ao comentar sobre "o tal T.25" você falou de CG elevado, que não é o caso, também sobre "comprar um ESP", algo que acho que será desnecessário, pois assim como o Smart, muito provavelmente este carro também contará com este recurso.

    Concordo quando diz que o carro "será orientado ao subesterço", aliás lembrei do meu amigo que comentou sobre o Smart, ele alugou o carro na Alemanha e a "brincadeira" foi tentar fazer o carro rodar, mas além das "medidas" não contribuirem para isso, quando ele forçava o carro para tal, o ESP corrigia.
    Bom... devia ter desligado, não é?
    Olha o figura no link, brincando na neve... kkkk

    http://www.youtube.com/watch?v=CxPBw62wpPk

    Quanto ao Brasil não estar "preparado", discordo totalmente, do mesmo jeito que muita gente passou a ter acesso ao carro 0km, a "classe média" está se dando ao luxo de comprar "novos brinquedos", diferente de encarar o perigoso trânsito de São Paulo com uma moto, acredito que este carrinho poderia facilitar a vida de muitos que sofrem com esta neurose do "anda e para" diariamente. Falo sério que eu enfiaria este troço no corredor!!! hahahaha

    Lawrence,
    De onde vc tirou estas informações?
    "...falta segurança, falta conforto!"
    Só por causa do esquema da porta?
    Olha novamente a foto do painel, olha esta estrutura, lembrou-me uma célula de sobrevivência.

    Bom, creio que o Gordon merece crédito até que realmente seja provado o contrário.

    hahahahaha... cassete Alvarenga, eu só tinha visto o Smera em algum chamado da Discovery ou algo assim... muito loko o carrinho! Se eu não conseguir enfiar o T.25 no corredor, ahhh o Smera eu coloco e ainda peço passagem pros "cachorro loko"... kkkkkk... o carro até tomba pra fazer curva, que loucura! Ninguém aqui no AE teve acesso a "isto aí"?

    Abraços

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  39. Este comentário foi removido pelo autor.

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  40. ops! Desculpem-me, acidentalmente postei um comentário relacionado com o post "Fim da Farra?" aqui...

    Por favor, desconsidere...

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  41. Fabio, só por causa da porta? Precisa mais o q para um veículo ser inseguro, desconfortável, caro?
    Pq nenhuma montadora usa esse tipo de porta? Pq elas não querem? Não, pq é ruim! Fica mais pesado! Mais inseguro, mais difícil acessar, mais difícil vedar... Tudo de ruim q vc possa imaginar e mais um pouco!
    Só o gênio do Gordon Murray q inventou agora esse tipo de porta?
    Fala sério!
    O mundo sempre está preparado para bons produtos, e nunca para os ruins. Pode ser q venda inicialmente bem... Mas aí as pessoas vão descobrindo as falhas monstruosas q existem nesse projeto e aí já era... R.I.P.
    Tem muitos outros defeitos graves... Mas se o meu conselho fosse bom, vcs compravam! KKKK
    Os engenheiros que me perdoem, mas qualquer bom projeto automotivo começa por um DESIGNER! Engenheiro pode ser ótimo para F-1, estação espacial... São profissionais maravilhosos q viabilizam coisas incríveis... Mas esse aí errou a mão feio, pq cometeu o "erro" q todo engenheiro comete quando não tem supervisão de alguém q foca nas pessas que são as q vão pagar a brincadeira, colocou o seu lindo e maravilhoso projeto na frente das pessoas q vão usar.
    Uma coisa é projetar, colocar em exposição e esse nem bonito é... Outra é usar! Ah, use em um dia ensolarado! Pq se chover... Eu espero q o lindo painel seja a prova d'água!

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  42. Lawrence,

    Eu não te conheço e também não conheço o Murray...
    Mas desculpe-me, o currículo do cara é muito foda!

    Concordo que o carro é feio e só, o restante é só especulação. Aliás, só "patricinha" que acha o Smart bunitinhu... acho que é pra fazer graça e chamar atenção.

    Não me leve a mal, mas é a minha opinião.

    Abs

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  43. Fábio,
    Tenho 2 prêmios como estudante em design automotivo, estou me formando em Desenho Industrial - Projeto de Produto na UFRJ
    www.ivonesio.com.br/lawrence
    Tirando o Taxi Conceito q coloquei renderings do spaceframe, nenhum dos outros o Gordon Murray sabe nem começar.
    Leia o meu blog!
    Especulação? Se vc sofre um acidente, supondo q essa porta gigante não vai abrir no impacto e q vc consiga abri-la depois, vai tomar um tombaço escalando essa lateral passando por cima da roda dianteira!
    Tem q ser ninja para se acomodar
    nos assentos traseiros!
    Fábio, o mundo está cada vez mais velho... A idade média na Europa é altíssima... Imagina uma pessoa de 50 anos sentando nesse assento traseiro!
    Ou um obeso, 50% dos americanos estão acima do peso... Escalando essa lateral para entrar... Ou tentando se acomodar atrás!
    Especulação? Fala sério!!!!!
    Reforço mais uma vez, nenhuma montadora usa esse tipo de acesso pq? Pq é RUIM!!! INSEGURO!!!
    Só não vê quem não quer!
    Se eu tivesse apresentado esse projeto aí no meu trabalho de conclusão de curso, tinha tomado bomba!
    Muito ruim!!! Engenharia de F-1 NADA tem haver com veículos urbanos; absolutamente NADA!
    F-1 é confortável?
    F-1 é seguro?
    F-1 tem acesso fácil?
    Se esse T-25 ainda andasse bem, nem dizia nada... Mas nem isso...
    Agora, se alguém quiser produzir e depois outros quiserem comprar, o q posso fazer?!?!? Só desejar que nunca se acidentem pq os resultados vão ser feios!

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  44. Vou completar um comentário q fiz...
    Quando disse q os Engenheiros normalmente erram quando colocam os seus amados projetos na frente das pessoas quando fazem tudo sozinhos...
    Da mesma maneira os Designers fazem projetos que não podem ser fabricados, psicodélicos, exóticos ou ousados demais sem a correta assistência.
    Embora difícil, em um projeto tão complexo quanto um carro esses profissionais têm q trabalhar JUNTOS. Se não desanda!
    Abraços

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  45. O carro ser alto não significa que ele irá capotar fácilmente, tudo depende da altura do centro de gravidade, que como já foi dito é baixa. É só olhar um joão-bobo, a altura é muito maior que a base e ele não tomba por causa do peso concentrado na parte inferior.

    Ser inseguro em impactos por ser pequeno também não é verdade. Do mesmo jeito que a área para absorver impacto é menor a inércia do carro também é.

    Creio que o que definirá o sucesso ou fracasso dele caso venha ao Brasil será basicamente o preço. Se custar 100 mil ninguém compra.

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  46. Eduardo Cenci,

    Legal o que disse. Muda um pouco minha idéia e explica muito sobre a sua finalidade.

    Acho que falei besteira.

    Um abraço,

    Rafael Aun

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  47. O consumidor não se sujeita a muita coisa hoje, inclusive a falta de espaço em um carro.

    Outra coisa determinante é o custo.

    Ideia inteligente, que poderá ser morta pelo consumo.

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  48. Caro Lawrence Jorge R S creio que vc já deva ter feito um teste de 5.000 km para avaliar os defeitos e qualidades deste automóvel.

    Sds,

    Cristiano Zank.

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  49. PS.: ônibus intermunicipais tem somente uma porta e quando batem de frente elas podem ficar travadas. o que se faz? saídas de emergência. Eita mundo pequeno né....

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  50. Eduardo,

    Parabéns pelos seus prêmios, com certeza seu futuro é promissor.

    Mas vc não me convenceu e F1 é seguro sim! Aliás muitos gostariam que fosse menos, obviamente estou falando de segurança ativa.

    Ahhh... e concordo que para um carro comum, o resultado será melhor se o designer e o engenheiro trabalharem em equipe.

    Abraços

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  51. "Meu projeto o Gordon Murray nem começa"...
    Coitado.
    Lógico que esse carro não é pro Brasil, mas pra Europa e Japão pode dar certo, e creio que a versão mais vendida vai ser a elétrica, pela praticidade, limpeza e CG muito baixo pelo peso das baterias no assoalho.

    McQueen

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  52. Isso mesmo Anônimo, nem começa!
    Suspensão com apenas um elemento estrutural q concentra todas as funções com performance melhor q qualquer uma q vc queira... Mais leve, aerodinâmica e fácil de fabricar/montar...
    Motor V-8 2.4 com mais de 1000hp sem turbo girando a mais de 25mil rpm muito mais barato q qualquer similar...
    Só dois exemplos. Pena q aqui no Brasil todo mundo pensa pequeno e fica endeusando qualquer um q faz qualquer porcaria!
    DUVIDO q isso venda no Japão... Nem na Inglaterra, País natal dessa geringonça por uma razão muito SIMPLES... Chove dentro do carro...
    Para entrar e sair vc se expõem completamente as intempéries... Se vc já se molha para abrir uma porta normal de carro durante uma tempestade, imagina em uma porta q abre pra cima! E no Japão, na Inglaterra, são tempestades mesmo! Mar do Norte e Pacífico são SINISTROS!
    Aí, fica difícil realizar algo pq a maioria está comprado pelas montadoras, dos políticos passando pelos profissionais da área e indo até a imprensa! Mas é isso,cada povo tem os carros q merece!

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  53. No video

    http://www.youtube.com/watch?v=MZz57aPQOb0

    Dá pra ver direitinho como um cotoco como o Smart negocia a estabilidade: ele troca o balanço no plano horizontal pela esfregada de frente.

    Reparem como é "difícil" desgarrar ou carro ou fazer a traseira soltar, mesmo de pé embaixo. Em compensação a dianteira passarinha à vontade.

    Cabe lembrar que o Smart tem traçao traseira, onde comportamento subesterçante me superfícies sem atrito não é comum.

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  54. Mais ecológico que isso é o carro movido a fezes, de minha autoria.

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  55. Motor de 660cm3?
    Será que qualquer semelhança com Subaru VIVIO é mera coincidência?

    Esse carrinho não tem espaço suficiente para carregar as compras do supermercado.

    Pode até ter o CG baixo, mas com essas bitolas dianteira e traseira ridiculamente pequenas, não tem como não ter um rolling elevado e tendência de capotamento.

    Até entendo as alegações do AAD sobre espaço nas vias municipais, mas não adianta, as pessoas não querem isso. As pessoas querem andar de carro com cara de carro, não com cara de brinquedo. Visual conta bastante em todo o mundo.

    Muito sensato e lógico o comentário do Cenci. Aliás, acho que o conheço de outros carnavais. :-)

    Pode ser feito pelo Gordon Murray, pelo Zora Arkus Duntov, pelo Bob Lutz, pelo Ron Dennis, pelo Papa Benedito XVI, pela Margareth Thatcher, não interessa, isso aí não vai emplacar, pode anotar.

    Carro com cara de carro, isso é fundamental. Não cabe nas ruas? Falha de planejamento urbano. Deveríamos ter aprendido a lição californiana: enormes redes de rodovias cruzando as cidades. Nunca é tarde para começar.

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  56. Bussoranga,

    Cilindrada até 660 cm³ é comum no Japão, são os kei jidosha, vc compra sem comprovar garagem.

    Esse Gordon está aproveitando que existe uma cambada de baba-ovos-entusiastas pendurados em seus bagos, e está querendo reinventar a roda.

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  57. oOOo! "Dr." Lawrence, volta pra sua prancheta que ainda não deu tempo nem de esquentar a cadeira e termina sua faculdade, depois você volta para continuar pichando o inventor do McLaren F1, que é até hoje o mais rápido carro (motor aspirado) do mundo! Por enquanto dá uma olhadinha lá...
    http://www.gordonmurraydesign.com/history.php

    E mais respeito pelo pessoal que aqui escreve, você sempre está por aqui lendo seus posts, não é? RESPEITO! Sem isso você vai entubar estes prêmios e não chegará a lugar nenhum...

    Bussoranga, num mundo onde nada se cria e tudo se copia, acho que o Murray já está inovando bastante, achei a escolha do motor bem acertada, eu confiaria mais neste motor do que o novo motor do Fiat 500, por exemplo.
    Se você estiver sozinho para fazer as compras são só 720 L, é pouco?
    Tendência a capotamento? o Aun falou também que o Fox tomba com facilidade, ahãm! Não é bem assim e a proposta do carro não é ser um esportivo, que precisa ser plantado no chão. Se o carro vai pegar ou não, aí já é oooutra história...

    Anônimo! O nome é AUTO o quÊ??? AAAAHHH tá!!! o que você está fazendo aqui mesmo???

    AAAhhh... Talvez "o Murray tenha se ligado" que com esta porta ele possa ter problemas de aceitação neste projeto...
    Aguardemos!

    T.27 - Coming soon...

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  58. Auto-maria-vai-com-as-outras

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  59. Marcelo Augusto10/07/10 23:12

    Esses kei jidosha de 0,66 l citados pelo anônimo seriam o ideal. Uns usam turbo, caixa CVT sem conversor (multidisco em óleo), devem gastar bem pouco, e o habitáculo é perfeito. O VIVIO citado dava bem até para um motorista bem alto.

    Acho que Murray deveria fazer um consultoria lá no Japão.

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  60. Já que estamos falando de como um carro mais alto do que largo pode ser estável, vejam este vídeo do Mitsubishi i e seus 1,60 m de altura para 1,47 m de largura:

    http://www.youtube.com/watch?v=HDP8Ln4uqnA

    Notaram como ele faz o slalom de maneira extramamente serena? Joga um pouco a traseira, mas de uma forma que até ajuda no controle, algo que me lembra um pouco os carros de projeto alemão.
    A favor do i, temos o motor central-traseiro (parece traseiro pendurado atrás do eixo, devido ao bloco inclinado 45º para trás) e o peso ser todo concentrado entre os eixos ou em cima deles (no caso, a bagagem que se põe no porta-malas).

    E que também se veja a avaliação do i feita pelo pessoal do Fifth Gear:

    http://www.youtube.com/watch?v=yf-Iiaj9JgM&feature=related

    Por que falo do i? Porque seu motor é o mesmo do smart fortwo da atual geração e o mesmo que a Gordon Murray escolheu para equipar o T25. E, como alguém já lembrou aqui, é quase certeza que o Gordon Murray descobriu alguma forma de algo que mede 1,3 m de largura por 1,6 m de altura ter comportamento tão sereno quanto os que vemos nos carros com os quais compartilha motor.

    Em todo caso, temos de lembrar que a Gordon Murray Design não tem intenção de fabricar o T25, mas sim licenciá-lo para que outros o fabriquem (incluindo aí o licenciamento da fábrica com o sistema revolucionário). Portanto, que ninguém duvide que os licenciados poderiam fazer ou não modificações no projeto original, tal qual a BMW fez com o Isetta. Vamos pegar um exemplo bem simples: se a Tata resolvesse produzir o T25 sob licença na Índia, uma escolha óbvia de motor seria o bicilíndrico do Nano e, talvez, o tricilíndrico do Nano Europa. E outras combinações poderiam existir, mas mantendo o projeto original do jeito que foi desenvolvido. E poderiam haver mudanças mais ou menos extensas, conforme o licenciado.

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  61. Nem vou mais responder aos bobões q nem 1 post tem no blog pq é perda de tempo, esse país até hj em pelo 2010 não tem 1 projeto de motor/carro próprio justamente pq somos um povo bundão q fica puxando o saco e se vende para qualquer estrangeiro... Da-lhe China!
    Agora, os comentários pertinentes dá vontade de repercutir...
    Ao anônimo logo aí em cima... Cara,para transformar o T-25 em um carro vc tem q projetar outro.Na Índia chove muito tb...Esse teto escamoteável não rola. Nem no saara... O q não chove de água,"chove" de areia.
    A ênfase que vc deu que o processo de produção seria revolucionário só reforça a minha desconfiança q o foco do projeto é o projeto em si e não as pessoas que vão usufruir.
    De q adianta um processo revolucionário que só se aplica a um projeto ruim.Será que se aplica a um bom projeto?
    Vindo de um eng q colocou a sua configuração de 3 pessoas e esse teto escamoteável na frente dos usuários, eu desconfiaria.
    Vale lembrar q o condutor centralizado fica em desvantagem para visualizar oportunidades de ultrapassagem. Já fizeram as contas de quantas pessoas se acidentam no Brasil só por conta de ultrapassagens mal sucedidas?
    Agora, nem duvido que seja fabricado pq tem muitos recursos represados no mundo e na Índia por exemplo eles lá têm veículos muito piores que o T-25.
    Mas é ai q eu me indigno... Ao invés de estar cogitando fabricar o T-25, a Índia podia estar estudando fabricar um carro brasileiro muito melhor e seguro, pena q não temos nenhum...
    Um país de 190 milhões de habitantes, um dos maiores pibs do mundo q não tem 1 fábrica de motores, veículos com tecnologia própria... Triste.

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  62. Dá-lhe China? ahãm!!!

    Sem mais!

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  63. Franklin Weise12/07/10 09:55

    Este carro segue o conceito de "forma a serviço da função", o que não necessariamente gera carros bonitos. Se formos pensar bem, o projeto original do Fusca seguia este princípio também. Ou seja: ele não foi pensado para ser bonito.

    E acho engraçado ver alguns comentaristas aqui (inclusive jovens) achando que um carro precisa obedecer a configurações pré-existentes. O fato é que o mundo muda: poluição, espaço nas ruas e nas vagas de estacionamento, carro como transporte individual etc. Não faz sentido mudar os carros em função disto?

    Fico fascinado quando vejo um gênio usando a tecnologia recente para criar carros pequenos, leves, pouco poluentes, com bom comportamento dinâmico e resistentes a impacto.

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  64. Franklin, na minha opinião você levou a taça!!!

    Digae MAO!?!?!

    Abraços

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  65. Em postagens anteriores aqui, também já disse que o teto escamoteável poderia dar lugar a duas portas corrediças (pensemos aí em algo como o Peugeot 1007), o que manteria a funcionalidade de se poder desembarcar os passageiros em espaços apertados.
    Sobre o processo produtivo dele, essa também é uma parte interessante, pois permite que se produza 100 mil carros/ano em um espaço três vezes menor que o de uma fábrica convencional, a um custo também bem menor. Pelo que se fala a respeito, seriam US$ 200 milhões. E como está nos comparativos divulgados pela própria Gordon Murray, o T25 também é feito para usar menos peças que um carro convencional e custar menos que este. Não duvidaria que tais princípios também sejam aplicáveis a carros mais convencionais, o que também seria uma ótima notícia a quem precise de algo maior que um T25.

    Em relação à posição central de pilotagem com um passageiro para cada lado, que não esqueçamos que o mesmo Gordon Murray usou tal solução no McLaren F1, carro que até hoje é admirado. Claro que o F1 não usava a porta única do T25, mas que aí a analisemos como uma particularidade do T25. Sobre oportunidades de ultrapassagem, que não esqueçamos do fato de o motorista estar em posição centralizada também o deixa mais longe dos pontos cegos das colunas A. Some-se a isso uma maior agilidade do T25 e podemos de alguma forma considerar compensado esse ponto, ainda mais que ele ocupa um espaço menor para uma mesma faixa de rolagem. Se o motorista quiser ultrapassar, terá à sua frente uma visão mais desimpedida e, se quiser ultrapassar, bastará posicionar o T25 bem à esquerda (ou à direita, em países de mão inglesa) e será possível enxergar bem as oportunidades. E como o carro é leve para o motor que tem, basta acelerar que se ultrapassa rapidamente.
    Sobre eventual fabricação na Índia, pedirei que leia mais atentamente minha postagem anterior. Jamais disse que a Índia está cogitando fabricar o T25, mas sim que a intenção da Gordon Murray Design é de licenciar o projeto para uma série de fabricantes no mundo. E aí é de se imaginar que, conforme o licenciado, haja mais ou menos mudanças em relação ao projeto original. No T25 apresentado, o motor usado foi o do Mitsubishi i (e também do smart fortwo), cujo posicionamento é central-traseiro e a montagem é transversal. Esse bloco é inclinado 45º para trás justamente para ocupar pouco espaço e gerar uma plataforma de carga baixa. Que se veja isso no Mitsubishi i, que tem bom porta-malas para um carro de apenas 3,4 m.

    Ao dar o exemplo da Índia, peguei como exemplo a Tata por causa de analogia mecânica, e nada além disso. Portanto, foi só uma suposição. Por que usei a Tata de exemplo? Pelo fato de o Nano ter componentes mecânicos de certa forma análogos aos do Mitsubishi i que cedeu mecânica ao T25. No Tata Nano também vemos um motor central-traseiro transversal cujo bloco é bastante inclinado para trás para não ocupar muito espaço. Se uma Tata conseguisse licença para fabricar o T25, não seria de se duvidar que fizessem essa adaptação no projeto.

    E por que falei desse exemplo? Porque me lembrei do Isetta. Como sabemos, aquele carrinho sofreu adaptações conforme a firma que o licenciou. A BMW, ao conseguir sua licença, fez uma série de modificações em relação ao projeto original, justamente para poder usar o máximo de componentes próprios. Se a intenção da Gordon Murray Design é de licenciar o T25, é de se esperar algo parecido.

    Assim sendo, e para que não mais surjam mal-entendidos, NUNCA FALEI QUE A ÍNDIA COGITA FABRICAR O T25, MAS SIM QUE, CONFORME A FIRMA QUE CONSEGUIR A LICENÇA DE FABRICAÇÃO, PODERÃO HAVER MAIS OU MENOS MUDANÇAS EM RELAÇÃO AO PROJETO ORIGINAL DA GORDON MURRAY DESIGN. Apenas isso e nada mais.

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  66. Franklin, o mais interessante do T25 é que, exceto pelo fato de ter uma largura menor que a de outros carros (e consequentes efeitos em outros aspectos), ele segue uma série de princípios consagrados na forma de se projetar automóveis.
    As bitolas dianteira e traseira, por exemplo, têm praticamente o mesmo tamanho. Assim sendo, não vamos ver o T25 ficar tão sujeito a passar as rodas traseiras em um buraco do qual se conseguiu desviar a frente. Portanto, nada de "efeito Romi-Isetta" neste caso.

    O mais interessante de tudo é ver que o "reacionarismo de projetos" que vimos nos últimos anos vem sendo quebrado, ainda que lentamente:

    1) O smart fortwo em si;

    2) O Mitsubishi i saiu do convencional e consegue ser um kei-jidosha extremamente interessante ao posicionar o motor em posição central-traseira e, ao mesmo tempo, ter espaço interno para levar quatro adultos grandes;

    3) A Tata fez o Nano, que vem sendo elogiado dentro de sua proposta e tem tudo para melhorar o conceito com a versão Europa;

    4) A Toyota tem o iQ, que é de tração dianteira, mas saiu do convencional ao posicionar o diferencial à frente de um motor transversal e reprojetar a caixa de direção para ocupar o menor espaço possível, isso pra não falar das soluções técnicas para levar três adultos e uma criança;

    5) E temos o T25, que usa uma série de conceitos para levar três adultos no menor espaço possível, bem como inova em outros aspectos, como o tal processo de fabricação.

    Se voltaremos a ter uma diversidade de projetos, ainda é cedo saber, mas é pra lá de interessante saber que já se está saindo disso.

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  67. Anônimo, legal ter explanado sobre todos estes carrinhos, mas o que mais me despertou o interesse em dirigir foi o carro citado pelo Alvarenga, o Smera, é uma doidera! carro-moto ou moto-carro? sei lá... é muito louco! quem ainda não assistiu ao video, vale a pena, acho que eles conseguiram passar a mensagem e o carrinho deve ser uma experiência a parte...

    Sds

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  68. Para termos ainda mais dados sobre veículos que fogem do convencional, passo-lhes uma notícia meio velha sobre a Daimler patenteando um smart de três lugares com motorista sentado no centro (http://www.autoblog.com/2009/08/03/triple-play-mercedes-reportedly-files-patent-papers-for-three-s/).
    Ainda sobre posição central de direção, vale lembrar que ela é costumeiramente usada nos ônibus biarticulados aqui de São Paulo e, ao que consta, não há registro de acidentes em ultrapassagens envolvendo tal tipo de veículo. E olha que eles circulam tanto em corredores que permitem ultrapassagem como em ruas e avenidas convencionais.

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  69. Anônimo... Então espero que fabriquem carros com 3 lugares;cara cansei.
    O caso ônibus é um caso completamente diferente... Mesmo com piso baixo o motorista têm campo de visão acima dos carros...
    E no caso dos corredores exclusivos algumas dessas faixas são na esquerda... Então a posição central favorece! Outro detalhe, motoristas de ônibus são treinados e pagam pelas avarias q os veículos sofrem então além de serem profissionais eles não querem pagar nada de um salário já baixo o q ajuda bastante a conter os acidentes...
    Mas e a água q vai entrar quando vc quiser entrar ou sair chovendo, como faz? Lembra do pacote com compras q vc deixou no bando de trás? Quando se contorcer para pegar já era... Molhou tudo. Não sei o q vai ser pior, pegar o pacote de compras e abrir a porta tendo q se contorcer para escalar a lateral... Ou sair e ficar tomando chuva enquanto se contorce para pegar o pacote de compras atrás. Se vc tiver menos de 1,75 então, chore!
    Será q a enorme porta aguenta um crash test sem abrir? Não vai ter problema de vedação? Será q ela abre depois de deformada por um acidente caso se mantenha fechada? Quais serão os danos aos ocupantes?
    Em miniatura, em fotos estudadas é tudo lindo e maravilhoso...
    Pra mim é o pior projeto automotivo que já vi feito na europa;mas como já disse em outros países as coisas são ainda piores então ainda está arriscado vender muito.

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  70. Reinaldo:
    Não resolve o problema do transito mas ajudaria muito se a ideia surtisse algum efeito. E nossos pulmões tb agradecem, e os seus netos agradecerão mais ainda de não precisar usar filtro solar fator 60 pra ir a padaria. Quem fala de potencia e estabilidade pra esse carro, em Sampa por exemplo que não pode passar de 60, onde entra a estabilidade e a potencia nisso? hehehe... Eu adotaria uma ideia desta sim, principalmente pq vou ao trabalho com mais 1 pessoa só fora os que vão só, talvez teria uma segunda opção para mercados e viagens. Essa porta me convenceram que não é pratica de fato... Mas a ideia precisa pegar com este ou com outros super compactos. Pensem na bronquite dos filhos e netos e o cancer de pele que vem aumentando dia a dia.

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  71. Anônimo,o q "resolve" trânsito caótico nas grandes metrópoles é metrô, barcas, transporte de massa!
    Carro nenhum resolve isso. E mesmo com uma boa rede de trens nunca é o bastante!

    Se o rebaixamento da calha do Tiete e afluentes tivesse sido planejado para transporte pluvial tb,seria um puta reforço se houvesse integração com metrô/ônibus. Mas estão realmente interessados em resolver a questão?

    Isso é mundialmente reconhecido e catequizado pelos especialistas, mas quem realmente leva a sério aqui no Brasil?
    Pesquise na internet e veja a rede de metrô das grandes cidades americanas e japonesas...

    Será que ajuda? Sei não, duvido muito. Pq o GordonMurray não usou um motor a ar-comprimido q consome 2 euros por 100km em um veículo maior que o t-25 que não depende de bateria e "recarrega" em 5min se tanto?

    Por isso q eu não acredito nesses projetos espetaculosos, para mim são factóides.

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  72. foradacasa13/07/10 13:20

    uma coisa que nunca entendi nesses carros tão estreitos: onde vai o rádio???

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  73. Que tal um post mais novo sobre isso?

    Essa semana a Vicky do Fifth Gear esteve com o Gordon e trouxe muitas novidades interessantes sobre o projeto.

    Baixe o episódio em qq buscador de Torrents, basta procurar por "Fifth Gear S17E09", é o nono episódio da 17ª temporada.

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